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Sinval Pereira

Relato Tailândia e Malásia - Fev/Mar 2017

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Comecei a escrever esse relato para futuramente me recordar dos detalhes da viagem. Como ando vendo que minha animação para continuar escrevendo está pequena, resolvi ir compartilhando no fórum à medida que o desenvolvo, talvez possa ter alguma informação que seja útil para alguém.

A viagem aconteceu do final de janeiro, até a primeira semana de março, num total de 41 dias. Inicialmente a intenção era conhecer apenas a Tailândia, mas no decorrer da viagem decidi ir à Malásia encontrar um amigo que estava mochilando pela região. A decisão de viajar ocorreu de supetão. No final do ano anterior, me deu na telha de viajar para algum lugar. Na mesma semana Tailândia me veio a cabeça e já comprei a passagem aérea. Detalhe: nunca havia feito nenhuma viagem internacional. Para a viagem usei as economias de muitos anos, que até então só estavam sendo usados para compra de coisas. Decidi que era hora de usa-las para propiciar a vivência de experiências.

 

Já antecipo como foi o roteiro, por ordem:

Bangkok

Ayutthaya

Ao Nang

Railey Beach

Koh Lanta

Khao Sok (* PONTO ALTO DA VIAGEM)

Koh Phan Ngan (Full Moon Party)

Koh Tao

Phuket

Kuala Lumpur

Kuala Terengganu

Phi Phi

Hua Hin

 

 

 

29/01/2017 – Saída do Brasil para Bangkok. Incrivelmente, a ansiedade não havia tomado conta, para quem estava fazendo sua primeira viagem internacional, para um destino do outro lado do mundo, a tranquilidade era impressionante. O primeiro voo saia de Goiânia pela manhã. Chegando em Guarulhos, onde aguardaria as mais de dez horas de conexão, me dirigi para o terminal de onde sairia o voo. Com o tempo livre, aproveitei para andar pelo aeroporto. Relembrando alguns fatos prévios à viagem, ainda no final de 2016, havia ingressado em um grupo de Whatsapp de viajantes com destino à Tailândia em Fevereiro/17. Encontrei o grupo por meio do Mochileiros.com, fórum destinado a viagens. Já no início de Janeiro os primeiros viajantes contavam suas experiências e arranjavam encontros, para maior integração durante a viagem. No dia da viagem, havia também um grupo de 03 amigos catarinenses em Guarulhos esperando para o voo. Como no grupo disseram estar em outro terminal, nem me manifestei sobre estar no aeroporto. Passado algum tempo, enquanto curtia o nada, ao som das músicas aleatórias do Spotify, de longe vi um grupo de três jovens que tive a impressão de serem familiares. Coincidentemente, eram os mesmos que disseram estar no outro terminal do aeroporto. Mais coincidentemente ainda, sentaram justamente ao meu lado. Logo, entrei no grupo para verificar as fotos, e lá estava. Eram realmente as mesmas pessoas. Logo perguntei: “Uai, vocês são os malucos lá do grupo da Tailândia ?” E assim, encontrei companhia para algumas das longas horas de espera até o voo. Era um grupo de amigos animados, estavam em uma formatura em Curitiba e saíram de lá direto para o aeroporto. Além da conversa, as inúmeras partidas de Uno ajudaram a fazer com que o tempo passasse mais rápido. Hora do voo. Tudo pronto, lá vamos nós.

Gastos:

R$38,00 - Almoço Aeroporto

R$18,00 - Lanche Aeroporto

 

30/01/2017 – Após as longas 11 horas de voo, estava em Paris. A conexão era de poucas horas, porém, foi possível perceber o primeiro choque cultural. A diversidade de pessoas totalmente diferentes umas das outras, reconhecíveis parisienses misturados com monges, muçulmanos e pessoas de incontáveis nacionalidades diferentes. Era uma pequena amostra do que estava por vir. Nesse momento a bateria do celular já não tinha muitas forças. Ao procurar uma tomada, a primeira decepção: precisaria de um adaptador. Como já havia dado sinal de vida para meus pais, fiquei sentado, apenas observando o que acontecia a minha volta... a viagem já havia começado. 

R$ 15,00 – Lanche Aeroporto

 

31/01 – Mais 12h de voo se foram, e após várias refeições recusadas no voo por não ter a menor ideia do que estaria comendo, cheguei. Ainda no aeroporto, logo procurei algum lugar para trocar dinheiro pela moeda local e em seguida comprar um adaptador de tomadas. A próxima missão seria encontrar uma tomada livre. Perambulando pelo aeroporto, vi algumas lojas vendendo chips para celular. Por pensar que seria bem mais caro do que na cidade, resolvi não comprar. Doce ilusão. Acredito ter sido o primeiro grande erro da viagem. A caminho da saída, encontrei uma estação de carregamento de bateria, logo a usei. Com o Wifi do aeroporto, me conectei e criei uma distração para os minutos que ficaria parado enquanto o aparelho não carregava. A essa hora, estava no fim da manhã. 20% de carga, missão cumprida. Como um bom desavisado, decidi pegar um taxi para o Hostel. Os preços eram tabelados, e foi a primeira grande facada da viagem. O motorista, como viria a ver ser uma característica dos tailandeses em geral, era super gentil e em momento nenhum parava de sorrir. O Inglês era péssimo, mas a comunicação foi estabelecida. Ao deixar o aeroporto a ficha caiu. Estava do outro lado do mundo. As placas de publicidade escritas em um alfabeto nunca antes visto. O transito caótico de Bangkok. As placas dos carros sem nenhum padrão reconhecível. O motorista falando ao telefone palavras indecifráveis. Estava na Tailândia.

Chegando ao Hostel (Cocktail Hostel & Bar), na região de Silom, reparei que deveria melhorar o inglês na marra. Apesar de conseguir me comunicar bem, faltava fluência. A pronuncia deficitária também era perceptível a meus próprios ouvidos. Deveria aguardar quase 2 horas até que pudesse fazer o check-in. Perguntei a proprietária do Hostel onde poderia trocar dinheiro (no aeroporto só havia trocado 100 dólares). Claro, após muito andar na direção indicada, não encontrei o lugar. Durante a caminhada pude observar a grande quantidade de turistas, do mundo inteiro, andando nas ruas. Encontrei uma pequena casa de câmbio e retornei para o Hostel. A proprietária informou que já poderia fazer o check-in. Logo tratei de me banhar. Afinal, dois dias sem tomar banho não estava me fazendo muito bem. Com intenção de me prevenir daquele calor extremo, potencializado pelo caos generalizado que era o transito daquele local. QUE CAOS. Vesti logo uma bermuda e saí em busca de algum lugar para comprar um chip com internet. Andei bastante, coisa de 3km. Já havia perdido a referência de para onde era meu Hostel. Encontrei uma 7/11(seven eleven), mal sabia que seria o início de uma relação duradoura. A atendente não compreendia o que eu estava procurando. Chamou um rapaz que falava inglês, que junto comigo começou a procurar um chip que havia internet. Encontramos um. Na embalagem dizia internet ilimitada por 1 mês. Comprei. Parado na rua, segui os passos para instalar o chip, consegui. Agora com internet, chamei o Uber. Logo apareceu uma jovem tailandesa, bastante bonita (para uma tailandesa, fato de se admirar) em um sedã preto super luxuoso, bancos de couro, ar condicionado trincando. Estava à caminho da primeira atração naquele país desconhecido: Grand Palace. O celular já estava com a bateria no fim. Perguntei se havia algum problema em desligar o celular durante a corrida. Ela informou que não, e ainda ofereceu um carregador. Era de Iphone, vida que segue... Em um trajeto de aproximadamente 8km o aplicativo informava que a viagem custaria algo em torno de R$7,00. Estava feliz. Porém, não contava em como seria o transito até o destino. Foram incríveis 1 hora e meia até conseguir chegar. Estava impaciente. Ao observar que estava próximo do local, pedi para descer e ir andando. Com certeza seria mais rápido. Prontamente a motorista aceitou e encerrou a corrida. Foi possível perceber em sua feição que ela também agradeceu. Seriam mais longos minutos naquele carro até chegar no destino final.

Logo na entrada observei algo e me lembrei do que havia lido na internet sobre os templos: deveria estar com calças compridas. Perguntei ao segurança onde poderia comprar uma calça que várias pessoas estavam utilizando. Fui no caminho indicado, não era perto. Comprei. Voltando para a primeira entrada, reparei um grupo de tailandeses gigante, com centenas de pessoas, vestidas de preto. Fiquei sem entender do que se tratava, viria a descobrir apenas algum tempo depois. Fui passando pela revista e demais entradas. Estava no templo. No grupo do whatsapp tinham falado que a entrada do templo era paga. Achei estranho não terem me cobrado para acessar o templo em nenhuma das entradas que passei. Continuo achando estranho até hoje, meses depois, pois com certeza deveria ter pago. Andei pelo templo, grandioso, sua arquitetura era interessante, diferente de tudo o que havia visto. Achei estranho não ver nenhum budista rezando. Como em praticamente todos os outros templos que passei, eram feitos quase exclusivamente para apreciação dos turistas. Por não ser lá uma pessoa tão religiosa, não estava vendo muita graça. Vi algumas pessoas retirando os sapatos para adentrar em um dos templos. Não me dei ao trabalho, achei que não valeria o esforço. Continuo achando. Era hora de ir embora. Hora do rush. Bateu a tristeza. Fiz a infeliz escolha de pegar novamente um Uber. Dessa vez foi mais tranquilo, o sono me tomou e dormi durante praticamente toda a demorada viagem. Chegando ao Hostel fui procurar comida. Encontrei uma lanchonete próxima, e logo pude observar o marcante gosto por Chás e Leite daquele povo. Pedi um milk-shake, um dos únicos alimentos que consegui reconhecer. Voltei para o Hostel, aliás, precisava carregar o celular. Passado algum tempo, retornei para a rua à procura de mais comida. Encontrei um Subway. Com certeza, o melhor sanduiche do Subway que já comi. Fiquei um pouco na área comum do hostel, e logo fui dormir. Ao acordar no dia seguinte, não sentia mais nenhum efeito do jet lag.

R$ 26,50 - Adaptador de Tomada

R$ 78,00 – Taxi Aeroporto – Hostel

R$ 60,00 – Hostel BKK (3 diárias)

R$ 30,00 – Chip Internet

R$ 17,00 – Uber Grand Palace

R$ 18,50 – Uber Hostel

R$ 15,00 – Calça Templo

R$ 17,30 – Sanduíche Subway

R$ 11,00 – Lanche

 

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01/02/2017 – Na noite anterior, olhei no Google Maps, com mais detalhes, onde exatamente  estava. O que havia por perto, quais as distâncias entre os locais. Dessa vez seria mais esperto. Não queria passar a viagem dentro de carros. Acordei cedo, e decidi ir andando para um parque que estava na região do Silom, parecia ser grande. Bastava ir reto que chegaria até ele. Logo cedo, estranhei bastante os hábitos alimentares daquela população. O cheiro de comida recendia nas ruas. Frango frito, espetinhos de algo parecido com presunto, carne de porco, sopas, chás, leite, tudo aquilo era muito estranho. Resolvi comprar um isotônico em uma 7/11, no caminho também comprei uma fruta. Nós brasileiros deveríamos aprender a ser mais práticos com a comida de rua como os tailandeses. A fruta era cortada em pequenos pedaços, na hora, colocada em um saco plástico e acompanhada de um palito, para não precisar sujar as mãos. Também acompanhava à fruta um alimento não reconhecido, que resolvi não experimentar. Era uma espécie de doce com consistência porosa, rosa. Acredito ter sido uma sábia escolha. Após aproximadamente meia hora de caminhada cheguei ao meu destino: O Parque Lumpini. Bastante utilizado pelos locais para a prática de exercícios e contemplar o passar do tempo. Logo vi que tinha acertado na escolha do tipo de viagem queria fazer. Após dar algumas voltas no parque, decidi ir até um dos maiores shoppings da capital, que estava a poucos quilômetros de distância, o MBK Mall.  Seguindo pelo GPS, andei por diversas ruas que eram a real síntese do que era aquela cidade. Ruelas estreitas, pessoas se alimentando. No caminho até o shopping tive a feliz surpresa de passar por dentro de um campus de uma faculdade. O contraste arquitetônico que passeava pelo moderno na faculdade de artes visuais e ao mesmo tempo pelos contornos tradicionais dos templos tailandeses em outro dos prédios. Reparei que os alunos usavam uniformes e que possuem o mesmo conceito de hospitais universitários, como as santas casas no brasil. Chegando ao MBK era bem diferente do que tinha em mente. O local tinha vários andares, sendo que alguns deles eram dominados por quiosques, mais pareciam uma feira. Possuía uma lista de coisas para comprar e me preparar para o restante da viagem. Fui a procura. Após comprar o cortador de unha, fui a procura do Monopod (gasto completamente desnecessário, diga-se de passagem). Para o almoço, fui até um KFC próximo à entrada. Retornando para casa, com muito custo consegui encontrar uma farmácia que vendesse protetor labial (Lip balm - nunca mais esqueço!), também comprei um barbeador e um protetor solar. No caminho também comprei um chinelo, que iria durar até a Full Moon. Chegando em casa dei mais uma olhada no mapa e em recomendações da cidade, e decidi conhecer o templo What Po e na volta passar pela Khao San Road. Nas recomendações vi alguém falando sobre o transporte de barco pelo rio. Logo tratei de procurar no GPS para onde deveria seguir. Ao encontrar um Long Tail disponível, havia um casal no barco que estava indo na mesma direção. Falei o meu destino e o motorista logo tratou de me fazer uma proposta para também ir em outro lugar (o mesmo que o casal iria). Após repetir o local uma dezena de vezes, logo vi que não entenderia o que estava tentando dizer. Aceitei. Durante o passeio me veio uma luz e mentalmente decifrei que o “Camel” que meus ouvidos ouviam, eram na verdade “Canal”. Não me arrependo de ter aceitado, foi um bom passeio. Foi possível perceber como o rio é importante para boa parte da população. Chegando ao templo, o visitei em alguns minutos e me encaminhei a Khao San Road. Ao chegar, achei o local interessante, mas nada de mais. Dei algumas voltas e perguntei no grupo do whatsapp que reunia mochileiros que estavam no país se alguém iria até a rua naquele dia. Após algumas respostas positivas, sentei em um bar – precisava urinar – pedi uma cerveja Chang, fui ao banheiro e logo fui embora. Andei por uma rua que não me recordo o nome, paralela e muito semelhante a Khao San Road. Resolvi sentar em uma calçada, cruzar as pernas e descansar um pouco. Pouco tempo depois uma tailandesa que estava fumando, se sentou ao meu lado. Após poucos segundos, me olhou de forma bastante reprovativa. Estava sem entender o que acontecia. Após me encarar mais um tempo logo, logo apontou para os meus pés, virou a cara, se levantou e foi embora. Com o celular na mão, logo fui pesquisar o que podia ter feito para causar aquela situação. Eram meus benditos pés. As pessoas daquela região os consideram a parte mais suja do corpo. E apontar a sola dos pés para alguém é extremamente ofensivo. Desculpe moça(não tão moça assim)! A primeira pessoa do grupo que estava na rua para nos encontrar se chamava Fernanda. Nos encontramos em um barzinho bacana, bem espaçoso. De longe, quando a reconheci, vi que também havia uma mulher mais velha, na casa dos 50 anos, junto dela. Ao me apresentar, fiquei sabendo que era sua Mãe. A mãe vendeu seu carro para viajar, havia feito um intercambio nos EUA e logo em seguida outro na Nova Zelandia, de onde vinha para encontrar com a filha na Tailândia. Alguns chopes depois, vimos que as outras pessoas do grupo não iriam aparecer. Como as duas no dia seguinte acordariam cedo para ir para outra cidade, foram embora (mal podia imaginar que a próxima vez que conversaria em português de novo seria dali uns 10 dias) . Resolvi andar mais um pouco pela rua. Decidi fazer a tal Thai Massage. Era de fato, bem relaxante. Peguei um Uber para o Hostel e fui descansar (dessa vez, o uber saiu barato e foi rápido). Chegando ao Hostel tratei de utilizar o WIFI do hostel para planejar meu dia seguinte. Iria para Ayutthaya, mas como? Lendo relatos na internet, vi que seria fácil ir por conta própria, sem precisar contratar um tour.

