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Olá viajante!

Bora viajar?

Relato: Casal no Peru por 10 dias - abril/2013

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Oi pessoal!

 

Estou eu, aqui, na (por-incrível-que-pareça) difícil missão de relatar a viagem ao Peru. É isso aí! Não é fácil escrever sobre a realização de um sonho! São muitos detalhes, muitas informações para juntar e organizar na cabeça, antes de escrever. Mas vamos lá, vou tentar ser sucinta e, ao mesmo tempo, não deixar de contar os detalhes importantes. Pra não ficar muito consativo pra vocês e demorado pra mim, vou postando à medida que for escrevendo, seguindo o exemplo do amigo Dam. Por enquanto, ou ficar devendo as imagens, ok?!

 

Tudo começou com um anúncio num grupo de compras coletivas: três diárias em Cuzco + aéreo. Perfeito para uma viagem a dois em comemoração aos cinco anos de casados. Era só deixar as meninas (três: uma adolescente e duas pequenas) com a vovó. Compramos! Uma vez no Peru, porque não esticar a temporada?! De três para dez dias! Ótimo, assim poderíamos conhecer não só Cusco, mas outras cidades que descobrimos ser interessantes nas primeiras pesquisas na web.

 

Viagem comprada. Período determinado (03 a 12 de abril de 2013). Filhas organizadas. Partimos para o planejamento. Coisinha mais difícil, viu! É bom você ter tempo da decisão até a viagem, pois se tem muito que descobrir sobre o país. Pesquisar um bocado, pra saber as opções que se tem e escolher de acordo com seu gosto. Depois de muito ler e navegar, definimos nosso roteiro: Ica (para conhecer o Deserto de Paracas e as Linhas de Nazca), em seguida, Arequipa (a cidade Branca) com planos para ida ao Canion Del Colca e, por fim, Cuzco, incluindo seus arredores e Machu Picchu – nesta ordem. Tínhamos apenas um probleminha: as passagens aéreas eram GRU-CUZ com conexão em Lima. Tentaríamos trocar, para não fazer o trecho LIM-CUZ na ida e, de Lima, já seguir para Ica. Por isso, tínhamos um “plano B” para o caso de a troca não dar certo: chegar em Cuzco e já sair para Arequipa e, em seguida, voltar para Cuzco (depois de muito refletir, no caso do Plano B, resolvemos deixar Ica de fora). Não poderíamos simplesmente deixar de fazer o trecho LIM/CUZ de avião, pois isso acarretaria a perda das passagens de volta (regras das cia. aéreas... Valeu a dica, Renato!).

 

Na preparação para a viagem precisamos providenciar algumas coisinhas: mochilas, tênis pra mim, camisetas esportivas dry-fit (são ótimas, pois, não amassam e secam super-rápido!) e calça/bermuda cargueira. Ficamos de olho nas promoções e compramos tudo pela centauro.com.br. Economizamos nestas compras, mas esquecemos de planejar a compra dos dólares e das passagens REC/GRU/REC. Resultado: dólar a R$2,12; ida a GRU(TAM) por 40.000 milhas; volta de GRU (Gol) por R$480 (o casal!).

Vou falar um pouco do que levamos, para vocês terem uma idéia na hora de fazer as malas. Sabíamos que ainda não estava tão frio, mas como moramos em Recife, qualquer vinte graus já tá bom! Compramos duas mochilas 35 l da Nord... tranquilo! Do mesmo fabricante, compramos casacos de fleece e uma calça/bermuda para cada. Para viajar, vestimos jeans, camiseta e tênis, com os casacos nas mãos. Vamos à minha mala (leia-se, mochila):

01 calça/bermuda cargo (não pode faltar na mala de ninguém!)

03 camisetas dry-fit

01 camiseta malha

02 pares de meias

01 meia calça grossa (para frio)

01 bermuda térmica (comprada em loja de esporte)

06 lingeries confortáveis

01 biquíni (não usei)

01 pijama comprido (conveniente em hostels que não tem calefação!)

01 par de chinelos de borracha

01 par de sandálias (usei apenas duas vezes, mas meus pés agradeceram!)

