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Bora viajar?

Na estrada - 31 dias - Bolivia/Peru/Chile/Argentina - Completo

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Hola, amigos mochileiros!!! Apesar de passado quase um ano da viagem feita, achei bom de qualquer formar repassar o relato para compartilhar a experiência, vou me reter a isso, não esperem valores pois pode ter mudado alguns preços nesse ano passado, mas têm algumas dicas (destacadas em vermelho) que eu não havia recebido até fazer a minha viagem. Aqui têm algumas fotos, mas abaixo o link do blog para quem quiser ver as outras fotos:

 

http://passolargonaestrada.blogspot.com/

 

Sou um paulistano de 29 anos (agora 30), que depois de uma faculdade e 3 anos sem férias decidiu ir á Machu Picchu e rodar o máximo possível pela América do Sul, sou extrovertido e falante, daquele viajante que têm bom humor mas que quando vê a imensidão do salar ou o esplendor de MP sabe se reservar no silêncio; ah e tenho 2 metros de altura o que conta na hora de escolher o ônibus, eis o motivo de dar preferência sempre que possível para buscama.

Viajo sozinho (nas férias) desde os 16 anos, mas decidir conhecer primeiramente o Brasil e isso só parou nos 20 anos quando conheci a Bahia, pela qual me apaixonei e foi o meu destino nos 5 anos seguintes e até hoje, Salvador ainda mexe comigo.

Ano passado foi o primeiro com a faculdade terminada, e fiquei meio desorientado, os amigos estavam todos casando e tive de buscar algo que realmente me deixava com a sensação de felicidade... e o que me fazia sentir assim (como muitos aqui) era estar na estrada.

Então iniciei o planejamento em Julho/2008 e desde então guardei grana (com o azar de pegar a crise internacional no caminho), e com muita ajuda do site mochileiros.com organizei o meu roteiro, o meu cotidiano melhorou pra caramba nesse quase 1 ano pq estava empolgado com a idéia.

A parte de relatos de viagem foi fundamental, tinha uma pilha deles e me divertia muito lendo-os (entrava no clima da viagem) e decidi escrever o meu principalmente para quem curte ler, e para quem está atrás de informações condensadas em um único tópico; então me desculpe se for muito extenso e detalhista para um relato normal, tentei limpa-lo ao máximo mas não consegui muito avanço kkkk mas as vantagens é que têm umas dicas legais e diferentes; através do site fiz amizade com “Victor Colonna” e o “Jesse James” que iriam com uma galera e tinham o começo de roteiro igual ao meu, então marcamos de se encontrar em Santa Cruz, a galera do Mochila Club (nome do blog).

No meu roteiro, eu tinha que recuperar o tempo “perdido” (não levem ao pé da letra kkk) indo 5 anos seguidos para o mesmo lugar, então incluí 4 países em uma única viagem, mas nem entro em discussão se eu conheci ou só passei e todo esse blá blá blá, Cada um sabe o que quer, e eu queria isso, concordo que você não se envolve tanto nos lugares onde passa quanto quem fica um semana em cada lugar.

E depois de um ano, o roteiro traçado foi o seguinte:

 

01/05/2009 – São Paulo > Campo Grande > Corumbá

02/05/2009 – Santa Cruz

03/05/2009 – Sucre > Potosí

04/05/2009 – Potosí >

05/05/2009 – Uyuni > Salar

06/05/2009 – Salar

07/05/2009 – Salar > Uyuni

08/05/2009 – Oruro > La Paz

09/05/2009 – La Paz

10/05/2009 – La Paz > Copacabana

11/05/2009 – Copacabana

12/05/2009 – Cusco

13/05/2009 – Cusco

14/05/2009 – Cusco (Vale Sagrado)

15/05/2009 – Machu Picchu

16/05/2009 – Cusco

17/05/2009 – Cusco

18/05/2009 – Cusco > Lima > Ica

19/05/2009 – Ica

20/05/2009 – Ica > Nazca

21/05/2009 – Arequipa

22/05/2009 – Arequipa

23/05/2009 – Arica

24/05/2009 – San Pedro de Atacama

25/05/2009 – San Pedro de Atacama

26/05/2009 – Santiago

27/05/2009 – Santiago (Viña Del Mar/Valparaíso)

28/05/2009 – Mendonza

29/05/2009 – Buenos Aires

30/05/2009 – Buenos Aires

31/05/2009 – Na estrada ...

01/06/2009 – Chegada em São Paulo

 

E começa o relato:

 

30.04.2009 – São Paulo – Despedida

Meu último dia de trabalho foi cercado de muita expectativa e um pouco de apreensão, afinal seria a minha primeira viagem fora do Brasil e estaria sozinho, mesmo acostumado seria sozinho em terras estrangeiras.

Á noite fui ao Habibs com uma galera mais chegada para a despedida e segui com um casal de amigos para a casa deles pois iriam me levar na madruga ao aeroporto de Cumbica.

 

01.05.2009 – São Paulo – Campo Grande – Corumbá – Um longo dia...

Na madruga, saímos e chegamos ao aeroporto, meu vôo saía ás 05:05hrs com destino à Campo Grande (paguei R$ 220,00 pela Ocean Air).

