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Suzy Turista

## Buenos Aires a Pé e Sozinha // 6 Dias - Nov/2013

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OBSERVACOES:

 

****Hospedagem

Hostel: Hi Suítes Florida

Quarto privativo – 6 dias

Valor: Uns 550 reais, pagos no check-in.

 

**** Passagens aéreas pela Qatar: 174 dólares + taxas: 537,69 reais.

 

****Dinheiro: Levei R$ 1400,00 reais, sendo utilizados para pagar a hospedagem, eventuais transfers, passeios, alimentação e todos os outros gastos que eu tivesse por lá!

 

****Câmbio: Indicaram-me um brasileiro que mora por lá e troca dinheiro por uma cotação mais vantajosa >>> 1 real equivalente a AR$ 3,60 (novembro).

No aeroporto, no banco La Nacion, troquei 100 reais. Sendo que 1 real equivalia a AR$ 2,60.

 

GALERA, vi no post do face desse brasileiro, no final de maio, câmbio dessa forma:

Real: 4,30

Dólar*: 11,10

Transferência: 3,80

*Valores para notas de 100 e 50

Só lembrando que varia sempre, mas resolvi atualizar por aqui!!!!

 

1° DIA

 

O vôo para Buenos Aires estava previsto para sair de Guarulhos às 18:40. Cheguei até bem antes do horário, visto que detesto chegar esbaforida e em cima da hora em vôos internacionais.

 

Feito o check-in e despachado uma malinha pequena, já fui direto para o raio x. Como em alguns aeroportos, minha mochila teve que ser ‘vistoriada’ por um agente do aeroporto, porque ela detectou algo estranho. Eram somente as pilhas recarregáveis da minha câmera digital (afs!) ::bruuu:: Ela então marcou algo numa ficha dela e me liberou.

 

O vôo foi extremamente tranqüilo. Somente havia um senhor roncando desesperadamente alto do meu lado ::vapapu:: Isso fez com que minha viagem não fosse tão provinciana. E para variar, passei mal no final do trajeto. A pressão nas minhas ‘zorebas’ era tanta, que começou a doer demasiadamente. Já visualizei uma torneira de sangue jorrar da minha orelha. (!!!!). ::essa:: Fora que senti minha pressão baixar. Avião pousa. Comecei a me tranquilizar. Porém, meu ouvido ainda continuou doendo. Infelizmente, a dor só passou no outro dia. Argh!

 

Neste vôo não deram nenhum papel. Fui direto para a imigração. Fizeram as perguntas básicas, como: número do vôo, quantos dias na cidade e o endereço da hospedagem onde iria pernoitar. Respondida as perguntas, ele carimbou meu passaporte e estava livre daquele lugar.

 

Antes de sair do Aeroporto Ezeiza, parei em um stand da Manuel Tienda Leon, bus executivo que leva até o centro e/outros destinos. Me recomendaram pelo site Aires Buenos, fora que é extremamente mais barato do que pegar um táxi. Paguei 14 dólares. Quem já tinha os pesos argentinos, pagaria 95 pesos. Peguei o voucher e saí do aeroporto. Virei à esquerda e esquerda novamente. Aí, você já visualiza o bus parado. Só lembrando que sai de meia em meia hora. Levei 45 minutos para chegar até a pequenina rodoviária deles. De lá, como tinha conhecido um argentino no busão, ele se ofereceu em me levar até o hostel (meninas, não façam isso! ::putz:: ), mas fui mesmo assim. Até poderia pegar um táxi, já que era bem tarde (algo como 23 hs da noite), mas como já havia visualizado no mapa que seriam apenas alguns quarteirões, resolvi ir a pé mesmo. E, realmente, não é longe. Assim que cheguei ao hostel, o argentino me abraçou e foi embora. Trocamos email e até hoje conversamos. Obrigada Du!

 

Chegando no hostel, o rapaz do câmbio já estava me esperando. Super atencioso, ele me deu dicas, opinou sobre algo que eu tinha dúvidas e disse que estava a disposição caso precisasse de mais pesos argentinos. Eu não precisei mais, porém meu amigo que chegou dois dias depois, trocou grana – super indico e quem quiser o contato, passo o link dele do face por email. Troquei R$ 1400,00 e fiquei rica... Um bolooooo de notas!!! ::hahaha::

 

Após o câmbio, fiz o meu check-in e paguei o valor total das diárias!

