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Felipe Ernesto

30 dias - Inglaterra, Holanda, República Tcheca, Polônia, Lituânia, Letônia, Estônia, Finlândia e Rússia - SET/OUT 2015

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Já faz três meses que retornei da viagem mas só agora consegui parar pra escrever esse relato e, quem sabe, ajudar e incentivar futuros mochileiros, assim como eu fui incentivado por esse fórum.

 

Essa foi a minha segunda viagem pro exterior nessa pegada de mochileiro (a primeira foi em 2013, pela América do Sul). Dessa vez as distâncias e, principalmente, os custos eram bem maiores. No roteiro inicial 8 países (que se tornariam 9 no decorrer da viagem) em 30 dias. Começando por Londres e terminando do outro lado do continente, na Rússia.

 

Os dias ficaram divididos dessa maneira:

 

13/09 - São Paulo / Madrid (avião - Iberia)

14/09 - Madrid / Londres (avião - Iberia)

15/09 - Londres

16/09 - Londres

17/09 - Londres

18/09 - Londres / Amsterdam (ônibus - National Express)

19/09 - Amsterdam

20/09 - Amsterdam

21/09 - Amsterdam

22/09 - Amsterdam

23/09 - Amsterdam / Praga (avião - Easyjet)

24/09 - Praga

25/09 - Praga

26/09 - Praga

27/09 - Praga / Cracóvia (trem e ônibus - Leo Express)

28/09 - Cracóvia

29/09 - Cracóvia

30/09 - Cracóvia / Varsóvia / Vilnius (trem - PKP ; ônibus - Polski Bus)

01/10 - Vilnius

02/10 - Vilnius

03/10 - Vilnius/Riga (ônibus - Lux Express)

04/10 - Riga

05/10 - Riga / Tallin (ônibus - Lux Express)

06/10 - Tallin

07/10 - Tallin / Helsinque / Tallin (barco - Tallink)

08/10 - Tallin

09/10 - Tallin / São Petersburgo (ônibus - Lux Express)

10/10 - São Petersburgo

11/10 - São Petersburgo

12/10 - São Petersburgo / Moscou (avião - S7)

13/10 - Moscou / Madrid / São Paulo (avião - Iberia)

 

 

Contrariando as regras de um bom planejamento, não sou muito de anotar gastos. Portanto, irei postando a medida que eu me lembre dos valores.

 

Como seria minha primeira vez na Europa fiquei com aquela tensão da imigração, li inúmeros relatos aqui no fórum e também em outros sites espalhados por aí. Reuni todos os documentos sugeridos (seguro-viagem, extrato do cartão de crédito, carta da empresa que eu trabalho). O seguro-viagem fiz pela Mondial, pela internet mesmo. É bem simples, você inclui o continente que você irá viajar e os dias da trip e eles já calculam na hora o valor. Ficou mais ou menos R$ 350 pra 30 dias de viagem.

 

Em relação a dinheiro, não sou muito adepto de cartão de crédito no exterior, a julgar pelas taxas que os bancos cobram. Levei tudo em espécie: 2200 euros + 300 libras. Sei que esse é o método mais perigoso de se levar dinheiro em uma viagem, mas não tive problema nenhum quanto a isso. Também levei um cartão de crédito e débito do Santander pra qualquer emergência.

 

Reservei daqui do Brasil mesmo todos os hostels e translados entre as cidades (usei ônibus, trem e avião). Os hostels usei bastante o Booking.com, que não cobra taxa e na maioria dos casos você só paga quando chega no hostel. Outros sites que usei também foram o hostelworld.com e, em alguns casos, reservei diretamente no site do hostel. Geralmente cobram uma taxa simbólica da reserva, algo como 2 euros, e o restante você paga quando chega no hostel. Já os ônibus, trens e avião comprei diretamente no site das companhias, tudo com cartão de crédito internacional. Mais pra frente eu vou escrevendo com qual companhia fui e aí coloco o site. Em alguns casos meu cartão de crédito foi bloqueado pelo Santander. Tive que ligar pelo menos umas 3 vezes pra avisa-los que era eu mesmo que estava comprando e aí liberavam.

 

Feito isso, hora de botar o pé na estrada, ou melhor, no aeroporto.

