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Bolívia, Peru e Chile (com trilha Salkantay) - 27 dias - Agosto/2013

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Há alguns anos pensava em fazer meu primeiro mochilão pela América do Sul, e o Mochileiros.com foi minha fonte de pesquisa durante todo esse tempo. Li e reli inúmeros relatos de viajantes que me foram muito úteis e agora quero retribuir contando como foi a minha viagem por Bolívia, Peru e Chile (Chile na verdade apenas por algumas horas, mas mais pra frente explico) e, quem sabe, ajudar outros futuros viajantes.

 

Roteiro: São Paulo / Santa Cruz de la Sierra / Sucre / Potosi / Salar de Uyuni / San Pedro de Atacama / Arequipa / Cusco / Trilha Salkantay / Machu Picchu / Puno / Copacabana / La Paz / Santa Cruz de la Sierra / São Paulo

 

Duração: 27 dias (05/08 a 31/08)

 

05/08: São Paulo / Santa Cruz de la Sierra

06/08: Santa Cruz de la Sierra / Cochabamba / Sucre / Potosi / Uyuni

07/08: Salar de Uyuni

08/08: Salar de Uyuni

09/08: Salar de Uyuni / San Pedro de Atacama / Calama

10/08: Calama / Arica / Tacna / Arequipa

11/08: Arequipa

12/08: Arequipa

13/08: Canyon del Colca

14/08: Canyon del Colca / Arequipa

15/08: Arequipa / Cusco

16/08: Cusco

17/08: Cusco

18/08: Cusco

19/08: Trilha Salkantay

20/08: Trilha Salkantay

21/08: Trilha Salkantay

22/08: Trilha Salkantay

23/08: Aguas Calientes / Machu Picchu / Cusco

24/08: Cusco / Puno

25/08: Puno / Copacabana

26/08: Copacabana / Isla del Sol

27/08: Isla del Sol / Copacabana / La Paz

28/08: La Paz

29/08: La Paz

30/08: La Paz

31/08: La Paz / Santa Cruz de la Sierra / São Paulo

 

Gastos: levei US$ 1200 em dinheiro (gastei tudo) e fiz um saque de 300 bolivianos em um caixa eletrônico, já nos últimos dias de viagem. Não usei VTM nem cartão de crédito, levei tudo em espécie mesmo e não tive nenhum problema nem senti perigo em ser assaltado em nenhuma das cidades.

 

Cotação:

1 dólar = 2,35 reais = 6,90 bolivianos = 2,80 soles = 450 pesos chilenos

1 real = 2,90 bolivianos = 1,10 soles

 

Como seria meu primeiro mochilão tive que comprar praticamente tudo o que levei. Pra quem mora em São Paulo recomendo a loja Decathlon. Mesmo não tendo os melhores preços em todos os produtos lá você encontra tudo o que precisa, pois a loja é imensa. Tem em vários shoppings e acredito que tenham em outros estados também, qualquer coisa entrem no site e procurem os endereços :)

 

O que comprei (preços em reais):

 

- Mochila 50L: 200,00

- Moneybelt: 29,90

- Blusa 3 em 1: 199,00 (bem pesada mas extremamente útil, creio que se eu não tivesse ela teria passado muito mais frio do que passei)

- Segunda pele (blusa e calça): 100,00

 

O restante das coisas que levei foram camisetas (8), cuecas (8), meias (4 pares), bermudas (2), calça jeans (1), calça tactel (1), calça de moleton (1), blusas de frio normais (umas 3 acho), chinelo (1) e só. Isso tudo são roupas que uso no dia a dia, então nada de gastos.

 

Como estava planejando fazer a trilha Salkantay resolvi ir com uma bota velha que tinha aqui em casa e não levei outro tênis. Algumas vezes fez falta, principalmente pra sair a noite nas cidades porque ficar com a bota o dia todo, pra mim que não estou acostumado, às vezes incomodava, mas nada absurdo. Se preferirem, leve um tênis pra sair a noite ou pros passeios mais leves.

