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Olá viajante!

Bora viajar?

Peru, Equador e um pulinho na Colômbia

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Esta é uma viagem de 25 dias, que ainda estamos realizando (viajamos eu e minha namorada).

 

Preparativos:

 

- Quando decidimos conhecer o Peru e o Equador, não nos informamos com antecipação sobre rotas de ônibus. Assim, comprei ida e volta de Lima, achando que seria possível fazer todos os caminhos de ônibus. No entanto, de Cusco para Quito, por exemplo, são três dias de viagem! Para fazer render o tempo, acabamos apostando em mais voos (inclusivo escrevo este post do aeroporto, esperando meu avião para Quito).

 

Dia 03/01/2015 - Chegada em Lima

 

Li muitos relatos no Mochileiros dizendo que os arredores do aeroporto Jorge Chávez são perigosos. Por isso, acabei optando por combinar antes, por email, o traslado com a empresa Lima Mentor. Sai USD 30 até Miraflores, para até três pessoas, com adiantamento de 50% do pagamento (usei o Pay Pal). É caro, mas dentre as empresas oficiais de traslado, foi o mais em conta que encontrei. O email deles é: cynthia@limamentor.com.

 

Como precisávamos de um hostel apenas para deixar as malas e tomar banho, escolhi o mais barato do Booking: o 2 Hostel Circus, que cobra 7 dólares por pessoa. O nome Circus é bastante apropriado, pois o hostel é uma palhaçada ::lol4::

Como diria Renato Russo: "lugar estranho com gente esquisita...". A localização é ótima, mas o lugar é muito sujo e as pessoas que nos atendiam estavam sempre drogadas. Não recomendo.

 

Passamos toda a tarde caminhando pela orla da praia: Shopping Larcomar, Parque del Amor... Chegamos a descer para a praia, mas não compensou. A vista é mais bonita de cima (e como é praia de pedra, acaba não sendo muito convidativa). O pôr do sol é fenomenal.

 

Lima, na parte do bairro de Miraflores, me pareceu muito segura, organizada, limpa... Dá para desbravar a região a pé tranquilamente ::otemo::

 

De noite, pegamos nosso ônibus da Oltursa para Trujillo. Os ônibus deles são muito top, com tela para ver filmes individualizada, lanchinho e etc. Aliás, a segurança das empresas maiores de ônibus no Peru me surpreendeu: é o mesmo esquema de controle dos aeroportos, ou até mais intenso. No entanto, só comprei a passagem pela Oltursa porque não tinha poltronas insuperables na Cruz del Sur. A empresa de ônibus Cruz del Sur oferece algumas poltronas com um desconto " insuperable". Mesmo com quase 7% de IOF, compensa comprar pela internet para garantir os melhores preços. São poucas poltronas; tentar ir até o guichê contando com esse desconto é arriscado. Para terem uma ideia do que estou falando: cheguei a pagar 29 soles em uma viagem de 9 horas, semicama, com lanchinho - o preço original era 100 soles.

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Dia 04/01/2015 - Trujillo e Huanchaco

 

Depois de uma viagem de cerca de 9 horas, chegamos a Trujillo. Pegamos um táxi (são um meio de transporte relativamente barato) rumo a outro hostel que reservamos via Booking: o My Friend Surf Hostel. Os donos são super atenciosos, é pertinho do mar e o restaurante deles também é ótimo. A diária é de apenas USD 6 por pessoa.

 

Pegamos uma van (custa entre 1,5 e 2 soles) que nos deixou na frente de Chan Chan. Lá formamos grupo com 2 argentinos para dividirmos o valor da visita guiada, que ficou em 10 soles por pessoa.

 

Chan Chan é um prato cheio para quem gosta de história. Ficávamos imaginando como seria habitar aquele lugar há centenas de anos atrás... E é muito importante conhecer as outras raízes do Peru, além da cultura inca, para não cairmos no estereótipo de que a arqueologia peruana se resume a Machu Picchu.

 

Seguimos com os argentinos para racharmos um táxi rumo à Huaca de La Luna: outro lugar impressionante, com relevos que conservaram sua pintura original. No caso da Huaca, o preço do guia já está incluso no ingresso.

 

Conseguimos ainda pegar o pôr do sol na praia de Huanchaco (famosa pelos barcos de totora) antes de pegarmos o ônibus da Movil Tours rumo a Huaraz.

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Dias 05, 06 e 07 de 2015 - Huaraz

 

Em Huaraz, ficamos no hostel Alpa-K Montanero, bem localizado e com um atendimento muito bom. Tomávamos também um super desayuno americano por 8 soles neste hostel, o que nos dava energia até o final de cada tour. Contratamos os passeios com um vendedor e, pelo que entendemos, não importa a agência que você escolhe, porque acabam juntando todo mundo que contratou os passeios no primeiro busão que aparece. Pagamos 45 soles cada passeio, e demos a sorte de pegar 3 dias de sol em plena temporada de chuvas.

