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Sorrent

México, Belize, Guatemala e Honduras - 35 dias incríveis

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Olá Sorrent, tudo bem?

Estou acompanhando esse seu relato e está sendo muito informativo! Já deu pra pegar boas dicas por aqui! ::otemo::

Uma dúvida: No meu roteiro eu inclui Chetumal pela proximidade com outro sítio Maia importante do México, Calakmul (não sei se vc chegou a visitá-lo), porém vc disse que não tem nada em Chetumal pra fazer! Você chegou a pegar informações sobre a cidade antes de viajar? Saberia dizer se é possível ir até Calakmul partindo de Chetumal?

Abraço!

 

Ow Ikaro, pra ser sincero eu não ouvi falar sobre esse sítio arqueológico não e também não peguei nenhuma informação sobre Chetumal. Lá só me pareceu um ponto de parada mesmo para quem vai para Belize, posso até estar enganado mas acho que em Chetumal não há nada de muito interessante mesmo.

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Dia 12

You better Belize it

 

Era cedo e já estávamos de pé, eu pelo menos não via a hora de sair daquela cidade e partir para Belize que era um dos lugares onde mais queria ir, e que mais tarde acabou sendo um dos lugares onde mais gostei no mochilão.

Tomamos o café que já estava incluído na diária e que por sinal era bom. Não vou negar, se esse hostel estivesse localizado em outra cidade eu diria que é é muito bom mas nesse caso, não vale a pena ficar em Chetumal por causa dele.

Conversamos rapidamente com a moça do hostel, colhemos mais algumas informações sobre as possibilidades de como ir para Belize e resolvemos dar uma explorada na cidade. Descobrimos que em frente ao mercado novo saem algumas vans que fazem o transporte até Belize City, como já sabíamos do transporte por barco fomos até lá para comparar as possibilidades. Esse tal mercado não fica muito longe do hostel, cerca de 20 minutos na caminhada.

 

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Rodamos pelo mercado, que de novo só tem o nome, e depois de perguntar aqui e ali descobrimos que as vans que saem para Belize ainda não estavam lá pois era cedo. Tentamos ainda trocar dólares no banco Azteca em frente ao mercado mas sem sucesso pois estávamos sem o passaporte. Depois de mais uma série de perguntas por ali descobrimos duas coisas úteis: o cara do boteco em frente ao mercado troca dólares a uma taxa melhor que o banco ::otemo::, e segundo um taxista você pode seguir até um aeroporto não muito longe dali e seguir para Belize de avião a um preço um pouco mais caro que de barco. De acordo com o taxista, que poderia muito bem trabalhar nas casas Bahia como vendedor, aquele era o melhor método de ir a Belize e o mais utilizado pelos turistas, mas como de bobo eu só tenho a cara e o jeito de andar, passei a oferta.

Depois de toda essa exploração matinal, voltamos à primeira opção e ficamos com o barco mesmo então voltamos ao terminal rodoviário e compramos nossas passagens por $650,00 cada um para às 3:00 pm. Lá descobrimos que há um barco direto para Caye Caulker que sai às 7:00 da manhã e é mais barato ($585) mas perdemos ele por não saber antes. Tivemos que esperar até as três porque compramos direto para Caye Caulker, se fôssemos para Belize City a frequência é maior mas ai teríamos que pegar um outro barco até Caye Caulker, preferimos fazer tudo de uma vez só.

Com a passagem em mão voltamos para o hostel e ficamos enrolando até dar o horário.

Às 13:30 pegamos um táxi na rua do hostel e seguimos para o píer, a corrida custou $50 e durou menos de 10 min. Saímos cedo pois ainda há a migração então é bom chegar cedo. Fomos então direto para o atendimento da empresa de transporte e lá descobrimos que além da passagem ainda tínhamos que pagar U$ 10,00 de docking fee e mais U$ 27,00 de migration fee, alguém nos avisou com antecedência? Lógico que não.

Pagamos a taxa de embarque, preenchemos formulários, entregamos as bagagens e como o escritório da migracão só abriria depois de algum tempo, fomos comer algo e depois ficamos enrolando em frente ao terminal marítimo.

 

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Pode até ser que a minha imagem a respeito da cidade tenha sido equivocada mas aquele terminal marítimo marcou a minha impressão sobre o lugar. A água ali tem cheiro e cor de esgoto. Ficar sentado no muro em frente a água seria até um bom passatempo enquanto esperávamos o escritório abrir, seria em outro lugar, não ali.

Uma pequena fila foi se formando com os outros passageiros que também seguiriam para Belize o que no ajudou a passar o tempo pois pudemos ficar observando e é claro fazer comentários válidos sobre as "belezas naturais" que ali se encontravam. Finalmente o escritório abriu e aos poucos um a um ia passando pela minuciosa inspeção migratória que basicamente consistia em pagar a taxa, entregar o passaporte e responder algumas perguntas do tipo "E o Brasil vai ganhar a copa?". Pagamos a taxa migratória, acertamos nossos relógios para o horário de Belize e saímos. Até ficamos meio apreensivos pois ele nos deu o troco em dólares belizenhos e achamos que podia ter nos passado a perna, mais tarde descobrimos que não passaram. :D

Quando todos terminaram, fomos para o barco.

 

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Além daquela dica sobre dormir em Tulum e não em Chetumal, deixo mais algumas sobre o lugar. Se tiver que dormir por lá, saia no barco das 7:00am para Caye Caulker, e não compre na rodoviária sua passagem, vá direto ao píer. Quando chegamos no dia anterior na rodoviária o balcão de venda estava fechado, se tivéssemos ido direto ao píer saberíamos desse barco logo cedo, fora que talvez haja outras opções.

De volta ao nosso barco, encaramos as duas horas de viagem até San Pedro em Belize. Você deve fazer uma escala lá para os trâmites imigratórios e trocar de barco para ir a caye Caulker. Depois da inspeção de bagagem e carimbo no passaporte ficamos esperando cerca de 30 minutos até o outro barco. Há uma sala de espera para os passageiros mas resolvi entrar no clima local e como fazer isso? Comprando uma cerveja local.]

