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Circuito São Francisco Xavier x Monte Verde (Ida pela Serra dos Poncianos e retorno pela Trilha do Jorge)

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Alguns costumam falar que é uma travessia, mas achamos melhor chamar de Circuito pois a trilha vai por um lugar e volta por outro ao ponto de origem e uma travessia geralmente é quando você sai de um ponto por uma trilha e chega em outro, sem voltar ao ponto de origem.

 

Saímos de São Francisco Xavier e fomos para Monte Verde pelos Picos de Monte Verde, ou conhecida como Serra dos Poncianos e retornamos a São Francisco Xavier pela Trilha do Jorge.

 

Sexta Feira 02/05/2014

 

Iniciamos a trilha as 16:35 partindo da Fazenda Monte Verde em São Francisco Xavier pela trilha do Jorge. Começamos a subir e às 16:48 já encontramos o primeiro ponto de água. Após andar mais alguns minutos encontramos um pessoal descendo e paramos para conversar com um deles, o Marcelo. Um mineiro muito simpático que nos disse que ele e seu grupo vieram de Monte Verde pela mesma trilha que iriamos no dia seguinte, ou seja, pelas cristas dos picos da Serra dos Poncianos. Achamos muito legal, pois geralmente as pessoas fazem a travessia SFX x Monte Verde somente pela trilha do Jorge que é mais fácil e totalmente aberta e demarcada. ele nos disse que a trilha não estava muito fechada mas tinha alguns pontos de vara mato. Ficamos parados conversando uns 15 minutos e depois partimos e continuamos subindo.

 

As 17:08 encontramos o 2º ponto de água. As 17:45 o 3º ponto de água e as 17:52 o 4º ponto de água. Neste momento resolvemos pegar as lanternas pois já estava escurecendo.

 

As 18:30 e 18:40 encontramos os 2 últimos pontos de água (isso mesmo, até aqui são 6 pontos de água).

 

IMPORTANTE: Aqui é necessário abastecer a água tanto para quem vai cozinhar a noite e na manhã do dia seguinte como para levar na continuação da trilha do dia seguinte. Após o mirante da onça só terá água horas depois, após a pedra redonda.

 

As 18:54 chegamos em uma bifurcação. Aqui a trilha segue aberta e bem demarcada e sempre reto e subindo. Ao chegar neste ponto devemos seguir para a esquerda sentido mirante da onça. Para a direita a trilha vai para Monte Verde também, é a continuação da trilha do Jorge.

 

Com mais 30 minutos de subida chegamos ao mirante da onça, nosso local de pernoite do 1º dia. Local amplo, reto e que cabe várias barracas e tem uma vista muito linda.

 

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Sábado 03/05/2014

 

Acordamos as 5:50 e levantamos para ver o sol nascer. Logo após contemplar essa beleza da natureza, tomamos nosso café (não qualquer café…rsrs Fizemos pão de queijo na frigideira.. hhuummm)

 

As 9:00, já com as mochilas prontas, antes de partir, voltamos alguns metros na trilha que viemos e entramos a direita em um acesso que dá no cume onde tem uma vista privilegiada e um livro para assinar e deixar nosso registro de passagem por lá. Tiramos algumas fotos e as 9:15 saímos do mirante da onça sentido pedra partida, nossa primeira meta neste dia.

 

As 10:00 paramos em um pequeno cume do lado esquerdo subindo onde ficamos sabendo que tinha caído um pequeno avião, porém nada avistamos além da bela paisagem.

 

As 10:20 encontramos uma laje grande de pedra e enquanto o Gui e o Samuel procuravam a continuação da trilha, eu e a Pâmela aproveitamos para sentar e descansar por 10 minutinhos.

 

As 10:30 achamos a continuação da trilha que na verdade tem umas setas marcadas nas árvores e seguem para o lado direito. Fomos ora varando mato, ora encontrando pedaços de trilha mais aberta e as 11:50 chegamos na pedra partida. O finalzinho para alcançar seu cume é uma pequena escalaminhada, mas nada difícil, apenas é bom ter um pouco de cuidado pois é exposto e tem algumas plantas com espinhos.

