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Olá viajante!

Bora viajar?

Afinal, isso é ecológico?

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  • Membros

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Oi gente, estou abrindo este TÓPICO pois, muitas coisas que fazemos pode ou não ser ECOLÓGICO, não estou dizendo que devemos ser que nem estes ECO-CHIITAS ou ECO-CHATOS, mas as pequenas coisas ou atitudes, será que tudo que fazemos prejudica tanta assim a NATUREZA?

Editado por Visitante

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Pois é, tai uma coisa que eu não pensaria que veria aqui, um grupo

de mochileiros que separam uma faixa da população de seu próprio

país e os denominam como lixo.

 

O povo brasileiro tem uma caracteristica, que o politico se

apreoveita: eles gostam das pessoas, não das suas capacidades.

Com isso, não importa se o cantor, artista, politico, feirante,

etc ... é bom no que faz, se ele ganha o carisma das pessoas,

ele faz sucesso.

 

Contando que a grande parte da população não tem 1/6 da escolaridade

e do angulo de visão que provavelmente vocês tem, seria muito mais

proveitoso para nós, direcionar esta energia negativa para um

"transformador" de energia positiva. Trabalhando isso ao nosso favor.

 

Isso é parte da mesma engrenagem de ódio, que faz a máquina das

brigas de torcida, das discuções ofencivas e das rinchas de familia

girarem. E no final, quem vai atirar a primeira pedra? ...Aquele que

já votou no Quercia? Freury ? Maluf ? Collor ? FHC ? Brisola ?

 

Estamos todos no mesmo time.

 

Espero ter passado a minha mensagem de forma clara.

 

 

inté+

 

 

Cezar Bastos

Eu não luto por nenhum governo,

mas pelo meu povo, até a morte.id="teal">

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Cz,

 

É isso aí cara estamos no mesmo time. A diferença entre a gente que temos "inteligêmcia" e os outros, é justamente o fato de sabermos optar ou não pelo errado, fazer ou não fazer o que é o certo.

 

O ódio é o mesmo para todas as coisas, para a torcida, guerra e tudo mais que vivemos e dependemso dos outros.

 

Apesar de não me enquadrar no perfil dos que adoram chamar "eco-xiitas-pseudo............", sou a favor dos que defendem a natureza, deveriam existir muito mais, afinal o mundo esta cheio de gente que não pensa no minimo de preservação e quando alguns o fazem são pré-distinguidos (e pisoteados)por ecologistas corretos.

 

O que é ser correto onde a certeza dos que fizeram a história das destruições estão impregnadas nas ditas condutas ilibadas e corretas da sociedade. Quem é o certo??????

 

Certo acho ser, os que não se preocupam com quem só quer o bem da natureza.

 

Nada de preconceitos, já são muitos e quem quer aumentar o número???

 

Mais desejo de melhoras é preciso e isso só será resolvido quando ao preconceito tiver acabado.

 

Eistein disse : " Que mundo é esse, onde é mais fácil quebrar um átomo do que um preconceito".

 

Muitos são os que são contra, mas lembre-se que tem muitos que são contra a gente mochileiros, tidos como baderneiros, maconheiros e coisas mais.

 

Muitos dos que foram para o "FORA COLLOR"nem ao menos sabiam o que aquilo significavam mas nem por isso deixaram de "protestar", contra quem, contra o que ???? Não sabiam , pois, estavm iluminado spor outras cabeças. Pensar um pouco mais é o mal que assola o nosso mundo.

 

Rogério Felix e Silba

BH- Minas Gerais

Postado
  • Membros

Ai galera, desculpa se esta bronca toda tbm for cmg, mas eu só achei engraçado a comparação dos eco-xiitas com os petistas.

E pessoalmente acho q o Cz é um eco-xiita-petista!

Se for, foi mal amigo!

E se vc ler todo o topico vai notar um tom de ironia nas mensagens e vai perceber q foi só brincadeira. Neguim ta aqui p/ discutir ecologia e não politica.

 

 

Abraços:

Rameno

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Saudações!!!

Ae galera num me leva a mal não, mas atitudes como a dos contra petistas num vai melhorar em nada a nossa situação.

