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Sérgio Vilela

Stgo, Bariloche, Carretera Austral, El Chaltén, El Calafate, Torres del Paine (W), Ushuaia e BsAs

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Relato Viagem Chile – Argentina 2010

 

Este é o relato de uma viagem feita por três amigos de Belo Horizonte em fevereiro e março de 2010. Os nomes: eu (Sérgio), Thiago (Schin) e Virgílio (ainda em procura de um bom apelido).

Os objetivos: Carreteira Austral em carro alugado, Torres Del Paine (Circuito W), Perito Moreno e a cidade mais austral do mundo, Ushuaia, na Argentina. Não nos preocupamos em coletar todos os detalhes pois aqui não quero deixar tanto um guia, e sim as impressões. Nem tudo saiu conforme o plano, para nossa sorte!

 

Nossas férias foram marcadas para o mesmo período: 20 de Fevereiro a 14 de Março. Utilizamos todo esse tempo para viajar, saindo dia 20 de manhã e voltando dia 14, apesar de que cada um voltou em um horário diferente.

 

Sábado, 20 de Fevereiro de 2010

 

Chegamos em Santiago de avião, com conexão em São Paulo (Guarulhos). Nenhum problema na imigração. Fiquei meio receoso deles implicarem com umas rapaduras que estava levando na mochila para Torres Del Paine.

Pegamos o ônibus Centropuerto, na portaria 5 do aeroporto. O ônibus custa PCH 1400 por pessoa. O ônibus leva até o centro da cidade, e é bem mais em conta que os taxis. Fiquem espertos com os taxistas que ficam oferecendo taxi no aeroporto. Se preferir pegar um taxi, pague por meio das agências de taxi que tem local fixo no aeroporto.

 

Fomos para o hostel La Casa Roja. Ficamos em um dorm com 3 beliches e lockers que cabia tudo tranquilo. Leve seu cadeado. O lugar é bem animado, tem piscina, internet gratuita (apesar de uns 5 computadores, ta sempre cheio e disputado). Fica entre a Av. Brasil (!) com Calle Agostines. Almoçamos em um restaurante lá perto. A tarde aproveitamos um pouco a piscina do Hostel, tomamos umas biritas e pegamos o metrô e caminhamos pela Av. Bernardo O’Higgins. Subimos o Cerro Santa Lúcia, que dá uma bonita vista da cidade, e voltamos.

 

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Fomos ao tal do Pátio Bellavista e comemos uma comida mega apimentada, em um restaurante mexicano. Ao longo da viagem descobrimos que fomos juninhos, porque em Santiago na noite tem muita coisa melhor que o Bellavista. Na calle Bellavista há muitas casas noturnas, que cobram pra entrar.

 

Domingo, 21 de fevereiro de 2010

Compramos a passagem para Osorno na TurBus. PCH 20000 para ônibus cama Premium (mais para conhecer o tipo de ônibus – 3 cadeiras por fileira, parece classe executiva de avião). Saída de Santiago às 21:55h e chegada em Osorno 9:15h.

Nesse dia passeamos a pé na cidade e com metrô. Conhecemos a Plaza de Armas e a bela Catedral. Passeamos e tiramos algumas fotos do Palácio da Moneda.

 

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Fomos também ao Funicular de metrô, e conhecemos o Cerro San Cristóbal. Passeio turistão mas bacana, tem uma bela vista da ciadde.

 

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Voltamos para tomar banho no Hostel e pegar nossas mochilas e fomos para a rodoviária.

 

E pensar que alguns dias depois haveria um grande terremoto que afetaria muito essa cidade organizada e desenvolvida, além de outras cidades no Chile.

 

Segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

 

Passamos a noite dentro do ônibus, mas dormimos muito bem. A estrada era excelente e o ônibus melhor ainda. Chegamos em Osorno na hora e pagamos mais PCH 13000 para um ônibus para Bariloche, na Argentina. O pessoal de Santiago faz terrorismo, falando que é muito melhor comprar o ônibus de Osorno para Bariloche em Santiago, pois em Osorno é arriscado não ter mais vaga e ser mais caro, e termos que passar a noite em Osorno (que não tem nada – o vulcão fica longe, próximo a Pucón, em Petrouhé). Nós arriscamos e compramos a passagem pelo mesmo preço de Santiago e numa hora mais cedo (esperamos menos).

A saída era as 11:30h então demos uma volta nas ruas da cidade de Osorno. Não tinha muita coisa interessante para se ver, então fomos ao supermercado (que é gigante, meio desproporcional), onde escovamos os dentes (o segurança de olho na gente) e compramos água e velas e balões para meu aniversário, no dia seguinte (aí o segurança desgrudou da gente). Pegamos o bus e fomos hasta Bariloche.

 

Lembro que nós chegamos meio no final da tarde nesse dia. Os motoristas (duas pessoas se revezavam na viagem) eram ótimas pessoas. Nos deram carona da rodoviária até o centro de Bariloche (é perto mas com mochila e pra procurar hostel ajudou muito) e nos recomendaram um restaurante e um hotel. Brasileiro é bem tratado. Após despedir fomos procurar um Hostel bacana. Como estava um pouco tarde, os três que batemos na porta estavam lotados. Começamos a ficar neurados e fomos no Hotel que os motoristas tinham nos indicado. Chama Hotel Venezia e fica na Calle Morales, muito próximo daquele badalado centro de lojinhas. O preço era bom para um quarto com cama para três e banheiro privado, e decidimos ficar. O quarto fede um pouco e o café da manhã é muito ruim (torradas com geléia e café). Quebra o galho mas com certeza tem coisa melhor pelo mesmo preço (pagamos 175 pesos argentinos para o quarto, que tinha TV – assistir TV em Bariloche?). O banheiro era muito ruim, o espaço era tão pequeno que tinha que tomar banho com a cortina aberta, aí você imagina três marmanjos suados de andar com mochilas tomando banho demorado sem cortina. O banheiro ficou aquela maravilha!! Demos uma volta na cidade e decidimos aceitar a sugestão dos motoristas e comer na Fonda Del Tio. Lá sim foi uma boa sugestão. Comemos truta e o Schin foi em um bife de chorizo bacana. Como o restaurante fica meio escondido (não anotei o nome da rua – vacilo) ele é muito barato perto dos badalados restaurantes feitos pra turista. Tinha muito nativo comendo lá, então percebemos que comemos bem e pagamos um preço justo.

 

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Comemoramos meu niver depois da meia-noite em um pub muito legal, que não anotei o nome mas lembro que começa com W e é meio alemão. O pub é no estilo irlandês, muito bacana. A tal da Roxy estava vazia, não tava muito bacana. O pub tava melhor.

