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Bora viajar?

BOLÍVIA – CHILE – PERU EM 23 DIAS (ABRIL/2016) POR $ 1.300,00 DÓLARES NA VIAGEM

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BOLÍVIA – CHILE – PERU EM 23 DIAS (ABRIL/2016) POR $ 1.300,00 DÓLARES NA VIAGEM

[T-U-D-O MESMO = $ 1.900,00 DÓLARES]

 

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[Você pode ler esse relato ao som de Give me Everything (

)

 

ÍNDICE DO RELATO:

 

Cap. 1: Preparativos para viagem

Cap.2: Rio X Santa Cruz de La Sierra X Sucre X Uyuni – O dia que nunca acabava

Cap. 3: Vivos em Uyuni – Três dias incríveis

Cap. 4: Lagunas Altiplânicas, desertos, muitas fotos e o mal da altitude

Cap.5: A madrugada congelante dos Geisers (-8ºC) e a despedida confusa do Uyuni

Cap.6: Chegada à belíssima cidade de San Pedro de Atacama + Valle de la Luna e Valle de la Muerte

Cap.7: As Piedras Rojas, as Lagunas Altiplânicas e o Salar de Atacama

Cap.8: O Salar de Tara e a despedida do Atacama

Cap.9: Cruzando à fronteira do Peru pra chegar em Arequipa

Cap.10: Um dia no Cañon del Colca pra ver o famoso voo dos condores

Cap.11: O dia que vi um Oásis pela primeira vez e me acabei no sandboard

Cap. 12: Um passeio pelo oceano Pacífico – Islas Ballestas e Reserva Nacional de Paracas

Cap.13: Vivos em Cusco

Cap.14: O Vale Sagrado dos Incas

Cap.15: O caminho da morte até Águas Calientes

Cap.16: O sonho de conhecer Machu Picchu (sem nuvens)

Cap.17: Partiu Puno... COM emoção!

Cap. 18: Puno e o passeio pelas Islas flutuantes de Uros no Lago Titicaca

Cap. 19: A beleza e o encanto da Isla del Sol com sol!

Cap. 20: Chegada à caótica La Paz

Cap. 21: O desafiante Downhill pela Estrada de la Muerte

Cap. 22: Chacaltaya – vencendo a altitude + Valle de la Luna – formado por sol, água e ar

Cap. 23: City tour guiado cheio de curiosidades pelas ruelas de Laz Paz

Cap. 24: O passeio em Tiwanacu e a tarde de compras e tatuagem

Cap. 25: A volta interminável para o Brasil

 

CAP. 1: PREPARATIVOS PARA VIAGEM

 

Falaaa ae galera!

 

Vou começar meu tão esperado relato detalhado (talvez não tãooo detalhado como eu queria, porque vou te falar que a viagem é foi incrível, mas eu sou tão cabeçuda que não anotei tim tim por tim tim na hora e agora a memória tá falhando... caraaaa é sempre assim: a gente acha que vai lembrar de tudo, que não precisa anotar na hora, que temos que viver tudo que há pra viver... aí chega na hora de contar pro amiguinhos dá branco! JUROOOO que vou me esforçar o máximo pra contar cada ronco, cada tropeço, cada flash que vivemos) do mochilão de 23 dias que eu fiz pela Bolívia, Chile e Peru.

 

P.S: Minha intenção é postar um capítulo por semana (juro que vou tentar seguir essa meta fielmente).

 

Tenho alguns adendos para fazer antes de começar MESMO!

 

Primeiramente, gostaria de agradecer 557 vezes ao meu parceiro Rodrigo Alcure, meu mestre, meu guia, minha luz (só não falo que foi meu tudo, porque tenho namorado e ele ia matar o Rodrigo coitado!). Rodrigo foi parceiraço, tirou várias dúvidas, me ajudou com roteiro, teve paciência, não mandou uma bomba pra explodir minha casa de tanto que eu perturbava ele!

 

Foi a partir do relato da viagem que o Rodrigo fez em 2015 que planejei todo meu roteiro pra mesma época pra minha viagem em 2016. Pena que a cotação do meu dólar também não imitou a do dólar do Rodrigo! :/

Em segundo lugar, queria dizer que o Mochileiros.com é um site FODA pra caralh$%&* que ajuda milhares de viajantes como eu e acho que o mínimo que posso fazer é retribuir tudo isso me colocando acessível para tirar qualquer dúvida ou dar dicas pra quem quiser.

 

Pra quem não sabe, eu sou mochileira há 3 anos e procuro fazer, pelo menos, uma grande viagem por ano. Decidi criar um blog pra compartilhar toda bagagem de dicas, micos, perrengues, reflexões e inspirações pra quem vive (ou quer viver) uma VIDA MOCHILEIRA. Eu também tenho o IG (@vidamochileira) onde procuro postar só lugares que eu realmente já vivenciei, porque se alguém quiser dicas eu sei que estarei pronta pra ajudar! Segue lá!!!

 

Em terceiro lugar (caracaaa essa mulher “fala” muitooo), gostaria de agradecer ao time que fez esse mochilão comigo (VOCÊ SÃO MARAVILHOSOS)! A escalação foi feita durante a viagem, mas o time se mantém entrosado até hoje (não sei por que cargas d’água eu to usando a linguagem do futebol, mas tudo bem!). Quero apenas enfatizar que os amigos que fazemos em mochilões, na maioria das vezes, tornam-se grandes amigos, porque vivem um dos melhores momentos da das nossas vidas com a gente! São eles que ouvem as tuas queixas de bolhas nos pés ou eles que te fazem chorar de rir quando jogam uma sopa quente pro alto que cai em cima deles mesmos (isso aconteceu com Vagner – história para o capítulo de Águas Calientes).

 

Por isso, se você vai sozinho ou sozinha e tá com medo OU pior, se você tá pensando em desistir porque não quer ir sozinho(a): Para de graça! Eu hein! Nasceu grudado em alguém? Para de esperar as pessoas fazerem as coisas com você. Você é responsável pela tua própria felicidade. Tem dinheiro? Tem tempo? Então vai! Para com essa palhaçada de medo. A vida é muito curta pra você ficar de mimimi por bobeira! Se joga no mundoooo!

 

Pronto! Acabei de gritar! Desculpem. Sou dessas que me irrito quando alguém deixa de curtir uma viagem iradíssima porque não tem companhia! Caraaaa eu te garanto 100% que durante a viagem você vai fazer amigos sensacionais que vão fazer do teu mochilão inesquecível! Acredita em mim, segura a minha mão e repete: JÁ DEU TUDO CERTO!

 

Anotem esses personagens porque eles aparecerão com muita frequência nesse relato.

 

- Elisa [RIO] Minha amiga há 6 anos!

- Patrícia [PARANÁ]

- Vagner [marido de Patrícia – PARANÁ]

- Arthur [MINAS]

- Vitor [amigo de Arthur - MINAS]

 

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Bom, acho que já deu pra reparar que falo muito, sou muito expressiva e falo algumas palavras feias (todas com o intuito de ênfase... desculpa ai a galera que é contra esse tipo de linguajar). A minha ideia é fazer um relato bem vivo mesmo, é tentar trazer vocês pro momento que vivi e tentar projetar de tal forma que você consigam se imaginar lá e com isso planejar o relato de vocês com mais confiança.

 

Pra galera que é impaciente ou que não gosta de ler, vou disponibilizar no final do relato uma planilha compilada com todas as informações do roteiro (gastos, transporte, horários, hostels e um roteiro objetivo do mochilão).

 

O ROTEIRO:

 

Esse roteiro é super clássico no Mochileiros.com, mas há quem faça o inverso e vou explicar porque optamos por esse.

 

Li dezenas de relatos onde as pessoas passavam muito mal por causa da altitude a acabavam perdendo um ou dois dias de cama. Por isso, decidimos começar por Santa Cruz de La Sierra, partindo para Sucre e logo depois para o Uyuni para irmos nos aclimatando com a mudança brusca de altitude (alguns não sofrem nada como eu, tive no máximo uma tontura e um leve enjoo. Outros sofrem demais como a Elisa que teve taquicardia, falta de ar, tontura e enjoo).

 

Além disso, o roteiro que fizemos foi bem econômico se você comparar com quem vem do Atacama pro Uyuni. Comparamos com uma menina que encontramos no meio da viagem e a diferença foi de quase 30,00 dólares (filhoooo em época de crise e com o dólar alto, qualquer 1,00 dólar é dinheiro pra caracaaaa).

 

Gostei bastante do roteiro do jeito que fizemos, foi sensacional. No entanto, se tivéssemos mais alguns dias, eu acrescentaria dois no Atacama pra fazer os outros passeios que não deram tempo, tipo a Laguna Cejar (um dia eu volto querida)!

 

02/04 – Rio de Janeiro X São Paulo X Santa Cruz de la Sierra X Sucre X Uyuni

03/04 - Uyuni - Salar de Uyuni

04/04 - Salar de Uyuni

05/04 - Salar de Uyuni X San Pedro de Atacama

06/04 - San Pedro de Atacama

07/04 - San Pedro de Atacama X Arica

08/04 - Arica X Tacna X Arequipa

09/04 – Cañon Del Colca X Arequipa X Ica

10/04 – Huacachina

11/04 – Islas Ballestas + Paracas X Huacachina X Cusco

12/04 - Cusco

13/04 - Cusco – Valle Sagrado dos Incas

14/04 - Cusco X Águas Calientes

15/04 - Machu Picchu

16/04 - Águas Calientes X Cusco X Puno

17/04 – Puno (Uros) X Copacabana

18/04 – Copacabana x Isla Del Sol

19/04 – Isla Del Sol X Copacabana X La Paz

20/04 - La Paz - Downhill

21/04 - La Paz - Chacaltaya + Valle de la Luna

22/04 – Laz Paz – City tour

23/04 – La Paz – Tiwanaku

24/04 – La Paz X Santa Cruz de la Sierra X São Paulo X Rio de Janeiro

 

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OS GASTOS:

 

Os $ 1.900,00 dólares que citei no subtítulo englobam T-U-D-O [PASSAGENS AÉREAS (todas) + TRANSPORTE + ALIMENTAÇÃO + HOSPEDAGEM + PASSEIOS + SEGURO VIAGEM + COMPRINHAS (ninguém é de ferro e tem sempre aquele “preciso levar uma lembrancinha pra fulano, não posso esquecer!”)] durante os 23 dias de viagem. Óbvio que a questão das passagens áreas é bem relativa devido ao seu ponto de partida e à antecedência que você compra suas passagens.

 

Eu e Elisa, por exemplo, decidimos viajar DE FATO (já estávamos estudando sobre o roteiro e tudo mais) faltando três semanas pra data da viagem, ou seja, pagamos uma fortuna na passagem Rio X Santa Cruz de La Sierra (R$ 1.843,00 reais pela GOL). Não conseguimos nenhuma promoção e era ou ir pagando caro ou desistir... optamos pela primeira alternativa ÓBVIO!

 

Se você começar a procurar com, pelo menos, 4 meses de antecedência, sempre rola umas promoções e tem nego que consegue comprar por R$ 600,00 reais (ida e volta.... sérioooo!). Porrannn se tu conseguir comprar a passagem se saída do Brasil por R$ 600,00 teu roteiro já vai ficar $ 300,00 dólares mais barato que o meu!!!

 

Nesse valor total, não estão inclusos os gastos que tivemos com a compra de acessórios antes da viagem (porque isso varia de cada um): toalhas de microfibra, casaco fleece, aquelas paradinhas (tipo uma palmilha) que colocamos dentro do tênis que esquenta durante 8 horas (Elisa usou e aprovou), meias para trekking (são mais grossinhas), etc.

