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Olá viajante!

Bora viajar?

URUGUAI, ARGENTINA e CHILE - 33 dias

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Faaaala, povo! To voltando aqui pra fazer mais um relato. Quem leu o primeiro, sabe que eu já fui pro Uruguai e pra Argentina sozinha em fevereiro de 2013. Dessa vez, a ideia era fazer o roteiro clássico por Bolívia, Chile e Peru, mas o orçamento não deu, então tive que mudar os planos. Já que minhas primas Cassiany e Lisiany iriam comigo e nunca haviam ido pro Uruguai e pra Argentina, então decidimos ir para lá. Daí, eu pensei que poderíamos incluir o Chile, assim, eu já conheceria um país novo. Destinos escolhidos, bora fazer o roteiro e ver o orçamento.

 

ROTEIRO INICIAL

 

Poa > Chuí (domingo à noite – 29/12)

1º DIA – Chuí/Chuy > Parque Nacional de Santa Teresa > Punta del Diablo (segunda – 30/12) - acabou que fomos direto pra Punta del Diablo

2º DIA – Punta del Diablo (terça – 31/12)

3º DIA – Punta del Diablo (quarta – 01/01)

4º DIA – Punta del Diablo > Valizas (quinta – 02/01)

5º DIA – Valizas (sexta – 03/01)

6º DIA – Valizas > Cabo Polônio (sábado – 04/01)

7º DIA – Cabo Polônio (domingo – 05/01)

8º DIA – Cabo Polônio > La Paloma (segunda – 06/01) - decidimos voltar para Valizas

9º DIA – La Paloma > Punta del Este (terça – 07/01) - fomos de Valizas para Punta del Este passando por San Carlos

10º DIA – Punta del Este (quarta – 08/01)

11º DIA – Punta del Este > Montevideo (quinta – 09/01)

12º DIA – Montevideo (sexta – 10/01)

13º DIA – Montevideo > Colonia > Buenos Aires (sábado – 11/01)

14º DIA – Buenos Aires (domingo – 12/01)

15º DIA – Buenos Aires (segunda – 13/01)

16º DIA – Buenos Aires (terça – 14/01)

17º DIA – Buenos Aires (quarta – 15/01)

18º DIA – Buenos Aires > Mendoza (quinta – 16/01)

19º DIA – chegada a Mendoza (sexta – 17/01)

20º DIA – Mendoza (sábado – 18/01)

21º DIA – Mendoza > Santiago > Valparaíso (domingo – 19/01)

22º DIA – Valparaíso (segunda – 20/01)

23º DIA – Valparaíso > Viña del Mar (terça – 21/01)

24º DIA – Viña del Mar (quarta – 22/01)

25º DIA – Viña del Mar > Santiago (quinta – 23/01)

26º DIA – Santiago (sexta – 24/01)

27º DIA – Santiago (sábado – 25/01)

28º DIA – Santiago (domingo – 26/01)

29º DIA – Santiago (segunda – 27/01)

30º DIA – Santiago (terça – 28/01)

31º DIA – Santiago (quarta – 29/01)

32º DIA – Santiago (quinta – 30/01)

33º DIA – Santiago > Porto Alegre (sexta – 31/01) - tivemos que ir pra Buenos Aires e, então, voltamos pra Poa

 

ORÇAMENTO

 

A minha ideia era gastar 90/dia no Uruguai e 100/dia na Argentina e no Chile. Isso daria 3080 reais. Então pensei em passeios que eu queria muito fazer, como o Aconcágua e alguma passagem que fosse mais cara, então acabei estimando gastar 3200 reais. Esse valor não incluía passagens de ida e volta, nem os 300 reais de emergência (sempre gosto de levar um dinheiro a mais caso precise). Esse valor incluía hospedagens, passagens dentro e entre as cidades, passeios, alimentação e lazer. Essa parte do lazer é que me preocupava porque eu sou uma pessoa que bebe e faz festa, o que faz os gastos aumentarem. No fim, fiz quase tudo que eu queria e gastei... tã tã tã tã... 3300 reais. ::otemo:: Mas podia ter sido muito menos. Sério. Eu e minhas primas ostentamos algumas vezes durante os 33 dias de viagem, principalmente ao sair para comer no Chile.

 

GASTOS INICIAIS

 

Bom, dada a boa notícia de que não gastei muito além do que pretendia, vamos ao que eu gastei antes de viajar. Eu e minha prima Cassiany compramos uma barraca Trilhas e Rumos Super Esquilo 2 através do site OLX. Custou, no total, 200 reais + frete. Para quem não sabe, nesse site, as pessoas vendem coisas que não querem mais e foi por isso que conseguimos comprar essa barraca por esse preço. No mercado, ela custa em torno de 500 reais. Compramos também isolantes térmicos aluminizados 6mm da Nautika através do site Arco e Flecha, que tem variedade de produtos, é ótimo, prático e faz a entrega muito rápido. Os isolantes + o frete custaram 74,42 reais, lembrando que esse valor é o total, e não quanto cada uma gastou. Se íamos acampar, também precisávamos de saco de dormir. Procurei bastante na internet, mas acabei comprando de um amigo do Angelo (o brasiliense que conheci na página dos mochileiros no face, que se tornou meu amigão e que encontramos mais de uma vez durante a viagem) um saco de dormir da Nautika por 60 reais, o frete dessa compra eu dividi com a minha prima porque ela comprou uma mochila da Nautika do mesmo amigo do Angelo. Gastei dinheiro também com reservas de hostel feitas, a maioria, através do site Hostelworld.com, uma através do PayPal e outra através de transferência internacional pela Western Union. O que posso dizer pra vocês dos valores das reservas é que aquelas feitas pelo Hostelworld foram feitas pagando-se apenas 10% do total das diárias. As outras duas foram feitas pagando-se 50%. A de transferência internacional, além dos 50% da reserva, também pagamos uma taxa ao banco. Explico melhor essas coisas quando eu falar das hospedagens. Gastei mais na última semana antes da viagem, quando consegui arrebentar meus dois chinelos e ter meu mp4 roubado em uma festa. Gastei 130 reais em um novo da Philco, que foi o único que eu achei nas lojas. Ninguém mais vende mp3/4. Comprei na Ponto Frio. Chinelo, comprei por 20/30 reais, não me lembro. Meu descontrole mesmo foi quando eu entrei na loja Cioccari, aqui em Porto Alegre, que tem tudo que um mochileiro precisa.Lá, comprei uma bota Blox II Gold Snake (320 reais – eu não precisava comprar ela pra essa viagem, mas como iria gastar em um tênis, preferi comprar logo a bota pra futuras viagens), mosquetões (18 reais cada um), uma daypack Speed Lite Deuter 10L (176 reais), toalha impermeável (não lembro quanto foi), uma meia esportiva Curtlo (26 reais) e uma meia anti-bolhas para trilha da Curtlo (31 reais). Já falando mais do que devia, outros gastos que tive, esses pessoais, foram uma sapatilha preta (porque combina com tudo e substitui o salto alto), três vestidos de verão (que eram praieiros, mas foram as roupas que usei pra sair à noite) e três shorts jeans (que usei pra andar no dia a dia).