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R$ 6,00 – Cortador de Unha

R$ 6,80 – Frutas e Suco

R$12,00 – Almoço

R$ 25,00 – Monopod (Bastão Selfie)

R$ 3,50 – Suco

R$ 6,00 – Barbeador

R$ 23,00 – Protetor Solar

R$ 10,00 – Chinelo

R$ 30,00 – Passeio Barco Canal

R$ 59,00 – Bar

R$ 15,00 – Protetor Labial

R$ 10,00 – Entrada Templo

R$ 8,60 – Uber Hostel

R$ 16,00 – Massagem

 

02/02/2017 – Ayutthaya – Acordei bem cedo, para pegar um dos primeiros trens para Ayutthaya. Fui até a estação de trem andando, vi pelo GPS que era perto, algo em torno de 2,5km de distância do meu hostel. Foi possível ver como é a rotina matutina fora do grande centro. Até então só havia observado o movimento durante a manhã no caminho para o Lumpink Park, era um cenário bem mais agitado, com mais carros, cheiros e pessoas. Indo para a estação pude observar os comerciantes começando a abrir seus negócios, os estudantes chegando até a escola, que ficava bem próximo à estação. Além disso, também via alguns poucos viajantes, com suas mochilas nas costas, praticamente as únicas pessoas na rua em alguns trechos do caminho. Comprei a passagem para Ayutthaya e fiquei na espera do trem, que ainda demoraria alguns minutos. Durante minha espera, teve um momento curioso. Começou a passar no telão uma espécie de homenagem à família real e ao rei morto, e todos os nativos ficaram de pé. Acredito ser uma tradição diária, assim como no brasil havia o hino nacional nas escolas. Peguei o trem, cheguei no destino. Durante minha pesquisa sobre a cidade, havia lido algum relato filho da puta, que dizia para não alugar bicicletas próximo à estação, pois eram caras comparadas aos lugares próximo dos monumentos turístico. Sendo assim, liguei o GPS e fui andando em direção ao parque. Depois de aproximadamente meia hora, e reparar que eu estava em um lugar sem nenhum tipo de negócio de veículos, com nenhum outro turista à vista e sem perspectiva de ver algum templo turístico, vi que estava numa latada. Avistei embaixo de uma árvore um ponto de moto-taxistas. Não pensei duas vezes, pedi que um deles me levasse até a estação de trem. E logo em frente, dei jeito de alugar uma bicicleta. Vivendo e aprendendo, não é mesmo? Junto com a bicicleta, recebi um mapa das principais atrações. Mas como o celular estava carregado, ele foi meu principal guia. Acho que ainda não mencionei nesse relato: QUE PUTA SINAL DE 4G, no país inteiro. Nas estradas, cidades pequenas, ilhas, todo lugar. Praticamente todos os templos que visitei na cidade eram bem semelhantes. Sua arquitetura, o desgaste das ruinas que remetiam a muitos anos, e por momentos, trazia a reflexão de quanto o mundo é antigo, e por quantas coisas já passou. Também era interessante reparar na fé das pessoas (que eram poucas, não turistas), que paravam em frente às estatuas centenárias de budas no meio das construções, deixavam suas flores amarelas e faziam suas orações. A caminho de um dos templos mais distante, parei em uma 7/11 para comprar algo para comer. Acho que foi a primeira vez que experimentei os pratos prontos, aquecidos por micro-ondas. Ainda bobo, peguei um prato apimentado, como quase todos. Também comprei um salgadinho com sabor de frutos do mar, que também era picante. Me sentei na calçada em frente a loja para comer. Não consegui terminar nenhum dos dois. Voltei até a loja para comprar doces, e tentar aliviar o ardor da pimenta. Pelo menos os doces eram normais. Joguei-os na cesta da bicicleta, junto com a garrafa de água, e pedalei. Que sol quente. Depois de chegar e encontrar uma árvore, descanei por alguns minutos na sua sombra. Fui ver o local e tirar algumas fotos, neste dia comecei a tentar usar o monopod que havia encontrado, logo vi que não seria de muita utilidade durante a viagem. Encontrei uma gringa branca, que estava da cor de um pimentão. Pedi que tirasse uma foto, e retribui; impressionante como a mesma foto ficou incrivelmente melhor tirada do Iphone dela; foi minha melhor foto dessa cidade. Na volta para a estação, resolvi pegar um caminho diferente daquele por qual tinha ido, para conhecer um pouco mais do lugar. Boa escolha. Como não via mais turistas pelas ruas (o que é difícil de acontecer naquele país), achei que estivesse indo pelo rumo errado. Mas as rotas do meu celular estavam claras, por ali eu também chegaria a meu destino. No caminho vi alguns turistas andando de elefante, dividindo as ruas com os pedestres e ciclistas. Vendo de perto: que animais imensos, que pegadas pesadas e que sensação de que ainda tenho muitas coisas para ver e conhecer no mundo. Voltei para a estação, esperei pelo próximo trem, me estranhei com uma comida parecida com umas palhas secas verdes que algumas pessoas vendiam, voltei para Bangkok, decidi meu próximo destino e comprei a passagem aérea. Meu voo saia de manhã bem cedo.

 

R$ 6,00 – Passagem de Trem Ayutthaya

R$ 165,00 – Passagem Avião Krabi

R$ 5,00 – Aluguel Bicicleta

R$ 10,00 – Entrada Templos

R$ 7,20 – Sucos

R$ 4,00 – Frutas

R$ 21,5 – Almojanta

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03/02/2017 - Ao Nang - Ainda de madrugada acordei, arrumei minhas coisas no banheiro do hostel, para não incomodar ninguém, fiz o checkout e peguei um uber para o aeroporto de voos domésticos de Bangkok. No dia anterior tinha visto que o trem para ayutthaia passava em frente ao aeroporto, porém, infelizmente o primeiro trem não chegava até o horário do meu voo. O translado até o aeroporto foi caro, pois era bem distante, mas bastante rápido, uma vez que durante a madrugada as vias de transito rápido não eram cheias. Enquanto aguardava o embarque, fui ao banheiro do aeroporto e comprei um lanche para matar a fome, algumas bolachas, tipo waffer e um suco industrializado. Alô Bauducco! O voo foi rápido, a empresa era a tão falada Air Asia, como não havia marcado assento, me sentei na última fila e tive que sofrer com a falta de espaço para reclinar a poltrona. Chegando em Ao Nang, o aeroporto era pequeno e logo na saída havia algumas vans fazendo os translados para Krabi e Ao Nang. Até chegar ao hostel foram cerca de 40 minutos. Durante todo o percurso já foi possível observar que eu estava em um local totalmente diferente da Tailândia que tinha visto até o momento. O mais impressionante são as formações rochosas, espalhadas por toda a costa. Seus formatos e cores variados são realmente impressionantes. Chegando ao centro da cidade, nas proximidades da orla, foi possível ver como aquele lugar era habitado por turistas, e como estes levavam vida para o local. Como era minha primeira cidade praiana, fui tratar de comprar algumas coisas que não havia levado para economizar espaço na mochila. Um óculos - que vi ser necessário após sair com os olhos fechados em quase todas as fotos por causa da luz do sol – que duraria até a última cidade da viagem, e uma toalha de areia que conseguiu sobreviver à viagem e voltar comigo para o Brasil. A quantidade de variedades de comida era incrível. Restaurantes de todos os tipos de culinária. Resolvi comer alguma coisa da cozinha tailandesa. Entrei em um restaurante, e fiz o pedido de uma comida que pude reconhecer alguns dos ingredientes, tais como arroz, frango, camarão, abacaxi, pepino e outros... Parece que não havia como ser ruim. E realmente não era. Apesar de não ter a forma que havia previamente imaginado – todos os ingredientes se juntavam em um prato único- o sabor de fato era bom. Foi minha primeira experiência comendo polvo e lula. Apesar de não possuírem uma consistência que me agrade, o sabor era bom. O que realmente não consegui ver lado positivo, era em uma espécie de fruto do mar, quase que como um inseto, que vinha inteiro no prato. Com olhos, pernas e tudo mais. Após comer, paguei e falei para a garçonete que poderia ficar com o troco, o equivalente a R$3,00 na época. A felicidade da moça ficou evidente em seu rosto. Resolvi que não queria gastar muito dinheiro naquele dia já fazendo passeios. Já achei aquele lugar o máximo, super bonito. Mal sabia que ainda não havia conhecido nada das belezas naturais da Tailândia. Peguei minha mochila de ataque e minha toalha e dei jeito de ir logo à praia. Procurei uma beirada de sombra, em uma das árvores na beira da areia – que eram muitas. Nas praias do brasil nunca tinha visto vegetação na orla, rente à areia. Aproveitei aquela tarde sozinho, sentindo a brisa no rosto e a calma que o lugar passava. Me dei conta que era disso que eu gostava. E durante toda a viagem esse sentimento sensacional de liberdade ao viajar sozinho me acompanharia. Também nesse primeiro dia, comecei a perceber alguns costumes dos turistas estrangeiros. Tais como quanto gostam de fumar e ler. Meu celular estava carregado. Deitado na orla, liguei o spotify e curti aquele momento ouvindo algumas músicas que me agradavam. Resolvi beber o suco da Dragon Fruit, que havia tanto ouvido falar. Não imaginava que por dentro ela possuía aquela coloração em preto e branco. Não achei lá aquela coisa toda. Dei alguns mergulhos no mar. Que água agradável. Sem ondas, uma temperatura super agradável, e mal dava para perceber o sal na água (quem diria que essa praia fica no mesmo país que abriga Hua Hin, um dos últimos destinos a ser conhecidos e com o mar completamente o oposto deste). No final da tarde decidi ir para o hostel tomar um banho. Ao Nang é pequena, dá para fazer tudo andando. No caminho, fui olhando as agências de viagem/passeio. Que eram centenas, encontradas a cada esquina. Logo percebi o quanto o potencial turístico daquele lugar era bem aproveitado. Um dos passeios que me chamou a atenção foi o Hong Island Tour, que passava por quatro lugares diferentes e tinha almoço incluso. Achei o preço pagável e comprei. Após chegar no hostel e tomar banho, fui novamente para a orla ver o pôr do sol. Um espetáculo à parte. Essa cena se repetiria por todos os dias de estadia nessa cidade. Para a janta, fui a um restaurante de comida ocidental, e comi algo que já estava acostumado. Voltando para o Hostel me atualizei nas redes sociais e noticias do Brasil antes de pegar no sono.

 

R$ 47,00 – Uber Aeroporto

R$ 6,50 – Café da Manhã

R$ 15,00 – Onibus Aeroporto – Ao Nang

R$ 90,00 – Hostel – 88 Ao Nang (3 diárias)

R$ 20,00 – Almoço

R$ 25,00 – Óculos de Sol

R$ 10,00 – Toalha Areia

R$ 4,00 – Suco

R$ 110,00 – Hong Island Tour

R$ 21,70 - Janta

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04/02/2017 - Hong Island – O dia amanhecia e já tinha programação para ele. Logo fui para a recepção do hostel aguardar a van que iria me buscar para o passeio. Inicialmente pensei que a saída seria próxima a orla, onde havia visto uma grande movimentação de long tail boats no dia anterior. Porém, após pegar todos os passageiros, o motorista foi saindo da cidade, e andando bastante, cerca de 30min. Chegamos em um píer, no meio do nada, de onde sairia o barco para o passeio. Não era um long tail, o barco era maior. Que dia foi esse. Saindo pelo mar, avistava várias ilhas, em formatos e tamanhos impressionantes. Eram milhares. As águas de uma cor que até então não havia visto. O passeio incluía quatro paradas diferentes, além do almoço em uma delas. Também era disponibilizado snorkels e coletes. A primeira parada era uma ilha com bem poucas pessoas. Era apenas o nosso barco e mais um. Logo quando chegamos os ‘guias’ auxiliavam quem quisesse subir em uma das rochas para tirar fotos. Gentil, um deles se ofereceu para tirar uma foto minha. Infelizmente, seu dedo saiu em todas as fotos. Nesse passeio foi a primeira vez que usei o monopod. Gostei do resultado das fotos.  Porém, até o final do dia chegaria a conclusão que era mais prático e o resultado das fotos não ficava tão diferente apenas segurando a câmera normalmente. Na segunda parada do passeio, fomos até um local chamado Hong Lagoon, é uma espécie de lagoa entre as enormes rochas características das praias do país. Lembro que o barqueiro falava que deveríamos esperar algum dos barcos que estavam dentro dela, para poder ir. Uma vez que a lagoa não era profunda....

Continua...

 

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Lembro que o barqueiro falava que deveríamos esperar algum dos barcos que estavam dentro dela, para poder ir. Uma vez que a lagoa não era profunda. Durante todo este passeio, que caiu a ficha que estava na Tailândia, que tanto via por fotos. O mar, as praias e o clima do país são extremamente característicos. Durante a parada na ilha em que seria servido o almoço, fui experimentar a action cam que tinha comprado nas gravações aquáticas. Era uma Xiaomi Yi. Com o snorkel, fui nadando e observando os peixes e as rochas com coráis. Estava achando a visibilidade boa, porém, mal esperava o que estava por vir em Phi Phi. Após um dos mergulhos, fui tirar uma foto. Estava em uma região profunda, porém achei uma rocha para apoiar um dos pés enquanto tirava a foto. Tirei a máscara, e quanto fui posicionar a câmera... adeus snorkel. O bendito escorregou e afundou na água. Como não estava no raso, era impossível vê-lo de fora da água. Na minha mente, só conseguia imaginar a facada que iriam me cobrar para repô-lo. A maioria dos turistas estava na parte rasa. Marquei aproximadamente a área onde ele deveria estar, e nadei até o chinês mais próximo. Ele não falava muito bem inglês, não entendeu que eu estava pedindo sua máscara emprestada, porém, conseguiu compreender que havia perdido a minha. Assim sendo, começou a procurar no local que tinha apontado. Sem sucesso. Sua esposa se aproximou, e em mandarim, conversaram. Ele explicou que estava tentando encontrar minha máscara, e ela rapidamente também tratou de tentar encontrá-la. Sem sucesso. Após mais ou menos 10 minutos, falei que podiam deixar, que provavelmente não conseguiríamos encontrar. Foram para onde seu grupo de quase clones estava. Na mesma pedra que estava apoiado, ainda fiquei por cerca de 10 minutos sozinho. Olhando para a água tentando encontrar qualquer resquício daquele bendito óculos que me custaria o olho da cara. Depois de perder as esperanças, e me preparar para ir almoçar. Vi um pequeno reflexo laranja na água. Logo pensei na pequena listra avermelhada que havia na máscara, e sem titubear, mergulhei e tateei o chão, até sentir a imensa alegria de sentir aquele objeto plástico nas mãos. Subi feliz à superfície e fui para a praia almoçar. De almoço, aquele arroz sem sal e tempero, que já havia até acostumado, com um frango e algumas frutas. Acho que ainda não comentei nesse relato sobre as frutas. Como são boas e abundantes. Serviam sempre de reflexo positivo na consciência, para não pesar muito o fato de estar tendo uma alimentação totalmente desbalanceada. Quem dirá meus companheiros amendoins torrados, e sanduiches de queijo e presunto da 7/11, que eram as refeições matinais, vespertinas e noturnas. O almoço era logo atrás da praia, embaixo da sombra das grandes árvores que a cerceavam. Durante a refeição, um visitante apareceu para alegrar os turistas e ser o centro das fotos por alguns minutos. Um lagarto gigante, da mesma espécie do que havia visto circulando no Lumpini Park em Bangkok. Depois do almoço e das próximas paradas do passeio, fomos embora. Dentro do barco, voltando do alto mar, senti aquela sensação de realização e felicidade que sentiria na volta para os hostels todos os dias da viagem. Após tomar um banho, fui até a orla, que também era o centrinho de Ao nang, ver onde iria almoçar e aproveitar e curtir o pôr do sol. Sentei na mureta que separava a rua da praia, e apreciei por bons minutos aquele belo fim de dia. Voltei para o hostel, para descarregar as fotos da câmera e celular no Drive. Depois de alguns minutos, voltei ao centrinho para almoçar. Fui a um barzinho, pedi uma cerveja Chang, e curtindo o som da banda que estava tocando, num estilo que imagino ser o reggae tailandês, curti a noite sozinho. Chegando ao Hostel, tentei comprar as passagens para a Malásia, onde iria encontrar um grande amigo que estava mochilando pelo sudeste asiático há alguns meses. Tentei comprar as passagens, mas não consegui. Tentei tanto pela AirAsia quanto pela Malaysia Airlines. Após algumas tentativas, consegui  em uma delas comprar apenas a passagem de volta. Mandei mensagem no chat do Nubank, relatando o problema, e logo resolveram. Mas já estava tarde e deixaria para tentar comprar no dia seguinte.

