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Uma Noite de terror no deserto boliviano

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Frio, altitude e o medo da morte. Uma Noite de terror no deserto Boliviano.

 

por: Leonardo Parente (leo_thc)

 

Quando abri os olhos não sabia onde estava e também não sabia que horas eram. Estava tudo escuro e o meu rosto ardia como se eu estivesse próximo a uma fogueira. Com o pensamento bastante lento procurei a minha lanterna e depois me lembrei que estava ao lado da minha cama. Dormi calçado com três meias e vestido com uma calça jeans, seis camisetas, um casaco e usando duas luvas em cada mão e um gorro de lã. A cama tinha um colchão molengo e frio e as cobertas tinham uma espessura de quase 10 centímetros.

 

Eu estava realmente atordoado, puxava o ar e ele não vinha, meu coração estava batendo a quase 180 por minuto, e minha cabeça parecia que iria explodir, estava entrando em pânico. Pulei para fora da cama e a meia colou no chão que estava com uma leve camada de gelo. Os pés colavam. Quando eu acendi a lanterna e iluminou o local percebi que estava no quarto e todos estavam dormindo. Olhei no meu relógio e ainda era 2h da madruga.

 

O ardor no rosto era por conta do frio, a única parte do meu corpo que estava descoberta. Levantei e fui à porta onde estava o termômetro e, para o meu desespero, estava marcando dentro do quarto – 4 graus. Fiquei realmente em pânico, respirando com dificuldade, tremendo compul-sivamente, com um frio desumano. Pensei que iria morrer de edema cerebral. Então naquele momento comecei a pensar em quem eu iria acordar. Na verdade, eu estava fazendo um barulho imenso, iluminando a cara das pessoas com vergonha de acordar alguém. Resolvi quem acordaria por eliminatória e o que me parecia a melhor opção seria o Frederick, com quem eu tinha mais proximidade. Quando me aproximei da cama dele, iluminei seu rosto mas o doido estava de tapa-olho, pois só dormia com uma camisa regata e um potente saco de dormir. Quando mexi, ele abriu os olhos imediatamente perguntando o que tinha acontecido.

 

- Não sei cara, acho que estou tendo um edema.

- O que você esta sentindo?

- Falta de ar, taquicardia e muito frio.

- Cara e o que eu posso fazer para te ajudar?

- Na verdade, não sei.

 

Frederick levantou, vestiu roupas pesadas e depois reconheceu que o clima estava frio, mas não o suficiente para abalar ele. Quando me viu descalço e usando somente meia levou um susto. Até eu mesmo levei quando percebi que não estava sentindo a sola dos pés. Calcei a bota e fui para o corredor com ele. Nesse momento meu coração estava a mil e comecei a tremer compulsivamente de frio e de nervoso. Foi então que ele começou a me dar uma espécie de sermão sobre autocontrole, resignação e bom senso.

 

Durante a viagem eu disse a ele que sentia vontade de subir o Aconcágua na Argentina mesmo que fosse pelo lado fácil. Ele me lembrou que nós só estávamos a 4.000 metros de altitude e eu já estava daquela forma. Perguntou o que seria de mim a 5.500 m de altitude com ventos de 80 quilômetros e sensação térmica de -40 graus.

 

Perguntou-me se eu não conhecia os meus limites. Paralelamente ia utilizando técnicas que me distraíam, culpou minha mente por todo aquele acontecido, e eu de certa forma sabia que setenta por cento daquela sensação de caos estava em mim. Enquanto conversávamos no corredor, Frederick acendeu um cigarro e foi fumar do lado de fora, nos 15 graus abaixo de 0. Louco! Uns 15 minutos depois, quando eu já estava tendo uma leve melhora, levantaram um casal de suecos de meia idade e foi em nossa direção. Achei que iriam reclamar do barulho. Quando eles chegaram nos perguntaram se tinha alguém passando mal, pois eles haviam escutado. O homem inclusive era médico. Então expliquei os meus sintomas. Ele olhou com a lanterninha dendo meu olho e perguntou se eu estava sentindo dor de cabeça localizada na parte superior da nuca. Realmente, até ele me perguntar eu não estava, mas com o psicológico vul¬nerável comecei a acreditar que estava com dores na nuca. Ele fez outro teste e pediu para que eu o acompanhasse com o dedo dele.

 

-Não tem problemas nenhum e nem sintomas ate o momento. Acho que você deve tentar ir para a cama, se agasalhar o máximo que puder e relaxar.