 

PASSAGENS

 

A passagem de Porto Alegre para Chuí, pela empresa Planalto, me custou 105,40 reais com seguro, e o último gasto fora dos 3200 programados foi a passagem de volta. Ou melhor, AS passagens de volta. Sim, tivemos problemas com a Pluma, que é a única empresa que tem ônibus direto de Santiago a Porto Alegre. O problema todo é que só tem esse ônibus de 15 em 15 dias e, quando começou o ano, a Pluma decidiu mudar os dias que tem ônibus e acabou que, no dia que planejávamos voltar (dia 31/01), não haveria mais horários. Igual, quando fomos perguntar na empresa mesmo, só tinha pra vender passagens a partir de março, tipo, que porra é essa? Enfim, fomos obrigadas a pensar em outra alternativa. Haviam duas. A primeira seria pegar um ônibus de Santiago a Buenos Aires e de lá para Porto Alegre. A segunda seria a mais cara e a mais cheia de mobilidades: pegar um ônibus de Santiago a Buenos Aires, o barco+bus até Montevideo e de Montevideo para Porto Alegre. Optamos pela primeira e, depois de uns contratempos, conseguimos comprar as passagens. De Santiago a Buenos Aires pela empresa Cata, pagamos 54000 pesos chilenos (+ ou – 236 reais), e de Buenos Aires para Porto Alegre pela empresa Pluma, pagamos 889,48 pesos argentinos (+ ou – 274 reais). Dito tuuuudo isso, acho que dá pra ter uma ideia do gasto total (total mesmo) da viagem. E bora pro relato!

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1° DIA (domingo/segunda - 29/30 dez) - POA > CHUÍ/CHUY/PUNTA DEL DIABLO

 

Saímos (eu, a Cassiany e a Lisiany) de Porto Alegre dia 29 de dezembro, à noite. A família das três foram na rodoviária se despedir. Foi engraçado porque a maioria era adulto-jovem dentro do ônibus, então parecia ônibus de passeio de colégio, sabe? Todo mundo falando alto e rindo e tal. Um bando indo pra Chuí pra atravessar a fronteira e se mandar pro país de Mujica. Deu pra dormir bem no ônibus. Os estrangeiros tiveram que descer na aduana do Brasil pra dar saída, depois o ônibus seguiu. Pela manhã, umas 8h, chegamos no Chuí. Que dia longo, cansativo, mas cheio de sorte. De início, ficamos perdidas porque não sabíamos exatamente para que lado ficava a fronteira e a imigração. Passamos em um Banco do Brasil, que, por sinal, é o único que existe na cidade, e os caixas eletrônicos estavam indisponíveis. Primeiro perrengue-não-perrengue. Tivemos que esperar até às 10h para a agência abrir.

 

PAUSE

 

Para quem vai entrar no Uruguai pelo Chuí e tem conta no banco do Brasil, aconselho sacar seu dinheiro antes de chegar no Chuí e leve na mão mesmo, em reais. Primeiro, porque nunca se sabe quando os caixas eletrônicos vão estar funcionando no banco de lá. Segundo, porque tu evita de ter que ficar esperando até a agência abrir e, assim, não perde tempo para atravessar a fronteira. Terceiro, porque, como muitos mochileiros já sabem, o governo aumentou a taxa do IOF de saques no exterior e pagamentos no débito para 6%, então é melhor sacar antes de sair do Brasil para não ficar dando boa parte do seu dinheiro suado e, provavelmente, contado, para o lindo do governo brasileiro. E quarto, porque nas próximas cidades antes de chegar a Punta del Este não há bancos, nem caixas eletrônicos, nem casas de câmbio. No máximo, é possível trocar seus reais em supermercados pela taxa que eles fizerem. Tu compra alguma coisa no supermercado e o troco será em pesos uruguaios.

 

PLAY

 

Enquanto esperávamos a agência abrir, tomamos um café e comemos torradas em uma das lanchonetes abertas. A cidade já começava a ficar agitada, a atendente não tinha a mesma cordialidade e simpatia de los uruguayos. A fronteira é delimitada pelas calçadas. De um lado, Brasil; de outro, o Uruguai. Freeshops, operadoras de celular, cambios, supermercados, restaurantes com nomes metade em português, metade em espanhol. É interessante perceber os contrastes e não saber, ao pedir informação, se fala em espanhol ou português porque há uruguaios trabalhando no lado brasileiro e brasileiros no lado uruguaio, apesar de ser em número menor. Quando chegou a hora, conseguimos tirar dinheiro e trocamos em uma casa de câmbio no lado uruguaio por uma taxa horrível (1 real = 8,60 pesos). Sacamos 700 reais e já trocamos por pesos porque, como explicado no PAUSE, não teríamos mais onde sacar dinheiro, nem trocar até chegarmos a Punta del Este.

 

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Bom, perdido dinheiro na conversão, começamos a nos dirigir à imigração. Eu peço para vocês: não façam isso. É longe e caminhar com a mochila nas costas torna a distância pior. Existe ônibus que passa lá, não faça como nós que não sabíamos disso. Enfim, passamos um pouco de perrengue até chegar lá. Calor do cacete, bichos no cabelo, motoristas dando cantadas. Chegando à aduana/imigração, preenchemos um papel, pegamos o carimbo no passaporte (não, não precisa ter passaporte; só identidade é o suficiente para entrar nos três países pelos quais viajamos) e perguntamos onde poderíamos esperar o ônibus da Rutas del Sol para Punta del Diablo, que era ali mesmo. Todos os ônibus passam pela imigração. Bom, segundo o horário que tínhamos, esperaríamos um pouco mais de 1h até o ônibus aparecer. Enquanto esperávamos, tirei a bota, que tava me matando, e coloquei chinelo. Tinha dores no ombro, as mochilas e a sacola haviam marcado meus ombros. Comemos bolachas e, de repente, vejo, na fila de carros, uma van do Camping de la Viuda, justo o camping onde iríamos nos hospedar na noite daquele dia. Sorte é pouco porque não tínhamos ideia de como íamos chegar lá sem caminhar um bom pedaço. Saí correndo pra pedir pra ir com eles, e eles aceitaram. Mário e sua filha (acho) de uns 11 anos Tamara eram muito simpáticos. Ela era curiosa a respeito de nós, não falava nada, mas seus olhos grandes e lindos volta e meia estavam na gente. As gurias dormiram no trajeto até o camping.

 

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Ficamos no Camping de la Viuda, que é afastado do movimento de Punta, mas dá pra ir caminhando até a Playa de la Viuda. É bem animado lá, principalmente por causa do tanto de brasileiro que fica lá em janeiro, e os caras do bar são legais também. Pagamos 200 pesos a diária. Adorei ficar lá, adorei a vibe e as pessoas. Todo mundo se cumprimentava mesmo sem conhecer, emprestavam panelas de boa. Sério, gostei muito.

 

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Mal chegamos, uns guris do bar, que estavam bêbados e (alguns) chapados (Oi, Uruguai!), já nos chamaram para beber com eles. Achamos um bom lugar para armar nossas duas barracas, fizemos isso rápido e colocamos nossas coisas dentro. Fomos tomar um banho gelado merecido e, depois, acabamos sentando com os guris para beber uma Patrícia gelada. Nosso plano era beber uma ou duas cervejas e ir para a praia, maaaas acabou que ficamos a tarde inteira bebendo com eles (a maioria brasileiros). Até os guris do bar do camping sentaram um pouco para beber com o povo. No fim de tarde, era só eu, a Lisy, a Cassy, o Thales (de SC, mas morando em Caxias) e o Tiago (de Caxias do Sul). Depois, apareceu o Pedro, paulista que entrou em contato comigo aqui pelo site porque viu meu roteiro e perguntou se ele podia ir junto. Eu disse que sim, mas acabou que ele foi com o Angelo, mas deu todos uns perrengues lá que eles se desencontraram e tal. Além disso, ele havia esquecido a identidade em São Paulo. ::putz:: Gente, é sério, o mínimo que vocês tem que fazer é levar a identidade, tá? Beijo.

