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Olá viajante!

Bora viajar?

México, Belize, Guatemala e Honduras - 35 dias incríveis

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Saudações terráqueos. Mais uma vez estou voltando ao fórum com um relato de uma viagem incrível, desta vez pelo México e um pouco da América Central, uma viagem que mudou minha visão sobre esses lugares que por sinal são sensacionais e menos explorados do que deveriam.

O relato tem alguns propósitos, sendo o primeiro deles é claro uma forma de agradecimento e retribuição às informações que eu colhi daqui para poder fazer a minha viagem, mas não para por aí. Um dos motivos deste relato é pessoal, ou seja, criar um registro da minha viagem, algo que eu possa ler daqui a cinco anos talvez e relembrar coisas que teriam caído no esquecimento, portanto se você já leu meu outro relato sabe que este também será longo pois a ideia aqui não é criar apenas uma coletânea de dicas sobre onde e como ir, mas também mostrar o que passamos e o que você pode e deve esperar de cada lugar, quem sabe dando aquele ânimo que faltava para você empacotar suas coisas e cair no mundo.

Lembrando que o relato irá mostrar o meu ponto de vista não apenas sobre tubarões, tartarugas e arraias afinal sou homem, maior de idade, solteiro e vacinado então comentários mulherísticos por exemplo surgirão no meio da história, se você não se importa com isso, tire a avó da sala, pegue uma caipirinha, sente, relaxe e aproveite a viagem.

 

O vídeo:

Fotos são ótimas para ajudar a contar sobre os lugares mas na minha opinião vídeos são imbatíveis e por isso eu sempre gosto de fazer um videozinho das minhas viagens, então para você ter uma noção do que este relato se trata, ou então você que não faz ideia do que é o México e a América Central, ou pior, você que acha que todos eles se parecem com Osasco, assista o vídeo abaixo antes de tudo.

 

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O Roteiro:

 

Preparar o roteiro acho que é algo bem pessoal, uns preferem algo mais controlado, outros mais livre, eu fiz como costumo, defini apenas os locais por onde gostaria de passar e quanto tempo aproximadamente poderia ficar em cada um deles. Como não me empenhei muito na parte final da viagem e não tínhamos certeza de onde ir o que fiz foi planejar o roteiro para que ele terminasse 6 dias antes do verdadeiro final da viagem, então na viagem toda eu sabia que tinha 6 dias que poderia usar onde achássemos que valia mais a pena ou algum lugar desconhecido. Alguns podem até pensar que viajar assim é viajar sem um plano mas pra mim funciona, e eu prefiro perguntar para os locais no caminho qual a melhor opção para fazer determinada coisa do que confiar em apenas uma fonte de informação, seja ela um livro enorme e pesado do Lonely Planet ou a sua avó.

 

[googlemap]https://www.google.com/maps/ms?msid=200573951718330605727.0004d8e083b00899f1408&msa=0&ll=17.717294,-91.94458&spn=9.492673,16.907959[/googlemap]

 

- Cidade do México

- Cancún

- Chichén Itza

- Isla Mujeres

- Playa del Carmen

- Tulum

- Akumal

- Chetumal

- Caye Caulker

- San Ignacio

- Tikal

- Flores

- La Ceiba

- Utila (com curso de mergulho)

- Antigua

- San Cristobal de las Casas

- Cidade do México

 

Gastos, planejamento e preparativos:

E agora?

 

Passagem: Guarulhos x Cidade do México x Guarulhos = R$ 2.207,00 pela Copa Airines

Passagem: Cidade do México x Cancún = R$ 299,00 pela Aeromexico

Obs: pesquisei em todos os sites possíveis, de agências e das próprias companhias e no final acabei comprando as duas com um amigo meu que hoje é dono de uma agência pois ele conseguiu preços mais baixos que no site das próprias companhias aéreas. Se você quiser mais uma opção nas suas próximas cotações, mande um e-mail pra ele, diga que foi indicação do Sorrent e chore um descontinho ::tchann::. joaopaulo@agileturismo.com.br