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Dia #1 | 13/09 | Guarulhos - Madrid

 

O primeiro dia da viagem foi bem curto. Como moro em Guarulhos, saí de casa às 19h30 e 20h já estava no aeroporto. Fiz o check-in, despachei a bagagem e fiquei no salão de embarque tomando uma cerveja pra passar o tempo. Lá pras 22h30 o embarque iniciou e pontualmente às 22h55 o avião da Iberia decolou rumo a Madrid.

 

A passagem foi comprada diretamente no site da Iberia, com cartão de crédito. O trajeto Guarulhos-Londres com escala em Madrid + São Petersburgo-Guarulhos com escalas em Moscou e Madrid custou no total R$ 2600.

 

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Dia #2 | 14/09 | Madrid - Londres

 

Longas 10 horas depois, às 14h15 o avião finalmente pousou no aeroporto Barajas, em Madrid. Como iria fazer conexão para Londres não é necessário passar pela imigração, somente pelo raio-x. Foi bem tranquilo e rápido. Três horas depois embarquei pra Londres. O avião demorou um certo tempo parado na pista mas enfim decolou e pouco mais de uma hora depois cheguei em Londres, no aeroporto Heathrow. No avião mesmo a comissária de bordo dá um papel para os estrangeiros preencherem e entregarem na imigração. Caso você esteja dormindo na hora que a comissária passa (o meu caso) tem mais papel lá na fila.

 

Depois de uns 20 minutos na fila chegou minha vez de encarar a temida imigração de Londres. Uma mulher bem mal-humorada fez as perguntas de sempre: o que vai fazer em Londres? Quanto tempo vai ficar? Em qual hotel vai ficar? Respondi tudo numa boa e mostrei todos os comprovantes das reservas que eu levei impressos. Mas aí ela começou a revirar a pastinha onde estavam meus comprovantes e perguntar outras coisas, do tipo "Por que você vai de Londres pra Amsterdam de ônibus?" ou "Quanto você pagou no trem de Praga pra Cracóvia?". Não entendi o motivo dessas perguntas, mas de qualquer forma respondi a todas educadamente. Também perguntou várias vezes se eu tinha parentes ou amigos morando em Londres. Até que ela encrencou com o fato de eu chegar em Londres e voltar para o Brasil da Rússia. Perguntou diversas vezes o motivo de eu estar fazendo esse roteiro. Nessa hora eu já estava suando, o idioma inglês enrolando e eu só imaginando a frustração de ter que voltar para o Brasil dali mesmo. Sei lá o que aconteceu que de repente ela pegou meu passaporte, carimbou e disse um seco "Welcome". Ufa!

 

Saí do aeroporto e peguei o metrô. O aeroporto de Heathrow tem várias estações do metrô, dependendo do terminal em que você desce. Todas elas ficam na linha Piccadilly. Por sorte é a linha que fica a estação Russell Square, onde eu tinha que descer para ir ao hostel. Umas 20 estações depois cheguei no destino.

 

Fiquei no Generator Hostel. Lugar com estilo descolado, um pub sempre com uma galera bebendo, música rolando a noite, quartos e banheiros sempre limpos. Muito bem localizado, ao lado do metrô e bem próximo a vários locais (estação King's Cross, Camdem Town, Regent's Park). Dá pra ir andando até o Big Ben se você não for preguiçoso. Por 4 noites paguei R$ 550. É caro pros padrões brasileiros mas barato pros padrões londrinos. Reservei pelo Decolar.com porque o site do Generator não aceitava meu cartão de jeito nenhum.

 

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Guardei as tralhas no quarto e fui procurar um lugar pra comer porque já eram 10 da noite e a última coisa que eu tinha comido foi um sanduíche no avião. Andei um pouco pelo bairro e parei pra comer um hambúrguer num restaurante pequeno ali perto. Voltei e fiquei bebendo uma cerveja no pub do hostel e logo fui pro quarto capotar.

