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Otávio Luiz

Travessia Petrópolis - Teresópolis, uma das mais belas do Brasil

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Conhecida como uma das mais belas travessias de montanha do Brasil, a Petro-Tere como é carinhosamente conhecida faz parte do conjunto de trilhas do Parque Nacional Serra dos Órgãos, e fica localizado na serra fluminense entre Petrópolis, Teresópolis e Guaramirim. O parque (criado em 1939) tem a maior rede de trilhas do Brasil (130km), sendo que a principal e mais conhecida é a Petro-Tere, com 30 km de extensão.

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Resolvemos fazer a travessia de forma clássica: em três dias e no sentido Petrópolis – Teresópolis. Em três dias porque ela pode ser feita em dois por pessoas com bom preparo, mas não tínhamos pressa e queríamos curtir as montanhas sem atropelo. E no sentido Petrópolis – Teresópolis porque assim teríamos o conjunto formado pela Pedra do Sino, Garrafão, Dedo de Deus, Escalavrado, etc... a nossa frente durante a caminhada.

Como nenhum de nós nunca tinha ficado num abrigo de montanha (Otávio, Edinaldo, Daniel, Rafael e Luis), e para ir mais leve resolvemos dormir dentro dos abrigos Açu e Sino, evitando carregar barraca, fogareiro, panelas, prato e talheres. Os abrigos tem estrutura completa, até com banho quente (que não rolou no Açu devido ao grande número de pessoas e a falta de água), cozinha, beliches e quarto para bivaque. Quem preferir pode acampar com sua própria barraca ou alugar uma tenda do abrigo. Tudo isso é feito através do site http://www.parnaso.tur.br, aonde paga-se as taxas referentes à entrada, trilha, banho, cama, etc... Sendo uma das trilhas mais conhecidas e concorridas do Brasil é bom fazer sua reserva com antecedência.

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Reserva feita, mochila pronta, pé na estrada!!! Saímos de Curitiba sábado 15:00 hs de ônibus sentido São Paulo. Fizemos uma logística diferente, se fossemos de ônibus direto Curitiba-Rio de Janeiro chegaríamos na capital fluminense somente 10:00 hs da manhã, e precisávamos estar em Petrópolis 7:00 hs pra começar a trilha às 9:00 hs e não correr o risco de pegar o final da trilha a noite. Chegamos em SP 21:00 hs e 23:00 hs embarcávamos para o Rio. Chegamos na cidade maravilhosa 5:00 hs, e logo embarcamos para Petrópolis, chegando lá 7:00 hs conforme o planejado.

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Seguimos da rodoviária para o Terminal Correas, e em seguida embarcamos no ônibus Pinheiral que nos deixou a 500 metros da portaria Petrópolis. Demos entrada no parque, apresentamos nossas reservas pagas, ajustamos as mochilas, pegamos água, e um pouco antes das 10:00 hs já estávamos na trilha. Seguimos pela mata, por dentro do vale, apreciando as belas montanhas ao nosso redor. Passamos pela Pedra do Queijo e Ajax, pontos de parada para descanso e lanche. Logo após o Ajax começa a subida da Isabeloca, muito comentada mas que não achamos nenhuma dificuldade extra. Uma subida forte, porém curta, e logo estamos nos chapadões do Açu, caminhando pela crista das montanhas, com uma bela vista da cidade do Rio de Janeiro do lado direito e de Petrópolis e suas montanhas do lado esquerdo.

Já são 17:00 hs e a neblina (lá conhecida como russo) começa a baixar (ou seria subir?), e a visibilidade diminui muito. Começamos a seguir o GPS quando chegamos nos Castelos do Açu, formação rochosa belíssima no cume da montanha homônima. Ficamos um pouco perdidos pela falta de visibilidade, mas logo achamos a trilha que segue para o abrigo, a 200 m do Castelo.

