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Olá viajante!

Bora viajar?

Mochilão Peru-Bolívia 15 dias =)

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Queria agradecer imensamente a todas as dicas que os outros mochileiros deram sobre o Peru e a Bolívia as quais com certeza contribuíram, e muito, para o sucesso da minha viagem realizada agora em outubro. Eu pretendo retribuir com o seguinte relato para assim ajudar os próximos mochileiros que resolverem se embrenhar nas belezas e loucuras desses países vizinhos. Eu ainda não terminei mas espero que eu consiga colocar um pouco por dia para assim inspirar quem pretende se aventurar pela nossa América do Sul!

*

Lima

 

A ideia da viagem surgiu em uma conversa que tive com meu irmão Henrique em meados de março. Eu tinha umas milhas para vencer e então eu fiz a proposta: “E ai, vamos viajar?”. Ele não hesitou nem um segundo e ainda emendou: “Quero conhecer Machu Picchu”. Sempre quis conhecer o deserto do Atacama no Chile, mas como tínhamos apenas 15 dias resolvemos colocar a Bolívia no meio – por ser mais barata e mais perto de casa. Pensei que o Chile, com seus vinhos e charmes poderia ser visitado em uma próxima ocasião onde ele seria o único protagonista.

A primeira passagem que compramos foi a volta de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, para São Paulo que custou 20.000 milhas e uma taxa de R$ 350,00 pela Gol. Demorou uns dois meses para conseguimos juntar as 24.000 milhas necessárias para irmos para Lima pela TAM/LAN, também saindo de São Paulo, e no final completamos o que faltava com o programa “Quilômetros de vantagens” dos postos Ipiranga.

 

Então o começo e o fim estavam definidos faltava completar o meio. Sabia que seria bom ter Lima como ponto de partida e depois ir descendo rumo ao Brasil. De volta para casa.

O roteiro definido no final foi: Lima – Cusco – Águas Calientes – Cusco – Puno – Copacabana- La Paz- Uyuni - Sucre – Santa Cruz de La Sierra – São Paulo. Quase todas as passagens e hospedagens nós compramos daqui do Brasil o que foi um erro em alguns momentos e um acerto em outros.

 

Nós levamos 3,5 mil reais distribuídos e 340 dólares em dinheiro vivo que colocamos em 6 pacotes. O Henrique andava com uma doleira e eu colocava mais três pacotes, dois na bota e um em uma cinta embaixo do sutiã. Foi uma ótima estratégia. Eu fui furtada em Barcelona e depois disso prometi que para tirar algo que me pertencia ia ter que arrancar de mim. Eu fui um pouco neurótica, não larguei o dinheiro nem um segundo, mas no final deu certo. Com os passaportes idem. Também levamos RG porque é aceito caso acontecesse alguma coisa. E fizemos um seguro de viagem que não é obrigatório para viajar pela AL, mas mesmo assim achamos melhor. Não levamos cartão nem VTM então se acontecesse algo o plano era pedir asilo na embaixada... rs...

 

Quando chegamos a Lima encontramos um clima agradável e a primeira coisa que fez realmente falta foi uma caneta. O voo da LAN foi sensacional, empresa muito boa, chegamos pontualmente na hora prevista, mas a fila da imigração nos deixou uma hora em pé, principalmente porque resolvemos preencher o formulário de imigração depois de descermos do avião. A imigração é ok, mas é importantíssimo guardar o papel que eles te devolvem do formulário – se possível prendam de alguma forma no passaporte. Pelo menos no Peru te pedem passaporte em todos os lugares assim como esse cartão da imigração. Apesar de aceitar RG eu aconselho a levar o passaporte – menos dor de cabeça. Vimos um dos guardas da fronteira encrencando com um casal de brasileiros.

 

O primeiro contato com o Peru foi com o táxi assim que saímos do guichê. Chegamos perto da meia noite (são duas horas a mais) e a primeira oferta foi 45 dólares para irmos até Miraflores onde ficava nosso hostel. Ficava um pouco longe e eu me arrependi momentaneamente por não ter escolhido um local para ficar mais perto do aeroporto porque nosso voo para Cusco ia sair às 8h30 do dia seguinte. Mas no caminho eu vi que Callao, o distrito que fica na proximidade do aeroporto, era um bairro meio estranho e escuro. Achei que foi uma boa então.

 

Quando saímos um taxista nos abordou que fez por 77 solis e como estávamos cansados e loucos por uma cerveja e não discutimos muito. Realmente o caminho era longo e o Orlando, o motorista, foi um verdadeiro guia contando um pouco da história da capital. O câmbio que fizemos no aeroporto foi de R$ 1 para 1,03 Solis contando com os 3% da taxa de câmbio. Isso já deu uma assustada porque eu contava que o Real valesse mais.

DICA: No decorrer da viagem, percebi que a levar dólar em espécie com certeza é a melhor forma de viajar. Eu já sabia disso, mas deixamos para comprar os dólares bem próximo da viagem (dia 09 de outubro,) que por sua vez era muito próximo do primeiro turno então ele estava bem caro e levamos apenas alguns e o resto em Real. Um erro porque o Real varia muito de cidade para cidade enquanto o dólar é estável. Sem contar que muitas coisas podem ser pagas em dólar e vale a pena porque a cotação que eles usam na conversão é muito alta, cerca de 2,91 Solis para US$1.