Bom, era fim de tarde, e eu e a Lisy fomos dormir, a Cassy... :twisted:. Quando acordei, eu não estava me sentindo muito bem. A Lisy foi tomar banho e eu e a Cassy fomos acompanhar pra ficar conversando. Eu comecei a chorar do nada, nem sei bem o porquê, e elas começaram a rir da minha cara. Passada a minha crise, descemos novamente até as barracas para largar nossas coisas e depois subimos até a cabana Cabo Polonio para jantar torrada com Thales e Tiago. Quando estávamos quase chegando lá, vi que ia passar mal e segui em direção ao banheiro e passei mal mesmo. Cara, primeiro dia de viagem. ::lol4:: Depois disso, já um pouco melhor, comemos torradas com os guris, depois descemos até perto das nossas barracas e ficamos conversando. Eu, Lisy, Tiago e Pedro.

 

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Quando a Cassy e o Thales desceram, decidimos ir para o centro. Como os guris estavam viajando de carro, ficou mais fácil. Só o Pedro não foi. Chegamos lá e, em seguida, do nada, encontramos o Angelo. Ele explicou que foi para outro camping que eu havia indicado, o Flor de Pez, que é bem mais perto do centro que o La Viuda. Ele também disse que conheceu uma galera no camping que ia passar o Ano Novo em Valizas e ia para lá antes, mas nos esperava lá dia 2.

 

PAUSA

 

Eu não expliquei direito como o Angelo entrou em toda essa história. Como eu disse no primeiro post, nós nos conhecemos na página dos mochileiros no Facebook. Eu, geralmente, ajudo a galera lá que quer ir pro Uruguai ou pra Buenos Aires, e o Angelo havia criado um post lá pedindo dicas sobre Uruguai, Argentina e Chile, justamente o roteiro que eu ia fazer. Daí respondi o post dele. No dia seguinte, ele me respondeu, a gente começou a conversar, nos add no Face, conversa vai, conversa vem, ele perguntou se eu não aceitava mais um nessa trip, e eu disse que sim. Isso foi em setembro. A partir daí, nos tornamos amigos, fizemos o roteiro juntos, nos ajudamos na preparação pra viagem, nos empolgamos juntos, o que foi bem legal porque, até então, eu estava planejando toda a viagem sozinha, e, embora eu tenha feito a maior parte da organização, ele me ajudou, ainda mais com toda a empolgação que ele tava porque ia ser o primeiro mochilão dele. Bem, dito tudo isso, explico que, desde o início, ele deixou claro que iria pra onde a viagem levasse ele, até porque ele não tinha todo o dinheiro para os 33 dias, então decidiu ir pegando carona, acampando sempre que desse e onde desse, tentando hospedagem pelo Couchsurfing, essas coisas, mas nos encontramos várias vezes durante a viagem até chegarmos em Buenos Aires. Acabou que nós já voltamos e ele ainda tá viajando, e agora está na Bolívia. Dá pra acreditar?

 

PLAY

 

Então, eu comentei sobre o céu com o Angelo porque eu tava louca com o céu de lá, lotaaaado de estrelas. Ele falou que tinha ficado observando o céu das pedras e decidiu me levar para ver e chamou as gurias também, mas elas ficaram conversando e nos perderam de vista. As pedras são logo atrás de onde ficam os carros. Quando eu vi, eram apenas nós rodeados de pedras, o céu e o barulho do mar. Deitamos em uma e ficamos olhando o céu. Fazia muito tempo que eu não via um tão estrelado. Conversamos um pouco, ele falou de um aplicativo de celular que mostra o nome das constelações e tal. De resto, ficamos em silêncio curtindo o visual porque palavras não eram mais necessárias. Aquele momento foi um dos mais especiais da viagem toda. Voltamos pra junto das minhas primas e dos guris, o Angelo nos deu um pouco de caipirinha (ele tava vendendo pra ver se conseguia uma grana e conseguiu), ficou mais um tempo com a gente e depois foi embora. Eu decidi ir dançar, a Cassy e o Thales foram comigo, mas não dançaram. A Lisy e o Tiago se conheceram melhor 8). Eu acabei conhecendo melhor um uruguaio chamado Santiago, que também falou do céu e do aplicativo para celular, mas não senti como se fosse um momento especial. Além disso, ele era muito rapidinho, sabe? Daí eu caí fora e voltei a dançar, aproveitando a noite sozinha mesmo. Logo, contra a minha vontade, o pessoal quis ir embora, não sem antes o Thales, já bêbado, decidir pegar um banco que ele achou bonito e colocar dentro do carro. O álcool. Bem, pra mim, era o fim daquele longo dia. Já pras gurias... :twisted:

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' Como já disse uma vez, sou Fã dos seus relatos, Ellen ! :D

 

Aguardando maiores informações. Curti muito o valor que vocês gastaram nessa viagem ::otemo::

 

Pergunta: Os rapazes que você citou estão viajando a América do Sull a base de caronas ? É isso mesmo ? =

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' Como já disse uma vez, sou Fã dos seus relatos, Ellen ! :D

 

Aguardando maiores informações. Curti muito o valor que vocês gastaram nessa viagem ::otemo::

 

Pergunta: Os rapazes que você citou estão viajando a América do Sull a base de caronas ? É isso mesmo ? =

 

 

hahaha.. Valeu pelo "Fã" hein!!

 

Então, o Angelo fez a maior parte da viagem no Uruguai de carona sim. Na Argentina, eu sei que ele não conseguiu pegar carona, então pegou trem e acho que ônibus também. De resto, eu não sei como ele fez, mas provavelmente ônibus no Chile e na Bolívia. Agora, eu acho que ele está no Salar de Uyuni. Pra saber mais informações, só quando o Angelo voltar, não sei como que ele tá fazendo com o dinheiro e tal. Já o Pedro, pegou um pouco de carona, mas também pegou ônibus. Como ele não levou a identidade ::putz:: , só pôde ficar no Uruguai, e voltou pra casa dia 20 de janeiro.

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::lol4:: Bacana continua aí que eu to adorando kkkkkkkkkkkk

 

 

Que bom que tá adorando, Gerson!! Logo logo, novo post. Ainda hoje se rolar tempo. ::hãã2::

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2º DIA (terça - 31/12) - PUNTA DEL DIABLO

 

Acordei pela manhã com frio. Estava chovendo. A barraca aguentou muito, muito bem. Fechei ela por completo e voltei a dormir. As gurias apareceram perto das 11h. Fomos tomar banho, arrumamos nossas coisas, desarmamos as barracas e ficamos esperando a van do camping voltar para pedirmos para nos levarem até o centro. Enquanto as gurias estavam com os guris, eu fiquei escrevendo sobre o nosso primeiro dia de viagem, louca para chegar logo no Unplugged Hostel.

 

PAUSE

 

Segundo o roteiro original, passaríamos a noite do dia 30 no camping do Parque Nacional de Santa Teresa, mas eles estavam exigindo no mínimo 3 noites de estadia, e, como nós já tínhamos o Unplugged Hostel reservado para o Ano Novo, só tínhamos uma noite disponível. Decidimos, então, ficar no Camping de la Viuda, que é ótimo, mas é longe do centro. Indico mais o camping Flor de Pez. Ah, esqueci de dizer no post anterior que fizemos reserva no La Viuda, mas não pagamos nada adiantado. Confiaram na nossa palavra de que apareceríamos, e nós confiamos na palavra deles que segurariam a reserva pra nós. Maaas, tem que pagar 25% das diárias pela Western Union para reservar tua estadia lá. Explico melhor sobre a Western em outro post.

 

PLAY

 

Pedro chamou a gente e os guris para almoçar e fez massa pra todo mundo. Novamente, não gastamos nada em uma refeição.

