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Olá viajante!

Bora viajar?

Sem Limites na Travessia S. Francisco Xavier x Monte Verde

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Essa travessia aconteceu no último final de semana e foi o primeiro trekking para a maioria dos "Sem Limites". E esse relato foi escrito pela katish e devidamente "pitacado" por mim...hehehe

 

Desde que fomos para Paranapiacaba e mais bebemos que andamos, concordamos que estava na hora de fazermos a primeira "pernada pra valer". Foi quando o Fábio sugeriu a travessia entre SFX e MV. Ajusta daqui, pega informação ali, confirma acolá, fechamos o roteiro: subir pela trilha do Jorge, apartir da Fazenda Monte Verde, acampar no Platô, e no dia seguinte, descer pela trilha da Faz. Santa Cruz. Pensando em eliminar os quase 20km de subida entre a Fazenda Santa Cruz e a Fazenda Monte Verde, onde deixaríamos os carros, contatamos o Ritchie, taxista de SFX, acertando o valor de resgate.

 

Roteiro fechado, convites feitos, fecharam na empreitada Fábio, Felipe, Eros, Cris, Vivi, Katia e a Mayla.

 

Saímos de SP na sexta feira a noite com destino a São Francisco Xavier, onde chegamos perto da meia noite. Erramos a saída da Dutra em São José dos Campos (dica: pegue a saída a Rod. dos Tamoios e mantenha-se na pista local ) e tivemos que fazer o retorno mais lá na frente. Em São José dos Campos é fácil, basta seguir as placas para Monteiro Lobato e São Francisco Xavier. A estradinha entre São José dos Campos e Monteiro é sinuosa, sem acostamento e mal sinalizada... Chega a ser quase hipnótica, vai dando um sono... Já entre Monteiro Lobato e São Francisco Xavier a estrada está mais bem sinalizada embora seja tão sinuosa quanto o trecho anterior, o asfalto é novo. Cuidado com vacas atravessando a pista! Por pouco não "viramos estatística" por conta dum "incidente bovino"...

 

Nos hospedamos no Pouso do Poeta (R$ 20,00 pp sem café - (12) 3926-1716, com Sílvia). Pousadinha simples mas bem ajeitadinha, uma construção separada da casa principal. No andar de baixo tem uma cozinha e um banheiro, no andar de cima são 3 quartos sendo uma suíte. Acordamos cedo no sábado, 6 horas da manhã, mas só conseguimos sair da pousada as 7:20. Pausa na praça central para o café e para acertar o resgate com o Ritchie, taxista da cidade, para nossa volta no domingo.

 

Seguimos então para a fazenda Monte Verde, onde começa a trilha do Jorge que leva ao mirante de SFX e tb ao ponto onde parte a trilha pra MV. Após 5km de estrada de terra sinuosa deixamos o carro no estacionamento da referida fazenda, alguns alongamentos e iniciamos a caminhada as 9 da manhã ao lado da porteira no final da estrada. A trilha do Jorge nem chega a ser uma trilha, é uma estrada antiga e erodida, bem aberta. A subida é íngreme e constante, sem tréguas. Para nossa sorte o tempo estava agradável, um solzinho gostoso, mas com uma brisa refrescante. Nossas mochilas tornam a subida mais lenta, em cerca de 2 horas chegamos a bifurcação onde à direita vai pra MV e seguindo reto ao mirante. Escondemos nossas cargueiras no mato e subimos até o mirante. Longa pausa pra apreciar a vista e jogar conversa fora e voltamos à bifurcação para almoço. Na descida de volta a bifurcação, encontramos o BrunoSJC, aqui do mochileiros.com. Encontramos também um guia de SFX, o Miragaia, acompanhando um casal que subia até o mirante. Ótimo guia, nos deu algumas dicas que foram muito úteis, falou sobre a natureza ao redor e se despediu nos deixando com uma ótima impressão.

