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Bora viajar?

BOLÍVIA – CHILE – PERU EM 23 DIAS (ABRIL/2016) POR $ 1.300,00 DÓLARES NA VIAGEM

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BOLÍVIA – CHILE – PERU EM 23 DIAS (ABRIL/2016) POR $ 1.300,00 DÓLARES NA VIAGEM

[T-U-D-O MESMO = $ 1.900,00 DÓLARES]

 

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[Você pode ler esse relato ao som de Give me Everything (

)

 

ÍNDICE DO RELATO:

 

Cap. 1: Preparativos para viagem

Cap.2: Rio X Santa Cruz de La Sierra X Sucre X Uyuni – O dia que nunca acabava

Cap. 3: Vivos em Uyuni – Três dias incríveis

Cap. 4: Lagunas Altiplânicas, desertos, muitas fotos e o mal da altitude

Cap.5: A madrugada congelante dos Geisers (-8ºC) e a despedida confusa do Uyuni

Cap.6: Chegada à belíssima cidade de San Pedro de Atacama + Valle de la Luna e Valle de la Muerte

Cap.7: As Piedras Rojas, as Lagunas Altiplânicas e o Salar de Atacama

Cap.8: O Salar de Tara e a despedida do Atacama

Cap.9: Cruzando à fronteira do Peru pra chegar em Arequipa

Cap.10: Um dia no Cañon del Colca pra ver o famoso voo dos condores

Cap.11: O dia que vi um Oásis pela primeira vez e me acabei no sandboard

Cap. 12: Um passeio pelo oceano Pacífico – Islas Ballestas e Reserva Nacional de Paracas

Cap.13: Vivos em Cusco

Cap.14: O Vale Sagrado dos Incas

Cap.15: O caminho da morte até Águas Calientes

Cap.16: O sonho de conhecer Machu Picchu (sem nuvens)

Cap.17: Partiu Puno... COM emoção!

Cap. 18: Puno e o passeio pelas Islas flutuantes de Uros no Lago Titicaca

Cap. 19: A beleza e o encanto da Isla del Sol com sol!

Cap. 20: Chegada à caótica La Paz

Cap. 21: O desafiante Downhill pela Estrada de la Muerte

Cap. 22: Chacaltaya – vencendo a altitude + Valle de la Luna – formado por sol, água e ar

Cap. 23: City tour guiado cheio de curiosidades pelas ruelas de Laz Paz

Cap. 24: O passeio em Tiwanacu e a tarde de compras e tatuagem

Cap. 25: A volta interminável para o Brasil

 

CAP. 1: PREPARATIVOS PARA VIAGEM

 

Falaaa ae galera!

 

Vou começar meu tão esperado relato detalhado (talvez não tãooo detalhado como eu queria, porque vou te falar que a viagem é foi incrível, mas eu sou tão cabeçuda que não anotei tim tim por tim tim na hora e agora a memória tá falhando... caraaaa é sempre assim: a gente acha que vai lembrar de tudo, que não precisa anotar na hora, que temos que viver tudo que há pra viver... aí chega na hora de contar pro amiguinhos dá branco! JUROOOO que vou me esforçar o máximo pra contar cada ronco, cada tropeço, cada flash que vivemos) do mochilão de 23 dias que eu fiz pela Bolívia, Chile e Peru.

 

P.S: Minha intenção é postar um capítulo por semana (juro que vou tentar seguir essa meta fielmente).

 

Tenho alguns adendos para fazer antes de começar MESMO!

 

Primeiramente, gostaria de agradecer 557 vezes ao meu parceiro Rodrigo Alcure, meu mestre, meu guia, minha luz (só não falo que foi meu tudo, porque tenho namorado e ele ia matar o Rodrigo coitado!). Rodrigo foi parceiraço, tirou várias dúvidas, me ajudou com roteiro, teve paciência, não mandou uma bomba pra explodir minha casa de tanto que eu perturbava ele!

 

Foi a partir do relato da viagem que o Rodrigo fez em 2015 que planejei todo meu roteiro pra mesma época pra minha viagem em 2016. Pena que a cotação do meu dólar também não imitou a do dólar do Rodrigo! :/

Em segundo lugar, queria dizer que o Mochileiros.com é um site FODA pra caralh$%&* que ajuda milhares de viajantes como eu e acho que o mínimo que posso fazer é retribuir tudo isso me colocando acessível para tirar qualquer dúvida ou dar dicas pra quem quiser.

 

Pra quem não sabe, eu sou mochileira há 3 anos e procuro fazer, pelo menos, uma grande viagem por ano. Decidi criar um blog pra compartilhar toda bagagem de dicas, micos, perrengues, reflexões e inspirações pra quem vive (ou quer viver) uma VIDA MOCHILEIRA. Eu também tenho o IG (@vidamochileira) onde procuro postar só lugares que eu realmente já vivenciei, porque se alguém quiser dicas eu sei que estarei pronta pra ajudar! Segue lá!!!

 

Em terceiro lugar (caracaaa essa mulher “fala” muitooo), gostaria de agradecer ao time que fez esse mochilão comigo (VOCÊ SÃO MARAVILHOSOS)! A escalação foi feita durante a viagem, mas o time se mantém entrosado até hoje (não sei por que cargas d’água eu to usando a linguagem do futebol, mas tudo bem!). Quero apenas enfatizar que os amigos que fazemos em mochilões, na maioria das vezes, tornam-se grandes amigos, porque vivem um dos melhores momentos da das nossas vidas com a gente! São eles que ouvem as tuas queixas de bolhas nos pés ou eles que te fazem chorar de rir quando jogam uma sopa quente pro alto que cai em cima deles mesmos (isso aconteceu com Vagner – história para o capítulo de Águas Calientes).

 

Por isso, se você vai sozinho ou sozinha e tá com medo OU pior, se você tá pensando em desistir porque não quer ir sozinho(a): Para de graça! Eu hein! Nasceu grudado em alguém? Para de esperar as pessoas fazerem as coisas com você. Você é responsável pela tua própria felicidade. Tem dinheiro? Tem tempo? Então vai! Para com essa palhaçada de medo. A vida é muito curta pra você ficar de mimimi por bobeira! Se joga no mundoooo!

 

Pronto! Acabei de gritar! Desculpem. Sou dessas que me irrito quando alguém deixa de curtir uma viagem iradíssima porque não tem companhia! Caraaaa eu te garanto 100% que durante a viagem você vai fazer amigos sensacionais que vão fazer do teu mochilão inesquecível! Acredita em mim, segura a minha mão e repete: JÁ DEU TUDO CERTO!

 

Anotem esses personagens porque eles aparecerão com muita frequência nesse relato.

 

- Elisa [RIO] Minha amiga há 6 anos!

- Patrícia [PARANÁ]

- Vagner [marido de Patrícia – PARANÁ]

- Arthur [MINAS]

- Vitor [amigo de Arthur - MINAS]

 

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Bom, acho que já deu pra reparar que falo muito, sou muito expressiva e falo algumas palavras feias (todas com o intuito de ênfase... desculpa ai a galera que é contra esse tipo de linguajar). A minha ideia é fazer um relato bem vivo mesmo, é tentar trazer vocês pro momento que vivi e tentar projetar de tal forma que você consigam se imaginar lá e com isso planejar o relato de vocês com mais confiança.

 

Pra galera que é impaciente ou que não gosta de ler, vou disponibilizar no final do relato uma planilha compilada com todas as informações do roteiro (gastos, transporte, horários, hostels e um roteiro objetivo do mochilão).

 

O ROTEIRO:

 

Esse roteiro é super clássico no Mochileiros.com, mas há quem faça o inverso e vou explicar porque optamos por esse.

 

Li dezenas de relatos onde as pessoas passavam muito mal por causa da altitude a acabavam perdendo um ou dois dias de cama. Por isso, decidimos começar por Santa Cruz de La Sierra, partindo para Sucre e logo depois para o Uyuni para irmos nos aclimatando com a mudança brusca de altitude (alguns não sofrem nada como eu, tive no máximo uma tontura e um leve enjoo. Outros sofrem demais como a Elisa que teve taquicardia, falta de ar, tontura e enjoo).