 

Lima é uma cidade parecida com algumas capitais do Brasil que ficam no litoral. É grande, com ruas largas e construções históricas e tem mais ou menos 8,5 milhões de habitantes. É dividida em bairros que funcionam como distritos e possuem certa autonomia dentre si. Miraflores , onde ficamos, é um deles. É um lugar bem charmoso, com bons restaurantes e me disseram que tem um sítio arqueológico recém-descoberto bem no meio. O hostel que escolhemos foi o Pariwana (Av. Larco 189, Miraflores) e recomendo. Fica em um casarão histórico, muito confortável e tem cara de hostel mesmo: com cozinha e área de lazer. Infelizmente ficamos muito pouco e não podemos aproveitar. Combinamos com o Orlando para nos buscar as 6h00, queríamos marcar mais tarde, mas ele insistiu que deveríamos chegar duas horas antes.

 

Depois do check-in saímos para dar uma volta e eu me senti segura apesar de ser quase uma da manhã. Paramos em uma pizzaria e pedimos uma Cusqueña deliciosa e razoavelmente gelada. Achei cara: 15 Solis uma garrafa de 600ml.

 

No outro dia acordamos e o Orlando estava lá na porta. Ai quando chegamos ao aeroporto o Henrique deu 70 Solis e ele não disse nada apenas pegou. Acho que na realidade o valor era menor, mas estávamos no começo da viagem e ainda não tínhamos pegado o espírito da coisa e o Henrique é muito tranquilo “deixa para lá”. O lance é que no Peru é assim: eles não devolvem troco e eles vão te enganar com o preço. Mas partindo da máxima que turista nasceu para ser enganado, deixamos quieto. Dá um pouco de medo pegar táxi por lá. Não existe um padrão nem uma identificação e taxímetro – lenda. Comecei a achar que o Brasil era um país organizado. Nada como uma imersão em culturas diferentes.

 

No final eu até agradeci ao Orlando porque o guichê da Star Peru estava o verdadeiro caos e se não tivéssemos chegado duas horas antes com certeza tínhamos perdido o vôo. Nós compramos as passagens pela internet direto do site da Star Peru – custou US$ 85,00. Com as taxas de embarque, IOF... ficou mais ou menos R$ 300,00 na época (o dólar estava R$ 2,50). A companhia é aceitável. O avião era meio velho, mas pelo menos eles davam chá de coca e um salgadinho horrível feito de Abas que até hoje eu não sei o que é. O Henrique achou ‘de boa’ mas ele também não é parâmetro porque para ele TUDO sempre estava bem.

 

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Cusco

 

Tudo que eu contar aqui nesse relato eu ouvi da boca do povo peruano. Não fui atrás de saber se é verdade ou não. Cada um que eu encontrava tinha a sua própria versão dos fatos e eu fiquei realmente curiosa em saber com mais detalhes sobre oImpério Inca que se consolidou quando o nono imperador, o poderoso Pachakutic , que em quéchua, principal língua dos Incas, significa “aquele que move a terra” assumiu o trono. Pachakutic era gigante, tinha dois metros de altura, era sábio, um exímio arquiteto, um poderoso guerreiro e “muy mujerengo” como disse nosso guia. Disseram que ele teve mais de 100 filhos. Subjulgou os outros povos e assim ampliou as fronteiras do império Inca que em seu auge abrangia o Equador, a Colômbia, o Peru, uma parte da Bolívia, Argentina e do Chile. A capital desse vasto território ficava concentrada em Quosquo – o umbigo do mundo. Quando chegamos lá, demos de cara com a primeira das inúmeras estátuas do imperador. O taxista (todo taxista no Peru é um guia) começou o relato: Cusco foi construída em forma de um puma, um dos símbolos do Peru ao lado da serpente e do condor.

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Ao contrário do que eu pensei, o apogeu do Império Inca durou apenas cem anos – de 1430 a 1530 quando os espanhóis chegaram. Na época, o Imperador era Ataw Wallpa que caiu em uma cilada ao ser convidado para um jantar com o conquistador espanhol Franscisco Pizzaro encarregado de tornar a região em um vice-reinado da Espanha. Ali, no meio da Plaza de Armas, a praça central de Cusco, Ataw Wallpa jogou uma bíblia no chão ao ser coagido por um padre a se submeter às regras do Reinado da Espanha e aceitar a religião católica. Ele foi preso no Templo do Sol (La Quoricancha – Templo dourado, em quéchua) e condenado. Antes da sua execução, arrancaram os olhos e a língua diante de todo o povo. O nome para a Plaza das Armas em quéchua significa Choro.