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Ao chegar fazemos “cheque in” (coisa chique pra montanha hein?) e vamos nos trocar e preparar a janta. O lugar está bem cheio, entre pessoal dentro do abrigo e os acampados devia ter umas 40 pessoas. Somos informados que não vai ter banho pela falta d’água (na verdade falta de luz para bombear a água), e que precisamos economizar o precioso líquido na cozinha e banheiros. Na noite anterior ventou forte na montanha e algumas barracas não aguentaram. O pessoal do abrigo, numa atitude legal, recebeu este pessoal na sala e sacada do abrigo, mesmo com lotação completa. Preparamos a famosa polenta campeira e vamos nos recolher em nosso bivaque. O abrigo possui dois quartos com beliches, dois banheiros, cozinha e sala no andar inferior e dois quartos no andar superior, um para o bivaque e outro para o staff do abrigo. Noite fria com neblina e garoa, chegamos a cogitar em abortar a missão caso o tempo estivesse ruim no dia seguinte...

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Mas na segunda o tempo amanhece bom, nublado mas com algumas aberturas, e vai melhorando... promissor. Tomamos café da manhã, fotografamos o Castelo agora que podemos vê-lo, ensacamos as tralhas e vamo que vamo!!! Após o primeiro dia de trilha, que consiste em subir pro Açu, o segundo dia é o mais cênico: caminhar pelas cumeadas em direção da Pedra do Sino. O tempo vai abrindo, as nuvens sumindo, e temos um dia agradável de caminhada, num dos mais belos lugares do Brasil. Pode não ser a mais bela trilha de montanha do Brasil, mas perde pra pouquíssimas, se é que perde... A caminhada leva o dia inteiro num ritmo bem tranquilo, com muitas paradas para fotos. Passamos pelos famigerados elevador e cavalinho na boa, nada demais para gente forjada no Marumbi e Ibitiraquire. No final da tarde chegamos ao abrigo 4, ou Sino, deixamos nossas tralhas lá e vamos subir a Pedra do Sino para ver o por do sol, espetáculo maravilhoso da criação. Após o por do sol voltamos pro abrigo para um banho quente (agora sim!) e um delicioso purê de batata com carne de sol. A estrutura do abrigo Sino é igual a do Açu, subimos e armamos nosso bivaque. Depois da janta ficamos batendo papo com o pessoal do abrigo, a maioria gente de Teresópolis que subiu apenas pro Sino e voltariam no dia seguinte. Fazendo a travessia apenas nós, o “nosso amigo” Erasmo, carioca de Belo Horizonte e que nos fez companhia durante o segundo e terceiro dia, e duas meninas de São Paulo acompanhadas de um guia local.

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No terceiro e último dia temos a descida pra Teresópolis, trilha dentro da mata e sem muito visual, apenas algumas janelas com vista para as montanhas da região. Logo estamos na portaria Teresópolis aguardando o resgate que negociamos na portaria Petrópolis com um figura que estava por lá levando gente pra montanha. A volta é com emoção, com o cara mais louco que já vi dirigindo...

Depois de um belo almoço num restaurante do centro da cidade, um banho no abrigo que Ivo, o Maluco tem em sua casa, seguimos pra rodoviária. Foi com emoção, mas valeu a pena!

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Pegamos o ônibus pro Rio com “nosso amigo” Erasmo bem na hora do jogo BrasilxAlemanha, o que ajudou a não ter trânsito na cidade. Chegando na rodoviária Daniel, Edinaldo e Rafael voltaram pra Curitiba, Erasmo seguiu para sua casa na cidade maravilhosa e eu e Delfrate seguimos pro Caparaó!!!!! Mas isso é outra história...

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Grande camarada!

 

Fico feliz em ver esta intrépida trupe de amigos realizando travessias e sonhos! Em especial ver aquela bandeirinha branca tremulando! Show de bola!

 

Parabéns por mais esta travessia e pelo relato bacana!

 

Abraço!

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Parabéns Otávio!

Linda trilha, maravilha de lugar!

Só de ver as fotos deu vontade de conhecer este lugar maravilhoso.

Abraços.

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Vale a pena Suelih, e com os abrigos fica mais fácil (e leve!) a caminhada.

Infelizmente não peguei o contato do guia que levou as meninas de SP, o cara era gente boa.

Mas não deve ser difícil achar guia pra lá, pelo que vi as cidades de Petrópolis e Teresópolis tem bastante gente que vive da montanha. Esse guia tinha uma agência, se der uma googlada vai achar ele ou outros...

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