01 boné (muito útil nos passeios de Cuzco, especialmente, Machu Picchu)

01 nécessaire vazia (compramos os itens de higiene pessoal lá)

01 bolsa com medicamentos (os de uso diário e os de uso possível – para problemas de estomago e respiratórios)

01 kit básico de maquiagem (usei o batom o tempo todo, mas foi necessário comprar hidratante labial – clima seco)

 

Até o dia da viagem, não tínhamos conseguido reagendar nossas passagens. Multa, diferença de tarifa alta, coisa e tal. Só nos restava tentar no aeroporto de Lima (conselho da própria atendente da Taca). Por isso tudo nos organizamos para viajar apenas com bagagem de mão, com duas opções de roteiro e sem nada reservado ou comprado antecipadamente (nem hotéis nem passeios, nem passagens de bus). Só tínhamos certeza de uma coisa: as três últimas noites seriam em Cusco, no Hotel Los Apus, por causa do pacote que compramos. Levamos US$2.000 para os dois e combinamos de só usar o cartão em último caso. E foi apenas no último jantar que usamos. Deu tudo certo e ainda voltamos com US$25 e S/.10.

 

Parêntesis:

Câmbio médio na época da viagem (03 a 12 de abril de 2013): S/.1 = US$2,50 = R$1,50

 

Enfim, vamos ao relato diário de nossa tão esperada viagem, seguido de um breve levantamento de custos:

 

02/04 (ter)

 

Embarcamos no vôo das 23h59 REC/GRU pela TAM. Cerca de três horas de viagem. Vôo tranquilo, não fossem nossas poltronas próximas à asa: não reclinavam! É triste viajar de madrugada e dormir espremido, quase em pé... hahahaha! Mas se é pra ir a Machu Picchu, tá valendo!!!

 

Custos para duas pessoas:

Ida ao aeroporto REC - Carona com meu pai

Aéreo REC/GRU/REC - 40.000 Milhas + R$480

Pacote 3 noites em Cuzco + aéreo de SP + todas as taxas (diferença de câmbio, turismo, uso do terminal...) - R$3.400

 

 

03/04 (qua)

 

Chegamos a GRU as 3h20 e embarcamos para LIM as 6h20. Só deu tempo pra um café e uma conversa rápida com a atendente da Taca: ela nos disse que bastaria que informássemos, em Lima, que não pegaríamos a conexão para Cuzco e estaria tudo certo. Por isso, fizemos apenas o check-in do trecho GRU/LIM. Foram cerca de cinco horas de viagem GRU/LIM pela Taca. Não temos o que reclamar da companhia. Aeronave bem equipada. Comissários simpáticos. Ótima comida! Antes de posar em Lima, as manobras de aterrisagem se iniciam sobre o Pacífico. De fundo, a Cordilheira. Começamos bem, heim?! Chegamos a Lima por volta das 9h20 (hora local – o fuso é de -2h) e tínhamos menos de duas horas até a saída da conexão para Cuzco pra tentar resolver eu cancelamento.

 

DICA:

No aeroporto de Lima, antes de sair da área de desembarque internacional, há um quiosque de câmbio que “não cobra taxa”. Quando fomos, o dólar estava a S/.2,43 neste quiosque (contra S/.2,60 lá fora, mas ainda não sabíamos). Se você estiver com dólares, como nós, não vale a pena usar esse quiosque pra trocar dinheiro, pois o dólar vale mais nas lojas, casas de câmbio e nos caixas eletrônicos fora do aeroporto, a não ser pela garantia de que são notas verdadeiras. Por falar nisso, em nenhum momento da viagem tivemos problemas com notas falsas, nem ouvimos falar de alguém que teve.

 

Logística maluca a do aeroporto de Callao (é, em Lima o aeroporto não fica em Lima!). Para ir de um extremo a outro do terminal você sobe e desce ou sái e entra... Imaginem que até a gente entender isso, chegar ao balcão da Taca e ser atendido eu já estava desesperada, pois poderíamos perder as passagens!!! O balcão de atendimento da Taca tinha uma fila, que não andou rápido. Depois de uns 30 minutos no aguardo, chega nossa vez e a notícia de que teríamos que pagar multa de US$75 por cada um. Resultado: desistimos da troca, deste gasto extra ainda nas primeiras horas no Peru (e de ir a Ica). Corremos (mas corremos muuuuuuuito) para fazer o check-in e embarcar para CUZ. Pensem numa carreira! Conseguimos... e por incrível que pareça, a aeronave era ainda mais confortável que a anterior! Pena que o vôo LIM/CUZ é curto. Menos de uma hora e meia.