 

Frederick me perguntou se eu não tinha trazido algum livro. Eu estava lendo Charles Bukowsky e ele me pediu para que eu o trouxesse. Fui pegar e quando voltei ele estava olhando um outro quarto.

 

– Esse quarto e menor e não tem ninguém. Pode utilizar os agasalhos das outras camas, o que acha?

– Por mim tudo bem.

 

Eu tinha que agradecer muito ao Frederick. Só que o resto do pessoal eu acho que tinha incomodado. Passar o resto daquela noite ali foi bem melhor.

 

Deitei de sapato com quase todas as minhas roupas, peguei agasalhos de outras camas e só assim consegui dormir mais ou menos umas 3h20min da madrugada. Acordei às 6 horas, rezei por ter amanhecido e quando levantei a metade da galera já estava acordada.

 

Frango e Felipe os dois brasileiros vieram me perguntar o que tinha rolado e eu expliquei, então perguntaram por que eu não tinha acordado eles. Os brothers alemães também perguntaram então eu pedi desculpas a eles, pois percebi que foram os que mais se incomodaram com a lanterna. Disseram-me que não tinha problema.

 

Pedro o chileno saiu do quarto dizendo que Kate (ENG) tinha vomitado a noite toda. Nariz (ENG) também estava ruim.

Javier, um dos motoristas e guia chegou após algum tempo perguntando como tinha sido a noite do terror. Ele próprio admitiu que poucas vezes tinha visto naquela época do ano uma temperatura daquela. Devo dizer que o altiplano na madrugada é um ambiente de extrema hostilidade.

 

Com tudo acomodado em cima dos jipes, partimos para o cafezinho que surpreendentemente estava bastante sortido com geléia, leite, mingau, pão, bolacha e, claro, Coca-Cola quente.

 

Aproveitei o momento para circular pela área. As primeiras horas da manhã na Laguna Colorada são mágicas, onde milhares de flamingos decoram o lugar e os lhamas domésticos pastam no frio. A hostilidade da madrugada tinha sumido naquele momento apesar de o clima estar ainda bastante frio. Durante a noite as outras pessoas passaram mal e de certa fiquei mais aliviado, pois parecia que não era somente eu que estava sentindo os sintomas. Isso estava irritando algumas pessoas, pois diferentemente dos animais, que nunca abandonam seus semelhantes na doença, os seres humanos tendem a deixar pelo caminho os fracos e doentes.

 

Contudo, o amanhecer tinha sido muito bom depois daquela noite de horror. Agradeci a Frederick a ajuda e procurei o casal mas não sabia em que módulo eles estavam.

 

Nesta experiência aprendi algumas coisas como: Não subestimar a natureza, equipamentos adequados são mais que necessários. Não desesperar-se, isso pode fazer as coisas parecerem bem piores do que são e que o ser humano pode ser surpreendentemente bom ou lastimavelmente egoísta.

 

Antes de seguirmos viagem, Javier chamou todos para uma reunião. De acordo com o planejamento, continuaríamos a viagem visitando mais algumas lagunas e o Desierto de Siloli, pernoitando na pequena cidade de San Juan e, no último dia, visitando o Salar de Uyuni, seguindo posteriormente para a cidade de Uyuni. No entanto, teríamos uma alteração por conta do tempo. Javier recebeu a notícia que o Salar de Uyuni estava muito alagado, o que poderia causar um acidente.

Existem buracos capazes de engolir um carro por conta do espelho d´água que se forma, ficando impossível saber onde estão eles, apesar de os guias serem muito experientes.

 

O novo plano então era visitar o Desierto de Sioli depois seguir mais 500 quilômetros até Uyuni para pernoitar e só voltar para uma visita ao Salar de Uyuni. Como não tinha jeito aceitarmos também não parecia representar nenhum prejuízo. Depois que conversamos, Javier disse que tinha um presente para nós, principalmente para os que estavam tendo problemas com altitude. Ele havia trazido meio saco de folha de coca para que pudéssemos mascar e assim melhorar o nosso estado de soroche. Diferentemente do que muitos imaginam, a folha de coca se ingerida através de chá ou mascada não possui nenhum efeito narcótico, ou seja, ninguém fica doidão por mascar coca. A erva serve apenas para ame¬nizar os efeitos do soroche ou mal de altitude, os enjôos e melhora consideravelmente a freqüência respiratória. A coca é consumida a milênios pelos povos andinos, possuindo propriedades alimentares e farmacêuticas reconhecidas em vários estudos científicos, mas infelizmente o preconceito e as políticas imbecis de combate às drogas promovidas pelos Estados Unidos querem que ela continue proibida.