 

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Dia #3 | 15/09 | Londres

 

Acordei cedo e resolvi tentar comprar ingresso pro jogo do Chelsea pela Champions League que seria no dia seguinte. Já havia tentado comprar pelo site mas mais uma vez meu cartão me deixou na mão. Vi no Google Maps que um ônibus que passava perto do hostel deixava na porta do estádio. Peguei o double-decker e uns 30 minutos depois cheguei no estádio Stamford Bridge. Comprei o ingresso por 30 libras, um cachecol na loja oficial do Chelsea por 10 libras, tirei umas fotos e peguei o metrô. A estação Fulham Broadway fica ao lado do estádio. Desci na estação Westminster e fui tirar fotos no estilo turista no Big Ben, no Rio Tâmisa, na London Eye. Com a ajuda de um mapa andei pelos arredores e passei pelo St. James Park, Piccadilly Circus, Oxford Circus. Peguei o metrô de novo e fui pra Camdem Town. Dei uma volta rápida por lá mas tinha pouco movimento por ser à tarde. Resolvi voltar à noite no dia seguinte.

 

Voltei pro hostel pra tomar um banho porque tinha reservado um pub crawl pra noite. Fechei pelo site "Londres para Principiantes" por R$ 20 + 20 libras a serem pagas na hora para o guia. O guia era o Rafa, um gaúcho que mora em Londres já há um tempo e organiza tours para brasileiros. Além desse tour pelos pubs que eu fiz tem outros dedicados a fãs de Beatles, de Harry Potter, de rock. Entrem no site dele (http://www.guriinlondon.com) e confiram, vale a pena.

 

Peguei o metrô para ir até o ponto de encontro, na estação London Bridge. Chegando lá conheci os outros brasileiros que iriam fazer o pub crawl (uns 15 ao todo) e partimos. O tour passa por vários pubs, claro, mas também por pontos de Londres como a Millenium Bridge, o Shakespeare's Globe, o Tate Modern, e o Rafa vai contando várias histórias da cidade, como os grandes incêndios que atingiram Londres, e outras curiosidades. Depois de vários pints chegamos finalmente no último pub e aí a galera já bem mais alegre se despede. Estava a uns 30 minutos de caminhada do hostel e resolvi ir andando pra ir queimando o álcool do sangue. Cheguei no hostel e dormi.

 

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Dia #4 | 16/09 | Londres

 

Acordei e tava caindo a típica garoa londrina. Fui de metrô para o Museu de História Natural e fiquei um bom tempo lá. O museu é enorme e tem várias seções. A entrada é gratuita. Tinha bastante criança de excursão, acho que por ser dia de semana. Saindo de lá fui a pé até o Royal Albert Hall mas estava fechado para visitação. Caminhei até o Hyde Park e aí a chuva começou a apertar. Peguei o metrô e voltei pro hostel. Tirei um cochilo e acordei para ir ao jogo do Chelsea.

 

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Peguei o ônibus e por conta do horário e da chuva demorei 1 hora pra chegar no estádio. Não fazia idéia de qual seria o meu assento na arquibancada porque tinha comprado o ingresso mais barato. Quanto entrei vi que ficaria na segunda fila, praticamente dentro do campo. O Chelsea acabou vencendo por 4 a 0 o Maccabi Tel Aviv, de Israel. Os ingleses são muito quietos assistindo um jogo de futebol, bem diferente de brasileiros. A torcida de Israel, que estava bem em cima do meu lugar fazia um barulho grande, mesmo com o time perdendo. O jogo foi morno mas por ser uma partida de Champions League valeu a pena. A parte ruim é que em jogos desse campeonato é proibida a venda de cerveja no estádio. Tive que ficar na Coca-Cola.

 

Voltei para o hostel de metrô, bebi umas 2 cervejas no pub e acabei indo por quarto dormir.

 

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Dia #5 | 17/09 | Londres

 

Resolvi fazer um daqueles walking tour gratuitos (pague o quanto quiser) que eu tinha visto em um folheto no hostel. O ponto de encontro é no Green Park e fui até lá de metrô. O tour começa no parque e segue até o Palácio de Buckingham, mas nesse dia infelizmente não teve a famosa troca de guarda. Depois andamos por quase 2 horas por outros pontos importantes de Londres, sempre acompanhado por boas histórias da guia, a qual eu não lembro o nome. O tour termina próximo ao Big Ben. Aproveitei que estava por lá e fui na London Eye. A vista de toda a cidade lá de cima é incrível. É caro mas vale a pena, acho que paguei umas 30 libras.