 

Os espanhóis destruíram o Templo e hoje funciona uma igreja, o Convento São Domingos. Quem já foi para a Espanha vai notar a incrível semelhança das construções na praça principal a Plaza das Armas. A opressão corre no sangue do povo até hoje: eles são calados, taciturnos, não sorriem com facilidade. Trabalham de Sol a Sol, segunda a segunda. Os comércios sempre estão abertos mesmo aos domingos. Não vi um peruano fumando ou bebendo. É um povo pobre, sofrido, mas não vi uma prostituta, um boteco e muitos poucos mendigos.

 

Ficamos no Wild Rover em uma das ruas centrais. O taxista cobrou 20 Solis mas foi porque eu negociei ele queria cobrar 30. Tenho certeza que é mais barato ainda porque o site do hostel disse que custava de 5 a 8 Solis do aeroporto até lá. Como o check-in abre só as 14h00 nós resolvemos dar uma volta pela cidade e resolvermos a nossa ida para Machu Picchu. Primeiro fizemos o câmbio em um banco que fica nos arredores da Plaza das Armas e foi a melhor cotação do Peru para Real: 1,04. Se por acaso vocês levarem Real não caiam na besteira de trocar apenas uma parte do dinheiro que nem eu e o Henrique fizemos esperando achar um câmbio melhor. Se achar um valor razoável, troca uma quantia razoável porque vai ser difícil achar um valor mais alto.

Almoçamos em um restaurante na rua mesmo do hostel, comemos um ceviche maravilhoso e tomamos pela primeira vez chicha morada – a bebida típica feita de milho. Estava boa.

 

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Meu plano inicial era fechar com alguma agência de turismo o passeio do Vale Sagrado e depois ficar em Ollantaytambo e pegar o trem para Águas Calientes (AC) . Entramos em umas três agências que cobravam preços similares... mas como tudo no Peru era só chorar um pouco que rolava um desconto.

DICA: Um dos principais erros do meu roteiro foi ter reservado o hostel em Águas Calientes aqui no Brasil. As excursões oferecem a hospedagem inclusa no passeio e geralmente são bem baratas. Não sei se são bons ou não. Uma referência legal de hostel que nos disseram é um que chama Supertramp (o nome é de bom gosto...) que um amigo disse que tem um hambúrguer barato maravilhoso e revigorante para quem desce de MP.

 

 

Então eu descobri que existem vários e vários jeitos de chegar em MP e é engraçado que depois que fomos para lá, encontramos muitas e muitas pessoas que tinham chegado de todas as formas possíveis. O jeito mais cômodo, e claro o mais caro, é pagar a excursão padrão que inclui: translado até Ollantay + passagem de trem até AC + entrada para MP + guia + ônibus para chegar em MP +hospedagem. Custa cerca de US$ 250, mas achamos caro e então ficamos na dúvida.

Quando descemos no aeroporto fomos direto para uma barraquinha da Peru Rail que tinha lá e descobrimos que: 1º as passagens para a noite do dia que queríamos tinham acabado e 2º eles não aceitam dinheiro vivo, apenas cartão. Ou seja, a única coisa que merece ser comprada com antecedência do Brasil é a passagem de trem e foi também a única coisa que não fizemos com antecedência...rs.. mas tudo bem. Clima de festa.

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O trecho da estrada que liga Ollantay até AC é monopolizado por duas companhias férreas: a Perurail, um consórcio de uma empresa chilena com uma inglesa, ou a InkaRail que é peruana e mais em conta. Esse trem é caro e é pago em dólar.

Existem outros jeitos de chegar em MP: pela trilha inca de três dias, pela trilha inca de cinco dias, ir de trem descer na hidroelétrica e subir caminhando, pegar o trem até AC e subir caminhando...o jeito mais barato e mais roots é ir de carro até Santa Teresa, uma cidade que fica do outro lado de MP, em uma viagem que demora cerca de seis horas, depois pegar um ônibus ou um táxi até a hidroelétrica e subir caminhando... O que eu sei com certeza: no meio desse leque de possibilidades explicado em espanhol com o sotaque de “quero passar a perna em vocês”, o Henrique estava de saco cheio querendo cerveja. Ele não reclamava de nada apenas quando passava da hora de beber.

 

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Ai por causa do eminente mau humor da abstinência do meu irmão eu resolvemos cancelar a ida ao Vale Sagrado porque não tinha passagem mesmo para domingo à noite. Resolvermos fazer tudo por conta, fomos na PeruRail (fica na Plaza das Armas e é a única agência que aceita dinheiro vivo) porque não achamos a InkaRail (queríamos ter comprado para ajudar a indústria peruana) e compramos as passagens saindo de Ollantay 12h30 e a volta para terça às 8h30 da manhã porque eram os horários mais em conta. Melhor comprar a ida e a volta de uma só vez - custa mais ‘barato’ e foi US$ 114 para cada um. Achei caro. No final, se não tivéssemos reservado o hostel antes dava para pegar uma das excursões que acho que sairia o mesmo preço. A moça da PeruRail nos deu o nome de uma rua que saia as van de Cusco para Ollantay e custavam 10 solis.

Com tudo resolvido, rumo à cerveja.

