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VIRUNGA

Relato de Viagem RTW / (Volta ao mundo)

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Oi Fabrício, tudo bem ?

 

Valeu pelo elogio, bom saber que você gostou. Eu me divirto escrevendo e quero que as pessoas se divirtam lendo.

 

Te respondi algumas coisas sobre o Tahiti e a Ilha de Páscoa, espero que ajude em algo.

 

Happy travels,

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Psiu, o relato voltou !!!

 

Faaaaaaaaala moçada, tudo bem ?

 

Tá, tá, eu sei, a mesma ladainha de sempre. Foi mal o sumiço, mas só pode estar de sacanagem quem achou que eu não daria continuidade nisso aqui, né ? Ainda mais agora que estamos caminhando para o crepúsculo final. Uma hora dessas a Luiza já foi e voltou do Canadá umas trocentas vezes, eu já realizei outras tantas trips RTW enquanto o relato ficou aqui empacado ocupando espaço no fórum.

 

E esse negócio de ficar ocupando espaço em fóruns é coisa de quem responde mil vezes a mesma pergunta ou de quem pergunta mil vezes o que já foi respondido.

 

Sei que a maioria das pessoas aqui concordam que tamanho não é documento (pra mim essa regra não vale para doce, chocolate, tigela de açaí, pastel de feira e caldo de cana), mas já vou logo avisando que o texto terá mais de 140 caracteres, o que vai atrapalhar o raciocínio de muita gente, principalmente daqueles que possuem menos de dez neurônios.

 

Sendo assim, preparem-se porque vamos a mais um daqueles textos longos, delirantes, humildes, shaken, not stirred, espinhosos, deselegantes, atravessados, intermináveis, perturbado(re)s, maquiavélicos, sarcásticos, desorientados, perversos, turrões (essa eu aprendi com uma kinda friend figuraça – e inteligente - que só), capciosos, imprevisíveis, destemperados, irritantes, belicosos, politicamente incorretos, whatever.

 

Uma hora dessas todo mundo aqui já sabe que texto objetivo e curto não é lá muito a minha praia e quem não sabe vai descobrir, isso se aguentar ler o texto todo, porque quanto mais escrevo, mais tenho o que lembrar e quando o assunto é viajar volta ao mundo ou viajar na maionese, coisa é o que não falta.

 

Mas seus problemas acabaram, “aqui me tens de regresso” ! Podem espalhar a notícia que o relato ioiô voltou nem que seja temporariamente (continua um vai-e-volta danado que não acaba mais, mas ainda no bom sentido, é claro), então chega de mesmice e daqueles papinhos “comercial de margarina” ou “diários de um aborrescente”.

 

Aproveito para agradecer às pessoas que me mandaram mensagens perguntando sobre a continuação do relato ou sobre dicas diversas, espero que as mesmas tenham sido bem aproveitadas.

 

Além do respeito e consideração com aqueles leitores pacientes e inteligentes (e sem algo melhor pra fazer ! hehehe) que me acompanham desde o começo e outros que porventura apareçam por aqui, a promessa de terminar o relato continua de pé, afinal promessa é promessa. E vice-versa.

 

Com mais delongas, vamos dar uma boa sacudida nisso aqui começando pelos devaneios característicos então já sabem : protejam as canelas e as jugulares, tirem as crianças e os cardíacos da sala porque the boring days are over !!!!!!!

 

Fazia um bom tempo que não aparecia por aqui, a falta de tempo também pesou bastante para dar continuidade. Apesar da longa inatividade num período hibernando em crioterapia, o relato precisa e vai ser finalizado (antes do fim do mundo, eu creio 8) ) então nada de morrer na praia, isso é coisa do Botafogo ou dos atletas olímpicos brasucas, falando nisso a Fabiana “Baloubet du Rouet” Murer deu uma forçada de barra : “Foi o vento”, justificou. Parece que a maldição das Olimpiadas continua atacando a atleta : primeiro somem com a vara em Beijing, depois a vara não sobe em Londres, vai entender. De repente não estão passando o sarrafo direito, lembrando que tudo isso é no bom sentido.

 

Menos mal que nas próximas Olimpiadas vamos bater o recorde de medalhas de ouro :

 

“Perdeu playboy, passa essa medalha logo pra cá. Mais a carteira e o tênis !”.

 

Não é à toa que o mascote vai ser um tatu: tá tudo fodid...

 

Falando nisso, quero só ver o mascote entrando no estádio de mãos dadas com a Xuxa e o Renato Aragão ao som de Tati Quebra-Barraco ou outra brasilianice do gênero.

 

E na Copa, a mesma coisa.

 

Ou pior, afinal o cardápio é variado : roubos, caneta-laser nos olhos do Messi, assaltos, tiros, explosões, brigas, aeroportos abarrotados, obras superfaturadas, transporte deficiente, greves, arrastões, despreparo (viram o mico em Viracopos, né ?), precariedade de infraestrutura, apagões nos estádios quando a seleção brasileira estiver perdendo o jogo e a chance da Taça da Fifa sumir, ainda mais agora com um certo corinthiano na cúpula da CBF.

 

Mas todos os visitantes e turistas corajosos serão bem recebidos de braços abertos bem no jeitinho brasileiro : alegria, calor humano, festa, bagunça, desorganização, mulheres, samba e assaltos. Dá-lhe bundalização !

 

Voltando ao sumiço (meu, não da taça), eu estava ralando para ver se conseguia alcançar o meu segundo milhão porque o primeiro eu não consegui passar nem perto. E pelo andar da carruagem vou continuar não conseguindo. hehehe

 

Não sou mensaleiro, ativista, ongueiro, quebrador de recorde, conservacionista (salvem as baleias, ainda quero comer uma ! Mas deixem eu nadar com elas primeiro), twitteiro, natureba, intelectual, petista ou muito menos funcionário público, afinal eu trabalho. Sou plebeu, não playboy.

 

Falando em petistas e funcionários públicos (não todos, é claro), não sei que pé anda a tal lei sobre utilização de cobaias mas bem que poderia ser criada uma lei trocando as pobres cobaias por certos funcionários públicos, quem sabe pelo menos assim eles prestariam para alguma coisa. Como existem muitos, custam caro, não prestam pra nada e não vão fazer falta, fica aqui a sugestão.

 

Interessante os fatos ocorridos há não muito tempo com certas “classes” chapas-brancas em greve por aí, tudo devidamente orquestrado pra colocar o governo na parede e botar pressão.

 

Desnecessário dizer quem paga a conta, né ?

 

O que, não sabem ?

 

Olhem no espelho.

 

E aqueles funcionários públicos federais então ? Com um salário daqueles e um monte de benefícios e mesmo assim ainda entram em greve !!!! Bando de parasitas, queria saber até quando vamos ter que sustentar essa corja.

 

Alguns desses $angue-$uga$ têm uma maneira sui generis de protestar : eles TRABALHAM (vejam só que coisa, um acinte !!) e classificam isso de “operação padrão”. Pois é, quem disse que funcionário público não trabalha ?

 

Nem vou comentar sobre certos policiais rodoviários, o que será mais que esse povo quer, incluir a propina no salário ou um novo plano de carreira fazendo ponte direta para algum cargo politico, afinal certos policiais rodoviários, politicos e propina têm tudo a ver.

 

Tá bom, chega. Melhor parar por aqui pois a lista é loooonga.

 

Voltamos à nossa programação normal.

 

Nem me lembro muito bem onde eu parei da última vez, mas nada de síndrome do relato não terminado, não é porque o relato de viagem RTW mais legal publicado em língua portuguesa (muito tempo depois surgiram alguns outros bons também) foi interrompido abruptamente antes da metade que este vai seguir o mesmo caminho.

 

Não creio que tenha sido o caso especifico do melhor relato RTW em português, mas essas saídas de cena são mais comuns do que parecem, principalmente esses viajantes ad eternum que empapuçam e baixam a bola, somem ou voltam pra casa. Claro que não vão deixar de curtir o lugar para ficar postando mas pra quem ia fazer chover, acontecer, viajar para sempre, nômades de espíritos livres, neohippies seguidores de Colombo, James Cook, Livingstone, Marco Polo, Ibn Battuta, Gemelli Careri, Che Guevara, Jack Kerouac e, socorro !!!!, Theroux & Cia (aham, tá bom, sei. Estão mais para seguidores de Justin Bieber e Michel Teló...), sem lenço e sem documento (minto, eles têm o passaporte), depois acabam amarelando ou acaba o dindin, o que vier primeiro. Nada como um bom choque de realidade, né ?

 

“Na prática a teoria é outra”, não custa repetir o mestre Joelmir Beting.

 

Muito bom se você for gringo ou, quem sabe, tiver um passaporte gringo, agora como Brasuca da Silva Sauro dá uma boa complicada. Impossível não é, mas é muito mais difícil do que certos sedizentes querem fazer parecer. Fica o toque para os iniciantes e ingênuos. E para os mais bobinhos também.

 

Por favor, não me peçam para eu elencar a pletora de facilidades que os gringos (talvez possamos colocar alguns ex-pats no bolo, principalmente os mais alicerçados e antenados) têm para viajar senão vocês entram em deprê e um dos motivos que eu escrevo isso aqui é pra gente se divertir e não entrar em deprê, combinado ?

 

Pra falar a verdade, eu aprendi a viajar com a gringaiada observando, lendo, pesquisando, ouvindo e conversando, mas tem que saber passar o filtro.

 

Muitas pessoas têm aquela idéia geral de viajar mas poucos realmente se jogam e eu sempre acho legal quem vai lá, mete as caras e não fica inerte em casa inventando desculpas e se borrando de medo.

 

Engraçado que quando eu iniciei esse relato, ainda na década passada, pensava que qualquer pessoa poderia realizar o sonho da RTW própria, mas hoje acho que não é bem assim. Como disse o nosso amigo Obama, o Barack, lá em 2008 : “Ya can't put lipstick on a pig!"

 

Mesmo com o crescente número de brasucas se aventurando nesse tipo de trip, não sei se me arriscaria a dizer que caiu no gosto da moçada, mas só o fato de aparecer um pouco mais na mídia e ver mais conterrâneos encarando já é um passo adiante. Mas que tem muito mochileiro Coca-Cola, isso tem. Só pressão, cair na estrada que é bom...

