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Bora viajar?

PERU (CUSCO E TRILHA SALKANTAY) E BOLÍVIA(LA PAZ E HUAYNA POTOSÍ) NOVEMBRO 2014

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Venho aqui compartilhar meu relato de viagem pois os relatos daqui me ajudaram muito a planejar esta trip de 18 dias. A princípio eu iria de Rio Branco até Brasiléia e de lá para Cobija(primeira cidade boliviana) e de lá pegaria um avião para La Paz. Porém os vôos não ajudaram muito e eu acabaria perdendo 3 dias de viagem. Então decidi começar pelo Peru (Rio Branco x Assis Brasil X Inãpari) e testar uma coisa mais "leve" para ver como eu reagiria para tentar o Huayna Potosi. Pois bem, senta que lá vem história.

 

DIA 1 e 2 - 12 e 13 nov 2014 MANAUS x RIO BRANCO x ASSIS BRASIL x IÑAPARI xPUERTO MALDONADO x CUSCO

 

Comprei uma passagem de MAO-RIO BRANCO-MAO por 508 reais na GOL. A viagem a normalmente é feita em 2h, porém o aeroporto de Rio Branco encontrava-se fechado pela parte do dia e só operava voos noturnos. Saí as 14:30h de Manaus e fiz uma conexão em Brasilia vindo a chegar em Rio Branco lá pelas 2h da manha ::dãã2::ãã2::'> ::dãã2::ãã2::'> ::dãã2::ãã2::'> ::dãã2::ãã2::'> . Tive que aguardar até as 4 da manha para pegar um ônibus do aeroporto até um terminal de ônibus para fazer uma baldeação para ir a Rodoviária Internacional. O ônibus você pega na frente do aeroporto mesmo e custa pouco, sei q não passava de 3 reais. No terminal tive que aguardar cerca de 1h até o ônibus q me levaria a rodoviária chegasse, pois ainda estavam iniciando as rotas. o bom é que tem telões que informam o tempo de espera do próximo busão e p mim realmente funcionou. Cheguei na rodoviária e fui logo comprando a passagem de busão( 39,90, em dinheiro, não aceitam cartão de débito) até Assis BrasiL na empresa PETRO ACRE. O primeiro ônibus sairia as 6h eu cheguei as 5h50 e só deu tempo de comprar uns salgados e um refrigerante na rodoviária e seguir viagem. A dica é comprar mantimentos para a viagem na cidade ou já trazer na mochila antes de embarcar no ônibus. A rodoviária não possui muitas coisas para comprar e só um caixa do banco do brasil.

 

O ônibus não é muito confortável e o isolamento térmico deixava a desejar propiciando um calor infernal dentro do busão. Enfim se quisesse conforto teria ido de avião. O problema é que esse ônibus faz muitas paradas e vai em muitas cidadezinhas não previstas no itinerário quando da compra da passagem. Resultado ao invés de 4 a 5 horas de viagem levei 7 horas até Assis Brasil. O previsto era p onibus para somente em Xapuri e Brasiléia. Acabou que foi parando em várias cidades, p pessoas que faziam sinal na estrada, para o bode, para a galinha q levantava a asa.... ::lol3::::lol3:: sei que no fim já tinha gente em pé no busão e umas galinhas também... hehhehe.

 

Cheguei as 13h em Assis Brasil(fronteira Brasil-Peru), desci no posto de controle da Polícia Federal, registrei minha saída do país e tomei um dos triciclos peruanos e rumei para Inãpari(Peru) que é mais uns 2 km a frente.

Paguei um real para me levar a cidade, o condutor já me deixou direto no local das lotações que levam rumo a Puerto Maldonado. A cotação na fronteira estava 1 real - 1,10 sol.Troquei 400 reais e paguei a lotação até Puerto Maldonado 60 soles. Tive que aguardar para encher a van enquanto isso fui procurar almoçar. Bem em frente ao ponto de lotação possui alguns restaurantes, nada muito refinado. parei em um e comi uma chaufa de frango com coca cola. 10 soles.Muito Bom!Dei uma pausa para esticar as pernas e comprei água já para ajudar na aclimatação. Pouco tempo depois o condutor da lotação me chama para embarcar. Entro e paramos na aduana peruana para registrar a entrada no país. Carimbo passaporte e eles me dão um papelzinho da imigração. Não perca esse papel ou pagará multa. E começo mais uma viagem pelas estradas.

 

Cerca de 5h depois, estou em Puerto Maldonado as 8h30. Cidade agitada, cheia dos triciclos peruanos. Casas de pollo por todos os cantos, muito iluminada. Desço no ponto final da lotação e tomo outro triciclo para ir a rodoviária. Pago 5 soles e me informo onde é o guichê da empresa Tepsa para confirmar minha passagem. Falo com atendente e ela me orienta a ir pagar 1,3 soles para a rodoviária que é referente a taxa de embarque. Compro algo para comer durante a viagem e aguardo o embarque. Entro no ônibus, só alegria. Cadeira reclinável em 160 graus, lanche de bordo incluso e manta para aguentar o frio até Cusco. De Puerto Maldonado até cusco são cerca de 10h. Sai as 21h de Puerto Maldonado e cheguei as 7h em Cusco. É impressionante acordar ao lado das montanhas peruanas e com o frio de arrebentar.

