Olá viajante!
Bora viajar?
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Quinta, 24 de março de 2016 Ultimo dia no Uruguai. E o dia do paro. Greve no dia de ir embora ninguém merece. Um taxista tinha sido assaltado e baleado, ou coisa do tipo, ficou 6 dias no hospital
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Ótimo relato! Um dos mais completos sobre o Uruguai aqui do site. Valeu, mano!!
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@Rezzende li todo teu relato, me rendeu já uma viagem mental... nem o gol do Brasil na tv me animou ... kkkkk continuei a ler o relato... muito detalhado... parabéns
Fala galera mochileiraaaaa
Mais um relato na area!!
7 dias no paisito
Escolhi o Uruguai porque seria meu primeiro mochilão internacional sozinho. Já viajei sozinho pra alguns estados do Brasil (tenho relatos aqui) e ano passado fui pro Peru mas fui com mais 5 amigos e não foi bem um mochilão. Agora era diferente. Sozinho no exterior. Resolvi começar não tao exterior assim, ir pra um país vizinho então, #partiu Uruguai. Sempre tive um certo fascinio pelo Uruguai, pensando como deve ser a cultura de um pequeno país espremido entre dois gigantes, entre Brasil e Argentina. E sempre curto muito essa parte de ver a cultura dos povos e tal, muito mais que os pontos turisticos, gosto de ver as pessoas, como vivem, o que fazem, o que comem, como se divertem, essas coisas…
ALERTA!!!!!
PREPAREM SEUS BOLSOS!!!!
SE VC, CARO AMIGO MOCHILEIRO, ESTA POBRE POBRE POBRE DE MARRÉ MARRÉ MARRÉ NÃO DESISTA DO MEU RELATO!!ACOMPANHE MEU RELATO SÓ PRA PRESTIGIAR, PQ O URUGUAI É OS ZOIO DA CARAAA
No Uruguai tudo tá bombando em Janeiro. Eu fui em Março, as coisas já tão mais paradas mas é uma época muito boa pra circular por lá.
Levei tudo em grana viva. Pedi no Bradesco pra desbloquear meu cartão de débito pra saques no exterior e também pra compras no débito.
Fiz um seguro viagem pela GTA. Seguro é aquele tipo de coisa q você faz torcendo pra não precisar, mas é sempre bom ter. O da GTA se pagar no boleto tem desconto de 21%. O meu ficou em R$ 66,68. Paguei e não usei. Mas antes isso né
Sexta, 18 de março de 2016
Chegando em Carrasco 01:20 da madruga. Todo mundo vai pra fila da imigração. Como o aeroporto é bem vazio, só tinha o nosso voo. Você chega na cabine da imigração e a funcionaria já te manda um boa noite em sonoro português. Dedão numa maquininha lá, carimbo no passaporte e bienvenido.
:'> Sem mais. 01:30 já to de bobeira no aeroporto. Meu plano é esperar amanhecer no aeroporto. Primeira coisa é botar uma carga no celular pra ele aguentar o dia. Só 2 totens com tomadas no hall de entrada e tem tomadas lá no terraço também, mas lá você tem q sentar no chão frio pra ficar vigiando o celular ou deixar ele carregando sozinho, abandonado e ir deitar lá nos bancos. Depois q ele carregou eu fui. Subi pro terraço lá no 3° andar e deitei nos bancos, com a mochila de travesseiro e dei umas pescadas. Só tinha mais dois dorminhocos lá no terraço, no mais, deserto como o resto do aeroporto. So tem um Mc Donald's lá. Mais nada. Tem um restaurante no terraço mas só funciona de dia. E nada de amanhecer. Só amanheceu às 06:30. 
Amanheceu e a chuva pesadona chegou. Cheguei no Uruguai junto com uma frente fria.
Tentei sacar uns pesos no caixa da Redbrou, tentei de tudo e nada. Tentei escapar do cambio horrivel de aeroporto mas não teve jeito. Só tinha um cambio aberto no aeroporto na madruga, o outro tava fechado. Aquela cotação de doer o coração. 1 real=7,79 pesos.
Fazer o que né, troquei 100 reais pra tomar um cafezinho e pagar o busão pra Punta. Tive meu primeiro contato com os precinhos módicos do Uruguai. Café expresso e um muffin. 120 pesos. Bienvenido ao Uruguay!! Tudo bem que era aeroporto, as coisas são mais caras, mas….