Nós vivemos numa democracia e temos o direito de expressar nossas opniões, contudo o direito de cada um termina onde começa o do outro. Essa é a premissa de um estado democratico.

Não sou petista e nem de direita, a ideologia deles não bate com a minha. Defendo o meu país, por isso servi o EB e pretendo voltar para caserna, contudo atitudes desse jeito não vão ajudar em nada nosso país. Se é o PT que tá no poder vamo fazer o melhor e vê se melhora.

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Há Rameno mesmo que o tom seja de brincadeira algumas pessoas podem se sentir ofendidas. Melhor pensar antes de brincar.

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Editado por Visitante

Postado
  • Membros

Servir o EB e servir a patria não tem nada a ver, cada um pode servir seu país da melhor forma e da forma que sua ideologia mandar. Que foi o que eu quis dizer.

O que eu disse e repito é que devemos respeitar as opiniões dos outros, e não precisamos ofender.

Não concordo com as atitudes do presidente, poderia relacionar umas 20 atitudes dele que eu não gostei. E ate concordo com a comparação, mas mesmo assim certas idéias é melhor não discutir em lugares de domnio publico. Todos acessam, uns aprovam outros não e acabamos transformando isso numa disputa ideologica.

No meu entender o objetivo do mochileiros é discutir assuntos relacionados a natureza, aventura e afins. E não politica.

Por isso escrevi o que escrevi, vamo deixa a politica pros outros sites e curitr o espirito mochileiro.

 

Obs: A foto é maneira, mas num ligo muito pra ONU. Pra mim é um orgão falido do jeito que está. Mas eu fiquei legal.

Postado
  • Membros

puts, ... pessoal , eu acho que vc's não pegaram a minha idéia!!!

 

Sabem, com avião, sem avião, sendo o Lula ou não sendo o Lula,

tanto faz. Pessoas acreditaram no barbudo e não no PT. A maioria

nem sabe da trajetória do partido, o que anda fazendo ou não. Quem

dirá o que fez ou não fez.

Eu coloquei o meu texto para criticar a forma agressiva o muitas

vezes ofencivas, mesmo que "camufladas" como brincadeiras, de

condenar outras pessoas por suas opiniões.

 

Por favor, não chamem estas pessoas de lixo nem por brincadeira,

porque se vocês pensarem bem, dentre elas certamente terão alguns

de seus amigos e parentes.

 

Rameno, não é uma bronca meu rapaz, eu nem teria o direito pois isso

seria algo pessoal e nós nem somos amigos, mas eu tenho o direito de

opinar em cima dos comentários não é?

Assim como vocês tem o direito de se expressar suas críticas em relação

ao governo, PT, rede globo, Branca-de-Neve ou seja lá com quem

discordem. Deste que isso não ofenda ninguem, e algumas brincadeiras

ofendem sim.

 

Eu não sou Petista e nem seguidor de nenhum partido político,

tb acredito não ser Eco-Xiita nem Eco-chato, apenas me coloquei

no lugar daqueles que são e pensei: - Eu me sentiria ofendido.

 

Bom, espero que todos reflitam sobre as mensagens postadas por

todos e decidam o que absorver como aprendizado... ok

 

Se quiserem dar continuidade ao outro tema polemico:

"eu é q sirvo a pátria" fiquem a vontade, mas eu acho

que se continuar assim é melhor abrirmos um tópico exclusivo... [:P]

Aceito sujestões para nomes.

 

 

Abraço a todos.

 

 

Cezar

bastos1978@yahoo.com.br

bastos1978@hotmail.com (apenas MSN)id="blue">

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oi gente desculpa estive fora alguns dias, estou planejando a viagem da semana santa...

 

bem eu tenho muitos amigos do PT, e realmente não da para por todo mundo no mesmo balaio...

vou me justificar.... eu tenho péssimas lembranças por causa desta política do PT...