 

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Voltei pro hostel, enrolei um pouco e fui a pé pra Camdem Town. Fiquei dando uma volta por lá até à noite, quando ia rolar mais um pub crawl. Por 10 libras você tem direito a drinks em 3 bares diferentes e entrada em uma balada. Tinha bastante gente, de todo lugar do mundo. Acabei ficando mais amigo de um casal de argentinos que estava hospedado no Generator também. Bebi um tanto além da conta e voltei pro hostel de ônibus com os argentinos. Eu queria ir a pé mas como opinião de bêbado não vale nada, fui na deles. Cheguei no hostel e apaguei.

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Dia #6 | 18/09 | Londres

 

Acordei numa ressaca daquelas. Depois de um grande esforço levantei da cama, tomei banho e fiz o check-out no Generator. Peguei o metrô e fui no museu Madame Tussauds. Tava bem cheio e eu não curti muito, além de não ser muito barato (30 libras mais ou menos). De lá fui no Regent's Park e fiquei deitado na grama porque ainda tava sentindo os efeitos das tequilas e cervejas da noite anterior. Acho que devo até ter cochilado.

 

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Depois fui andando até a Abbey Road. Tinha um monte de brasileiros lá tirando fotos na famosa faixa de pedestres (e atrapalhando o trânsito). Ainda faltavam umas 3 horas pra eu pegar o ônibus pra Amsterdam, mas achei que já tinha sido suficiente a minha estada em Londres. Fui de metrô pra rodoviária Victoria Coach Station, comi um lanche no Subway, comprei água e doces num supermercado e fiquei esperando a hora da partida.

 

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O ônibus da National Express saiu às 21h, com previsão de chegada em Amsterdam às 7h da manhã do dia seguinte. Comprei a passagem no site da empresa, por 18 euros. Outras empresas que fazem o mesmo percurso são a Ouibus (antiga iDBus) e a Megabus. O trajeto varia um pouco mas a duração da viagem é praticamente a mesma.

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Dia #7 | 19/09 | Londres - Amsterdam

 

Lá pela meia-noite o ônibus parou no porto de Dover e todos tem que descer para apresentar o passaporte na imigração francesa. Logo depois o ônibus entra em um navio e todos tem que descer novamente para a travessia entre a Inglaterra e a França, os carros, caminhões e ônibus vão no andar de baixo e os passageiros nos andares superiores do navio. Há banheiros, restaurantes e algumas lojas pequenas. Como era madrugada achei um sofá vazio e acabei dormindo. Umas 3 da manhã o alto-falante anuncia a chegada na França, aí todos descem e voltam pro ônibus para mais um trecho de estrada, que passa pela França e Bélgica até chegar à Holanda.

 

Depois de paradas rápidas em Eindhoven e Utrecht, poucos antes das 7 da manhã o ônibus chegou em Amsterdam, em uma rodoviária bem pequena e pouco movimentada e ao lado de uma estação de metrô. Em frente a estação havia uma máquina de tickets e, depois de muitas tentativas para entender qual ticket eu deveria comprar, consegui adquirir um ticket que valia por 24 horas e custava 7 euros. Peguei o metrô e fui até a estação de Amstel. De lá peguei um tram que me deixou bem próximo ao hostel Stayokay Vondelpark. O check-in era às 14h mas ainda eram 10h da manhã, então deixei as malas no locker e fui andar pelo Vondelpark.

 

Às 14h voltei e guardei todas as tralhas no quarto. O Stayokay é uma rede de hostels que conta com várias unidades em Amsterdam. A que eu fiquei é a Vondelpark, colada ao parque. Fica bem localizada e dá pra ir a pé a praticamente todos os principais pontos da cidade. Paguei cerca de 600 reais por 4 diárias num quarto pra 4 pessoas, com café da manhã. Tem uma grande área de convivência na entrada, um pub que raramente ficava cheio, uma sala com jogos e video-game e é bem limpo no geral.

