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Olá viajante!

Bora viajar?

Relato de Viagem RTW / (Volta ao mundo)

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Oi pessoal,

 

Vou tentar colocar aqui um apanhado geral da minha trip RTW de pouco mais de um mês de duração que fiz nas minhas últimas férias. O roteiro ficou mais ou menos assim, tirando as conexões :

 

Brasilia – Paris – Londres – NY – Los Angeles – Tahiti – Sydney – Filipinas – Londres – Brasília

 

Sim, eu cruzei o Atlântico três vezes mas só a grana que economizei valeu o esforço. A propósito, a idéia inicial era viajar no sentido leste mas por causa de indisponibilidade de vôos na data que eu queria no trecho Tahiti – Los Angeles, acabou que tive que fazer a trip no sentido contrário.

 

O tempo foi curto mas como parte dos lugares eu já havia visitado antes, acho que tá valendo então tudo bem. Além do mais eu não sou gringo (e nem professor rsrs) e sendo assim, como a maioria dos mortais assalariados brasucas, tenho 30 dias de férias. Não vejo nenhum problema em revisitar lugares então eu consegui mesclar lugares novos com outros que já conhecia. Viajo para colecionar experiências e não bandeirinhas de países para colocar na mochila. Se fosse assim, poderia fazer uma viagem pela Europa passando por “trocentos” países em menos de um mês no estilo : “se hoje é quarta-feira, isso aqui deve ser Amsterdam”.

 

Por motivos de força maior (uma “bucha” no trabalho pouco antes das minhas férias que atrapalhou incrivelmente os meus planos), tive que fazer algumas alterações no roteiro original - que iria sair mais barato - mas mesmo assim acho que ficou legal afinal poderia ter sido pior : eu não ter feito a viagem.

 

A idéia desse relato é dar uma geral de como é uma trip RTW e que, apesar de muitos pensarem o contrário, não é nenhum bicho de sete cabeças, mas exige bastante planejamento, pesquisa e atitude, principalmente quando não tem muito tempo. E grana.

 

Estou pensando seriamente em preparar a próxima, aí sim vou poder provar que dá pra viajar pelo mundo gastando mais ou menos que uma viagem de mochila pelo continente europeu. Enquanto isso não acontece, fica esse relato para os interessados, espero que vocês curtam pois a intenção também é incentivar outras pessoas a fazerem o mesmo.

 

Boa viagem !

 

PRIMEIRA PARTE – EUROPA

 

Saí de Brasília (não sou funcionário público, afinal eu trabalho. Sem ofensa) voando TAP direto pra Europa. Até gostaria de ter ido via Sampa (minha cidade natal) para visitar familiares, porém a diferença de preço no ticket era bastante significativa. Além disso pra mim quanto menos vôos, melhor. O vôo em direção à Europa foi tranqüilo, avião novo da Airbus, serviço correto e tripulação atenciosa. Nem esquentei que tinha gente no meu assento - que era na janela - então fiquei no corredor mesmo, o que até prefiro em vôos longos. O mais engraçado foi na hora do jantar onde os comissários ofereciam “vaca ou frango”, o que provocou risadas nos passageiros brasucas. O comissário não se fêz de rogado e brincou “a vaca acabou, serve boi ?”, provocando novas risadas no pessoal. Assisti a um filme e passei o resto do tempo jogando tetris e ouvindo música no aparelho de entretenimento da aeronave, pena que de boa música mesmo só tinham umas duas então fiquei ouvindo elas praticamente o vôo inteiro. Apesar de eu ter assistido apenas um, os filmes até que davam pra encarar, por incrível que pareça. Como eu não consigo dormir em avião, ônibus, trem, bicicleta, skate, etc, passei a noite acordado.

 

Chegando no velho mundo, a imigração em Lisboa foi sussu e tinha até uma fila destinada apenas praqueles de língua portuguesa. Após passada a fácil e tranquila imigração e mais toda aquela encheção de saco com segurança que se repetiu “n” vezes durante a trip, fui pegar meu vôo para Paris - primeiro destino desta RTW - que partiria logo a seguir.

 

Chegando na Cidade Luz, apanhei um pouco para me entender com o metrô/trem e após uma série de baldeações consegui chegar no albergue, que ficava em Montmartre. Paris é simplesmente fantástica, tudo que falam dela é verdade, podem ir com as expectativas lá encima que serão superadas assim que você der a primeira caminhada na cidade, não é à toa que ela é destino favorito de muitas pessoas e ganhou mais um fã : EU.

 

Costumam aparecer aqueles papos de comparação entre Paris e Londres, querendo saber qual a melhor. Prefiro não fazer comparações porque são cidades diferentes então vou ficar encima do muro : empate técnico. As duas têm sua posição de destaque entre as capitais mais importantes do mundo e isso já vem há séculos. E vai continuar por muitos outros mais.

 

Deixei minhas coisas no albergue antes mesmo de fazer o check-in (lock-out time), arrumei um mapa e fui explorar a cidade. Passei os dias seguintes andando mais do que camelo em deserto e aproveitei bastante os dias longos de primavera. Me perdi várias vezes sendo que a última foi por umas 3 horas no final do dia e lá pros lados da Catedral de Notredame (chato, né ?). A outra “culpada” foi uma loira maravilhosa que estava voltando do trabalho e quase fêz eu perder a compostura... Aproveitando o gancho, além da arquitetura, beleza e do charme da cidade com seus cafés e boulevares, ainda tem as francesas !!! Mas isso eu já sabia porque sempre arrastei uma asa (e algo a mais) pra elas, loooonga história... Você pega uma brasileira gata, tira os 70% de frescura de sua composição, troca por charme e estilo e voilá tem uma francesa.