 

Pois é, como diria Herodoto “a única coisa permanente na vida é a mudança”.

 

Naquela época eu também achava que o viajante era melhor que o turista, tanto é que cheguei até a comentar que “comecei como turista e evoluí para viajante”, vai vendo. Eu diferenciava um do outro o que convenhamos, duas palavras para definir a mesma coisa é um tanto quanto estranho, acho que de viajante e turista todo mundo que pega a estrada tem um pouco, além do mais “pau que dá em Chico dá em Francisco”.

 

Mas não sou eu que irei reinventar a discussão batida, afinal já naveguei por essas águas também. Digamos que hoje em dia eu esteja mais para um viajante com veia de turista ou um turista com veia de viajante (não sendo dromomaniaco já tá bom demais) e que curto mesmo é viajar não apenas off, como também on-the-beaten-track.

 

É interessante observar uma certa e$tirpe de viajantes que vestem a camisa da simplicidade (desde que a camisa seja da Osklen ou Abercombrie, esta última trazida diretamente da 5th avenue pela mamãe ou papai bastante viajado$, évidemment), viajam muito para o exterior desde sempre, gastam pouco afinal são craques em desapego (menos do cartão de crédito do papai), “interagem” com os locais (garçom, vendedor e demais prestadores de serviços valem ?), nunca andaram de ônibus na vida (intercâmbio na adolescência na Austrália ou EUA não contam) e depois se gabam que o negócio é viajar de matatu na Africa, de trem favela class na India, num buzun caindo aos pedaços na Bolívia ou talvez em um chicken bus em El Salvador, porque de outras maneiras não tá com nada.

 

Adoram ser ou parecer quem não são, tudo devidamente registrado para pagar de bons samaritanos e hardcore travelers e se tiver crianças pobres ao redor para sairem na foto, melhor ainda. Como no Brasil não tem dessas coisas (pobreza ? injustiça social ? Onde ?) então Malawi, India, Bolivia e Camboja saem na frente. Pois é, só tem antropólogo (e especialista) viajando...

 

They know what is what

But they don't know what is what

They just strut

what the f*ck?

 

Não tomam uma mísera breja se o bar não estiver aprovado no guia, o que não deixa de ser inelutavelmente contraproducente afinal se são tão bons, sabichões(chonas ?), independentes, exploradores e descolados assim, por que seguem seus guias tão bovinamente ?, e só porque comeram um inseto na Khao San Road (devidamente registrado para o facebook, afinal são todos um bando de facebook wankers), posam de interessados a desbravadores da cultura local. Na boa, desde quando comer inseto na Khao San Road é sinônimo de cultura local ?

 

Reclaman sempre que a presença de outros “aliens” em sites históricos, topos de montanhas, complexos de templos, sites históricos e praias paradisíacas comprometem a autenticidade do lugar visitado. Engraçado, e a presença deles não compromete ou além de superiores também são invisíveis ? Curioso, né ?

 

Outro traço marcante é que estão sempre engajados em alguma coisa moderninha : seja fotografia, budismo, meditação, salvação do mundo, religião oriental, lances “zen” (se puder trocar o nome de batismo, melhor ainda), guru, drogas diversas (oops, escapou. Mas só as “sociais”, tá ?), proteção ambiental, causa palestina, arte, história, invasão do Tibet, injustiça social, cientologia, miséria, sustentabilidade, ioga, fome, condições de campos de refugiados na Africa, a situação na Amazônia (sim, acho que temos que protegê-la, poderiam começar tirando as ONGs vampirescas de lá) e são bastante empenhados em mudar o mundo e lutar por sei lá o que, quando o máximo que lutaram na vida, além do piti pra tirar o joystick da mão do irmão mais novo ou esconder a maquiagem da irmãzinha, foi para escolher a cor e a marca do carro novo de novo que vão ganhar do papito e o aumento da mesada. Francamente...

 

Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem mas realmente...mas realmente...isso tudo é uma grande falácia. Me enche o saco esse papinho de tomadores de toddynho metidos a salvadores do mundo e não sei qual é o pior, o riquinho metido a pobre ou o pobre metido a rico.

 

No fundo são um bando de mimados nascidos em berço esplêndido que viajam para o exterior desde a época que o visto americano era artigo de luxo (engraçado, eu sempre achei isso...) e depois de se cansarem de ir pros EUA e Europa, sempre acompanhados da família abastada, descobrem que o mundo é maior e passam a se aventurar para lugares mais afastados pagando de aventureiros roots. “O que, Miami ? Muito turístico, nem pensar (isso depois de já ter ido mais de 32 vezes). Falando nisso, quando a mamãe vai pra lá de novo, preciso de mais um tênis para combinar com meu relógio novo !”.

 

Só podem ser os “mochileiros de grife”, irmãos siameses dos “revolucionários da GAP” e fieis seguidores do motto hay que endurecerse e viajar de manera hardcore siempre, pero sin perder la mesada jamás.

 

Fim do occasional WTF moment. Por enquanto.

 

Então, como estava dizendo, eu nem me lembro mais onde o relato parou, sendo assim vou continuar dando uma enrolada e fazer algumas elucubrações – assim ganho tempo para lembrar onde parei - sobre trips RTW, inclusive a minha última, mas esta será apenas uma pincelada, tão logo a oportunidade surgir venho com algo mais recente. Hora de trocar a marcha e move on.

 

Vou aproveitar e tentar fazer um kinda wrap-up também, uma espécie de x-tudo. Tá, tá, eu sei que em relatos normais e cadenciados essas coisas vêm apenas no final e coisa e tal mas peraí, quem disse que esse aqui é um relato normal e cadenciado ?

 

Nesse ínterim foi ótimo notar que esse tipo de viagem (RTW, pra quem chegou de Marte agora) está sendo mais divulgado, pipocando em portais da net, sites, blogs, jornais, revistas e até em programas de TV, o último deles com duas garotas girando o globo tinha um belo itinerário por sinal, apesar de relativamente mal dividido entre os lugares (sabemos que “cavalo dado não se olha os dentes”, mas de repente poderiam ter tirado dois picos meia-bocas e colocado um bacanão, por exemplo) mas isso faz parte, não tem como acertar sempre e para casar roteiro x tempo x vontade x grana é uma coisa mesmo.

 

O pior é quando se tem tempo, artigo de luxo hoje em dia, e mesmo assim não sabe aproveitar. Aí meus caros e minhas caras, mas nem desenhando.

 

Isso tudo confirma a tese que apesar dos pesares, viajar RTW hoje em dia está tão fácil, mas tão fácil, mas tão fácil, mas tão fácil, mas tão fácil (tá bom, já chega) que até brasileiro consegue.

 

O que, duvidam ?

 

Voltei há não muito tempo da minha quinta RTW (só pensa naquilo...) mesmo com esse dólar pela hora da morte.

 

Coisas do Brasil, se algo dá certo é porque tem alguma coisa errada. Dólar baixo, o pessoal começa a viajar pra fora e o governo vai lá e tasca um aumento de imposto, afinal a culpa é de quem viaja. O dólar sobe e cadê o imposto ? Continua lá nas alturas. Igualzinho a violência nas grandes cidades, a culpa é sempre da vitima. Aumentar a segurança pra quê, né ? Vai que melhore e aí vai prometer o que na época de eleições ? Ainda mais aqui onde o povo não sabe votar.

 

Falando em dólar alto, agora vocês sabem o porquê da doleta ter disparado nos últimos meses. Foi só eu pensar em tirar minhas merecidas férias que o maldito disparou. :| Quando eu efetivamente viajo, nossa, melhor não comentar, o maldito vai para as alturas !!! É sempre assim, já até me acostumei e virei motivo de chacota no trabalho :

 

“O que, você vai viajar ? Quando ? Me avisa logo porque como o dólar vai subir então vou comprar antes. Depois eu vendo mais caro e faço uma graninha”. Aham, tá. Engraçado esse povo, a gente ganha pouco mas se diverte...

 

E o pior é que nem posso culpá-los pois estão certos !!! Isso vem de longe, é tiro e queda. Mas não aceito receber a culpa sozinho pelo desastre cambial, podem botar na conta do almofadinha Ministro Mantega, o rei do PIBinho, mestre dos chutes (será que ele aprendeu com o Aiatolula ?) e medalha de ouro das previsões econômicas mais inconsistentes e furadas desde o reinado de D. João VI, uma verdadeira mãe Diná na versão ministerial, mais um perdido entre tantos nesse governo que institucionalizou a corrupção, né Dilma, Lula & Cia ?

 

E digo mais (iiihhh, lá vem...), para fazer uma viagem RTW também nem precisa ser lá muito inteligente (falei que sou recém-chegado de mais uma, né ? :wink: ).

 

O que, duvidam ?

 

O que tem de gente torrando o valor equivalente a metade de um carro zero quilômetro num ticket volta-ao-mundo e chamando isso de bom negócio não está escrito no gibi.

 

Deixa eu aproveitar o gancho e botar a bola no chão aqui: eu sou adepto sim do ticket RTW (claro que não esses com preços exorbitantes), já utilizei algumas vezes e provavelmente usarei outras tantas porque gosto bastante da safety net que ele proporciona.

 

E apesar de eu não ter viadagem para cias aéreas no geral (já falei que esse negócio de ficar reclamando de cias aéreas, pinchs, comida, serviço de bordo e fazendo comparações esdrúxulas de alhos com bugalhos tipo Webjet x Emirates, Ryanair x Lufthansa, Easyjet x KLM é coisa de sommelier de Fanta Uva. Ou pobre. Não gostou paga mais caro ou fica em casa, simples assim. E o pior é que a maioria desses “experts” não são capazes de diferenciar um Boeing 747 de uma Kombi, vai vendo...), as integrantes que compõem as grandes alianças costumam ser empresas boas, mas tem que saber utilizar bem essa passagem senão o tiro sai pela culatra e fica parecendo arma na mão de gente despreparada ou o PT no governo : o estrago é grande.

 

Então é sempre bom verificar outras alternativas porque a economia vale muito a pena. Me refiro a um jeito mais, digamos assim, casual day, que funciona bem por ser mais economicamente factível para assalariados como eu e vocês. Em alguns casos (presente !), o que se economiza nas passagens daria para pagar o restante da viagem.