As dúvidas agora eram, quanto dinheiro levar e como levar? Depois de me informar por aí, resolvi levar uma quantia de U$ 75,00 por dia, portanto para os meus 35 dias levei U$ 2.675,00 que acabou ultrapassando em 1 dólar (nossa, to rico ::lol4::). Essa quantia foi suficiente mas nos padrões bem mochileiros, sem abusar porém se permitindo beber sempre nos bares dos hostels e uma vez ou outra comer feito gente, não sempre, é claro. :D

Muitas pessoas falam que a América Central é perigosa e isso pode influenciar na sua escolha sobre como levar seu dinheiro até porque essa é uma grande preocupação das pessoas ao viajar, uma preocupação muito pertinente por sinal. Hoje posso dizer que ir para o Guarujá em São Paulo é mais perigoso do que qualquer um dos lugares por onde passei, mas antes de viajar não sabia disso e até cheguei a considerar a possibilidade de levar metade do dinheiro em VTM afinal não era pouco dinheiro, mas, porém, todavia, contudo, entretanto, uma vez Sorrent, sempre Sorrent e eu com minha eterna mania de não me preocupar muito pois no final tudo dá certo, resolvi apostar no meu moneybelt velho de guerra, soquei tudo nele e corri pro abraço. Até pensei em técnicas de guerrilha para utilizar o moneybelt. Agora em vez de levar ele preso no peito, levava ele preso na parte de trás da coxa. Esse método funciona e muito bem se você usar uma calça não muito apertada como jeans por exemplo. Como eu deixei todas as minhas leggings no Brasil, deu muito certo. ::lol4::. Mas o ideal pra mim é fazer isso sem o passaporte no moneybelt. Aí você me pergunta: por que isso? ................. vai, pergunta..................

Siga meu raciocínio, caro mochileiro e veja se você concorda. Se não concordar também, azar o seu ::lol4::. Supondo que você seja assaltado(sim, você deve considerar a possibilidade), moneybelt é uma coisa até manjada que as pessoas levam geralmente no mesmo lugar(cintura, peito...), aí o meliante, que provavelmente deve ser corintiano ::tchann:: pede o moneybelt, você diz que não tem e levanta a camisa (ele está lá na sua coxa) se você tem seu passaporte com você, dá pra jogar um "olha, até meu passaporte está aqui", afinal moneybelt é para dinheiro e documentos e o seu lugar mais seguro seria onde você guardaria não só seu dinheiro mas também seu passaporte, e como dificilmente alguém vai querer roubar só seu passaporte você pode se livrar de perder todo seu dinheiro. Aí você que muito espertamente terá na carteira o "dinheiro do ladrão" corre o risco de perder, sei lá, cem dólares talvez, em vez de milhares. Eu levei o moneybelt na coxa quase sempre e não tive problemas mas se nada disso fez sentido pra você, é só levar o VTM que também funciona, a diferença é que quem vai te roubar nesse caso são os bancos :wink: .

Mas se for levar tudo em dinheiro como eu, qual moeda levar? Bom, esqueça reais, yene, rúpias, sal para troca, etc, leve dólar, apenas dólar. Em grande parte dos lugares você pode pagar diretamente com a moeda americana, sem a necessidade de troca, às vezes compensa, às vezes não, mas se você precisar trocar não terá dificuldade.

Por último e não menos importante, os vistos. Para nooooooooooossa alegria não é mais necessário visto para nenhum desses países mas não se esqueça que o passaporte deve ser válido por pelo menos mais 6 meses.

Resumindo a bagunça toda, como consegui os dólares com um amigo trambiqueiro a uma taxa de 2,25, levei então o equivalente a R$ 6.018,75, somando isso às passagens aéreas, o gasto total na viagem foi de R$ 8.524,75.

É uma viagem cara? Sim mas vale cada centavo. A única situação em que eu não recomendo fazer esta viagem é no caso de ser seu primeiro mochilão, não porque não vale a pena mas porque você pode começar gastando bem menos na América do Sul por exemplo, agora se mesmo assim é sua primeira viagem, você sonha em conhecer o Caribe desde criancinha e está sobrando dinheiro, antes de tudo deposite um pouco na minha conta :D, depois é só arrumar as malas.