 

Me achei um tanto underdressed com meus panos de mochileiro e vi que realmente a moda pega pesado por lá, muita gente bem vestida e perfumada. E nada daquela moda spooky-fashion (inventei este termo agora...) que você vê principalmente em japoneses no exterior (lembrando que "os nossos japoneses são melhores do que os outros" ! Volto nisso no capítulo Sydney) e de gosto bastante duvidoso, uma mistura de Falcão com Marilyn Manson.

 

Champs Elysees “chove” gente bonita. Se não bastassem as francesas, ainda têm as turistas do mundo inteiro. Acabou que fiquei inspirado e comprei um perfume numa baita loja na Champs, mas isso eu ia fazer de qualquer jeito.

 

Não andei quase nada de metrô/trem, fiz apenas aeroporto-hostel e vice-versa e não me arrependi, Paris é muito bonita pra ficar enfurnado debaixo da terra. Como adoro caminhar e meu GPS interno simplesmente não existe, achei melhor me perder nas ruas mesmo e não no metrô.

 

Visitei pontos turísticos e outros nem tanto, mas tão belos quanto, mas isso não importa quando você está numa cidade como Paris porque pra qualquer lado que eu olhava era alucinante, subi na torre Eiffel, comi crepe, andei incontáveis quilômetros por dia explorando a cidade e quando estava cansado de tanto andar, utilizava o ônibus sem teto que ficava fazendo um tour pela cidade e aproveitei bastante o bilhete dava direito a 2 dias.

 

Fui embora de Paris triste, mas com a certeza de voltar afinal ela entrou na minha lista de cidades favoritas.

 

Próximo destino, Londres. Voei de Easyjet e entrei via aeroporto de Luton, imigração também tranqüila. De lá, ônibus e metrô para o hostel. A garota do hostel me respondeu errado um email que eu havia pedido indicações para chegar lá, não era para virar a esquerda no primeiro farol e sim a direita... Perguntei para um segurança de um hotel nas imediações, que chamou seu superior e me deu as coordenadas certas. Após fazer o check in, fui dar uma olhada na minha favorita Londres, o hostel ficava ao lado do Museu Natural (entrada franca) e a primeira parada foi lá. Já havia estado no país dos Beatles antes e o impacto é sempre o mesmo: “PQP, estou em Londres !!!” Eu estava com aquele travelcard que dá direito a um dia inteiro nos transportes públicos, naquela cidade eu não perco o metrô por nada e fiquei até íntimo dele, o que para um perdido por natureza e que se perde até em estacionamento de supermercado, é um marco impressionante. Falando nisso, se tiver alguma boa alma pra explicar como funciona os tickets econômicos, por favor me dêem uma luz (podem emendar e me falar como funciona o tal Orange não sei o que lá de Paris que eu também queria saber...)

 

Sei que em Londres tem um tal de Oyster Card, acho que tem que carregá-lo mas como não ia ficar muito tempo na cidade, não comprei. Como sou perdido por natureza, fiquei apenas no metrô sendo que o de Londres (o mais antigo do mundo, por sinal) é um mundo a parte : Mind the Gap !

 

Depois de ter dado uma olhada na vizinhança do hostel, peguei o metrô e me mandei pra Piccadily Circus. Saindo da estação do metrô, olhei ao redor e não pude segurar : “PQP, estou em Piccadilly Circus” !!! Muito irado, não tem pra ninguém, aquela cidade é demais !!! Eu tenho um amigo de lá (infelizmente nessa trip não deu pra visitá-lo) que não vê a hora de ir embora !! Dia desses vou propor uma troca, ele fica aqui no Brasil e eu me mando pra terra da Rainha...

 

O mais engraçado é que ele vive dizendo como estão quebrados (a crise atingiu o Reino Unido em cheio) e eu olhava pela janela do albergue e via uma fila de Land Rovers, BMW´s série 7, Aston Martins e afins. Quebrados ? Imagino se não estivessem.

 

Apesar de possuir um passe do metrô que me permitiria cruzar a cidade pra lá e pra cá, eu preferi explorar Londres do melhor jeito : à pé. Pra quem conhece, saí da região do Piccadilly Circus e fui andando até o Big Ben, prestando atenção em tudo ao redor sem esquecer da Trafalgar Square, obviamente, e também prestando atenção no trânsito maluco, ainda bem que eles escrevem no chão pra que lado olhar porque, vou te contar, risco de vida total, só perde pra Sydney e seus 5 segundos de farol verde para pedestre (até no Vietnam eu achei menos perigoso atravessar a rua), Parlamento, Westmister Abbey e depois me mandei pra Tower Bridge, via south-bank, passando pela London Eye, Tate Museum e por aí foi. Depois fiz o caminho inverso, tudo na caminhada. E olha que o metrô de Londres, como eu falei antes, é um mundo à parte. No tube dá pra ver o quanto a cidade é multicultural, vários povos, biotipos (e bota tipo nisso...), as constantes gatas, algumas do leste europeu com suas bochechas rosadas e pinta de boneca, vários idiomas diferentes dentre os quais, se você tiver sorte, escuta até o inglês britânico. rs

 

Deu pra perceber que as obras para as Olimpíadas estão a milhão, vários guindastes despontando aqui e ali no skyline da cidade.