Ainda chovia, mas menos um pouquinho. Saí do aeroporto depois de 6 horas entediosas e fui pegar o busao pra Punta. Passa onibus pra Punta de fora do aeroporto, só que quando você sai da porta principal tem um ponto de onibus em frente. Não é esse. Esse é de onibus metropolitanos que vão pra Montevideo. O ponto pra Punta é indo pra direita, só um pouquinho você já vê ele. Peguei o onibus da COT às 07:50. passagem custa 266 pesos e você paga pro cobrador dentro do onibus igual esses rodoviarios de linha aqui no Brasil. Busao com wifi, paisagem plana pelo caminho, muitos eucaliptos, lá pelo meio do caminho alguns cerros mais altos. 2 horas de viagem e estou em Punta. Tempo só nublado. Saí pra cambiar mais dinheiro pra poder pagar o hostel. No terminal de Punta a cotação do real tava 8,30. Fui pra Gorlero onde tem cambios melhores. Achei outro a 8,30 e mais a frente a loja da Cambio 18 que tava com anuncio de 8,40. Entrei pra trocar 300 reais, mas apesar da placa estar 8,40 o cambio foi 8,70. Vitoriaaaaaaa.
Assim fico até menos triste depois do cambio de aeroporto!! o tempo fechando e voltei pro terminal de onibus. E começa a chuva torrencial, rua enchendo, agua pra todo lado.
Bem, minha diaria só começa as 13h mesmo, então fiquei ali esperando a chuva passar e fisgando os wifi dos busão.
Lá pelas 12:30 q a chuvarada passou então fui pro hostel antes q chova d novo.
O The Trip Hostel fica perto do terminal, só ir pela avenida Artigas, a que passa do lado do terminal, indo no sentido contrário da Gorlero e entrar na primeira rua a direita. Só uns 150 metros. Paguei 1140 pesos em 2 diarias (uns 65 reais a diaria) no quarto coletivo de 6 camas. O hostel tem bem clima de hostel, aquela vibe legal com barzinho e tal, mas a acomodação era bem zuada. O quarto era no terraço e não tem cobertura na escada pra subir nem pra ir no banheiro. Então se tiver chovendo você sobe na chuva.
E se você for do quarto ao banheiro vai sair na chuva! A cama tinha um colchão fino demais e eu sentia as madeiras da cama. Além do quarto ser bem apertado. O café da manhã é café, leite, pão de forma duro e geléia. Caro pra o que oferece. Tem uma vibe muito boa, mas peca na acomodação.
Mas eu não viajo pra ficar plantado em hostel, então como tinha parado de chover, tava nublado e uma temperatura muito boa (20°C) partiu desbravar Punta. Fui pro monumento La Mano ou Los Dedos sei lá, o mais famoso de Punta. Dizem ser uma epopeia tirar foto nos benditos dedos no auge do verão. Eu tava lá num nublado dia de fim de verão e tinha o monumento todo só pra mim. Só umas 5 pessoas passaram por ali no tempo q fiquei lá. Não achei um monumento bonito, só achei q dependendo do ângulo q você bate a foto, pode ter um efeito muito bacana pela composição num todo da paisagem com os prédios e o mar, não necessariamente do monumento em si.
Resolvi comer. Gente do céu!!
Fui num restaurante do outro lado da avenida em frente ao terminal .O nome do lugar é Indiecito. Era umas 2 da tarde, tava vazio, tinha só umas 3 pessoas e eu resolvi experimentar o famoso chivito com acompanhamento de arroz. Pedi uma cerveja Pilsen pra ir degustando os sabores das cervejas uruguaias. Amo cerveja!! o atendente, que me parece era gerente também, perguntou se eu queria pão. Disse que sim. Entendi como se fosse cortesia. Quem vai cobrar um paõzinho?? Enquanto comia só observava como ele tava impaciente. Tinha um casal de brasileiros numa mesa e chegou outros 2 estrangeiros, um senhor mais velhinho e uma moça nova, aparentando avo e neta. O casal brasileiro perguntava alguma coisa pro gerente e ele respondia de rompante. Os estrangeiros estavam bem na mesa ao meu lado e queriam pedir algo. O gerente quase gritava: no hablo inglês, no hablo inglês!!
tava chato aquilo ali. Acabei de comer, carne uruguaia muito boa, no ponto, mas o ambiente tava ruim. Levantei logo pra ir pagar, cheguei no caixa e ele resmungava pra eu esperar.
