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Relato Viagem Chile – Argentina 2010
Este é o relato de uma viagem feita por três amigos de Belo Horizonte em fevereiro e março de 2010. Os nomes: eu (Sérgio), Thiago (Schin) e Virgílio (ainda em procura de um bom apelido).
Os objetivos: Carreteira Austral em carro alugado, Torres Del Paine (Circuito W), Perito Moreno e a cidade mais austral do mundo, Ushuaia, na Argentina. Não nos preocupamos em coletar todos os detalhes pois aqui não quero deixar tanto um guia, e sim as impressões. Nem tudo saiu conforme o plano, para nossa sorte!
Nossas férias foram marcadas para o mesmo período: 20 de Fevereiro a 14 de Março. Utilizamos todo esse tempo para viajar, saindo dia 20 de manhã e voltando dia 14, apesar de que cada um voltou em um horário diferente.
Sábado, 20 de Fevereiro de 2010
Chegamos em Santiago de avião, com conexão em São Paulo (Guarulhos). Nenhum problema na imigração. Fiquei meio receoso deles implicarem com umas rapaduras que estava levando na mochila para Torres Del Paine.
Pegamos o ônibus Centropuerto, na portaria 5 do aeroporto. O ônibus custa PCH 1400 por pessoa. O ônibus leva até o centro da cidade, e é bem mais em conta que os taxis. Fiquem espertos com os taxistas que ficam oferecendo taxi no aeroporto. Se preferir pegar um taxi, pague por meio das agências de taxi que tem local fixo no aeroporto.
Fomos para o hostel La Casa Roja. Ficamos em um dorm com 3 beliches e lockers que cabia tudo tranquilo. Leve seu cadeado. O lugar é bem animado, tem piscina, internet gratuita (apesar de uns 5 computadores, ta sempre cheio e disputado). Fica entre a Av. Brasil (!) com Calle Agostines. Almoçamos em um restaurante lá perto. A tarde aproveitamos um pouco a piscina do Hostel, tomamos umas biritas e pegamos o metrô e caminhamos pela Av. Bernardo O’Higgins. Subimos o Cerro Santa Lúcia, que dá uma bonita vista da cidade, e voltamos.
Fomos ao tal do Pátio Bellavista e comemos uma comida mega apimentada, em um restaurante mexicano. Ao longo da viagem descobrimos que fomos juninhos, porque em Santiago na noite tem muita coisa melhor que o Bellavista. Na calle Bellavista há muitas casas noturnas, que cobram pra entrar.
Domingo, 21 de fevereiro de 2010
Compramos a passagem para Osorno na TurBus. PCH 20000 para ônibus cama Premium (mais para conhecer o tipo de ônibus – 3 cadeiras por fileira, parece classe executiva de avião). Saída de Santiago às 21:55h e chegada em Osorno 9:15h.
Nesse dia passeamos a pé na cidade e com metrô. Conhecemos a Plaza de Armas e a bela Catedral. Passeamos e tiramos algumas fotos do Palácio da Moneda.
Fomos também ao Funicular de metrô, e conhecemos o Cerro San Cristóbal. Passeio turistão mas bacana, tem uma bela vista da ciadde.
Voltamos para tomar banho no Hostel e pegar nossas mochilas e fomos para a rodoviária.
E pensar que alguns dias depois haveria um grande terremoto que afetaria muito essa cidade organizada e desenvolvida, além de outras cidades no Chile.
Segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Passamos a noite dentro do ônibus, mas dormimos muito bem. A estrada era excelente e o ônibus melhor ainda. Chegamos em Osorno na hora e pagamos mais PCH 13000 para um ônibus para Bariloche, na Argentina. O pessoal de Santiago faz terrorismo, falando que é muito melhor comprar o ônibus de Osorno para Bariloche em Santiago, pois em Osorno é arriscado não ter mais vaga e ser mais caro, e termos que passar a noite em Osorno (que não tem nada – o vulcão fica longe, próximo a Pucón, em Petrouhé). Nós arriscamos e compramos a passagem pelo mesmo preço de Santiago e numa hora mais cedo (esperamos menos).
A saída era as 11:30h então demos uma volta nas ruas da cidade de Osorno. Não tinha muita coisa interessante para se ver, então fomos ao supermercado (que é gigante, meio desproporcional), onde escovamos os dentes (o segurança de olho na gente) e compramos água e velas e balões para meu aniversário, no dia seguinte (aí o segurança desgrudou da gente). Pegamos o bus e fomos hasta Bariloche.
Lembro que nós chegamos meio no final da tarde nesse dia. Os motoristas (duas pessoas se revezavam na viagem) eram ótimas pessoas. Nos deram carona da rodoviária até o centro de Bariloche (é perto mas com mochila e pra procurar hostel ajudou muito) e nos recomendaram um restaurante e um hotel. Brasileiro é bem tratado. Após despedir fomos procurar um Hostel bacana. Como estava um pouco tarde, os três que batemos na porta estavam lotados. Começamos a ficar neurados e fomos no Hotel que os motoristas tinham nos indicado. Chama Hotel Venezia e fica na Calle Morales, muito próximo daquele badalado centro de lojinhas. O preço era bom para um quarto com cama para três e banheiro privado, e decidimos ficar. O quarto fede um pouco e o café da manhã é muito ruim (torradas com geléia e café). Quebra o galho mas com certeza tem coisa melhor pelo mesmo preço (pagamos 175 pesos argentinos para o quarto, que tinha TV – assistir TV em Bariloche?). O banheiro era muito ruim, o espaço era tão pequeno que tinha que tomar banho com a cortina aberta, aí você imagina três marmanjos suados de andar com mochilas tomando banho demorado sem cortina. O banheiro ficou aquela maravilha!! Demos uma volta na cidade e decidimos aceitar a sugestão dos motoristas e comer na Fonda Del Tio. Lá sim foi uma boa sugestão. Comemos truta e o Schin foi em um bife de chorizo bacana. Como o restaurante fica meio escondido (não anotei o nome da rua – vacilo) ele é muito barato perto dos badalados restaurantes feitos pra turista. Tinha muito nativo comendo lá, então percebemos que comemos bem e pagamos um preço justo.
