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Rafa Meireles

Um dia na Liberdade, o lindo bairro oriental de São Paulo!

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Hey galerinha

Estive recentemente visitando o famoso e colorido bairro da Liberdade em São Paulo. Fundado oficialmente em 1905, é conhecido por ser não apenas o maior reduto japonês da cidade, como o maior do mundo fora do Japão. Mas é muito importante ressaltar que a Liberdade é um reduto oriental, ou seja, não é apenas um reduto exclusivo de japoneses, sendo muito procurado também por chineses e coreanos, que decidiram ali morar e investir em comércio e serviços diversos. 

O bairro é grande e vários pontos interessantes infelizmente ficam escondidos e são poucos visitados. Por isso decidi contar pra vocês como foi minha experiência no bairro, o roteiro que fiz, as atrações que visitei, os lugares onde comi e comprei :-P:-P:-P . Todas decoradas com as tradicionais e fofinhas luminárias típicas, as ruas do bairro já são uma atração a parte. Então não deixe de andar por elas e apreciar seus encantos :wink: . O bairro também apresenta bonitas construções com  arquitetura ecletista e art nouveau, sendo que muitas delas tiveram suas fachadas estilizadas. 

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A Liberdade é cortada pelo Viaduto do Glicério, uma importante avenida que divide o bairro: o norte, que é sua parte mais visitada e onde fica a praça da Liberdade e o sul, onde ficam a maioria dos restaurantes a karaokês. Eu e o Dan, meu companheiro, viemos do bairro da Bela Vista através da Rua Condessa de São Joaquim. Passando pelo viaduto que cruza a avenida 23 de Maio você já está no bairro, mais precisamente na Avenida da Liberdade. Nessa, que é uma das vias mais movimentadas e importantes da região, existem alguns pontos interessantes e que visitei:

Catedral Metodista de São Paulo

Casa de Portugal

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Teatro da Fecap

Largo da Pólvora

Continuando com nosso tour, pegamos a Rua Thomaz Gonzaga, descemos a Rua Galvão Bueno, a principal via do comércio e fomos até a Rua São Joaquim, onde visitamos:

Museu Histórico da Imigração Japonesa

Templo Soto Zenshu

Sede do Museu Manabu Mabe

Ali pertinho, no final da Rua da Glória, fomos provar pela primeira vez a peculiar culinária coreana no Portal da Coréia, um dos mais famosos e bem avaliados restaurantes asiáticos de Sampa. O atendimento foi e os preços variam muito de prato para prato, ficando na faixa de 50 reais por pessoa. Fizemos o peido (só não lembro o nome dos pratos ::mmm:), comemos e não chegamos a uma conclusão se gostamos ou não de comida coreana :D. Acho que é melhor comprovarmos isso quando formos para a Coréia haha. 

Pastéis coreanos:

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Saindo de lá, subimos novamente a Galvão Bueno até o Torii, portão tradicional japonês. Ali, em frente a esse portão, havia um palco montado onde estava sendo realizada a Virada Esportiva 2017. Havia uma multidão de pessoas acompanhando as apresentações, tirando fotos  e se divertindo :P .  Nesse trecho já estávamos entrando na parte norte do bairro e a diferença já é visível. A quantidade de turistas é impressionante, o comércio de rua é grande e a variedade de lojas é maior. Nessa região os pontos que destaco são:

Jardim Oriental da Liberdade

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Capela de Nossa Senhora das Almas dos Aflitos

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Igreja de Santa Cruz das Almas dos Enforcados

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Praça da Liberdade e sua feira

Eu comi muitooooo nessa parte da tarde O.o. Comemos os pastéis de frango (tinha que ser de frango) mais gostosos de nossas vidas no Yoka Pastéis, que fica na rua dos Estudantes. Bem em frente fica a Padaria Bakery, onde comemos alguns docinhos maravilhosos. Sério, a vitrine dessa padaria é coisa de outro mundo :). É muito legal também visitar os mercadinhos tradicionais da região, que vendem os mais diversos e exóticos produtos do oriente. 

 

Virada Esportiva:

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Rua Galvão Bueno:

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    • Por samanthamlopes
      Olá,Mochileiros !
       
      Irei narrar aqui minha primeira viagem sozinha (nem tão sozinha assim).Desde já deixo meu obrigado para todas pessoas que informaram relatos,dicas e curiosidades de São Paulo .Nem tudo saiu como o planejado,questão de valores rs. Estipulei o valor de R$1.000,00 gastei tudo rs mas não lembro muito os detalhes de gastos. Antes que se perguntem R$1000,00 em 6 dias por SP (RYCA ! #SQN).Queria aproveitar com folga minha estadia por lá,no final do relato explico o motivo.
       
      Vamos ao que interessa :
      Chegada dia 12/07
      Partida dia 19/07
      Passagem pela Tam comprada em Fevereiro (pra não ter desistência minha ) R$114,00
      1º dia - Rio de Janeiro -> São Paulo
      No dia estava com muito medo afinal Santos Dumont com chuva e sendo meu primeiro voo fiquei aflita mas deu tudo certo.
       
      Hospedagem : De graça . Fiquei na casa de amigos em Diadema ( Sueli,Vó e toda família Said) no grande ABCD ,mas do Aeroporto de Congonhas pra lá o táxi deu R$100,00 não iria gastar isso se fosse de ônibus mas como não estava ainda situada sobre metrô optei pelo certo neste caso o táxi.
      No primeiro dia fomos ao cinema.Assistimos Transformers - Recomendo.
       
      Dia 2 - Liberdade/ São Bento/ 25 de março / Shopping
       
      Recomendo não tomar café no domingo se você tem intenção de ir na feira tradicional no domingo na Liberdade.Comi um doce tradicional de feijão e me arrependi mas como diria meu pai : pra saber de é ruim ou bom tem que provar. Ainda bem que custou só R$3,00. Provei uma Fogazza do Igor e um espetinho de camarão empanado do André,mas eu estava louca pelo Pastel.E NADA. Então fomos em uma pastelaria na descida (não lembro o nome,mas pelo que lembro estava cheia de prêmios pela Veja nas paredes) ,comi pastel de queijo.Gostoso demais,valeu os R$5,00 .
      Voltamos a andar na feira mas agora pela parte do artesanato.Ande com calma,olhe os detalhes e se for levar de lembrança peça pra embalar bem.
      De lá fomos de metrô para São Bento (dá pra ir a pé mas eles não quiseram),passei na Igreja e tirei foto não estava muito curiosa pra entrar.Fomos para a 25 de março .Apesar de ser domingo havia umas 5 lojas abertas (muito,levando em consideração que era final de Copa). Mas não comprei nada dessa vez.Andamos rumo a Praça da Sé. Depois de fotos e mais fotos decidimos ir para Shopping Ibirapuera (que shopping !)almoçar.
       