 

Quando voltamos para o WildRover aconteceu a primeira coisa chata: eles colocaram a gente em um quarto menor e mais caro. Como era o começo da viagem, eu não reclamei. Mas achei chato eles terem mudado sem avisar e nem pedir permissão. O nosso quarto era de quatro camas e ficava bem no meio da área principal. O Wild Rover é um estilo de hostel que acho que ainda não existe no Brasil. Funciona mais como um party-hostel, na real é uma balada, com quartos ao redor. Não tem cozinha, por exemplo.

 

Eu fui dar uma deitada para descansar um pouco e o Henrique saiu para falar com a namorada. Depois de umas duas horas, eu me arrumei, tomei banho e quando estava saindo o desgraçado me aparece bêbado porque tinha começado o Happy Hour... tava tendo October Fest então tinha um milhão de gringos loucos, fantasiados com roupas ridículas fazendo idiotice, tipo se pendurando e dançando pelados no balcão. O Henrique foi dormir até começar o Happy Hour de novo...e eu fui beber umas com um dos nossos companheiros de quarto, um irlandês que até hoje eu não sei direito o nome. Eu me apresentei, me desculpei porque não falava inglês fazia tempo e ele simplesmente disse: “Tudo bem, eu não sei falar português”. Ele era bem legal.

 

Depois o Henrique acordou, conhecemos dois brasileiros, a Gisele e o Thiago, e resolvemos sair do hostel ver como que funciona a balada em Cusco. Quase todas ficam na Plaza das Armas e fomos ao Mama Africa porque ia ter salsa. Queria escutar música latina. Na verdade, queria achar um lugar onde tocasse música peruana ou onde eu descobrisse como eles festejam. Mas aparentemente os peruanos não saem e todas as baladas são voltadas para estrangeiros. Pelo menos as acessíveis. O Mama Africa estava fechado ainda então ficamos em um bar que fica embaixo chamado Mushrooms enchendo a cara de mojitos. A garçonete era argentina e ficava tirando com a nossa cara porque tínhamos achado muito estranho ela não anotar nada nunca. “Vocês, brasileiros, fazem umas perguntas estranhas. Eu estou anotando tudo de cabeça”. A gente que é estranho.

 

Ai ficamos bêbados e resolvemos tentar entrar em uma balada em um outro hostel e no final das contas saímos andando e fomos parar de novo no Wild Rover... era tipo uma da manhã e o ambiente tinha mudado totalmente. Os gringos malucos e pelados ainda estavam lá, mas estava muito mais animado do que estava. Ficamos lá bebendo e conversando e quando deu umas duas eu resolvi dormir. Estava com muito sono já que a gente tinha praticamente varado a noite anterior.

No meio da noite o Henrique me acorda e diz que o cara embaixo do meu beliche estava vomitando na cama. A coisa mais estranha é que não fedia a vômito. A gente pulou e virou o cara de lado. Não sabíamos se a gente o acordava ou não. Como ele estava razoavelmente melhor, a gente deixou ele lá. No dia seguinte, antes de levantar da cama, eu perguntei para o irlandês se o cara estava bem... e o cara respondeu com uma voz de desenho animado que estava muito bem. Parecia uma voz do South Park. Ele falava tipo 897 fucks por segundo e chamava Kevin. Ele era engraçado.

 

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Eu e o Henrique saímos por ai andando... comemos em um café perto do La Quoricancha que chama La Cholita que foi bem barato. Pedimos até uma torta de limão que custou 5 solis e foi eleita 5 vezes pela Revista Veja como a PIOR torta do mundo. Sério, era simplesmente horrorosa.

Resolvemos esperar pelo Free Walk Tour que estava sendo divulgado no hostel. O Kevin (o gringo que gorfava ) disse que não gostava muito dessas coisas mas que tinha achado tranquilo. Eu e o Henrique ficamos enrolando na Plaza das Armas ao lado daquele bando de gringo, sentados na fonte principal, esperando o guia que na teoria ia chegar a 12h50. Uma hora depois a gente estava quase desistindo quando o guia apareceu com o coletinho verde que nem o folheto dizia. Chamava Richard e a primeira parada foi uma igreja que fica no alto da cidade, e lá fomos nós subir uma escadaria de uns 78713897 degraus que dava canseira só de ver. E aquela altitude de boa. Mas foi tranquilo, um pouco de falta de ar, mas nada que umas folhas de coca não resolvam. Lá de cima, vista sensacional.

 

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Depois fomos andando no meio das ruas, da cidade e paramos em uma loja de instrumentos tipicamente peruanos. Que surpresa chegar na porta e ouvir nada menos que Garota de Ipanema! Tinha um brasileiro lá dando uma palinha para o pessoal. Na nossa vez, o dono da loja tocou várias músicas e explicou sobre cada instrumento. Muito muito interessante. Em um determinado momento, ele pegou uma das violinhas e tocou aquela música “Chorando se foi quem um dia só se viu chorar...”. Eu e o Henrique rimos e ele parou e disse meio bravo: “Essa é uma música peruana e vocês brasileiros pegaram e transformaram em uma lambada!”. Foi mal! A última parada foi em um hostel onde o Richard, o guia, ensinou como que fazia piscosaur e nos deu umas doses de graça.