 

Terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

 

No dia do meu niver, nós fomos cedo procurar as agências para alugar o carro, para percorrer a carreteira austral (talvez a melhor atração da viagem – a disputa é difícil). Fomos em umas três agências. Ficamos com a Hertz, pelo nome e pelo preço bom. Nossa idéia no início era alugar um carro básico e barato, depois de ler aqui no Mochileiros que muitos fizeram a carreteira em carro baixo. Mas decidimos por alugar uma camioneta porque o preço era muito parecido (tipo uns 100 reais a mais por cada um de nós) e era completa, com 4x4 e cabine dupla e tal. Alugamos uma S10 cinza com uns 50000 km rodados (parece que eram realmente 50 mil km). Se nós soubéssemos o que ia acontecer durante a viagem...

 

Ficamos de pegar o carro no dia seguinte e fomos almoçar em um lugar legal, chamado Santana. Ele fica no centro, você tem que descer um lance de escadas pra chegar lá. O bife de chorizo é caprichado. O restaurante eu indico, não é caro e a comida é bacana.

A tarde alugamos três bikes e demos um rolé na avenida ou rodovia, sei lá, que margeia o lago Nahuel Huapi (que lago show de bola). Nadamos naquela água fria por uns 45 segundos na Playa Bonita (a gente tava procurando uma tal de Plaza Bonita – o Virgílio matuto cismou que era praça).

 

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Nós e ao fundo, o lago Nahuel Huapi

 

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Schin e Virgílio

 

 

Os dois amigos amarrados não me deram presente, só um balão em formato de coração vermelho escrito “Te quiero mucho!”.

 

Quarta-feira, dia 24 de fevereiro de 2010

 

Pegamos o carro e fomos almoçar na Fonda Del Tio de novo, pra despedir. Foi um bife a milanesa (quase todos os restaurantes têm e não é muito caro – milanesa é aquele negócio, se não for em um restaurante de primeira linha, é mais pra quebrar o galho).

 

Partimos em direção à carreteira. Apesar de Santiago e Bariloche serem muito bacanas, nossa viagem começava ali, no rípio.

 

O caminho depois de Bariloche é maravilhoso, com o lago e as montanhas ao lado. O começo da estrada é de rípio, mas depois volta e fica um bom tempo no asfalto. Como se fosse uma amostra grátis do terreno que a gente ia rodar a maior parte do tempo.

 

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Foto tirada em uma ponte - indo rumo à Futaleufú. Ainda na Argentina.

 

Rodamos, rodamos e rodamos. Cruzamos a fronteira sem problemas.Voltamos pro Chile. Brasileiro é um povo querido por essas bandas. Eles gostam de futebol e de brasileiros. Nos dois lados.

 

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Paramos na cidade de Futaleufú, Chile. Nosso plano era o rafting. Nunca tinha ouvido falar do rafting por esses lados, conheci após ler um tópico sobre ele aqui no Mochileiros. Empolguei e convenci a turma pra gente fazer. A vila de Futaleufú é muito pequena e muito arrumadinha. Fica em um local plano, cercada por montanhas por todos os lados. Já fazia um vento frio à noite, nada que preocupasse ou deixasse o tempo ruim. Pelo contrário, durante o dia o sol era na medida certa. Nada de chuva.

 

Fechamos o rafting com uma companhia chamada Fly George por 80 dólares por pessoa (ou PCH 40000, se você tiver em pesos chilenos, ganha dinheiro por não fazer o câmbio). Estávamos economizando os pesos chilenos e pagamos em dólar, depois de negociar (começou em 45000 PCH). Sempre negocie tudo. Tudo tem uma margem. A desculpa que a mulher gente boa nos deu por abaixar o preço é que iríamos de camionete e economizaríamos o transporte. Só que o local do rafting era nosso caminho na carreteira. Do lado da FlyGeorge tem um hostal muito bacana mas muito caro também. Parece ser o melhor da cidade. Ficamos em um lugar chamado Carahue. O quarto tinha três camas e o banheiro era compartido, mas parecia que só nós estávamos lá. Tudo tranqüilo, sem problemas, o lugar é bom e recomendo. Não lembro quanto pagamos mais lembro que foi bem barato e tinha desayuno (café da manhã).

Depois de deixarmos nossas coisas eu e o Virgílio fomos comer um hambúrguer enquanto o Schin ficou no hostel para assistir a partida do Cruzeiro versus Colo Colo. O Cruzeiro deu uma ameixa pro Colo Colo, mas o Schin ficou quieto, não comemorou muito na frente dos chilenos. Nada da camisa do Cruzeiro nessa semana (eu e Virgílio somos atleticanos).

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Quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

 

Saímos cedo e chegamos no lugar combinado na carreteira para encontrar com a turma do FlyGeorge, que realizava o rafting. O pessoal era bastante gente boa e procuramos o cara indicado, Pedro. Morava uma turma lá, jovem, com as namoradas. No mínimo alternativos. Patagonia sin represas!

Os caras foram passando as instruções e colocamos o neoprene e os salva-vidas. A turma era profissional e sentimos firmeza.

 

O rafting é indescritível. Aquela água verde esmeralda transparente (se via as pedras no fundo lá longe), as montanhas com seus picos nevados ao fundo, o astral da turma... O Virgílio disse que em termos de aventura e adrenalina, o rafting foi o ponto alto da aventura, até porque ele nunca tinha feito. Eu já fiz um rafting diurno e outro noturno em Brotas e já tinha uma idéia. Mas nada se compara. Muito bacana e obrigatório, na minha opinião, pra quem gosta desse tipo de aventuras e passa pela carreteira, mesmo vindo do Chile, por Chaitén.

 

O rafting é rápido, em torno de 1,5 hora, mas há outros programas, tipo 3 dias de rafting, para aqueles que têm mais tempo (dinheiro) ou que são viciados no esporte. Dizem que é um dos melhores rios para a prática do esporte e nós não discordamos.

 

Seguimos viagem, após comer um rango com a turma do rafting (incluso) e despedir. Depois vou postar algumas fotos, o Schin pediu pra um dos caras que moravam lá pra sacar umas fotos, o que foi feito, só que não peguei as fotos do Schin ainda.

 

Depois de Futaleufu, passamos por outras pequenas cidades, e entramos em fim na Carreteira Austral (Ruta 7), ao Sul de Chaitén.

 

Dirigimos muito, revezando. No rípio ir acima de 70 km/h é muito perigoso, a camionete sambava direto a traseira, mesmo com o 4x4 ligado e as mochilas fazendo um pesinho atrás. Passamos por vários lugares bacanas e lagos e paisagens inesquecíveis. A viagem terminada ali, tinha valido toda a pena.

 

Passamos por Puyuhuapi e não paramos (vacilo nosso), só admiramos enquanto cruzávamos a cidade. Com o roteiro meio apertado, queríamos ver o lago General Carreira e seguir adiante, rumo a El Calafete e Torres.

