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Sinval Pereira

Relato Tailândia e Malásia - Fev/Mar 2017

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Comecei a escrever esse relato para futuramente me recordar dos detalhes da viagem. Como ando vendo que minha animação para continuar escrevendo está pequena, resolvi ir compartilhando no fórum à medida que o desenvolvo, talvez possa ter alguma informação que seja útil para alguém.

A viagem aconteceu do final de janeiro, até a primeira semana de março, num total de 41 dias. Inicialmente a intenção era conhecer apenas a Tailândia, mas no decorrer da viagem decidi ir à Malásia encontrar um amigo que estava mochilando pela região. A decisão de viajar ocorreu de supetão. No final do ano anterior, me deu na telha de viajar para algum lugar. Na mesma semana Tailândia me veio a cabeça e já comprei a passagem aérea. Detalhe: nunca havia feito nenhuma viagem internacional. Para a viagem usei as economias de muitos anos, que até então só estavam sendo usados para compra de coisas. Decidi que era hora de usa-las para propiciar a vivência de experiências.

 

Já antecipo como foi o roteiro, por ordem:

Bangkok

Ayutthaya

Ao Nang

Railey Beach

Koh Lanta

Khao Sok (* PONTO ALTO DA VIAGEM)

Koh Phan Ngan (Full Moon Party)

Koh Tao

Phuket

Kuala Lumpur

Kuala Terengganu

Phi Phi

Hua Hin

 

 

 

29/01/2017 – Saída do Brasil para Bangkok. Incrivelmente, a ansiedade não havia tomado conta, para quem estava fazendo sua primeira viagem internacional, para um destino do outro lado do mundo, a tranquilidade era impressionante. O primeiro voo saia de Goiânia pela manhã. Chegando em Guarulhos, onde aguardaria as mais de dez horas de conexão, me dirigi para o terminal de onde sairia o voo. Com o tempo livre, aproveitei para andar pelo aeroporto. Relembrando alguns fatos prévios à viagem, ainda no final de 2016, havia ingressado em um grupo de Whatsapp de viajantes com destino à Tailândia em Fevereiro/17. Encontrei o grupo por meio do Mochileiros.com, fórum destinado a viagens. Já no início de Janeiro os primeiros viajantes contavam suas experiências e arranjavam encontros, para maior integração durante a viagem. No dia da viagem, havia também um grupo de 03 amigos catarinenses em Guarulhos esperando para o voo. Como no grupo disseram estar em outro terminal, nem me manifestei sobre estar no aeroporto. Passado algum tempo, enquanto curtia o nada, ao som das músicas aleatórias do Spotify, de longe vi um grupo de três jovens que tive a impressão de serem familiares. Coincidentemente, eram os mesmos que disseram estar no outro terminal do aeroporto. Mais coincidentemente ainda, sentaram justamente ao meu lado. Logo, entrei no grupo para verificar as fotos, e lá estava. Eram realmente as mesmas pessoas. Logo perguntei: “Uai, vocês são os malucos lá do grupo da Tailândia ?” E assim, encontrei companhia para algumas das longas horas de espera até o voo. Era um grupo de amigos animados, estavam em uma formatura em Curitiba e saíram de lá direto para o aeroporto. Além da conversa, as inúmeras partidas de Uno ajudaram a fazer com que o tempo passasse mais rápido. Hora do voo. Tudo pronto, lá vamos nós.

Gastos:

R$38,00 - Almoço Aeroporto

R$18,00 - Lanche Aeroporto

 

30/01/2017 – Após as longas 11 horas de voo, estava em Paris. A conexão era de poucas horas, porém, foi possível perceber o primeiro choque cultural. A diversidade de pessoas totalmente diferentes umas das outras, reconhecíveis parisienses misturados com monges, muçulmanos e pessoas de incontáveis nacionalidades diferentes. Era uma pequena amostra do que estava por vir. Nesse momento a bateria do celular já não tinha muitas forças. Ao procurar uma tomada, a primeira decepção: precisaria de um adaptador. Como já havia dado sinal de vida para meus pais, fiquei sentado, apenas observando o que acontecia a minha volta... a viagem já havia começado. 

R$ 15,00 – Lanche Aeroporto

 

31/01 – Mais 12h de voo se foram, e após várias refeições recusadas no voo por não ter a menor ideia do que estaria comendo, cheguei. Ainda no aeroporto, logo procurei algum lugar para trocar dinheiro pela moeda local e em seguida comprar um adaptador de tomadas. A próxima missão seria encontrar uma tomada livre. Perambulando pelo aeroporto, vi algumas lojas vendendo chips para celular. Por pensar que seria bem mais caro do que na cidade, resolvi não comprar. Doce ilusão. Acredito ter sido o primeiro grande erro da viagem. A caminho da saída, encontrei uma estação de carregamento de bateria, logo a usei. Com o Wifi do aeroporto, me conectei e criei uma distração para os minutos que ficaria parado enquanto o aparelho não carregava. A essa hora, estava no fim da manhã. 20% de carga, missão cumprida. Como um bom desavisado, decidi pegar um taxi para o Hostel. Os preços eram tabelados, e foi a primeira grande facada da viagem. O motorista, como viria a ver ser uma característica dos tailandeses em geral, era super gentil e em momento nenhum parava de sorrir. O Inglês era péssimo, mas a comunicação foi estabelecida. Ao deixar o aeroporto a ficha caiu. Estava do outro lado do mundo. As placas de publicidade escritas em um alfabeto nunca antes visto. O transito caótico de Bangkok. As placas dos carros sem nenhum padrão reconhecível. O motorista falando ao telefone palavras indecifráveis. Estava na Tailândia.

Chegando ao Hostel (Cocktail Hostel & Bar), na região de Silom, reparei que deveria melhorar o inglês na marra. Apesar de conseguir me comunicar bem, faltava fluência. A pronuncia deficitária também era perceptível a meus próprios ouvidos. Deveria aguardar quase 2 horas até que pudesse fazer o check-in. Perguntei a proprietária do Hostel onde poderia trocar dinheiro (no aeroporto só havia trocado 100 dólares). Claro, após muito andar na direção indicada, não encontrei o lugar. Durante a caminhada pude observar a grande quantidade de turistas, do mundo inteiro, andando nas ruas. Encontrei uma pequena casa de câmbio e retornei para o Hostel. A proprietária informou que já poderia fazer o check-in. Logo tratei de me banhar. Afinal, dois dias sem tomar banho não estava me fazendo muito bem. Com intenção de me prevenir daquele calor extremo, potencializado pelo caos generalizado que era o transito daquele local. QUE CAOS. Vesti logo uma bermuda e saí em busca de algum lugar para comprar um chip com internet. Andei bastante, coisa de 3km. Já havia perdido a referência de para onde era meu Hostel. Encontrei uma 7/11(seven eleven), mal sabia que seria o início de uma relação duradoura. A atendente não compreendia o que eu estava procurando. Chamou um rapaz que falava inglês, que junto comigo começou a procurar um chip que havia internet. Encontramos um. Na embalagem dizia internet ilimitada por 1 mês. Comprei. Parado na rua, segui os passos para instalar o chip, consegui. Agora com internet, chamei o Uber. Logo apareceu uma jovem tailandesa, bastante bonita (para uma tailandesa, fato de se admirar) em um sedã preto super luxuoso, bancos de couro, ar condicionado trincando. Estava à caminho da primeira atração naquele país desconhecido: Grand Palace. O celular já estava com a bateria no fim. Perguntei se havia algum problema em desligar o celular durante a corrida. Ela informou que não, e ainda ofereceu um carregador. Era de Iphone, vida que segue... Em um trajeto de aproximadamente 8km o aplicativo informava que a viagem custaria algo em torno de R$7,00. Estava feliz. Porém, não contava em como seria o transito até o destino. Foram incríveis 1 hora e meia até conseguir chegar. Estava impaciente. Ao observar que estava próximo do local, pedi para descer e ir andando. Com certeza seria mais rápido. Prontamente a motorista aceitou e encerrou a corrida. Foi possível perceber em sua feição que ela também agradeceu. Seriam mais longos minutos naquele carro até chegar no destino final.

Logo na entrada observei algo e me lembrei do que havia lido na internet sobre os templos: deveria estar com calças compridas. Perguntei ao segurança onde poderia comprar uma calça que várias pessoas estavam utilizando. Fui no caminho indicado, não era perto. Comprei. Voltando para a primeira entrada, reparei um grupo de tailandeses gigante, com centenas de pessoas, vestidas de preto. Fiquei sem entender do que se tratava, viria a descobrir apenas algum tempo depois. Fui passando pela revista e demais entradas. Estava no templo. No grupo do whatsapp tinham falado que a entrada do templo era paga. Achei estranho não terem me cobrado para acessar o templo em nenhuma das entradas que passei. Continuo achando estranho até hoje, meses depois, pois com certeza deveria ter pago. Andei pelo templo, grandioso, sua arquitetura era interessante, diferente de tudo o que havia visto. Achei estranho não ver nenhum budista rezando. Como em praticamente todos os outros templos que passei, eram feitos quase exclusivamente para apreciação dos turistas. Por não ser lá uma pessoa tão religiosa, não estava vendo muita graça. Vi algumas pessoas retirando os sapatos para adentrar em um dos templos. Não me dei ao trabalho, achei que não valeria o esforço. Continuo achando. Era hora de ir embora. Hora do rush. Bateu a tristeza. Fiz a infeliz escolha de pegar novamente um Uber. Dessa vez foi mais tranquilo, o sono me tomou e dormi durante praticamente toda a demorada viagem. Chegando ao Hostel fui procurar comida. Encontrei uma lanchonete próxima, e logo pude observar o marcante gosto por Chás e Leite daquele povo. Pedi um milk-shake, um dos únicos alimentos que consegui reconhecer. Voltei para o Hostel, aliás, precisava carregar o celular. Passado algum tempo, retornei para a rua à procura de mais comida. Encontrei um Subway. Com certeza, o melhor sanduiche do Subway que já comi. Fiquei um pouco na área comum do hostel, e logo fui dormir. Ao acordar no dia seguinte, não sentia mais nenhum efeito do jet lag.

R$ 26,50 - Adaptador de Tomada

R$ 78,00 – Taxi Aeroporto – Hostel

R$ 60,00 – Hostel BKK (3 diárias)

R$ 30,00 – Chip Internet

R$ 17,00 – Uber Grand Palace

R$ 18,50 – Uber Hostel

R$ 15,00 – Calça Templo

R$ 17,30 – Sanduíche Subway

R$ 11,00 – Lanche

 