 

De resto, levei itens de higiene daqui de casa mesmo. Sabonete, pasta de dente, escova, lenços umedecidos (muito úteis, comprei aqueles de bebê, da Johnson e Johnson, e me salvaram várias vezes), uma cartela de Advil (pra dor de cabeça, com 2 comprimidos que tomei logo no início da viagem, depois não precisei mais), uma cartela de Benegrip (voltou fechada pro Brasil), protetor solar (perdi no primeiro dia e achei escondido num bolso quando tava desfazendo a mala já em casa), protetor labial (útil, mas eu sempre esquecia de passar), desodorante (útil pra você não ficar fedido), caneta, bloquinho de anotações e cadeados.

 

No Brasil comprei a passagem São Paulo-Santa Cruz de la Sierra ida e volta pela Gol, por R$ 550,00. Comprei também Santa Cruz de la Sierra-Sucre, só ida, pela BOA, por 420 bolivianos (R$ 120). Também comprei a passagem La Paz-Santa Cruz de la Sierra, só ida, pela Aerocon, num vôo horroroso mas que me fez ganhar um dia em La Paz (explico lá no final do relato). Esse vôo custou 520 bolivianos (uns R$ 170). De resto não reservei nada, nem hostel, nem passeio, nem transfer, nem nada. Todas as passagens aéreas comprei pelo site das companhias, com cartão de crédito.

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Caramba, tá bom demais esse relato! Fiquei até triste quando rolei a página e vi que não tinha mais texto, hahaha.

 

O relato tá engraçado, cheio de informações úteis e "causos" curiosos. Peru provavelmente vai ser meu primeiro destino internacional e saiba que você fez eu colocar as trilhas Salkantay no meu futuro roteiro, mesmo eu nem tendo visto ainda o final da história.

 

Enfim, continue, por favor! ::hahaha::

 

Valeu cara!! ::otemo::

 

Olha, um conselho de amigo: faça a Salkantay que você não vai se arrepender. Mesmo se você não tiver feito nenhuma antes ou não tiver costume, faça! Vale muito a pena. E não se preocupe, se eu que sou um sedentário dos piores não morri lá em cima, ninguém morre! ::lol4::

 

Continua.. continua..rs.. tô anotando tudo pra proxima trip!! Tenho pesquisado passagens aereas para fazer uma trip em agosto / 2014, mas estou muito assustada com os valores das passagens!! Alguem também tá na mesma situação?!!. eu mesma fui pro Chile esse ano, na mesma epoca e comprei passagem por menos de R$ 400,00.. Tava pesquisando só ida tá mais de 1.000,00!!!! Devido ao valor, cogitei ir por Rio Branco. Semana passada tava R$ 319 hoje olhei novamente R$ 395,00. Será que é por conta da Copa do Mundo?? Fico com medo de deixar para comprar mais perto e subir ainda mais...

 

Calma que tô continuando aos poucos hehehe...

 

Mil reais pro Chile realmente tá caro demais, ainda mais em agosto que teoricamente não é alta temporada. Fica atenta se rolam umas promoções, semana passada mesmo eu vi uma promoção da Lan pra SP-Santiago ida e volta por 300 reais.. mas durou acho que uns 2 dias só. Ou faz como eu fiz, SP-Santa Cruz de la Sierra e de lá começa a trip, tá na faixa de 550, 600 reais ida e volta.

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# 18º dia - 22/08 - Trilha Salkantay / Aguas Calientes

 

Acordei um pouco de ressaca e dando graças a Deus que não iria ter que caminhar, pelo menos na parte da manhã. Fomos tomar café e, além dos itens do café-padrão, dessa vez tinha um bolo daqueles de aniversário, cheio de confeitos e cobertura. Ninguém fazia aniversário, então acho que os cozinheiros sempre levam os ingredientes esperando que tenha algum aniversariante no grupo, vai saber. Comemos e logo chegou a van pra levar pra tirolesa pra levar eu, Alan e Claudio. O resto do grupo foi em outra van que iria leva-los direto para a Hidrelétrica. Combinamos de nos encontrar a tarde já em Aguas Calientes, no restaurante Apa Salkantay. Como seria nosso último contato com a equipe da agência, juntamos um dinheiro pra dar pros cozinheiros e carregadores, na minha opinião dinheiro mais que merecido. Também demos 5 soles cada um pra que eles colocassem nossas malas no trem até Aguas Calientes. Ainda recebemos uma marmita com o almoço pra comermos no trajeto até Aguas Calientes.

