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Olá viajante!

Bora viajar?

Bolívia,Chile & Peru: 27 dias na estrada (Julho de 2014)

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Comecei a escrever esse relato no momento mais triste da viagem: o inevitável fim. Como diz o velho ditado, "Tudo que é bom dura pouco"...

 

É incrível como 27 viajando mexeram tanto comigo e o quanto aprendi com os vários perrengues, amigos e amigas que acabaram tornando meu mochilão tao inesquecível.

 

Espero conseguir inspirar aventureiros e apaixonados por viagens com esse pequeno resumo de como foi minha experiência pela América do sul. Que esse relato seja a gota d' água e um bom livro de dicas para ajudar em sua viagem.

 

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Cotação (1 dólar)

 

= BOL6.85 ~ BOL6.95 - BOLIVIANOS

= S/. 2.70 ~ S/.2.78 - NOVO SOL

= C/. 550.0 - PESO CHILENO

 

 

Momento aguenta coração, preparando para a viagem

 

Minha trip pela Bolívia, Chile e Peru foi realizado em Julho de 2014, mas já estava sendo planejada desde os 13 anos de idade, quando era apenas um garoto sonhando em desvendar os segredos de Machu Picchu. Eu cresci num meio onde tive a honra de conhecer pessoas que me inspiravam com suas histórias de viagens, como um professor que tive que viajou por 5 países da América do Sul em apenas um mês. Também desde cedo assistia documentários e ficava cada vez mais inspirado em realizar essa incrível jornada.

 

O planejamento mesmo começou no meio de 2013, porque inicialmente a viagem deveria acontecer em Janeiro de 2014, mas ocorreram imprevistos que me fizeram adiar a viagem para o meio do ano.

 

Simplesmente devo 90% ou mais da informação que adquiri ao mochileiros.com, que foi onde pude vivenciar através de vários relatos a grande aventura que seria esse mochilão. Também consegui bastante informação no livro Guia do Viajante Independente: América do Sul, o qual recomendo bastante. DICA: Muita gente me chamou de doido quando disse que resolvi ir sozinho para a viagem e diziam que não teriam coragem de fazer algo assim, mas a minha dica pra quem deseja ter essa coragem ou já tem de sobra é: adquira informação! O que fez minha viagem ser perfeita no meu ponto de vista foram as dicas que obtive lendo os relatos do fórum, folheando o guia do viajante e também vendo documentários sobre os lugares que queria visitar. Sempre que acontecia um imprevisto o que me salvava era ter um plano B, e isso só acontecia porque eu tinha bastante informação sobre os vários locais por onde passei.

 

Para aqueles que ficam receosos em viajar sem ninguém como companhia posso garantir: vocês irão sozinhos mas só ficarão sem companhia se quiserem. Eu fui só mas em nenhuma parte da viagem fiquei sozinho, muito pelo contrário, acabei conhecendo pessoas maravilhosas que foram as responsáveis pelo 100% de aproveitamento da viagem.

 

O que levar

 

Levei para a viagem 1400 dólares, que foram mais que suficientes. Tenho certeza que é possível gastar até menos. Eu demorei a aprender como economizar bem na viagem mas até que para um aprendiz de mochileiro economizei bastante :mrgreen: Eu salvei muita grana mas em algumas partes da viagem isso não foi possível e por isso acabei gastando um pouco mais do que esperava e também comprei uma mochila em La Paz, porque a de ataque tinha estragado na trilha Inca. Foi bem barato mas não igual eu pensava que seria ao ler outros relatos.

 

Roupas e equipamentos que levei na viagem

 

  • 2 calças jeans
    5 camisas de algodão
    2 camisas dry fit
    1 calça de moleton
    1 calça tectel
    3 bermudas
    muita cueca e meia
    1 corta vento bem acolchoado
    1 fleece
    1 blusa de lã
    cachecol
    gorro
    luva
    boné
    2 toalhas
    lanterna
    hawaianas
    repelente
    óculos de sol
    Remédios e produtos de higiene
    câmera
    RG e cópia autenticada
    Certificado de Vacinação contra Febre Amarela
    Guias e dicas de viagem impressos

 

1º Dia (02/07)

 

Como disse anteriormente, já estava sonhando com essa viagem a muitos anos, então a ansiedade para chegar logo na Bolívia era imensa. Peguei um voo em Belo Horizonte que tinha escala em São Paulo. Lá conheci Bruna, que foi minha companhia por alguns dias da viagem.

 

Chegamos em Campo Grande a noite e de lá fomos direto para a rodoviária, que era a única na cidade, e por isso fácil de ser encontrada. Já na rodoviária, descobrimos que teríamos que esperar até 2h da manhã, pois esse era o horário do primeiro ônibus que tinha como destino a cidade de Puerto Quijarro, onde se encontra a fronteira do Brasil com a Bolívia. DICA: Não compre passagem para Corumbá, além de ser mais caro, o ônibus não para na fronteira e sim em Corumbá, onde terá que ter um gasto maior por causa do taxi até a fronteira. Peça o vendedor do guichê da empresa Andorinha passagem para a fronteira com a Bolívia.

 

Nesse dia gastei R$180 com a passagem aérea, R$ 40 com o taxi do aeroporto até a rodoviária e R$ 80 com o ônibus para a fronteira.

 

2º Dia (03/07)

 

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Depois de viagem em um ônibus cheio de bolivianos, percebi que realmente estava começando a aventura. Cheguei em Puerto Quijarro de manhã e fiquei surpreso quando avistei da janela do ônibus uma agência da TAM (transporte aéreo boliviano), porque precisava comprar a passagem de avião de Santa Cruz para Sucre, que muitos me disseram ser um trecho bem precário e que a viagem de ônibus é um verdadeiro pesadelo. Paguei um pouco caro na passagem porque não queria correr o risco de não conseguir comprar a passagem na hora. Foi $58 mas é possível comprar também pela internet pelas empresas BOA (http://www.boa.bo/bolivia/inicio) e Amaszonas (http://www.amaszonas.com/). Se a compra for pela internet é preciso também apresentar no aeroporto o cartão com o qual o pagamento foi efetuado.

 

Depois de comprar a passagem e trocar alguns dólares tive que ir na divisão de migração brasileira para adquirir o documento com a data de saída do país. Foi bem rápido, diferente da migração boliviana que me fez esperar mais de 2h na fila com o sol forte que tem naquela região. DICA: Troque pouco dinheiro em Puerto Quijarro, a cotação não é tão favorável. Acho que isso é um padrão existente em todas as fronteiras que passei durante a viagem.

 

Logo depois peguei um taxi para a estação ferroviária (onde compra a passagem para o trem da morte) e em frente aproveitamos para comer um pollo picante (que de picante só tinha o nome ::hãã2:: ).

