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Olá viajante!

Bora viajar?

Joinville a Ushuaia de carro [2014-02 Uruguai, Patagônia Argentina e Chilena]

Postado
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33 dias viajando de carro pela Patagônia argentina e chilena

Período de viagem: 01 fevereiro a 05 de março de 2014

 

Preparação

 

Roteiro

 

Há um tempo, meu namorado e eu lemos um relato do Roy Rudnick, autor do livro Mundo Por Terra em conjunto com Michelle Weiss. O relato descrevia a sua viagem de moto em 1999 a Ushuaia (http://www.mundoporterra.com.br/outras-aventuras/1999-2000-ushuaia-a-rota-do-fim-do-mundo-roy-rudnick/). A partir daí começamos a nos imaginar refazendo o percurso ao extremo sul da América.

 

Já tínhamos ouvido falar sobre as muitas belezas da Patagônia, mas elas até então pareciam bem distantes. E o que mais nos preocupava era como ir, pois não tínhamos um veículo 4x4. Em um bate-papo dos autores do livro Mundo Por Terra numa livraria em Joinville, perguntamos se era possível irmos pra Ushuaia com um carro popular e a resposta foi bem positiva. E para completar, pouco tempo depois vi uma reportagem de uma viagem muito parecida saindo de uma cidade próxima feita de Fusca (http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2012/09/quatro-amigos-vao-ate-cidade-mais-ao-sul-do-mundo-bordo-de-um-fusca.html).

 

Depois disso, começamos a estruturar nosso próprio roteiro, pesquisar o que precisaríamos, ler muitos blogs e relatos aqui do Mochileiros.com. E conforme encontramos informações mais dúvidas também surgiam.

 

Por isso, aqui neste post, seguem informações, planejamento e relato para ajudar quem tem como destino a cidade de Ushuaia ou mesmo a Patagônia.

 

Nosso objetivo inicial era de Joinville ir para Ushuaia pela Ruta 40, oeste da Argentina, e pela Carretera Austral, no Chile, e retornar pela Ruta 3, litoral argentino. Mas, ficamos com muitas dúvidas a respeito do tempo que levaríamos, pois eu tinha apenas 32 dias de férias. Então decidimos fazer o trajeto contrário, porque pelo litoral a distância até Ushuaia era menor e, por estarmos descansados, conseguiríamos fazer uma maior quilometragem diariamente.

 

Tínhamos em mente visitar, além de Ushuaia, a Península Valdés, Parque Nacional Torres del Paine, Parque Nacional Los Glaciares em El Calafate e El Chaltén, Cueva de las Manos no Vale do rio Pinturas, Capillas de Mármol, Parque Nacional Queulat, Parque Nacional los Arrayanes e o Museu Municipal Ernesto Bachmann em Villa El Chocón.

 

Depois de muita pesquisa e análise da quilometragem fizemos um roteiro para 32 dias:

 

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Tínhamos a possibilidade de ficarmos mais dois dias viajando, mas preferimos deixar esse tempo disponível para alguma eventualidade.

 

Nossa viagem teve o seguinte trajeto:

Fonte: http://www.goprotravelling.com/trip/a4458b0764e4fb27ecf120558edcc5f1

 

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[t3]Bagagem[/t3]

 

Documentos necessários

 

Além do roteiro tínhamos muito que organizar. Por ser uma viagem internacional precisávamos prestar atenção à documentação. Levamos para a viagem:

 

  • Passaporte: O passaporte não é documento obrigatório em países do MERCOSUL. Somente o RG é suficiente para visitar Uruguai, Argentina e Chile. Mas, o levamos para facilitar os processos de entrada e saída nas aduanas. Para fazer o passaporte existe uma taxa de R$ 156,00 e ele é válido por 5 anos (Mais informações em:

http://www.dpf.gov.br/servicos/passaporte/requerer-passaporte/requerer-passaporte)
 
CNH – Carteira Nacional de Habilitação: Levamos nossa carteira de motorista nacional apesar de existir uma carteira de habilitação internacional chamada PID (Permissão Internacional para Dirigir). Se diz ser necessária para entrar no Chile, porém este documento não é cobrado. Mais informações sobre o PID em: http://www.denatran.gov.br/informativos/20070611_permissao_internacional.htm.
 