 

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Logo de cara já deu pra perceber como Belize é um lugar simples, tudo bem que estávamos em San Pedro que não era nosso destino final mas ainda assim já deu pra sentir o clima. Em frente à sala de espera havia algumas casas bem simples e eu estava lá tomando minha Belikin (ainda não gosto de cerveja mas no mochilão não tem outra saída) e veio um cara dessa casa puxar papo comigo, não lembro o nome dele mas era algum nome do tipo rapper vida loka, enfim embora simpático o cara queria me convencer a comprar maconha dele porque a de lá era melhor que a de Caye e blá blá e mais blá blá. Eu não curto maconha mas se você curtir vai se achar no paraíso em Belize. Maconha te persegue por lá, se você jogar uma moeda para cima as opções são: cara, coroa ou maconha. :D

Várias pessoas em um local pequeno então logo uns começaram a conversar, até aproveitamos para pegar algumas dicas com uma senhora canadense que morava em Belize havia anos, ela nos sugeriu o hostel Dirty Mcnasty em caye Caulker. Já havia mais coisa acontecendo e tudo parecia estar voltando aos eixos, sair de Chetumal fez o mochilão voltar a parecer com um mochilão. Nosso barco chegou e partimos.

 

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No caminho conhecemos duas israelenses, Chen e uma outra com nome estranho que não lembro. Tudo parece mais legal com mulheres em volta, não? Mesmo que você não esteja xavecando elas. Mal sabíamos que estávamos na verdade prestes a desenvolver um ódio por Israel, na verdade não por Israel mas pelas israelenses em geral.

Chegando em Caye Caulker fomos logo abordados por um senhor que tem como função indicar algum hostel para os turistas recém chegados, aquela velha história. Depois de ouvi-lo falar um pouco sobre a ilha e suas opções comentamos que ovimos falar sobre o Dirty Mcnasty e ele disse que realmente era bom e blá blá e que nos levaria até lá. As duas israelenses frescas não queriam hostel mas sim algo mais privado. Como bons samaritanos que somose preocupados apenas com seu conforto convencemos elas a ir até lá afinal eles também tinham quartos privados, se elas não gostassem o tiozinho as levaria a algum outro lugar. Lá fomos nós na caminhada, destino: Dirty Mcnasty hostel, Crocodile street.

 

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No caminho o tiozinho já falou sobre onde ir, onde comer e etc. A aparência geral de Caye Caulker é de um lugar simples mas simples não significa necessariamente ruim, eu gostei muito daquele lugar e acho que todo mochileiro deveria ir para lá ao menos uma vez na vida. Pra mim era algo como uma San Pedro de Atacama da América Central.

Chegamos no hostel, vimos uma galera no telhado do prédio, vi outras delicinhas aqui e ali e na recepção nos disseram que havia rum punch liberado para os hóspedes. Nem sabia o preço do quarto ainda mas tudo que eu precisava já estava ali, olhei pro Saulo com aquela cara de "vamos ficar" :D. No fim o quarto custava U$ 17,00 por noite sem ar condicionado com 6 camas. Ali mesmo já conheci Smooth, um maluco super gente boa que nem me cumprimentou mas logo de cara já havia perguntado por que eu era tão baixinho. O cara é uma figura. Lá do outro lado do prédio tinha um outro cara gritando pra mim "Come here baby, I got something for you". Só pensei "que porra de lugar é esse?". Mas não é esse o tipo de coisa que queremos pensar quando viajamos? Estava curtindo as palhaçadas.

Ainda fomos acompanhar as israelenses pra ver se elas iam ficar lá mas elas acabaram desistindo e o tiozinho disse que ia levar elas para China Town. Trocamos contatos e como todos bons mochileiros que se conhecem em um lugar novo e vão com a cara uns dos outros, combinamos de nos encontrar mais tarde para comer e explorar o local, e aqui eu confesso, não estava rolando xaveco nenhum, depois não sei mas ali não era. Combinamos de nos encontrarmos as 21:00 para ir comer num lugar indicado pelo tiozinho.

 

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Fomos para o quarto com aquele sorriso no rosto e aqui eu quero que vocês parem, respirem fundo e encarnem o Sorrentino por um breve momento. Logo que abri a porta do quarto tinham mais duas israelenses em micro shorts deitadas de bruços. Conseguem imaginar minha emoção? creio que sim. Foi um dos poucos momentos em minha vida que pensei "deus existe".

Papo vai, papo vem, as meninas eram simpáticas e àquela altura nós também éramos super simpáticos ::lol4::. Contamos para elas que íamos encontrar as outras duas para comer algo e chamamos elas também, melhor sobrar do que faltar certo? :D

Fomos para um lugar ali perto onde havíamos combinado, eram 20:45 e como o combinado era 21:00 ficamos esperando, tomamos uns drinks coloridos (dois por B$ 5), conversamos, o bar tinha uns balanços no balcão, estava bem legal.

 

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Deu nove horas, nove e quinze, nove e meia, quarenta e nada. Todo ser humano do sexo masculino sabe que mulheres acham que horário marcado serve apenas como algo sem importância que não deve ser cumprido, está em seu DNA mas àquela altura já estávamos de saco cheio então mandamos elas mentalmente para os quintos do mar morto e fomos comer em outro lugar. Até cheguei a pensar que algo podia ter acontecido, dei o benefício da dúvida mas mesmo assim fomos embora.

Acabamos em outro lugar, comemos bastante e por um preço justo. Talvez olhando para o lugar você não o veja como um exemplo de limpeza e suntuosidade mas como eu disse, Belize é um lugar simples, se você conseguir entrar no clima do local vai curtir e muito.

 

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Voltamos para o hostel com as duas e por lá ficamos sabendo que a galera que estava no hostel se reuniria no bar no andar de cima. Eu confesso que sou uma pessoa que se contenta com pouco. Um bar e gringas e eu não preciso de mais nada então é lógico que subi. Chamamos as duas para irem também mas elas disseram que iam tomar banho ou fazer sei lá o que e depois nos encontrariam no bar (talvez dar uma barrigada, sei lá ::lol4::). Como eu disse antes não estávamos xavecando elas, de verdade então nem nos preocupamos muito de elas irem depois, nós convidamos, elas disseram que iam, estava tudo dentro dos conformes, o resto só o tempo diria.

No corredor ainda mandei msg pra Chen que havia nos dado um perdido, perguntei o que aconteceu, por que elas não tinham aparecido e ela desconversou e nem respondeu, não sei se considero uma falta de educação, de consideração ou puro estrelismo mesmo. Mulheres, ninguém vai morrer se vocês disserem "não", é muito mais educado do que dar perdido. Ficou aquela sensação no ar de "última bolacha no pacote" mas sinceramente de trakinas o mundo está cheio.

Subimos para o bar, encontramos Smooth novamente e descobri o que era o Rum Punch, um galão de 10 litros com uma mistura que parece suco e rum embora sua verdadeira composição não seja completamente conhecida por nenhuma civilização atual. Beba e aproveite.