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01/02/2017 – Na noite anterior, olhei no Google Maps, com mais detalhes, onde exatamente  estava. O que havia por perto, quais as distâncias entre os locais. Dessa vez seria mais esperto. Não queria passar a viagem dentro de carros. Acordei cedo, e decidi ir andando para um parque que estava na região do Silom, parecia ser grande. Bastava ir reto que chegaria até ele. Logo cedo, estranhei bastante os hábitos alimentares daquela população. O cheiro de comida recendia nas ruas. Frango frito, espetinhos de algo parecido com presunto, carne de porco, sopas, chás, leite, tudo aquilo era muito estranho. Resolvi comprar um isotônico em uma 7/11, no caminho também comprei uma fruta. Nós brasileiros deveríamos aprender a ser mais práticos com a comida de rua como os tailandeses. A fruta era cortada em pequenos pedaços, na hora, colocada em um saco plástico e acompanhada de um palito, para não precisar sujar as mãos. Também acompanhava à fruta um alimento não reconhecido, que resolvi não experimentar. Era uma espécie de doce com consistência porosa, rosa. Acredito ter sido uma sábia escolha. Após aproximadamente meia hora de caminhada cheguei ao meu destino: O Parque Lumpini. Bastante utilizado pelos locais para a prática de exercícios e contemplar o passar do tempo. Logo vi que tinha acertado na escolha do tipo de viagem queria fazer. Após dar algumas voltas no parque, decidi ir até um dos maiores shoppings da capital, que estava a poucos quilômetros de distância, o MBK Mall.  Seguindo pelo GPS, andei por diversas ruas que eram a real síntese do que era aquela cidade. Ruelas estreitas, pessoas se alimentando. No caminho até o shopping tive a feliz surpresa de passar por dentro de um campus de uma faculdade. O contraste arquitetônico que passeava pelo moderno na faculdade de artes visuais e ao mesmo tempo pelos contornos tradicionais dos templos tailandeses em outro dos prédios. Reparei que os alunos usavam uniformes e que possuem o mesmo conceito de hospitais universitários, como as santas casas no brasil. Chegando ao MBK era bem diferente do que tinha em mente. O local tinha vários andares, sendo que alguns deles eram dominados por quiosques, mais pareciam uma feira. Possuía uma lista de coisas para comprar e me preparar para o restante da viagem. Fui a procura. Após comprar o cortador de unha, fui a procura do Monopod (gasto completamente desnecessário, diga-se de passagem). Para o almoço, fui até um KFC próximo à entrada. Retornando para casa, com muito custo consegui encontrar uma farmácia que vendesse protetor labial (Lip balm - nunca mais esqueço!), também comprei um barbeador e um protetor solar. No caminho também comprei um chinelo, que iria durar até a Full Moon. Chegando em casa dei mais uma olhada no mapa e em recomendações da cidade, e decidi conhecer o templo What Po e na volta passar pela Khao San Road. Nas recomendações vi alguém falando sobre o transporte de barco pelo rio. Logo tratei de procurar no GPS para onde deveria seguir. Ao encontrar um Long Tail disponível, havia um casal no barco que estava indo na mesma direção. Falei o meu destino e o motorista logo tratou de me fazer uma proposta para também ir em outro lugar (o mesmo que o casal iria). Após repetir o local uma dezena de vezes, logo vi que não entenderia o que estava tentando dizer. Aceitei. Durante o passeio me veio uma luz e mentalmente decifrei que o “Camel” que meus ouvidos ouviam, eram na verdade “Canal”. Não me arrependo de ter aceitado, foi um bom passeio. Foi possível perceber como o rio é importante para boa parte da população. Chegando ao templo, o visitei em alguns minutos e me encaminhei a Khao San Road. Ao chegar, achei o local interessante, mas nada de mais. Dei algumas voltas e perguntei no grupo do whatsapp que reunia mochileiros que estavam no país se alguém iria até a rua naquele dia. Após algumas respostas positivas, sentei em um bar – precisava urinar – pedi uma cerveja Chang, fui ao banheiro e logo fui embora. Andei por uma rua que não me recordo o nome, paralela e muito semelhante a Khao San Road. Resolvi sentar em uma calçada, cruzar as pernas e descansar um pouco. Pouco tempo depois uma tailandesa que estava fumando, se sentou ao meu lado. Após poucos segundos, me olhou de forma bastante reprovativa. Estava sem entender o que acontecia. Após me encarar mais um tempo logo, logo apontou para os meus pés, virou a cara, se levantou e foi embora. Com o celular na mão, logo fui pesquisar o que podia ter feito para causar aquela situação. Eram meus benditos pés. As pessoas daquela região os consideram a parte mais suja do corpo. E apontar a sola dos pés para alguém é extremamente ofensivo. Desculpe moça(não tão moça assim)! A primeira pessoa do grupo que estava na rua para nos encontrar se chamava Fernanda. Nos encontramos em um barzinho bacana, bem espaçoso. De longe, quando a reconheci, vi que também havia uma mulher mais velha, na casa dos 50 anos, junto dela. Ao me apresentar, fiquei sabendo que era sua Mãe. A mãe vendeu seu carro para viajar, havia feito um intercambio nos EUA e logo em seguida outro na Nova Zelandia, de onde vinha para encontrar com a filha na Tailândia. Alguns chopes depois, vimos que as outras pessoas do grupo não iriam aparecer. Como as duas no dia seguinte acordariam cedo para ir para outra cidade, foram embora (mal podia imaginar que a próxima vez que conversaria em português de novo seria dali uns 10 dias) . Resolvi andar mais um pouco pela rua. Decidi fazer a tal Thai Massage. Era de fato, bem relaxante. Peguei um Uber para o Hostel e fui descansar (dessa vez, o uber saiu barato e foi rápido). Chegando ao Hostel tratei de utilizar o WIFI do hostel para planejar meu dia seguinte. Iria para Ayutthaya, mas como? Lendo relatos na internet, vi que seria fácil ir por conta própria, sem precisar contratar um tour.

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R$ 6,00 – Cortador de Unha

R$ 6,80 – Frutas e Suco

R$12,00 – Almoço

R$ 25,00 – Monopod (Bastão Selfie)

R$ 3,50 – Suco

R$ 6,00 – Barbeador

R$ 23,00 – Protetor Solar

R$ 10,00 – Chinelo

R$ 30,00 – Passeio Barco Canal

R$ 59,00 – Bar

R$ 15,00 – Protetor Labial

R$ 10,00 – Entrada Templo

R$ 8,60 – Uber Hostel

R$ 16,00 – Massagem

 

02/02/2017 – Ayutthaya – Acordei bem cedo, para pegar um dos primeiros trens para Ayutthaya. Fui até a estação de trem andando, vi pelo GPS que era perto, algo em torno de 2,5km de distância do meu hostel. Foi possível ver como é a rotina matutina fora do grande centro. Até então só havia observado o movimento durante a manhã no caminho para o Lumpink Park, era um cenário bem mais agitado, com mais carros, cheiros e pessoas. Indo para a estação pude observar os comerciantes começando a abrir seus negócios, os estudantes chegando até a escola, que ficava bem próximo à estação. Além disso, também via alguns poucos viajantes, com suas mochilas nas costas, praticamente as únicas pessoas na rua em alguns trechos do caminho. Comprei a passagem para Ayutthaya e fiquei na espera do trem, que ainda demoraria alguns minutos. Durante minha espera, teve um momento curioso. Começou a passar no telão uma espécie de homenagem à família real e ao rei morto, e todos os nativos ficaram de pé. Acredito ser uma tradição diária, assim como no brasil havia o hino nacional nas escolas. Peguei o trem, cheguei no destino. Durante minha pesquisa sobre a cidade, havia lido algum relato filho da puta, que dizia para não alugar bicicletas próximo à estação, pois eram caras comparadas aos lugares próximo dos monumentos turístico. Sendo assim, liguei o GPS e fui andando em direção ao parque. Depois de aproximadamente meia hora, e reparar que eu estava em um lugar sem nenhum tipo de negócio de veículos, com nenhum outro turista à vista e sem perspectiva de ver algum templo turístico, vi que estava numa latada. Avistei embaixo de uma árvore um ponto de moto-taxistas. Não pensei duas vezes, pedi que um deles me levasse até a estação de trem. E logo em frente, dei jeito de alugar uma bicicleta. Vivendo e aprendendo, não é mesmo? Junto com a bicicleta, recebi um mapa das principais atrações. Mas como o celular estava carregado, ele foi meu principal guia. Acho que ainda não mencionei nesse relato: QUE PUTA SINAL DE 4G, no país inteiro. Nas estradas, cidades pequenas, ilhas, todo lugar. Praticamente todos os templos que visitei na cidade eram bem semelhantes. Sua arquitetura, o desgaste das ruinas que remetiam a muitos anos, e por momentos, trazia a reflexão de quanto o mundo é antigo, e por quantas coisas já passou. Também era interessante reparar na fé das pessoas (que eram poucas, não turistas), que paravam em frente às estatuas centenárias de budas no meio das construções, deixavam suas flores amarelas e faziam suas orações. A caminho de um dos templos mais distante, parei em uma 7/11 para comprar algo para comer. Acho que foi a primeira vez que experimentei os pratos prontos, aquecidos por micro-ondas. Ainda bobo, peguei um prato apimentado, como quase todos. Também comprei um salgadinho com sabor de frutos do mar, que também era picante. Me sentei na calçada em frente a loja para comer. Não consegui terminar nenhum dos dois. Voltei até a loja para comprar doces, e tentar aliviar o ardor da pimenta. Pelo menos os doces eram normais. Joguei-os na cesta da bicicleta, junto com a garrafa de água, e pedalei. Que sol quente. Depois de chegar e encontrar uma árvore, descanei por alguns minutos na sua sombra. Fui ver o local e tirar algumas fotos, neste dia comecei a tentar usar o monopod que havia encontrado, logo vi que não seria de muita utilidade durante a viagem. Encontrei uma gringa branca, que estava da cor de um pimentão. Pedi que tirasse uma foto, e retribui; impressionante como a mesma foto ficou incrivelmente melhor tirada do Iphone dela; foi minha melhor foto dessa cidade. Na volta para a estação, resolvi pegar um caminho diferente daquele por qual tinha ido, para conhecer um pouco mais do lugar. Boa escolha. Como não via mais turistas pelas ruas (o que é difícil de acontecer naquele país), achei que estivesse indo pelo rumo errado. Mas as rotas do meu celular estavam claras, por ali eu também chegaria a meu destino. No caminho vi alguns turistas andando de elefante, dividindo as ruas com os pedestres e ciclistas. Vendo de perto: que animais imensos, que pegadas pesadas e que sensação de que ainda tenho muitas coisas para ver e conhecer no mundo. Voltei para a estação, esperei pelo próximo trem, me estranhei com uma comida parecida com umas palhas secas verdes que algumas pessoas vendiam, voltei para Bangkok, decidi meu próximo destino e comprei a passagem aérea. Meu voo saia de manhã bem cedo.

 

R$ 6,00 – Passagem de Trem Ayutthaya

R$ 165,00 – Passagem Avião Krabi

R$ 5,00 – Aluguel Bicicleta

R$ 10,00 – Entrada Templos

R$ 7,20 – Sucos

R$ 4,00 – Frutas

R$ 21,5 – Almojanta

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03/02/2017 - Ao Nang - Ainda de madrugada acordei, arrumei minhas coisas no banheiro do hostel, para não incomodar ninguém, fiz o checkout e peguei um uber para o aeroporto de voos domésticos de Bangkok. No dia anterior tinha visto que o trem para ayutthaia passava em frente ao aeroporto, porém, infelizmente o primeiro trem não chegava até o horário do meu voo. O translado até o aeroporto foi caro, pois era bem distante, mas bastante rápido, uma vez que durante a madrugada as vias de transito rápido não eram cheias. Enquanto aguardava o embarque, fui ao banheiro do aeroporto e comprei um lanche para matar a fome, algumas bolachas, tipo waffer e um suco industrializado. Alô Bauducco! O voo foi rápido, a empresa era a tão falada Air Asia, como não havia marcado assento, me sentei na última fila e tive que sofrer com a falta de espaço para reclinar a poltrona. Chegando em Ao Nang, o aeroporto era pequeno e logo na saída havia algumas vans fazendo os translados para Krabi e Ao Nang. Até chegar ao hostel foram cerca de 40 minutos. Durante todo o percurso já foi possível observar que eu estava em um local totalmente diferente da Tailândia que tinha visto até o momento. O mais impressionante são as formações rochosas, espalhadas por toda a costa. Seus formatos e cores variados são realmente impressionantes. Chegando ao centro da cidade, nas proximidades da orla, foi possível ver como aquele lugar era habitado por turistas, e como estes levavam vida para o local. Como era minha primeira cidade praiana, fui tratar de comprar algumas coisas que não havia levado para economizar espaço na mochila. Um óculos - que vi ser necessário após sair com os olhos fechados em quase todas as fotos por causa da luz do sol – que duraria até a última cidade da viagem, e uma toalha de areia que conseguiu sobreviver à viagem e voltar comigo para o Brasil. A quantidade de variedades de comida era incrível. Restaurantes de todos os tipos de culinária. Resolvi comer alguma coisa da cozinha tailandesa. Entrei em um restaurante, e fiz o pedido de uma comida que pude reconhecer alguns dos ingredientes, tais como arroz, frango, camarão, abacaxi, pepino e outros... Parece que não havia como ser ruim. E realmente não era. Apesar de não ter a forma que havia previamente imaginado – todos os ingredientes se juntavam em um prato único- o sabor de fato era bom. Foi minha primeira experiência comendo polvo e lula. Apesar de não possuírem uma consistência que me agrade, o sabor era bom. O que realmente não consegui ver lado positivo, era em uma espécie de fruto do mar, quase que como um inseto, que vinha inteiro no prato. Com olhos, pernas e tudo mais. Após comer, paguei e falei para a garçonete que poderia ficar com o troco, o equivalente a R$3,00 na época. A felicidade da moça ficou evidente em seu rosto. Resolvi que não queria gastar muito dinheiro naquele dia já fazendo passeios. Já achei aquele lugar o máximo, super bonito. Mal sabia que ainda não havia conhecido nada das belezas naturais da Tailândia. Peguei minha mochila de ataque e minha toalha e dei jeito de ir logo à praia. Procurei uma beirada de sombra, em uma das árvores na beira da areia – que eram muitas. Nas praias do brasil nunca tinha visto vegetação na orla, rente à areia. Aproveitei aquela tarde sozinho, sentindo a brisa no rosto e a calma que o lugar passava. Me dei conta que era disso que eu gostava. E durante toda a viagem esse sentimento sensacional de liberdade ao viajar sozinho me acompanharia. Também nesse primeiro dia, comecei a perceber alguns costumes dos turistas estrangeiros. Tais como quanto gostam de fumar e ler. Meu celular estava carregado. Deitado na orla, liguei o spotify e curti aquele momento ouvindo algumas músicas que me agradavam. Resolvi beber o suco da Dragon Fruit, que havia tanto ouvido falar. Não imaginava que por dentro ela possuía aquela coloração em preto e branco. Não achei lá aquela coisa toda. Dei alguns mergulhos no mar. Que água agradável. Sem ondas, uma temperatura super agradável, e mal dava para perceber o sal na água (quem diria que essa praia fica no mesmo país que abriga Hua Hin, um dos últimos destinos a ser conhecidos e com o mar completamente o oposto deste). No final da tarde decidi ir para o hostel tomar um banho. Ao Nang é pequena, dá para fazer tudo andando. No caminho, fui olhando as agências de viagem/passeio. Que eram centenas, encontradas a cada esquina. Logo percebi o quanto o potencial turístico daquele lugar era bem aproveitado. Um dos passeios que me chamou a atenção foi o Hong Island Tour, que passava por quatro lugares diferentes e tinha almoço incluso. Achei o preço pagável e comprei. Após chegar no hostel e tomar banho, fui novamente para a orla ver o pôr do sol. Um espetáculo à parte. Essa cena se repetiria por todos os dias de estadia nessa cidade. Para a janta, fui a um restaurante de comida ocidental, e comi algo que já estava acostumado. Voltando para o Hostel me atualizei nas redes sociais e noticias do Brasil antes de pegar no sono.