 

Parêntesis:

Desde o início do planejamento nos preocupamos com tamanho e peso de nossas bagagens, mas em nenhum momento as mochilas foram pesadas nem medidas. Por sinal, encontramos muitos passageiros com mais de um volume, e volumes estes bem grandinhos!

 

Ainda bem que o vôo é curto, porque a manobra na chegada é espetacular! E a vista, então!!! A cidade de Cuzco é rodeada de montanhas (se sentar no lado direito, no avião, permite também a vista da Cordilheira!). A impressão que dá é que o piloto precisa mirar a “brecha” entre estas montanhas pra conseguir a maior reta e posar na pista. Nós nos sentimos dentro de um caça (guardando as devidas proporções, claro!).

Pisamos em solo Cusqueño antes das 13h. O aeroporto não é grande e, logo ao sair do desembarque você se depara com vários escritórios de agências de turismo oferecendo de tudo que o turista possa querer.

 

DICA:

Se você não é tão aventureiro assim (nosso caso... hehehe), não chegue sem, ao menos, uma direção (leia-se: hotel) para ir. Ficamos meio perdidos, até porque o emocional, além do cansaço, contou muito naquele momento: estávamos em Cuzco!!!

 

Como não tínhamos nada fechado nem muito planejado (e estávamos em extase!), resolvemos ouvir algumas propostas lá mesmo. Não foram muitas, é verdade. Até porque, depois de 14 horas de viagem, algumas poucas e partidas horas de sono e um pequeno estresse com as passagens... resolvemos fechar nosso pacote com um senhor chamado Juan. Incluiu:

•Traslado aeroporto/hostel/rodoviária (ou terrapuerto ou terminal terrestre)

•Uma descansada com direito a banho no hostel do próprio Juan

•Traslado rodoviária/hostel em Arequipa

•Uma noite em Arequipa

•Canion Del Colca – 2 dias (com transporte, hostel, café da manhã, 1 almoço e guia)

•Traslado até a rodoviária para saída de Arequipa

•Valle Sagrado (com transporte, almoço e guia)

•Machu Picchu (com traslado Cuzco/estação/Cuzco, trem Inka Rail, hostel em Aguas Calientes, café da manhã, bus subida/descida MP, entradas Machu Picchu e Hayna Picchu e guia)

 

Do aeroporto, seguimos com Juan para o terrapuerto, comprar nossas passagens para Arequipa (ida e volta). Escolhemos a Oltursa, pelas indicações no Mocheleiros e orientação de Juan. De lá, fomos ao hostal (hospedaje) para descansar um pouco e tomar um banho. Não lembro o nome, mas era um lugar muito simples, sem aquecimento (o frio me consumia!!!), mas com wi-fi e banho quente. Logo nos foi oferecido o famoso chá de coca. Tomamos, claro! Caímos duros na cama (não por causa do chá, mas pelo enorme cansaço). Acordamos morrendo de fome e loucos para tomar um banho e então, lembramos que não tínhamos produtos de toalete, já que estávamos apenas com bagagem de mão e tais produtos não eram permitidos. Corremos em busca de uma farmácia e descobrimos que apesar de simples, a hospedagem ficava perto de tudo. Já aproveitamos para comer: não lembro o nome do prato, mas era o arroz com ovos e tomates mais gostoso que eu comi na vida!!! A essa altura eu já estava sentindo os efeitos da altitude (tontura e enjoo), mas só de leve. Voltamos para tomar banho e Juan nos levou ao terrapuerto. Orientou-nos e só nos largou quando entramos no ônibus.

 

Parêntesis:

No Peru, para usar os terminais (seja qual tipo for) você precisa pagar um taxa. No caso do Aeroporto, já estava incluída no pacote. Nas rodoviárias, S/.1,30 em Cuzco, S/.2 em Arequipa.

 

Mas que ônibus! Todo bonitão, dois pavimentos, poltronas largas, som, TV (com filme), wi-fi, dois motoristas e uma “comissária de bordo”, jantar... Pena que o soroche tinha me pego e eu não quis comer. Saímos pontualmente às 8h30 da noite, com previsão de chegada às 6h30 da manhã em Arequipa. Poderia ter sido uma oportunidade de descanso, não fosse o mal estar que senti. A altitude me pegou de jeito! Passei muito mal no bus-cama-chique. Meu marido foi ótimo e a “terramoça” nem se fala! Pedi mil desculpas.