O chivito era 380 pesos e a cerveja 130 e tinha o IVA. Até aí eu sabia. O cara me cobrou 60 pesos pelo pão.
Fiquei indignado porque achei q o pão era uma cortesia pela forma como ele tinha me oferecido. Total da facada 622 pesos. Paguei 620 e fiquei olhando pra cara dele.
O cara me cobrou mais 2 pesos.
Na verdade fiz intencional, queria ver a reação dele e tava me divertindo um pouco com aquele sujeito chato querendo q eu pagasse mais 2 pesos. Levei quase 1 minuto olhando pra cara dele mas paguei. Agora to aqui dizendo pra vocês não irem no estabelecimento desse cara q precisa de umas aulinhas sobre como receber melhor seus clientes 

...exceção a regra, a única pessoa q não foi simpática no Uruguai.
Depois fui andar pela Gorlero. Ver as lojas, o estilo de luxo que respira e aparece por todo lado em Punta. Fui até o final depois fui em direção a igreja de Punta, quase já na ponta da peninsula. Nessa caminhada ae encontrei um cambio de 8,80 na Gorlero n° 630 entre as calles 19 e 21.
Achei q compensava muito já que a cotação oficial nesse dia era 8,95. Troquei 250 reais q ainda tinha e decidi q ia no hostel pegar mais dinheiro pra trocar ali porque sei lá se ia achar coisa melhor na viagem, arriscando chorar um cadinho de achasse cambio melhor depois. Não achei!! Melhor cambio da viagem, acredite!!! em Punta Del Este, a caríssima Punta Del Este, quem diria. Voltei pro hostel olhando as carissimas lojinhas de souvenirs. Você compraria um ima de geladeira por 8 reais??
não né!! mas se você quiser trazer um do Uruguai vai ter que pagar!! 3 imas de geladeira por 200 pesos?? assalto!!
no domingo achei uma lojinha vendendo 3 por 180 e como sou viciado em imas de geladeira dos lugares onde passo, comprei ali. Caaaaro, mas era o melhor q tava tendo. Fui pro hostel pegar mais dinheiro pra trocar. Caiu mais uma pancadona de chuva. Mas foi a ultima da viagem!! Saí de novo e dessa vez, já quase anoitecendo, fui apresentado ao implacável vento de Punta. Como venta. Nunca passei por um vento assim tão forte. Ele chega a te empurrar. Não tava frio, tava uns 18 graus, mas essa ventarola dava uma sensação bem gelada.
Voltei lá naquele cambio de 8,80 e troquei mais 300 reais. Passei no Casino Nogaró pra ter meu primeiro contato com um cassino. A galera aposta alto lá. Velhinhas dominam. Só olhei um pouco porque depois de uma noite viajando e um dia andando eu já tava pregado. Passei num supermercado, Devoto (você vai ver trocentos dele pelo Uruguai), comprei um gatorade de maçã (48 pesos) mais pra experimentar porque nunca tinha visto aqui no Brasil.
Horrivel, parece bala de maçã verde derretida!! comprei uns lanchinhos recheados de presunto e queijo por 45 pesos e uma latinha de cerveja Norteña 37 pesos. A Norteña foi a melhor cerveja que provei no Uruguai, gosto de sabores mais fortes.
Fui pro hostel ver se socializava mas a turma tava meio parada e eu muito cansado. Cama!
Sábado, 19 de março de 2016
Belo sábado de sol. Céu azul, sol bombando, temperatura super boa, 18 graus, já tava afim de alugar uma bike e pedalar, pedalar, pedalar, pedalar até o SAMU do Uruguai me resgatar. O staff do hostel me indicou uma lojinha na rua de tras. Fui lá e era 250 pesos para o dia todo até 19:30. resolvi ir dar uma pesquisada em outras lojinhas na região da Gorlero que dessem o horário até mais tarde pois queria pegar o por do sol em Casapueblo e isso seria lá pelas 18:45 e não daria pra devolver a bike até 19:30. Só que as lojas da região da Gorlero também fechavam lá pelas 19h e o preço do aluguel deles era 500 pesos. Só porque tao no meio da zona turistica eles metem a faca. Voltei pra lojinha do simpático tiozinho na rua de tras do hostel (calle Joaquin Lenzina) e aluguei lá, já desistindo do por do sol em casapueblo. Isso era umas 11 da manhã e eu parti no pedal em direção a La Barra. Fui pedalando pelo acostamento da rodovia, pertinho da Praia Brava. A rodovia, que é mais uma avenida, não tinha grande transito e tava bem de boa pedalar por ali. Você vai passando e vendo mansoes chiques, uma coisa meio zoropa. Parei algumas vezes, tirei umas fotos, fui na praia molhar o pé. A praia tava deserta. Apesar do solzão já era fim de verão, a temporada já tinha acabado e a temperatura era só 19°. muito mais pra pedalar que pra nadar. Depois de mais ou menos uma hora de pedal cheguei na ponte Lionel Vieira, aquela ondulada. Atravessei a ponte, tirei umas fotos, observei o outro lado e voltei.
