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Olá viajante!

Bora viajar?

Joinville a Ushuaia de carro [2014-02 Uruguai, Patagônia Argentina e Chilena]

Postado
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33 dias viajando de carro pela Patagônia argentina e chilena

Período de viagem: 01 fevereiro a 05 de março de 2014

 

Preparação

 

Roteiro

 

Há um tempo, meu namorado e eu lemos um relato do Roy Rudnick, autor do livro Mundo Por Terra em conjunto com Michelle Weiss. O relato descrevia a sua viagem de moto em 1999 a Ushuaia (http://www.mundoporterra.com.br/outras-aventuras/1999-2000-ushuaia-a-rota-do-fim-do-mundo-roy-rudnick/). A partir daí começamos a nos imaginar refazendo o percurso ao extremo sul da América.

 

Já tínhamos ouvido falar sobre as muitas belezas da Patagônia, mas elas até então pareciam bem distantes. E o que mais nos preocupava era como ir, pois não tínhamos um veículo 4x4. Em um bate-papo dos autores do livro Mundo Por Terra numa livraria em Joinville, perguntamos se era possível irmos pra Ushuaia com um carro popular e a resposta foi bem positiva. E para completar, pouco tempo depois vi uma reportagem de uma viagem muito parecida saindo de uma cidade próxima feita de Fusca (http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2012/09/quatro-amigos-vao-ate-cidade-mais-ao-sul-do-mundo-bordo-de-um-fusca.html).

 

Depois disso, começamos a estruturar nosso próprio roteiro, pesquisar o que precisaríamos, ler muitos blogs e relatos aqui do Mochileiros.com. E conforme encontramos informações mais dúvidas também surgiam.

 

Por isso, aqui neste post, seguem informações, planejamento e relato para ajudar quem tem como destino a cidade de Ushuaia ou mesmo a Patagônia.

 

Nosso objetivo inicial era de Joinville ir para Ushuaia pela Ruta 40, oeste da Argentina, e pela Carretera Austral, no Chile, e retornar pela Ruta 3, litoral argentino. Mas, ficamos com muitas dúvidas a respeito do tempo que levaríamos, pois eu tinha apenas 32 dias de férias. Então decidimos fazer o trajeto contrário, porque pelo litoral a distância até Ushuaia era menor e, por estarmos descansados, conseguiríamos fazer uma maior quilometragem diariamente.

 

Tínhamos em mente visitar, além de Ushuaia, a Península Valdés, Parque Nacional Torres del Paine, Parque Nacional Los Glaciares em El Calafate e El Chaltén, Cueva de las Manos no Vale do rio Pinturas, Capillas de Mármol, Parque Nacional Queulat, Parque Nacional los Arrayanes e o Museu Municipal Ernesto Bachmann em Villa El Chocón.

 

Depois de muita pesquisa e análise da quilometragem fizemos um roteiro para 32 dias:

 

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Tínhamos a possibilidade de ficarmos mais dois dias viajando, mas preferimos deixar esse tempo disponível para alguma eventualidade.

 

Nossa viagem teve o seguinte trajeto:

Fonte: http://www.goprotravelling.com/trip/a4458b0764e4fb27ecf120558edcc5f1

 

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[t3]Bagagem[/t3]

 

Documentos necessários

 

Além do roteiro tínhamos muito que organizar. Por ser uma viagem internacional precisávamos prestar atenção à documentação. Levamos para a viagem:

 

  • Passaporte: O passaporte não é documento obrigatório em países do MERCOSUL. Somente o RG é suficiente para visitar Uruguai, Argentina e Chile. Mas, o levamos para facilitar os processos de entrada e saída nas aduanas. Para fazer o passaporte existe uma taxa de R$ 156,00 e ele é válido por 5 anos (Mais informações em:

http://www.dpf.gov.br/servicos/passaporte/requerer-passaporte/requerer-passaporte)
 
CNH – Carteira Nacional de Habilitação: Levamos nossa carteira de motorista nacional apesar de existir uma carteira de habilitação internacional chamada PID (Permissão Internacional para Dirigir). Se diz ser necessária para entrar no Chile, porém este documento não é cobrado. Mais informações sobre o PID em: http://www.denatran.gov.br/informativos/20070611_permissao_internacional.htm.
 
CRLV - Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo: A documentação do veículo precisa estar no nome do condutor/motorista principal. Caso não esteja é necessário uma autorização do proprietário do veículo registrada em cartório e com firma reconhecida em cada consulado dos países visitados. Pelo que pesquisamos este processo é bem trabalhoso. Não precisamos dele porque o carro estava no nome do condutor.
 