 

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Entramos na van e fomos pra agência da tirolesa, a Cola de Mono, bem próxima do camping. O serviço da agência é muito bom. Colocamos o equipamento (luva, capacete, cinto), recebemos uma explicação breve e partimos pra primeira tirolesa. Subimos um morro por entre a floresta durante uns 20 minutos e logo chegamos lá no topo. Fazia um sol forte e eu tava morrendo de sede, efeito da bebida no dia anterior. Tinha bastante gente no nosso grupo, umas 20 pessoas, então resolvi ser um dos últimos pra confirmar a segurança daqueles cabos. Depois que confirmei que não havia mortos ou feridos lá fui eu. Nunca tinha feito tirolesa, então pra mim a sensação foi uma mistura de medo e liberdade apreciar aquela vista incrível a uns 80 quilômetros por hora durante uns bons 30 segundos. Quando cheguei no final do primeiro cabo o cara da agência falou que eu poderia soltar os braços, que eu tava muito tenso. Do segundo em diante já fui mais solto e prestando mais atenção no visual, passando sobre um rio e uma floresta. O legal é que uma tirolesa terminava já no início da outra, então o pessoal que chegava já ia pra outra logo em seguida. No último cabo fui eu e o Claudio juntos, eles chamam de tirolesa "Superman", porque você vai deitado e com o braço aberto. Nós dois na frente e o guia atrás segurando nossas pernas com a perna dele (é confuso, eu sei, só vendo pra entender). O final do último cabo já era próximo da agência, então descemos uns 5 minutos e logo chegamos lá. Paguei, comprei um Gatorade pra exterminar minha sede e fomos pra van que nos deixaria na Hidrelétrica. Essa van já estava inclusa nos 40 dólares.

 

O Fisher havia dito no dia anterior que o caminho de Santa Teresa até a Hidrelétrica é ruim pra caminhar porque tem muita poeira e passa caminhão toda hora, fazendo aquela nuvem de terra. E realmente é assim, por isso penso que não vale a pena fazer esse trajeto andando. São 14 km e de van chegamos lá em 1 hora aproximadamente. Da Hidrelétrica sai um trem pra Aguas Calientes, que custa 19 dólares e leva meia hora no trajeto. O Claudio queria ir de trem mas sugeri que fôssemos andando, afinal o trajeto é plano e tava um tempo bom, calor e sol. Então fomos os três andando, parando pra tirar fotos, pra descansar, pra não ser atropelado pelo trem que passa toda hora. No meio do caminho paramos pra almoçar o marmitex na beira do rio Urubamba, sentados numas pedras num visual pra lá de bacana. O trem passa nos dois sentidos várias vezes durante a caminhada. Numa dessas o Claudio ficou na beira da ferrovia pra tirar uma foto, mas acho que tava perto demais da linha do trem. Aí o maquinista pára o trem do nosso lado e só fala "Querem morrer?". Como eu não tava a fim de morrer naquele momento, só disse "não" e continuamos andando.

 

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Depois de 3 horas caminhando finalmente chegamos a Aguas Calientes, por volta das 17h. Fomos pro restaurante Apa Salkantay, ponto de encontro, e o Fisher estava lá nos esperando. Tomamos uma cerveja pra comemorar o final da trilha. Às 18h chegou o trem com as nossas malas, em seguida fomos pro hotel onde iríamos dormir, bem perto da estação de trem. O hotel era simples mas bom, tinha água quente, banheiro privativo e ficamos num quarto com três camas, eu, Alan e Claudio. Guardamos as malas e fui tomar banho, o primeiro banho decente em 5 dias. Depois de todo mundo tirar o fedor do corpo, fomos jantar lá no Apa Salkantay mesmo. Esse jantar também tava incluso no pacote, exceto as bebidas. O restaurante é bem legal e podíamos escolher o prato, entre várias opções. No restaurante o Fisher deu as entradas pra Machu Picchu e o ticket do trem de Aguas Calientes pra Ollantaytambo. Depois do jantar, combinamos de nos encontrar com o Fisher às 7h da manhã já dentro de Machu Picchu.