 

desde que a Marta entrou na prefeitura, o IPTU da minha casa aumentou de 390,00 para 1250,00 por ano, tenho que pagar taxa de lixo e luz, eu quase fali, pedi para meu chefe me despedir para pagar o imposto o ano passado, este ano não sei o que fazer.....a propósito meu IPTU este ano aumentou....

se a proposta de aumento do imposto para prestadores de serviço realmente for aprovada a empresa vai fechar....

eu vendo produtos médicos e meus clientes são clinicas, nos últimos quatro anos perdi clientes por que as clinicas estão fechando ou se mudando para o interior, como estou na área nós sabemos onde vai ser construídos hospitais e centros de especialidades, logo que foi aumentado o imposto predial em São Paulo, 8 projetos de hospitais e centros médicos foram congelados....

 

sabe gente, sou descendente de Japoneses, e a sociedade japonesa é Meritocrássica, ou seja, vc tem o que merecer, se vc planta vc colhe, se vc não faz nada vc não tem nada.....

 

eu luto todos os dias para ter alguma coisa, faço faculdade à noite, trabalho de fim de semana e mesmo assim esta muito difícil...

 

desculpa se através de ironia descarreguei minha raiva aqui, sei que aqui não é o local apropriado, aqui é um local para discutirmos algo relacionado com ecologia, se vcs me permitem vou mudar de assunto.....

 

bem eu perguntei sobre as sementes e já me responderam, obrigado, agora tenho outra....

 

quando vou fazer trekking levo banana para comer no caminho, pois tem potássio e é bom para os músculos, fora que é barato....mas eu costumo enterrar ou jogar as cascas no mato.

Me disseram que prejudica a natureza, mas para mim ela vai apodrecer e virar húmus.

AFINAL JOGAR CASCA DE FRUTAS NA TRILHA É ANTI-ECOLOGICO??

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ECOLOGIA SOCIAL

 

Meio Ambiente, Relações Sociais, Cultura e Arte:

 

POR UMA ECOLOGIA GENERALIZADA

 

 

Os acontecimentos históricos e sociais que nos últimos anos demoliram, junto com o muro de Berlim e tudo o que ele simbolizava, o velho maniqueísmo político e filosófico "Capitalismo X Comunismo", ou "Esquerda X Direita", carregaram consigo também os esquemas mentais e as visões de mundo economicistas e pseudocientíficas, implantando novas dúvidas e profundos questionamentos no lugar das velhas "certezas", que se mostraram ineficazes e impotentes para gerar novas idéias, novas esperanças e formular perspectivas reais de felicidade e de equilíbrio universal.

 

Ao mesmo tempo em que a velha ordem interna e externa desmoronava, novos fenômenos e novas configurações ideológicas e sociais emergiam, materializando os problemas e as possíveis soluções que deverão ocupar os corações e as mentes neste final de século. As duas faces mais importantes e antagônicas dessa nova configuração mundial são o novo Capitalismo Integrado, que se torna hegemônico em todos os continentes e, do outro lado, a Ecologia e o seu desenvolvimento mais abrangente, a Ecosofia.

 

Na medida em que os povos dos antigos países de economia planificada optavam claramente pela sua inserção na economia mundial de mercado, o Capitalismo, ampliado geograficamente e com um novo ímpeto cultural, onde ele deixava a imagem clássica de "bandido" da História para pretender tornar-se uma espécie de novo "mocinho", repensava os seus métodos e passava a adotar novas práticas sociais ainda mais penetrantes e insidiosas. Entre essas práticas está o domínio absoluto dos meios de informação (a televisão, o rádio, os jornais, etc.) e de formação (a escola, a cultura de mercado, as universidades, etc.) com as quais ele constrói uma nova subjetividade capitalista, ou seja, forma gerações com um sistema de valores, uma ética, uma estética e uma expectativa de produção e de consumo que servem perfeitamente aos propósitos da nova economia de mercado integrada e permite o planejamento da produção massificada com décadas de antecedência. Através do controle do último reduto sagrado da individualidade, a mente das pessoas, o capitalismo transnacional pretende organizar o mundo à sua imagem e semelhança, um mundo superficial, consumista, de valores descartáveis, onde as pessoas busquem a sua identidade no seu patrimônio material, na posse de quinquilharias tecnológicas, como se fossem novos índios deslumbrados pelas miçangas coloridas dos navegadores. Enfim, um sistema e um modo de vida onde o lucro seja o único ponto cardeal, e onde o Ter substitui o Ser, em todas as suas formas.