 

ATENÇÃO: Alguns gastos da viagem foram divididos por dois, como galões de água, biscoitos, algumas refeições...

POR QUE LEVAR DÓLAR?

Levamos $ 1.300,00 dólares (os outros $ 600,00 dólares foram gastos já no começo quando compramos o seguro viagem e as passagens da GOL e da AMASZONAS) + R$ 300,00 reais.

 

Levei o real só por via das dúvidas, além do meu cartão Itaú internacional, que desbloqueei a opção viagem antes de ir pro mochilão. NÃO USEI NENHUMA DAS DUAS OPÇÕES! Na verdade, usei o cartão de Elisa pra comprar a passagem de La Paz para Santa Cruz de La Sierra, porque sabe lá Deus o motivo que o meu não passou.

 

Li vários relatos onde as pessoas diziam que era melhor levar dólar do que o real. E de fato foi! O Arthur e o Vitor levaram só o real e tiveram problema pra trocar dinheiro no Chile. Eles tiveram que trocar o real para dólar e depois o dólar para peso!

 

O Dólar te dá mais poder de barganha e você não precisa se preocupar com as trocas de moeda ao longo da viagem.

 

DICA: Quanto maior e mais nova a nota do dólar melhor aceita ela é! Eu levei SÓ nota nova de $ 100,00 dólares e não tive nenhum problema pra trocar dinheiro, já o Vagner e a Elisa tiveram problema com algumas notas de $ 20,00 dólares.

 

COTAÇÕES DAS MOEDAS AO LONGO DA VIAGEM:

 

- 1 DÓLAR: R$ 3,76 reais (quando trocamos no Brasil)

(Na planilha compilada eu coloquei como R$ 3,54 que foi a cotação do dia que voltamos).

- 1 DÓLAR: Bs. 6,91 bolivianos (média durante a viagem - pegamos também 6,85 e 6,95)

- 1 DÓLAR: 670,00 pesos chilenos (média)

- 1 DÓLAR: 3,36 soles (média – pegamos também 3,27)

 

SOBRE AS MOCHILAS:

 

- MOCHILÃO

Usei um mochilão de 65L da Mountain Warehouse (comprei na Inglaterra também), mas vi muita gente usando o mochilão da Quechua (marca de qualidade muito boa) de 50L e 65L.

 

Algumas pessoas me perguntaram sobre o tamanho ideal de mochilão. Isso vai depender da sua viagem.

 

Em todos os mochilões que eu já fiz eu usei o de 65L, no entanto, meu primeiro mochilão não tinha o ferro de suporte pra coluna, então era possível dar biruleibes na hora de embarcar com ele na cabine do avião, pois parecia menor do que realmente era. Vindo da Inglaterra pro Brasil, por exemplo, eu já tive problemas com meu novo mochilão, justamente porque o suporte de ferro pra coluna ultrapassa o limite de altura permitido, então tive que despachar meu mochilão.

 

Eu gosto muito do tamanho do mochilão de 65L e ele foi perfeito pra viagem pela América Latina - até porque não precisávamos ficar preocupados com a questão de cabines de avião e pra ser bem sincera, quase não carregamos o mochilão por longas distâncias como eu geralmente faço pelos mochilões na Europa - mas acredito que o de 50L também satisfaça muito bem a proposta dessa viagem pela América Latina!

 

UMA QUESTÃO IMPORTANTE SOBRE O MOCHILÃO:

 

Se você pretende usar esse mochilão pra diversas viagens, vale a pena repensar o tamanho ideal pro seu estilo!

 

Digo isso porque se você for fazer um mochilão pela Europa e optar por voos low cost como Ryanair e Easyjet existe um Box na entrada do check-in para medição exata do seu mochilão. Às vezes fazem vista grossa, mas às vezes implicam bastante! Se eu mochilão couber no Box: ÓTIMO! Se não couber e eles implicarem, você precisa pagar uma multa de 50,00 euros (em média). Óbvio que só pagará multa quem tiver optado por mala de cabine na hora da compra da passagem, pois no site você pode optar por mala de cabine ou no porão (pagando em média 15,00 euros extras).

 

O mochilão de 40L é ideal para quem não quer se preocupar com questão de multa e faz viagens frequentes no estilo low cost pela Europa, porque assim dá uma boa economizada na hora da compra as diversas passagens. 40L é o tamanho exato das medidas que as companhias low cost exigem (55cm X 40cm X 20cm), no entanto, é pequeno pra uma viagem de 30 dias, por exemplo. Óbvio que isso depende de pessoa pra pessoa. Se você é uma pessoa mais compacta vai na fé que esse é o tamanho ideal pra você!

 

O mochilão de 50L eu acredito que tem o tamanho ideal pra qualquer viagem! A pesar de passar pouquíssimos centímetros das medidas indicadas de da bagagem de mão pelas companhias aéreas, ainda sim dá pra dar um biruleibe e tentar passar na boa! Existir o risco de ser pego, existe, mas é isso! Você tem uma mochilão mais acessível pro seu tipo de viagem, no entanto, em contrapartida tem sempre aquele friozinho na barriga da expectativa: será que a mala passa ou não?! Acho uma ótima opção mesmo arriscando um pouquinho!

 

O mochilão de 65L já é mais robusto e chama mais atenção, até porque quanto maior o mochilão, maior a sensação de que você pode colocar mais coisa e mais difícil é se controlar na questão de ser compacto. Como eu disse, já viajei a Europa toda com o mochilão de 65L de boa (o meu não tinha o suporte de ferro pra coluna, por isso parecia um pouco menor) e só levei multa 2 vezes em pelo menos 20 voos low cost (acho eu que foram até mais voos). Eu sempre compro a passagem de mala só de cabine e rezo pra ninguém me pegar! Ou seja, to com uma margem boa de multa, né? Mas pra ser sincera, fico sempre muito nervosa por causa disso na hora do check-in, então to pensando seriamente em comprar um de 50L também!

 

Agora que você já tem mais ou menos um panorama geral dos tipos de mochilões, faça uma escolha pelo tipo de viagens que pretende fazer agora e também no futuro, pra não gastar dinheiro à toa. Na verdade, tudo é uma questão de perspectiva, porque o de 65L às vezes passa de boa como mala de cabine, a única questão é se você está disposto a correr o risco de pagar multa toda vez que for pego ou se prefere uma viagem mais tranquila!

 

Falando em porcentagem (minha opinião sobre o que estou acostumada a ver, ok?), acredito que uns 8% usem mochilão de 40L, 43% usem o de 50L e os outros 49% usem o de 65%. Essas são minhas estatísticas no ponto de vista da minha vivência! hahahahaha

 

- MOCHILA DE ATAQUE

 

A mochila de ataque nessa viagem é extremamente importante, até mais importante que o próprio mochilão!

 

É na mochila de Ataque eu você vai carregar suas câmeras, casacos, meias extras se precisar, gorro, luvas, snacks, água, remédios, às vezes capa de chuva... Como se fosse uma pequena malinha com “primeiros socorros” pro frio! A maioria das vezes você sai do hostel às 6h/7h horas da manhã e só volta pra casa 20h da noite, então é fundamental que pense em tudo que poderia precisar durante aquele dia. Vale sempre dar uma conferida na previsão do tempo pra tentar nortear tua arrumação.

 

NÃO É PRA VOCÊ PASSAR TUDO DO MOCHILÃO PRA MOCHILA DE ATAQUE... A LOKA!

 

É pra ponderar o que por eventualidade seria legal levar, caso algo aconteça. Não é pra deixar a mochila de ataque mega pesada, porque em alguns passeios você deixa ela na van e vai todo soltinho por aí só com a máquina, mas em outros passeios você vai precisar levar a mochila de ataque com você, como no Machu Picchu. Então preze sempre pelo seu conforto antes de sair amontoando bagulho dentro da mochila!

 

TAMANHO IDEAL PRA MOCHILA DE ATAQUE:

Você não precisa gastar dinheiro pra mochila de ataque. Ela precisa ser de qualidade, com um tamanho legal, mas não precisa ser FODA pra caraca!

 

Eu fui com a mochila que usava na faculdade (que por sinal tava com o zíper de um bolsinho quebrado rsrsrsrsrs #deimole). Era a mochila da Vans, tamanho normal de quando usávamos mochila pro ensino médio, sabe? Mas, depois comecei a pegar bode da mochila, tava me irritando aquele bolsinho quebrado e o tamanho começou a me irritar também!

 

Acho que vale você levar uma mochila de ataque um pouco maior que o tamanho normal de mochila de ensino médio, sabe? Precisa ser mega maior não, mas com um tamanho ideal pra carregar coisas pra uma viagem de dois dias, por exemplo. E, óbvio, com todos os zíperes funcionando muito bem!

 

Falo sobre os dois dias de viagem porque em duas partes da trip você vai precisar deixar seu mochilão no hostel e carregar só a mochila de ataque por dois dias! Por exemplo: quando você for pra Machu Picchu não tem necessidade de carregar o mochilão com você, principalmente se for fazer a trilha da Hidrelétrica (imagina carregar o mochilão ao longo de 12 km). Então, você deixa o mochilão no hostel sem qualquer valor adicional (eles já são acostumados com isso) e vai para Águas Calientes com a sua linda e bela mochila de ataque, chega no hostel em AC e deixa tudo que não for preciso pra Machu Picchu no locker e sobe pra MP com a mochila de ataque vazia só com água, snacks, seu passaporte (vou explicar porque no capítulo de MP), um casaquinho e uma capa de chuva (just in case).

 

Outro exemplo é quando você vai pra Isla Del Sol. O processo é o mesmo, deixa o mochilão no hostel e sai feliz e contente só com a mochila de ataque. O pulo do gato aqui é checar se seu hostel cobra ou não pra deixar o mochilão lá por um dia, se cobra você já fecha o passeio da Isla de Sol pedindo pra agência guardar o mochilão de graça pra você. Como tem muitas opções de agência, todas guardam os mochilões de graça pra segurar os clientes que conseguem!

 

SOBRE COISAS DE FRIO, MOCHILÃO E TREKKING

 

Grande parte das coisas pra viagem eu já tinha em casa e outras coisas como a toalha de microfibra (PRIMARK), as meias de trekking e a palmilha que esquenta o pé por oito horas (SPORT DIRECT) eu comprei na Inglaterra por que tava vindo de lá pro Brasil quando decidimos fazer o mochilão.

 

Meu parceiro mochileiro Rodrigo comprou grande parte das coisas dele na Decathlon (http://www.decathlon.com.br/). Segundo ele, é o lugar mais barato e completo pra se comprar esse tipo de coisas de viagem.