 

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Voltando para o hostel ainda ficamos um tempo sentado na Praça San Braz onde estava rolando uma feira. Depois resolvemos passar na La Quoricancha para tentar entender um pouco dessa loucura de Inca com Espanhol com Quechua..enfim.. o museu é bem legal mas é triste ver que aquilo era um Templo e hoje em dia é uma igreja. Mas ok. Quando chegamos no hostel, o Henrique ficou na área comum e eu fiquei um tempo no quarto deitada.

 

Então o Kevin, o gringo maluco, entrou comendo um crepe. Ele pediu para as moças da limpeza trocarem os lençóis (que estavam vomitado até aquela hora). Ficamos um tempo de boa e ai ele levantou e começou a vomitar. Ficou gemendo no banheiro, falando uns "Oh my God" e voltou para a cama mas eu ouvi que ele estava sofrendo. Ai eu fui, coloquei a cabeça e perguntei " E ai cara está tudo bem?" e ele só me respondeu: "Claro que não está tudo bem. Eu estou me sentindo como um Tiranossauro Rex". As mãos dele estavam grudadas no peito, ele não conseguia esticar os braços e nem respirar. Começou a gritar pedindo ajuda.

Eu pulei da cama e fui até a recepção. Encontrei o Henrique no meio do caminho, só gesticulei algumas coisas, e ele foi buscar uma água enquanto eu e o recepcionista (um cara muito lesado) tentávamos acalmar o Kevin que não parava de gritar que não era mais um humano.

 

Chegaram algumas meninas de uma clínica com um balão de oxigênio que ajudou o Kevin a respirar melhor. Enquanto isso, o recepcionista nos falou que não existe hospital em Cusco (achei essa informação bem estranha maaas não dúvido) apenas clínicas particulares. Sorte que ele tinha seguro de saúde.

Não vi mais o Kevin mas o amigo dele (que tinha tatuado o próprio rosto na bunda no dia anterior) disse que ele tinha falta de potássio no sangue. E que tinha voltado a ser humano.

No dia seguinte, eu e meu irmão partimos rumo a famosa Águas Calientes.

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marlonschaf, sempre muito bom ajudar!!! =) Obrigada pelo elogio!!

 

No outro dia de MP acordamos uma uma leve ressaca e super cansados. Descemos, tomamos nosso desayuno de pão com geleia de morango e um litro de chá de coca e pegamos o ônibus de volta para Ollantay super cedo. Eram umas 8h30 da manhã. O plano era tentar conhecer alguma coisa do Vale Sagrado (eu ainda não tinha desistido dele :( ) mas descobrimos que para entrar nas ruínas tem que comprar o ticket completo que custava cerca e 120 Solis. Nessa altura, a gente estava meio preocupado com o nosso dinheiro. Eu realmente achava que as coisas no Peru eram mais baratas que no Brasil mas isso é LEDO ENGANO. É um país turístico então as coisas são bem valorizadas. O preço da cerveja assustou. Não sei se eu bebo demais ou se os peruanos bebem de menos... acho que um pouco dos dois. A verdade é que uma garrafa custa mais ou menos a mesma coisa que uma refeição completa! Eu e o Henrique começamos a dividir as refeições para comprar mais cervejas!!!

 

Desistimos de Ollantay e confesso que fiquei com o coração na mão. Acho que aquela cidade merece um pouco mais de atenção. Mas nunca, nem planejamento é perfeito, então me perdoei. Esse dia foi bem entediante - mas diferente - porque voltamos para Cusco umas 11h00 da manhã e percebemos que nossa passagem para Puno era apenas as 22h00 da noite!!! 12 horas livres!!!

A ideia inicial foi ir para a estação tentar trocar as passagens. A gente andou por aquela tal de Cusco para achar daonde saia o ônibus da Cruz del Sur. Compramos essa passagem aqui no Brasil no site da companhia http://www.cruzdelsur.com.pe/. Mas o único horário para ir para Puno era as 22h00 da noite mesmo. Deixamos nossa mala lá e ficamos andando por uns lugares desconhecidos de Cusco, entrando em umas ruelas, sentando na praça e tomando um Sol. Acho que foi um dia em que vivemos como um cusqueño. Comemos em uns restaurantes bem simples lá no centrão, meio longe da área turística para gringo ver. Foi legal.

 

Então, as 22h00. Rumo a Puno. Acho que esse ônibus foi o melhor da minha vida. Wi-fi, serviço de bordo e poltrona totalmente reclinável! Ganhamos até lanchinho. Luxo e riqueza para um mochileiro!

 

Puno

 

Era dia 15/10 e chegamos em Puno às 5h00. Claro que ainda meio tontos de sono fomos abordados por uma moça insistindo pra fecharmos os passeios, logo ali.

Pegamos um táxi (5 Solis) até nosso hostel que ficava em uma ladeira que nem o taxista sabia onde que era.