CRLV - Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo: A documentação do veículo precisa estar no nome do condutor/motorista principal. Caso não esteja é necessário uma autorização do proprietário do veículo registrada em cartório e com firma reconhecida em cada consulado dos países visitados. Pelo que pesquisamos este processo é bem trabalhoso. Não precisamos dele porque o carro estava no nome do condutor.
 
Seguro Carta Verde: seguro obrigatório para entrada no Uruguai e na Argentina. É necessário que o seguro cubra as datas em que o veículo vai ficar em território argentino e uruguaio. Para a nossa carta verde pagamos R$ 270,00 na HDI Seguros para o período de 31/01/2014 a 07/03/2014. Ela cobria também o território chileno, apesar de não ser obrigatório.

 

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Além destes documentos, levamos RG, CPF, Comprovante de residência brasileira... que não foram necessários durante a viagem. E por segurança, fizemos cópias dos documentos que tínhamos e salvamos em uma pasta online.

 

Precisamos apresentar nossos documentos somente nas aduanas (Passaporte, CNH, CRLV e Carta Verde), reserva de hotel (normalmente passaporte) e quando fomos parados pela polícia nas barreiras fitossanitárias. E não tivemos nenhum contratempo.

 

Itens obrigatórios

 

Vimos também que alguns itens, além dos que já estamos acostumados a ter, eram obrigatórios no carro:

 

  • Cambão: compramos um cambão pelo Mercado Livre por 100 reais.
    Triângulo adicional: na Argentina são obrigatórios dois triângulos. Conseguimos o segundo triângulo emprestado.
    Cadenas: são as correntes que vão nos pneus, em caso de neve. Como viajamos somente no verão não precisamos delas.

 

Não é necessário ter lençol branco, kit de primeiros socorros e outros equipamentos que se comenta ser necessário para entrar nesses países. Lemos muitos relatos de tentativas de extorsão pela polícia, principalmente argentina, usando do argumento de que o visitante não continha todos os itens obrigatórios. E através de uma sugestão daqui do Mochileiros.com estudamos bem as obrigações no trânsito.

 

Felizmente nenhum item nos foi solicitado e não tivemos nenhum problema ou indisposição com a polícia. E de modo geral fomos muito bem tratados durante toda a visita.

 

Bagagem

 

Os demais itens que levamos foram basicamente itens pessoais como roupas, materiais para acampamento e comida.

 

Nem tudo o que levamos, nós usamos. Principalmente roupas, nós conseguimos aproveitar o uso porque conseguíamos lavá-las nos hotéis e hostels que ficamos.

 

Segue abaixo a lista da nossa bagagem por categoria.

 

ELETRÔNICO

Importante: Levamos várias baterias extras (porque não sabíamos qual o periodicidade que recarregaríamos as baterias), pendrives e HDs externos (para backups das fotos).

 

  • • Notebook
    • Carregador de notebook
    • Mouse
    • Pilha AA
    • Câmera digital Sony TX20
    • Carregador e cabo da câmera
    • Bateria extra
    • Cartão de memória extra
    • Câmera digital Sony DSC W320
    • Carregador da câmera
    • Cabo USB da câmera
    • Tripé
    • Câmera GoPro
    • Carregador da câmera
    • Bateria extra
    • Adaptador cartão SD
    • Acessórios
    • Tripé grande
    • GPS Garmim
    • Cabo do GPS
    • Pilhas extras GPS normais
    • Pilhas recarregáveis GPS
    • Carregador de pilhas GPS
    • Adaptador veicular USB
    • Celular
    • Carregador de celular
    • Bateria extra do celular e cabo
    • HD externo e cabo USB
    • Pendrive
    • Inversor 12V para 110V
    • Suporte automotivo para GPS/Celular
    • Cabo de rede

VESTUÁRIO

Eu levei muitas roupas de frio, mas não usei todas. Basicamente usei uma segunda pele não tão quente, um fleece grosso e um corta-vento. É importante ter um bom corta-vento, porque o vento patagônico tem uma força surpreendente.

