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Olá Viviana! Obrigado por seu relato,vc escreve muito bem! A minha dúvida é a seguinte: Levando uma certa quantidade de material de artesanato para vender em Bogotá  e outras cidades,(ficarei 37 dias na Colômbia) poderei ter algum tipo de problema na imigração,por se tratar de atividade comercial? Pretendo levar umas pulseiras prontas de minha fabricação,mais algum material sobressalente e alicates.

Obrigado pela atenção!

James

pulseira couro latão.jpg

pulseira couro pedra da lua.jpg

pulseira pedra vermelha.jpg

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@James Sousa , Olá! 

Agradeço pelas gentis palavras. 

Honestamente não posso falar sobre a ~fiscalização de imigração fora do Brasil pois ainda não saí dele (assim como tão pouco acredito que isso exista no Mercosul). No entanto, vou te dizer uma coisa: inúmeras foram as vezes em que ouvi e recebi conselhos para não ir em determinados locais turísticos que [mesmo sendo turísticos] tinha vontade de conhecer porque artesãos não eram lá muito bem vindos (por exemplo, houveram tempos complicados quanto a fiscalização municipal na Chapada dos Veadeiros, Ilha Bela, Itacaré...). Todavia, isso nunca me empediu de exercer meu direito de ir e vir. O maior inimigo que pode te destruir e te empedir genuinamente de viver o que gostaria é o MEDO. Não se guie por ele, principalmente quando for dos outros! Os nossos medos a gente enfrenta e são portas de acesso para a evolução sempre que encarados e superados. Os medos alheios não passam de peso. Solta. :)

 

Em resumo? "Andar com fé eu vou que a fé não costuma falhar (...) Até quem não tem fé, a fé costuma acompanhar pelo sim, pelo não."

Boa viagem!

P.S.: você tem bastante capricho no acabamento de suas peças. São belas. Parabéns!

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Ah, e ainda complemento: nunca ouvi  nenhuma história ou conheci alguém que tenha viajado com asa pela América do Sul e tenha enfrentado este tipo de problema que citou. E não foram poucos, inclusive nada discretos! Hahahaha 

Só vai! E conta pra gente depois como foi! :)

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Olá Viviana,

Obrigado pelo incentivo e por gostar do meu material.Reativei o artesanato,que não fazia há décadas! Bom, meu único "temor",digamos assim,é a imigração me confiscar o material no El Dorado mesmo,mas mesmo que isso ocorra,não é o fim do mundo,claro...

Como te disse,chego dia 12 de março,e terei prazer em relatar essa viagem de 37 dias aqui no site. Se souber de alguém que esteja indo para Colômbia nessa época,fale de mim,terei prazer em ser útil!

Enquanto isso vou seguir lendo suas boas experiências, e obrigado por sua atenção!

Fica na paz! 

 

james

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  • 7 meses depois...
  • Membros

E aee Viviana!!
Apagou as redes sociais é?
Aqui é o ivan que conheceu na audiencia do tanquã....

Só passando por aqui para falar que adorei seus posts.. muito emocionantes e didáticos!!!
Dá até vontade de cair na estrada novamente... buscar caminhos de luz que iluminem a minha existência!
Sei bem que se a alma não é pequena tudo vale a pena, como diria Fernando Pessoa,  e de fato o universo conspira a favor das grandes almas!!

Força pra nós!
Fica bem... que o coração mostre de novo seu caminho na BR da vida.
Grande abraço!!!!!

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@ivan__costa  xuxuuuu, tirei o chip do celular, taquei fogo e dei tchau pra Facebook. De jeitinho que goxto! hahahahah Adeus academia, adeus emprego! uhuuuuul hahahahah XD
Essa é uma "rede social" que verdadeiramente me contempla.
Fico feliz por receber sua mensagem! 
É clichê e é real, mas o coração sempre sabe o caminho. Acontece que a linguagem do coração é o silêncio, e a gente desaprendeu a ouvir o silêncio... ;)

 

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  • Silnei pinned this tópico
  • 5 meses depois...
  • 7 meses depois...
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      Da pequena ponte que corta parte da lagoa, se tem uma bela visão da marina e da chamada Lagoa de fora… Boa também para observar o cotidiano do lugar
      A avenida das rendeiras é passagem obrigatória e caminhar pelo calçadão é uma ótima maneira de apreciar a vista com calma e temos acesso às belíssimas dunas de areias branquinhas e bem finas, é uma atração bem característica da região.

