Ir para conteúdo
View in the app

A better way to browse. Learn more.

Mochileiros.com

A full-screen app on your home screen with push notifications, badges and more.

To install this app on iOS and iPadOS
  1. Tap the Share icon in Safari
  2. Scroll the menu and tap Add to Home Screen.
  3. Tap Add in the top-right corner.
To install this app on Android
  1. Tap the 3-dot menu (⋮) in the top-right corner of the browser.
  2. Tap Add to Home screen or Install app.
  3. Confirm by tapping Install.

Olá viajante!

Bora viajar?

Bariloche, a preferida do inverno!

Postado
  • Membros

Queridinha dos brasileiros que buscam o contato com a neve, Bariloche é o pedaço dos Alpes mais perto de casa que podemos ter. Ruas fofas, comida deliciosa, montanhas encobertas de neve, lagos deslumbrantes e paisagens de tirar o fôlego. No mês de julho, invadimos a cidade e o português é falado em todos os cantos, fazendo jus ao apelido de Brasiloche. E, justamente por isso, é um passeio acessível, mesmo em tempos de desvalorização cambial. Pra quem quer encarar (e se encantar) um dos pedaços mais bonitos do nosso continente, seguem algumas dicas importantes.

 

Rua Mitre: onde tudo acontece.

 

O “centrinho” de Bariloche atende pelo nome de Centro Cívico. É uma pracinha, meio sem graça, onde ficam alguns prédios municipais, como prefeitura e correios. A grande atração ali é a parada para uma sessão de fotos com os explorados simpáticos cachorros da raça São Bernardo. Paga, é claro. Nessa pracinha, começa a rua Mitre, principal e mais agitada da cidade. É nela que você vai encontrar as lojas de chocolates, restaurantes, alugar roupas, fazer o melhor câmbio, comprar lembrancinhas e acertar os passeios. Com cara de ter saído de algum vilarejo da Suiça, a Mitre é o melhor lugar de Bariloche para bater perna sem pressa.

 

O lago sempre presente.

 

O lago Nahuel Huapi se estende por toda a cidade. Tem 550 quilômetros quadrados e uma profundidade média de 157 metros, mas que chega a 430 em certos pontos. Essa água toda vem do derretimento das geleiras, o que garante o tom claro. Ele é circundado pela avenida Bustillo, uma das principais da cidade e onde ficam alguns dos melhores hotéis.

 

10590549_10204626829019443_1003236620986816570_n.jpg.46d236c957f57f23fb0e0170b932c7b7.jpg

 

E a neve?

 

A temporada oficial da neve começa no final do mês de junho. Mas como o tempo no planeta anda pra lá de instável, quanto mais para o fim de julho você programar a viagem, maior a certeza de encontrá-la. Em agosto, a possibilidade é enorme, já que, teoricamente, neva até setembro. Mas nós, que fomos no final do mês, só vimos o gelo no alto das montanhas. Em Bariloche, mesmo durante o verão, faz aquilo que habituamos a chamar de “friozinho”. Mas no inverno, se preparem, os termômetros chegam ao negativo.

 

Onde se hospedar

 

Os hotéis de Bariloche se concentram em dois lugares: no centro e ao redor da avenida Bustillo, em frente ao lago Nahuel Huapi. A vantagem de ficar no centro é estar perto das lojinhas, dos restaurantes e das agências que vendem os passeios, mas geralmente são hotéis mais velhos, por isso escolha com cuidado. Já os da Bustillo são mais novos, quase sempre com piscinas térmicas, spas e outros luxos. A desvantagem é depender, o tempo todo, de remises ou taxis. Nos hospedamos no Design Suites, logo no começo da avenida, e recomendamos. Boa estrutura, quartos confortáveis e quentinhos (com direito a chão aquecido) e café da manhã com vista para o lago. Se estiver com grana, não pense duas vezes e vá ao icônico LLao LLao, um dos mais luxosos e tradicionais hotéis da Argentina.

 

Comida, muita comida.

 

Prepare-se, você vai engordar. Em Bariloche come-se muito bem. Fondues, peixes e carnes estão no cardápio dos principais restaurantes. E ainda tem os deliciosos chocolates em lojas espalhadas pelo centro. É uma cidade calórica e isso não se discute. Alguns dos restaurantes mais conhecidos são o El Boliche de Alberto (não, não é um boliche), onde são servidas porções tiranossáuricas das excelentes carnes argentinas, a preços bem camaradas. O tradicionalíssimo Família Weiss é especializado em cozinha patagônica, em um ambiente agradável, próximo ao lago. A truta e os pratos com carne de javali e cervo (Sr. Lao provou e aprovou) são alguns dos mais pedidos, assim como as fartas sobremesas. Pra não deixar a tradição de lado e experimentar um fondue, vá ao La Marmite, um simpático restaurante de arquitetura típica dos alpes, na Mitre. Quando fomos, provamos os fondues salgados e os doces. Se quiser botar a mão no bolso, experimente o El Patacon, que fica em um casarão na avenida Bustillo. O restaurante, de ambiente refinado, serve deliciosas carnes e variados pratos locais, além de uma gigantesca carta de vinhos. A Sra. Lao se apaixonou pela carne de kobe, considerada a mais macia do mundo, servida com fartura.

 

 

Cerro Campanário!

 

Prepare-se para uma das mais belas vistas que você vai ver em sua vida. Do alto dos mil metros do cerro (cerro=serra), a visão é panorâmica dos lagos, matas e montanhas que formam a linda paisagem. É aquele momento em que você vai ficar horas fotografando o lugar. Pra completar, ainda tem uma deliciosa confeitaria, com enormes janelas para apreciar a natureza. A subida é feita por um teleférico, por lá conhecido como aerosilla, que sobe a montanha em meio a vegetação nativa.

