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Mari D'Angelo

Holanda de trem – Roteiro de 3 dias

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Essa foi nossa segunda vez em terras holandesas, e já que da primeira conhecemos só a capital Amsterdam, dessa vez decidimos explorar as cidadezinhas próximas também. Fizemos tudo de trem, o melhor custo benefício em relação a transporte pois as passagens são baratas e as cidades são bem perto umas das outras. Foram 4 cidades em 3 dias e apesar de parecer corrido, deu pra aproveitar tudo com calma! Foi a primeira vez que viajei meio sem roteiro, com dias livres para simplesmente andar sem rumo e descobrir o que cada lugar tinha a oferecer.

 

Para comprar as passagens pesquisamos tudo no site do sistema de transportes nacional, o http://www.ns.nl, dá pra simular os valores e ver os horários dos trens. Mas atenção! Algumas cidade tem nomes diferentes do que conhecemos, se não estiver escrito corretamente em holandês, você não vai encontrar. Decidimos comprar na hora em cada lugar pois os trens tem intervalos bem curtos e assim podíamos ficar mais flexíveis.

 

O sistema funciona muito bem! A maioria das estações são super modernas, tem lockers para deixar as malas e você pode comprar os bilhetes em máquinas ou nos balcões de venda. As informações de horários e plataformas são bem indicado nos painéis. Os trens são extremamente pontuais e tem wi-fi grátis!

 

Dia 1 – Utrecht e Gouda

 

Chegamos no aeroporto de Schiphol em Amsterdam e já pegamos o trem direto de lá para Utrecht, o trajeto dura pouco mais de meia hora. Saindo do trem você já está no centro e para chegar no centro não demora mais do que 5 minutos. Tudo pode ser feito a pé.

 

A cidade é daquelas pequenininhas e super fofas! Sua maior atração é a torre gótica Domtoren, que pode ser vista de quase toda a cidade e (dizem) oferece uma linda vista. Alguns passos depois fica a catedral gótica Domkerk e ao lado, o Jardim monástico Pandhof, um dos lugares mais lindos de lá! Entre os diversos canais, o Oudegracht é um dos principais e fica abaixo do nível da rua, com alguns restaurantes charmosos beirando suas águas. Se quiser um lanche rápido experimente as batatas fritas no cone, já é bom por ser batata frita e eles ainda colocam uns molhos deliciosos!

 

A cidade tem uma atmosfera bem vibrante, suas ruas são cheia de cafés, restaurantes e lojas que atraem uma boa quantidade de turistas. Ficamos meio dia por lá antes de partir novamente para a estação de trem.

 

A outra metade do dia foi em Gouda, que como o nome sugere, é o berço do delicioso queijo, produzido por fazendeiros nos arredores da cidade. Às quintas-feiras acontece um tradicional mercado de queijos e no sábado uma feira livre com diversas bancas onde é possível pedir por peso, assim já dá pra sair comendo na hora. Difícil é escolher só uma das opções!

 

Ainda falando de comida, Gouda também é famosa pelo Stroopwafel, um delicioso waflle prensado com recheio de caramelo. Não deixe de experimentar um feito na hora, sério!

 

O ponto central é a Praça Markt, onde fica o maravilhoso prédio da prefeitura em estilo gótico e encantadoras janelinhas vermelhas. Lá também fica um museu que conta a história do queijo e diversos restaurantes com preços não muito convidativos. Não deixe para jantar muito tarde, muitos lugares encerram as atividades por volta das 22h.

 

Fazer uma pequena caminhada beirando o canal principal é super agradável e no fim você ainda descobre um dos moinhos da cidade (nada mais holandês, né?).

 

Obs. O nome da cidade em holandês é pronunciado “rráuda”, caso não fale desta maneira provavelmente você não será entendido.

 

Dia 2 – Haia

 

Haia, diferente de Utrecht e Gouda, tem também seu lado mais moderno. Embora conserve a atmosfera de cidade pequena, seu skyline tem prédios novos e diferentões.

 

É lá que fica a sede do governo e monarquia holandeses e alguns museus fantásticos! O Mauritshuis está repleto de obras de grandes mestres holandeses como Rembrandt e Vermeer, autor do quadro “Moça com brinco de pérola” lá exposto. Além disso a luxuosa “casa” pertencia a Maurício de Nassau, um dos responsáveis pela colonização holandesa no Brasil.

 

Outra atração super interessante é o Escher in et paleis, um museu sobre o incrível trabalho de M. C. Escher, que mostra desde as obras iniciais até as gravuras mais conhecidas com imagens surrealistas e ilusões de ótica. Os lustres de cada sala tem formatos diferentes como caveiras, vasos, pássaros…

 

Uma dica pra fugir dos restaurantes da praça central é o Le Cafe, um simpático bistrô que serve comidinhas deliciosas por um preço justo. Pode pedir o vinho da casa sem medo!

