Olá viajante!
Bora viajar?
- Respostas 36
- Visualizações 13.7k
- Criado
- Última resposta
Usuários Mais Ativos no Tópico
-
Erico_ 17 posts
-
Fred Moura 5 posts
-
Bruno-ireland 2 posts
-
leo.soares 2 posts
Relato um tanto quanto atrasado, mas seguem informações preliminares da minha viagem pela Patagônia.
Passagem
Comprado o trecho SP - Ushuaia - El Calafate - SP, com escala em Buenos Aires tanto na ida quanto na volta. Valor de R$ 1.543,00.
Achei o site bem prático, pois todos os trechos foram comprados de uma vez só, procedimento que o submarinoviagens.com, por exemplo, não permite.
Parece que no site da Aerolineas também dá pra fazer isso, mas não testei na época.
Em relação à taxa de embarque de 28 pesos, pensei que teria que pagar em todos os trechos dentro da Argentina (Baires-Ushuaia, Ushuaia-El Calafate, El Calafate-Baires, Baires-São Paulo), mas só houve cobrança no trecho Ushuaia - El Calafate.
Seguro
Como comprei a passagem no cartão de crédito, a Visa disponibiliza um seguro saúde que, pelo que eu entendi, funciona da seguinte maneira:
- ocorrendo uma intercorrência não urgente, deve-se ligar para o nº 001-303-967-1098, que a Visa indica um hospital próximo onde deve ocorrer o tratamento.
- ocorrendo uma intercorrência urgente, vai direto para o hospital mais próximo, paga a conta, guarda todos os comprovantes que a Visa diz que reembolsa depois.
Na minha viagem foi tudo ok, mas de qualquer maneira é bom saber os procedimentos e levar consigo esse nº disponibilizado por essa bandeira.
Roteiro
04/04: translado SP - Buenos Aires - Ushuaia.
05/04 a 08/04 Ushuaia
09/04 translado Ushuaia - El Calafate
10/04 a 19/04 El Calafate (2 passeios - Big Ice e full day TDP) e El Chaltén (resto)
20/04 translado El Calafate - Buenos Aires - SP.
Viagem no mês de abril
O mês de abril, em relação a janeiro, tem as seguintes desvantagens: dias mais curtos, mais frio e a probabilidade de chover é maior.
No período que eu fui amanhecia por volta das 8:00 e anoitecia mais ou menos às 19:00. Há menos tempo para os passeios em relação à época de verão, mas, por outro lado, para quem gosta de fotografar durante o período das horas mágicas, esse época do ano é até mais amigável do que em janeiro.
Em relação ao frio nesta época, não tive muito problema, pois um fleece e anorak deram conta.
Quanto a chuva também não houve problema, pois só peguei uma leve chuva no dia que eu cheguei em Ushuaia e um dia em El Chalten, mas foram bem leves e não prejudicaram em nada.
A grande desvantagem que eu senti viajando nesta época é que determinados passeios são mais difíceis de viabilizar (Ushuaia e El Chalten), pela menor quantidade de turistas presentes.
Por outro lado, não é só desvantagem.
Em abril, os ventos patagônicos nesta época tendem a ser menos intensos. Em toda minha estadia peguei ventos fortes somente em El Calafate, no Big Ice.
Outra vantagem é que a vegetação começa a pegar os tons alaranjados e avermelhados, como as das fotos que tirei abaixo:
Dinheiro
Levei parte em dólares e parte em reais e troquei tudo em Ushuaia.
De SP a Ushuaia, deu pra viajar bem sem pesos argentinos.
Tive que usar um pouco de dólares no Aeroparque de Buenos Aires para comer alguma coisa, sendo que lá todos os estabelecimentos utilizam o câmbio oficial, na época um dólar para 8 ou 8,5 pesos.
Tive que usar também para pagar o táxi do aeroporto de Ushuaia até o Hostel, sendo que a cotação do taxista era de 10 pesos por dólar (corrida de 80 pesos rachada com uma canadense (paguei 4 dólares).
Hospedagem
Ushuaia - Antarctica Hostel (Antartida Argentina 270) 200 pesos a diária.
Melhor hostel que fiquei.
Limpo, com lockers para a mochila cargueira dentro do quarto, com serviço de lavanderia (80 pesos por um saco de roupas), com café da manhã simples, mas com a vantagem da geladeira e fogão ao lado das mesas, ou seja, pode deixar o que quiser na geladeira (queijos, iogurtes, etc) e fazer uma omelete, por exemplo.
Bem localizado, próximo à San Martin (umas 3 quadras), ao mercado La Anônima (2 quadras) e ao Hotel Antártida Argentina (também 2 quadras), onde muitos fazem o câmbio.
Também próximo a um lugar chamado El Noble (Calle Antártida Argentina 71), onde comprei umas empanadas muito boas (3 por 55 pesos). Na verdade é um delivery de empanadas e pizzas, então o pedido é feito na hora e as empanadas saem quentinhas.
Falando em comida, de todos os lugares que eu fui em Ushuaia, o que mais gostei foi o Banana´s Café (San Martin 273), que tem uma milanesa gigante e deliciosa.
Calafate Hostel (Gobernador Moyano 1226)
Hostel mais ou menos.