       
      Igor (verde),André e Eu !
       



      3º dia - Mercado Municipal + 25 de Março (Parte I)
       
      Chegamos na 25 de Março (Eu e Sueli) por volta de 12 hrs. Descemos na estação São Bento e de lá é só descer a ladeira.Como andamos ! Via na TV como era mas estar ali ao vivo é muito diferente,afinal era segunda-feira dia 14 e mesmo assim cheio . O mais legal que eu achei foram os vendedores com blusa no cabide dando amostra das "roupas" para todos que passassem (era um tal de gritar Dudaliiiina),tênis e o MELHOR os camelos fizeram massagem em mim de graça como ? Eu andava e eles para vender um aparelhinho de massagem eles "testavam" em você. Não comprei ,dei mole rs.
      Já eram 15 horas quando percebemos que o mercado iria fechar e que não daria tempo que comer o famoso sanduíche de mortadela.
      Fomos no Hocca Bar,ela pediu o de mortadela e eu o famoso pastel de bacalhau .Devia ter uns 300 gramas de recheio no meu pastel.
      Voltamos para 25 e terminamos as compras.
       
      4º dia - Museu da Língua Portuguesa / Pinacoteca / Brás
       
      Acordei cedo e pela primeira vez iria andar sozinha de Trolebus e metrô e digo : quem tem boca não se perde em SP em dia útil.
      Trolebus o que seria ? É um ônibus elétrico,sua energia para a condução é fornecida através de um cabo ligado a uma rede elétrica .
      Trolebus

       
      Peguei o Trolebus no Terminal de Diadema para Jabaquara ,desembarquei e fui para a Estação do Metro Jabaquara(linha azul) rumo a Estação Luz (linha vermelha). O Museu da Língua Portuguesa é fantástico afinal é interativo o que não te deixa ficar desanimada logo de manhã,há uma sessão com vídeo sobre as línguas. Os instrutores foram prestativos e atenciosos com todos. Recomendo para todas faixas etárias . Ah terça feira eu entrei de graça.Tem coisa melhor que nada pagar e sair mais rica ? Afinal querendo ou não você sai bem mais rica em conhecimento de qualquer museu.
      Em frente ao da Língua Portuguesa está a Pinacoteca.
      Pinacoteca é grandiosa pela riqueza que está dentro e pela beleza da arquitetura. Paguei R$6,00 pela entrada (meia). Estar ali pra mim foi como retornar as aulas de história no ensino fundamental .Pra mim foi maravilhoso.Não visitei todos os cantos (nesse dia sai de casa sem tomar café e digo : alimente-se bem antes de sair ou então coloque biscoito na mochila) .
      Cansada de ir em Museus fui para o Brás.
      Embarquei na Estação Luz (senão me engano a entrada serve para o metro e para o trem) eu peguei o trem rumo ao Brás. Lá na plataforma me senti em uma cena de novela da Globo,afinal ali foi locação para diversas cenas.Ela por si só é linda.
      Chegando ao Brás vi o porque o pessoal chega de madrugada para comprar,a diversidade é tanta que requer paciência pra não torrar a grana logo na primeira loja.Foi no Brás que provei o famoso churrasco grego.Custa em média R$3,00 e o suco é liberado. Mas passei em uma lojinha de doces e me abasteci com uma Coca-Cola antes.No Brás vi várias barraquinhas que vendem suco natural. Comprei uma garrafa de 500 ml por R$3,00 de suco de laranja (nunca que iria achar isso no RJ,se há isso no RJ me informe pfv ). De lá segui para Diadema -> trem -> metro -> trolebus -> ônibus.
       

       
      5º dia - Masp / Igreja da Sé / 25 de Março (Parte II)
       
      Acordei cedo rumo ao Masp.Ganhei carona da Sueli até a Estação Santa Cruz ( fiquei bem chocada com o fato de ter uma estação de metro no shopping) de lá desembarquei na Estação Paraíso pra fazer a baldeação pra linha verde rumo a Estação Masp. A Av. Paulista tem artistas de rua,lá eu vi baterista,ouvi tecladista, vi skatista aproveitando os degraus do Masp pra circular .
      Masp pra mim foi maravilhoso,deve ter sido por me fazer retornar a história do Brasil e do mundo.Ler a História é bom mas ver e poder analisar com calma os traços da pintura.A Arte é incrível ! Estava tendo exposição do Portinari. Fiquei muito animada com a grata surpresa.Andei um pouco pela Paulista até a Estação Vergueiro e rumo a Sé. Acho que qualquer Igreja é linda porque é uma paz infinita estar lá. Na Sé tem a Cripta para visitar você pode marcar ou tentar a sorte .Para a visita guiada você tem que pagar R$5,00 (acho que é para a Igreja,ajudar a manter). Como li aqui no site recomendações da Padaria Santa Tereza segui para lá.Estava com vontade de almoçar e assim o fiz. O preço do almoço foi R$28 reias só o almoço.Lá tem a tradicional coxinha com osso (me corrijam depois se eu estiver errada ),a coxinha custa R$6,00.Levei pra dona Hortência que informou que estava uma delícia.Ao lado dela está o Sebo do Messias que pelo que está na internet é "O maior sebo da América Latina".Na lateral dela está o Museu da Imigração,que eu por preguiça não visitei (na próxima eu irei).
      Almoçar me deixou muito pesada ãã2::'> segui para a 25 de Março,tinha coisas que vi para comprar que no primeiro dia lá não trouxe e além do mais seus amigos se fazem quando você informa que está lá.É um tal de trás isso,aquilo e tira fotos rs.
      De noite fomos passear ali nas proximidades de Diadema afinal ainda não tinha comido o famoso cachorro quente prensado.O cachorro quente era com cheddar,purê achei bem simples ao julgar o modelo de cachorro quente do RJ com milho,ervilha,bacon e muito mais.
       