 

Ficamos na Pedra Partida até 12:15 para tirar fotos, descansar e o Samuel levantar o Drone da Montanha para filmar (pena que o danado deu uma pequena pane e caiu, mas ainda bem que nada aconteceu, ele saiu inteiro).

 

As 12:15 partimos sentido Pedra Redonda. Aqui a trilha é bem demarcada e cheia de pessoas, pois faz parte do turismo de Monte Verde.

 

As 12:55 chegamos em uma bifurcação, onde para a esquerda vai para a Pedra Redonda e seguindo reto vai embora e sai no Starbar. Tomamos a saída a esquerda e subimos trilha e escadas feitas em madeira que dão acesso ao cume da Pedra Redonda, e lá chegamos as 13:05.

 

Ah, lembram que citei a água? Então, desde o último ponto antes do mirante da onça até aqui nada de água. E nós fizemos a besteira de usar toda a nossa água no jantar e café da manhã e chegamos até sem água. Estávamos mortos de sede, até que encontramos uma garrafa de 500 ml pela metade em um canto da pedra e tomamos felizes da vida. Aproveitamos para levar a garrafa embora e jogá-la no lixo.

 

As 13:40 partimos e as 14:05 chegamos no final desta trilha que chega em um pátio onde tem um estacionamento e o Starbar, famoso por ser o bar mais alto, porém ficamos decepcionados pois o tal bar na verdade é um quiosque que só vende sucos e água. Compramos um suco por R$ 6,00 e sentamos em uns banquinhos que tinha lá para tomar um lanche.

 

IMPORTANTE: 5 minutos antes de acabar esta trilha e chegar no Starbar dá para reabastecer a água em uma bica que tem do lado esquerdo.

 

Após esse descanso tomamos a próxima trilha que sai do outro lado do Starbar, do lado esquerdo de quem vem da Pedra Redonda sentido estacionamento.

 

Começamos esta trilha as 14:50, subindo. Passamos por uma caixa d’água do lado esquerdo e continuamos.

 

As 15:05 passamos pelo Chapéu do Bispo e as 15:20 chegamos no Platô. Paramos por 5 minutos para tomar água e prosseguimos na trilha sentido Pico do Selado onde chegamos as 16:40.

 

O Selado tem um cume onde só é possível o acesso por uma escalaminhada difícil, porém há uma corda para auxiliar a subida. Subimos, assinamos o livro do cume, tiramos fotos e descemos. Armamos nossas barracas ao lado desta pedra do cume em uma pequena clareira. Jantamos e dormimos.

 

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Domingo 04/05/2014

 

Acordamos as 6:00 para ver o sol nascer. Subimos em uma pedra que tem ao lado da pedra do cume e é mais fácil de subir. Ficamos apreciando o espetáculo do astro rei e descemos para tomar café e arrumar nossas coisas.

 

As 9:20 partimos. Nosso próximo destino era o centro de Monte Verde. Voltamos pela mesma trilha que viemos e as 10:10 chegamos no Platô onde indo para a esquerda encontramos a trilha que desce para Monte Verde. Descemos, encontramos um ponto d’água no caminho e as 10:45 chegamos no fim da trilha que dá no café Platô. Aqui teríamos que descer pela estrada por mais ou menos 1 hora e meia até o centro, porém avistamos uma caminhonete que estava saindo. O Samuel falou com o Sr. Jorge e o mesmo nos cedeu gentilmente uma carona. Subimos na carroceria e em apenas 10 minutos chegamos no Centro de Monte Verde as 10:55 e fomos comer um lanche no shopping celeiro. Comemos um hotdog (sem salschicha…rsrsrs) por R$ 7,00 e tomamos um suco de amora por R$ 5,00. Depois passamos em uma das lojas que vende doces e compramos doce de leite e doce de abóbora com coco para levar para casa.