 

Depois de rodar muito no rípio, parando para tirar fotos nos mirantes, o imprevisto aconteceu. A camionete começou a socar do lado direito. Começamos a achar que um dos amortecedores tinha ido embora. Daí começou o cheiro de óleo queimado. Dois engenheiros mecânicos dentro do carro e começamos nossas teorias.

 

O rípio acabou e começou um asfalto novo. A camionete começou a frear sozinha, mesmo em ponto morto e com tudo solto. Paramos e vimos muito óleo vazando do diferencial dianteiro. A fumaça não era bom sinal. Levantei o carro com o macaco e a roda tava fazendo um barulho estranho, com o 4x4 acoplado.

 

Algumas pessoas pararam para nos ajudar. Não havia sinal de celular.

 

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Foto de onde a camionete abriu o bico

 

Coyhaique ficava a mais de 100 km de distância. O Virgílio foi em um casa de beira de estrada que ficava a uns 50 metros de onde estávamos pedir ajuda. Voltou um casal super gente fina, o Cláudio e a Ingrid. Eles nos disseram que havia uma Villa perto dali, a uns 12 km. Lá havia uma central telefônica e passava um ônibus todos os dias para Coyhaique, de manhã. O mais curioso, pediram para procurar uma tal de Karina, que ia nos arrumar lugar para passar a noite. Deixamos a camionete lá na casa deles, pegamos nossas mochilas e as tranqueiras que estavam dentro do carro e fomos a pé, na esperança de chegar na vila ainda com luz ou pegar uma carona até Coyhaique. Já era umas 20 horas e faltavam umas 2 horas para escurecer. Passava um carro a cada 20 minutos, normalmente no sentido contrário. Nada de carona pra quem ia no nossos sentido. Começou uma mega subida tipo serra de Petrópolis. Nossa velocidade caiu e escureceu um pouco, a lua estava quarto crescente, quase toda cheia. Foi bonito ver o céu limpo estrelado e a lua iluminando a neve de algumas montanhas. Estávamos subindo com as mochilas carregadas, quando uma camionete parou. O cara falou que estava indo para Villa Amengual, que era onde o Cláudio e a Ingrid nos disse para ir. Pulamos na caçamba e fomos. Chegamos rápido, já tínhamos caminhado uns 9 ou 10 km. Quando o cara chegou, nós perguntamos se ele conhecia uma tal de Karina. Ele olhou estranho e o menino que estava com ele no carro falou: “És tu mujer!”. Sorrimos para nossa sorte.

O cara levou pra casa dele e a Karina estava lá. Arrumou um lugar simples mas limpo pra passarmos a noite. Ela falou que arrumava cama para trabalhadores da carreteira. Daí falou que trabalhava vendendo sanduíches também na Villa. Perguntou se queríamos sanduíches. Era umas 11 horas da noite, em uma Villa que não tinha nada pra se comer, sem nada na mochila além de barra de cereal e as rapaduras que estavam reservadas para Torres Del Paine, a gente achou que era brincadeira....

 

Antes de comer os sandubas com palta (abacate – comum pra caramba), nós ligamos na central para a Hertz para reclamar do carro. Nessa eles disseram que um cara ia sair de Bariloche em direção à Villa para nos entregar o carro. Mas a ligação estava difícil por causa do espanhol e tal, e nós decidimos ir cedo no dia seguinte para Coyhaique, a cidade de maior estrutura na carreteira austral.

 

O mais legal da nossa passagem pela Villa Amengual foi ter conhecido essa família. Eles podiam ter nos cobrado uma fortuna pelo quarto e pelos sandubas, porque não tínhamos levado barraca (nossa idéia era alugar o equipamento em Puerto Natales) e não tínhamos onde ficar. Mas cobraram 5000 PCH (20 reais) pelo quarto mais sanduíches. Não aceitamos o troco. Ficam nossos agradecimentos a Karina, seu marido, que não disse muita coisa, mas ajudou demais e o menino Sebastián, que nos levou até a central telefônica.

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Uma foto da pequena Villa Amengual, onde passamos 1 noite.

 

Sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

 

Pegamos o microbus para Coyhaique (de Villa Amengual até Coyhaique- saída 9:10h chegada 11:40h – 4000 PCH/pessoa). Na verdade a gente achou que tinha perdido o bus, porque quando estávamos chegando no ponto vimos um ônibus escrito Coyhaique passando vazado. Aí bateu aquele desespero e raiva de ter demorado pra arrumar as coisas (tava no horário certo – era umas 9 horas da manhã). Mas logo depois passou outro e fomos embora felizes. O microbus ainda parou em Mañihuales, uma pequena vila, pra tomar café, o que foi demais, porque não tínhamos comido nada de manhã.

Chegamos em Coyhaique e fomos caminhar. A cidade é muito bacana. Toda bonita e bem estruturada, por causa do turismo. Tinha tudo que era preciso e foi bem nos sentirmos na civilização novamente.

 

Após caminhar bastante, sacar dinheiro no Banco de Chile (do lado da Plaza de Armas – praça muito bacana pra tirar um cochilo na grama), rangar no restaurante dos bombeiros (muito bom o peixe congrio – segunda vez que comi, a primeira foi em outra viagem que fiz onde passei por Puerto Varas e experimentei lá), nós nos hospedamos no hostal Kooch. O hostel fica um pouco escondido, afastado da cidade, com um morro cabuloso pra subir de mochila na hora de ir embora, mas é muito bom e vale muito a pena. É novo, tem uma cozinha excelente que fica à nossa disposição, numa sala confortável pra caramba. A gente quase ficou em um outro hostel, de mesmo preço, mas nossa sorte é que estava cedo e decidimos pesquisar mais. Pagamos de 6000 a 8000 PCH (não me lembro agora nem lembrei de anotar), mas vale muito a pena, e é o preço cobrado por todos os lugares mesmo, e tinha café da manhã incluso. Conversamos bastante com a Hertz por telefone (tem uma Hertz em Coyhaique, mas como nós alugamos o carro na Argentina, eles não puderam nos ajudar muito). O Schin tinha comprado um chip de lá e eles nos ligaram (ligação internacional feita no Chile é um assalto a mão armada, ao contrário da Argentina, que é bem mais barato). À noite o motorista Ricardo da Hertz chegou trazendo uma Ranger completa de cor branca. Pegamos a camionete e ele nos falou que teríamos que voltar ao local que tínhamos deixado a S10 com defeito, na casa do Cláudio e da Ingrid. Era o que a gente já imaginava mesmo. Compramos algumas coisas no supermercado e cozinhamos um macarrão a bolonhesa na excelente cozinha do hostel. À noite estávamos quebrados e dormimos. O Schin foi o único que teve disposição de sair.

 

Sábado, 27 de Fevereiro de 2010

 

No dia do terremoto que abalou o Chile, nós ficamos sabendo após ver filas quilométricas de carros nos postos de gasolina de Coyhaique. Perguntando, ficamos sabendo do terremoto (não sabíamos em uma semana o que era televisão).