 

O último relatório do Órgão Internacional de Controle dos Estupefacientes (OICS) manteve a folha de coca como produto ilícito e orientou a Bolívia e o Peru, maiores produtores da planta no mundo, que procurasse formas de erradicar o consumo, algo cultuado pelos andinos a centenas de anos.

 

O presidente Evo Morales, desde que assumiu a presidência da Bolívia, vem protagonizando uma campanha que tenta mostrar ao mundo que a folha da coca não é droga, pois se não fosse por culpa dos Estados Unidos a droga jamais seria utilizada para fins narcóticos. A cocaína na verdade é extraída da fola de coca, mas para transformar-se em narcótico ainda é necessário que se misture a outros 41 tipos diferentes de produtos químicos.

 

A planta é considerada um dos alimentos mais ricos do mundo, pois possui mais cálcio do que o leite e mais ferro do que o espinafre e possui tanto fósforo quanto o peixe, além de ser rica em sais minerais, fibras e vitaminas. Também denominada de “mama coca”, ela é considerada a planta sagrada dos Andes, utilizada durante milênios pelas civilizações pré-incaicas e incaicas tanto com finalidades religiosas como terapêuticas. Até 1923 ela era utilizada como anestésico e analgésico no tratamento de doenças como a tuberculose e a asma. Para a Trasnational Institute, uma rede internacional de especialistas em políticas públicas, a coca foi vítima de muitos erros, entre eles a confusão dos seus efeitos com os da cocaína. Contudo, todos os argumentos dos governos andinos foram ignorados e a coca ainda continua como a vilã da história.

 

Depois de partilhado o saco de coca, Javier ensinou como se consumia, podendo tanto fazer chá, que era o mais comum, como colocar na parte de cima da boca, entre a bochecha e os dentes e de tempos em tempos ir substituindo. Certamente isso foi o que amenizou a minha situação.

 

Com tudo pronto e em menos de 30 minutos o carro começou a engasgar. Javier muito safo sempre dava um jei¬tinho. Paramos várias vezes por conta do pneu ou do motor. O outro jipe vermelho por ser mais novo só quebrou uma vez. Em pouco tempo estávamos entrando no Desierto de Siloli onde avistamos uma série de rochas douradas e vermelhas esculpidas pelo vento. Lá existe uma rocha em especial bastante interessante: a Arbol de Piedra por justamente se assemelhar a uma árvore de pedra. Essa imagem é muito famosa tanto nos protetores de tela como em apresentações em Power Point de empresários falando de sucesso, força de vontade ou quaisquer outras coisas chatas típica de palestrantes.

 

A paisagem na maior parte do tempo é de montanhas nevadas em meio ao chão seco com sol, um contraste muito grande parecendo uma pintura. O jipe quebrou várias vezes e na última o pneu lascou. O pior de tudo é que o outro grupo já ia bem à frente, e até que percebesse que estaríamos em apuros demoraria uns 25 minutos parados. Javier disse que nem por brincadeira deveríamos passar a noite ao relento, pois seria extremamente desconfortável. Todos teriam que dormir dentro do carro pegando um frio desumano de -10 graus a -16 graus, o que certamente faria sucumbir, pelo menos a mim.

Quando a outra equipe retornou, eles trocaram o pneu mas avisou que teríamos que corrigir um problema mecânico grave, portanto precisaríamos alcançar ao menos a Villa Alota, uma cidade no meio do nada.

 

As horas consecutivas foram bastante tensas, só imaginava ter que ficar congelando dentro do carro até enfartar. Para descontrair, Javier disse que tinha conseguido uma nova fita e dessa vez o grupo de cumbia era o famoso Gruuuuupooooooo Nectaaaaa!!! Demos muitas risadas escutando música, dançando cumbia e sacaneando Javier.

Quando começamos a nos aproximar da cidade de Villa Alota, tinha a impressão de estar entrando numa cidade fantasma, pois além de ser muito isolada era também muito pequena. Os moradores se escondem dentro das suas casas quando nos vêem, um clima realmente diferente aos meus olhos.