 

R$ 39,50 – Jantar + Cervejas

R$ 95,00 – Passagem de Volta Malásia

 

05/02/2017 - Railey Beach – Acordei cedo, passaria o dia na famosa Railay Beach. Me dirigi a orla, de onde saiam os long tail boats para lá. O valor era tabelado em 200baths ida e volta. Em menos de 10 minutos o barco estava lá. Descendo no ponto de parada do barco, precisava atravessar a pequena vila de resorts, por dentro da mata, para chegar até a praia. Como não havia sinalização, fui seguindo o fluxo de pessoas, que naquele horário era bem pequeno. Em um ponto, por algum motivo, achei que deveria virar em lugar, e decidi não continuar os seguindo. Estava certo. Logo cheguei. Que visual. Andei por toda a praia, para reconhecer o local. Passei pelas rochas onde os aventureiros estavam escalando, passei pela Phranang Cave. Onde os locais depositavam seus objetos fálicos, em oferenda a uma princesa que não recordo o nome. Muitos turistas acendiam velas, para desejar fertilidade. Tirei apenas uma foto de longe, para mostrar para os amigos da minha cidade. Logo encontrei uma sombra embaixo de uma árvore, na praia, e tratei de estender minha toalha. Fiquei sentado um bom tempo, admirando o lugar. Próximo a mim, havia um senhor que alugava caiaques. Pedi para que ele olhasse minhas coisas, enquanto entrava na água com o caiaque. Fiquei apenas uma hora, parecia uma eternidade, e gostaria que tivesse durado para sempre. Que sensação fascinante, estar sozinho, do outro lado do mundo, dentro de um barquinho, no meio daquele mar fantástico, olhando de longe aquele visual de tirar o folego. Voltando para minha sombra, liguei o shuffle em minhas músicas no spotify, fechei os olhos e curti o som por algumas horas. Se não me engano, era em Railay beach que haviam vários barquinhos ancorados na praia, vendendo comidas. Fui em um deles e pedi um hambúrguer e um suco. Estavam dignos. Fiquei um bom tempo observando o pessoal fazendo escalada. Retornei para a praia de onde sairia o long tail para voltar à Ao Nang. Essa parte foi complicada. Precisava esperar juntar certa quantidade de pessoas, para que o barco voltasse. Porém, demorei a entender o porque de sempre ficar para trás. Cada ticket de volta tinha uma cor. E os barqueiros trabalhavam como em cooperativas. Só aceitavam passageiros com o ticket da cor daquela cooperativa. Depois de vários minutos, sem que nenhum dos benditos me avisasse, percebi que um casal que perambulava igual a mim de barqueiro em barqueiro, e também nunca eram aceitos, estavam com o ticket igual ao meu. Fiquei de longe observando sua busca. Quando encontraram um barqueiro que pediu que ficassem esperando ao seu lado, logo dei jeito de correr até o mesmo lugar, e também ficar esperando. Logo juntaram mais pessoas e saímos. Já em Ao Nang, no caminho para o hostel, comecei a perguntar em todas as bancas de venda de passeios/vans (são milhares por cidade, ainda bem que não me dei ao trabalho de fazer um roteiro ou reservar nada pela internet antes de sair do brasil) sobre os preços para vans com destino a Koh Lanta. Após perguntar em todas até chegar ao Hostel, tomei um banho, voltei para a cidade, procurando o 7/11 mais próximo para garantir a janta. Voltei a agencia que estava mais barata e comprei o ticket para a van. Retornei ao Hostel, consegui comprar a passagem de ida para a Malásia e lá fiquei até pegar no sono.

R$ 11,00 – Café da Manhã

R$ 20,00 – Barco Railay Beach

R$ 20,00 – Aluguel Caiaque

R$ 17,00 – Almoço

R$ 280,00 – Passagem de Ida Malásia

R$ 35,00 – Van para Koh Lanta

R$ 7,60 – Janta

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06/02/2017 - Koh Lanta (Long Beach) – Acordei bem cedo, fiz o checkout no hostel, e fiquei aguardando na área comum. Como ainda faltava algum tempo, resolvi ir ao 7/11 comprar algo para comer. Deixei minha mochila lá mesmo e saí (durante toda a viagem, minha mochila ficou jogada pelos cantos, nunca senti apreensão de roubo ou algo do tipo...) comprei um misto e um suco e voltei para a área comum externa do hostel aguardando minha van. Aliás, o misto da seven eleven foi o meu arroz com feijão da Tailândia. Peguei minha condução e parti. Koh Lanta é uma ilha bem grande, praticamente colada no continente. E ali havia paz. Fiquei no hostel mais barato de toda a viagem (Sonya Guesthouse)... O equivalente a R$16,00 a diária (sempre reservava no dia anterior, pelo booking ou hostelworld... quase sempre encontrava o mesmo hostel mais barato em algum deles), era um lugar peculiar, na parte de baixo ficava um restaurante e subindo as escadas ficava o hostel. O lugar era todo de madeira, as camas tinham mosquiteiros (bem úteis, aliás) e logo nos fundos ficavam os bungalows. A pior parte era o banho, frio... mas pelo preço, não dava para se queixar. O local ficava a cerca de 2-3 km da principal praia da ilha, Long Beach.  Como a ilha era bem grande, a localização das pousadas, hotéis e hostels era bem privilegiada. Do caminho de meu hostel até long beach, praticamente todas as pousadas tinham sua própria praia particular... pois ficavam logo após a orla. Outra coisa que achei curioso na ilha foi a vegetação. Que cobre grande parte de seu território. Mesmo na orla das praias, e entre os hotéis, a vegetação era densa. O que ajudava a deixar o lugar com uma vibe ainda mais relaxante. No primeiro dia, apesar de ter lido relatos falando que a ilha era bem grande, e andar a pé seria cansativo, resolvi ir até Long Beach andando (andar sempre foi a primeira opção nessa viagem, e com certeza foi uma escolha sábia). Não foi uma caminhada fácil. Afinal, estava sob o sol tailandês das 15:00h. O visual da praia de cara era diferente de todas as que havia passado pelo país. O que havia entre a estrada e a areia da praia era uma espécie de reserva florestal. Com pinheiros gigantes (isso mesmo, pinheiros gigantes na areia). Estendi minha toalha na sombra de um destes pinheiros e fiquei. Ocasionalmente dava um mergulho no mar, e voltava para minha sombra. Era um momento de calma, contemplação e reflexão. Taí, essa tríade resume bem o sentimento de viajar sozinho na maior parte do tempo: CALMA, CONTEMPLAÇÃO E REFLEXÃO. Aquele visual diferenciado, proporcionou uma visão do pôr do sol bem dahora. Quando começou a anoitecer, marchei em direção ao hostel. Agora sim a caminhada foi tranquila, sem que o sol travasse uma batalha comigo a fim de derreter minha pele. Tomei meu banho gelado no hostel, fui a 7/11 comprar comida e escolhi duas variações de refeições congeladas. Como nunca dou sorte, mesmo escolhendo aquelas sem os dizeres de “apimentado” na embalagem, todas tinham pimenta. Dá-lhe refrigerante gelado.

R$ 4,00 – Café da Manhã

R$ 8,10 – Almoço

R$ 9,30 – Janta

R$ 48,00 – Hostel Koh Lanta (3 diárias)

 

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07/02/2017 - Koh Lanta (Old Town/ Au Nuy Beach ) – Acordei, e fui comprar meu misto sagrado na 7/11. Saindo da loja, tive uma surpresa que seria meu martírio pelo resto da viagem... Recebi uma mensagem no celular, e adivinhe só? Minha internet ilimitada por 1 mês havia acabado depois de 7 dias. Sim, esse é o resultado de querer economizar e não comprar logo no aeroporto um chip, com pessoas que falam inglês melhor do que os caixas do mercadinho de rua. Perguntei na recepção do hostel onde e como poderia colocar créditos no celular... Me dirigi à 7/11 novamente. Como pode-se esperar, a atendente do supermercado não entendia bulhufas do que eu estava tentando dizer. Precisei mostrar a mensagem no celular (que estava tanto em inglês quanto tailandês) para que ela compreendesse. E agora me diga... quem é que disse que eu sabia qual o meu número? Havia jogado a embalagem do chip fora. Depois da tensão, rolei as milhares de mensagens que recebi quando fui ativar o chip e encontrei entre aquele alfabeto estranho para mim, algo que achei que pudesse ser meu número. E era, felizmente. Passado o drama e o gasto inesperado (que se repetiria mais vezes na viagem) decidi que iria alugar uma moto para rodar a ilha. Lojinhas de aluguel de moto nunca serão uma dificuldade na Tailândia. Estão por todo lugar e a burocracia é zero. Ao lado da 7/11 havia uma. Até então me preocupação era só uma: a última vez que havia sentado em uma moto tinha sido na prova do Detran, 7-8 anos antes. Porém, por toda parte se via idosos e crianças andando tranquilamente pelas ruas pilotando (sim, ver crianças de 9-10 anos pilotando motos vai ser uma imagem normal na Tailândia)  e imaginava que não seria possível que eu também não conseguiria. Meu pensamento estava certo... qualquer pessoa que ande de bicicleta pode pilotar aquelas motos. E não, não é uma preocupação do dono da loja que você irá alugar, se você sabe ou não pilotar o veículo. As dicas para alugar moto são as mesmas que todos os relatos já trazem... se a moto estiver mais nova, confira se não há nenhum amassado ou risco e mostre para o cara da lojinha. Quanto mais fudida estiver a moto, melhor... quando você entrega-la não vão nem se dar ao trabalho de conferir. Nas duas ocasiões que aluguei moto, não tive problema algum. Deixei meu passaporte com os carinhas da loja, e ao devolver o veículo, me devolveram o passaporte. Porém, um amigo que encontrei na Malásia e que também tinha alugado moto na Tailândia passou por um perrengue. Em Koh Tao, alugou uma moto mais nova e não conferiu direito quando a retirou. Na hora de devolver, o cara da loja disse que ele a tinha riscado e que deveria pagar $100. Meu amigo ficou puto e falou que não iria pagar (até por que, com $100 você praticamente compra uma moto nova por lá). O cara da loja disse que só iria devolver o passaporte dele quando pagasse. O problema só foi resolvido quando ele chamou a polícia. Então a dica é: vá na moto mais fudida. Ter alugado a moto foi a melhor decisão que poderia ter tomado em Koh Lanta. Inicialmente fui até Old Town, que fica quase do outro lado da ilha. Chegando por lá, estacionei e fui andando pelas redondezas a pé. Nessa parte da ilha foi possível ver um pouco da rotina dos nativos... as crianças indo para a escola, os adultos para o trabalho. Em uma parte mais afastada havia um museu aparentemente abandonado, um templo onde as pessoas da região frequentavam e no início de uma estrada com floresta mais densa, as placas indicando a rota de fuga no caso de tsunamis. Voltei até a moto, e fui seguindo sem rota pelas estradas. Percebi o início de um pequeno trieiro na beira da estrada. Parei a moto, e fui descendo o barranco, seguindo a trilha, para ver onde daria. E desembocou em uma pequena praia. Fiquei curtindo o lugar por um tempo. Depois de alguns mergulhos, voltei para a moto e segui viagem. Em todos os trieiros que via pelo caminho, sempre parava e os seguia. Não dava outra: sempre tinha uma pequena praia deserta no final. A medida que ia ficando mais tarde, já passava a encontrar mais pessoas nessas praias. Esse dia me dei ao luxo de almoçar em um restaurante bacana, que estava próximo de uma das praias da ilha. O lugar visivelmente era caro... mas se tratando de Tailândia, ainda assim seria barato. Pedi um prato com peixe e um suco de manga. Mal sabia que o bendito curry continuaria me seguindo nas refeições da viagem. Mesmo assim valeu a pena. O garfo foi meu aliado na tentativa de separar o molho picante do peixe. Enquanto estava em uma das praias, resolvi olhar no maps os lugares próximos de Koh Lanta, a fim de decidir para onde seguiria viagem. Quando avistei o parque nacional de Khao Sok senti uma identificação muito grande à primeira vista. Resolvi pesquisar o que havia sobre aquele lugar na internet. Não encontrei muita coisa, praticamente nada. Mesmo assim decidi que aquele seria o próximo destino.

R$ 4,60 – Café da Manhã

R$ 20,00 – Crédito Celular

R$ 31,00 – Aluguel Moto (2 dias)

R$ 34,00 – Almoço

R$ 11,80 – Janta

 

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08/02/2017 - Koh Lanta (Ócio) – O último dia em Koh Lanta foi basicamente um dia de ócio. Curtindo o vento na cara, ao andar pelas estradas com várias decidas e subidas pelo caminho. Parando nas praias que tinha curtindo e fazendo simplesmente nada. A parte mais movimentada do dia, foi quando da procura por uma van que me levasse ao próximo destino. No fim do dia devolvi minha moto, peguei o passaporte e fui para o hostel, me atualizar sobre o que acontecia no Brasil.

R$ 3,70 – Café da Manhã

R$ 9,90 – Fone de Ouvido

R$ 60,00 – Van para Khao Sok

R$ 9,20 – Almoço

R$ 3,00 – Picolé

R$ 10,70 – Janta

 

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09/02/2017 - Khao Sok – Acordei, tomei meu café da manhã e esperei pela van. Quando chegou, nos levou para uma outra cidade, esperando a baldeação que seria feita para as pessoas que iriam para Khao Sok. Aguardei um bom tempo – realmente não eram muitas as pessoas que procuravam esse destino – até que a van que nos levaria chegou. Partimos rumo à Khao Sok, chegamos já estava tarde... aproximadamente 15:30h. A vila de Khao Sok era minúscula. Só havia uma rua, que poderia ser atravessada em 20min. Quando desci da van, senti que tinha feito a escolha mais certa possível. Apenas de respirar aquele ar, me sentia mais vivo. Como meu protetor solar estava acabando, procurei algum supermercado. Essa vila foi o único lugar em toda a viagem que não encontrei uma 7/11. No único mercadinho do lugar, comprei um protetor solar maior, que durasse para o restante da viagem (Muito estúpido, uma vez que logo iria para a Malásia, e só estava com bagagem de mão). Andei um pouco pela entrada do parque e logo voltei para o hostel. Lá também havia a venda de passeios e todos propiciavam uma imersão diferente no parque (além de possuírem um preço bem salgado). Resolvi escolher o passeio do lago de um dia (também havia as opções de passar dois, três dias no parque), pois deveria estar em Koh PhanNgan no outro dia.

Nesse hostel, não havia beliches. O quarto tinha formato de L e era composto por 8 camas simples. No meu, misto, só havia eu e mais duas inglesas. Como o local não tinha muito o que se fazer após o fim dos passeios, ao entardecer, logo ficamos amigos. Jantei no próprio hostel, havia uma sorveteria/restaurante na recepção. Os pratos eram fartos e baratos. Foi um belo achado para estadia nesses dias.