 

As 12:55 saímos do centro de Monte Verde com direção a Rua Taurus. Essa rua é a que sai do lado do Bradesco. É o acesso para quem vai para as Pedras Redonda e Partida, porém para ir para lá sobe-se a direita seguindo as placas e nós continuamos reto até o final da rua onde viramos a direita. Logo avistamos um balde de lixo grande azul que indica o começo da trilha à esquerda.

 

Começamos a trilha as 13:30 (esta é a conhecida trilha do Jorge). Ela não tem segredo. Com 10 minutos cruzamos um pequeno rio onde dá para abastecer a água e seguimos em frente. Não tem bifurcações, é só ir sempre reto subindo.

 

As 14:25 passamos por um ponto de água. Logo após tem bastante bambu e taquarinha na trilha que enche o saco e enrosca nas mochilas e nos pés…rsrs As 14:50 chegamos no Bosque dos Duendes, local cheio de árvores bosqueadas, muito bonito. descansamos por 10 minutos. as 15:00 partimos novamente e as 15:15 chegamos na bifurcação, onde seguindo para a direita leva para o mirante da onça. Descemos à esquerda pois nosso destino era o final da trilha em São Francisco Xavier.

 

Aqui é a mesma trilha que subimos na sexta feira a tarde para o mirante da onça. Passa pela mesma trilha e os mesmos pontos de água.

 

São 1 hora e 30 minutos de descida. Chegamos ao fim da trilha e ao carro as 16:45.

 

Arrumamos as coisas no carro e fomos embora. Paramos no centro de SFX para comer pastel e tomar um açaí em um lugar chamado Biroska, muito bom. Pastel R$ 4,00 e Açaí 300 ml com 3 complementos R$ 7,00. Este lugar fica na avenida principal, sentido quem vai embora para São José dos Campos.

 

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    • Por Carlosfuca
      Pico do Queixo D'anta - São Francisco Xavier - SP
      30 / 31 de maio 2017

      Da primeira vez que fui pra São Francisco Xavier, fiquei sabendo do Pico Queixo D'anta, que fica distante 10 km do centro, e vale lembrar que São Francisco é um distrito de São José dos Campos, interior de SP. O ponto culminante do Queixo D'anta tem em torno de 1700 metros de altitude.
      Lugar ideal pra um bate-volta com pernoite, ou até mesmo para acrescentar aos outros atrativos em SFX. Então fui eu pra mais uma caminhada em meio a natureza.
      ---*São Francisco Xavier é um pequeno distrito de São José dos Campos SP e está localizado entre as montanhas da Serra da Mantiqueira. Com o passar do tempo o turismo no local foi crescendo por seus encantos naturais como cachoeiras, rios, trilhas, montanhas, picos de altitude, fauna e flora preservadas.---
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      Só de pensar que eu tinha a intenção de subir 2 vezes, mas quando vi que exigia um certo esforço só subi uma mesmo. O dia seguinte fez um dia de céu limpo, o visual lá em cima deveria tá impecável, mas mesmo assim curti demais. Vale a pena!!!
      Péde natureza sempre! É nois!
      Primeira vez. Travessia São Francisco Xavier x Monte Verde
      http://pedenatureza.blogspot.com.br/2017/04/de-sao-xico-monte-verde-cachoeira-pedro.html
      Saiba mais:
      http://www.trilhadeiros.com.br/relatos/relatos/pico-do-queixo-da-anta
      http://www.mochileiros.com/viewtopic.php?f=765&t=77228
      http://trailsandtravels.com.br/bate-volta-queixo-anta-sfx/
      https://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=13207551
      *trecho de um folder
      Fotos:
          
          
         
          
    • Por renato-david
      Boa tarde amigos,Pretendo fazer a travessia São Francisco Xavier / Monte Verde-MG e estou precisando do contato de alguém possa fazer nosso resgate em Monte Verde de Volta pra São Francisco. Como é a primeira travessia de alguns, não queria força muito voltando pela trilha.
       