 

Voltamos pro hotel e resolvemos dar uma volta pela cidade, que é minúscula. Compramos umas cervejas, andamos e achamos uma balada chamada Cupido. Resolvemos entrar pra ver se valia a pena e tava completamente vazio. O segurança disse que ficava bom depois da meia-noite, então dissemos que voltaríamos. O detalhe é que estavam os 3 de chinelo, o Alan ainda tava pior, de chinelo e meia e camisa rasgada (rasgou na porta do hotel). Compramos mais cerveja e fomos andar mais porque o Alan queria encontrar uma manicure porque tava com a unha da mão toda destruída, sei lá porque. Depois de perguntar em 19 lugares finalmente encontramos o que parece ser a única manicure de Aguas Calientes. O lugar tava aberto, com as luzes acesas, música tocando no rádio, mas não havia ninguém lá dentro. Esperamos um bom tempo, aí o Alan resolveu perguntar no restaurante ao lado. Segue o diálogo, traduzido pelo Google Tradutor:

 

Alan: - Está funcionando a manicure aqui ao lado?

Pessoa X: - Não, está fechado.

Alan: - Mas está aberto.

Pessoa X: Está aberto mas está fechado!

 

Com essa resposta esclarecedora fomos embora, não sem antes passar no mercadinho e comprar mais Cuzqueña gelada e atazanar o funcionário perguntando os preços das mesmas coisas várias vezes. Compramos também bolacha, chocolate, frutas e água pra encarar Machu Picchu no dia seguinte e fugir dos preços abusivos de lá. Chegamos no hotel, tomamos as últimas latas e acabamos dormindo sem conhecer o Cupido.

 

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# 19º dia - 23/08 - Aguas Calientes / Machu Picchu / Cusco

 

Finalmente chegava o dia de conhecer Machu Picchu, pra mim o dia mais esperado desde que comecei a planejar a viagem. O combinado entre todos os brasileiros era acordar às 4h da manhã, tomar café no hotel e sair às 5h pra começar a caminhar pela estradinha sinuosa até Machu Picchu, chegando lá no topo às 7h. Pois bem, acordamos até antes das 4h, com um barulho infernal no teto (estávamos no terceiro e último andar do hotel). Demorou um tempo até percebermos que estava chovendo. Chovendo não, caindo o mundo! Pensamos "puta que pariu, estamos viajando há 19 dias e não caiu um pingo d'água, no dia de subir Machu Picchu chove". Passada a raiva inicial pensamos melhor, afinal foi melhor ter chovido nesse dia, quando estávamos debaixo de um teto, do que quando estávamos caminhando na trilha e dormindo em barracas. Devido a tempestade todos concordaram que subir pra Machu Picchu a pé estava fora de cogitação. Aliás, sair do hotel estava fora de cogitação. Voltamos pros quartos e decidimos dar um tempo pra ver se a chuva parava.

 

Umas 8h da manhã o Alê e o PC bateram no nosso quarto, dizendo que a chuva tinha dado uma trégua e iriam pegar o ônibus pra MP. Pelo barulho no teto do nosso quarto dava pra ver que não tinha diminuído muito. Mesmo assim resolvi levantar da cama, disse que iria com eles e convenci o Alan a ir também, afinal a gente já tava lá e só tinha ingresso pra entrar em MP naquele dia. O Cláudio resolveu dormir mais pra ver se a chuva passaria. Tomamos café no hotel e andamos até o ponto de onde saem os milhares de ônibus pra MP. No caminho ainda comprei uma capa de chuva bem das safadas por 6 soles, mas ajudou a me manter mais ou menos seco. O ticket de ida e volta de Aguas Calientes pra MP custa absurdos 18 dólares. Compramos só o de ida por 9,50, mas não sem antes uma luta pra mulher do caixa aceitar minhas cédulas de dólar. A cada uma que eu dava ela achava um defeito, ou era um rasgo minúsculo, ou um amassadinho, ou uma molhada, etc.

 

Esperamos uns 10 minutos na fila e entramos no ônibus. Vinte minutos (e 812 curvas) depois chegamos a entrada de Machu Picchu, ainda debaixo de bastante chuva e neblina. Confesso que me bateu um desânimo nessa hora. Eu estava planejando essa viagem há 6 meses, lido milhões de relatos aqui no Mochileiros, pesquisado preços, passagens, roteiros. Todo esse planejamento pra chegar em Machu Picchu com um dia horroroso daqueles? Não era justo, pensei comigo mesmo.