      Selfie no Masp

      6º Dia - Diadema
       
      Neste dia estava cansada e não havia parado pra conhecer a cidade que ali estava Diadema. Finalmente provei Pastel de feira paulista. Que pastel ! Comi de frango com catupiry depois de minutos pensando qual iria comer afinal a variedade de sabores era grande(uns 10 sabores :4 queijos,carne,queijo,carne seca,banana e etc). Minha surpresa foi o caldo de cana,no princípio pensei que era o copo que estava sujo afinal estava sentindo gosto de limão após comentar com a Sueli ela informou que há caldo com limão e o tradicional. Na próxima vez já estarei ciente rs.Passeamos muito pelo Centro da Cidade e nem sentimos a hora passar...
       
       
      19/07- Despedida
       
      Neste dia acordei cedo pra ir no Tiete comprar a passagem de ônibus pra volta.Neste dia peguei o Trolebus no meio do caminho estava sem o bilhete e um senhor MUITO gentil passou o cartão para mim.Ofereci o valor da passagem pra ele que não aceitou. Estava bem desanimada mas o gesto dele me animou .E optei por ficar aproveitando os últimos momentos com a família e com arrumar a mala. Nosso fim de noite foi a base de pizza. Se a melhor pizza é de outra cidade eu tenho duvidas .Trouxe pra casa e até minha mãe concordou. A pizza era da Ártico que é lá de Diadema .
      Informações e dicas
      O Metrô é o melhor transporte da cidade,rápido,ágil e barato custando só R$3,00
      No trolebus tem tomada,um adianto na viagem e sobrevida pro celular.
      No aeroporto o taxista que me recebeu foi Sr Jaime um nordestino maravilhoso que há 40 anos estava em SP e como eu ri com ele durante todo o caminho.Pena que eu perdi o número dele,queria agradecer ele por toda gentileza comigo e informar que eu amei a cidade.
      Churrasco Grego era pra eu ter me fartado mais em comer rs.
      Comprei muitas lembrancinhas ,presentes para mim e muitas outras coisas por isso não contabilizei a finança de toda a viagem.
      Voltei com R$175,00 ainda.
      Passagem de volta R$ 78,00 pela Itapemirim. Excelente a empresa,o ônibus .
      Faltou eu conhecer o Aquário,assistir peça de Teatro,conhecer Vila Mariana,ir no Museu do Futebol e da Ciência.
      Aproveite a estadia pra aproveitar as pessoas e conhecer o lugar .
      Faça e refaça as contas antes de ir,meu planejamento foi cumprido não como gostaria (tinha mais duas opções de passeios que não fiz,teatro e museu ) mas foi ótimo porque não voltei com dívidas.
      Cartão de crédito só em necessidade .Necessidade. Use dinheiro sempre.Caso não tenha desconto use o débito.
      Pechinchar eu aprendi em São Paulo.Tudo que você vai comprar pode ter desconto então pergunte.
       
      Agradeço imensamente a família Said que recebeu uma carioca no seu lar.Família que apesar de me conhecer há 5 anos, virtualmente e através do André, me amou do início ao fim nessa viagem.E digo : metade do meu coração ficou aí ainda bem que já tenho data pra voltar .E existe amizade verdadeira virtual que vira real.
      Me desculpe Criolo mas " Existe amor em Essepê ".. Eu sei porque recebi ou provei
    • Por Jefferson Zanandréa
      Introdução.
       
      A trilha que se inicia em Parelheiro e termina em Itanhaém é de extrema beleza, a trilha é proibida ao público em geral e visitas ao parque somente com autorização da administração do Parque Estadual da Serra do Mar (sede Itanhaém – núcleo Curucutu que abrange 26 mil hectares) acompanhado de um guia credenciado, porém, não para esta trilha em específico, pois ela é proibida pela administração do parque mesmo com guias, mesmo assim são muitos os que entram na mata com guias clandestinos e até mesmo por conta própria (meu caso), a fim de desafiar a sorte.
       
      As trilhas são de áreas de preservação ambiental e pertencem aos índios, de responsabilidade da FUNAI, protegida e fiscalizada pela Secretária do Meio Ambiente do Estado de São Paulo (fiscalização irrelevante já que não há como controlar uma área de 315 mil hectares, devido aos poucos guardas existentes), palmiteiros, caçadores e mochileiros entram na mata frequentemente.
       
      Local com mata atlântica primária, rios importantes como: Rio Branquinho e Capivari Monos, além de um número incalculável de nascentes que deságuam nestes dois rios, existem uma grande biodiversidade, animais como onças, jaguatiricas, macacos, porcos do mato e muitos pássaros, enfim um paraíso, que devemos lutar para preservá-lo para futuras gerações.
      Pelas informações que obtive, um guia indígena pode ser localizado nas aldeias da região (Parelheiros/ Barragem) ‘’Krukutus’’ ou na ‘’Tonondé Porã’’ eles normalmente costumam cobrar de 15 a 25 reais dependendo do número de pessoas do grupo. A saída é prevista para as 07h com previsão de chegada a aldeia em Itanhaém às 14h em um trajeto de 28 km. Soube que pagando 8 reais a mais o índio pode guiar a trilha até as aldeias de ‘’Iguapéu’’ e ‘’Itaoca’’ em Mongaguá. Caso contrário o grupo, poderá realizar uma caminhada de 14 km pela estrada de terra até o trevo de Itanhaém no km 324 da rodovia Pedro Taxi - Bairro Mambu, (esta opção não é aconselhável a quem não curte caminhar muito, além de desgastante essa estrada não acaba nunca!!!!!)
       
      Trilhas permitidas pela administração do Parque Estadual Serra do Mar (Curucutu) com acompanhamento de um guia credenciado:
       
      1- Bica – Trilha fácil com caminhada leve na mata e que termina em uma bica d água, trecho de 1,4 km.
       