 

CHECK-LIST:

• 4 blusas

• 4 camisetas

• 1 blusa de manga comprida segunda pela (1º camada)

• 1 calça segunda pele (1º camada)

• 1 casaco fleece (2º camada)

• 1 casaco quente impermeável (ou de material ok se pegar chuva) (3º pele)

• 1 calça jeans

• 1 short jeans

• 3 leggings (cores diferentes)

• 10 calcinhas

• 2 sutiãs

• 2 tops

• 1 biquíni

• 6 pares de meia normal

• 2 pares de meias bem grossas

• 1 chinelo

• 1 capa de chuva

• 1 capa de chuva pro mochilão

• 1 toalha de microfibra (secagem rápida)

• 1 toca

• 1 par de luvas quentinhas

• 1 cachecol bom

• 1 lenço pro cabelo (para dias de vento)

• 1 money belt

• 1 travesseirinho de ônibus

• Carregadores portáteis pro celular

• Carregador do celular

• Carregador da Canon

• 3 cartões de memória de 16gb para a Canon (usei um só)

• Equipamentos da Gopobre

• 2 cartões de memória de 32gb para a Gopobre (usei um só)

• Adaptadores de tomada

• 1 protetor solar

• 1 sabonete

• 1 frasco pequeno de shampoo

• 1 frasco pequeno de condicionador

• 1 roupa pra dormir (pijama)

• 1 protetor labial

• 1 repelente (indispensável no dia do downhill)

• 1 desodorante

• 2 cadeados grandes

• 1 celular

• 1 Canon SX40 HS

• 1 Gopobre (SJCAM 4000)

• 1 escova de dente

• 1 pasta de dente

• 1 cortador de unha

• 1 lixa de unha

• 1 kit de remédios

• 1 óculos de sol

• 1 boné

• 1 pinça

• 1 alicate de unha

• 1 gilete

• 1 bloquinho

• 1 caneta

• 1 óculos de grau

• 1 frasco pequeno de ácool em gel

• 1 ecobag (usamos pra levar os snacks e a água de 2 litros separados)

• 1 papel higiênico só pra você (fundamental)

• Anti-concepcional (pras meninas que tomam)

• Maquiagem

• Documentos

• Cartão de crédito internacional desbloqueado (just in case)

• 1 lenço umedecido (tanto homens quanto mulheres devem levar um pacote)

• 1 fone de ouvido

• 1 tapa olho (eu curto usar, porque você dorme bem independente da galera que acende a luz 1:00 da manhã pra procurar alguma coisa)

• 1 tapa ouvido (fundamental para quem for dividir quarto com muita gente)

• 1 canga (usamos pra envolver os travesseiros ou, em casos extremos de frio, como mais uma camada de cobertor rs)

• 1 tênis confortável (só levei 1 tênis, mas levaria 2 pelo simples fato que peguei chuva e fiquei com o pé encharcado por 3 dias. Não senti necessidade alguma da botinha de trekking que a maioria usa da Timberland, primeiro que quando fui comprar achei super desconfortável e segundo que acho feia e nunca usaria isso outra vez). Óbvio que ter um tênis/bota impermeável vai facilitar tua vida pra caraca, mas se você não tem dinheiro pra comprar um, relaxa que o tênis normal vai satisfazer sua viagem de boa (não me arrependi nenhum pouco de não ter levado tênis impermeável), leve apenas 1 a mais de reserva ou uma bota normal, mas que seja confortável!

 

REMÉDIOS (que eu usei):

 

• Paracetamol

• Digesan

• Deocil

• Imosec (fundamental)

• Buscopan

• Diamox (fundamental para enjoo de altitude)

• 1 esparadrapo

• 10 band-aid

• Resfenol (pra gripe)

• Aspirina

• Pantoprazol

• Loratadina

• Bepanthen (tubo pequeno)

 

DOCUMENTOS (guardar até o final da viagem):

 

• Cartões de embarque (GOL e AMASZONAS);

• Seguro Viagem;

• Carteirinha de estudante ISIC (se você tiver);

• Cartão internacional de vacina (ANVISA);

• Reserva do ingresso de Machu Picchu;

• TODOS os micro papéis, boletos e formulários de imigração que te derem durante a viagem guarde. Principalmente os papéis da imigração.

 

Leve uma pasta de plástico flexível para guardar todos os documentos da viagem, isso é muito importante e pode te salvar de pagar multas desnecessárias.

 

Cartões de embarque: Guarde-os até o final da viagem, mesmo que já tenha realizado o voo.

 

Seguro Viagem: Mesmo sendo a pessoa mais sortuda do mundo, faça um seguro viagem, você nunca sabe quando sua sorte pode acabar (nosssa fiz tipo um comercial da Bradesco Seguros agora, né? Rsrsrsrsrsrs).

 

Não precisamos usar o noss, Graças a Deus, mas li diversos relatos de gente acionando o seguro durante a viagem. Importante ressaltar que a maioria, se não todos, dos seguros não cobrem a aventura do Downhill (não deixe de fazer por causa disso.... vale muitoooo a pena).

 

Sem o seguro você vai pagar uma fortuna por qualquer emergência médica, então nem cogite em fazer uma economia burra, porque os seguros são relativamente baratos perto da segurança que você vai ter durante a viagem.

 

Eu fiz pela Mondial Travel, mas paguei um pouco mais caro (total: R$ 201,66) que meus parceiros de viagem, então faça diversas cotações e veja um que atenda às suas necessidades. Fechei com esse por ter sido indicado por vários mochileiros e curti o atendimento deles.

 

DICA: Algumas pessoas tem o serviço de Seguro Viagem incluso no cartão de crédito e pagam uma taxa para ativá-lo, veja se vale a pena no seu caso. Outras pessoas tem o Seguro Viagem embutido nos benefícios da empresa que trabalham, aí basta ativá-lo (na maioria das vezes é de graça).

 

Carteirinha de estudante ISIC (se você tiver): Se você for estudante, vale a pena tirar sua carteirinha internacional da ISIC, pois em muitos lugares e passeios você ganha bons descontos por apresentar essa carteirinha da ISIC. Alguns passeios no Atacama por exemplo, aceitam carteirinhas normais de estudantes, mas no Machu Picchu, por exemplo, só te dão desconto com a ISIC.

 

O melhor desconto da ISIC é no Machu Picchu, porque você paga metade do valor. Em outros passeios você ganha pequenos descontos, sem ser metade do valor.

 

ATENÇÃO: Se você tem a ISIC e está acima da graduação, pode esquecer seu mega desconto no Machu Picchu. Eles só aceitam carteirinhas de graduação.

 

Se você tem a ISIC, mas é maior de 25 anos eles podem implicar (mas nunca se sabe quando). A Patrícia usou a dela em vários lugares de boa no Atacama, mas no Valle Sagrado em Cusco, implicaram!

 

Na hora da compra do ingresso pra Machu Picchu não implicaram com a idade dela, já que ela tinha a carteirinha da graduação. Já o Vagner que tem 25 anos não conseguiu o desconto de estudante no ingresso do Machu Picchu porque tinha carteirinha de Pós-graduação, mas conseguiu desconto de meia no boleto turístico de Cusco, onde a Patrícia não conseguiu porque tinha 27 anos. Olha que confusão! hahahaha

 

Cartão internacional de vacina (ANVISA): A vacina contra febre-amarela é obrigatória, por lei, para entrar na Bolívia (apesar deles cagarem baldes pra isso, ninguém pediu pra ver nosso cartão de vacinação).

 

Se você já tomou essa vacina nos últimos 10 anos, ela ainda é válida e você só precisa ir a um posto de saúde que emita o Certificado Internacional. Se não, você se informa dos horários do seu posto de saúde, toma a vacina na hora e pede o Certificado Internacional (verifique se o posto que você está indo emite o certificado. Eu fui em um que me deram a vacina e 5 minutos depois já me deram o certificado).

 

Reserva do ingresso de Machu Picchu: Reservamos os ingressos de Machu Picchu pelo site oficial (http://www.machupicchu.gob.pe/). Veja bem, RESERVAMOS, não pagamos no site. Acredito que seja uma forma de segurar sua vaga pra aquele dia específico, mas no dia que fomos na Prefeitura acabamos nem mostrando a reserva e compramos direto o ingresso. Se você vai subir só Machu Piccu, acredito que não tenha que se preocupar com os ingressos antecipadamente, se quiser garantir reserve no site, mas acho que não é preciso pilhar nisso.

 

Se você vai fazer a Huayna Picchu ou a Montaña Picchu é preciso comprar seu ingresso com, no mínimo, um mês de antecedência pra garantir seu lugar, porque pra essas duas montanhas existe número limitado de entradas por dia: 200 no primeiro grupo (7-8h) e 200 no segundo grupo (10-11h).

 

MONEY BELT:

 

• $ 1.300,00 dólares

• R$ 300,00 reais (just in case)

• Cartão Itaú internacional

• Passaporte

 

O money belt é a parte mais importante da sua viagem. Nele está sua vida! Então, nunca tire ele de você, leve até pra tomar banho. Sério! Já vi gente ferrar a viagem toda porque foi furtado quando deu mole com o money belt.

 

Óbvio que quando você for mergulhar nos termas ao longo da viagem, dê um jeito de esconder o Money belt no fundo da mochila de ataque e deixe a mochila num lugar que você possa sempre manter os olhos!

 

PREPARATIVOS:

 

Bom, essa viagem já estava no meu radar há algum tempo e nunca conseguia realizá-la. Decidi que faria essa viagem em 2016 e convoquei algumas amigas, a maioria não pôde. Elisa já tinha tirado as férias dela, mas como ainda faltavam alguns dias das do ano passado ela fez um acordo com chefe e tirou os 23 dias pra gente fazer a viagem juntas em abril. E só podia ser abril porque ela iria trabalhar compulsivamente pras olimpíadas e eu voltaria pra Inglaterra (eu moro na Inglaterra atualmente com meu namorado tcheco) em Junho (a princípio, porque agora volto em Setembro hahahaha). Então, era agora ou nunca e decidimos que seria agora!

 

A decisão veio por meados de Fevereiro e como Elisa estava trabalhando direto eu fiquei responsável por ver o roteiro e ir passando pra ela. No final de Fevereiro já tínhamos o roteiro montado todo baseado no roteiro do Rodrigo, eu cheguei até a compartilhar uma planilha compilada no roteiro do Rodrigo nos Mochileiros.com pra ajudar a galera que também tava seguindo essas dicas dele (eu a lokaaaa da planilha).

 

Mas, não contávamos com a merda da alta do dólar (chegou a bater 4,20 quando estávamos planejando a viagem... #fudeuuuuu) e com as passagens tão caras! Aí bateu um certo desespero, vontade de desistir, ver algum lugar pelo Brasil que fosse mais barato e tal. Só que tinha um agravante na nossa situação: Quando eu e ela teríamos férias juntas novamente? Quando eu voltaria pro Brasil de novo?

 

Aí pensamos: Quer saber? Temos dinheiro, temos tempo e já temos roteiro... Vamos fazer essa viagem esse ano!!!! \o/ Caraaaaa! Foi mó correria, porque decidimos isso no dia 5/3 sendo que a viagem ia acontecer dia 2/4. Correeeee pra comprar as passagens! Acabamos pagando uma fortuna nas passagens de saída e retorno ao Brasil (R$ 1.843,42), mas tudo bem. O importante é que de fato iríamos e agora era parar de chorar pelo dinheiro derramado e bola pra frente, tínhamos muita coisa pra ver!

 

- PASSAGEM BRASIL X SANTA CRUZ | SANTA CRUZ X BRASIL (R$ 1.843,42): OK

 

- PASSAGEM AMASZONAS DE SANTA CRUZ X SUCRE ($ 53,14 dólares): OK

 

- RESERVA DO BILHETE DE MACHU PICCHU: OK

 

- SEGURO VIAGEM (R$ 201,66): OK

 

- RESERVA DO PASSEIO DO SALAR DE UYUNI COM A ESMERALDA TOUR: OK

 

Essas foram as únicas coisas que fechamos antes da viagem! NÃO RESERVAMOS NENHUM HOSTEL, NENHUM OUTRO PASSEIO, NENHUMA PASSAGEM DE ÔNIBUS!