 

A lamentar apenas a visão deprimente de uma garota segurando sua amiga bêbada que estava cambaleando. As duas muito bem vestidas, voltando do trabalho e aproveitando os escassos dias de sol para curtir uma happy hour nos vários pubs da região. Não só os gringos, mas as gringas também são verdadeiras esponjas e não sabem quando parar, proporcionando essas cenas lamentáveis. Se tem algo deprimente é mulher bêbada. Conheço bem o tipo quando o assunto é gringa...

 

No dia seguinte continuei meu tour pela cidade e fui visitar a região de Leicester Square, Covent Garden (que fica ali perto de Piccadilly) e imediações. Eu não curto muito esses artistas de rua mas os de Londres são muito legais, uns tipos muito bem sacados, vale a pena conferir. Os meus favoritos são o "homem invisível" e um cara que pinta o rosto de cachorro, mete a cabeça dentro de uma mala de transporte de animais e fica tirando sarro da galera, fingindo ser cachorro, o pior é que parece mesmo ! Simplesmente hilário. Esses lugares são próximos entre si então você vai andando, vê algo extraordinário (o que não falta na cidade ), vai até lá, avista outro monumento de cair o queixo e vai seguindo. Como eu não conheço muito a Europa acho que isso é normal praqueles lados. Tanto é que um inglês que dividiu comigo o dormitório no albergue em Paris e que, após perceber o quanto eu estava gostando da arquitetura, prédios, praças, monumentos, etc do lugar, me recomendou ir pra Roma. Tá anotado.

 

Aproveitei que era fim de semana e me mandei pra Camdem Market dá uma olhada na fauna humana, bem Londres mesmo. Na estação aconteceu um evento que mostra o quão multicultural é a cidade : uma local veio me pedir informações sobre como chegar em tal lugar e aí me apresentei que era apenas um visitante e não saberia informar, ela se desculpou e foi perguntar pra um grupo de espanholas um pouco adiante e que sabiam menos do que eu. Acho que ela tentou de novo com mais outra pessoa que, de novo, também era de fora ! Nisso, ela acabou desistindo.

 

Não acredito que uma cidade assim possa perder sua identidade, espero que não. Fiquei sabendo que o fotógrafo mais popular é peruano e a comida mais popular (típica ?) é indiana (ninguém é perfeito, né ? ). Londres tá batendo na casa dos 2.000 anos, já passou por muita coisa e a "Jovem Senhora" (ou seria o contrário ?) continua firme e forte, uma mistura de clássico, história e modernidade que dá gosto de ver. E aplaudir de pé ! "Bass in the place, London"

 

No metrô para Camdem entraram umas gatas inglesas e uma me chamou bastante a atenção, parecia brasileira : bonita, de mini-saia, belo par de pernas, pele branca, cabelos pretos e longos e um sotaque britânico que, de novo, quase fêz com que eu perdesse a compostura de novo...

 

Após alguns poucos dias curtindo Londres e suas infinitas atrações, deu pra ver que a cidade que estava bem alegre pelos benvindos dias de sol que a mudança de estação trouxe, era hora de me mandar pra Big Apple, mas isso fica pro próximo post.

 

 

Virunga / RTW 2009

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God do céu que saudades deste relato!! Credo Viruga, virei tua discípula foi?! Mais de 2 anos sem vim aqui e há algumas noites vidradas (agora na telinha do celular, não mai so PC nas horas off do trabalho...kkk).... Tu demora a postar e eu demorei p voltar... Mas olha eu simplesmente adoro sua forma de escrever e compartilhar conosco esta trip!! E eu não terminei de ler não... Ainda estou há 2 folhas atrás.... Kkk mas n resiti e quis me fazer presente para qnd VC voltar, perceber "que aqui me tens de regresso"!!

Bjão grande!!!

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God do céu que saudades deste relato!! Credo Viruga, virei tua discípula foi?! Mais de 2 anos sem vim aqui e há algumas noites vidradas (agora na telinha do celular, não mai so PC nas horas off do trabalho...kkk).... Tu demora a postar e eu demorei p voltar... Mas olha eu simplesmente adoro sua forma de escrever e compartilhar conosco esta trip!! E eu não terminei de ler não... Ainda estou há 2 folhas atrás.... Kkk mas n resiti e quis me fazer presente para qnd VC voltar, perceber "que aqui me tens de regresso"!!

Bjão grande!!!

 

Oi Thalitaaaaaa, tudo bem ?

 

Que bom que você voltou, seja mais do que bem-vinda !!!

 

Falando em voltar, acredite ou não mas é bem provável que hoje eu coloque mais uma parte do relato, que baita coincidência, né ? Parece até que estava combinado. rsrs.

 

Pois é, fazia um tempinho que eu também não aparecia por essas bandas então vou pegar carona na sua citação “aqui me tens regresso” 8) ! Pra falar a verdade, era para eu ter postado ontem mas não consegui. E sim, eu demoro mesmo pra postar e numa dessas a coisa vai ficando para trás e como não é uma viagem muito, como posso dizer, "convencional", corre o risco de cair no esquecimento. Mas pode deixar que eu demoro mas apareço.

 

Gostei muito de saber que você curte isso aqui, como eu disse outra vez, espero que as pessoas que acompanham esse relato se divirtam tanto como eu que escrevo.

 

Como você não terminou de ler (2 folhas atrás) então não se preocupe, têm mais páginas saindo do forno (trocentas folhas à frente ! hehe) , espero que continue gostando.

 

Volto logo.

 

Se cuida !

 

Beijão

 

VIRUNGA

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Bem, amigos e amigas, como vão ?

 

Demorei de novo (é mesmo ? Não me digam ! 8) ), mas já deixei temporariamente o lado claro da força e estou de volta para a gente take a walk on the wild side e dar continuidade nisso aqui.