 

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Saí do hostel e fui conhecer Amsterdam realmente. "Almocei" a famosa batata-frita no cone, tomei umas cervejas, andei pra lá e pra cá de tram (afinal o ticket valia por 24 horas), visitei uns coffee-shops e voltei pro hostel. Estava no quarto descansando e entrou o Ari, um cearense que morava em Londres e estava fazendo um mochilão pela Europa. Conversei um pouco com ele, que queria ir ao Red Light District. Eu estava bem cansado, mas como não tinha nada pra fazer resolvi ir junto. No caminho começou uma chuva fina e aí resolvemos parar em um bar pra comer e beber. Fomos em umas duas baladas com entrada gratuita e ficamos lá bebendo. Lá pras 2 da manhã voltamos pro hostel e eu capotei.

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Dia #8 | 20/09 | Amsterdam

 

Tomei café no hostel e fui com o Ari comprar o ticket do city tour de ônibus e barco. Tem vários pontos de venda pela cidade. Você pode pegar qualquer um dos dois em qualquer ponto de parada durante 24 horas quantas vezes quiser. Eles dão um fone de ouvido pra você acompanhar o áudio do city tour, que está disponível em umas 20 línguas, incluindo português. Pegamos primeiro o barco e descemos no Rijksmuseum. Tirei foto em frente a famosa frase "I am sterdam". Depois fomos no Heineken Experience. O tour pela fábrica da Heineken é bem legal e interativo, principalmente pra quem é fã de cerveja, como eu. No final você pode levar uma garrafa com seu nome por 6,50 euros.

 

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Saindo de lá pegamos o ônibus e fomos almoçar perto da estação central. Andamos até o Red Light District, que na minha opinião não tem nada de mais. Fomos em um coffee shop pra fumar um café e beber um cigarro, ou vice-versa. Acabamos nos perdendo muito e todas as ruas e canais pareciam iguais. Foi difícil voltar pro hostel, acho que por causa do efeito do café. Finalmente depois de andar por umas 2 horas conseguimos achar o caminho. Tomei banho e dormi cedo.

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Dia #8 | 21/09 | Amsterdam

 

Tomei café no hostel e saí pra aproveitar um restinho do city tour. Como tinha comprado o ticket meio-dia do dia anterior, ele ainda valia até o meio-dia desse dia. Pegamos o ônibus e fizemos o restante do trajeto, que passa por vários museus, zoológico e um moinho de vento do outro lado da cidade. Depois almoçamos e fui acompanhar o Ari que queria comprar umas lembrancinhas pra conhecidos. Voltei pro hostel e descobri que tinha deixado dentro do quarto o cartão magnético que abre a porta (efeito do café). A mulher da recepção fez outro e ficou tudo certo. Ficamos um pouco no bar do hostel e resolvi sair sozinho pra comer. Comi um bife enorme num restaurante bem perto do hostel. Na volta passei no Hard Rock Cafe e fiquei enrolando no hostel até a hora de dormir.

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Dia #9 | 22/09 | Amsterdam

 

O Ary acordou bem cedo porque ia embora nesse dia pra Roma. Me despedi dele e depois do café da manhã aluguei uma bicicleta. Paguei 9 euros pra ficar o dia todo com a bike. Andei bastante pelo Vondelpark e depois até o outro lado da cidade. Me perdi mas acabei achando o caminho de volta. Parei num coffee shop e na hora de sair não lembrava onde tinha acorrentado a bicicleta. Esse café holandês é forte mesmo.

 

Depois fui comprar camisetas, chaveiros, isqueiros pra dar de presente. Entrei até num sex shop, tipo de coisa que eu só faço sob efeito de café. Já tava escurecendo e fui devolver a bicicleta. Voltei pro hostel, tomei umas cervejas no bar e cama.

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Dia #11 | 23/09 | Amsterdam - Praga

 

Acordei, tomei café no hostel e peguei o ônibus para o aeroporto bem em frente a entrada do Vondelpark. Uns 20 minutos depois já estava no aeroporto. O vôo direto de Amsterdam pra Praga foi pela Easyjet, comprei no site da companhia por 56 euros. Uma hora e meia depois pousamos em Praga.