Seguro Carta Verde: seguro obrigatório para entrada no Uruguai e na Argentina. É necessário que o seguro cubra as datas em que o veículo vai ficar em território argentino e uruguaio. Para a nossa carta verde pagamos R$ 270,00 na HDI Seguros para o período de 31/01/2014 a 07/03/2014. Ela cobria também o território chileno, apesar de não ser obrigatório.

 

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Além destes documentos, levamos RG, CPF, Comprovante de residência brasileira... que não foram necessários durante a viagem. E por segurança, fizemos cópias dos documentos que tínhamos e salvamos em uma pasta online.

 

Precisamos apresentar nossos documentos somente nas aduanas (Passaporte, CNH, CRLV e Carta Verde), reserva de hotel (normalmente passaporte) e quando fomos parados pela polícia nas barreiras fitossanitárias. E não tivemos nenhum contratempo.

 

Itens obrigatórios

 

Vimos também que alguns itens, além dos que já estamos acostumados a ter, eram obrigatórios no carro:

 

  • Cambão: compramos um cambão pelo Mercado Livre por 100 reais.
    Triângulo adicional: na Argentina são obrigatórios dois triângulos. Conseguimos o segundo triângulo emprestado.
    Cadenas: são as correntes que vão nos pneus, em caso de neve. Como viajamos somente no verão não precisamos delas.

 

Não é necessário ter lençol branco, kit de primeiros socorros e outros equipamentos que se comenta ser necessário para entrar nesses países. Lemos muitos relatos de tentativas de extorsão pela polícia, principalmente argentina, usando do argumento de que o visitante não continha todos os itens obrigatórios. E através de uma sugestão daqui do Mochileiros.com estudamos bem as obrigações no trânsito.

 

Felizmente nenhum item nos foi solicitado e não tivemos nenhum problema ou indisposição com a polícia. E de modo geral fomos muito bem tratados durante toda a visita.

 

Bagagem

 

Os demais itens que levamos foram basicamente itens pessoais como roupas, materiais para acampamento e comida.

 

Nem tudo o que levamos, nós usamos. Principalmente roupas, nós conseguimos aproveitar o uso porque conseguíamos lavá-las nos hotéis e hostels que ficamos.

 

Segue abaixo a lista da nossa bagagem por categoria.

 

ELETRÔNICO

Importante: Levamos várias baterias extras (porque não sabíamos qual o periodicidade que recarregaríamos as baterias), pendrives e HDs externos (para backups das fotos).

 

  • • Notebook
    • Carregador de notebook
    • Mouse
    • Pilha AA
    • Câmera digital Sony TX20
    • Carregador e cabo da câmera
    • Bateria extra
    • Cartão de memória extra
    • Câmera digital Sony DSC W320
    • Carregador da câmera
    • Cabo USB da câmera
    • Tripé
    • Câmera GoPro
    • Carregador da câmera
    • Bateria extra
    • Adaptador cartão SD
    • Acessórios
    • Tripé grande
    • GPS Garmim
    • Cabo do GPS
    • Pilhas extras GPS normais
    • Pilhas recarregáveis GPS
    • Carregador de pilhas GPS
    • Adaptador veicular USB
    • Celular
    • Carregador de celular
    • Bateria extra do celular e cabo
    • HD externo e cabo USB
    • Pendrive
    • Inversor 12V para 110V
    • Suporte automotivo para GPS/Celular
    • Cabo de rede

VESTUÁRIO

Eu levei muitas roupas de frio, mas não usei todas. Basicamente usei uma segunda pele não tão quente, um fleece grosso e um corta-vento. É importante ter um bom corta-vento, porque o vento patagônico tem uma força surpreendente.

 

  • • Blusa manga curta/camiseta
    • Blusa manga comprida
    • Blusa segunda pele
    • Blusa de lã/fleece
    • Jaqueta impermeável/Corta-vento
    • Casaco sobretudo
    • Cachecol/lenço
    • Calção/Bermuda/Shorts
    • Calça segunda pele
    • Calça legging
    • Calça jeans
    • Calça impermeável
    • Chinelo
    • Tênis
    • Bota de caminhada
    • Bota de montaria
    • Meia grossa e fina
    • Calcinha/Cueca e Sutiã
    • Roupa de banho (biquini/sunga)
    • Pijama
    • Luva (segunda pele e lã)
    • Chapéu/Boné/Touca
    • Óculos de leitura
    • Óculos de sol
    • Relógio

HIGIENE

Como o tempo é muito seco em boa parte da Patagônia argentina usamos muito hidratante e protetor solar.