Cara, passou meia hora, uma, duas, sei lá quanto tempo e percebemos que as outras duas israelenses não subiam, voltamos ao quarto pra ver o porquê, perguntamos pra ela mas estava claro o ar de indiferença delas e nós simplesmente não conseguíamos entender o motivo. Chegamos à conclusão que as 4 conseguiram dar um fora em pessoas que não estavam xavecando elas. O que nos chamou mais a atenção foi a atitude exatamente igual das 4 em situações diferentes, ficamos indignados e com a ajuda do rum punch tivemos discussões filosóficas sobre as mulheres de Israel. Ficamos muito putos e inclusive concordamos que não queríamos mais papo com mulher nenhuma na viagem pra não correr o risco de estragar o clima de um lugar legal como havia acontecido na primeira noite em Caye.

 

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Voltamos para o bar e ficamos jogando conversa fora com o pessoal, nem sei que horas fui dormir mas não era cedo, culpa do rum punch. You better Belize it.

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Dia 13

Nadando com tubarões

 

Ao contrário dos outros dias entediantes da minha vida, quando estou viajando costumo acordar cedo, provavelmente por causa da empolgação por sair daquela rotina trabalho-casa-trabalho. Dessa vez não foi diferente e logo cedo lá estava eu dando uma volta pela ilha com tudo ainda mais parado do que o normal, apenas os cachorros pelas ruas mostravam algum sinal de vida no lugar.

 

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Aproveitei que aos poucos os lugares foram abrindo e dei uma olhada nos preços do passeio até o shark and ray alley que é onde você pode nadar com os tubarões. Como fiquei sabendo durante a minha rápida pesquisa de preço, Caye caulker tem diversos outros passeios mas como esse era o que eu já tinha visto antes da viagem resolvi ficar com ele mesmo. Talvez o mais famoso lugar para se contratar passeios em Caye seja o Raggamuffin que não é nada difícil de achar. Passei lá e perguntei o preço, U$ 65,00, passei em outros lugares, peguei outros panfletos e o preço variava pouco. Vou deixar um panfleto que peguei de uma agência, assim dá pra ter uma noção das opções e média de preços da ilha.

 

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No caminho de volta para o hostel ainda vi as duas israelenses indo embora. Acho que foi a primeira vez em minhas viagens em que não fiz questão nenhuma de me despedir de alguém que conheci no caminho. No hostel fique enrolando um pouco e uma hora no corredor cruzei com Benedit, o mesmo cara que no dia anterior havia gritado do outro prédio "Hey baby i got something for you". Acabei descobrindo que ele é realmente um palhaço e além disso, é quem cuida dos passeios do hostel, seu jeito brincalhão é claramente uma maneira de atrair os hóspedes, e o cara consegue. Como ninguém planeja o orçamento de um mochilão pensando em pessoas engraçadas, no nosso caso queríamos preço baixo e foi aí que o cara conseguiu me convencer pois o passeio com ele custaria U$ 40,00 por pessoa.

Fui então levar o Benedit para conversar com o Saulo e explicar pra ele sobre o passeio pra ver se ele toparia também. De manhã quando eu havia saído, Saulo disse que ia mudar de quarto pois o nosso estava muito quente. Embora fosse verdade eu resolvi ficar no mesmo. Perguntei na recepção qual era o quarto do Saulo e descobri que era o do lado, acordamos ele que ainda estava em seu sono de beleza com creme facial e pepino nos olhos. Benedit já foi logo pulando na cama, chamando o Saulo de Baby e Son of a gun enquanto eu explicava pra ele que o Benedit cuidava dos passeios do hostel e que não se tratava de uma tentativa de estupro matinal. :D

 

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Benedit explicou que o passeio dura das 10:00 às 14:00 e que envolve também algumas paradas em pontos estratégicos para podermos pescar tanto com linha quanto com arpão. Aliás estaríamos pescando nosso próprio jantar pois à noite os peixes pescados seriam preparados na cozinha do hostel. Depois de muitas gracinhas por parte do Benedit, topamos o passeio.

Faltando pouco tempo pra sair, fomos na recepção perguntar alguma coisa e conhecemos duas canadenses que estavam fazendo o check-in, eram Sueme e Kerrie, que aliás fiquei sabendo que iriam para o meu quarto. Dei risada mentalmente do Saulo por ter mudado de quarto :D. Convidamos as duas para irem conosco ao passeio mas como estava em cima da hora e elas estavam chegando de não sei onde, resolveram não ir. Nos juntamos no bar do hostel onde Benedit fez as apresentações entre os participantes do passeio, com ênfase em uma francesa espetacularmente sensacional que mesmo acompanhada do namorado não escapou das palhaçadas do nosso amigo que mais era uma mistura de anfitrião com bobo da corte. Quando vimos o namorado da francesa, logo imaginamos: "esse cara deve ser rico", posteriormente na viagem descobrimos que realmente era ::lol4::. Conhecemos também nosso guia no passeio, Ninja, um cara bem excêntrico que poderia trabalhar muito bem como dublê do esqueleto, inimigo do He-man.

Fomos para a parte de traz do hostel onde há um pequeno acesso à água e nosso barco estava esperando. Benedit ainda fez umas graças dizendo que ali havia um crocodilo e que devíamos tomar cuidado. Deve ser mais uma brincadeira pelo fato de o hostel estar localizado na Crocodile street. Aliás pelo nome da rua você já pode perceber que deve deixar o espanhol de lado pois em Caye Caulker o predominante é o inglês. Entre eles, os moradores geralmente conversam em crioulo que é uma mistureba de inglês com um monte de coisas.

Subimos no nosso pequeno barco, junto com Ninja, outros três australianos, o francês e sua golddigger. O calor era forte e como o passeio é em barco aberto e dura 4 horas no período de sol mais forte do dia, protetor solar é imprescindível, a não ser que você queira ficar como as lagostas que atraem os turistas para o festival anual de Belize.

 

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Depois de rodar bastante, Ninja parou o barco no meio do nada e disse que ficaríamos ali, mas não se engane, era um "nada" com águas cristalinas e bastante vida marinha. Ninja que não era de muitas palavras simplesmente distribuiu algumas linhas com anzol para o pessoal pescar. Quanto aos arpões que se encontravam no barco, todas as suas recomendações de segurança e suas explicações sobre como armar e utilizá-los se resumiram em: "you can use it". ::lol4::. Ele é definitivamente uma pessoa que não faria parte de nenhuma CIPA se trabalhasse em alguma empresa brasileira.