 

Passamos pelo posto de controle na entrada e começamos a caminhar finalmente dentro do santuário. Eu imaginava entrar e já dar de cara com aquela paisagem em que todo mundo tira a famosa foto. Mero engano, não via nada além de neblina. Logo paramos em um abrigo pra decidir o que fazer, afinal o combinado com o Fisher era 7h da manhã num lugar que nem sabíamos onde era, e agora já eram quase 9h. Decidimos andar mesmo na chuva e procurar. Sei lá como alguém resolveu olhar pra cima e encontrou o Fisher lá no alto, ao lado de uma casinha. Eu não tava acreditando que era ele, mas subimos, subimos, subimos mais um pouco (já falei que subimos?) e era ele! Agradecemos a espera e iniciamos o tour por Machu Picchu. Ele explicou bastante coisa, mas pra mim não tava sendo muito legal por conta da chuva. O final do tour guiado foi próximo a entrada pra subir a montanha Wayna Picchu. Todo o pessoal tinha entradas pras 10h, menos eu e o Alan. Eu até tinha reservado do Brasil, mas como mudei o dia pra podermos ir juntos perdi minha entrada. Nisso o Cláudio apareceu correndo porque ele iria subir também. O Fisher foi levar a galera até o início da subida e eu e o Alan sentamos em outro abrigo pra fugir da chuva. Foi uma pena, porque acabamos não encontrando mais o Fisher e nem nos despedimos dele.

 

Comemos umas bolachas e umas bananas e enfim a chuva pareceu dar uma trégua, até ensaiou aparecer um sol. Ainda era de manhã e como nosso trem pra Ollantaytambo só sairia às 19h decidimos ficar em MP até de tarde. Começamos a andar meio sem rumo e finalmente Machu Picchu começou a fazer sentido pra mim, afinal sem chuva é muito melhor! Andei por todos os lugares, aproveitei explicações de guias alheios, conheci a Pedra Sagrada, bati palmas pra ouvir um eco sabe-se lá de onde. A única coisa chata foram os funcionários de MP, todos pareciam bem mal-humorados. O Alan levou a sua inseparável bandeira do Vitória e abriu pra eu tirar uma foto com MP de fundo. Aí um funcionário começou a gritar, dizendo que só era permitido bandeira de países, de times de futebol não (não sei se times de basquete, vôlei ou hóquei pode). Uns instantes depois do funcionário sumir é lógico que tiramos a foto. Um outro momento sentei num daqueles degraus com os pés pendurados pra baixo, aí veio outro rapaz dizer que não podia, só podia sentar com os pés pra cima. Pensei em perguntar se podia com um pé pra cima e outro pra baixo, mas deixei pra lá.

 

Acabamos ficando em MP até 3 da tarde, já estava fazendo sol e sem neblina. Deu até pra cochilar num gramado meio escondido e que não tinha a movimentação dos milhares de turistas. Na saída, carimbei meu passaporte e compramos o ticket de ônibus volta pra Aguas Calientes. Chegamos lá 15h30 e teríamos que enrolar até às 19h pra pegar o trem. Demos uma volta pela cidade (que é bem pequena) e entramos em um restaurante pra comer e beber. Mais beber do que comer, claro. Quando deu 18h resolvemos ir até o hotel, pegar as malas e já ir pra estação de trem. E quem falou que a gente encontrava o hotel? Andamos, andamos, andamos, passamos em frente a manicure (que desta vez estava aberta de verdade), e nada de achar a rua do hotel. Pensamos em que como éramos incompetentes, Aguas Calientes é minúscula e mesmo assim a gente se perde. Quando já tava batendo o desespero de perder o trem, achamos a bendita rua! Entramos, pegamos as malas e corremos pra estação, que era bem perto (tudo é perto em Aguas Calientes). O trem partiu pontualmente às 19h e era bem legal, acho que era uma categoria de luxo porque só tinha um pessoal mais velho, ninguém com cara de mochileiro sujo igual eu e o Alan. Teve até serviço de bordo, com suco, refrigerante, biscoitinho, brownie. Às 22h chegamos em Ollantaytambo e, no meio da confusão do desembarque, encontramos um rapaz com uma plaquinha com nossos nomes, que nos levaria até Cusco.