      Desde já agradeço! 
    • Por marcelobaptista
      Já tinha ouvido falar bastante na travessia de São Francisco Xavier (distrito de São José dos Campos/SP) e Monte Verde (tb um distrito, mas da cidade mineira de Camanducaia) nesses dez anos de trekking que eu completo em 2009, mas por essas contigências da vida, nunca havia conseguido planejar essa trip anteriormente. Com dois dias de folga, finalmente tive a oportunidade de seguir em frente e fazer essa travessia famosa, talvez uma das mais clássicas da Mantiqueira.
       
      Acordei ás 5h da manhã, afim de poder fazer as conexões em SJC o mais cedo possível. A passagem custou $ 17,30 e eu embarquei no ônibus das 6h15, com sono, mas empolgado com a oportunidade.
       
      Desembarquei ás 7h45 na nova rodoviária de SJC, com o tempo fechado. Fiquei um pouco apreensivo quanto á possibilidade de belos visuais. O ônibus para S. Fco. Xavier sai da plataforma 16 da rodoviária; saímos ás 8h em ponto, um ônibus simples da viação Oito Irmãos. Paguei $4,60. São mais 1h40 de viagem subindo a serra da Mantiqueira, passando por Monteiro Lobato (SP), antes de chegar ao ponto inicial da travessia.
       
      Cheguei a S. Fco. Xavier ás 9h36. Fui até uma padaria, um café com leite e um pão na chapa, um papo rápido com um cara que quis me empurrar um guia, e depois passei no CAT, o centro de informação turística de São Francisco Xavier. Depois de um papo com a simpática Ana, peguei um mapa e segui em direção á fazenda Monte Verde, onde de fato se inicia a trilha para Monte Verde: eram 10h.
       
      Da cidade até o inicio da trilha tem cerca de cinco km, numa subida dura e sem trégua. O tempo abriu, e o sol pegou forte; junto com a subida impiedosa, causa no caminhante um desgaste muito forte. Um ponto de água, junto a uma espécie de altar para Nsa. Sra. Aparecida. E subida, subida...cheguei na porteira da fazenda Monte Verde por volta das 11h20, e cruzei com dois caras de SJC (Leonardo e Anderson) que tb estavam subindo, mas tinham como destino final o mirante (é como a galera da região chama o Pico da Onça). Como nossos ritmos estavam parecidos, fomos juntos papeando. Os caras já haviam feito a trilha algumas vezes, e passaram uns toques legais da região. Gente boa os dois.
       
      A subida não pára até chegar a uma bifurcação, exatamente a que separa a trilha que leva ao mirante (Pico da Onça...) e a continuidade da trilha até Monte Verde. Até chegar ali, passei por três pontos de água muito bons. Como eu havia me distanciado dos dois colegas num determinado momento, e chegado antes na bifurcação, esperei a chegada de ambos para me despedir, e assim aproveitei para descansar um pouco. Quinze minutos depois, Leonardo e Anderson chegaram. Me despedi dos dois, e segui para Monte Verde. Eram 14h07.
       
      A partir da bifurcação, o caminho aplaina e começa uma descida suave e constante. A trilha está em muitos pontos tomada pelos bambus que caíram com a recentes chuvas (afinal, é verão). Um momento interessante é quando se chega ao chamado Bosque dos Duendes, uma área dificil de descrever; parece mais com umas imagens que vi da Nova Zelândia. É bem interessante. Árvores que se espalham, o chão coberto de folhas, os raios de sol que vazam por entre a copa das árvores...paisagem agradável.
       