 

Pouco depois das 13 horas iniciamos a descida até MV. Aqui sim, o caminho parece mais com uma trilha, mata mais fechada e bem demarcada. Em alguns pontos, os bambus fecham o caminho quase completamente, então é como brincar de "cama de gato" pra passar em alguns trechos. Num certo ponto, chegamos a perder a trilha! O emaranhado de carafás escondia a continuação dela em um ponto que "parecia" uma bifurcação. Passamos direto e só depois de nos enroscarmos todos no bambuzal que percebemos o erro. A descida até Monte Verde parece interminável, há muitos troncos caídos pelo caminho (para o desespero da Mayla, que por ser baixinha, tinha que apelar para o malabarismo para transpor alguns) e pontos escorregadios, garantindo tombos memoráveis e gargalhadas ídem.

 

Passadas 3 horas cruzamos o último riacho e duas cercas de arame farpado com passagem para pedestres e desembocamos numa estradinha de terra em MV. Desanimados com a idéia de subir a Rua das Montanhas a pé com carros jogando poeira vermelha em nós, decidimos andar até o centro de MV, seguindo a dica do Miragaia, e tentar transporte até a mais perto do platô, onde passaríamos a noite. 1 hora depois e chegamos ao centro..

 

O ambiente urbano, somado a uma ou outra cara feia ou de espanto dos carros que passavam por nós, o conforto e o cheiro de comida deram uma cortada no clima.. sentamos na praça em frente ao bradesco, mais conversa fiada e acertamos com 2 táxis de nos levarem até o café platô (pagamos 30 reais pela corrida dos dois carros). No café sentamos, pedimos cervejas e dá-le mais conversa fiada... quando fomos ver já passava das 6 da tarde! Reunindo as últimas forças iniciamos a subida até o platô. Levamos cerca de 1 hora nesta última subida, embora a lua banhasse de luz nosso caminho ligamos nossas lanternas, afinal já estávamos encervejados, cansados e pesados, combinação ótima para tropicões! Aproveitamos a bica d'água no meio da trilha para abastecer nossas garrafas.

 

Passamos o início do platô e adentramos na mata novamente por uma trilha secundária, encontrando um lugar ótimo para nossas barracas. Rapidamente montamos acampamento e preparamos o jantar (foi aí que parte da turma descobriu que valeu a pena o peso extra: batemos uma senhora pratada de feijão com paio e linguiça, arroz com seleta, batata palha e farofa! Miojo é para os fracos!hehehe). Mais um pouco de conversa fiada e as 21h, a Katia e a Mayla resolveram se recolher, embaladas pelo som do vento farfalhando as folhas das árvores. O resto da turma ainda ficaram até as 23h experimentando receitas alcoólicas variadas, o que invariavelmente resultou numa bela gorfada protagonizada pelo Eros e comentada à exaustão no dia seguinte.

 

Acordamos no sábado as 7 da manhã com o som do rádio da Mayla. Preguiçosos, fomos levantando e tomando café, arrumando as coisas lentamente e, adivinhem? jogando conversa fora. Seguimos, do local do acampamento até o platô e ficamos embasbacados, admirando o "mar de nuvens" abaixo de nós, do lado paulista da serra - a vista formada pelas nuvens ralas e uns poucos picos acima chegava a lembrar a vista da costa de Ubatuba.

 

De volta ao acampamento, Katia e Eros desceram novamente até a bica para buscar água, e só saímos do local do acampamento lá pra 11 da manhã. Logo encontramos a trilha que leva ao Chapéu do Bispo e mais em frente dá acesso a trilha que leva à Pedra Partida e Pedra Redonda. Os meninos ainda se arriscaram a subir o Chapeu do Bispo, mas a forte ventania somada a inclinação da pedra apelou ao "bom senso" (traduzindo, bateu cagaço mesmo).