 

Vamos ao que interessa?

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    Marcos Hoffman

    Fala Sorrent, blz ?   Desses países qual foi o que você gastou mais ? E qual gastou menos ?   Você acha que teria gastado menos se tivesse passado esses 35 dias só no Mexico ? Ou você acha que da

  • Valeu Edu. Cara, quanto ao curso, não sei se tem curso de mergulho em Roatán mas se tiver pode ter certeza que será mais caro que em Utila. Com um inglês básico acho que você consegue fazer o curso

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Dia 24

Fim das aulas

 

Uma coisa que é bom saber é que mesmo tendo os vídeos, as aulas e os exercícios em sala, você ainda terá lição de casa todos os dias. :|. Nada que seja muito complicado mas você terá que dedicar um tempinho do seu dia para procurar as respostas no livro, coisas do tipo: velocidade máxima de subida, coisas que não se deve fazer enquanto mergulha, como prevenir "bends", sinais manuais para xavecar mulheres debaixo d´água, etc etc.

Nessa manhã era nossa prova teórica final que já era corrigida na hora e assim caso você precisasse já poderia chorar uma segunda chance. No nosso caso não foi necessário pois passamos direto :D.

Mais uma vez perdemos a manhã toda na sala de aula e depois fomos comer alguma besteira em algum lugar da ilha, provavelmente comemos uma baleada, gostamos daquilo.

 

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À tarde fomos fazer dois mergulhos e dessa vez em alto mar. Passamos a tarde toda na água entre mergulhos e deslocamento até os locais, foi ótimo. ::otemo::. Foi uma espécie de prova prática pois tudo que havíamos aprendido e praticado no confined water agora teríamos que fazer num mergulho de verdade.

 

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Infelizmente minha gopro antiga não é boa pra fotos submersas então não deu pra tirar mtas fotos mas vão lá e mergulhem, é sensacional.

 

Quando voltamos ficamos sabendo que haveria uma festa à fantasia no Tranquila à noite e o Natan estava nos incentivando a improvisar uma fantasia para entrar no clima, resolvemos tentar.

Descansamos um pouco, passeamos pela ilha, olhamos umas lojinhas de tranqueiras pra tentar comprar algo para as fantasias algo mas sem muito sucesso. Ainda procuramos uma lavanderia e depois de algum tempo conseguimos achar uma por L$ 100,00 cada leva de roupas mas acabei desistindo e lavei minhas camisetas no chuveiro mesmo :D. Voltamos e ficamos no bar.

 

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À noite enquanto caçávamos algo para comer encontramos as canadenses com mais três caras em um lugar comendo, até puxamos conversa, falamos sobre a festa mas como não fomos muito com a cara deles logo fomos embora e não demos mais muita bola pra elas. Vida de mochileiro, amigos vêm e vão.

Enquanto estávamos no bar, encontramos as duas americanas novamente, aquelas que haviam ido para a gruta conosco no primeiro dia. Comentamos da festinha do bar e como não estávamos fazendo nada decidimos comprar umas garrafas de vinho no mercado e ficar por lá passando o tempo.

 

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Compramos as bebidas e ficamos um bom tempo lá no deck, enrolando e conversando com as americanas. Aos poucos o bar ia enchendo.

Um alerta que eu devo fazer é sobre a cerveja de Utila, eu odeio cerveja mas até consigo suportar algumas só que aquela consegue ser a pior que já tomei na vida, experimente e boa sorte.

 

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Papo vai, papo vem, álcool sobe, coordenação motora desce e eis que rolou uns beijinhos na americana. Isso é bom, certo? Não pois foi uma coisa bem bizarra. Eu estava lá esbanjando sensualidade quando do nada a menina fica meio eufórica e levanta dizendo que precisa ir embora e do nada sai correndo pro hostel. :shock:

Meio que sem entender nada fiquei lá na minha curtindo aquele vinho ruim que havíamos comprado e só curtindo a música. Quando Saulo saiu pra ir ao banheiro um tempo depois cheguei na amiga da americana e perguntei o que havia acontecido, se eu havia feito alguma coisa. Ela disse que não, que a amiga dela gostou de mim mas estava com receio. Receio do que minha filha? Ahhh aí desisti de vez, só mulher maluca nessa viagem. ::lol3::. Que se dane, a noite estava boa, tinha bebida, tinha bar, tinha festa, tinha mar e tinha deck, eu ia curtir o lugar e não me preocupar com a frescura dos outros.