Tudo bem, o Caribe já não era mais novidade mas ali foi a primeira vez que pudemos nadar despreocupados com relação ao tempo, em alto mar e o que é melhor sem absolutamente mais ninguém por perto exceto nossos colegas do passeio.

Eu não sou muito fã de pescaria, tudo bem que nesse dia era até justificável pois estávamos pescando nosso jantar e não por esporte mas ainda assim não curto muito, brinquei um pouco com o arpão, que por sinal era um c* para armar mas fiquei mais nadando pra lá e pra cá mesmo curtindo o lugar.

Depois de muito tempo por lá, voltamos para o barco e comemos o que acho que foi o abacaxi mais gostoso da minha vida, que o ninja ficou descascando enquanto estávamos na água. Rodamos mais um pouco de barco e agora finalmente paramos no Shark and ray alley. É impressionante, você olha ao redor do barco e tem várias arraias e tubarões, tudo bem que são pequenos mas ainda assim são tubarões. Ninja jogou um pedaço de peixe pra eles e eles entraram numa disputa frenética pelo bicho, o que só faz você pensar: "se eles comem carne de peixe, por que diabos eu vou entrar nessa bosta junto com eles?" ::lol4::. Apesar de tudo ninja disse que era seguro entrar e lá fomos nós.

 

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Quando entrei na água descobri uma burrada épica minha. Havia esquecido de carregar completamente a Gopro antes de sair a acabei com o restante da bateria na parte da pescaria, ou seja nada de vídeos e fotos dos tubarões ::putz::. Apenas um bem rápido que eu consegui usar no vídeo da viagem mas ali a bateria morreu. A solução foi apelar para os franceses que estavam com uma máquina à prova d´agua, pedimos emprestada para tirarmos umas fotos nossas mas na horas de pegar as fotos depois quem disse que ele nos mandou todas as nossas? :?

Enfim, se você tivesse feito esse passeio 10 anos atrás dificilmente teria uma foto subaquática tão facilmente quanto hoje, então por que se preocupar tanto com isso? A experiência vale muito mais e acreditem, o passeio vale a pena, os tubarões são dóceis sendo possível tocar neles. Às vezes eles roçam nas suas pernas como cachorros brincando, e o lugar onde eles ficam é bem raso e com a água cristalina tornando o passeio indicado até para os mais medrosos.

Chegou a hora de ir embora, afinal não podíamos ficar lá o dia inteiro vendo a francesa de biquíni .........digo digo.........aproveitando o passeio. Encaramos a longa jornada de volta e no fim ainda ouvimos uma história curiosa sobre uma caverna subterrânea onde um mergulhador havia morrido tempos atrás.

Ao chegar no hostel combinamos de nos encontrarmos às 17:30 para comer a refeição preparada com nossos peixes, e cada um seguiu seu caminho. Depois vim a descobrir que quando chegamos perdi o boné que havia comprado em Playa del Carmen, só burrada pois já havia perdido minha mascara e snorkel em Akumal, tomei um bom prejuízo nessa viagem. ::putz::

Depois de um banho e uma rápida conversa com as canadenses que estavam no quarto, resolvemos ir juntos para um bar localizado numa área de Caye Caulker chamada de "The Split". O lugar foi o que mais curti em Caye os motivos para isso são bem simples. Caye Caulker é um lugar onde tudo é calmo, o ritmo é lento e as pessoas são animadas, e o bar no The Split parece ser a confirmação disso tudo. Um lugar à beira de um mar sem ondas com reggaeton tocando sem parar, cheio de gente e com bebidas baratas. Quaisquer que sejam os problemas da sua vida você não vai lembrar deles no Split. Com double drinks a cinco dólares belizenhos (praticamente 5 reais) ficamos o todo o final da tarde ali onde pudemos conhecer melhor as canadenses que se mostraram muito gente boa e que ainda não sabíamos mas viriam a se juntar conosco em parte da viagem.

 

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Pouco antes do pôr do sol voltamos para o hostel pois era hora da comida, chamamos Sueme e Kerrie para participar pois o jantar era aberto a outros participantes também mediante a um pagamento que se não me engano era de B$ 10,00. Como atrasou um pouco ficamos enrolando no bar.

 

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Embora não tenha saído no horário a comida valeu a pena, tinha muito. Somando isso à simpatia do Benedit e o preço que realmente é o mais barato que achei, aconselho fechar esse passeio com o ele mesmo que não fique hospedado no Dirty Mcnasty, basta procurá-lo na recepção.

Depois do jantar continuamos todos lá no bar e conforme a noite foi seguindo mais gente ia aparecendo.

 

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Entre copos e mais copos de rum punch, conversas animadas, uma bebida de ervas do Smooth, uma maconha ocasional que teimava em passar pra lá e pra cá, nos perdemos em mais uma noite em Caye Caulker. Viemos para ficar dois dias mas algo dizia que não seria bem assim.

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Olha, eu tenho que acrescentar que a experiência de pescar com arpão foi muito marcante pra mim. E ainda tive a oportunidade de ver um tubarão bem grande nadando pelos corais para comer. E detalhe: não tinha ninguém por perto nesse momento! Então imagina a adrenalina de avistar um tubarão sozinho com uns 5 ou 6 metros de profundidade de água. Realmente inesquecível, sem contar da pesca em si que já vale muito a pena.

O Sorrent só não gostou pq ele não conseguia armar o arpão :D

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Dia 14

 

 

Na note anterior eu acabei dormindo cedo, provavelmente por causa do rum punch, só me lembro de ver as canadenses entrando no quarto de madrugada e rindo da minha posição completamente torta na cama. O resultado foi que acabei acordando cedo também. Às cinco da manhã já estava de pé, as meninas dormindo e o Saulo no outro quarto, resolvi dar um passeio pela ilha.

Aquele lugar vazio passava ainda mais a impressão que o mundo resolveu tira uma folga. Sentei no pier que fica em frente à rua do hostel e fiquei curtindo o sol nascer com um cachorro que também não demonstrava estar preocupado com muita coisa.

Com o dia já claro caminhei até onde fica o The Split, dessa vez um outro cachorro resolveu me acompanhar sem se preocupar com a garoa que começou a cair.

 

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Na volta o único sinal de movimento na ilha era alguns cocos caindo do coqueiro bem perto de mim. Imagine a manchete: “brasileiro morre atingido por coco em Belize”, seria cômico se não fosse trágico. Apanhei dois cocos para mim e voltei para o hostel.