 

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Mais tarde, ganhamos pacotes de miojo dos guris porque eles não iam ter onde cozinhar, o que nos garantiu o almoço do dia seguinte. Acabamos por ficar até umas 16h no camping e, depois, os guris nos levaram de carro até o hostel.

 

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Chegamos e encontrei mi hermanito Nacho, um dos staff do Unplugged, que me abraçou. Foi bom chegar lá e ver alguém conhecido (conheci ele ano passado quando viajei sozinha). Conhecemos também o outro cara do staff, o Pancho, que é muito sociável, engraçado e gentil. Foi um dos maiores responsáveis pela nossa estadia lá ter sido boa. Logo que chegamos, fomos ao mercado. Existem dois mercados perto, um na rua de trás do hostel e outro na rua do lado. O da rua ao lado é o melhor. Compramos mate, água, molho para massa que faríamos em outro dia, e uma garrafa de vinho para um lindo Ano Novo.

 

PAUSE

 

O Unplugged Hostel mora no meu coração. Sério, eu amo aquele lugar, então não preciso nem dizer (já dizendo) que eu indico muito ficar lá. Como era Ano Novo e janeiro é alta temporada, estava bem mais caro do que da primeira vez que eu fui (fev/2013). Eu e a Cassy pagamos cerca de 106 reais a diária em um quarto misto de quatro camas, e a Lisy pagou o mesmo preço por um quarto feminino de quatro camas. Acabou que a Lisy passou pro nosso quarto porque as duas pessoas que reservaram ali não apareceram. Abaixo, fotos (mais fotos, só no outro relato ::tchann:: ):

 

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PLAY

 

Fizemos mate e sentamos com o pessoal do hostel, a maioria brasileiros de São Paulo e Curitiba. Depois, começaram a jogar truco. Como eu não sei jogar, fiquei só olhando. Um bom tempo depois, decidimos nos arrumar. Tomamos banho. A Cassy acabou esquecendo de levar a toalha pro banheiro, teve que se secar com a legging e depois, quando voltou para o quarto, quase chorou achando que tinha perdido a toalha, mas ela estava no fundo do armário da cama. E olha que ainda não havíamos tomado nada.

Passamos a virada no hostel mesmo. De "ceia", fizeram picada (presunto, queijo, calabresa, salsicha, entre outras comidas práticas picadas) e cobraram 100 pesos. Bebemos vinho, festejamos o Año Nuevo olhando os fogos de artifício e tirando fotos na frente do hostel. Acabamos com o nosso vinho, e Pancho disse que tinha outra garrafa. Enquanto ele não achava, nos trouxe chocolate. Um amor, né? ::love:: Depois, ele voltou com a garrafa e ficou conversando com a gente na frente do hostel. Ainda estava cheio de gente ali. Ele foi falar com outras pessoas e as gurias foram ao banheiro, daí eu fiquei sozinha tomando meu vinho até que o Owain (neozelandês que estava viajando sozinho) veio falar comigo. Ficamos amigos. O pessoal voltou e decidimos ir para o centro, eu, Cassy, Lisy, Owain e Pancho.

 

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Assim que chegamos no centro, a Lisy disse que queria ir no banheiro e foram a Cassy e o Pancho logo atrás. Ela passou mal e não tinha nem forças pra levantar. A Cassy acabou achando o Thales e pediu para ele levar a Lisy até o hostel. Pancho foi junto. Owain também não estava muito bem, então quis voltar para o hostel. Voltamos caminhando eu, ele e outro brasileiro. Quando cheguei lá, a Lisy estava jogada na rede do fundo do hostel, a gente ajudou ela a levantar a cabeça, o Pancho conseguiu pegar ela no colo e levá-la até o nosso quarto. Como ela estava com frio, cobri ela e saímos. Os guris do staff estavam fazendo bolinhas de batata no forno, nos convidaram para comer também. Pancho abriu um chocotone e ofereceu também. Todos (Eu, Cassy, Owain, alguns hóspedes que ainda estavam lá e os guris do staff) decidimos voltar para o centro. Dançamos muito reggaeton a noite inteira até quase de manhã, bebemos bastante cerveja sem comprar e algumas pessoas se conheceram melhor. 8) Meu primeiro Ano Novo fora de casa (sim, o primeiro) foi sensacional, apesar do que rolou com a Lisy, né? E o melhor: foi no Uruguai.

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3º DIA (quarta - 01/01) - PUNTA DEL DIABLO

 

Primeiro dia do ano, mal conseguimos tomar café, todas enjoadas, mas tomamos o café da manhã mesmo assim. Algumas pessoas perguntaram como a Lisy tava e também tinha uma outra guria que tinha caído e machucado a cabeça e tal, levado uns pontos, mas tava bem. Ano Novo forte. Quando vimos, eram 13h e nem havíamos almoçado e nem ido à praia. Três dias em Punta del Diablo e ainda não havíamos ido à praia, então decidimos ir. Caminhamos até a Playa del Rivero e até a Playa Grande, tiramos fotos, sentamos um pouco e voltamos para o hostel.

 

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Esse dia teve bem cara de domingo, tínhamos até esquecido que era feriado, o mercado tava fechado a primeira vez que fomos na direção dele, mas, a partir das 16h, ele abriu. Quando voltamos para o hostel, já com muita fome, fizemos os miojos que os guris tinham dado para gente e depois fomos dormir. Acordei perto das 19h30 e fui fazer chimarrão. Enquanto esquentava a água, Owain veio falar comigo, me perguntar como eu tava e se tinha ido à praia naquele dia. Eu perguntei a mesma coisa, ele respondeu, sorriu, e eu não falei mais nada. Eu ainda tava meio puta com ele com uma coisa que aconteceu durante o Ano Novo e eu não tinha entendido, mas ele é um cara muito legal. Quando eu vi, ele estava colocando a mochila nas costas e estava indo embora. Eu acho que ele foi se despedir, mas eu não estava muito receptiva naquele dia :roll:, mas nós já conversamos pelo facebook e foi tudo esclarecido... ahahhhaha... Bom, ele foi embora, e eu terminei de preparar o meu mate e sentei com o pessoal do hostel, que começou a falar das diferenças de tamanho de cuia, porque a cuia daqui do RS é bem maior que a dos uruguaios e dos argentinos. Nacho se sentou ao meu lado e compartilhamos o chimas. A Cassy e a Lisy levantaram mais tarde. Tomamos banho e nos arrumamos.

Teve hamburguesas no hostel naquela noite. Cobraram 120 pesos, 2 hamburguesas. Vários brasileiros já haviam ido embora, e o pessoal que ainda restava estava cansado, mas, com caipirinha liberada nos bares do centro, decidimos ir pra lá. Fomos eu, minhas primas, e dois guris do hostel. Estava mais cheio do que imaginávamos, mas nem se comparava com os dias anteriores. Ficamos curtindo a música com uns guris do hostel e depois as gurias foram embora para o Camping de la Viuda :twisted:. Eu fiquei na companhia de Nacho, um outro moço hospedado no hostel que eu não me lembro o nome e o Santi (que também era staff do hostel). Eu e o "outro moço" ficamos pelo centro até perto das 5h e voltamos para o hostel. Chegando lá, Pancho estava dormindo na rede, eu fui pegar minhas coisas para lavar o cabelo (sim, eu ia lavar o cabelo às 5h da manhã), mas chegou a Melina (curitibana) e acabou que desisti e ficamos, eu e o cara conversando com ela. Ela contou como foi no hostel dos amigos, disse que havia uma argentina lá que cantava e tocava violão muito lindo e que depois mais hóspedes cantaram e tocaram. Mó vibe. Lembro de pensar que era esse tipo de momento que eu estava esperando ter durante a viagem. Lembro que, apesar de já ter vivido coisas boas e conhecido pessoas geniais durante aqueles três dias, eu estava sentindo tudo ainda meio superficial demais. Mas era recém terceiro dia né. Depois de um tempo escutando a Melina e o "outro moço" debatendo política, um puta papo cabeça, Nacho e Santi chegaram. Decidiram tomar mais uma cerveja e ofereceram. Eu aceitei dizendo que era a última. Nacho disse para eu nunca dizer que é a última porque sempre tem mais uma, e ele tem razão. Não que tivesse tido mais uma. Ficamos mais um pouco por ali, lembro até de ver uma estrela cadente, mas eu não fiz nenhum pedido. :P Melina foi deitar, e eu fui em seguida. Já estava amanhecendo, eram 7h. Em poucas horas, iríamos para Valizas. Ahh, Valizas.