 

Dar a volta ao mundo de outras maneiras que requerem mais planejamento e muuuuuuuuuuuuito mais recursos (carro ou barco) prefiro não me arriscar a dizer que é tão acessível assim (não é impossível, decerto. Senão não teria gente fazendo, né ?), a não ser que você acredite piamente que dá pra viajar o mundo durante uns três anos tocando o terror de jipão importado e a conta ficar na casa de subavaliados 70 mil dólares. Tenho minhas dúvidas se com tal montante pagaria o carro-mega equipado, imaginem os outros gastos ?

 

Carrõe$, jipõe$ e barcõe$ combinam com muitos cifrõe$$$$$$. E tempo.

 

Mas sei lá, se tem gente que acredita o mensalão não existiu e que se explodindo e matando um monte de inocentes vai encontrar 72 virgens (por que não 60 ou 70 ? E se o suicida for uma mulher ?) no outro lado (só se for no outro lado porque nesse lado aqui tá difícil...hehehe).

 

Mas enfim, eu gosto de todas, mas prefiro as que eu possa pagar. Melhor do que ficar apenas sonhando, né ?

 

O ideal é achar um meio termo, nem oito nem oitenta, afinal sair por ai também no perrengue total é coisa de argentino, e viajar não combina com mendigar. Se não tomar cuidado a pessoa vai ficar tão estressada com os gastos que nem curte a viagem direito.

 

Ticket RTW tem muito de propaganda de carro zero quilômetro, manjam o tal “a partir de” e a “foto meramente ilustrativa” ? Então, funciona quase do mesmo jeito, mostra uma coisa mas quando você chega na concessionária é outra muito pior. Aquele carrão da “foto ilustrativa” cheio de acessórios de cair o queixo no melhor estilo “se eu fui pobre não me lembro” não tem nada a ver com o preço que informaram no anúncio, sem choro nem vela.

 

O mesmo vale para os tickets RTW, você vê um “precinho camarada” (grifo meu) mas ele dificilmente vai cobrir o roteiro dos sonhos e se cobrir não tem nada de “precinho camarada”. Ai entra a pesquisa bem feita para comprar a coisa certa e não pagar os olhos da cara.

 

O que tem de tickets “entre U$ 2.900,00 e U$ 4.000,00” em RTW de U$ 6.000,00 (esses preços hoje estão defasados) prefiro nem comentar, some-se a isso os tickets avulsos que vão pintar, agora façam as contas e vejam quanto fica só a parte aérea da trip, uma paulada.

 

Uma pena, porque eu também acho que assim assusta bastante - ainda mais agora com a escalada do dólar - e acaba por desestimular quem pensava um dia em fazer uma trip dessas propagando, assim, o mito que é algo que beira o inimaginável e que comporta apenas o mundo dos sonhos (pra quem gosta apenas de sonhar), profissionais muito bem sucedidos, donos disso, donos daquilo, herdeiro$, gringos ou gente com grana no geral.

 

Por isso que uma boa pesquisa e planejamento, assim como canja de galinha, não fazem mal a ninguém.

 

O que, duvidam ?

 

Eu comentei que fiz minha 5ª. trip RTW não há muito tempo e apesar de teoricamente curta para os padrões considerados bons (não sei quem ditou isso, mais tarde voltarei no assunto “duração de viagem”), mesmo assim fiz do jeito que queria, claro que não em todos destinos, mas consegui decidir o que e como visitar quando chegasse nos lugares e viajar sem correria (isso eu deixo para os precoces), além daquele seredinpity básico que não pode faltar, pois só de praia no mais puro dolce far niente (eufemismo para preguiça e descanso, não necessariamente nessa mesma ordem) deu mais da metade do tempo, afinal férias são férias. E vice-versa.

 

Então, entre outras coisas e sem grandes soluços essa trip me deu direito à :

 

• rolê de bondinho nas ladeiras em SÃO FRANCISCO (algo que o Phileas Fogg não fez porque passou por ali um ano antes (1873) do primeiro bondinho começar a funcionar), falando nisso haja ladeira naquela cidade, lá português não anda de skate e nem de bike, afinal só tem subida..., comer muito clam chowder, cruzar de bike a Golden Gate Bridge e depois descer a milhão a serra em direção à bonita e aconchegante Sausalito e voltar, de barco, atravessando a baia e tendo uma visão da Ilha de Alcatraz brincando de esconde-esconde atrás da névoa, além de poder observar a ponte de outra perspectativa, agora fantasmagoricamente linda envolta numa neblina criando um cenário de fazer inveja aos filmes de Hitchcock;

 

• o não-encontro com as elusivas raias-mantas (que eu descobri depois que eram na verdade raias-lobisomens) em FIJI. Mas a ausência delas foi devidamente compensada com juros e correção por um verdadeiro batalhão de jovens norueguesas mais soltinhas que arroz da vovó e que estavam lá na mesma época que eu, sendo que a mais “feia” botava a russa Sharapova no chinelo;

 

• a minha constatação que a bela Opera House debruçada sobre a linda baia de SYDNEY pode ser considerada um resumo da própria Australia : linda por fora e oca por dentro. Fica fácil perceber porque as patricinhas e os ocos por dentro surfistas-merrequeiros-metidos-à-Kelly-Slater se identificam tanto com aquele país;

 

• curtir uma diferente ilha na TAILÂNDIA com direito a uma das praias mais belas que eu já vi (Phra Nang beach, em Railay. Eu preferi ela à Tonsai, vai ver porque não estava lá na melhor época, sei lá), uma esticada rápida até Phi Phi para confirmar com meus próprios olhos que infelizmente o tailandês tende a matar suas galinhas de ovos de ouro, explorar novos templos budistas, mercados escondidos e ruelas e ainda experimentar um prato novo simplesmente delicioso num restaurante BBB estranhamente perto da zorra total da Khao San. Se eu soubesse que ia perder mais de cinco quilos no próximo destino eu juro que teria me esbaldado mais naquele rango;

 

• depois disso tudo, hora de seguir para o país mais bizarro do mundo : INDIA, onde tive a confirmação que o Taj Mahal realmente é Mahalvilhoso (PQP, essa foi de lascar, cadê meu remédio ?), visitar ao vivo e a cores, sob um calor escaldantemente senegalês de 42 graus (em Delhi fui recebido por 44 graus, não acreditei quando o piloto falou), a versão indiana de “I see dead people” na labiríntica, imunda (óbvio, isso aqui é a Índia) e sagrada Varanasi no melhor estilo : Mate, if that doesn't creep you out, nothing will !, além de descobrir um lado do povo indiano que eu não conhecia. Foi incrível constatar ao vivo e a cores a devoção religiosa na India, principalmente para um ateu fundamentalista como eu. Graças a Deus.

 

• Ficar embasbacado com a vibe e as maravilhas de ISTAMBUL. Que cidade ! E ainda deu tempo para fumar narguilé com uma francesinha cheia de atitude curtindo férias do trabalho num hotel em Paris e que falava espanhol fluentemente mas, qu'est-ce que c'est ????!!!, puxava sardinha para o Lula, o Gran Larápio !!! Vejam só se pode uma coisa dessas ? Também, a garota já morou na Argentina...

 

• E para fechar a trip, uma passada bem rápida na Alemanha, terra da qualidade, competência, da AUDI, BMW, MERCEDES e constatar que os alemães em casa continuam sendo um povo muito gente boa, e não só aqueles que a gente encontra viajando.

 

It´s a wonderful world…

 

O que, muito difícil ?

 

Vamolá então, como são tantas emoções e aproveitando que eu estou de bom humor, para comemorar o retorno do relato, vou tentar desenhar. Adoro mapas, comecei quando jogava WAR :

 

20121030220716.PNG

 

Preço aproximado da parte aérea para quatro continentes : 25 mil milhas + U$ 1.900,00.

 

Pois é, o sonho da RTW própria muito mais perto do que parece. Para um bom entendedor, dar a volta ao mundo pela metade do preço basta.

 

Quem está se perguntando se tirando as milhas dá pra fazer uma trip RTW a resposta é SIM, mas sem ziguezaguear muito. E para quem gosta de viajar e, assim como eu, curte (re)visitar lugares numa mesma trip bastante diferentes entre si, acho jogo.

 

Humn, pensando bem, na minha busca ao tesouro não tão perdido no mundo das viagens RTW mais em conta, dá sim para rodar o mundo no ziguezague sem a necessidade das milhas, basta pesquisar direito e um pouco de sorte e timing também.

 

Tive que comprar passagem no meio da trip, algo arriscado porque se o preço der uma estilingada muito forte não tem pra onde correr, e uma passagem que eu comprei lá atrás hoje custa a metade do preço, isso porque quando eu fiz a trip uma nova cia aérea que hoje faz um dos trechos não tinha começado a operar. Sendo assim, acho que hoje daria até pra fazer mais barato.

 

Acreditem ou não, depois de fazer uma boa pesquisa e planejar, vocês vão ver que os gastos não são tão altos como a gente costuma pensar.

 

As minhas milhas consegui no susto (erro do cartão de crédito). Quisera eu conseguir juntar tantas milhas assim mas, sei lá, milhas aéreas hoje em dia são como peito pra mulher : se não tem, compra.

 

Essa foi de um amigo de trabalho. Tô falando que a gente ganha pouco mas se diverte...

 

Logo, com o preço de uma ida-e-volta simples para Asia já dá para realizar uma volta ao mundo sem grandes sustos. Não estou dizendo que seja algo necessariamente barato, afinal além das passagens ainda têm todos os outros gastos, mas aí o resto é com vocês.

 

Do alto da minha santa ignorância sobre o assunto, ainda acho um baita negocião.

 

Quanto aos tickets avulsos numa trip assim (só uma passada de mão de tinta aqui, porque ja vi que o post vai ficar longo. Novidade....), muita calma nessa hora porque para nós, brasucas, o caldo pode entornar se você não conseguir vôos de/para casa a preços palatáveis.

 

Não adianta também achar vôos com preços bons se para conseguir chegar até eles (e depois voltar) você morre com uma baita grana.