Comemoramos meu niver depois da meia-noite em um pub muito legal, que não anotei o nome mas lembro que começa com W e é meio alemão. O pub é no estilo irlandês, muito bacana. A tal da Roxy estava vazia, não tava muito bacana. O pub tava melhor.
Terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
No dia do meu niver, nós fomos cedo procurar as agências para alugar o carro, para percorrer a carreteira austral (talvez a melhor atração da viagem – a disputa é difícil). Fomos em umas três agências. Ficamos com a Hertz, pelo nome e pelo preço bom. Nossa idéia no início era alugar um carro básico e barato, depois de ler aqui no Mochileiros que muitos fizeram a carreteira em carro baixo. Mas decidimos por alugar uma camioneta porque o preço era muito parecido (tipo uns 100 reais a mais por cada um de nós) e era completa, com 4x4 e cabine dupla e tal. Alugamos uma S10 cinza com uns 50000 km rodados (parece que eram realmente 50 mil km). Se nós soubéssemos o que ia acontecer durante a viagem...
Ficamos de pegar o carro no dia seguinte e fomos almoçar em um lugar legal, chamado Santana. Ele fica no centro, você tem que descer um lance de escadas pra chegar lá. O bife de chorizo é caprichado. O restaurante eu indico, não é caro e a comida é bacana.
A tarde alugamos três bikes e demos um rolé na avenida ou rodovia, sei lá, que margeia o lago Nahuel Huapi (que lago show de bola). Nadamos naquela água fria por uns 45 segundos na Playa Bonita (a gente tava procurando uma tal de Plaza Bonita – o Virgílio matuto cismou que era praça).
Nós e ao fundo, o lago Nahuel Huapi
Schin e Virgílio
Os dois amigos amarrados não me deram presente, só um balão em formato de coração vermelho escrito “Te quiero mucho!”.
Quarta-feira, dia 24 de fevereiro de 2010
Pegamos o carro e fomos almoçar na Fonda Del Tio de novo, pra despedir. Foi um bife a milanesa (quase todos os restaurantes têm e não é muito caro – milanesa é aquele negócio, se não for em um restaurante de primeira linha, é mais pra quebrar o galho).
Partimos em direção à carreteira. Apesar de Santiago e Bariloche serem muito bacanas, nossa viagem começava ali, no rípio.
O caminho depois de Bariloche é maravilhoso, com o lago e as montanhas ao lado. O começo da estrada é de rípio, mas depois volta e fica um bom tempo no asfalto. Como se fosse uma amostra grátis do terreno que a gente ia rodar a maior parte do tempo.
Foto tirada em uma ponte - indo rumo à Futaleufú. Ainda na Argentina.
Rodamos, rodamos e rodamos. Cruzamos a fronteira sem problemas.Voltamos pro Chile. Brasileiro é um povo querido por essas bandas. Eles gostam de futebol e de brasileiros. Nos dois lados.
Paramos na cidade de Futaleufú, Chile. Nosso plano era o rafting. Nunca tinha ouvido falar do rafting por esses lados, conheci após ler um tópico sobre ele aqui no Mochileiros. Empolguei e convenci a turma pra gente fazer. A vila de Futaleufú é muito pequena e muito arrumadinha. Fica em um local plano, cercada por montanhas por todos os lados. Já fazia um vento frio à noite, nada que preocupasse ou deixasse o tempo ruim. Pelo contrário, durante o dia o sol era na medida certa. Nada de chuva.
Fechamos o rafting com uma companhia chamada Fly George por 80 dólares por pessoa (ou PCH 40000, se você tiver em pesos chilenos, ganha dinheiro por não fazer o câmbio). Estávamos economizando os pesos chilenos e pagamos em dólar, depois de negociar (começou em 45000 PCH). Sempre negocie tudo. Tudo tem uma margem. A desculpa que a mulher gente boa nos deu por abaixar o preço é que iríamos de camionete e economizaríamos o transporte. Só que o local do rafting era nosso caminho na carreteira. Do lado da FlyGeorge tem um hostal muito bacana mas muito caro também. Parece ser o melhor da cidade. Ficamos em um lugar chamado Carahue. O quarto tinha três camas e o banheiro era compartido, mas parecia que só nós estávamos lá. Tudo tranqüilo, sem problemas, o lugar é bom e recomendo. Não lembro quanto pagamos mais lembro que foi bem barato e tinha desayuno (café da manhã).
Depois de deixarmos nossas coisas eu e o Virgílio fomos comer um hambúrguer enquanto o Schin ficou no hostel para assistir a partida do Cruzeiro versus Colo Colo. O Cruzeiro deu uma ameixa pro Colo Colo, mas o Schin ficou quieto, não comemorou muito na frente dos chilenos. Nada da camisa do Cruzeiro nessa semana (eu e Virgílio somos atleticanos).
Editado por Visitante