 

Chegamos em Cusco umas 23h30 e logo fomos pro Wild Rover. Pegamos de novo um quarto pra 4 pessoas e desta vez já tinha um ocupante, um indiano que reprovou na escola em matemática. Explico o porquê. Quando você entra no Wild Rover ganha uma pulseira com o número do seu quarto e o número da sua cama dentro desse quarto. O dele era W4 (quarto W, cama 4). Aí o bacana estava deitado na cama 3 e usando o armário da cama 2. Enfim, com o barulho ele acordou e trocamos umas poucas palavras antes dele voltar a dormir. O Alan ainda resolveu ir pra balada mas eu não me animei. Tava com sono e meu joelho ainda doía bastante por causa da trilha. Acabei dormindo.

 

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Excelente relato meu caro! Conseguia imaginar as cenas conforme ia lendo. Demais! ::otemo::

 

Ivan, Marrado, estão pensando em ir? Quando? Minha ideia inicial era só a Trilha de Salkantay, mas depois de ler essas histórias, estou mudando meus planos :lol:

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Relato perfeito !! Confesso que me deu um gás pra montar minha viagem ... Parabéns pela bela retratação ! ::otemo::

 

Valeu cara, a intenção é essa! Animar mais e mais pessoas a viajarem.. vc vai ver que vale muito a pena!!

 

Otimo relato!!! Vai ser muito util pra min!!! Parabens velho!!

 

Valeu!! Continua acompanhando!! Abraço!

 

Excelente relato meu caro! Conseguia imaginar as cenas conforme ia lendo. Demais! ::otemo::

 

Ivan, Marrado, estão pensando em ir? Quando? Minha ideia inicial era só a Trilha de Salkantay, mas depois de ler essas histórias, estou mudando meus planos :lol:

 

Cara, é tanta coisa que aconteceu que eu mesmo me esqueço de um monte, começo a escrever e vou lembrando de detalhes e dou risada sozinho.. Faça a Salkantay sim, é sensacional!!! ::otemo::

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# 20º dia - 24/08 - Cusco / Puno

 

Acordei umas 9h da manhã, tomei café no Wild Rover e fomos dar uma volta pra comprar a passagem pra Puno. Compramos por 50 soles na mesma agência onde fechamos o tour do Valle Sagrado (foi besteira comprar antes, porque na rodoviária tinha até por 25 soles). Na mesma agência já compramos também o tour pras Ilhas Flutuantes de Uros, em Puno, por 40 soles. O rapaz da agência disse que um rapaz chamado Clever nos buscaria na rodoviária em Puno e levaria pro passeio. Como o ônibus pra Puno sairia às 22h ainda tinha o dia inteiro pra ficar em Cusco. Fomos ao mercado de San Pedro, comemos um ceviche gigante por 5 soles, depois fomos ao Centro Artesanal onde comprei camisetas e chaveiros pra dar de presente, e ficamos de bobeira pela Plaza de Armas. O Alan ainda cortou o cabelo numa peluqueria e resolveu voltar na loja do Benny pra gravar outro CD com as fotos da viagem (ficou com trauma por ter perdido a câmera). Pra quem precisar de serviços de fotos e gravações de CD, a loja chama Photos Abba e fica na Calle Almagro, a uma quadra da Plaza de Armas. Chegando lá procura pelo Benny, o homem ou a mulher, os dois são bem simpáticos.

 

Comemos, enrolamos mais um pouco, passamos no Wild Rover pra buscar as malas e fomos de táxi pra rodoviária. Lá ainda encontramos o Alê, a Neia, o Daniel e o PC, que também estavam indo pra Puno, mas por outra companhia de ônibus. Eles ainda não tinham fechado o tour pras Islas Flotantes, então combinamos de nos encontrar na rodoviária de Puno para irmos todos na mesma agência. O ônibus partiu pra Puno um pouco depois das 22h. Dentro do ônibus muitos bolivianos e peruanos e quase nenhum turista. Na maioria das viagens de ônibus era assim. Comentei com o Alan "que azar a gente tem, nem pra sentar uma sueca ou uma norueguesa do nosso lado". Ele respondeu "claro, a gente sempre pega o ônibus mais barato, acha que algum europeu vai entrar numa lata velha dessa?". Depois dessa, dormi e só fui acordar em Puno.