 

  • • Aparelho de barbear, lâminas e creme
    • Cotonete
    • Creme hidratante corporal e facial
    • Desodorante
    • Escova de cabelo/pente
    • Escova de dente e pasta, fio dental e flúor
    • Espelho
    • Gel fixador
    • Lenço umedecido
    • Papel higiênico
    • Protetor solar corporal, facial e labial
    • Repelente
    • Sabonete
    • Shampoo, Condicionador e Shampoo seco
    • Talco
    • Toalha de banho e rosto

LAVANDERIA

Levamos alguns itens para podermos lavar nossas roupas, o que foi muito útil.

 

  • • Balde pequeno
    • Escova
    • Sabão líquido

MATERIAL DE CAMPING

 

  • • Agulha e linha
    • Apito
    • Barraca
    • Bastão de caminhada
    • Binóculo
    • Bússola
    • Camelback e Cantil
    • Canivete multiuso
    • Capa de chuva para a mochila
    • Capa para chuva
    • Clorin
    • Cobertor térmico aluminizado
    • Cobertor
    • Combustível
    • Cordas multiuso
    • Fita adesiva (silvertape)
    • Impermeabilizante de barraca
    • Isolante térmico
    • Lanterna de cabeça
    • Lanterna de mão e pilhas
    • Lona plástica
    • Mochila cargueira e de ataque
    • Pano para limpar a barraca
    • Prendedores de roupa
    • Saco de dormir
    • Sacos plásticos
    • Termômetro
    • Tesoura

COZINHA

 

  • • Abridor de latas e garrafa
    • Caixa térmica
    • Copos ou canecas
    • Detergente e esponja para a louça
    • Faca e afiador
    • Espiriteira
    • Fogareiro e gás
    • Fósforos, isqueiro e pederneira
    • Garrafa térmica
    • Guardanapos
    • Panelas
    • Pote plástico com tampa
    • Pratos
    • Talheres

OUTROS

 

  • • Benjamim (T)
    • Caixas organizadoras (plástico e papelão)
    • Dicionário espanhol
    • Mapas

CARRO

Levamos um galão para gasolina, porque sabíamos que poderíamos sofrer com a falta de postos ou de combustível. Felizmente não tivemos nenhum aperto para usarmos a gasolina do galão.

 

  • • Cabo para chupeta
    • Cambão
    • Ferramentas
    • Galão para gasolina e Mangueira
    • Triângulo extra

MEDICAMENTOS

Levamos alguns medicamentos que consideramos importantes. Usamos bastante analgésico e tomamos vitamina C no início da viagem para manter a imunidade alta.

 

  • • Analgésico e Relaxante Muscular - Dorflex
    • Analgésico Neosaldina e Resfenol
    • Antialérgico
    • Antiespasmódico (para cólica)
    • Bala de gengibre (para enjoos em viagens de carro/cinetose)
    • Band Aid
    • Bepantol
    • Cataflan
    • Colírio
    • Comprimidos para náusea e vômitos - Dramin
    • Descongestionante nasal
    • Hidrafix (desidratação, prevenção de perdas de água e sais minerais)
    • Hipoglós
    • Mertiolate
    • Nexcare Fita Protetora para os pés
    • Sal de frutas
    • Vitamina C – Cebion

ALIMENTOS

 

É proibido passar pelas aduanas ou pelas barreiras fitossanitárias com comida fresca como frutas, verduras, carnes e laticínios. Mas é possível levar bastante comida, desde que seja industrializada e esteja lacrada.

 

Levamos comida pré-cozida (Vapza http://www.vapza.com.br/), macarrão, molhos prontos, queijo ralado tipo parmesão, sopas instantâneas, polenta, sucos de caixa, latas de milho, atum e legumes, biscoitos, torradas, farinha láctea, leite em pó, café, chá, sucrilhos, achocolatado... e até erva pro chimarrão.

 

Como estávamos de carro, conseguimos levar muita coisa, desde travesseiro a refrigerante 2 litros que ganhamos em Pelotas-RS.

 

Levando bastante comida conseguimos economizar nas refeições, que não eram baratas.

 

[t3]Orçamento[/t3]

 

Estimativa da viagem

 

Tendo em vista que andaríamos mais de 11 mil km com pedágios, visitaríamos parques, dormiríamos vários dias em hotéis e outros em campings, atravessaríamos o Mar De La Plata para Buenos Aires e o Estreito de Magalhães e faríamos algumas refeições em restaurantes, estimamos a viagem dessa forma:

 

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Já imaginávamos que a viagem custaria menos que o orçamento inicial. Porém queríamos estar prevenidos.

 

No fim, gastamos menos que 75% do orçado.

 

Gasolina estava bastante barata na Argentina, conseguimos não abastecer no Uruguai, em que a gasolina é cara, e abastecemos o mínimo possível no Chile. Além disso, conseguimos ótimos câmbios.