 

 

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Gastos 1º e 2º dia

 

Lanche aeroporto : 10,00

Onibus até o terminal e de lá até rodoviária:+- 2,50

Café da manha rodoviária: 8,00

Onibus Rio Branco x Assis Brasil: 39,90

Almoço iñapari: 10 soles

Lotação Iñapari x´puerto maldonado: 60 soles

Onibus Puerto Maldonado x Cusco: 39,90 soles comprados atencipadamente no site http://www.tepsa.com.pe/ com cartão de crédito

alimentação rodoviária puerto maldonado: 7 soles

 

 

DIA 3 - 14 NOVEMBRO- CUSCO

 

Cheguei na rodoviária de Cusco por volta das 7h e de lá tomei um táxi para ir ao VIP Hostel o qual havia reservado antecipadamente pela internet. Paguei 8 soles de táxi e cheguei ao dito hostel. Fui recepcionado no hostel com chá de coca de graça e teria que aguardar até as 11h para fazer o check in. Então tomei o café no próprio hostel, vesti roupa apropriada para o frio(segunda pele e um corta vento já bastavam para mim). Não senti nenhum efeito de altitude, talvez por ter vindo de ônibus ganhando altitude devagar e haver me hidratado bastante no dia anterior estava me sentindo bem. Usei a internet para avisar a família que estava vivo e saí para verificar se iria fazer a trilha Salkantay solo ou através de agência. Meu intuito era passar dois dias em Cusco antes de ir para a trilha.

 

O Hostel ficava próximo a Plaza de Armas(praça principal da cidade) e para lá foi a minha primeira parada, tanto para conhecer a arquitetura da cidade e verificar artigos de aluguel para trilha e agencias de viagens. É impressionante como a cidade é preparada para receber turistas. Todos falam inglês e até francês. A dica aqui é andar e se perder pela cidade. Numa das ruelas que entrei, já encontrei uma feira de artesanato e vi as famosas lhamas ou alpacas(até na hoje me restam duvidas quais animais eu tirei foto heheh). A princípio tirei a parte da manhã para cotar preço de equipamentos, preços de agências e trocar dinheiro. Equipamentos é possível encontrar por toda a redondeza de Plaza de armas. Desde roupas de qualidade questionável até barracas profissionais. os preços variam bastante e geralmente são cotados em dólares... A agências também são muito fáceis de encontrar, ou ás vezes elas vão até você... várias pessoas na rua lhe abordam oferecendo os pacotes.

 

O câmbio na cidade é bem mais baixo que na fronteira. enquanto em Iñapari estava 1 real- 1,10 soles, em cusco estava 1 real-1,03 soles (quando saí da cidade estava 1 real- 0,90 centimos :shock::shock::shock::shock: ). O dólar quebrou tudo.. Enfim levei real, porque comprar dólar estava muito caro no Brasil e até que pelas contas não me lasquei tanto. Almocei em um restaurante numa galeria próxima a Plaza de Armas. Me chamou atenção pelos preços, achei que fosse um restaurante popular, porém quando entrei era muito respeitável, com taças de vinho, e velas na mesa. muio bacana. Pedi um 1/4 de (frango)com arroz e batata frita e chicha morada(o famoso refresco de milho roxo) . o almoço estava muito bom e farto paguei tudo 17 soles e achei justo pelo local e pela visão(estava em uma varanda no 2º andar e podia ter uma visão parcial de Plaza de Armas).

 

 

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Depois do Almoço voltei a cotar preços de equipamentos e valores de agências, comprei umas lembrancinhas numa feirinha na própria plaza de armas, até que bateu o sono(acumulado dos dias na estrada) e resolvi voltar p hostel, tomar um banho e dormir um pouco. Acordo por volta das 21h30 com uma fome desgraçada e vou andar novamente pelas ruas de Cusco. Devia estar fazendo uns 7 graus, mas minha roupa segurou de boa. Nao sentia tanto frio.Ate que andando pela rua, encontro um amigo meu do trabalho que estava com sua namorada. Que coincidência! Ninguém havia falado nada sobre a viagem!. Estavam viajando desde Lima,passando por Arequipa, Puno e na manha desse dia tinha estado Machu Picchu. Essas surpresas q só avida te dá. Era o ultimo dia de viagem e eles estavam indo ver um show de uma banda de um amigo peruano q haviam conhecido na viagem. Acabei indo junto e comi no local. Lugar Bacana com decoração inspirado na mitologia Inca, musica boa. Rock peruano com direito a flautinhas e tudo. bom demais . Acabado o show. retornei ao hostel para ter uma boa noite de sono.

 

Gastos 3º DIA

Táxi Rodoviária x Hostel - 8 soles

Aguas- 9,50 soles( +-4,5 soles cada)

Almoço -17 soles

lembrancas- (chaveiros, meias e gorros ) 25 soles

Entrada do bar -15 soles (com direito a uma cerveja)

Janta no bar - 7 soles( uma hamburguesa caprichada batata frita e chicha morada)

 

 

DIA 4 - 15 NOVEMBRO CUSCO(CERRO SAN CRISTÓBAL E CRISTO BLANCO)

 

Cedo acordei, café da manhã razoável(suco de garrafa, chá de coca, café, pão, geléia e ovo frito). Uma garrafa de água de dois litros comprada e rumei para o Direccion General de Cultura de Cusco para verificar se estava tudo ok com meu ingresso para Machu Picchu, pois havia comprado na internet e queria me precaver sobre qualquer imprevisto. 20 minutos de caminhada desde o hostel tudo ok! Segui para a feira de artesanato de Qoricancha(av del sol) e comprei muitas lembranças a um bom preço. Tive que comprar logo pois iria para a trilha e na volta já rumaria direto para La Paz,não ficando mas nenhum um dia em Cusco. Feitas as compras, rumei a buscar novos preços para a trilha Salkantay e depois de diversas pesquisas saiu para mim mais vantajoso ir com a agência,pois indo solo, teria que carregar uma barraca para duas pessoas, a comida, fazer comida. Tudo isso em ambiente de altitude a qual não estava acostumado e que não seria muuuiito mais barato que ir com uma agência.

