Resolvi descrever esta trip para deixar registrado que é possível sim, com bastante sorte é claro, ver o maior felino das Américas.
Pegamos a Transpantaneira à partir de Poconé às 15:00 h e fomos rodando bem devagar para ver se viamos alguns animais. Não sei como estão as pontes de madeira hoje, mas, na época estavam muito precárias com muitos pregos enormes apontados para fora. Tinhamos que passar devagar olhando para desviar dos pregos. Como nós fomos em época de sêca há variantes em quase todas as pontes. Entramos em todas que pudemos. Evitamos atravessar todas. Bom, numa delas o pneu furou. Passamos pela portaria do Ibama (como será que está ?) pagamos para entrar e logo avistamos a primeira pousada. Passamos direto. Quanto mais para dentro do Pantanal mais chance de avistar animais. Paramos na Pousada das Araras. Era muito cara para nossos padrões. Chegamos ao Hotel Pixaim que beira o rio de mesmo nome. Bem próximo há o famoso Hotel Pantanal Matogrossense e logo adiante o Hotel Fazenda Santa Tereza. No Hotel Pixaim existia uma borracharia, aliás, a única em toda a Transpantaneira. O borracheiro era aprendiz. Ficou uns 45 minutos para consertar o pneu. A Pousa Pixaim não era boa, então, seguimos reto. Encontramos a entrada para o Hotel Fazenda Santa Teresa. São 3 km até a sede. O rio Pixaim também passa ao lado. Famos muito bem recebido por Marcos, o proprietário. A hospitalidade e a receptividade pesou na escolha. Ficamos aqui. A escolha foi certa ! Comida excelente. O Marcos é da 4° geração na Fazenda. Bom mesmo foi escutar as histórias do seo Neno, que é o pai do Marcos, a respeito do passado do Pantanal. Poderíamos passar noites ouvindo suas histórias que foram passadas pelo avô do seo Neno. Ele matava Onça na Zagaia. Zagaia era uma lança com pregos atravessados na ponta. Tinha uns 2 metros de comprimento. Eles a utilizavam quando a onça dava o bote pulando em cima de seu oponente. A pontaria tinha que ser certeira e mortal, senão...........A onça é tão forte que quando o caçador enfiava a Zagaia, ela a puxava contra o próprio corpo a fim de tentar agarrar seu algoz. Hoje é muito difícil ver a onça, mas, as chances na época de seca são maiores. No dia seguinte caminhamos sozinhos pela trilha que sai do Hotel Fazenda margeando por dentro o rio Pixaim até a Fazenda Beira Rio. Ela tem de 3 à 4 km. Caminhada curta passando pelo antigo cemitério. Vimos muitos pássaros, fezes e rastros de Anta. Quando chegamos na cerca, caminhamos em direção ao rio para tentarmos avistar alguns animais na margem. Quase sempre entrávamos nas bifurcações para o rio, e que eram muitas, para tentar ver alguma coisa. A trilha beirava uns 30 metros longe do rio. Derrepente ouvimos um rugido muito forte. Não sabíamos o que poderia ser. E ia aumentando, aumentando.............era um bando de Bugios. Bom, seguimos a trilha e escutamos o barulho de um motor de barco. Percebemos que o barco estava bem próximo e ia e voltava, ia e voltava. Adiante vimos rastros e fezes de vários animais, inclusive de Ariranha. Vimos um cervo pantaneiro. Chegamos na Fazenda Beira Rio e voltamos. Quando retornamos era aquele alvoroço. Aos gritos perguntaram se nós tinhamos visto a onça. Pensamos que fosse brincadeira, mas, era verdade. Poucos minutos após saírmos a pé para a trilha o sr. Dindão que é funcionários do hotel, levou um grupo de Japoneses para um passeio no rio. Na volta, há 3 minutos de voadeira da Fazenda, lá estava ela, deitada, tomando sol, numa "prainha" formada pela seca do rio Pixaim. Pegamos o sr. Dindão e fomos de barco junto com uns franceses que estavam no hotel, e, antes do lugar visto, desligamos o motor e fomos remando. Lá estava ela deitada na praia. Logo que nos avistou, levantou e andou para debaixo de uma árvore e ficou nos observando. O sr. Dindão encostou o barco no barranco para podermos ver melhor e nos posicionar para filma-lá e fotografá-la. Ficamos à menos de 10 metros da onça por uns 30 minutos.
Ela levantava a cabeça, nos olhava e deitava novamente. A bichinha estava bem gorda. Só tomei consciência do que aconteceu 2 dias depois. Foi muita sorte.
Eles nos disseram que há 4 anos não aparecia onça por lá.