 

PORÉÉÉMMMMM... A única coisa que eu teria comprado com antecedência, também, seria a passagem do ônibus de Sucre para o Uyuni, porque se a gente não conseguisse a passagem na rodoviária pro Uyuni ia quebrar todo roteiro porque teríamos que ficar um dia extra em Sucre, apesar de eu já ter em mente um plano B (cortaria Arequipa, infelizmente).

 

E aí por causa disso eu fiquei ansiosa até chegar na rodoviária de Sucre, roí todas as minhas unhas, fui no banheiro umas 648 vezes (JURO), não conseguia relaxar de jeito nenhum. Tudo por causa desse ônibus maldito! Nos relatos que li, a galera dizia que só tinha uma companhia de bus que fazia esse trajeto (Sucre X Uyuni), então caraaaa eu tava uma pilha de nervos porque não queria mudar nada do roteiro (aquela, né? Super apegada às coisas).

 

Então, se eu pudesse dar um conselho seria esse: COMPRE SUA PASSAGEM DE SUCRE X UYUNI PELO SITE DA COMPANHIA 6 DE OCTUBRE. Se não tiver mais pela 6 de Octubre tente ver se existe algum site que venda as passagens da 11 de JULHO.

 

Uma pessoa me passou esse site no Mochileiros.com e achei bem mais bonito e organizado do que o site que vi na época: https://www.ticketsbolivia.com/

 

Reservamos com a Esmeralda Tour com antecedência porque eu queria negociar o valor sem ter um monte de mochileiros em volta (não queria assustar a senhora pedindo desconto e depois mó galera pedindo também). Além do que, queria muito fazer com eles porque li diversos relatos falando bem deles e não queria correr o risco deles estarem lotados (a apegada novamente! Rsrsrsrsrs). A Esmeralda Tour é uma das únicas companhias que param no Salar de Uyuni para ver o por do sol.

 

Conferi no Google se tava tendo manifestação, protestos, competições, ralis, qualquer merda que pudesse tirar meu roteiro de ordem (caraaa eu levo meu roteiro muito a sério, perceberam, né?) e UFA! Não tinha nadica! Só as eleições no Peru, mas que não interferiu em nada nos passeios (ficamos com um pouco de medo, mas saiu tudo como o esperado).

 

Pra finalizar e partimos pro que realmente importa (o relato dos dias), eu só queria compartilhar com vocês que esse foi meu primeiro mochilão super em aberto, apesar de ter meu roteiro super fechado! Sério, parece contradição, mas não é! Eu sabia o que ia fazer em cada dia e tinha um planejamento dos ônibus e hostels que ia pegar, mas não reservei nada justamente porque em um mochilão desse tipo você não pode fechar suas possibilidades!

 

Você precisa ficar flexível pra mudanças de planos e de ideias ou, é claro, para os temidos imprevistos!

 

Tivemos que pegar ônibus diferentes, dormir em hostels diferentes do planejado, mas no fim deu tudo certo. O que quero dizer é: NÃO reserve nada com antecedência também, porque se surgir um imprevisto ou você mudar de plano no meio do caminho você poderá mexer seus pauzinhos com liberdade e sem medo de perder dinheiro.

 

Imagina já ter comprado uma passagem e depois mudar de ideia (perdeu dinheiro) ou decidir ficar mais um dia numa cidade e já ter reservado um hostel na outra (em alguns casos eles devolvem o dinheiro se você avisar com 48 horas de antecedência em outros casos você paga multa).

 

Me deu um certo medinho e muita insegurança viajar assim com a viagem meio em aberto, mas ao mesmo tempo me deu uma puta sensação de liberdade e flexibilidade, sabendo que eu poderia curtir como eu quisesse sem medo de perder dinheiro.

 

E, às vezes, o bom de fechar os hostels na hora é que você pode barganhar descontos (fizemos muito isso e conseguimos alguns). Não fique com medo de não ter onde dormir tem MILHARES de hostels por esses lugares e sempre terá uma opção na pior das hipóteses.

 

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PARTIUUUUU DIA DA VIAGEM!!!!!

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.2) Rio X Santa Cruz de La Sierra X Sucre X Uyuni – O dia que nunca acabava

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Está de sacanagem comigo kkkkkkkkkkkkkkkk, água gelada da bixiga, ::Cold::::Cold::::Cold::::lol4::::lol4::::lol4::::lol4::

 

olha o bolo da Pate, *-*

 

[attachment=0]IMG_6947.jpg[/attachment]

 

kkkkkkkkkkkkkkkk

Já ia cobrar essa foto, falar e não mostrar é sacanagem com nós, leitores/espectadores...kkk

A gente se diverte com esse relato.

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Mary, tudo bem?

 

Em agosto vou fazer este mochilão e farei o seu roteiro praticamente, rs.

 

Queria saber sobre a sua planilha que você disse no começo do relato que ia disponibilizar. Onde encontro?

 

Bjos

Oi Aline,

Também vou em agosto e vou fazer exatamente esse roteiro!

Ta indo em grupo? Sozinha?

Me chama no zap 31 987631456

[FACE THROWING A KISS]

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Está de sacanagem comigo kkkkkkkkkkkkkkkk, água gelada da bixiga, ::Cold::::Cold::::Cold::::lol4::::lol4::::lol4::::lol4::

 

olha o bolo da Pate, *-*

 

[attachment=0]IMG_6947.jpg[/attachment]

 

Melhor bolo da vida! hahahahaha ::lol4::

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CAP.20: Chegada à caótica La Paz

 

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19/04/2016

 

[Você pode ler esse relato ao som de Love my life]

(

)

 

Esse capítulo não terá muitas fotos porque é um capítulo de transição pra mostrar como foi nosso percurso de Copacabana à La Paz. Vale a pena ler pra entender a questão de horários e valores. Ahhh! Tem uma breve explicação sobre os passeios que fizemos.

 

Eu acordei 5:45 pra ver como estava o tempo e pra minha tristeza ainda estava chovendo, então, não acordei ninguém. Reprogramei meu despertador para às 8:00, fui ao banheiro e voltei a dormir. Elisa chegou a acordar quando voltei pra cama e acabou indo ao banheiro também, deu uma passadinha pra ser se tinha algum sinal de sol nascendo, mas assim como eu, só viu bem de longe em meio aos chuviscos uma bolinha laranja clarinha no horizonte.

 

Quando deu 8:00 acordamos e começamos a arrumar as coisas pra fazer o check-out e ir tomar café da manhã no mesmo restaurante que fizemos a surpresa da Pate (não tinha desayuno incluso na nossa diária).

 

Chegamos no restaurante e fizemos a mesma negociação que fizemos no restaurante de Copacabana: trocamos o suco pelo ovo mexido. Pagamos 20,00 bolivianos, mas nem deu pra degustar muito bem porque já eram 9:30 e ainda tínhamos que percorrer uns 30 minutos de descida escorregadia (já que estava chovendo e o caminho era de pedra com barro) até chegar no porto.

 

Fomos descendo mais lento do que tínhamos planejado, porque estávamos com medo de escorregar e meter a cabeça nas pedras, então o percurso que duraria 30 minutos, acabou se transformando em 45 minutos. Chegamos ao porto e já conseguíamos ver uma bagunça na casinha onde se comprava os tickets do barco. Faltavam 15 minutos pro barco sair e conseguimos comprar nossos bilhetes por 25,00 bolivianos (preço padrão).

 

Como estávamos meio atrasados, já nos dirigimos ao barco pra pegar nossos lugares, eis que tivemos uma surpresa: o barco estava lotado e teríamos que ir em pé durante 1h30 min. Mas, o problema nem era de fato ir em pé. O nosso maior problema era o barco afundar já que estava superlotado. Tinham umas 10 pessoas em pé mais as pessoas que já estavam sentadas. Era muita gente e eu já tava vendo a hora que seríamos 4 brasileiros à deriva no Lago Titicaca, sendo que Vagner não sabe nadar. Hahahahaha

 

Eu sei que geral começou a reclamar com a mulher que vendeu os tickets e ela e o piloto do barco arrumaram outro barco pra gente. Sentamos no novo barco e aí rolou um alívio, mas depois veio uma nova surpresa: em vez de sairmos 10:30, sairíamos às 11:00 e chegaríamos em Copacabana às 12:30 (se tudo desse certo).

 

O problema é que percebemos que estávamos num barco fretado pra um grupo de turista, coitados, que iam fazer outro passeio antes de irem para Copacabana. Aí a gente tava feliz e contente que o barco saiu às 11:00 em ponto quando depois de uns 30 minutos o piloto pergunta pro grupo se eles queriam descer no lugar programado anteriormente, antes de outros turistas invadirem o barco deles (no caso, nós e mais uma porrada de gringo). O grupo disse que “sim” com a cabeça e fizemos uma parada de 10 minutos num lugar, que eu não faço ideia de onde era.

 

Sendo que por causa da chuva, ainda conseguimos ir mais lento que a ida. A volta foi torturante e enjoativa. Tomei logo um Diamox pra não vomitar na galera. Eu sei que depois de anos dentro do barco chegamos em Copacabana às 12:45 já correndo pra pegar nossos mochilões na agência.

 

Chegamos lá, pegamos os mochilões e tiramos algumas coisas da mochila de ataque e passamos pro mochilão. Eu comprei outro papel higiênico por 3,00 bolivianos (acho que o hambúrguer não caiu muito bem no meu estômago na noite passada) e fomos andando direto pro terminal de ônibus, que fica mais acima na mesma rua da agência e do hostel numa “praça”.

 

Chegando lá, tinha uma porrada de ônibus e começamos a tentar achar o nosso (Diana Tour), eu e Elisa compramos umas empanadas pra viagem (7,00 bolivianos cada), já que não tínhamos almoçado e chegaríamos em La Paz só por volta das 18:00. Eu ainda fui ao banheiro mais uma vez e paguei 1,00 boliviano porque usei meu papel higiênico, se não seriam 2,00 bolivianos. Acho que já mencionei que os ônibus na Bolívia não têm banheiro, então, mesmo que sua viagem seja longa, você vai ter que ir prendendo o xixi ou o número 2. Por isso, eu tentava ir ao banheiro toda vez que tinha oportunidade.

 

Encontramos o Emiliano e a Marina de novo (Ah! Esqueci de dizer que eles estavam no tour guiado da Isla del Sol com a gente, mas voltaram no mesmo dia), entramos e o ônibus saiu no horário programado de 13:30. Fomos ouvindo música novamente, até que um moço nos avisou que em um dado momento da viagem teria uma parada onde todos deveriam descer do ônibus e atravessar o lago de barco, pois o ônibus seria atravessado numa balsa e não era permitido ter ninguém dentro durante essa travessia.

 

Quase 1 hora depois, o moço avisou que era hora de descer e que quem quisesse podia deixar os pertences, porque não mexeriam em nada. Nós levamos nossas mochilas de ataque conosco, mas, obviamente, tivemos que deixar os mochilões no bagageiro do ônibus.

 

Entramos numa fila e pagamos 2,00 bolivianos pelo ticket do barco e depois de uns 10 minutos esperando, atravessamos o Estreito de Tiquina, o trecho mais estreito do Lago Titicaca. Chegamos do outro lado e conseguíamos ver nosso ônibus vindo, sozinho, de balsa. Eu aproveitei pra fazer mais um xixizinho (a maníaca do xixi rs) e paguei 1,00 boliviano. O ônibus tinha chegado na outra margem do lago, mas ainda demorou uns 15 minutos pra sair da balsa e vir até o nosso encontro, então eu aproveitei pra comprar um alfajor delicioso por 3,00 bolivianos.