Já eram sete da manhã e quando cheguei encontrei Kerrie que havia acabado de levantar e estava saindo para uma caminhada. Como não havia nada para fazer e resolvi ir com ela.

Eu, mais baixo que ela, sofria pra acompanhar as passadas mas andamos bastante, até por um lado menos turístico da ilha, não que seja um trajeto longo pois até chegamos juntos à conclusão que não há necessidade nem de alugar bicicleta por lá.

Nesse dia tive minha “primeira vez” e tudo por culpa da kerrie. Calma, não é nada do que você está pensando. Andando por lá vimos que há um Starbucks na rua principal e como ela é viciada queria ir lá. Ficou ainda mais animada depois de saber que eu nunca tinha ido a um Starbucks mesmo havendo um em cada esquina deste país. O fato de às sete e meia da manhã o único estabelecimento aberto numa pequena ilha de Belize ser um Starbucks só mostra como eles são um praga mesmo.

Após essa reflexão matinal e um Frapuccino de caramelo me tornei mais um fã do café gelado.

A diferença do starbucks aqui é que você tem a opção de escolher os mesmos preparos do starbucks porém feitos com itens locais por um preço um pouco mais barato.

Ficamos batendo papo no Starbucks enquanto os habitantes da ilha começavam a dar sinal de vida, nisso sentou ao nosso lado a senhora que havia nos indicado o hostel Dirty Mcnasty quando estávamos chegando em Caye Caulker. Ela me reconheceu e logo puxamos assunto. Era uma professora americana que meio que largou a vida que tinha e havia décadas morava em Belize. Ainda ensinava à distância e uma vez ou outra ia até a universidade nos EUA. Juro que invejei ela.

Entre uma conversa e outra, e após contar um pouco de suas viagens pelo mundo ela deu um conselho que achei interessante: “você deve conhecer tantos países quanto sua idade em número”

Não me esqueci daquilo e hoje tento equiparar os números.

Enquanto conversávamos com ela, surgiram as duas israelenses da primeira noite, aquelas que não apareceram para jantar. Elas vieram conversar e eu sem demonstrar muita empolgação continuei conversando com a Kerrie e a outra senhora. Elas começaram a dizer que iam para a Guatemala na sequência e pediram algumas dicas com transporte. A moça que mora em Belize começou a ajudar elas e enquanto isso eu e a Kerrie simplesmente viramos as costas e fomos embora. Me despedi apenas da senhora simpática e não me senti mal por isso.

Voltamos para o hostel e como na noite anterior havíamos contado para as canadenses sobre nossa experiência com os tubarões e o passeio em geral, convencemos elas a também fecharem o passeio com o Benedit.

Nisso Saulo já havia aparecido e se juntado a nós. A coisa ficou meio tensa pra nós quando, após as meninas fecharem o passeio, Benedit nos disse que hoje o barco sairia transbordando mulher, ao contrário de quando fomos, em que havia mais 3 australianos e um casal. Ficou aquela sensação de “e agora o que fazemos?” mas dissemos para o Benedit que não iríamos.

Pouco tempo antes das 10:30 quando eles sairiam, Benedt vendo as lágrimas que quase caiam dos nossos olhos ao ver as gringas do passeio nos chamou de canto e disse: “You motherfuckers, I have six girls on this boat and no men, I know what you came here for. You know what, I´ll do it for thirty bucks for each of you, no no, I do it for twenty, come on.”

Cara, confesso que poucas vezes na minha vida recebi propostas tão tentadoras. Eu e o Saulo nos olhamos com aquela cara de “nós sabemos que temos que ir, é o que manda o manual”. Só que depois depe nsar um pouco nós contrariamos todas as forças que regem o universo e decidimos não ir. Nós dissemos que não caçaríamos mais mulher na viagem e resolvemos manter nossa ideia. Me orgulho e ao mesmo tempo me odeio até hoje por isso.

Nas nossas conversas com as canadenses descobrimos que depois de Belize, nosso roteiro seria parecido por um tempo, com exceção do dia que sairíamos de Caye Caulker. Nossa ideia era ir embora na manhã seguinte mas as meninas ficariam um dia a mais pois queria fazer snorkeling no Blue Hole. Ficamos um bom tempo discutindo pra ver se compensava ficar mais e irmos juntos ou encontrá-las depois na viagem. Acabamos por decidir estender nosso período em Caye Caulker, não por interesse nelas mas por que elas eram gente boa mesmo.

Enquanto o pessoal saiu pro passeio ficamos esperando o sol baixar, tomamos a água do nosso coco quase assassino e nisso pensamos na possibilidade de fazer um snorkeling noturno com uma agência lá, o valor era de U$ 45,00 mas acabamos desistindo. Saulo ainda estava pensando em fazer o Snorkeling no Blue Hole com as canadenses, eu não estava muito afim.

Pra quem não sabe, Belize é considerado um dos melhores lugares no mundo para mergulho exatamente por causa do Blue Hole. Alguns podem até pensar ser um desperdício ir pra lá e não aproveitar a oportunidade só que eu não queria até aquele lugar incrível fazer snorkeling, posso estar enganado mas não me pareceu valer o preço do passeio, que é de U$ 140,00 se for pra ir lá prefiro que seja para fazer mergulho mas ai envolve ter o curso, o que já fica um pouco mais caro. Na verdade pra mim mais alguns dias de sol, The Split, bebida barata, reggaeton e gringas ao redor não fariam mal algum, era tudo o que eu precisava.

Atrás do hostel há essa canoa de uso liberado e gratuito para os hóspedes, nem precisa pedir, só chegar e usar se estiver disponível. ::otemo::, então à tarde fomos dar um passeio por conta própria.

 

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Mais tarde fui mais uma vez para o The Split com o Saulo e ficamos por lá mais um bom tempo fazendo o que há de melhor para fazer em Caye caulker: NADA. E acreditem, é muito bom.

 

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No final da tarde quando voltamos pro hostel, Smooth ainda nos chamou pra subir no topo do prédio novo que estava sendo construido e ficamos lá vendo o pôr do sol.

 

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Continuando o que começou no The Split, fomos para o bar do hostel que aos poucos foi enchendo. Essa noite acho que foi a mais animada e mais cheia, chegaram um gringos novos e a álcool só ajudava na sociabilidade. Lá pelas tantas da noite eu e o Saulo nos vimos sentados conversando com duas gringas que estavam no hostel da frente mas vieram para o nosso bar, eram Aisha e Schuyler. Duas garotas super simpáticas que nos fizeram até nos separar do restante da galera, ficamos conversando por horas. E dá-lhe Rum Punch.