 

O movimento ecológico mundial, que surgiu há cerca de duas décadas, ainda dentro de uma perspectiva estritamente ambientalista e preservacionista, vem evoluindo para tornar-se a única grande oposição eficaz e articulada ao Capitalismo Mundial Integrado em rápida expansão. Em sua origem, o movimento ecológico estava imerso nas preocupações derivadas das evidências de que a ideologia de "progresso" industrial desenfreado, presente tanto nos antigos países comunistas quanto nos capitalistas, associada a um crescimento demográfico vertiginoso, levaria o gênero humano a um "beco-sem-saida", à destruição inevitável da vida sobre o planeta Terra, a única casa habitável pelo homem. Já não se tratava mais da oposição entre modelos economicistas de sociedades, mas de uma oposição maior, mais perigosa e mais definitiva entre a Vida e a Morte de toda a humanidade.

 

Logo nos primeiros anos surgiram resistências por parte das ideologias ainda dominantes, e até hoje, aqui e ali, emergem críticas cada vez mais cáusticas e furiosas, cada vez mais passionais e menos lógicas, à prioridade que a Ecologia dá à qualidade da vida em detrimento da idéia de "desenvolvimento a qualquer custo". Mas com o passar do tempo a prática ecológica e a observação nos ensinaram a detectar os verdadeiros interesses por detrás do discurso anti-ecológico e desenvolvimentista, que tenta depreciar a busca de uma nova mentalidade como se fosse um projeto utópico e impraticável. Os portadores dessas críticas, liberais ou marxistas, colocam-se sempre disponíveis para assumir cargos políticos e administrativos no sistema convencional de poder, e os ataques à ecologia social são a sua vitrine, onde eles anunciam publicamente que suas posturas são dóceis ao sistema de valores vigente.

 

A consciência ecológica, apesar de um certo ceticismo inicial, expandiu-se rapidamente e tornou-se um novo consenso entre os intelectuais e a juventude de todo o planeta, mobilizando com vigor a opinião pública internacional para questões urgentíssimas como a destruição da camada de ozônio da atmosfera pela emissão de CFC, a redução irreversível da biodiversidade, a destruição das florestas tropicais, a desertificação de grandes áreas do globo, os depósitos de lixo atômico, o efeito estufa, a poluição dos mares e do ar, os acidentes nas usinas nucleares, o esgotamento dos recursos naturais, etc. A pressão pública que esse consenso ecológico produziu não poderia ser ignorada, nem mesmo pela subjetividade capitalista que sustentava as formas antigas de produção e de consumo. Assim, a ecologia preservacionista e o ambientalismo acabaram sendo absorvidos e incorporados ao sistema dominante na sua forma mais simplista, comercial, estereotipada e superficial. Hoje em dia não há praticamente um único chefe de estado ou uma única grande corporação capitalista ou um único grande banco transnacional que não procurem demonstrar preocupações "ecológicas" e não anuncie grandes investimentos em programas supostamente preservacionistas. O Congresso Mundial de Meio Ambiente, realizado no Brasil em 1992, foi o coroamento dessa ecologia oficial capitalista, na qual o sistema alardeou que abriu mão de seus anéis para não perder todos os dedos, ou seja, deu um verniz ecológico às suas políticas globais para manter intocada a ideologia do Ter sobre o Ser, que é em ultima instância a origem de todas as distorções que nos afligem. Pretende-se com isso atacar os sintomas da doença sem que se toque nas causas profundas, e alimentar a ilusão de que, com a atenuação temporária dos sintomas, a doença está curada.

 

Alguns ambientalistas e preservacionistas caíram nesta nova armadilha e se deram por satisfeitos com as medidas institucionais que estão sendo tomadas a partir da reunião dos chefes de Estado acontecida em 1992. Só que os problemas têm raízes muito mais profundas, e certamente não serão resolvidos com um toque-de-mágica exatamente pelo Capitalismo Integrado que esses governos representam. A partir desta constatação, faz-se necessário repensar todo o nosso projeto ecológico e dar o grande salto de qualidade, localizando a verdadeira origem das distorções, a essência dos desvios da nossa cultura, e propor transformações profundas e radicais, não apenas no desempenho formal da política industrial, pois isto é muito pouco, mas na própria subjetividade do ser humano, na sua maneira de pensar o mundo, de relacionar-se com os outros e com a natureza, de aplicar conceitos éticos e estéticos arcaicos e viciados, de submeter-se à subjetividade massificante das campanhas publicitárias, de ser incapaz de livrar-se dos estereótipos e dos preconceitos que infestam os veículos de comunicação, de limitar a sua criatividade aos ditames do mercado e da lógica mediocrizante do lucro.