 

O ônibus nos encontrou na Plaza San Pablo de Tiquina e todos entraram pra seguirmos viagem, agora sem paradas rumo à La Paz! Chegamos lá por volta das 18:00 depois de ter pego um trânsito bizarro nas ruas estreitas da cidade. O ônibus nos deixou um pouco antes da Plaza San Francisco (acho que por que pedimos rs... não lembro direito), na rua Ságarnaga - rua das agências de turismo e restaurantes.

 

Nossa ideia era ficarmos hospedados no Wild Rover pro Vagner e a Pate ganharem a blusa, mas depois que vimos no mapa a localização do Wild Rover não parecia muito interessante pra gente, porque quase todos os passeios acabavam na Plaza San Francisco, então gastaríamos todos os dias dinheiro pra voltar de táxi pro hostel.

 

Como a gente já tava perto das agências de turismo, antes de resolvermos a questão do hostel decidimos pesquisar os valores do passeio de Downhill que faríamos no dia seguinte e os valores do Chacaltaya + Valle de la Luna que faríamos no dia seguinte ao Downhill.

 

Como muita gente indicou a empresa Xtreme Downhill (em relatos e durante a própria viagem) como uma excelente empresa, achamos que valia a pena gastar um pouquinho mais num passeio tão perigoso (não é uma boa ideia economizar quando falamos das nossas vidas, né?). Estávamos em frente a Xtreme Downhill e fomos cativados pela simpatia da atendente que se chamava Luz. Ela explicou tudo com muita calma e acabamos fechando lá mesmo, apesar do preço estar muito acima do que tínhamos pensado.

 

Conseguimos um desconto de 30,00 bolivianos e pagamos um total de 450,00 bolivianos pelo passeio que incluía: transporte, café da manhã, dois guias, equipamentos, bicicleta de dupla suspensão, almoço buffet num sítio com piscina e camisa. Ah! No dia do passeio, ainda são cobrados mais 50,00 bolivianos de taxa (sei lá pra que, mas geral paga).

 

Dica: É muito importante que vocês peguem uma bicicleta boa, principalmente pra quem é iniciante no esporte. A bicicleta de apenas uma suspensão vai ser bem mais barata, mas não compensa o perigo e o desconforto de ficar sacolejando ao longo de quase 63 km. Pegue uma bicicleta de dupla suspensão que vai te dar mais segurança na hora de pilotar e muito mais conforto pros seus punhos e pra sua bundinha rs.

 

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A gente tava sem dinheiro suficiente, então decidimos trocar dinheiro na própria agência que fez uma cotação boa de 6,95 bolivianos por dólar. Trocamos 100,00 dólares o que nos deu uma bolada de 695,00 bolivianos.

 

Acertamos tudo com a Luz, que horas nos pegariam no hostel (ficamos de mandar um whatsapp pra ela confirmando em que hostel ficaríamos), nossos tamanhos de equipamento e blusas e seguimos para fechar o passeio do Chacaltaya + Valle de la Luna em outra agência. Talvez esse tenha sido nosso erro. Talvez se fechássemos tudo na mesma agência conseguiríamos um desconto melhor, mas a Xtreme Downhill só faz o passeio do Downhill e não tínhamos outras referências de empresas sérias.

 

Entramos e saímos de várias agências até que decidimos fechar na Bolívia Ingel o passeio do Chacaltaya + Valle de la Luna por 78,00 bolivianos (sem almoço incluso) + 30,00 bolivianos de taxa no local, sendo que as outras estavam nos cobrando 90,00 bolivianos + a taxa. Lá, a senhora nos indicou um hostel que ficava na rua de cima, bem movimentada e cheia de comércios e restaurantes. O nome do hostel era Muzungu (Calle Illampu esquina Santa Cruz A 441, La Paz).

 

Acertamos tudo com a mulher sobre o passeio do Chacaltaya + Valle de la Luna e fomos lá no Muzungu ver se tinha vaga pra gente. Fechamos um quarto pra nós quatro por 55,00 bolivianos cada com café da manhã incluído. Eu e Elisa ficaríamos uma noite a mais que o Vagner e a Pate, então, mudamos pra um quarto de 20 pessoas na última noite onde pagamos 35,00 bolivianos cada (sem café da manhã) e negociamos com o dono de pagar só 45,00 bolivianos na primeira noite, já que não tomaríamos café da manhã no hostel (porque teríamos no passeio de Downhill).

 

Tudo certo, subimos pro quarto pra deixar nossos mochilões e ir jantar logo em seguida. Fomos num restaurante de massas chamado Mozzarela, logo na esquina da outra rua. E adivinha quem a gente encontrou por lá? Emiliano e Marina! Juntamos as mesas e a galera dividiu duas pizzas e eu pedi um macarrão Alfredo e um suco de laranja e paguei 45,00 bolivianos.

 

Voltamos para o hostel e apesar da gente estar bem localizado e o hostel ser de boa, as pessoas que frequentavam o hostel tornaram nossa estadia de 5 dias lá insuportável. Era um hostel de Israelenses, ou seja, 90% das pessoas eram jovens porra loucas que faziam tudo que bem entendiam, desde gritarem no corredor às 4:00 da madrugada até largarem absorventes usados no chuveiro.

 

Eu acredito que nem todos os israelenses sejam assim, mas os que estavam hospedados lá naquela semana tocavam o terror legal. A gente se irritou muito, mas não podíamos falar nada por ser minoria e eles andarem em bando.

 

Enfim, só recomendo esse hostel se você estiver com um grupo fechado e quiser testar o limite da sua paciência, caso não, é melhor procurar outro hostel.

 

Dica esperta: Depois soubemos de uma empresa séria e comprometida que também fazia o passeio do Downhill e Chacaltaya + Valle de la Luna por um preço super barato. O nome da agência é Arco Travel (Calle Sagarnaga Y Murillo, nº 213 segundo andar) e ela fica dentro de uma galeria (acho que o nome da galeria é “Doryan” que tem crepes maravilhosos no primeiro andar. Os valores normais aplicados por eles são: 350,00 bolivianos pra bicicleta dupla suspensão (+ 50,00 bolivianos de taxa no local) e 90,00 bolivianos pro passeio do Chacaltaya + Valle de la Luna (+ 30,00 bolivianos de taxa no local). Sendo que conhecemos dois brasileiros que fecharam lá e choraram muito um desconto que conseguiram fechar o pacote todo (com todas as taxas incluídas) por 420,00 bolivianos! Quase chorei quando ouvi isso!

 

Enfim, fomos dormir porque no dia seguinte marcamos da van ir nos buscar no hostel às 7:00 pra seguirmos pro café da manhã e depois Downhill.

 

Vou comentar rapidinho sobre o que esperar dos dois passeios:

 

Downhill pela Estrada da Morte

O Downhill é considerado um dos passeios mais perigosos e de maior adrenalina em La Paz. Não tem como ir à La Paz e não fazer o Downhill pela Carretera de la Muerte. O passeio é sensacional e consiste em ir de van até um certo ponto da estrada, tomar café da manhã por lá, pegar as bikes, vestir os equipamentos, ouvir as instruções dos guias, treinar numa área aberta pra ver a altura do banco e os freios (muito importante rs) e iniciar a descida.

 

Os 25 km iniciais são no asfalto (parte fria pra caraca onde você vai ter a sensação de que seus dedos congelaram) e depois os 38 km restantes você faz na estrada da morte propriamente dita, com pedras soltas, barro, cachoeira, rios... É muito irado!

 

Esse é um daqueles passeios que você TEM QUE fazer quando visita um lugar, se não vai se arrepender pelo resto da vida! Tá na chuva é pra se molhar!!!!

 

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Chacaltaya + Valle de la Luna

É um passeio bem comum pra quem visita La Paz. Consiste em: na parte da manhã, conhecer a montanha Chacaltaya era a estação de esqui mais alta do mundo, 5.421m de altitude, hoje desativada pela escassez de neve (aquecimento global mudando a por*a toda). Na parte da tarde, você volta pra La Paz e segue pro outro lado da cidade, numa região chamada Valle de la Luna, onde vai ver uma formação geológica muito interessante (parece um formigueiro gigante) formada pela erosão ao longo dos anos através da chuva, vento, sol e rio. Voltamos do passeio por volta das 16:00.

 

Esse passeio é sempre fechado em conjunto, mesmo que você só queira fazer o Chacaltaya, por exemplo. No entanto, é possível pedir pra descer na cidade quando estiver voltando da montanha, sem a necessidade de ir conhecer o Valle de la Luna. Mas, eu acho que vale muito a pena visitar, porque tem uma formação geológica bastante interessante.

 

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Preparem-se pro próximo capítulo porque vai ser MUITO FODA!!!

 

SALDO DO DIA:

- 20,00 bolivianos – Café da manhã

- 25,00 bolivianos – Barco de volta para Copacabana

- 3,00 bolivianos – Papel Higiênico

- 1,00 boliviano – Banheiro

- 7,00 bolivianos – Empanada

- 2,00 bolivianos – Barco para atravessar o Estreito de Tiquina

- 1,00 boliviano – Banheiro

- 3,00 bolivianos – Alfajor

- 450,00 bolivianos – Passeio de Downhill pela Xtreme Downhill

- 78,00 bolivianos – Passeio do Chacaltaya + Valle de la Luna

- 45,00 bolivianos – Jantar

 

* Trocamos 100,00 dólares = 695,00 bolivianos (cotação de 6,95 bolivianos por dólar)

 

TOTAL: 635,00 bolivianos

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.21) O desafiante Downhill pela Estrada de la Muerte

 

Se você tá curtindo meu relato, me segue lá no IG @vidamochileira que tem um monte de dicas legais também! Em março vou para a Tailândia e vou compartilhar tudinho pelo IG e relatar todas essa experiência pelo blog!

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CAP.21: Vale a pena fazer o Downhill na Death Road em La Paz

 

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20/04/2016

[Você pode ler esse relato ao som de We are Young]

(

)

 

Chegou o dia do passeio mais esperado de La Paz. Eu tava tão ansiosa que me deu uma dor de barriga bizarra e acordei já indo direto pro banheiro. Como eu acordava antes que todo mundo pra falar com o boyfriend, não atrasei ninguém, mas o Mark não teve muito tempo pra falar comigo direito.

 

Depois de já ter passado o susto (leia-se: a caganeira), acordei o resto da galera às 6:15 pra nos arrumarmos e esperarmos a van nos pegar no hostel (entre 6:45 e 7:00). Enquanto todos esperavam na recepção e tentavam se conectar na internet sem sucesso eu tava correndo de um lado pro outro que nem uma barata tonta pra tentar conseguir um bom remédio pra dor de barriga. Eu iria fazer o downhill nem que eu tivesse que descer os 63 km cagando nas calças.

 

Falei com o moço da recepção e ele disse que o melhor remédio que eu poderia tomar era o chá de folha de coca. Corri no quarto, peguei minha garrafinha de água, esvaziei e corri no último andar onde serviam o café da manhã (não estavam servindo ainda) e pedi pra moça me arrumar água quente, ela foi muito gentil e me deu um pouco de água e eu peguei as folhas de coca que tínhamos comprado lá no tour do Uyuni, lembram? Aquele pacotinho que compramos no início da viagem e que quase fudeu a gente na fronteira do Chile... Enfiei quase meio saco dentro da garrafa e o moço falou pra eu sacudir e esperar uns 5 minutos e beber o quanto eu conseguisse.