 

Além disso, o roteiro que fizemos foi bem econômico se você comparar com quem vem do Atacama pro Uyuni. Comparamos com uma menina que encontramos no meio da viagem e a diferença foi de quase 30,00 dólares (filhoooo em época de crise e com o dólar alto, qualquer 1,00 dólar é dinheiro pra caracaaaa).

 

Gostei bastante do roteiro do jeito que fizemos, foi sensacional. No entanto, se tivéssemos mais alguns dias, eu acrescentaria dois no Atacama pra fazer os outros passeios que não deram tempo, tipo a Laguna Cejar (um dia eu volto querida)!

 

02/04 – Rio de Janeiro X São Paulo X Santa Cruz de la Sierra X Sucre X Uyuni

03/04 - Uyuni - Salar de Uyuni

04/04 - Salar de Uyuni

05/04 - Salar de Uyuni X San Pedro de Atacama

06/04 - San Pedro de Atacama

07/04 - San Pedro de Atacama X Arica

08/04 - Arica X Tacna X Arequipa

09/04 – Cañon Del Colca X Arequipa X Ica

10/04 – Huacachina

11/04 – Islas Ballestas + Paracas X Huacachina X Cusco

12/04 - Cusco

13/04 - Cusco – Valle Sagrado dos Incas

14/04 - Cusco X Águas Calientes

15/04 - Machu Picchu

16/04 - Águas Calientes X Cusco X Puno

17/04 – Puno (Uros) X Copacabana

18/04 – Copacabana x Isla Del Sol

19/04 – Isla Del Sol X Copacabana X La Paz

20/04 - La Paz - Downhill

21/04 - La Paz - Chacaltaya + Valle de la Luna

22/04 – Laz Paz – City tour

23/04 – La Paz – Tiwanaku

24/04 – La Paz X Santa Cruz de la Sierra X São Paulo X Rio de Janeiro

 

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OS GASTOS:

 

Os $ 1.900,00 dólares que citei no subtítulo englobam T-U-D-O [PASSAGENS AÉREAS (todas) + TRANSPORTE + ALIMENTAÇÃO + HOSPEDAGEM + PASSEIOS + SEGURO VIAGEM + COMPRINHAS (ninguém é de ferro e tem sempre aquele “preciso levar uma lembrancinha pra fulano, não posso esquecer!”)] durante os 23 dias de viagem. Óbvio que a questão das passagens áreas é bem relativa devido ao seu ponto de partida e à antecedência que você compra suas passagens.

 

Eu e Elisa, por exemplo, decidimos viajar DE FATO (já estávamos estudando sobre o roteiro e tudo mais) faltando três semanas pra data da viagem, ou seja, pagamos uma fortuna na passagem Rio X Santa Cruz de La Sierra (R$ 1.843,00 reais pela GOL). Não conseguimos nenhuma promoção e era ou ir pagando caro ou desistir... optamos pela primeira alternativa ÓBVIO!

 

Se você começar a procurar com, pelo menos, 4 meses de antecedência, sempre rola umas promoções e tem nego que consegue comprar por R$ 600,00 reais (ida e volta.... sérioooo!). Porrannn se tu conseguir comprar a passagem se saída do Brasil por R$ 600,00 teu roteiro já vai ficar $ 300,00 dólares mais barato que o meu!!!

 

Nesse valor total, não estão inclusos os gastos que tivemos com a compra de acessórios antes da viagem (porque isso varia de cada um): toalhas de microfibra, casaco fleece, aquelas paradinhas (tipo uma palmilha) que colocamos dentro do tênis que esquenta durante 8 horas (Elisa usou e aprovou), meias para trekking (são mais grossinhas), etc.

 

ATENÇÃO: Alguns gastos da viagem foram divididos por dois, como galões de água, biscoitos, algumas refeições...

POR QUE LEVAR DÓLAR?

Levamos $ 1.300,00 dólares (os outros $ 600,00 dólares foram gastos já no começo quando compramos o seguro viagem e as passagens da GOL e da AMASZONAS) + R$ 300,00 reais.

 

Levei o real só por via das dúvidas, além do meu cartão Itaú internacional, que desbloqueei a opção viagem antes de ir pro mochilão. NÃO USEI NENHUMA DAS DUAS OPÇÕES! Na verdade, usei o cartão de Elisa pra comprar a passagem de La Paz para Santa Cruz de La Sierra, porque sabe lá Deus o motivo que o meu não passou.

 

Li vários relatos onde as pessoas diziam que era melhor levar dólar do que o real. E de fato foi! O Arthur e o Vitor levaram só o real e tiveram problema pra trocar dinheiro no Chile. Eles tiveram que trocar o real para dólar e depois o dólar para peso!

 

O Dólar te dá mais poder de barganha e você não precisa se preocupar com as trocas de moeda ao longo da viagem.

 

DICA: Quanto maior e mais nova a nota do dólar melhor aceita ela é! Eu levei SÓ nota nova de $ 100,00 dólares e não tive nenhum problema pra trocar dinheiro, já o Vagner e a Elisa tiveram problema com algumas notas de $ 20,00 dólares.

 

COTAÇÕES DAS MOEDAS AO LONGO DA VIAGEM:

 

- 1 DÓLAR: R$ 3,76 reais (quando trocamos no Brasil)

(Na planilha compilada eu coloquei como R$ 3,54 que foi a cotação do dia que voltamos).

- 1 DÓLAR: Bs. 6,91 bolivianos (média durante a viagem - pegamos também 6,85 e 6,95)

- 1 DÓLAR: 670,00 pesos chilenos (média)

- 1 DÓLAR: 3,36 soles (média – pegamos também 3,27)

 

SOBRE AS MOCHILAS:

 

- MOCHILÃO

Usei um mochilão de 65L da Mountain Warehouse (comprei na Inglaterra também), mas vi muita gente usando o mochilão da Quechua (marca de qualidade muito boa) de 50L e 65L.

 

Algumas pessoas me perguntaram sobre o tamanho ideal de mochilão. Isso vai depender da sua viagem.

 

Em todos os mochilões que eu já fiz eu usei o de 65L, no entanto, meu primeiro mochilão não tinha o ferro de suporte pra coluna, então era possível dar biruleibes na hora de embarcar com ele na cabine do avião, pois parecia menor do que realmente era. Vindo da Inglaterra pro Brasil, por exemplo, eu já tive problemas com meu novo mochilão, justamente porque o suporte de ferro pra coluna ultrapassa o limite de altura permitido, então tive que despachar meu mochilão.

 

Eu gosto muito do tamanho do mochilão de 65L e ele foi perfeito pra viagem pela América Latina - até porque não precisávamos ficar preocupados com a questão de cabines de avião e pra ser bem sincera, quase não carregamos o mochilão por longas distâncias como eu geralmente faço pelos mochilões na Europa - mas acredito que o de 50L também satisfaça muito bem a proposta dessa viagem pela América Latina!

 

UMA QUESTÃO IMPORTANTE SOBRE O MOCHILÃO:

 

Se você pretende usar esse mochilão pra diversas viagens, vale a pena repensar o tamanho ideal pro seu estilo!

 

Digo isso porque se você for fazer um mochilão pela Europa e optar por voos low cost como Ryanair e Easyjet existe um Box na entrada do check-in para medição exata do seu mochilão. Às vezes fazem vista grossa, mas às vezes implicam bastante! Se eu mochilão couber no Box: ÓTIMO! Se não couber e eles implicarem, você precisa pagar uma multa de 50,00 euros (em média). Óbvio que só pagará multa quem tiver optado por mala de cabine na hora da compra da passagem, pois no site você pode optar por mala de cabine ou no porão (pagando em média 15,00 euros extras).

 

O mochilão de 40L é ideal para quem não quer se preocupar com questão de multa e faz viagens frequentes no estilo low cost pela Europa, porque assim dá uma boa economizada na hora da compra as diversas passagens. 40L é o tamanho exato das medidas que as companhias low cost exigem (55cm X 40cm X 20cm), no entanto, é pequeno pra uma viagem de 30 dias, por exemplo. Óbvio que isso depende de pessoa pra pessoa. Se você é uma pessoa mais compacta vai na fé que esse é o tamanho ideal pra você!