 

Troquei alguns euros por korunas no próprio aeroporto e a cotação era bem ruim. No centro da cidade é possível encontrar cotações melhores. Penei pra comprar um ticket de ônibus nas máquinas automáticas mas enfim consegui. Peguei um ônibus no aeroporto que leva até a estação de metrô Namesti Republiky. De lá peguei o metrô até uma estação próxima ao hostel Clown and Bard. O metrô de Praga é pequeno mas na parte mais central e turística funciona bem. O detalhe é que durante toda a estadia na cidade eu não entendi qual ticket comprar na máquina automática, há várias opções e nenhuma delas parece muito clara. Confesso que andei algumas vezes sem pagar, apenas seguindo o fluxo de pessoas, que também pareciam não validar o ticket em nenhum momento. Que fique claro que não estou incentivando ninguém. É claro que se te flagrarem fazendo isso você leva uma multa não muito amigável, mas fiz e não aconteceu absolutamente nada.

 

Cheguei no hostel Clown and Bard e fui pro quarto guardar as malas. Não gostei desse hostel, o prédio é bem antigo, as escadas e corredores escuros, um cheiro esquisito por todo o hostel, um clima meio obscuro. Reservei um quarto quádruplo. No meu quarto tinha um rapaz que não saía da cama de jeito nenhum, parecia que estava numa ressaca eterna. Guardei as mochilas e fui dar uma volta. O hostel fica um pouco longe da região central, a uns 20 minutos de caminhada. Rodei sem rumo pelas ruas, comprei cuecas e meias numa C&A, comi no Mc Donald's e voltei pro hostel.

 

Sentei num jardim que fica no térreo do hostel e logo chegou um rapaz puxando assunto, o Vlad. Ele era ucraniano mas morava em Israel desde criança. Ficamos conversando e ele queria procurar um bar que haviam indicado. Resolvi ir com ele e demoramos mas encontramos o tal bar. Era bem no estilo coffe shop de Amsterdam (se é que me entendem). Ficamos lá bebendo e conversando com um casal, um americano e uma tcheca. Saímos de lá e comemos uma pizza na esquina do hostel. Voltamos pro hostel e combinamos de nos encontrar mais tarde pra procurar uma balada. Fui pro quarto pra descansar e acabei dormindo.

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Dia #12 | 24/09 | Praga

 

Acordei com o Sr. Ressaca Infinita roncando e gemendo na cama ao lado. Comprei um sanduíche e iogurte num mercadinho ao lado do hostel e fui pra praça central pra fazer o walking tour grátis. Tinha um grupo enorme pra fazer o tour em inglês e um pequeno em espanhol. Resolvi ir no espanhol pra também treinar um pouco a língua, já que na viagem toda só falei inglês. Não tava curtindo muito e no meio do caminho me infiltrei na multidão e abandonei o tour. Voltei pro hostel pra pegar dinheiro pra tentar fazer algum outro tour pago e o Ressaca tava lá na cama comendo um miojo na panela e um puta cheiro ruim no quarto. Definitivamente não tava curtindo a situação e achei que só ia piorar nos dias seguintes, o que talvez pudesse desanimar minha passagem por Praga. Decidi sair do hostel e procurar outro lugar. Conversei com a mulher da recepção, que foi bem simpática e devolveu o dinheiro dos outros dois dias que eu ficaria lá. Dei uma volta nas redondezas e acabei ficando num hotel bem perto do hostel, num quarto individual.

 

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Guardei as tralhas todas no novo lugar, tomei um banho, aproveitei pra lavar umas camisetas e fui comer num restaurante mexicano próximo dali. Na volta comprei umas cervejas num mercadinho, fiquei assistindo um jogo do campeonato alemão de futebol e acabei pegando no sono.

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Dia #13 | 25/09 | Praga - Pilsen - Praga

 

Acordei decidido a ir pra Pilsen fazer o tour da famosa fábrica de cerveja Pilsner Urquell. No centro há várias empresas que vendem o tour por 600 korunas (R$ 95). Mas também há o jeito mochileiro e econômico de ser. Fui até a estação de metrô Zlicin e de lá saem vários ônibus pra Pilsen. A passagem custa 70 korunas (R$ 11). Entrei no ônibus e o motorista perguntou algo em tcheco que eu não fazia idéia do que era. Uma mulher acabou me ajudando a entender que o motorista queria saber qual era o meu destino (Pilsen) pra poder calcular o preço da passagem, já que o ônibus faz várias paradas no trajeto.