 

Custos para duas pessoas:

Café com pão de queijo em SP - R$ 20,00

Farmácia (itens de toalete) - xampu, sabonete, desodorante, pasta e escovas de dente, hidratante e protetor solar - S/.60

Pacote Juan - US$779

Passagens Arequipa (ida e volta) - S/.270

Jantar - S/.10

 

Até o próximo post!

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Segundo dia em Arequipa:

 

05/04 (sex)

 

Depois de duas noites sem dormir direito, finalmente dormimos numa caminha de verdade, dentro de um quarto, com travesseiros e coberta. Acordamos renovados e cheios de vontade de ver mais de Arequipa! Nosso tour saia às 9 da manhã. Acordamos cedo e fomos procurar um lugar pra tomar café perto do escritório de Eduardo, pois ele nos levaria ao ponto de saída do tour. Crepíssimo foi o lugar escolhido! Tomamos um café com torradas e geléia (esse é o desayuno básico, servido em todo lugar!). Tudo muito caprichado e gostoso. Lugar super transado! Depois, encontramos Eduardo e seguimos ao ônibus panorâmico (aqueles de 1º andar, aberto).

Gente, o tour La Campiña é o máximo! Saímos do centro histórico (onde os turistas ficam), atravessamos o rio por uma linda ponte e seguimos pelo lado contemporâneo da cidade. Cada bairro tem um nome com um significado e uma história. Fotos, fotos e mais fotos! Durante o tour, sempre avistávamos os três vulcões: Chachani, Misty e Pichu Pichu. Tem uma lenda que envolve os três: uma história de amor onde um deles (Pichu Pichu) sobra. Na volta da primeira parada, Camilo entra no ônibus tomando um ‘queso helado’. É uma espécie de sorvete de leite (sem queijo propriamente dito). Gostoso! Em Paucarpata (terraços floridos) tivemos mais uma experiência gastronômica (?): balas de coca.

 

Parêntesis:

Tudo no Perú tem um significado, um porquê, uma história. E isso torna a viagem mais interessante ainda!

 

Este tour é bem completo. Visitamos uma loja de fábrica de produtos de lã. Lá tivemos uma aula sobre os camelídeos (lhama, alpaca, guanaco e vicuña) e o tipo de lã que cada um produz. Conhecemos cada tipo de animal ‘pessoalmente’ e passeamos (rapidamente) pela loja. Pronto, fiz minha primeira compra!

Fomos também a Mansion del Fondador. É uma casa-museu onde morou o fundador de Arequipa. O custo da entrada é extra-tour, mas vale a pena. O lugar é bem bonito e dá pra fazer umas fotos legais, além de se conhecer um pouco os costumes da época! Na saída, havia uma senhora vestida com trajes típicos segurando uma águia para os turistas fazerem suas fotos (por uns trocados, claro!). Já que estava lá, fiz a foto... e com a águia no meu ombro!

O último lugar da visita foi o moinho. Entrada e atividades extra-tour também! Dessa vez optamos por não entrar. Havia um restaurante na entrada do moinho e perguntamos se estava funcionando. Fome? Não, sede! “Tem Cusqueña aí? Desce duas, moço!” Lembro como se estivesse lá ainda: foi a melhor cerveja que tomamos! Sentados no banquinho do terraço do restaurante, na zona rural de Arequipa, com uma vista linda das plantações e, ao fundo, os três vulcões. De repente a buzinada! Ônibus saindo! Acabou o tour.

 

Parêntesis:

As agências de turismo apenas vendem os passeios, que são organizados por empresas específicas. Então, quando chamo Juan ou Eduardo de guias, na verdade eles foram nossos ‘anjos’, foram as pessoas que nos orientaram e deram um superapoio na viagem.

 

Voltamos e encontramos com Eduardo para ir ao almoço. Ele nos levou ao Deja Vu Terraza. Um bar/restaurante/inferninho numa rua em frente a igreja de São Francisco. Foi aí que conhecemos o Menu Turístico (também encontrado na maioria dos restaurantes): entrada + plato foundo + postre + bebida. Ah, ainda teve o couvert: uma espécie de milho frito que parece pipoca, mas sem que o milho estoure... Uma delícia! Milhos existem aos montes no Perú! No mercado municipal dá pra se ter uma ideia da variedade de espécies cultivadas no país! O almoço estava uma coisa de louco de bom! Mais uma vez, muita comida! Será que a altitude diminui a fome de alguma forma? Fiquei impressionada como minha capacidade de comer caiu sensivelmente desde a chegada ao Perú.