 

Já que é assim, fim da secura e da carência então bora logo tirar o atraso (ueeepa ! Sei que vocês já estão carecas de saber mas não custa nada relembrar que mesmo após mais um longo hiato tudo aqui continua no bom sentido, é claro !), afinal esse relato conseguiu a proeza de ser mais arrastado do que o julgamento da pizza do mensalão e quero terminá-lo sem ter que recorrer aos embargos infringentes, convocar “rolezinhos” ou antes mesmo que o Fluminense entre com recurso, mas do jeito que a coisa (não) flui isso aqui vai ficar mesmo no ritmo de Martinho da Vila: “É devagar...é devagar...é devagar...é devagar...devagarinho”.

 

Meu d´s, a coisa já começou cedo. Pausa para o remédio.

 

Então, pra falar a verdade essas coisas continuam sem muita relevância pois o que realmente conta é que pelo menos aparentemente o assunto RTW aos poucos vai deixando de ser um tabu para se tornar realidade para a brasucada, tanto é que, blimey !, já estão até banalizando afinal hoje em dia viajar para Sydney ou Hong Kong (qual será a próxima : Buenos Aires, Dubai, Tegucicalpa, Nova Delhi ou Ciudad del Leste ?) ou até mesmo pela Transsiberiana virou sinônimo de “Volta ao Mundo” e apesar do esforço de muitos (já descontando a seara de objetivos, prazos, vontades, estilos, roteiros e orçamentos diferentes) em pagar mais caro por tudo (coisa de brasuca orelha), acho que uma hora dessas já deu para perceber que uma trip RTW está longe de ser um sonho distante ou uma viagem impossível e muito custosa, principalmente para quem tem mais que dois neurônios.

 

Já praqueles que não têm tantos neurônios assim e cujos Tico e Teco só funcionam alternadamente senão entram em curto-circuito, nada de desespero, não precisam bater a cabeça na parede pois conforme já vimos anteriormente a pessoa nem precisa ser assim tão perspicaz, apenas terá que compensar com uma carteira mais recheada.

 

Tem de tudo nessa vida. Incrivel saber que uns gastam inacreditáveis U$ 50 mil numa RTW “econômica” de um ano e ainda acham “o bicho” financeiramente falando, outros “especialistas” chegam a pagar alarmantes U$ 3ish mil apenas em transporte para colecionar bandeirinhas e carimbos de países asiáticos ou europeus (dia desses havia passagens para Ásia na casa de palpáveis mil doletas) enquanto alguns vão ainda mais longe, literalmente, pois viajam para dois ou três continentes e gastam superlativos U$ 5 mil só em passagens, valores que até um faraó egípcio, um marajá indiano, um bilionário brega-cafona-megalomaníaco nadando em petrodólares em Dubai ou o próprio Rei do Camarote achariam um baita exagero.

 

Acho que esses valores representam um coquetel molotov em qualquer orçamento que se preze e contribuem para achar que viajar pelo mundo é algo muito caro beirando o impossível, o que não é bem assim. Falem-me em queimar a largada. #acordabrasucada

 

E grana todo mundo sabe que é algo complicado, quanto mais queremos controlar, colocar numa casinha pra dar de comer todo dia na boquinha e cuidar bem, mais ela se rebela e engole nossas cabeças numa bocada só. Parece investimento em Bolsa. Ou orçamento de viagem. Tá, tá, eu sei e vou ter que falar : algumas mulheres são assim também. :wink:

 

Tudo bem que “cada bolso é cada bolso” (e vice-versa) e este a$$unto costuma ser meio espinhoso, mas como a idéia aqui é dar uma geral e mostrar que essa trip é algo factível e não precisa levar as suadas economias de ninguém à lona (lembrando que não estou dizendo que é barata, mas sim que é possivel fazer com que fique substancialmente mais acessível e assim possa caber no bolso de muitos), com mais ou menos esse montante (olhem que legal !), timing, antecedência, alguma sorte e sem ter que apelar para certos artificios de contabilidade criativa e outras formas de mandracarias by Guido Mantega, já daria para pensar em fazer a trip toda sem tropeços financeiros (e nada de mendicância, por favor ! RTW é uma trip de respeito), obviamente não num ano sabático mas numa auspiciosa trip de férias padrão FIFA (pra mim RTW é sempre padrão FIFA), o que significa que já dá pra brincar bem, convenhamos.

 

Todavia é bom tomar cuidado que a inflação tá pegando, já foi mais barato rodar o mundo. E esse papinho de gastar U$ 5,00 doletas ao dia é só isso mesmo : papinho.

 

Digo isso porque acho de extrema importância o postulante tomar cuidado pois se não pesquisar direito e aprender a filtrar não só as informações mas de onde elas vêm (isso vale para a vida como um todo e não apenas para viagens) pode acabar caindo no canto da sereia e perceber tarde demais que “galinha que segue pato morre afogada”. #abreoolhogalera

 

Não me aterei aos detalhes que influenciam no preço de uma RTW pois estes já são sobejamente conhecidos, mas creio que indigestos U$ 50 mil para uma pessoa numa mochilada RTW viajando sem luxo (já ouviram falar em “hariquiri financeiro” ?) é tão impressionante quanto pagar 70 mil reais num Corsa e, aqui entre nós, com 70 mil reais você compra um Honda Civic e não um Corsinha, certo ? #naotamojuntomesmo

 

E nada me tira da cabeça que esse negócio de pagar muito mais caro pelas coisas é coisa de pobre ou emergente.

 

Quem ama o caro, barato lhe parece.