 

Fechei com a Peruvian Wonder Travel Agency(calle Espaderos), e decidi que faria todo trajeto a pé e só a descida de Machu Picchu seria feita de ônibus. Como já tinha ingresso de Machu Picchu ganhei um sr. desconto e acabei fechando com a agência também meu ônibus para la paz. A saída seria no dia seguinte, então teria q me preparar. Comprei umas últimas coisas(lanterna, camelback biscoitos) e parti para ir almoçar. Almocei em uma dos inúmeros restaurantes que possuem menu turístico(entrada, prato principal e sobremesa) . Tomei sopa de quinua, com carne de alpaca, purê de batatas e arroz. e sobremesa salada de frutas. juntamente com uma cerveja Cusqueña.

 

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Depois do almoço, outra garrafa de água de dois litros e sentei um pouco na praça para admirar os dois morros os quais se tem visão de Plaza de armas: cerro San Cristóbal e um outro onde possui o Cristo Blanco. minha ideia era ir a pé para forçar um pouco o corpo e me acostumar com as subidas em altitude. Pois bem, parti de plaza de armas e segui reto por trás da maior igreja da praça e começa-se uma subida numa ruela de paralelepípedos. Fui perguntando de alguns donos de estabelecimento e achei o caminho . subi umas escadas e tinha uma bifurcação. a esquerda se iria para o San Cristóbal e para a direita para o Cristo Blanco. Tomei a esquerda. Um pouco de subidas e cheguei a uma espécie de posto de controle do governo que cobrava a "pequena quantia" de 170 soles para acessar não só o San Cristóbal quanto as ruínas de Sacsayhuaman. Voltei na hora ::dãã2::ãã2::'> ::dãã2::ãã2::'> Ainda tinha uns caras me oferecendo passeio de cavalo, gentilmente neguei e expliquei q queria ir a pé e me falaram que para o Cristo blanco o acesso era de graça . Voltei o caminho todo e e iniciei uma nova subida. 15 minutos de subida íngreme e está no topo.

 

A trilha é um pouco suja e passa por dentro do bairro, lembrando um pouco as vielas de periferia. Chega-se no alto, descansa-se e contempla-se a visão do topo. Pode -se também ir de ônibus ou carro. Lá de cima, já se pode observar as Ruínas de Sacsayhuaman localizado sobre um imenso campo verde. Depois de um breve descanso tornei a descer em direção as ruínas. Ao chegar mais perto você se impressiona como as pedras são bem polidas e são bem encaixadas. Fiquei um pouco por fora da história do local porque estava sem guia. Mas onde tinha um pouquinho de turistas havia um guia (pago) e eu me misturava para ouvir um pouco da história.Pelo que ouvi, suas imensas muralha eram uma espécie de sistema de defesa da cidade de Cusco. Algumas fotos tiradas e me deixei perder pelos caminhos das ruínas. 10 minutos de caminhada mais tarde, apreciando a paisagem e para minha surpresa chego no Cerro San Cristobal. Aquele que estavam cobrando 170 soles... Cheguei de graça. Apreciei um pouco a paisagem, algumas fotos um breve descanso(aqui a respiração começou a ficar um pouco mais ofegante , mas nada demais) e comecei a descer pelo caminho q leva a portaria. Estava receoso que me cobrassem alguma espécie de ticket de saída, mas não cobraram nada. A partir daí foi só descer e voltar para as ruelas da cidade de Cusco.

 

Voltei para o hostel e comecei a arrumar a mochila menor(30l) para levar para o trekking. A maior (75l) eu poderia deixar no depósito do hostel sem pagar nada ::Ksimno::.. Terminada de arrumar a mochila, parti para fazer uma boa refeição. Uma pizza caseira de bacon e carne de alpaca, na mesma rua do hostel. Ambiente pequeno, (não cabem mais q 7 pessoas) mas muito acolhedor e a pizza (8 fatias finas ) muito boa. 12 soles com suco de laranja. Daí foi partir para dormir , pois ônibus passaria as 04h da manhã para levar ao início da caminhada.

 

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Gastos 4º Dia

 

2 garrafas de água 2l( +- 9,5 soles)

lembranças centro de artesanato (90 soles)

pgto agencia 5 dias salkantay + passagem ônibus la paz (515 soles)

almoço 12 soles

janta 10 soles

compras diversas (50 soles).

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DIA 11 - 22 NOVEMBRO 2014 - LA PAZ.

 

Acordo cedo, tomo um café simples no Hostel ( pão , geléia, suco, cha de coca) e parto para encontrar a sede da Bolivianas de Aviácion . Av camacho, 1413 para comprar a passagem de volta até Cobija(fronteira Bolívia- Brasil, Acre). Poderia comprar na internet, porém o sistema da empresa estava uma droga. Saio, está um frio mas não chega a incomodar. Saio de bermuda e botas e levo um corta vento na mochila. Ao caminhar me deparo com um termômetro e marca 10º graus as 8h30 da manhã ::Cold::::Cold::::Cold:: . Talvez já tivesse me acostumado com as baixas temperaturas e o frio já não me incomodava. Como o escritório da empresa so abre a 9h fiquei fazendo hora numa casa de saltenhas. paguei uns 7 bolivianos por cada . Mt show pena que não lembro o endereço.... As 9h abre e sou o primeiro a comprar a passagem. pago 187 reais na passagem de avião até Cobija. A partir daí saio a cotar novamente os preços para o Huayna Potosí na Calle Sagarnaga e na AV illampu.

