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Viagem que foi a maior viagem


marcos.loren

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Gente, adorei essas histórias!

 

tenho umas muito loucas...mas a mais "publicável" é do Ano-Novo de 1999 para 2000.

 

Sou cariocona ,nasci na Lapa e o subúrbio ("onde o Rio é mais carioca") me criou, ou seja, conheço a cidade de cabo a rabo. Desde criança (isso tem muito tempo...ha-ha-ha-...sou balzaca ,tenho 34 anos) vou à Praia do Pontal (no final do Recreio dos Bandeirantes na divisa com a reserva da Prainha) na época era um local ainda sem despejo de esgoto.

Seguindo a estradinha da Reserva tem uma pequena trilha pra uma praia com pequena faixa de areia onde existe fonte de água doce. Alguns conhecidos me falaram que aquela praia era abrigo para mendigos, mas era Ano Novo, eu e minha amiga Josi estávamos era muito a fim de acampar. Chegamos às 16h e iniciamos o processo de fazer uma fogueira (adoramos fogueiras! mas sabemos que no mato não pode) cata matinho dali, cata gravetinho daqui,quando vimos urubus dando razantes em nossas cabeças e pousando em nossa barraca* corremos gritando para espantar os bichinhos e eles não saiam. Humm..sentimos um "lance".Aquilo não ia dar certo...Pouco depois chegam dois homens um numa bicicleta outro a pé. Perguntamos a eles se era seguro acampar ali (tolinhas!) um disse que tudo bem e saiu ,outro começou a dizer rispidamente pra gente ir embora que ali era lugar de bandido. Nisso o outro homem voltou com os braços repletos de pequenos troncos para nossa fogueira, ficamos preocupadas (ou boladas) e resolvemos sair dali até mesmo porque estava escurecendo (devia ser 18h) e não queríamos pagar pra ver.

O cara da bicicleta levou agente por uma trilha linda o céu azul , o pôr do sol...coisa e tal...de cima da trilha ele apontou uma praia com curta faixa de areia lá embaixo e falou "TEM GENTE QUE ACAMPA ALI". Lógico que não ficamos por lá (teríamos morrido afogadas com a subida da maré) e insistimos pro cara levar a gente pra estrada. Quando chegamos na estrada não vi um fio de arame esticado (ainda bem que não era farpado) e meti a boca , sorte que não saiu sangue mas doeu pácas.

Bem, chegamos novamente à Praia do Pontal. Beleza! Tinha uma grande faixa de areia e um quiosque de madeira com varandinha, aberto e funcionando. Beleza! Qualquer aperto iríamos para o quiosque. Tudo arrumado fomos cear por volta das 23h a luz das estrelas (e infelizmente dos postes da Estrada do Pontal), ligamos o poderoso radinho de ondas curtas que Josi Maluca levou, sintonizamos na MEC-am pois adoramos coisas diferentes. Vinho, fiambre e Polenguinho gorgonzola pra cá, uvas e pastinha pra lá, mirávamos o céu comentando que havíamos escapado de uma roubada naquela praia dos urubus...daqui a pouco ouvimos no rádio que Copacabana recebia rajadas de vento de 80km/h, o palanque onde o presidente FH ficaria estava destruído pelo vento, as ruas alagavam com a chuva...e nós olhavamos para o céu e: só estrelas. "Essa chuva não vai chegar aqui Jô. Estamos ao sul da cidade e as chuvas chegam pelo sul, isso vai ficar por Copa mesmo" maldita boca! Foi acabar de tecer tal comentário para as nuvens começarem a se unir e andar pra onde a gente estava! PUtz !! Meia noite! Foi uma correria uma vez que, nossa querida barraca não apresentava condições para suportar uma ventania de 80km/h muito menos chuva forte. Fizemos uma vala em torno da barraca com ajuda da garrafa de vinho e o vento começou. Viramos a lona da barraca para trás (era uma barraca muito engraçada não tinha porta....ha-ha-ha) para tentar conter a água. Estávamos há 200 metros da água e o mar batia forte como se estivesse ali ao lado da barraca.