 

Dia 3 – Amsterdam

 

É claro que Amsterdam merece mais de um dia, eu diria uns 3 pra curtir tudo com calma, mas como já conhecíamos a capital holandesa, resolvemos ficar só um dia, ver alguns pontos que não vimos da outra vez, como o Rijksmuseum, admirar os prédinhos holandeses tão típicos e lindos e caminhar um pouco sem rumo pra sentir a cidade.

 

Veja aqui um roteiro com as principais atrações de Amsterdam: http://www.queroirla.com.br/pelos-canais-de-amsterdam/

 

ps. Em Haia e Amsterdam ficamos na rede de hostels StayOkay e com certeza recomendo! Tudo é bem limpo e organizado e o café da manhã incluso é bastante completo.

 

 

Sobre os trens, aqui vai um resumo de valores (p/ 2 pessoas, com taxas) e durações aproximadas das viagens.

 

Amterdam Schiphol – Utrecht: € 19,40 / 40 minutos

Utrecht – Gouda: € 14,60 / 20 minutos

Gouda – Haia (Den Haag): € 13,00 / 25 minutos

Haia – Amsterdam Centraal: € 25,00 / 50 minutos

 

*Valores de Junho/2016

 

Post original com fotos e links: http://www.queroirla.com.br/holanda-trem-roteiro-3-dias/

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    • Por MatheusRedfield
      Oi gente, não sei se pode esse tipo de postagem mas queria saber: Vocês já compraram algo no Civitatis? deu certo? Vi umas excursões baratas lá e fiquei meio desconfiado. Vocês recomendam?
    • Por Lucas Marcatti
      Pessoal que quer saber mais sobre como pedalar pela Europa, eu escrevi um livro sobre minha jornada pelos cantos deste velho conitnente.
      E lá se foram 3 longos anos desde que retornei de Atenas após minha soberana aventura pelos cantos de um velho e mitológico continente, provavelmente foi o ano mais incrível e inesperado da minha vida até agora.
      .
      E depois de muito trabalho, o livro está terminado, sim, eu tenho um livro!! Eu mesmo o fiz, nem acredito, escrevi 444 páginas de um livro! E é com uma imensa alegria que venho compartilhar com vocês esse trabalho que fui cultivando durante esses anos.
      .
      O livro está prontinho e só esperando para entrar em produção, mas para tornar esse sonho em realidade e poder compartilhar essa minha aventura com vocês, eu precisarei da sua ajuda, apoiando e compartilhando essa campanha no Catarse com amigos e familiares.
      .
      Clicando no link você saberá mais sobre o livro e as recompensas que acompanham esta campanha. Acesse e entenda melhor como funciona, é hiper simples! O site é melhor vizualizado pelo computador.
      .
      Eu realmente espero que juntos possamos fazer esse sonho se realizar!
      Link com informações completas sobre olivro e a campanha: 
      https://www.catarse.me/peloscantosdaeuropa

       
       






       





       
    • Por Lucas Marcatti
      CICLO-AVENTUREIROS E CICLO-AVENTUREIRAS! ESTÁ NO AR!!
      .
      E lá se foram 3 longos anos desde que retornei de Atenas após minha soberana aventura pelos cantos de um velho e mitológico continente, onde passei por 14 países da Europa percorrendo mais de 10MIL KM de bicicleta, provavelmente foi o ano mais incrível e inesperado da minha vida até agora.
      .
      E depois de muito trabalho, o livro está terminado, sim, eu tenho um livro!! Eu mesmo o fiz, nem acredito, escrevi 444 páginas de um livro! E é com uma imensa alegria que venho compartilhar com vocês esse trabalho que fui cultivando durante esses anos.
      .
      O livro está prontinho e só esperando para entrar em produção, mas para tornar esse sonho em realidade e poder compartilhar essa minha aventura com vocês, eu precisarei da sua ajuda, apoiando e compartilhando essa campanha no Catarse com amigos e familiares.
      .
      Clicando no link você saberá mais sobre o livro e as recompensas que acompanham esta campanha. Acesse e entenda melhor como funciona, é hiper simples! O site é melhor vizualizado pelo computador.
      .
      Eu realmente espero que juntos possamos fazer esse sonho se realizar!
      .
      De coração ❤️   https://www.catarse.me/peloscantosdaeuropa   ❤️




















    • Por panda
      Meu primeiro mochilão pela Europa foi no longínquo ano de 2004 (mesma época em que entrei aqui no fórum).
      Acredito que a frase acima já lhe permita imaginar como minha viagem foi bastante diferente, levando em conta o quanto o mundo evoluiu em 15 anos.
      Sem mais delongas, vou citar abaixo 10 itens/coisas que levei em meu primeiro mochilão e que hoje poderia dispensar.
      As imagens são meramente ilustrativas.
       