 

Acabo chegando a Loja Tattoo na av. illampu e comprando alguns equipos de escalada em rocha. Tudo muito barato se comparado com os preços do Brasil, além de equipamentos para alta montanha. Comprei muita coisa e com receio de deixar no hostel(devito ao fato acontecdo com um dos brasileiros) resolvi pagar e deixar as coisas na loja e resgatar só no ultimo dia de viagem, atendente disse que tudo bem e fiquei tranquilo. Então sai para fechar o pacote para o Huayna Potosi, acabei escolhendo a Millenium Adventure (calle sagarnaga, 223 galeria)do sr. Guillermo, que de todas as empresas foi o mais simpático. Grandalhão e bonachão, foi escalador de alta montanha porém agora so agenciava as expedições. A princípio eu estava inclinado a ir com a Elma Tours (sagarnaga, 334 ,galeria) do sr Jenaro Yupanquii que foi mt atencioso durante a troca de e-mails, ou ir com alberth tours ( calle illampu, 750) porém nenhum das duas abriram no dia em questão um sábado. com a millenium adventure paguei 800 bolivianos para três dias com tudo incluso (traslado, equipamento de alta montanha e alimentação).

 

Almocei numa espécie de fast food boliviano que vendia tudo de frango, pedi um sanduiche de frango com batata frita e uma coca cola. aproveitei para conhecer a Calle de las brujas e fiquei de voltar lá para comprar lembranças. Curioso andar e se deparar com os fetos de llamas e todo tipo de decoração. Lojas de instrumentos musicais típicos, artesanatos, essencias, folhas de coca. O mais legal é conversar com os donos das lojinhas. Numa dessas conversas acabei ganhando um pingente de Condor da cholita da lojinha mesmo sem ter comprado nada. Ela disse que era para abencoar minha viagem. :P:P:P:P

 

Aproveitei para comprar algo a mais que faltava para a expedição(pilhas para headlamp, uma mochila de ataque menor, castanhas, amendoim,biscoitos) e a noite tomei uma cerva de leve no hostel e arrumar a mochila para a trip tendo em vista que a agencia iria passar as 7h30 do outro dia para me pegar.

 

 

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Gastos do dia

 

saltenhas e suco - 17 bolivianos

equipos de escalda - 900 bolivianos

expedicao huayna milleniuma dveture - 800 bolivianos

almoco - 20 bolivianos

castanhas e amendoim - 8 bolivianos

mochila de 25 l dobravel marca doite - 270 bolivianos

cerveja hostel - 10 bolivianos

 

 

 

Considerações

 

Barganhe o que puder na compra de coisas em lojas, sempre é possível conseguir um desconto.

 

para sacar dinheiro eu só consegui no Banco de los andes , descend a Av 16 de julio. meu bano é bradesco e em todos caixas que fui não consegui. então haja pernada!! o pior é que nesse banco eu so podia sacar 1400 bolivianos.

 

andar a pé pelo centro de la paz é uma das melhores coisas que se pode fazer, achei muito legal além de não parecer perigoso e haver dezenas de mochileiros nessa regiao.

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DIA 12 - 23 NOVEMBRO 2014 - 1º DIA HUAYNA POTOSI. CAMPO BASE - GLACIAR VIEJO - CAMPO BASE

 

Lá pelas 6h30 levanto com o pouco que consegui dormir, pois a balada no terraço do hostel acabou lá pelas 5h! ::lol3::::lol3:: tomo o café no próprio hostel e com a mochila cargueira de 70l já preparada, desço para fazer o check out. faço a mesma tática da trilha Salkantay: guardo a mochila no depósito do hostel sem custo algum. Aguardo no saguão e minutos depois aparece o guia chefe, Miguel. Um senhor pra lá dos seus 50 anos muito animado que chama o nome de todos que estão na expedição: 7 franceses e eu! ::essa::::essa::::essa:: .Dois dos franceses fumam seus ultimos cigarros, sao feitas as apresentações e seguimos na van rumo ao acampamento base. Antes paramos na casa de miguel para pegar as botas duplas. várias sao testadas e arranjo uma pra mim. não estão ótimo estado(algumas estão com silvertape) , conhecemos outros dois guias e seguimos rumo ao Huayna potosi.

 

Quase duas horas de viagem em estrada de terra, em uma paisagem um tanto quanto árida, avistamos as primeiras lagunas e montanhas... lá em frente está o Huyana potosi, com seu cume nevado. Lhamas e alpacas fazem parte do cenário. espetacular. Chegamos no refugio, 4800 msnm e começo admirar a paisagem. A laguna, as montanhas. quantas delas ja foram escaladas? quais as mais dificeis.... talvez eu estivesse delirando por causa da altitude ::lol3::::lol3:: . Então é servido o almoço. Entrada prato principal e sobremesa(sopa, carne arroz c frango e bananas) mais chá de coca e suco para acompanhar. nota dez a comida. Algum pouco de conversa fora e miguel nos chama para nos equiparmos e fazer o treinamento no glaciar viejo. Uso pela primeira vez uma bota dupla e polainas. Como aquele troço pesa. Mochila equipada com piolet, agua e saimos caminhar para o glaciar. Cerca de 20 minutos de caminhada tranquila e chegamos ao destino. Começa a nevar. Minha segunda vez que vejo a neve cair( a primeira foi em Salkantay) Miguel passa as primeiras instruçoes de como caminhar com os Crampons e piolet de marcha em uma inclinação de cerca de 45 graus. Nada mt complexo, é só pegar o jeito. Depois vamos para uma parede vertical de uns 70º de inclinação e uns 10 mt de altura. Treinamos escalada em gelo com crampon e piolet. Aí o bicho pega! fazer esforço na altitude eh mt cansativo. Porém Miguel disse que essa segunda parte nao usariamos no Huayna potosi.(mais tarde descobriria que era mentira!) . Nessa parte, a bota de uma das francesas literalmente se desfaz, rasga o solado e Miguel faz um conserto de emergencia com cordeletes para que ela pudesse retornar ao refugio.

