Bota Vento (Nômade) X-PRO III Vermelha nº39 Lote 20131406B
Pessoal, meu nome é Roberson Alberto, sou do Litoral Norte-Catarinense e ainda meio principiante nos trekkings e montanhismo. Estou escrevendo para postar um breve e despretensioso review da Bota Vento também conhecida como Nômade modelo X-PRO III.
Não sou o mais indicado para um review, no entanto comprei esta bota meio às cegas. Com muito pouca informação sobre ela na internet. Motivo pelo qual fui levado a escrever o presente texto. Acredito que outras pessoas poderão tirar proveito dele. Outra coisa que não encontrei na internet foi detalhamento do solado – fotos, material, desenho das travas, etc; também vou postar algumas fotos, que não encontrei na rede.
Bom, pelo custo poderia ter investido em uma bota gringa, com um incremento no desembolso dava pra pegar uma daquelas grifes bastante renomadas. Mas acredito nas empresas sérias que temos no país. Elas são baluartes da persistência. Num país onde o justo paga pelo injusto e onde a carga tributária é inescrupulosa; se nem nós brasileiros acreditarmos nos caras, aí estamos todos mortos. É claro que qualidade, conforto e atenção no pós-venda é o básico. Enfim, confiei na credibilidade da marca, e num detalhe que foi decisivo na escolha: a presença do Fábio Monroe, um dos representantes da empresa, que está sempre atendendo às postagens de fóruns e redes sociais, sempre muito atencioso e solícito.
Mas vamos ao que interessa:
Impressões da bota no site e na prateleira: Bonita, robusta e inovadora. Ela é apresentada como impermeável (resistência à chuva e poças), não sei se resiste à absorção quando imersa por longo período de tempo. Me foi apresentada como um dos modelos de ponta da marca. Gostei muito do outro modelo, a CAOS, mas preferi a X-PRO III, por já haver duas gerações antecessoras desta bota. Acredito que tenham ocorrido melhorias e inovações. E também por preferir os detalhes em cordura ao couro (preferência pessoal).
Primeiras impressões no pé: Firmeza. Com a numeração certa a bota fica justa no pé. Sem sobras de espaços. Sem movimentos internos. Transfere confiança e firmeza dos dedos até o tornozelo, o que pra mim é muito importante. Sou pesado e carrego cargueira sempre pesada. Ajustando o cadarço o negócio (bota) cola no pé. Em resumo, as primeiras impressões são: Firmeza e conforto.
Então... eu fui na loja interessado na Titan, da mesma marca. Como não compraria a PRO-X III, não abusei dos vendedores pedindo pra dar uma caminhada. E como a bota seria presente da esposa (maravilhosa! Muito obrigado Rê!), voltei pra casa e comentei que tinha visto uma bota linda e fui contemplado com o presente!
Agora com a bota comprada, analisando bem o produto, dá pra observar melhor a qualidade dos materiais utilizados, a espuma o forro, os ilhoses, e os tecidos todos, dá pra perceber que tudo foi pensado pra durar.
Devo dizer que também encontrei uns três pontos soltos na costura do forro da ligüeta e umas poucas e pequenas marcas do adesivo usado na sobreposição dos materiais – extremidades do revestimento emborrachado da biqueira e na união da sola com entressola. Nada que estrague minha animação com o presente ou a qualidade final do produto. Detalhe de acabamento meramente visual.
O design da bota apresenta alguns detalhes bem peculiares:
• O forro que fica atrás do pé tem extremidade mais baixa que a posição do último par de ilhoses, isto parece estranho, mas acaba dando mais conforto no fechamento, não sei o porquê.
• Quando olhamos a bota por trás, do calcanhar para o bico, percebemos que ela tem um formato de ampulheta (largo em cima e embaixo e estreito no centro). Isto faz com que meu pé encaixe perfeitamente aquela parte do Tendão de Aquiles, sem folgas neste centro, sem que meu calcanhar ou tornozelo fiquem apertados.
• A entressola é levemente mais larga que o corpo da bota, e a sola levemente mais larga que a entressola. Acredito que daí venha parte da sensação de firmeza. A bota tem uma superfície de contato com o solo com área levemente maior que a sola do pé. Tem algumas botas que possuem esta superfícies estreitas.
• O posicionamento dos ilhoses (passadores de cadarços) estão fixados de maneira irregular. Não estão em uma linha reta. Visualmente isto pode parecer uma falha. Mas pelo que percebi este posicionamento permite um ajuste mais eficaz dos diferentes pontos de aperto nos pés.