 

Qual a melhor opção ? Humn, pergunta sem resposta especifica mas eu arriscaria esgotar as opções possíveis, fazer simulações, comparar com os tickets RTW e ver o que melhor encaixa à sua viagem. Simples assim.

 

Uma viagem volta ao mundo, assim como qualquer viagem bem feita, começa com um simples clique no mouse e pela experiência da minha última trip aí em cima, acho que já deu pra perceber que procurando, dá.

 

O que, duvidam ?

 

Bem, depois que dia desses eu trombei com vôos diretos da Europa para a Tailândia por risíveis 150 euros eu não duvido mais de nada.

 

Não me perguntem, não sou agente de viagens, mas lembro que não era nada de Pequepequistan Airlines, Air Taliban, Free Falling Air, Aero Crash, Fly Hezbollah, Disaster Air, Queda Rápida Líneas Aéreas ou algo do gênero. Ah, e nada daqueles vôos “pinga-pinga”, porque senão fica muito cansativo e desperdiça-se muito tempo.

 

Se um dia eu achar de novo e usar eu venho aqui e falo como foi, mas que é um ótimo custo x beneficio até um recém-nascido corinthiano há de concordar. Pois é, dar a volta ao mundo tá que nem ganhar a Libertadores, tão fácil que até corinthiano consegue. 8)

 

Economizem na coisa certa. Arrumem um jeito de gastar seu suado dinheiro NOS DESTINOS propriamente ditos e não apenas PARA CHEGAR neles. Gastando muito nas passagens, o que sobra para gastar nos lugares ? O mel é uma coisa. Outra coisa é o preço do mel.

 

Nessa última trip ainda deu para reduzir alguns vôos e tornar a trip menos cansativa, tô ficando bom nisso. Até porque antes eu era adepto do “ticket-forró”, dois pra lá e dois pra cá (nossa, cadê meu remédio ? O médico continua falando para não contrariar... :wink: ). Trocando em miudos : dois vôos a mais pra lá e uns dois mil dólares a mais no bolso pra cá (o que eu não faço por uma economia ?), confirmando a tese, agora financeiramente, que "viajar é a única coisa que você compra que te deixa mais rico".

 

Se isso não for economia então não sei o que é. Nada daquela chamada de “economia porca”, i.e., pulando atrações pagas, mendigando por comida (?!?!?!??!?!?!), passando vontade e aperto, contando os centavos, comendo pão com miolo, miojo, biscoito de água e sal, tomando água da torneira ou frequentando fast food em dia de festa.

 

E nem dormindo ao relento, esse último só vale se for no deserto ou na savana africana cercado de animais selvagens à espreita e sob um céu estupidamente estrelado, contando as estrelas cadentes, ficando de boca aberta com a impressionante visão da via láctea, procurando e descobrindo como diferenciar os satélites comerciais dos militares (o que a gente não aprende na África, né ?).

 

E para se auto-financiar, que tal ficar limpando parabrisas e ficar fazendo maquaquices, digo, malabares nos semáforos ? Que mais, jogar capoeira na rua ?

 

Mas cuidado ! Ouvi dizer que em algumas cidades espanholas rolam multas de até 3.000 euros para quem mendiga. Gostei ! Ai se a moda pega aqui com os flanelinhas também, corinthiano teria que começar a procurar emprego.

 

Claro que cada um tem o seu jeito e tal, seja gastando os tubos, seja no perrengue crônico mas é isso que você chama de viajar ?

 

Eu também acho que “tudo vale a pena se a grana é pequena” mas por favor, econômico sim, miserável não.

 

Um dos objetivos de eu escrever isso aqui - além de me divertir - é incentivar as pessoas a darem um bizu nesse mundão e provar que não precisa ganhar na megasena para tal, vocês já perceberam que quando perguntados aos “futuros milionários” (a esperança, assim como a sogra, sempre é a última que morre) o que fariam com o dindin uma resposta bem cotada e em comum é quase sempre a mesma : “VIAJAR O MUNDO” ?

 

Se não der para fazer num período sabático mete o pé na jaca (e na estrada 8) ) e vai nas férias mesmo, mas faça um favor à si mesmo, saiba dividir o tempo (não adianta ter tempo e ficar mudando de lugar a cada um ou dois dias, fica cansativo e muito caro) e cuidado com os gastos. Se for fazer mal feito ou fazer por fazer tenho minhas dúvidas se RTW é o teu número.

 

E se for, tome cuidado para não cair na armadilha da RTW a qualquer custo. São poucas as nuances e armadilhas sobre viagens volta ao mundo que eu não sei (o que, arrogância ? Que nada, sinceridade. Tem gente que se acha, né ? :wink: ), mas se tem algo que me intriga é fazer uma RTW sem necessidade.

 

Eu não sei se tem a ver com um certo glamour ou magia que uma trip assim representa (afinal girar o globo e visitar o espaço sempre habitaram a mente dos mais aventureiros e/ou sonhadores. A propósito, não faço parte de nenhum desses tipos) e hoje já constam no menu e nos panfletos de agências de turismo, mas particularmente não vejo nenhum glamour em gastar os tubos.

 

E se o objetivo é visitar a Ásia e Europa ou, sei lá, América do Norte e Oceania, por que gastar, numa tacada só, mais de expressivos US$ 4.000,00 num ticket RTW, fora os outros que possam surgir ? Taí uma coisa sobre RTW que eu ainda não consegui entender e olha que sou um grande admirador e incentivador desse tipo de trip, mas sou contra gastar deliberadamente mais do que o necessário.

 

E esse preço de U$ 4.000,00 e lá vai pedrada é para quem escolheu a Oneworld, que não é nenhuma pechincha mas também não agride o bom senso, porque para quem vai utilizar os serviços da debutante (15 anos recém-completados) $tar Alliance vai morrer com muito mais.

 

Não é à toa que além de premiada é bilionária, faturando U$ 160 bi/ano (também, com esses preços...). Acho até que poderia entrar no Turismo Espacial, leva jeito. Afinal os preços já já estarão mais altos que o alcance da SpaceShip da Virgin-Atlantic : lá na putaquelpariutosfera.

 

Já vi casos de pessoas que deram uma volta ao mundo e torraram o dindim num ticket RTW gastando o dobro que precisava APENAS para trocar de avião, em função do roteiro escolhido. E não saíram nem do aeroporto... Será que precisava rodar o mundo ? Será que não havia outra rota mais em conta (e curta) para a mesma viagem ? Eu respondo : sim, havia.

 

E olha que essa nem foi a pior parte, a pior parte foi que eu não pude ajudar. A passagem já estava comprada e a viagem já tinha sido iniciada senão eu daria um help, algo que não faço com muita frequência.

 

O que, egoísmo ? Que nada, falta de tempo mesmo. Vida de assalariado sabe como é...

 

E de que vale o conhecimento se ele não for compartilhado ? Mas eu gosto de ajudar quando eu tenho tempo e apenas quem faz a lição de casa, a vida me ensinou a não perder tempo com gente burra e folgada.

 

Como o exemplo em questão era um roteiro COM NOÇÃO (redondinho até, nada daqueles roteiros “embaralha a vista” que de tanto pula-pula não dá nem pra ler), então seria mamão com açúcar dar uma mãozinha e ajudar a não gastar (muito) mais que precisava, uma pena mas agora já era. E a grana economizada que era muita, diga-se de passagem (desculpem o trocadilho) poderia significar mais alguns bons meses de viagem, principalmente na Ásia, isso pra não falar que ao contrário do ticket RTW (que, reitero, não precisava para fazer a trip em questão), se fizesse de outra outra maneira, além de custar uns 50% mais barato, daria até para parcelar. Falem-me em economia.

 

Mas esse foi um caso especifico porque comentar roteiros é uma coisa mesmo.

 

Meeeeeeeeeeeeeu d´ssssssssssssss, quecaquilo que a gente vê por ai ?

 

Tá, tá, eu sei que por roteiro ser algo muito pessoal fica muito complicado pitacar, afinal cada um tem seus sonhos, gostos, objetivos, interesses, coleção de bandeirinhas, vontades, expectativas, principios, idiossincracias, (falta de) conhecimento, coleção de imãs de geladeira, orçamentos, prazos, idéias, CTRL C´s e CTRL V´s, mas alguns provocam calafrios mas aquelas, vai ver que a pessoa fica tão animada (quem nao ficaria sabendo que vai cair no mundo ?) que se esquece do óbvio e do bom senso, quem não fez isso alguma vez na vida ? E o que é óbvio para uns pode não ser para outros, simples assim.

 

Outra coisa (eu falei que o texto seria longo, né ? Sorry, twitteiros...), em relação a duração de viagem, com exceção talvez de um improvável Tratado de Quadrúpedes, não está escrito em nenhum manual, lei, regra, acordo, medida provisória, protocolo, manifesto, aditivo ou na Constituição que para dar a volta ao mundo, embora recomendável, só vale se durar seis meses ou um ano e tenha que passar pela Tailândia. Se puder, melhor. Se não puder, paciência, ainda assim vai ser uma [email protected] trip e é melhor passar nem que seja algumas semaninhas de férias viajando numa volta ao mundo do que uma vida inteira sonhando com ela.

 

Como eu disse bem lá atrás no começo do relato (faz tempo, eu sei), eu já fiz as duas maneiras (longa e “curta”) e recomendo ambas. Quem fala que não dá pra curtir certamente fugiu do pasto, é invejoso, burro ou acumula função.

 

Claro que praqueles que têm mais dindin e tempo é melhor que dure mais, assim daria para diluir certos custos por um período mais elástico e obviamente passar mais tempo nos destinos, mas já que nem sempre é possível, por que não curtir com o que pode e tem disponível ? A mesma coisa com o “cebolinha” (contracheque) : quem não queria ter um mais polpudo ? Até eu que sou mais bobo, mas não é por causa que não tenho que vou deixar de fazer as coisas que eu curto, desde que fique bem balizado dentro das minhas possibilidades.

 

A mesma coisa funciona pra RTW, não é porque você não tem dindin ou tempo suficientes pra fazer uma trip assim por um período longo (se souber se programar e planejar, pode sim) que vai deixar de fazer. Umas cinco semanas já dá pra molhar o bico e ficar com um gostinho de quero mais, vai por mim.