***DICA*** Empaquei um mês decidindo como sairia de São Paulo e fora ir direto à Santa Cruz de avião, você têm 3 opções:

- Ônibus direto pra Corumbá – 23h de viagem – R$ 180,00 – Somente Andorinha

- Avião direto pra Corumbá – 2,5h de viagem – R$ 600,00 – Somente TAM (compre antecipadamente)

- Avião para Campo Grande – 2h de viagem – R$ 220,00 – Ocean Air + ônibus para Corumbá – 6h de viagem – R$ 80,00 – Somente Andorinha.

Obsº: Em SP, o guichê da Andorinha é no terminal Barra Funda, no Tietê não há.

 

Fiz o check-in e me despedi no meio de uma choradeira geral e embarquei. A viagem dura 2h mas volta no tempo (devido ao fuso) em 1h, então as 6 da manhã desembarquei e fui de táxi até a rodoviária, onde já tinha passagem comprada em SP para Corumbá; tomei um café no albergue em frente à rodoviária (já havia me hospedado nele anos atrás) e 7:30 partimos rumo à Corumbá.

Logo de cara, fiz amizade com o companheiro de poltrona que tava indo para a fazenda onde o pai trabalha e isso ajudou as 6h de viagem passarem voando!

Chegando em Corumbá, liguei para o Ney; um operador que trabalha através do orkut e que compra antecipadamente a passagem do trem da morte e se você quiser (e lógico que pagando kkk) faz o traslado até a estação de trem, como eu não queria perder tempo na fronteira, fechei negócio com o Nei e tudo funcionou direito, e uma obs.: não é propaganda, apenas informação; a Indiana Tours faz o mesmo tipo de serviço, pesquise.

O Ney me pegou numa rua próxima á rodoviária e partimos rumo a Bolívia e eis que surge o primeiro perrengue, como era Dia do Trabalho, o posto de controle boliviano estava fechado, perguntamos e não havia previsão de abertura. Resolvi seguir adiante porque conforme o Ney, seria possível regularizar a situação na Migracion em Santa Cruz ou no aeroporto de Viru-Viru onde me despedi e fiquei aguardando o trem.

Nesse tempo de espera, iniciei uma conversa com 3 paulistas que também pegariam o Ferrobus e logo já tinham duas israelenses e uma alemã conversando conosco. Quatro horas depois, ás 19h, embarcamos... toda a galera estava no semi-cama, só o “patrão” aqui no cama... bah... (isso ainda aconteceria bastante kkk).

Agora, Trem da Morte??? Pelo menos não o Ferrobus kkk com poltrona confortável, uma janta deliciosa (temperada no ponto certo) e ainda botaram no dvd o filme Indiana Jones 4 kkk perfeito! No final do filme já estava dormindo.

Para os horários, dias e preços das passagens nas várias composições do Trem da Morte, consulte o site:

 

http://www.ferroviariaoriental.com/Pasajeros/Itinerariosytarifas/tabid/59/Default.aspx

 

02.05.2009 – Santa Cruz de La Sierra

Chegamos pontualmente ás 9:00 no Terminal Bimodal onde eu havia marcado com o pessoal do Mochila Club, mas a rapaziada não estava lá, para garantir já fui no guichê da Flota Copacabana e por sorte, garanti a última passagem do único ônibus do dia para Sucre, a passagem do buscama + Derech de Anden (pago a parte em um guichê do terminal).

 

***DICA*** Se você vai para Cochabamba ou La Paz tá tranqüilo pois a estrada é asfaltada, os ônibus costumam ser novos e de dois andares, e aparentemente a melhor empresa é a Transcopacabana. Agora se você vai à Sucre, há um ônibus por dia de cada empresa (a partir das 16:30 mas compre o ticket de manhã) e prepare-se porque a estrada é de terra e TODOS os bus que fazem essa rota são velhos e só mudam as cores de empresa para empresa, reconhecidos pela suspensão alta dando a aprência de um jipão kkk. Mas o conforto interno é bom! A Flota Copacabana (que eu peguei) pegou apenas um passageiro no caminho que ficou em um banco postiço no fundo do bus.

 

Esperei a galera por 20 minutos e como estava preocupado com a regularização do passaporte, parti rumo à Migracion em um táxi e chegando lá... tchan-tchan-tchan... surpresa!!! Fechada para reforma... bahhhh!!! Eis o 2º passo do perrengue.

Já sem opção, e sabendo que é caro (li em muitos relatos aqui) segui ao aeroporto de Viru-Viru com o calado motorista. Lá, já corri atrás da Migracion e expliquei o meu caso ao supervisor que veio com papo que o correto seria voltar para Quijarro mas não haveria problema e sim uma multa de B$ 260.00. Na hora deu vontade de reclamar, eu não poderia ser penalizado pela m... da fronteira fechada; mas funcionário federal se quiser te ferrar ele te ferra (o poder está com ele), e eu queria resolver tudo isso logo então nem discuti mas só tinha B$ 250.00 trocados... ele aceitou... aí caiu a ficha que era pura propina... e ainda me volta um soldado fardado com o passaporte carimbado me cobrando os B$ 250.00 (pagos ao supervisor), aí já tinha perdido o senso de perigo e com a voz firme mas com respeito, falei que já estava pago e para ir confirmar com o supervisor, ele o fez e após me devolver o passaporte, fui liberado... ufa... carimbado e tudo certo!!! Fim do perrengue!