 

Caraaaa a parada era nojenta, mas fui bebendo de olho fechado e rezando pra dar tudo certo. O nosso guia chegou e nos levou até à van onde pudemos conhecer nossos companheiros de aventura. Vocês acreditam que tinha até um cachorrinho dentro da van?! Paramos em mais um ou dois hostels pra pegar mais gente e depois seguimos pra uma espécie de supermercado onde um dos guias desceu e comprou várias balas pra dar pra gente. Depois ele explicou rapidamente como seria a descida e pediu pra gente preencher um termo de autorização e consciência dos riscos do passeio. Ah! Ele ainda cobrou a taxa de 50,00 bolivianos de todo mundo.

 

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Seguimos direto por uns 30/45 minutos até o ponto onde tomaríamos café da manhã (incluso no pacote), colocaríamos os equipamentos e testaríamos as bikes. Lá tava bem frio mesmo. Sério! Congelante! Os guias montaram uma mesa com uns pães duros, manteiga, café e chá de folha de coca.

 

Eu, obviamente, fui atacando o chá de folha de coca, mas Vagner vez o favor de derrubar no chão o recipiente que eles colocaram as folhas de coca (foi sem querer). Passamos por uma vergonha alheia básica, depois o Vagner meio que catou algumas folhas do chão, colocou de volta no potinho e colocou na mesa, como se nada tivesse acontecido.

 

Todo mundo pulando, dando peteleco um no outro, correndo pra tentar espantar o frio, mas tava bem difícil. Tinha um guia que ficava tirando várias fotos nossas ao longo do passeio e aí ele organizou geral perto da mesa de desayuno e todos fingiram estarem super bem, sem qualquer tipo de problemas climáticos.

 

Enquanto isso, o outro guia tava organizando os equipamentos (capacetes, luvas, joelheiras, cotoveleiras, jaquetas e calças) no chão em ordem de tamanho (do menor pro maior). Eu dei uma fugidinha e fui fazer xixi atrás da pedra e pedi pras meninas vigiarem pra não ir ninguém lá. Eis que um menino brota no chão e me vê naquela posição linda de cócoras, com um vento frio batendo na minha bunda e segurando um papel higiênico na mão. O garoto ficou tão sem graça quanto eu e acho que nem fiz o xixi todo de tanta vergonha. Trinquei o xixi lá dentro mesmo, me sequei e fiz uma cara de “agora você pode ir!”.

 

Enfim, o guia posicionou cada um em frente ao que deveria ser seu equipamento e pediu pra todos vestirem. A gente tava todo agasalhado e ainda tava morrendo de frio, colocamos a jaqueta e a calça da empresa por cima das nossas roupas e ainda continuamos congelados. Quando vesti minha calça, parecia que tinham me dado uma calça de anão (nada contra anões, mas ficou mega pescando em mim e fora que tava dividindo e apertando minha bimbinha). Pedi pra trocar e me deram uma calça de homem que ficou parecendo que eu tinha um saco enorme, mas era melhor folgadinha do que fazendo pata de camelo, né?

 

Todos equipados, chegou a hora de testarmos as bicicletas e recebermos as orientações. Como 90% do nosso grupo falava inglês e o Vagner e a Pate só entendiam espanhol, os guias fizeram dois grupos: um com todas as pessoas da van e outro só com os quatro brasileiros.

 

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O guia deu todas as explicações do tipo: cada um vai no seu tempo, não precisa acompanhar a velocidade do coleguinha, mantenha uma distância segura da pessoa da frente, ande com um metro de distância do penhasco (acho que isso nem precisava avisar, mas ok rs), nunca andar no meio, sempre à direita na parte do asfalto e à esquerda na parte de terra, se precisar frear, nunca aperte os dois freios de uma vez com força porque você pode derrapar, aperte suavemente o de trás e vá moderando com o dá frente, terá sempre um guia na frente e um atrás do grupo, a van sempre segue o grupo atrás, etc.

 

Antes de partirmos, eu pedi pro guia me ajudar a prender a minha gopobre no guidon (não sei se é assim que escreve) da bicicleta pra ir filmando tudo. Algumas pessoas colocaram a gopro nos capacetes com suporte próprio e outras tinham aqueles coletes que dá pra prender a gopro. Eu queria prender a minha no guidon mesmo, porque seria mais fácil controlar quando filmar e quando tirar foto.

 

Tudo pronto e lá fomos nós (um grupo de umas 12 pessoas) descer uma das estradas mais perigosas do mundo de bicicleta. Os primeiros 25 km foram no asfalto e tava muito frio. Se não me engano, pegamos 8°C. Nossos dedos pareciam ter congelado e chegava até a escorrer uma corisa involuntária do nariz (eca). Fizemos umas 3 ou 4 paradas para os guias irem checando como estávamos indo, se estava tudo bem e tal.

 

Eu estava indo bem, até que começou a chuviscar e meus cílios congelaram de leve. Nesse momento, eu já não sentia mais os dedos das mãos e os dos pés eu jurava que já tinha perdido. Aí que começou a fuder o baile de vez: crise de claustrofobia misturada com caganeira! PQP! Me deu vontade de tirar aquela roupa toda, mesmo com todo frio. Aquele capacete já tava me irritando e a dor de barriga começava a dar sinais de que tava ficando mais forte.

 

Decidi que não daria mais pra descer, pelo menos não aquela parte naquela hora, então, eu pedi pro guia se poderia ir um pouco na van pra tentar melhorar. Não que eu fosse cagar num saco e jogar pela janela, mas minha ideia era tomar mais do chá de folha de coca, tirar o capacete, aquecer minha mão e respirar fundo. A maioria das vezes que tenho claustrofobia eu consigo reverter me acalmando e respirando fundo (tirar o capacete ajudou muito também). A dor de barriga eu consegui controlar respirando bem fundo e rezando pra não pagar aquele mico ali, afinal, seriam 3 camadas de calça que teriam que ser jogadas fora, né?

 

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O problema foi que os 8 minutos que fiquei dentro da van, eram os 8 minutos finais na parte de asfalto e acabei não voltando pra andar lá. Todos entraram na van também, os guias colocaram as bicicletas de volta no teto da van e seguimos mais um pedaço do asfalto de van até chegar no início da estrada de terra.

 

Eu já tava me sentindo bem melhor e pronta pra voltar pra adrenalina. Quando descemos da van, a temperatura tinha subido bastante e a gente até tirou um dos casacos. O nosso guia relembrou todas as orientações e pediu pra termos mais cautela nessa parte porque qualquer derrapada poderia ser fatal. Além disso, ele lembrou que nessa parte era preciso andar na esquerda com cuidado pra não dar de frente com os carros que vinham na outra direção e pediu que toda vez que fôssemos fazer uma ultrapassagem avisar/gritar por qual lado estávamos indo, pra evitar acidentes.

 

Ah! Muito importante. Ele pediu pra gente ter muito cuidado com os freios, porque se apertássemos com força poderíamos derrapar muito feio ou até capotar. Pediu pra gente ficar de olho nas pedras soltas e que teriam partes que era melhor nem usar o freio.

 

Todos prontos, começamos a descer e eu já vi que ficaria pra trás! Apesar de ser a mais empolgada pro passeio, eu tive problemas de entender a mecânica do donwhill no início e acabava não deixando fluir. Ficava freando e colocando o pé no chão toda hora. Deis umas boas derrapadas que conseguia ver meu coração saindo pela boca e voltando.

 

Todo mundo tava lá na frente, inclusive a Pate e a Elisa que eram as que estavam com mais medo. As duas deram um show de bravura e foram sentando o pau na velocidade e eu lá, quase que descendo da bicicleta pra ir empurrando. O meu problema foi que em vez de deixar a velocidade me guiar, eu ficava apertando o freio direto e a roda quase nem girava direito e quando girava pegava de tal forma numas pedras que eu derrapava.

 

Mas, eu não me forcei em nenhum momento a correr como as outras pessoas, fui no meu tempo. Tinha sempre um guia atrás de mim me ajudando e tal. Fizemos algumas paradas pra descanso, fotos e beber água. Conforme a gente ia andando eu ia ganhando mais confiança e pegando o jeito e o macete de fazer o downhill.

 

Fizemos uma parada pro lanche (incluso no pacote) que tinha banana, pão com queijo, chips, coca-cola, água e chocolate. Nessa parada já estávamos suando e tiramos mais uma camada de blusa. Continuamos descendo e conseguíamos avistar uma cachoeira no meio da estrada. Nos organizamos em fila indiana atrás de um grupo de outra empresa. Cada um tirou uma foto individual segurando a bicicleta embaixo da cachoeira e depois esperava o resto do grupo do outro lado pra uma foto coletiva.

 

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Tiramos várias fotos e partimos pra continuar o trajeto. A essa altura eu já estava soltinha na pista, literalmente, já tinha entendido o macete de fazer downhill e aí é que ninguém me segurava mais. Eu desci direto sem usar o freio nenhuma vez, usando só a força do braço pra controlar o guidon e a posição do corpo pra controlar a bicicleta. Então, quando tinha muitas pedras, eu levantava a bunda e ia curvando meu corpo, segurando firme o guidon, sem apertar o freio. Quando eu via uma curva, abria levemente pra esquerda, dava uma apertada suave no freio antes da curva só pra diminuir a velocidade e continuava seguindo freneticamente com muito vento no meu rosto.

 

MACETE: Tente não usar os freios com frequência. Parece loucura, mas são os freios que na maioria das vezes provocam os acidentes nesse tipo de passeio, porque se você frear bruscamente pode capotar e se ficar freando toda hora você vai quase que o caminho todo derrapando e isso também é perigoso. Deixe a velocidade te levar (parece maluquice, mas não é) e controle a bicicleta com os braços firmes e o corpo na curvatura certa. Não se preocupe, você vai pegar o jeito em algum momento do passeio. Eu mesma peguei o macete só no final (deviam faltar uns 20km pra acabar), mas aproveitei cada segundo da adrenalina.

 

Sério! Eu tava me sentindo profissional. Tava super confiante e foi a partir do momento que eu ganhei confiança e me senti capaz de controlar a bicicleta em alta velocidade que de fato eu comecei a curtir o passeio e achar a parada realmente muito foda! Óbvio, que de vez em quando rolava umas derrapadinhas, mas nada demais.

 

Passamos por dois rios e eu curtia o passeio cada vez mais, até que teve uma parte que não era mais descida (90% do passeio é descida) e sim plana com uma leve subida (quase que imperceptível). Putz! Aí cansou a gente demais! O sol e o calor já tavam fritando a gente dentro daquela jaqueta (optamos por não tirar, porque aquela era nossa “proteção” caso a gente derrapasse) e ainda tivemos que fazer um esforço inesperado aí deu uma quebradinha na firma, mas logo passou essa parte chata e voltamos a descer loucamente.

 

Depois que passamos um dos rios, a gente tava descendo uma parte cheia de pedras que trepidava muito e minha gopobre acabou caindo sem eu nem perceber. Até que depois de uns 2 minutos sem ela no guidon, um menino me gritou e me devolveu. Maior sorte porque se ninguém tivesse visto ia ficar lá pra outra pessoa de presente, porque duvido que o guia voltaria comigo pra procurar uma parada que a gente não fazia ideia da onde tinha caído.

 

De vez em quando, rolava uns sustos com pessoas que nos ultrapassavam sem avisar da onde vinham e a gente quase se batia. Teve até uma vez que um menino zigoto foi me ultrapassar e disse direita (o que significava que ele estava indo pra minha direita), aí eu comecei a jogar minha bike pra esquerda pra deixar ele passar pela direita como ele mesmo tinha gritado e o zigoto me brota na esquerda! Que ódio! Eu gritei “esquerda, seu doente! Próxima vez fala direito.” A gente quase teve um acidente mega feio o que resultaria em uma possível morte, já que estávamos do lado de um precipício.