 

  • • Blusa manga curta/camiseta
    • Blusa manga comprida
    • Blusa segunda pele
    • Blusa de lã/fleece
    • Jaqueta impermeável/Corta-vento
    • Casaco sobretudo
    • Cachecol/lenço
    • Calção/Bermuda/Shorts
    • Calça segunda pele
    • Calça legging
    • Calça jeans
    • Calça impermeável
    • Chinelo
    • Tênis
    • Bota de caminhada
    • Bota de montaria
    • Meia grossa e fina
    • Calcinha/Cueca e Sutiã
    • Roupa de banho (biquini/sunga)
    • Pijama
    • Luva (segunda pele e lã)
    • Chapéu/Boné/Touca
    • Óculos de leitura
    • Óculos de sol
    • Relógio

HIGIENE

Como o tempo é muito seco em boa parte da Patagônia argentina usamos muito hidratante e protetor solar.

 

  • • Aparelho de barbear, lâminas e creme
    • Cotonete
    • Creme hidratante corporal e facial
    • Desodorante
    • Escova de cabelo/pente
    • Escova de dente e pasta, fio dental e flúor
    • Espelho
    • Gel fixador
    • Lenço umedecido
    • Papel higiênico
    • Protetor solar corporal, facial e labial
    • Repelente
    • Sabonete
    • Shampoo, Condicionador e Shampoo seco
    • Talco
    • Toalha de banho e rosto

LAVANDERIA

Levamos alguns itens para podermos lavar nossas roupas, o que foi muito útil.

 

  • • Balde pequeno
    • Escova
    • Sabão líquido

MATERIAL DE CAMPING

 

  • • Agulha e linha
    • Apito
    • Barraca
    • Bastão de caminhada
    • Binóculo
    • Bússola
    • Camelback e Cantil
    • Canivete multiuso
    • Capa de chuva para a mochila
    • Capa para chuva
    • Clorin
    • Cobertor térmico aluminizado
    • Cobertor
    • Combustível
    • Cordas multiuso
    • Fita adesiva (silvertape)
    • Impermeabilizante de barraca
    • Isolante térmico
    • Lanterna de cabeça
    • Lanterna de mão e pilhas
    • Lona plástica
    • Mochila cargueira e de ataque
    • Pano para limpar a barraca
    • Prendedores de roupa
    • Saco de dormir
    • Sacos plásticos
    • Termômetro
    • Tesoura

COZINHA

 

  • • Abridor de latas e garrafa
    • Caixa térmica
    • Copos ou canecas
    • Detergente e esponja para a louça
    • Faca e afiador
    • Espiriteira
    • Fogareiro e gás
    • Fósforos, isqueiro e pederneira
    • Garrafa térmica
    • Guardanapos
    • Panelas
    • Pote plástico com tampa
    • Pratos
    • Talheres

OUTROS

 

  • • Benjamim (T)
    • Caixas organizadoras (plástico e papelão)
    • Dicionário espanhol
    • Mapas

CARRO

Levamos um galão para gasolina, porque sabíamos que poderíamos sofrer com a falta de postos ou de combustível. Felizmente não tivemos nenhum aperto para usarmos a gasolina do galão.

 

  • • Cabo para chupeta
    • Cambão
    • Ferramentas
    • Galão para gasolina e Mangueira
    • Triângulo extra

MEDICAMENTOS

Levamos alguns medicamentos que consideramos importantes. Usamos bastante analgésico e tomamos vitamina C no início da viagem para manter a imunidade alta.