Na real era mais a casa de uma família. Foi muito barato (custou 6 dólares a noite) e é bem arrumadinho. O dono, o Enrique que nem meu irmão, nos tratou como filhos. Nos deu um desayuno que ele estava comendo (devíamos estar com uma cara de acabados hahaha) e nos deu um desconto no passeio para a Ilha de Uros. Tinham dois passeios, um até as ilhas flutuantes - que durava apenas meio dia - e outro até uma ilha mais distante que retornava para a ilha ás 17h00. Ficamos com o passeio de meio período que custou 30 Solis. O nome do hostel era Puma Backpackers Puno (Jr. Antonio Arenas 150, Puno, Peru).

 

Ilha de Uros foi algo peculiar.

Entramos em um barquinho que estava repleto de pernambucanos em ritmo de Carnaval. Rimos muito com eles.

E eles também tinham se encontrado por acaso lá. O pior que é uma parte tinha pagado 90 Solis por esse passeio :shock: !!! Eu iria ficar muito muito puta da vida porque não vale pena tudo isso!!!

 

O passeio em si é muito interessante. Mas sinceramente, é algo meio nada demais. Andamos pelo Titicaca no barquinho, tinha um guia que nos explicou que o nome do lago significava Titi-Kaka (Puma cinza) e um pouco da história dos habitantes da Ilha, ensinou umas palavras para falarmos com eles em aimará - uma das três línguas oficiais do Peru - e descemos lá. Eles explicaram como que funciona as totoras, uma base flutuante de uma planta bem parecida com o nossos junco - e como eles faziam para amarrar e fazer a manutenção. Depois, basicamente, não tinha mais nada para fazer. A gente ficou tirando umas fotos, falando com as cholitas com aquele voizinha assustadora de criança pedindo dinheiro para comprar os artesanatos, brincando com umas criancinhas que tinha por lá e conversando sobre como seriam as eleições com os pernambucanos. Você podia andar nas embarcações deles por mais 10 Solis. Depois fomos para uma das ilhas principais (moram cerca de 1500 pessoas nessas ilhas :shock: ) onde vendiam algumas comidas e tal. Nós não pegamos nada. Voltamos para Puno meio-dia.

 

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Confesso que esse dia foi meio entediante. Nossa passagem para Copacabana era apenas no dia seguinte às 14h30. Foi legal porque estávamos em uma cidade diferente mas particularmente não tem muita coisa para fazer. Ficamos no Píer, subimos para a Plaza das Armas, andamos no centro, tentamos comprar Bolivianos (disseram que na fronteira era mais barato), andamos mais pelas ruas... nos perdemos, contamos com a ajuda do povo peruano para nos acharmos, e ai nos perdemos de novo. E lá para umas 18h00 fomos para o hostel. Detalhe que esse dia a gente conheceu o poder do lago Titicaca. Mais ou menos as 18h30 a temperatura estava 9ºC e estava caindo.

Esse dia o Henrique foi meu salvador porque eu fiquei embaixo das cobertas e dormi das 19h00 até umas 22h00 quando ele apareceu com uma comida X que ele comprou embaixo do vento em um mercado X. Não tinha nada ao redor do hostel. Ai comemos presunto, pão, tomamos chá de coca e ai dormimos mais até umas 9h00 do dia seguinte.

 

Sinceramente, eu não iria para Puno se eu soubesse. Achei dispensável. No entanto, foi muito bom para descansarmos de MP. A gente ainda não tinha parado! E com certeza isso foi essencial para os dias seguintes!!

Na rodoviária de Puno trocamos a primeira passagem do site Ticket Bolívia (http://www.ticketsbolivia.com/) que compramos pela internet sem grandes problemas.

Claro que passagem impressa é lenda naquelas bandas. E ainda tinha que pagar acho que uns dois Solis de taxa de embarque separadamente - tem que ir em um outro guichê da rodoviária para pagar. Essa foi a única vez que alguém nos avisou dessa taxa.

 

Quando o ônibus chegou eu fui perguntar para o motorista se era aquele ônibus mesmo. A companhia era Trans Titicaca e o motorista parecia um traficante. Ele respondeu gentilmente: "Está escrito na sua passagem, você não sabe ler?".

 

Aiiiii Bolívia....rs.... :D

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Era essa mesma!!! hahahahhaa mundo pequeninho né? Você tem contato com ela? Eu não consegui adicionar ela no facebook...

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Copacabana

 

Depois que a gente entrou no ônibus para Copacabana, o motorista que parecia um traficante nos entregou um cartão de imigração para mostramos na fronteira. A viagem foi curta, acho que são apenas quatro horas de viagem, e lá pelas tantas o motorista parou o ônibus e gritou alguma coisa. A gente conclui que era a fronteira. Descemos no ônibus, nós e os gringos todos completamente perdidos. O motorista deu umas instruções em espanhol,naquela velocidade totalmente fácil de entender, e ficou olhando para a nossa cara como quem diz "porque vocês ainda estão aqui??" E depois gritou: "Vamos vamos vamos!!". Eu e o Henrique entramos na primeira casa que era uma lanchonete onde as pessoas poderiam ir ao baños (no Peru, em alguns lugares os banheiros são pagos. Na Bolívia, em TODOS OS lugares os banheiros são pagos. Vai de 1 bs até 5 bs.) e tinha uma mulherzinha fazendo cãmbio. Chegamos falando REAL e a moça colocou 2 na calculadora! Eu só disse: "Você deve estar de brincadeira???". O dólar custa 6,95 bs. A mulher zuando nosso dinheiro!!!