 

O mochilão de 50L eu acredito que tem o tamanho ideal pra qualquer viagem! A pesar de passar pouquíssimos centímetros das medidas indicadas de da bagagem de mão pelas companhias aéreas, ainda sim dá pra dar um biruleibe e tentar passar na boa! Existir o risco de ser pego, existe, mas é isso! Você tem uma mochilão mais acessível pro seu tipo de viagem, no entanto, em contrapartida tem sempre aquele friozinho na barriga da expectativa: será que a mala passa ou não?! Acho uma ótima opção mesmo arriscando um pouquinho!

 

O mochilão de 65L já é mais robusto e chama mais atenção, até porque quanto maior o mochilão, maior a sensação de que você pode colocar mais coisa e mais difícil é se controlar na questão de ser compacto. Como eu disse, já viajei a Europa toda com o mochilão de 65L de boa (o meu não tinha o suporte de ferro pra coluna, por isso parecia um pouco menor) e só levei multa 2 vezes em pelo menos 20 voos low cost (acho eu que foram até mais voos). Eu sempre compro a passagem de mala só de cabine e rezo pra ninguém me pegar! Ou seja, to com uma margem boa de multa, né? Mas pra ser sincera, fico sempre muito nervosa por causa disso na hora do check-in, então to pensando seriamente em comprar um de 50L também!

 

Agora que você já tem mais ou menos um panorama geral dos tipos de mochilões, faça uma escolha pelo tipo de viagens que pretende fazer agora e também no futuro, pra não gastar dinheiro à toa. Na verdade, tudo é uma questão de perspectiva, porque o de 65L às vezes passa de boa como mala de cabine, a única questão é se você está disposto a correr o risco de pagar multa toda vez que for pego ou se prefere uma viagem mais tranquila!

 

Falando em porcentagem (minha opinião sobre o que estou acostumada a ver, ok?), acredito que uns 8% usem mochilão de 40L, 43% usem o de 50L e os outros 49% usem o de 65%. Essas são minhas estatísticas no ponto de vista da minha vivência! hahahahaha

 

- MOCHILA DE ATAQUE

 

A mochila de ataque nessa viagem é extremamente importante, até mais importante que o próprio mochilão!

 

É na mochila de Ataque eu você vai carregar suas câmeras, casacos, meias extras se precisar, gorro, luvas, snacks, água, remédios, às vezes capa de chuva... Como se fosse uma pequena malinha com “primeiros socorros” pro frio! A maioria das vezes você sai do hostel às 6h/7h horas da manhã e só volta pra casa 20h da noite, então é fundamental que pense em tudo que poderia precisar durante aquele dia. Vale sempre dar uma conferida na previsão do tempo pra tentar nortear tua arrumação.

 

NÃO É PRA VOCÊ PASSAR TUDO DO MOCHILÃO PRA MOCHILA DE ATAQUE... A LOKA!

 

É pra ponderar o que por eventualidade seria legal levar, caso algo aconteça. Não é pra deixar a mochila de ataque mega pesada, porque em alguns passeios você deixa ela na van e vai todo soltinho por aí só com a máquina, mas em outros passeios você vai precisar levar a mochila de ataque com você, como no Machu Picchu. Então preze sempre pelo seu conforto antes de sair amontoando bagulho dentro da mochila!

 

TAMANHO IDEAL PRA MOCHILA DE ATAQUE:

Você não precisa gastar dinheiro pra mochila de ataque. Ela precisa ser de qualidade, com um tamanho legal, mas não precisa ser FODA pra caraca!

 

Eu fui com a mochila que usava na faculdade (que por sinal tava com o zíper de um bolsinho quebrado rsrsrsrsrs #deimole). Era a mochila da Vans, tamanho normal de quando usávamos mochila pro ensino médio, sabe? Mas, depois comecei a pegar bode da mochila, tava me irritando aquele bolsinho quebrado e o tamanho começou a me irritar também!

 

Acho que vale você levar uma mochila de ataque um pouco maior que o tamanho normal de mochila de ensino médio, sabe? Precisa ser mega maior não, mas com um tamanho ideal pra carregar coisas pra uma viagem de dois dias, por exemplo. E, óbvio, com todos os zíperes funcionando muito bem!

 

Falo sobre os dois dias de viagem porque em duas partes da trip você vai precisar deixar seu mochilão no hostel e carregar só a mochila de ataque por dois dias! Por exemplo: quando você for pra Machu Picchu não tem necessidade de carregar o mochilão com você, principalmente se for fazer a trilha da Hidrelétrica (imagina carregar o mochilão ao longo de 12 km). Então, você deixa o mochilão no hostel sem qualquer valor adicional (eles já são acostumados com isso) e vai para Águas Calientes com a sua linda e bela mochila de ataque, chega no hostel em AC e deixa tudo que não for preciso pra Machu Picchu no locker e sobe pra MP com a mochila de ataque vazia só com água, snacks, seu passaporte (vou explicar porque no capítulo de MP), um casaquinho e uma capa de chuva (just in case).

 

Outro exemplo é quando você vai pra Isla Del Sol. O processo é o mesmo, deixa o mochilão no hostel e sai feliz e contente só com a mochila de ataque. O pulo do gato aqui é checar se seu hostel cobra ou não pra deixar o mochilão lá por um dia, se cobra você já fecha o passeio da Isla de Sol pedindo pra agência guardar o mochilão de graça pra você. Como tem muitas opções de agência, todas guardam os mochilões de graça pra segurar os clientes que conseguem!

 

SOBRE COISAS DE FRIO, MOCHILÃO E TREKKING

 

Grande parte das coisas pra viagem eu já tinha em casa e outras coisas como a toalha de microfibra (PRIMARK), as meias de trekking e a palmilha que esquenta o pé por oito horas (SPORT DIRECT) eu comprei na Inglaterra por que tava vindo de lá pro Brasil quando decidimos fazer o mochilão.

 

Meu parceiro mochileiro Rodrigo comprou grande parte das coisas dele na Decathlon (http://www.decathlon.com.br/). Segundo ele, é o lugar mais barato e completo pra se comprar esse tipo de coisas de viagem.

 

CHECK-LIST:

• 4 blusas

• 4 camisetas

• 1 blusa de manga comprida segunda pela (1º camada)

• 1 calça segunda pele (1º camada)

• 1 casaco fleece (2º camada)

• 1 casaco quente impermeável (ou de material ok se pegar chuva) (3º pele)

• 1 calça jeans

• 1 short jeans

• 3 leggings (cores diferentes)

• 10 calcinhas

• 2 sutiãs

• 2 tops

• 1 biquíni

• 6 pares de meia normal

• 2 pares de meias bem grossas

• 1 chinelo

• 1 capa de chuva

• 1 capa de chuva pro mochilão

• 1 toalha de microfibra (secagem rápida)

• 1 toca

• 1 par de luvas quentinhas

• 1 cachecol bom

• 1 lenço pro cabelo (para dias de vento)

• 1 money belt

• 1 travesseirinho de ônibus

• Carregadores portáteis pro celular

• Carregador do celular

• Carregador da Canon

• 3 cartões de memória de 16gb para a Canon (usei um só)

• Equipamentos da Gopobre

• 2 cartões de memória de 32gb para a Gopobre (usei um só)

• Adaptadores de tomada

• 1 protetor solar

• 1 sabonete

• 1 frasco pequeno de shampoo

• 1 frasco pequeno de condicionador

• 1 roupa pra dormir (pijama)

• 1 protetor labial

• 1 repelente (indispensável no dia do downhill)

• 1 desodorante

• 2 cadeados grandes

• 1 celular

• 1 Canon SX40 HS

• 1 Gopobre (SJCAM 4000)

• 1 escova de dente

• 1 pasta de dente

• 1 cortador de unha

• 1 lixa de unha

• 1 kit de remédios

• 1 óculos de sol

• 1 boné

• 1 pinça

• 1 alicate de unha

• 1 gilete

• 1 bloquinho

• 1 caneta

• 1 óculos de grau

• 1 frasco pequeno de ácool em gel

• 1 ecobag (usamos pra levar os snacks e a água de 2 litros separados)

• 1 papel higiênico só pra você (fundamental)

• Anti-concepcional (pras meninas que tomam)

• Maquiagem

• Documentos

• Cartão de crédito internacional desbloqueado (just in case)

• 1 lenço umedecido (tanto homens quanto mulheres devem levar um pacote)

• 1 fone de ouvido

• 1 tapa olho (eu curto usar, porque você dorme bem independente da galera que acende a luz 1:00 da manhã pra procurar alguma coisa)

• 1 tapa ouvido (fundamental para quem for dividir quarto com muita gente)

• 1 canga (usamos pra envolver os travesseiros ou, em casos extremos de frio, como mais uma camada de cobertor rs)

• 1 tênis confortável (só levei 1 tênis, mas levaria 2 pelo simples fato que peguei chuva e fiquei com o pé encharcado por 3 dias. Não senti necessidade alguma da botinha de trekking que a maioria usa da Timberland, primeiro que quando fui comprar achei super desconfortável e segundo que acho feia e nunca usaria isso outra vez). Óbvio que ter um tênis/bota impermeável vai facilitar tua vida pra caraca, mas se você não tem dinheiro pra comprar um, relaxa que o tênis normal vai satisfazer sua viagem de boa (não me arrependi nenhum pouco de não ter levado tênis impermeável), leve apenas 1 a mais de reserva ou uma bota normal, mas que seja confortável!