 

  • • Analgésico e Relaxante Muscular - Dorflex
    • Analgésico Neosaldina e Resfenol
    • Antialérgico
    • Antiespasmódico (para cólica)
    • Bala de gengibre (para enjoos em viagens de carro/cinetose)
    • Band Aid
    • Bepantol
    • Cataflan
    • Colírio
    • Comprimidos para náusea e vômitos - Dramin
    • Descongestionante nasal
    • Hidrafix (desidratação, prevenção de perdas de água e sais minerais)
    • Hipoglós
    • Mertiolate
    • Nexcare Fita Protetora para os pés
    • Sal de frutas
    • Vitamina C – Cebion

ALIMENTOS

 

É proibido passar pelas aduanas ou pelas barreiras fitossanitárias com comida fresca como frutas, verduras, carnes e laticínios. Mas é possível levar bastante comida, desde que seja industrializada e esteja lacrada.

 

Levamos comida pré-cozida (Vapza http://www.vapza.com.br/), macarrão, molhos prontos, queijo ralado tipo parmesão, sopas instantâneas, polenta, sucos de caixa, latas de milho, atum e legumes, biscoitos, torradas, farinha láctea, leite em pó, café, chá, sucrilhos, achocolatado... e até erva pro chimarrão.

 

Como estávamos de carro, conseguimos levar muita coisa, desde travesseiro a refrigerante 2 litros que ganhamos em Pelotas-RS.

 

Levando bastante comida conseguimos economizar nas refeições, que não eram baratas.

 

[t3]Orçamento[/t3]

 

Estimativa da viagem

 

Tendo em vista que andaríamos mais de 11 mil km com pedágios, visitaríamos parques, dormiríamos vários dias em hotéis e outros em campings, atravessaríamos o Mar De La Plata para Buenos Aires e o Estreito de Magalhães e faríamos algumas refeições em restaurantes, estimamos a viagem dessa forma:

 

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Já imaginávamos que a viagem custaria menos que o orçamento inicial. Porém queríamos estar prevenidos.

 

No fim, gastamos menos que 75% do orçado.

 

Gasolina estava bastante barata na Argentina, conseguimos não abastecer no Uruguai, em que a gasolina é cara, e abastecemos o mínimo possível no Chile. Além disso, conseguimos ótimos câmbios.

 

Mesmo fazendo o Big Ice em El Calafate, o valor gasto com passeios foi muito menor do orçado, porque a entrada da maioria dos parques era gratuita ou barata. Praticamente não fizemos passeios com agências, o que barateia bastante a viagem.

 

O único gasto que tivemos além do imaginado foi com a hospedagem. Gastamos mais de 50% do que havíamos previsto.

 

No fim da viagem os gastos foram os seguintes:

 

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Azul: Gastamos menos do que planejado

Amarelo: Gastamos praticamente o mesmo valor

Vermelho: Gastamos a mais do que o planejado

 

Câmbio

Tínhamos pensado inicialmente em levar a maioria do dinheiro em cartões pré-pagos (Visa Travel Money - www.visa.com.br/site/pessoas/cartoes/pre-pago/visa-travel-money), porém um mês antes da viagem o governo brasileiro aumentou a alíquota do IOF dos cartões e cheques pré-pagos de 0,38% para 6,38%, igual a do cartão de crédito.

 

Então decidimos levar cartões de débito e crédito somente para uma eventualidade, porque não queríamos pagar o IOF.

 

Como o câmbio influenciaria nos números da viagem e sabíamos que a cotação era muito melhor fora do que nas casas de câmbio do Brasil, deixamos pra trocar a maior parte do valor durante a viagem.

 

A melhor cotação que encontramos em Joinville – SC foi na MultiMoney (www.lojamultimoney.com.br), em que pagamos:

 

  • • Peso argentino 0,3187 reais
    • Peso chileno 0,0050647 reais
    • Peso uruguaio 0,1287 reais

Trocando dinheiro pela viagem, as médias das cotações conseguimos foram:

 

  • • Peso argentino 0,2563 reais
    • Peso chileno 0,005158 reais
    • Peso uruguaio 0,1190 reais

O peso argentino tinha uma cotação muito boa, principalmente em Buenos Aires.

 

A troca de peso chileno não foi tão fácil. Trocamos dinheiro em Puerto Natales e em Coyhaique. Em Puerto Natales, por ser turística, foi fácil encontrar um lugar para trocar dinheiro. Mas, em Coyhaique, mesmo sendo uma cidade grande, demoramos a achar um lugar que aceitasse reais.