      2- Mirante – Trilha moderada para pessoas inexperientes, no cume da serra é possível apreciar uma paisagem de tirar o fôlego sobre as praias do litoral sul, trecho de 1,6 km.
       
      3- Telégrafo – Trilha pesadas para pessoas inexperientes, esta é uma travessia histórico cultural, por onde passava a linha de telégrafo que fazia a ligação Entre São Paulo e o sul do pai, trecho de 15 km (duração 8 horas).
       
      Como chegar ao inicio da trilha?
       
      Descendo no terminal Parelheiros (Zona Sul de São Paulo) é só pegar o ônibus “terminal Barragem” e descer no ponto final, logo no ponto final basta seguir reto na estrada de terra que leva até a antiga estação de trem Evangelista de Souza (nome dado em homenagem ao Barão de Mauá). Para chegar ao início da trilha é só descer a linha de trem na Ferrovia Ferro-Norte (1935) com 27 túneis que cortam a serra do mar, a qual hoje passa somente trens de cargas, ligando Sul, Sudeste e Centro Oeste do País ao Porto de Santos e a cidade de Cubatão. A caminhada vai até o túnel 24 e até lá são aproximadamente 8 km sobre os trilhos e pedras. A trilha estará a uns 200 metros após o término do túnel 24, uma bananeira e a placa de “área indígena” são os pontos de referência.
       
       
      O relato.
       
      Após dias planejando a viagem, lendo relatos e estudando a respeito do assunto, chegará o tão esperado dia (16/09/2011), finalmente me arriscaria em uma área proibida (o que estimulou mais ainda a vontade) e tentaria realizar a trilha que tanto escura falar. Quinta de noite a mochila já estava prontinha.
      Na sexta-feira o trampo rendeu muito, logo chegará às 16h48min horário que estaria zarpando sentido HOME. Cheguei a minha casa aproximadamente às 19h00minh, chamei meus amigos que me acompanhariam nesta trip (Patrik e Vinicius), fomos ao mercado e começamos a comprar bolachas, bisnaguinhas e etc.
       
      Mochilas abastecidas, e lá fomos nós sentido Parelheiros, nosso primeiro objetivo. Pegamos o busão até o terminal Sacomã, depois metrô até a Ana Rosa (linha verde), baldeação para linha azul, desembarcamos na Vila Mariana e fomos até o ponto de ônibus, após 20 minutos o bus chegou quase que vazio, embarcamos no danado e 2 horas depois, ISSO MESMO 2 horas!!!
      Chegamos ao terminal Parelheiros, onde de lá pegamos outro coletivo até o terminal Barragem, por onde passávamos o pessoal ficava olhando admirado (parece que nunca viram uma cargueira na vida rs). Enfim, chegamos ao terminal Barragem aproximadamente às 00h00minh, pegamos algumas informações com uns caras que estavam por lá e nos informaram o sentido correto até a estação Evangelista de Souza. Fica a dica, vá sempre em grupo, JAMAIS sozinho, o lugar lá é sinistro e provavelmente você será assaltado!
       
      Começamos a andar pela estrada de terra, no começo havia iluminação, mas depois de uns 15 minutos andando as lâmpadas não estavam mais acesas e mais 5 minutos depois era só rio, mato e a lua, o terreno era complicado, cheio de buracos e pedras, não estávamos vendo nadinha, tive que apelar para a lanterninha que minha mãe havia me dado um dia antes, alegando que a lanterninha iria me proteger e me ajudar já que não estávamos levando nenhuma lanterna (depois dessa eu aprendi que conselho sempre tem que seguir, sempre MESMO!!!!).
       
      Liguei a lanterninha de 5 mangos que tinha até LED RS... Fomos uma boa caminha ligando e apagando a dita cuja devido ao medo de acabar a pilha RS... Confesso que a lanterna nos livrou de muitas torções nos buracos da estradinha de terra. Eram 02h30min da matina e nada da estação chegar, comecei a pensar que havíamos pegado o caminho errado, chegamos a um local que estradinha fazia uma curva brusca e havia um sítio bem à frente com uma área descampada ao lado de um riacho, não tivemos dúvidas, montamos acampamento e ali foi o nosso descanso.
       
      Após uma noite terrível e gelada, pois, não havíamos levado nem saco de dormir nem isolante térmico e nem nada, acordamos às 05h30minhs da matina, aproveitei para encher nossas garrafinhas de água no riacho, foi quando vi um senhor muito simpático que nos informou que havíamos pegado um caminho mais demorado, mas que sairíamos bem atrás da estação Evangelista de Souza fiquei muito contente em saber que faltavam aproximadamente 2 km até a estação.
      Desmontamos acampamento e seguimos na caminhada, chegamos à estação por volta das 07h30minhs o sol estava tímido e ameaçava sair de vez, no nosso segundo objetivo fora alcançado (Evangelista de Souza), paramos para as fotos, entramos nos trens abandonados e realmente foi muito bacana.
       
      Decidimos partir, começamos a descer sentido litoral, quando de repente escutamos um barulho muito alto vindo em nossa direção, aguardamos onde estávamos e era um trem subindo, foi algo sensacional, já que nós ubarnóides não estamos acostumados com esses trens de carga. O Trem passou por nós e nem deu uma buzinadinha (maquinista sem graça), mas apenas a gravação e fotos já foram o suficiente. Continuamos a descer, andamos sobre pontilhões e chegamos ao túnel 27 (próximo a cachoeira da usina), logo na seqüência vieram os outros tuneis e pontilhões que por sinal tem vistas magníficas, já no final do túnel 26 encontramos com um índio que estava vindo de Itanhaém, ele nos informou que existe outra trilha pouco antes do túnel 25, só que era bem íngreme, nem tentei arriscar, nos despedimos e partimos, chegamos ao famoso túnel 25, confesso que foi um sufoco atravessar o mesmo devido a sua extensão e ao receio de trombarmos de frente com um trem, o túnel estava cheio de buracos entre os trilhos e muito úmido, tudo parecia difícil quando derrepente surge novamente à lanterninha que a mamãe havia-me presenteado rs... Após a passagem do túnel 24 e 8 km percorridos sobre a linha férrea paramos para um lanchinho, foi quando encontramos um palmiteiro que nos orientou sobre a trilha.
       