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4º DIA (quinta - 02/01) - PUNTA DEL DIABLO > VALIZAS

 

Acordei antes das 9h30 porque tinha que fazer check-out às 10h. As gurias ainda não haviam chegado. Terminei de arrumar as minhas coisas e fui ao banheiro. Na volta, elas já estavam no quarto. Fizemos check-out, eu fui tomar café, daí já comecei a conversar com um brasileiro de Ribeirão Preto, que havia chegado naquela manhã. Depois, eu e as gurias levamos as últimas coisas pra sala e ficamos por lá, conversando. Antes de ir, compramos media lunas gigantes (65 pesos) para almoçar, nos despedimos das pessoas do hostel que estavam por perto, dei um abraço no meu hermanito Nacho e caminhamos até o ponto da van. Chuviscava e tinha um pouco de lama. Assim que chegamos no ponto, a van chegou também. Custa 25 pesos. No terminal, que estava lotado, demoramos quase 1h para conseguirmos comprar a passagem para Valizas porque o sistema da Rutas del Sol tava uma merda :roll: . De repente, caiu uma tempestade, o terminal ficou ainda mais cheio, as filas aumentaram, eu tive que trocar os chinelos pela bota. Nos molhamos bastante tentando passar pelas pessoas para achar o nosso ônibus, mas conseguimos. A passagem de Punta del Diablo até Valizas custou 86 pesos.

As gurias dormiram a viagem inteira até Valizas, eu fiquei acordada pra gente não perder a parada. Quando chegamos lá, ainda chovia, mas bem menos que antes. Cansadas, pegamos nossas mochilas e nos abrigamos no pequeno terminal. Perguntadas as coordenadas do caminho até o Lucky Valizas, colocamos as mochilas nas costas e, preparadas para sair, a Cassy perguntou "Onde está a sacola?". Eu e a Lisy "Que sacola?". "A barraca". É, deixamos a barraca dentro do bagageiro. ::putz:: Pedimos para o cara do terminal avisar sobre uma tal "carpa verde". Ele avisou e disse que teríamos que esperar o ônibus voltar. Ficamos um tempo sentadas lá, as gurias cochilaram e eu tava tentando aguentar o sono porque alguém tinha que ficar acordado, né. Percebendo que a chuva havia parado, acordei a Lisy e disse pra ela ir comigo até o Lucky Valizas para deixarmos nossas coisas lá enquanto a Cassy ficava esperando notícias da barraca.

Chegamos lá facilmente, pagamos as diárias, montamos a barraca da Lisy, deixamos as coisas lá dentro e voltamos para o terminal. O Lucky Valizas é hostel e camping, até que tem um terreno grande para montarmos as barracas, tem três banheiros compartilhados (um feminino, um masculino e outro misto), tem quatro chuveiros (teoricamente, só é possível tomar banho com água quente das 19h30 até as 23h, que eu me lembre, e digo teoricamente porque a água é aquecida pela energia solar e às vezes o chuveiro fica gelado ::Cold:: ), tem uma cozinha pequena que não é tão bem equipada, mas dá para o gasto (pode-se cozinhar até 00h), tem uma área comum no pátio onde dá para sentar e curtir a tarde tomando um mate, eles às vezes tem umas atrações, tipo cinema, música ao vivo, aulas de algum ritmo musical, essas coisas. A localização é muito boa, tem mercado perto, dá pra fazer tudo andando em Valizas. Não tem café da manhã, apenas para quem ficar em quarto de casal. Eu gostei bastante de ficar lá, ficaria de novo e recomendo, só não gostei de algumas regras e de que algumas coisas são pagas, por exemplo, paga-se 50 pesos (algo assim) para carregar aparelhos eletrônicos, e não se pode guardar comida pronta na geladeira de um dia para o outro porque eles põem fora, e isso nos fez cozinhar duas vezes ao dia. Bom, nós ficamos na área de camping. Eu troquei emails com o Lucky, e 50% da reserva foi paga através do PayPal. Nós ficaríamos em duas barracas. O preço por barraca (com 1 pessoa ou duas) é de 500 pesos e são 225 pesos por cada pessoa a mais na barraca. Nós ganhamos um desconto de 10%, então pagamos 450 por barraca. Como ficaríamos 2 dias, pagamos 900 pesos (U$S 47) pelo PayPal e, quando chegamos, pagamos mais 900 (que deu 225 por pessoa). Abaixo, bem poucas fotos ::tchann:: :

 

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Depois de pagar, deixarmos nossas coisas lá, voltamos para o terminal. Ficamos mais um tempo por lá, a Cassy perguntou de novo pro cara e ele falou que o ônibus 41 chegaria lá dez para as 20h, então decidimos ir para o hostel/camping e ficar por lá até esse horário. Eram umas 16h e pouco. A Cassy deixou as coisas dela na barraca da Lisy, e nós fomos até a avenida principal comprar a nossa janta. No meio do caminho, encontramos o Angelo do nada de novo. Ele disse que estava hospedado de graça na primeira casa erguida em Valizas com uns caras super loucos, que qualquer um consegue entrar na casa porque a porta é trancada com uma cordinha e tal, a casa super roots na praia. A partir dali, ele já foi com a gente comprar o jantar. O Angelo foi buscar as coisas dele pra se mudar pro nosso camping, e nós fomos largar as coisas lá pra ir no terminal atrás da barraca. Ficamos esperando o bus no terminal. Quando o bus 41 chegou, a gente viu que era o mesmo "cobrador". Perguntamos pra ele da barraca e ele falou "una carpa verde?". ::hahaha:: Esperamos ele devolver a bagagem de umas pessoas e guardar as de outras. Quando ele ebriu o bagageiro que ele achava que ela estava, vimos ela bem linda (e verde) nos esperando. \o/ \o/ \o/ Recuperada a barraca, ela ganhou o nome de Valizas. ::otemo::

Logo que voltamos para o Lucky, começamos a nos preparar para tomar um merecido banho, a Cassy já tinha ido, quando eu finalmente tava pronta pra ir, tranquei a barraca com a chave dentro. ::lol4:: E a chave havia ficado dentro da daypack da Cassy no fundo da barraca. O Angelo me ajudou a desmontar parte da barraca e conseguiu alcançar a mochila da Cassy. Peguei a chave, abri a barraca, e montamos a parte que havíamos desmontado. E chega de emoções por um dia né. Tomamos banho e fizemos a janta (sopa e chapati). Nas fotos abaixo, dá pra ver um pouco da cozinha do Lucky.

 

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Depois do jantar, fomos todos dormir. Sim, dormir. Sem saídas essa noite, estávamos todos muito cansados.