Como eu era corrida garantida, o taxista estava me esperando e rumamos à praça central, com o fim do perrengue me animei totalmente e disse “toca para a praça central” ao piloto; e agora o taxista já não estava tão calado assim, ele tava contente é com a lucrativa corrida kkk. Nesse percurso não senti diferença de Santa Cruz para as cidades do centro-oeste brasileiro, a impressão é que você ainda está no Brasil, saltei na praça e ainda tímido tirei umas fotos, cruzei com as israelenses de Quijarro que já demonstraram não ter muito interesse em “tentar” conversar, então encerrei o assunto e até mais!!! Almocei uma bela feijoada em um restaurante brasileiro (por kilo) e me despedi do nosso amado feijão.

Dei uma volta pelo centro com uma parada em uma lan para mandar um e-mail pro pessoal do Mochila; terminado o passeio voltei à Bimodal onde comprei o Soroche Pills em uma farmácia na frente do Terminal e para matar o tempo fui em uma lan passar o tempo e lá fui reconhecido pelo Jesse e pelo Victor... finalmente encontrei-os e fui apresentado ao restante do grupo, foi aquela animação, mas todo mundo estava no bus de outra empresa... a MOPAR e faltavam 30 minutos para saírem os buses, então marcamos no terminal de Sucre ou em caso de inevitáveis problemas de atraso, na Plaza de Armas da cidade... nos despedimos e cada um seguiu para o seu bus.

Estava aguardando e conversando com uns bolivianos quando veio o bus... quase caí de costas... ele veio devagar e eu torcendo: “Passa...passa...passa”, mas não... teimoso ele parou bem na minha frente kkk comecei a rir de nervoso imaginando o sofrimento de 17h encolhido em um assento... e o Oscar e a Antonieta (os bolivianos com quem estava conversando) me explicaram a dica que dei acima... ainda tiveram de trocar o bus porque este estava com problemas no motor o que atrasou o embarque em 40 minutos.

 

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Enfim, subimos nos bus substituto e uma ótima surpresa... o espaço interno é demais... mesmo com a minha mochila (não confiei dela ir em cima, sabe como é... começo de viagem, você ainda tá grilado), tinha muito espaço, do meu lado era o lugar da Antonieta e fomos conversando, ela não era tão bonita, mas depois que escureceu ela estava linda sob a luz da lua e umas duas horas depois a gente já estava se beijando... e na madrugada o Expresso do Amor cortava o escuro da noite rumo a Sucre kkk ah e ainda furou o pneu, e ergueram o bus com todo mundo dentro para trocá-lo e mais tarde deu uma pane no motor... mas e daí... hehehe

 

03.05.2009

Depois de 20h, desembarquei em Sucre; me despedi do Oscar que iria direto para Uyuni fazer turismo no salar e me despedi de Antonieta agradecendo a companhia (ah Tonton... beijo e me liga!), gostei muito! E fui atrás da galera, como cheguei com 3h de atraso (devido aos problemas com atraso e na estrada) e já não estavam no terminal com um táxi segui ao centro, e após uma breve procura lá estavam eles... ufa... agora em definitivo... o paulista Jessé e os capixabas de Linhares, Victor, Richielmy, Archanjo e o Jerônimo; enfim éramos seis... e essa galera é o seguinte, todos no espírito da viagem, conversávamos até com cachorro pelas ruas, todo mundo meio farofeiro sim, estávamos sempre falando e rindo, interagindo com os lugares (sem gritaria, apenas bom humor); e sinceramente, nós brasileiros somos conhecidos e gostam da gente por essa animação (sempre que conhecia alguém tinha essa curiosidade); e senti orgulho de ser brasileiro, abre-se as portas para nós... mas á frente no relato isso ficará mais nítido!

***DICA*** Galera, animação não é gritaria, sem essa de chegar em algum lugar e gritar “Uhuuuuuuuu” ou “Brasiiiiiiiil” só faz você virar motivo de piada... ao contrário do que a gente pensa, o brasileiro não é o povo mais esperto do mundo kkkkk todo o mundo quer se dar bem em tudo... certo? Então não durma no ponto!

 

Em Sucre, rodamos o centro histórico e sacamos muitas fotos e decidimos voltar caminhando à rodoviária, assim senti o primeiro efeito da altitude, a perna começou a pesar mais que o normal e de vez em quando a respiração era mais profunda.

***DICA***Tomei as Soroche Pills mas ainda não tinha o costume de carregar sempre uma garrafa de água, então tenham em mente que os efeitos colaterais das pílulas são desidratação e perda de potássio (= câimbras) então sempre beba água e se possível coma algumas bananas.

 

Chegamos e comprei a passagem para Potosí no bus dos meninos e embarcamos, antes de partir subiu no bus um nino cantante que cantou muito bem um lamento boliviano, demos uns bolivianos... o moleque era bom!

Depois de 4h estávamos em Potosí, e como estava frio (brrrr só de lembrar), pegamos um táxi com dois de nós no bagageiro e as mochilas acima do capô sem corda nenhuma segurando (ah que saudade da Bolivia) até a calle Oruro, onde haviam 3 hotéis, escolhemos o Residencial San Francisco pelo preço; e quando subi os dois lances de escada para os quartos começou o segundo perrengue: Mal de Altura!