 

 R$ 6,00 – Café da Manhã

R$ 40,00 – Hostel Khao Sok (2 diárias)

R$ 150,00 – Passeio Lago

R$ 19,00 – Repelente e Sabonete

R$ 52,00 – Protetor Solar

R$ 10,00 - Janta

 

10/02/2017 - Khao Sok (Day Lake Tour) – Logo no início do dia peguei a van para o passeio. Nossa primeira parada foi em uma cidade um pouco maior, paramos para fazer compras em um mercado popular. Aproveitei e comprei uma capa a prova d’agua para o celular... afinal, estava indo para um lago. Chegamos no píer de onde saiam os barcos para o lago. No passeio estava incluso água e frutas à vontade, além do almoço. Ajudei o guia a leva-los da van para o barco. Me sentei na proa do barco, único lugar sem sombra, porém com a visão mais fantástica possível. Partimos. Logo que o barco desatracou, tive a certeza que aquele seria o ponto alto da viagem. Poucos minutos depois, veio a confirmação. Que lugar espetacular. Como pode um lago tão grande possuir uma cor daquelas? E as montanhas rodeando todo o lugar?! Fiquei todo o passeio com um sorriso de criança na cara, de orelha a orelha. Só quem esteve naquele lugar e sentiu a magia daquela vibe, consegue partilhar do sentimento que toma conta de todo o corpo. Depois de quase uma hora navegando pelo lago, chegamos ao local onde iriamos almoçar. É também naquele lugar que dormem as pessoas que escolhem os passeios de maior duração. Existem várias cabaninhas, em ambos os lados do salão central onde ocorrem as refeições. Tudo suspenso, no lago. Após o almoço, calçamos os sapatos emborrachados que estavam à disposição e pegamos outro barco menor e seguimos em direção a uma caverna. Paramos na beira do rio, descemos do barco e seguimos mata a dentro. Passando por brejos (obrigado, sapados emborrachados), pulando troncos de arvore caídos no chão, atravessando cursos d’água pelo caminho. Em um destes cursos d’água, era preciso andar na ponta dos pés, e mesmo assim a água batia no pescoço, isso se a pessoa não pisasse em algum um lugar mais fundo, nesse caso ela afundava toda sobre a água – não é preciso dizer que passei por essa experiência, não é mesmo? Sorte que estava com a capa que havia comprado para o celular. Chegamos na entrada da caverna. O guia foi na frente, e os demais o seguiram. Ele estava com uma lanterna para iluminar o caminho, pois a visibilidade lá dentro era zero. No início sentimos o chão molhado, mas nem demos muita bola. Porém, a água foi aumentando, e logo estava batendo nos joelhos. Peguei o celular e liguei a lanterna. Afinal, não corria o risco de molhá-lo. Percebendo que as mulheres que estavam atrás de mim, estavam com bastante dificuldade, deixei que passassem na frente. Assim, poderia iluminar também o caminho delas. O nível da água foi só subindo, logo estava nos nossos pescoços novamente. Em um dos pontos havia uma elevação, que deveria ser subida com o auxílio de uma corda. A correnteza nesse ponto era maior. Depois disso o nível da água diminuiu um pouco, logo chegamos no final da caverna. E para a minha surpresa, havia uma cachoeira dentro da caverna. Isso mesmo, uma cachoeira descendo da rocha na caverna, com visibilidade zero. Achei aquilo sensacional. Saindo da caverna, pegamos o barco, voltamos para o ponto de apoio, devolvemos os sapatos, pegamos nossos pertences e aguardamos o barco que nos levaria de volta para à terra. Assim que o barco partiu para dentro do lago, me senti completamente realizado por estar naquele lugar, e ter tido a chance de passar por aquela experiência. Até hoje minha vontade é de eternizar esse momento, e fazer uma tatuagem de uma foto que tirei no barco, na volta do passeio. Ao chegar no hostel, comprei o ticket conjunto para Koh Phangnan, tomei banho e fui para o quarto. Não tinha chegado nenhum novo hóspede. Logo as inglesas chegaram e fomos compartilhar os passeios do dia. Elas também tinham achado o passeio delas fora de sério. Após horas de conversa, e graças ao formato bastante favorável do quarto, eu e uma delas tivemos um momento de intimidade para coroar o final da minha estadia nesse lugar fantástico.

R$ 15,00 – Capa Celular Água

R$ 30,00 – Entrada Lago

R$ 65,00 – Van para Koh Phangnan

R$10,00 - Janta

 

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11/02/2017 - Koh Phan Ngan – O ticket conjunto que havia comprado, cobria todo o trajeto até Koh PhanNgan. Como a ilha ficava na costa oeste, a viagem foi longa. Quando cheguei o tempo estava fechado, e logo quando saí da balsa começou a chover. Por não achar outra opção, morri em um moto-taxi que queria me cobrar o olho da cara para deixar no hostel. Depois de chorar muito, ele abaixou o preço em 100 baths, mesmo assim ficou bem caro. Chegando no hostel, que com certeza era um local improvisado, fui tomar um banho. Não tenho dúvidas quanto ao caráter provisório do hostel, pois parecia um imóvel comercial que estava desocupado e o dono resolveu transforma-lo em hostel, devido à alta demanda na época da Full Moon Party. Eu tinha uma reserva em outro hostel, do lado da praia onde aconteceria a festa. Mas ela só começava no dia seguinte. Foi a única reserva de hotel que eu fiz no Brasil, pois já sabia que nessa data estaria na cidade para a festa. Terminado o banho, aconteceu o primeiro perrengue nessa ilha. A porta estava emperrada, e não destrancava nem a custo de reza. Como o Wi-Fi do lugar era um lixo, nenhum hóspede ficava no quarto. Só tinha um cara por lá. Mas como o banheiro ficava à parte, demorou uns 3 minutos até conseguir me ouvir chamando. Chegando lá, pedi para que ele falasse com o cara da recepção e trouxesse alguma ferramenta ou algo do tipo, para que eu tentasse abrir a porta (que era de PVC – dá pra imaginar o nível do lugar por aí né... kkkk)  O funcionário da recepção entrou no banheiro ao lado e me entregou uma chave de fenda por cima. Tirei a fechadura da porta e consegui sair do bendito banheiro. Saindo de lá, fui agradecer o cara que me escutou e foi lá chamar o cara da recepção. Para minha surpresa, ele era brasileiro. Também estava viajando sozinho, acabamos nos tornando brothers. Já estava começando a entardecer, fomos andar pela cidade e ver como era a praia que no dia seguinte seria palco da festa mais maluca do país. Depois de andar um pouco, recebi a maldita mensagem de falta de créditos, e tive que recarregara o celular novamente. Aproveitamos que já estávamos no mercado para comprar bebidas. A ilha já estava completamente em clima de pré-festa. Por todo lado, turistas bebendo e dançando. A grande maioria dos turistas era de pessoas jovens, com menos de 30 anos. Além dos bares à beira mar, o centrinho ficava repleto de pontos de música, onde o pessoal se reunia e fazia sua própria festa. Os hostels também promoviam festas, e seus hospedes se aglomeravam nas portas. Andando pelos bares da orla, o brasileiro comentou que quando esteve em Phi Phi havia um comercio muito peculiar, de “ervas medicinais”, que ele havia adquirido e trago consigo. Em uma área da praia logo após os bares, nos juntamos a um pessoal que também estava curtindo aquela brisa do mar, para experimentar aquela especiaria. Realmente foi uma experiência muito agradável, tornou o restante da noite em algo do caralho. Andando pelo centro, encontramos um hostel que estava promovendo uma festa com tema latino. Com certeza aquele momento nunca irá sair da minha mente. A rua estava entupida de gente, todas as pessoas muito animadas, dançando bebendo e curtindo a vida. Provavelmente havia mais de 500 pessoas na festa que ocorria na rua em frente a porta do hostel. Ficamos ali curtindo aquela vibe por cerca de uma hora e depois fomos à procura do supermercado mais próximo comprar mais bebida (que ficava bem mais barato do que nos bares). Voltamos a andar pelas ruas da cidade, quando nos demos conta de que não lembrávamos mais onde ficava aquele lugar. Nessa hora olhamos um para o outro e pensamos na mesma coisa... por que diabos fomos sair daquele lugar?! Depois de andar bastante, encontramos a balada latina de rua e ficamos até tarde, depois voltamos andando para o hostel. A noite foi foda, mas precisava descansar para o dia seguinte... a tão falada Full Moon Party.

R$ 7,20 – Café

R$ 30,00 – Moto-taxi

R$ 50,00 – Hostel (1 diária)

R$ 20,00 – Crédito celular

R$ 7,00 - Almoço

R$ 20,00 – Bebidas

 

 

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    • Por Raisa Rodarte
      Com certeza esse é um dos meus destinos queridinhos nesse país. Se me pedirem para montar um Top 5 dos lugares onde já estive, sem dúvida ele estará nas primeiras posições. Sabe quando você chega a um lugar e se sente em casa? Bom, é mais ou menos isso. Não à toa, já foram três visitas 😃
      Vou fazer um relato curto. A ideia é compartilhar algumas dicas de passeios e das principais cidades do roteiro, deixando a visitação a Cambará do Sul, porta de entrada para os cânions Itaimbezinho e Fortaleza, em um post à parte.·. 
      Gramado e Canela
      As duas cidades estão localizadas muito próximas uma da outra (aprox. 8 km). Se você é uma pessoa não sedentária (que curte de uma caminhada) vá andando de uma cidade até a outra. É só seguir a RS-235. Há calçada (passeio para os mineiros rs) nos dois sentidos e o caminho é bem tranquilo e cheio de atrações, por exemplo: o Museu de Cera, Museu Harley Davidson, Chocolaterias, Mundo a Vapor, Museu dos Beatles, Aldeia do Papai Noel. Só que em quase todos eles é cobrada uma taxa de visitação.
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      O clássico passeio nos pedalinhos de cisnes brancos. Pode parecer clichê, mas é lindo! Além disso, o lugar é muito bom para quem quiser dar aquela corridinha básica. Para quem é corredor (como eu) e precisa manter os treinos mesmo durante as férias, lá é um bom lugar pra esticar as pernas. Mas vá cedo (antes das 9hrs), dessa forma, o espaço ao redor do lago (que é estreito), fica todo para você!
      Mini Mundo (paga-se entrada)
      Nesse eu não fui, mas dizem que é legal! Lá você vai ver muitos lugares famosos do Brasil e do mundo representados em tamanho miniatura.
      Rua Coberta (gratuito)
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      Igreja de São Pedro e os 12 apóstolos (gratuito)
      Fica bem em frente à Rua Coberta, do lado do Teatro da Cidade, onde acontece o Festival de Cinema de Gramado.
      Fonte do Amor (gratuito)
      É um ponto turístico relativamente novo. Não tem nada demais, mas como é no centro e você vai passar por ela algumas vezes, não custa nada olhar. Ah, para aqueles casais apaixonados, vale colocar um cadeado na fonte, no estilo parisiense.
      Lago Joaquina Rita Bier (gratuito)
      Fica no caminho para o Lago Negro, e perto do Mini Mundo. É onde acontece a celebração do Natal Luz.
      Rótula das Bandeiras e o Kikito
      Essa praça é famosa! Na verdade, está mais para uma rotatória com bandeiras de diferentes nacionalidades e no centro delas, o Kikito, o símbolo do Festival de Cinema de Gramado, que se tornou mascote da cidade.
      Em Gramado tem muitas praças lindas, com trepadeiras floridas e jardins bem cuidados. Bom de admirar! Uma delas é a Praça das Etnias, com a Casa do Colono. Repleta de lojinhas que vendem produtos rurais, feitos nas fazendas de colonos alemães, italianos... Vale uma parada! Comprei algumas coisas lá, de frutas desidratadas a geleias...

      Snowland (paga-se entrada)
      Esse também é bem famoso! Funciona como um parque de esqui indoor. Seus idealizadores recriaram um ambiente com neve artificial, morros e gelado, para funcionar como uma estação de esqui e snowboard. Lá você aluga roupa e equipamentos e brinca de esquiar. Não fui, pois fiquei com receio de machucar e não conseguir fazer as trilhas nos cânions. Mas irei quando voltar! Conheço pessoas que foram e adoraram.
      O Mundo dos Cristais e Vidros
      Não lembro exatamente onde fica, mas nesse lugar teve uma mostra ao vivo de como fazer e moldar vidros criando jarras, vasos, jóias. É um lugar onde eles fabricam vidros coloridos, muito utilizados na decoração de ambientes. São lindos! Depois do show você pode passear pelas lojinhas de vidrarias e semi-jóias. Dá vontade de comprar tudo!!!
      Fábricas de Chocolate
      Chegamos à parte mais chata da viagem! A comida! Rsrsrs
      Eu amo chocolate, então me esbaldei por lá. Existem várias chocolaterias, mas a minha preferida é a Prawer. É a mais antiga e conhecida como a primeira marca de chocolates artesanais do país. Possui muitas lojas na cidade e na Rótula das Bandeiras é possível degustar doces e sobremesas na Casa da Velha Bruxa, além de tirar uma foto com a dona do local.
      Preciso confessar que os chocolates não são baratos. Diante dos convencionais, o preço assusta. Mas vale muito a pena! São muito saborosos e há uma variedade incrível! Além disso, em algumas lojas (como na Luggano) você pode brincar com os sabores e montar seu próprio chocolate. Quem não adoraria ganhar uma lembrança dessa?!
      Além dessas, há outras marcas, como: a Chocolateria Gramado, Florybal (preços mais em conta) e Caracol (carinha também). Não deixe de visitar uma Fábrica de Chocolate! Fiz a visitação na Prawer, é gratuita e você pode agendar o transporte nas próprias lojas. Procure um funcionário e diga que você gostaria de conhecer a fabricação. Eles providenciam tudo, na faixa! Ouvi dizer que na fábrica da Luggano também é assim, mas eu não fiz o teste. Lembro, inclusive, que eles me ofereceram a opção de busca e retorno no hostel que estava hospedada.
      Em termos de culinária, outras duas coisas não podem faltar na viagem...

      O Café Colonial e uma Sequência de Fondue
      A primeira vez que fui lá, adooooorei o Café Colonial. Achei a coisa mais maravilhosa do mundo. Mas nessa última vez não gostei tanto. Não sei se popularizou demais ou se eu que estou com o paladar um pouco mais exigente mesmo. Bom, mas é uma experiência típica da cidade. Logo, se você nunca experimentou, vá sim. Sugiro ir para o café da manhã. À noite tive a impressão de que eles a comida não é tão fresca.
      - Tanto para o Café Colonial quanto para a Sequência de Fondue existem muitas opções, mas eu escolhi o Maximilia Fondue a la Carte e o Café Colonial na Torre, porque comprei coupons de desconto nesses lugares!!!! Isso salvou minha viagem, porque comer lá NÂO é barato!
      Site de descontos – http://www.laiguana.com.br/index.php

      Transporte até Gramado e Canela
      Ir de Porto Alegre ou Caxias do Sul para Gramado é bem fácil. Partindo ao aeroporto há ônibus que faz o trajeto direto para a rodoviária da cidade e o preço é bem em conta.
      Dentro de Gramado não é necessário andar de carro. As distâncias entre os pontos de interesse são bem curtas, a cidade é pequena e os locais mais turísticos, hotéis e principais restaurantes também são bem localizados.
      Clima
      Independente da época do ano pode fazer frio na cidade. Por mais que o inverno na região seja mais intenso de maio a agosto, o tempo pode virar e esfriar muito de uma hora para outra. A dica é: Levem roupas de frio e sempre ande com um agasalho.
      Outra coisa interessante é em relação à neblina. Algumas vezes, no meio do dia, baixa uma neblina densa sobre a cidade e escurece tudo. Mas ela logo passa. Em setembro isso aconteceu 2 vezes. A umidade na cidade é elevada e isso faz com que a sensação de frio seja ainda mais intensa. Pegamos 5 graus no mês de setembro.