Bem localizado, a duas quadras da San Martin.
Na primeira vez que me hospedei, vindo de Ushuaia, peguei um quarto compartilhado com banheiro privativo, diária a 220 pesos (compartilhado sem banheiro a 170 pesos). Me deram um quarto bem próximo à recepção, não gostei muito, pois vinha um barulho do restaurante deste Hostel (Isabel) e um barulho de cima também, pois uma parte de cima é piso de madeira. O banheiro, apesar de privativo, era para 4 pessoas e a limpeza ficou um pouco a desejar em relação ao banheiro maior que fica no 2º andar, disponibilizado para todos.
Quarto sem locker, sem serviço para lavanderia.
Café da manhã simples, mas ok, feito nas mesas do restaurante. Não tem a facilidade do Antártica Hostel, por exemplo, de fazer um pão na chapa ou omelete no fogão ou pegar um suco na geladeira, pois tanto o fogão quanto a geladeira ficam longe, no segundo andar.
O que achei legal da parte deles é que para o Full Day para TDP é necessário acordar bem cedo, sendo que mesmo neste horário já disponibilizaram o café da manhã.
Já na segunda vez eu me hospedei, vindo de El Chalten, as diárias haviam abaixado e acabei pegando um quarto compartilhado sem banheiro privativo no andar de cima por 150 pesos a diária (200 o quarto com banheiro privativo). Apesar de ser menor, achei melhor que o quarto da primeira vez, pois o barulho não foi problema e o quarto tinha um locker pequeno, com espaço para guardar uma mochila pequena. Para usá-lo, é preciso pegar a chave na recepção e deixar 50 pesos de caução, devolvidos na entrega das chaves.
Na parte térrea, quase ao lado da recepção tem um depósito para deixar as cargueiras. Pode deixar lá sem custos ou, se quiser mais segurança, tem lockers grandes com cadeado dentro desse mesmo depósito. Neste último caso, tem que pegar as chaves na recepção, deixar 50 pesos e na devolução das chaves eles devolvem 30 pesos.
El Chalten – Hostel Los Viajeros. Localizado na Calle Lago del Desierto 256.
Bem fácil de encontrar: passando pela placa de boas-vindas logo na entrada da cidade, segue reto 4 quarteirões que vai dar de cara com o hostel.
Hostel mais simples que fiquei, administrado por uma família de bolivianos que mora nos fundos. Sem pessoa fixa na recepção, para chamá-los tem uma campainha bem na entrada.
Não disponibiliza café da manhã, mas não achei ruim, pois tem uma cozinha boa para preparar o café, com mesas, fogão e geladeira.
Com serviço de lavanderia, sem lockers nos quartos.
Bem localizado, ao lado direito do hostel tem a melhor padaria que encontrei, chamada Panaderia Lo de Haideé, tem boas empanadas, pães e para quem quer levar comida nas trilhas eles fazem um box lanche. O que eu mais gostei foi o mixto quente deles prensado, muito grande e muito gostoso.
Quase em frente ao hostel fica o restaurante muito comentado aqui no mochileiros, o Ahonikenk, que dispensa comentários.
Diária na época por 130 pesos.
Algumas observações de algumas coisas que eu levei na mochila:
1) Mochila de ataque: levei uma Kailash 55 litros que já tinha e comprei na decathlon uma mochila de 30 litros chamada Forclaz 30 Air da Quéchua. Um pouco cara (R$ 200,00), mas robusta e útil. Na minha opinião, para quem não vai acampar, fazer o W por exemplo, a mochila de ataque é até mais importante que uma cargueira, pois é a pequena que vai nas costas a maior parte do tempo. Para os passeios entrava tudo na mochila e ainda sobrava espaço.
2) Meias: Nesta viagem me programei para fazer vários trekkings, e como minha experiência de fazer trilhas é pequena, uma das preocupações eram as bolhas nos pés. Li em algum lugar, acho que aqui no mochileiros mesmo, a recomendação de usar duas meias para mitigar o atrito, a primeira mais fina e a segunda normal. Segui essas dicas (levei algumas meias sociais mesmo, que eu já tinha) e correu tudo bem, sem bolhas.
3) Óculos de sol: usei para o Big Ice em Perito Moreno. Apesar de usar somente um dia, achei que vale muito a pena. Vale um pouco pela proteção contra o reflexo do sol no gelo, mas principalmente pela proteção dos olhos contra a combinação de vento patagônico e neve. A neve fina caindo lentamente na vertical é legal e tranquilo, mas os flocos a 45º impulsionados pelos ventos é bem complicado, incomoda.
3) Protetor labial: levei o bepantol derma - regenerador labial e achei excelente.
4) Apito: levei, ainda bem que não usei. Não pesa nada e pode ser útil.
5) Bastão retrátil: nunca tinha usado, comprei um na decathlon especialmente para essa viagem e achei que não valeu a pena. Sei que é um item importante para a maioria das pessoas, mas não me adaptei. Usei a primeira vez na viagem somente em El Chalten na Loma Del Plingue em parte da ida somente e quase ganho uma bolha na parte interna do dedão da mão. Fiz o final da trilha da Loma e a volta sem o bastão e me senti confortável. Ficou encostado o resto da viagem. Não levaria novamente.