 

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Já era mais de meio-dia e o trem saia as 14:30, o Super Pullman. Por isso fui logo comprar a passagem. Foi nessa hora que ocorreu um dos maiores perrengues da viagem, que realmente virou uma história muito engraçada mas que quase ninguém acreditava quando eu contava. Eu estava todo feliz porque não havia achado tão ruim a culinária boliviana que era tão criticada por muitos. O problema é que essa felicidade durou pouco, porque ao tentar comprar o ticket do trem fui atendido por um funcionário muito mau-educado, aquele famoso tipo que está trabalhando no lugar errado, porque realmente não sabe lidar com pessoas. Eu só ficava cada vez mais irritado porque eu nem conseguia falar direito e o imbecil só sabia gritar que não haviam mais passagens enquanto não me deixava nem responder. Pelo visto ele tratava todos dessa forma e isso descobri ao falar com umas garotas americanas que não entendiam o motivo do nervosismo do vendedor.

 

Nessa hora fiquei bastante revoltado pelo tratamento daquele sujeito mas nesses momentos o melhor é sentar, relaxar e pensar numa solução para o problema. Infelizmente esse não seria o único mau-humorado da viagem então se preparem para enfrentar esse tipo de problema... Foi então que lembrei de ter lido em um relato que alguns cambistas também vendiam a passagem, nisso olhei para a janela da sala e vi alguns homens na porta da estação. Desci correndo os degraus e depois de conversar com um deles tive a confirmação de que seria possível conseguir as nossas passagens, mas para isso seria necessário um pouco de gorjeta (muito comum na Bolívia). Então concordei com ele, dizendo que pagaria a mais se fosse necessário porque caso contrário não conseguiria pegar o trem. Tinha a outra opção: o ônibus. Mas dessa forma eu não poderia saber como era a viagem pelo famoso Trem da Morte.

 

Após muita espera o problema foi resolvido. Para minha surpresa veio um dos guardas do trem conversar comigo e o sujeito tinha muita cara de malandro. Parece que eles possuem as últimas passagens do trem e vendem mais caro para os bobos que igual eu deixam para comprar de última hora. É surpreendente mas os guardas também ganham propina nessa jogada... ::hein:

 

Saiu BOL100 (BOL70 da passagem e BOL30 de propina). DICA: Compre a passagem de manhã se possível para não correr o risco de passar pelo que passei.

 

Finalmente estava iniciando a viagem pelo famoso trem. Antes de embarcar ainda tive que dar mais propina para outro guarda que veio numa naturalidade incrível estender suas mãos para mim pedindo alguns bolivianos. Ainda estava no início da viagem então nem me importei muito. Dei uns 5 bolivianos para ele, mas acho que se isso fosse no final da viagem a história seria diferente. Porque já estava de saco cheio dessas cobranças sujas que acontecem principalmente na Bolívia.

 

A primeira vista o trem era um veículo bem confortável, nada comparado com as lendas que meu professor contava de suas viagens na década de 90. O trem realmente havia melhorado muito nos últimos anos. ::otemo::

 

Algumas horas depois da partida do trem, comecei a me lembrar dos relatos que havia lido aqui no fórum. Era igual a galera falava! Várias cholas entrando e saindo dos vagões, gritando e carregando milhos, carnes em saquinhos de sacolé, chás, frutas, tudo que é possível imaginar. Foi um pouco divertido ter essa experiência porque só nesse momento a ficha caiu e percebi que a viagem havia finalmente começado...

 

No trem foi um pouco difícil dormir. Quando não era uma vendedora quase derramando comida em mim era o guarda pilantra batendo no meu ombro perguntando algo sobre os times do Brasil num espanhol que era mais difícil de entender do que o quéchua... ::mmm: O que ajudou a passar o tempo foi um casal de argentinos muito gente boa que conheci na viagem. Eles estavam realizando o sonho de conhecer toda a América e eu me sentia cada vez mais inspirado a seguir seu caminho depois de escutar a história de todos os lugares maravilhosos por onde eles haviam passado.

 

No trem também há um vagão que é um tipo de restaurante, eles servem refeições a noite, geralmente pollo (frango, que foi o prato mais pedido da viagem). Comi um sanduba que realmente foi a pior comida de toda a viagem. Até o milho com queijo que iria comer mais adiante na viagem, quando estava desesperado com fome, foi mais bem-vindo.

 

3º Dia (04/07)

 

Por incrível que pareça, acordei bem nesse dia. Mesmo depois da noite anterior com várias mini-cholas chorando a noite inteira... ::essa::

 

O trem chegou na estação de Santa Cruz umas 7h da manhã. Despedi do casal argentino e ambos desejamos boa viagem um para o outro. Depois disso, peguei um taxi para o Centro de Santa Cruz. A cidade realmente não é muito turística, então só dei uma volta pelo centro até dar a hora do avião, que era pra sair as 11h.

 

Chegando no aeroporto conheci outro costume da Bolívia: os atrasos comuns. Já havia lido que era normal isso mas não pensei que era tanto. O voo era pra sair as 11h e só sair 14:30. O jeito então foi esperar. Aproveitei para comer novamente o pollo picante( esse era picante mesmo! ::xiu:: ) e descansar até a hora do voo.

 

Na hora do embarque me pediram somente o RG. O certificado de vacinação nunca foi pedido na viagem (mas não é bom correr o risco de ir sem porque conheci pessoas que precisaram apresentar esse documento). DICA: Guarde bem também os documentos de migração, sempre vão te pedir isso. Até em alguns hostels, como o Wild Rover, eles são necessários.

 

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Chegar em Sucre foi tranquilo, o voo foi muito rápido e tinha até um bom lanche a bordo. Mesmo sendo um pouco mais caro recomendo viajar pela TAM.

 

Diferente do avião, o ônibus que faz o trajeto de Santa Cruz para Sucre é um verdadeiro pesadelo. Nas palavras de Alex, um amigo que fez o trajeto de ônibus: " A viagem é um verdadeiro desastre, entrava areia na merda do ônibus, havia buracos na estrada inteira e como se isso não fosse o bastante colocaram até um filme de terror no ônibus tão alto que não deixava ninguém dormir, até uma senhora brigar com o rapaz para tirar o dvd." ::hahaha::::hahaha::::hahaha::::hahaha::

 

Quando cheguei no aeroporto de Sucre já pude notar a diferença em relação a Santa Cruz. Estava saindo quando fui abordado por uma funcionária da polícia turística que me deu um ótimo mapa com dicas e informações sobre as atrações da cidade. A mulher foi tão prestativa que até me indicou uma mini-van barata que levava ao centro de Sucre e esperou ao meu lado o veículo chegar.

 

Paramos na Plaza principal da cidade e pegamos menos de R$0.50 no transporte público sucreño. Depois fui procurar os hostels que eram citados no guia que eu ganhei. Paguei BOL40 num que era muito bem localizado e confortável, mas era com banheiro compartilhado. Depois de deixar as coisas no hostel fui ver o jogo do Brasil contra a Colômbia num Pub da cidade e percebi que a gringaiada mesmo com a vitória do Brasil não achava que o time iria mais longe na Copa. E como sabemos acabaram tendo razão no fim das contas...