A noite foi ficando mais animada mas dessa vez eu nem me preocupei tanto em aproveitar a festa, fiquei só tomando umas no segundo andar do deck mesmo e curtindo a música. O engraçado é que na tal festa à fantasia o único que apareceu fantasiado foi o Natan nosso instrutor, ninguém mais foi. Curiosamente isso não impediu que algumas garotas ficassem lá babando nele, que com um lençol e um tridente improvisado estava de Poseidon.

Ficamos até de madrugada por lá e nem sei que horas fui dormir, só sei que a trilha sonora dessa noite pra mim foi

, não sei bem o porquê só que quando tocou eu estava tão doido que viajei.

Foi uma noite bem legal.

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Dia 25

 

 

Era o último dia de curso. Não mais com aulas teóricas mas somente com mergulhos para praticarmos tudo o que aprendemos antes. O legal é que esses exercícios são feitos num local real de mergulho. No mar é tudo mais legal. Fico imaginando hoje que fazer esse curso em piscina deve ser um tédio.

 

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Saímos às 7:00 da manhã e passamos o dia todo na água. Por volta das onze horas e após todos passarem nas provas práticas rolou uma dancinha debaixo d´água para comemorarmos, éramos oficialmente open water divers, foi bem legal.

Algo que vimos acontecer e todos devem levar em conta que pode acontecer consigo é o fato deter algum problema que te impeça de terminar o curso. O Dean, o israelense que estava conosco, teve uma infecção no ouvido durante o curso, teve até que ir ao médico e não conseguiu fazer os últimos mergulhos, teve que sair no meio nesse dia. O detalhe foi que nós estávamos na água quando ele saiu e do nada vimos que ele não estava por perto, agora imaginem eu e o Saulo nos perguntando debaixo d´àgua “cade o homem bomba?” só com gestos. Foi engraçado.

Voltamos, comemos alguma besteira na lanchonete da escola e depois voltamos para a sala de aula para as solenidades de fim do curso (preencher formulários e tirar foto).

Uma coisa que percebi é a dificuldade e conseguir opções para comer bem em Utila, pelo menos a um preço acessível. Provavelmente você não encontrará algo do tipo “prato feito”. Qualquer restaurantezinho vai te custar umas boas lempiras, nada absurdo mas às vezes no final da viagem você precisa economizar um pouco mas sem viver apenas de lanches. Escolhemos um bar/restaurante mais arrumadinho lá e almoçamos decentemente.

Esse dia era um domingo e como viemos a descobrir é proibido beber aos domingos então tudo parecia com um ar meio morto. Como não tinha muito o que fazer tiramos um cochilo.

 

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No final da tarde voltei à escola para pagar o curso e pegar meu passaporte de volta. Caso você comece o curso e esteja sem dinheiro na hora basta deixar seu passaporte e pagar depois, é como uma garantia. O que achei ruim na hora do pagamento foi que ninguém havia nos avisado que sobre o valor do curso incide um imposto do governo de alguns “por cento”, portanto no final das contas nosso curso de U$ 269,00 passou para U$ 309,00. Como se isso não bastasse viemos a descobrir que o Dean pagou U$ 250,00 dólares no curso (sem as taxas) ou seja, todo aquele papinho de desconto pois éramos brasileiros não colou. Aparentemente se você chorar consegue pagar ainda menos. Pra melhorar mais, depois ficamos sabendo que as canadenses pagaram o mesmo preço que nós na outra escola. Não sei o nome da escola delas, não sei se o curso foi bom e etc, só sei que fica na mesma rua do Parrots e tem tipo uma prainha. O que quero dizer é que vale a pena dar uma pesquisada antes, não faça como nós e caia no conto do pessoal que te aborda no ferry. Não reclamo do nosso curso, pelo contrário tudo correu muito bem e o pessoal é super simpático mas não custa ver as outras opções.