 

Ao retornar ao refúgio, por volta das 17h, fomos tirar um cochilo e aguardar a janta. Consigo dormir um pouco, porém ainda tentando assimilar o local onde eu estava, em meio as montanhas. O vento soprava na janela do refugio. O sol meio pálido iria se por por entre os gélidos cumes das montanhas ao redor. ::otemo::::otemo:: .. Por Volta das 19h somos chamados para a janta. Macarrao a bolnhesa... estupidamente gostoso.. nunca imaginei comer tao bem entre as montanhas. Um pouco de bate papo(portugues, misturado cok espanhol e ingles) e fomos para os sacos de dormir. No próximo dia subiriamos para 5270 coma mochila com carga total(roupas, piolet, bota dupla, capacete, cadeirinha, comida, chinelos). Demoro a dormir, necessito ir ao banheiro. começa um barulho no telhado.. está nevando e muito forte... o banheiro eh fora do refugio e só de sair já retornei com a roupa toda branca de neve. Volto p saco de dormir e este esta extremamente gelado, vai demorar para aquecer novamente... mais um tempo perdido nos pensamentos e consigo dormir.

 

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Gastos do dia

 

check-out hostel 90 bolivianos

 

 

Considerações

 

Beba bastante água nos dias que antecedem a ida ao huayna potosi, além de caminhar bastante. Ajuda no processo de aclimatação além de habituar a caminhar durante bastante tempo

Não hesite em comer mesmo que seja pouco. Inclusive de preferencia as comidas "molhadas" (sopas, chás, sucos) pois o a ingestão de liquidos é fundamental para o processo de aclimatação.

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DIA 13 - 24 NOVEMBRO 2014 - 2º DIA HUAYNA POTOSI. CAMPO BASE- CAMPO ALTO.

 

Depois de uma boa noite de sono no refúgio, dormindo em colchonetes e sacos de dormir, desperto por volta das 06h30 e vou ver o belo amanhecer do sol. Está uns 6 graus e a paisagem mudara. O solo esta todo branco da neve caída na madrugada e a montanhas ao redor também. Momentos de contemplação e sou chamado para o café da manhã. Mais chá de coca, suco café biscoitos e pães. Vamos arrumar nossas coisas para iniciar a subida até o acampamento alto. Um dos franceses não esta muito bem, sente fraqueza e cansaço mas se dispões a subir. Por volta das 8h começamos a subida. Em um ritmo tranquilo me ponho a caminhar. Os primeiros 20 minutos são os mesmos do dia anterior até que surge uma bifurcação para a esquerda e seguimos a rota que nos leva para o próximo acampamento.

 

Paramos em uma espécie de abrigo feito de pedras e lona, onde uma senhora que esta dentro recolhe a tarifa de entrada(10 bolivianos) e carimba os passaportes dos vistantes. Uma espécie de ponto de controle. Acabamos encontrado um grupo que tinha feito cume mais cedo e disse que o tempo lá em cima estava perfeito. Uma injeção de ânimo! Agora o sol ja esta mais forte, e o francês que já estava mal fica pior. Seus amigos se põe a carregar a mochila dele e seguimos. Agora começa uma das subidas mais nojentas da minha.. uma enorme subida entre pedras soltas e cascalho que muitas vezes faz com que vc de um passo p frente vá dois p tras. ::mmm:::mmm:::mmm: . Cada ponto mais plano aqui servia de parada para descanso e tomar uma água, Bater uma foto. Eu procura olhar somente para os meus pés para não ver o quanto faltava subir para evitar criar expectativas e posteriormente me frustrar. deu certo. Olhar para trás garantia uma visão espetacular das lagunas , do glaciar do céu azul.... Cerca de pouco mais de 2h30 caminhanto chegamos ao refucgio campo de rocas. fiquei feliz mas por pouco tempo! O nosso refugio era um pouco mais acima! ::hein:::hein:::hein: uma descansada, uma nova puxada de ar e retomamos a subida. pouco mais de 1 h depois e chegamos ao nosso verdadeiro refugio a 5270msn. um refugio grande com mesas e beliches e bem aquecido a mais de 5000 metros. fiquei pensando na trabalheira que deu para trazer tudo aquilo.

 

Escolhemos as camas e ficamos aguardando o almoço. Alguns foram jogar baralho, eu fui ler um livro e o francês se pôs a ficar na cama. Ele estava realmente mal: sentia enjoo, dor de cabeca, falta de apetite, sinais do mal de montanha. Miguel então foi prepara um chá de uma plantinha encontrada nas pedras da montanha para aliviar os sintomas do francês. Pouco tempo depois, o almoço estava servido(frango empaado com arroz,sopa e chá de coca). todos comeram, menos o francês que mal se levantou da cama. Após a refeição bati um papo e fui dormir. Acordei lá pelas 17h com umpouco de dor de cabeça. tomei um dorflex e resolveu. Então fui admirar a paisagem lá fora. Vi o por do sol. A minha direita via uma cadeia de montanhas(creio que era o condoriri) . Me distanciei um pouco do refúgio para sentir um pouco do lugar. incrivel... ouvir alguns passaros voando aquela altitude, o vento soprando, o sol baixando.... espetacular.

 

Agora já era hora do jantar, mais uma vez o frances recusou a comida e fiquei com duvidas se ele disporia a subir daqui a algumas horas(ataque ao cume é feito no início da madrugada) apos a refeição foi feito o briefing para armar a estratégia de ataque ao cume. todos formaram as cordadas triplas( duplas juntamente com um guia). Fiquei com o guia Iurni e advinha com quem? o francês que estava mal. Até então era duvida se ele iria ou não. Após isso, fomo descansar para levantar a meia noite.... eu mal consegui dormir de ansiedade.... ::hahaha::::hahaha::::hahaha::

 

um vídeo do 2º dia

 

 

 

 

 

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Gastos do dia

 

0,00 Bolivianos

 

Considerações

 

Caminhe no sue ritmo, ali não é uma corrida!

Não deixe de se hidratar, nunca!

Evite fumar, se for fumante(os franceses se deram mt mal), deixe para quando descer.

Evite bebidas alcóolicas em em demasia.