      Começamos a descer a trilha que fica atrás da placa (área indígena). A trilha começa bem íngreme e logo no início existe uma bifurcação, continuamos no caminho reto, depois outra bifurcação ainda continuamos reto, mais alguns minutos e outro bifurcação, deveríamos pegar a esquerda, porém fomos reto e acabamos saindo em uma cabana totalmente destruída, voltamos e retornamos a última bifurcação agora à esquerda (nosso único mapa era o relado do Raffa, membro dos mochileiros e que já havia realizado a trip, imprimimos e fomos seguindo o relato RS...).
       
      Descíamos e descíamos e a descida não acabava nunca, já estávamos escutando barulho de água, quando chegamos a um poço, não tive dúvida, fiquei só de cueca e tomei um banho nas águas gélidas do rio branquinho... Após o banho seguimos viagem, foi quando chegamos a outro poço, havia uma trilha que continuava na mata e outra que era após o poço, seguimos na que atravessava o poço e nos demos mal e muito mal, depois de algum tempo a trilha acabou, começamos a beirar o rio procurando outra entrada e não achamos nada, ao invés de voltar na última bifurcação os “burros” continuaram atravessando a mata fechada. De repene já era tarde, estávamos perdidos. Restava-nos seguir o rio, o desânimo estava estampado na face de todos, mesmo assim eu não perdia o bom humor e tentava alegrar o pessoal.
       
      Atravessamos o rio branquinho umas 30 vezes desviando dos poços e seguindo pelas pedras procurando alguma picada, mais era em vão tudo isso, tentamos mais uma vez atravessa o Branquinho quando derrepende eu ouço “Jefinho (meu apelido) olha a cobra aiiiiii”, era uma cobra de cor vermelho com preto, me parecia uma Coral (não sei informar se era ou não), eu havia pisado na cobra e passado bem rápido, quase, mas quase mesmo ela me picou! Depois disso ninguém queria mais atravessar rio nenhum, eu de um lado da margem e meus amigos do outro se borrando de medo. Lá fui eu, retornei a margem oposta atravessando o rio mais a frente onde as cobras estavam, é cobras, pois eram 3!
       
      Depois disso qualquer galho de árvore para meus amigos era uma cobra, subimos barrancos, escalamos pedras e nada da trilha, estávamos frustrados e desanimados, o medo aumentará e o pensamento na família era constante. Chegamos a um antigo acampamento e eu disse estamos no caminho certo, eu vi essa foto no relato do Raffa, tinha alguns lixos por lá, recolhemos e procuramos a trilha que deveria estar do outro lado do rio, não achamos!
       
      Continuávamos atravessando o rio desesperadamente, quando de repende eu vi um local com uma trilha, eu disse “essa trilha leva a algum lugar”, seguimos pela trilha e já eram 17h30minh, na mata escurece cedo, notei um barulho mais forte de água e uma parte da trilha seguia para a margem do rio, quando pude observar o rio por inteiro notei que havíamos chego à junção do rio Capivari com o rio Branquinho, fiquei contente e devido ao horário resolvemos não prosseguir pela trilha que adentrava pela mata novamente e resolvemos montar acampamento a margem da confluência dos rios. Barraca montada e fomos ainda desanimados para a beira do rio “jantar”, experiência muito boa, após comermos as tranqueiras (bolachas e etc..) ficamos apreciando a paisagem, quando derrepente... Um flash na margem oposta, o que será? Eu logo perguntei! Ninguém se arriscava a afirmar algo, novamente mais flashes em nossa direção, rapidamente peguei a lanterninha e comecei a dar flashes de luz tbm, era um rapaz que corria pelas pedras em meio quase a total escuridão da mata, o sujeito corria demais por cima das pedras, achei que era um ET ou coisa desse tipo, mas não era nada além de um Homem, não era possível a travessia devido à forte correnteza, porém, podemos conversar mesmo distantes, informai que estávamos perdidos e de prontidão ele perguntou se havia alguém machucado e se estávamos com fome, disse que não e até o momento estava tudo ok!
       
      O sujeito disse que eles estavam acampados na curva do rio, e que fossemos lá pela manhã, eu concordei. A noite foi difícil, na beira do rio o termômetro apontava 7 Cº, a ansiedade era grande, não podia de forma alguma passar mais uma noite na mata, pensamento constante na família, dormimos as 19h00min e acordada toda hora, quando foi as 02h30min a barraca estava iluminada, acordei meus amigos e fomos dar uma olhada, a lua estava cheia e maravilhosa, clareando tudo ao nosso redor. Voltamos a dormir eu acordei primeiro às 06h00minhs, fiz uma filmagem, algumas fotos, tomamos café escovamos os dentes e desmontamos acampamento.
       
      O domingão começava agitado com a travessia dos rios bem na junção, demorou uns 5 minutos pelas pedras, a correnteza estava forte e nós sem cordas, ufa! Atravessamos, fomos até a curva do rio e lá fomos recebidos pelos biólogos Fábio e Claudio, pessoas fantásticas e muito humildes, nos informaram que trabalhavam com pesquisas no parque e que partiriam para Itanhaém às 15h00min, nos guiaram boa parte a trilha e nos despedimos, os biólogos nos passaram informações sobre a travessia nas aldeias, não olhar para as índias, doar algo se possível (bolachas, mantimentos e etc..) e a falar o estritamente necessário com os índios.
       
      Após uma hora de caminhada chegamos à primeira aldeia, perguntamos a um índio por onde devíamos seguir eles nos informaram com muita educação e seguimos caminho, atravessamos o rio branco que estava com o seu nível até os joelhos, rio cristalino, certeza tiramos várias fotos!
       
      Após a travessia tranquila, chegamos à aldeia principal, um índio carregava um celular no pescoço, usava bermuda da bilabong, e fumava seu cachimbo inacreditável kkk...
      Perguntamos como chegar até a estrada de asfalto e ele nos disse que teríamos que caminhar umas 3 horas na estrada de terra, agradecemos e seguimos nosso rumo, na saída da aldeia demos vários pacotes de bolachas às crianças que nem sabiam falar português (apenas Guarani), foi demais!
       