 

Mesmo fazendo o Big Ice em El Calafate, o valor gasto com passeios foi muito menor do orçado, porque a entrada da maioria dos parques era gratuita ou barata. Praticamente não fizemos passeios com agências, o que barateia bastante a viagem.

 

O único gasto que tivemos além do imaginado foi com a hospedagem. Gastamos mais de 50% do que havíamos previsto.

 

No fim da viagem os gastos foram os seguintes:

 

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Azul: Gastamos menos do que planejado

Amarelo: Gastamos praticamente o mesmo valor

Vermelho: Gastamos a mais do que o planejado

 

Câmbio

Tínhamos pensado inicialmente em levar a maioria do dinheiro em cartões pré-pagos (Visa Travel Money - www.visa.com.br/site/pessoas/cartoes/pre-pago/visa-travel-money), porém um mês antes da viagem o governo brasileiro aumentou a alíquota do IOF dos cartões e cheques pré-pagos de 0,38% para 6,38%, igual a do cartão de crédito.

 

Então decidimos levar cartões de débito e crédito somente para uma eventualidade, porque não queríamos pagar o IOF.

 

Como o câmbio influenciaria nos números da viagem e sabíamos que a cotação era muito melhor fora do que nas casas de câmbio do Brasil, deixamos pra trocar a maior parte do valor durante a viagem.

 

A melhor cotação que encontramos em Joinville – SC foi na MultiMoney (www.lojamultimoney.com.br), em que pagamos:

 

  • • Peso argentino 0,3187 reais
    • Peso chileno 0,0050647 reais
    • Peso uruguaio 0,1287 reais

Trocando dinheiro pela viagem, as médias das cotações conseguimos foram:

 

  • • Peso argentino 0,2563 reais
    • Peso chileno 0,005158 reais
    • Peso uruguaio 0,1190 reais

O peso argentino tinha uma cotação muito boa, principalmente em Buenos Aires.

 

A troca de peso chileno não foi tão fácil. Trocamos dinheiro em Puerto Natales e em Coyhaique. Em Puerto Natales, por ser turística, foi fácil encontrar um lugar para trocar dinheiro. Mas, em Coyhaique, mesmo sendo uma cidade grande, demoramos a achar um lugar que aceitasse reais.

 

Apesar de algumas dificuldades que tivemos pra o câmbio, valeu a pena trocarmos o dinheiro pelo caminho. No decorrer do relato, falo um pouco mais a respeito dos câmbios realizados.

 

 

A seguir, relato da viagem. Espero que gostem :wink:

Editado por Koslinsky

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  • Dia 01 - 01/02/2014 – Joinville a Chuy • Quilometragem do dia: 1.126 • Quilometragem acumulada da viagem: 1.126 • Gasto aproximado do dia em reais: R$ 946,80 Com tudo planejado e com

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Koslinsky, mais uma dúvidas...

 

Talvez eu faça o seguinte:

Sair de Puerto Natales cedinho, chegar ao parque, fazer a trilha do Mirador las Torres e na volta ficar no Refúgio Torre Norte para poder descansar da trilha, me alimentar corretamente e no outro dia, teria o período da manhã para fazer outra trilha, recomenda algum? Logo depois, sigo para El Calafate...

Desde já agradeço!

 

Abç!

 

Rogério

  • 2 semanas depois...
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Koslinsky, mais uma dúvidas...

Talvez eu faça o seguinte:

Sair de Puerto Natales cedinho, chegar ao parque, fazer a trilha do Mirador las Torres e na volta ficar no Refúgio Torre Norte para poder descansar da trilha, me alimentar corretamente e no outro dia, teria o período da manhã para fazer outra trilha, recomenda algum? Logo depois, sigo para El Calafate...

Desde já agradeço!

Abç!

Rogério

 

Olá Rogério,

 

Eu gostei muito de fazer o trilha até o Mirador Los Cuernos. A paisagem é toda muito bonita e a trilha não é cansativa.

Eu recomendo esta com certeza!

 

Boa viagem! :)

  • 2 semanas depois...
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[t1]Dia 16 - 16/02/2014 – Trekking Big Ice no Glaciar Perito Moreno no Parque Nacional los Glaciares - El Calafate na Argentina[/t1]


  • • Quilometragem do dia: 0
    • Quilometragem acumulada da viagem: 6.712
    • Gasto aproximado do dia: R$ 329,72

 

Neste dia fizemos o famoso trekking sobre o Glaciar Perito Moreno no Parque Nacional los Glaciares.