Subi para meu quarto, joguei as coisas, tomei banho e dormi imediatamente. Estava hiper cansada, visto que já estava vindo de outra viagem (Peru e Colômbia). :mrgreen:

 

No outro dia, já tinha estudado o mapa da cidade e feito um roteiro pelo centro. Assim, fui tomar café e saí imediatamente para a Calle Florida, que estava lotada. Fui em direção ao Obelisco. Tirei algumas fotos, visualizei que realmente a 9 de Julio é larga mesmo (não dá nem tempo de ultrapassar a rua inteira antes do sinal fechar) e encaminhei-me para o Teatro Cólon. Sou apaixonada por teatros. Fiz o tour guiado. Custo: AR$ 80. Duração: 50 minutos. Realmente não há nem palavras para descrever o local.

 

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Em seguida, continuei andando pelas imediações. Na verdade, passei andar a esmo. Esqueci completamente o roteiro. Fora que, estava um calor infernal. Quase 32 graus. Mais um motivo para fazer o que desse na telha. Como estava de calça, voltei ao hostel e coloquei um short. Melhor coisa que eu fiz. ::ahhhh::

 

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Fui a Casa Rosada (sede do poder executivo), ao Cabildo (prédio histórico localizado na Praça de Maio), Igreja São Francisco (está em reformas), rodei por algumas ruelas tentando desvendar algo e depois me permiti ser levada até o Congresso Nacional. Dá umas oito quadras da 9 de Julio, mas fui a pé mesmo, assim ia conhecendo as diversas cafeterias e prédios antigos pelo caminho. Chegando lá, infelizmente o prédio estava fechado. Obras. Dessa forma, permiti-me contornar o parque que fica em frente ( Plaza del Congreso) e fiquei tirando fotos do mesmo. Até que visualizei um exemplar original de Rodin, o pensador. Sensacional.

 

Nisso, já era umas 16:00 hs e tinha visto no meu roteiro que ali perto existia o Palácio Barolo, um edifício bem antigo e que fornecia visitas guiadas (tem arquitetura neoromântica e neogótica inspirada na Divina Comédia, de Dante Alighieri - galera, somente visitas guiadas e apenas dois dias da semana). Chegando lá, me informei de horários e preços. Ia ter um tour dali a uma hora. Comecei a tirar fotos e decidi esperar, porém como estava com fome, saí do prédio e fui para a rua procurar algo para comer. Acabei perdendo a noção do tempo e perdi o horário do tour. ::putz:: Já que não havia jeito, decidi voltar tranquilamente para o hostel pela Av de Mayo.

 

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Voltei para o hostel, deitei um pouco e logo depois saí para a rua. Tinha marcado de ir para um pub com um colega que mora lá. Ele me levou até uma calle (próximo a 25 de Mayo) que tem vários bares; escolhemos o que estava mais animado e ficamos por ali, tomando cerveja e comendo amendoim e pipoca (fornecido gratuitamente pelo bar).

 

Encerramos a noite no pub do hotel. Depois fui dormir. Nisso, já era meia noite!

 

2° dia

 

Acordei umas 7:30 hs, me arrumei, tomei um café rápido (café da manhã do hostel: 2 tipos de pães, 1 fruta, suco, leite, café, manteiga, doce de leite e geléia) e fui imediatamente para a rua. Neste dia, iria visitar a região de Recoleta e Palermo. Não peguei bus e nem táxi. Estava um dia nublado, sem sol, então decidi ir caminhando.

 

Minha primeira parada foi na Plaza Francia. Lugar bem conservado, onde existia um monumento, mas não pude chegar tão perto porque tinha uns rapazes usando droga logo abaixo dele :o . Tirei foto de longe mesmo e decidi subir para o Cemitério da Recoleta (fundado em 1822 por monges franciscanos).

 

Havia muitas pessoas no local e de todas as nacionalidades. Comecei a andar a esmo, naquele silêncio ensurdecedor. Dá até uma paz, diga-se de passagem.

 

E, para quem pensa que a visita é mórbida ou pedante, confesso que é muito bonito, visto que alguns mausoléus da aristocracia são verdadeiras obras de arte. Acabou que andei quase o cemitério inteiro e não achei o Túmulo de Evita. Voltei até a frente do cemitério e acabei comprando um mapa ao custo de dez pesos. Só depois disso, encontrei o túmulo. E estava na cara do gol. Hiper fácil de achar ::sos:: . Até pensei que iria ver algo espetacular (visto pela sua posição) mas é bem simples, porém sempre cheio de flores e limpo, fora que: há dezenas de pessoas que sempre estão tirando foto do mesmo.