• O solado apresenta um desenho interessante. As travas estão colocadas de forma assimétrica ou desproporcionais, com diferentes direções de trabalho.
Uma coisa bacana é que mesmo a bota com centro em vermelho é discreta. Não tem o nome da marca espalhado pela bota. Ou num grande desenho. Tem a marca “V com o vetor” no alto na lingueta e a logo (texto “vento” tachado com o vetor) na parte de fora dos pés acima do calcanhar.
Apesar do tecido ser respirável e ter a tal membrana Climatex a bota parece abafar os pés.
PÓS-USO
Depois de um final de semana inteiro sem tirar a bota do pé, posso dizer com certeza que, no quesito conforto, a bota parece mais um tênis que uma bota. Detalhe que faaaz toda a diferença é a palmilha, que encaixa muito, muito bem no pé. Claro que precisa ser bem ajustada (cadarços) e “amaciada”. De primeiro uso, durante um dia inteiro só senti um pequeno incômodo no tendão do pé direito, o que não me é novidade, quase todos os tênis que compro me causam este desconforto. Assim não dispensaria o uso de uma meia adequada nos casos de travessias, expedições e caminhadas mais longas.
Quanto à respirabilidade, foi engano meu pensar que a bota abafava os pés. Muito confortável também neste ponto.
Um detalhe a ser mencionado é que pelo nível do produto seria muito bom sem houvesse aquelas alças que auxiliam no momento de calçar.
Quanto ao solado, surpreendente. Andei com ele num dia chuvoso sobre àquelas ruas de pedras (paralelepípedos), que são bem escorregadias e nem sinal de escorregões, mesmo tentando provoca-los.
Enfim, o produto me agradou bastante pela qualidade, pelo conforto e pela aparência. Resta saber como ela se comporta ao longo do tempo.
Novamente, não tenho a pretensão de fazer deste texto uma análise técnica do ‘equipamento’. Minha motivação de fazê-lo foi o fato de não ter encontrado nenhum na web. E mesmo fotos do solado, que não encontrei nenhuma. O texto está desde já aberto a contribuições.
Deixo meus contatos a disposição para quem precisar de mais informações.
Pessoal, meu nome é Roberson Alberto, sou do Litoral Norte-Catarinense e ainda meio principiante nos trekkings e montanhismo. Estou escrevendo para postar um breve e despretensioso review da Bota Vento também conhecida como Nômade modelo X-PRO III.
Não sou o mais indicado para um review, no entanto comprei esta bota meio às cegas. Com muito pouca informação sobre ela na internet. Motivo pelo qual fui levado a escrever o presente texto. Acredito que outras pessoas poderão tirar proveito dele. Outra coisa que não encontrei na internet foi detalhamento do solado – fotos, material, desenho das travas, etc; também vou postar algumas fotos, que não encontrei na rede.
Bom, pelo custo poderia ter investido em uma bota gringa, com um incremento no desembolso dava pra pegar uma daquelas grifes bastante renomadas. Mas acredito nas empresas sérias que temos no país. Elas são baluartes da persistência. Num país onde o justo paga pelo injusto e onde a carga tributária é inescrupulosa; se nem nós brasileiros acreditarmos nos caras, aí estamos todos mortos. É claro que qualidade, conforto e atenção no pós-venda é o básico. Enfim, confiei na credibilidade da marca, e num detalhe que foi decisivo na escolha: a presença do Fábio Monroe, um dos representantes da empresa, que está sempre atendendo às postagens de fóruns e redes sociais, sempre muito atencioso e solícito.
Mas vamos ao que interessa:
Impressões da bota no site e na prateleira: Bonita, robusta e inovadora. Ela é apresentada como impermeável (resistência à chuva e poças), não sei se resiste à absorção quando imersa por longo período de tempo. Me foi apresentada como um dos modelos de ponta da marca. Gostei muito do outro modelo, a CAOS, mas preferi a X-PRO III, por já haver duas gerações antecessoras desta bota. Acredito que tenham ocorrido melhorias e inovações. E também por preferir os detalhes em cordura ao couro (preferência pessoal).
Primeiras impressões no pé: Firmeza. Com a numeração certa a bota fica justa no pé. Sem sobras de espaços. Sem movimentos internos. Transfere confiança e firmeza dos dedos até o tornozelo, o que pra mim é muito importante. Sou pesado e carrego cargueira sempre pesada. Ajustando o cadarço o negócio (bota) cola no pé. Em resumo, as primeiras impressões são: Firmeza e conforto.