 

REMÉDIOS (que eu usei):

 

• Paracetamol

• Digesan

• Deocil

• Imosec (fundamental)

• Buscopan

• Diamox (fundamental para enjoo de altitude)

• 1 esparadrapo

• 10 band-aid

• Resfenol (pra gripe)

• Aspirina

• Pantoprazol

• Loratadina

• Bepanthen (tubo pequeno)

 

DOCUMENTOS (guardar até o final da viagem):

 

• Cartões de embarque (GOL e AMASZONAS);

• Seguro Viagem;

• Carteirinha de estudante ISIC (se você tiver);

• Cartão internacional de vacina (ANVISA);

• Reserva do ingresso de Machu Picchu;

• TODOS os micro papéis, boletos e formulários de imigração que te derem durante a viagem guarde. Principalmente os papéis da imigração.

 

Leve uma pasta de plástico flexível para guardar todos os documentos da viagem, isso é muito importante e pode te salvar de pagar multas desnecessárias.

 

Cartões de embarque: Guarde-os até o final da viagem, mesmo que já tenha realizado o voo.

 

Seguro Viagem: Mesmo sendo a pessoa mais sortuda do mundo, faça um seguro viagem, você nunca sabe quando sua sorte pode acabar (nosssa fiz tipo um comercial da Bradesco Seguros agora, né? Rsrsrsrsrsrs).

 

Não precisamos usar o noss, Graças a Deus, mas li diversos relatos de gente acionando o seguro durante a viagem. Importante ressaltar que a maioria, se não todos, dos seguros não cobrem a aventura do Downhill (não deixe de fazer por causa disso.... vale muitoooo a pena).

 

Sem o seguro você vai pagar uma fortuna por qualquer emergência médica, então nem cogite em fazer uma economia burra, porque os seguros são relativamente baratos perto da segurança que você vai ter durante a viagem.

 

Eu fiz pela Mondial Travel, mas paguei um pouco mais caro (total: R$ 201,66) que meus parceiros de viagem, então faça diversas cotações e veja um que atenda às suas necessidades. Fechei com esse por ter sido indicado por vários mochileiros e curti o atendimento deles.

 

DICA: Algumas pessoas tem o serviço de Seguro Viagem incluso no cartão de crédito e pagam uma taxa para ativá-lo, veja se vale a pena no seu caso. Outras pessoas tem o Seguro Viagem embutido nos benefícios da empresa que trabalham, aí basta ativá-lo (na maioria das vezes é de graça).

 

Carteirinha de estudante ISIC (se você tiver): Se você for estudante, vale a pena tirar sua carteirinha internacional da ISIC, pois em muitos lugares e passeios você ganha bons descontos por apresentar essa carteirinha da ISIC. Alguns passeios no Atacama por exemplo, aceitam carteirinhas normais de estudantes, mas no Machu Picchu, por exemplo, só te dão desconto com a ISIC.

 

O melhor desconto da ISIC é no Machu Picchu, porque você paga metade do valor. Em outros passeios você ganha pequenos descontos, sem ser metade do valor.

 

ATENÇÃO: Se você tem a ISIC e está acima da graduação, pode esquecer seu mega desconto no Machu Picchu. Eles só aceitam carteirinhas de graduação.

 

Se você tem a ISIC, mas é maior de 25 anos eles podem implicar (mas nunca se sabe quando). A Patrícia usou a dela em vários lugares de boa no Atacama, mas no Valle Sagrado em Cusco, implicaram!

 

Na hora da compra do ingresso pra Machu Picchu não implicaram com a idade dela, já que ela tinha a carteirinha da graduação. Já o Vagner que tem 25 anos não conseguiu o desconto de estudante no ingresso do Machu Picchu porque tinha carteirinha de Pós-graduação, mas conseguiu desconto de meia no boleto turístico de Cusco, onde a Patrícia não conseguiu porque tinha 27 anos. Olha que confusão! hahahaha

 

Cartão internacional de vacina (ANVISA): A vacina contra febre-amarela é obrigatória, por lei, para entrar na Bolívia (apesar deles cagarem baldes pra isso, ninguém pediu pra ver nosso cartão de vacinação).

 

Se você já tomou essa vacina nos últimos 10 anos, ela ainda é válida e você só precisa ir a um posto de saúde que emita o Certificado Internacional. Se não, você se informa dos horários do seu posto de saúde, toma a vacina na hora e pede o Certificado Internacional (verifique se o posto que você está indo emite o certificado. Eu fui em um que me deram a vacina e 5 minutos depois já me deram o certificado).

 

Reserva do ingresso de Machu Picchu: Reservamos os ingressos de Machu Picchu pelo site oficial (http://www.machupicchu.gob.pe/). Veja bem, RESERVAMOS, não pagamos no site. Acredito que seja uma forma de segurar sua vaga pra aquele dia específico, mas no dia que fomos na Prefeitura acabamos nem mostrando a reserva e compramos direto o ingresso. Se você vai subir só Machu Piccu, acredito que não tenha que se preocupar com os ingressos antecipadamente, se quiser garantir reserve no site, mas acho que não é preciso pilhar nisso.

 

Se você vai fazer a Huayna Picchu ou a Montaña Picchu é preciso comprar seu ingresso com, no mínimo, um mês de antecedência pra garantir seu lugar, porque pra essas duas montanhas existe número limitado de entradas por dia: 200 no primeiro grupo (7-8h) e 200 no segundo grupo (10-11h).

 

MONEY BELT:

 

• $ 1.300,00 dólares

• R$ 300,00 reais (just in case)

• Cartão Itaú internacional

• Passaporte

 

O money belt é a parte mais importante da sua viagem. Nele está sua vida! Então, nunca tire ele de você, leve até pra tomar banho. Sério! Já vi gente ferrar a viagem toda porque foi furtado quando deu mole com o money belt.

 

Óbvio que quando você for mergulhar nos termas ao longo da viagem, dê um jeito de esconder o Money belt no fundo da mochila de ataque e deixe a mochila num lugar que você possa sempre manter os olhos!

 

PREPARATIVOS:

 

Bom, essa viagem já estava no meu radar há algum tempo e nunca conseguia realizá-la. Decidi que faria essa viagem em 2016 e convoquei algumas amigas, a maioria não pôde. Elisa já tinha tirado as férias dela, mas como ainda faltavam alguns dias das do ano passado ela fez um acordo com chefe e tirou os 23 dias pra gente fazer a viagem juntas em abril. E só podia ser abril porque ela iria trabalhar compulsivamente pras olimpíadas e eu voltaria pra Inglaterra (eu moro na Inglaterra atualmente com meu namorado tcheco) em Junho (a princípio, porque agora volto em Setembro hahahaha). Então, era agora ou nunca e decidimos que seria agora!

 

A decisão veio por meados de Fevereiro e como Elisa estava trabalhando direto eu fiquei responsável por ver o roteiro e ir passando pra ela. No final de Fevereiro já tínhamos o roteiro montado todo baseado no roteiro do Rodrigo, eu cheguei até a compartilhar uma planilha compilada no roteiro do Rodrigo nos Mochileiros.com pra ajudar a galera que também tava seguindo essas dicas dele (eu a lokaaaa da planilha).

 

Mas, não contávamos com a merda da alta do dólar (chegou a bater 4,20 quando estávamos planejando a viagem... #fudeuuuuu) e com as passagens tão caras! Aí bateu um certo desespero, vontade de desistir, ver algum lugar pelo Brasil que fosse mais barato e tal. Só que tinha um agravante na nossa situação: Quando eu e ela teríamos férias juntas novamente? Quando eu voltaria pro Brasil de novo?