Não sei como, não sei por que, mas em determinado momento o Smooth chamou a gente pra dar uma volta pela ilha. Mutcho loucos que estávamos, não recusamos e lá fomos Saulo, eu Smooth, Aisha e Schuyler. Nem sei onde se enfiaram as outras canadenses, acho que ficaram no bar. Não nego que àquela altura já estava babando na Schuyler que na opinião geral era a combinação perfeita de beleza, inteligência e simpatia. O fato de ela ter um namorado no Canadá só me fazia pensar que por onde ela passa o índice de depressão deve aumentar consideravelmente.

Álcool na cabeça, erva à vontade pra quem queria, saímos alegres pelas ruas de Caye Caulker.

Entre uma risada e outra, em uma rua escura, surge do nada um carrinho de golfe com um cara estilo traficante e uma garota de ascendência iraniana e suiça – uma mistura bela e exótica – e ambos gritando “house party, house party”. Quando eles pararam perto da gente, descobrimos que o cara era amigo do smooth, logo todos subimos no carrinho de golfe que ficou parecendo um pau-de-arara e seguimos para a tal house party. Estávamos naquele clima de “WTF is going on here?” mas animados com a possibilidade de uma festinha. Rodamos e uma hora paramos em frente a uma casa bem grande. O cara do carrinho desceu e foi falar com o anfitrião que descobrimos estar extremamente bêbado jogado na cama e a casa estava vazia.

Decepcionados, rimos da “house party for one” e fomos embora mas agora querendo achar outro lugar pra ir. Smooth sugeriu o I and I Reggae Bar e lá fomos nós novamente.

Esse bar é bem bacana, com entrada gratuita e bebidas a preços muito mais justos que no Brasil, e o fato de o Saulo entrar sem camisa não foi um problema. Nada em Caye Caulker parece um problema. Ficamos lá um bom tempo e eu que já estava sem saber onde era o norte nem o sul, só ficava babando na Schuyler mas sem xavecar, Pqp o que era aquilo. Esse bar faz você se sentir nos clubs barra pesada do Bronx pela galera que está lá mas garanto que é só impressão. O lugar é legal e vale muito a visita.

 

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O único problema de lá nos percebemos quando vimos que o lugar fecha às três ou quatro da manhã, não tenho certeza mas de qualquer forma era muito cedo pra gente. Sem muita opção tivemos que voltar pra “casa”. Tentamos achar algo para comer mas sem nenhum sucesso. Cambaleamos, rimos, curtimos………… dormimos.

 

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DIA 15

Ressaca? acho que não.

 

 

Antes de começar, vamos falar sobre um assunto importante, que todos nós sabemos que devemos levar em conta ao viajar: Problemas de saúde.

Quando fiz meu primeiro mochilão na América do Sul, peguei uma virose do capiroto um dia antes da famosa trilha Salkantay e isso quase estragou minha viagem. Não é muito difiícil também ver relatos de outras pessoas que ficam doentes enquanto viajam ou que precisam de assistência médica de algum tipo, seja por causa de uma diarreia ou uma perna quebrada. Eu confesso que nunca fui muito de me preocupar com isso, nunca contratei seguro saúde, nunca andei por aí cheio de remédios, nunca tomei Herbalife, contrariando o bom senso.

Depois da minha experiência no Peru você pode até imaginar que desta vez eu seria mais precavido, bem….não. Fiz tudo da mesma forma, ou seja, não fiz nada relacionado a problemas de saúde, sempre achando que no final tudo dá certo. Eu paguei meu preço, foi uma escolha minha mas você que talvez tenha um pouco mais de juízo do que eu, deve levar isso em consideração. Talvez pagar duzentos reais em um seguro saúde pode te poupar transtornos e salvar preciosos dias na sua viagem. Porém sempre há o outro lado, o da adrenalina, do tipo “estou morrendo num país estranho, e agora?”. Se preferir seguir esse caminho, saiba que é bem arriscado.

Logo cedo acordei, mas como ainda estava meio tonto voltei a dormir, imaginei que fosse apenas por causa da ressaca da noite anterior. Algumas horas depois acordei novamente, dessa vez tentei levantar da cama. Dois ou três passos depois senti um tontura que fez o quarto parecer girar, voltei e deitei de novo. Só pensei: “eita ressaca da boa”. Tentei levantar mais algumas vezes mas sem sucesso aí comecei a perceber que havia alguma coisa de errado. Com a sensação de fraqueza acabei dormindo de novo. Nesse dia era o primeiro jogo do Brasil na Copa e embora eu não estivesse ligando para o mundial, combinamos de assistir o jogo no bar do The Split, lembro que uma hora o Saulo apareceu me chamando no quarto mas eu disse que não ia, não lembro se consegui explicar o motivo, eu estava muito zuado. Tentei diversas vezes levantar mas nunca conseguia chegar à porta do quarto sem precisar desesperadamente deitar de novo. Eu estava sozinho pois as meninas haviam ido para o Blue Hole de manhã e o Saulo como eu disse havia mudado de quarto, então ninguém presenciou o meu momento zumbi. O resultado foi que eu só consegui sair da cama às duas horas da tarde.

Ainda não estava me sentindo bem mas pelo menos já conseguia andar então fui até o “Split” que estava bem cheio por causa da abertura do mundial. Encontrei o Saulo, pedimos uns nachos e ficamos lá assistindo o jogo.

 

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Nesse dia o Saulo cismou que a atendente do hostel, que também estava lá vendo o jogo, estava de olho em mim. Talvez ele estivesse certo, talvez errado, só sei que eu estava tão zuado que não tinha nem como pensar nisso. Mal sabia que isso ainda iria se repetir na viagem.

Depois do jogo, enrolamos um pouco por lá na beira do mar com a Schoyler e um outro pessoal do hostel dela, até me aventurei a tomar uns drinks, contrariando o que qualquer mãe diria nesse momento ::lol4:: .

 

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Depois de admirar Schoyler nadando........digo.... digo..... de curtir as belezas de Caye Caulker, no final da tarde eu acabei voltando pro hostel pois ainda não me sentia bem. Como já havia contado pro Saulo sobre o meu estado, larguei ele lá e voltei. No hostel, não dei a mínima para a falta de água no mundo e nem para o bom senso e me enfiei debaixo do chuveiro por, o que me pareceu, uma eternidade afinal o banho gelado naquele calor me fazia sentir melhor.