      Passeio de Maria Fumaça
      Contrate uma agência de turismo e vá nesse passeio. É um passeio de dia todo, mas é muito divertido. Você faz o trajeto passando por várias cidades próximas (Garibaldi, Bento Gonçalves, Carlos Barbosa). Dentro do trem tem degustação de vinho tinto e branco (produzidos em Bento Gonçalves) e espumante (produzidos em Garibaldi), shows com danças típicas italianas e um teatrinho. Há algumas paradas estratégicas onde você desce do trem para passear na cidade. Por exemplo, em Carlos Barbosa, onde há a Loja da Tramontinas, onde é possível fazer umas comprinhas e uma degustação deliciosa de queijos e salames. Falando em salame, lá eles vendiam um salame de javali! Muito saboroso e com 60% menos gordura do que o tradicional. Recomendadíssimo!
      Fizemos o trajeto de volta de carro (da agência) e paramos em São Francisco de Paula, um pólo famoso pelas malhas e roupas de lã. Foi legal, mas não tem nada demais. Portanto, paradinha dispensável!
      Visita às Vinícolas
      Outro passeio que não pode faltar no roteiro. Só procurar uma agência de turismo e contratar uma visita às vinícolas. Existem muitas vinícolas na região, eu sugiro que vocês visitem alguma mais tradicional, como a Miolo, Cave de Pedra, Casa Valduga... Em algumas delas, a visitação e a degustação não tem custo. Outras cobram um valor que pode variar de 20 a 40 reais por pessoa. É bem bonito de ver, bem gostoso também. Mas fique esperto para não sair bêbado do passeio. São tantos vinhos para degustar que é fácil passar do ponto kkkkkkkkk
      http://vidaevinho.com/vinicolas-vale-dos-vinhedos/

      Canela
      É um pouco menor que Gramado. Tem menos opções de hotéis e restaurantes. Mas também é bem charmosa. Comparando com Gramado, Canela possui menos atrativos turísticos localizados dentro da cidade. Exceto a Catedral de Pedra (uma construção de arquitetura gótica que fica em uma praça central), o restante das atrações está fora da cidade. Sobre a Catedral, eles costumam iluminá-la externamente durante a noite. Se você tiver sorte, vale a pena dar uma espiadinha.
      Em Canela está o Parque Estadual do Caracol, onde se encontra a famosíssima Cachoeira do Caracol. Você pode ver a cachoeira de dois ângulos: 1) bem de pertinho, descendo alguns (fui bem generosa aqui viu) degraus que levam até o lago formado pela queda e; 2) de longe, do mirante de observação, que nos permite ter uma vista do alto (Foto). Também existem algumas trilhas de fácil uso espalhadas pelo parque, adentrando a vegetação e margeando o rio que forma a cachoeira. Andando por elas você encontra lugares muito peculiares, com um clima (garoa) e vegetação que lembra muito os contos de fada. Lá só é preciso ter atenção com os quatis, que são muitos e estão bastante acostumados com a presença dos turistas, que dão tudo que é de comer pros bichos.
      No Parque, também é possível fazer o passeio de teleférico. Se você nunca fez, vale a pena! Recomendo! Informe-se na portaria do parque como fazer para chegar até o ponto de partida dos teleféricos (não me recordo dos valores também!). Falando em valores, a entrada no parque não é gratuita! Para chegar até ele, pegamos um táxi em Canela. Para ir embora, pegamos um ônibus circular. Os ônibus circulares são bem mais baratos, mas não passam lá o tempo todo, tem alguns horários fixos. Olhando na internet, dá para saber certinho quais são os horários.
      Na rodovia entre a cidade de Canela e o Parque Estadual do Caracol, há outros atrativos, como o Mundo dos Dinossauros, Terra Encantada Florybal, entre outros. Não conheço nenhum desses, minha opinião é que eles devam ser mais interessantes para crianças (mas isso é apenas minha opinião).
      - Tem uma churrascaria bem tradicional nessa mesma rodovia, que se chama Garfo e Bombacha. Acho que ela só funciona na base de reservas. Você paga um valor $$ e o buffet é livre (exceto bebidas), há o famoso churrasco gaúcho e shows culturais típicos. Infelizmente, no dia que estávamos em Canela não havia mais disponibilidade. Ficamos só na vontade! Mas tudo bem, eu vou voltar! 😃

       
      Boa viagem!  
      Be happy and eat chocolate!
       
       
    • Por Vgn Vagner
      Era dia 20, o penúltimo domingo de Outubro e a pouco tempo tínhamos realizado uma aventura recente na Serra do meio. Mesmo assim, abrimos o leque de opções e optamos por buscar a cachoeira da torre, localizada em São Bernardo do Campo - SP. Coletei a maior quantidade de informações que poderia ter e seguir com um grupo inicialmente pequeno de quatro pessoas e que se resumiu a duas apenas: meu brother Diego e Eu.
      Na ajuda com as infos, pude contar com a boa vontade de Carlos Jr. (Cabô Cabô), e Raphael Yamamoto (Limit Extreme), que frequentam esse atrativo, onde até realizaram com uma trupe, uma missão "cata-lixo", mas confesso que não adiantou muito, a quantidade de porcalhões que tem por ali é persistente com seus hábitos.
       
      Tudo pronto...
       
      ...A noite anterior antecedeu o horário de verão, e é comum eu sempre fazer alguma confusão com isso. E dessa vez não foi diferente, rsrs.
      Antes de dormir, coloquei o celular pra despertar às 05:30 a.m (pensando eu), adiantei uma hora como manda o figurino e fui deitar. O que eu não sabia, era que meu celular faria essa alteração por si só, ou seja, ao invés de adiantar 1h, na verdade foram 2h de regresso no horário. Puuutz.
      Ao tentar sair de casa tive um contratempo pessoal, que me chateou muito, mas não chegou a me atrasar. Fiz minha ligação tradicional ao meu comparsa, e pra minha surpresa consegui acorda-lo. Cheguei a pensar até que ele não fosse mais.
      Quando eu estava chegando na estação do Brás, ás 07:00 a.m, comecei a perceber que mesmo sendo horário de verão ainda estava muito escuro (desconfiei), e quando confirmei com os relógios da estação, eu dava risada de mim mesmo e não em pensamento, eu ria e ria muito da cagada que tinha feito. Perdi duas horas de sono e ainda acordei meu brother mais cedo, kkkkkkk. A primeira frase dele quando nos encontramos foi: CARAMBA BROTHER, VOCÊ MADRUGOU DESSA VEZ HEIN!
      Contei a situação, ele nem acreditava kkkk.
       
       
      O sofrimento com o transporte público
       
      Na estação Celso Daniel - Santo André, fomos até o terminal rodoviário pegar um bus que fosse até o terminal de São Bernardo do Campo. Só pra garantir pegamos informação no balcão do terminal, onde dois funcionários indicaram tal ônibus, chegando lá, só pra garantir perguntamos ao motorista que disse desconhecer o caminho que queríamos e nos indicou o Troleibus. Já na fila pra embarque, vimos que o troleibus seguiria sentido São Matheus (nada a ver). Foi tanto sobe e desce de escadas pra acessar as plataformas, que perdemos uns trinta minutos, então acabamos por escolher o troleibus 286 - Ferrazópolis.
      Pouco tempo depois já descíamos próximo ao Parque da Juventude que era nossa referência ao ponto que iriamos aguardar o último coletivo do trajeto. Mais o que não imaginávamos, era que ficaríamos na espera por duas horas (isso mesmo, 2h), plantados no ponto de ônibus.
      Durante todo esse todo esse tempo, as conversas e situações eram das mais variadas, a gente cantava samba, forró (oh Samara, oh Samara, oh Samara deixa eu bater na sua cara, kkkkkk), ouvimos funk vindo do celular de um tiozinho de uns 60 anos. Até uma longa conversa se estendeu com um jovem pescador que estava indo à represa pescar (é vocêêêê!! kkkkk).
      Eu ainda no dejejum, querendo usar o banheiro e com uma fome de 10 pedreiros, mesmo com medo de perder o bus, fui a padaria ao lado me aliviar e tentar comer algo razoável pra poupar meus lanches na mochila. Mas o que eu achei, foi apenas muita gente estragada da noitada, sentados às mesas imundas e um chão tomado por cerveja e urina que vinha do banheiro. Aff, deixa pra lá.
      Quando estava se firmando a idéia de desistirmos e seguirmos para Paranapiacaba para não perder o dia, pouco depois o tão esperado e demorado ônibus apareceu. Embarcamos, e como é de praxe, tentamos colher mais infos com o cobrador que só dizia: não sei, não conheço! faz uns 15 anos que não rodo aqui. Tudo bem, fazer o quê? seguimos com o que sabemos.
      Logo que sentamos, já saquei da mochila uma salada de frutas que preparei antes de sair de casa, mais não deu tempo de comer. Então o foi no busão mesmo (era muita fome) rsrs.
      Quase uma hora depois já pensávamos, como passaríamos pela guarita que guarda passagem a velha estrada de Santos, sendo que há fiscalização e o acesso não é permitido. ? .
      O certo seria contornarmos essa guarita, mais para nossa sorte, o ônibus pediu permissão para manobrar no "estacionamento" pós guarita e nos deixou lá dentro, ainda correndo risco de sermos vistos pelo guardinha ou alguma viatura que ronda o local. Então por esse motivo, ainda apressamos os passos até encontrarmos a estradinha que vai no rumo desejado.
      Poucos metros depois paramos para tomar água, passar protetor solar (foi previsto 27°C), e ajustar as mochilas. Do nada, ouvi barulho de motos...
       
      ...vem, vem Diego
      - o que foi Vagnão?
      - não está ouvindo o barulho de moto?
      - não!
       
      Nos escondemos na direção contrária da qual vinha o barulho e só aguardamos passar as três motos que saiam da estradinha. Eram trilheiros moto cross, mas poderia ser alguma fiscalização (uuhhh que medo kkk), melhor evitar.
      Passado o ocorrido, demos continuidade na caminhada que segue a maior parte em linha reta, com algumas entradas em ambos os lados e sem dificuldade alguma na navegação, a única dúvida foi em relação a uma picada a esquerda, mais ainda estava muito cedo para mudar a direção. Seguimos em terreno bem aberto, com um campo visão de 360 graus, a desvantagem nesse trajeto foi estarmos a maior parte do percurso expostos ao sol, isso fez com que cansássemos mais e nossa água acabar rápido. Logo após uma espécie de pontezinha de madeira, havia uma poça que recebia pouca água que vinha pela vegetação, aparentemente bem limpa, pois dava para ver até as pedras ao fundo. Inocência pura da nossa parte, captar água quase parada, com pouquíssimo fluxo. A água estava com um gosto muito forte, não dava para tomar, e a única coisa a fazer era seguirmos com menos de meio litro da água que eu ainda tinha na mochila. Justo na hora em que começa um forte sobe e desce nos obrigando a hidratar-nos.
      Vencida a sessão de aclives e declives, na sequência já avistamos uma das torres que estão próximas da cachoeira, inclusive, foi quando findamos a caminhada na base de uma delas, onde já vimos o enorme piscinão que antecede as duas grandes quedas. Dali foi só curtir a chegada, trocar uma ideia com os dois caras que já estavam lá e procurar um canto à sombra pra preparar o café da manhã.
      Cafezinho tomado, hora de explorar as laterais da cachu e descer até onde nossas condições permitiam, rs. Pra quem desce, o lado esquerdo foi escolhido por haver uma trilha, mais era impossível, mesmo pelo mato e mesmo com ajuda da corda que levei. Do nada se tem um precipício que se houver uma queda é "tchau e bença".
      Subimos de volta e fomos pelo paredão da direita, onde era mais óbvio a descida. Além de ser um paredão rochoso, é bem talhado e cheio de fendas para o apoio dos pés e mãos. A única dificuldade que se tem, é uma fenda bem estreita de ângulo desconfortável para passar, onde é preciso se equilibrar bem e enfiar o corpo. Antes disso, tentamos um "rapel alternativo", nos grampos ficados nas rochas, só com a corda e sem equipo de segurança, mais não havia a necessidade. Então desescalaminhamos na raça mesmo.
      Chegamos na base da primeira queda (grandona), e depois de tantos cliques não foi possível evitar que o Diego tomasse um banho na pequena piscina que despenca totalmente na vertical, umas três vezes mais alto que a primeira queda. O problema é audácia do cidadão que se atreve a entrar ali, pois essa "piscina" se afunila antes da queda dágua, facilzinho pra puxar um. Me deu um certo medo de ver meu brother ali, insisti várias vezes, até que ele saiu de lá e admitiu que realmente é muito perigoso ficar ali.
      Subimos de volta e ficamos curtindo outra piscina, que oferece menos riscos e depois, o piscinão que se vê do fim da trilha, com trampolim natural que deixa você dar vários saltos se souber nadar (não é o meu caso rsrs). Curtimos bastante essa parte, conversamos com os que chegavam e logo partimos, ainda com o sol bem forte.

      A volta, aff...
       
      Era 16:30h quando apontamos pouco depois da guarita pra esperar o busão que deduzimos que demoraria, e por isso deitamos no acostamento da rodovia sob sombra fresquinha descansando enquanto o busão não, e demorou, demorou e demorou. Passou pela cabeça a possibilidade de não haver mais ônibus circulando numa linha tão pouco usada num domingo em final de tarde. A melhor a opção, depois de 1h dr espera foi seguir andando até a rodovia mais próxima (Índio Tibiriçá), que estava longe e tentar pegar outro bus que segue rumo a SBC.
      Andamos uns 800 mts pedindo carona para amenizar a caminhada, mais a foi sem sucesso. Paramos na parte próxima a represa buscando infos com os pescadores, gente simples, receptiva, vivendo um lazer na pesca e ouvindo sertanejo de raiz (bão dimais sô), a única coisa que estragava o cenário era um grupo "sem noção" que nem estava pescando, mais fazia a poluição sonoro no lugar, com o porta malas aberto e funk rolando alto nos falantes. Talvez esses ignorantes nem saibam que o barulho espanta os peixes.[attachmen
      Na outra margem, um rapaz pescava sozinho, e dele veio a Info o busão passaria entre 18h e 18:30h, estávamos entre esse horário, mais busão só chegou às 19:00h, embarcamos e o bus segui com umas 8 pessoas.
       
      Antes da primeira entrada a direita o motorista explicou:
       
      - gente eu viro aqui, se vocês quiserem, podem seguir a pé até o próximo barzinho e aguardar por ali que pego vocês na volta, essa entrada que vou pegar agora é de terra pura e vão ser uns 16 km que vou percorrer, estarei por aqui por volta das 20:00h. Nem precisa pagar, eu pego vocês.
      Mais depois de espera duas horas e meia, quem iria correr o risco de perder esse busão? E se ele passa batido e perdemos ele? vish, muita treta, vish...kkk.
      Beleza! Quando ele pegou a estrada...huuummm
      - segura pessoal, por aqui eu sento a madeira, muita gente reclama da poeira, então fechem as janelas.
      Nooooossa!!! quando ele disse que "sentava a madeira" ele não estava brincando. Corria, e corria muito, quando tinha alguma curva então, parecia que iria virar o busão. A risada comia solta, foi a parte mais divertida do dia.
      Depois do retorno, voltando pelo mesmo caminho, o motorista parou o carro, desligou as luzes e motor e começou:
       
      - pessoal, vamos parar por aqui e descansar uns 30 minutos por que o trânsito na rod. principal está quilométrico. Aqui tem uma padaria wue vocês podem comprar alguma coisa pra comer.
      Mais nessa "padaria" não tinha nem qualquer coisa pra vender, a não ser as fortes, tipo Velho Barreiro. Nem uma breja gelada pra refrescar.
      Dez minutos depois já partíamos e logo chegamos ao trânsito que ele disse, e que nós até pensamos que fosse mentira, mas era verdade. Da Caminhos do Mar até a Índio Tibiriçá encontrar a Anchieta. Rolou até um cochilo, e às 21:00h chegávamos próximo ao terminal de SBC. Diego seguiu num trajeto alternativo do wue fizemos pela manhã, chegando em casa às 22h, e eu que mantive o percurso matinal (viável pra mim), cheguei às 23:20h. "Morto de cansaço".
       
      Assim foi nosso lazer dominical, repleto de energia pra superar as provações. Mais tudo valeu a pena.
      Graças a Deus.
       
      Até a próxima.