 

O novo pensamento ecológico, que surgiu para amplificar e aprofundar a visão limitada do ambientalismo e do preservacionismo, sem excluí-los, é claro, teve origem na constatação de que os métodos convencionais de ação ecológica já não estavam produzindo os resultados esperados e estavam sendo facilmente cooptados pelo sistema que pretendiam combater. Novos pensadores, com Felix Guattari, Gregory Bateson, além de outros filósofos, biólogos e escritores formularam nos anos recentes novas teorias de abordagem ecológica da realidade, onde a ecologia do meio ambiente se articula com a ecologia das relações sociais e com a ecologia das subjetividades, a ecologia mental. A esse novo modo de pensar e de agir politicamente deu-se o nome de Ecosofia. Na verdade foram necessários muitos anos de reflexão sobre a fragilidade do preservacionismo da natureza estritamente material para se concluir o óbvio: que não se pode transformar apenas uma das manifestações da sociedade de modo duradouro sem transformá-la integralmente, sistemicamente, através de uma mudança da mentalidade e dos sistemas de valores. A única alternativa eficaz é partir para uma Ecologia Generalizada, que abrace todos os ramos do conhecimento e apresente propostas para todas as manifestações do Ser: da produção de energia à psicanálise, das relações de vizinhança à preservação das espécies em vias de extinção, das neuroses familiares às viagens espaciais, da liberdade artística ao reaproveitamento dos dejetos industriais, dos meios de transporte à linguagem da publicidade, dos conceitos estéticos às práticas partidárias e sindicais, da macro-estrutura administrativa à felicidade no cotidiano, das formas de poder às formas de amar, das necessidades protéicas ao direito à fantasia.

 

Félix Guattari, em seu livro "As Três Ecologias", onde ele introduz a idéia de Ecosofia, ou Ecologia Generalizada, propõe, entre outras coisas, a "ressingularização" do indivíduo, ou seja, passar a ver o indivíduo ecologicamente, como um universo original, singular, dignificado na sua especificidade, e não apenas, como na visão tradicional do capitalismo e do marxismo, como "massas", "estrato social", "minoria racial", "faixa do eleitorado", "grupo marginal", enfim, como "gado" a ser conduzido pelas forças da economia, da ideologia ou da política para a direção que os "pastores do rebanho humano" acharem conveniente, no nosso caso, para o "matadouro" do militarismo e do delírio tecnológico - industrial.

 

Ao lado da "ressingularização", Guattari propõe uma "nova suavidade", uma forma de pensar e de agir que repudie os sistemas fechados, as estatísticas e as pesquisas de opinião, a histeria do consumo, a ditadura das modas e a rigidez das palavras-de-ordem, e inaugure uma nova era de relações mais afetuosas e tranqüilas entre as pessoas, de curiosidade pelo mundo interior do outro, de substituição da angústia e da ansiedade pela sabedoria diante dos fatos naturais da vida como o passar do tempo, o nascimento, a paixão, o envelhecimento, a ternura e a morte. Ele defende um retorno aos prazeres simples, ao convívio pessoal, ao contato com a natureza, à boa conversa, ao namoro, a beber um copo d'água com prazer quando se está com sede, a dormir bem, a fazer amor com um afeto renovado e sem a voracidade do "consumo sexual". Um novo padrão de relacionamento conjugal e uma nova empatia entre pais, filhos e netos fazem parte da nova visão de "família" que a Ecosofia propõe, assim como a percepção de que, no equilíbrio da natureza, não existe o "feio" e o "belo", posto que um pavão não é mais "belo", por exemplo, que um sapo boi; ou de "certo" e "errado", posto que um tubarão não é mais "cruel" que uma ostra, nem o Leão é "imoral" quando avança sobre a zebra desgarrada da manada.