 

No passeio contratado no dia anterior na agência Hielo & Aventura estava incluso transporte do hotel onde estávamos até o Parque Nacional Los Glaciares (ida e volta), travessia de barco do Lago Rico (ida e volta), grampões e acompanhamento de guia. O ingresso do parque e a alimentação não estavam inclusos.

 

Acordamos cedo e tomamos um reforçado café da manhã. O micro-ônibus que nos levaria ao parque nos buscou por volta das 7 horas da manhã. Ela passou por outras hospedagens para buscar os demais turistas que fariam o passeio e seguiu para o destino. O glaciar fica a mais de 70 km da cidade de El Calafate, por isso levamos pouco mais de uma hora para chegar à entrada do parque. Lá na entrada, pagamos os ingressos para a entrada. Eles são de valores diferentes de acordo com a nacionalidade do turista. Para visitantes de países do Mercosul, a entrada custava, em fev/2014, 90 pesos argentinos por pessoa. Para argentinos o valor era menor e para os demais era maior.

 

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Depois dos ingressos pagos tivemos 30 minutos para andar pelas passarelas que servem de mirante para o glaciar. A nossa guia, Violeta, era muito atenciosa e simpática. Ela nos indicou o melhor caminho a percorrer pelas passarelas. Admiramos mais a direita do glaciar, já que veríamos a parte esquerda através do barco cruzando o lago Rico.

 

Já estava frio pela manhã em El Calafate, mas ali perto do glaciar, parecia que estávamos de frente para um freezer gigante. O ar que vinha era muito gelado.

 

Das passarelas é possível ver nitidamente a geleira, distinguir os tons cinza e azul naquela que parece uma cobertura gigante de chantilly.

 

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De volta ao micro-ônibus, voltamos um pouco pela estrada que nos levou às passarelas. Desembarcamos as margens do lago Rico e o atravessamos de barco. A embarcação não se aproxima muito do glaciar, mas mesmo assim, a vista é impressionante.

 

Quando chegamos à margem contrária do lago, já por volta das 10h15, iniciamos a trilha que antecede o trekking sobre o gelo. Essa trilha margeia o glaciar e segue por quase 3 km de morena com uma subida um pouco íngreme.

 

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Uma hora depois chegamos ao ponto em que iniciaríamos a caminhada sobre o gelo. Os guias nos ajudaram a colocar os grampões e deram uma pequena aula de como se comportar no gelo em subidas e descidas.

 

Iniciamos a caminhada sobre o gelo perto das 11h40. O guia que acompanhou o nosso grupo nos mostrou fendas e cavernas. O lugar é magnífico.

 

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Apesar de estarmos sobre muito gelo, depois de um tempo de caminhada fiquei com calor suficiente para ficar somente com uma blusa fina de manga comprida. Em alguns momentos é frio suficiente para estar com gorro e cachecol e em outros a temperatura é mais agradável devido ao esforço físico. De qualquer forma, quando compramos o pacote do passeio, nos foi indicado usar roupas quentes e impermeável, luva (item obrigatório), gorros e cachecóis.

 

Paramos para nosso lanche as 13h30 e retornamos em mais uma hora de caminhada até o início da trilha sobre terra. E de lá voltamos até o barco que nos esperava. Toda a caminhada, do desembarque do barco até o retorno até ele, foram 11 km em 6 horas.

 

A caminhada é cansativa, principalmente no gelo, em que precisamos levantar os grampões que são pesados. Mas são feitas várias paradas para admirar a paisagem e tirar muitas fotos. E apesar do esforço e do valor pago, o passeio vale muito a pena. Estar sobre um glaciar, a maior força erosiva da Terra, é uma experiência única.

 

Tracklog disponível em: http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=8760085

 

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No barco, nos foi servido whisky com gelo do glaciar.

 

Chegamos no hotel em que estávamos hospedados depois das 17 horas. Foi um dia e tanto.

 

Jantamos num restaurante próximo ao hotel, que encontramos através do TripAdvisor: Pura Vida Resto Bar (Av. del Libertador 1876). Um restaurante muito bem decorado, com ótimo atendimento, comida maravilha e preço justo.

 

[t3]Mais informações[/t3]

 

Atrações e pontos interessantes


  • • Glaciar Perito Moreno: Geleira com superfície de 259km². Pode-se avistar o gigantesco glaciar através de passarelas e caminhar por cima dele.

 

Hospedagem

 

Hotel Kalken – Bom ::cool:::'> :8):

Endereço: Calle Teniente Valentín Feilberg, 119.