Nesse dia de subida usei somente uma camisa e uma calça segunda pele, uma camisa e uma calça de poliester e bota comum de trekking. suficientes para caminhar para não sentir nem calor nem frio.

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Acompanhando.. primeira vez que leio relato desse passeio na bolivia.. o grau de dificuldade na sua opniao é muito maior que o salkantay??

 

Abraços

  • 2 semanas depois...
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DIA 14 - 25 NOVEMBRO 2014 - 3º DIA HUAYNA POTOSI. CAMPO ALTO- CUME -CAMPO BASE -LA PAZ

 

 

Por volta da meia noite e meia somos acordados..." vamos vamos" dizem os guias. Meio desnorteado levanto e sei que devo me arrumar depressa para iniciar o ataque ao cume. Todos levantam e começam a se arrumar e colocar os equipos. Segunda pele, fleece, roupas impermeaveis, cadeirinha, botas duplas, polainas, luvas.

Tomamos o que seria o café da manhã (chá de coca, chocolate, biscoitos, pao e geléia.) Comi o máximo q consegui e bebi água até morrer.... ::mmm:::mmm: . Todos se ajeitaram nas cordadas já firmadas e saíram em direção ao madrugada longa e congelante que nos aguardava.

Eu tive que aguardar o francês que estava mal para ir na minha cordada junto com o guia e acabei saindo uns 15 minutos depois de todo mundo. Saída do refúgio, a primeira porrada do vento frio bate. ::Cold::::Cold::::Cold:: temos que começar a andar para não congelar. Quando começa acabar a parte de rocha colocamos os crampons e usamos o piolet.

 

Agora começamos a subir a passos lentos porém seguros a primeira inclinação logo em frente ao refúgio, logo após isso dobramos para a direita e seguimos e alcançamos alguns membros do grupo. Um caminho estreito, ao menor vacilo vc rebola até o refúgio.Até agora tudo bem, até o francês não dava sinal de cansaço... ::otemo:: . Seguimos e passamos a cordada das garotas, e seguimos a caminhar. Eu pouco conversava, me concentrava ao máximo na respiração e na passada, tentando fazer um ritmo agradável aos meus ouvidos(como uma canção) e também aos meu pulmões. Caminhamos e caminhamos e caminhamos e chegamos ao acampamento argentino. Nessa parte encontramos uma outra cordada, um dos membros estava mal e ia descer com o guia e outro remanescente iria se juntar coma minha cordada. Tomamos folego e seguimos agora com guia, eu e mais dois franceses. ::dãã2::ãã2::'> ::dãã2::ãã2::'> ::dãã2::ãã2::'> Logo após essa parte enfrentei uma escalada de uns 20 a 30 m em gelo,na PAREDE DE GELO chamada Pala Chica. Não é nada mt complicado, porém na altitude e na madrugada uma coisa simples se torna extremamente estafante. Seguia no ritmo" piolet, crampon, crampon. piolet, crampon, crampon . piolet, crampon, crampon) até que cheguei acima desta parede. cansado porem feliz. Continuamos a subir devagar, dali se podia ver as luzes de la paz.... avistei tambem um cachorro indo em direção ao cume... estava com outro grupo. o guia disse que ele fazia isso quase todo dia. ::essa::::essa::

 

Após quase meia hora de caminhada depois da escalada da Pala chica, os dois franceses que estavam comigo falam que não dá mais para eles.... e p completar o guia q está comigo diz que se formos nesse ritmo talvez na alcancariamos o cume em tempo hábil ::putz::::putz::::putz::::putz:: . Então olhamos para baixo e avistamos as lanternas cordada da dupla de garotas subindo a Pala Chica , porém so víamos duas lanternas (uma já tinha descido). A opção agora era descer até eles , para eu formar cordada com eles e os dois franceses baixarem com o outro guia. Tive q aceitar essa opção mesmo tendo que gastar o dobro de energia(descer tudo q eu já havia subido para depois voltar....) era isso ou congelar esperando eles subirem ate nós. Descemos e ficou acertado que os franceses desceriam e eu iria com o Guia Nelson e a francesa Marie.!! A principio ela quis descer porque ela estava indo devagar e nao queria me "atrapalhar". eu disse que iriamos ate onde desse! e ela aceitou..

 

Então partimos, subindo lentamente mas a passos fortes, e subindo, subindo... Chegamos a 5700m e encontramos a primeira cordada do nosso grupo descendo. A namorada do outro francês passou mal. Ela desceu com o guia e ele passou para nossa cordada. Seguimos então na cordada final: Nelson(guia), eu, Marie e Benjamin. Vale lembrar que uma cordada nesses moldes não é recomendável, mas mesmo assim ele seguiu conosco. Andávamos e subíamos nos montes de neve, a cada término de subida eu dava um suspiro de vitória. As paradas eram curtas de no máximo 1 minuto e já seguíamos andando, tínhamos que recuperar o tempo perdido. O Sol começa a nascer, uma das coisas mais bonitas que eu já vi na minha vida. Nesse momento uma injeção de ânimo nos é dada. Eu já estava com os nervos em frangalhos.... Olhava para a subida e tinha um ódio mortal da Montanha(pq eu fui p ali?) mas olhava para trás e via o mar de nuvens e o nascer do sol e minha pergunta era respondida..!! Eu estava ali para ver a beleza do caminho. Fascinante! ::otemo::

 