      Despedimos-nos e seguimos na estrada de terra, que mais parecia “um caminho ao inferno”, aquilo não acabava nunca!
      Passamos por um verdadeiro “MAR” de bananeiras, a estrada beira o rio Branco, que por sua vez serpenteia a serra do mar, após 2 horas e 30 minutos de caminhada, eu já estava assado, com sede e não via à hora de chegar ao famoso bar do “Zé Pretinho”, confesso que quando cheguei por pouco eu não o abracei kkk...
      Chagamos no bar do “Zé Pretinho” às 13h00min, bebemos umas 10 tubaínas e fomos informados que o busão aos domingos só passa três vezes ao dia (12h00min, 17h10min e 19h00min), teríamos que esperar até as 17h10min, tudo bem, já nem ligava mais, o importante era chegar a casa.
       
      No tempo em que ficamos no bar, fizemos amizade com um caçador chamado Carlos, que passou seu telefone e disse que quando fossemos á Itanhaém, poderíamos passar o tempo que quiséssemos na chácara dele e de graça, eu nem gostei rs’...
      Quando eram 17h00min escutamos um barulho de jipe vindo pela estrada de terra, já tínhamos tentado inúmeras tentativas de arrumar uma carona e foram todas em vão, mas não desta vez.
      Quem estava dentro do jipe? Nossos novos amigos biólogos Cláudio e Fábio, que nos ofereceram uma carona até São Paulo já que os mesmos moram em Interlagos, disseram apenas que tomariam um banho na sede do Parque Estadual Serra do Mar (Curucutu), nem questionamos, e jamais o faria.
       
      Enquanto eles pegavam as malas e colocavam no carro, eu, Patrik e Vinicius demos um look no por do sol no término do rio Branco, tiramos obviamente várias fotos.
      Entramos no jipe e seguimos para São Paulo, antes é claro paramos no rancho da Pamonha, enchemos a pança. Quando foi 19h30min estávamos nos despedindo dos biólogos que nos deixaram na frente do metrô Jabaquara.
      Pegamos o metrô e as 21h30min estávamos são e salvos em casa!
      Realmente não existem palavras para expressar a felicidade em completar essa travessia, nunca havia acampado, e nem feito percursos que demorassem mais de dois dias, tive experiências fantásticas, como o valor da amizade, humildades, simplicidade, amor ao próximo e esperança sempre! Aprendi também a jamais esquecer um mapa, uma bússola, fogareiro, isolante térmico e um saco de dormir, outra coisa importante foi o aprendizado sobre os calçados, no meu caso eu usei uma bota bico de aço do meu trampo hehe, achei que seria ótimo, na verdade foi um desastre, essa bota come o dedinho, aprendi também a JAMAIS molhar o calçado, o ideal é levar uma bota própria p/ treeking e nas travessias de rios uma sandália.
      Levar muito repelente achava que os borrachudos não seriam problema, engano o meu, levei aproximadamente 82 duas picadas somente nas pernas, acredite eu contei!
      Está tudo inchado ainda, é difícil até caminhar kkk...
       
      Mas no geral não há valor no mundo que pague o que eu vivenciei.
      Desculpem-me o texto longo, os erros gramaticais de concordância, gírias e etc. Quis apenas passar em detalhes o ocorrido, mesmo assim muita coisa ainda ficou de fora, mas acredito que o mais importante eu mencionei.
       
      Abraços amigos, até a próxima, que será em breve se Deus quiser!
       

       
      Segue alguma fotinhos;
       

      Após pegar agua no riacho, demontamos acampamento e seguimos para a Evangelista de Souza.
       
       

      Estação Evangelista de Souza
       
       

      Foto tirada no interior de um vagão principal, que estava abandonado.
       
       



      Locomotivas abandonadas.
       
       


      Seguindo nos trilhos.
       

      Túnel 27 o primeiro deles.
       

      Final da travessia pelo túnel 25 se não me engando são 200 mt de túnel com escurião total
       

      O último túnel antes do início da trilha
       

      Pontilhão show de bola, ideal para rapel.
       

      Patrik e Vinicius curtindo o visual em um dos pontilhões
       

      Início da trilha.
       

      Anoitecer na confluência dos rios Capivari e Branquinho, nosso 2º acampamento.
       

      6 da matina, a lua e o sol dividem espaço no céu, em terra firme tomavamos coragem para atravessia do rio.
       

      Curva do rio, continuação da trilha na outra margem.
       
       


      Aldeia Guarani em Itanhaém
       

      Travessia do rio Branco de uma aldeia para outra, agua calma até o joelho.
       

      Pose para a foto, certeza!!!
       

      Fim da área de proteção aos índios.
       

      Começa a caminhada de 14 km na estrada de terra, sol na cabeça e um mar de bananas ao lado.
       

      Mar de bananeiras.
       


      O famoso bar do "Zé Pretinho, jagunço nato kkk"
       


      Ponte sobre o rio Branco, aqui os borrachudos acabaram comigo, 82 picadas só nas pernas!
       

      Sede do Paque Estadual Serra do Mar núcleo Curucutu em Itanhaém.
       


      Por do Sol lindo no final do rio Branco.
       

      Eu, Patrik e Vinicius.
       

      Nosso transporte até o metrô Jabaquara!
       

      Já na linha verde do metrô, restavam lembranças e as fotos.
    • Por GUILHERME TOSETTO
      Meus amigos, o relato que faço a seguir não é exatamente o de uma viagem de uma cidade para outra, muito menos de um país para outro. Foi um passeio de trilheiros iniciantes, de média e longa experiência, dentro da própria cidade de São Paulo, num de seus pontos turísticos mais famosos, mas ainda desconhecido por muitos de nós, inclusive por este que aqui escreve.
      A idéia do passeio foi da Bruna Fernandez e acabei por abraçar a idéia, aproveitar pra conhecer esse local e suas trilhas, que já ouvira falar e ler, mas até então nunca fizera.
      Por que chamar este relato de "O início de uma longa Viagem?"
      Porque a idéia principal é a de formar um grupo de trilheiros, de todos os níveis de conhecimento e de vivência em trilhas, iniciando com trilhas mais leves e partindo para outras de maior nível de dificuldade, em outras cidades, sejam de São Paulo ou de outros estados. E nisso está incluído o Projeto Trilhas de São Paulo, pois todos pegamos o passaporte. Para maiores informações, vejam o link anexo (http://www.ambiente.sp.gov.br/wp/trilhasdesaopaulo/).
       