      1. Câmera Fotográfica
       

      Eu sei exatamente o que você está pensando: em 2004 câmeras digitais já eram (quase) populares.
      Sim, já eram. Inclusive levei uma delas comigo (daquelas fininhas point and shoot).
      O problema é que minha câmera digital usava pilhas palitos que se desgastavam rapidamente.
      Além disso, meu irmão tinha uma câmera analógica semiprofissional da Canon e eu a levei acreditando que as fotos ficariam muito melhores do que na outra.
      A Canon era pesada, com uma lente grande...e não era fácil de guardar em uma mochila.
       
      2. Carregador de pilhas

      Mais barato do que comprar pilhas todos os dias para a minha câmera, eu comprei um carregador com 4 pilhas recarregáveis.
       
      3. MP3 Player

      Nada como ouvir uma boa música enquanto você espera o trem chegar...ou antes de dormir, depois de andar quase uma maratona para conhecer o maior número de pontos turísticos na cidade que se visita.
      Aliás, cabe salientar que meu mp3 player também usava pilhas palito.
       
      4. Despertador/relógio

      Levei dois relógios de pulso (um com o fuso do Brasil e o outro com o fuso local), mas descobri alguns dias antes da viagem que ambos tinham o som do alarme muito baixo (e eu o sono muito pesado).
      Diante deste problema, corri para uma loja de 1,99 e comprei um despertador (só pra garantir...sabe como é...).
       
      5. Lanterna

      Quando você dorme em um quarto com 8 ou 10 pessoas que você não conhece, é sempre bom ter uma lanterna pra encontrar o caminho do banheiro ou algum item perdido na sua mochila bagunçada.
       
      6. Dicionário

      Como já tinha certo conhecimento da língua inglesa, levei comigo um dicionário português/francês, pois passaria por 3 países francófonos.
       
      7. Diário de viagem

      Para guardar boas lembranças, além de registrar informações importantes (que depois compartilhei aqui no fórum), levei um caderno ou diário de viagem. Tenho ele guardado até hoje.
       
      8. Guia de viagem / mapas em papel /outros tantos papéis

      Levei um livro/guia de Amsterdã que emprestei de um amigo, além de várias páginas impressas com dicas que encontrei na rede (como ir da estação de trem/aeroporto até o hostel, principais pontos turísticos, onde comer gastando pouco, etc).
      Lembrando que o mochileiros.com tinha apenas 2 anos na época e a internet ainda não dipunha de tantas informações compartilhadas entre viajantes.
      Além disso, me utilizei de vários mapas em papel que ganhei ou comprei pelo caminho.
      Sem falar, é claro, nos tickets de trem/ônibus/avião que eu precisava guardar em minha mochila.
      Enfim...muitos papéis.
       
      9. Roupas em excesso / Peso em excesso

      Ainda que o mochilão tenha ocorrido no inverno, calculo que levei quase o dobro de roupas que eu efetivamente usei. Lavei algumas peças nos hostels e outras nem cheguei a usar.
      Isso impactou principalmente no peso de minha mochila (e em dores nas costas).
       
      10. Kit de costura

      Pensei muito se incluía ou não este item na lista, pois ele efetivamente salvou a minha vida (metaforicamente, é claro).
      Em razão do citado excesso de peso em minha mochila, somado ao fato desta não ser de uma qualidade muito boa, sofri um acidente quando aguardava meu trem na estação de Bonn, na Alemanha.
      Minha mochila simplesmente rasgou o fundo, despejando minhas coisas diante de uma plateia de alemães incrédulos com a cena.
      Embora inicialmente desesperado, vi o kit de costura no chão e o usei para costurar minha mochila.
      Entretanto, não foi tão fácil assim.
      As linhas do meu kit eram de má qualidade e quebravam quando eu tentava costurar um material tão duro quanto a mochila. Diante de tal infortúnio, não tive dúvidas: costurei com algo muito mais resistente, fio dental.
      A mochila ficou feia, mas aguentou o resto da viagem sem problemas.
      Pensando melhor...talvez seja bom manter o kit de costuras...
       
      Enfim, esta é a minha lista.
      É fácil perceber que o smartphone substituiu a maioria destes itens que citei, dentre outros que acabei não citando aqui (talvez em uma parte 2).
      E você? O que não levaria no seu próximo mochilão?
       


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