O vento soprava a chuva batia, nossa barraca alagava. Colocamos plásticos nos pés para tentar não nos molhar...tudo em vão a água acumulava de um lado o vento apertava a barraquinha de outro. Amigas desde os 17 anos de idade, eu e Josi nos calamos e ficamos rezando para a barraca não rasgar, mas havia a varandinha do quiosque caso a tragédia se conssumasse.

Pelo radinho ouvíamos as coisas mais tenebrosas do mundo, um fulano morreu eletrocutado, barracos desabavam, Defesa Civil em alerta. E a chuva comendo solta...Bem, nós não dormimos, ficamos ali mudas, molhadas e com sacos nos pés rezando e ouvindo notícias péssimas e o mar rugindo com força. As horas se arrastaram, 2000 começava de forma bizarra e/ou bizonha. A noite não terminava, o vento e a chuva também não.

Finalmente 6h! Com nuvens muito carregadas a luz do sol começou a romper a barreira de água. Saimos da barraca-muquifo e qual não foi nosso espanto quando vimos a varandinha do quiosque de madeira totalmente destruída, as telhas de plástico vieram a baixo as estacas de sustentação quebraram com o vento, as janelinhas do quiosque cairam. Caramba ! Agradecemos a Deus por nossa barraca não ter rasgado. Sentamos nos escombros da varandinha arrasada e tomamos nosso Todinho falando pelos cotovelos ,comentando o quanto erámos sortudas em ter nos safado. Josi jogou o resto da barraca fora, levei a lona de lembrança (ela me salvou ano passado em Arraial do Cabo) além de muitas lições sobre muitas coisas.

 

 

*A BARRACA - Essa barraca é história a parte. Marca YUNES, década de 80, foi comprada de terceira mão pela Josi e Andréa Neguinha (figura histórica!)em 1989.Meu primeiro acampamento foi nela em janeiro de 1990 na Ilha Grande. Foi emprestada a um amigo, com mezzo sangue cigano mezzo não cigano, para a festa de Santa Sarah de Cali, na parte mediterrânea da França. No mesmo ano as meninas moraram dentro da barraca numa viagem maluca pelo Brasil.

Quando acampamos em 1999 a barraca já não tinha fecho , já não tinha porta e havia muitos furinhos no chão.

 

Espero que vcs tenha se divertido com a história como eu me divirto quando lembro dela. Não sou cruel em me divertir com as adversidades alheias mas é preciso rir pra coisa não ficar dramática. Depois que os problemas são superados e a melhor hora pra rir de tudo.Abraços Márcia Bastos

 

Márcia H.

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Certa vez, saí cedo daqui do RJ com mais 3 amigos p/ assitir à uma prova de motocross em Saquarema, distante 100Km daqui ,e voltar logo após. Ao chegarmos lá ficamos sabendo que neste dia teria só treino e que a prova seria no dia seguinte. Resolvemos então dar uma volta pela região do Lagos, Araruama, Iguaba, Cabo Frio, Arraial do Cabo... Resumindo, 3 da manhã estávamos chegando em Porto Seguro com a roupa do corpo e mais nada! Bons tempos de gasolina barata...rs

 

////////// \\\\\\\\"Tudo vale a pena se a alma não é pequena"

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Sanidade, racionalidade, sa conciencia e loucuras a parte.... da ateh pra fazer um livro com essas peripecias! eh mesmo emocionante soh de ler...ehhe

se fossemos levar aquela frase "errar eh humano repetir o mesmo erro eh burrice" mochileiros seriam a "raca" mais burra da face da terra! vai dizer que depois de passar fome e entrar sem guia na mata, nas proximas vezes vai andar sempre de guarda costas e com uma cesta basica na mochila que alem das roupas tem no maximo espaco pra uns quilos de barro da trilha do dia passado... sera que depois de passar sufoco com a barraca vai estar sempre alerta com uma super barraca a prova de ventanias e chuva ou vai levar a boa e velha companheira de tantas aventuras? e mesmo depois de quase ter de vender a alma pra voltar pra casa, vai levar sempre umas notas de 100 na carteira?? brincadeeira neh....