 

Vagner teve um imprevisto! O pneu dele furou e um dos guias trocou de bicicleta com ele pra ele não perder muito tempo esperando o guia consertar o pneu. O guia consertou o pneu, desceu normalmente e encontrou com a gente na metade do caminho. Depois de mais algumas paradas, seguimos mais alguns minutos até um barzinho onde foi nossa última parada. Tiramos os equipamentos e ficamos esperando os guias limparem as bikes pra colocarem em cima da van. Lá nesse barzinho a galera bebeu umas cervejas e a gente aproveitou pra relaxar um pouco, porque a bunda doía demais. Foram quase 4 horas de descida radical e emocionante.

 

Eis que começamos a ser atacados por mosquitos e ficamos cheios de mordidas bizarras. Elisa ficou com o tornozelo parecendo um campo minado de tantas bolinhas vermelhas inflamadas. Aí, um guia sentou com a gente e começou a nos contar várias histórias sobre a estrada da morte (quantas pessoas tinha morrido por lá, quais foram os acidente mais bizarros, porquê tinha esse nome...). Ah! Ele fez questão de nos contar que 2 israelenses tinham morrido nesse passeio duas semanas antes do nosso passeio. #medo

 

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Quando ele acabou de contar todas as histórias, ele falou que quem quisesse contribuir com uma gorjetinha pra equipe podia ficar a vontade. Demos 5,00 bolivianos cada e entramos na van. Seguimos todos para os sítio com piscina onde seria servido nosso almoço buffet (incluso no pacote). O tempo já tinha virado de novo e não tava tanto calor assim pra ficar pulando em piscina, então, decidimos ir tomar banho logo e ir almoçar direto.

 

Tomamos um banho delícia bem frio e fomos logo comer. A comida tava bem gostosinha, mas acabou rápido. Ficamos lá no sítio mais ou menos 1h30 minutos (eu acho) e fomos pra van pra voltar pra La Paz. Tiramos uma foto com a blusa que ganhamos de presente no passeio e nos acomodamos pra seguir nosso rumo.

 

A viagem de volta foi bem demorada, porque pegaríamos a estrada nova pra La Paz e não a mesma estrada que viemos (antiga). Saímos por volta das 15:30/16:00 e demorou quase uma vida, mas chegamos por volta das 19:15 em frente à Xtreme Downhill pra pegar nossos DVD’s com as fotos e vídeos do passeio. Ficamos esperando uns 15 minutos até gravarem todos os DVD’s. Enquanto isso, tentávamos acessar o wi-fi da agência que no dia anterior pegou super bem.

 

A moça disse que um cabo tinha sido cortado e que La Paz inteira tava sem internet. Óbvio que achamos que fosse mentira, mas tudo bem. Pegamos nossos DVD’s e fomos direto na agência do passeio do Chacaltaya + Valle de la Luna pra marcarmos o horário exato que a van buscaria a gente no hostel, mas pra nossa surpresa a agência estava fechada.

 

Fomos pro nosso hostel e tentamos ligar pro telefone que ela havia nos passado e falamos com a filha da moça que disse que iria confirmar com a mãe e nos dar um retorno. Enquanto isso, tentávamos acessar a internet no hall do hostel e nada. O moço que estava na recepção comentou a mesma coisa que a moça da agência do downhill. Já estávamos nos conformando de que ficaríamos aquela noite sem wi-fi, mas o problema era que precisávamos avisar nossas famílias que estava tudo bem, já que não seria muito legal fazer uma descida de bicicleta em uma das estradas mais perigosas do mundo e não dar notícias depois, né?

 

Decidimos ir ao mercado Lanza pra comprar biscoitos pro dia seguinte, já que o passeio do Chacaltaya + Valle de la Luna não tem paradas pra almoço e nem para lanches. Eu e Elisa compramos alguns biscoitos e deu 6,00 bolivianos pra cada e eu comprei um sabonete pra mim e paguei 7,00 bolivianos. Voltamos das compras e fomos direto pra um restaurante em frente ao nosso hostel pra jantar. Pedimos nosso prato favorito da viagem: pollo a la plancha e pagamos 42,00 bolivianos cada. Já no hostel, eu e Elisa dividimos uma água por 6,00 bolivianos cada.

 

Passamos na recepção pra ver se já tínhamos notícias do horário que a van nos buscaria no dia seguinte e o moço da recepção disse que eles passariam por lá às 8:20. Sem internet, só nos restava tomar um banho quente, arrumar nossas coisas pro dia seguinte e dormir. Eis que como um aviso dos céus, nós começamos a ouvir os barulhinhos das mensagens chegando no whatsapp e corremos pra ver se a internet tinha voltado.

 

Acreditam que às 23:30 a internet voltou e conseguimos avisar às nossas famílias que tinha dado tudo certo no downhill? Depois do dever cumprido e de uma conferida em todas as redes sociais fomos, de fato, dormir.

 

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Obs: Algumas pessoas me perguntam se é perigoso fazer o downhill pra alguém que não tem experiência. Eu vou te falar que acho perigoso mesmo pra quem tem experiência, o que não significa que você não possa fazer. Como no meu caso, cada um faz no ritmo que se sente confiante. Ninguém vai ficar te apressando ou te forçando a nada. A experiência é incrível. Não tem como ir à La Paz e não fazer o passeio de downhill. Vá com cautela e com muito cuidado que tudo dará super certo e você se sentirá um vencedor (a) no final. Sério! Não deixe de fazer. Eu tive muito medo no começo, fui freando o caminho inteiro e depois de alguns km percorridos acabei me rendendo a adrenalina de descer sem freio, mas isso vem da confiança de cada um. Não deixe de fazer o passeio de downhill porque depois vai se arrepender. Esse foi, sem dúvida, um dos melhores passeios dos 23 dias de mochilão.

 

SALDO DO DIA:

- 50,00 bolivianos – Taxa local do Downhill

- 5,00 bolivianos – Gorjeta para os guias do Downhill

- 7,00 bolivianos – Sabonete

- 6,00 bolivianos – Biscoitos

- 42,00 bolivianos – Jantar

- 6,00 bolivianos - Água

 

TOTAL: 116,00 bolivianos

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.22) Chacaltaya – vencendo a altitude + Valle de la Luna – formado por sol, água e ar

 

Se você tá curtindo meu relato, me segue lá no IG @vidamochileira que tem um monte de dicas legais também e dá uma passadinha no meu blog (http://www.vidamochileira.com.br), tem um montão de coisas legais por lá e muito mais vindo aí!

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Caraaa que loucuraaaa!

Esse é um dos relatos que mais esperava....

Tinha dúvida se dava pra subir na van caso eu venha a arregar na descida.... ::lol4::

Então tem ne...kkkkk

Muito louco!!

Vou dar umas treinadas de bike por aqui. kkkk

Valeu Mary....show esse relato!

::love::

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Caraaa que loucuraaaa!

Esse é um dos relatos que mais esperava....

Tinha dúvida se dava pra subir na van caso eu venha a arregar na descida.... ::lol4::

Então tem ne...kkkkk

Muito louco!!

Vou dar umas treinadas de bike por aqui. kkkk

Valeu Mary....show esse relato!

::love::

 

Oi Adriana! Tem sim! A van sempre segue o grupo e qualquer coisa você pode pedir pra descer de van. No meu grup mesmo teve um menino que tinha bebido todas no dia anterior e acabou se sentindo mal durante a descida e no final ele fez o passeio todo de van.

 

Mas sério! Faça esse passeio! ::otemo::

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CAP.22: Chacaltaya + Valle de la Luna em La Paz

 

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21/04/2016

 

[Você pode ler esse relato ao som de I bet my life]

(

)

 

Acordamos por volta das 7:00, nos arrumamos e fomos tomar café da manhã no hostel mesmo, porque estava incluso na nossa diária. O desayuno forrou muito bem nosso estômago: banana, yogurte com aveia, pão, manteiga, geleia, café e suco de laranja.

 

A vista do café da manhã foi para a imensidão de casas de La Paz (que mais parece a Rocinha organizada, de forma que era bem bonito ver tudo lá do último andar do prédio) e para umas montanhas que tinham o pico todo coberto de neve. Acabamos de tomar o café da manhã e fomos logo pro hall esperar o guia nos buscar às 8:20.

 

No horário marcado uma moça entrou na recepção e gritou: Elsa, Mayara, Patrícia e Vagner. Assumimos que éramos nós por causa dos nomes da Patrícia e do Vagner, porque se fôssemos só eu e Elisa a gente nunca ia desconfiar (mentira! Ia sim, porque nego sempre me chama de Mayara e eu meio que já respondo! Isso quando não me chamam de Marajana ou Marayana rs). Entramos na van, entregamos nossos bilhetes do passeio pra mulher e estávamos nos acomodando nas nossas poltronas crente crente que já estávamos partindo pro passeio, quando a mulher mandou a gente descer, porque na verdade nossa van era outra! Hahahahaha

 

Ela disse que aquela van só levava até a metade do caminho, porque iríamos de micro-ônibus pro passeio. Descemos e fomos seguindo ela por umas ruelas até encontrarmos nosso micro-ônibus e quem de fato seria nosso guia. De cara já vimos que o Emiliano e a Marina estavam no mesmo passeio que a gente e depois conhecemos outro casal brasileiro super aventureiro: o André e a Cris.

 

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Tinha mais um monte de brasileiros no micro-ônibus! Mó galera mesmo! Digamos que 90% das pessoas eram brasileiras. Foi a mó festa, todo mundo contando histórias, trocando dicas e tal até que o nosso guia resolveu abrir a boca. PQP! Ele tinha morrido e ninguém tinha avisado. Até meu avô de 85 anos conseguia ser mais animado que aquele guia (beijo vô!). O guia era muito esquisito (muito mesmo), tinha uma cara de cu e parecia que tava fazendo aquilo obrigado. Ele explicou mais ou menos como seria o passeio, deu algumas informações dos lugares que estávamos indo visitar e sentou. Ele sentou pra cochilar! Ódioooo! Geral ficou meio desanimado, porque é muito importante pegar um guia bom pro passeio valer a pena, mas já não tava sendo nosso caso há alguns dias. Na verdade, paramos de pegar guias bons no Chile! Hahahahahaha Ah! Antes do cochilar ele nos cobrou a taxa local de 30,00 bolivianos do passeio.

 

Enfim, o guia foi dormir e nós continuamos conversando até que fizemos uma parada pra fotos. Lugar lindo com várias montanhas ao fundo todas com o pico coberto de neve. Lá aproveitamos pra registrar a cabeçada brasileira numa selfie show de bola usando meu pau de selfie! Vou te falar que esse pau de selfie é escroto, mas ajudou pra caraca na viagem! É bom levar um!

 

Entramos no micro-ônibus de novo e o guia disse que em alguns instantes estaríamos no Chacaltaya (acho que levou mais ou menos 1h30 minutos do ponto de parada pra foto até lá), fizemos um caminho do mal em zigue-zague que eu tava vendo a hora da roda escapar daquele precipício e a gente encerrar nosso mochilão, mortos, ali mesmo. Sério! O caminho tinha exatamente o espaço pra caber o micro-ônibus nem um pentelho a mais e nem um pentelho a menos. Qualquer movimento em falso poderia ser fatal.