Pedalada super boa voltando pra Punta, parei num quiosque pra comprar agua e a garrafinha era 45 pesos!!!
Lembrando que gatorade no supermercado era 48. Passei no hostel e mais ou menos umas 14h eu saí pra Casapueblo. Aí é pro outro lado, você vai pro Conrad e dali segue pedalando pela orla da Praia Mansa, mas é mais longe que La Barra. Começou a ventar mais forte, parei pra tirar fotos mais vezes, tem uma subidinha trash pouco antes de chegar em Casapueblo e cheguei lá umas 15:30. amarrei a bike num poste lá e entrei. A entrada em Casapueblo custa acho q foram 250 pesos. Você pode pensar q é caro, mas não é todo dia q você vai lá e Casapueblo é lindo, encanta, tem fascinio e tudo mais. Você começa a visita numa sala onde você assiste um video sobre a historia de Carlos Paez Vilaró, que criou Casapueblo. Fiquei sabendo que um dos filhos dele era um dos que estavam naquele avião uruguaio que caiu nos Andes em 72 e que tiveram até que comer a carne dos colegas mortos pra sobreviverem. Ali tem uma lanchonete. Como não tinha almoçado, comi 3 paezinhos recheados com doce de leite. 5 pesos cada um, bem gostosos e deu pra enganar a fome. A visita em Casapueblo não é em toda a construção já que algumas partes são fechadas pra visita. Dá pra subir um nivel e descer outro. E rende otimas fotos. O contraste daquela construção branca, algo que lembra Santorini, com o rio da Prata é muito bonito. Foi um dos pontos altos no Uruguai, recomendo muito Casapueblo. E se tiver disposição vá de bike porque onibus la fora não passa, você tem q descer na rodovia, e pedalar por ali é muito gostoso.
Saí de lá 16:45, ventava ainda mais e pedalar contra o vento não é facil. A volta foi mais penosa. Ja tava sentindo frio, não pela temperatura em si, mas pelo vento que era demais. Pedalava, pedalava e parecia não andar quase nada.
Eta ventinho danado. E umas nuvens foram aparecendo e melaram o por do sol depois de um belo dia azulado.
Depois de muita luta cheguei em Punta depois de 18h e ainda dei uma voltinha de bike pela area do porto antes de devolve-la. Bom demais pedalar em Punta, muito bom mesmo. Passei no hostel, tomei um banho e saí pra epopeia de comer sem empobrecer.
Fui no Fish and chips, um barzinho bacana na calle 27 pertinho da Gorlero. Pedi uma cerveja Patricia e medianitos de pollo.
:'> A Patricia é mais aguada. Mas o franguinho tava bom demais, só não lembro mais quanto paguei porque não trouxe recibo de lá, mas foi algo perto de 400 pesos. Sim meu caro, o Uruguai é caro, mas esse barzinho valia o preço, comida, ambiente e atendimento muito bons. Acabei indo lá porque vi q eles tavam curtindo as fotos q eu tava postando no Insta então fui lá pra ver qual era a do lugar. Gostei! Na rua, vento, ventania, ventarola e mais vento. 18 graus com sensação de 15 ou menos. Passei no Conrad e fiquei lá um tempão vendo o povo torrar sua grana nas maquininhas. E jogam alto hein. Fico abestado com isso. Bem, não sejamos hipocritas, eu tava em Punta, capital da jogatina, por que no?
A maioria das maquininhas você joga em dolar mas tem umas q aceitam pesos uruguaios também. Fui numa lá e coloquei uma nota de 50 pesos. Vai que...só que não!!
perdi, claro, mas joguei num cassino de Punta ora pois.