 

Eu sai indignada e fomos para um prédio da imigração peruana do outro lado da rua. Encontramos dois mineiros na fila, o Thiago e um amigo dele muito engraçado que não vou lembrar o nome, que tinham ido para o Peru com uma van que saiu de Corumbá cheio das muamba :D . Essa parte do processo foi, normal, rápida. O oficial da imigração peruana carimba e pronto. Como estávamos com o passaporte, tudo bem. Os mineiros doidões estavam com RG e o cara mandou eles para uma fila do outro lado tirar um xerox. Não sei porque isso.

Ai você atravessa a fronteira a pé mesmo. Antes de ir embora tem um símbolo do Peru grandão, super bonito para tirar fotos. A gente saiu correndo e tiramos algumas rapidinho antes que o motorista trafica xingasse mais ainda a gente. Então atravessamos o portal!

 

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Do outro lado estava a imigraçao boliviana. Eu confesso que estava com uma pulga atrás da orelha porque tinha lido vários relatos que rolava propina, que os caras te tratavam mal... não vi nada disso.

Ta bom que credito que os brasileiros tenham algum tratamento meio especial... tinha uma fila para os países do Mercosur (apesar da Bolívia não fazer parte eles tem alguns acordos diplomáticos e está tentando entrar no bloco) e que o guarda que fica na porta com uma metralhadora na mão parece que vai rasgar seu cartão e dizer "try again", ou melhor, "Inténtalo de nuevo". Mas nos trataram bem, carimbaram nosso cartão e disseram "não percam" (apesar de que não pedem o cartão nos lugares como no Peru). O Henrique ainda queria tirar uma foto do poster gigante do Evo que estava na porta mas eu puxei ele. Melhor não brincar com a sorte... ::lol3::

 

Tem várias barracas ao lado da imigração e tentamos comprar alguns bolivianos. Esse povo é muito maluco, nem para rolar um cartel, tinha uma mulher que estava trocando um real por 2,30 bs e a do lado trocou por 2,50bs. Trocamos R$ 100,00 apenas para não chegar em Copa com as mãos abanando.

 

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O ônibus parou na frente do hotel Mirador e os caras do ônibus disseram que a diária estava 15 dólares por dia. Não tem rodoviária em Copa, esquece. A gente tinha uma reserva no Hotel Perla del Mar que era bem legalzinho mas era um hotel mesmo e foi meio carinho. Eu lembro que a gente reservou um hotel mais bonitinho porque todos do hostelworld pareciam ser bem velhos e feios. Esse hotel Mirador tinha meio cara de hotel gigante abandonado mas a gente terminou entrando por causa de umas meninas que conhecemos e ele parecia ser ok.

A cidade é muito pequena com clima de praia. Totalmente diferente de Puno. Os bolivianos são mais abertos do que os peruanos apesar de serem mais desorganizados. Mas eles sorriem, conversam... parecem que levam a vida mais na boa. E o lago Titicaca desse lado... parecia outro lago! Impressionante.

 

Deixamos nossas coisas no hotel que ficava mas para o centro e voltamos para a rua principal que tem vários restaurantes e bares. Se você é fã de balada, esquece!!! Mas sentamos em um bar com climinha de praia, tava tocando um Mano Chao, pedimos uma truta típica e uma garrafa de Paceña (igualmente cara, custa certa de 25Bs). E parecia que tudo estava incrivelmente bem. A gente comprou no hotel mesmo o passeio para a Isla del Sol no dia seguinte. Compramos para conhecer o Norte e o Sul da ilha e custou 30 Bs. Tem várias agências de turismo que vendem os mesmo tickets e eu acho que é mais ou menos o mesmo preço porque acho que apenas uma companhia faz esse passeio. Mas não custa perguntar e ainda por cima pesquisar. Não compre absolutamente NADA na Bolívia de primeira. Como eu disse, eles não sabem MESMO fazer cartel.

 

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Não tenho, aliás quase não peguei contato com ninguém.

Eu fiz essa travessia da fronteira à noite e nem reparei nesse marco no chão, era um breu só!

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A Isla del Sol.

Caramba, como descrever?

Acordamos no outro dia cedinho (o passeio saia às 9 da manhã). Tomamos um belo desayuno no hotel, o melhor da viagem, tinha até huevos revoltos! A gente fez alguns sanduíches de geleia, colocamos na mochila para mais tarde, na maior farofagem e fomos.

Entramos em um barquinho com qualidade igualmente duvidosa como o de Puno e saímos. As paisagens são muito muito muito bonitas! ::otemo::

 

Em momento algum você acha que pode estar em um lago. É água a perder de vista. Disseram que no ponto mais distante de uma margem a outra do lado dá mais ou menos 160 km e o menor 650 m! E frio hein...