 

Apesar de algumas dificuldades que tivemos pra o câmbio, valeu a pena trocarmos o dinheiro pelo caminho. No decorrer do relato, falo um pouco mais a respeito dos câmbios realizados.

 

 

A seguir, relato da viagem. Espero que gostem :wink:

Editado por Koslinsky

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Koslinsky, parabéns por compartilhar conosco tanta informação!!

Estou indo para um roteiro muito parecido com o seu agora em Novembro com minha noiva.

Planejei 33 dias saindo de Campinas/SP com destino Ushuaia, mas iremos fazer o sentido inverso... indo para Bariloche depois descendo até Esquel, ai entramos no Chile por Futaleufú e descemos a carreteira austral até Chile Chico, ai voltamos para Argentina para descer para El Chaltén, El Calafate e ai voltamos para o Chile para visitar o Torres del paine e de lá para Ushuaia, na volta subimos pela Ruta 3 da Argentina ! :D

 

Queria algumas dicas de você no seguinte sentido:

(1) voces colocaram alguma proteção no carro além do protetor de carter?

(2) tiveram algum problema de rasgar pneu andando no rípio ou foi tranquilo?

(3) meu orçamento é apertado e notei que vocês optaram por camping em vários locais... na sua experiência, para quem nunca acampou, seria tranquilo comprar uma barraca, saco de dormir, e alguns outros acessorios e partir para o camping em alguns locais, ou não seria uma boa acampar nesses locais devido a inexperiência?

 

Obrigado!

PS: continuo no aguardo dos próximos capitulos da sua viagem!

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SENSACIONAL!

Pretendo fazer essa aventura, porém saindo de Fortaleza, CE. Totalizando uns 17.000 km ida e volta.

Só estou na dúvida quanto ao carro. Tenho atualmente um Palio Fire (2014) que é muuuito econômico. Será que ele aguenta??

Ahh, também falta companhia...

Lee o seu relato me deixa muito empolgado!

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(1) voces colocaram alguma proteção no carro além do protetor de carter?

(2) tiveram algum problema de rasgar pneu andando no rípio ou foi tranquilo?

(3) meu orçamento é apertado e notei que vocês optaram por camping em vários locais... na sua experiência, para quem nunca acampou, seria tranquilo comprar uma barraca, saco de dormir, e alguns outros acessorios e partir para o camping em alguns locais, ou não seria uma boa acampar nesses locais devido a inexperiência?

 

Olá erico.bastos! Você vai adorar a viagem. É de tirar o fôlego :)

(1) Não colocamos mais nada. Não tivemos nenhum problema com o carro, além de uma pedra que acertamos e que quebrou um pedaço de plástico do protetor de cárter. Fizemos um remendo com silvertape (bem mais ou menos) para controlar o barulho.

(2) Não tivemos nenhum pneu furado, por incrível que pareça.

(3) Acampar na Argentina é muito tranquilo. Os campings são baratos e bem estruturados. Existem regras e respeito das pessoas. Totalmente diferente daqui. Já no Chile ficamos incomodados no Parque Queulat (camping maravilho, mas com péssimos vizinhos naquele dia) e em Futaleufu (camping El Pescador, nada estruturado, água fria, lotação máxima e nenhum respeito). Não tenho experiência além da Patagônia e Brasil (SC, SP e MG) em campings, mas acredito que você vai ter uma melhor experiência em acampamentos lá na Argentina do que em outro lugar. Sobre equipamentos, é importante você ter uma barraca que aguente vento :)

Boa viagem!!

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Tenho atualmente um Palio Fire (2014) que é muuuito econômico. Será que ele aguenta??

 

Olá Fred Moura

Que legal! 17.000 km é chão, hein?! Vai ser demais!