 

Tudo isso confirma aquela tese (tese não, fato mesmo) que brasileiro, que se acha muito esperto e costuma ser muito orgulhoso (????) do tal “jeitinho brasileiro” tratando-o como se fosse um elogio (????), na real é um tolo que muitas vezes aceita pagar mais caro pelas coisas. Um caso recente foi o bafafá com o novo PS4, onde até Hitler ficaria puto com o preço cobrado no Brasil. Duvidam ? Então vejam isto :

 

 

Quando falo que esse mundo tá muito doido mesmo ninguém acredita, mas depois que até eu gostei da Índia...bem, já não sei de mais nada. Peraí, gostar da Índia ? Sim, acham que eu vou gostar do quê, da Austrália ?

 

Retomo.

 

Essas bizarrices chocam de frente com aquela idéia principal aqui que é dar um empurrãozinho básico e quem sabe jogar umas idéias ao vento para, meio que às vezes um tanto quanto enviesado e sem fornecer a chave da caixa preta, tirar um coelho da cartola, mostrar o segredo da descoberta da pedra filosofal ou revelar alguma receita pronta (simplesmente porque ela não existe, além do mais um dos grandes baratos de uma trip RTW é a pesquisa), pavimentar um caminho mais condizente com a realidade financeira da maioria e assim dar um incentivo para as pessoas se jogarem no mundo via RTW a um preço acessível. E se não puderem fazer num periodo sabático, então que seja nas férias mesmo.

 

Não sei se alguém aí no outro lado da telinha que está lendo essas perturbadas e mal traçadas linhas já percebeu (agradeço a preferência, voltem sempre !), mas “RTW para todos” é algo que possui um certo je ne sais quoi que me atrai bastante, admito. E também admito que gostaria de ver cada vez mais e mais pessoas fazendo essa trip (a única razão para se arrependerem é por não terem feito antes), principalmente aquelas que não tiveram muitas oportunidades ou grana para tal (presente e presente).

 

Tudo bem que continuo não tendo mas mesmo assim ainda consigo dar as minhas voltinhas por aí ainda que com o bolso sempre em dieta. E acho que está para surgir um atalho melhor e que apresente um melhor custo x beneficio para (re)visitar e experimentar um pouquinho as belezas e as agruras desse nosso mundão.

 

Gostaria muito que outras pessoas também fizessem e curtissem, mas para isso elas têm que fazer acontecer a não ser que grana não seja empecilho (aí podem até se dar ao luxo de viajar de carro ou barco), sejam gringos ou expatriado$ (muito fácil e barato, né ? Chega a ser até sacanagem, onde fica o desafio ?), aqueles costumazes viajantes “independentes como um taxi” que vivem de, se me permitem, “jabás independentes” (a viagem é 0800, o tratamento é VIP e a opinião é “própria e reflete unicamente a opinião do(a) autor(a)”, desde que rasguem muita seda da empresa ou serviço que bancaram a trip) ou que tenham a sorte de um Bilbo Bolseiro e sejam convidados para a aventura da vida.

 

Pena que com a estilingada do dólar (quem mandou votar no PT ?) a brincadeira tornou-se mais cara para nós meros mortais assalariados da atrasada e insignificante Terra da jabuticaba, da bunda, da corrupção, do açaí, da impunidade, do #imaginanacopa e fadada ao fracasso desde o seu Descobrimento (se d´s é brasileiro deve ter se mudado de mochila e cuia para o Tahiti, Austrália, NZelândia, Canadá, Suécia...) e como se não bastasse ainda se esmera em virar uma Venezuela (ué, mas não era a Jamaica ?), mas no que diz respeito aos custos ainda continuo achando que concorre ombro a ombro com uma boa mochilada pela Europa (se fizer alguns ajustes, consegue) ou um intercâmbio para estudar outro idioma. Com o acesso e a quantidade de informação que temos disponíveis hoje em dia só paga mais caro, independentemente do estilo de viagem de cada um, quem quer.

 

Falando nisso (ah não, lá vem...), acho que sempre houve bastante informação sobre RTW, o que mudou é que agora tem mais coisas em português também. Humn, quer dizer, “em” português ou “para” português porque, na boa, quem em sã consciência acha que torrar uma fábula em algo que pode ser feito por um terço do preço é um bom negócio deve ter um ou mais parafusos a menos.

 

Para aqueles que acreditam no mito que não existia tal informação, das duas uma : ou não souberam procurar direito ou, bem mais provável, têm intelecto de Dilma Rousseff, black bloc, corinthiano ou petista, o que não quer dizer que estejam sozinhos haja visto o nível das dúvidas que volta e meia aparecem e poluem os fóruns de viagens. É essa a tal geração Y ? É isso aí que vai mudar o mundo ? Credo, acho que tá mais para geração Big Brother.

 

E digo mais (ihhhh, lá vem de novo...), não saber dessas coisas é como não saber quem foi Gandhi. Falando nisso...ahn...bem...well...tipo assim...quem foi Gandhi mesmo ? :)

 

Quanto mais pessoas perceberem que é possivel fazer uma trip RTW por um preço bacana, quem sabe mais pessoas vão deixar de apenas sonhar, perder o medo (frio na barriga pode), parar de ficar apenas lendo relatos de terceiros e ficar achando que não são capazes ou que não têm grana para tal, tomar coragem e se jogar numa trip dessas e aí sim o meu objetivo principal em escrever isso aqui, além de me divertir horrores e relembrar viagens passadas enquanto as futuras não chegam, será atingido.