 

Já era 15 horas e Javier nos disse que poderíamos almoçar enquanto ele consertava o carro. Só existia um único restaurante, ninguém quis comer, o povo pediu bolachas, cerveja, refrigerante mas deixou o rango para quando chegar em Uyuni. Depois de mais ou menos uma hora fomos atrás de Javier, numa espécie de base deles onde consertam os carros e, quando chegamos, a dona da casa nos pediu para entrar. Quando entramos tinha uma garotinha descalça e bem sujinha e, quando nos viu, saiu correndo.

 

– Pronto, o carro esta novinho em folha, só estou apenas esperando minha irmã preparar a minha comida para nos sairmos.

Em menos de 10 minutos a garotinha apareceu novamente, de banho tomado, limpinha, de vestidinho rosa e meia calça, parecendo uma boneca de brinquedo. Fico impressionado, pois até nos lugares mais remotos, numa comunidade indígena, ainda existe a vaidade. Na mão ela estava com uma bonequinha de pano e mostrou justamente para Kate que era loira. Pelo que percebemos ela fica encantada com as pessoas bastante loiras. Ela se encantou com Frederick mas brincou com todos os que estavam encantados com ela.

 

O sol já estava se pondo quando saímos de lá. Teríamos que adiantar para chegar em Uyuni e descansar um pouco, pois percorrer o deserto a noite não era boa idéia. Quando enxergamos a faixa de luz no horizonte já estava totalmente escuro. Como estávamos no deserto, a baixa que enxergamos, segundo Javier, ainda estava a 30 quilômetros de distância, embora achássemos que estava muito perto.

 

A chegada em paz na cidade de Uyuni foi bastante comemorada. Já era quase 22 horas mas nós estávamos sãos e salvos, porém muito cansados e com fome. O clima da cidade é bastante legal, pois era a primeira vez que eu estava realmente tendo contato com uma civilização diferente. Vimos cholas e um povo simples andando pelas ruas pra lá e pra cá.

 

Estávamos esperando realmente um hotel bem inferior mas a surpresa foi boa, pois ficamos no mesmo quarto eu, Frango e Felipe, o nome era Hotel Kutymui. Quando subi, vi que o quarto realmente era muito bom, com camas com ótimos colchões, fronhas e cobertas cheirosas e um banheiro impecável.

 

Depois de nos deixar no hotel, Javier nos informou que no dia seguinte sairíamos para o salar por volta das 9 horas da manhã, o que me daria tempo. Como já estava tarde e chovia um pouco, não deu para dar a saída de reconhecimento. Fomos para o restaurante do hotel, fizemos a ceia com sopa para variar e cada qual seguiu para o seu quarto. Aproveitei para tomar um bom banho e acho que todo mundo também fez isso, pois com a água gelada do deserto ficou impossível tomar.

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E aí cara, como foi sua trip?

 

ab

 

Leozera!

 

Velho, que sufoco bixo! Passei mal aqui só de ler o relato...

 

Parabens por expor o relato aqui no forum. Provavelmente deverá e já está ajudando varias pessoas em suas trips.

 

To indo na minha em Julho agora e irei pro Salar... imagina... Julho, alta temporada, temperatura "boazinha"!!!

 

abraços!

  • 5 meses depois...
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"talvez isso seja cultural, principalmente por conta da diferente colonização, aqui e principalmente no sul tivémos uma influência maior de europeus e orientais, gente que veio pra cá fugindo da fome e da guerra e teve que trabalhar muito e sofrer muitas privações para ter alguma coisa na vida... talvez por isso somos tb orgulhosos."

 

Pois é amigo, a colonização aqui foi um pouquinho diferente , aqui no nordeste não houve imigrantes que ganharam terras para re-colonizar o país, aqui houve escravizados que foram arrancados de sua terra pra trabalhar forçadamente, e apesar disso, todos aqui também se sentem orgulhosos de sua cultura e de sua arte e do seu poder de construir um país, que a própria história oficial, relega aos imigrantes europeus ....e sim é muito dolorido ouvir, ler e ver nos notíciários diversos episódios de ódio contra os nordestinos! Assumir isso seria o primeiro passo para lutar contra!

 

Fernanda, descendente de italianos de Santa Catarina que escolheu Salvador como lar!

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Legal, Fernanda.

 

"talvez isso seja cultural, principalmente por conta da diferente colonização, aqui e principalmente no sul tivémos uma influência maior de europeus e orientais, gente que veio pra cá fugindo da fome e da guerra e teve que trabalhar muito e sofrer muitas privações para ter alguma coisa na vida... talvez por isso somos tb orgulhosos."