 

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# 21º dia - 25/08 - Puno / Copacabana

 

Chegamos em Puno às 5h da manhã e lá estava o Clever, da agência Jumbo, pra nos recepcionar. Como ainda era cedo e o tour pras Islas Flotantes só iria ser às 10h, ele disse que nos levaria até a agência pra deixar as malas e podermos tirar um cochilo. Pedimos pra esperar os outros brasileiros que estavam chegando e queriam ir no mesmo tour. O restante do pessoal chegou às 6h e enfim fomos até a agência Jumbo. Lá tomamos café e descansamos. Pedimos pro Clever se ele poderia comprar passagens pra Copacabana e ele afirmou que quando voltássemos das Ilhas ele já teria as passagens.

 

Às 10h fomos de van até o lago Titicaca. Entramos em um barco onde um guia falava ao microfone, explicando a história das Ilhas Flutuantes. Achei o lago bem feio e sujo, com bastante lodo (ou sei lá o que era aquele negócio verde). Uns 30 minutos enfim chegamos às tais Ilhas. Descemos do barco, caminhamos por uma das pequenas ilhas feitas de totora (bambus entrelaçados) e sentamos pra ouvir a explicação de como surgiram, como eram feitas, etc. Até experimentei um pedaço de totora (não tem gosto de nada, mas dizem que é bom pra clarear os dentes). Lá tem as famosas famílias que dizem viver lá, muita gente não acredita nisso, mas vai saber, não me interessei muito em descobrir. Um pessoal comprou artesanatos e produtos feitos pelas cholas. Depois de 1 hora retornamos a Puno e fomos a agência Jumbo buscar as malas pra ir pra rodoviária. Chegando lá o Clever nos entregou as passagens pra Copacabana, o ônibus sairia às 14h. Pegamos um táxi pra rodoviária, almoçamos lá mesmo e enfim partimos de volta a Bolívia.

 

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Na fronteira entre Peru e Bolívia todos tem que descer do ônibus e passar pelo escritório de imigração, do lado peruano. O motorista diz que vai nos esperar com o ônibus do lado boliviano e que temos que ir até lá andando. São menos de 100 metros, mas confesso que dá medo de ver o ônibus indo embora com a sua mala lá dentro. Carimbei o passaporte com a saída do Peru e cruzei a fronteira a pé. Já na Bolívia tem um outro escritório onde temos que carimbar a entrada no país. Tinha uma pequena fila e uma garota de Cingapura reclamando que teria que pagar 70 dólares pra poder entrar no país. Não sei se a cobrança é realmente obrigatória, mas acho que ela não tinha outra saída, ou paga ou não entra. Pra brasileiro não tem problema, mesmo só com o RG passa sem ter que dar explicações.

 

Por volta das 18h chegamos a Copacabana. O ônibus parou em frente ao Hotel Mirador na beira do lago Titicaca e o motorista disse que a hospedagem ali custava 6 dólares, com banheiro privativo. Praticamente o ônibus inteiro desceu e eu e o Alan resolvemos ficar ali também, afinal acho que eu merecia um hotel decente depois de tanto pulgueiro em que a gente tinha dormido até ali. Na hora em que falaram 6 dólares achei barato, acho que por só prestar atenção no "seis" e não no "dólares". Na conversão pra bolivianos ficou meio caro, 40 bolivianos, porque no dia seguinte descobrimos vários outros hotéis por 20 bolivianos. Mas valeu a pena porque o quarto era bem legal, com duas camas grandes, banheiro com água quente, TV a cabo e uma vista incrível do lago Titicaca. Guardamos as malas, tomamos banho e resolvemos dar uma volta por Copacabana. Achei a cidade bem parada durante a noite, praticamente deserta. Só em uma rua havia movimento, era onde ficam concentrados os bares, restaurantes e agências de turismo, além de uns mercadinhos. Paramos em um bar e tomamos umas cervejas, mas como o atendimento foi ruim e a cidade tava bem morta, voltamos pro hotel e dormimos.

 

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