  • 2 semanas depois...
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5° DIA (sexta - 03/01) - VALIZAS

 

No dia seguinte, havíamos combinado de ir para o Bosque do los Ombúes, mas não conseguimos levantar. O melhor horário para ir para lá é pela manhã. Como perdemos a hora, decidimos ir no início da tarde. Pegamos um bus para Puente de Valizas, eu, Cassy, Lisy e Angelo. Peça para o motorista avisar. A passagem custou 43 pesos uruguaios. Descemos na estrada, vimos uns barcos, mas fomos pedir informações. O cara falou que o próximo barco saía 16h30, que o passeio durava 2h30, passa-se por 2 reservas e custa 40 reais por pessoa (esse preço deve ser para a alta temporada, já ouvi dizer que são em torno de 25 reais na baixa temporada). Eu até fiquei a fim de ir, mas todo mundo achou muito caro e muito papo furado e tal. Enfim, desistimos, mas eu reforço que eu pagaria pra ir e ver. Aproveitamos para, numa das vendinhas perto da casa de informações, comprar empanadas de siri e de camarão (30 pesos cada) e, depois, decidimos comprar meio quilo de corvina (saiu 30 pesos para cada um) achando que daria para o almoço e para a janta.

 

LINKS SOBRE O BOSQUE DE LOS OMBÚES:

 

http://www.viveruruguay.com/2013/07/bosque-de-ombues.html

http://www.welcomeuruguay.com/valizas-aguasdulces/monte-ombues.html

 

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Pra voltar pra Valizas, teríamos que esperar pelo menos 1h pelo ônibus, então decidimos pegar carona. Em seguida, um carro parou com duas chicas de Montevideo que disseram que dariam carona para duas pessoas e que estavam indo pra Valizas. Bem certinho. Eu e a Lisy fomos com elas (Letícia e Ana). A Cassy e o Angelo pegaram duas caronas, com um homem e um casal. O primeiro deixou eles na entrada de Valizas. Eles andaram mais um pouco e conseguiram carona com um casal e o seu filho bebê, que deixaram eles no centro. Como eu e a Lisy fomos primeiro, levamos o peixe, mas decidimos comprar as verduras pra cozinhar. Em seguida, paramos pra comprar tornozeleiras (paguei 100 pesos com uma vendedora que fica na frente do mercadinho de verduras). Depois, fomos procurar um telefone pra eu poder ligar pra minha mãe. Não consegui e fui procurar mais enquanto a Lisy voltava pro camping com o peixe. Não achei mais telefones, mas aproveitei pra tirar umas fotos da cidade, que me encantó. ::love::::love::::love::

 

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Quando voltei para o camping, fui fazer alguma coisa, daí quando fui para cozinha, estava rolando algum estresse com relação à quantidade de comida que faríamos ou não, mas depois todo mundo entrou em acordo. O problema todo é que não podíamos guardar comida pronta na geladeira e deixar até o dia seguinte porque eles colocavam fora. No fim, decidimos fazer toda a corvina porque percebemos que era muito pouco. À tarde, ficamos sentados no sol, conversando, tomando mate e curtindo um tempo sem fazer nada. Mais tarde, fomos ao centro, ao estilo uruguaio, de térmica e cuia comprar a janta, que seria carne moída e arroz. Quando chegamos no centro, estava rolando apresentações circenses na rua. Muito legal. No meio da galera, encontramos primeiro o Yuri, gaúcho que a gente conheceu no Camping de la Viuda, e, depois, o Pedro, que contou que havia perdido a carteira de motorista. Ó-ti-mo! ::toma:: Ele estava hospedado em outro camping. Depois daquele dia, não vimos mais ele durante a viagem, mas soubemos que ele chegou até Montevideo e ficou no Uruguai até 20 de janeiro, e parece que aproveitou bastante. No caminho para o nosso mercado El Puente, aproveitamos e caminhamos nas bancas de artesanato. Comprei uma botella pequena de licor artesanal de doce de leite (80 pesos) e duas caixas de incenso (25 pesos cada uma).

 

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Na janta, deu pra comer três pratos cheios porque acabamos fazendo demais e não podíamos guardar comida na geladeira. :( Mas, sério, não passamos fome nessa viagem. Depois do jantar, as gurias ficaram um tempo nas barracas, e eu e o Angelo ficamos vendo a apresentação de um cara lá no camping. Muito bom. Eu tava sentindo falta de música na viagem.

 

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Finalmente, decidimos sair, mesmo com o frio que fazia. Foi o primeiro dia que usei calça jeans. Passamos na Feria de los Artesanos primeiro. Estava perto de fechar. Na última banca, decidimos comprar uma pulseira (130 pesos). O vendedor, Mauricio, uruguaio de Montevideo, era bonito e muito simpático, características muito comuns aos uruguaios. Casava fácil. ::lol3::

 

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Depois, fomos para o outro lado, mais para o centro de Valizas, compramos copos de vinho, andamos mais um pouco, paramos em uma pequena multidão dançante e encontramos o Yuri e seu amigo, Sadir. Um gringo que estava hospedado no Lucky começou a dar em cima da Lisy. Um uruguaio cheio de dreads começou a falar comigo e achou até que eu fosse uruguaia enquanto a gente conversava por causa do meu sotaque uruguaio. Conversamos sobre a situação política e econômica do Uruguai. Ele tava meio chapadão, mas disse que todos se drogam e fazem festa e o país vai se destruindo. Não sei bem o que dizer sobre isso porque, se ele acha que o Uruguai está ruim, imagina o Brasil com todo o seu tamanho e problemas igualmente grandes. Depois de um tempo, fomos para a praça principal, onde estava rolando uma roda de candombe, e, gente, é sério, foi um dos melhores momentos da viagem. Os tambores, a fogueira, as pessoas dançando em volta, as batidas que sentimos ressoar no peito e que, automaticamente, nos fazem mexer os pés. Eu gostei muitíssimo. Era tudo que eu esperava de Valizas, pena que todo mundo decidiu ir embora.

 

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Pra não ser sempre a pessoa que quer ficar até o final ::tchann:: , decidi ir embora também. Combinamos com os guris do Camping de la Viuda de nos encontrarmos na praça principal, às 9h30, para irmos caminhando até Cabo Polonio mágico.

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6° dia (sábado - 04/01) - VALIZAS > CABO POLONIO

 

Às sete da manhã, um cara bate na nossa barraca (minha e da Cassy). Sem sucesso, ele bate na da Lisy e do Angelo e pede pra dormir ali, por favor, que pagaria e tal. Angelo só disse: "Si ella no quiere, yo no quiero". E assim começa nossa manhã. ::lol4::

Preparem-se que esse dia foi longo e teve muuuuitas fotos, mas vou tentar não colocar muitas.

 

Nos levantamos, arrumamos nossas coisas, fizemos pães pra levar, pagamos a diária (330 pesos) pra quando voltássemos na segunda e pagamos pra deixar nossas mochilas cargueiras lá enquanto estivéssemos em Cabo (100 pesos). No roteiro original, iríamos para La Paloma depois de Cabo Polonio, mas não tínhamos nenhuma reserva lá e tínhamos gostado tanto de Valizas, que decidimos ficar mais uma noite lá. Bom, fomos correndo para a praça porque já estávamos atrasados. Chegamos lá e não tinha ninguém. Eu e o Angelo fomos no mercado comprar algo pra comer e água. Quando voltamos, o Yuri estava lá e disse que a galera ainda tava se arrumando. Fomos até o camping fuleragem dele, mas pensem em fuleragem mesmo, total sem estrutura, só um mato e as barracas. Banho só Deus sabe onde. ::lol4:: Mas não precisa muito pra acampar né? Os paulistas que iriam também estavam em outro camping. Ficamos um bom tempo esperando eles e acabou que, depois de mais de uma hora de espera, os caras desistiram e fizeram a gente perder o nosso tempo. Pegamos nossas coisas e fomos. Eu, Cassy, Angelo, Lisy e Yuri. O amigo do Yuri, o Sadir, ficou com medinho de que a caminhada fosse muito foda (no mal sentido) e arregou. Andamos um pouco pela praia de Valizas, que é linda e pegamos a canoa para atravessar o riozinho. A canoa custa 30 pesos por pessoa e a travessia dura 10 segundos. ::lol3:: Sério, o transporte mais rápido que a gente pegou.