 

Uma hora depois cheguei na rodoviária de Pilsen. Não fazia idéia pra qual lado ficava a fábrica da Pilsner. A rodoviária era bem pequena e não tinha ninguém pra pedir informação. Avistei um shopping do outro lado da rua e fui até lá na esperança de ter um wi-fi pra ver no Google Maps o caminho. Tinha! Vi o trajeto e a fábrica ficava a mais ou menos um quilômetro dali. Segui na direção informada, me perdi mais um pouco mas enfim cheguei. Por sorte estava começando um tour naquele momento. Aproveitei e fui junto. A entrada pro tour custa 199 korunas (R$ 32).

 

O tour passa pela linha de produção da fábrica, um mini museu com alguns objetos e documentos históricos, um cinema 4D que mostra a história da fábrica, os fornos onde a cerveja é produzida e o subsolo onde ficam os barris da bebida. Nessa parte faz bastante frio e é bom levar uma blusa pra poder aguentar. Lá também você pode experimentar a cerveja tirada diretamente do barril sem ser fermentada. É muito boa e bem diferente das Pilsen que a gente costuma beber no Brasil.

 

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Saindo da fábrica andei um pouco na praça central de Pilsen, tirei umas fotos e voltei pra rodoviária pra pegar o ônibus pra Praga. Acabei pegando um que estava saindo naquela hora, por 100 korunas (R$ 16). Tinha bastante trânsito na chegada a Praga e o trajeto todo demorou 2 horas. Peguei o metrô em Zlicin e desci no centro pra comer. Andei um pouco na feirinha do calçadão e comi por lá mesmo um salsichão e uma cerveja. Já estava anoitecendo e voltei pro hostel bem cansado. Apaguei.

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Dia #14 | 26/09 | Praga

 

Fui logo cedo para o centro pra fazer o city tour. Comprei um por 500 korunas que dava direito a 3 roteiros de ônibus e 1 de barco. Você ganha um cartão e tem que apresentar na entrada do ônibus. Eles ainda cobram uma taxa pequena (não me lembro o valor) como seguro caso você não devolva o cartão. Eu acabei trazendo o meu de recordação para o Brasil.

 

Vi no mapa o que me interessava e acabei fazendo só 1 de ônibus e o de barco. O tour principal de ônibus passa por vários pontos de Praga e você vai acompanhando as informações com um fone de ouvido em vários idiomas (incluindo português... de Portugal). Parei no castelo de Praga, tirei umas fotos e peguei o próximo ônibus que passou por lá. Eles passam de 15 em 15 minutos geralmente. Desci na parada de onde sai o passeio de barco. Estavam saindo vários barcos de vários pontos, mas é só apresentar o cartão que te indicam o barco certo. Dentro da embarcação tem um restaurante e você pode também ficar no deck que os garçons servem bebida e porções. Durante uma hora o barco navega pelo rio, passa por baixo da Ponte Carlos e retorna pro ponto de partida. Passeio interessante, mas não indispensável.

 

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Voltei pro hotel, tirei um cochilo, tomei banho e voltei pra praça central pra fazer mais um pub crawl. Peguei um panfleto no hotel e fui pra agência onde vendiam o pacote. Por 100 korunas você tem direito a entrar em 3 bares (um deles com 1 hora de cerveja grátis) e 1 casa noturna. Logo no primeiro bar conheci dois amigos mineiros e fiquei lá conversando e bebendo com eles. Tinha bastante gente fazendo o pub crawl, umas 50 pessoas mais ou menos. No terceiro bar já estava todo mundo interagindo como se conhecesse há anos. Finalmente, lá pela meia-noite (que eu me lembre) fomos pra Karlovy Lazne, uma casa noturna gigantesca, com 5 andares, cada um tocando um tipo de música. Também tem um bar de gelo no subsolo. A cerveja era bem barata, algo como R$ 3 um copo enorme. Bebi bastante, dancei de eletrônico a Michel Teló (sim, até hoje toca) e lá pelas 4 da manhã lembrei que tinha que voltar pro hotel porque ia pegar o trem logo cedo pra Polônia.

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Já adiantando, pretendo fazer 3 viagens noturnas com o Lux Express na minha viagem

 

De Varsóvia pra Vilnius, de Tallin pra St.Petesburgo e de St.Petesburgo pra Helsinki

 

O que você me diz?

Fez alguma viagem noturna?

A empresa vale a pena? A viagem é muito ruim de conforto?

 

Valeu

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