      Caminha-se sempre em suave declive, até chegarmos ao fim da trilha, junto a uma propriedade da Horizontes América Latina, uma missão católica. Dali tomamos á esquerda e seguinos por uma estradinha de terra, cheia de belas casas, até as proximidades do centro de Monte Verde (a rua termina ao lado do banco Bradesco). Seguindo as indicações do relato de uns colegas montanhistas (Ronald e Rafael), segui para a Vila Operária, em busca de hospedagem barata. Já bem cansado, entrei na primeira que eu vi...fiquei na Pousada Dona Ana (R.da Represa, 215 tel.: 35 3438 1142 / 3438 2007), $70, com lareira. Para ficar um dia, foi uma boa escolha...além do mais, estava bem feliz e com o objetivo cumprido: a travessia de S. Fco. Xavier a Monte Verde. A noite caiu, a chuva tb caiu forte, e depois de provar uma truta muito boa no restaurante Capricho (mais uma indicação do relato Ronald/Rafael), fui para a pousada dormir um pouco e descansar para fazer uma caminhada até alguns picos ao redor de Monte Verde. Infelizmente, o tempo na manhã seguinte não estava muito confiável, então resolvi voltar para São Paulo. Mas já fazendo planos de voltar e fazer os picos cercanos a Monte Verde.
       
      Dicas: Se vc for e ônibus, planeje-se para chegar o mais cedo possível a S. Fco. Xavier. Os horários dos ônibus que saem de SJC para SFX vc encontra no site http://www.guiamonteverde.com.br . No que se refere á trilha propriamente, prepare-se para os sete primeiros kms, que são os mais puxados da trip:vc começa a caminhar na cota 730m e chega á bifurcação na cota 1830m, ou seja, um desnível de 1100m!Acredite, é bem forte a subida...Água existe em bastante quantidade. Em Monte Verde, procure pela Vila Operária para conseguir hospedagem mais barata. E programe-se para conhecer os picos perto de Monte Verde, como a Pedra Partida, Pedra Redonda e o Chapéu do Bispo.
    • Por ROTA da AVENTURA
      e ai galera vai mais um rolezinho num total de 3,4km!
       

       
      pedra vermelha situada em SFX a alguns 10 anos atras ja tinha subido a pedra , uma vez por completo e na outra tivemos que voltar pois subindo com facão abrindo a trilha um dog de um brother correndo no mato acabou sendo acertado com o facão bem no meio da cabeça , enrolamos com camiseta e descemos para levar para um veterinario !
      agora sozinho resolvi subir novamente !!
      chegando em Sfx tomar rumo ao bairro st-a barbara , la tem uma placa pedra vermelha !! mais pra frente entra na porteira !!
      deixei o carro e começei a subir , a trilha esta bem fechada , apenas alguns trilhos de boi !!
      e toca pra cima tudo no vara mato , o tempo meio fechado me deixou com o pé a atras , mas continuei a subir

       
      a vamo subindo e no meio do mato vejo o DESTINO á pedra vermelha

       
      e toca para cima varando mato , e depois de quase 2 horas chego quase no cume !!

       
      agora sim no topo da pedra vermelha com 1841 mts

       
      la em cima existe um descampadinho que abriga umas 2 barracas

       
      comi um lanche tal e reparei que continuando a trilha pelo lado oposto de onde subi , esta bem limpa , parece ser sempre feita uma manutenção !! resolvi descer por ela

       
      descendo por esta trilha limpa sem problemas , num certo trecho a direita entrando numa trilha beem limpa tambem chega -se numa pequena mina dágua onde é possivel recarraregar os cantis !!
      pensei pow essa trilha limpa vai dar na fazenda que a mulher é bem sistematica e proibe o acesso nas terras dela !!, continuei descendo e a trilha sempre limpa começa a chegar num gramadão bem cuidado vichiiii fudeu !! , voltei mais um pouquinho e entrei no vara mato de novo , desviando assim da fazenda !!
      mais um role perto de casa !!
      chegando no final de encontro onde deixei o carro

       
      falow

    • Por Cris*Negrabela
      ♫ Nem tão longe que eu não possa ver
      Nem tão perto que eu possa tocar
      Nem tão longe que eu não possa crer que um dia chego lá.. ♪ - A montanha, Engenheiros do Hawaii
       