 

R$ 47,00 – Uber Aeroporto

R$ 6,50 – Café da Manhã

R$ 15,00 – Onibus Aeroporto – Ao Nang

R$ 90,00 – Hostel – 88 Ao Nang (3 diárias)

R$ 20,00 – Almoço

R$ 25,00 – Óculos de Sol

R$ 10,00 – Toalha Areia

R$ 4,00 – Suco

R$ 110,00 – Hong Island Tour

R$ 21,70 - Janta

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04/02/2017 - Hong Island – O dia amanhecia e já tinha programação para ele. Logo fui para a recepção do hostel aguardar a van que iria me buscar para o passeio. Inicialmente pensei que a saída seria próxima a orla, onde havia visto uma grande movimentação de long tail boats no dia anterior. Porém, após pegar todos os passageiros, o motorista foi saindo da cidade, e andando bastante, cerca de 30min. Chegamos em um píer, no meio do nada, de onde sairia o barco para o passeio. Não era um long tail, o barco era maior. Que dia foi esse. Saindo pelo mar, avistava várias ilhas, em formatos e tamanhos impressionantes. Eram milhares. As águas de uma cor que até então não havia visto. O passeio incluía quatro paradas diferentes, além do almoço em uma delas. Também era disponibilizado snorkels e coletes. A primeira parada era uma ilha com bem poucas pessoas. Era apenas o nosso barco e mais um. Logo quando chegamos os ‘guias’ auxiliavam quem quisesse subir em uma das rochas para tirar fotos. Gentil, um deles se ofereceu para tirar uma foto minha. Infelizmente, seu dedo saiu em todas as fotos. Nesse passeio foi a primeira vez que usei o monopod. Gostei do resultado das fotos.  Porém, até o final do dia chegaria a conclusão que era mais prático e o resultado das fotos não ficava tão diferente apenas segurando a câmera normalmente. Na segunda parada do passeio, fomos até um local chamado Hong Lagoon, é uma espécie de lagoa entre as enormes rochas características das praias do país. Lembro que o barqueiro falava que deveríamos esperar algum dos barcos que estavam dentro dela, para poder ir. Uma vez que a lagoa não era profunda....

Continua...

 

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Lembro que o barqueiro falava que deveríamos esperar algum dos barcos que estavam dentro dela, para poder ir. Uma vez que a lagoa não era profunda. Durante todo este passeio, que caiu a ficha que estava na Tailândia, que tanto via por fotos. O mar, as praias e o clima do país são extremamente característicos. Durante a parada na ilha em que seria servido o almoço, fui experimentar a action cam que tinha comprado nas gravações aquáticas. Era uma Xiaomi Yi. Com o snorkel, fui nadando e observando os peixes e as rochas com coráis. Estava achando a visibilidade boa, porém, mal esperava o que estava por vir em Phi Phi. Após um dos mergulhos, fui tirar uma foto. Estava em uma região profunda, porém achei uma rocha para apoiar um dos pés enquanto tirava a foto. Tirei a máscara, e quanto fui posicionar a câmera... adeus snorkel. O bendito escorregou e afundou na água. Como não estava no raso, era impossível vê-lo de fora da água. Na minha mente, só conseguia imaginar a facada que iriam me cobrar para repô-lo. A maioria dos turistas estava na parte rasa. Marquei aproximadamente a área onde ele deveria estar, e nadei até o chinês mais próximo. Ele não falava muito bem inglês, não entendeu que eu estava pedindo sua máscara emprestada, porém, conseguiu compreender que havia perdido a minha. Assim sendo, começou a procurar no local que tinha apontado. Sem sucesso. Sua esposa se aproximou, e em mandarim, conversaram. Ele explicou que estava tentando encontrar minha máscara, e ela rapidamente também tratou de tentar encontrá-la. Sem sucesso. Após mais ou menos 10 minutos, falei que podiam deixar, que provavelmente não conseguiríamos encontrar. Foram para onde seu grupo de quase clones estava. Na mesma pedra que estava apoiado, ainda fiquei por cerca de 10 minutos sozinho. Olhando para a água tentando encontrar qualquer resquício daquele bendito óculos que me custaria o olho da cara. Depois de perder as esperanças, e me preparar para ir almoçar. Vi um pequeno reflexo laranja na água. Logo pensei na pequena listra avermelhada que havia na máscara, e sem titubear, mergulhei e tateei o chão, até sentir a imensa alegria de sentir aquele objeto plástico nas mãos. Subi feliz à superfície e fui para a praia almoçar. De almoço, aquele arroz sem sal e tempero, que já havia até acostumado, com um frango e algumas frutas. Acho que ainda não comentei nesse relato sobre as frutas. Como são boas e abundantes. Serviam sempre de reflexo positivo na consciência, para não pesar muito o fato de estar tendo uma alimentação totalmente desbalanceada. Quem dirá meus companheiros amendoins torrados, e sanduiches de queijo e presunto da 7/11, que eram as refeições matinais, vespertinas e noturnas. O almoço era logo atrás da praia, embaixo da sombra das grandes árvores que a cerceavam. Durante a refeição, um visitante apareceu para alegrar os turistas e ser o centro das fotos por alguns minutos. Um lagarto gigante, da mesma espécie do que havia visto circulando no Lumpini Park em Bangkok. Depois do almoço e das próximas paradas do passeio, fomos embora. Dentro do barco, voltando do alto mar, senti aquela sensação de realização e felicidade que sentiria na volta para os hostels todos os dias da viagem. Após tomar um banho, fui até a orla, que também era o centrinho de Ao nang, ver onde iria almoçar e aproveitar e curtir o pôr do sol. Sentei na mureta que separava a rua da praia, e apreciei por bons minutos aquele belo fim de dia. Voltei para o hostel, para descarregar as fotos da câmera e celular no Drive. Depois de alguns minutos, voltei ao centrinho para almoçar. Fui a um barzinho, pedi uma cerveja Chang, e curtindo o som da banda que estava tocando, num estilo que imagino ser o reggae tailandês, curti a noite sozinho. Chegando ao Hostel, tentei comprar as passagens para a Malásia, onde iria encontrar um grande amigo que estava mochilando pelo sudeste asiático há alguns meses. Tentei comprar as passagens, mas não consegui. Tentei tanto pela AirAsia quanto pela Malaysia Airlines. Após algumas tentativas, consegui  em uma delas comprar apenas a passagem de volta. Mandei mensagem no chat do Nubank, relatando o problema, e logo resolveram. Mas já estava tarde e deixaria para tentar comprar no dia seguinte.

 

R$ 39,50 – Jantar + Cervejas

R$ 95,00 – Passagem de Volta Malásia

 

05/02/2017 - Railey Beach – Acordei cedo, passaria o dia na famosa Railay Beach. Me dirigi a orla, de onde saiam os long tail boats para lá. O valor era tabelado em 200baths ida e volta. Em menos de 10 minutos o barco estava lá. Descendo no ponto de parada do barco, precisava atravessar a pequena vila de resorts, por dentro da mata, para chegar até a praia. Como não havia sinalização, fui seguindo o fluxo de pessoas, que naquele horário era bem pequeno. Em um ponto, por algum motivo, achei que deveria virar em lugar, e decidi não continuar os seguindo. Estava certo. Logo cheguei. Que visual. Andei por toda a praia, para reconhecer o local. Passei pelas rochas onde os aventureiros estavam escalando, passei pela Phranang Cave. Onde os locais depositavam seus objetos fálicos, em oferenda a uma princesa que não recordo o nome. Muitos turistas acendiam velas, para desejar fertilidade. Tirei apenas uma foto de longe, para mostrar para os amigos da minha cidade. Logo encontrei uma sombra embaixo de uma árvore, na praia, e tratei de estender minha toalha. Fiquei sentado um bom tempo, admirando o lugar. Próximo a mim, havia um senhor que alugava caiaques. Pedi para que ele olhasse minhas coisas, enquanto entrava na água com o caiaque. Fiquei apenas uma hora, parecia uma eternidade, e gostaria que tivesse durado para sempre. Que sensação fascinante, estar sozinho, do outro lado do mundo, dentro de um barquinho, no meio daquele mar fantástico, olhando de longe aquele visual de tirar o folego. Voltando para minha sombra, liguei o shuffle em minhas músicas no spotify, fechei os olhos e curti o som por algumas horas. Se não me engano, era em Railay beach que haviam vários barquinhos ancorados na praia, vendendo comidas. Fui em um deles e pedi um hambúrguer e um suco. Estavam dignos. Fiquei um bom tempo observando o pessoal fazendo escalada. Retornei para a praia de onde sairia o long tail para voltar à Ao Nang. Essa parte foi complicada. Precisava esperar juntar certa quantidade de pessoas, para que o barco voltasse. Porém, demorei a entender o porque de sempre ficar para trás. Cada ticket de volta tinha uma cor. E os barqueiros trabalhavam como em cooperativas. Só aceitavam passageiros com o ticket da cor daquela cooperativa. Depois de vários minutos, sem que nenhum dos benditos me avisasse, percebi que um casal que perambulava igual a mim de barqueiro em barqueiro, e também nunca eram aceitos, estavam com o ticket igual ao meu. Fiquei de longe observando sua busca. Quando encontraram um barqueiro que pediu que ficassem esperando ao seu lado, logo dei jeito de correr até o mesmo lugar, e também ficar esperando. Logo juntaram mais pessoas e saímos. Já em Ao Nang, no caminho para o hostel, comecei a perguntar em todas as bancas de venda de passeios/vans (são milhares por cidade, ainda bem que não me dei ao trabalho de fazer um roteiro ou reservar nada pela internet antes de sair do brasil) sobre os preços para vans com destino a Koh Lanta. Após perguntar em todas até chegar ao Hostel, tomei um banho, voltei para a cidade, procurando o 7/11 mais próximo para garantir a janta. Voltei a agencia que estava mais barata e comprei o ticket para a van. Retornei ao Hostel, consegui comprar a passagem de ida para a Malásia e lá fiquei até pegar no sono.

R$ 11,00 – Café da Manhã

R$ 20,00 – Barco Railay Beach

R$ 20,00 – Aluguel Caiaque

R$ 17,00 – Almoço

R$ 280,00 – Passagem de Ida Malásia

R$ 35,00 – Van para Koh Lanta

R$ 7,60 – Janta

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06/02/2017 - Koh Lanta (Long Beach) – Acordei bem cedo, fiz o checkout no hostel, e fiquei aguardando na área comum. Como ainda faltava algum tempo, resolvi ir ao 7/11 comprar algo para comer. Deixei minha mochila lá mesmo e saí (durante toda a viagem, minha mochila ficou jogada pelos cantos, nunca senti apreensão de roubo ou algo do tipo...) comprei um misto e um suco e voltei para a área comum externa do hostel aguardando minha van. Aliás, o misto da seven eleven foi o meu arroz com feijão da Tailândia. Peguei minha condução e parti. Koh Lanta é uma ilha bem grande, praticamente colada no continente. E ali havia paz. Fiquei no hostel mais barato de toda a viagem (Sonya Guesthouse)... O equivalente a R$16,00 a diária (sempre reservava no dia anterior, pelo booking ou hostelworld... quase sempre encontrava o mesmo hostel mais barato em algum deles), era um lugar peculiar, na parte de baixo ficava um restaurante e subindo as escadas ficava o hostel. O lugar era todo de madeira, as camas tinham mosquiteiros (bem úteis, aliás) e logo nos fundos ficavam os bungalows. A pior parte era o banho, frio... mas pelo preço, não dava para se queixar. O local ficava a cerca de 2-3 km da principal praia da ilha, Long Beach.  Como a ilha era bem grande, a localização das pousadas, hotéis e hostels era bem privilegiada. Do caminho de meu hostel até long beach, praticamente todas as pousadas tinham sua própria praia particular... pois ficavam logo após a orla. Outra coisa que achei curioso na ilha foi a vegetação. Que cobre grande parte de seu território. Mesmo na orla das praias, e entre os hotéis, a vegetação era densa. O que ajudava a deixar o lugar com uma vibe ainda mais relaxante. No primeiro dia, apesar de ter lido relatos falando que a ilha era bem grande, e andar a pé seria cansativo, resolvi ir até Long Beach andando (andar sempre foi a primeira opção nessa viagem, e com certeza foi uma escolha sábia). Não foi uma caminhada fácil. Afinal, estava sob o sol tailandês das 15:00h. O visual da praia de cara era diferente de todas as que havia passado pelo país. O que havia entre a estrada e a areia da praia era uma espécie de reserva florestal. Com pinheiros gigantes (isso mesmo, pinheiros gigantes na areia). Estendi minha toalha na sombra de um destes pinheiros e fiquei. Ocasionalmente dava um mergulho no mar, e voltava para minha sombra. Era um momento de calma, contemplação e reflexão. Taí, essa tríade resume bem o sentimento de viajar sozinho na maior parte do tempo: CALMA, CONTEMPLAÇÃO E REFLEXÃO. Aquele visual diferenciado, proporcionou uma visão do pôr do sol bem dahora. Quando começou a anoitecer, marchei em direção ao hostel. Agora sim a caminhada foi tranquila, sem que o sol travasse uma batalha comigo a fim de derreter minha pele. Tomei meu banho gelado no hostel, fui a 7/11 comprar comida e escolhi duas variações de refeições congeladas. Como nunca dou sorte, mesmo escolhendo aquelas sem os dizeres de “apimentado” na embalagem, todas tinham pimenta. Dá-lhe refrigerante gelado.