Você vai no Rio e não vai no Cristo? Você vai em Salvador e não vai no pelourinho? Você vai em Paris e não vai na Torre Eiffel? Então! Eu não ia dizer q fui em Punta e não joguei no cassino! Mas chega, já perdi minha graninha e vou continuar só olhando. Dei uma voltinha nas redondezas pra ver se o sábado a noite tava bombando em Punta mas tava nada. Tinha uns restaurantes com musica ao vivo, até bem legal, mas nenhum sinal de galera baixando geral pra alguma balada Voltei pro hostel e tinha umas argentinas muito doidonas lá fazendo a despedida de solteira de uma amiga, subindo na mesa, essas coisas...no hostel eles vendem uma cerveja artesanal de Punta chamada O'Neill. Pedi uma lá e fiquei curtindo a festinha da doidinhas hermanas até a madrugada. 
Domingo, 20 de março de 2016
Dia de arrumar a mochila e partir. Tomei café, fiz checkout, deixei a mochila na recepção e fui andar dar uma voltinha. Fui comprar uns imas de geladeira que apesar de carissimos ainda achei uma “promoção” de 3 por 180 pesos só pra não dizer q não comprei nada de Punta. Na verdade, Punta é o lugar onde tem mais opção de comprar lembrancinhas no Uruguai, nos outros lugares achei poucas opções. Passei no porto pra ver se tinha o tal do lobo marinho mas não vi nada. Deve ser mais cedo e isso já eram 11 da manhã.
Resolvi tentar sacar dinheiro pra ver se meu cartão tava funcionando pra saque no exterior ou se era zica do aeroporto. Fui dessa vez num caixa Banred e nele consegui sacar. Saquei 4000 pesos. O Banred cobra uma taxa de saque de 197,70 pesos. Então pelos 4197,70 pesos o saque em reais ficou em R$ 512,57 que deu uma cotação de 8,18. Melhor q a do aeroporto, mas pior q a dos cambios de Punta. Mais a taxa do Bradesco de 12 reais pelo saque no exterior e mais o IOF que deu 32,70. No fim das contas, gastei com esse saque R$ 557,27 pra levar 4000 pesos, o q dá um pessimo resultado de 1 real=7,17 pesos.
Saque no exterior não vale a pena. Apesar dos riscos, o melhor é levar dinheiro vivo mesmo. Eu quis tentar o saque porque nunca tinha sacado no exterior, no aeroporto não tinha conseguido e tinha q saber se meu cartão funcionava no exterior, pra ficar mais tranquilo no caso de uma emergencia. Mas é isso, leve seu cartão habilitado pra saque, mas só faça isso em caso extremo. Cotação e taxas não são nossas amigas...
Por fim fui no mirante do La Vista. Tem um elevador panoramico e a entrada é 200 pesos. Vale a pena pela vista. É muito legal. Tem um restaurante giratorio la em cima, vai rodando bem devagarinho e dá pra você sentar num sofá e ter a vista 360° lá de cima. Mas deve demorar pra girar tudo. A vista é muito bonita e eu recomendo subir.
Desci de lá quase meio-dia e meia, passei no hostel, peguei a mochila e fui pro terminal. Comprei a passagem pra Montevideo no onibus de 13 horas. Fui pela Copsa. Nao tive muita sorte com a Copsa porque os onibus nunca eram da Copsa mas de uma contratada. Era Marcelo Turismo ou coisa assim, portanto não tinha wifi. So os onibus da Copsa mesmo tinham wifi e a Copsa trabalha muito com onibus terceirizados.
O preço é igual da Cot, 266 pesos mais 10 da taxa do terminal. Mas a Cot sempre vai com onibus próprios, com wifi, e a Copsa usa muito esses outros onibus q vem com uma plaquinha embaixo “a serviço da Copsa”. Wifi fail.
Cheguei em Montevideo 15:30 no terminal de Tres Cruces. Como não tinha almoçado e a essa altura da viagem já tava racionando na comida nesse caríssimo pais fui caçar comida no terminal. Na praça de alimentação fui numa lanchonete, California Burrito, e pedi um burrito de lomo, 150 pesos, bem servido e muito gostoso.
:'> Caro? Nivel Brasil, sim. Nivel Uruguai, não!
