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Olá viajante!

Bora viajar?

Curaçao & Bonaire

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Esta viagem foi minha Lua de Mel. De 19 a 27 de outubro em Curaçao e daí a 3 de novembro em Bonaire.

 

Primeiro lugar, não vou entrar em detalhes sobre hotéis. Fomos em Lua de Mel e ficamos em resorts que não são nada "Mochileiros". Era aquela coisa turistona, pra relaxar e acho que esse tipo de viagem merece. Detalhes por MP, sem problemas.

 

Pra chegar lá, pegamos milhas da Gol até Caracas e voamos DAE até Curaçao. Tivemos problemas em Caracas, mais detalhes estão aqui: http://www.mochileiros.com/fazendo-escala-em-caracas-para-o-caribe-t38669.html.

 

Moeda: em ambas as ilhas, qualquer lugar aceita dólares e florins (ou guilders - abreviação Naf.) indistintamente. Mas, loja não é banco e o câmbio não é o melhor. Sempre que possível, saque dinheiro (o banco MCB tem caixas automáticos mais rápidos que qualquer Banco 24h) em florins e use a moeda local. Um pouco aqui, um pouco ali, economiza-se. O que facilita é o câmbio: US$ 1,00 = Naf. 1,75, ou seja, igual ao nosso real.

 

Tempo: Sol todo o tempo e temperatura na faica dos 30oC a 37oC durante o dia, caindo um pouco à noite. Curaçao ventava muito, mas Bonaire nem tanto. Se bem que Bonaire costuma ventar mais, era a época do ano. Chuvas eram raras e normalmente só aquele temporal rápido.

 

Língua: são duas línguas oficiais, o holandês e o papiamento. Essa é uma mistura de espenhol, português, inglês, holandês, dialetos africanos e tudo mais. Como tem muito de português (primeiros colonizadores dessas ilhas) e espanhol, dá pra entender razoavelmente o que está escrito. Mas, nas ruas é praticamente impossível entender alguma coisa do que o povo diz. Só em rádios e noticiários da TV que dava pra entender uma coisa ou outra, pela fala mais pausada. Anyway, com espanhol e inglês, você se vira muitíssimo bem, pois praticamente todo mundo lá fala um pouco que seja. Minha impressão é que em Curaçao o espanhol fuciona melhor. Em Bonaire, o inglês.

 

 

Enfim, uma vez em CURAÇAO, o que temos pra fazer lá:

 

- Punda & Otrobanda: não ria, são as duas partes da capital Willemstad. São ligadas por uma ponte para pedestres flutuante, que abre conforme aparece um barco (ou um transatlântico) para passar. Dos dois lados, a vista para o canal é cheia de barzinhos; caros, mas vale uma cervejinha pelo menos. A fachada das duas partes (especialmente Punda) é tão emblemática que está gravada nas placas dos carros. Não é grande, mas dá pra bons passeios olhando vitrines e arquitetura. Em Otrobanda, vá pra região do Hotel Renaissance, onde há ótimos bares e aquelas lojas que só podemos ver vitrines.

 

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Punda By Night

 

- Compras: apesar de porto livre são poucas coisas que valem à pena comprar. Perfumes e cosméticos tem preços iguais ao Free Shop, embora com bem mais variedade. Óculos escuros, jóias e cristais valem, pelo menos os dois últimos falo de ouvir dizer ( :lol: ). Óculos valem mesmo: é Ray Ban a preço de Chilli Beans. Eletrônicos até não são tão ruins, comparados ao Brasil, mas loooonge de ser uma Miami. Vale pesquisar na Internet. Camisetas e etc podem ser interessantes em lojas mais distantes do centrão.

 

- Cerveja: é difícil tomar aquela gelaaaaada. Ela são vendidas, digamos, frias. Mas, tem um bar chamado Copacabana Café (sim, é de um brazuca), na paralela do canal, indo por algo como uma Trompstrasse. Não apenas gelada, mas se paga R$ 7,50 por uma belga Duvel. Quem conhece sabe a pechincha que é, aqui não sai por menos de R$ 20 no mercado. Além disso, um rango por um preço bem honesto pra um centrão de cidade turística (mais barato, só junk food como McDonald's, KFC e Pizza Hut). Afinal, nem o Hot Dog do Ortega é barato (R$ 4,00). Se der sorte (ou azar) você pega um show de samba ou capoeira no local.

 

- Mercados. Na boa, o Floating Market pode ser uma curiosidade pra europeus, mas pra mim era uma feira, onde a única diferença é que os feirantes não chegavam em Kombis, mas em barcos vindos da Venezuela. E nem tinha pastel. O mercado novo é bem popular, mas vale a curiosidade.

 

- Praias: a maioria se paga não apenas pra entrar (coisa na faixa de R$ 5 por cabeça), como também pra pegar uma espreguiçadeira. As mais bonitas que vimos foram no norte da ilha: Cas Abao, Daaibooibaai e Port Mari. Muito lindas e ótimos snorkels, apesar de um pouco pedregosas. No sul da ilha não tem nada que preste, exceto as praias dos resorts. Jan Thiel é muito popular, mas só vale pra estudo sociológico: um grande deck de areia lotado de espreguiçadeiras e camas com coberturas (você leu direito) e até baldes de gelo com champagne. A entrada na água é com degraus e corrimão. Absolutamente surreal. Uma que não está no mapa é Director's Bay, seguido a estradinha que sai do Tug Boat.