 

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A noite já estava cansado de tantas horas viajando mas mesmo assim queria conhecer a vida noturna de Sucre, então procurei alguns lugares recomendados nos documentos que havia trago e foi então que descobri o Joy Ride Pub. Resolvi conhecer o lugar, fica na Calle Nicolas Ortiz 26, perto da praça central. Essa foi a melhor escolha que eu podia ter feito naquela noite. O lugar é incrível. No primeiro andar ficam algumas mesas num ambiente com um som mais leve, próprio para casais que queiram uma noite tranquila. Já no último andar fica o Pub com um clima de balada. As músicas eram excelente e a galera bem animada. Nesse lugar foi onde provei a famosa Sucreña, cerveja típica da região. Entre as cervejas bolivianas essa foi uma das melhores que tive a oportunidade de provar. :mrgreen:

 

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4º Dia (05/07)

Depois de uma noite bem dormida no hostel que infelizmente esqueci o nome, fui desayunar e depois conhecer melhor Sucre. A cidade realmente merece o título de La Ciudad Blanca. Achei Sucre bem mais atraente do que todas as outras cidades da Bolívia. Até o trânsito era organizado. Ouvi um morador dizendo que Sucre era a melhor cidade da Bolívia para se viver. Talvez ele não esteja errado...

 

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Depois de ter uma visão geral da cidade, caminhei até o cemitério, que é famoso por ser o local de descanso de vários personagens da história do país. A caminhada foi cansativa porque Sucre já se encontra a mais de 3000m acima do nível do mar, e para alguém acostumado a caminhar somente nas ruas do Rio de Janeiro, subir as ladeiras de Sucre não foi nada fácil, mas ao mesmo tempo foi bom para acostumar com a altitude das cidades andinas.

 

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No cemitério ficam várias pessoas oferecendo para ser guias em troca de alguns bolivianos. Eu não paguei mas arrependi depois, acho que vale a pena gastar uns trocados para entender melhor o local. O incrível é o tratamento diferenciado que até depois de mortos algumas pessoas recebem. Havia desde personagens famosos enterrados em criptas com ornamentos dourados, até pessoas comuns lutando por 1m² em partes estreitas do local. Resumindo, o passeio é mais histórico mas vale a pena pela beleza do lugar.

 

Após sair do cemitério peguei uma mini-van por alguns poucos centavos, que tinha como destino o Castillo de la Glorieta, que não é tão famoso entre os turistas mas descobri lendo um relato e também pela bela foto do local que estava estampada no guia que a policial havia me dado.

 

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A viagem do cento até o castelo dura uns 20-30min. Chegando lá fiquei surpreso com a beleza do lugar. Realmente a foto era compatível com o castelo de perto, diferente dos MCdonalds que sempre enganam com aquelas fotos... Paguei BOL20 para entrar, com direito ao tour guiado e fotos. Segundo o que entendi o castelo havia sido construído no século 19, a pedido de um dos homens mais ricos da Bolívia. Tratava-se de um dos acionistas das minas de Potosi, que foi um filantropo da época que abrigou vários órfãos numa região do castelo. Também teve importância internacional. Isso é mostrado nos quadros onde o homem era retratado na presença de nobres espanhóis e até junto ao papa. Para construir o local foram chamados arquitetos e outros profissionais da Europa, e por isso o lugar apresenta traços de vários tipos de arquiteturas.

 

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O tour é para quem gosta de história e de observar belas paisagens e construções. Eu recomendo bastante. ::otemo::

 

Depois da visita, voltei para o centro da cidade e passei rapidamente por um museu porque tinha que fazer check-out no hostel. Chama-se Casa de la Liberdad. Recomendo também, pena que não pude ficar muito tempo.

 

Depois de almoçar finalmente um prato que não tivesse pollo no nome peguei outra mini-van em direção ao terminal de buses local. DICA: Não existe rodoviária, e sim terminal de buses. Comprei passagem direto para Uyuni, pois queria chegar rápido na cidade para descansar de no outro dia já começar o passeio pelo Salar. Também pelo que vi em Potosi a única atração é a Mina de Potosi, e na minha visão esse não é um tour muito atrativo. Mas existem pessoas que se interessam em ficar apenas observando a dura realidade dos trabalhadores das minas. São visões diferentes, cada pessoa enxerga o passeio de uma forma, o que recomendo é buscar informações, fotos e vídeos para ver se lhe interessa ou não...

 

No terminal conheci dois baianos que tiveram um papel importantíssimo na viagem. Diego, um dos caras mais animados e engraçados que tive a honra de conhecer, e Yuri, outro que carregava a alegria que só quem foi na Bahia pode me entender. Além disso foi Yuri também o responsável pelas inúmeras fotos perfeitas que tirei no tour pelo Salar de Uyuni e suas belas lagunas.

 

Combinamos de viajar juntos porque eles também não se interessavam pelo passeio de Potosi.DICA: Se for possível tente fechar o passeio em grupo, pois assim é possível pedir um bom desconto.

Quando chegamos no ônibus ficamos conversando até o sono chegar. Nessa hora olhei para trás e reparei um rapaz que parecia estar fantasiado de cholo de tanto aparato boliviano que usava. Mas não parecia ser da região. Engraçado foi que essa grande figura seria mais pra frente um dos grandes protagonistas da aventura que foi minha viagem.

 

A passagem foi BOL60. De Sucre a Potosi foi tranquilo, não achei a estrada tão ruim. O problema foi quando chegamos a Potosi porque estava muito frio e eu não estava bem agasalhado pois quando peguei o ônibus em Sucre eram umas 16h e estava calor ainda. DICA: Sempre tenha uma blusa de frio fácil na bolsa de ataque, o clima na Bolívia e Peru varia muito.

Antes de chegarmos em Potosi, foi estranho porque eu não parava de ter a sensação de que tudo que eu falava o pseudo-cholo entendia. Foi então que o safado revelou que era brasileiro. Esse era Alex, mais um que ingressava na turma. O rapaz era tão doido que não tinha lido nada sobre Uyuni e acabou viajando com pouca roupa de frio mas não aguentou e teve que comprar a fantasia completa de cholo para não congelar naquela região. Esse foi o brother que deu o mini-relato de terror de como é a assustadora viagem de ônibus de Santa Cruz a Uyuni. E também como disse, foi o grande protagonista da viagem porque foi minha companhia durante 90% do trajeto. Sua amizade e companheirismo foram o que fizeram cada momento mochilando ser inesquecível. Como um outro amigo, Raoni, que conheci no fim da viagem dizia: " Num mochilão o que você leva são as amizades que faz com as pessoas que passam pelo seu caminho, os momentos e os perrengues"... Isso é a mais pura verdade.