Então... eu fui na loja interessado na Titan, da mesma marca. Como não compraria a PRO-X III, não abusei dos vendedores pedindo pra dar uma caminhada. E como a bota seria presente da esposa (maravilhosa! Muito obrigado Rê!), voltei pra casa e comentei que tinha visto uma bota linda e fui contemplado com o presente!
Agora com a bota comprada, analisando bem o produto, dá pra observar melhor a qualidade dos materiais utilizados, a espuma o forro, os ilhoses, e os tecidos todos, dá pra perceber que tudo foi pensado pra durar.
Devo dizer que também encontrei uns três pontos soltos na costura do forro da ligüeta e umas poucas e pequenas marcas do adesivo usado na sobreposição dos materiais – extremidades do revestimento emborrachado da biqueira e na união da sola com entressola. Nada que estrague minha animação com o presente ou a qualidade final do produto. Detalhe de acabamento meramente visual.
O design da bota apresenta alguns detalhes bem peculiares:
• O forro que fica atrás do pé tem extremidade mais baixa que a posição do último par de ilhoses, isto parece estranho, mas acaba dando mais conforto no fechamento, não sei o porquê.
• Quando olhamos a bota por trás, do calcanhar para o bico, percebemos que ela tem um formato de ampulheta (largo em cima e embaixo e estreito no centro). Isto faz com que meu pé encaixe perfeitamente aquela parte do Tendão de Aquiles, sem folgas neste centro, sem que meu calcanhar ou tornozelo fiquem apertados.
• A entressola é levemente mais larga que o corpo da bota, e a sola levemente mais larga que a entressola. Acredito que daí venha parte da sensação de firmeza. A bota tem uma superfície de contato com o solo com área levemente maior que a sola do pé. Tem algumas botas que possuem esta superfícies estreitas.
• O posicionamento dos ilhoses (passadores de cadarços) estão fixados de maneira irregular. Não estão em uma linha reta. Visualmente isto pode parecer uma falha. Mas pelo que percebi este posicionamento permite um ajuste mais eficaz dos diferentes pontos de aperto nos pés.
• O solado apresenta um desenho interessante. As travas estão colocadas de forma assimétrica ou desproporcionais, com diferentes direções de trabalho.
Uma coisa bacana é que mesmo a bota com centro em vermelho é discreta. Não tem o nome da marca espalhado pela bota. Ou num grande desenho. Tem a marca “V com o vetor” no alto na lingueta e a logo (texto “vento” tachado com o vetor) na parte de fora dos pés acima do calcanhar.
Apesar do tecido ser respirável e ter a tal membrana Climatex a bota parece abafar os pés.
PÓS-USO
Depois de um final de semana inteiro sem tirar a bota do pé, posso dizer com certeza que, no quesito conforto, a bota parece mais um tênis que uma bota. Detalhe que faaaz toda a diferença é a palmilha, que encaixa muito, muito bem no pé. Claro que precisa ser bem ajustada (cadarços) e “amaciada”. De primeiro uso, durante um dia inteiro só senti um pequeno incômodo no tendão do pé direito, o que não me é novidade, quase todos os tênis que compro me causam este desconforto. Assim não dispensaria o uso de uma meia adequada nos casos de travessias, expedições e caminhadas mais longas.
Quanto à respirabilidade, foi engano meu pensar que a bota abafava os pés. Muito confortável também neste ponto.
Um detalhe a ser mencionado é que pelo nível do produto seria muito bom sem houvesse aquelas alças que auxiliam no momento de calçar.
Quanto ao solado, surpreendente. Andei com ele num dia chuvoso sobre àquelas ruas de pedras (paralelepípedos), que são bem escorregadias e nem sinal de escorregões, mesmo tentando provoca-los.
Enfim, o produto me agradou bastante pela qualidade, pelo conforto e pela aparência. Resta saber como ela se comporta ao longo do tempo.
Novamente, não tenho a pretensão de fazer deste texto uma análise técnica do ‘equipamento’. Minha motivação de fazê-lo foi o fato de não ter encontrado nenhum na web. E mesmo fotos do solado, que não encontrei nenhuma. O texto está desde já aberto a contribuições.
Deixo meus contatos a disposição para quem precisar de mais informações.
Página do produto: http://botasvento.com.br/?page_id=697
Bota Vento (Nômade) X-PRO III Vermelha nº39 Lote 20131406B
Comprada na loja Jurapê Aventura em Joinville/SC.
Tenham boas caminhadas
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