Página: http://www.hotelkalken.com/

Preço: 800 pesos a diária com café da manhã. Hotel muito bom, limpo, organizado, boa calefação, ótimo café da manhã. Para nós, era caro, mas não tínhamos muitas opções. Ficamos chateados na hora de pagar a conta, pois os impostos incidentes não estão incluídos quando fizemos a reserva (21% de ISS). Dica: leia sempre as letras pequenas quando você for contratar algum serviço.

 

Gastos do dia

 

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  • 3 semanas depois...
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[t1]Dia 17 - 17/02/2014 – De El Calafate a El Chaltén na Argentina[/t1]


  • • Quilometragem do dia: 218
    • Quilometragem acumulada da viagem: 6.930
    • Gasto aproximado do dia: R$ 119,75

 

Antes de deixarmos El Calafate, trocamos mais uns reais na Loja Arte Indio e abastecemos o carro num posto Petrobras (8,60 pesos argentinos por litro). Nosso destino agora era El Chaltén, a 215 km de El Calafate.

 

El Chaltén, mesmo sendo uma cidade nova, fundada em 1985, é considerada a capital argentina do trekking e atrai muitos turistas no verão. Ela se encontra na parte norte de Parque Nacional los Glaciares, mas diferentemente da entrada por El Calafate, para visitar esta parte do parque não é cobrado ingresso.

 

Na região existem diversas trilhas, áreas de acampamento e paisagens magníficas. Além disso, o ambiente da pequena cidade é bastante agradável. Os preços são justos e as pessoas educadas.

 

Com certeza, um dos lugares que vale a pena ser revisitado.

Da estrada, estávamos a 100 km de distância de El Chaltén, mas já era possível enxergar ao longe o majestoso cerro Fitz Roy, com seus 3405 metros de granito.

 

Antes de chegarmos a El Chaltén, paramos no Parador La Leona que no começo do século XX hospedou Butch Cassidy e Sundance Kid, famosos e procurados bandidos norte-americanos. Há um filme sobre eles.

 

O parador está próximo ao rio La Leona, que tem este nome devido a leoa (puma) que atacou e matou o cientista e explorador Francisco P. Moreno (o perito Moreno).

 

Além de hotel, o parador serve de lanchonete. Comemos boas empanadas lá.

 

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Chegamos em El Chaltén pouco antes das 14 horas e seguimos para o centro de informações turísticas, na entrada da cidade.

 

Lá, guias ficam à disposição para informar das trilhas e passeios disponíveis e tirar dúvidas. Lá também está disponível para visitação salas com informações sobre a história da escalada no Fitz Roy, Cerro Torre e montanhas adjacentes, e um pouco sobre a história do alpinismo.

 

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Pegamos algumas sugestões, por exemplo, de fazer a trilha Loma del Pliegue Tumbado, e seguimos para o começo da nossa trilha. Fizemos uma pequena parada na padaria Que Rika para comprar uns lanches para a trilha.

 

Nosso objetivo do dia era seguir até o acampamento Poincenot para no dia seguinte subir até a Laguna de los Tres/Laguna Sucia (base do Fitz Roy). No dia seguinte também gostaríamos de voltar pela trilha ao lado das lagunas Madre e Hija, visitando o Lago Torre (base do Cerro Torre) e retornando à cidade.

 

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Começamos a trilha ao Fitz Roy com destino ao Poincenot às 15h45 e chegamos ao acampamento às 18h30, foram quase 3 horas de caminhada em 8 km de trilha. Pelo caminho acompanhamos o Rio De Las Vueltas, passamos pela Laguna Capri (onde há um local de acampamento) e atravessamos riachos.

 

Antes da Laguna Capri, existe uma bifurcação na trilha. À esquerda a trilha segue para a Laguna Capri, e à direita, para o Mirador Fitz Roy. Depois as duas trilhas se unificam e seguem ao Fitz Roy.

 

A trilha até o acampamento Poincenot não apresenta grandes dificuldades. Os 3 primeiros quilômetros são de subida e os outros 5 de terreno quase plano.

 

Foi uma das trilhas mais bonitas que fizemos. Em alguns momentos a trilha era bem aberta com vista ampla e as vezes bem estreita com vegetação fechada. Paisagem maravilhosa.

 

Tracklog disponível em: http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=8942441

 

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Depois de montarmos a barraca percebemos que havia mais umas 5 iguais a nossa no acampamento. Havia um grupo grande de brasileiros por lá.

 

Felizmente, apesar da grande quantidade de pessoas, o acampamento era bem silencioso.

 

A única decepção foi encontrar bastante papel higiênico jogado próximo ao banheiro (uma latrina). A indignação é grande quando pensamos que pessoas que fazem trilhas em meio à natureza, que ficam envolvidas pela pureza dela, são capazes de deixar a sua sujeira num lugar como aquele. Isto não deveria ser feito em nenhum lugar, mas lá há placas por todos os lugares pedindo ajuda na preservação, ainda mais lá onde o espírito da natureza está presente em todos os cantos.