 

Mas nada de pererecar de um lugar para outro dia sim e outro também e viajar como se não houvesse o amanhã, perdendo mais tempo em deslocamento do que nos lugares propriamente dito e viajando com tudo, mas tudo mesmo planejado como certo "experts" por aí.

 

Claro que você não vai esgotar um destino (seja lá o que isso signifique) ou algo do tipo, mas vai dar pra curtir bastante. A trip será mais intensa e o “WOW EFFECT” vai estar sempre em níveis estratosféricos.

 

Mas todo cuidado é pouco e toda trip é única, afinal existem viagens e viagens, orçamentos e orçamentos, maneiras e maneiras, roteiros e roteiros, estilos e estilos. E vice-versa.

 

Tá, tá, eu sei que vai parecer aqueles insuportáveis papinhos dos chatééééééééérrimos e improdutivos cursos in-company, ou coaching (dá a maior grana, putz !!!) ou, se me permitem o neologismo, outras groselhices do gênero, mas vou falar assim mesmo.

 

Basta seguir a regra dos “pês” que não tem muito erro :

 

Preparação

Planejamento

Pesquisa

Paciência

 

No meu caso podem colocar na equação Paixão e Pindaíba, mas essa só no fim da viagem pois eu não costumo passar vontade nessas trips e não custa repetir "viajar é a única coisa que você compra que te deixa mais rico".

 

Quase esqueci, podem colocar Perrengue também, sem ele não tem muita graça, né ? Mas com limite.

 

Tá, tá, eu sei, já entendi : falando assim parece fácil. E é. Parece até o Mito da Cassandra: ela está certa, mas ninguém acredita em suas previsões.

 

Num primeiro momento pode até ser um tanto trabalhoso para planejar, só que é um troço tão bacana e prazeroso que você nem percebe. Pensando bem, percebe sim e já começa a viajar antes mesmo de entrar no avião, como toda viagem.

 

Olhando de fora parece algo muito difícil : “Ele fala que é simples porque depois que fez um monte fica fácil”.

 

Mas não é nada disso, vocês vão entender o que eu quero dizer quando fizerem as suas, isso, claro, se pretendem dar uma volta ao mundo um dia, afinal existem diferentes tipos de viajantes e viagens e muita gente acha desperdício rodar o mundo num tempo curto (depende o que a pessoa estiver buscando) e prefere ficar numa região, apenas.

 

Outros viajantes podem achar que dar a volta ao mundo é algo meio arbitrário. Quem sabe eles podem estar certos ? Ou quem sabe tenham medo ? Quem vai saber, vocês ? Nem eu.

 

Mas enfim, essa foi outra trip e não vou misturar com esse relato. Quem sabe eu termine ( fingers crossed!) este aqui e comece um novo recém-saído do forno ? Já estou até ouvindo os lamentos de “não, não, por favor”, mas quanto maior for a divulgação e a demistificação, maior o incentivo e assim mais pessoas possam fazer.

 

Só não vale ficar sonhando a vida toda achando que não pode realizar ou que viajar assim é apenas algo para gringos, ex-pats com ou sem noção, galera do jabá, pa(i)trocinados (podem ser “titiotrocinados” ou “sogrãotrocinados” também. Haha, isso me lembrou a história de uns playbas num catamaran...), apresentadores de TV, filhos de banqueiro, fidalgos, alguém com o emprego dos sonhos ou os bem na$cido$ no geral. Eu pensava assim também, ainda bem que descobri a tempo que não é nada disso. Traveling and learning.

 

Tomara que outras pessoas, assim como eu, percebam isso também e possam ver como um objetivo realista e não apenas mais um sonho daqueles que se perdem na memória pra sempre.

 

Independentemente do seu jeito de viajar, do tipo de viagem ou o destino, não existe uma maneira certa ou errada, assim como não existe um sabor certo ou errado de sorvete, simples assim.

 

Mas eu acho que existe sim um jeito caro e outro mais em conta e pagar mais por algo que pode ser feito mais barato (mas dentro do estilo de cada um, que fique bem claro) eu fico com o Ciro Gomes : “quem paga ágio é otário”.

 

Só não vale avacalhar, tem gente viajando no Transiberiano e chamando aquilo de viagem volta ao mundo. Daqui a pouco qualquer trip pros EUA com parada no Panamá vai ser considerada volta ao mundo também. Putz, depois sou eu que viajo na maionese. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Maçã é maçã e pêra é pêra. E vice-versa.

 

Salvo raras exceções que não cabem mostrar aqui, toda viagem volta ao mundo é multidestino mas nem toda viagem multidestino é volta ao mundo. Para os paneleiros quadrúpedes de plantão, não estou dizendo que uma é melhor que a outra, inclusive já vi aqui mesmo no mochileiros trips multidestinos que deu um baile em muita volta ao mundo por aí (vai ver porque o roteiro contemplava a Africa 8) ), só estou dizendo que são diferentes.

 

O que vale mesmo é a pessoa sair para viajar, se vai ser volta ao mundo, multidestinos, para a cidade vizinha, se vai sozinho, acompanhado, com a cara metade, empacotado e se a sua é ir para Miami fazer turismo de compras vá e seja feliz ! Quem fala que isso não é viajar não passa de um tapado invejoso. Ou vice-versa.

 

E se o destino for Myanmar ou Miami, pouco importa. Só muda o portão de embarque.

 

Vai que é sua !!!!!!

 

Tá bom, tá bom, basta de mimimi então bora agitar isso aqui (a rima foi sem querer !).

 

Vou aproveitar que pelo menos no que diz respeito às viagens minha memória anda boa e colocar mais um trecho do relato (tá no finalzinho, eu prometo) que começou na década passada. Falando em boa memória...ahn...humn...tipo assim...onde foi mesmo que nós paramos ? Ah, lembrei, na Cidade dos Anjos. 8)

 

”Hey DJ, put that sh*t louder !!!!”

 

Oh, let the sun beat down upon my face, stars fill my dreams

I am a traveler of both time and space, to be where I have been

 

O nome verdadeiro de batismo dela é (respirem fundo !) KrungThep Mahanakhon Amon Rattanakosin Mahinthara Mahadilok PhopNoppharat Ratchathani Burirom Udomratchaniwet Mahasathan Amon Piman Awatan Sathit Sakkathattiya Witsanukam Prasit, os risonhos locais a chamam de Krung Thep (Cidade dos Anjos), mas podem chamá-la simplesmente de Bangkok.

 

No alto de seus respeitáveis 12 milhões de habitantes apenas na área metropolitana (cada fonte diz um número diferente então eu peguei a média), quase 450 templos, um número impressionante de lojas 7ELEVEN que de tão fácil achar parece loja Starbucks em Manhattam, Bangkok é a vibrante e caótica capital de um país com 70 milhões de habitantes dentre os quais existem 200 mil monges (números não confirmados) e demonstrando uma enorme e estranha influência de gaúchos e são-paulinos, a mesma quantidade de ladyboys, que apontam duas facetas antípodas deste simpático, hospitaleiro e distante país asiático.

 

Bangkok é uma das maiores metrópoles da Ásia onde o sagrado e o profano caminham de mãos dadas, mas cada um no seu quadrado. Arranha-céus, cortiços, inferninhos com muito neon, Shoppings Centers sofisticados, mercados flutuantes, estradas elevadas, canais (ou khlongs, como são chamados) dividem espaço na frenética e pulsante cidade gentilmente apelidada de "Cidade dos Anjos”.

 

Isso sem falar dos taxis coloridos, reforçando o que já foi dito no post anterior, sendo muitos deles naquela cor “azul-gaúcho”(não preciso falar qual é a cor, né ?) comprovando novamente a influência de gaúchos e são-paulinos, pelo menos aqueles que não migraram para o bairro Castro, em São Francisco.

 

(NR.: Desconheço se esse bairro californiano tem a ver com a fixação dos EUA em achar armas de destruição em massa).

 

Acho que a grande concentração de “padeiros distraídos” asiáticos devem estar em Phuket e adjacências e na Tailândia a bicharad...digo...a travecada é uma espécie de terceiro sexo, algo assim. Lá eles são aceitos na sociedade, não sei se tem a ver com o tipo de Budismo que o país pratica ou porque a sociedade é mais “aberta” (perdoem o trocadilho involuntário) para essas coisas.

 

Enfim, deixemos os viad...digo... os híbridos e seus pares gaúchos e são-paulinos pra lá e voltemos para Bangkok.

 

Por se tratar de uma das grandes metrópoles asiáticas, um cenário com templos brilhantes hoje convivem num ritmo frenético, poluição, trânsito caótico, arranha-céus, hotéis e shoppings luxuosos assim como muitos mercados de rua onde tudo custa muito pouco.

 

Além dos shoppings centers modernos cheios de grifes famosas, existem outros centros de compra nem tanto glamourosos, são mais populares com barraquinhas coladas umas as outras, mas é preciso olho vivo porque a região é um paraíso de falsificações, Ciudad de Leste é fichinha. Pirataria ali é igual a politico corrupto no Brasil, está em todo lugar e às vezes a qualidade dos produtos pode deixar a desejar mas pra quem gosta de artigos baratos ali é um prato cheio. E sacola também. 8)

 

Quanto a qualidade muitas vezes ser duvidosa acho isso muito relativo, afinal eu não vou comprar um iphone numa barraquinha nas ruas de Bangkok, né ? Não é porque sou brasileiro que tenho que ser burro também e sabendo garimpar tem muita coisa bacana e de qualidade. E lugar de comprar iphone é no Paraguai... (Brincadeirinha!!!!)

 

A terra do “same same but diferent” continua bombando e esse mantra a gente percebe a toda hora, seja nas camisetas com dizeres engraçados, seja na atitude do povo o que juntamente com preços baixos, atrações impares, templos budistas, palácios com sua arquitetura detalhada, exótica e bonita, cultura, gastronomia e povo hospitaleiro continuam atraindo milhões de turistas, três vezes mais do que o Brasil por sinal, e se depender de mim a diferença vai aumentar porque costumo indicar a Tailândia como um ótimo destino de férias e quase sempre convenço turistas a não perderem seu tempo nem dinheiro vindo pra cá, sou uma espécie de embaixador às avessas.