    • Por Sandro
      No final de semana dos dias 30 de junho e 01 de julho eu, o Augusto e mais 4 amigos: Marcelo, Rodrigo, Rosana e Renan fizemos uma travessia de Pindamonhangaba até Campos do Jordão em São Paulo subindo a Serra da Mantiqueira e retornamos para Pinda por outra rota, ou seja, na verdade fizemos um circuito e não exatamente uma travessia.
      O caminho foi previamente analisado por todos, mas principalmente muito bem estudado pelo Augusto, incluindo uma ida de moto até Pindamonhangaba na semana que antecedeu nossa caminhada para esclarecer algumas dúvidas e informações contraditórias que ele obteve através de relatos e em um grupo de discussão de trilheiros na internet.
      A princípio nosso plano consistia em subir pela Trilha do Morro da Pinga, basicamente seguindo os caminhos percorridos pelo Divanei NESTE relato, porém devido a uma torção ocorrida alguns dias antes em um dos tornozelos do Augusto, um dos joelhos de outro integrante não estar 100% somado a uma possibilidade em termos que efetuar dois pernoites na mata devido a dificuldade de varar muito mato no primeiro trecho optamos por começar por outra trilha, bem batida, menos acidentada e com bastante pontos de água: A Trilha das Borboletas.
       
      30 de junho de 2012 - Sábado
      Com todas as informações necessárias em mãos nos encontramos na ensolarada manhã do dia 30/06 (sábado) no Terminal Tietê em São Paulo de onde partimos as 7:45h em um ônibus da Viação Pássaro Marrom que segue direto para Pindamonhangaba.
      Após 2 horas de viagem chegamos na rodoviária de Pinda de onde seguimos pela Avenida Nossa Senhora do Bom Sucesso ao longo de 1 Km e passando ao lado do Viaduto Central viramos à direita na Rua Barão Homem de Mello que passa por baixo do viaduto, seguimos mais alguns metros até um ponto de ônibus situado em frente a antiga Estação Pindamonhangaba da Estrada de Ferro Central do Brasil (E.F.C.B) e alí pegamos o ônibus que faz a linha: Ribeirão Grande que partiu exatamente as 11:00h.
      O ônibus segue por algumas ruas centrais e logo atravessa o grande Rio Paraíba deixando a zona urbana e adentrando a rural onde ao longo do percurso vão se alternando plantações variadas com pastagens e vez por outra passando por pequenos aglomerados de casas.
      Por volta das 11:40h saltamos no nosso ponto que tem como referência o Bar do Edmundo no Bairro Ribeirão Grande. Eu e o Marcelo aproveitamos para tomar uma gelada, pois o momento e o belo dia pediam.
      [mostrar-esconder]Rodoviária de Pindamonhangaba

       
      Avenida Nossa Senhora do Bom Sucesso

       
      Chegando ao Bar do Edmundo
      [/mostrar-esconder]Confirmamos algumas informações com alguns presentes no bar incluindo o próprio Edmundo e começamos nossa caminhada cruzando por uma passarela o grande ribeirão que dá nome ao bairro e seguimos 4 Km por uma estrada de chão firme ladeando pela esquerda um córrego e um grande morro, respectivamente o Córrego do Cachoeirão e o Morro dos Macacos sempre vislumbrando a nossa frente a grande extensão de serra que iríamos subir e o Pico do Itapeva, nosso objetivo para a manhã seguinte.
      Ao longo deste trecho passamos por uma pequena capela do lado direito, uma placa do lado esquerdo anunciando entrada na área da APA da Serra da Mantiqueira e logo chegamos na Fazenda das Borboletas também do lado esquerdo da estrada onde começa a trilha.
      O acesso pela fazenda ainda é permitido pelo proprietário, pois a trilha é uma “Servidão” - antigo caminho utilizado pelos moradores da região para subirem e descerem a serra que já existia com a demarcação dos limites da fazenda e ainda hoje é importante para atender a comunidade.
      Cumprimentamos um garoto que passou por nós a cavalo e seguimos já atravessando o caudaloso Córrego da Borboleta. Eram 12:30h e o Sol em seu ápice nos castigaria durante as primeiras horas de subida; segundo informações que tínhamos deveríamos seguir passando por uma cerca de arame farpado e tocar em frente, só que ao passarmos por baixo dos arames caímos em outra trilha que segue paralela a cerca para o lado direito (subindo), para o lado esquerdo (descendo), mas também bifurca subindo um pequeno morro a nossa frente. Decidimos então seguirmos morro acima esperando que essa trilha fosse guinando para a direita que era a orientação que deveríamos seguir, porém ao chegarmos ao topo do morrote a trilha acaba entre a vegetação alta e percebemos que havíamos pego um trilho feito pelo gado.
      Tínhamos duas opções: descer de volta até a bifurcação ou seguirmos cortando para a direita até encontrarmos uma trilha que viesse ladeando o morro. Decidimos ir varando a vegetação para tentar alcançar a trilha que viria pela direita e logo vimos que a encosta do morro ali era bem íngreme, mas também avistamos a trilha correta que deveríamos ter pego bem marcada no fundo do vale chegando até um charco.
      Descemos com cuidado a encosta que além de íngreme tem muito espinho e ao atravessarmos o charco seguimos definitivamente na Trilha das Borboletas que para a Nooooooossa Alegria! sobe sombreada pelas árvores e pela vegetação alta.
      [mostrar-esconder]Morro dos Macacos adiante

       
      APA da Serra da Mantiqueira

       
      Córrego da Borboleta
      [/mostrar-esconder]Do lado direito ouvíamos um forte e delicioso som de água corrente oculta pelo mato, mas logo um pequeno acesso apareceu e paramos para nos refrescar e abastecer nossas garrafas; resolvemos nos abastecer aqui já incluindo água para o jantar, pois não sabíamos se iríamos encontrar outros pontos acima.
      Um pouco mais pesados tocamos trilha acima que segue bem aberta, limpa, alternando trechos de aclives leves com trechos planos. Alguns pontos já sofrem com a erosão provocada pelas motos que por aqui passam desprendendo pedras e terra fazendo surgir com as chuvas grandes canaletas no meio da trilha.
      Acabamos passando por mais dois ou três pontos de água corrente que cruzam a trilha, mas como estávamos com as garrafas cheias apenas paramos para darmos uns goles na água fresca.
      A tarde corria pelas 16:00h quando chegamos ao término da Trilha das Borboletas que finaliza numa estradinha no alto de um selado entre o Morro da Pinga e os contrafortes da serra; esta estradinha também mencionada pelo Divanei em seu relato nos faz pensar que deva vir do Bairro de Piracuama ou da Fazenda da Pinga situada aos pés do morro de mesmo nome.
      Após alguns minutos de descanso tocamos pela estradinha acima a procura de alguma trilha que surgisse dela para alcançarmos uma crista em um “braço” da serra adiante.
      Seguimos em passadas fortes, pois a estradinha parece forrada por um tapete de capim baixo, também porque ainda tínhamos muito que caminhar naquele dia e já era bem tarde.
      Passamos uma nascente que corta a estrada e logo a estrada acabou, adentramos uma grande área de plantio onde alguns meses antes houve uma colheita de milho, mas por hora a terra descansava para nova semeadura.
      Como eu e Rosana chegamos antes dos demais nos adiantamos vasculhando os limites da mata no entorno a procura de alguma trilha, mas apenas encontrei vestígios de uma picada que apontava no rumo que precisávamos seguir. Paramos alguns minutos para lermos alguns relatos para ver se encontrávamos alguma pista da trilha e nenhum deles mencionava este grande roçado, sinal que devíamos ter passado pela trilha em algum ponto.
      Voltamos mais atentos pela estrada e finalmente encontramos a trilha. E aqui é o ponto que considero mais crítico nesta caminhada, pois é fácil passar por essa trilha de ligação sem perceber sua entrada, visto que ela está praticamente coberta pelo capim alto.
      Como referência: Fica a uns 300 metros após o encontro da Trilha das Borboletas com a estrada, logo após ela fazer uma leve curva para esquerda em subida ficar atento ao lado esquerdo para uma grande árvore que se destaca na vegetação.
      Essa trilha faz a ligação entre a Trilha das Borboletas e a Trilha do Oliveira que percorre por toda a cumeeira do braço de serra que precisávamos seguir. A trilha tem alguns trechos mais íngremes e acidentados que a das borboletas além do mato já estar obstruindo bons pedaços, mas nada que seja grande empecilho, ela também não passa por nenhum ponto de água.
      [mostrar-esconder]Parada para descanço

       
      Curtindo o visual - Pico do Gomeral no alto da serra

       
      Bora caminhar porque tem muita trilha pra subir
      [/mostrar-esconder]Ás 17:00h alcançamos a Trilha do Oliveira, trilha larga e bem batida que sobe do Bairro do Oliveira margeando o Ribeirão do Oliveira e que começa vejam vocês: Na Fazenda do Oliveira.
      A trilha segue pela crista do braço de serra tornando-se mais inclinada a medida em que subimos e quanto mais íngreme mais erodidos ficam alguns trechos, aqui também muito detonados pelos caras que praticam Motocross dentro de uma Área de Preservação Ambiental difícil de se legitimar.
      Logo o Sol se pôs e não pudemos vislumbrá-lo, pois mesmo percorrendo sobre a crista ela é envolta pela mata densa. Após duas horas em que havíamos pego a Trilha do Oliveira ainda não tínhamos encontrado um local que fosse plano e amplo o bastante para comportar cinco barracas.
      A exaustão física já tomava conta de todos, mas não abalava a animação e o entusiasmo do grupo, fizemos várias paradas de descanso e cada um seguia num ritmo que lhe era confortável. Enfim por volta das 19:30h alcançamos o topo deste braço de serra onde uma pequena área forrada por capim rasteiro nos permitiu armarmos nossas barracas numa bela noite de lua cheia, com temperatura agradável e sem previsão de chuva.
      Dalí deste ponto quase no cume da serra podíamos ver o perfil negro de sua silhueta acima e as luzes amarelas de algumas fazendas que pontilham aqui e ali nos sopés da majestosa encosta da Mantiqueira. Ao longe a vista alcançava quatro ou cinco cidades no vale do Paraíba contrastando suas difusas luzes com o branco cintilar das estrelas.
      Barracas montados tratamos de preparar nossos jantares e depois de um breve bate-papo todos se recolheram para dormir, combinamos de acordar pouco antes das 6:00h para ver o nascer do Sol e já nos prepararmos para retomar a caminhada.
      [mostrar-esconder]Final da tarde

       
      Guaratinguetá ao longe

       
      Na Trilha do Oliveira
      [/mostrar-esconder]01 de julho de 2012 - Domingo
      Todos acordaram no horário combinado, mas confesso que a preguiça foi mais forte que eu e não sai da barraca, preferindo dormir mais uma hora naquela manhã extremamente fria, mas não chegamos a ter temperaturas negativas durante a noite.
      Todo alvorecer é belo e semelhante, nunca igual a outro e nesta manhã, visto do ponto em que nos encontrávamos o Sol despontou bem atrás da Pedra Grande do Gomeral, outro belo pico da Serra da Mantiqueira já nos limites de Guaratinguetá.
      As 7:00h tomamos nosso café, em seguida desmontamos acampamento e começamos a caminhada por volta de 8:40h com vista nítida para as muitas torres que sustentam antenas de telefonia, emissoras de Rádio e TV situadas junto ao Pico do Itapeva. Daqui a trilha segue muito fácil alternando trechos planos, com leves subidas e descidas até alcançarmos uma tronqueira do lado direito, ponto em que a Trilha do Oliveira encontra a Trilha da Onça que liga o Pico do Itapeva ao Pico do Diamante.
      [mostrar-esconder]Aurora

       
      Sol nascendo por detrás do Pico do Gomeral

       
      Galera curtindo o alvorecer
      [/mostrar-esconder]À nossa esquerda diante da tronqueira um grande morro forrado por capim rasteiro por onde a Trilha da Onça sobe destacada até seu cume.
      Atravessamos a tronqueira e passamos a caminhar por uma estrada bem definida em um amplo e raso vale pontilhado por araucárias, também por um curral e algumas construções típicas de uma fazenda do lado esquerdo, logo fomos interceptados por dois grandes cachorros que não vieram nos atacar, apenas latiam ameaçadoramente para nos intimidar e fomos seguindo devagar; o dono dos cachorros os chamou e ao passarmos por ele paramos para cumprimentá-lo e para um breve bate-papo.
      A partir dali já caminhávamos sobre asfalto que cobre o acesso a fazenda e poucos metros nos separavam da estrada que vem da cidade de Campos do Jordão subindo até o Pico do Itapeva.
      Mais uma breve parada em um riacho que corre pelo nosso lado esquerdo, riacho que ao se juntar a outros mais abaixo irão dar corpo ao Rio Piracuama no vale das araucárias que havíamos passado a pouco.
      Após aproximadamente 40 minutos desde que deixamos nosso local de acampamento chegamos na estrada asfaltada que sobe de Campos do Jordão até o Pico do Itapeva. Saímos bem em frente ao lago (Represa Itapeva) local turístico muito visitado já que aqui chegam os carros e os ônibus, e naquela manhã não estava diferente.
      Seguimos estrada acima passando pelo primeiro conjunto de torres e em seguida paramos para admirar a grandiosidade da paisagem que nossos olhos alcançavam, descendo completamente pela encosta da Mantiqueira cruzando toda a extensão do Vale do Paraíba até alcançar a Serra da Bocaina do outro lado. Podíamos também visualizar boa parte do caminho que tínhamos feito no dia anterior.
      Mais alguns metros e paramos na feirinha de malhas e artesanatos que tem no Pico do Itapeva para tomarmos um rápido café; não subimos até o mirante construído no pico, seguimos em frente, pois aqui começava nosso retorno, tínhamos muito que caminhar e não queríamos terminar muito tarde.
      [mostrar-esconder]Trilha da Onça subindo o morro de frente a tronqueira

       
      Trilha da Onça rumo ao Pico do Itapeva

       
      Feirinha de malhas e artesanatos no Pico do Itapeva
      [/mostrar-esconder]Seguimos adiante e após a feirinha a estrada passa ser de terra com cascalhos seguindo sinuosa pelo alto da serra, mas se afastando da sua borda para o vale, depois de aproximadamente 40 minutos a estrada faz uma forte curva à esquerda e tomamos uma trilha bem larga que se destaca do lado direito e adentra por uma floresta de Pinus. Esta é a chamada Trilha dos Hare Krishnas.
      Passamos por uma porteira e a trilha segue suave ainda sobre o alto da serra até encontramos 30 minutos depois uma bifurcação na qual nos despedimos do Augusto, eram aproximadamente 11:20h.
      O Augusto tomou a trilha da esquerda sentido Horto Florestal, pois como não iria trabalhar na segunda por estar de férias pretendia acampar mais uma noite no alto da serra junto a Represa Santa Isabel.
      Os demais seguimos pela Hare Krishna que a partir daqui começa gradativamente descer a serra e logo que a plantação de Pinus termina a descida se torna mais íngreme, alguns trechos com grandes canaletas provocadas pelas motos que aqui passavam até pouco tempo e outros com a vegetação crescida e árvores caídas já obstruindo a passagem.
      Como na maioria dos relevos com inclinação acima dos 45º a trilha segue durante a primeira hora serpenteando a encosta passando por alguns trechos de bambuzal e após aproximadamente mais 40 minutos paramos em um córrego que cruza a trilha.
      Seguimos por mais alguns minutos e alcançamos uma cerca nova que vai margeando a trilha pela direita sempre nas curvas que ela faz em seu sinuoso traçado até alcançarmos uma crista de braço de serra por onde seguimos propiciando vez por outra vista para o vale e da encosta que ia aumentando atrás de nós e a Pedra Grande do Gomeral se destacando do nosso lado esquerdo. Logo avistamos do lado direito uma grande cascata que desce por outro braço de serra e próximo a ela o telhado de uma pequena casa, sinal que nos aproximávamos do final da nossa trilha.
      Chegamos em uma placa informando: “Fazenda Cristalina – Propriedade particular, proibido a entrada”, já sabíamos desta notificação e que passar por ali seria arrumar encrenca, deveríamos encontrar uma trilha saindo à direita desta placa seguindo para a fazenda dos Hare Krishnas.
      Eu e Marcelo vasculhamos a mata e não encontramos sinal de outra trilha, então descemos a encosta agora já em área de pastagem sentido a sede da Fazenda Cristalina e nos preparando para enfrentar problemas, ao terminarmos um primeiro lance da descida vimos alguns caminhos feitos pelo gado seguindo na direção da fazenda Hare Krishna e resolvemos seguir. O caminho me parecia muito promissor, pois nos levou até a cerca que limita a Fazenda Cristalina e descia paralelo nos levando para o fundo de um pequeno vale, mas logo a trilha se desfez em meio a mata fechada e numa pirambeira antes de chegar ao fundo do vale.
      Já era por volta das 14:20h, avaliamos as condições do local, da situação e resolvemos voltar passando próximos a sede da fazenda mesmo, retornamos até o ponto que pegamos o caminho feito pelo gado e cruzamos uma tronqueira onde a partir daqui seguimos por um capim que chegava na altura das coxas e cobria qualquer vestígio de trilha.
      [mostrar-esconder]Estrada após o Pico do Itapeva