 

Dentro da proposta de "ressingularização", ou seja, da busca da "alteridade" no lugar da "uniformidade" do pensamento, inverte-se o raciocínio tradicional e busca-se o dissenso no lugar do consenso. É fundamental conseguir evitar aquilo que o filósofo Walter Benjamin chamou profeticamente de "mesmice" da vida moderna, como ocorre no monólogo de um ser humano com um computador, com a tecnologia industrial, com os veículos de comunicação de massa e com as pesquisas de opinião. A "mesmice" de que falava Benjamin, caso venha a se impor sobre a pluralidade de opiniões e de valores, poderá levar ao esfacelamento da totalidade humana. É necessário, portanto, o retorno da tradição da oralidade, do diálogo espontâneo, dos contadores de histórias, das interpretações pessoais do sentido de cada coisa. É preciso valorizar a singularidade do discurso de cada ser humano dentro de sua micro-comunidade, de seu território existencial, e também o de cada micro-comunidade no conjunto geral da sociedade.

Na opinião de Guattari, a própria Ciência e a Psicanálise devem ser repensadas para que se aproximem da forma como a Arte percebe o universo: ao invés de teorias fechadas às quais a realidade deve encaixar-se à força, ele propõe um processo contínuo de recriação, de reencantamento, uma revalorização do espaço imaginário, à maneira de um pintor ou de um compositor que, no desenvolvimento criativo de sua obra, jamais repete o mesmo quadro ou a mesma melodia. A Arte, que de todas as formas de realização humana, é a que mais singulariza o Ser, pode servir como parâmetro para a Ciência, assim como para a Política, para a Administração e tudo o mais. Trata-se de re-situar o Ser como centro da identidade, e de jamais permitir que o Ter ocupe este lugar na definição do ser humano sobre si mesmo.

 

Na medida em que as novas tecnologias, como a robotização industrial e agrícola, vão sendo implantadas, é provável que o tempo de trabalho dedicado à produção de bens e de serviços seja reduzido em favor de um maior tempo livre, sem o comprometimento de tantas horas de cada dia, por dezenas de anos a fio, "alugadas" ao sistema de produção e de consumo. Uma vez que essa tendência se confirme, vai depender do tipo de mentalidade em vigor na época, o tipo de uso que esse tempo livre terá. A escolha, nas palavras do próprio Guattari, será entre "a do desemprego, da marginalidade opressiva, da solidão, da angústia, da neurose, ou da cultura, da criação, da pesquisa, da re-invenção do meio ambiente, dos enriquecimentos dos modos de vida e da sensibilidade".

 

O nosso Movimento de Ecologia Social - OS VERDES, vem refletindo sobre todas estas questões e reformulando internamente o seu conceito de Ecologia em direção a uma visão mais completa do ser humano e mais adequada aos desafios do presente. A nossa escolha é clara: neste novo conflito entre o Ter e o Ser, nós defenderemos o Ser, com todas as suas implicações, em todas as áreas da atividade humana e de todas as formas possíveis. Combateremos a expansão da subjetividade capitalista e da visão economicista do mundo exatamente pelos canais que eles utilizam para imporem-se, os meios de comunicação, o ensino, a cultura, a arte, as relações interpessoais, as relações políticas e o trato com a natureza. Queremos não apenas preservar o planeta, mas transformá-lo num território existencial harmônico e agradável, onde palavras como "felicidade" e "paz" saiam do chavão em que foram depreciadas e passem a constituir um projeto global, profundo e conseqüente. Nós acreditamos que uma Ecologia Generalizada, no contexto material, mas também no contexto espiritual, possa reencantar o mundo e substituir as formulações "macro" que fracassaram por uma prática "micro", capaz de recriar o sentido da vida. Nós, OS VERDES, acreditamos firmemente que o ser humano não apenas perdurará, mas que ele prevalecerá. Para fazer valer esta fé, é preciso começar a agir desde agora. É preciso começar a virar os nossos neurônios pelo avesso, antes que eles já não nos pertençam mais.

 

 

Rio de Janeiro, 1991.

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