Como era domingo e não havia muita coisa para fazer, o jeito foi enrolar por lá, dar uma volta pela ilha, parar em algum lugar para comer algo, nada muito emocionate. Em Utila você não encontrará baladas ou lugares mais agitados para ir, tudo se resume ao bar da escola e um ou outro pela ilha por isso se você for sozinho para lá trate de se enturmar rápido pois os 5 dias de curso podem ficar meio entediantes, digo isso, após as aulas. Talvez isso não seja difícil pois pelo que vimos lá quem faz o curso fica em quartos compartilhados então sempre vai haver alguém pra conversar, nós é que ficamos em quartos privados e demos azar de no começo do curso estarmos só o Saulo e eu nas aulas, mas enfim acho que isso é mais questão de sorte. De uma forma geral Utila e seus cursos de mergulho são altamente recomendados.

 

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Passamos o resto do dia, já estávamos com a cabeça no próximo destino.

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Dia 26

La Ceiba de novo

 

Já mergulhadores certificados para fazer as mais diversas cagadas em até dezoito metros de profundidade, saímos às 06:30 para o nosso fundive. Fundives são mergulhos organizados pelas escolas para quem já tem o curso. Você pode pagar por eles individualmente mas no nosso caso já estava incluído no preço do curso.

Nesse dia como já não estávamos mais em curso fomos com um guia e não mais com a nossa instrutora. Pra mim foi o mergulho mais legal de todos. O lugar, o fato de já não estar mais em constante supervisão, o guia também era muito engraçado.Uma hora ele alinhou todos nós no fundo do mar, pediu para tirarmos as nadadeiras e fez uma contagem regressiva para a largada. Fizemos uma corrida embaixo d´água. Outra hora ele tirou uma garota para dançar. No fundo do mar tudo fica mais legal. Um detalhe é que no fun dive quem é open water faz o mergulho mesmo com quem já é avançado e o guia fica de olho e orientando todos com relação a profundidade. Às vezes dá uma certa inveja quando ele fala pra você permanecer em 18 metros quando outros estão lá em 25. Não inveja mas sim vontade de fazer o curso avançado. Eu pretendo.

Nesse dia mergulhamos em um pequeno naufrágio, um que aparece no vídeo, não era nenhum Titanic mas foi bem bacana

 

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No final do mergulho comecei a sentir um pouco de dor no ouvido esquerdo e senti dificuldade de equalizar (vocês vão aprender o que é isso). A sorte é que foi bem no final então não me prejudicou muito mas é bom para lembrar aquilo que aconteceu com o Dean.

Voltamos para a escola às onze e pouco, almoçamos, preenchemos nosso log book de mergulho e estávamos finalmente prontos para seguir viagem.

 

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No dia anterior havíamos conversado com a Tatiana sobre nossos planos de seguir para Antigua na Guatemala e pegamos algumas dicas com ela, que inclusive disse que conhecia um hostel bom e La Ceiba para passarmos a noite e seguirmos no dia seguinte pois o ônibus só saia pela manhã.

Após o fim do curso e organizar as coisas voltamos para conversar com a Tatiana e ela disse que já havia preparado tudo, que assim que chegássemos na balsa em La ceiba haveria aguém do hostel nos esperando para nos levar, achamos ótimo. Não posso negar que ela foi super simpática conosco.

Nos despedimos de todos, tiramos fotos e às 13:15 pegamos nosso tuc tuc para o ferry por L$ 30,00 cada um.

 

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Sem dúvidas Utila foi um capítulo bem interessante na minha vida. Pode não ter sido o lugar com mais festas e agito mas passar esses 5 dias lá é algo que eu recomendo a todos. Se você for acompanhado, a ilha é muito tranquila. Se você for solteiro, seu curso e o bar da sua escola vão te fornecer tudo o que precisa.