Depois do almoço, fomos ao Museu Histórico Municipal, pertinho do restaurante onde estávamos. Bem simples, sem guia, só exposição. Visita totalmente dispensável. De lá seguimos ao Fundito, uma espécie de galeria de lojas de artesanato. Construção linda, lugar bem conservado, com algumas lojas, mas sem movimento algum de clientes. Caminhamos um pouco mais pelo centro e voltamos ao hostel para descançar.

Acordamos à noite e saímos pra comer e beber alguma coisa. Depois de rodar um pouco, fomos ao Inkari. Resolvi provar o Pisco Sour. Bommmmmmmm! Mais uma rodada acompanhada de uma pizza e voltamos ao hostel. Somos turistas diurnos, hehehehe...

 

Dicas:

No primeiro dia, Eduardo nos deu alguns conselhos:

1. Evitem pegar táxi por conta própria. Tudo que vocês precisarem tem no centro e as distâncias podem ser percorridas a pé.

2. Não saiam do centro histórico sozinhos, especialmente à noite.

 

Custos para duas pessoas:

Café da manhã no Crepíssimo - S/.24

Lanches - S/.17

Compras gerais - S/.76

Entradas Maison del Foundador - S/.24

Propina (gorjeta) da mulher com a águia - S/.1

Cusqueñas no Moinho - S/.10

Entradas Museu Histórico Nacional - S/.10

Pisco com pizza no Inkari - S/.45

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Ebaaaa Ana, adorando as fotos.

Obrigado por ter voltado a escrever os seus relatos, parabéns.

Continuo acompanhando, bjs

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Ana, quanto foi esse Tour La Campina? Tem em qualquer agência ou vc recomenda procurar esse Eduardo mesmo? Pelo que entendi ele começa de manhã e termina na hr do almoço?

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Oi, pessoal!

 

Renato, obrigada!

 

Be_Diniz, o tour estava incluído no pacote, mas acho que é em torno de S/.25 a S/.30 por pessoa. Sai às 9h da manhã e retorna por volta das 14h. Pode comprar em qualquer agência sim, mas se quiser, tenho o contato de Eduardo.

 

Até!

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Segue mais um dia de viagem: Arequipa!

 

06/04 (sab)

 

Mais uma vez acordamos cedo. Acho que foi a ansiedade! Arrumamos as mochilas (à noite seguiríamos de volta para Cuzco) e deixamos no hostel. Caminhamos um pouco no centro a procura de um bom lugar para o desayuno (bom = barato). Entramos na Starbucks e saímos assim que vimos o cardápio... kkkkkkkkaro!!! Em frente tinha um Capricio (já tínhamos visto um na calle Santa Catalina). Ficamos por lá. Desayuno básico: suco + café + pães + geléia. Delícia! Uma conversa rápida com as filhas no Brasil usando nosso 3G peruano e seguimos, felizes, ao nosso primeiro ponto turístico do dia.

Museu Sanctuarios Andinos. Não deixem de visitar! Bonito, organizado, emocionante e imperdível! Fotos não são permitidas. Existe um locker onde se deve guardar os pertences. Nada entra na área de exposição. Comida, bebida, celulares e máquinas fotográficas são proibidos. Apenas podemos (e devemos) levar os casacos. E já que pudemos escolher, pedimos guia que falasse português. E não é que tinham?! Oh, Glória! Eu já estava com os miolos fervendo de tanto esforço pra me comunicar em ‘portunhol’! É nesse museu que ficam as múmias das crianças sacrificadas. A mais famosa delas, Juanita, só fica em exposição de maio a dezembro. Tirando suas férias, conhecemos Sarita. Impressionante! Repito: quem for a Arequipa, não deve deixar de ver este Museu.

Após esta visita maravilhosa, seguimos ao Mercado San Camilo. Gente, me senti no centro de Recife (para quem conhece, parece a região do Cais de Santa Rita)! Com certeza, vivenciamos o cotidiano de boa parte daquela população. Muita cor, muitos produtos, muita foto!

Estávamos indo ao escritório de Eduardo quando nos deparamos com um desfile na Plaza de Armas em homenagem aos 5 anos de um município que não lembro o nome. Que sorte! E tome foto!!! Ao final do desfile, seguimos ao escritório para almoçar com Eduardo.