R$ 4,00 – Café da Manhã

R$ 8,10 – Almoço

R$ 9,30 – Janta

R$ 48,00 – Hostel Koh Lanta (3 diárias)

 

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07/02/2017 - Koh Lanta (Old Town/ Au Nuy Beach ) – Acordei, e fui comprar meu misto sagrado na 7/11. Saindo da loja, tive uma surpresa que seria meu martírio pelo resto da viagem... Recebi uma mensagem no celular, e adivinhe só? Minha internet ilimitada por 1 mês havia acabado depois de 7 dias. Sim, esse é o resultado de querer economizar e não comprar logo no aeroporto um chip, com pessoas que falam inglês melhor do que os caixas do mercadinho de rua. Perguntei na recepção do hostel onde e como poderia colocar créditos no celular... Me dirigi à 7/11 novamente. Como pode-se esperar, a atendente do supermercado não entendia bulhufas do que eu estava tentando dizer. Precisei mostrar a mensagem no celular (que estava tanto em inglês quanto tailandês) para que ela compreendesse. E agora me diga... quem é que disse que eu sabia qual o meu número? Havia jogado a embalagem do chip fora. Depois da tensão, rolei as milhares de mensagens que recebi quando fui ativar o chip e encontrei entre aquele alfabeto estranho para mim, algo que achei que pudesse ser meu número. E era, felizmente. Passado o drama e o gasto inesperado (que se repetiria mais vezes na viagem) decidi que iria alugar uma moto para rodar a ilha. Lojinhas de aluguel de moto nunca serão uma dificuldade na Tailândia. Estão por todo lugar e a burocracia é zero. Ao lado da 7/11 havia uma. Até então me preocupação era só uma: a última vez que havia sentado em uma moto tinha sido na prova do Detran, 7-8 anos antes. Porém, por toda parte se via idosos e crianças andando tranquilamente pelas ruas pilotando (sim, ver crianças de 9-10 anos pilotando motos vai ser uma imagem normal na Tailândia)  e imaginava que não seria possível que eu também não conseguiria. Meu pensamento estava certo... qualquer pessoa que ande de bicicleta pode pilotar aquelas motos. E não, não é uma preocupação do dono da loja que você irá alugar, se você sabe ou não pilotar o veículo. As dicas para alugar moto são as mesmas que todos os relatos já trazem... se a moto estiver mais nova, confira se não há nenhum amassado ou risco e mostre para o cara da lojinha. Quanto mais fudida estiver a moto, melhor... quando você entrega-la não vão nem se dar ao trabalho de conferir. Nas duas ocasiões que aluguei moto, não tive problema algum. Deixei meu passaporte com os carinhas da loja, e ao devolver o veículo, me devolveram o passaporte. Porém, um amigo que encontrei na Malásia e que também tinha alugado moto na Tailândia passou por um perrengue. Em Koh Tao, alugou uma moto mais nova e não conferiu direito quando a retirou. Na hora de devolver, o cara da loja disse que ele a tinha riscado e que deveria pagar $100. Meu amigo ficou puto e falou que não iria pagar (até por que, com $100 você praticamente compra uma moto nova por lá). O cara da loja disse que só iria devolver o passaporte dele quando pagasse. O problema só foi resolvido quando ele chamou a polícia. Então a dica é: vá na moto mais fudida. Ter alugado a moto foi a melhor decisão que poderia ter tomado em Koh Lanta. Inicialmente fui até Old Town, que fica quase do outro lado da ilha. Chegando por lá, estacionei e fui andando pelas redondezas a pé. Nessa parte da ilha foi possível ver um pouco da rotina dos nativos... as crianças indo para a escola, os adultos para o trabalho. Em uma parte mais afastada havia um museu aparentemente abandonado, um templo onde as pessoas da região frequentavam e no início de uma estrada com floresta mais densa, as placas indicando a rota de fuga no caso de tsunamis. Voltei até a moto, e fui seguindo sem rota pelas estradas. Percebi o início de um pequeno trieiro na beira da estrada. Parei a moto, e fui descendo o barranco, seguindo a trilha, para ver onde daria. E desembocou em uma pequena praia. Fiquei curtindo o lugar por um tempo. Depois de alguns mergulhos, voltei para a moto e segui viagem. Em todos os trieiros que via pelo caminho, sempre parava e os seguia. Não dava outra: sempre tinha uma pequena praia deserta no final. A medida que ia ficando mais tarde, já passava a encontrar mais pessoas nessas praias. Esse dia me dei ao luxo de almoçar em um restaurante bacana, que estava próximo de uma das praias da ilha. O lugar visivelmente era caro... mas se tratando de Tailândia, ainda assim seria barato. Pedi um prato com peixe e um suco de manga. Mal sabia que o bendito curry continuaria me seguindo nas refeições da viagem. Mesmo assim valeu a pena. O garfo foi meu aliado na tentativa de separar o molho picante do peixe. Enquanto estava em uma das praias, resolvi olhar no maps os lugares próximos de Koh Lanta, a fim de decidir para onde seguiria viagem. Quando avistei o parque nacional de Khao Sok senti uma identificação muito grande à primeira vista. Resolvi pesquisar o que havia sobre aquele lugar na internet. Não encontrei muita coisa, praticamente nada. Mesmo assim decidi que aquele seria o próximo destino.

R$ 4,60 – Café da Manhã

R$ 20,00 – Crédito Celular

R$ 31,00 – Aluguel Moto (2 dias)

R$ 34,00 – Almoço

R$ 11,80 – Janta

 

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08/02/2017 - Koh Lanta (Ócio) – O último dia em Koh Lanta foi basicamente um dia de ócio. Curtindo o vento na cara, ao andar pelas estradas com várias decidas e subidas pelo caminho. Parando nas praias que tinha curtindo e fazendo simplesmente nada. A parte mais movimentada do dia, foi quando da procura por uma van que me levasse ao próximo destino. No fim do dia devolvi minha moto, peguei o passaporte e fui para o hostel, me atualizar sobre o que acontecia no Brasil.

R$ 3,70 – Café da Manhã

R$ 9,90 – Fone de Ouvido

R$ 60,00 – Van para Khao Sok

R$ 9,20 – Almoço

R$ 3,00 – Picolé

R$ 10,70 – Janta

 

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09/02/2017 - Khao Sok – Acordei, tomei meu café da manhã e esperei pela van. Quando chegou, nos levou para uma outra cidade, esperando a baldeação que seria feita para as pessoas que iriam para Khao Sok. Aguardei um bom tempo – realmente não eram muitas as pessoas que procuravam esse destino – até que a van que nos levaria chegou. Partimos rumo à Khao Sok, chegamos já estava tarde... aproximadamente 15:30h. A vila de Khao Sok era minúscula. Só havia uma rua, que poderia ser atravessada em 20min. Quando desci da van, senti que tinha feito a escolha mais certa possível. Apenas de respirar aquele ar, me sentia mais vivo. Como meu protetor solar estava acabando, procurei algum supermercado. Essa vila foi o único lugar em toda a viagem que não encontrei uma 7/11. No único mercadinho do lugar, comprei um protetor solar maior, que durasse para o restante da viagem (Muito estúpido, uma vez que logo iria para a Malásia, e só estava com bagagem de mão). Andei um pouco pela entrada do parque e logo voltei para o hostel. Lá também havia a venda de passeios e todos propiciavam uma imersão diferente no parque (além de possuírem um preço bem salgado). Resolvi escolher o passeio do lago de um dia (também havia as opções de passar dois, três dias no parque), pois deveria estar em Koh PhanNgan no outro dia.

Nesse hostel, não havia beliches. O quarto tinha formato de L e era composto por 8 camas simples. No meu, misto, só havia eu e mais duas inglesas. Como o local não tinha muito o que se fazer após o fim dos passeios, ao entardecer, logo ficamos amigos. Jantei no próprio hostel, havia uma sorveteria/restaurante na recepção. Os pratos eram fartos e baratos. Foi um belo achado para estadia nesses dias.

 

 R$ 6,00 – Café da Manhã

R$ 40,00 – Hostel Khao Sok (2 diárias)

R$ 150,00 – Passeio Lago

R$ 19,00 – Repelente e Sabonete

R$ 52,00 – Protetor Solar

R$ 10,00 - Janta

 

10/02/2017 - Khao Sok (Day Lake Tour) – Logo no início do dia peguei a van para o passeio. Nossa primeira parada foi em uma cidade um pouco maior, paramos para fazer compras em um mercado popular. Aproveitei e comprei uma capa a prova d’agua para o celular... afinal, estava indo para um lago. Chegamos no píer de onde saiam os barcos para o lago. No passeio estava incluso água e frutas à vontade, além do almoço. Ajudei o guia a leva-los da van para o barco. Me sentei na proa do barco, único lugar sem sombra, porém com a visão mais fantástica possível. Partimos. Logo que o barco desatracou, tive a certeza que aquele seria o ponto alto da viagem. Poucos minutos depois, veio a confirmação. Que lugar espetacular. Como pode um lago tão grande possuir uma cor daquelas? E as montanhas rodeando todo o lugar?! Fiquei todo o passeio com um sorriso de criança na cara, de orelha a orelha. Só quem esteve naquele lugar e sentiu a magia daquela vibe, consegue partilhar do sentimento que toma conta de todo o corpo. Depois de quase uma hora navegando pelo lago, chegamos ao local onde iriamos almoçar. É também naquele lugar que dormem as pessoas que escolhem os passeios de maior duração. Existem várias cabaninhas, em ambos os lados do salão central onde ocorrem as refeições. Tudo suspenso, no lago. Após o almoço, calçamos os sapatos emborrachados que estavam à disposição e pegamos outro barco menor e seguimos em direção a uma caverna. Paramos na beira do rio, descemos do barco e seguimos mata a dentro. Passando por brejos (obrigado, sapados emborrachados), pulando troncos de arvore caídos no chão, atravessando cursos d’água pelo caminho. Em um destes cursos d’água, era preciso andar na ponta dos pés, e mesmo assim a água batia no pescoço, isso se a pessoa não pisasse em algum um lugar mais fundo, nesse caso ela afundava toda sobre a água – não é preciso dizer que passei por essa experiência, não é mesmo? Sorte que estava com a capa que havia comprado para o celular. Chegamos na entrada da caverna. O guia foi na frente, e os demais o seguiram. Ele estava com uma lanterna para iluminar o caminho, pois a visibilidade lá dentro era zero. No início sentimos o chão molhado, mas nem demos muita bola. Porém, a água foi aumentando, e logo estava batendo nos joelhos. Peguei o celular e liguei a lanterna. Afinal, não corria o risco de molhá-lo. Percebendo que as mulheres que estavam atrás de mim, estavam com bastante dificuldade, deixei que passassem na frente. Assim, poderia iluminar também o caminho delas. O nível da água foi só subindo, logo estava nos nossos pescoços novamente. Em um dos pontos havia uma elevação, que deveria ser subida com o auxílio de uma corda. A correnteza nesse ponto era maior. Depois disso o nível da água diminuiu um pouco, logo chegamos no final da caverna. E para a minha surpresa, havia uma cachoeira dentro da caverna. Isso mesmo, uma cachoeira descendo da rocha na caverna, com visibilidade zero. Achei aquilo sensacional. Saindo da caverna, pegamos o barco, voltamos para o ponto de apoio, devolvemos os sapatos, pegamos nossos pertences e aguardamos o barco que nos levaria de volta para à terra. Assim que o barco partiu para dentro do lago, me senti completamente realizado por estar naquele lugar, e ter tido a chance de passar por aquela experiência. Até hoje minha vontade é de eternizar esse momento, e fazer uma tatuagem de uma foto que tirei no barco, na volta do passeio. Ao chegar no hostel, comprei o ticket conjunto para Koh Phangnan, tomei banho e fui para o quarto. Não tinha chegado nenhum novo hóspede. Logo as inglesas chegaram e fomos compartilhar os passeios do dia. Elas também tinham achado o passeio delas fora de sério. Após horas de conversa, e graças ao formato bastante favorável do quarto, eu e uma delas tivemos um momento de intimidade para coroar o final da minha estadia nesse lugar fantástico.