Pagamos mais U$ 26,00 no ferry para retornar a La Ceiba. Pode comprar na hora sem medo.

Quando chegamos em La Ceiba rodamos um pouco procurando alguém que estivesse nos esperando e nada. Procuramos mais e nada. Ou a pessoa enrolou a Tatiana, ou ela nos enrolou. Não creio na última opção. Do nada cruzamos com Dean e um outro israelense por lá que também iriam pra Antigua e também estavam sem hospedagem, aliás esse outro israelense era o da festinha na escola de mergulho, aí descobrimos que ele não era funcionário, ou sejam fizeram um bolo pro cara, bacana isso.

Depois de alguma conversa vimos algumas meninas entrarem num táxi. Se não me engano o Dean perguntou para o taxista aonde elas estavam indo. Quando taxista disse que levaria elas para um hostel, eles resolveram pegar outro táxi e seguir elas. Quem não faria isso? Hehehhe.

Antes o israelense pegou o telefone do hostel com o taxista e ligou para confirmar se havia vagas. Havia. Fomos.

Pagamos L$50,00 no táxi até o hotel El Estadio, não sei o endereço mas como o nome sugere fica ao lado de um pequeno estádio, fácil de achar caso você precise. O hotel era bom para as nossas necessidades mas na verdade eu ainda sugiro que você tente achar algum lugar mais empolgante em La Ceiba, não pelo hostel mas sim pelos arredores. Na verdade ainda acho que em La Ceiba não há nada empolgante para ver ou fazer.

Chegamos, assistimos o final de um jogo no Brasil e fizemos nosso check-in. O quarto compartilhado nos custou U$ 9,00.

No caminho perguntei para o taxista sobre onde podia compra uma camiseta do time de futebol de Honduras para dar de presente para um amigo. Ele disse que havia um shopping chamado La Diunsa e que nos levaria lá depois de acertar tudo no hostel.

Saímos como taxista e fomos até a tal loja onde comprei a camisa por U$ 60,00 (presente caro, não?). Aproveitamos o shopping para comer alguma coisa nos fast foods, demos um rolê por lá e o taxista ficou conosco o tempo todo, super simpático. Na volta o engraçado foi que o taxista parou do nada em uma rua, saiu do carro e foi falar com um amigo seu que estava pintando algum anúncio em uma parede. Ele ficou lá uns 10 minutos ajudando o cara a pintar enquanto nós ficamos esperando. Coisas de Honduras.

 

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Na volta conversamos com o recepcionista do hostel sobre como ir para Antígua na Guatemala, descobrimos que as outras 4 meninas irlandesas também iriam para lá então ele tentou arrumar um transporte privado para nos levar mas acabou não dando certo.

O hostel não estava animado pois estava vazio, exceto por nós, os dois israelenses e as 4 meninas mas que não eram de muito papo.

Perguntamos para o recepcionista se havia algo para fazer ali por perto e ele disse que não e que inclusive era meio perigoso à noite. La Ceiba ficou ainda mais gravada na minha mente como cidade apenas de passagem.

Descobrimos então que o jeito para ir até Antigua seria por ônibus convencional pela empresa Hedman Alas e que ele sairia bem cedo no dia seguinte pois a viagem dura o dia inteiro. Acertamos com o mesmo taxista para nos buscar na madrugada seguinte e enrolamos o resto da noite.

Caso você precise passar a noite em La Ceiba, mande uma mensagem para o dono do hotel El Estádio na página do Facebook dele, o cara é gente boa e com certeza vai ajudar com transporte ou algo que você precise.

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Dia 27

Um dia no busão

 

Tivemos que acordar muito cedo pois às 04:35 o táxi passou para nos pegar. As irlandesas saíram poucos minutos antes. Nem conversamos muito mas como sabíamos que todos estavam indo para o mesmo lugar tentamos um mínimo de interação.

 

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Dean seguiu também conosco mas o outro israelense iria para outro canto então fomos somente os três. Dividimos a corrida que saiu L$50,00 para cada e fomos para o terminal da empresa Hedman Alas. Lá compramos nossas passagens por U$ 61,00. A passagem pode ser paga diretamente na moeda americana mas lembre-se que como sempre você terá um câmbio desfavorável no troco, tente ao menos não pagar com uma nota de cem dólares.