Que troço chato, mesmo com o soroche pills, misturou o soroche com a dor de cabeça, a desidratação e o cigarro... o ar sumia toda hora!

Mesmo assim fomos a uma pizzaria onde rachamos duas pizzas e ainda ganhamos uma brotinho pela animação kkk aproveitei só um pedaço... tava mal mesmo, voltamos ao hotel pq um policial falou que a noite não é legal por ali e depois de voltar e do suplicio de subir as escadas, a cabeça explodiu em dor de vez. O que foi novo para mim e um tanto angustiante é o fato de se você não estiver legal quando deita sofre mais ainda hehehe parece que têm um tijolo em cima do peito, é cruel! Mas não se assustem, isso vai de organismo, sou fumante o que complica bem o negócio e depois de aclimatar fica tudo muito bem, o importante é não se achar o super-homem, se prepare para tudo porque isso faz parte.

Antes de dormir ainda fechamos a visita (externa) ao Cerro Rico para a manhã seguinte e á muito custo fomos dormir.

 

04.05.2009

Cedo saímos cedo na van que subiu somente com os seis mais o motorista e o guia Erick para o Cerro Rico, antes de sair tomamos o famoso chá-de-coca que amenizou os efeitos da altitude mas bem de leve.

Na subida do Cerro Rico, a gente se segurava nos bancos, porque acho que sem querer pedimos “com emoção” kkk pois o motorista adorava ir (literalmente) beirando os precipicios até chegar á entrada das minas. Lá Erick nos apresentou aos mineiros e às folhas de coca!

 

***DICA***Chá-de-coca é para turistas, bolivianos mascam as folhas e a minha melhora foi com elas, o negócio funciona mesmo, você masca e um minuto depois já começa a sentir o negócio melhorar.

 

Subimos aos mirantes do Cerro, dessa que já foi a maior mina de prata do mundo e depois de muitas fotos descemos e fomos conhecer o centro de Potosí; muito legal como o Cerro Rico faz parte da paisagem, mas ele é um triste capítulo da história boliviana mas deixo para quem visitá-lo ouvir as estórias da mina e dos seus aproximadamente oito milhões de mortos. E após algumas fotos no centro, voltamos ao hotel onde conhecemos o seu dono, o Tico.

O Tico, ou era um loroteiro de primeira ou tinha vivido um bocado, pois conforme ele nos fisse, era dono da metade dos hotéis de Potosí, dono de bancos, já foi baterista reserva do Led Zepellin, fumava maconha com Tima Maia e etc., mas uma coisa que tenho de ressaltar, ele tinha na garagem três Mitsubishis 4X4 zerados, então vai saber né... enquanto voltei ao quarto, a galera ainda ficou com o Tico ouvindo Led no estacionamento hehehe.

Quando anoiteceu, já estávamos no bus das 19hrs rumo á Uyuni! E depois de uma viagem animada e um cochilo meio estranho (falava dormindo sem parar, eu hein..., cabreiro rs); chegamos ás 2 da manhã em Uyuni em um frio de -7ºC, batíamos as canelas de frio e fui ajudado com as malas porque estava muito debilitado fomos ao hotel Avenida pegamos um quarto e dormimos.

 

05.05.2009

Cedo corremos atrás de agência, Uyuni é uma cidade pequena com umas duas ruas principais, a central e a do lado dos trilhos, então você não terá muito problema em se localizar. Encontramos a Colque Tour e depois de uma negociação capitaneada pelo Victor fechamos o tour de 3 dias no salar por USD 75.00 cada um, sendo que no final a galera atravessaria a fronteira para o Chile e eu retornaria “solito” à Uyuni, beleza... era possível, sem problemas.

No tempo que ainda tínhamos antes da saída do colche, aproveitei para comprar uma blusa, luvas e cachecol para poder suportar o frio e voltamos ao hotel. Não gostamos muito do hotel Avenida mas não pergunte o porquê não passamos frio nem nada mas talvez pelo banheiro ser externo e compartilhado e num frio daqueles... sem chance para tomar uma ducha.

 

***DICA***Leve pelo menos uma ótima roupa de frio daqui, não deixe para comprar tudo lá, porque achei que agüentaria até La Paz com as minhas blusas de frio... ledo engano... em Uyuni tive de comprar!

 

Ás 11:00, o colche passou para nos pegar com o nosso calado mas solicíto condutor Juan, ou para nós Juanito. A lógica boliviana de Juanito ás vezes impressionava hehehe você perguntava “O que são aquele monte de piedras?” e vêm a resposta: “São piedras!” e fim de papo kkkkk... pegamos durante a viagem várias situações assim! Nossa preocupação era com guias metidos á Ayrton “Sienna” que gostam de ir na pressa, mas Juanito foi perfeito, onde pedíamos para parar, ele parava sem stress nem cara feia, o colche embora velho não apresentou nenhuma espécie de defeito na viagem.

Primeiramente, conhecemos o Cemitério de Trens, a única parte que creio que fosse dispensável mas quando tá no clima tanto faz, foi divertido do mesmo jeito; e logo adentramos o salar que é tudo o que falam mesmo... magnífico!