Eu não sou a melhor pessoa pra falar de carro kkk

A Zafira em que nós fomos era 4x2 e bem pesada, mas aguentou bem. Até porque não passamos por terrenos íngremes ou que o carro normal não passe. Os piores lugares foram onde havia trabalho de pavimentação, que possivelmente já esteja concluído. Além disso, já vi relatos de viagem por este mesmo trajeto em Fusca. Eu gosto de uma blog muito legal de uma família que viaja pela América de Prisma: http://www.viajandodecarro.com.br

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[t1]Dia 24 - 24/02/2014 – De Coyhaique ao Parque Nacional Queulat[/t1]


  • • Quilometragem do dia: 216
    • Quilometragem acumulada da viagem: 8.281
    • Gasto aproximado do dia: R$ 269,76

 

Nosso objetivo de hoje: Parque Nacional Queulat.

 

Antes de deixarmos a cidade de Coyhaique, buscamos trocar alguns reais. Tivemos um pouco de dificuldade em encontrar uma casa de câmbio que aceitasse reais (normalmente aceitavam somente dólares e pesos argentinos). Por fim encontramos uma casa em que pagaram 210 pesos chilenos por real. A melhor cotação até aqui.

 

Abastecemos também, gasolina (especial 93) a 886 pesos o litro.

 

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De Coyhaique ao começo do parque são ~180 km, sempre seguindo pela Carretera Austral (Ruta 7). Até o começo do parque (na bifurcação da estrada, em que à esquerda se segue para Puerto Cisnes) a rodovia é asfaltada. Do começo do parque até a bifurcação para entrada que se leva a recepção do parque são aproximadamente 35 km de rípio, estrada estreita e muitas curvas, tudo isso no meio de uma vegetação alta e densa, rodeada por montanhas. Mais uns 2km a dentro da lateral à direita da Carretera Austral se chega ao estacionamento e início das trilhas que levam para aos mirantes.

 

No caminho existe uma recepção com guarda parque que disponibiliza informações e cobra o ingresso ao parque. Ali também, pode-se contratar a estadia no camping.

 

Entrada do parque: 4.000 pesos por pessoa

Diária em camping: 6.000 pesos por área (sítio)

 

Pagamos nossas entradas e reservamos uma vaga no camping. Seguimos para o acampamento e nos preparamos para fazer a trilha que leva ao mirante do Vetisquero Colgante, principal atração do parque.

 

O Vetisquero Colgante é um glaciar preso a uma montanha e o seu degelo gera uma queda d’água que alimenta uma lagoa azul turquesa – a Laguna de los Témpanos.

 

O clima no parque é bastante úmido a se assemelha em partes com as matas que estamos acostumados a encontrar no litoral. Para se ter uma ideia da umidade, no parque a média anual de chuva é de 4 mil mm por ano (mesma média da cidade de Calçoene no Amapá, mais chuvosa do Brasil. Em São Paulo a média é de ~1,4 mil mm, e na minha cidade, Joinville, é de 0,134 mil mm por ano).

 

A trilha que leva até o Mirador do Vetisquero Colgante é de 3 km, que fizemos em 1h30. Ela começa atravessando uma linda ponte de madeira sobre o rio gerado pela Laguna Témpanos, depois sobre em meio à vegetação muito úmida e fechada.

 

A trilha é muito bonita! Uma das mais bonitas que já fizemos.

 

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Depois de um descanso e diversas fotos, descemos a trilha. Antes de atravessarmos a ponto, seguimos pela bifurcação a esquerda da trilha, que leva a um ponto de melhor observação da laguna (mais 500 metros).

 

A laguna tem uma cor maravilhosa, que parece ser uma tinta leitosa.

 

Trilha no Parque Nacional Queulat ao Mirador Vetisquero Colgante - Chile

Tracklog disponível em: http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=9889665

 

Trilha no Parque Nacional Queulat a Laguna de los Témpanos - Chile

Tracklog disponível em: http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=9889667

 

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Já era fim do dia e voltamos para nosso acampamento. O camping é muito bem estruturado, com banheiros e água quente. Só tivemos algumas dificuldades:

Armar a barraca, porque o solo é muito rochoso (nossa barraca não é autoportante)

Se proteger de butucas (não sei que inseto era, mas o frasco todo de repelente não dava conta); E aguentar os chilenos vizinhos que escutaram, à noite toda, as músicas da Daniela Mercury.