 

A parada em Potosi foi rápida, só deu tempo de ir ao banheiro e entrar no ônibus para Uyuni. Agora que a coisa complicou. Foi uma viagem que cada hora parecia semanas porque fomos nos últimos bancos e esse trecho da viagem era horrível. Curva para lá e para cá, buracos em todo canto e o motorista ainda por cima estava doidão, foi a viagem inteira mascando folha de coca e tivemos até uma parada de 15min para o maluco por incrível que pareça tomar umas biritas antes de pegar no volante. Aproveitamos também para tomar um café que parecia mais água com pó, que mesmo sendo horrível pelo menos ajudou a esquentar o corpo. O pior também era o frio e a dor de cabeça que ia ficando cada vez pior. Talvez porque estávamos chegando a uma altitude de mais de 4000m... ::Cold:: Nessa hora o que recomendo é relaxar. Não adianta reclamar, tem que torcer para dar tudo certo e ver o lado bom até no café ruim que se toma no meio da estrada. :mrgreen:

 

E eu que pensava que a noite não podia piorar... Chegamos em Uyuni 1h da manhã. Realmente pensei que havia sido um milagre depois de ver o estado do motorista. O frio era insuportável, foi o tempo de pegar as mochilas e correr pro hostel. A vantagem foi que o guia de viagem que levei recomendava esse lugar que era do lado de onde os ônibus param. Pagamos BOL40 e pagaríamos o dobro com certeza só para encontrar um lugar protegido do frio o mais rápido possível. O nome do hostel é El Salvador.

 

::Cold::::Cold::::Cold::

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14º Dia (15/07)

 

Esse seria finalmente o dia tão esperado por todos nós. Eu estava ansioso para chegar em Cusco, conhecer os feitos impressionantes do Incas, mas ao mesmo tempo estava um pouco triste porque comecei a fazer os cálculos e percebi que já estava na metade da viagem e que a mesma infelizmente chegaria a um fim, o que considerei um bom motivo para aproveitar cada minuto do mochilão :mrgreen:

 

Pegamos um ônibus que sai de Lima e faz uma parada em Ica, onde embarcamos para Cusco depois de umas horas de atraso. O ônibus era ótimo, no Peru a maioria deles superava muitos dos que existem no Brasil. O único problema era a minha dor de barriga que não passava mesmo com os remédios, mas no mais a viagem a noite foi boa. Saímos de Ica umas 19h e já sabíamos que a viagem seria longa (em média 14h), por isso o jeito foi tomar um dramin e tentar descansar...

 

Depois de dormir a noite inteira acordamos com uma má notícia. A estrada estava bloqueada por causa de um protesto ou algo do tipo, e por isso iríamos chegar na cidade mais tarde que do o esperado. Eu já havia lido que isso é normal de acontecer, principalmente na Bolívia, então acabei aceitando e aproveitamos para sair do ônibus e esticar um pouco a perna. O lado bom disso foi que o bloqueio era na beira de um rio e então compramos umas frutas das vendedoras que estavam aproveitando a oportunidade para ganhar um dinheiro dos passageiros famintos, e sentamos nas pedras perto do rio, onde até tiramos um belo cochilo. Como disse antes, imprevistos são normais, meu plano era chegar em Cusco mais cedo e já garantir os passeios para os próximos dias, mas com aquele bloqueio não tinha certeza se isso iria ser possível. Por isso nessas horas o importante é relaxar e tentar aproveitar o lado bom.

 

Ficamos parados umas 2 horas na estrada, sentados nas pedras e aproveitando o sol forte que não víamos a muito tempo ::mmm: Quando o protesto acabou, voltamos ao ônibus e o restante da viagem foi rápido. Incrível é a paisagem daquela região, na minha opinião a mais rica em vegetação de toda a viagem. Não demorou muito e já estávamos em Cusco. Chegamos na cidade umas 15h. Desembarcamos do ônibus e depois de pegar nossas mochilas tomamos um táxi para o posto de Migração da cidade, porque eu tinha perdido o documento de migração que me deram em Tacna e teria que tirar outro porque o Wild Rover pede o número desse documento para os hóspedes, e também me disseram que se eu não apresentasse isso na saída do país teria que pagar uma multa alta. Não demorou muito e me atenderam, o problema foi que tive que andar alguns quarteirões para pagar uma conta (multa menor de 14 Soles) no banco. No local da migração encontrei outra brasileira, Nelise, e foi incrível porque nós conversamos bastante por facebook e skype mas achei que não nos encontraríamos na viagem por causa das datas diferentes. Fomos juntos pagar a conta porque ela também tinha perdido o documento. Enquanto Alex e Bruna seguiram com as mochilas para o hostel, que era perto.

 

Depois de resolver a parte burocrática paramos num restaurante para almoçar (ou jantar, porque já era bem tarde...). Nelise iria fazer a trilha Salkantay e já estava com tudo pronto para sair no próximo dia. Meu objetivo inicial era seguir esse caminho também mas acabei mudando de ideia porque a turma estava mais animada com a Inka Jungle e também porque eu acabei preferindo quando soube que tinha rafting e tirolesa, duas coisas que eu tinha vontade de conhecer. A diferença básica entre as duas trilhas é que a Salkantay tem um dia a mais de duração e possui mais trekking, além disso se acampa na maioria dos dias, algo que não ocorre na Inka Jungle, que é uma trilha feita na região amazônica do Peru. Vou detalhar melhor mais pra frente mas já posso deixar claro que não me arrependo da escolha que fiz, ouvi elogios das duas trilhas e tenho certeza que ambas são incríveis, mas eu realmente tive momentos inesquecíveis na Inka Jungle.

 

Depois de comer um belo prato feito por apenas 9 Soles seguimos para o próximo Wild Rover da viagem. Como era a nossa segunda hospedagem na rede deles, iríamos ganhar agora um "free drink" como agradecimento :mrgreen:

 

Chegando no hostel novamente senti aquele clima de animação da galera. É um lugar indispensável para aqueles que querem aproveitar também um pouco da farra dos lugares. No hostel de Cusco ficamos em um quarto para 16 pessoas, o que nos fez economizar uma boa grana. Agora realmente estava começando a entender o significado da palavra Mochileiro ::hãã2:: Eu achei até tranquilo, nada perigoso ou desconfortável igual muitos pensam. Mas também não é um lugar para aqueles que querem ter privacidade extrema.

 

Depois de deixar nossas coisas no quarto fomos dar uma volta pela cidade pois precisávamos resolver com qual agência fecharíamos os passeios e também deixar nossas roupas em alguma lavanderia, porque sinceramente já estava quase começando a precisar usar os dois lados da cueca ::tchann:: Subimos a rua do hostel e logo encontramos a lavanderia, onde deixei praticamente toda minha roupa. Depois fomos pesquisar o preço das agências e acabamos fechando com uma que fica perto de uma praça. Não lembro o nome porque perdi o papel onde havia anotado ::putz:: Não sei se recomendaria essa agência por motivos que vou relatar com calma depois.