 

Viram ? Nada a ver com algum desejo secreto e obscuro de competir para ver quem viaja mais, gasta menos, visitou mais países, ficou mais dias sem tomar banho, postou mais fotos rodeados de criancinhas pobres (um clássico... Meu d´s, em quem esses orfãos do Che Guevara se inpiram ? Sebastião Salgado ? Desde quando a miséria e o abismo social são belos e poéticos ?), viajou de maneira mais “autêntica” (???) ou alguma baboseira do tipo, deixo isso para os colecionadores de bandeirinhas. Eu ainda prefiro colecionar apenas experiências.

 

Já que é assim então vou continuar batendo na mesma tecla mesmo sabendo que às vezes soa mais repetitivo do que aqueles chatos e enfadonhos enredos e desfiles de escola de samba.

 

Mas acho legal ter em mente que em certos casos (leiam-se roteiros) é possivel visitar os mesmos lugares gastando menos da metade (me refiro principalmente à parte aérea, o verdadeiro “bolso de Aquiles” numa trip dessas) do que se fizesse uma RTW (lembram-se dos desconcertantes U$ 5 mil para dois ou três continentes citados no começo da nossa conversa de hoje?), daí a importância em saber distinguir se precisa mesmo fazer uma circunavegação no globo ou não, ainda mais agora com o dólar (vocês viram a tungada do IOF ?) custando os olhos da cara, um pulmão e mais um rim. #ficaadica

 

Enfim, boa viagem pra quem prefere seguir por esse caminho (qual a melhor opção ? Sei lá, façam uma simulação), mas acho que não pega muito bem chamar de RTW. #arrumaummapa

 

Como diria o filósofo Wanderley Luxemburgo: “uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa”.

 

Hora de voltar ao relato afinal estamos aqui para nos divertir ou para medir o IBM – Indice de Burrice Mochileira ?

 

Fim do momento descontração.

 

Sigam-me os sábios.

 

Mas antes vamos chamar o DJ para botar um som e animar essa joça aqui :

 

“Hey DJ, bring the action !”

 

Where do you go nobody knows

I´ve gotta say I´m on my way down

Where do we go to draw the line

Let me hear some noise

If you´re having a good time

 

Fast forward para o embarque no aeroporto de Bangkok rumo à Londres.

 

Chá de aeroporto realmente é um pé nos países baixos. E eu que pensava que irritantes mesmo eram esses relatos longos cheios de elucubrações e devaneios que parecem não ter fim, chuva nas férias, horário político, rasante de pernilongo, feriado no fim de semana, pasta de dente na gravata, passagem aérea cara, papinho furado de ambientalista, artista ou ativista, internet lenta, grana curta, cinema com versão dublada, propaganda no youtube e sotaque de carioca (NR. Menos mal que pelo menos para este último é apenas o sotaque pois os meus contatos com a cariocada sempre foram os mais positivos e divertidos possíveis, tanto particular como profissionalmente).

 

Já cansado de esperar e com câimbras por passar muito tempo em bored mood face on e aproveitando que já havia passado aquele momento que se assemelhou mais com uma mistura de “Budalelê” com “Buda-me-livre” para ver quem embarcava primeiro, me levantei e fui esperar a minha vez para adentrar no majestosamente belo seven four seven que assim como eu, acompanhado por mais uns impacientes 300 passageiros, não estava com muita paciência de ficar de bobeira ali no aeroporto e queria ir embora o mais brevemente possível. Welcome on board!

 

O aviãozasso que eu iria voar era branco com detalhes vermelhos e azuis, o verdadeiro impávido colosso (ui !) voador estava só esperando a galera embarcar para enfim tomar o rumo da Terra da Rainha, do Big Ben, do puts-puts (eu ia falar phat bass, mas não veio de lá), dos famigerados táxis negros e dos buzuns vermelhos de dois andares, do chá das cinco, do Jack Estripador, do Led Zeppelin, da Harrod´s, do Iron Maiden, do 007, dos intragáveis Beatles, dos guardinhas com chapéus engraçados, do povo civilizado (pelo menos quando estão sóbrios) que dirige na mão errada e do sotaque mais bonito do mundo (ou alguém aí acha que sotaque inglês bonito é o australiano ?).

 

Um bonito e vistoso pássaro gigante de metal (concordo moçada, essa foi cheesy que só...) enchendo a mamãe Boeing de orgulho por mais um filho prodígio que esbanja sucesso e provoca suspiro por onde passa. Vida longa ao Jumbo.

 

Aproveitando a deixa, esqueci de comentar sobre uma outra aeronave que também manda muito bem (no outro post citei os grandalhões 747 e o A380, mas é claro que rolam outros).

 

Desta vez me refiro ao descontinuado e compridão A340 que também é bastante mal educado quando o assunto é longo alcance. No seu lançamento numa feira em Paris ele fêz uma demonstração tão espetacular que além de enterrar uma conhecida fábrica de aviões na época, assombrou o mundo todo. Preciso falar que foi uma RTW ou não é necessário ?

 

Só não saberia dizer se foi um bate-e-volta disfarçado de RTW ou uma RTW disfarçada de bate-e-volta.

 

Pois é, sabem o que eu mais gosto numa RTW ? De tudo. Ok, ok, os vôos podem ser cansativos...

 

Ao ponto.

 

Já que estamos falando sobre aviões...

 

“DJ, é com você de novo !”

 

Can we pretend that airplanes

In the night sky

Are like shooting stars

I could really use a wish right now

Wish right now

Wish right now

 

Pois é, depois de um tempo interminável naquela fila mais lerda que atendimento de órgão público chegava a minha hora de deixar a maravilhosa terra dos sorrisos, dos templos dourados e dos ladyboys (pra quem não se lembra ou não conhece, digamos que é uma espécie de gaúcho tailandês. Ou vice-versa).