 

***DICA***Aqui do Brasil, levem um boneco (por exemplo: um playmobil) ou algo para “tirar um barato” nas fotos, porque no salar é possível trabalhar com a perspectiva por causa do terreno plano e branco, eu por exemplo me tornei um gigante de 15 metros para pisar na galera kkk muito legal!

 

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Depois do almoço na frente do hotel e museu de sal ao lado de pequenas pirâmides de elemento predominante da região e continuamos a viagem e paramos em um ponto do salar onde tudo era plano e infinito, foi um momento de contemplação, nos sentíamos no meio do nada.

 

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Mais tarde chegamos na Isla Del Pescado que confesso que nunca havia me empolgado em conhecê-la lendo os relatos aqui no mochileiros, mas vale sim muitíssimo a pena... é um lugar fantástico, os cactos grandiosos, você anda pelo marrom da ilha e em volta todo o branco do sal, em silêncio você esquece da vida por um tempo.Depois de um bom tempo descemos e seguimos ao 1º refúgio... ótimo!

Em alguns relatos lidos por aqui em que destacava a prioridade dada aos europeus com o gás na hora do banho quente me deixou preocupado com isso, mas dois minutos depois a mulher do refúgio bateu na porta liberando a ducha quente por 1h, com 8 minutos para cada tudo deu certo.

No refeitório comprei uma garrafa de Pisco e fiquei bebendo com uma holandesa gente boa que conhecemos, soltei para ela a pérola da viagem falando que “Yo solamente arraño o inglês”... bah... os moleques na hora cuspiram a cerveja e choravam de dar risada, e ela ficou com uma cara de interrogação... kkkkk acho que ela ficou imaginando eu arranhando algum inglês por aí kkkk ficou estranho....

 

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Vista do quarto do primeiro refúgio.

 

A janta foi boa e a noite de sono foi meio tumutuada... dois sentiram um terremoto, outro viu um disco voador (as janelonas dorefúgio dão para o salar), outro zanzando no meio da madruga só repetindo “cadê a minha água?” só louco hehehe fora isso, o ambiente era legal para dormir!

 

06.05.2009

Começamos o dia pelas Lagunas Cañapas, Honda e Hedionda seguindo para a Montña das Siete Colores (muito bonita) e entre várias coisas mais terminamos o dia na Arbol de Piedra; no caminho ao 2º refúgio, Juanito já nos preparou dizendo que não era bom. Chegamos e podíamos caminhar até a Laguna Colorada, devido ao vento forte (muito forte) e ao frio vi que não tinha condições e voltei da metade do caminho... quase de joelhos e ainda encontro a holandesa partindo rumo á laguna, toda sorridente e correndo... e o banana aqui se matando para chegar no refúgio kkkk.

 

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Entrei no quarto, deitei e capotei de sono, acordei com o pessoal me chamando para a janta, saí em uma temperatura de -15ºC, tomei uma sopa, pedi licensa e fui para o quarto novamente e no caminho ainda botei tudo pra fora! Ééé... agora o perrengue era com o frio... escovei os dentes a muito custo e fui dormir! No 2º refúgio os quartos são quentes mas não há banho.

 

07.05.2009

Acordamos na madruga ás 5:30 ainda sob o frio de -15ºC e seguimos aos Geiseres Sol de La Mañana, e depois conhecemos o que eu mais esperava ver, a Laguna Verde aos pés do vulcão Licancabur, eram 8 da manhã e graças a Deus ela estava verde (segundo o nosso guia, ela atinge essa coloração por volta do meio-dia devido á direção dos ventos), o lugar é lindo!

Depois rumamos á fronteira onde todos desembarcamos... ali acabava a parceria de viagem, eu voltaria sozinho á Uyuni e a galera seguiria rumo á San Pedro no Chile. Nos despedimos e Juanito me botou em um colche de outra agência que seguiria direto á Uyuni; me despedi de Juan e seguimos... foram 7h de viagem que passaram muito rápidas por conta da paisagem janela afora, o caminho de volta é diferente do da ida e o 4X4 vai rasgando o deserto, cruzando rios, é como se estivesse em um rally mesmo mas sem exageros.

Depois de duas pequenas paradas e de 7h de viagem, cheguei e comprei a passagem de trem para Oruroe fui a um hotelzinho próximo á estação onde tomei um baita banho e descansei até meia-noite, estava sentindo falta da galera.

Às 00:30 estava na estação onde os bolivianos dormiam no chão todos encolhidos nas cobertas, e tinham uns europeus conversando, sentei no chão e eis que entra uma americana animada e senta do meu lado e logo começamos a conversar, era a Kimberly que veio de NY conhecer a Bolivia em uma semana antes de voltar, tinha como sonho, conhecer o Titicaca, depois chegaram suas amigas mas continuamos conversando nós dois, mesmo uma não sabendo a língua do outro.

 

***DICA*** Na questão de relacionamento com outros povos, a surpresa positiva que tive foi com os norte-americanos! Como muitos, tinha um pé atrás... mas na prática achei o contrário, eles se assemelham em algumas coisas com a gente, gostam de conversam, se você não sabe inglês eles esforçam para te entender, durante a viagem conheci muitos (muitos mesmo) em cada canto e nenhum deixou uma má impressão! (Lembrando que não sei se é o mesmo tratamento quando se vai para lá).