       
      Trilha dos Hare Krishnas na floresta de Pinus

       
      Parada no córrego que cruza a Trilha dos Hare Krishnas

       
      Pico do Gomeral no alto da serra

       
      Placa da Fazenda Cristalina

       
      Descendo primeiro lance de encosta na Fazenda Cristalina
      [/mostrar-esconder]Do nosso lado esquerdo não muito distante, víamos uma estrada que segue até a sede da fazenda e do nosso lado direito enormes touceiras de bambu formando o que parecia uma grande muralha.
      Alcançamos a estrada e logo estávamos nos deliciando em um generoso córrego ao seu lado, poucos minutos depois ouvimos latidos de cães e com eles chegou o caseiro da fazenda muito bravo nos botando pra correr. O Marcelo foi o primeiro a ir se desculpar com ele e explicar porque estávamos ali, mas o senhor não queria saber de papo, só pedia que nos retirássemos imediatamente. Tratamos de colocar nossas mochilas e ele nos escoltou com os três enormes cães até duas cercas de arame farpado que deveríamos passar para chegar na fazenda vizinha dos Hare Krishnas.
      Depois desse momento um pouco tenso foi só alegria e tranqüilidade. A Fazenda Nova Gokula é a maior comunidade Hare Krishna da América Latina, local sagrado para a cultura védica, centro de estudos, meditação, terapias, massagem e alimentação baseadas na Medicina Ayurvédica. Além disso é local de moradia para muitos adeptos e como toda fazenda possui criação de animais, cultivo de vegetais e produtos orgânicos (entre eles o leite, o mel e compotas de frutas).
      O nome Nova Gokula significa em sânscrito, “lugar onde as vacas são protegidas”, mas não somente elas, pois nenhum dos animais criados são abatidos, afinal a cultura védica é vegetariana e a maioria dos animais representam alguns dos seus muitos deuses.
      Chegamos na fazenda as 15:00h passando primeiro por um viveiro de soltura de pássaros e animais silvestres regulamentado pelo IBAMA que desde 2008 envia animais apreendidos para a fazenda. O viveiro surgiu numa área de 300 metros quadrados que havia sido destinada para proteção dos pavões que vivem na comunidade, como não se adaptaram ao cativeiro mais de 40 pavões foram soltos novamente.
      Os animais apreendidos e levados à fazenda pelos técnicos do IBAMA ficam confinados no viveiro para se recuperarem por 10 a 15 dias, depois, vão saindo do viveiro lentamente. Esta é chamada soltura branda, que possibilita a readaptação gradual dos animais em seu habitat natural.
      Paramos num quiosque vendendo Caldo de Cana com Capim Santo e depois experimentamos numa lanchonete uma famosa coxinha recheada com jaca, realmente muito saborosos.
      Conhecemos alguns membros da comunidade, visitamos o belo templo onde Krishna, principal deus para os védicos é venerado diariamente, vimos também um pequeno templo onde crianças da comunidade pintavam lindas telas com imagens dos seus deuses ou animais.
      Alguns visitantes meditavam silenciosamente no grande templo, enquanto outros do lado de fora apenas relaxavam ouvindo o canto dos passarinhos sob os já fugidos raios de Sol que se despediam sobre a Mantiqueira naquela tarde gostosa.
      Se não precisássemos partir pernoitaríamos muito satisfeitos no camping que há na fazenda, há também uma pousada com preços muito bons.
      [mostrar-esconder]Pequena Venda de produtos Ayurvedas e lanchonete

       
      Grande templo Hare Krishna

       
      Grande templo Hare Krishna

       
      Grande templo Hare Krishna

       
      Grande templo Hare Krishna

       
      Pequeno templo Hare Krishna
      [/mostrar-esconder]Mochilas aos ombros deixamos a Nova Gokula as 16:10h e seguimos pela estrada ao longo de 2 Km até o ponto de ônibus; ponto final da mesma linha que havíamos pego no dia anterior - Ribeirão Grande.
      O Sol se pôs por detrás da imponente Serra da Mantiqueira e contrapondo-se surgiu resplandecente a Lua Cheia dominando a noite. Ainda fizemos amizade com Raul, um morador vizinho ao ponto de ônibus, adepto da cultura védica e que nos contou muitas histórias inclusive nos mostrou que o formato do alto da serra que se estende do Pico do Itapeva ao Pico do Gomeral bem acima do templo se assemelha ao arco de batalha do deus Rama sendo os picos as pontas do arco voltadas para o céu.
      O ônibus chegou as 18:10h, ajudamos Raul embarcar suas caixas de batatas,nhames, bananas, e verduras que ele cultiva em seu pequeno sítio e vende na cidade.
      Chegamos no centro de Pinda por volta das 19:00h e seguimos para a rodoviária chegando lá as 19:20h onde partimos no ônibus das 19:45h para São Paulo.
      Chegamos no Terminal Tietê as 22:00h e assim finalizamos mais uma bela viagem pelos exuberantes caminhos da Mantiqueira (Montanha que chora) que nos propiciou fortalecer não só nosso equilíbrio físico, mental e emocional mas também conhecer um pouco mais uma cultura indiana que assim como nós respeitam e veneram a natureza.
      [mostrar-esconder]Portal da Fazenda Nova Gokula

       
      Sol já se escondendo por detrás da Mantiqueira

       
      Terminando a caminhada

       
      Ponto de ônibus

       
      Ponto de ônibus

       
      Pico do Itapeva

       
      Lua
      [/mostrar-esconder]Hare Krishna, Hare Krishna
      Krishna Krishna, Hare Hare
      Hare Rama, Hare Rama
      Rama Rama, Hare Hare...
    • Por divanei
      TRAVESSIA PINDAMONHANGABA X CAMPOS DO JORDÃO
       
                 Já passava das cinco da tarde, quando joguei minha mochila às costas e sai quase sorrateiramente sem que minha filha percebesse, provavelmente teria que escutar seu choro querendo ir junto, e eu teria o maior prazer em levá-la comigo, se tivesse mais idade. Quando desembarco em Campinas neste quinze de julho, apesar de não ser feriado, não encontro mais passagem para Pindamonhangaba, e nem para qualquer outra cidade do vale do Paraíba, a solução foi ir para capital, onde consegui com muito custo uma passagem até Taubaté. 
                Já é meia noite quando finalmente o ônibus da Pássaro Marrom encosta na rodoviária nova da cidade de Taubaté . Desço do ônibus feito cachorro que acabou de cair da mudança, sem saber para onde ir, pois transporte para Pinda só ás cinco e meia da manhã. Resolvo achar um pulgueiro para dormir, coisa que fiz com extrema competência, pois lugar pior do que aquele em que eu dormi, duvido que exista. Depois de uma péssima noite de sono, lá estava eu, correndo feito um doido para chegar até o terminal tentando pegar o ônibus para Pindamonhangaba. Chegando à Pinda, o objetivo era encontrar com uns primos meus que estavam acampados no bairro de Ribeirão Grande, junto a uma fazenda que é a sede nacional da filosofia Hare Krishina.
       
                A nossa intenção era realizar uma travessia de montanha, que se iniciaria em um bairro chamado “Bairro do Pinga”, passaria pelo morro de mesmo nome, subiria até o pico do Itapeva, já em Campos do Jordão, e desceria a Serra da Mantiqueira até a fazenda Hare Krishina. Portanto as sete da manhã embarco no ônibus, que em pouco mais de 40 minutos me deixa a 2 km da fazenda Hare Krishina. Jogo a mochila nas costas e ponho-me a marchar neste trecho final. Logo alcanço duas pessoas com quem puxo conversa. Descubro que um deles pertence à fazenda Hare, e enquanto eu tento, sem sucesso, arrancar alguma informação que poderia me ser útil, o indivíduo cantarola um mantra, do qual não consigo entender nenhuma palavra. Finalmente depois de meia hora encontro com os meus primos, e sem perder muito tempo, arrumamos nossas mochilas para o início da travessia, ou melhor, eu arrumo a minha mochila, porque meu primo fez o favor de esquecer a dele, e eu tive que carregar a bagagem praticamente sozinho. Tudo certo e resolvido, a mulher do meu primo nos levou até o início da trilha, a uns 30 km da fazenda. Despedimo-nos dela e prometemos nos encontrar no dia seguinte, na própria fazenda.
       
                Nossa caminhada começa na estradinha rural, que vai adentrando o Vale do Pinga, cada vez mais encostando nos paredões gigantescos da Serra da Mantiqueira. Depois de alguns minutos, após cruzarmos um pequeno riacho, tropeçamos em uma porteira preta, que não estava prevista no roteiro. Voltamos um pouco para nos informarmos em uma casa próxima. As palavras da gentil moradora não foram muito animadoras. Ela nos disse, que a trilha que procurávamos, deixou de existir ha muito tempo. Por falta de uso, o mato tinha tomado de volta o que lhe pertencia, e a muito tempo ninguém conseguia fazer mais esta travessia, inclusive alguns escoteiros tentaram subir a montanha, mas não tinham alcançado nenhum sucesso. Alertou-nos ainda para tomarmos cuidado com as onças, que estavam atacando muito os animais da região. Quanto a isto não me preocupei, histórias de onças eu já ouvira em quase todos os lugares, essa era só mais uma. Mas o caso da trilha que desapareceu, isso sim me deixou preocupado. O roteiro que eu seguia, já tinha mais de dez anos e não era muito claro. Resolvemos arriscar, afinal de contas não tínhamos nada a perder, só a nos perder. Voltamos a porteira preta, e depois de uma análise, descobrimos que ela havia sido pintada, e que sua cor original era azul, justamente a porteira que constava em nosso mapa. A estradinha agora subia para valer e depois de passar por uma bica d’ água, entrou na mata, até finalmente terminar em uma porteira, e em mais cinco minutos de caminhada, chegamos a um degrau na montanha, onde pudemos ter a nossa primeira grande visão de todo o Vale do Paraíba e de todo o vale que havíamos bordejado. Aqui há uma casa, que foi reformada a pouco tempo, sua construção data da década de 50, e o proprietário, o sr Luís Reis, nos recebeu muito bem. Enquanto batíamos um bom papo, um esquilo exibido brincava em um mourão de cerca. O seu Luís também disse que alguns rapazes haviam passado por ali na semana passada portando um GPS, mas não conseguiram chegar a lugar algum. Contrariando mais uma vez os prognósticos negativos, seguimos nosso caminho.
       
                A pequena estrada, agora deu lugar a uma estreita trilha, que em mais alguns minutos nos levou a uma enorme casa de caboclos feita de madeira e barro. Esta construção muito antiga, hoje simboliza a decadência desta região. Nela mora apenas um indivíduo, que teima em tentar sobreviver neste pedaço de terra tão hostil. Aqui não há energia elétrica ou qualquer outro indício de progresso e até a casa não tarda em desmoronar. Continuamos subindo a trilha, até que depois de quinze minutos tropeçamos em duas casas em ruína. uma delas totalmente destruída e a outra ainda se segurava em pé, mas servia somente como moradia para dezenas de morcegos. Foi nesta decrépita habitação que recolhemos em um pequeno riacho a última água disponível que teríamos para o resto da travessia.
       
                Daqui para frente começava o nosso pesadelo. Procuramos, mas não encontramos trilha alguma que nos levasse ao alto da serra, como estava descrito no roteiro. Tentamos todas as direções, mas não obtivemos sucesso em nenhuma delas. Calculo que perdemos a trilha um pouco abaixo das casas em ruína. Resolvemos então enfrentar o mato no peito, guiando-nos apenas pela bússola. Prefiro subir por uma canaleta de água, aonde havia algumas bananeiras plantadas. O caminhar é lento e dificultoso, os cipós insistem em agarrar-se nas nossas mochilas. De repente ouço um barulho de algo correndo no mato. Meu primo mata logo a minha curiosidade, dá um pulo pra cima e grita: “É um tatu, um tatu galinha” . Eu não sabia que o cara era especialista em tatus. Finalmente emergimos da mata no topo desta serra. Que prazer estar aqui, sentir o vento no rosto e poder observar toda a beleza da Serra da Mantiqueira, com seus paredões gigantescos, seus vales profundos recobertos com a mais bela mata, que o olho de um ser humano pode apreciar.. Daqui já avistamos o Pico do Itapeva, que será alcançado só no dia seguinte. Também já avistamos daqui o Morro do Pinga, nosso próximo objetivo a ser alcançado.
       
                Depois de um bom descanso, retomamos a trilha que se metia no meio de enormes samambaias, na direção noroeste. Em alguns minutos a trilha simplesmente desapareceu e tivemos que seguir nossa intuição. Seguíamos bordejando o Vale do Bonfim a nossa direita e de repente estávamos travados em uma parede rochosa sem ter para onde ir, tentando adivinhar para que direção o diabo desta trilha havia seguido. Parados ali feito lagartixa na pedra, resolvemos tentar achar a trilha mais abaixo, mas para isso seria preciso tentar descer da parede. Foi quando meu primo com uma atitude totalmente desastrada e até meio irresponsável resolveu pular da pedra na vegetação logo abaixo. Resultado, o chão estava mais longe do que ele pensava, e o cara caiu feito uma jaca madura e por pouco não bateu a cabeça em uma enorme rocha que estava logo abaixo de nós. Passado o susto, descemos ao selado logo abaixo e reencontramos a trilha procurada.
       
                Estávamos agora com a encosta do Morro do Pinga subindo a nossa esquerda, mas nossa trilha não ia até o topo, continuava seguindo para nordeste até chegar de novo à floresta. Entramos na mata, mas sem nenhuma explicação, a trilha, que já não era clara, subitamente desapareceu. A incerteza começava a tomar conta de nós. Havíamos chegado até ali na raça, mas as coisas agora estavam muito complicadas. Tentei achar a trilha no meio da floresta, infelizmente sem sucesso. Saímos da mata para tentar achar outra solução, e depois de muito procurar achamos um rabo de trilha meio apagada. A trilha não era lá grande coisa, mas pelo menos serviu par nos dar alguma noção de direção. Tínhamos que tentar achar agora, uma cerca, que nos faria mudar radicalmente de direção. Claro que não encontramos cerca alguma, mas depois de meia hora de caminhada conseguimos localizar o tal selado que teríamos que atravessar. Chegando lá achei uma trilha mais nítida, que se iniciava depois de uma porteira de arame farpado. No começo a trilha até era bem aberta, mas depois de algum tempo, ela também desapareceu, e mais uma vez toca a gente ter que rasgar o mato no peito. Nesta briga incansável com a vegetação, acabei caindo em um buraco, que engoliu a minha perna, que acabei não quebrando por pura sorte. Logo a mata acabou e vimos surgir diante de nós, dois gigantescos vales, um a direita e outro a esquerda. O da esquerda nos deixava ver ao longe, algumas casinhas, que indicava ser ali o tal bairro de Piracuama(bairro das Oliveiras ?) descrito no nosso mapa, já o da direita, nos proporcionava uma linda visão de suas matas verdes e preservadas. Percebemos depois de algum tempo que a única maneira de cruzarmos os dois vales, seria pelo selado logo à baixo. Mas como chegar até lá, Se trilha alguma conseguimos encontrar? Ora, do mesmo jeito que chegamos até aqui, abrindo trilha no peito. A vegetação agora não era mais composta de árvores, mas sim de samambaias de mais de dois metros de altura. Que sufoco!! Prosseguíamos lentamente, vencendo a vegetação centímetro por centímetro, até esbarrarmos em algumas árvores isoladas, a meio caminho do selado. Paramos para descansar um pouco.
       