 

Babaquice ? Complexo de vira-lata ? Sinceridade ? Todas as anteriores ? Sei lá, pode ser, mas eu concordo com Charles de Gaulle (o general, não o Aeroporto de Paris) quando disse “o Brasil não é um pais sério.”

 

Sim, eu sei que mudou bastante nos últimos tempos e tem algumas coisas boas aqui e ali, inclusive algumas surpresas na Suprema Corte da Justiça. Menos o Lewandoski e o Tofolli.

 

Quem diria que nas últimas duas décadas e pouco um sociólogo, um ex-operário que nunca gostou muito de pegar no pesado metido a Maomé tupiniquim usurpador de idéias alheias como se fossem suas e uma ex-terrorista iriam se tornar presidentes ?

 

E sei também que tem cenários bonitos, povo hospitaleiro e a economia e a vida geral melhorou, apesar do PT. Mas os preços não compensam. Enfim.

 

Tá, ta, eu sei. Além da miríade de atrativos suficientes para agradar o mais exigente do turista, a Tailândia também tem outra “atração” nefasta que atrai o mais perverso do turismo : prostituição e pedofilia. Em Bangkok o bairro proibido é Patpong, que eu nunca fui e não tenho vontade de conhecer mas peralá, vocês não acham que eu atravesso o mundo para visitar inferninhos e lugares frequentados por mães de políticos, né ?

 

E muitas delas estão nessa vida porque foram “vendidas” pelos próprios pais (falei que a Tailândia parece o Brasil em alguns aspectos, inclusive nos mais nefastos), infelizmente a Tailândia está na rota do turismo sexual, assim como as Filipinas e o Brasil :(:(:( .

 

A região que concentra os templos e atrações mais famosas pode ser percorrida a pé, principalmente praqueles que estão hospedados na região da Khao San Road, a rua dos mochileiros.

 

Agora se a intenção é ir para os shoppings centers bonitões na região do Silom, ahnm...ehm...bem...well...tipo assim...já até fui afinal eu vou para o Sudoca Asiatico já há alguns anos (o que é meio estranho para um Africolatra como eu) e se eu continuar indo praquelas bandas com essa mesma frequência, daqui a pouco o pessoal da imigração vai me chamar pelo nome... (Brincadeirinha...).

 

Se for para visitar shoppings (hellooooo, ir até a Asia pra visitar...ahn...shopping center ? Eu heim, parece paulista 8) Ô meu, além de shopping vai atrás de quê, aeroporto ?), acho os de Singapura mais jogo, ou talvez os de Hong Kong. Se bem que até hoje não consegui entender se em Singa (e aí, perceberam a intimidade ? Nem eu... ) tem tantos shoppings porque fazer compras é o esporte nacional ou se é para aproveitar o ar condicionado deles e fugir do clima úmido na bonita e organizada cidade/estado/país.

 

E eu que achava que só Bangkok era úmida mas peraí, vocês não acham que viajo para Ásia para ficar circulando em Shopping Center com ar condicionado, né ?

 

E como é uma cidade de extremos, se por um lado tem os shoppings bonitões e modernosos, por outro tem ainda o mercado flutuante chatchuchak market (eu quero tchu...eu quero chak...eu quero chatchuchak chatchuchak market ! PQP, cadê meu remédio ?!)

 

A vida ali acontece nas ruas e quando precisar de tranquilidade é só entrar no primeiro templo budista e ficar lá sentado admirando tudo e absorvendo a tranqüilidade e a paz que ele proporciona.

 

Para passeios em lugares mais distantes, o sistema de transporte é relativamente eficiente e como toda cidade que se preze tem ônibus, metro, taxi, etc mas ainda acho que o Skytrain é meio como uma ponte mal acabada ou obra pública com desperdicio do dinheiro do contribuinte : leva do nada a lugar nenhum, mas não posso afirmar com muita propriedade porque utilizei muito pouco, ainda prefiro o tuk tuk, a versão motorizada do riquixá que chegou na Tailândia nos anos 30 e como roda 35 km com um litro de combustível (já contando com o barulho infernal que deu origem ao seu nome) rapidamente caiu no gosto do povo como um meio de transporte econômico e que na Ásia se apresenta nos mais variados tamanhos, cores e modelos transportando tudo o que você possa imaginar, até gente.

 

E riquixá para mim só se for motorizado (tuk tuk), acho o cúmulo da escravidão e o ó do borogodó certos turistas utilizarem riquixás movidos a tração humana. Questão de princípios. Depois do que eu vi na Índia (já tinha visto no Nepal também...E em Bangladesh também), isso só aumentou minha ojeriza a esse tipo de coisa.

 

Sei que estão aí há mais de um século e sei que quem trabalha com isso tá na l(ab)uta diária arduamente para garantir o seu sustento e o da sua família, mas para mim é fora de cogitação. Vou a pé.

 

É cultural ? Que seja. É secular ? Que seja. É exótico ? Que seja. É diferente ? Que seja. É muito barato ? Que seja. É um trabalho digno e honesto ? Definitivamente, sim.

 

Posso até pagar uma grana (não barganho por miséria, não sou gringo nem israelense. Já falei que sou pobre mas sou limpinho) para o tiozinho do riquixá me mostrar o caminho, no worries. Sou saudável, vou andando com a mochila nas costas e conversando com o condutor, mas entrar naquele troço e abusar das pessoas, “nem a pau, Juvenal”.

 

Qual o próximo, pagar para aproveitadores que ganham dinheiro maltratando animais na rua em espetáculos circenses ? Isso eu deixo pros babacas babões.

 

Enquanto isso, no trânsito em Bangkok...

 

Assim como imagens do Buda, fotos da família real e sorrisos, o tuk tuk é onipresente e faz parte da vida local.

 

Além dos meios de transportes convencionais (e nem tanto), para se locomover pela cidade ainda tem o reforço dos barcos, afinal o Chao Phraya ou o Rio dos Reis (engraçado, eu sempre pensei que esse título seria para o Nilo. Seria o Rio Nilo o “Rio dos Faraós” ? Eu já fiz rafting cavernoso na sua fonte no coração da Africa e já naveguei por ele de feluca no Egito agora fiquei encucado. Ah, deixa quieto), o rio que corta a cidade e com seus quase 400 kms de extensão também ajuda a fugir do trânsito que conseguiu a façanha de ser pior que o trânsito paulistano, mas pelo menos lá não tem o exército de motoboys, ali tem um exército de tuk tuks.

 

Já que o assunto é transporte, deixa eu aproveitar para fazer um update rapidinho aqui : nessa última viagem eu tenho uma coisa chata para falar : o airport bus que quebrava um galhão foi descontinuado, uma pena. Os taxistas adoraram.

 

Será que estão aprendendo com a Infraero, ANAC, Embratur e esses cabides de empregos brasucas ? Como alguém em sã consciência, seja orgão governamental, empresariado ou indústria do turismo em geral pode descontinuar um meio de transporte tão util, ainda mais num pais que garante uma grana preta com turismo ? Vai ser tão sem visão assim lá longe.

 

Mas a Tailândia é assim, um país recheado de atrações porém muitas vezes se perde e explora o turismo a exaustão e de maneira errada. Vira e mexe aparece uma taxa de não sei lá o quê; tudo bem que não é necessariamente algo caro, mas depois de um certo tempo começa a irritar, principalmente porque assim como no Brasil, não volta em forma de beneficio para comunidade ou para o lugar (limpeza, infra-estrutura, etc).

 

Quando soube que começaram a cobrar uma taxa para subir no View Point em Phi Phi eu não acreditei, tive que ir ver com meus próprios olhos e lá estava ela.

 

Phi Phi é outro lugar com boas recordações, na minha penúltima vez (a última foi esse ano numa “conexão” entre Tonsai/Railay e Bangkok. Se alguém achar um par de havaianas perdidas nas areias de Tonsai, são minhas...), após virar a noite e tomar banho de mar às 4/5 da matina, eu e um grupo muito bacana que conheci na viagem desde Bangkok, já contando com duas canadenses lindissimas de cabelos pretos com olhos azuis (não vou citar a Megan Fox de novo... 8) ), subimos a escadaria para ver o nascer do sol.

 

Antes inventaram uma “taxa de limpeza” (acho que é isso), na mesma Phi Phi que todo mundo paga quando chega na marina, queria saber se quem vem de barco rápido também paga. Falando nisso, tá quase sem espaço pra nadar, tem muito barco “estacionado” direto na praia, com o pessoal que faz day trip.

 

Não me importaria em pagar essas taxas se fossem realmente utilizadas para os fins que foram criadas, mas quando você vê lixo espalhado no outro lado da ilha dá pra perceber que o dinheiro foi recolhido mas não utilizado. Coisa de país de Terceiro Mundo, inventa taxa e imposto, depois desviam o dindin e divide entre poucos, igualzinho ao Brasil.

 

Em Bangkok também tem multa para quem joga lixo nas ruas, mas pergunta se você acha uma lixeira ?

 

Digo e repito que esses administradores de araque deveriam obrigatoriamente ter aula de Turismo com a Nova Zelândia. Ela sim explora o turismo e não o turista.

 

Tudo bem que as corridas de táxi do aeroporto não chegam a comprometer um orçamento esquálido como o meu, mas mesmo assim eu preferia o ônibus, além do preço e conveniência ele me traz boas lembranças. Era sempre legal chegar em Bangkok e pegar o ônibus bege velhinho que quebrava um galhão.

 

(NR.: A Airasia não voa mais para esse aeroporto principal, ela mudou-se para um outro secundário, também bom mas fora de mão e sem muita opção de transporte para chegar na cidade. No ano passado, voando com outra cia aérea, desci lá e quase “mifu”, pelo tamanho da fila esperando transporte na saída do aeroporto, a média chegava a um taxi para cada Boeing que pousava. Mas a Airasia não tinha mudado pra lá ainda então hoje essa média deve tá melhor, talvez uma van por Boeing :wink: ).

 

Ali mesmo naquele ônibus simples e barato já dava para sentir toda a vibe com a galera mochileira, cada um chegando de um ponto diferente, cada brota que vou te contar. Vários idiomas falados, muitos mochileiros fazendo um estilo blasé (muito tempo de estrada às vezes dá nisso), outros cansados afinal chegar ali precisa tempo e saco pra aturar os vôos longos, outros olhando tudo e todos, tudo isso no alívio do ar condicionado congelante.