R$ 15,00 – Capa Celular Água

R$ 30,00 – Entrada Lago

R$ 65,00 – Van para Koh Phangnan

R$10,00 - Janta

 

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11/02/2017 - Koh Phan Ngan – O ticket conjunto que havia comprado, cobria todo o trajeto até Koh PhanNgan. Como a ilha ficava na costa oeste, a viagem foi longa. Quando cheguei o tempo estava fechado, e logo quando saí da balsa começou a chover. Por não achar outra opção, morri em um moto-taxi que queria me cobrar o olho da cara para deixar no hostel. Depois de chorar muito, ele abaixou o preço em 100 baths, mesmo assim ficou bem caro. Chegando no hostel, que com certeza era um local improvisado, fui tomar um banho. Não tenho dúvidas quanto ao caráter provisório do hostel, pois parecia um imóvel comercial que estava desocupado e o dono resolveu transforma-lo em hostel, devido à alta demanda na época da Full Moon Party. Eu tinha uma reserva em outro hostel, do lado da praia onde aconteceria a festa. Mas ela só começava no dia seguinte. Foi a única reserva de hotel que eu fiz no Brasil, pois já sabia que nessa data estaria na cidade para a festa. Terminado o banho, aconteceu o primeiro perrengue nessa ilha. A porta estava emperrada, e não destrancava nem a custo de reza. Como o Wi-Fi do lugar era um lixo, nenhum hóspede ficava no quarto. Só tinha um cara por lá. Mas como o banheiro ficava à parte, demorou uns 3 minutos até conseguir me ouvir chamando. Chegando lá, pedi para que ele falasse com o cara da recepção e trouxesse alguma ferramenta ou algo do tipo, para que eu tentasse abrir a porta (que era de PVC – dá pra imaginar o nível do lugar por aí né... kkkk)  O funcionário da recepção entrou no banheiro ao lado e me entregou uma chave de fenda por cima. Tirei a fechadura da porta e consegui sair do bendito banheiro. Saindo de lá, fui agradecer o cara que me escutou e foi lá chamar o cara da recepção. Para minha surpresa, ele era brasileiro. Também estava viajando sozinho, acabamos nos tornando brothers. Já estava começando a entardecer, fomos andar pela cidade e ver como era a praia que no dia seguinte seria palco da festa mais maluca do país. Depois de andar um pouco, recebi a maldita mensagem de falta de créditos, e tive que recarregara o celular novamente. Aproveitamos que já estávamos no mercado para comprar bebidas. A ilha já estava completamente em clima de pré-festa. Por todo lado, turistas bebendo e dançando. A grande maioria dos turistas era de pessoas jovens, com menos de 30 anos. Além dos bares à beira mar, o centrinho ficava repleto de pontos de música, onde o pessoal se reunia e fazia sua própria festa. Os hostels também promoviam festas, e seus hospedes se aglomeravam nas portas. Andando pelos bares da orla, o brasileiro comentou que quando esteve em Phi Phi havia um comercio muito peculiar, de “ervas medicinais”, que ele havia adquirido e trago consigo. Em uma área da praia logo após os bares, nos juntamos a um pessoal que também estava curtindo aquela brisa do mar, para experimentar aquela especiaria. Realmente foi uma experiência muito agradável, tornou o restante da noite em algo do caralho. Andando pelo centro, encontramos um hostel que estava promovendo uma festa com tema latino. Com certeza aquele momento nunca irá sair da minha mente. A rua estava entupida de gente, todas as pessoas muito animadas, dançando bebendo e curtindo a vida. Provavelmente havia mais de 500 pessoas na festa que ocorria na rua em frente a porta do hostel. Ficamos ali curtindo aquela vibe por cerca de uma hora e depois fomos à procura do supermercado mais próximo comprar mais bebida (que ficava bem mais barato do que nos bares). Voltamos a andar pelas ruas da cidade, quando nos demos conta de que não lembrávamos mais onde ficava aquele lugar. Nessa hora olhamos um para o outro e pensamos na mesma coisa... por que diabos fomos sair daquele lugar?! Depois de andar bastante, encontramos a balada latina de rua e ficamos até tarde, depois voltamos andando para o hostel. A noite foi foda, mas precisava descansar para o dia seguinte... a tão falada Full Moon Party.

R$ 7,20 – Café

R$ 30,00 – Moto-taxi

R$ 50,00 – Hostel (1 diária)

R$ 20,00 – Crédito celular

R$ 7,00 - Almoço

R$ 20,00 – Bebidas

 

 

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    • Por Juliana Dassoler
      Ola, pessoal!
      Nos 28 dias conhecemos Bangkok, Chiang Mai, Krabi e Ko Phi Phi na Tailandia, Siem Reap no Camboja, Hanoi e Halong Bay no Vietnam e Luang Prabang no Laos.
      Tinhamos a opção de ficar mais tempo nos lugares, ou aproveitar a viagem e ver mais paises. Escolhemos conhecer varios lugares, mesmo com poucos dias. Claro que foi muito corrido, quando voce começa a acostumar com o lugar.. pá, ja pega o proximo voo. Mas vai saber quando vamos voltar, entao mesmo com os perrengues, valeu a pena!  Pra mim foi uma montanha russa de experiencia, muito intenso e surreal. Tive dias difíceis, mas faz parte do role e a experiencia vale mais que tudo.
      Nos comunicamos em ingles em todos os lugares, na maioria das vezes de boa. No Vietnam eles falam mal, meio truncado...o cara do passeio que fizemos mandou um 'ladies and GERMAN'...todo mundo rachou. Eu falo só o basico do básico e o Ederson fala melhor, entao sobrou pra ele
      Levamos apenas um mochilao cada um, pesando uns 20kg cada. Levei um pouco de roupa de calor e frio. A gente mandou lavar no Camboja, em Chiang Mai e em Krabi. 
      Bom, vou tentar ser pontual e descrever tudo resumidamente, e vou colocar os links que me ajudaram no roteiro, pra nao ficar tao repetitivo. 
      Fomos pela Ethiopian. O voo foi super tranquilo, achei o aviao e o serviço de bordo ok na ida, e na volta o serviço achei meio ruim. O aeroporto de Adis Adeba que achei bem fraquinho, eu precisei comprar um remedio e nao tinha farmacia
      Assim, nao foi uma viagem ruim, mas tudo bem basico. De qualquer forma viajaria de novo com eles.
      La voamos com a AirAsia, LaosAirlines e Vietjet. Todos os voos foram otimos, avioes novos e nao tivemos problemas com atrasos. Como as lowcost tem restrição no peso da mala, compramos bagagem extra em uma das passagens e colocamos as duas mochilas num saco protetor da deuter e fechamos no cadeado. Na bagagem de mao é legal levar uma mudinha roupa...vai que a mala extravia 
      Nosso roteiro
      12/11/2017 Saida Brasil   13/11/2017 Chegada Bangkok Volta cidade 14/11/2017 Ayuthaya Templos 15/11/2017 Bangkok/Camboja Grand Palace, Buda reclinado 16/11/2017 Camboja Angkor - circuito longo 17/11/2017 Camboja Angkor - circuito curto 18/11/2017 Camboja/Vietnam - Hanoi   19/11/2017 Vietnam - Halong Bay passeio 20/11/2017 Vietnam - Halong Bay passeio 21/11/2017 Vietnam - Hanoi/Laos museus 22/11/2017 Laos volta cidade 23/11/2017 Laos rondas das almas/cachoeiras 24/11/2017 Laos/Chiang Mai   25/11/2017 Chiang Mai tatoo 26/11/2017 Chiang Mai zoologico 27/11/2017 Chiang Mai Natural Park 28/11/2017 Chiang Mais/Ao Nang aula culinaria 29/11/2017 Ao Nang centro 30/11/2017 Ao Nang railey beach 1/12/2017 Ao Nang railey beach 2/12/2017 Ao Nang hong islan 3/12/2017 ao Nang phra nang 4/12/2017 Ko Phi Phi monkey beach 5/12/2017 Ko Phi Phi passeio 6/12/2017 Ko Phi Phi passeio privado maya bay 7/12/2017 Ko Phi Phi/Bangkok praia 8/12/2017 Bangkok shopping 9/12/2017 Brasil acabou Transportes utilizados em cada lugar
      - Bangkok - uber, taxi, tuktuk e barco. Taxi usamos poucas vezes pq eles podem nos enrolar, tem q perguntar do taximetro, explicar onde vai e etc, prefirimos usar o uber na maioria das vezes. Tuktuk é caro mas tem que andar, neh hahaha. É mto massa! O barco usamos pra ir ao shopping, pois a estação era proximo do ultimo hotel que ficamos, foi uma experiencia bem bacana e barata, custa 0,90 centavos.
      - Siem Reap - tuk tuk e bike. Fomos e voltamos do aeroporto de tuktuk. Do hotel para o centro era perto, fomos a pé. No primeiro passeio para Angkor fomos de tuktuk, e no segundo fomos de bike. 
      - Hanoi - uber
      - Laos - nao tem uber, usamos taxi pra ir ao aeroporto e voltamos de tuktuk, alugamos moto e bike pros passeios.
      - Chiang Mai - uber e moto
      - Krabi - nao tem uber, taxi (valor fixo de 50 reais do aeroporto para Ao Nang), van ou busao (valor fixo de 15 reais por pessoa do aeroporto para Ao Nang). O busao demora mais, se puder pegue a van. Alugamos moto por 20 reais o dia, mas ficamos com ela só 2 dias, no fim das contas era tudo meio perto e dava pra fazer a pé.
      - Ko phi phi - para ir ate a ilha precisa pegar um ferry, para conhecer a maioria das praias de barco, e pela ilha o só os chinelos mesmo
      Hoteis e restaurantes
      Em todos os lugares tomamos a cerveja local, mas a que mais gostamos e ate trouxemos pro Brasil foi a Angkor. Comemos muuuitos frutos do mar 
      - Bangkok - ficamos no Tara Place e no Villa Phra Sumen Bangkok. Os dois são proximos a Kao San Road e a Rambutri. Eu recomendo muito o Villa Phra, amei ficar la! Bom, comida pra mim infelizmente no começo foi um perrengue. Eles usam mto o lemon keffir, e eu odiei esse negocio rsrsr. Depois descobri os pratos que nao tinham, aí foi sucesso! Na Rambutri comemos no Villa Cha Cha e gostei bastante do pad thai deles. Comi pad thais na rua e nao gostei tanto...vai o bendito keffir. Acho que nao fizemos boas escolhas nos restaurantes de Bangkok, só gostei desse msm kkk
      - Siem Reap - ficamos no Baby Elephant Hotel. Amamos ficar la! Super acolhedores e atenciosos, tem piscina pra aquele 'calô' todo e fica proxima a Pub Street. Comemos nessa rua mesmo, tem bastante opção.
      - Hanoi - ficamos no Tu Linh. Ele é um hotel bem ok, nada de mais, bem localizado e com cafe gostoso. Alias o cafe veitnamita é muito bom!  
      - Luang Prabang - ficamos no Villa Oudomlith. La no Laos achei os hoteis meio caros, esse tinha preço bom e era bacana. Eles tem aluguel de bike e moto, e de quebra tem um catiorinho mto fofo chamado Tom. Fica bem pertinho da rua principal. Tem bastante restaurante, mas gostamos mesmo foi da comida de rua da feira nortuna. Fica meio escondido, tem que fuçar
      - Chiang Mai - Ficamos no The Peaberry. Fica no quadrante principal. Perto desse hotel comemos no Tikky Cafe, que é bem simples mas tem comida boa, e no Its Good Kitchen, The Hideout, Reform Kafe, tb bem gostoso. Alguns dias comemos nas feirinhas noturnas mesmo.
      - Krabi - ficamos no Centra by Centara Phu Pano e a gente amou! Fica proximo ao centrinho de Ao Nang, é confortavel e tem uma vista lida. Fora o café que é ótimo e fica ao lado da piscina. Recomendo fortemente os restaurantes Jungle Kitchen e o May&Zin. Ambos sao simples (mesmo!), mas a comida é otima. O Jungle precisa marcar hora, de tao cheio que é. Mas assim, tipo vc ta comendo e o gato da familia vem te dar um oi, na mesa do lado fica o bebe brincando..é bem familiar mesmo rsrs. O May&Zin fica numa praça de alimentaçao e o dono é uma figura. Precisamos ficar mais alguns dias em Ao Nang e o Centra nao tinha mais vaga, fomos para o Centara Anda Dhevi Resort and Spa.
      Bom, vamos ao relato.
      Dia  13/11 - chegamos em Bangkok e dividimos um Uber com outro casal brasileiro. Ficou uns 200 bath pra cada casal, e o aeroporto é longe da Kao San, uns 30 km. Descansamos um pouco e fomos conhecer a Kao. Gente, que loucura, nao?? kkkkk A Kao San é uma bagunça e lotadaaaa. Eu particularmente nao curti nao, preferi a Rambutri, que tb é lotada mas é mais bonitinha, entao a noite a gente sempre ia lá. Bom, massagem tem a qq esquina, e façam! 15 reais meia hora é de graça, nao dá pra perder. E é uma delicia. 
      Dia 14/11 - fomos para Ayuthaya de trem. Chegamos cedo na estação, mas nao a tempo de pegar o trem com o ar e com preço bom, só tinha o caro ou o sem ar. Resolvemos ir no simplao sem ar mesmo,  e foi de boa, tem uns ventiladores de teto, a galera vendendo uns petiscos.. Pagamos uns 2 reais e demorou 2h pra chegar. Assim que chegamos compramos a volta pra nao correr o risco de ficar sem.
      La na estação tem varios tuktuk, taxi e etc pra te levar nos templos da cidade. Nós optamos por ir de bike mesmo. Os templos mais importantes ficam depois do riozinho, precisa atravessar de barco (acho que era 5 bht), e logo do outro lado alugamos a bike por 10 reais o dia. Alguns templos precisam pagar, no total gastamos uns 50 reais os dois só de entradas. A cidade é pequena e, como todos os lugares que fomos, não é la mto limpa e é pobre. Levamos umas coisas pra beliscar, nao almoçamos por la. Na volta tomamos um smoothie numa cafeteria bem gostosinha que tem na estação. 
      Detalhe, eu tive a sorte de ter uma infecçao de urina logo que chegamos, tentamos comprar remedio perto do hotel, mas nao rolou. Na estação em Bangkok tem uma farmacia e lá fui eu tentar pedir remedio, procurei no google pra poder mostrar pro pessoal. O senhorzinho que me atendeu falava ingles e disse que tinha um remedio melhor pra minha infecção, e me deu uma cartela de antibiotico, sem receita nem nada. Foi o que me salvou! 