De repente ouvi um grito no quarto “Don´t come out naked, you have company”. Eram as canadenses que haviam voltado do Blue Hole. Quando saí do banheiro, expliquei pra elas mais ou menos o que estava acontecendo, e como elas estudavam enfermagem me deram umas dicas, do tipo “coma coisas leves, beba bastante água, e blá blá”, nada incomum.

No começo da noite, a coisa estava feia pra mim. Caye Caulker tem aquele clima de “praia”, ou seja, pessoas sem camisa, ou no máximo uma regata, descalças às vezes, etc. O que é bem normal pelo ambiente e também pelo calor que faz por lá. Pois lá estava eu às sete da noite no calor de 30 graus, vestindo uma blusa e andando como se estivesse morrendo enquanto ia ao mercado. Não preciso nem dizer que eu era o único diferente por onde passava ::Cold:: .

Queria comer algo mas não sabia o que. Depois de pensar bastante e dar meu dinheiro para a máfia chinesa do mercadinho que domina também Caye Caulker, voltei para o hostel munido de um Gatorade, uma barra de cereal, uma barra de chocolate e um pacote de Skittles. Por que diabos eu comprei isso? Não faço a menor ideia.

Voltei pro hostel e fiquei lá deitado na cama aparentemente apenas esperando a morte vir me buscar. De repente entram as canadenses no quarto de novo. Quando Kerrie viu os doces na cama ela só gritou “SKITTLES, You bought skittles? If you don´t die, I´m gonna kill you”. Esse foi o momento mais engraçado do meu dia.

Depois de conversar com elas mais um pouco e é claro ouvir mais algumas broncas, Kerrie e Sueme me disseram que eu estava com uma febre e das bem fortes. Como boas enfermeiras que elas um dia viriam a ser, me ofereceram alguns remédios que tinham nas suas malas ma seu com minha eterna teimosia, insisti que não gosto de tomar remédios e iria esperar pelo menos um dia para ver se tudo se resolvia sozinho.

Deitado lá na cama meio moribundo ainda presenciei as duas desesperadas pois disseram que havia baratas no quarto. Entre um skittles e outro e dando risada de tudo aquilo, não dei a mínima pras baratas.

A noite pra mim infelizmente não foi de bebedeira, bar, e tudo aquilo que esperamos nas viagens, e pra piorar tudo, por volta de dez da noite ouvi uma batida na porta do quarto e alguém me chamando do lado de fora. Era Schoyler. Meu amigo, juntei as forças que eu não tinha e provavelmente nunca vou ter, me coloquei de pé e fui até o corredor, mesmo morrendo.

Durante o jogo à tarde eu havia contado para ela que estava mal e ela veio saber como eu estava, perguntar se precisava de algo e até ver se eu queria ou tinha condições de sair pois ela ia com o pessoal pra algum lugar. Aquele momento foi de muita tristeza nas profundezas do meu ser, recusar um convite daquela perfeição da natureza, que veio até o meu quarto me convidar pessoalmente!!!

Sim eu queria morrer naquele momento e não somente pelo fato de ter recusado mas também pelo fato de eu estar tão, mas tão mal que eu não conseguia ficar em pé ao lado dela, tive que me sentar pois ficar em pé me dava tontura e vontade de vomitar. Pedindo mil desculpas disse que precisava deitar, e deitei, e ela se foi…..

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Dia 16

 

Ainda estava me sentindo mal, com dor de cabeça só que bem melhor que na noite anterior, agora eu podia ao menos levantar da cama. Como acordei cedo, vi que Kerrie estava saindo para uma caminhada matinal e um pit-stop no Starbucks então me juntei a ela. Demos uma volta pela ilha, paramos mais uma vez para beber algo e pouco tempo depois voltamos.

Depois de muita conversa com Saulo e as canadenses nos últimos dias, demos um jeito de fazer bater as datas da nossa viagem daqui em diante, então hoje era dia de dar adeus a Caye Caulker.

Voltamos para o hostel e tomamos o café da manhã. O café no hostel está incluído e você pode escolher entre torradas e omelete, além de leite e café. É simples mas bom.

Depois de comer, acertamos os últimos detalhes de onde nos encontraríamos posteriormente, isso porque as meninas queriam sair um pouco mais cedo para não correr o risco de viajar tarde. Como eu e o Saulo não estávamos com muita pressa, resolvemos sair por volta do horário do almoço.

A minha ideia quando eu montei o roteiro era sair de Caye Caulker, ir para Belize city e de lá pegar um ônibus para Flores na Guatemala e continuar a viagem, porém o Saulo teimou em seguir as meninas numa ideia meio maluca de passar por uma cidadezinha chamada San Ignácio que faz fronteira com a Guatemala, tudo isso porque elas viram no guia delas que a cidade era boa e blá blá. :?. Pra ajudar, em uma das noites anteriores Smooth encorajou elas (e o Saulo) dizendo que a cidade era boa, que tinha coisas pra fazer e blá blá. Como eu era minoria e na verdade se tratava apenas de um desvio, resolvi aceitar ir junto mesmo a contragosto.

Combinamos então de que assim que as meninas chegassem em San Ignácio elas mandariam uma mensagem dizendo onde estavam hospedadas e nós iríamos encontrá-las. Logo depois elas partiram. Eu e o Saulo ficamos enrolando por lá, arrumamos nossas coisas sem muita pressa e eu ainda percebi que perdi meu boné que havia comprado em Playa del Carmen :cry:.

Pegamos algumas informações na recepção sobre os horários e valores do barco para Belize City. O valor é de B$ 25,00 (U$12,5) e havia um ao meio dia o que era perfeito para nós. Demos uma volta procurando o pessoal para nos despedirmos. Smooth, Benedit, a doida da recepção que queria me pegar (segundo o Saulo), Aisha...........e eis que surge ela novamente, Schoyler. Nos despedimos dela também enquanto eu mentalmente ponderava a ideia de ir morar no Canadá. Tiramos uma foto de despedida na qual Schoyler não apareceu pois havia saído para fazer alguma coisa, só depois eu me toquei que não tiramos nenhuma foto com ela. ::putz::

 

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Às onze e pouco partimos. Seguimos para os escritório da empresa que faz o transporte até Belize City, não foi uma caminhada longa e compramos na hora, sem reservas, sem complicações, bastava agora esperar o barco no píer próximo dali.