 

Aí pensamos: Quer saber? Temos dinheiro, temos tempo e já temos roteiro... Vamos fazer essa viagem esse ano!!!! \o/ Caraaaaa! Foi mó correria, porque decidimos isso no dia 5/3 sendo que a viagem ia acontecer dia 2/4. Correeeee pra comprar as passagens! Acabamos pagando uma fortuna nas passagens de saída e retorno ao Brasil (R$ 1.843,42), mas tudo bem. O importante é que de fato iríamos e agora era parar de chorar pelo dinheiro derramado e bola pra frente, tínhamos muita coisa pra ver!

 

- PASSAGEM BRASIL X SANTA CRUZ | SANTA CRUZ X BRASIL (R$ 1.843,42): OK

 

- PASSAGEM AMASZONAS DE SANTA CRUZ X SUCRE ($ 53,14 dólares): OK

 

- RESERVA DO BILHETE DE MACHU PICCHU: OK

 

- SEGURO VIAGEM (R$ 201,66): OK

 

- RESERVA DO PASSEIO DO SALAR DE UYUNI COM A ESMERALDA TOUR: OK

 

Essas foram as únicas coisas que fechamos antes da viagem! NÃO RESERVAMOS NENHUM HOSTEL, NENHUM OUTRO PASSEIO, NENHUMA PASSAGEM DE ÔNIBUS!

 

PORÉÉÉMMMMM... A única coisa que eu teria comprado com antecedência, também, seria a passagem do ônibus de Sucre para o Uyuni, porque se a gente não conseguisse a passagem na rodoviária pro Uyuni ia quebrar todo roteiro porque teríamos que ficar um dia extra em Sucre, apesar de eu já ter em mente um plano B (cortaria Arequipa, infelizmente).

 

E aí por causa disso eu fiquei ansiosa até chegar na rodoviária de Sucre, roí todas as minhas unhas, fui no banheiro umas 648 vezes (JURO), não conseguia relaxar de jeito nenhum. Tudo por causa desse ônibus maldito! Nos relatos que li, a galera dizia que só tinha uma companhia de bus que fazia esse trajeto (Sucre X Uyuni), então caraaaa eu tava uma pilha de nervos porque não queria mudar nada do roteiro (aquela, né? Super apegada às coisas).

 

Então, se eu pudesse dar um conselho seria esse: COMPRE SUA PASSAGEM DE SUCRE X UYUNI PELO SITE DA COMPANHIA 6 DE OCTUBRE. Se não tiver mais pela 6 de Octubre tente ver se existe algum site que venda as passagens da 11 de JULHO.

 

Uma pessoa me passou esse site no Mochileiros.com e achei bem mais bonito e organizado do que o site que vi na época: https://www.ticketsbolivia.com/

 

Reservamos com a Esmeralda Tour com antecedência porque eu queria negociar o valor sem ter um monte de mochileiros em volta (não queria assustar a senhora pedindo desconto e depois mó galera pedindo também). Além do que, queria muito fazer com eles porque li diversos relatos falando bem deles e não queria correr o risco deles estarem lotados (a apegada novamente! Rsrsrsrsrs). A Esmeralda Tour é uma das únicas companhias que param no Salar de Uyuni para ver o por do sol.

 

Conferi no Google se tava tendo manifestação, protestos, competições, ralis, qualquer merda que pudesse tirar meu roteiro de ordem (caraaa eu levo meu roteiro muito a sério, perceberam, né?) e UFA! Não tinha nadica! Só as eleições no Peru, mas que não interferiu em nada nos passeios (ficamos com um pouco de medo, mas saiu tudo como o esperado).

 

Pra finalizar e partimos pro que realmente importa (o relato dos dias), eu só queria compartilhar com vocês que esse foi meu primeiro mochilão super em aberto, apesar de ter meu roteiro super fechado! Sério, parece contradição, mas não é! Eu sabia o que ia fazer em cada dia e tinha um planejamento dos ônibus e hostels que ia pegar, mas não reservei nada justamente porque em um mochilão desse tipo você não pode fechar suas possibilidades!

 

Você precisa ficar flexível pra mudanças de planos e de ideias ou, é claro, para os temidos imprevistos!

 

Tivemos que pegar ônibus diferentes, dormir em hostels diferentes do planejado, mas no fim deu tudo certo. O que quero dizer é: NÃO reserve nada com antecedência também, porque se surgir um imprevisto ou você mudar de plano no meio do caminho você poderá mexer seus pauzinhos com liberdade e sem medo de perder dinheiro.

 

Imagina já ter comprado uma passagem e depois mudar de ideia (perdeu dinheiro) ou decidir ficar mais um dia numa cidade e já ter reservado um hostel na outra (em alguns casos eles devolvem o dinheiro se você avisar com 48 horas de antecedência em outros casos você paga multa).

 

Me deu um certo medinho e muita insegurança viajar assim com a viagem meio em aberto, mas ao mesmo tempo me deu uma puta sensação de liberdade e flexibilidade, sabendo que eu poderia curtir como eu quisesse sem medo de perder dinheiro.

 

E, às vezes, o bom de fechar os hostels na hora é que você pode barganhar descontos (fizemos muito isso e conseguimos alguns). Não fique com medo de não ter onde dormir tem MILHARES de hostels por esses lugares e sempre terá uma opção na pior das hipóteses.

 

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PARTIUUUUU DIA DA VIAGEM!!!!!

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.2) Rio X Santa Cruz de La Sierra X Sucre X Uyuni – O dia que nunca acabava

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Olá Maryana! ::otemo::

Eu também acho que vamos fazer apenas o Canion del Coca em um dia, sem o penar no trekking.

Acho que meu joelho não vai gostar disto não.

Vi que existem outras opções pernoitando em Chivay, mas a ideia de relaxar um dia em Arequipa e curtir a cidade está em animando.

Aguardando o próximo capitulo para fortalecer minha decisão

beijos

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Olá Maryana! ::otemo::

Eu também acho que vamos fazer apenas o Canion del Coca em um dia, sem o penar no trekking.

Acho que meu joelho não vai gostar disto não.

Vi que existem outras opções pernoitando em Chivay, mas a ideia de relaxar um dia em Arequipa e curtir a cidade está em animando.

Aguardando o próximo capitulo para fortalecer minha decisão

beijos

 

Oiii Paulinha!

 

Então, parece que tem vários passeios possíveis em Arequipa, desde os mais tradicionais até os mais aventureiros!

 

Próximo capítulo te conto mais! ::otemo::

  • 2 semanas depois...
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Maryana, foi fez Huanachina nessa viagem?

 

Oi Juninho!

 

Fiz sim! Sai de Arequipa e fui pra Ica de Cruz del Sur (10 horas de viagem)!

 

Vou postar o capítulo 10 sobre Arequipa e o próximo se não me engano já é Huacachina! ::otemo::

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CAP.10: Um dia no Cañon del Colca pra ver o famoso voo dos condores

 

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09/04/2016

[Você pode ler esse relato ao som de Hold My Hands]

(

)

 

Meu despertador começou a berrar às 2:30 da madrugada e já era hora de se arrumar porque disseram que a van passaria pra nos buscar entre 3h/3:30. Eu acordei a galera e todo mundo se vestiu rapidinho e fomos logo indo pro pátio do hostel esperar por lá. Deu 3:00 e nada da van chegar, deu 3:15 e nada ainda – eu já tava pensando que tínhamos sido enrolados - mas quando foi 3:30 entrou uma mulher gritando nossos nomes e fomos logo entrando na van. Nem tava tanto frio, mas pra carioca qualquer coisa abaixo de 20ºC já é motivo pra colocar luva, cachecol e gorro, né?

 

Sentamos separados e acabamos conhecendo dois brasileiros que tinham chegado em Arequipa no dia anterior e já estavam se aventurando na altitude. O Japa (como era chamado pelo amigo), coitado, não aguentou a pressão da altitude e pediu pra van parar pra ele poder vomitar. Tadinho cara! O menino tava mais branco que a parede lá de casa e tava passando super mal. Eu ofereci a ele o Diamox e uma plantinha que pegamos no Chile, que você esfrega na mão e cheira e aquilo te dá uma aliviada braba nos problemas de altitude.