O barco vai devagar. Bem devagar. A gente dormiu em alguns momentos. Sem contar que ele para várias vezes para dar carona para várias coisas diferentes. Digo isso porque em um momento ele parou e entrou uma chola com uma cabra. Depois de um tempo, parou de novo e então eles desceram somente a cabra. O Henrique estava inconformado com o fato de que a gente tinha dado carona para uma cabra!!!! :D

 

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Primeiramente, o barco para no Sul da ilha depois de uma hora e meia. Depois mais uma hora e meia para o Norte. Quando descemos, surpresa!

 

Pagar pelo baño não era nada surpreendente. O que foi supreendente foi o guia contar que você precisa pagar 10 Bs para entrar no Museu do Sol, assim de caro, só para começar o passeio - na verdade é uma taxa para dar uma voltinha na ilha. Sabe, 10 Bs não é nada. Mas você se sente inseguro por não saber o preço real das coisas sabe. O passeio custava 30 Bs e do nada tinha mais 10 Bs... mas na Bolívia é assim.

 

O guia era um velhinho enrrugado. Mas ele corria hein. Pela amor de Deus. Eu, dois anos de academia, yoga... e a altitude deu uma rasteira em mim. Tentei acompanhar o velhinho mas sem condições. São quase 5000 mil metros de altura. O ar não vem. Cansa mesmo. E da-lhe coca. ::mmm:

Mas a vista, olha. Indescritível. Subiria todos os dias da minha vida. E de novo e de novo....

 

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nossa, to muita certa que vou usar seu roteiro quase que igualzinho pra montar o meu! tenho poucos dias pra viajar no final de fevereiro,. Sera q dá?? continua postando que to louca pra saber o q mais vcs fizeram ::otemo::

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Assim como a Thais penso em fazer praticamente o mesmo roteiro.

Estou ansiosa pelo restante do relato.

::otemo::

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Isla del Sol - parte II

 

Enfim, continuando a pedidos ::otemo::

 

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No alto da Isla del Sol tem alguns monumentos muito legais. Tem uma pedra sagrada que para os povos primitivos foi onde o deus Viracocha inventou o mundo. Claro que para eles, a pedra tinha forma de puma... assim como tudo naquela região. Se você virar a cabeça e entrar no clima talvez pareça... ::mmm:

 

O guia apressadinho ficou horas mostrando o rosto do próprio deus na rocha e depois todo mundo foi convidado a colocar as mãos e trocar energia com a pedra sagrada. Tinha outros monumentos importantes como uma mesa para sacrifícios... no final da trilha, tem algumas ruínas deixadas pelo povo quechua bem antes dos Incas, antes de Cristo e antes de tudo.

 

Esse lugar é mágico. Tem uma energia muito diferente, a brisa é deliciosa e dá uma vontade de sentar em um dos muros e passar a tarde lá. É uma sensação muito boa.

O guia ensinou que era um templo sagrado de um dos povos pré-incas e claro que devia estar lotado de grandes estátuas de ouro... em um determinado momento, já no final da excursão, o guia disse que tinha uma fonte da juventude... ele entrou em um buraco e saiu de lá com uma água fresquinha... deu um pouco para cada um tomar e passar no rosto! Ficamos mais jovens? Não sei... mas a beleza custa...rs... ele pediu uma contribuição com o preço estabelecido de 10 Bs pela ajuda. Ou seja, nessa altura, o preço real da parte Norte da Isla del Sol já custava 50 Bs por pessoa.

 

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Na volta, conhecemos duas irmãs de Aracaju que ficaram nossas amigas. A volta foi difícil assim como a ida mas o guia tinha dado um matinho com cheiro de Vick que ajudava a respirar se colocarmos no nariz.... Algumas pessoas pegaram o acesso da trilha que corta a ilha no meio e vai até a parte Sul... dura mais ou menos três horas.... os outros, mais folgados - como eu e o Henrique - voltam para o barco enquanto isso. Assim, voltamos para a parte Sul para esperar os aventureiros. Eu e Henrique decidimos ir em cima do barco para dar uma olhada na vista. Tava ventando muito, muito mesmo. Reparem que apesar do Sol, do calor e do esforço nós estávamos com roupas de frio. O Titicaca castiga... estava mais ou menos uns 10ºC essa hora.

 

Chegamos na parte Sul da ilha e pagamos mais 5 Bs para entrar.

Não tinha muita coisa para ver e eu e as irmãs jogamos a toalha e sentamos em um restaurante. O Henrique topou subir um outro monte, tirou umas fotos mas disse que não tinha nada demais por aquelas bandas.

Lá pelas três da tarde, voltamos para Copa.

 

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Na parte Sul da Ilha tem uns hostels e umas hospedagens para quem deseja passar a noite por lá. Deve ser bem pacato mas é gosto de cada um..

Eu e o Henrique já estávamos pensando em uma cervejinha vendo o Pôr do Sol instalados em um dos bares na beira do lago que parece mar.

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