Localização: entrando no cemitério pela Calle Junin, siga em frente. Algumas quadras depois, algo como 12 ruelas, vire à esquerda. É um dos primeiros túmulos.

 

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Depois de ficar quase uma hora e meia circulando por lá, comecei a descer a rua, sentido a Flor Floralis - feita de aço e alumínio, a famosa escultura chama a atenção com seus 20 m de altura e formato de (lógico!) flor. Mas, antes, passei em frente a Faculdade de Direito e tirei umas fotos do edifício. Espetacular, para não dizer que impõe presença. E ainda, tinha vários jovens saindo da aula, todos de social, e posso dizer: pessoal bonito hein... ::love::

 

A Flor Floralis fica em um parque bem cuidado. E ainda bem que havia pouquíssimas pessoas. Deu para tirar belas fotos e de quase todos os ângulos!

 

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Decidi então continuar minha peregrinação e ir até o Museu Malba - a arquitetura do prédio, é uma atração a parte. Dentro dele, está o maior tesouro de Eduardo Constantini, que fundou o museu em 2000. A coleção tem umas 200 obras de arte latino-americana, entre elas Abaporu (Tarsila do Amaral) e um autorretrato de Frida Kahlo. Há pinturas do colombiano Botero, Lygia Clark, Di Cavalcanti, Cândido Portinari, do mexicano Diego Rivera, entre outros.

Continuando: o museu fica a umas seis ou sete quadras do parque onde eu estava. E não pensemos que é longe. Nesta rua (Av Pte Figueroa Alcorta), as casas são esplêndidas, fora que há vários consulado :lol: s por ali. Os prédios são dignos de boas fotos!

 

Museu Malba

Custo: 40 pesos argentinos.

Obs:. Indico a visita. Inebriante.

 

Após a sessão cultura, algo que eu me realizo, decidi ir ao Jardim Japonês descansar. Já era quase duas da tarde e eu nem tinha comido nada. Paguei a entrada, custo de 24 pesos, e já no inicio, sabia que iria ficar encantada com o lugar. Muito verde, muitas flores, local bem conservado. Senti uma paz interior impressionante. E ainda, para quem quiser tomar algo, há uma casa de chá logo após a entrada. Depois do momento descanso, fui até uma lanchonete e comi um dog local (pão e uma enorme salsicha – e é gostoso viu)...

 

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Depois do merecido descanso, resolvi me encaminhar para o Museo Evita (anteriormente lá funcionava a Fundação de Ajuda Social Maria Eva Duarte de Péron), que fica a uns 15 min do Jardim Japonês. Só lembrando que o museu, fica em uma rua bem tranqüila, chamada Calle Lafinur. Ao lado, há um restaurante-bar bem simpático, mas eu não cheguei a visitar.

 

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Paguei o valor de 15 pesos para entrar. Até gostei de visitar naquele dia, porque estava vazio. Só tinha eu e os seguranças. ::bruuu:: Dessa forma, me entreguei ao tour inteiramente, sem gente falando pelos cotovelos ou nenhuma espécie de aglomeração. Olha, para quem gosta de história, vale a pena. Eu sabia que Evita tinha tido um papel de destaque no país, mas eu não tinha uma dimensão exata. Nem sabia como ela havia entrado na política. Lá, visualizamos fotos da adolescência dela, do trabalho que ela exercia como costureira, do tempo em que ela atuou como atriz, suas diversas roupas, sapatos, adereços, chapéus e ainda vários vídeos dela declamando e passando repentinamente em vários monitores espalhados pelo local... Enfim... Saí de lá com uma gama imensa de informações. Só um adendo: e ainda quando cheguei ao Brasil, pesquisei mais a fundo e assisti a um documentário sobre a mesma.

 

Na volta para o hostel, resolvi caminhar. Ao invés de ir para casa de táxi ou de busão (visto que eu estava bem cansada), continuei percorrendo a avenida sem fim. Fui até o hostel caminhando, mas diga-se de passagem, foi um ganho enorme, já que conheci hábitos dos portenhos e encontrei vários cafés fofos pelo caminho.