 

Pois é amigo, a colonização aqui foi um pouquinho diferente , aqui no nordeste não houve imigrantes que ganharam terras para re-colonizar o país, aqui houve escravizados que foram arrancados de sua terra pra trabalhar forçadamente, e apesar disso, todos aqui também se sentem orgulhosos de sua cultura e de sua arte e do seu poder de construir um país, que a própria história oficial, relega aos imigrantes europeus ....e sim é muito dolorido ouvir, ler e ver nos notíciários diversos episódios de ódio contra os nordestinos! Assumir isso seria o primeiro passo para lutar contra!

 

Fernanda, descendente de italianos de Santa Catarina que escolheu Salvador como lar!

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Brother Leo,

 

Sinixtro teu relato, eu usei saco de dormir no salar, mesmo debaixo de cobertas grossas e dentro do quarto! parecia que o vento atravessava as paredess!!

 

Fernanda VLW msm!

Sou do Sul da Bahia, moro em Ilheus, nasci aqui, morei 7 anos no Rio de Janeiro, mas não existe lugar como a nossa casa... A Familiaridade que os Baianos tem, não existe igual! fora que aqui é sem duvida um poço de Cultura, os melhores Cantores que formaram a MUSICA POPULAR BRASILEIRA são nordestinos em sua maioria.

A bahia é maravilhosa, o Rio tbm, adorei morar lá, e nunca conheci um Argentino que eu não gostasse...todos são mt gente fina!! aahh sem falar que tenho familia em Brasilia e lá apesar de Capital Federal as pessoas confiam umas nas outras como vejo aqui na bahia, e rola essa Familiaridade tbm!

 

flww!!

 

Vamos conhecer o mundo sem ETNOCENTRISMO! - CADA UM DESCENDE DE UM POVO! VALORIZEM A CULTURA DO OUTRO PARA ESTIMULAR A CRIATIVIDADE E VER CRESCIMENTO SOCIAL!

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Ícaro e Leo,

 

É isso aí galera, temos que discutir sobre o preconceito (velado e explícito) e valorizar a diferença! Seu posicionamento com o paulista babaca na Bolívia foi brilhante, sem ofender ninguém você questionou a postura etnocentrica dele. Não quero com isso criar revanchismo, mas também não se pode fingir que o sudeste se coloca, em várias ocasiões, como a região que engrena o país... falta um pouco de conhecimento e sobra muita prepotência em afirmações deste tipo, certo?

 

Abraços aos mochileiros deste site,

Fico feliz com essa discussão, em algum lugar ela deve ser feita!

::Ksimno::

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E vai pra Ushuaia quando?

 

Brother Leo,

 

Sinixtro teu relato, eu usei saco de dormir no salar, mesmo debaixo de cobertas grossas e dentro do quarto! parecia que o vento atravessava as paredess!!

 

Fernanda VLW msm!

Sou do Sul da Bahia, moro em Ilheus, nasci aqui, morei 7 anos no Rio de Janeiro, mas não existe lugar como a nossa casa... A Familiaridade que os Baianos tem, não existe igual! fora que aqui é sem duvida um poço de Cultura, os melhores Cantores que formaram a MUSICA POPULAR BRASILEIRA são nordestinos em sua maioria.

A bahia é maravilhosa, o Rio tbm, adorei morar lá, e nunca conheci um Argentino que eu não gostasse...todos são mt gente fina!! aahh sem falar que tenho familia em Brasilia e lá apesar de Capital Federal as pessoas confiam umas nas outras como vejo aqui na bahia, e rola essa Familiaridade tbm!

 

flww!!

 

Vamos conhecer o mundo sem ETNOCENTRISMO! - CADA UM DESCENDE DE UM POVO! VALORIZEM A CULTURA DO OUTRO PARA ESTIMULAR A CRIATIVIDADE E VER CRESCIMENTO SOCIAL!

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Brother Leo,

 

To fazendo o planejamneto agora, acredito que esse ano não dê pra ir, devo ta partindo ano que vem, é necessario uma serie de coisas, roupas especificas, etc, preciso organizar tudo, pensei em fazer esse ano por uns 15 dias, mas pelo que to pesquisando, o Lugar vale mais a pena economizar mais, se preparar melhor e ir ano que vem pra passar 30 dias!

 

então ainda estou pesquisando o mes, provavelmente na primavera do ano que vem.

AbraçO!!