      Foi em Monte Verde que fiz minha primeira trilha com pernoite selvagem, a primeira vez que eu entendi no corpo a diferença entre uma cargueira e o mochilão de lona que eu costumava usar há muitos anos atrás. Foi lá também que eu aprendi o que era acampar em meio a ventania e chuva, descobrindo o que era uma noite mal dormida com medo de o vento levar o sobreteto, a barraca e - porque nao? - eu...
       
      Mas já fazia mais de um ano que eu nao voltava para aquelas bandas, fazia tempo que eu nao me jogava numa trip - alias, fazia tempo que eu não fazia era nada mesmo... Tempo parada o suficiente pra receber o carinhoso apelido de "Pantufão" pelos mui queridos amigos, devido as minhas constantes fugas a qualquer convite pra me "mover" ... e com direito a musiquinha até:
       
      [align=center]♫ Pantufa maldita, pantufa maldita, venha com a gente pantufar
      Odeio barro, odeio lama... não vou sair do sofá ♪
      [/align]
       
       
      Só que esse fim de semana, movida pela viagem das férias (que ta chegando !!!) e pela vontade de estrear minha barraca nova (uma Marmot Earlylight) , eu resolvi guardar a "pantufa maldita" no armário. Xeretei entre os amigos o que rolava no findi... escalada pra alguns, pedalada pra outros, compromisso pra terceiros. Andar a pé ninguem queria kkk pra fazer alguma coisa esse findi, eu dependia simplesmente de... MIM. E se era pra sair por ai sozinha, precisava de um local conhecido, pra me sentir mais segura... E porque não, ir pra Monte Verde mais uma vez?
       
      Acho que a parte mais dificil da jornada foi me convencer a sair da cama no sábado de manha
      Depois de me auto-atrasar em mais de 1h, as 7h45 eu estava saindo da rodoviaria do tiete. Cheguei na rodô de São José dos Campos a tempo de perder o bus das 9h... o próximo bus pra São Francisco Xavier só as 10h... acabei chegando lá quase meio dia. Tempo de almoçar e arranjar transporte até o inicio da trilha.
       
      Paguei R$ 20,00 pro único taxista da cidade me levar até o inicio da "Trilha do Jorge" ... 13h30 e lá fui eu pelos 800m de desnivel serra a cima, embaixo de um sol que me torrarrava. Literalmente, era um anda - para na proxima sombra - anda....rs 2h30 depois, eu estava lá na bifurcação que marca a descida pra MV ou continua a subida até a Pedra da Onça (ou Mirante). Já eram quase 16h e eu tava bem cansadinha, morrendo de calor... nem subi até a Pedra da Onça, só fui até o marco da divisa SPxMG e voltei, descansei uns 15 minutos e toquei pela bifurcação a baixo, rumo a MV.
       
      Depois de muito pula tronco, desvia de galho, se enrosca em taquarinha, 18h10 eu cheguei no final da trilha, na rua Taurus. Como da primeira vez que tinha feito essa trilha, caminhei pela avenida toda até chegar ao Bradesco, na esquina da Av. Monte Verde com a Rua Mantiqueira, que dá acesso ao Platô (carona, nem pensar... nego passa e ainda joga poeira na sua cara rs). De lá, apela novamente pro taxi (R$ 15,00, tabelado) pra me levar os quase 3km de subida até o começo da trilha para o Platô de Monte Verde. Já eram quase 19h quando comecei a, literalmente, me arrastar trilha a cima... junto do ponto de água encontrei um casal que descia; enquanto eu enchia o camelbak e a garrafa conversamos um pouco ("Cê não tá preocupada em ficar lá em cima sozinha?"... "Nããããõ!" kkk ). Devo ter levado mais de uma hora até chegar lá em cima, cansada pra caramba.
       