 

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O trajeto até Antígua dura o dia todo e infelizmente não há ônibus noturnos, primeiro porque devemos cruzar a fronteira e isso só pode ser feito durante o dia e também porque o trajeto não é direto, envolve algumas trocas de ônibus o que creio que ficaria mais difícil de madrugada.

Às 08:30 da manhã chegamos ao terminal de San Pedro Sula, o mesmo pelo qual passamos na vinda então nenhuma novidade para nós. Apenas fomos comer alguma coisa na praça de alimentação junto com o homem bomba :D. Chamamos as irlandesas mas elas foram pra outro canto.

Tivemos que ficar enrolando no terminal pois o próximo ônibus saiu somente às 10:20. Pelo menos a Hedman Alas tinha uma salinha de espera e ficamos vendo algum jogo da copa. Mais algumas horas de viagem e a próxima parada foi em Copán às 13:55. Já fica a dica para quem tem interesse em visitar esse sítio arqueológico pois pode-se comprar a passagem até Copán apenas, pela Hedman Alas. Na verdade a passagem até antígua é uma soma de vários trechos que a empresa faz.

Enrolamos mais algum minutos na parada, comemos algo rápido, conversamos brevemente com as irlandesas pois vimos que elas usavam a camiseta de "wild rover survivor" o que já nos fazia ter algo em comum e já fez com que elas subissem em nosso conceito apesar do jeito de fresca que tinham.

Às 14:20 saímos de Copán e paramos às 15:20 para cruzar a fronteira. Fila, formulários e uma taxa equivalente a três dólares por serviços migratórios. Nenhum problema aqui, seguimos em frente e agora pelo menos aviagem seria um pouco mais longa, dando para descansar um pouco no busão.

Às 20:30 chegamos Guatemala City. Dentro do ônibus rodamos um bocado dentro da cidade e deu pra ter uma noção dela. Pareceu uma cidade grande como qualquer outra, nada muito emocionante mas digo isso pois eu não imaginava ela como uma cidade grande. Não estava no meu roteiro mas talvez eu devesse ter cogitado a possibilidade de passar um dia nela. Em Guatemala City todos desembarcaram pois era o ponto final para a maioria, apenas eu, Saulo, Dean (homem bomba) e as irlandesas seguiríamos para Antígua então seguimos até lá em uma van, já incluída na passagem.

Foi praticamente um tour privado e como o carro era bem menor deu pra falar com as irlandesas. Descobrimos que elas estavam indo para um tal de Jungle Party Hostel e, como não tínhamos destino certo, mais uma vez seguimos elas. :D . O motorista também era bastante simpático e foi nos falando um pouco sobre a Guatemala e nos lembrou que Guatemala City por ser grande também tem seus perigos. No final das contas depois de alguma conversa pedimos para ele nos levar até esse tal hostel e ele topou. ::otemo::

Rodamos por alguma ruazinhas de Antigua e finalmente achamos o hostel, paramos na frente, perguntamos sobre vagas e como tudo deu certo, demos Q$10,00 cada um para o motorista como gorjeta.

Ao fazer o check-in soubemos que havia vagas mas não nos quartos propriamente ditos mas sim no loft do hostel que nada mais é do que o sótão do hostel adaptado com colchões no chão e lockers. Ele é um pouco mais barato que os quartos e como era a única opção aceitamos. Eu acabei gostando disso, foi diferente. O loft custava Q$ 65,00 pela noite mas como não tínhamos trocado e já era tarde para achar algum lugar aberto deixamos nossos passaportes na recepção como garantia e subimos.

 

O endereço do hostel é:

6 Avenida Norte, 20

Entre a 2ª e a 3ª calle poniente

 

 

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Como passamos o dia todo no ônibus e não comemos nada decente resolvemos tentar achar algum lugar. A garota da recepção nos disse que havia um restaurantezinho indiano na rua do hostel e que seria a única opção. Fomos todos para lá, inclusive as irlandesas.