 

Como o trajeto até a entrada do parque do Cañon Del Colca levaria algumas horas, aproveitamos pra cochilar um pouquinho. Em poucos minutos já sentíamos a diferença de temperatura do lado de fora da van, porque apesar de estar tudo fechado a gente tava se tremendo todo lá dentro.

 

Depois de umas 2 horas, eu acho, fizemos nossa primeira parada pra tirar algumas fotos no ponto mais alto do passeio: Mirador de los Andes a 4.910 metros de altitude (dava pra ver o Volcan Misti de lá). Descemos e tiramos rapidinho algumas fotos e curtimos bem rapidinho aquele visual maravilhoso, porque a verdade é que tava frio pra caralh*** e ficamos nem 10 minutos fora da van e nossas fotos ficaram tudo com cara de cu, porque os casacos não tavam dando conta. E eu tava super apertada pra fazer xixi e a guia me disse que a próxima parada seria em 40 minutos! PQP! Eu e Elisa começamos a procurar algum lugar pra eu fazer xixi ao ar livre mesmo, mas tava tanto frio que acho que se eu fizesse xixi sairia gelo em vez de líquido. Segui viagem apertada mesmo.

 

Chegamos na entrada do parque e a nossa van parou. A guia disse que ali devíamos pagar uma taxa de ingresso: 40,00 soles para sul americanos e 70, 00 soles para os demais estrangeiros. Perguntamos se tinha desconto para estudante e não rolou. Então, demos os 40,00 soles pra guia e ela foi lá fora resolver o pagamento dos tickets de geral e continuamos o trajeto infinito até a parada pro café da manhã.

 

Com a Graça de Deus, chegamos em Chivay, o vilarejo onde teríamos o nosso desayuno e eu sai correndo pro banheiro, ufaaa! Fiz xixi linda e bela e já conseguia até sorrir de novo! Tomamos nosso tradicional café da manhã: pão, manteiga, geleia, chá e café. Eu e Elisa acabamos pedindo um ovo mexido à parte e dividindo (1,25 pra cada). Comemos em 20 minutos e entramos na van.

 

Nossa guia parou por uns 10 minutinhos numa pracinha onde tava tendo uma apresentação da dança típica da região e descemos pra tirar algumas fotos. Ah! Nessa pracinha tinham umas lhamas todas enfeitadas e uma águia pra quem quisesse tirar foto. Óbviooo que a gente quis! Tiramos foto com águia, lhama e até com a mocinha que tava cuidando dos animais. O esquema da foto era “pague quanto você quiser” e eu e Elisa demos 5,00 soles ao todo (2,50 soles pra cada).

 

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Seguimos viagem e paramos em um mirante pra tirar fotos e pra quem quisesse comprar artesanatos. A vista dava pra um vale bem bonito, mas nada comparado ao que nos esperava no Cañon Del Colca. Entramos na van e a guia foi explicando que ficaríamos em torno de 45 minutos no mirante da "Cruz del Condor", o point onde a galera vê o voo dos condores. Tínhamos duas opções: ou ir andando até lá (20 minutos) ou ir de van direto. Algumas pessoas desceram e foram caminhando, Patrícia e Vagner disseram que a caminhada foi bem bonita. Eu e Elisa fomos direto de van e ficamos lá trepando nas pedras pra tirar foto e curtir o voo dos condores mais de perto, tão de perto que teve uma hora que um condor engraçadinho voou tão baixo que eu juro que achei que ele ia encostar na gente.

 

Eu e Elisa levamos um susto tão grande com nego gritando e aquele condor vindo na nossa direção que quase nos desequilibramos do banquinho que estávamos em pé. Caraaaa foi tenso, mas muito engraçado. A gente se abaixou gritando e geral rindo. Foi bem legal ver aquela ave enorme de perto! O voo deles é bem bonito, porque eles pairam sobre o ar quente que vem não sei da onde (desculpa minha ignorância). Só sei que eles quase não batem as asas e ficam lá curtindo a imensidão daquele Cañon como se tivessem flutuando.

 

O passeio começa cedão porque além de ser bem longe do centro da cidade de Arequipa é importante chegar pela manhã pra ver os condores voando, porque esse tal ar quente vem numa certa hora específica do dia.

 

Nesse mirante além do voo dos condores, você encontra o maravilhoso e imponente Canõn Del Colca e uma feirinha de artesanato com coisas muito lindas e algumas com preço bem em conta! Elisa comprou um gorrinho lindo pro priminho dela por 5,00 soles. Voo visto e compras feitas, entramos pra van e seguimos viagem para as Águas Termales.

 

A nossa guia foi explicando várias curiosidades sobre os condores, tudo muito interessante mesmo. Antes de nos deliciarmos nas águas quentinhas, paramos rapidamente em outro mirante com mais uma feirinha de artesanato e depois em uma praça no vilarejo de Maca, com outra feirinha de artesanatos. Caraaaaa! Pobre que viaja e fica indo em feirinha de artesanato fica tentado a gastar, mas se segura o máximo, né? Vagner e Patrícia nem desceram da van nessa hora pra não caírem em tentação.

 

Eu e Elisa descemos e eu acabei comprando uma caneta com uma lhaminha pra minha irmãzinha (ela adorou o presente e super se sente na escola com uma caneta que tem uma lhama fincada na ponta, mas ok). Andando mais um pouco achamos uma senhorinha com uma lhama e uma águia na cabeça. Caraaa eu e Elisa obviamente pedimos pra tirar foto! Aí foi show de bola, porque a senhora colocou o chapéu dela na nossa cabeça e a águia subiu em cima do chapéu. Parecíamos duas retardadas, mas adoramos! Pagamos 2,50 soles pra cada uma, porque era no mesmo esquema “pague quanto quiser”.

 

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Depois de mais um longo trajeto até as Águas Termales, finalmente chegamos ao paraíso! Nessa hora, o clima já tava bem quente, mas relaxar em uma água quentinha natural é outra história, né?

 

O lugar fica à margem do Rio Colca e tem duas opções de entretenimento: piscinas artificiais aquecidas ou piscinas naturais de pedra. Escolhemos as naturais, é claro. Pagamos 15,00 soles, atravessamos uma ponte, tipo aquelas ponte do Faustão, sabe? #medinho E lá fomos nós tudo afobado tirando a roupa e entrando direto naquela água quente pra caralh*!

 

Foi ótimo relaxar - depois que seu corpo acostuma com a temperatura da água fica maravilhoso! Aí você tem a opção de ir em três ou quatro piscinas naturais que tem diferentes temperaturas. Aí, você turista o que que faz? Não se contenta com uma só que já tá maravilhosa, vai pulando de uma pra outra, né?

 

Foi exatamente isso que fizemos. Saíamos de uma e entrávamos correndo na outra, até que acabou a graça quando pulamos com tudo em uma piscina que estava a uns 40ºC. Sérioooo! Queimei o pé e sinto que parte da minha pele tá lá até hoje! Caracaaaaa! Água quente da porr*! Pior é que tinham uns gringos lá de boa e mandando a gente entrar... idiotas!

 

Acabamos de relaxar na piscina principal que é coberta e fica em frente aos vestiários. Tomamos um banhozinho e trocamos de roupa. Era hora de voltar pra Chivay e almoçar! Caraaaaa! A gente pagou 28,00 soles num buffet liberado que tinha dezenas de opções deliciosas. Sério! Tiramos a barriga da miséria legal. Tinha até sobremesa liberada. Só eu comi 3 mousses de chocolate e Vagner repetiu 3 vezes a comida. Cara! A gente tava tão feliz que concordamos que foi o dinheiro com comida, mais bem gasto da viagem toda!

 

Por volta das 14:30/15h seguimos viagem de volta para Arequipa e aí meu filho, bucho cheio é cochilo na certa, né? Coitada da guia começou a falar e falar e falar e mal sabia ela que tava ninando a gente com aquela falação toda. Eu nem lembro de nada! Só lembro que entrei na van, abracei minha mochila e apaguei.