 

Eu fico tão contente em voltar numa região que gosto e é tão difícil para chegar lá, principalmente vivendo onde a gente vive e ganhando o que a gente ganha, que nem lembro do cansaço porque este foi substituído faz tempo por aquela gostosa sensação de déjà vu.

 

Até o cobrador ou cobradora é legal, pedindo o ticket falando o inglês com sotaque mais foneticamente bonito, simpático e suave de toda a Asia e que se tem noticia (ok, às vezes um tanto incompreensível mas quem sou eu pra falar ? Parece brasileiro reclamando de lugares onde não se falam inglês, desde quando o Brasil fala ? Coitado dos gringos...), esticando as palavras que na maioria das vezes desemboca automaticamente num sorriso largo : “sawadee kaaaaaaaaaa”. Mais ou menos como o “bulaaaaaaa”, de Fiji.

 

É um ambiente bacana, muita gente animada, alguns de tão felizes ficam parecendo pinto no lixo ou petista com mala recheada de dinheiro sujo.

 

Praqueles que já foram lá outras vezes ou pra quem tá chegando pela primeira vez tem sempre aquele friozinho na barriga afinal nenhuma viagem é igual a outra, mesmo indo para o mesmo lugar, principalmente quando chega num destino tão diferente como a Asia e numa cidade tão full on como a capital tailandesa, afinal Bangkok é Bangkok. E vice-versa.

 

Além do buzun do aeroporto, no geral eu curto muito viajar de ônibus praqueles lados, mas precisa ter uma certa dose de paciência – algo que ando perdendo ultimamente, confesso – e tem tudo a ver com viajar pelo Sudoca Asiatico. Quem gosta tem a opção de trem, como eu não gosto nunca fiz questão, afinal de tédio já basta morar em Brasília.

 

Acho que todo viajante com disposição que se preze deveria fazer pelo menos um trecho de buzun na Tailândia, viagem essa que começa uma hora antes de embarcar no ônibus propriamente dito.

 

Os mais observadores vão notar uma espécie de mini-passeatas de pessoas com mochilas nas costas indo de um lugar para outro diariamente por volta das 18:00hs (horário do encontro na frente da agência onde você comprou o ticket) nas imediações da Khao San Road, basta prestar atenção que sempre rolam uns grupinhos de mochileiros indo de lá pra cá e de cá pra lá seguindo um tailandês apressado cujo inglês se resume a duas frases que ditas num sopro só ficam mais ou menos assim : “tíquiti pliz” e “iuait here”.

 

Ninguém entendendo nada e olhando com aquela tipica expressão estampada no rosto de Perdidos da Silva Sauro, como se quisessem perguntar “where the [email protected] a gente tá indo ?”, mas depois de mais umas duas ou três paradas após caminhar e cruzar becos que você jamais ousaria imaginar que existiam - mesmo tendo passado perto deles dia sim, dia também – e às vezes ainda trocando de guia no meio do caminho que já tá todo mundo escolado. Nada de perder o passo porque o guia é mais apressado que criança pequena abrindo presente. Ou o meu chefe devorando brigadeiro. Ou eu tomando açaí. 

 

Em uma dessas paradas você fica esperando no meio do nada enquanto ele some para trazer outros viajantes e aí depois começa tudo de novo. É muito comédia. No fim do walking tour improvisado todo mundo se encontra num mesmo lugar (inclusive aquele outro grupo que você viu cruzando pro lado oposto), que pode ser uma agência de turismo, um hotel ou os dois juntos, e acabam pegando o mesmo ônibus com direção a algum canto do país.

 

Na chegada do ônibus, que estaciona no outro lado da rua, enquanto você se dividia entre comprar uma fruta para aplacar o calor ou puxar papo com uma linda loira gringa de silhueta delgada e vestida com a camiseta do Vietnam (na hora até vem à cabeça aquela música... The night I laid my eyes on you. I felt everything around me move), começa aquele alvoroço com todo mundo tentando achar sua mochila que estava junta com as outras formando um monte quase da altura do Everest () e se mandar para o ônibus, quando sou interrompido por uma boa alma :

 

“Nooooooo, Koh Taaaaaaao bus. Iu, Phi Phi bus, iuait here” e vira as costas.

 

Você relaxa, esquece a mochila e quando você vê o monte de gringas gatas indo para Koh Tao você se pergunta por que diabos ainda não tirou a [email protected] da certificação de mergulhador . Será que ainda dá tempo ? Quando eu percorri a Banana Pancake Route na minha primeira vez por aquelas bandas, aquela ilha era linda e o mergulho, barato. Será que ainda continua assim ?

 

Ai quando você relaxa de novo e vai comprar outra fruta pra levar na trip e uma água para afogar as mágoas, porque aquela gringa que você ia puxar papo segurou na mão do maldito Murphy e foi para Koh Tao, você ouve um grunhido esquisito (kopinhaaann...kopinhaaann...kopinhaaann) e se assusta pra ver se não pisou num filhote de gato desmamado que estava ali e você não viu, mas na verdade era o anúncio de outro destino.

 

Você não entende lhufas e depois de muito custo percebe que o grunhido era na verdade o chamado para um lugar muito famoso e popular :

 

“Koh Panghaaaaaaan...Koh Panghaaaaaaaan...Koh Panghaaaaaaaan bus”

 

Todo mundo olha pro lado oposto procurando um outro onibus chegando, mas ele não aparece. Antes mesmo de perguntarem pro guia onde estava o ônibus pra Koh Panghan, ele aponta para o primeiro ônibus, aquele mesmo que ia para Koh Tao.

 

E toca todo mundo pra lá, menos eu afinal não vou pra ilha da Full Moon Party, então finalmente consigo pagar minhas frutas - que já vêm cortadas para você comer de palitinho - minha água e aproveito para comprar mais alguma coisa e embalar num saquinho, porque elas estão simplesmente saborosas. O grupo que era grande vai minguando e o lugar vai esvaziando cada vez mais.

 

Mas antes de eu guardar minha carteira e pedir uma sacolinha para colocar minha janta dentro pois eu conheço as paradas no caminho e jantar ali nem por decreto (mesmo assim muito melhor do que as paradas na China e na India, se bem que na Índia até banheiro de estádio é mais limpo que restaurante. Isso nos “mais limpos”), porém no restaurante de beira de estrada também tem um mercadinho mão na roda onde dá para comprar umas batatinhas e refris para ajudar a enganar o estômago, ouço um novo anúncio :

 

“Koh Phi Phiiiiii...Koh Phi Phiiiiii...Koh Phi Phiiiiii bus !!!!! No uait mór ! Iu go now”.

 

Finalmente chegou minha vez de embarcar e lá vou eu feliz da vida por mais uma vez ter encaixado a Tailândia no roteiro, caminhando em direção ao mesmíssimo ônibus colorido por fora com suas cores berrantes e beeeem colorido por dentro, mas na forma de muitas gringas lindas, leves e loiras de tudo quanto é canto do mundo, e após entregar minha mochila para o cara que vai ajeitá-la com “carinho” (pausa para arrumar a garganta ) na montanha de mochilas que já está dentro do bagageiro, subo no ônibus para achar um lugar e quando encontro um assento livre dando sopa, adivinhem quem já está devidamente acomodada e sentada exatamente ao lado da minha poltrona escolhida ? A gringa da camiseta do Vietnam...

 

Uma dica para quem vai para Koh Tao. Ela é a primeira parada e chega-se lá no meio da madrugada, não em Koh Tao mas na marina onde vai pegar o barco.

 

Nessa minha última viagem eu estava indo para Railay (ou Lailay, segundo a pronúncia Thai, falando nisso foi uma dificuldade danada para comprar o ticket que vou te falar, era eu de um lado falando “Railay”, caprichando na pronúncia do “R” meio enrolado, igualzinho ao que os gringos falam (ô dó...) e a atendente quase esperneando e gritando “Lailaaaaay....Lailaaaaaaay” caprichando na pronúncia do “L” e já querendo me aplicar um chute de muay thai bem no meio da minha digníssima fuça !

 

Eu hein, que povo mais impaciente !!! Parece alguém que eu conheço muito bem, que vira e mexe sai do sério por causa de computador e que por sinal está escrevendo esse relato...hehehe

 

Alguns lugares na Tailândia tem o nome muito parecido para quem, obviamente, não fala tailandês, somado ao sotaque Cebolinha, já viu. Só deu certo quando surgiu uma foto com a mulher apontando o lugar com as imagens do lugar, era aquele mesmo : RAILAY.

 

Oops, me perdi no parágrafo, vou começar de novo e pular a saga da compra do ticket.

 

Voltando...

 

Nessa minha última viagem, eu estava indo para Railay (ou Lailay, segundo a pronúncia Thai) e uma garota que estava no mesmo ônibus que eu perdeu a parada para Koh Tao e foi descer junto comigo, já na manhã seguinte, em Krabi, que fica a umas trocentas horas depois.

 

“Caraca, véi !” (como dizem aqui no Sertão).

 

Como um perdido crônico que sou, fui solidário com a moça, fiquei com dó mesmo, por ser ainda muito cedo ela estava com aquela cara de panda (branca com olheiras pretas) de quem passou a noite mal dormida, mas como a garota estava mais por fora que bunda de índio e mais perdida que azeitona em boca de banguelo, pra ela era tudo festa. Logo chegou um tailandês prestativo que pegou-a pelo braço e foi resolver a situação. Eu fiquei com pena dela, pois teria que voltar centenas de quilômetros.

 

Mas não a culpo, todo mundo sonolento no meio da madrugada tentando dormir e de repente o ônibus estaciona no meio do nada e entra o assistente do motorista gritando um nome incompreensível que ninguém entende (óbvio, né ? Senão seria compreensível. Dãã), assim fica difícil saber se está no lugar certo. Olhos e ouvidos abertos!

 

Mas nem tudo são flores nessas viagens terrestres, infelizmente tem ocorrido acidentes fatais e as mães da gringaiada estão em polvorosa e fazendo um bundalelê danado a respeito da segurança nas viagens de buzun pela Tailândia, afinal enquanto no Reino Unido morrem 3 mil pessoas por ano nas estradas, na Tailândia esse número bate os 12 mil.