 

Quando chegou o trem embarcamos e surpresa... estou em um vagão diferente da Kimberly... pqp viu... e ainda do meu lado tava o sósia do Ratinho que logo que o trem partiu foi “ver a cobra fumar” em outro jogo de poltrona e fui dormir inconformado hehehe!!!

 

08.05.2009

No desembarque a Kimberly já me procurou e juntos pegamos as mochilas, falamos de trocar as e-mail mas eis que aparecem as amigas acelerando porque o carro que iria levá-las á La Paz já estava esperando... corremos atrás delas através da estação e deu tempo de tirar uma foto... sem e-mail e sem beijo... acendi um cigarro, desolado e fiquei pensando porque não há puxei para um beijo desses de cinema kkkkk.

 

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Kimberly

 

Depois voltei á real, estava em Oruro, um transito caótico, entrei em um táxi e rumei á rodoviária onde na porta já comprei passagem e rumei para La Paz.

A primeira vez que se vê La Paz fica-se fascinado, você vê a cidade no fundo de um vale com as encostas repletas de casas (como favelas) só que as encostas são altíssimas e íngremes e acima das encostas vê-se os picos nevados como o Illimani ou o Huayna Picchu... demais!

No terminal de buses, perguntei á uma senhora onde eram os táxis, ela apontou e soltou a célebre frase: “Cuidado com los ratones!”!!! Mas pensem comigo, La Paz seria a 1ª cidade em que estaria realmente sozinho, então guardei esse “cuidado” e segui ao hotel Torino, recomendado pelo Dieter (pombo) aqui do mochileiros, onde já fechei os passeios ao Chacaltaya no dia seguinte e Tiwuhanaco para o outro dia.

Ainda subi na Plaza de Armas (do lado do hotel) e fui comer no Burger King (tava com saudade hehehe) e antes de me recolher ainda atualizei o blog no cyber-café ao lado do hotel.

Antes de ir dormir ainda fiquei na recepção do hotel conversando com um senhor francês, um norueguês e um professor boliviano de Sucre e a conversa ainda continuou mesmo quando acabou a luz em metade de La Paz, depois que voltou subi e foi dormir.

 

***DICA***Não se impressione se acaso for no café do hotel (ao lado mesmo, onde também é a lan house) e der de cara com o presidente Evo Morales, ele é freqüentador dali... fiquei sabendo só quando voltei.

 

09.05.2010

No café estava comendo um misto quente e vi uma loirinha toda animada conversando com o garçom e pelo “acento” (sotaque) vi que era brasileira, a carioca Thamy que também iria fazer o Chacaltaya naquela manhã, já me animei também; a van chegou, engoli o lanche e entrei no veiculo olhei á volta e soltei um “esses brasileiros” dando risada e a galera já se animou, na van lotada com exceção de uma canadense e um português eram todos brasileiros, foi um falatório do começo ao fim do passeio hehehe e assim a animada van subiu a montanha, é muito 10 a estradinha que vai beirando o precipício e têm uma vista animal, fiquei imaginando aquilo com neve deve ser um terror para quem está dentro.

 

***DICA*** Se você estiver gostando do passeio seja participativo e mantenha um bom humor, você deixa o guia mais a vontade e sai daquela formalidade de chegar em um lugar e o guia explicar e sempre nesse mesmo feijão com arroz; com o guia á vontade ele te explica mais coisas (sai da cartilha básica) e você absorve muito mais.

 

E nessa bela manhã de sol chegamos á estação de esqui mais alta do mundo, no El Chacaltaya e ainda faltavam 300m para atingir o cume (aqui sempre li que a montanha tinha 5300m porém lá há uma placa dizendo que é em 5600m). O negócio foi realmente punk subir esses 300m restantes, mas nada que fizesse desistir, segui a receita de caminhar como se estivesse pisando em ovos e segui nessa toada com algumas pausas estratégicas até o cume, alcançando finalmente os 5600m, literalmente o ponto alto da minha viagem.

 

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5600m

 

De lá vc enxerga muito bem as montanhas próximas e em dias claros enxerga fácil o Lago Titicaca, porém neve que é bom só tinha no começo da encosta onde sentei e fiquei brincando afinal era a primeira vez que via neve, a guia nos disse que a cada ano diminui mais a quantidade de neve nessa montanha, então pode ser que algum dia você chegue lá e não tenha mais nada.

Batemos uma foto da galera e descemos para a base de esqui onde ofereceram chá de coca e de bom grado aceitamos com a surpresa na hora de embora de que tinha de pagar heheh faz parte! Embarcamos e descemos na direção do Vale de La Luna boliviano, no outro extremo de La Paz saindo de 5600m para aproximadamente 3800m.

Esse é um ponto de discordância (pacífica) que existe nesse site, a maioria acha um passeio descartável e uma outra parte gosta. Eu particularmente gostei, mas não seria um passeio que faria se fosse vendido separadamente porém junto do Chacaltaya dá um contraste legal, do frio da montanha para o calor do fundo do vale, lá têm formações rochosas interessantes e você passa um bom tempo tentando identificar as figuras informadas nas placas (acaba sendo divertido) e ainda havia um flautista que tocava músicas típicas do alto das colunas de pedra dando uma trilha perfeita para o lugar; mas nunca pense em comparar esse vale com o Vale de La Luna chileno, um não têm nada a ver com o outro, nunca pense em deixa de ver um por do sol no vale no Atacama porque já viu esse, o chileno é grandioso.