 

Dica: Procure fechar todos os passeios em Cusco com apenas uma agência, isso garante um desconto. Também não caia na conversa fiada dos vendedores, eu por exemplo fiquei animado quando falaram que nas nossas refeições a comida seria estilo banquete, o tanto que conseguíssemos comer, algo que na prática não passaram de simples refeições ::putz:: As agências simplesmente contratam os guias, as pousadas, etc, na prática quem presta o serviço diretamente não são elas e por isso muitas vezes fazem propaganda enganosa e na hora não adianta reclamar porque no meio da trilha o único contato que temos é com os guias, prestadores diretos de serviço, que simplesmente falam que a culpa é da agência e não resolvem o problema. Outro ponto-chave são os detalhes principalmente do último dia, que é o mais importante pois se visita Machu Picchu. Eu percebi que aqueles que pagaram um pouco mais tiveram uma vantagem em relação aos demais. Uns amigos que fiz na trilha pagaram +300$ e no pacote deles incluía a volta para Ollantaytambo no trem das 19h se não me engano, eu paguei 200$ e tive que voltar no trem das 23h e cheguei na cidade 1 hora da manhã para depois voltar pra Cusco, enquanto isso outros amigos pagaram em torno de 150$ mas tiveram problema pois no pacote da agência não estava incluído a volta de trem e ao invés disso estava combinado de uma van pegar eles 14:30 na Hidrelétrica, que fica a 2h de Águas Calientes. O problema disso é que eles iriam ter que ficar em Machu Picchu pouco tempo, voltar para Águas Calientes e depois caminhar até a hidrelétrica, e acho que ninguém quer ir pra cidade perdida dos Incas com pressa de ir embora, por isso deixo claro que é muito importante entender cada detalhe da trilha, porque a agência desses amigos não explicou isso direito a eles e no final foram pegos de surpresa :!:

 

Fechamos com essa agência a visita a Maras Moray e City tour em apenas um dia. Geralmente é feito em dois dias mas como não tínhamos muito tempo e queríamos conhecer o máximo de lugares possíveis negociamos e no final deu tudo certo. Para o segundo dia fechamos também o Vale Sagrado e no terceiro iniciaríamos a trilha. No total deu 250$ incluindo guia e transporte para os locais, o preço da trilha e o rafting (25$).

 

Depois de garantir nossa programação dos próximos dias rodamos um pouco pela cidade e comemos um hambúrguer num quiosque por apenas R$2. Também depois de gastar 250 dólares precisava incorporar novamente o espírito econômico do mochileiro ::lol3::

 

Quando voltamos para o Wild Rover a festa já estava rolando, então tomamos um banho rápido e em poucos minutos estávamos novamente entrando no Pub com aquele clássico estilo irlandês. Eu achei o de Cusco melhor pela infraestrutura e também porque a sinuca de lá é junto com o bar, então como eu e Alex já estávamos dando um show nos gringos de Arequipa gostamos da ideia de poder fazer isso enquanto aproveitávamos também a festa junto com a galera :mrgreen: Pedimos a famosa Cusqueña e fomos jogar a sinuquinha de sempre, onde conhecemos várias pessoas e até desafiamos duas alemãs numa revanche em resposta ao jogo da Copa do Mundo ::tchann:: A noite no Wild Rover é simplesmente incrível, ficamos lá rindo, bebendo com a gringaiada e aproveitando a noite que só Cusco pode oferecer. Como estava cansado da viagem acabei indo dormir depois da festa no Pub, ao invés de seguir umas chilenas malucas que eu conheci na festa e que estavam doidas para dar uma passada na famosa boate Mama África, algo que iria fazer no próximo dia :D

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15º Dia (16/07)

 

Como disse antes, meu objetivo em Cusco era conhecer o máximo de lugares possíveis, e sinceramente eu consegui conhecer muitos mas para fazer isso para todos é necessário ficar no minimo alguns meses na cidade, de tanta opção que tem. Mas eu também queria aproveitar a farra, principalmente do Wild Rover, então não tinha tempo pra ficar dormindo. Acordamos 6:30 porque nos disseram na agência que era pra chegar lá as 7:30 para pegar o ônibus para Maras Moray. Acordei até bem levando em conta que não dormi quase nada, outro detalhe do hostel são as camas, que são muito confortáveis.

 

Tomamos um banho rápido e em poucos minutos estávamos na porta da agência. Fui muito ingênuo em pensar que eles teriam pontualidade britânica. Antes de chegar lá ainda passamos num local no centro de Cusco para comprar o Boleto Turístico e saímos correndo com medo de atrasar e perder o ônibus, algo que não aconteceu porque o mesmo atrasou quase 1 hora... Dica: O boleto turístico é recomendado para aqueles que pretendem conhecer muitas atrações da cidade, como Ollantaytambo, Pisac, Maras Moray, Sacsuyaman, museus etc. Porque com o boleto você entra em todos esses lugares e sem ele você precisa pagar por cada entrada separadamente, algo que no final pesa mais no bolso. Com o Ise Card (comprovante estudantil internacional), é possível pagar menos pelo boleto (70 Soles) e também pela entrada de Macchu Picchu. Por isso recomendo levar se tiver, ou se não pagar 130 Soles pelo Boleto normal.

 

Enfim chegou o ônibus e partimos para o primeiro destino de Cusco: Maras Moray. No percurso passamos primeiro num local onde pudemos conhecer um pouco da tradição local e aprendemos como as famosas Cholas usam produtos naturais para fabricar aqueles tecidos coloridos. Legal é a coloração vermelha, que é obtida usando um inseto dos cactos, chamado de Cochinia ou algo assim. Para as mochileiras é bom lembrar também que elas usam isso como batom, se alguma quiser experimentar acho que daria um relato interessante :mrgreen: O ruim desse passeio é que é bem ensaiado para turista, e ás vezes fica até chato a insistência de algumas cholas para vender seus produtos, mas no geral achei bom.

 

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Depois de conhecer um pouco desse costume local dos tecidos e experimentar um chá da folha de Coca, seguimos finalmente para Maras Moray. Desde pequeno tinha vontade de conhecer esse lugar, não é tão divulgado como o City Tour e o Vale Sagrado, mas na minha opinião é imperdível. Chegamos no local e a ansiedade estava a mil. Desci da van e segui para o desfiladeiro, onde fiquei simplesmente maravilhado com aquela obra dos antigos Incas. O nosso guia explicou bastante sobre o lugar, que antigamente foi feito pelos Incas como uma espécie de Laboratório Científico, porque naquela região de altitude elevada não é toda semente que consegue brotar, então a solução que eles pensaram foi criar uma estrutura circular, com vários níveis, onde cada um deles tinha um microclima diferente (isso é perceptível porque quando se está no primeiro é possível sentir bastante calor, já no alto é frio por causa do vento). Dessa forma eles começavam plantando no nível mais estável, o primeiro, e depois iam subindo de nível ano após ano, criando assim sementes mais adaptadas com o clima e a altitude dos Andes. Parece simples História isso, mas eu acreditei quando fui nos mercados do Peru e da Bolívia (principalmente de La Paz) e encontrei centenas de variedades de milho e batata, que até hoje são comidas comuns entre os nativos.

Ficamos caminhando pra lá e pra cá, tirando fotos e estudando cada pedaço daquele lugar sensacional que com certeza iria ficar gravado em nossa memória para sempre...