 

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Mergulhadores em Cas Abao

 

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Daaibooibaai. A praia é bem mais bonita que o nome.

 

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Jan Thiel. Isso lá é praia?

 

- Por outro lado, bebidas e comidas não costumam ser o absurdo que se espera de uma praia remota no meio do nada. Por R$ 10 a R$ 12 dá pra bater um cheese burguer com cerveja em Cas Abao (creia: frutos do mar são raridades). Em Daaibooibaai, uma salada de caranguejo com chá gelado são meros R$ 6.

 

- Nunca pegue um táxi. É um assalto a mão armada. Pra ir pro sul, tem bastante ônibus (R$ 2,10), mas pro norte são raros. Curioso é que ônibus e táxis são iguais: tudo vans. A diferença está na placa, onde um tem as letras TX e o outro tem BUS. Em todo caso, alugar um carro é boa pedida. Pra dar uma idéia, uma corrida do aeroporto pro centro (15 min) sai US$ 30. Alugar um carrinho coreano safado, com seguro e tudo, dá uns US$ 50.

 

- Voos: pode ser uma boa deixar pra comprar a perna CUR-BON lá mesmo. A EasyAir era fácil o menor preço (US$ 75, ida e volta), mas não tinha mais vagas, afinal eram aviõezinhos de 9 lugares. As outras ficavam na faixa de US$ 90 (ida e volta). Daí, recomendo a DAE e a Insel que operam aviões maiorzinhos, na faixa de 50 passageiros.

 

- Mergulho: recomendo fortemente ir ao Dive Bus (http://www.the-dive-bus.com) que fica no sul, perto do Breezes. Não só são simpaticíssimos, mas tive uma crise de sinusite no meio do mergulho, com sangramento nasal e fui bem socorrido pelo dive master (Mark, um inglês-japonês). Deram milhões de dicas sobre mergulhos e entre elas destaco (mesmo sem ter podido ir): Superior Producer, Mushroom Forest, Car Pile, Port Mari e Tug Boat. Aproveite pra comer um camarão no alho no bar ao lado, que sai uns R$ 20 por uma porção bem servida. Só tenha paciência com o garçom surdo-mudo, uma figuraça!

 

- Seacquarium: programa bem bacaninha para 3 ou 4 horas. Veja o treinamento e o show dos golfinhos, alimente tubarões, pegue tartarugas e estrelas do mar, veja flamingos e esse tipo de coisas. Sai uns US$ 15 a entrada.

 

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Um show de golfinhos é um show de golfinhos, mas com essa paisagem...

 

Se sua intenção for apenas visitar, 4 a 5 dias tá de bom tamanho. Se quiser dar uma bundada em algum resort ou praias, acrescente uns 2 a 3 dias de ócio.

 

 

Chegando a BONAIRE:

 

- A base da ilha é o mergulho, mas não é tudo. Sobre mergulho na ilha, veja esse tópico: http://www.mochileiros.com/mergulho-em-bonaire-t38670.html. Pra quem não mergulha, mas curte um snorkel, tem muitos pontos ótimos.

 

- Para ir à praia, Bonaire não é o melhor lugar. A grande maioria das praias não tem areia, são estreitas faixas de pedras e corais mortos. Em algumas como Windsock, Andrea I e 1000 Steps tem um pouco de areia, além de Lac Bay. Dentro do parque Washington Slagbaai tem uma melhor que é Boka Slagbaai, inclusive com uma bela construção histórica e lugar pra um piquenique.

 

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No sul, quase tudo é de pedras com corais mortos.

 

- Parque Nacional Washington Slagbaai: ao norte da ilha, entrada próxima a Rincón (um povoado) e custa US$ 10 por pessoa. Só se anda de carro e é interessante. Muitas parte parecem "terra de Marlboro" com muitos cactus e vegetação árida. Também dá pra ver formações interessantes como Seru Grandi (falésia que era fundo de mar), Seru Ventana e várias lagoas com flamingos a postos. Temos as Bokas, entradas de mar onde a água bate bem forte e dá ótimas vistas. A Boka Slagbaai é exceção e tranquila, conforme dito acima.

 

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Venha para onde está o sabor...

 

- Lac Bay: uma lagoa lindíssima ao sul da ilha cercada de recifes e com águas tranquilas. Ótimos barzinhos pra tomar uma cerveja, ouvir um reggae e ver os windsurfistas. Dando a volta na lagoa, muitos flamingos.

 

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Lac Bay. Repare lá atrás, a faixa azul escura é o mar batendo nos recifes que formam Lac Bay.

 

- Kralendjik: capital, pequena mas muito bonitinha, com construções em estilo holandês. Bares e restaurantes na baira do mar. Procure só se informar quando há cruzeiros na cidade. Nesses dias, o centro fica quase insuportável.