Na volta Thamy, arrumou companhia do pessoal na van para viajar naquela noite rumo á Uyuni e ainda fui ajudá-los a comprar as passagens e na Sacarnaga me arrependi de não ter rodado aquelas ruas com mais tempo, a Sacarnaga e o Mercado de Brujas valem a pena ser visitados. Me despedi do pessoal e com Thamy voltei ao hotel onde nos despedimos e fui jantar com o português e um dos brasileiros da van, e mais uma vez me recolhi cedo para me preparar para Tiwuhanaco.

 

10.05.2009

Fiz o check-out logo que desci, me preparei e esperei... esperei... esperei... e nada de aparecer a van que me levaria á Tiwuhanaco, voltei a recepção e pois é... esqueceram de mim! Meu nome não estava na lista e a agência estava fechada (era um domingo). Após alguns telefonemas do recepcionista, chegou uma moça da gerência do hotel e sem nenhum pingo de stress falei que não havia problema e que só queria ser reembolsado, o que ela prontamente atendeu; queria ter conhecido Tiwuhanaco sim mas não guardo nenhuma mágoa, são coisas que podem acontecer mas fica a dica para confirmar sempre um dia antes o agendamento do seu passeio no dia anterior, e isso vale para qualquer viagem.

Peguei um táxi rumo ao cemitério, havia decidido continuar a viagem e dentro do carro tive o maior susto da viagem, não encontrei o meu VTM... bateu um desespero, pedi ao taxista para voltar e quando estávamos quase no hotel novamente, encontrei o cartão em uma jaqueta que havia usado mais cedo para ir ao banco... ufa... segui aliviado ao meu destino.

 

***DICA***Um susto desses é fogo, esse seria um perrengue animal, então sempre muita atenção com seus cartões e dinheiro. Tirou, usou, torne guardar no seu lugar de segurança.

 

Chegando ao cemitério, comprei a passagem para Copacabana e conheci o escocês Max que seria o meu parceiro de viagem nos próximos 3 ou 4 dias e que pareceram muito mais, o cara falava bem o espanhol e tinha um humor parecido com o nosso e adorava aventura.

Partimos logo de La Paz no microbus e pouco depois passamos pelo trânsito muito louco de El Alto e chegamos ás margens do Titicaca que fomos seguindo por belas paisagens até o Estreito de Tiquina, onde cruzamos o lago dentro de um barco enquanto o bus (vazio) atravessava por uma balsa; e depois de um novo embarque seguimos por uma das estradas mais bonitas de toda a viagem, ela vai beirando os vales até chegar em Copacabana.

Já na cidade, cada um pegou um quarto no hotel Ambassador (que é na rua paralela á principal, para quem deseja mais silêncio é perfeito) e já saímos para subir o Cerro Calvário e lá vai eu na “Via Crucis boliviana” e á muito custo cheguei ao topo. O alto do cerro Calvário é imperdível para quem visita a cidade, garante muitas boas fotos e você pode admirar a imensidão azul do Titicaca... demais!

 

***DICA***Cuidado – ás vezes não somos tão fracos como pensamos mas a recíproca é verdadeira, vi uma mulher de uns 30 anos se recuperando de um desmaio enquanto descia o cerro.

 

Depois de descermos fomos comer o que achei um dos melhores almoços da viagem, era truta com fritas, li em um relato e assino embaixo que o melhor para se comer são nas barraquinhas de frente á praia do lago... uma delicia mesmo!

Depois voltei ao hotel, descansei e mais tarde encontrei o Max e fomos ao restaurante La Posta na rua principal que tinha um ar meio roots e outro meio argentino, ficamos bebendo e conversando com o dono que era argentino.

Senti um clima totalmente roots em Copacabana com muita molecada européia “doida” pelas ruas mas um clima tranqüilo.

Voltamos ao hotel e fomos dormir!

 

11.05.2009

Encontrei com o escocês e seguimos ao porto onde embarcamos no Amazônia Andes rumo á Isla Del Sol (passeio fechado com a agência do próprio hotel), fomos ao 2º piso e embora o frio matinal a vista do Titicaca compensava qualquer coisa e lá conhecemos duas amigas, uma suíça e uma americana com as quais faríamos a trilha da ilha.

O trajeto do barco dura 2h e 10:30 desembarcamos e após passar o museu que fica no pequeno porto entramos na trilha. Foram 5h de caminhada, mas finalmente eu já estava aclimatado, entre ruínas e montanhas o que dizer da ilha?

Foi uma das ótimas surpresas da viagem pois esperava que fosse bonita mas não tanto, logo de cara já parece cenário do bolsão do Senhor dos Anéis e a trilha nunca passa ao lado de uma montanha é sempre por cima delas em seus 10km... e tendo o Titicaca sempre como seu companheiro, dos dois lados. O único ponto negativo é que são uns três pedágios no caminho, o que enche um pouquinho.