Fomos embora voltando, em direção ao norte, para deixar o motorista da Hertz, Ricardo, junto da camionete com defeito.

Na estrada vimos paisagens inesquecíveis, que não tínhamos reparo tanto no microônibus. Paramos e tiramos muitas fotos de lagos e montanhas maravilhosas.

Voltamos os 150 km (aproximadamente) de volta, o que foi um retrocesso na viagem, e a camionete estava lá, inteira, do jeito que a gente tinha deixado, na casa do Cláudio e da Ingrid. Tudo certo, a camionete inspecionada, fomos embora, agora somente nós três novamente.

 

Como não abastecemos em Coyhaique, em função de termos ainda bastante diesel, e em função também das filas enormes, abastecemos em Cerrto Castillo, uma vilazinha, em um lugar chamado El Pampiano Provisiones. O litro do diesel lá tava em PCH 650,00. Colocamos 30 litros com medo de faltar diesel por causa do terremoto (gastamos PCH 49.500,00). Nessas cidades mais remotas não há posto de gasolina e sim algumas casas que vendem combustível.

 

Ficamos tristes em saber que até naquele dia mais de 200 já haviam morrido no Chile em função do terremoto e não rolou muita gracinha nesse dia.

 

Chegamos em Puerto Tranqüilo à noite. Encontramos com três brasileiros de Curitiba, que já tinha feito o W em Torres, e conhecido a Terra do fogo, e estavam indo ao norte, contrário de nós. Gente boa.

Alugamos uma cabaña por 18000 PCH o que dava 6000 para cada um, um preço bom. Cozinhamos um macarrão com salsichas na cabaña e tomamos um bom banho, depois de apanhar do sistema de aquecimento por gás (comum nos dois países).

A internet do lugar é lenta e cara (1250 PCH/hora), mas também, o lugar era remoto e minúsculo. Usamos para mandar notícias para nossas famílias que estávamos bem, e qu estávamos longe quando houve o terremoto. Só conseguimos usar a internet. As ligações não estavam sendo completadas, disseram que era em função de danos causados às centrais.

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Domingo, 28 de fevereiro de 2010

 

Fizemos as capelas de mármore. A turma que fica em frente ao lago fica doida pra você ir rápido. Mas o que é mais inteligente é esperar outros turistas para dividir o preço da brincadeira. Esperamos, e o que ia custar 25000 PCH para três pessoas, custou para cinco, depois que duas senhoras apareceram para fazer o passeio. O lugar é indescritível. Fiquei impressionado com o lugar. Não cansei de tirar fotos. Queria ter ficado lá o dia todo. As esculturas feitas por aquela água mágica, verde transparente, são muito legais. Vale muito o passeio.

 

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Essas são as Capelas de Mármore. Repare na cor da água. Incrível!

 

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Arrumamos nossas coisas, almoçamos e fomos embora. Na saída, demos carona para três mochileiros gente finíssima, de Santiago: Simon, Gabriela e Dario. Fomos apertados na camionete (por sorte minha, era minha vez de dirigir). Conversamos bastante na viagem e parávamos toda hora para tirar fotos de um dos grandes objetivos da viagem: o lago General Carrera. O lago é enorme, li no guia que é o terceiro de maior profundidade no mundo (algo em torno de 500 metros). As águas são maravilhosas e as paisagens ainda combinam com montanhas com neve nos cumes. Só as fotos descrevem. Paramos tantas vezes que demoramos pra chegar em Chile Chico. Mas ninguém reclamou.

 

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Da esquerda para a direita: Dario, Gabriela, Virgílio e Simón

 

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Da esquerda para a direita: Schin, eu e Virgílio

 

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Passamos deslumbrados ao lado do General Carrera.

 

Em Chile Chico nos despedimos dos nossos amigos mochileiros, que iriam acampar. Nós, playboys, procuramos um hostal.Ficamos na Hospedaje Don Luis, na calle Balmaceda. 5000 PCH por pessoa com café. Para usar a cozinha era 1000 PCH a mais por pessoa então resolvemos procurar um lugar barato pra comer. O lugar não era caro e era limpo.

 

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A cidade é minúscula e como era domingo à tarde, estava tudo fechado. O pior: a gente quase não tinha mais pesos chilenos. Um senhor nos ajudou e trocou 28 dólares por pesos chilenos. A sorte é que a gente tinha levado pesos argentinos, e como era perto da fronteira, o pessoal lá aceitava, valorizando um pouco no câmbio. Foi o jeito, pois o posto COPEC da cidade (que tem diesel e gasolina) não aceita tarjeta de crédito. Diesel a 585 PCH/litro. Colocamos 8000 PCH. Quando a gente tava procurando o Virgílio pra ir pro único restaurante caro que a gente tinha encontrado, nós esbarramos com nossos amigos mochileiros. Eles nos chamaram pra cozinhar no camping. Show de bola! Passamos no supermercado, compramos carne e vinho e fomos pra lá. O camping era bacana e aprendemos com o Dario, que era engenheiro de alimentos e estava fazendo mestrado na Universidad de Santiago, que a cebola mata a bactéria que causa diarréia. Aí tava lá o Dario, que mais parecia com o cara do Into the Wild, passando cebola partida no meio na churrasqueira do acampamento pra matar as bactérias. Fizeram e nos serviram, como por gratidão pela carona, tipo uma bisteca muito boa com arroz. Rimos e contamos muitos casos, falamos de Hugo Chávez, Evo Morales, Michele Bachelet.De futebol e de viajar. Ficamos tristes por termos que nos despedir. Eles não queriam ir conosco para El Calafate, queriam ir para Caleta Tortel. Trocamos e-mails. Fomos para o hostal com a gratidão e amizade aos chilenos no coração.

 

Lembramos até hoje de um momento na estrada, onde eu perguntei ao Dario quanto tempo ele tinha pra viajar, e ele me disse: “Por toda la vida.”

 

Segunda, 1º de março de 2010

 

Saímos às 11:00h rumo à Argentina, para El Calafate e o deserto patagônico. Cruzamos a fronteira (de novo) por volta das 11h45 e abastecemos em Los Antiguos 25,7 litros (75 pesos argentinos). O litro custava 2,98 pesos argentinos. Nesse caminho demos carona para o mochileiro Diego, que era cozinheiro em Bariloche. Dizia ele que o seu destino era Ushuaia, mas parecia que ele não sabia muito bem ainda. Na viagem ele acabou zoando o Virgílio quando ele disse que era funcionário público e que nós (eu e Schin) éramos engenheiros. Ele fez aquele sinal de ladrão conhecido no Brasil e o Virgílio não gostou. Virou a cara e ficou olhando a paisagem. Mas depois vimos que o Diegão é um cara gente finíssima, tipo hippie, todo sujão e barbado. Fomos em direção àquela paisagem maluca, parece a estrada de BH para Brasília. Planície por todos os lados, guanacos e emas aqui e ali, e pouquíssimos carros transitando no rípio. Essa camionete estava excelente e não deu nenhum problema.