Alcançamos a lateral antes da subida da famosa crista. Encontramos um grupo que já estava descendo do cume e eles disseram: "vamos, lá esta com uma visão linda ... falta pouco." Então passei a andar mais concentrado e pegava o piolet e cravava firme e com raiva na montanha. Talvez eu pensasse que assim ela se abalasse e fosse um pouco mais sociável comigo. hehhhehe Andamos mais um pouco e .."chegamos a 6000!" nos disse o Guia. Falei comigo mesmo "puta q pariu... cheguei a 6000 na minha primeira investida, ja tava de bom tamanho se alguem quisesse desistir tava valendo ja"... Faltavam os 88 metros finais que se descortinavam em uma crista absurda de linda, com comprimento de uns 100, 150 metros. Ali o negócio é o seguinte : Do lado direito da crista se vê o Lago titicaca, e embaixo dos seus pés está a face da montanha que é eh rocha e gelo. Do lado esquerdo se vê as otras montanhas e todo o caminho percorrido com gelo e neve. Não cabe mais que uma pessoa andando passo atras de passo. É realmente mt estreito. Caiu, morreu! Mas não eh nada complicado. A Marie teve vertigens e o Benjamin teve q ir cantando e ela subiu de olhos fechados até chegar ao cume. Por volta das 07h chegamos no Cume, eu vi a bandeira da Bolívia e saí correndo.Comecei a rir igual um doido, talvez a altitude ja estivesse me afetando. Respirava aquele ar puro, vislumbrava o céu azul quase violeta, sem ventos vendo o mar de nuvens. Na verdade eu ria mas estava apático, ainda não havia caído a ficha.Ficamos uns 15 minutos e começamos a descida.

 

Cometi dois erros cruciais antes de descer. 1 não comi nada para repor a energia antes de descer(minha mochila estava cheia de doce e castanhas, mas ignorei) 2 não levei óculos de sol.

 

Assim começamos a descida, Marie e Benjamin cantando e eu curtindo a paisagem. Saindo da crista comecei a me sentir mal, vomitei. estava fraco. mas nao queria comer. Comecamos a descer, eu já estava caminhando trôpego e sem ritmo, estava calor, a neve refletia no meu olho, estava irritado. Quando parava p descansar, não queria mais levantar, pensava q se eu caisse em algum abismo era melhor p mim... coisa de doido.. a descida foi mais sofrida q a subida. Qualquer parada p descanso eu quase ja nao acordava mais.. pa descer a PAREDE DE GELO tivemos que desescalar. o rapel nao era seguro devido ao avancar da hora e o gelo poderia nao estar mais firme para os parafusos de gelo. Aos trancos e barrancos cheguei no acampamento alto, sendo saudado por todos... so quis ir p cama e deitar um pouco. tomei um Nausedron com cha de coca e foi cura quase q imediata. comi um pouco e passei a arrumar a mochila para descer.

 

Descemos tudo que haviamos subido no dia anterior e chegamos ao refugio la pelo 12:00 e fomos recepcionados com uma bela sopa e tomamos muitas Paceñas para comemorar. A partir daí a van foi nos buscar e voltamos para La PAz. Nesse dia só fiz chegar na cidade, falar c minha familia pela internet, jantar e ir dormir....

 

P.S. Quase não tirei fotos da caminhada noturna pois eh mt escroto e difícil retirar as luvas e pegar a camera na mochila e colocar td de volta.Sem contar q pocuos tempo parado ja começa a fazer um frio desgraçado.

 

 

vídeo do cume

 

 

 

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Gastos do dia

 

janta- 15 bolivianos

 

Considerações

 

Os equipamentos dessa agencia eu achei precários. Minha bota dupla estava remendada com silvertape e com meia hora de caminhada meus pés ja estavam dormente. Usei as meias proprias para esse tipo de empreitada(liner, meias segunda pele, meias de poliester e lã merino, todas próprias) mas acho q as botas nao cumpriram seu papel. Arrisiquei-me , mas por fim meus dedos nao foram perdidos. kkk so fiquei com as pontas dos dedoes dormente por um mês, mas nada de pes negros ou bolhas.

 

eu recomendo fortemente pegar um guia só para vc. assim nao tem a preocupacao com os outros que estão em sua cordada. Só depende de vc. paga-se um pouco mais caro mais eh certeza que os fatores de insucesso serão reduzidos.

 

O Guia nelson, que nos evou até o cume é o melhor dentre os 4. ele é incentivador, ajuda e conhece bastante a montanha. Sua família eh dona do refúgio no acampamento alto, o primeiro refugio que nos abrigamos. Portanto eu o recomendo, deve ser fácil achar ele , é só pegar o contato do refugio e procurar p ele.

 

não dependa exclusivamente da agencia ou do guia. é importante pegar bastante informação antes de se meter numa dessas, assim vc pode aumentar suas chances de sucesso. Pesquisar sobre roupas, equipos, saúde na alta montanha é muito importante e facilita muito sua vida. Ali não eh um passeio qualquer de fim de semana(apesar de as agências venderem como tal) . os franceses que desistiram ficaram chateados porque não falaram p eles sobre a ingestao de liquidos antes e durante a trip , o que pode ter favorecido o mal desempenho. Lógico que o funcionamento do organismo em alta montanha nao eh uma ciencia exata. uns se adaptam rápido e outros nao! Creio q não senti tanto, pois já estava há mais de uma semana na altitude. O q me quebrou na descida foi nao ter comido nada para descer.

 

CONTINUA

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DIA 15 - 26 DE NOVEMBRO 2014 - LA PAZ

 

Esse dia tirei p descansar (andando), jã não estava me sentindo mt bem (garganta, febre) mas saí para pesquisar preços para fazer o Downhill da morte ou fazer uma escalada em rocha, fazer compras de souvenir na calle de las Brujas, pegar os equipos que havia comprado na Loja Tatoo e conhecer uma muro de escalada Indoor, EL MURO (avenida saavedra 1109 HOSTAL TOPAZ (Miraflores)). Pena q este último estava abandonado e não havia ninguém escalando por lá! O legal que deu p me afastar um pouco do centro e conhecer o bairro simpático de Miraflores. Lá tem o Estádio Hernando Siles do Strongest (não fui, me arrependo!). Voltei para o centro e acabei fechando o downhill com uma agencia na Calle Sagarnaga, cuja a operadora do downhill seria a El Solario. Paguei cerca de 350 bolivianos para o dia todo de estrada que seria no dia seguinte.Voltei para o hostel, arrumei a mochila com as compras devidamente trancada e fui tomar umas cervas no terraço do hostel. Ali eh festa todo dia, inclusive gente de outros albergues vao p la.