 

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A próxima atração agora seria as Salineiras de Maras, onde se paga uma taxa extra de entrada (10 Soles se não me engano). Desse lugar realmente nunca tinha lido a respeito, mas é bem legal também. No caminho para a salineira existem várias lojas de artesanato, frutas e roupas. Aproveitamos e compramos várias frutas, que seriam nosso almoço naquele dia. Aquele lugar pelo que entendi foi usado na era da colonização espanhola para extração de Sal e é aproveitado até hoje pela cultura local. É um passeio interessante também, mas nada comparado ao antigo Laboratório Inca :mrgreen:

 

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Depois de descansar um pouco voltamos para o nosso ônibus e depois para a cidade. Como disse antes, geralmente as pessoas fazem esse passeio em um dia e o City Tour em outro, o problema era que eu não podia ficar mais do que 7 dias em Cusco porque se não iria ter que correr muito com a viagem, algo que não queria fazer, mas ao mesmo tempo também não queria abrir mão de conhecer Moray nem as ruínas do City Tour e muito menos Ollantaytambo, então o jeito foi fazer um sacrifício de almoçar apenas frutas, dormir pouco mas em prol de um bem maior: visitar aqueles incríveis lugares, mesmo que fosse em apenas dois dias. Por isso chegando na cidade esperamos outro ônibus e seguimos rumo as ruínas do City Tour.

 

O primeiro lugar que visitamos foi o antigo templo de Sacsayhuaman, que muitos pensam ser uma fortaleza por causa do tamanho dos monólitos que os Incas usaram para contruí-lo. Esse era outro ponto marcante da viagem, é simplesmente uma das ruínas mais famosas de Cusco, onde existem pedras que pesam mais de 100 toneladas e claro que por isso surge o mistério sobre como os Incas, teoricamente civilização com conhecimento limitado, construíram com ferramentes rudimentares aquelas obras gigantescas. Também me disseram que quando se coloca uma bússola no local a agulha fica movendo-se de forma desordenada. Eu não testei isso porque não tinha uma, mas gostaria de conhecer alguém que tentou para poder confirmar.

 

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Depois do misterioso templo seguimos para Qenqo, que é outro sítio arqueológico localizado próximo da cidade de Cusco. Nesse local o mais interessante é a mesa cerimonial que antigamente era utilizada para mumificação e supostos sacrifícios Incas. Interessante é o frio no lugar, algo bom para preservar os corpos mumificados.

 

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O City Tour é um roteiro para aqueles que gostam de história e eu achei super interessante. Realmente depois daquele dia só podíamos pensar que aqueles Incas eram simplesmente os caras mais foda do universo :!: Passamos a tarde conhecendo os sítios arqueológicos e o ultimo foi Tombomocay, outra lugar marcante para mim. Chegamos lá e eu fiquei impressionado porque não parava de ouvir som de aves, então pensei que aquele lugar deveria ter algo especial. Fomos subindo pela trilha e cada vez o som aumentava. Quando fui ver eram algumas cholas que usavam um pássaro feito de madeira, que tinha um orifício para água, e isso quando soprado fazia soar um som igual de um pássaro de verdade. Simplesmente incrível ::otemo:: Aproveitamos para comprar dois desses objetos, um foi presente para o meu pai, que adorou e ficou igual uma criança brincando com aquilo :mrgreen: Também bebemos a água das fontes de Tombomochay, que tinham fama de serem rejuvenescedoras. Alex não achou a ideia muito boa, reclamando quando enchi nossas garrafas, dizendo que eu estava querendo economizar até na água ::hãã2::

 

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Foto tirada em Tombomochay

 

A volta para a cidade foi tranquila. Apagamos depois daquele dia tão trabalhoso. Nem a fome foi suficiente para conter nosso cansaço... Chegando no hostel tomamos logo um banho e vestimos nossas roupas, que graças a lavanderia ficaram novas de tão limpas :mrgreen: Depois passamos numa pizzaria perto para preparar o estômago porque hoje a festa no Wild Rover prometia ser melhor ainda. Depois de arrumar tudo no hostel entramos novamente no Pub, pelo menos mais cheio estava. Começamos pela sinuquinha de sempre, e graças a ela já conhecíamos quase todo mundo do hostel. Tinha bastante brasileiros nesse dia, conhecemos algumas meninas de Belo Horizonte (minhas conterrâneas) e tinha até umas que acabaram lucrando na aposta que fizeram no Drinking Games com o funcionário do bar, algo que garantiu a elas várias Tequilas Free na noite ::lol4:: A festa foi rolando, várias Cusqueñas indo e vindo, e então como já era bem tarde eles tiveram que finalizar a farra do bar e começaram a chamar todo mundo para a Mama África. Dessa vez não pude recusar. Alex foi dormir porque estava meio mal, enquanto eu, um funcionário da recepção e uma americana seguimos para a boate. Nessas horas que volto a lembrar porque disse que num mochilão mesmo indo sozinho nunca se fica sozinho totalmente. Por estarem na mesma vibe, as pessoas acabam se juntando e curtindo as festas junto. O problema foi chegar na balada porque no Pub estava calor então deixei a blusa no quarto, mas quando saí do hostel estava somente com uma camisa de algodão e naquele momento senti que não havia abrigo para o frio a não ser no Brasil ::tchann:: A Mama Africa é bem legal, muitos nativos também frequentam e é incrível como até as cholitas assediam nós gringos ::hahaha:: . Depois dessa boate fomos para uma outra, A El Templo, que na minha opinião é a melhor, não só porque fica cheio da gringaiada animada e maluca, mas também pelo espaço do local e das músicas. Simplesmente esse foi o dia de festejar, fiquei até tarde na balada e depois voltei para o hostel, onde infelizmente ficaria pouco tempo porque no outro dia novamente iria ter que acordar cedo para conhecer o Vale Sagrado dos Incas :mrgreen:

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El Temple realmente é melhor que o Mamma Africa, me lembro de ter dançado bastante em cima do balcão do bar depois de tomar muitos pisco sour hehhhehehe

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hahahaha posso imaginar a cena porque fiz o mesmo no Wild Rover de Arequipa! Tem que ser forte pra encarar o Pisco...

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Diogo, me tira uma dúvida que tenho mesmo lendo vários relatos e tal: esse passeios tipo city tour, Valle Sagrado, Ollataytambo, entre outros, dá pra fazer em um dia ou precisa de mais? Não inclui MP porque já sei que são pelo menos dois (um pra chegar em AC e outro pra MP e voltar).

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Então Alexandre, geralmente as agências fazem maras moray de manhã, city tour a tarde e o vale sagrado, onde se visita ollantaytambo, dura literalmente o dia todo. Você consegue fazer no mínimo em 2 dias negociando com a agência igual fiz.

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Ae Diogo, ótimo relato , pegando varias dicas, vou agora no final de setembro.

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Muito obrigado Luciano. Espero que o relato seja útil na sua viagem.

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16º Dia (17/07)

 

No último dia como expliquei fugimos um pouco da rotina e fizemos algo que era incomum nas agências. Realizamos os passeios de Maras Moray e do City Tour em apenas um dia, algo que foi cansativo mas que valeu todo o esforço pois conhecemos lugares incríveis. Agora seria a vez do famoso Vale Sagrado dos Incas. Acordamos cedo novamente (esse dia foi difícil por causa da última noitada ::essa:: ), e depois de arrumar tudo seguimos novamente para a agência, onde tínhamos combinado de chegar 7:30 para pegar um ônibus para o vale, e claro que esse também atrasou.