 

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Nos sentamos todos juntos e entre uma comida e outra pudemos conversas um pouco com as irlandesas, Laura, Lori e outra mais feinha que não fiz questão de decorar o nome. Descobrimos que elas eram até que simpáticas embora fechadas e meio fresquinhas (aparentemente), mas como eu havia dito que desencanei de mulheres nessa viagem não estava ligando muito para elas mesmo, era apenas aquela vontade de conversar com alguém diferente num país diferente.

Terminando de comer, vi que a última garfada no meu prato seria numa vagem, ou o que me pareceu uma vagem :D. Inocentemente dei-lhe uma bela mordida. Biiiiiiixoooooooo aquilo era uma pimenta. Não não, uma pimenta indiana com traços guatemaltecos e vinda aparentemente das profundezas do inferno. Aquilo arrepiou e ardeu até os cabelos do ........ dedão do pé. Fiquei acho que algumas horas com a boca anestesiada xingando os conterrâneos do

.

Era tarde, estávamos cansados então a única coisa que fizemos foi tomar um banho e dormir mas a primeira impressão do hostel foi muito boa.

Em Antigua guarde esse nome: Jungle party Hostel.

Editado por Visitante

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Boa noite! Primeiramente agradeço o relato. Estou pegando várias dicas! ::cool:::'> Planejo ir à Caye Cauker partindo de Cancun. Você sabe se consigo fazer o retorno Caye Cauker-Cancun em apenas um dia? Desde já agradeço.

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Cara como você vai de Cancún até Caye Caulker direto? fechou com alguma agência? Eles estão longe um do outro.

Se foi por agência eu imagino que eles vão te levar por terra até Chetumal e depois seguir de barco, algo que você pode fazer por conta própria por um preço mais baixo. Em Caye Caulker o único transporte para o México também é até Chetumal na fronteira.

Dá para voltar em um dia sim até Cancún mas você terá que pegar um barco De Caye Caulker até Chetumal e depois um ônibus até Cancún. Esse ônibus leva cerca de 5 horas até Cancún. No site de empresa ADO você pode checar os horários e preços dos ônibus.

 

 

 

Abraço

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Na verdade pretendo descer a Riviera Maya devagar, de ônibus, ficando uns dias em cada lugar, até chegar em Chetumal e de lá pegar a embarcação para Caye Caulker. A dúvida era se na volta bate o horário da embarcação com o ônibus, para não ter que dormir em Chetumal.

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Ah sim tranquilo, é só sair no barco da manhã de Caye Caulker. Dá tempo sim.

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Sorrent seus relatos são ótimos, e as fotos são show de bola, estão entre os melhores daqui!

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Sorrent, primeiramente parabéns e obrigada pelo relato! Estou pegando várias dicas contigo!!

Vou fazer essa viagem em abril e a princípio chegaria em San Pedro Sula (Honduras) e de lá, além das ilhas, também cruzaria a fronteira para Guatemala e Belize... mas ultimamente tenho lido coisas bem ruins a respeito de Honduras e San Pedro Sula foi considerada a cidade mais violenta do mundo pelo terceiro ano consecutivo... e como vou sozinha estou um pouco de receio, pois teria que chegar em San Pedro Sula e passar por La Ceiba sozinha, incluindo um pernoite por lá! Vc que esteve lá recentemente sentiu que o lugar é de fato perigoso? Se eu estivesse com mais alguém não pensaria duas vezes, mas fico me imaginando tendo que pegar um taxi sozinha, pedir informações, encontrar um lugar para me hospedar, cruzar a fronteira... estou bem acostumada a viajar sozinha mas também não quero correr riscos desnecessários! Tenho pensado seriamente em mudar minha passagem, deixar Honduras de lado por ora e fazer apenas Guatemala e Belize... vc achou esses dois países mais seguros? Acha que é uma viagem mais tranquila para uma mulher fazer sozinha, incluindo a fronteira? Ou tudo a mesma coisa?? rsrs

Desde já agradeço!! Qualquer opinião será super benvinda e me ajudará a tomar uma decisão!

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