 

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Não tenho a mínima noção de quanto tempo levei, mas quando cheguei no quarto, já era umas dez horas da noite. Aquele dia, não conseguia pensar em mais nada. Porém, uma mochileira que eu havia conhecido no Facebook, me chamou para sair e eu aceitei. Combinamos de ir em uma balada gay lá em Palermo. E o legal, é que meu amigo de Sampa ia chegar naquele dia. Mais tarde, enviei um whats e eles (que haviam chegado naquele exato momento no hotel) toparam imediatamente. Como ainda era cedo para os padrões argentinos, consegui descansar um pouco e, posteriormente, algo como 1 hs da madrugada, eu e meus 2 amigos, pegamos um táxi em direção a Niceto Vega. A corrida em si demorou uns 30 minutos e pagamos o equivalente a 70 pesos argentinos. Baratoooo hein...

 

Chegando lá, já visualizei algo estranho. A música não era o que eu imaginava, não tinha nada de eletrônico e as pessoas eram bem estranhas. Resolvemos mudar de balada, porém teríamos que esperar nossa colega. Assim, paramos em um bar na esquina e fomos comer. Alguns minutos depois, ela chegou. Ficamos conversando por um bom tempo, todos sentados a mesa. Passado um tempo, ela percebeu que tinham levado a bolsa dela :o .Eu não vi nada. Ninguém viu. Eu, como geralmente não tiro a minha bolsa do pescoço, percebi que ela se encontrava lá. Mas, a dela, tinha sido furtado na cara larga. A única coisa estranha que percebemos na noite, é que do nada uma colombiana sentou na nossa mesa. Meus dois amigos começaram a conversar com ela, mas eu não dei muita atenção e continuei conversando com minha colega brasileira. Havia percebido que tinha um rapaz parado há um tempo próximo de onde estávamos, mas nem tinha me dado conta que justamente ‘ele’ poderia ter subtraído a bolsa da menina. Só um adendo: já havia lido vários comments de turistas que tinham tido a mesma experiência. Fui bem ‘antenada’ quanto a isso. Enquanto aqui no Brasil, os ladrões usam a violência e também armas para roubar alguém, lá o esquema é totalmente na mão leve e na ‘surdina’. ::vapapu::

 

Bom, acabou a noite para ela. Emprestei grana e ela foi embora, visto que não estávamos no mesmo hostel. Ainda continuamos por lá, tentando achar algum lugar que estivesse ‘bombando’, mas foi em vão. Entramos na faixa em uma balada que parecia até que estava razoavelmente legal, mas depois de um tempo, vimos que não estava contagiante. Fora que: a música não estava ajudando. O DJ era ruim demais!!!! ::ahhhh::

 

Acho que todos os acontecimentos do início da madrugada, converteu a essa ‘vibe’ sombria. Enfim, saímos, rodamos mais um pouco e decidimos voltar para casa. Já era quase cinco da manhã mesmo. E para variar, tínhamos um city tour às 9 am.

 

3° DIA

 

Não dormi quase nada e acordei podre. Já fazia 25 dias que estava viajando e andando sem parar. Em Buenos Aires, percebi que meu ritmo já estava bastante lento, mas não podia me dar o luxo de ficar no hostel simplesmente dormindo. Poxa, ali eram as minhas férias que eu tinha idealizado há 8 meses. Tudo bem que eu tinha que respeitar meu limite, mas quando chegasse no Brasil, eu veria isso. Teria muito tempo para ‘roncar’.

 

Bom, passado o momento cafonice sentimental, posso voltar a contar as aventuras do 3° dia: fui até o hotel onde meus amigos estavam hospedados para esperar o busão que ia nos pegar às 9 am. O city tour ia passar pelos principais pontos da cidade. Na verdade, eu já tinha ido na maioria dos lugares, porém queria estar perto dos meus amigos. O percurso dele foi o seguinte: Plaza de Mayo (Casa Rosada), Caminito, Puerto Madero e Recoleta. Na verdade, o guia conta a história dos lugares, os dados gerais de Buenos Aires e, em cada ponto, ele dá uns quarenta minutos para o pessoal descer e tirar fotos das atrações. Achei justo e válido para quem ainda não conhece nada da cidade. Eu como já tinha andado quase tudo, é fato que tornou-se um pouco repetitivo. Na verdade, valeu um pouco a pena, porque eu ouvi a historia do próprio guia. Tornou-se enriquecedor de certa forma. Mas, infelizmente, quando estávamos saindo de Puerto Madero em direção a Recoleta, eu estava tão cansada, que dormi. Babei bonito no meio do tour. Só fui acordar com meu amigo me chamando para descer do bus. #vergonha. ::dãã2::ãã2::'>