 

Chegamos naquele ponto mais alto novamente e a guia começa a gritar pra gente acordar porque tava “nevando” lá fora. Descemos super felizes da van e tava até caindo uns floquinhos bemmmm pequenininhos de neve, mas a gente comooo: Let it go! Let it go! Tudo bobo lá tirando foto crente crente que o pessoal do Brasil ia ver a neve sobre nossos casacos. Hahahahah Porr* nenhuma! Entramos na van e fomos conferir as fotos, mal dava pra ver que aquilo era um floquinho de neve, parecia mais o espirro de alguém, mas tudo bem. Rs

 

Seguimos pra Arequipa sem mais paradas e a nossa guia inventou um quiz valendo prêmios sobre todas as curiosidades que ela nos contou ao longo do passeio. Eu e Elisa ganhamos uns presentinhos e quando menos esperávamos, chegamos em Arequipa às 16:30/17h lá na Plaza de Armas.

 

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Fomos rapidinho pro nosso hostel, mas antes passamos na lavanderia pra pegar as roupas. Pegamos os mochilões que estavam na sala de bagagens e perguntamos se rolava um banho rapidinho de graça. O moço do hostel deixou e saímos correndo pra nos arrumar e deixar tudo pronto pra viagem até Ica.

 

Tomamos um belo de um banho gelado, sabe lá Deus porque os chuveiros não estavam com água quente naquela hora, mas não dava pra ficar reclamando porque não tínhamos muito tempo. Nos arrumamos e partimos pra Plaza de Armas pra comer alguma coisa antes de seguir viagem. Todo mundo comeu uma empanada num restaurantezinho, mas como eu não posso comer nada com pimenta (sou intolerante), resolvi não arriscar e ir no que já era certo: Mc Donalds. Comprei um chicken júnior e uma batata frita pra viagem e encontrei o pessoal lá no restaurante. Eles já tinham acabado de comer, pagaram a conta e eu e Elisa decidimos comprar mais uma água pra viagem (2,30 soles pra cada) e depois fomos direto catar um táxi pra levar a gente pra rodoviária porque já era 18:15 e nosso ônibus era às 19:00. Pagamos 10,00 soles ao todo (2,50 pra cada).

 

Chegamos em uma rodoviária, mas tivemos andar uns 5 minutos até uma outra rodoviária e lá pagamos uma taxa de embarque de 3,00 soles e fomos na Cruz Del Sur pra embarcar. Rapaz! A gente se sentiu num aeroporto. Tinha até serviço de espera com poltronas super confortáveis e wi-fi que só a Patrícia com o Samsung dela usufruiu, porque os Iphones ficaram de graça e não conectaram.

 

Deu a hora marcada do nosso ônibus e entramos. Cara! Pensa num ônibus foda! Que empresa sensacional essa. Fomos no ônibus de leito (inclinação 160º), então a gente foi curtindo aquele assento super confortável e ainda tinha TV individual, cada um escolheu seu filme e foi muito bom.

 

A gente sabia que tinha jantar incluído porque a moça perguntou que tipo de carne queríamos assim que compramos a passagem, mas não sabíamos que ia vir tão gostoso (e depois descobrimos que também tínhamos direito a um lanchinho básico de café da manhã). Putz!!! Mandamos a comida pra dentro, apesar da gente já ter comido bem lá na Plaza de Armas. A comida tava gostosa e deu pra forrar o bucho legal e embalar a gente num soninho super tranquilo.

 

O ônibus partiu sem atraso e a previsão de duração da viagem era de 10 horas. Dormimos muito bem e ainda conseguimos usar o wi-fi em certos pontos do trajeto. Tinha um “comissário de bordo” que foi super atencioso e sempre que precisávamos ele nos ajudava.

 

Próxima parada Ica – Huacachina. Já fazia tempo que eu namorava esse lugar e não perderia a oportunidade de ver de perto um oásis pela primeira vez na minha vida!

 

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SALDO DO DIA:

 

- 40,00 soles – Entrada do Parque do Cañon Del Colca

- 1,25 soles – Ovo mexido do café da manhã

- 2,50 soles – Foto com a lhama e a águia

- 3,00 soles – Caneta de presente pra minha irmã

- 2,50 soles – Outra foto com a lhama e a águia

- 15,00 soles – Águas Termales

- 28,00 soles – Almoço

- 2,30 soles – Água

- 6,40 soles – Mc Donalds

-2,50 soles – Táxi

- 3,00 soles – Taxa de embarque

 

TOTAL: 106,45 soles

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.11) O dia que vi um Oásis pela primeira vez e me acabei no sandboard

 

Se você tá curtindo meu relato, me segue lá no Instagram @vidamochileira que tem um monte de dicas legais também e dá uma passadinha no meu blog (http://www.vidamochileira.com.br), tem um montão de coisas interessantes por lá e muito mais vindo aí!

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CAP.11: O dia que vi um Oásis pela primeira vez e me acabei no sandboard

 

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10/04/2016

[Você pode ler esse relato ao som de Tempos Modernos]

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A viagem até Ica foi muito tranquila. Chegamos na rodoviária às 7:00 da manhã (2 horas mais cedo do que a previsão dizia) e fomos logo tratando de comprar nossas passagens pra Cusco pro dia seguinte, já que iríamos fazer a viagem noturna após o passeio pelas Islas Ballestas e Paracas.

 

Ica é uma cidade obrigatória para quem quer ir à Huacachina, pois é lá que fica a rodoviária. Já eram 7:30 quando compramos as passagens da Cruz Del Sur (160,00 soles ônibus-leito saindo às 21:50) e decidimos pegar um táxi até nosso hostel. Eis que Vagner tava conversando com um cara e depois chegou outro e no final os dois começaram a brigar pela vez da corrida. Optamos pelo que conversou com o Vagner primeiro, porque era mais simpático e a gente nem sabia que tinha coisa de vez.

 

A corrida foi bem rápida (30 minutos) e deu 10,00 soles (2,50 pra cada) e o taxista nos deixou bem em frente ao Hotel Casa de Arena que é bem maneiro. Tem um espaço comum bem legal, uma piscina no meio, um barzinho do lado da piscina que serve café da manhã, almoço e jantar e uma boate do lado.

 

Poderíamos escolher quartos coletivos com mó galera ou um quarto pra quatro pessoas. Como a diferença era bem pequena (até porque ganhamos 10,00 soles de desconto na diária porque fechamos o passeio de buggy com o hostel), optamos pelo quarto de quatro. Se não me engano, o quarto pra quatro era 35,00 soles com banheiro compartilhado, mas como ganhamos desconto pagamos 25,00 soles, que era o valor que estávamos pensando em gastar mesmo.

 

O valor de 40,00 soles do passeio de 2 horas de buggy incluía o sandboard e o pôr do sol do alto das dunas de Huacachina, isso porque optamos pelo horário das 16:00, mas existem outras opções de horários (10:00 e 13:00). O moço nos explicou que também era cobrada uma taxa de 4,00 soles sei lá por que. Como todos os valores estavam dentro do previsto, aceitamos e fechamos logo o hostel e o passeio de buggy pra aquele mesmo dia às 16:00 (eram 8:15 da manhã rs).

 

Não sei o que deu na gente que em vez de sairmos pra pesquisar os valores do passeio das Islas Ballestas + Paracas, já que tínhamos tempo de sobra, decidimos fechar esse passeio no hostel também e nos fudemos (desculpa o linguajar, mas só assim pra expressar nossa indignação)! Pagamos 90,00 soles pelo passeio que na nossa cabeça tava aceitável, já que o Rodrigo tinha fechado o mesmo passeio há um ano atrás pelo mesmo valor. Ah! E ainda tinha uma taxa de 18,00 soles a serem pagos no local pra entrar na Reserva de Paracas.

 

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Depois de 3 dias descobrimos que o Victor (o menino que perdeu o mochilão em Sucre) tinha pago 60,00 soles no mesmo passeio que a gente fechando com uma agência lá da rua. Que ódioooo! Aí ficamos nos martirizando porque tínhamos tempo de pesquisar e não fizemos isso. Então, sempre que tiverem tempo, procurem, se informem e pechinchem.

 

Enfim, passeios fechados, hostel pago, decidimos colocar as roupas que estavam molhadas do banho das Águas Termales de Arequipa pra secar no solzinho ali da piscina e o moço veio avisar que nosso quarto só ia ficar pronto lá pelas 11:00, então ele nos cedeu um outro quarto reserva pra gente se sentir a vontade e relaxar um pouco. #fofinho

 

Aí como já eram 9:00 da manhã a fome começou a se pronunciar e resolvemos tomar café da manhã no hostel mesmo. O desayuno era bem bom e eu e Elisa decidimos dividir um porque logo logo iríamos almoçar e não queríamos ficar empanturradas. Pagamos 13,00 soles (6,50 pra cada) e vinham três pães, manteiga, geleia, suco, café e ovo (acho que era isso). Tinham outras opções, mas pegamos a mais baratinha.