 

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Da esquerda para a direita: Diegão, Schin e eu

 

Paramos em uma vilazinha no meio do nada, chamada Bajos Caracoles após muito tempo dirigindo. Não havia almoço. Só sanduba, e caro (13 pesos argentinos). Não tinha jeito e foi nosso almoço, um misto quente. O diesel foi bem caro, um assalto, 3,30 pesos argentinos o litro. Completamos com medo de acabar no meio do deserto.

 

Após mais vários quilômetros no rípio, o Diegão continuava com a gente, tendo passado pela estradinha que levava até a Cueva de las maños, e termos desistido, estávamos nos perguntando se valia a pena pernoitar em Três Lagos ou se era melhor seguir até El Chaltén direto, arriscando a chegar lá tarde e não achar lugar pra ficar. Já era 21 horas e pareciam era 130 km até El Chaitén (de 3 lagos). No rípio isso dá umas duas horas. Daí perguntamos a uma senhora que nos disse que a estrada era toda asfaltada. Nem discutimos mais e fomos embora em direção a El Chaltén (Três Lagos é uma vila maiorzinha). El Chaltén nem estava nos nossos planos, apesar da vontade de ver o Fitz Roy e tal, por causa de tempo (ainda íamos fazer os 4 dias do W em Torres).

 

A estrada de Três Lagos a El Chaitén ou El Calafate é asfaltada e excelente. Dá pra desenvolver bem. Cuidado com os animais como coelhos, porque eles pulam na frente da estrada mesmo. Mais cuidado ainda com guanacos. Mesmo com aquelas retas planas e intermináveis, que te chamam a pisar fundo no acelerador, cuidado com os animais. A paisagem estava deslumbrante, com o pôr-do-sol.

 

Chegamos por volta de 22h15 em El Chaltén. Que cidade linda. Toda preparada para turistas, nem parecia que estávamos no deserto. Muitos hotéis, hostals e restaurantes muito bonitos, ao estilo Campos do Jordão.

Deixamos o Diegão em uma das ruas da cidade e nos desejamos sorte.

 

Ficamos no Hostel Pioneros Del Valle. A Patagônia Hostal estava lotada. Preço do Pioneros: 50 pesos argentinos (~30 reais) por pessoa, sem café, em dorm com 6 camas mas banheiro no quarto. O lugar é excelente, como tudo em El Chaltén. Novo, com tudo funcionando direitinho (a ducha parecia de hotel 5 estrelas), uma cozinha enorme, TV LCD de sei lá quantas polegadas no hall do hostel. 1 PC livre pra internet (disputado mas conseguimos usar).

 

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Foto da fachada do hostal - recomendamos

 

Compramos pra variar macarrão, salsichas e suco para a cocina. Tudo é muito caro na cidade (cheio de europeus). Cozinhamos à noite.

 

Terça-feira, 2 de março de 2010

 

Subimos a trilha que leva à Laguna de los Tres, que dá uma vista maravilhosa do Fitz Roy e dos outros dois picos. O lugar é indescritível. Muito vento, e muito joelho pra subir e descer aquelas pedras, mas vale tudo. O Fitz Roy ao fundo, aquele laguinho de água azul cristalina embaixo, o outro lago esverdeado lá em baixo, no despenhadeiro, são impressionantes.

 

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Uma foto das várias que tiramos da Laguna de los Tres, na base do Fitz Roy. Subir mais? Só alpinistas experientes.

 

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Uma vista do Fitz Roy. Quando voltamos, o tempo abriu. Mas mesmo assim foi show!

 

Passando em uma das ruas encontramos de novo com o Diegão, que nos disse que ia ficar uns tempos em El Chaltén, tinha umas três oportunidades de emprego por lá. Sem destino mesmo o cara, desejamos a ele sorte. Na hora ele estava com aquelas pranchas de hippie.

 

Comemos uma pizza em um lugar que não me lembro um nome (acho que Patagônicos), que foi muito boa e bem-vinda e fomos embora.

 

Quarta-feira, 3 de março de 2010

 

Saímos de El Chaitén rumo a El Calafate por volta das 10:00h.

 

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Valeu El Chaltén!

 

Chegamos na cidade, que também tem uma estrutura bacana (sou mais El Chaltén) e fomos abastecer o carro. Colocamos 160 pesos argentinos no YPF que tem na entrada de Calafate. Depois fomos direto pra Hertz. Quando alugamos o carro em Bariloche nosso contrato era pra devolver o carro lá, pagando taxa de retorno. Ligamos pra Bariloche e pedimos mais um dia, em função do problema com o carro, o que eles deixaram. O carro deveria ter sido entregue até ás 9h30 do dia 3/3 e já era 10:30h mais ou menos. Como nosso bus para Puerto Natales saia às 8h30 do dia seguinte, e a Hertz abria às 9 horas, que iríamos deixar as chaves da camionete na portaria do Hostel que iríamos ficar (Patagônia Andina, se não me falha a memória).

 

Como conseguimos mais um dia com o carro, fomos com ele para conhecer o Parque Nacional Los Glaciares. Nosso objetivo era um lazy day (dia livre), conhecer o Perito Moreno por meio das plataformas que já existem lá. Nada de big ice ou mini trekking, estávamos meio cansados da subida até a Laguna de los três e estávamos precisando de um dia um pouco mais leve. Para entrar no parque a taxa é 75 pesos argentinos. Passeamos bem e tiramos muitas fotos daquele monumento da natureza. Obrigatório.

 

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Glaciar Perito Moreno - é ver pra crer. O barulho das geleiras se rompendo se parece com o trovão de uma tempestade.

 

A lanchonete do parque fica aberta até as 17h30. Nós levamos sandubas para o almoço, que compramos em calafate. Na volta um ciclista pediu carona. Na viagem de volta ele nos contou que era espanhol, tinha chegado um pouco depois do Natal, e subido o Aconcágua. Dali, a empresa que ele trabalhava na Espanha, em função da crise, disse a ele que ele poderia continuar viajando, que não havia nenhum serviço no momento, que ele não seria pago, mas não perderia o emprego. Ele adorou. Comprou uma bike em Buenos Aires e desceu 1400 km na carreteira austral pedalando sozinho. Ele teria mais seis meses pra viajar, e queria ir até a Bolívia e depois voar para a Tailândia. Conversamos bastante na 1,5 hora de volta para El Calafate e o deixamos perto da rodoviária.