 

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Depois desse momento, começamos nossa caminhada. A primeira duna quase me matou e me fez pensar que aquilo ia ser um dos maiores desafios da minha vida, mas depois as coisas melhoraram muito. Fomos seguindo, parando um pouco pra tirar fotos e pra pensar que caminho faríamos pra chegar até a praia porque só se via areia e mais areia. No meio de tudo, achamos um lago, quase um oásis no meio de tanta areia. Molhamos os pés, mais fotos e continuamos nosso caminho.

 

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No topo de uma das dunas, avistamos o farol de Cabo longe, longe, longe. Isso nos deu mais ânimo. Continuamos por mais um tempo e, antes de eu chegar à praia, tive que parar pra fazer peeps.. ::lol4::::lol4::::lol4:: ... Coisas da vida.

 

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O pessoal logo saiu correndo pra ver um leão marinho que apareceu. Eu não corri porque já tinha visto da outra vez, mas, pouco tempo depois, um gigantesco saiu do mar para uma pedra. Daí eu fui obrigada a tirar minha máquina do fundo da bolsa. Foi muito empolgante.

 

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Resolvemos continuar andando, mas não terminava nunca, nunca. Paramos mais uma vez, e eu e o Angelo decidimos entrar no mar. Nooossa, pensa numa água gelada e um repuxo forte. Dei um mergulho só e saí. O Angelo ficou mais tempo e quase que a correnteza leva ele de volta pra Valizas... ::lol4:: Vou dizer que entrar no mar foi revigorante e deu mais uma animada. Fazer todo esse trajeto é bem interessante porque dá pra pensar e perceber várias coisas ao longo dele. Durante o caminho, eu andei sozinha (o que me fazia ter mais foco e ficar pensativa), andei com o Angelo, com quem sinto que tenho uma espécie de cumplicidade e amizade que não precisamos nem falar nada, só estar ali. Ele me esperava, eu esperava ele. Andei também bastante tempo com a Cassy porque vi que ela estava muito cansada e estava ficando pra trás. Foi bom, principalmente porque pudemos conversar sobre diversas coisas da viagem e da vida que andavam nos incomodando, ou inquietando. Viajar com mais pessoas é difícil, é um tal de "entrar em acordo" o tempo todo, é ceder sem querer, é se contrariar, se indispor, se prender, é sentir ciúme, é se irritar, se enjoar. Eu sei, eu sei, muitas coisas ruins, mas também é divertido, é passar perrengue junto, ficar triste antes e rir depois, é ter com quem compartilhar sentimentos, pequenos pensamentos e olhares que já dizem e já entendem tudo, é simplesmente estar lá, lado a lado. Até aquele dia, havíamos tido momentos muito bons, mas também alguns momentos ruins e vazios. Eu sentia falta de profundidade, acho que já disse isso antes. Eu achava que talvez o meu problema era que eu sempre estava esperando o melhor de tudo e acabava não deixando espaço para os momentos serem o que eles eram. Na verdade, eu só queria viver todos os momentos da forma mais intensa possível e a viagem estava me proporcionando poucos momentos assim, então eu ficava sempre à espera deles, o que acabava me desanimando com a vida, com as pessoas e comigo mesma. O que posso dizer é que viajar sozinha me deixou mal acostumada porque há muita profundidade em viajar sozinho. Depois dessa viagem com minhas primas, eu aprendi que não é só porque estamos viajando que tudo vai ser intenso o tempo todo, e que nem todos os momentos vão ser incríveis porque a gente finalmente saiu da nossa rotina. A viagem é como a vida, tem seus altos e baixos e também será entediante de vez em quando.

 

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Bom, voltando ao relato... Depois de umas 2h30 (pode ser feita em menos tempo cortando mais o caminho) caminhando no sol, chegamos quase morrendo na casa onde ficaríamos, o rancho La Rueda, "hostel" do Daniel. O Daniel é um uruguaio gente boa que aluga dez lugares na casa dele em Cabo no verão. A diária custa uns 40 e poucos reais e é uma das mais baratas de lá na alta temporada (janeiro). A reserva é feita pagando-se 50% do valor das diárias. Deve-se mandar essa quantia por transferência internacional pela Western Union.

 

PAUSE

 

Bom, eu vou contar como foi a minha experiência com a Western. Nós iríamos ficar 2 dias em Cabo Polonio, então, deveríamos transferir 50% do valor total das diárias pela Western. Fomos ao Banco do Brasil pra fazer o pagamento. O valor que deve ser pago mais o valor da taxa de transferência (em torno de 43 reais, sim, é caro mesmo) devem estar na tua conta. No nosso caso, as gurias transferiram sua parte dos 50% do total das diárias e sua parte do valor da taxa para a minha conta corrente, então eu fiquei responsável pela transferência. É necessário que o dono da conta vá ao banco para assinar o papel da transferência. No papel, é necessário colocar os seus dados, a quantia em dólares que será transferida e os dados da pessoa que irá receber o dinheiro. É necessário informar o nome completo da pessoa, o número da identidade e o endereço dela (não precisa de CEP) com a cidade e o país e é isso, não precisa preencher todos os campos de informações. Em dois dias, no máximo, a pessoa recebe o dinheiro, mas, se der alguma coisa errada, o dinheiro que seria transferido ficará retido para que tu possa pagar novamente a taxa de transferência para tentar mandá-lo de novo, ou seja, tu não perde o dinheiro que tu mandou, só o valor da taxa. É uma merda, eu sei, mas não é uma transferência difícil, é tudo bem simples e rápido.

 

PLAY

 

Bem, a casa do Daniel é super roots e tudo funciona mais como um monte de gente morando junto do que exatamente como um hostel. Nós podemos usar várias coisas que tem por lá, como temperos, podemos pegar leite, café e qualquer outro alimento, e é muito bom se pudermos colaborar com alguma coisa também. Os almoços e os jantares são feitos pra todo mundo que estiver na casa e que participou da divisão do valor total da compra dos ingredientes. Quase sempre tem fogueira à noite nos fundos da casa, e na frente tem uma área comum onde se pode sentar e ficar olhando o mar, ou dormir nas redes. As pessoas também se dividem nas tarefas da casa, como cozinhar e lavar a louça. As camas são colchões distribuídos por toda a casa. Para tomar banho, existem duas opções: tomar banho na rua com a água do poço que fica em garrafões ou tomar banho no banheiro com uma água que sai de um balde no teto e molhar todo o banheiro. Depois de tudo isso, minha opinião é que é um lugar bem tranquilo, dá pra conhecer gente legal durante a estadia lá, dá pra confraternizar bastante e curtir aquela rotina olhando o mar. Eu gostei de ficar lá, até ficaria mais dias se houvesse mais dias de viagem. O único contra é que é meio longe do centro de Cabo, o que dificulta as coisas. Pra ter uma ideia, a casa é a décima caminhando de Valizas a Cabo.