 

Finalmente embarquei na aeronave e como o meu assento era lá atrás, toca a caminhar em direção ao fundão do avião que já estava lotado.

 

Para a minha decepção fui agraciado com uma poltrona na fileira do meio, nada de janelinha ou corredor desta vez. Sniff. Mas sussu, tá de boa afinal o lance mesmo é viajar, nem tô aí para essas minudências (neologismo ? Não, eufemismo para “viadagens”).

 

Reitero que certas bichices estão mais voltadas para aquele povo esquisito e gente estranha que viajam mais preocupados se vão encontrar wi-fi no deserto, na praia ou na montanha, se tem serviço de quarto no hostel (?!?!?), concierges (vocês sabem, esse povo viajado e descolado é tão “independente” que dá gosto), ar condicionado em pleno safári, edredon importado numa teahouse no Annapurna, feijoada no Camboja ou travesseiro com pena de ganso canadense, cama king size e TV de tela plana de 60 polegadas com resolução 4K com tv à cabo de 200 canais em pousada econômica de pescador humilde (viva o desapego, o abandono da zona de conforto e a tal da vida simples...) do que a jornada da viagem em si. Ai, ai...eu me divirto com essas coisas.

 

O que não faltam hoje em dia são enfants gâtés, doidivanas e Marias Antonietas dos trópicos metidos à viajantes hardcore. “Tragam os brioches !”.

 

“DJ, já sabe o som, né ?”

 

And we'll never be royals

It don't run in our blood,

that kind of lux just ain't for us

We crave a different kind of buzz

 

Ao meu lado esquerdo havia um casal que eu desconfiei ser do leste europeu devido ao déficit de vogais no seu vocabulário enquanto ao meu lado direito, já no corredor, havia um tiozinho born in USA com uma característica (seria um dom, uma benção talvez ?) que me fêz quase morrer de inveja durante o vôo inteiro e não foi a primeira vez que isso aconteceu com os meus companheiros de vôo. Volto nisso mais pra frente.

 

Aproveitei esse tempo pré-vôo para me inteirar sobre o sistema de entretenimento do avião. Havia uma seleção razoável de filmes, joguinhos diversos (será que tinha Tetris ? Tinha !) e músicas.

 

Estava lá eu tranquilamente montando o meu playlist para ouvir durante o longo vôo e nesse interim quem apareceu ? Ela, a loirinha conterrânea da chapada-porém-talentosa-mas-não-faz-o-meu-tipo Amy Winehouse, a faux-riponguinha toda pintalegrete que para a minha surpresa sentou-se na mesma fileira, porém infelizmente lá na janela. Como desgraça pouca é bobagem, ao lado dela havia um casal então sem chance de pedir para trocar de lugar comigo e, na boa, esse negócio de ficar trocando de lugar dentro de avião lotado é coisa de gente inconveniente, aquele pessoal chato que fica fazendo uma espécie de dança das cadeiras atrapalhando e incomodando todo mundo.

 

Esse povo, juntamente com os pais de crianças pentelh@s, também merece um lugar cativo de destaque na asa do avião, mas só pelo lado de fora. E sem cinto de segurança.

 

Aproveitando o aparecimento da inglesinha, agora já dentro da aeronave, peço licença pra chamar o DJ.

 

“DJ, manda bala !”

 

I need you tonight

´cause I'm not sleeping

There's something about you girl

That makes me sweat

 

How do you feel

I'm lonely

What do you think

Can't think at all

Whatcha gonna do

Gonna live my life

 

So slide over here

And give me a moment

You moves are so raw

I've got to let you know

I've got to let you know

You're one of my kind

 

Putz ! Agora esse DJ filho da mãe entregou a minha idade na cara dura mas xapralá ! 8)

 

Sem descontar as opiniões das pattys deslumbretes e dos surfistinhas-merrequeiros-metidos-à-Kelly-Slater, na minha humilde, crua e cruel opinião a Austrália mesmo lá com os seus encantos (sem ordem de preferência, à saber: proximidade de lugares como Nova Zelândia, Fiji, Tahiti, Samoa, Tonga, Ilhas Cook e outros paraísos do Pacifico, vôos baratos para a Ásia, Parque Nacional Marinho de Exmouth, ACDC, Sydney, coalas, tubarões grandes, qualidade de vida (fácil quando se ganha muito bem), didgeridoo, Stephanie “well behaved women rarely make history but Steph does a really good job” Gilmore (e nem tô considerando os ganhos dela de quase U$ 2 milhões/ano...) e a Grande Barreira de Corais) pode até ser um lugar sem sal, mas pelo menos deu ao mundo algumas das melhores bandas de rock de todos os tempos.

 

“Australia, tasteless but never soundless”.

 

Voltando.

 

Com todos embarcados não demorou muito para o comandante fazer o seu discurso de boas- vindas. O pronunciamento foi mais ou menos assim, sem tecla SAP afinal quem quiser se aventurar pelo mundo é de bom grado que conheça pelo menos os rudimentos da lingua mais falada no mundo civilizado.

 

Vamos, então, ao welcome speech do comandante do avião (juro que a rima foi sem querer, sorry...) :

 

Sawadee kaaaaaaaa misteeeeeeeer...welcomeeeeeee siiiiiirrr...excuse meeeeeeeeeee…Thank youuuuuuuu…Keep your seatbelt fastened “duling” (*) the “entile” (*) flight pleaseeeeeeee...Khop khun Kraaaaaaap !!!!!