 

Paramos pra almoçar na estradinha entre as 2 trilhas, e Vivi e Eros aproveitaram pra bater um PF no bar mais alto do Brasil, o Starbar. Imaginávamos gastar cerca de 3 horas pra descer a trilha da fazenda Santa Cruz, e havíamos marcado resgate para as 17h, então quando o relógio avisou 13:30 iniciamos a descida ao lado da porteira no final da estradinha. Puro engano.. pouco mais de uma hora depois já estávamos cruzando a porteira que dá início a trilha.

 

Mais uma descida íngreme por trilha bem aberta de pedras soltas. Saímos da fazenda e sentamos na estrada por volta das 15h, como nossos celulares estavam todos sem sinal e pretendíamos adiantar o resgate, Mayla e Cris foram até a fazenda ver se conseguiam completar a ligação. A Dona Maria, que trabalha na Fazenda Santa Cruz foi muito prestativa, mas confirmou a informação que o Miragaia havia nos dado: o dono da fazenda proíbe a passagem quando está por lá, já tendo até mandando subir novamente pela trilha quem havia descido. Ela até contou que naquele sábado, dois outros trilheiros que tentaram subir por lá haviam sido barrados, chegaram na fazenda ao mesmo tempo que o dono. As meninas conseguiram completar a ligação, então foi só aguardar pelo Ritchie.

 

Ás 16h o taxi chegou, levando a Katia e o Felipe até a fazenda Monte Verde pra buscar os carros. Na volta ainda eles ainda econtraram dois trilheiros voltando para SFX, e ao oferecer carona, a katia descobriu que o Rafael e o Edson eram os meninos que haviam sido impedidos de subir a trilha pela Sta Cruz no sábado! Carona dada, companheiros resgatados, restava somente bebemorar o final da trilha na pracinha da cidade. Assim fizemos e partimos em torno das 19:30, de volta pra SP, onde chegamos às 23h.

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A gente encarou essa presep...digo pernada num fim de semana, seguindo como base outros relatos bem mais detalhados que esse ehehe

Pelas minhas contas... nao gastamos mais que $70 (isso quem gastou mais).

Acho uma boa pra quem nunca fez nada do gênero... vai andar pra caramba e descobrir porque uma boa mochila faz diferença! hehehe

 

Ah, se seu joelho não é nenhuma brastemp... leve bastão, nem que seja um cabo de vassoura! hehehe

 

é, agora tá virando trilheira... hahaahhahahaha ::hahaha::::hahaha::::hahaha::::hahaha::::hahaha::::hahaha::

a gente fala, mas o povo não ouve... hehehehehe

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::lol4::

desde quando eu virei um poço de sabedoria? ::lol3::

 

Eu já fiz trilha de cerca de 1h30 pra chegar em camping com tudo dentro da "Tartaruga Ninja" (mochila de lona, verde e enorme, que só tem as alças). Era mais jovem, mais leve e mais disposta. E sempre era um martírio vencer um morrinho idiota... sentia as costas doerem horrores nos dias seguintes por conta disso...

 

E acabo de andar dois dias seguidos com a Mont Blanc nas costas... a cargueira é usada, surrada pra danar, enquanto eu sou o suprasumo da aplicação do termo "roliça" e com pouco condicionamento. E nem senti a mochila! OOOutra Vida!!!hahaha

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::lol4::

desde quando eu virei um poço de sabedoria? ::lol3::

 

Eu já fiz trilha de cerca de 1h30 pra chegar em camping com tudo dentro da "Tartaruga Ninja" (mochila de lona, verde e enorme, que só tem as alças). Era mais jovem, mais leve e mais disposta. E sempre era um martírio vencer um morrinho idiota... sentia as costas doerem horrores nos dias seguintes por conta disso...