 

A viagem foi até tranquila, levando em conta as curvas e subidas que existem no caminho. A nossa primeira parada foi nas ruínas da antiga cidade Inca Pisac, que achei bem interessante porque nela é possível observar como eram as cidades Incas e como elas eram organizadas. Em Pisac existe uma separação clara da área agrícola em relação à área "urbana". Outro ponto interessante é que nas montanhas é fácil de perceber alguns túmulos a céu aberto, os quais eram usados pelos Incas para colocar seus mortos. O legal dessa cidade é realmente passear por cada canto e imaginar como seria a vida naquele lugar, e foi isso que fizemos durante o tempo que ficamos por lá, subindo e descendo até conhecer cada detalhe daquela civilização incrível, mesmo sob efeito da altitude dos Andes.

 

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Depois de Pisac seguimos para um Mercado de Artesanato bem famoso. Nos separamos porque o lugar era gigantesco e a tentação para comprar as bugigangas também ::tchann:: , o problema era o dinheiro que já estava ficando escasso depois dos gastos em Cusco... Acabei levando só uma bag peruana, que no final da viagem dei de presente paraa minha irmã, o problema foi que fiquei pesquisando vários modelos e também curtindo uma festa típica que estava acontecendo na praça,por isso acabei perdendo a hora, tive que voltar correndo para o ônibus, que já estava saindo sem mim :!: Nessa hora realmente tive muita sorte, porque se eu perdesse o ônibus nem sei o que faria ::mmm:Dica: Pelo que ouvi é melhor ir ao Vale Sagrado em determinados dias da semana porque é quando vários feirantes se reúnem para vender seus produtos, e por isso são nesses dias que o mercado fica maior.

 

Quando cheguei no ônibus, já estavam todos prontos para continuar a viagem, a guia já estava nervosa e eu só pude pedir desculpas tentando justificar que eu havia me perdido e que esse era o motivo do atraso. Alex que me salvou tentando enrolar ela dizendo que eu já estava chegando :mrgreen:

 

Agora o próximo destino do nosso roteiro seria o almoço em Urubamba. Como já estávamos no vermelho, resolvemos comprar uns pães, presunto e mussarela no mercado de Cusco e já tínhamos preparado um sanduíche que serviu como almoço nesse dia. Sentamos na praça, e fizemos nosso lanche lá mesmo, no estilo mochileiro ::lol3:: A vantagem disso foi que conhecemos também um casal de paulistas muito gente boa, e ficamos conversando sobre o frio de Uyuni e relembrando os lugares incríveis que já tínhamos conhecido.

 

Depois de alguns minutos voltamos para nosso ônibus e seguimos para Ollantaytambo, outro lugar que pra mim é indispensável conhecer. Essa cidade é bem famosa porque é conhecida como a Cidade viva dos Incas, por ser bem preservada e também por ter até hoje pessoas vivendo nas redondezas. Chegamos lá e a guia ficou falando que teríamos que subir centenas de degraus se quiséssemos chegar até o Templo do Sol, que se localiza no topo da construção. Sinceramente falando, foi muito cansativo, mas nada comparado à subida noturna de Águas Calientes para Machu Picchu. Eu consegui fazer os dois de forma surpreendentemente boa mesmo sem ter preparo físico nenhum, porque na minha opinião, o que nos move nessas horas de frio de Uyuni, Trekking da trilha Inca, entre outros desafios, é realmente o psicológico, ou seja, a motivação da pessoa e a vontade de atingir aquele objetivo e não somente o condicionamento físico.

 

Começamos a subida e a guia foi parando degrau por degrau para explicar a história da cidade, que é realmente interessante. Eu recomendo fazer esses passeios com guia, mesmo sendo possível fazer sem, porque acho que a beleza desses lugares só é complementada quando se conhece também a história por trás de cada detalhe... Passou-se algum tempo e finalmente chegamos ao topo daquela obra incrível. Outro sonho estava se realizando agora, porque eu sempre tive vontade de ver aquele Templo que inexplicavelmente foi construído com monólitos gigantescos, cada um pesando várias toneladas. Existe uma montanha a uns quilômetros da cidade que pode ser vista do Templo do Sol e foi de lá que, segundo os especialistas, os Incas traziam as rochas. Algo incrível que até hoje ninguém consegue explicar com certeza absoluta.

 

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Depósito de alimentos construído no alto da montanha pelos Incas, que tinha como objetivo melhorar a ventilação e por isso a duração dos alimentos

 

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Rosto esculpido na rocha

 

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Ficamos em Ollantaytambo por um bom tempo e no final da tarde voltamos ao ônibus.

 

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Agora iríamos para a última atração do dia, que seria a parada na cidade de Chinchero. Chegando lá fiquei um pouco decepcionado porque não sabia que no roteiro do Vale Sagrado teríamos que escutar de novo a explicação de algumas mulheres sobre como produziam os tecidos coloridos... Disse antes que isso era um grande teatro e pude confirmar nessa hora, quando elas utilizaram novamente as mesmas piadas e explicações. É uma aula interessante pela parte cultural mas não precisa ser repetida ::tchann::

 

Já tinha anoitecido e estávamos quebrados por causa da rotina agitada dos últimos dias (algo comum em um mochilão :mrgreen: ) . Ainda conhecemos uma igreja de Chinchero

que os espanhóis construíram no topo de algumas ruínas antigas. Não é preconceito nem nada, mas comparado às obras gigantescas dos antigos Incas, aquela igreja mesmo cheia de ouro não era muita coisa...

 

Agora sim era hora de voltar para a cidade. Foi um passeio bem cansativo mas que no final deu tudo certo. Serviu para nos deixar ainda mais surpresos com os sítios arqueológicos e as obras do antigo povo andino. Chegamos na cidade umas 19:30 da noite e fomos direto para o Wild Rover. No hostel encontramos com um rapaz que iria ser nosso guia no próximo dia pela trilha Inca. Havíamos combinado com a agência de encontrar ele nesse horário para ouvir as explicações de como seria a trilha e o que precisaríamos levar. Conversamos um pouco e agora era só aproveitar a farra do hostel e aguardar ansiosamente pela próxima manhã :mrgreen: Descansamos um pouco e depois tomamos um banho para reanimar o corpo, porque aquele seria o último dia de festa em Cusco, um bom motivo para aproveitar ainda mais aquela noite. Por causa do cansaço e também pela trilha dos próximos dias resolvi que iria ficar só um pouco no Pub e não ia me estender para as boates como fiz na noite passada, uma decisão difícil pois a tentação da noite no El tempo é forte :twisted: Por isso ficamos no Pub, conversando com a gringaiada, com que havíamos feito amizade nos últimos dias, jogando a velha sinuquinha e aproveitando, de forma maneirada, a bela Cusqueña ::love::

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16º Dia (17/07)

 

No último dia expliquei que fugimos um pouco da rotina e fizemos algo que era incomum nas agências. Realizamos os passeios de Maras Moray e do City Tour em apenas um dia, algo que foi cansativo mas que valeu todo o esforço pois conhecemos lugares incríveis. Agora seria a vez do famoso Vale Sagrado dos Incas. Acordamos cedo novamente (esse dia foi difícil por causa da última noitada ::essa:: ), e depois de arrumar tudo seguimos novamente para a agência, onde tínhamos combinado de chegar 7:30 para pegar um ônibus para o vale, e claro que esse também atrasou.