      Continuando a caminhada no sentido a Joaquina, essa parte da Lagoa tem uma boa estrutura para passar o dia, com sombras e gramados, além de ser bem em frente aos restaurantes. Bateu fome, é só atravessar a rua para comer. Conta também com quiosques, aluguel de caiaques e aulas de Stand Up e windsurf.

      Suas águas são bem rasas e limpas na maior parte da sua extensão, mas convém sempre dar uma conferida, principalmente nas épocas de maior movimento.
      A lagoa de dentro tem águas mais escuras.. parecendo sujas 😦
      No Centrinho encontramos agências bancárias dos principais bancos, supermercados, vários restaurantes e um comércio bem variado… ah, e muitos brechós!
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      Esta igreja recebeu a visita ilustre de Dom Pedro II por 2 vezes, que doou 2 sinos para ela. Um pouco mais acima, ainda preservando a arquitetura colonial, temos a casa do vigário, datada do século 18, mais uma belo panorama do lugar.
      Em termos de opções gastronômicas, temos uma variedade bem grande, assim como em preços… Uma boa opção para quem gosta de culinária oriental é esse buffet, com ótima variedade em carnes, saladas e até sushis.

      Fica no Shopping Via Lagoa e abre todos os dias para almoço
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      A terceira opção são os barcos, que fazem o transporte pela Lagoa nos mesmos valores dos ônibus urbanos.

      O transporte por aplicativo também é uma opção… Não tão barata, mas com uma ótima disponibilidade e comodidade para quem quer conhecer as outras atrações na ilha, principalmente a noite
      As atrações mais próximas são o passeio de barco até a Costa da Lagoa, a Praia da Barra da Lagoa, a Praia Mole, Praia da Joaquina.
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      Ah e no final da tarde, o por do sol na Lagoa é imperdível!
      Esse é só um resumo, procurei detalhar e ilustrar no vídeo sobre o lugar. Dá uma conferida e se lhe foram úteis as informações, deixe o seu comentário e o like lá no youtube (@trips.flicks).
      É isso aí, um grande abraço e até breve!
       
       