       
      Dia 15/11 - Fomos ao Grand Palace e no Wat Pho, pagamos uns 130 o casal. É um complexo gigante e lindo! Precisa ir de calça e as meninas com ombros cobertos. E dica, vá cedo, mais cedo possivel! Fica muuuuiiiito cheio, dá ate nervoso. Acho que chegamos la umas 9h. Demos sorte de pegar uma cerimonia com monges em um dos templos, foi bem massa. E o buda reclinado? Ele é gigante e lindo! Tive que ir duas vezes por que era tanto glamour que uma visitinha só nao ia dar. Sempre quando viajo demoro pra absorver o volume de coisa que conheço...vcs ficam assim tb? Entao das coisas q gosto mto observo por mais tempo 'internalizar' melhor rsrs   




      Saimos umas 13h, nesse dia iamos embarcar para o Camboja. Saimos do hotel as 16h, nosso voo era as 20h, e quase perdemos . Demoramos mto no transito, 3h! Entao precisa prestar bem atenção com esses horarios, pq o aeroporto é longe e o transito é uma bosta. Enfim, deu td certo e fomos para Siem Reap. 
      Chegando no hotel fomos mto bem recebidos, eles são muito prestativos e falavam bem ingles. Fomos jantar a pé, as ruas pareciam meio de praia, sem asfalto, simples, mto sujo e com mtas animais de rua. É uma país mto judiado
      Comemos na Pub Street, que é uma mini Kao San.    
       
      No outro dia fechamos de fazer o circuito longo com um tuktuk. Acho que foi a melhor opção fazer o longo primeiro, é longo devido a distancia entre um templo e outro, mas sao menores e nao tao famosos. O circuito curto que tem os bam-bam-bans.
      Dia 16/11  - Angkor circuito longo. O Tuktuk nos pegou no hotel e a primeira parada foi na bilhetria do parque, que fica numa galeria, onde inclusive tem uma loja das havainas rsrs. Lá compramos o bilhete que dá acesso a todos os templos de Angkor, e pegamos a opção de 3 dias. Custou 124 dolares o casal (carinho, neh). Nessa galeria tinha um livro guia mto legal do complexo, mas achamos que encontraríamos em outro lugar mais barato e nao compramos, só que nao achamos nunca mais  
      Para entrar nos templos precisa estar com ombros e joelhos cobertos. Tem muita gente vendendo de td, te abordam mto e insistem mto! Tenha paciencia! 
      Mas o peoooorrrr de td é o calor umido, gente! Vc sua, fica grudando e é mto abafado... foda. E como tem mta rua sem asfalto, sobe um pó danado. Perdi 2 blusas brancas. Eu levei belisco e whey pra tomar, fiquei com medo de comer na rua.  


      A noite fomos na feirinha noturna, que é uma gracinha. Pechinche td, de 50 vira 25 rsrsrs. Tem mta prata tb, mas tem que ficar de olho com os 'enrolations'.
      Dia 17/11  - Angkor circuito curto. Esse role fizemos de bike. Foram uns 30 km do total, mas valeu a pena! Andamos pela cidade tranquilo e fizemos o nosso tempo. O circuito curto tem Bayon, Ta Phrom (Tomb Raider) e Angkor Wat. A gente queria ter ido mega cedo no Angkor Wat pra ver o nascer do sol, nao deu, ai chegamos la umas 9h...cara, o que que é aquilo de gente??!! Tem chegar cedo MESMO, pq eh lotado! Bom, entramos e o negócio é gigante! A gente deve ter ficado mais de uma hora la. Tem uns macaquinhos mto fofinhos, e uns turistas babacas que ficavam provocando eles 😡 Adorei esse circuito e achei o Ta Phrom o mais massa. Aquelas arvores gigantes meio cor de prata em cima das construções, surreal. 
      Eu acho teria sido melhor dividir o circuito curto em 2 dias, pq os templos sao grandes e ficou corrido fazer td num dia. Se a gente tivesse dividido esse circuito  em 2 poderia ter curtido melhor. 

       
      Dia  18/11 - Demos umas voltas pela cidade, tomamos chopp na Pub Street - que custaram 0,50 dolares 🍻 - e a tarde seguimos para o Vietnam. Chegamos em Hanoi a noite e na imigração tivemos que passar em duas filas: uma para entregar cartinha que exigem pra gente entrar (consegui com a empresa do passeio em Halong Bay) e a outra pra pegar o visto. É meio burocratico entrar no pais, e eles tem uma carinha invocada, me deu medo kkkkk. Fomos de uber pro hotel e saimos para jantar e trocar dinheiro. La era inverno e tava um tempinho fresco, com garoa. Demos umas voltas pela cidade, compramos um negocio que parecia rolinho primavera de banana num vendedor de rua, e estava uma delicia. Eles tem costume de comer ou no chao, ou em banquetas baixinhas, parecia de criança. 
      Dia 19/11  - Fomos para Halong Bay para fazer o cruzeiro. A praia é ate perto de Hanoi, mas como eles nao tem rodovias, é td por dentro das cidades, demorou demais! Saimos as 8h e chegamos no navio as 12h. Fechamos com a empresa Secret Cuise. Achei o barco legal, comida boa, as atividades extra achei meio zuado, tipo o aula de cozinha e o tai chi. A bacia de Halong Bay é linda, tem umas montanhas incriveis, a agua é linda, mas como tava frio, meio que me arrependi de ter ido. Acho que teria valido mais a pena ter ficado mais tempo em Hanoi e ter conhecido ouras cidade, como Ho Chi Min. Fora que é caro esse cruzeiro, foi uns 900 reais o casal.

      Dia  20/11 - Na parte da manha terminamos o passeio em Halong Bay e a tarde voltamos para Hanoi. Em Hanoi saimos para jantar e fomos na rua Ta Hien. Eh tipo uma vielinha com varios restaurantes com mesas na rua. Ai sentamos num restaurante, fizemos nosso pedido, e começou um agito estranho. Logo me dei conta que era o 'rapa' da comida em Hanoi hahahaha. Nao podem colocar mesa nas ruas, ai qd a policia aparece vira essa bagunça, tipo o rapa da 25 de março mesmo. Rachei de rir, mas é de boa, apenas engraçado. Adorei a comida no Vietnam, e o café é uma delicia, trouxemos um pacotinho pra casa!
      Dia 21/11  - Passamos o dia em Hanoi. Fomos no museu da guerra que, apesar da história triste, vale muito a pena conhecer. Fomos ao museu das mulheres, que é bem legal também. Enfim, andamos pela cidade. Fomos no lago Hoan Kien e entramos no museu que tem la, mas nao vale a pena, achei feio e sem nada, mas o lago é bem bonito.  Almoçamos de novo na Ta Hien, e comprei umas louças pra trazer de presente, tem muita coisa bonita. Adoramos Hanoi, queriamos ter ficado mais um dia la! Achei que nao ia ter nada de mais, e gostamos mto. Nos divertimos com o caos e aquelas milhoes de motos pela cidade, atravessar a rua era o desafio do dia! A noite seguimos para o Laos.


      Chegamos em Luang Prabang a noite e fomos dar uma volta na cidade. Ela é super pequena e charmosinha, na rua principal tem varios restaurantes. Achei as coisas mais caras por la, incluive o visto. Chegamos meio tarde no aerporto e nao tinha nada aberto, ou seja, sem casa de cambio! Fizemso a cagada de dar nota baixa pra pagar o visto e na hora de pagar o taxi tinhamos apenas 100 dolares, ou seja, devolveram na moeda local com uma conversao pessima. 
      Dia  22/11  - Alugamos uma bike e fomos andar. Fomos em alguns templos e conhecemos o bar Utopia. Lá é super zen de manha e a noite um fervo. Almoçamos e tomei uma bebida gelada que ia cafe, oero, banana e canela e amei! Vimos o por do sol do mirante, e obviamente é lotadoooo. A vista é incrível, vale o aperto. A noite fomos na feira noturna e la tinha umas barracas de comida que vc escolhe os produtos e a moça faz na hora. Que delicia! E baratinho, acho que pagamos uns 15 reais no prato. Tinha tb uma panquequinha e umas bolachinhas de coco, comemos um monte. Fora as milhares de coisinhas lindas que eles vendem! Me arrependi de nao ter comprado um guarda-chuva de papel que só vi la, e tb uma pintura em tela dos monges. Sempre fico na duvida de comprar as coisas e me lasco 😥. 


       
      Dia 23/11  - Acordamos suuuper cedo, tipo umas 5h, pra poder ver a ronda das almas. É mto lindo! E como é incrivel a cor das tunicas dos monges! Foi mto legal de ver. E como sempre tinha uns turistas sem noçao que quase enfiavam a camera na cara dos coitados 🤦‍♀️


      Alugamos uma moto e uma bike pra ir nas cachoeiras. Eu nao dirijo moto, mas me aventurei em andar la, elas sao automaticas, deu pra ir de boa, e nao precisa de carta. A bike ficou pro Ederson, nao tive coragem de pedalar entre subidas e descidas uns bons km de ida e volta. Foi mto legal poder ir por conta, pq fomos reparando na paisagem, no dia a dia dos locais, vimos ate uns monges entrando numa casa, acredito eu, pra pegar donativos. Umas 2h depois chegamos nas cachoeiras. Que coisas mais linda aquela agua! E olha que tava nublado! Mas é uma cor de agua mto bonita, valeu a pena conhecer. Fora que no começo do parque tem um espaço onde ficam ursos resgatados, um deles nao tinha a perninha, judiação. Fizemos uma trilha pra ir no Budas Cave, mas nao valeu a pena nao, coloquei um pé na caverna e voltei. 'Deuzolivre' aquela escuridao rsrrss to fora.