 

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Centro de Kralendijk: lembrando que você está num pedaço da Holanda

 

- Slave Huts: tem as White e as Red (na verdade, laranjas) Slaves. Cabaninhas minúsculas onde os escravos ficavam alojados para o trabalho na extração de sal. Ficavam o mês inteiro amontoados lá, quando podiam voltar a Rincón (do outro lado da ilha, 7h andando). Quatro obeliscos ao longo da estrada marcam os antigos portos de embarque de sal: além do branco e do laranja, onde tem as cabaninhas, há o vermelho e o azul.

 

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White Slave Huts. Acho que nem a linda vista compensava o trabalho árduo nas salinas.

 

- Compras: o que vale a pena mesmo são equipamentos de mergulho. Não é Miami, mas preços para equipamentos simples (nadadeiras, máscaras e toda sorte de tranqueiras como ganchinhos, tiras de máscara, dry bags, etc) é ótimo. Coisas mais sofisticadas como coletes, reguladores e computadores são bem mais baratos que aqui, mas nada de excepcional (pouquíssima variedade, inclusive), a não ser que dê uma sorte, como minha mulher. Comprou um computador (Suunto D6) quase a preço de Miami, uns US$ 200 a menos que as outras lojas ( e menos da metade do preço Brasil) no Bruce Bowker's Carib Inn. Fora essa loja, o Dive Friends Outlet, no centro, também era ótima pedida. Tirando isso, a única coisa que vi a ótimos preços foram vinhos; ótima pedida pra consumo nos próprios hotéis.

 

Para mergulhar, 7 a 8 dias, dá pra curtir o fundo do mar e a superfície. Sem mergulho, 2 a 3 dias bastam.

 

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A linda estrada para o sul da ilha: Mar de um lado e salinas do outro. Lá na frente, o famoso Salt Pier.

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As tomadas e voltagens não lembro mais, fico devendo.

 

As taxas de embarque eram pagas no aeroporto, não estão incluídas no ticket.

  • 2 semanas depois...
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Olá

Adorei as dicas e gostaria muito de fazer um roteiro parecido, mas gostaria de saber se há possibilidade de fazer os trechos de barco, em vez de avião. Aruba, Bonaire e Curaçao parecem tão próximas no mapa, mas até agora não achei nada sobre essa possibilidade. Vc sabe se tem como?

Obrigada,

Amanda

Postado
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Apesar de próximas não há serviço regular de barco entre as ilhas, pelo que saiba.

 

Olá

Adorei as dicas e gostaria muito de fazer um roteiro parecido, mas gostaria de saber se há possibilidade de fazer os trechos de barco, em vez de avião. Aruba, Bonaire e Curaçao parecem tão próximas no mapa, mas até agora não achei nada sobre essa possibilidade. Vc sabe se tem como?

Obrigada,

Amanda

  • 2 semanas depois...
Postado
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Respondendo a pergunta da Amanda.

 

Eu estive lá em julho e perguntei se existia a viagem de barco entra as ilhas, que são realmente muito próximas, principalmente Bonaire e Curaçao. Me informaram que já existiu, mas atualmente só podemos ir de avião mesmo.

 

Boas viagens!!!

  • 2 meses depois...
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boa noites aos amigos viajantes estou pensando em ir em marco pro caribe (curacao)em lua de mel gostaria de informacoes pois estou perdido gostaria de saber sobre passaporte ,cambio,quanto levar em especie ,cartao de credito,melhor empressa de turismo

obrigado Alex

email alexrmbob@yahoo.com.br

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boa noites aos amigos viajantes estou pensando em ir em marco pro caribe (curacao)em lua de mel gostaria de informacoes pois estou perdido gostaria de saber sobre passaporte ,cambio,quanto levar em especie ,cartao de credito,melhor empressa de turismo

obrigado Alex

email alexrmbob@yahoo.com.br

 

Olá Alex

 

Eu, comprei as passagens na DAE (Dutch Antilles Express, ou algo parecido com isso) saindo de Caracas pra Curaçao. Aceitaram meus cartões de crédito sem problemas (Visa e American Express). Não achei os preços altos. O passaporte é necessário, porém não é necessário pegar visto anterior.

Se tiver bastente tempo, dê um pulo em Aruba e Bonaire, que são muito proximos de Curaçao. Quanto ao hotel eu vi na empresa Aviatur - www.avilatur.com.br. E se vc e sua noiva não mergulham, façam um curso de mergulho antes da viagem e aproveitem a oportunidade quando estiverem por lá, pois estarão em um dos melhores pontos de mergulho do mundo, principalmente se forem a Bonaire!!!

 

Boas viagens

  • 1 mês depois...
Postado
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recomendo irem em curaçao, fui lá em outubro do ano passado, e gostei muito, é facil de se comunicar com o pessoal de lá, praticamente todos os vendedores, sabem falar espanhol e ingles. os preços são bons, dependendo do lugar, a comida é um pouco cara, comemos em uma lanchonete, 4 sanduiches, e mais 4 copos de refrigerante, e a conta deu entra 120 dolares...

 

mas recomendo a viagem, o mar é lindo, os preços são bons.

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