Lembra do Hostel que tínhamos falado que íamos deixar as chaves? Pois é, estava cheio, e o argentino era um babaca que não queria ficar com as chaves. Daí pensamos, melou. Já tínhamos comprado as passagens. Daí surge o Joan Fernandez, o espanhol que a gente tinha dado carona, de bike, falando que estava ficando naquele hostel ali. Aí pensamos de novo, caramba, que sorte a nossa. Em um ato meio maluco, deixamos as chaves da camionete com ele, depois que ele se ofereceu a levar as chaves da camionete para a Hertz. Ou seja, deixamos as chaves do carro que a gente alugou com uma pessoa que a gente tinha conhecido 2 horas atrás, com o carro à disposição dele, com o tanque cheio (o contrato exigia), em uma região que não se via polícia nas estradas, só nas fronteiras. Pensando agora, acho que foi muito doideira. Deu tudo certo, o cara é honesto e bacana. Obrigado, Joan Fernandez.

 

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Saca só o espanhol gente fina Joan Fernandez de capacete na foto

 

Fomos procurar um hostal, de noite pra variar. Achamos um super escondido, e super bom. Chama El Ovejero. Lugar é novo, limpo e barato. Quartos vazios com 3 beliches e banheiro compartido. Tudo ótimo, tinha TV passando Resgaste do soldado Ryan e um PC com internet à nossa disposição (muito lenta pra variar). 40 pesos argentinos por pessoa. No lugar havia só uma pessoa que por coincidência era um argentino que tinha ficado no mesmo dorm que a gente em El Chaltén. Gente boa.

 

Quinta-feira, 4 de março de 2010

 

Fomos de busão para Puerto Natales. Chegamos, fomos procurar o hostal indicado no guia do Schin, Patagônia Adventura. Era cedo e tinha vagas. O lugar é limpo e as pessoas que lá trabalham são muito prestativas (Marisa e Osvaldo). Lá tem um PC com boa internet disponível. 8000 pesos chilenos por pessoa. Há quartos tipo dorm como o nosso e também com banheiros privados. Pegamos o do banheiro compartido. Só que depois de Torres descobrimos outro lugar com mesmo preço e dez vezes melhor, só não é famoso. Mais pra frente eu conto.

 

Nesse dia o Virgílio foi visitar um dentista pra tentar resolver uma dor de dente que estava cada dia pior. Ele tinha consultado em El Chaltén onde tinha passado alguns remédios, mas mesmo assim estava piorando. Um equatoriano deu um trato nele, e ele conseguiu agüentar até o resto da viagem, depois de uma facada de 40000 PCH.

 

Alugamos nossas coisas em um lugar que não anotei o nome, mas também não faz porque não indico tanto. Fica ao lado da Plaza de Armas, perto de uma cabine que acho que é de taxi, e o cara que nos atendeu é um alegre chamado Javier. Alugamos barraca para três, três sacos de dormir, três isolantes, fogareiro e dois potes de gás, jogo de panelas, pratos e talheres e um bastão de caminhada (só eu quis). Tudo ficou por 32000 PCH (cobraram 3 dias). Tudo da marca Doite, que eu achei boa, e é muito comum nessas bandas. Comemos na La Picada de Carlitos. Tiramos foto da placa. O lugar é bom e barato. À meia-noite brindamos o aniversário do Schin.

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Sexta-feira, 5 de março de 2010

 

No dia do aniversário do Schin, o bus Gomez nos buscou do Patagonia Adventura por volta de 7h30. Duas horas de viagem depois, descemos na portaria Laguna Amarga. Pagamos a taxa de 15000 PCH por pessoa para entrar no Parque Nacional Torres Del Paine. Caminhamos o trecho entre portaria Laguna Amarga até Hosteria Las Torres, que também pode ser feito de bus. Tem 7,5 km ou 1,5 hora de caminhada. Foi bom pra esticar as pernas e arrepender de estarmos levando 7 pacotes de macarrão, 7 latas de atum, 14 molhos de tomate, bolinhos, bolos, todynhos, etc, que compramos no UNIMAC (13000 PCH cada um). Mas vendo tudo, não faltou comida nem sobrou, então valeu demais. Só compramos pouca água. Mas isso não faltou na caminhada, nem usamos Clorín e ninguém passou mal.

 

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A hosteria Las Torres parece um hotel de luxo. Há uma sala de conferências de primeira linha (vou recomendar para minha empresa fazer eventos lá) e uma lojinha. O banheiro dá pra usar gratuitamente e enchi os cantis com a água da torneira (potável).

 

Não ficamos muito tempo lá, seguimos para o refúgio chileno, que é pequeno mas aconchegante. Nossa idéia era acampar no Las Torres, que era gratuito. O refúgio chileno é pago (não sei quanto). Mas o banheiro é grátis, pelo menos o que há do lado de fora. Então seguimos adiante.

 

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Quando chegamos ao campamento Torres nos surpreendemos pois estava bem vazio. O lugar fica entre um pequeno riacho com água cristalina, que usamos pra tudo, inclusivo fazer os macarrões da montanha, e escovar os dentes, além de encher nossos estoques de garrafas de 500ml. Armamos a barraca e fomos sem mochilas para o mirador Las Torres. A subida é super íngreme, sendo que eu recomendo deixar as mochilas ou no refúgio chileno (se você for ficar lá) ou no campamento Torres.

A vista das torres no final da caminhada é de tirar o fôlego. As torres são muito bonitas, e aquele laguinho verde dá o toque final. O tempo estava nublado para nosso azar e encobria uma das três torres. Mesmo assim, não vou me esquecer daquela paisagem.

 

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Nós três e as três torres

 

Voltamos e fizemos o primeiro dos muitos spaghettis da montanha. Comemos e bebemos uma vodka que o Schin tinha comprado no free shop de Santiago. Colocamos uma velinha que era maior que o muffin e cantamos os parabéns. Não é todo mundo que faz aniversário em Torres Del Paine.

 

Sábado, 6 de março de 2010

 

Acordamos e fomos em direção ao Campamento Italiano. Há um atalho que reduz o tempo de caminhada. Não se preocupe que há uma placa indicando o atalho. Andamos o dia todo ao lado do lago Nordenskjold. Fala o nome desse lago três vezes rápido. Quando chegamos em uma praia de pedras, aproveitamos para dar um tibum de 30 segundos. Só pra tirar a napa da falta de banho e tirar foto pra tirar onda de quase ter morrido de frio e hipotermia.

Coisa de quinta série.

 

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Passamos pelo refúgio Los Cuernos, onde usamos o banheiro de graça (muito limpo por sinal). O acampamento por pessoa é de 4000 PCH, o jantar 10000 PCH e a coca-cola a 2000 PCH. Preferimos nosso macarrão da montanha e o acampamento italiano e seguimos em frente.