      De todos os lugares o Laos foi o mais 'ocidental' que passamos, parece q tem mto europeu vivendo la. Por um lado é bom pq da uma melhorada na higiene e no capricho dos lugares, ajudam a desenvolver o local, inclusive do lado do hotel que fiquei tinha um projeto social onde os turistas ensinam ingles aos locais, achei o maximo. Por outro lado tenho um pouco de receio de perderem a identidade, sabe? Mas por enquanto parece que ta num equilibrio bom, eu adorei conhecer Luang Prabang. 
      Dia 24/11  - De manha demos mais umas voltinhas na cidade e a tarde fomos para Chiang Mai. Andamos um pouco em Chiang Mai e fechamos no hotel para ir ver uma luta de Muai Thai a noite. Pagamos uns 120 por pessoa e as lutas eram das 19h as 23h. Foi legal ver e conhecer, parece ser como o futebol pra nos, mas ficamos na duvida se as lutas foram meeeesmo verdadeiras. 
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      Dia 25/11   - De manha fui fazer minha tatoo de bambu com um ex monge. Eu tava um pouco cansada dos dias corridos que tivemos e a tarde ficamos no hotel. Saimos a noite para passear na feira noturna e visitamos o templo prateado.

      Dia  26/11 - Alugamos uma moto e fomos ao zoologico da cidade. Nao sou mto de zoos, mas la tem um PANDA! Amo pandinhas, nao poderia deixar de conhece-lo
      Depois andamos pela cidade meio que sem rumo, pra conhecer os arredores. Nisso passamos numa cidade vizinha que tava tendo festa das lanternas. Achei que fosse aquelas que eles soltam lanterninhas, tudo lindo e ilmuminado #sqn, ja tinha rolado no começo de novembro. Paramos pra conhecer e tava rolando uma dessas feiras noturnas, mas quase sem nenhum turista, só local. Teve apresentação de dança dos locais também, foi bem legal. Comemos varias coisas que nem sei o que eram, eles nao falavam mto bem ingles, a gente pedia na fé mesmo. Teve um doce mto doido que a moça frita uma massa numa chapa, e tinha uns fios de acuçar colorido pra colocar nessa massa e comer. 


      Dia  27/11- Fomos na reserva de elefante no Natural Park. La eles tratam de animais resgatados de circos, de passeios e etc. Foi muuuto legal, passamos o dia la. Demos comida, fizemos um passeio com eles, demos banho e etc. Valeu mto a pena! Pagamos 520 o casal pelo dia. É caro mas vale, gente! 

      Dia 28/11 - Eu fui dar uma volta na cidade e o Ederson fez um curso de culinaria pela manha, ele curtiu bastante! A tarde pegamos o voo para Krabi e, para a nossa alegria, tava chovendo
      A sorte que pegamos um hotel bom e proximo ao centro.
      Dia 29/11  - Acordamos e adivinha, chovendo! Ai que desespero....fez tempo bom a viagem toda, qd chega a tao sonhada praia, chuva! Mas ok, a gente ficou com pensamento positivo que ia passar! Alugamos uma moto e fomos dar uma voltinha na garoa mesmo...qd a chuva deu uma tregua pegamos um barco e fomos para Railay Beach, que fica a uns 10 min de Ao Nang. Chegamos la e começou uma puta chuva. Fomos tomar uma breja pra esperar passar. Breja mega cara, e chuva nao parava...por fim voltamos pra ao nang mesmo e ficamos por la. A noite a chuva parou, fomos ao centrinho e jantamos na Jungle Kitchen.
      Dia 30/11 e 01/02  - Dia nublado e com garoa...aiaiaiia, cade o soooollll! Qd melhorou um pouco  pegamos a moto e fomos pra praia. Saiu um solzinho e fomos novamente para Railay Beach. Chegamos la mas o dia ainda nao tava mto bom...garoava, parava, garoava...nao achei a praia essas coisas - talvez pela chuva - e era cara. Ficamos um pouco e voltamos pra Ao Nang. Parecia que no dia seguinte o tempo estaria melhor, ai fomos atras de um passeio e fechamos um para Hong Island, que parava em algumas praias. 
      Dia 02/12  - Fizemos o passeio para Hong Island. Tava um tempo nublado mas deu pra curtir bem. Só que tava muito cheio. O barco para numas praias mto pequenas e com mta gente...só a ultima que era maior que foi de boa. 

       
      Dia  03/12 - O tempo ainda nao estava legal e resolvemos adiar nossa ida a ko phi phi, pq la as coisas eram um pouco mais caras e os hoteis nao tao bons. Nesse dia fomos para uma praia ao lado de Railay, Phra Nang. Lugar lindo, achei melhor que Railay. Passamos o dia la! Jantamos no May&Zin, acho que foi restaurante mais gostoso que comemos.


       
      Dia 04/12- Fomos para ko phi phi. Aleluia!! De ao Nang pra la da umas 2h, entao pegamos o barco no primeiro horario, as 9h, pra dar temo de chegar e passear a tarde. Nosso hotel ficava perto do pier e da praia. Alugamos um caiaque e fomos na Monkey Beach. Amei essa praia, é cheia de macaquinhos fofos e danados, e dá pra fazer mergulho com snorkel, tem bastante peixe e corais pra ver. Pro dia seguinte fechamos um passeio que saia as 9h e voltava as 20h.

       
      Dia 05/12 - Como a gente queria fazer um passeio particular, aproveitamos esse passeio longo pra definir quais praias iriamos voltar. Foi um passeio bem legal, e deu uma volta na ilha toda, desde Bamboo Island ate Maya Bay. No fim paramos quando ja estava escuro uns 15 minutos pra fazer o mergulho com os planctons, é mto bonitinho, curti fazer. Nosso plano era fazer aquele role de dormir no barco e tals, mas nao conseguimos data, e por fim foi ate bom por causa da chuva. Mas esses minutinhos ja valeram a pena. Chegamos em Maya Bay la pelas 16h, e mare ja tava baixinha, mas era lindo de qq jeito. Pra descer em May Bay precisa pagar uns 40 reais de taxa. Outro lugar lindo que fomos nesse passeio é Bamboo Island e Pileh Lagoon. Conhecemos um casal do Rio e no dia seguinte fechamos um passeio privado com eles. 


      Dia 06/12 - Saimos umas 7h de Ko phi phi e fomos para Maya Bay. Eles falam pra chegar cedo pq lota a praia, que as 9h fica insuportavel e etc, mas eu sinceramente nao achei que ficou tao cheia assim. A gente chegou tao cedo que a mare tava baixa, entao tb na adianta. Pra mim é conversa deles pra poder chegar cedo e fazer outro passeio a tarde, sabe? Chegando em Maya Bay umas 8h acho que ta bom...umas 9, 9:30 a mare ja ta boa e tem mta gente sim, mas pra mim foi ok. Voltamos pra ko phi phi umas 14h e ficamos na praia proxima ao hotel, compramos umas brejas e uns petiscos no 7eleven e ficamos de boa la. 

       
      Dia 7/12 - Infelizmente era o ultimo dia Acordamos cedo, fomos ao mirante e depois ficamos na praia, nosso navio de volta saia as 16h. Adorei conhecer ko phi phi, é bem bonitinha, cheia de restaurantes, bares, festas..pena que é meio largado, acho q ainda sofrem com a devastação do Tsunami de 2004. Mas a praia poderia ser mais limpa, nao tem lata de lixo em nenhum lugar, e tem mto turista porco que larga tudo...isso me deixou meio triste, tanta beleza e pouco cuidado..mas enfim, la é lindo, foi mara e gostaria mto de voltar! Mas ô trem longe, neh!

      Dia 08/12  - Nosso ultimo dia em Bangkok fomos ao shopping ver eletronicos. Nosso hotel ficava perto da estacao de barco, entao fomos de barco msm. Super baratinho e em 20 minutos estavamos la! Tomamos banho no hotel, deixamos nossas malas num quartinho e fomos jantar em Rambutri e fazer as ultimas massagens rsrss
      Nosso voo saiu de madrugada e chegamos no Brasil as 17h do sabado. Eu dormi nas primeiras 8h, mas as outras 12 nao passavam nuncaaaaaa. E chegando no Brasil ainda pegamos um busao pra Ribeirao, mais 5h de viagem! Dá pra colocar as séries e filme em dia, e vai sobrar tempo rsrs
      ]
       
      Dia 09/12 -  Brasil
      Bom, espero ter ajudado, e se eu puder ajudar em mais alguma coisa, estou a disposição
      Aproveitem cada minuto!!! 
      Segue os links me ajudaram a montar meu roteiro:
      http://lalarebelo.com/krabi/
      https://www.umviajante.com.br/tailandia/3509-roteiro-de-um-dia-em-ayutthaya-saindo-de-bangkok
      http://vamosfugir.net.br/2016/07/17/o-que-fazer-em-siem-reap-no-camboja/
      https://www.eduardo-monica.com/new-blog/roteiro-do-que-fazer-em-chiang-mai
      https://www.carpemundi.com.br/o-que-fazer-em-luang-prabang/
      http://www.vounajanela.com/camboja/como-se-locomover-e-quantos-dias-ficar-em-siem-reap/
       
       
       
       
    • Por Abrahao Carla
      Neste vídeo mostro como o trânsito de Bangkok é louco!
       
    • Por rodrigovix
      Índice do Relato (clique na página para ir direto ao capítulo)
      Capítulo 1: Preparativos [Pag. 1] 
      Capítulo 2: Do sonho até lá. [Pag. 5]
      Capítulo 3: Bangkok, tempestade e a corrida contra o tempo. [Pag. 5]
      Capítulo 4: Roby, o motorista mais gente boa de Bali. [Pag. 7]
      Capítulo 5: Templos e praias de Bali, a ilha mágica. [Pag. 7]
      Capítulo 6: Os templos de Ubud, o coração cultural da ilha. [Pag. 8]
      Capítulo 7: Da Floresta dos Macacos aos belos campos de arroz. [Pag. 9]
      Capítulo 8: Os encantos de Nusa Lembongan. [Pag. 9]
      Capítulo 9: Nusa Penida, o melhor lugar do planeta! [Pag. 9]
      Capítulo 10: Angel Billabong, Broken Beach e Crystal Bay. [Pag. 10]
      Capítulo 11:
      Capítulo 12:
      Capítulo 13:
      Capítulo 14:
      Capítulo 15:
      (continua...)
      Quer conferir algumas fotos da viagem e ainda ser informado quando tiver capítulo novo?
      Então segue lá no instagram @queridopassaporte
      Faaala, meu povo!
      Cá estou eu novamente retribuindo tudo o que esse fórum sempre me proporciona. É com prazer que dou início a mais um relato buscando compartilhar o máximo possível de informações e de experiência de viagem com a comunidade mochileira.
      Há três anos, fiz meu primeiro mochilão, percorrendo o clássico roteiro da América do Sul (Bolívia, Chile e Peru), e postei o relato aqui no fórum. Confesso que não tinha noção da proporção que esse relato viria a tomar, e de como ele me apresentou tanta gente do bem e inspirou tantas outras histórias bonitas por aí.
      Para quem ainda não viu, vou deixar o link aqui, ó: 
       
      Agradecimentos
      Eu não poderia dar sequência sem antes agradecer a todo mundo que me ajudou com as informações que me permitiram fazer o roteiro do jeito que eu sempre quis. São muitos nomes:
      Meu parceiro @Tanaguchi que, com seus dois incríveis relatos pelo Sudeste Asiático (veja aqui e aqui), em muito me ajudou nesse planejamento. Aliás, ele também me ajudou com o relato pela América do Sul. Vai seguindo tuas viagens que eu vou te acompanhando, jovem! Hahaha
      Outro grande agradecimento vai pra minha parceirona @Maryana Teles, dona do Vida Mochileira (clica aqui pra conferir o Blog dela, aproveita pra segui-la no Instagram, no YouTube e participar do grupo no Facebook). A Mary sempre foi uma pessoa alto-astral, generosa, autêntica, e que me ajudou muito com as postagens dela sobre a Tailândia. E também me deu aquela força na divulgação do @queridopassaporte durante minha viagem haha. Valeu, Mary! #tamojunto sempre.
      Foi a Mary que me indicou outro cara que também tenho que agradecer, meu xará Rodrigo Siqueira, do TravelerBR, principalmente por indicar o melhor barqueiro de Koh Phi Phi (mais detalhes nos capítulos finais do relato haha). Rodrigo também é referência em mergulho de cilindro por lá, e o barco da empresa dele tá sempre lotado de brasileiros. Não deixe de conferir o site e o instagram dele. 
      E, por fim, agradecer a dois estrangeiros camaradas: o Jackson Groves, do Journey Era, e a Justine, do Travel Lush. Seja pelas matérias nos blogs ou respondendo os meus directs, me ajudaram muito com informações principalmente a respeito de Nusa Penida, em Bali, pois quase não se achava site brasileiro com informação detalhada sobre esse lugar na época em que eu estava pesquisando.
      Ufa! É isso. Claro que mais pessoas me ajudaram, direta ou indiretamente, mas fica aqui meu agradecimento de forma geral.
       
      A viagem
      Essa viagem seria feita originalmente em novembro de 2016. Mas meu namorado e fiel parceiro de boletos, aventuras e repete-essa-foto-até-ficar-do-jeito-que-eu-quero Antenor recebeu uma proposta de emprego e mudou de empresa e, com isso, lá se foram as férias planejadas. Tivemos que esperar o ano seguinte, mas o sacrifício valeu a pena. Daí vocês já imaginam a expectativa que foi quando finalmente embarcamos nessa viagem no final de 2017, né? Spoiler: foi a viagem dos SONHOS!
       