 

Comemos e dormimos, esperando o próximo dia para a visita ao imponente Fitz Roy e esperando que ele deixe de se esconder atrás das nuvens.

 

[t3]Mais informações[/t3]

 

Atrações e pontos interessantes


  • • Parador La Leona: lanchonete e hotel que abriga gostosas empanadas e muitas histórias.
    • Parque Nacional los Glaciares em El Chaltén: parque que contém inúmeras trilhas que levam principalmente ao Fitz Roy e ao Cerro Torre.

 

Hospedagem

 

Acampamento Poincenot – Bom ::cool:::'> :8):

Endereço: Na trilha ao Fitz Roy que começa no fim da Rua San Martin.

Preço: Estadia gratuita. A área para acampamento é ampla, tem um rio próximo e uma latrina.

 

Gastos do dia

 

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  • 4 semanas depois...
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[t1]Dia 18 - 18/02/2014 – El Chaltén[/t1]


  • • Quilometragem do dia: 6
    • Quilometragem acumulada da viagem: 6.936
    • Gasto aproximado do dia: R$ 168,05

 

Quando acordamos no acampamento Poincenot, o tempo não estava muito favorável a nossa subida a Laguna de los Tres na base do Fitz Roy. No dia anterior, quando iniciamos a trilha, estava quente e usávamos camisetas. Mas, depois pegamos um pouco de chuva e vento. A noite ficou muito fria. E hoje, a temperatura estava bastante baixa e o céu encoberto. Pelo início da manhã caiu uma chuvinha congelada na barraca.

 

Passamos a manhã esperando que o céu abrisse pelo menos uma brecha para que pudéssemos avistar o Fitz Roy.

 

Era quase meio dia quando o céu se abriu um pouco e arriscamos a subida até a Laguna de los Tres.

 

A subida não é longa, mas por ser bastante íngreme requer bastante esforço. Levamos cerca de 1 hora para chegar à laguna, com direito a paisagens muito bonitas e uma neve fraca.

 

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Mesmo estando em frente à Laguna de los Tres e o céu se abrindo, não conseguimos ver o Fitz Roy. Esperamos que as nuvens que encobriam o monte se dissipassem, mas infelizmente não foi desta vez. Vimos apenas o Cerro Poincenot e seus picos adjacentes.

 

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Com muito frio (acredito que tenha sido o frio mais forte que tivemos que aguentar durante a viagem) e sentindo os sintomas do resfriado cada vez mais eminentes, voltamos para o acampamento.

 

Fizemos nosso almoço e esperamos mais. Já era fim da tarde quando o Fitz começou a aparecer :D .

 

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Resolvemos seguir direto para a cidade de El Chaltén, pois como ficamos mais tempo do que o esperado no acampamento aguardando o tempo abrir, acabamos consumindo as comidas que teríamos reservado para a trilha das lagunas Madre e Hija. Então, fica a dica: leve comida para 2 dias e meio ou 3 dias, se desejar não precisar retornar à cidade, pois o Fitz é imprevisível.

 

Fizemos o mesmo percurso do dia anterior, exceto o trecho em que se passa pelo acampamento Capri. Decidimos passar pelo mirante Fitz Roy.

 

O caminho todo foi muito bonito. A cada trecho parávamos para admirar o então exposto Fitz Roy.

 

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Chegando à cidade, procuramos uma hospedagem. Existem inúmeras, mas muitas ficam com as vagas esgotadas pelas reservas antecipadas. Encontramos vaga em uma pousada chamada Fitz Roy Hostería.

 

Jantamos (restaurante bem gostoso chamado La Casita), tomamos alguns remédios e resolvemos que no próximo dia ficaríamos de repouso para nos recuperarmos do resfriado.

 

[t3]Mais informações[/t3]

 

Atrações e pontos interessantes


  • • Parque Nacional los Glaciares em El Chaltén: parque que contém inúmeras trilhas que levam principalmente ao Fitz Roy e ao Cerro Torre.

 

Hospedagem

 

Hospedaria Fitz Roy – Muito Bom ::cool:::'> :8): ::cool:::'>

Endereço: Av. San Martin, 520

Página: https://www.facebook.com/pages/Hoster%C3%ADa-Fitz-Roy-inn/301650946707770

Preço: 400 pesos a diária com café da manhã. Hotel muito bom, limpo, organizado, bom atendimento, com calefação.

 

Gastos do dia

 

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Viagem incrível.