 

Chegamos até o Italiano. Ele é maior e melhor que o Torres. Estava um pouco mais cheio, mas nada que impedisse que achássemos um bom lugar, perto da caixa d’água, que o cara do acampamento, gente boa que dizia se chamar Ronaldinho, liberou da gente usar sem lavar nada lá dentro. Fizemos um macarrão com atum, queijo ralado e molho a bolonhesa pra variar. O Ronaldinho nos avisou pra ficar espertos com os ratos, que gostam de fuçar nas coisas e nas mochilas. Penduramos algumas de nossas coisas no varal depois de ouvir o aviso, e deixamos outras dentro da barraca. No outro dia disseram que um rato entrou em uma barraca e roubou comida, sei lá se foi o que aconteceu mesmo.

 

Domingo, 7 de março de 2010

 

Deixamos nossas coisas no Campamento Italiano e subimos o Morro do Francês. O mirador não é muito alto, e o Schin e Virgilio inventaram de pegar uma trilha que continuava subindo. Eu fiquei esperando, achava que a trilha não ia dar em nada, mas como os dois estavam demorando muito, eu resolvi subir. Quando subi pra caramba, vi os dois malucos na base dos Los Cuernos, em um restinho de neve que tinha, fazendo ski-bunda. Tentei ir até lá, mas desanimei, porque os ventos estavam cabulosos e eu já tinha feito ski-bunda na escalada do Villarica em Pucón. O difícil foi achar a trilha de volta depois, não tinha nada demarcado, pedra sobre pedra.

 

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Quase chegando no mirador.

 

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Voltamos, e rolou mais um macarrão no campamento italiano. Arrumamos nossas coisas e fomos em direção ao refúgio Paine Grande. O caminho do Italiano até Paine Grande está muito civilizado, com pequenas pontes e mais pontes de madeira. Os pés da galera já estavam horripilando com bolhas do tamanho do calcanhar, até porque os dois foram com botas e eu com tênis (não me arrependi, não torci o tornozelo). Depois de andar muito com as mochilas nas costas, chegamos quase à noite (umas 21h30) no refúgio, que é muito bonito, e oferece uma casinha para quem acampa, para cozinhar e entrosar. Além dessa casinha, há outra com banheiros e duchas. Armamos a barraca sem nenhuma ajuda do vento. Aliás, nunca vi em toda minha vida um vento tão forte quanto a última perna do W do Torres Del Paine. Depois de armar as barracas com as estacas lá no fundo, tomamos um dos melhores banhos das nossas vidas, apesar do jatinho minúsculo de água caliente. Na hora de usar a casinha pra cozinhar, descobrimos, às 22h20, que o lugar fecha às 22h30. Resultado: cozinhamos ao vento e com as lanternas, sem deixar os vizinhos de barraca dormir. Mas a galera não reclamou.

 

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Schin, à esquerda e Virgílio, preparando o macarrão da montanha. Camisa, segunda pele, anoraque e dá-lhe vento frio! Melhor que restaurante italiano.

 

O céu nesse dia estava incrível, uma aula de astronomia. Aliás, esse tipo de coisa só acontece para aqueles que já acamparam um dia e começam a observar mais o céu.

 

Segunda-feira, 8 de março de 2010

 

Fomos ao mirador do glaciar Grey sem as mochilas (deixamos na barraca). É fantástico. Comparável ao Perito Moreno. Muito bonito. O vento não deixou que ficássemos o admirando por muito tempo. Se você for lá, e estiver na trilha, experimente correr um pouco com o vento a favor. A impressão é que você pesa 10 kg.

 

Voltamos, com a sensação de objetivos cumpridos. Comemos um dos melhores sandubas da nossa vida na casa principal do refúgio, que é muito limpa e rica, cheia de gringos. Lá tem um mini mercadinho, com preços justos, granola, chocolate, atum, camisas, etc. Tem tudo para concluir o começar o W bem abastecido.

Pegamos o catamarã de 18h30, pagamos 11000 PCH por pessoa para o transporte e os 4500 PCH por pessoa pelo acampamento no Paine Grande.

O catamarã é caro mas vale muito pela vista. Aquela vista tradicional dos Cuernos é obtida por lá.

 

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Essa foto fui eu quem tirou - do catamarã

 

Outra opção é caminhar até a administração e pegar o ônibus por lá. Se me lembro bem, são umas 5 horas de caminhada desde Paine Grande. O mapa entregue na portaria é muito bem feito e super útil, pode confiar.

 

Chegamos e pegamos o bus Gomez de volta a Puerto Natales.

 

Como chegamos na cidade por volta das 22 horas, e não tínhamos reservado lugar no Patagonia Adventure, tivemos que procurar lugar pra ficar, mortos de cansados. Por sorte nossa, achamos um dos melhores lugares de toda a viagem, no mesmo preço do Patagonia Adventure. Chama Hostéria Islã Morena. Telefone 414773. Calle Tomás Rogers. Cama para três, banheiro privado com ótima ducha, café da manhã excelente, com achocolatado e iogurte, além de pão e presunto, livros e DVDs, PC com boa internet, um violão pra matar a saudade, e a Paola que nos atendeu ainda lava roupa a 2000 PCH o kg. Pedi que ela lavasse quase todas minhas roupas sujas e paguei 7000 PCH, no dia seguinte cedo estava tudo seco (o vento ajuda).

 

Um bom lugar para se comer em Puerto Natales além da La Picada de Carlitos é o restaurante La Tranquera. Congrio a lo pobre por 5500 PCH e milanesa Kaiser por 4500 PCH (kaiser por que é um bife recheado de queijo e presunto – muito bom!). Pra variar no Chile, tudo com papas fritas.

 

Compramos passagem para Punta Arenas. Saída às 17h00, chegada às 20h00. São próximas. Quando chegamos na rodoviária em Punta Arenas, caímos na bobeira de escutar as várias pessoas que nos ofereciam hostal. Fomos para um lugar chamado Hostal Macarena, em homenagem à menina que é filha da dona da casa. Não recomendamos. Fomos levados de taxi pago pelo Hostal até lá. Só é barato.

 

Fomos para a cidade e compramos passagem para Ushuaia. Tomamos um susto. Não há ônibus a noite e são 11 horas de viagem. Isso porque tem fronteira, balsa que atravessa o estreito de Magalhães e depois temos que trocar para uma van em Rio Grande, já na terra do fogo, depois da fronteira (na Argentina). Compramos pela Cia Pacheco, av. Cristobal Colon, 900, esquina com Lautaro. 27000 PCH por pessoa. Empresa boa, recomendamos, o ônibus é muito bom e confortável, assim como a van. Só tivemos que pagar uma taxa na rodoviária de Rio Grande (3 pesos argentinos por pessoa). Tinham nos falado em Punta Arenas que estava tudo incluso. Mas tirando isso, tudo bem.

 

Quando fomos tomar banho, a água quente ficou frio e não queria mais esquentar. A mulher não fez questão nenhuma de solucionar o problema e como já estava meio tarde o Schin e Virgilio foram sair e eu preferi ficar e descansar.