 

(*) Cebolinha´s accent :)

 

Oops, sintonizei errado !!! Pois é, a Tailândia não me sai da cabeça. Foi mal...rsrs

 

Recomeço.

 

Good evening ladies and gentlemen, boys and girls (essa parte do“boys and girls” ele pegou emprestado em Singapura. Vamos fazer de conta que é a mesma tripulação…) this is your captain Jack Sparrow speaking (quem preferir pode usar captain Philips. Eu deixo :wink: ).

 

Moçada, menos ! Vocês não acham que eu iria me lembrar do nome do capitão daquele vôo, né ? Eu mal lembro o que almocei hoje. Minha memória para viagem é boa mas tem limites. :wink:

 

Continuo.

 

Welcome on board to the flight “XXX” with destination to “Landehn” (adoro o jeito posh como a gringaiada pronuncia “London”. Mas ela merece). The flight time will be around (pausa para prender a respiração) twelve hours and fifty minutes (putz ! essa parte deu vontade de chorar, ou melhor ainda, de tomar uma caixa inteira de DRAMIN...).

 

Depois ele se desculpou pelo atraso dizendo que houve um enrosco qualquer em Singapura, falou mais algumas coisas mas nem prestei muita atenção, estava pensando no fato de que passar aterradoras 13 horas afivelado numa poltrona de avião (como se eu tivesse opção...) não é bem o que eu chamo de diversão (o quê, rima de novo ? WTF !!!! Ah não, para tudo !).

 

Cruzes ! Daria até para fazer uma singela estrofe, vejam só :

 

“(...)

falou mais algumas coisas mas nem prestei muita atenção,

estava pensando no fato de que passar aterradoras 13 horas afivelado numa poltrona de avião

(como se eu tivesse opção...)

não é bem o que eu chamo de diversão

(...)”

 

Meu d´s, que horror ! Foi mal, moçada, sorry...

 

Outra pausa para tomar o remédio. Depois dessa, tem que ser em dose dupla.

 

Voltamos à nossa programação normal (“normal”, onde ?).

 

Depois ele se desculpou pelo atraso dizendo que houve um enrosco qualquer em Singapura, falou mais algumas coisas mas nem prestei muita atenção, estava pensando no fato de que passar aterradoras 13 horas afivelado numa poltrona de avião (como se eu tivesse opção...) não é bem o que eu chamo de diversão (grrrrr !), mas pelo menos eu compensaria no fuso horário, já estava na hora da minha trip me devolver aquele dia perdido que me tomou das férias quando cruzei a linha do tempo no vôo Los Angeles – Tahiti. Esse dia perdido me foi sendo entregue aos poucos, meus dias foram ficando mais longos à medida que eu viajava no sentido oeste.

 

Se eu viajo no sentido oeste por causa disso ou devido ao jet lag (nunca tive problemas com este, diga-se de passagem) ? Não, eu costumo viajar nesse sentido porque do jeito que eu faço os vôos costumam ficar mais baratos, só não me perguntem o porquê.

 

Seriam os roaring forties ? Será o fato de viajar na direção anti-rotação da Terra ? Será porque o vôo fica mais longo (modo de falar afinal a distância é a mesma só que o vôo geralmente demora mais) ? Será uma maior oferta de assentos ou será o Benedito ? Cartas, digo, emails para a redação.

 

Aí pra terminar o comandante disse algo mais ou menos assim, num fôlego só em alto e bom tom :

 

Thankyouforflyingwithusandwehopeyouenjoyyourflight

 

Como problema sem solução solucionado está, então eu não tinha muito o que fazer a não ser me preparar para as próximas longas horas, quem sabe tirar um cochilo (“sonho meu...sonho meu”) ou encarnar o burrinho do Shrek e perguntar de tempos em tempos para as comissárias a fatídica pergunta :

 

“Are we there yet ?”

 

Em pouco tempo já era hora de partir. FINALMENTE !

 

Falando em partir e “are we there yet”, vou ficando por aqui, tenho que partir mas prometo retornar para finalizar isso aqui porque “yes, we are almost there”. Falta pouco.

 

Espero vocês lá, digo, aqui.

 

Valeu moçada, aquele abraço.

 

VIRUNGA

  • 9 meses depois...
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  • Membros

Virunga, seus relatos e a maneira de escrever são demais.

Estou favoritando o tópico pra ler com mais calma e poder colher as preciosas dicas pro meu futuro RTW!

Muitos dos locais que você visitou estão na minha lista. Cairá como uma luva!

 

Grande abraço!

  • 3 semanas depois...
Postado
  • Autor
  • Membros

Faaaaala Bob, tudo bem ?

 

Fazia um tempo que eu não aparecia por aqui, valeu pela mensagem e obrigado pelo elogio.

 

Tomara que as dicas lhe sejam úteis (é só descomplicar que não tem erro, você vai ver) e em breve seja você escrevendo para todos aqui, vou ler com certeza.

 

Preciso ainda terminar o relato, vou me esforçar (o trabalho não dá trégua) e espero que consiga antes de partir para uma possivel RTW nas minhas férias ainda no primeiro semestre, pelo menos esse é o plano.

 

Bom planejamento e se informe o máximo que puder para não cair nas armadilha$. Incrivel que com tanta informação disponivel sobre RTW o pessoal continua batendo cabeça, gastando nas passagens o preço da viagem inteira e depois querem dar dicas econômicas, vai entender...

 

RTW é pra meter o pé na jaca mas não necessariamente meter (tanto) o pé no bolso, ainda mais com esse maldito “dólar PT”.

 

Abraço grande, keep traveling.

 

VIRUNGA

  • 5 meses depois...

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