 

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[t3]Mais informações[/t3]

 

Atrações e pontos interessantes


Parque Nacional Queulat: parque com vegetação densa “sempre verde” cortado pela Carretera Austral. Possui trilhas lindíssimas. Atração principal do parque é o Vetisquero Colgante, geleira pendurada no topo de montanhas, e azul turquesa Laguna Témpanos, abastecida pelo degelo do glaciar.

 

Hospedagem

 

Camping do Parque Nacional Queulat – Muito Bom ::cool:::'> :8):

Preço: 6.000 pesos chilenos pela área de camping. Possui torneira com água, mesa e bancos, com área coberta. Possui banheiros e chuveiros de água quente. Belo camping.

 

Gastos do dia

 

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Muuuuuuito bom ! muito detalhado e como vou fazer novamente este trajeto vou pegar muitas dicas !

Veja a minha também com crianças !

Abs

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Muuuuuuito bom ! muito detalhado e como vou fazer novamente este trajeto vou pegar muitas dicas !

Veja a minha também com crianças !

Abs

 

Obrigada Facos!

Com certeza! Já estou planejando o próximo destino que é Atacama.

Vou pegar as suas dicas :)

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[t1]Dia 25 - 25/02/2014 – Do Parque Nacional Queulat a Futaleufú[/t1]


  • • Quilometragem do dia: 300
    • Quilometragem acumulada da viagem: 8.581
    • Gasto aproximado do dia: R$ 230,95

 

Neste dia passamos quase o tempo todo na estrada. Tínhamos planejado chegar em Futaleufú neste dia, aproximadamente 200 km do Parque Queulat.

 

Saímos perto das 10h30 e seguimos pela Carretera Austral (ruta 7) até La Junta, onde almoçamos. Comemos uma truta maravilhosa no restaurante Patagon (14.000 pesos, ~70 reais). Foi em La Junta que fomos parados pela primeira e única vez pela polícia. O policial só consultou nossos documentos e desejou boa viajem. Rápido e cordial.

 

Chegamos em Futaleufú próximo das 19 horas. Eu errei o caminho e com isso tivemos que andar uns 80 km à toa. Além disso, a estrada oscilava entre rípio e asfalto. Muitos trechos estavam em obra.

 

Em Futaleufú encontramos um camping no meio da cidade, que é bastante pequena. Apesar de pequena ela recebe muitos turistas que buscam os esportes radicais no famoso rio Futaleufú, um dos melhores rios para rafting do mundo. Ele possui corredeiras de até nível V (o nível máximo que existe é VI, só aproveitado pelos profissionais experts). O rio é muito lindo. Com ou sem rafting, ele é de tirar o fôlego.

 

Neste dia caminhamos pela pequena cidade e jantamos num restaurante muito gostoso chamado Sur Andes.

 

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[t3]Mais informações[/t3]

 

Atrações e pontos interessantes


  • • Rio Futaleufu: para quem gosta de esportes radicais, este rio é uma boa sugestão. Muito bonito.

 

Hospedagem

 

Camping El Pescador – Ruim ::bad::

Endereço: Balmaceda, 764

Preço: 3000 pesos chilenos por pessoa, cerca de 15 reais. Banheiro com péssimas estruturas e chuveiro mais frio que quente. Além da falta de estrutura no camping, os donos não dão regras aos hóspedes que superlotam o local. É um camping a ser evitado.

 

Gastos do dia

 

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Koslinsky, muito obrigado pelas informações.

 

Me lembrei de te perguntar mais uma coisa... foi pedido a voces a PID (permissao internacional para dirigir)?

Em alguns sites leio que no Chile é obrigatório em outros falam que atualmente não é mais necessários que somente a CNH já está ok.

 

Obrigado!

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Olá erico.bastos, Não fizemos e nem foi pedido o PID para gente. Não existem informações concretas na internet sobre a obrigação de ter ou não o PID. Resolvemos não fazer porque em inúmeros relatos falaram que não era necessário. Mas, isto também não é garantia...

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