 

o engracado eh que eh verdade hhaaha... e o bom de ser vivo e aventureiro e isso mesmo... chorar, espernear, rezar pra tds os deuses e depois rachar o bico de td... e entaum pensar, pq naum repetir a facanha?... puts... sabe que eu nunca fui pro sul... quem sabe eu poderia andar lah pelas bandas da terra do chimarrao... ii mas minha barraca ta furada... ueh... paciencia... tomara que naum chova... hehehe eh ou naum eh??

 

falo aih! abraco mocada!

 

Marcello

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  • Membros

Olá Pessoal!

 

Outra viajem muito louca que já fiz, foi no final de 2002, conheci uma garota pela internet, e combinamos de nos conhecermos em uma cidade do Mato Grosso chamada Colider, que por sinal possui lindas cachoeiras, nunca havia se quer pisado no chão desta cidade e nem sabia como era essa minha amiga virtual, pois nunca trocamos fotos, e lá fui eu as cegas, peguei o ônibus em minha cidade e quando cheguei em Colider, já era noite, o bairro onde ficava a rodoviária era meio barra pesada, muito escuro, cheio de bares e bordéis. Resolvi pedir informações de hotéis para dois garotos, que me informaram que havia um próximo da rodoviária. Encontrei o hotel, e paguei pelo quarto adiantado, o mais estranho é que o hotel estava vazio, mesmo sendo próximo da rodoviária, bom entrei no meu quarto tomei um banho e resolvi sair para dar uma volta, quando cheguei na recepção... haviam cerca de 20 indíos, assistindo o Chaves na TV, levei um susto, pois o hotel estava vazio a 10 minutos atrás, é claro que não tive coragem de pedir o que teriamos de jantar (ha,ha,ha, brincadeira), eu acho quem levou o maior susto foram eles, deviam pensar que eu era gringo (loiro, c/ olhos claros, alto). Depois do susto sai do hotel, mas não conseguia chegar ao centro da cidade, consegui me perder 3 vezes e sempre voltava para a rodoviária para ver o mapa da cidade em um ponto de taxi, acreditando que dá próxima vez acertaria. Finalmente, na 4ª tentativa, encontrei o centro da cidade, e caminhando por ele, passo por uma lanchonete, vejo um cara se levantar de uma mesa e olhar para mim como se tivesse visto um fantasma, era um amigo meu de minha cidade, que estava passando férias na casa de parentes. Começamos a conversar e ele pediu, que diabos estava fazendo lá, espliquei tudo - sobre a amiga da internet - e ele pediu em que hotel que estava hospedado, quando falei o nome (que não me recordo), ele começou a rir da minha cara e me esplicou, que aquele era o hotel em que os índios costumavam ficar, quando viam à cidade fazer compras, ou tratamento médicos, e também disse que o bairro onde estava era muito perigoso e não aconselhável andar sozinho, ele insistiu para que fosse na casa de seus parentes passar a noite, mas como já havia pago a diária, recusei. Bom a história teve um final feliz, conheci minha amiga virtual, quero dizer agora real. Voltei para o hotel, porém não consegui dormir, pois do quarto ouvia gritos e discussões, mas não tive corragem de botar a cabeça para fora da porta e ver o que era. Assim que o sol nasceu corri para a rodoviária e peguei o busão de volta.

 

The End.