 

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Como estávamos perto da Galeria Pacífico, decidimos ir almoçar por lá. Nada mais é que um shopping com uma arquitetura imponente. Posso dizer que o exterior é muito bonito (tenho alma de homem quando vou a shoppings - não curto). Rodando pela praça de alimentação, acabamos por escolher um restaurante que oferecia carne (claro!). Pedimos no caixa e lá fomos avisados pela menina que era necessário pagar ‘um caução’ pelos talheres. Assim que finalizássemos a comilança, tínhamos que buscar o dinheiro no caixa novamente. Mas, se você também não quisesse, poderia utilizar os de plásticos. Pagamos e quando terminamos a refeição, munidos de uma ficha (que ela entregou na compra da comida) e nota fiscal, reavemos o dinheiro de volta. GOD! Primeira vez que dou de cara com isso – Eitaaaa, tão furtando até talheres por lá!?)... :roll:

 

Após a comilança (a carne estava gostosa, mas o arroz de lá é insosso – praticamente em todos os lugares), decidimos ir a um roseiral existente no Bosque de Palermo. Fomos de metrô. Foi bem rápido, não estava muito lotado, porém ‘eitaaaaa’ transporte fedido. Cheiro de xixi, sabe? Nesse ponto, ainda prefiro o metrô de Sampa. Enfim, descemos e continuamos nossa peregrinação até chegar ao local.

 

Decididamente, o parque estava lotado. Claro, era um sábado. Crianças, adultos, casais, velhinhos fazendo caminhada, uma grande parte das pessoas jogadas na grama e/ou fazendo piquenique. Imagem bonita de se ver. É notável a quantidade de rosas no lugar. E com variadas cores. Tem até uma lagoa que dá para andar de pedalinho... Claro que fomos. Ao custo de 100 pesos (para os três), ficamos uns 40 minutos pedalando. Quer dizer, meus amigos... Eu só apreciei a paisagem como madame... :lol:

 

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Dia chegando ao fim, decidimos voltar para casa e descansar. Pegar táxi ou bus? Nãooooooooo. Fomos a pé mesmo. Claro que íamos parando ao longo do caminho, mas confesso que minhas pernas estavam super doloridas... Olha, acho que ganhei até um pouquinho de coxa neste mochilão de tanto que andei... ::hahaha::::hahaha::::hahaha::

 

Cada um nas suas respectivas hospedagens, resolvi tomar um banho e dormir um pouquinho. Já era noite, mas como as baladas começam muito tarde, iríamos nos encontrar próximo da meia noite e tomar um táxi para uma festa gay chamada "Human"

 

Nos encontramos mais tarde, pegamos um táxi e fornecemos o nome da rua. Chegamos lá rapidamente, mas o cabeçudo do taxista, nos deixou em uma festa completamente diferente. Era até uma balada de música eletrônica, mas de adolescentes. Ainda perguntamos para alguns seres humanos que estavam nas imediações, mas ninguém sabia onde era o negócio. Mega azar e perdido muito tempo, resolvemos pegar outro táxi e rumar para a Glam (outra balada), só que lá em Palermo. Dançamos bastante, mas achei o pessoal meio mole para dançar. Sei lá, acho que é normal deles ou a gente que é ''avexado'' demais . Para variar, soltamos a franga e todo mundo deve ter deduzido que éramos brasileiros, tamanha empolgação. Demos o show e fomos os últimos a sair da pista. Saímos do local às 6:30 da matina. Pegamos um táxi e fomos embora.

 

Dormi ‘bonita’.... ::quilpish:: Quis dizer, capotei mesmo. Nem sonhos eu tive. ::hahaha::

 

4° DIA

 

Domingo. Dia da famosa Feira de San Telmo - existe há 40 anos no mesmo ponto. São mais de 270 barracas que se tornaram atração turística e que ficou muito famosa entre os estrangeiros, principalmente, os brasileiros que vão em peso.