Desta vez ele nos levou a uma região mais nova da cidade. Fomos a uma Picanteria, restaurante popular típico arequipeño, frequentado por locais. Comemos um prato chamado Doble (arroz maravilhoso com carne ao molho, parecido com nosso tempero), uma espécie de pirão (feito de batatas, verduras e carne) e um talharim com ovos e queijo. Aff, quanta comida! E para beber, chicha, o suco de milho (eu achei esquisito, mas Camilo gostou).

Voltamos caminhando e conversando com Eduardo sobre costumes, história, política, arquitetura e bobagens em geral. Mais fotos, claro! Ah, em uma das praças que passamos vimos umas alpacas. Esses bichos são mesmo comuns por lá! Eduardo nos deixou na Michel, outra loja de fábrica de roupas de lã, que fica na entrada do centro histórico. Lugar lindo e preparado para o turista. Os próprios vendedores são guias na visita ao espaço. Primeiro, vimos lhamas e alpacas. Depois, entramos num galpão com exposição de lãs em suas várias fases: desde a extração, passando pela limpeza, até o tratamento final para a produção do fio. Havia duas tecelãs (trazidas de Cuzco) produzindo peças da forma tradicional. Em seguida, visitamos um pequeno museu de máquinas de tecelagem. Por fim, uma pinacoteca com mostra de telas e mantas ganhadoras de prêmios nos concursos promovidos pela própria empresa. Fiz uma comprinha básica na loja e voltamos ao nosso bairro.

Agora era a vez do Monastério Santa Catalina. Entrada cara, mas vale a pena. Também tem guia extra-entrada. Apesar do preço final, é importante contratar, pois o espaço é muito grande e tem muita história interessante. Fizemos muitas fotos lá dentro, inclusive com luz diferente, já que a visita, que começou por volta das duas da tarde, deve ter durado quase três horas. Assistimos o sol começar a se pôr do mirante que fica em cima da catedral de Santa Catalina. Ao lado do sol, os três vulcões. Eita vista bonita do caramba!!! Fechamos esta visita com chave de ouro!

Voltamos ao hostel, pegamos nossas mochilas e seguimos ao Crepíssimo para a última Cusqueña em Arequipa. Depois, pegamos um táxi escolhido por Eduardo e seguimos ao terrapuerto. Depois de enfrentar o trânsito maluco, uma pequena espera no terminal: nos transferiram de horário. Mas deu tudo certo. Embarcamos.

 

Curiosidades:

Apenas conhecemos os bus-cama, por isso não sei se vale a pena em relação ao semi-leito. Só posso dizer que de cama não tem nada. As poltronas são largas, é verdade, e se consegue uma inclinação razoável, só que em matéria de conforto, passa longe de uma cama de verdade, mas é bem mais confortável que os ônibus de turismo comuns. Como conseguimos um precinho promocional em um dos trechos, valeu demais, já que é uma viagem de 10 horas!

 

Dica:

Atenção às promoções que as empresas de ônibus oferecem sempre. Perguntem por elas antes de efetivar a compra!

 

Custos para duas pessoas:

Café da manhã no Capricio - S/.22

Museu Santuarios Andinos - S/.40 + S/.10 (guia)

Compras gerais (bolsa e encharpe) - S/.80

Lanche no Mercado San Camilo - S/.3,50

Monasterio Santa Catalina - S/.70 + S/.20 (guia)

Cusqueñas no Crepíssimo - S/.12

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Bom dia Ana, gostaria de sugerir que alterasse o nome do tópico, uma vez que seu login é AnaL e no tópico está escrito Casal no Peru.... ::lol4::::lol4::::lol4::::lol4::::lol4:: fica meio com um duplo sentido.... ::lol4::::lol4::::lol4::

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Ana, uma dúvida..

 

Vc levou compuatdor e usava o chip do 3G no modem desbloqueado ou no celular mesmo???

 

tenho filho e preciso estar em contato constante com ele...

Outra dúvida é: Melhor comprar roupas em Arequipa ou Cusco?????

 

Obrigada

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Ana, muito obrigado pelo relato, estou indo com um grupo de amigos em agosto e vai ajudar bastante. Parabéns.

 

***

 

Bom dia Ana, gostaria de sugerir que alterasse o nome do tópico, uma vez que seu login é AnaL e no tópico está escrito Casal no Peru.... ::lol4::::lol4::::lol4::::lol4::::lol4:: fica meio com um duplo sentido.... ::lol4::::lol4::::lol4::

 

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