 

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Gastos do dia

refeicoes 30 bolivianos

 

Downhill 320 bolivianos

 

cervejas 40 bolivianos

 

 

DIA 16 - 27 DE NOVEMBRO 2014 - DOWNHILL DA MORTE

 

No méu ultimo dia em La paz, Não acordei mt bem(meio resfriado)as 7h30 no hostel, aparece o guia num Onibus que nos levaria até o início da descida de bike. Passa em mais dois hostel e pegamos cerca de duas horas de ônibus até o ponto inicial de descida. Só a viagem de busão até o local vale a pena, Varias montanha afiadas negras, com pontos de gelo no cume. ::otemo::::otemo:: . Paramos e são dadas as instruções. Estamos a 4000 e pouco de altitude e está frio demais. Fui Somente com uma segunda pele e camiseta, mas eles fornecem uns agasalhos, luvas, calca e capacete e deu p aliviar um pouco o frio. A primeira parte é a descida na pista de asfalto, nada mt complicado so tem q ter cuidado para não ser atropelado. A paisagem e o ar puro encantam, mas nao se distraia ou é chão na certa. Cerca de 20 minutos ou mais de descida , chegamos a entrada de um tunel e paramos para tirar fotos. Passamos por fora do tunel e minha bike quebra a corrente . ::putz::::putz::::putz:: O guia me fornece a dele e chegamos ate um ponto de encontro onde retornamos a van para fazer um trecho de subida para irmos de fato para a descida da morte em estrada de barro.

 

Ali fazemos um pequno lanche antes de iniciar a descida e sao dadas as instruçoes. Temos que seguir na mão inglesa, logo estamos ao lado do precipicio ::otemo::::otemo:: A descida é demais, você pega uma velocidade impressionante e curvas fechadas. Um pouco depois do comeco minha bike quebra de novo :oops::oops::oops::oops: . Novamente me dão outra bike essa sim boa. Depois que pega confiança da bike e da pista vai que é uma beleza. Ainda tirei um racha com um argentino nas descidas. A medida que vamos descendo vamos entrando na selva e nos vales com cachoeiras e o calor aumenta. Quando cheguei no ultimo posto de controle, demoramos mt para sair e o sangue acabou esfriando. Comecei a sentir a gripe, febre, o cansaco da viagem sei que não deu mais para eu continuar.... Mas falatav so uma pequena descida. Fui na van ardendo em febre. fui procurar na mochila o kit primeiros socorros havia esquecido ::ahhhh::::ahhhh::::ahhhh::.

 

Rumamos para o local de almoco, tinha ate uma piscina. Só comi algo e fiquei aguardando o pessoal. Perguntei se alguem tinha remedio p febre e nada.. E ainda tinha a viagem de volta, ia queimar em febre por umas 3 horas ate chegar em la paz. Por sorte, apareceu um outro grupo que haviam feito o downhill e tinha uns brasileiros que vieram falar comigo, pedindo informação e acabei pergutando se tinham remedio. Um deles tinha e me salvou!!! Paguei uma cerva trocamos uma ideia e era hora de partir. Mais duas horas apreciando a paisagem e chegamos a a paz já no começo da noite.

 

O chato foi que ficaram de dar o cd com as fotos da trip assim q chegássemos na agencia, porem o pc de la era lento demais e nada foi feito Falaram qeu era passar de manha, mas meu voo era cedo, entao nada feito. Nao gravaram nada e fiquei sem fotos(não levei a camera) e ainda ficaram de passar no email ate hj to esperando....

 

Considerações

 

não economize para do Downhill... Pegue uma bike no minimo com suspensão dianteira(hard tail). Seus bracos vão agradecer no final.

 

Eu não recomendo a El solario. Apesar de barato as bikes nao compensam, algumas estao velhas e as roupas nao sao lah essas coisas, alem de nao me passarem as fotos. Pelo que eu vi a gravity Bolivia eh uma das melhores.

 

DIA 17 E 18 - 28 E 29 DE NOVEMBRO 2014 - LA PAZ - COBIJA- RIO BRANCO -MANAUS

 

Fecho a conta no hostel e tomo um táxi para o aeroporto. O Aeroporto, na sala de embarque tem uma visão espetacular para uma montanha que eu não sei qual é, mas tava sem mt saco para tirar a camera da mochila e fiquei so admirando. Entro no avião ate que confortavel sigo por 1h e faço uma conexao em Santa cruz de la sierra e de lá ate Cobija(mais uma hora). Em Cobija, aguardei por mais de 45 min até que o exército boliviano liberasse as bagagens(algumas malas foram revistadas sem a presença dos proprietários) ::ahhhh::::ahhhh::::ahhhh:: . Lá tem varios taxi lotação que fazem a rota Cobija até rio branco. Sou solicitado por um taxista de maneira bem discreta e fecho a corrida em 70 reais. Esse tipo de taxi ao que pude entender eh proibido na Bolívia. Sigo viagem com mais tres estudantes brasileiros que fazem medicina na Bolívia e após 4 hs de viagem chego ao Aeroporto Rio branco(o táxi para nas aduanas para marcar a saída da Bolívia e entrada no Brasil e ainda para para almoçar).

 

Daí é só aguardar meu voo para retornar a Manaus e descansar!!!

 

Gastos do Dia.

 

12 boivianos taxi ate o aeroporto la paz

70 reais taxi lotação cobija - rio branco

15 reais almoço

  • 9 meses depois...

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