 

Como tínhamos ido dormir bem tarde, não consegui nem pegar o horário do café da manhã (8hs às 10 hs) no hostel. Até acordei, mas minhas pernas doíam muito. Tomei remédio para dor muscular e apaguei novamente. Levantei pouco antes do meio dia.

 

Me troquei e rumamos em direção a feira. Não sem antes passarmos no Mc Donalds e encher a pança de tranqueira...

 

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Olha, quanto à feira, fiquei estupefata. Longa pra caramba! :shock: E ainda para variar, estava um calor grotesco... Meus amigos que estavam comigo, até compraram algumas coisas. Eu como não sou de investir em lembranças, comprei apenas uma bolsa com a M. Monroe em destaque. Bem barato viu... Descemos a rua, depois subimos novamente, depois descemos de novo. Ufa... Estava só o pó! E como eles ainda estavam empolgados com as compras, decidi esperá-los sentada, próximo a Casa Rosada. Fiquei uma hora jogada lá no banco, esperando eles voltarem... Dormi no banco da praça! ::lol3::

 

Nisso já eram quase 17:30 hs. E nesse dia, ainda íamos a um show de tango... Resolvemos parar para comer algo próximo do hostel mesmo. Batemos um papo e depois cada um foi se arrumar.

 

A van veio buscar-nos no hotel. Deixou-nos na porta do Señor Tango. Posso dizer a vocês que só tinha brasileiros. Não sei dizer o valor certo, até porque foi meu amigo que se encarregou deste trâmite. Mas, vem incluso o jantar e bebidas. Gorjetas são à parte. Fomos bem atendidos, o jantar estava agradável e o show atendeu as expectativas. Fora uma parte bem ‘morna’ em que um rapazinho lá cantou três músicas seguidas e sem dançarinos nenhum, o restante foi aprazível...

 

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O show acabou próximo da meia noite. Durou quase duas horas. Pegamos a van novamente e rumamos ao hotel. Nessa noite, decidimos ir descansar, porque o dia seguinte, também seria cheio...

 

5° DIA

 

Acordei até relativamente cedo e fui tomar café. Estava com uma fome descabida. Como aquele dia meus amigos iriam embora, tínhamos que encerrar nossas atividades próximo das seis, já que eles iam se encaminhar ao aeroporto às sete da noite. Decidimos ir caminhar pelo Puerto Madero, almoçar no Siga La Vaca, visitar o Café Tortoni e depois fazer compras.

 

Seguimos a risca. E confesso que foi um dia bem produtivo. Anteriormente, Puerto Madero era uma região totalmente degradada e sem movimento turístico nenhum. Resolveram então, revitalizar a região. Local que agora respira modernidade. Há muitos restaurantes no local (diga-se de passagem, caríssimos), há uma fragata-museu que fica ancorada permanentemente, ao custo de 2 pesos, e o símbolo do local, La Puente de La Mujer e que liga as duas margens de Puerto.

 

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Vistoriamos o navio por inteiro (há muitas fotos de época) e decidimos ir almoçar. Confesso que estava azul de fome. Andamos um bocado até chegar a Siga La Vaca, mas valeu a pena.

 

O atendimento foi correto. Pagamos 142 pesos e tínhamos direito ao buffet livre, a gama de diversas carnes, refrigerante e sobremesa. Sai de lá rolando, literalmente ::tchann:: . Logo depois, o sono bateu... Mas decidimos continuar o nosso percurso. Fomos caminhando até o Café Tortoni. Não era tão longe, mas demoramos uns 30 minutos para chegar lá. Acho que estávamos pesados demais. Kkkkkkkk...

 

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Chegando ao local, tinha uma fila com espera mínima de 15 minutos. Um senhor simpático era o recepcionista do local. Deveras, a grande maioria dos garçons são todos velhinhos. O cardápio não é tão extenso e os preços são superiores aos cafés normais. Mas, confesso que é bonitinho o local. Nem ficamos muito tempo lá. Queríamos apenas sentir o ambiente. E pior ainda, estávamos com a barriga entupida de carne, então nem pedimos muita coisa... Ficamos lá uns quarenta minutos e fomos direto para a Calle Florida e imediações para gastar o restante do din din.

 

Horas depois, meus amigos se encaminharam ao aeroporto. Eu voltei para o hostel. Troquei de camiseta e saí novamente. Queria tirar fotos da 9 de Julio à noite. Fiquei rodando por umas duas horas. Decidi voltar e descansar.