Dali fui pro ponto de onibus em frente ao terminal e logo passou a linha 183 pra Pocitos. Nessa linha o motorista é que era o cobrador. Mas nem sempre. Pode ser que tenha cobrador no onibus. Quando não tem tá escrito em baixo em vermelho: coche com cobrador conductor, ou coisa do tipo. A passagem urbana em Montevideo custa 28 pesos. Paguei o motorista, entrei e sentei. Logo o motorista começa a gritar: chico! chico! A moça da frente já me avisa: ele tá te chamando. Pensei: putz, que será q deu merda? Fui lá na frente e ele me aponta pra catraca do busão com um ticketzinho pendurado. Ah tá, então eu tenho q pegar o ticket.
Só isso. E o q se faz com o ticket? Nada! Trouxe pra casa de lembrança até eu enjoar dele hahaha. Desci em Pocitos a 3 quadras do hostel. Fui para o Destino26.
Hostel muito confortável, a melhor cama que já dormi em hostel ate hoje, gostosa pra caramba. Mas falta um barzinho dentro do hostel pra dar aquela vibe mais legal. Achei poucos banheiros também. Se o hostel estivesse cheio ia ser meio dificil pra tomar banho, ir ao banheiro e tal, principalmente naquele inicio de noite q geral tá lá. Mas tinha pouca gente. No meu quarto só um brasileiro de poucas palavras q ficava o tempo todo no notebook e saía cedo, de terno, sempre falando em negocios. Deixei as coisas no hostel e, não viajo pra ficar sentado em hostel, rua! Vento, vento. Mas bem menos vento que em Punta, um vento q já to mais acostumado. 19 graus numa nublada tarde de domingo, domingo em q começava o outono, por causa do vento tava até friozinho. Fui procurar o Castillo Pittamiglio, uma dica q me foi dada pelo felizzz aqui no mochileiros.com. O castelo fica pertinho de Pocitos, na rambla que divide com Punta Carretas, de frente pra um quiosque chamado Complejo Punta Pocitos. Cheguei lá 16:45, sem saber de nada, só pra ver qual era a do lugar e tinha visita guiada as 17h. Sorte!!
as visitas guiadas são de terça a domingo as 17h e custa 130 pesos. O grupo da visita era pequeno, 7 pessoas. A guia era otima e o castelo, cara, o castelo, vá no castelo, faça essa visita, eu curti demais e pra mim foi um dos pontos altos.
A historia do castelo, a mistica toda envolvida, as relaçoes que o criador do castelo, Humberto Pittamiglio, tinha com a alquimia, a maçonaria, os simbolos em geral, as historias sobre ele. A guia contava sobre a visita de pessoas do Vaticano no castelo a portas fechadas e os mitos q rolam sobre o Santo Graal estar lá. A amizade que Pittamiglio tinha com o Papa Joao XXIII, um cara q era gay e nunca foi aceito na maçonaria. A capelinha q ele fez pra mae dele e o boato q os restos mortais dela poderiam estar lá. Os andares q representavam o inferno a terra e o ceu. Poderia ter muito mais coisas interessantes ali mas teve uma vez q o castelo foi saqueado e muita coisa levada. Tem um salao no segundo andar, que seria um templo do sol, onde a acustica faz com q se você ficar bem no meio do salao e falar alguma coisa vai sentir como se sua voz fosse amplificada. E esse mesmo efeito você sente também ali pertinho, bem ao ar livre, na esquina da rambla de Pocitos com a avenida Brasil, numa pracinha que chama Espaço Tiradentes (sim, o Tiradentes mesmo q você tá pensando) e bem no meio do circulo do Tiradentes você sente o efeito da voz amplificada. Você vai andando pela pracinha e falando ou cantando e quando passa no meio do circulo sente algo diferente na sua voz. Cara é muito doido!! mistériossss. E olha q eu ainda nem tinha ido atras da marijuana 
Voltei pro hostel depois de curtir muito a visita no castelo, tomei banho e saí de novo. Pertinho do hostel tinha uma lanchonete com comida venezuelana. Comi uma arepa, que lembra a tapioca, e uma cerveja Stella. Não lembro o preço porque não trouxe a notinha, mas tudo deu uns 300 pesos. Dali fui na missa numa paróquia ali perto, San Juan Bautista. Era Domingo de Ramos e eu nunca tinha ido numa missa em espanhol.
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