      A previsão do tempo indicava que ia chover no domingo, mas a noite tinha poucas nuvens, sem vento, dava ate pra ver a lua ... entao eu escolhi ficar num cantinho mais plano ali no platô mesmo, pensando se deveria procurar uma clareira mais lá pra dentro entre as arvores... mas e a preguiça? kkk Fui caxias o suficiente pra achar um lugarzinho mais ou menos protegido, na borda da mata, que era plano o suficiente e dava pra especar e esticar a barraca direito. Antes das 21h, com a barriguinha cheia (hmmm capeletti de frango \o/ e tá la o corpo estendido na barraca....
       
      As 23h30 eu acordei com o barulho da chuva. Uma chuvinha mesmo, passou na mesma velocidade que veio. Voltei a dormir, mas inquieta... sabe quando voce fica com aquela sensação de que aquilo foi só um aviso? Ainda dei risada lembrando dos filmes do Zé do Caixão..." À meia-noite, levarei a sua alma"...
       
      Pois é... eu nao devia zombar do destino: Meia-noite e pouco o tempo virou de vez.
       
      A tempestade chegou com tudo. O vento jogava a chuva contra a barraca parecendo uma metralhadora. E o pior: começou a trovejar. A earlylight tem duas janelinhas (superindiscretas ) no teto... parecia um show de flashes sobre a minha cabeça.
       
      Naquela hora eu fiquei com medo, por estar ali sozinha, a ponto de apelar pra infantil proteção de esconder a cabeça embaixo do travesseiro (ou melhor, dentro do saco de dormir kkk ). Passou um monte de coisa pela cabeça, principalmente a culpa por ter cedido a preguiça e nao ter ido montar a barraca lá no miolo da mata, entre as arvores. O principal medo era um possivel raio; mas eu não estava num local tão exposto assim, e (GRAZADEEEEEUS!!!) logo parou de trovejar. A outra preocupaçao era o vento: a chuva forte parou, mas as rajadas pegavam a barraca na lateral, ela envergava praticamente até quase tocar no meu rosto em algumas vezes.
       
      Demorou um pouco pra cair a ficha de que eu não estava com a barraquinha da Nautica de sempre. Da outra vez que tinha vindo a Monte Verde, acampei num platô proximo ao Pico do Selado e a ventania foi suficiente pra rachar de vez as varetas da kapta, mas mesmo assim ela sobreviveu. Agora eu estava numa barraca com vareta de alumínio, entao me obriguei a não me preocupar demais. Juntei todas as coisas espalhadas na barraca dentro da mochila e sai pra conferir os espeques: nem se abalaram com o vendaval... Sopra pra lá, pra cá, enverga de lá, enverga de cá... quando eu me dei conta (lá pelas 2h kkk) que, realmente, a barraca não sairia do lugar, virei pro lado e dormi! rs Pois é... eu tava doida pra saber como essa barraca se comportaria em meio ao vento patagônico... bom... agora eu já tenho uma idéia kkkk
       
      Tive coragem de levantar mesmo lá pelas 8h30. Tinha parado de chover, estava tudo nublado, mas o vento forte estava ajudando a abrir um pouco. Tomei café, arrumei as coisas, apanhando pra desmontar a barraca naquele vendaval, e fui pro Pico do Selado. Deixei a mochila escondidinha no mesmo plato onde acampei da outra vez e subi o restante da crista. Passei direito da pedra do cume... ao chegar na outra ponta do morro que me dei conta, tive que ir voltando pela trilha a sua caça, mas ainda não sabia por onde subir kkk
       