 

Compramos passagem de Ushuaia para Buenos Aires (algo em torno de R$ 280,00) para o dia 12 de março às 22:45h com chegada em Buenos Aires

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De 9 a 14 de Março de 2010

 

Com a sensação de dever cumprido, e com a sensação boa de estar meses viajando, chegamos em Ushuaia. A cidade é margeada por baías e por montanhas com picos nevados.

 

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Foto tirada na balsa, quando atravessamos o Estreito de Magalhães

 

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Foto tirada de uma calle em Ushuaia - lá pronunciam Us-uaia. Baía que avança sobre o ponente.

 

Estávamos precisando descansar um pouco e o que fizemos em Ushuaia foi conhecer uma pinguinera, por meio de uma cabine na Av. Maipu chamada Piratur. É bem legal, a gente viaja por 1,5 hora mais ou menos e pega um barco em direção a uma pequena ilha. Chegando lá, vimos dois tipos de pingüins. Estava muito frio e ventando muito, os anoraques não estavam dando muita conta. Os bichos são muito legais, andam desengoçados mas nadam que é uma beleza, parecem golfinhos. Estavam trocando as penas e não sentem muito medo de humanos. Tiramos muitas fotos, tomamos um chocolate quente na fazendinha que tem na ilha e voltamos para Ushuaia.

 

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Fotos tirada na pinguinera

 

Em Ushuaia ficamos em um hostal chamado Amanecer de La Bahia. Um argentino que não gosta de ninguém além de argentinos, mas apesar do jeitão é um cara bacana, chamado Miguel, nos atendeu. O preço era bom (40 pesos argentinos por pessoa) e decidimos ficar. O banheiro lá tinha água quente até demais e pernoitamos os dois dias que ficamos em Ushuaia por lá mesmo. No início da viagem nós três tínhamos concordado que Ushuaia era um bom lugar pra comprar presentes, pois iríamos evitar peso extra na mochila e pelo fato de ser a cidade mais austral do mundo. Mas ficamos surpresos com os preços das coisas de lá, tudo extremamente caro. Se a hospedagem seguia o padrão de toda nossa viagem, uma camisa era o dobro. Compramos menos coisas do que gostaríamos.

 

Gostamos muito de comer no El Turco. Como quase tudo em Ushuaia, fica na Calle San Martin. Garçom gente finíssima, pizza e bifes muito bons, com um preço razoável. Recomendamos.

 

Reservamos o hotel em Buenos Aires em uma lan house pois iríamos chegar lá às 1h45 da manhã, no aeroporto.

 

Fomos para Buenos Aires no dia 12/3 à noite. Na viagem, sentei ao lado de uma mochileira paulista, que já estava indo direto para São Paula. O nome dela é Adriana e quase rachamos um taxi depois, mas ela ia para o aeroporto internacional. Mais uma pessoa bacana que conhecemos na viagem.

 

Fomos de taxi (taxista desonesto mudou de 45 para 50 pesos argentinos no meio da viagem, falando que com bagagem era 50). Pagamos 45 e ele saiu resmungando. Ficamos no hostal reservado chamado El Firulete. Não posso recomendar. É muito antigo, não me pareceu muito limpo. O que eu achei legal é o atendimento. A Camila, que trabalha em um dos horários, foi muito gente boa com a gente, arrumando transporte para o aeroporto, taxi, ônibus, tudo na maior boa vontade e simpatia. Mas a vontade que deu foi de ter ido ao Milhouse.

 

Em Buenos Aires fomos ao caminito e caminhamos bastante, passamos pela Calle Flórida, fomos de metrô (que não pagamos no sábado, não sei porque) para Pallermo, andamos em algumas praças, sentamos em um barzinho desses típicos da cidade, no Pallermo e lembramos das coisas que vimos. À noite eu fui embora mais cedo pois meu vôo era às 6h45 e o da turma era depois das 10h00. Despedi deles.

 

A sensação é que viajamos por 1 ano. No dia seguinte, quando me perguntaram como tinham sido as minhas férias, nem sabia por onde começar...

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Muito bacana e bem contado seu relato.

Que bom que a Hertz solucionou o problema de vcs com o carro!

Fizeram a conta de quanto gastaram por pessoa?

 

Estou indo em Setembro para Ushuaia, El Calafate e Bariloche de carro próprio e qualquer info é bem vinda.

 

Abraço

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Parabéns pela viagem de vocês, belos lugares, realmente muito boa!

 

Também estive viajando pra esses lados na mesma época que vocês, única diferença que fui de moto. O Pub que vc não lembra o nome em Bariloche acredito que seja o Wilkenny, próximo a Roxy, estive por lá tb...mto legal!

 

Assim que o relato sobre minha viagem estiver pronto postarei aqui, e usarei o roteiro de vocês pra programar a minha próxima! hehe

 

Abraços

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Fala dede17!

 

Realmente, é o Wilkenny mesmo (nome difícil de guardar esse)!!

Cara, vimos muitos motociclistas na viagem, vindo de vários lugares. Sem contar que em tudo que era canto tinha adesivos de motoclubes do Brasil.

Também grado de moto, mas ando só na cidade mesmo.

Quando seu relato tiver pronto, avisa aí!

 

Abraços,

Sérgio

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Sérgio,

 

Muito bom seu relato! Li relembrando a viagem que fiz agora em janeiro. Pra mim, só faltou a Carretera, mas ela está nos meus planos.

Tô organizando o meu relato e devo postar aqui em breve. Os relatos são a minha parte favorita do mochileiros.com, sempre com muitas informações úteis.

 

abraço,

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Cara, que irado!! Eu to planejando uma viagem parecida, exceto que nao iremos tao pro sul e passaremos a maior parte do tempo na regiao de Bariloche, Puerto Varas, Pucon, Ozorno e Villarica. Nosso plano (p/ Dez de 2010 ate Jan de 2011):

 

30/12 - Chegada em Buenos Aires de noite

31/12 - BA

01/12 - BA

02/01 - Onibus ate Bariloche

03/01 - Bariloche

04/01 - Bariloche

05/01 - Onibus ate Puerto Montt e aluguel de carro.

06/01 a 19/01 - Fazer toda aquela regiao de carro (pucon, villarica, ozorno, puerto varas)

20/01 - Viagem de carro ate Santiago e retorno do carro

21/01 - Santiago

22/01 - Voo de volta a Florianopolis

 

Tambem estamos cogitando diminuir o tempo nos lagos andinos e ficar 3 dias em Atacama, mas nao sei ainda, ate porque somos o estilo de viajando que gosta de aproveitar bem o lugar que estamos e nao ficar pegando onibus toda hora e conhecer 20 cidades em 22 dias. Gostamos de ficar alguns dias em cada lugar e conhecer gente, principalmente nos albergues que ficaremos, gostamos de criar uma "raiz" com o lugar.

 

O que voce acha de nosso roteiro? Algum lugar que acha que nao podemos deixar de ir nesta regiao? (Sul da argentina esta descartado por falta de tempo e verba)

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