 

Comemos tudo e fomos logo sentar na área comum pra viçar na internet, atualizar Facebook, Instagram, Snapchat, dar ‘oi’ pra família e comprar a passagem de avião do final da viagem de Laz Paz pra Santa Cruz de la Sierra, já que a essa altura do campeonato a gente já tinha decidido que seria uma economia burra pagar menos pra ficar quase 24 horas dentro de um ônibus em uma das estradas mais perigosas da Bolívia.

 

A gente relaxou bastante! Conseguimos pela primeira vez na viagem ficar sentados sem fazer absolutamente nada e deu até uma sensação de vazio, mas conseguimos descansar um pouco a cabeça que tava a 1000 por hora desde o primeiro dia. Da piscina a gente conseguia ver aquela duna enorme de areia e só aí caiu a ficha de que estávamos num oásis de verdade. Obs: Não entramos na piscina por preguiça e porque tava batendo um vento do mal. Aí sabe como é né? Vento com areia = Delíciaaaa! #sqn

 

Há alguns anos atrás Huacachina era 100% natural, mas devido à expansão do turismo eles foram construindo estradas e a água foi secando. Hoje a água do centro do oásis é abastecidamente artificialmente por um cano que vem da cidade vizinha.

 

Depois de cansar os dedos de tanto digitar, mudamos de vez pro nosso quarto e decidimos caminhar pela “cidade”. Trocamos de roupa, powwww a quanto tempo a gente não colocava um shortinho, hein?! Pegamos as máquinas e saímos pra explorar o local, que não tem muitoooo pra ser explorado não. Fomos andando meio que sem rumo, tirando fotos, vendo artesanatos, chupando sorvete (3,50 soles) e pesquisando os valores das comidas pro nosso almoço. Eu aproveitei pra comprar um postal (1,00 nuevol sol).

 

Já eram 14:00 quando voltamos pro hostel e almoçamos por lá mesmo um Pollo a la Plancha bem servido (24,00 soles) e nos preparamos pro passeio de buggy. Eles indicam levar água, ir de tênis e óculos de sol e passar protetor solar. Fizemos tudo isso e incluímos a gopro com aquele capacete pra lista.

 

Chegou a hora do passeio: Vagner e Elisa sentaram no banco da frente do lado do motorista e eu e Patrícia sentamos atrás do motorista na ponta. Nosso buggy parou no Hotel Casa de Arena 2 e pegou mais uns cinco israelenses pra completar o time. Vou te falar uma coisa: Pensa num povo que adora fazer merda, são os israelenses. Tudo que não podia fazer durante o passeio eles fizeram questão de fazer (desculpas a todos os israelenses que são normais, mas é que todo os que conhecemos nessa viagem era malucos. Todos, sem exceção).

 

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Funciona assim: Você entra no buggy que geralmente cabem 8 ou 10 pessoas, depende do modelo. O motorista te leva pra umas dunas pra fazer umas descidas e subidas bem radicais. Caraaaaa! Muito foda mesmo! O cara sacava toda manha da parada e fazia umas doideiras com o buggy que eu jurava que a gente ia virar (pena que não sei colocar vídeo aqui - nem sei se pode rsrsrsrsrs).

 

Aí, ele para numa área linda pra gente fazer fotos nas dunas e em cima do buggy pra quem quiser e depois segue fazendo mais manobras radicais em umas dunas ainda mais altas. Depois ele para o buggy e pede pra cada um pegar uma prancha (tente ser um dos primeiros a pegar pra não ficar com as pranchas velhas e/ou quebradas), nos passa as instruções e nos ajuda a passar a parafina (sei lá que coisa era aquela que a gente passava na parte debaixo da prancha). Nosso motorista era bem legal (apesar de no final ele ter me assediado com olhares bem estranhos), ele posicionou todo mundo na prancha, ensinou como fazer com os pés, mãos e tronco e foi colocando um de cada vez sem pressa. Todos foram deitados de barriga na prancha.

 

Depois que todos descem, ele vai lá com o buggy e nos pega pra darmos mais voltas radicais. Paramos umas quatro ou cinco vezes pra fazer sandboard. Eu e Elisa arriscamos ir uma vez sentadas as duas na mesma prancha e foi bem legal, apesar de ter dado um medinho de virar e ir capotando até lá embaixo. Graças a Deus deu tudo certo e fomos que nem divas.

 

Os brasileiros tavam certinhos (seguindo as regras - pela primeira vez na vida rs) e os israelenses querendo ir em pé, sentados, voando, dando duplo twist carpado... Foi uma loucura, porque o guia falava não podia porque era perigoso e eles faziam assim mesmo rindo.

 

Depois da quarta ou quinta duna, fizemos mais algumas manoras iradas no buggy e paramos numa duna muito alta longe do oásis, mas que nos deu um belo pôr do sol. Me senti no deserto do Saara sem o sol queimando a minha cara hahahaha #zoa! Tiramos várias fotos e aí o guia começou a avacalhar dando em cima de mim com uns olhares nojentos e umas mãozinhas no ombro que eu não tava curtindo, mas fiquei meio sem jeito de cortar, então eu só desconversava. Deu muito nojo!

 

Nossa última parada antes de voltar pro hostel foi perto do oásis. O motorista parou o buggy pra gente tirar fotos maravilhosas com Huacachina de fundo. Fim do passeio, hora de voltar pro hostel e postar os vídeos no Facebook, né? hahahaha A gente tava se sentido tirando onda com internet e tempo pra usá-la!

 

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Melhor do que os lugares que você conhece, são os amigos que você faz durante uma viagem!

 

Caraaaa o passeio foi simplesmente incrível, umas das sensações mais incríveis da viagem (nada comparado ao Downhill em La Paz rs). Foi adrenalina pura num lugar maravilhoso. Ah! Eu e Elisa acabamos dando 2,00 soles cada de gorjeta para o motorista, apesar dele não merecer, mas achamos o passeio tão legal que demos mesmo assim. :/

 

Tomamos banho, arrumamos os mochilões e as mochilas de ataque pro dia seguinte e fomos procurar um lugar pra jantar. Resolvemos comer num restaurante que ficava atrás da nossa rua e parecia bem legal: Huacafuckingchina. Lá comemos sanduíches e eu tomei um milkshake (25,00 soles tudo). O preço estava acessível e nós curtimos o ambiente e a comida.

 

Voltamos pro hostel, viçamos mais um pouco na internet e fomos dormir lá pelas 22:00 porque no dia seguinte teríamos que acordar cedo de novo, ó a novidade! rs

 

SALDO DO DIA:

 

- 160,00 soles – Ônibus Cruz Del Sur | Ica X Cusco

-2,50 soles – Táxi da rodoviária de Ica até Huacachina

- 25,00 soles – 1 Diária no Hotel Casa de Arena

- 40,00 soles – Passeio de buggy

- 4,00 soles – Taxa para o passeio de buggy

- 90,00 soles – Passeio das Islas Ballestas + Reserva Nacional de Paracas

- 6,50 soles – Café da manhã

- 3,50 soles – Sorvete

- 1,00 nuevo sol – Postal

- 24,00 soles – Almoço

- 2,00 soles – Gorjeta pro motorista do buggy

- 25,00 soles – Jantar + Milkshake

 

TOTAL: 383,50 soles

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.12) Um passeio pelo oceano Pacífico – Islas Ballestas e Reserva Nacional de Paracas

 

Se você tá curtindo meu relato, me segue lá no IG @vidamochileira que tem um monte de dicas legais também e dá uma passadinha no meu blog (http://www.vidamochileira.com.br), tem um montão de coisas legais por lá e muito mais vindo aí!

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Queria mto ter colocado Huacachina no meu roteiro. Mas fiquei com medo de pegar chuva por lá ai ficaria meio sem ter o que fazer.. =(

Mas toda vez que vejo relatos com fotos como essas suas me da vontade de tacar um fodas e ir mesmo assim.. rsrs

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