 

No primeiro dia, fizemos o tour até a laguna Llanganuco, que tem uma cor incrível. O que atrapalhou foram as paradas desnecessárias para comprar sorvete, comer comidas típicas e visitar um cemitério (que tem todo um contexto histórico e tals, mas que não era o nosso objetivo no dia). Com tantas paradas, mal sobrou tempo para conhecer Llanganuco. Queríamos ter feito o passeio de barco, contornado a lagoa... Talvez compense alugar um carro, tentar ir por conta ou contratar um guia que faça a visita valer a pena.

 

No segundo dia, Laguna 69. Dessa vez, tivemos até autonomia demais. O motorista estacionou o carro, disse " vão por aqui e por lá" e nos largou no mato para fazermos a trilha de 16 km a mais de 4000 m de altitude sozinhos. Nem todo o caminho é bem demarcado, e nos perdemos várias vezes. Com o cansaço, boa parte do grupo (formado por nós, dois peruanos, três alemães, um inglês e uma suíça) ou não alcançou a laguna ou teve pouco tempo para aproveitá-la. Também é um passeio que queria ter feito com mais calma, até porque o caminho rumo à lagoa é sensacional e merece paradas para ser admirado. São cachoeiras e montanhas por todo o lado. E mesmo sem chuva, muitos riozinhos para atravessar: um bom tênis impermeável faz a diferença.

 

No terceiro e último dia em Huaraz, fizemos o Pastoruri, que foi bem tranquilo, apesar de estar a mais de 5000 m. Fazer uma parte da trilha a cavalo não é caro (7 soles por pessoa) e ajuda a poupar o fôlego. O caminho até o nevado é muito bonito e interessante para avaliar os impactos do aquecimento global.

 

Li muito que Huaraz era feia e perigosa, e acabei não reservando tempo para conhecer a cidade, o que foi uma pena. Achei Huaraz muito parecida com La Paz, com seu artesanato, as índigenas em suas roupas típicas... Além disso, o comércio fecha tarde.

 

Em Huaraz, não deixem de conhecer o Café Andino: a fachada é bem simples, mas o ambiente é super descolado, com biblioteca, espaço para troca de livros, decoração simpática... É um pouco mais caro, mas as porções são grandes.

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Dia 08/01 - Ica

 

Fomos de Cruz del Sur para Lima e de lá para Ica, sempre usando as passagens de preço insuperable. Com todo o deslocamento, chegamos à cidade apenas por volta de meio-dia.

 

Os hotéis nessa região disponíveis no Booking são muito caros. Por isso, não reservamos nenhum e negociamos um quarto para deixarmos as mochilas grandes em um hospedaje (tipo uma pensão) que fica ao lado da agência de ônibus. De lá, fomos de táxi para o oásis de Huacachina.

 

Fechamos um passeio nas dunas com buggy, que só recomendo para quem curte altas emoções. O tour já incluía sandboard e paradas para tirar fotos nas dunas.

 

À noite, embarcamos mais uma vez de Cruz rumo a Paracas, em um trajeto curto de 1 hora.

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Dia 09/01/2015 - Paracas

 

Ficamos no Backpacker House The Pacific, onde compramos também o tour para as Islas Ballestas e para a Reserva Nacional de Paracas. O hostel é muito bem cuidado, barato e o dono oferece transfer grátis da agência de ônibus.

 

As Islas Ballestas são um paraíso em matéria de fauna marinha: muitas aves e inúmeros leões marinhos tomando um sol diante das nossas câmeras. O passeio vale muito a pena.

 

A reserva nacional é gigante, e o tour só permite conhecer uma pequena parte dela. Ainda assim, o pouco que vimos foi o suficiente para nos deixar empolgadíssimos com aquelas praias em pleno deserto.

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Dia 10/01/2015 - Conexão em Bogotá

 

Não encontramos um vôo direto de Lima a Quito, mas demos a sorte de ter uma conexão longa em Bogotá. Assim, trocamos dinheiro no aeroporto e pagamos um táxi rumo ao Cerro Monserrate.

 

A visão da cidade do cerro é muito bonita, e há uma feirinha de artesanato interessante atrás da igrejinha que fica no topo (apesar de termos achado tudo um pouco caro). É possível escolher entre ir a pé, de teleférico ou de funicular.

 

Depois, no próprio cerro arranjamos um táxi rumo à região da Candelaria. Passamos por vários museus em prédios incríveis e depois seguimos para a praça central. Nessa região encontramos uma realidade bastante parecida com a da região da Sé, em São Paulo: muitas pessoas pobres, aparentemente drogadas, e inclusive fomos seguidos por uma mulher que conversava conosco em tom de ameaça. Demos bandeira nos afastando dos policiais e fotografando com uma câmera grande; é um lugar lindo, mas que merece ser visitado com um pouco de precaução.

 

Mais um vôo noturno e finalmente, Equador.

  • 3 semanas depois...
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Sérgio, tá muito bom, to acompanhando o roteiro!

Incrível a dica da passagem insuperable, não sabia!

 

Uma pergunta: vc lembra +/- quanto pagou nos passeios Ilhas Ballestas + Reserva Natural de Paracas?

 

Obrigada! :)

 

Luiza

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