Resolvi descrever esta trip para deixar registrado que é possível sim, com bastante sorte é claro, ver o maior felino das Américas.
Pegamos a Transpantaneira à partir de Poconé às 15:00 h e fomos rodando bem devagar para ver se viamos alguns animais. Não sei como estão as pontes de madeira hoje, mas, na época estavam muito precárias com muitos pregos enormes apontados para fora. Tinhamos que passar devagar olhando para desviar dos pregos. Como nós fomos em época de sêca há variantes em quase todas as pontes. Entramos em todas que pudemos. Evitamos atravessar todas. Bom, numa delas o pneu furou. Passamos pela portaria do Ibama (como será que está ?) pagamos para entrar e logo avistamos a primeira pousada. Passamos direto. Quanto mais para dentro do Pantanal mais chance de avistar animais. Paramos na Pousada das Araras. Era muito cara para nossos padrões. Chegamos ao Hotel Pixaim que beira o rio de mesmo nome. Bem próximo há o famoso Hotel Pantanal Matogrossense e logo adiante o Hotel Fazenda Santa Tereza. No Hotel Pixaim existia uma borracharia, aliás, a única em toda a Transpantaneira. O borracheiro era aprendiz. Ficou uns 45 minutos para consertar o pneu. A Pousa Pixaim não era boa, então, seguimos reto. Encontramos a entrada para o Hotel Fazenda Santa Teresa. São 3 km até a sede. O rio Pixaim também passa ao lado. Famos muito bem recebido por Marcos, o proprietário. A hospitalidade e a receptividade pesou na escolha. Ficamos aqui. A escolha foi certa ! Comida excelente. O Marcos é da 4° geração na Fazenda. Bom mesmo foi escutar as histórias do seo Neno, que é o pai do Marcos, a respeito do passado do Pantanal. Poderíamos passar noites ouvindo suas histórias que foram passadas pelo avô do seo Neno. Ele matava Onça na Zagaia. Zagaia era uma lança com pregos atravessados na ponta. Tinha uns 2 metros de comprimento. Eles a utilizavam quando a onça dava o bote pulando em cima de seu oponente. A pontaria tinha que ser certeira e mortal, senão...........A onça é tão forte que quando o caçador enfiava a Zagaia, ela a puxava contra o próprio corpo a fim de tentar agarrar seu algoz. Hoje é muito difícil ver a onça, mas, as chances na época de seca são maiores. No dia seguinte caminhamos sozinhos pela trilha que sai do Hotel Fazenda margeando por dentro o rio Pixaim até a Fazenda Beira Rio. Ela tem de 3 à 4 km. Caminhada curta passando pelo antigo cemitério. Vimos muitos pássaros, fezes e rastros de Anta. Quando chegamos na cerca, caminhamos em direção ao rio para tentarmos avistar alguns animais na margem. Quase sempre entrávamos nas bifurcações para o rio, e que eram muitas, para tentar ver alguma coisa. A trilha beirava uns 30 metros longe do rio. Derrepente ouvimos um rugido muito forte. Não sabíamos o que poderia ser. E ia aumentando, aumentando.............era um bando de Bugios. Bom, seguimos a trilha e escutamos o barulho de um motor de barco. Percebemos que o barco estava bem próximo e ia e voltava, ia e voltava. Adiante vimos rastros e fezes de vários animais, inclusive de Ariranha. Vimos um cervo pantaneiro. Chegamos na Fazenda Beira Rio e voltamos. Quando retornamos era aquele alvoroço. Aos gritos perguntaram se nós tinhamos visto a onça. Pensamos que fosse brincadeira, mas, era verdade. Poucos minutos após saírmos a pé para a trilha o sr. Dindão que é funcionários do hotel, levou um grupo de Japoneses para um passeio no rio. Na volta, há 3 minutos de voadeira da Fazenda, lá estava ela, deitada, tomando sol, numa "prainha" formada pela seca do rio Pixaim. Pegamos o sr. Dindão e fomos de barco junto com uns franceses que estavam no hotel, e, antes do lugar visto, desligamos o motor e fomos remando. Lá estava ela deitada na praia. Logo que nos avistou, levantou e andou para debaixo de uma árvore e ficou nos observando. O sr. Dindão encostou o barco no barranco para podermos ver melhor e nos posicionar para filma-lá e fotografá-la. Ficamos à menos de 10 metros da onça por uns 30 minutos.
Ela levantava a cabeça, nos olhava e deitava novamente. A bichinha estava bem gorda. Só tomei consciência do que aconteceu 2 dias depois. Foi muita sorte.
Eles nos disseram que há 4 anos não aparecia onça por lá.