 

Engraçado, se elas soubessem o que seus filhinhos drogados e bêbados (aquele baldinho da combinação de álcool Zulu, gasolina, gelo, Coca Cola e Red Bull pode fazer um estrago daqueles. Muito passarinho não bebe aquilo ali não...) costumam fazer nos paises pobres, viajando com bolsos cheios de moeda forte (papis e mamis britânicos bancam por ano a bagatela de um bilhão de libras esterlinas para mandarem seus filhinhos passarem um tempo viajando) tocando o terror na Full Moon Party e depois morrendo afogados lá mesmo ou se acidentando perigosamente no divertido tube riding no vizinho Laos, será que elas ficariam tão chocadas assim ? Deveriam.

 

Pessoal, o papo tá muito bom só que chegou a hora de darmos uma pausa para uma respirada, mas nada de choros, lamentações e tentativas de suicídio (tô falando que tem gente que se acha... :wink: ) porque vocês já sabem, depois eu venho e coloco mais um trecho e dessa vez pretendo (de novo...) não demorar tanto, vai que os Maias estejam certos sobre o fim do mundo esse ano, né ? 8)

 

Ai eu dou mais uma repassada em Bangkok e aproveito pra falar sobre o encontro enquanto esperava o transporte para o aeroporto (naquela época ainda existia o airport bus) com uma norueguesa (não confundir com as deusas vikings em Fiji) no melhor estilo “Aruba” : Linda, mas um porre.

 

O que, duvidam ?

 

Me aguardem.

 

Abraço, galera. Valeu pela companhia.

 

 

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Caro Virunga,

 

Eu acabei a maratona de ler todo o tópico de cabo a rabo. Senti falta de uma pequena lista dos websites que te ajudam na pesquisa dos preços das passagens aéreas. Você poderia relacionar como foram gastos as 25.000 milhas + U$ 1900? Achei barato demais e me perdi na "matemática". :)

 

Parabéns pela relato!

 

Boas viagens!

 

Filipe.

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Oi Filipe, tudo bem ?

 

Valeu pelo comentário, que bom que gostou.

 

Leu tudo de cabo a rabo ? Corajoso, hein ? Parabéns ! rsrs

 

Maratona mesmo, eu me empolgo (e me divirto) bastante com esse lance de RTW.

 

Sua conta não fecha ?

 

Os preços dos tickets variaram entre U$ 120,00 e 530,00 (sem taxas), mas nos U$ 1.900,00 já estão inclusas a maioria delas.

 

Apesar de não ser necessariamente imprescindivel, é bom também ter um conhecimento sobre rotas e cias aéreas no geral e saber um pouco sobre os melhores hubs, aproveitar os stopovers, essas coisas.

 

Olha essa, um dos vôos que eu fiz desapareceu (desapareceu não, explodiu o preço). Espero que seja apenas a época, alta temporada, subida do petróleo ou algo assim, mas depois descobri que a cia aérea está comprando avião novo, dando upgrade na imagem, mudando de nome, investindo bastante e consequentemente aumentando (nossa, quanto gerundismo, que horror !) os preços, assim como a Avianca tem feito ultimamente.

 

Eu consultei esse trecho (Oceania) e o preço disparou indecorosamente mais de extorsivos 60%, espero que não fique assim porque eu gostei tanto da trip que tô pensando em replicá-la. Já procurei bem lá pra frente e o preço continua caro e aparentemente pulou para um novo patamar muito mais elevado. Se for realmente isso (toc toc toc), que os deuses protetores dos viajantes sem muita grana não deixem acontecer.

 

Os sites são aqueles que (quase) todo mundo usa, duvido que você não tenha um que te agrade, todo mundo tem e você certamente deve conhecer alguns.

 

Eu dou preferência para os sites que mostram um calendário com os preços, pois estes variam muito dependendo do dia, então aquele vôo de domingo pode sair consideravelmente mais barato do que aquele que sai na quarta. E vice-versa.

 

Além do mais, certas cias aéreas não fazem o trajeto todos os dias e as que fazem podem cobrar preços mais elevados. E não nos esquecemos do mala do Murphy que sempre dá uma jeito de aparecer : quando o preço é bom não tem a data que você quer, quando tem a data que você quer o preço não é bom e quando o preço é bom na data que você quer, bem, você não tem disponibilidade para viajar. Acontece direto.

 

O matrix eu gosto muito, mas peca por não ser muito forte em mostrar vôos com cias de baixo custo. Adoro a simplicidade dele, mostrando mais uma vez que menos é mais, nada de viadagem. Falando em viadagem, essa fica com o momondo, apesar de ser bom é o site mais poluído que já vi na vida, então nem olho mais. Outro é o hipmunk, que eu ainda estou vendo como funciona, poderia ser mais simples apesar da ideia ser legal.

 

Kayak e opodo também me vêm a mente, mas eu gosto mesmo do matrix.

 

Eu complementava com um outro site simplesmente excepcional para achar vôos em cias aéreas de baixo custo ou cias aéreas locais, mas infelizmente ele virou moribundo e me deixou órfão, o site era o http://www.airninja.com.

 

Tem um bastante conceituado que eu não gosto, acho fraquíssimo por sinal, mas praqueles quem não têm paciência para fuçar e estão engatinhando pode ser uma boa introdução, ele funciona como macaco gordo: quebra-galho. O nome é skyscanner.

 

Pois é, são muitos, fora os das próprias cias aéreas.

 

Ah, gostava também do http://www.whichbudget.com, mas hoje em dia eu vou direto nas cias aéreas, quem não conhece muito sobre cias aéreas de baixo custo tá frito e mal pago.

 

Acho que era mais ou menos isso

 

Valeu !

 

 

 

 

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Fala Virunga,

 

Agora estou entendendo. Seu ticket RTW, na verdade, é comprado "por partes", correto?

 

Anotei os sites, valeu!

 

Abraço,

 

Filipe.

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Diga lá Filipe,

 

Sim, essa última trip RTW foi realizada com tickets comprados “por partes”.

 

Só para comparação, fiz uma conta de padaria simulando quanto custaria caso tivesse utilizado um ticket RTW convencional e os valores, com as taxas, ficaram mais ou menos assim :

 

Oneworld - U$ 4.815,00 (sem Fiji)

 

Star Alliance - U$ 6.300,00

 

Percebeu a diferença, levando em consideração quanto eu gastei ? Dói no bolso só de pensar e dependendo do roteiro o preço na Star Alliance pode ultrapassar escandalosos U$ 7.000,00 mas aquelas, se tem gente “esperta” que compra sempre vai ter uma aliança ainda mais esperta (sem aspas) que vende.

 

Abraço.

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Meu nome é Lian Tai, sou aluna de doutorado em Comunicação Social na Universidade Federal Fluminense. Minha pesquisa é sobre relatos de viagem na internet, o que inclui relatos em sites, blogs, redes sociais, enfim, os instrumentos na internet que cada um utiliza para compartilhar sua viagem. Trabalho com este tema inclusive porque também sou mochileira, blogueira e me interesso tanto por viajar quanto por compartilhar e entender esse fenômeno. Estou à procura de pessoas dispostas a contribuírem para minha pesquisa, tanto concedendo entrevista quanto permitindo que eu acompanhe seus relatos variados de viagem. Adoraria se você pudesse ajudar. Posso ser encontrada pelo e-mail [email protected] , ou pelo Facebook como “Lian Tai”, através do mesmo e-mail. Também tenho um blog, que, apesar de não ser específico sobre viagens, também uso para relatá-las: www.bolhinhasdalian.blogspot.com . Caso tenha interesse em contribuir ou queira mais informações sobre a pesquisa, por favor entre em contato pelo meu e-mail, com RELATOS DE VIAGEM como assunto, para que eu não confunda com o lixo eletrônico. Desde já agradeço! =)

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Cara revoltado haha

Parabéns até uma parte do relato... infelizmente acabou se 'perdendo' no final.

 

Revoltado, eu ? haha Que nada.

 

Bom saber que gostou pelo menos até uma parte do relato, mas não acho que se “perdeu” no final, infelizmente você que não entendeu. Pena que não tem fotos, assim os iletrados e aqueles que têm mais dificuldades poderiam pular o texto e ir diretamente para elas, ficaria mais fácil. Quem sabe no próximo ?

 

Analfabetismo funcional pouco importa nesse caso, o que vale mesmo é a pluralidade das idéias e a diferença de opiniões. Como as suas, por exemplo.

 

Happy travels.

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Meu nome é Lian Tai, sou aluna de doutorado em Comunicação Social na Universidade Federal Fluminense. Minha pesquisa é sobre relatos de viagem na internet, o que inclui relatos em sites, blogs, redes sociais, enfim, os instrumentos na internet que cada um utiliza para compartilhar sua viagem. Trabalho com este tema inclusive porque também sou mochileira, blogueira e me interesso tanto por viajar quanto por compartilhar e entender esse fenômeno. Estou à procura de pessoas dispostas a contribuírem para minha pesquisa, tanto concedendo entrevista quanto permitindo que eu acompanhe seus relatos variados de viagem. Adoraria se você pudesse ajudar. Posso ser encontrada pelo e-mail [email protected] , ou pelo Facebook como “Lian Tai”, através do mesmo e-mail. Também tenho um blog, que, apesar de não ser específico sobre viagens, também uso para relatá-las: http://www.bolhinhasdalian.blogspot.com" onclick="window.open(this.href);return false; . Caso tenha interesse em contribuir ou queira mais informações sobre a pesquisa, por favor entre em contato pelo meu e-mail, com RELATOS DE VIAGEM como assunto, para que eu não confunda com o lixo eletrônico. Desde já agradeço! =)

 

Oi Lian, tudo bem ?

 

Agradeço o interesse e o convite.

 

Não sei se eu posso ajudar em alguma coisa ou se ainda há tempo. Não costumo entrar aqui com a frequência que eu gostaria, é mais facil me encontrar via mensagem privada.

.

Mas caso ainda ache que eu possa contribuir em alguma coisa ficaria feliz em poder ajudar.

 

Boa sorte.

 

Keep traveling

 

Virunga

 

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