      O grupo começou a crescer, e combinamos o dia 25 de fevereiro como a data pra esse passeio, tendo o metrô barra Funda como "ponto de encontro", e de lá seguiríamos para a estação Vila Clarice, da CPTM, e, de lá, para o parque.
      Bom, no total acabaram comparecendo vinte e seis pessoas, a grande maioria sem se conhecer, todos na maior boa vontade, bom humor e alto astral.
       
      Ao todo, fizemos 3 trilhas no parque: Trilha do pai Zé , que leva ao mirante, de onde se vê quase toda a cidade de São Paulo. Abaixo , algumas fotos dessa trilha e a vista do mirante.
       

       

       

       
       

       
      [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120226221320.jpg 500 375 Legenda da Foto]Escadaria pra chegar no mirante do Parque. Mais de 240 degraus!!!!. [ ].[/picturethis]
       
      [picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120226221456.jpg 500 375 Legenda da Foto]Hora de descer a trilha e voltar ao ponto de partida. [ ].[/picturethis]
       
      Na sequência, fizemos a Trilha do Silêncio, em torno de 850 metros, ida e volta e, por fim, a Trilha da Bica, um pouco maior que a do Silêncio.
      Segue abaixo mais algumas fotos.
       

       

       

       

       
      O grupo se deu muito bem, certamente este é o início de uma série de trilhas e de aventuras que faremos futuramente e, pra você que estiver lendo este relato, se quiser se juntar a nós, venha que será recebido de braços abertos!!!
       
      Um abraço, galera!!!!!
    • Por Harpyja
      Visitar o Parque Anhanguera era um projeto antigo, adiado por quase 10 anos. Lembro que logo após sair do Parque Estadual da Cantareira eu comentei com o Bodão para fazermos uma visita por lá, afinal é uma baita mancha verde no mapa da cidade. Quando eu tentei conhecer todos os 100 parques de São Paulo também ensaiei uma visita e nada. De última hora, numa troca de e-mails decidimos ir conhecê-lo. Carlota não pode ir, fomos apenas eu e Muller. Fizemos um mercadinho para o piquenique (não queríamos cometer o erro de Santo André) e marcamos na Barra Funda. Um certo atraso e descemos na Lapa. Tivemos dificuldade para achar o ônibus correto, pessoal nos ajudou e embarcamos num bumba (Perus) cujo número não estava nem no site da prefeitura, nem no da sptrans.
       

       
      Depois de um rolê pela Rodovia Anhanguera o busão entrou na Estrada de Perus, de pronto reconheci um boteco que havia visto no google street view e já dei o sinal, foi certeiro. Paramos ali no meio da estrada mesmo, andamos uns 50 metros e já estamos na portaria do Parque Anhanguera. De uma forma geral ele é uma antiga fazenda de reflorestamento de eucaliptos, bem conservado, muitos funcionários na segurança e limpeza. Porém a sinalização é péssima. Basicamente o uso público se resume à uma ciclovia que margeia um miolo formado por quadras, churrasqueiras, estacionamento, alguns bosques e alamedas. Tudo isso, sem contar as centenas de cachorros simpáticos que moram por ali, certamente abandonados à própria sorte por animais sem coração.
       

       
      Seguimos por uma trilha bastante larga acima das quadras. Depois de alguns minutos de subida ela termina numa espécie de cerca, com uma picada à direita em descida. Caminhamos um pouco pela descidinha e depois retornamos imaginando que a nova trilha nos levaria de volta à estrada de Perus. Localizamos um outro caminho que saia à esquerda da trilha principal e seguimos por ele. Alguns minutos e milhares de eucaliptos depois a trilha se fechou quase completamente. Estávamos sem bússola, gps ou mapa, marcamos o horário e começamos a fazer um mini vara-mato. A trilha é bem legal, muito fechada, nenhum vestígio de atividades recentes, inclusive com vários pássaros nos recepcionando. Porém, estava um pouco tenso, não pelo medo de me perder ou pelas possíveis peçonhentas, mas sabia que as redondezas não eram das melhores no que tange ao bicho homem, e não queria ser desovado em Perus.
       

       
      Passamos por 2 bifurcações, sempre mantendo à esquerda, na direção de retorno circular ao centro do parque. Depois de uns 40 minutos encontramos um córrego e imaginamos que poderia ter uma outra trilha que chegava por ali. "Batata", assim que atravessamos já visualizamos uma trilha bem maior, inclusive com algum lixo. Subimos por ela, uma bifurcação e alguns minutos e já estávamos na ciclovia.
       
      Pic-nic, orquidário, rolê na ciclovia e uma exploração em outra trilha (dava numa estrada com uma casa abandonada, decidimos retornar). O parque estava cheio, alguns aniversários nas churrasqueiras, bikes e estacionamento lotado. Já era hora de dar tchau, fomos bater um papo com os seguranças sobre as possibilidades de trilhas e eles nos informaram que a trilha que fizemos não era permitida, inclusive perigosa pela proximidade com uma comunidade junto ao parque, sendo refúgio de nóias da região. Assim, nossas suspeitas se confirmaram e aquela descidinha que abortamos no início era uma ligação com a favela vizinha.
       

       
      Saímos por outra portaria e pegamos um bumba até a Estação Perus da CPTM. Passamos por um baita acidente de carro, triste, Então, ao invés de pegarmos sentido Luz, embarcamos, propositadamente, sentido Jundiaí. Baldeação em Francisco Morato e depois de um tempo chegamos à centenária estação, ponto final da EFSJ. Já anoitecia e estávamos cansados. Compramos uma passagem de ônibus para São Paulo. Destino Barra Funda, mas o motora foi p/ o Tietê! Mas ok, sem stress.
       

       
      Roteiro muito sussa, ticado agradavelmente, mas sem pretensões momentâneas de retorno. Valeu pelo sábado.
       
      link fotos:
      https://plus.google.com/photos/110654385513335187187/albums/5952427972119565777?sort=1
    • Por Harpyja
      Nesta visita ao Parque Estadual da Cantareira, bolamos um roteiro que contemplasse, no mesmo dia, todas as trilhas abertas dos núcleos Pedra Grande e Águas Claras. Como já conhecíamos muito bem o parque, fiz dois anos de estágio lá, nossa previsão é que daria tempo.
       