                O sol já ameaçava se jogar atrás da serra, e nós ali parados no meio de lugar algum, sem um centímetro plano e limpo para acampar. Escalei uma das árvores para melhor avaliar nossa posição. Estava cansado e com algumas dores pelo corpo, e dali de onde estava a melhor solução seria mesmo continuar seguindo em frente, até tentar alcançar a mata logo abaixo, pelo menos lá teríamos como achar algum lugar que desse para montar uma barraca. A decisão que tomamos se mostrou logo acertada e em menos de meia hora estávamos caminhando dentro da mata, até que avistamos ao longe o que parecia ser o telhado de alguma habitação perdida por estas paragens. Chegando ao local vimos que se tratava apenas de caixas para apicultura. E em mais um minuto desembocamos no que deveria ser no passado, uma estradinha, que hoje não passava de uma mera trilha um pouco mais larga.
       
                O local era perfeito para acampamento. Gramado, plano e seco. O único problema é que não tínhamos mais água, e não era ali que acharíamos o precioso líquido, pois estávamos muito longe dos vales, onde provavelmente algum riacho cristalino e gelado pudesse nos abastecer. Do final desta estradinha, onde pretendíamos acampar, encontramos uma trilha bem batida, com sinal de que era bem utilizada pelo pessoal da região. Mas de onde vinha? Para onde iria? Enquanto meu primo se recompunha e descansava no nosso futuro acampamento, fui investigar. Subi pela trilha durante uns dez minutos. A trilha serpenteava montanha acima e talvez nos fosse útil no dia seguinte. Mas foi nesta trilha que encontrei, para nossa sorte, dois pés de laranjas lima carregados. Posso dizer que foi a destruição da lavoura. Colhi o tanto de laranjas que uma pessoa magrela de 58 kg podia carregar. Voltei ao acampamento, e enquanto meu primo montava a barraca, fui investigar a parte da trilha que descia ao vale, para ver se achava água. O sol já acabará de se recolher a oeste e reinava sobre o vale apenas a penumbra, que dava ao local um ar de mistério e fascínio e, enquanto eu caminhava pela trilha, ouvia apenas o barulho do vento e do riacho, que provavelmente corria a centenas de metros abaixo. Caminhava a passos largos, quase correndo, foi quando de repente cai e bati o joelho em uma pedra. A dor era tanta que fiquei ali caído, uivando para o vale, feito lobo. Levantei-me e recuperado da dor e do susto, continuei descendo e percebendo que nada encontraria, resolvi voltar.
       
                Temos que agradecer muito, a sorte e a nossa competência de termos conseguido chegar até aqui neste fim de dia, como é bom poder tirar nossas botas e apreciarmos uma janta quentinha, mesmo que nossa comida não passe de uma mera lata de feijões, enriquecida com uma lata de sardinha e um pouco de queijo ralado. Se tivéssemos encontrado água podíamos nos dar ao luxo de cozinhar um bocado de arroz, mas não podemos reclamar. A lua está clara, não há nenhuma probabilidade de chuva. Já são quase sete horas da noite e antes mesmo que eu me recolha para dentro do meu saco de dormir, meu primo já havia apagado. Foi um dia longo e cansativo e novas aventuras nos espera no dia seguinte.
                Antes das 06 da manhã já estávamos de pé. Desmontamos acampamento e sem mesmo tomar café, por motivos óbvios, nos pusemos a caminhar. O nosso mapa dizia que deveríamos seguir para o oeste, até encontrarmos a trilha principal, que subia do vilarejo de Piracuama. Mas a trilha de conecção a esta trilha principal, não mais existia e então resolvemos ariscar a subir pela trilha batida que havíamos encontrado no dia anterior, acreditando que ela se encontraria com a trilha principal, já quase no meio da montanha. Caminhávamos com muito vigor e a passos largos, aproveitando a temperatura fresca da manhã. Conforme avançávamos na trilha, atrás de nós iam surgindo vistas de montanhas e vales mais distantes, sinal que ganhávamos altura com grande rapidez. Em pouco tempo a trilha entrou na mata e virou de vez para oeste, confirmando a nossa suspeita. E em quarenta minutos a dita cuja surgiu em nossa frente, sem aviso prévio e nos fez comemorar este golpe de sorte, ou de competência.
                Esta nova trilha deve ser muito antiga, pois se apresenta larga e bem consolidada. Provavelmente é usada por tropeiros e viajantes, que procuram encurtar o caminho entre o Vale do Paraíba e o sul de minas, claro, passando primeiro por Campos do Jordão. Por ela é possível até, com muita perícia e habilidade, subir de moto. 
                Subíamos de vagar, aproveitando para apreciar as casinhas de Piracuama , quando a mata fechada abria uma janela, quilômetros abaixo de nós. A caminhada era gostosa e desimpedida. Sobre nós passavam as frondosas copas das enormes árvores, nos oferecendo sombra que ajudava a arrefecer o calor. Andávamos no ritmo de um pé à frente do outro, quase sem conversar, apenas ouvindo o som do mato, a batida do coração e o ar de nossos pulmões. Eu à frente, o Lindolfo atrás, às vezes desviávamos dos profundos sulcos que iam aparecendo na trilha, causados provavelmente pelas patas dos cavalos que eventualmente frequentam estas paragens. Foi quando em uma curva da trilha, de repente, sem que eu esperasse, surgiu à minha frente, algo que eu jamais esperaria encontrar nesta trilha. Algo que eu já vinha sonhando ver nestes quase quinze anos de caminhada em lugares remotos. Caminhadas em florestas e montanhas, em vales e cavernas, em serrado e planícies. Lugares desertos em que passei dias sem ver viva alma. E agora ali estava, e eu não estava sonhando, era real. Ali na minha frente se encontrava o maior carnívoro das nossas matas, o mais temido, o mais lendário, o mais folclórico, aquele que não perdoa ninguém, aquele que come bicho, come gente. Aquele que mete pânico nas pessoas da cidade e do campo. O bicho? A famosa e espetacular ONÇA. Isso mesmo, uma onça. Uma onça adulta. Uma ONÇA PARDA. Uma Suçuarana. E agora eu estava ali, frente a frente com a “comedora de homens” frente a frente a cinco metros de distância. Ela caminhava em minha direção, com a cabeça baixa, caminhava como um enorme gato.
                 Tem um ditado que diz que você nunca estará certo de sua coragem, antes que se encontre com o perigo. Acreditem, medo algum eu tive. Se tivesse tido, diria sem problema algum. Não quero aqui me fazer de grande corajoso, pois não o sou, apenas estou passando o que senti ao ficar cara a cara com a “fera”. Esperei tanto por este momento, que a única coisa que consegui sentir, foi uma emoção e um prazer imenso de estar ali. Não fiquei mudo, pelo contrário, soltei um grito para denunciar ao meu primo a presença do bicho. “Uma onça, uma onça, olha Lindolfo, uma onça” . Nesta hora o maravilhoso animal levantou a cabeça, me olhou nos olhos, deu meia volta e entrou no mato. No mesmo instante, pudemos ouvir um miado que parecia ser de seu filhote. Sim, ela estava acompanhada. Ouvimos também os passos da onça na mata, ao nosso redor, parecia que ela não queria se distanciar de sua cria. Subimos os próximos metros da trilha com todo cuidado, não queríamos que o animal se sentisse acuado.

                Caminhei os próximos minutos na trilha, quase sem sentir os pés tocar o chão, estava inebriado, não sabia se ria ou se chorava. Ri e chorei, chorei copiosamente, escondendo as lágrimas atrás dos meus olhos de acrílico.  Em menos de uma hora, cruzamos uma porteira e a trilha nos cuspiu para fora da mata e nos lançou a um degrau na montanha. Ventava tanto que era quase impossível ficarmos em pé. A vista era com certeza a mais bonita da caminhada até agora. Dali já avistávamos o Pico do Itapeva e toda a extensão da Serra da Mantiqueira com seus enormes picos beirando os 2800 metros. Depois de um breve descanso, adentramos em um reflorestamento e logo depois já caminhávamos com a ilustre presença das araucárias. Finalmente chegamos a uma rústica habitação e pudemos enfim nos afogar de tanto beber água, cedida gentilmente por um caboclo habitante desta região. Ele também nos serviu um revigorante café e algumas bananas. Despedimo-nos deste novo amigo e em vinte minutos já estávamos com a rampa de acesso ao Pico do Itapeva sob os nossos pés.
       
                Quem vem a turística Campos do Jordão, dificilmente deixa de vir ao Pico do Itapeva. Ponto obrigatório, o Itapeva talvez seja o pico mais turístico do Brasil. Chega-se aqui por uma estrada asfaltada, e bem conservada. Nesta época de inverno toda a nata da sociedade, principalmente paulistana, vêm desfilar com seus carrões importados e suas roupas de grife. Se como formação rochosa o pico não é grande coisa, em contra partida a vista que ele proporciona é fabulosa. Subimos a rampa de concreto, deixando para trás as lojinhas que vendem roupas de lã e outras inutilidades mais. Enquanto caminhávamos em direção ao topo, os ricos nos fulminavam com olhar de reprovação. Possivelmente nossas roupas destoavam da maioria. Parece que na visão deles éramos viajantes do tempo, talvez do tempo das cavernas. Estendemos nossa bandeira no topo, tiramos algumas fotos, brindamos com refrigerante gelado, mandamos os burgueses a merda e seguimos nosso caminho.
       
                Por mais três quilômetros, caminhamos por uma estradinha de terra, sempre com o Vale do Paraíba a nossa direita e em quarenta minutos, numa curva da estrada, encontramos a trilha que nos levaria de volta ao vale. No começo a trilha é praticamente uma estrada, que serpenteia entre o reflorestamento de pinus. O caminhar é bem agradável, e por todo tempo a sombra é nossa companheira. Não demora muito e a trilha propriamente dita aparece. É uma trilha batida, larga e de fácil caminhar. Nos surpreende o esplendor desta floresta, com suas árvores de grande porte. De dentro da mata não se avista muita coisa. A caminhada de resume em pôr um pé na frente do outro, com o cuidado para não se esborrachar nos desníveis que vão surgindo à nossa frente. Com pouco mais de uma hora de caminhada chegamos a um platô na montanha, um ótimo lugar para acampar, com vistas desimpedidas para quase todos os lados. Que lugar lindo!! Quem me dera se tivesse tempo para ficar a tarde toda apreciando o mundo daqui de cima. Não é à toa que três grandes religiões escolheram este lugar para construir seus templos. O templo Hare Krishina, uma religião indiana, o Santo Daime, uma religião criada nos confins da Amazônia e o templo da religião católica, representada pela Basílica de Aparecida. Mas o tempo é curto e após um breve descanso, nos lançamos novamente montanha abaixo. Perdíamos altura rapidamente e eu ia à frente com o passo acelerado, tão acelerado que acabei deixando meu primo para trás e ele meio desatento, acabou pegando um desvio errado na trilha e foi parar do outro lado do vale. E foi só através de seus gritos que consegui localiza-lo, e traze-lo de volta à trilha principal. Falando em perder a trilha, não sei onde foi que deixamos escapar a trilha de conexão que nos levaria direto para o templo Hare, acabamos passando batidos e fomos parar a uns três quilômetros a direita de onde deveríamos ter saído. Toca enfiarmos a cara de novo na mata e nos guiarmos apenas pela intuição na direção do templo. Às vezes avistávamos apenas as torres do templo, dando-nos a sensação de estarmos caminhando em direção aos templos perdidos na selva do Camboja.
       
                Finalmente chegamos à fazenda Nova Gokula, que em sânscrito, significa lugar onde as vacas são protegidas. Passamos pela Vila Védica, vila construída para que os devotos pudessem levar uma vida de extrema simplicidade. Adentrar na área do templo é se sentir como se estivéssemos na própria Índia. Do seu topo soa uma música que acalma a alma. As mulheres, com suas roupas extremamente coloridas e com suas pintas de argila na testa, simbolizando os chacras, faz esquecermos por alguns instantes que estamos no Brasil. Enquanto meu primo corre para avisar sua família que chegou vivo. Fico sentado por alguns instantes nas escadarias do templo, admirando aquelas pessoas totalmente estranhas a minha cultura.
       
                Como já passava das duas da tarde, aproveitamos para experimentar a deliciosa comida vegetariana, que aqui eles chamam de ¨prachada¨ (todo alimento oferecido a Krishina, deus). Antes de pegarmos o caminho de volta para casa, ainda vimos dezenas de vacas sagradas tentarem enfiar seus chifres bentos em um pobre porquinho. A situação foi muito cômica, menos para o porco, é claro. Se há pessoas que cultuam a vaca como um verdadeiro santo, mesmo sendo um animal totalmente sem graça e sem poesia. Posso garantir que nesse final de semana ao me deparar com a onça, me encontrei com ¨deus¨. É isso mesmo, foi um privilégio que muito pouca gente já teve, quantos passam à vida toda morando no Pantanal e na Floresta Amazônica sem nunca ter avistado uma onça. Talvez agora eu faça parte do pequeno grupo dos iluminados, dos escolhidos. A única certeza que tenho é que ao me encontrar com este deus de nossas matas, descobri ser este um deus do bem, e que de assassino nunca teve nada. Ao ficarmos frente a frente, nos olhamos e nos respeitamos. Cada um seguiu seu caminho: Ela floresta a dentro e nós, montanha acima. 
                                                        Divanei Goes de Paula / julho de 2005.
       
      Nota importante : Talvez essa travessia hoje esteja interditada, mas pelo que fiquei sabendo, seria possível subir pelo proprio vale do Bonfim e interceptar a trilha onde vimos a onça. Antes que alguém me pergunte da foto da onça, lamento informar que naquela época as maquinas eram obsoletas e eu tinha uma com filme de 36 poses que trazia comigo guardada na mochila, portanto impossível de ter tirado uma foto diante da situação, na verdade, foram poucas as fotos que se salvaram. Passado todos esses anos, explorei lugares selvagens, alguns onde ninguém nunca esteve antes e infelizmente a unica coisa que vi foram pegadas e nunca mais consegui ver outra onça .
       
                                                     
    • Por César Boareto Lima
      Aproveitei uma folga e resolvi conhecer com minha moto o distrito de Lapinha da Serra, na região da Serra do Cipó. Localizado ao pé do Pico da Lapinha, segundo ponto mais alto da Serra do Cipó, com 1.687 metros de altitude, o pequeno vilarejo faz parte da Área de Preservação Ambiental Morro da Pedreira, possui um visual encantador e único com algumas das mais belas e agradáveis paisagens de Minas Gerais.
      Ainda sem o meu sonho de consumo, que é uma moto custom de média para alta cilindrada, vou me contentando com os passeios com a minha Titan 150cc. Devido a diversos compromissos da lida diária, tenho feito passeios curtos no entorno de Belo Horizonte.
      Foram 280 km, ida e volta. Muito fácil chegar saindo de Belo Horizonte. É só pegar a MG-010 sentido Lagoa Santa e Serra do Cipó. Chegando ao início da área de proteção ambiental, fique atento à rotatória para o sentido de Santana do Riacho, já pegando a LMG-816. Dali até o fim de Santana do Riacho é asfalto e calçamento. os 13 km até o distrito de Lapinha da Serra são de estrada de terra, atualmente bem batida.
      Com inúmeras belezas naturais, o distrito atrai visitantes em busca de sossego e também de aventura. O vilarejo possui lagos, cachoeiras, grutas, rios, picos e sítios arqueológicos que são propícios tanto para a paz da contemplação, quanto à adrenalina dos esportes radicais.

       
       
      Fiquei acampado no Camping do Breu, após a igreja, virando a 2ª rua à esquerda. Local razoável, nada demais, estrutura modesta, com pias e banheiros para utilização dos campistas.
       

       
       
      Fiz os passeios à pé por todo o vilarejo e arredores, fui a duas cachoeiras e subi o Pico da Lapinha. Lá do alto temos um visual bonito de toda a região e da represa Cel. Américo Teixeira.
       

      Permaneci sábado, domingo e voltei na segunda após o almoço.
      Para quem quer passeios curtos saindo de BH ou região, Lapinha da Serra é recomendável.














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