 

A viagem foi até tranquila, levando em conta as curvas e subidas que existem no caminho. A nossa primeira parada foi nas ruínas da antiga cidade Inca Pisac, que achei bem interessante porque nela é possível observar como eram as cidades Incas e como elas eram organizadas. Em Pisac existe uma separação clara da área agrícola em relação à área "urbana". Outro ponto interessante é que nas montanhas é fácil de perceber alguns túmulos a céu aberto, os quais eram usados pelos Incas para colocar seus mortos. O legal dessa cidade é realmente passear por cada canto e imaginar como seria a vida naquele lugar, e foi isso que fizemos durante o tempo que ficamos por lá, subindo e descendo até conhecer cada detalhe daquela civilização incrível, mesmo sob efeito da altitude dos Andes.

 

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Depois de Pisac seguimos para um Mercado de Artesanato bem famoso. Nos separamos porque o lugar era gigantesco e a tentação para comprar as bugigangas também ::tchann:: , o problema era o dinheiro que já estava ficando escasso depois dos gastos em Cusco... Acabei levando só uma bag peruana, que no final da viagem dei de presente paraa minha irmã, o problema foi que fiquei pesquisando vários modelos e também curtindo uma festa típica que estava acontecendo na praça,por isso acabei perdendo a hora, tive que voltar correndo para o ônibus, que já estava saindo sem mim :!: Nessa hora realmente tive muita sorte, porque se eu perdesse o ônibus nem sei o que faria ::mmm:Dica: Pelo que ouvi é melhor ir ao Vale Sagrado em determinados dias da semana porque é quando vários feirantes se reúnem para vender seus produtos, e por isso são nesses dias que o mercado fica maior.

 

Quando cheguei no ônibus, já estavam todos prontos para continuar a viagem, a guia já estava nervosa e eu só pude pedir desculpas tentando justificar que eu havia me perdido e que esse era o motivo do atraso. Alex que me salvou tentando enrolar ela dizendo que eu já estava chegando :mrgreen:

 

Agora o próximo destino do nosso roteiro seria o almoço em Urubamba. Como já estávamos no vermelho, resolvemos comprar uns pães, presunto e mussarela no mercado de Cusco e já tínhamos preparado um sanduíche que serviu como almoço nesse dia. Sentamos na praça, e fizemos nosso lanche lá mesmo, no estilo mochileiro ::lol3:: A vantagem disso foi que conhecemos também um casal de paulistas muito gente boa, e ficamos conversando sobre o frio de Uyuni e relembrando os lugares incríveis que já tínhamos conhecido.

 

Depois de alguns minutos voltamos para nosso ônibus e seguimos para Ollantaytambo, outro lugar que pra mim é indispensável conhecer. Essa cidade é bem famosa porque é conhecida como a Cidade viva dos Incas, por ser bem preservada e também por ter até hoje pessoas vivendo nas redondezas. Chegamos lá e a guia ficou falando que teríamos que subir centenas de degraus se quiséssemos chegar até o Templo do Sol, que se localiza no topo da construção. Sinceramente falando, foi muito cansativo, mas nada comparado à subida noturna de Águas Calientes para Machu Picchu. Eu consegui fazer os dois de forma surpreendentemente boa mesmo sem ter preparo físico nenhum, porque na minha opinião, o que nos move nessas horas de frio de Uyuni, Trekking da trilha Inca, entre outros desafios, é realmente o psicológico, ou seja, a motivação da pessoa e a vontade de atingir aquele objetivo e não somente o condicionamento físico.

 

Começamos a subida e a guia foi parando degrau por degrau para explicar a história da cidade, que é realmente interessante. Eu recomendo fazer esses passeios com guia, mesmo sendo possível fazer sem, porque acho que a beleza desses lugares só é complementada quando se conhece também a história por trás de cada detalhe... Passou-se algum tempo e finalmente chegamos ao topo daquela obra incrível. Outro sonho estava se realizando agora, porque eu sempre tive vontade de ver aquele Templo que inexplicavelmente foi construído com monólitos gigantescos, cada um pesando várias toneladas. Existe uma montanha a uns quilômetros da cidade que pode ser vista do Templo do Sol e foi de lá que, segundo os especialistas, os Incas trouxeram as rochas. Algo incrível que até hoje ninguém consegue explicar com certeza absoluta.

 

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Depósito de alimentos construído no alto da montanha pelos Incas, que tinha como objetivo melhorar a ventilação e por isso a duração dos alimentos

 

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Rosto esculpido na rocha

 

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Ficamos em Ollantaytambo por um bom tempo e no final da tarde voltamos ao ônibus.

 

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Agora iríamos para a última atração do dia, que seria a parada na cidade de Chinchero. Chegando lá fiquei um pouco decepcionado porque não sabia que no roteiro do Vale Sagrado teríamos que escutar de novo a explicação de algumas mulheres sobre como produziam os tecidos coloridos... Disse antes que isso era um grande teatro e pude confirmar nessa hora, quando elas utilizaram novamente as mesmas piadas e explicações. É uma aula interessante pela parte cultural mas não precisa ser repetida ::tchann::

 

Já tinha anoitecido e estávamos quebrados por causa da rotina agitada dos últimos dias (algo comum em um mochilão :mrgreen: ) . Ainda conhecemos uma igreja de Chinchero

que os espanhóis construíram no topo de algumas ruínas antigas. Não é preconceito nem nada, mas comparado às obras gigantescas dos antigos Incas, aquela igreja mesmo cheia de ouro não era muita coisa...

 

Agora sim era hora de voltar para a cidade. Foi um passeio bem cansativo mas que no final deu tudo certo. Serviu para nos deixar ainda mais surpresos com os sítios arqueológicos e as obras do antigo povo andino. Chegamos na cidade umas 19:30 da noite e fomos direto para o Wild Rover. No hostel encontramos com um rapaz que iria ser nosso guia no próximo dia pela trilha Inca. Havíamos combinado com a agência de encontrar ele nesse horário para ouvir as explicações de como seria a trilha e o que precisaríamos levar. Conversamos um pouco e agora era só aproveitar a farra do hostel e aguardar ansiosamente pela próxima manhã :mrgreen: Descansamos um pouco e depois tomamos um banho para reanimar o corpo, porque aquele seria o último dia de festa em Cusco, um bom motivo para aproveitar ainda mais aquela noite. Por causa do cansaço e também pela trilha dos próximos dias resolvi que iria ficar só um pouco no Pub e não ia me estender para as boates como fiz na noite passada, uma decisão difícil pois a tentação da noite no El tempo é forte :twisted: Por isso ficamos no Pub, conversando com a gringaiada, com que havíamos feito amizade nos últimos dias, jogando a velha sinuquinha e aproveitando, de forma maneirada, a bela Cusqueña ::love::

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