 

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6° DIA

 

Acordei bem disposta no outro dia. Claro, não muito cedo. Desci para tomar café faltando uns trinta minutos para encerrar o desjejum. Neste dia, me encaminhei até a Livraria El Ateneo, que dizem ser a 2° mais bonita do mundo.

 

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Logo que entrei, fiquei boquiaberta ::ahhhh:: . Muitos, muitos livros. E fora o principal: ela é linda, suntuosa, espetacularmente charmosa. Confesso que achei espetacular. Fiquei umas duas horas lá perdida (os livros são as minhas paixões – amo de verdade!), tirei algumas dezenas de fotos e quando percebi que já estava próximo do horário de almoço, decidi ir embora. Almocei em um restaurante bem simples e com preço convidativo, e depois, eu percebi que era a única mulher que estava ali no salão. Kkkkkk. Fui bem atendida, inclusive pelo dono, Mas, será que ali era o clube do bolinha? Caraca, não tinha nenhuma mulher!!! Fiquei com vergonha ao pagar a conta (menu executivo: 55 pesos) e ainda todos o homens olhando para mim ::lol4::

 

Minha viagem estava prestes a terminar. Já estava começando a ficar nostálgica. Meu vôo estava marcado para as 23:40 hs e ainda era umas 16 hs da tarde. Como ainda tinha alguns pesos sobrando, entrei em várias farmácias, inclusive em muitas Farmacity e acabei comprando várias coisas... Muita maquiagem em conta. Fiz a festa. Já anoitecendo, voltei ao hostel, pois precisava enfiar tudo dentro da mala. Bom, coube tudo e em trinta minutos, eu estava pronta.

 

Desci andando até a base da Manuel Tienda Leon. Peguei o bus e em quarenta cinco minutos estava no aeroporto. Despachei a mala e fui para o portão de embarque.

 

Pontualmente o avião decolou! Cheguei quase três da manhã em Guarulhos. Fiquei esperando até as cinco e meia, já que ia até o Metrô Tatuapé.

:|

Acabou a trip. Desejo realizado.

 

Que venha minha próxima viagem em Outubro/14: MÉXICOOOOOOOOOOOOOOOO!! ::otemo::::otemo::::otemo::::love::::love::::love::::love::::love::

Passagens já na mão e roteiro definido!

 

E ficam as lembranças!

 

Até mais galera! ::hahaha::

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Agradeço Eloisa pela leitura.

 

Foi bem produtivo, porém ainda faltou várias coisas para fazer. Assim, voltarei futuramente para lá! Rs.

 

Beijos

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Wander, você quis dizer o valor de todas as entradas e do que fiz por lá a semana inteira?

Na verdade, levei 1400 reais, sendo que quase 600 era de hospedagem... Fiquei em quarto privativo. Sobrou 800 pilas. Posso dizer que fiz tudo com 500 reais (alimentação, tour de bus, tango, táxi somente a noite, entre essas coisas). O restante, gastei na Farmacity comprando maquiagem, fora os presentinhos para minha família no aeroporto.

 

Somente. Acho que respondi sua questão? Qualquer coisa, me pergunta de novo!

 

Abraços!

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Caramba, ótimo relato! Muito obrigado Suzy!

A propósito, você pode por gentileza me passar o contato do rapaz do câmbio? Meu e-mail é [email protected]

 

De novo, muito obrigado por compartilhar suas informações!

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Olá!!!

AMEI seu relato!! E acabei de colocar o Museu da Evita no meu roteiro para o Carnaval! ::love::

Aliás, vou copiar os seus dias, pois tb adoro esses passeios a pé e estava procurando um bom roteiro! E ACHEI!

Obrigada por compartilhar com a gente!

 

Bjão

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Olá Doc.Peart

 

Obrigada pela felicitação. Também peguei várias dicas por aqui e não podia deixar de ajudar as próximas pessoas que têm viagem marcada!

 

Te mando agora por email. Se precisar, tô por aqui. Sorry pela demora em responder.

 

Beijo

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Olá Flavinha.

 

Contente em poder ajudar!

 

Se precisar, grita!

 

Não podia deixar de visitar o Museo Evita. Além de amar museus, eu precisava desvendar o magnetismo dessa mulher que é muito amada pelos argentinos.

 

Vá, não irá se arrepender!

 

Beijãoooooo

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