 

E acabo de andar dois dias seguidos com a Mont Blanc nas costas... a cargueira é usada, surrada pra danar, enquanto eu sou o suprasumo da aplicação do termo "roliça" e com pouco condicionamento. E nem senti a mochila! OOOutra Vida!!!hahaha

 

então, fia, vc tá escalada pra no "mochilas, qual comprar" ficar respondendo e contando isso pra tudo quanto é mina que chega perguntado de ochila. 90% delas optam pelo visual da mochila, e eu fico batendo sozinho na tecla que precisa ser adaptada ao corpo feminino... faz diferença, não faz? faz pra dedéu! :!::!::!::!::!:

 

mochila não tem que ser esse ou aquele modelo, mas o adequado. puts, é tão difícil fazer as pessoas entenderem...

 

é, tá virando mochileira.. hehehehe

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Vou fazer coro com o Jorjão.

Vcs deveriam ter ido no topo da Pedra Partida (dava para ir logo pela manhã e voltar no maximo 2 hrs depois) e se pudessem chegar também no topo do Selado, no dia anterior.

 

O visual desses pontos é um dos melhores de MV.

Vale a pena.

 

Mas pelo menos da próxima vez já fica a dica: nada de preguiça e enrolação. ::lol4::::lol4::::lol4::::lol4::::lol4::

Quem vai para a trilha quer mesmo é andar. ::otemo::::otemo::::otemo::::otemo::::otemo::

 

 

Abcs

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ah que merda! Tá, a gente já se prometeu voltar pra fazer os picos hehehehe

 

(só de pirraça, ainda faço essa pernada de novo, incluindo os picos e saíndo da praça....

 

 

 

 

 

 

só aviso que vai demorar ... um pouqinho hehehhe)

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Negrabella, ótimo relato! Mas concordo com os caras, o visual lá da Pedra Partida é deslumbrante mesmo.

Aproveitando, estive em Paranapiacaba nesse domingo... como aquele lugar continua bacana!! Mas o roteiro foi o mesmo que o seu: mais bebi do que andei dessa vez. Aquele bar da Zilda... rs

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É pessoal, sei como é ter ido até lá e não ter ido até a Pedra Partida... hehe

 

Eu e minha namorada estávamos cansados das subidas, e subir aquela avenida das montanhas foi dureza.

 

Era melhor ter acordado mais tarde e ido de cavalo (eles ficam ali em baixo do portal, perto da praça), ou mesmo de táxi, como vocês fizeram.

 

Quero voltar na região para fazer a trilha de noite (preciso investir numa lanterna legal) e encarar um camping lá em cima ao invés de se esbaldar nas pousadinhas de MV!

 

Quanto a paranapiacaba, heheheh Aquela cambuci curtida...

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Edu, pegamos essa dica do taxi com o Miragaia do cat de Sao Francisco! E valeu a pena!

 

Voce encontra os taxistas em frente ao Bradesco, na rua Mantiqueira. Eles cobraram $15 porque iam com os carros cheios (sete cargueiras e sete malas, donos das cargueiras! hehehe) mas dando uma choradinha, por uns $10 é negócio. Tanto pra preguiçosos como pra quem ja tinha vindo andando desde SFX hahahahha

 

Quanto a lanterna - fundamental, meu caro. Encontramos um casal perdidaço, na trilha em direçao ao Platô, estavam sem lanterna, sem agasalhos e se meteram a subir quase 18h pra ver o por do sol. Quando chegamos na bica, a luz ja tinha ido embora e sacamos as lanternas, encontramos com eles voltando, desistindo da empreitada.

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Olá a todos,

 

negrabela, muito legal o relato e a trip.Para Avariar, "água na boca"

 

Poste o link dos relatos, mapas que você usou ! ::otemo::

 

Abraços

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Achei espetacular seu relato e sua viagem. Quando fui para Monte Verde fui até Camanducaia para chegar no distrito de Monte Verdes. Faz tempo que quero fazer esse tipo de viagem no Brasil, o maior problema é a cia, os meus amigos são muito sedentários. Se algué for fazer essa trilha ou outras, me dá um toque, gostaria de ir junto.

 

Atc.

Fernando

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