 

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Depois dos momentos de tensão, nego até parou de conversar nessa hora porque acho que tava geral rezando rs, chegamos ao “pé” do Chacaltaya (vocês também acham que esse nome é de algum fantasma fugido daquele filme “Os 13 Fantasmas”... Eu falo Chacaltaya em voz alta e tenho medo até de evocar algum espírito... Só eu tenho essa sensação? Rs) e lá tinha uma casinha onde rolou de ir ao banheiro de graça (\o/). O guia disse que quem quisesse poderia deixar as coisas no micro-ônibus que ninguém mexia (nós já tínhamos lido relatos de que havia furtos em alguns passeios em La Paz, então, nós levamos nossas mochilas de ataque conosco).

 

Começamos a subir num ritmo bem bom até que esse ritmo chegou a zero depois de 5 minutos subindo numa altitude super elevada (nem tava tãoooo frio, tava bem mais quente que o dia do downhill, se serve de comparação). Cara! Eram 10 passos pra cada 1 minuto de descanso. Tava foda. Faltou ar. O coração acelerou legal. Você ia olhando pra trás e vendo um monte de gente sentada descansando, alguns até desistiram no meio (Pate e Vagner não foram até o topo), mas eu e Elisa seguíamos firmes, fortes e lentas. Depois de uns 30/40 minutos, conseguimos chegar ao topo! Caraaaa eu me senti o Roque Balboa com aquela musiquinha de fundo. Só não dei aqueles pulinhos vitoriosos, porque né? Não dava! Hahahaha

 

Chegamos lá no topo, tiramos meia dúzia de fotos e o guia manda a seguinte frase: “É hora de descer!” Oiiiii? Tá me zuando né? Levei quase 1 hora pra subir esta merd* e não tem nem 10 minutos que tô aqui em cima e tu quer me mandar descer? Valeu!!!! Senta lá Cláudia!

 

Eu, Elisa e mais umas 6 pessoas ignoraram o guia e continuamos tirando foto e apreciando a beleza daquele lugar que era surreal de lindo. Aí o guia mala ficou chamando e disse que ia nos contar algumas curiosidades sobre aquele lugar. Ele falou por uns 5 minutos coisas que você, com certeza, pode ler no Wikipedia e mandou a gente descer. Eu tava com um ódio no meu coração que eu vou te contar uma coisa... Nunca mais queria ver a cara desse guia de novo.

 

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Descemos com muito cuidado pra não escorregar e fazer strike em geral e, finalmente, chegamos em “terra firme”. Todos entraram no micro-ônibus e voltamos em direção à La Paz, mas com sentido ao Valle de la Luna. Algumas pessoas pediram pra descer no meio do caminho porque não iriram para o Valle de la Luna (eu super acho que vale a pena ir). Chegamos lá, o guia mandou geral descer e nessa hora tava começando a chuviscar, mas nada demais.

 

A gente nem tinha entrado direito no sítio arqueológico e o guia já falou que deveríamos ser rápidos e começou a andar na nossa frente meio que correndo. Olhamos uns pros outros e concordamos de cagar baldes na cabeça dele e curtir a beleza daquele lugar sozinhos, mesmo que não tivéssemos nenhuma explicação sobre o local. Quando o guia se deu conta tava andando completamente sozinho e todo mundo espalhado tirando foto e se divertindo até que ele pediu pra gente chegar perto que ele queria explicar como foi a formação daquele lugar.

 

Ele repetiu, pelo menos, umas 6 vezes que o Valle de la Luna foi formado pela erosão do vento, água e sol e blá blá blá... Zzzzzzz. Joguem no Wikipedia que vai ser melhor. Geral olhou pra cara dele com cara de “cala boca” e continuamos seguindo nosso tour por conta própria. Foi mil vezes mais divertido. Fizemos várias fotos legais, zuamos muito. Aí cada hora a gente revezava um sendo o guia e essa pessoa ia repetindo sobre o processo de erosão do vento, água e sol. The zueira never ends, não é mesmo?!

 

Depois de percorrer todo sítio arqueológico, que não é muito extenso e tem os caminhos bem marcados e sinalizados, chegamos na saída e quando entramos no micro-ônibus, quem tava lá sentadinho fazendo merd* nenhuma? O guia! Vontade de socar a cara dele! Durante a volta até La Paz, fomos nos empanturrando de biscoito porque a fome tava nos matando e, geralmente, esse passeio não tem nenhuma parada para almoço ou lanche.

 

Todos entraram no micro-ônibus e já era hora de voltar pra La Paz. Algumas pessoas pediram pra ficar em frente ao teleférico, outras no meio do caminho e nós seguimos até o final na Plaza San Francisco que era perto do nosso hostel. Chegamos por volta das 16:30 na praça e ainda tínhamos mais uma aventura pra noite daquele dia: ir ver o jogo do São Paulo X The Strongest no estádio de futebol Hernando Siles.

 

Ah! Eu curti o passeio de Chacaltaya + Valle de la Luna, óbvio que eu gostaria de ter tido um guia mais animado e comprometido com o trabalho, mas quem não tem cão caça com gato, né? E mesmo com um guia de merd* conseguimos nos divertir muito no passeio com pessoas maravilhosas como os brasileiros que conhecemos.

 

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Antes de voltarmos pro hostel, nós paramos numa galeria onde ficava a Arco Travel pra perguntar quanto era o passeio de Tiwanacu, porque eu e Elisa estávamos pensando em ir no nosso penúltimo dia em La Paz. Aproveitamos pra fazer a despedida do Emiliano e da Marina numa creperia maravilhosa dentro dessa mesma galeria. Todos comeram, mas eu e Elisa tínhamos comido tanto biscoito que acabamos perdendo a fome.

 

Voltamos pro hostel pra nos arrumar e no caminho trocamos mais 50,00 dólares a uma cotação de 6,95 o que nos deu uma bolada de 347,50 bolivianos. O jogo começaria às 21:00, então foi o tempo da gente tomar um banho, se arrumar e ir jantar. Entramos num restaurante cubano sensacional, todo ambientado com coisas de Cuba. Pedimos um hambúrguer gourmet maravilhoso e uma água e pagamos 30,00 bolivianos cada.

 

Já eram 19:45 quando pagamos e fomos em direção à Plaza San Francisco pra tentar pegar um táxi até o estádio (detalhe importante: não tínhamos os ingressos ainda hahahaha). Nenhum táxi parava ou os que paravam não queriam levar a gente lá. Decidimos perguntar se dava pra ir andando e uns meninos disseram que dava uns 15 minutos a pé. Pernas pra que te quero... Fomos andando e perguntando em cada esquina pra não errar o caminho, eis que chegamos na avenida principal do estádio que estava fechada e só era possível acessá-la a pé.

 

No caminho, vários cambistas interceptaram a gente, mas decidimos que iríamos tentar comprar na bilheteria primeiro e se estivesse esgotado por lá, iríamos em algum cambista. A galera nem disfarçava não. Gritavam pra todo mundo ouvir que estavam vendendo os ingressos pro jogo. Os cambistas estavam vendendo a 85,00 bolivianos pra qualquer um dos lados.

 

Chegamos à bilheteria e ainda estavam vendendo ingresso por lá. Escolhemos ficar na torcida do The Strongest e pagamos 80,00 bolivianos e já fomos subindo correndo porque o jogo estava prestes a começar. Eis que nos deparamos com a arquibancada lotada e não tinha espaço pra gente, ficamos indo e vindo de um lado pro outro tentando achar lugar pra nós quatro.

 

Pedimos aos guardas pra nos ajudarem, porque já tava começando o jogo e a gente tava em pé e nego tava xingando a gente. Até que uma rapaziada muito gente fina gritou: Quatro? Olhamos pra eles e eles apontaram pros lugares. Uhulll! Subimos e fomos pedindo licença porque é muito apertado o corredor entre as cadeiras. Agradecemos muito aos caras e já estávamos prontos pra assistir o jogo quando percebemos que todos estavam olhando pra gente. Deu um certo desconforto aí um cara perguntou se a gente torcia pro The Strongest e a gente respondeu: claroooo! Vai The Strongest! Hahahahahaha

 

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Pior que estávamos mesmo torcendo pro The Strongest e depois que todos entenderam que éramos da mesma torcida foi irado. A gente tava se sentindo em casa. Eu gritava em espanhol as mesmas coisas que os caras gritavam: Tranquilo! Tarja roja! Carajo! Entre outras expressões normais do futebol... Foi bem engraçado e a experiência foi bem divertida, tirando o fato de que o jogo empatou e o The Strongest foi desclassificado e tava geral puto!

 

Vimos o último lance já perto da escada e assim que vimos que jogo empatou, descemos as escadas correndo e fomos logo tratando de sair da confusão. Demos uma corridinha básica pra ficar mais emocionante, porque a gente não sabia como o povo boliviano lidava com a desclassificação e se fosse como as torcidas organizadas do Rio ia dar merd* e a gente não queria estar lá pra ver.

 

Depois de sair da muvuca, fomos andando pro hostel (a volta sempre é mais rápida que a ida, né?), passamos por vários bêbados na rua e chegamos em “casa” perto da meia-noite. Tomamos um banho quentinho e fomos dormir, porque o dia seguinte seria o último dia de mochilão da Pate e do Vagner e ainda tínhamos muitas coisas pra ver por La Paz, propriamente dita.

 

SALDO DO DIA:

- 30,00 bolivianos – Taxa local do Chacaltaya

- 30,00 bolivianos – Jantar

- 80,00 bolivianos – Ingresso para o jogo do São Paulo X The Strongest

 

* Trocamos 50,00 dólares = 347,50 bolivianos (cotação de 6,95 bolivianos por dólar)

 

TOTAL: 140,00 bolivianos

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.23) City tour guiado cheio de curiosidades pelas ruelas de Laz Paz

Se você tá curtindo meu relato, me segue lá no IG @vidamochileira que tem um monte de dicas legais também! Em março vou para a Tailândia e vou compartilhar tudinho pelo IG e relatar todas essa experiência pelo blog!

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Maaaary! Ja te perturbei algumas vezes pelo blog e por e-mail kkkkk e estou eu aqui de novo com uma dúvida meio boba ::putz::

Quando você ia de um país pro outro, quando sobrava moeda local do país anterior, você trocava junto com dólar? Ex: saindo de San Pedro de Atacama, sobrou 10.000 pesos. Você trocava por dólar de novo em San Pedro, ou esperava e trocava direto por Soles em Arequipa? ::mmm:

 

Obrigada pela atenção de sempre! ::love::

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CAP.19: Explorando da Isla del Sol com sol!

 

Como a gente já tinha lido sobre a Isla del Sol no relato do Rodrigo, nós resolvemos procurar a tal “praia” que ele mencionou no relato dele. Bom, pra achar a praia é bem simples: Você está olhando para a Pedra Sagrada, certo? Agora se vira em direção ao mar (onde anteriormente estavam suas costas... PQP! Sou muito ruim pra explicar), segue em direção a essas ruínas e dá meia volta para direita, segue mais um pouco e olha pro seu lado esquerdo e você vai ver literalmente uma praia com um píer extenso. Ficou muito ruim a explicação, né? Mas não tem erro não, só vocês procurarem uma praia pra lado esquerdo da ilha partindo da Pedra Sagrada. Dá pra ver do El Labirinto.

 

Oi Maryana!

 

Estou acompanhando seu relato, e tá ficando muito bom! Tá me norteando bastante para a viagem que pretendo fazer..

Vi que ao longo dele vc citou (e outros mochileiros também) esse relato do Rodrigo. Procurei por aqui, mas como sou novato não domino as ferramentas de procura não localizei tal. Você tem o link para enviar por aqui?

 

Parabéns pelo relato e páginas! Estou acompanhando todas :)

 

Abs.

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