      O Roteiro
       

      O roteiro mudou muitas vezes desde quando comecei a pesquisar essa viagem, há dois anos. No começo, ficava ali por Tailândia, Myanmar, Laos, Camboja, Vietnã… Mas aí depois veio Bali... Aí depois veio Singapura… Aí depois veio Filipinas... A TENTAÇÃO NÃO TINHA FIM! Era uma descoberta atrás da outra. Não havia tempo pra tudo, infelizmente.
      Fechamos, então, Indonésia (Bali), Singapura e Tailândia. Talvez não fosse o roteiro mais prático, mas também nada difícil de ser feito, principalmente considerando os voos low-cost dessa região e a época propícia em que estávamos viajando (mais detalhes logo abaixo na parte “Quando ir?”).
      O roteiro ficou assim:
      11/10/17: Vitória (VIX) x São Paulo (GRU) 
      12/10/17: São Paulo (GRU) x Addis Ababa (ADD)
      13/10/17: Addis Ababa (ADD) x Bangkok (BKK)
      14/10/17: Bangkok (DMK) x Bali (DPS)
      Indonésia (Bali)
      15/10/17: Uluwatu
      16/10/17: Ubud
      17/10/17: Ubud
      18/10/17: Ubud x Nusa Lembongan
      19/10/17: Nusa Penida
      20/10/17: Nusa Penida
      21/10/17: Nusa Penida
      22/10/17: Nusa Penida x Kuta
      23/10/17: Bali (DPS) x Singapura (SIN)
      Singapura
      24/10/17: Singapura
      25/10/17: Singapura
      26/10/17: Singapura
      27/10/17: Singapura (SIN) x Bangkok (DMK)
      Tailândia
      28/10/17: Bangkok
      29/10/17: Bangkok
      30/10/17: Bangkok
      31/10/17: Bangkok (DMK) x Chiang Mai (CNX)
      01/11/17: Chiang Mai
      02/11/17: Chiang Mai
      03/11/17: Chiang Mai
      04/11/17: Chiang Mai
      05/11/17: Chiang Mai x Bangkok, Bangkok (DMK) x Krabi (KBV)
      06/11/17: Railay Beach
      07/11/17: Railay Beach
      08/11/17: Railay Beach x Koh Phi Phi
      09/11/17: Koh Phi Phi
      10/11/17: Koh Phi Phi
      11/11/17: Koh Phi Phi
      12/11/17: Koh Phi Phi
      13/11/17: Koh Phi Phi x Krabi, Krabi (KBV) x Bangkok (DMK)
      14/11/17: Bangkok
      15/11/17: Bangkok (BKK) x Addis Ababa (ADD) x São Paulo (GRU) x Vitória (VIX)
       
      Quando ir?
      Essa pergunta é muito importante. Planejar uma viagem ao Sudeste Asiático sem levar em consideração a época do ano é bem arriscado. As estações se resumem basicamente em Seca e Molhada. Quando eu digo seca, é quente pra burro. E quando eu digo molhada, é daquelas chuvas torrenciais cinematográficas (as famosas monções).
      Bom, eu poderia gastar alguns parágrafos aqui descrevendo as probabilidades climáticas de cada mês em cada um dos três países que eu visitei, mas, como eu sou um cara muito gente boa, montei uma tabelinha mais lúdica pra facilitar a pesquisa.
      Lembrando que essas informações são PROBABILIDADES. Sabemos bem como o clima pode nos surpreender. Você pode ir num mês cuja probabilidade é de chuva e pegar um belo dia de sol, como pode ir numa época típica de sol e pegar dias de chuva. Não é uma ciência exata.
      Indonésia (Bali)

      De maio a outubro é a “estação seca”, bons meses pra se visitar Bali. Abril e novembro também são boas opções, mas ainda são meses de transição entre as estações. Se puder evitar dezembro, janeiro e fevereiro, evite, pois tende a chover mais. Mas nada que vá atrapalhar sua experiência de viagem caso esses sejam os únicos meses disponíveis.
       
      Singapura

      Singapura já possui um clima mais equilibrado, com chuvas bem distribuídas ao longo do ano. Costuma-se ter mais dias de chuva em novembro, dezembro e janeiro. O mês com menos chuva é fevereiro. Mas não é nada que seja uma diferença absurda. Apenas tenha em mente que qualquer dia pode chover, mas que isso não vai estragar o seu passeio.
       
      Tailândia

      Tailândia é o país que mais respondemos “depende” quando a pergunta é “quando ir?”. Isso porque cada parte do país (região central, como Bangkok; região norte, como Chiang Mai; região da costa oeste, banhada pelo Mar de Andamão, como Phuket, Krabi e Koh Phi Phi; e região da costa leste, banhada pelo Golfo da Tailândia, como Koh Sami e Koh Tao) possuem calendários climáticos específicos. De uma forma geral, costuma-se dizer que os melhores meses são janeiro e fevereiro (dezembro, também, dependendo das praias que você queira ir), e os piores meses são de maio a outubro.
       
      O que levar?
      O Sudeste Asiático é quente, muito quente. Mesmo em época de chuva, são raros os momentos em que você precisará de roupa de frio. Em 99% do tempo você vai desejar ser invisível pra poder andar sem roupa e entrar nos estabelecimentos só pra ficar no ar condicionado. Pra não dizer que não levei roupa de “frio”, eu levei uma camisa segunda pele só porque no meu roteiro estava previsto uma visita a uma região bem alta no norte da Tailândia, e lá costuma fazer um “friozinho”. Morreria se não tivesse levado? Não, daria pra aguentar. Mas vai de cada um.
      Meu vestuário foi, na maior parte da viagem, camiseta, bermuda e chinelo. Levei um tênis pra usar nos locais em que se exige sapatos fechados, e também para andar em Singapura, que é uma cidade mais “arrumadinha” e eu ia bater muita perna. Calça eu levei só para os voos internacionais e para entrar em estabelecimentos que pediam esse tipo de vestuário. Na região das praias, era sunga, bermuda e chinelo o tempo todo. Resumindo: FÉRIAS, em maiúsculo.

       
      Equipamentos
      Eu sou um apaixonado por fotografia. Gosto de estudar, praticar e considero quase uma segunda profissão. Mas uma das perguntas que mais recebo é “adorei suas fotos, qual é sua máquina?” hahaha. Poxa vida. Não vou ser hipócrita em dizer que equipamento não faz diferença, porque ajuda. Mas a maior parte do resultado das fotos vem do olhar, do estudo de luz e sombra, composição, pós-edição, etc. Fora os perrengues que a gente passa pra conseguir uma foto. Mas sempre vale a pena.
      De toda forma, deixo aqui a lista dos equipamentos que levei. Foi uma mochila só com eles. Algumas das fotos foram feitas com o próprio celular (na época da viagem, um Samsung Galaxy S7).
      Câmera Nikon Dx D5300
      Lente Nikkor 18-55mm f/3.5-5.6
      Lente Nikkor 35mm f/1.8
      Lente Sigma 10-20mm f/4-5.6
      Tripé 60-170cm
      GoPro HERO5 Black
      GoPro Dome 6’’
      Spray repelente de água
      Bastão GoPro 3 Way
      Bastão Flutuador GoPro
      Carregador triplo + 2 baterias extras GoPro
      Maleta de acessórios GoPro
      Filtro de linha com 6 tomadas e 2 entradas USB
      Adaptador de tomadas
      Quem sabe na próxima eu já arrumei um drone? haha
       
      Precisa de visto?
      Para todos os casos dos três países visitados (e basicamente para a maioria dos países), é necessário passaporte com pelo menos 6 meses de validade restante e apresentação do Certificado Internacional de Vacina contra a Febre Amarela. 
      Abaixo, alguns dos requisitos que eu obtive dos sites da Embaixada do Brasil em cada país.
      Indonésia
      O visto de turismo não é necessário para visitas de até 30 dias. Já o visto de negócios é exigido, e pode ser obtido na chegada ao país, válido por 30 dias e prorrogado por mais 30 dias.
      Singapura
      Singapura não exige visto para entrada de brasileiros no país, caso permaneçam até 30 dias. Nesse caso, é concedido um “visitor pass”.
      Tailândia
      Não é necessário visto para os brasileiros ingressando na Tailândia para turismo ou negócios, com permanência limitada a 90 dias.
      Atenção! O porte e o tráfico de drogas são severamente punidos pelas legislações desses países, até com pena de morte. Mesmo o porte de quantidades mínimas pode ser punido com muitos anos de prisão.
       
      Documentos
      Sempre levo uma pastinha dessas transparentes e maleáveis com todos os principais papéis que preciso carregar, tais como:
      Cartões de embarque:
      Estão sempre salvos no e-mail e no celular, mas não custa nada ter um back-up impresso guardado com você. Sou do time #menospapel, mas, estando do outro lado do mundo, precaução extra nunca é demais.
      Comprovantes, ingressos, reservas, etc:
      Todas as reservas, compras e ingressos que eu tenha comprado previamente (o que se faço caso não me represente nenhum aumento de custo, ou caso seja necessário, pois prefiro comprar e reservar tudo na hora).
      Certificado do Seguro Viagem:
      Nunca, eu hipótese alguma, viagem sem um Seguro Viagem. É como andar de carro sem seguro. Um risco constante de adoecer ou precisar de assistência médica e ter que gastar centenas ou milhares de dólares do próprio bolso. Acreditem, eu precisei usar nas últimas duas viagens internacionais que fiz. Então, faça sua cotação, sua pesquisa, entre em contato com a operadora do seu cartão de crédito, ou o seu banco, qualquer coisa, mas não viagem sem.
      Cartão Internacional de Vacina (ANVISA):
      É importante ter o seu Cartão Internacional de Vacina para comprovar que foi vacinado contra a Febre Amarela. Se em países como a Bolívia, onde é obrigatório, eles quase nunca te pedem, na Tailândia, por exemplo, é obrigatório apresentar antes mesmo de sair do aeroporto. Não esqueça o seu. Para fazer o seu Cartão Internacional, basta entrar no site da ANVISA, fazer o cadastro prévio, depois ir até uma agência deles, levar seu cartão de vacina em que comprova que foi vacinado contra a febre amarela e pronto, eles emitem o seu Cartão Internacional.
      Nota fiscal dos equipamentos fotográficos:
      Eu sempre procuro levar, ainda que meus equipamentos sejam considerados de “uso turístico” e não precisam ser declarados. Entretanto, nunca se sabe quando você será confrontado por um agente policial questionando a procedência daqueles itens. Então, por precaução, eu levo. Mas nunca me pediram.
      Todo e qualquer papel que você receber durante a viagem:
      Vá guardando tudo o que você receber, principalmente em aeroportos, hotéis, agências, etc. Nunca se sabe quando você irá precisar daquele comprovante. É muito comum ter que apresentá-los nos trâmites de entrada e saída de alguns países.
       
      Como levar o dinheiro?
      Há muitos que optam por levar o cartão para saques nos ATMs, ou então só usar o cartão de crédito, por uma questão de segurança. Eu levo tudo em dinheiro (dólares, geralmente) e deixo as notas num money belt, aquelas doleiras em forma de cinto que a gente usa por dentro da roupa. É ali também que eu guardo o meu passaporte, sempre comigo. Não tiro o money belt para nada. Os únicos momentos que tirava era quando ia entrar no mar, mas ou eu estava num barco privado e minhas coisas ficavam em segurança, ou então eu deixava tudo no cofre do hotel e só saia com o dinheiro necessário para o dia. Nesses países é bem raro ser assaltado, mas o furto é algo comum. Então fique sempre muito atento aos seus pertences para não dar o azar de ser furtado.
      Obviamente, também levo um cartão de crédito para emergências. Mas nunca o deixo junto de onde guardo o dinheiro, justamente para não correr o risco de perder tudo de uma vez só. O mesmo vale para as chaves reservas dos cadeados, se este for o seu caso (eu uso mais o cadeado de código). Sempre guarde a chave reserva num lugar separado.
       
      Finalizando...
      Bom, acho que é isso. No próximo capítulo eu darei início à saga do voo internacional, falo das passagens, de como e por quanto comprei, questões de fuso horário, jet lag, etc.
      Então, até breve!
       
      Próximo capítulo: Do sonho até lá.
    • Por Murilo Massaretto
      Olá!
      Pretendo viajar para o Sudeste Asiático do dia 14/11 até o dia 08/12 (25 dias) no seguinte cronograma:


      Interessados, podem me enviar um whats: 12 99786-6499
      Ano passado fui pra África e rolou um grupo dinâmico de whatsapp onde as pessoas entravam um pouco antes da viagem para tirar dúvidas e pegar dicas e saiam ao final da viagem deixando as dicas para os próximos, podemos fazer o mesmo.
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