  • 5 semanas depois...
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Que put* relato meu semi-conterrâneo baiano, fantástico viu Leonardo!? O mais incrível é que eu consegui visualizar cada cena que vc relatou, fiz meu filme aqui =D

É foda mesmo cara, quando eu estudava química e viajava pelos congressos pelo brasilzão, ouvi piadas desagradáveis demais, mas não conheço gente desenrolada como nós, muitos grupinhos de gaúchos e paulistas que já vieram zuar na maior empolgação cmg e meus amigos por ser Piauí, NE, etc... sairam com o rabinho entre as pernas, o legal é saber que esse pessoal é minoria e uma região não deve levar a fama por causa deles.

Esse tipo de relato (inclusive os perrengues) é motivam as pessoas deixarem cada vez mais e mais seu conforto do lar para conhecer o mundo, para experimentar mais. Não tenho nada garantido p amanhã, mas quero aproveitar o momento, hj tenho relativas condições de viajar e tô iniciando meus estudos nessa área, rs, relatos como esse empolgam cara, hoje só me falta conhecimento, um pouco mais de iniciativa e principalmente companhia, pelo menos nesse início. Valeu!!! Ah, seu estado é show cara, conheço bastante, salvador, jequié, jacobina, chapada diamantina, vitoria da conquistas.

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Valeu, Daniel! Companhia você encontra dezenas no caminho... não deixe de viajar! Um dia ainda vou conhecer a Serrra da Capivara! Abraço!

 

Que put* relato meu semi-conterrâneo baiano, fantástico viu Leonardo!? O mais incrível é que eu consegui visualizar cada cena que vc relatou, fiz meu filme aqui =D

É foda mesmo cara, quando eu estudava química e viajava pelos congressos pelo brasilzão, ouvi piadas desagradáveis demais, mas não conheço gente desenrolada como nós, muitos grupinhos de gaúchos e paulistas que já vieram zuar na maior empolgação cmg e meus amigos por ser Piauí, NE, etc... sairam com o rabinho entre as pernas, o legal é saber que esse pessoal é minoria e uma região não deve levar a fama por causa deles.

Esse tipo de relato (inclusive os perrengues) é motivam as pessoas deixarem cada vez mais e mais seu conforto do lar para conhecer o mundo, para experimentar mais. Não tenho nada garantido p amanhã, mas quero aproveitar o momento, hj tenho relativas condições de viajar e tô iniciando meus estudos nessa área, rs, relatos como esse empolgam cara, hoje só me falta conhecimento, um pouco mais de iniciativa e principalmente companhia, pelo menos nesse início. Valeu!!! Ah, seu estado é show cara, conheço bastante, salvador, jequié, jacobina, chapada diamantina, vitoria da conquistas.

  • 2 semanas depois...
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E aí cara, como foi sua trip?

 

ab

 

Leozera!

 

Velho, que sufoco bixo! Passei mal aqui só de ler o relato...

 

Parabens por expor o relato aqui no forum. Provavelmente deverá e já está ajudando varias pessoas em suas trips.

 

To indo na minha em Julho agora e irei pro Salar... imagina... Julho, alta temporada, temperatura "boazinha"!!!

 

abraços!

 

Ae leozera... depois de ano que vi a tua msg aqui! hahaha ::essa::

 

entao velho... foi muito tranquilo... tirando a segunda noite que foi meio sinistra... pessoal no quarto comecou a passar "mal"! Todo mundo com falta de ar. 6 pessoas em um so quarto, todos ofegantes, no horario, que provavelmente deveria ser das 2 as 4 da madruga. Perguntei ao guia, que por sinal eh muito bom, se era normal isso... relatou que sim e que tem momentos piores...

outra... as temperaturas na parte da madrugada, beirando de manha sao as mais geladas...

 

tirando isso... o local eh unico... compensa qualquer coisa ir la e ver com os proprios olhos... as lagunas, relato dos jornais locais, estavam (nao sei se estao ainda) quase que sumindo... foda isso!

 

agora... esse preconceito existe mesmo... nasci no RS e moro no TO, vi e ouvi o pessoal falando mal e tal... se achando superior e tudo mais... mas como um bom cidadao que sou (acho q sou) debati tranquilo e explanei altas ideias e conceitos com as pessoas que pensam que estao por cima da carne podre...

 

buenas! agora estou organizando uma trip pra Argentina.. Agosto... passar 30 dias por la... qualquer coisa entra em contato ai! abracos!

 

niltto@hotmail.com

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