Caye Caulker é muito legal na minha opinião. Um lugar com clima calmo e descontraído, ótimo para dar uma descansada no meio da correria do mochilão e parada obrigatória para qualquer pessoas com um curso de mergulho afinal é um dos pontos de partida para o famoso Blue Hole, agora que tenho meu curso não descarto a possibilidade de voltar lá um dia. Os preços são semelhantes aos do Brasil, e digo de uma forma geral e não semelhante às cidades turísticas do Brasil, portanto para mim os preços estavam bem aceitáveis. Talvez sua simplicidade não agrade a todos mas se você é mochileiro e procura por luxo precisa rever algumas coisas. Antes dessa viagem eu nem sabia que Belize existia, hoje posso dizer que como destino turístico está mais do que recomendado.

Desembarcamos no terminal, comemos algumas besteiras e olhamos algumas lojas de souvenir enquanto esperávamos as malas serem descarregadas. Depois da bagunça para recuperar as mochilas a missão era chegar até San Ignácio. Ali mesmo no terminal marítimo não era difícil perceber a facilidade para se conseguir transporte para Flores, Tikal, ou outros destinos na Guatemala portanto mesmo se você chegar lá sem saber nada, não se desespere.

Como já havíamos perguntado em Caye Caulker, sabíamos que tínhamos que ir até o terminal rodoviário( o que faz bastante sentid, certo? :D ) então perguntamos aqui e ali e achamos um taxista que nos cobrou B$ 8,00 no total para nos levar até lá. Quando fomos entrar na van, o cara não conseguia abrir a porta. Depois de tentar um pouco sem sucesso ele teve que usar um alicate, aquilo foi meio estranho e como o carro não possuía nenhuma indicação já começamos a achar que estávamos sendo sequestrados ou coisa do tipo, paranóia normal de mochileiro que no final não se confirmou. Ufa!

 

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A breve volta que demos na cidade até o terminal me fez perceber que ela não parece interessante. Quando paramos em frente ao terminal rodoviário apenas confirmei o que pensava. O lugar era meio caótico com umas pessoas meio suspeitas. Talvez tenha sido impressão minha mas é o tipo de lugar que você não iria querer andar sozinho à noite. Com uma rápida olhada ao redor vimos que não havia motivo algum para que nós não saíssemos dali logo. Fomos até a bilheteria, perguntamos pelo transporte para San Ignácio, custava B$8,00 e durava três horas e meia. Como iria sair em poucos minutos e nós queríamos sair dali, fomos nesse mesmo. Até tinha um outro um pouco mais barato mas que demorava seis horas para chegar, não compensava. Quando o ônibus encostou para o embarque, o Salulo ainda perguntou para o tiozinho "não tem um melhor?" no que ele respondeu "esse é o melhor". ::lol3::

Foi a primeira e única vez na viagem que andamos de chicken bus e isso somente porque mudamos nossa viagem para ir até San Ignácio que é uma cidadezinha na fronteira. Você pode ler muitos relatos por aí com experiências engraçadas, cansativas e até desastrosas nesses ônibus mas saiba que se você viajar pelas principais cidades da América central, o chicken bus será uma opção provavelmente mais barata mas não necessariamente a regra. Viajar pela América Central não é tão complicado quanto se pensa.

Nosso chicken bus, que nada mais era do que aqueles ônibus escolares amarelos americanos, se mostrou bastante desconfortável e as três horas e meia de viagem não foram lá muito agradáveis mas como foi nossa única viagem assim tentei entrar no clima e curtir. Ali naquelas estradas de terra e campos é que as coisas ficaram mesmo com "cara" de América Central, até então Caye Caulker era bem arrumadinha.

Chegamos em San Ignácio que logo de cara não empolgou, era uma típica cidade pequena com uma pracinha central onde toda a "emoção" acontecia. Como havia recebido uma mensagem das meninas dizendo que elas estavam num hospedagem chamada "bellas" saímos à procura. tentei num local de informações turísticas e nada, perguntei aqui e ali e nada, sentamos então para comer um lanche e pensar no que fazer. Logo que sentamos num quiosque falei pro Saulo que tinham uns caras na outra mesa olhando pra nós, já fiquei meio apreensivo, de repente um cara enorme levanta e vem em nossa direção com cara de mau. Mal deu tenpo de pensar alguma coisa e o cara pergunta "o que vocês vão querer?" Porra era o garçom ::lol4::.

Mais aliviados pedimos uns sanduíches e refrigerantes enquanto tentávamos falar com as meninas. Quando os lanches chegaram vi que lá eles tem uma Fanta de frutas vermelhas que mais lembra uma mistura de pasta de dente com detergente, parecia o tipo de receita que deu errado e eles precisavam desovar em algum país. Parece que Belize foi escolhido :D .

Depois de comer chegou um cara puxando conversa. Brasil blá blá, Copa do Mundo blá blá e depois de alguns minutos descobrimos qual era a real intenção, ele viu nossas mochilas e queria nos oferecer uma hospedagem. Desconversamos falando que estávamos tentando achar nossas amigas (obviamente ele nãao conhecia o Bellas) mas ele disse que ficaria por perto. Depois de algum tempo sem conseguir falar com elas resolvemos aceitar ir para o hotel dele.

Andando por algumas ruazinhas, menos de 10 minutos depois chegamos ao hotel Acropole onde um tiozão nos atendeu e além de falar sobre o hotel tentou nos vender alguns passeios. Há algumas coisas para se fazer por lá, nada na cidade em si mas sim nos arredores, cachoeiras, caminhadas etc, nada de tirar o fôlego. Vi também um passeio de uma gruta com uns ossos meio malucos, me pareceu uma típica armadilha para turistas. Eu só queria passar a noite e ir embora.

Já no quarto usamos a internet e conseguimos falar com as canadenses e explicar o ocorrido, combinamos então de nos encontrarmos na praça para tomar algo e passar o tempo. Nos arrumamos e fomos.

 

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Depois de colocar a conversa em dia e tentar entender onde ficava o hotel delas paramos em um bar qualquer. Até havia uma rua com vários bares e lojinhas mas nada que faça alguém ir para essa cidade por isso.

 

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Bebemos, conversamos, demos uma volta, até que foi legal. Tinha visto que na frente da praça havia uma baladinha, seria uma maneira de aproveitar o fato de estar naquela cidade mas depois de pensar um pouco desisti de ir. à noite acabamos voltando para o hotel e dormimos cedo. Saulo também não estava muito empolgado com aquela cidade, queríamos mesmo era seguir em frente. Para melhorar tudo, nosso quarto ficava bem de frente para a rua e bem ao lado de uma salinha de convivência do hotel, ou seja, barulho não faltava. Minha dica é seguir direto de Belize City para Flores, esqueçam San Ignácio mesmo que o Lonely Planet jure que é uma boa opção.

Xingando meio mundo torcemos pra noite passar rápido.

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