      Achei um caminho, subir escalaminhando por um lugar que achei dificil de passar, pensando que ia ter problemas na hora de descer... foi chegar em cima da primeira pedra, olhar pro outro lado e me sentir imbecil: outro lado, junto da fenda, era absurdamente mais fácil... Agora entre mim e o livro do cume tinha só a bendita da fenda pra pular.
      Olhava pra caixa do livro cume. Olhava pra fenda. Sentava. Me convencia. Levantava. Ameaçava. Olhava pra caixa de novo e começava o processo outra vez kkkk Sabia que nao era um troço impossivel, mas era alto o suficiente pra dar um cagaço real. O fato de a pedra ainda estar meio molhada só aumentava o medinho. Olhei de novo pra caixa e pensei "dane-se, vou voltar". Já tava me virando pra descer e pensei de novo "vou voltar o !!!" e num embalo só, pulei
       
      Adrenalina a mil... berrei um palavrão, chorei, assinei o livro, tirei umas fotos e fui "despular" a fenda. Provando que auto-confiança demais é uma merda, quase eu me ferrei: me desequilibrei na aterrissagem. Com medo de sair escorregando, usei a tecnica de bebado (" se é pra cair, então deita!") e pro meu azar, praticamente me joguei em cima do bolso onde estava minha camera... rachou o lcd... já era... =/
       
      Descendo de volta para onde estava minha mochila, encontrei o mesmo casal com quem trombei na noite anterior. Os dois disseram que ficaram preocupados comigo a noite, porque lá embaixo, na cidade, o vento estava muito forte... Mas que estavam felizes por ver que eu estava bem e inteira rs... Fui seguindo em direcao ao Platô e peguei a trilha sentido Chapeu do Bispo. Já eram quase 13h quando sai na avenida no fim da trilha, e segui em direção ao inicio da trilha pras Pedras Redonda e Partida. Subi a Pedra Redonda, triste por ter detonado minha camera, porque achei a vista dali animal rs. Perguntei pra um grupo que estava lá quanto tempo ia até a Pedra Partida, me responderam cerca de 1h20... desisti - eu pretendia pegar o ônibus das 16h pra Camanducaia.
       
      Desci rapidinho... agora só faltava descer toooodos os 4km da avenida das Montanhas e refazer parte do caminho que fiz ontem, até o Bradesco. De lá, voltar até o posto de gasolina na entrada da cidade, onde passa o ônibus - era mais perto do que ir até a parada de ônibus lá no centrinho da cidade...
       
      Obvio que, uma vez que a mente assimilou que a missao estava cumprida, as forças se esvaíram no mesmo instante kkk, entao mesmo sendo descida, o passo era lentíssimo rs ... Cheguei no posto as 15h45... só pra descobrir que o bus das 16h00 nao passa de domingo; saiu um as 15h30 e agora só o das 19h ou um microonibus, que passava por volta das 18h15! Usei o banheiro do posto pra me trocar, deixei a mochila guardada lá e caminhei de volta até o bar mais proximo, pra tomar umas brejas "enquanto Seu onibus nao vem". Peguei o microônibus ali ao lado do posto as 18h (ele estava subindo até a parada de ônibus ainda, depois voltaria por aquele mesmo caminho) e depois de baldear em Camanducaia, desmaiei no bus ate em casa.
       
       
      Gastos
      Bus Sp x SJC ( Passaro Marrom) R$ 21,70
      Bus SJC x São Francisco Xavier (Sai da mesma rodoviaria, na parte de Onibus Urbano) R$ 4,80
      Almoço (Filé de truta grelhada + suco ) R$ 18,00
      Taxi ate o inicio da trilha (Rithi, o unico taxista da cidade, tem o telefone dele afixado no posto da guarda municipal, junto do ponto final ) R$ 20,00
      Taxi do Bradesco até o Café Plato (Monte verde, rua Mantiqueira, tem um ponto de taxi com o telefone) R$ 15,00
      Microônibus Monte Verde x Camanducaia (o onibus, viação Cambuí, é o mesmo valor... a van passa cerca de meia hora antes do horario do Onibus) R$ 5,80
      Bus Camanducaia x SP (viação Cambui, sai de Camanducaia as 20h30) R$ 19,15


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