Posts muito detalhados, peguei várias informações que serão úteis no meu mochilão.

Obrigado por compartilhar.

Abraço.

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Acompanhando aqui Koslinsky ::otemo:: Você acha viável ir ao Ushuaia com uns 20-22 dias de viagem ou é melhor reservar mais? Acho que é pouco dia pra muita coisa pra ver né? Estou definindo o roteiro para o final do ano, pretendo levar meus pais, mas não sei se eles terão 30 dias disponíveis. Minha segunda opção é retornar ao Atacama.

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Acompanhando aqui Koslinsky Você acha viável ir ao Ushuaia com uns 20-22 dias de viagem ou é melhor reservar mais? Acho que é pouco dia pra muita coisa pra ver né? Estou definindo o roteiro para o final do ano, pretendo levar meus pais, mas não sei se eles terão 30 dias disponíveis. Minha segunda opção é retornar ao Atacama.

 

Olá hlirajunior, para chegar em Ushuaia, levamos 8 dias (não estou contando o dia que ficamos na Península Valdés), então se você for e voltar direto pela ruta 3 vai levar 16 dias e vai ter 4-6 dias disponíveis para os passeios (menos de 1/3 da viagem total).

É claro que o esforço vale a pena. Uma vez eu vi um comentário aqui no mochileiros que dizia que era melhor ficar poucos dias viajando do que muitos parado em casa/trabalhando. Mas, acho que será muito cansativo.

Nós rodamos em alguns uns dias uns mil km (a maioria deles somente em retas sem fim) e ficamos muito cansados. As paisagens compensam, mas elas são vistas quase sempre de dentro do carro.

Então, pode ser que esses 20-22 dias sejam melhor aproveitados no Atacama (ainda não conheço, mas acredito que valerá uma nova visita). Com menos tempo de deslocamento vocês poderão fazer mais coisas.

De qualquer forma, a viagem em qualquer um desses roteiros será inesquecível. (:

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[t1]Dia 19 - 19/02/2014 – El Chaltén[/t1]


  • • Quilometragem do dia: 11
    • Quilometragem acumulada da viagem: 6.947
    • Gasto aproximado do dia: R$ 222,50

 

Neste dia, descansamos um pouco mais. Dormimos até um pouco mais tarde e conhecemos outros atrativos da cidade.

 

Depois de caminhar um pouco pela cidade e visitar algumas lojas (que não possuem preços convidativos) almoçamos em um restaurante muito gostoso chamado Ritual del Fuego.

 

Visitamos o Chorrillo Del Salto, uma cascata muito bonita de 20 metros de altura. O acesso à cachoeira é feito por uma fácil e pequena trilha (15min de duração). A trilha começa a ~3,5 km da entrada da trilha ao Fiz Roy, seguindo pela rua San Martin.

 

Tracklog disponível em: http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=9103881

 

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Depois seguimos de carro até a entrada da cidade. Próximo do centro de informações turísticas, está o início da trilha que leva a dois mirantes (Mirador los Cóndores e Mirador las Águilas) e a Loma del Pliegue Tumbado.

 

O trajeto aos miradores era um pouco íngreme, mas é curto o suficiente para ser percorridos em 1 hora (1,3 km até o primeiro mirador e mais 1,6 km até o segundo). Seguimos a trilha até o Mirador los Cóndores, que proporciona a vista da cidade de El Chaltén com o Fitz Roy de plano de fundo. Não vimos nenhum condor sobrevoando a cidade, mas mesmo assim, a vista é muito bonita.

 

Tracklog disponível em: http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=9103888

 

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Seguindo um pouco mais pela mesma trilha, chegamos ao Mirador las Águilas. Também não vimos nenhuma águia, mas vimos uma extensa paisagem com o Lago Viedma ao fundo.

 

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Os miradores e a cascata são bonitos e são uma boa escolha para uma atividade mais light em El Chaltén.

 

[t3]Mais informações[/t3]

 

Atrações e pontos interessantes


  • • Chorrillo Del Salto: cascata de 20 metros acessada através de uma pequena trilha.
    • Mirador Los Cóndores: vista para El Chaltén com o Fitz ao fundo.
    • Mirador Las Águilas: vista para uma extensa paisagem com o Lago Viedma ao fundo.

 

Hospedagem

 

Hospedaria Fitz Roy – Muito Bom ::cool:::'> :8): ::cool:::'>

Endereço: Av. San Martin, 520

Página: https://www.facebook.com/pages/Hoster%C3%ADa-Fitz-Roy-inn/301650946707770

Preço: 400 pesos a diária com café da manhã. Hotel muito bom, limpo, organizado, bom atendimento, com calefação.

 

Gastos do dia

 

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