 

Pra saber mais, entrar em http://www.portaldelcabo.com.uy/modules/alojamiento/detalle.php?id=691 e mandar mensagem para o Daniel. Abaixo, fotos:

 

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Bom, quando chegamos lá, aconteceu o que eu mais ou menos já esperava que iria acontecer. Novamente, passei raiva ao chegar na hospedagem por causa de reserva. :roll: Depois de trocar vários emails com o Daniel confirmando que iríamos mesmo pra Cabo, chegamos lá e ele disse que como não fomos no dia anterior, ele havia vendido nossas vagas. Tipo, como assim? Fiquei putíssima. Disse que a reserva era para os dias 4 e 5 e não para os dias 3 e 4. ::grr::::vapapu:: Depois de um certo estresse (em espanhol, diga-se de passagem), tudo se ajeitou, ele viu que ele havia se confundido com os dias da nossa reserva, deu um jeito lá e arrumou um lugar pra gente dormir. Tudo certo, todo mundo feliz, 667 pesos/pessoa pagos pelos dois dias que ficaríamos lá e saímos pra encontrar o Angelo e o Yuri, que estavam nos esperando. Andamos pela praia e, antes de ir para o farol, fomos comer. Compramos uns lanches num mercadinho, gastei 85 pesos. Sentamos na sombra de uma casa e comemos. Estava muito bom e foi um momento para descansarmos da caminhada.

 

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Logo, fomos para o farol, mas antes paramos pra ver os leões marinhos e tinham muitos, muito mais do que na outra vez que eu fui, e haviam uns enormes, sem contar que podíamos chegar bem mais perto deles. Ficamos um bom tempo lá tirando fotos. ::hahaha:: Depois, os guris subiram o farol e adoraram. Em seguida, fomos para onde saem os 4x4 porque o Yuri iria voltar para Valizas. A Lisy foi pra fila do 4x4 com ele e foi quando eles, finalmente, ficaram juntos. Eu, a Cassy e o Angelo sentamos na frente da casa de enfermaria/baños para descansar. Não tinha mais força pra nada. Decidimos voltar para o hostel e nos despedimos do Angelo, que ficaria zanzando por Cabo até amanhecer e poder voltar para Valizas.

 

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Ao chegar no La Rueda, fomos tomar banho na rua usando as garrafas de água e bacia. Ficamos de biquini, claro. Bem na hora, chegaram vários guris e nos deram "Hola" e, do nada, percebo que Daniel está com o celular apontado para nós. ::ahhhh:: Eu disse que não era pra tirar fotos de nós e fiz ele me entregar o celular pra eu ver se tinha alguma foto nossa. ::grr:: Não tinha. Eu entendo que éramos três brasileiras e que é um pouco difícil ver três brasileiras negras juntas mochilando (sejamos realistas), ainda mais ver elas tomando banho de biquini, mas fico puta com essas coisas. Passado esse pequeno momento de irritação minha, tudo voltou ao normal. Terminamos nosso banho tranquilamente. Mal sabia eu que toda essa atenção na gente se intensificaria ao longo da viagem nos outros países.

 

PAUSA

 

No fim da tarde, todos começaram a voltar para o hostel e foi engraçado porque o Daniel estava falando com a gente e falou meu nome, daí um moço falou "Ah, tu que é a Ellen?", e eu fiquei tipo :shock: . Respondi que sim, e ele falou que era o Caio, que a gente tinha trocado emails e tal e que ele e a namorada Mariana estavam na casa do Daniel por causa da minha indicação. Caaaaraaa, muito legal. Umas semanas antes, ele tinha me mandado um email pedindo dicas pra viagem dele ao Uruguai e daí, naquele fim de tarde, estávamos os dois lá se conhecendo sem ter combinado nada. Adorei! E ele não foi o único que eu ajudei no planejamento da viagem e encontrei durante o mochilão. Tão demais ver que as pessoas conseguiram ir e que estão curtindo muito. Mas bah!! ::love::

 

PLAY

 

À noite, todos se reuniram pra cantar e comer em volta da fogueira. A janta deu 165 pesos pra cada com bebidas. Os caras que haviam nos cumprimentado quando estávamos tomando banho eram de Montevideo. Havia mais três gurias também, acho que eram argentinas. Socializamos mais à base de massa, arroz, galinha assada e rum com coca-cola e limão.

 

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Depois, saímos eu, Cassy, Lisy e os guris para a festa que teria na Playa Sur. A noite estava um pouco fria, o céu estava perfeito como sempre e a areia iluminava-se de pontinhas verdes a cada pegada. Mágicas de Cabo Polonio. ::love:: Lembro a todos que lá quase não há luz à noite, apenas a iluminação rápida do farol. Os guris sabiam o caminho, não sabemos como, e fomos com lanternas na mão, sempre cuidando para não pisar em nada, muito menos em algum leão marinho morto na areia. Eca! ::xiu:: Um dos uruguaios estava muito emocionado com a gente lá, era engraçado ver ele tentando aparecer. Gurizão, sabe? Na hora da fogueira, ele até tentou cantar uma música brasileira pra nós. ::hãã2::

Quando estávamos quase chegando no centro, vimos no meio da escuridão um grupo conversando em volta de uma garrafa iluminada. Não sei por que, mas disse pras gurias que o Angelo poderia estar ali. Nos aproximamos deles e, dito e feito, ele estava lá no meio. Nos emocionamos de encontrar ele no meio da escuridão de Cabo. Ele nos apresentou aos caras com quem estava conversando, e todo mundo decidiu ir pra festa junto com a gente. Conversamos um pouco com eles, e os caras começaram a dar em cima da gente. Logo, corremos para achar os guris do hostel para não nos perdermos. Acabou que, depois, nos separamos deles durante a festa, é claro. Achamos que eles foram embora antes. Tocou de quase tudo nessa festa, estava cheia, até tinha iluminação colorida de festa eletrônica sabe, mas não era como se desse pra ver taaaanta coisa assim. Tava legal, mas a gente esperava muito mais. Nosso plano era ficar na festa até de manhã para podermos voltar ao hostel enxergando o caminho, mas é óbvio que não foi isso que aconteceu. Começamos a ir embora com nossa única lanterna na mão e quase nos perdemos logo de início. Falamos com umas gurias e fomos seguindo elas. No meio do caminho, elas pararam porque encontraram uns amigos, e nós continuamos. Em seguida, atrás de nós, vinha outro grupo de gurias. Deixamos elas passarem e fomos seguindo elas também. Seguindo as pessoas assim foi que conseguimos chegar na praia pra seguir pro hostel. Andamos, andamos, lanterna pra cá e pra lá, não achávamos a entrada para o hostel de jeito nenhum. Eu estava mais tranquila nessa vez, já havia me perdido sozinha por lá no ano anterior, estar com mais duas pessoas agora era muito mais reconfortante. As gurias se irritaram, se desesperaram, ficaram com medo, daí houve uma parte que começamos a rir tanto e todo mundo com vontade de fazer xixi, que acabamos tendo que usar a praia de banheiro. ::lol4::::lol4::::lol4:: A questão é que todos os nossos pontos de referência sumiram durante a noite, a casa que víamos perto da entrada do nosso hostel, depois os barcos quando estávamos voltando para o centro. Sim, desistimos de procurar o hostel e voltamos para o centro, decididas a esperar amanhecer para voltarmos. Entramos em um lugar que vimos que estava rolando uma festa bem animada quando passamos. Não me lembro o nome, mas é praticamente em frente ao hostel Lo de Marcelo. Estava tocando reggaeton ::hahaha::, era de graça e estava cheio. Era tudo que eu queria daquela noite. Eu e a Cassy ficamos tri felizes, a Lisy odiou ter que entrar lá, mas né... É a vida. Encontramos o Angelo de novo lá dentro. Dançamos todos um pouco, eu comprei 1l de cerveja por 150 pesos (sim, tuuudo isso) e, quando começou a amanhecer, andamos tranquilamente pela praia até o hostel. Entramos devagar e fomos dormir na cama que os guris de Montevideo haviam arrumado pra gente. Queridos. ::kiss::

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