      Iniciamos a caminhada 9:30hs já ao som de bugios ao fundo. Fizemos a Trilha da Bica, ao lado da portaria, em cerca de 40 minutos. Circular, não tem erro. Destaque para as milhões de formigas que estavam no caminho, na serrapilheira. Várias subiram por nossas roupas. Avistamos apenas um pica-pau e muitas borboletas. Grande diversidade de flora. Ambiente agradável. Não cruzamos com ninguém.
       
      Voltando já emendamos, um pouco mais acima na estrada que leva à Pedra Grande, a Trilha do Bugio. Ridícula de fácil. Avistamos alguns pássaros, inclusive um Tangará lindo, azul e preto de cabeça vermelha, cantava muito bem. Aqui já encontramos um pessoal na trilha. Tem um mirante bem bacana, com um visual diferente do da Pedra Grande.
       
      Saindo da Trilha do Bugio, retornamos um pouco pela estrada de asfalto até a entrada da Trilha das Figueiras. Tempo para a Muller descobrir um bando de bugios acima de nossas cabeças. Belo espetáculo, um verdadeiro banheiro público. Era tanto xixi e coco vindo de cima das árvores que as pessoas desviavam para prosseguir na trilha. Não paravam de mandar os torpedos teleguiados lá de cima, interessante. Infelizmente minha máquina era "de bolso" e o zoom não distingue bem os animais.
       
      Como o tempo era curto para tanto rolê, partimos para a Trilha das Figueiras. Aqui a picada é também muito bem demarcada. Avistamos alguns pássaros e insetos interessantes, mas nenhum turista. Destaque para os matacões e, no final, para uma Figueira com raízes bem grandes. Ficamos brincando e admirando a árvore um pouquinho. A saída da trilha é no bosque abaixo da portaria, onde fica o playground, e o portão que liga ao Horto Florestal. Havia um casal, de seres humanos, num estágio avançado do ritual de acasalamento. Deixamos a pornografia de lado e retornamos ao início da Trilha da Pedra Grande.
       
      Agora partimos direto pela estrada de asfalto que chega até a Pedra Grande. Paramos num antigo mirante, hoje com a vista tomada pelas árvores, para almoçarmos nossas bisnaguinhas mega recheadas. Feita a deglutição, prosseguimos até chegarmos numa Pedra Grande bombando de gente! Mó barulheira, tiramos duas fotinhos e decidimos voltar depois. Retornamos até a bifurcação com as trilhas que levam até o Lago e as Águas Claras e para lá rumamos.
       
      Caminhada, pela Trilha da Suçuarana, até a portaria do Núcleo Águas Claras. No caminho mais um bando de bugios, um filhote de cobra morto e dezenas de borboletas brancas gigantes. Aliás, não vimos nenhuma borboleta "Capitão do Mato", aquelas grandes, meio roxas e azuis. Mas destas brancas grandes haviam centenas. Chegamos na portaria, tempo para o xixi e retornamos.
       
      Aportamos na entrada das trilhas da Samambaia-Açu e Águas às 14:00hs. Fomos por baixo para fazer a Trilha das Águas primeiro. Bem demarcada, limpa e cuidada. Da última vez que viemos estava escondida, com mato alto, tinham até tirado a placa para ninguém conseguir acessar. Agora estava de boa, demos um rolê e ficamos brincando um tempinho nas quedinhas. Retornamos e seguimos pela Trilha da Samambaia-Açu. Essa é a que mais gosto no parque, encontramos 3 grupos de pessoas trilhando por ali também. Determinado momento saímos da trilha para nos aventurarmos pelo bosque de pinheiros. Bem legal. Tinha até despacho e amarração para o amor por ali. Tempo para avistarmos mais um grupo de bugios. Seguimos pela alameda de Samambaia-Açu e fim de trilha.
       
      Saindo, seguimos voltando em direção ao Lago das Carpas. No caminho mais um grupo de bugios. Já estava tarde. Chegando no Lago, a paisagem ali estava muito bonita. Mas, não encontramos nenhuma carpa! Não sei o que fizeram com elas, pois antigamente eram muitas. Brisamos um pouquinho e resolvemos alimentar os milhares de peixes. Destaque para um que ficou surfando em cima da bolacha cream-cracker e não conseguia descer. Fotinhos tiradas, partimos rumo à Pedra Grande. Aqui começamos a ter problemas, fomos abordados por um segurança que estava mandando a galera embora pois já eram 16:00hs! Ele nos proibiu de ir até o mirante da Pedra. Subimos rapidinho e na bifurcação havia outro segurança impedindo a passagem.
       
      Explicamos nossa situação e imploramos. Argumentamos que não havia nenhuma placa explicando sobre esta proibição e limitação de horário. Enfim, ele nos deixou tirar "uma foto apenas", e assim fizemos. Mirante vazio, cidade poluída, fotos tiradas, apenas 2 minutinhos de contemplação. Tempo para observar um casal de aves de rapinas, grandes e gordas, pousadas nas árvores um pouco ao lado. Nosso planejamento encrencou no final, pois além de não podermos ficar brisando no visu, queríamos descer pela estrada que vai por baixo da Pedra Grande. Abortamos pois o segurança iria encher o saco, além de demorar muito mais, afinal já eram 16:30.
       
      Descemos pela trilha asfaltada, observamos nosso quinto grupo de bugios, aqui interessante pois estavam na mesma árvore de um casal de tucanos que gritavam alucinadamente. Belo espetáculo de fim de tarde. Alcançamos o portão 17:05.
       
      Ticado agradavelmente, apesar de não conseguirmos ficar mais tempo na Pedra Grande, e de não fazermos um caminho diferente na volta, foi um ótimo programa para um sábado qualquer. Agora faltam os outros dois núcleos, também já os conheço, mas merecem serem visitados mais uma vez.
       
       
      LINK FOTOShttps://plus.google.com/photos/110654385513335187187/albums/5996373695047629537











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