 

Cerro Catedral, um charme a parte.

 

Um dos centros de esqui mais antigos da América do Sul, com mais de 70 anos, o Cerro Catedral é um passeio para um dia todo, onde você vai ter contato com a neve e com os esportes praticados no local, como esqui, snowboard, tubing (descida da montanha em bóias) e o famoso “esquibunda”. São mais de 50 pistas, 39 meios de elevação, com capacidade para levar até 35 mil pessoas, por hora, até o alto da montanha e 19 restaurantes atendendo os turistas. Doze escolas de esqui ensinam aos iniciantes até a alunos com mais experiência, que querem se aventurar. A base conta com uma completa infraestrutura de hotéis, restaurantes e lojas de aluguel de roupas e equipamentos.

 

Para chegar ao alto da montanha, é preciso comprar os ingressos para os teleféricos. E é aí que entra a parte complicada, a escolha de qual ponto você quer chegar. Para quem não pretende praticar nenhum esporte, aconselhamos a subir até um dos pontos mais altos da montanha: o Refúgio Lynch. São dois teleféricos até chegar ao lugar, que tem uma belíssima vista das montanhas branquinhas e do lago, além de um restaurante com janelas panorâmicas e um charmoso deck, frequentado pelos esportistas.

 

10660090_10204626121681760_7423559672426797492_n.jpg.1ad649fd381377aa4a0aaef1457dfdfa.jpg

 

Outros passeios na neve.

 

Quem quiser aproveitar mais um pouco a neve, pode fazer outros dois passeios tradicionais de Bariloche: Cerro Otto e Piedras Blancas. Na verdade, os dois ficam no Cerro Otto, a 5 km do centro. A ideia lá é se divertir, sem obrigação de ser “profissional” em neve. Tanto que o esporte mais popular em Piedras Blancas é o “esquibunda”, com cinco pistas de mais de três quilômetros de extensão. Já no Cerro Otto, a grande atração é a Confeitaria Giratória, que dá uma visão 360 graus da paisagem, girando bem devagar durante o dia.

 

Passeios no Lago.

 

Com um lago daquele tamanho e presente em todas as paisagens, claro que passeios por ele fazem parte da viagem. O mais tradicional é a ida a Isla Victoria e ao Bosque de Arrayanes, uma excursão que dura quase o dia todo. A saída é em Puerto Pañuelo, que fica a 25 km do centro, próximo ao hotel Llao Llao. Normalmente, o trânsfer até o porto está incluso no passeio e os guias te buscam no hotel. Os barcos navegam pelo lago sem muita pressa, tendo como companhias as gaivotas, que comem nas mãos dos turistas biscoitos oferecidos por eles.

 

A primeira parada é na Isla Victoria, onde percorremos trilhas em meio a sequoias gigantescas. Os guias contam toda a história do lugar (em castelhano), orientados por pinturas rupestres, deixadas em pedras, pelos índios, primeiros habitantes da ilha. A paisagem é encantadora. Não deixe de passar pelas “praias” de areias formadas por pedras vulcânicas e de águas claras.

 

Depois, seguimos o passeio de barco até o Bosque de Arrayanes, que teria inspirado Walt Disney na criação da floresta do filme Bambi. Arrayanes são as árvores que cercam o bosque, algumas com mais de 300 anos de idade, todas com um tom alaranjado bem bonito, diferente do habitual. A floresta é percorrida em passarelas de madeira, que se por um lado não deixam ninguém se perder, por outro podem deixar o passeio meio tumultuado, já que barcos lotados chegam sem parar.

 

10632879_10204626828659434_7484119587721234543_n.jpg.044c9099ad0c646e0d36726c8525abb5.jpg

 

Câmbio

 

Câmbio na Argentina é aquela velha história: no oficial não vale a pena, então, faça no “paralelo”. Ao andar pela rua Mitre, certamente você vai ser abordado por vendedores de lojas que trocam os Pesos pelos Reais. Quando estivemos na cidade, fizemos o câmbio, sempre de maneira segura, em diferentes lojas e com o valor de cinco Pesos para cada Real. Não faça, de maneira alguma, câmbio no meio da rua, além de inseguro, a chance de pegar nota falsa é muito grande. E vale aqui aquele alerta: lembre-se que essa operação é ilegal, apesar de totalmente tolerada pelas autoridades.

 

Transporte

 

Algumas das principais atrações de Bariloche ficam afastadas e distantes uma das outras, ou seja, quase nada pode ser feito a pé. Os taxis são baratos e cobram o preço do taxímetro. Já os remises trabalham com preços fechados, que devem ser combinados antes da corrida. A diferença de preço entre taxis e remises é pequena. Existem ainda ônibus que rodam pelos principais pontos turísticos, mas não chegamos a andar neles.

 

Mais dicas e fotos de Bariloche, você encontra aqui: http://sresralao.com/bariloche-a-preferida-do-inverno/

 

Montagem.jpg.be2e28001bcc7b3f9acb53434a8561a4.jpg

Featured Replies

No posts to show

Participe da conversa

Você pode postar agora e se cadastrar mais tarde. Se você tem uma conta, faça o login para postar com sua conta.

Visitante
Responder

Conteúdo Similar

Account

Navigation

Pesquisar

Pesquisar

Configure browser push notifications

Chrome (Android)
  1. Tap the lock icon next to the address bar.
  2. Tap Permissions → Notifications.
  3. Adjust your preference.
Chrome (Desktop)
  1. Click the padlock icon in the address bar.
  2. Select Site settings.
  3. Find Notifications and adjust your preference.