 

Adriano Ramón Lani

 

Editado por - adriano.ramon on 05/02/2004 13:53:32

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  • 4 semanas depois...
  • Membros de Honra

Cara, eu fundei o tópico mas nunca tive tempo pra parar e ler as histórias. Adorei mesmo, nunca imaginei que iam ser tão legais as histórias da galera. Valeu mesmo! Vamos continuar mandando as histórias, tenho duas: uma bem besta e outra mais legal, mas que não chegam nem aos pés das de vocês hehehehhehe. Nós próximos dias sentarei com calma para relata-las. Acho que daria um livro super manero hehehehheh.

 

Jayme

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  • Membros de Honra

Bom, la vai a primeira história. Como disse bem besta mas vale a mensagem.

Tava afim de mostrar a minha namorada (agora ex) o verdadeira espírito mochileiro. Ela ainda preferia se comportar como uma relés turista. Fomos até Natal mas sem pretenções de ir direto: com calma, parando em todas as praias de recife até la para conhecer e desbravar lugares novos. Certa altura na viagem fomos procurar uma praia que eu havia ido alguns anos atrás, de beleza extraordinária mas que não aparescia nos mapas da paraíba. Encontramos a praia que é bem pequena: se resume a um mangue, um rio desaguando com águas cristalinas e ondas muitos boas para a prática de surf. Ao invés da minha namorada contemplar a beleza ficava resmungando qual o hotel iríamos ficar naquela noite, e que ja estava ficando tarde, etc, etc. So que meu pensamento estava em outro lugar: como chegar do outro lado do rio de carro, pois tinha um Fiat Uno la e eu queria saber como chegar la também. Peguei uma estrada velha, perguntei a alguns carinhas e segui meu instindo, ainda ouvindo os resmungos. A estrada era super estranha e tinha cara de que não via carro a um tempão. Depois de muito rodar, fui vencido pelos resmungos da minha namorada e resolvemos voltar (ainda volto la para descobrir o caminho). Na volta, atolamos numa voçoroca na estrada de barro e o carro não quis sair de forma alguma. Empurrei daqui, empurrei dali e nada (isso, ouvindo poucas e boas da minha namorada tipo: "eu num disse""eu sabia que isso iria acontecer"). Depois de várias horas tentando, tolo suado, sol a pino e sujo, gritei com minha namorada: "FOI SUA MÁ VONTADE QUE NOS FEZ CAIR AQUI, SE VOCE TIVESSE BOA VONTADE, NÃO ESTARÍAMOS AQUI". Ela sentou calmamente e ficou pensando, enquando eu me esforçava pra tirar o danado do carro dali. Ela se levantou e disse: "porque não suspendemos o carro com o macaco e empurramos ele para trás? assim ele se livra do monte de terra que está segurando-o". Num estralo, fiz o que ela disse e o danado do carro saiu. Depois desse "parto" ela fez as coisas durante a viagem com mais boa vontade e parou de reclamar. Aproveitou a viagem e nos divertimos a bessa. Outras presepadas tivemos (atravessamos uma reserva indígena de carro durante quase metade de um dia, sem pespectiva de chegar a algum lugar) mas ela soube encarar o momento e curtir a viagem com bom humor.

 

 

Jayme

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  • Membros

Tb tenho uma história meio louca... Uma vez estava acampando com uma amiga em Amsterdam e um velho pelado invadiu o camping. Ele ficava pulando e cantando com um sorriso no rosto, como se aqueles "trajes" fossem a coisa mais normal do mundo... O mais inusitado foi que as outras pessoas do camping tb nem se mexeram, olharam, viram o velho hiponga pelado e voltaram a fazer seus afazeres....

Esse tipo de coisa só em Amsterdam, mesmo.

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  • Membros de Honra

Bah Adriano...

Se eu te contar que já aconteceu algo quase idêntico ao que você contou comigo...

Meu irmão dormiu em cima do braço também...chamou UTI móvel.......e...no fim.... não era nada....só braço dormente...rsrsrs

 

PANDA

CWB/PR/BR

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