No final da trilha chegamos ao povoado de Yumani quando eram umas 15:00hrs, tinha meia-hora para descansar... fui ver a fonte do Inca e o clima da galera ali era ótimo, mas faltando 5 minutos para o barco sair, cadê o Max? Foi a suíça que me apontou um ponto dentro do lago, era o escocês “buena onda” nadando sozinho nas águas frias do Titicaca, fiz sinal, embarcamos dando muita risada.

Na volta conhecemos a versão boliviana das Islas Flotantes, o que já valeu para mim que não pararia em Puno. Chegamos ás 17:30hrs, me despedi do Max com encontro marcado em Cuzco, e segui em uma van para a fronteira; nessa van fiz amizade com todo mundo, tinha de tudo, argentinos, inglês, umas 3 belgas, uma australiana e uma canadense, ficamos fazendo uma brincadeira do que cada um conhecia do país do outro e a fronteira e chegamos na fronteira rapidamente.

Depois da fronteira, entramos em um bus bem maior e quem reencontrei? Max!!! Ele havia feito um caminho alternativo e até Puno fiquei conversando com os argentinos sobre música brasileira; chegamos á noite em Puno, onde apresentei Max á australiana e á canadense e o olho do bicho brilhou e deixei eles lá porque para variar estava em um bus diferente da galera, me despedi dos argentinos e fui.

Fui na empresa San Martin onde conheci uma americana simpática que estava com uma turma grande, a única parte chata da viagem foi o fato que quando o bus para em Juliaca, não sai até preencher todos os assentos (foi a impressão que deu), 40 minutos depois seguimos viagem.

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  • Aventureiro-rj
    Aventureiro-rj

    Bom relato. Querendo fazer Norte Chile, Bolívia e Norte Argentina ate Buenos Aires.

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Fala aí....

 

Fantástica sua jornada!!!!

 

Já tinha meu roteiro pronto para janeiro/fevereiro 2012, mas depois de ler seu relato vou tentar fazer o mesmo caminho!!!Com a diferença de ir de avião para Santa Cruz e voltar de Foz também de avião!!!

Show de bola e parabéns pelo relato!!!

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Grande Fernando "Passolargo"!!

 

Cara, realizei em maio desse ano o meu sonho!! Fizemos o mochilão - eu e minha esposa - por 5 países!! Meu relato está aí (só clicar no link da minha assinatura). Até fiz uma menção a vc nos agradecimentos!! Meu roteiro foi bastante influenciado pelo seu!

Hora que vc puder dá uma lida e coloca lá tua opinião!

 

Abração.

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E aí brother, tudo certo?

 

Cara, concordo com a galera fã do seu relato aqui. Trip loucura, seu relato muito bem feito e eu até me imaginei em algumas cenas HAHAHA

Vou fazer minha trip daqui a alguns meses, pela Bolívia, Chile e Peru, o roteiro ainda tá em construção, e seu tópico me deu uma luz quanto a alguns lugares para ir ou não.

 

Valeu velho!

  • 4 semanas depois...
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Belançon,

 

Valeu kkk a intenção era essa mesma, compartilhar a experiencia!!! E aproveita, que pô dá uma saudade de estar na estrada!!!

 

Abração meu velho!!!

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Um dos mais fantásticos que li!! viajei juntooooooo!!!!

 

Parabéns tá show este relato!!!! (afffff... quero ir tb!!) breve...breve....

 

abraços!!!

  • 2 semanas depois...
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Um dos mais fantásticos que li!! viajei juntooooooo!!!!

 

Parabéns tá show este relato!!!! (afffff... quero ir tb!!) breve...breve....

 

abraços!!!

 

Fala Frida!!! Obrigado e que bom que você curtiu!!! E aposto que adorou o começo quando falo que me amarro em Salvador rsrs! Força aí que em breve você vai com certeza!!!

 

Abração!

  • 3 meses depois...
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Adooooorei seu relato, estou baseando o meu no do pdavid, e vi o link do seu lá..vou fazer Ica e sem uruguai tb..achei o seu mais pareido com o meu..

vamos ver, se o $$ nao me abandonar no meio da trip faço uruguai..

valeu..

 

::hahaha::

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Sensacional!! um dos melhores relatos sem dúvidas. Vou fazer meu mochilão em junho muito parecido com esse e sinceramente ja consegui visualizar minha viagem.

gostei das azarações, dei mta risada na parte da manteiga de cacau! rsss

 

abraços

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Kalissinha, valeu!!! A minha intenção era incluir Montevideo mas pela falta de tempo hábil e pela falta de carinho meu com os $$$ eles enfim me abandonaram rsrs!

 

Valeu e se eu puder ajudar em qq coisa, estamos aí!

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Valeeeu Sorrent! E se eu puder ajudar em alguma coisa, pode dizer!

 

Nessa questão de azaração sou um eterno apaixonado kkkk e essa da manteiga de cacau... até hoje eu bato com a mão na testa quando lembro dessa bola fora kkkkk e depois eu te dou um toque, preciso acelerar o meu relato do mochilão na Europa ou seja, logo tem outro relato circulando por aí!

 

Abração e precisando, vc já sabe!

 

Ah Kalissinha, Sorrent e todos que olharem essa mensagem, bacana dar uma olhada no relato do victor colonna porque tem muitos detalhes tecnicos preciosos!

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