       
    • Por Viviana Ciclobeijaflorismo
      Vão falar mal de você se escolher viajar sozinhx.
      Vão falar mal de você se escolher viajar acompanhadx. 
      Vão falar mal de você se escolher viajar sem dinheiro.  Vão falar mal de você se escolher viajar com economias ou outras fontes de renda. Vão falar mal de você se escolher viver viajando sem endereço fixo.  Vão falar mal de você se escolher viajar por curtos períodos de tempo e voltar para casa.  Vão falar mal de você se for com uma mochila ou bicicleta baratinhos.  Vão falar mal de você se for com os melhores equipamentos.  Vão falar mal de você se escolher viajar postando tudo em redes sociais.  Vão falar mal de você se escolher viajar sem celular. Vão falar mal de você se escolher viajar e for independente financeiramente de tudo e de todos. Vão falar mal de você se morar com seus pais e puder escolher viajar com a ajuda e o apoio deles.  Vão falar mal de você se escolher explorar o mundo para além do batente da porta.  Vão falar mal de você se escolher viajar apenas lendo os relatos alheios.    O fato é: o tempo passa, as gerações mudam e VÃO FALAR MAL DE VOCÊ.  Então, o que você tem a perder em escolher fazer as coisas do SEU jeito?  Talvez você possa perder tudo.  Talvez descubra que nunca precisou do que temia perder. Talvez descubra que ganhou muito mais do que jamais será capaz de relatar.    Só dá pra descobrir com coragem. A coragem de escolher ser você através dos seus próprios passos, da sua própria caminhada. E pode dar muito errado. E pode dar muito certo. Tudo vai depender da sua capacidade de aceitar a impermanência, e do seu desapego em cima das suas própria ideias e crenças do que é "dar muito certo e dar muito errado".    Já disse em um relato e volto a repetir: se você escolher ficar paradx dentro do seu quarto ou cair no mundo com uma barraquinha sem rumo, você vai precisar ter as mesmas necessidades básicas atendidas: vai precisar se alimentar, se banhar e dormir minimamente em segurança. Como cada um vai conseguir suprir essas necessidades é a magia do caminho. Porém, reforço: o mundo não nos deve absolutamente NADA. Autossuficiência para as necessidades mínimas é algo louvável para a entidade humana encarnada. Ponto. Não importa onde esse ser humano esteja e nem o que esteja fazendo.  Mas não vamos confundir autossuficiência com a ilusão de que só vamos "mendigar" viajando se formos com nenhum ou pouco dinheiro. Ninguém, absolutamente NINGUÉM, faz nada sozinhx. Ainda que você  viaje com os bolsos cheios de dinheiro, você vai precisar dos outros. A diferença é que, se você conseguir o que precisa pagando vai se caracterizar o comércio. Se conseguir sem precisar pagar, laços são criados: de amizade e fraternidade, de comunhão, de irmandade... E lembro que a maior mendicância que todxs praticamos é a emocional.    O Olinto sabiamente já nos disse que uma viagem é feita de lugares E pessoas ( https://youtu.be/5qwW3qI-kXk pra você que não conhece o Olinto ).  Uma das grandes sacadas - se não a maior de todas - de viajar é aprender a se relacionar consigo e com o outro. E, para isso, nossa conta bancária é irrelevante perto do conteúdo do nosso coração e das palavras que saem da nossa boca.   Vão falar mal de você. E eu sinto muito por isso.  Mas sinto mais ainda por quem escolhe falar mal ou criticar as escolhas alheias...    O que te motiva a ir? O que te motiva a ficar? Quem determinou os seus limites em vigor? Está fugindo? Está buscando?   Que possamos ir além das coisas que já nos machucaram para que não nos tornemos essa dor para os outros. Quando eu critico a escolha do outro, estou mostrando onde me machucaram... *******   Faz 6 anos que escolhi ser viajera-nômade-voluntária e, no auge dos meus 32 anos, esse é meu último relato para o fórum. Desde aquele final de 2014 quando comecei na arte de ser micróbio ( https://youtu.be/E2xYfyEANMw pra você que não sabe o que é ser um micróbio na sociedade), tantos foram os lugares e maneiras de viajar que me permiti experienciar... Sozinha, acompanhada, sem dinheiro, de carona e só com doações, com trocas (mangueando artesanato), contribuição voluntária, bicicleta com venda de artesanatos, de ônibus, em navio cruzeiro... Até que cheguei no voluntariado através de obras de caridade de instituições religiosas das mais variadas vertentes. E me encontrei. Sou grata àquela menina que saiu com um pedaço de papelão e uma mochila pedindo carona na BR, sem nem ao menos ter documentos. Ela permitiu que essa mulher que escreve hoje encontrasse sua maneira de servir no mundo. Sou grata a menina que não conseguia aceitar que a vida só se tratava de pegar filas, pagar boletos e vestir calças. Sou grata por ela ter duvidado do mundo que o Datena vende. Sou grata.   E que essas palavras possam te incentivar a ser você mesmo. Independente das coisas que já leu, ouviu, aprendeu. Sempre terão novas coisas para ler, ouvir e aprender. Do SEU jeito.  Dedico este post a cada pessoa que teve a coragem de ir e, mais que isso, teve a coragem de se expor e dividir como foi. Obrigada, mochileiros.com!    "Perguntas-me como me tornei louco.  Aconteceu assim: Um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas  – as sete máscaras que eu havia confeccionado e usado  em sete vidas – e corri sem máscara pelas ruas cheias  de   gente,   gritando:   “Ladrões,   ladrões,   malditos  ladrões!”
      Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim.
      E, quando cheguei à praça do mercado, um garoto trepado no telhado de uma casa gritou: “É um louco!” Olhei para cima, para vê-lo. O sol beijou pela primeira vez minha face nua.
      Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua, e minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais minhas máscaras. E, como num transe, gritei: “Benditos, benditos os ladrões que roubaram minhas máscaras!”
      Assim me tornei louco.
      E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aquele que nos compreende escraviza alguma coisa em nós." 
      in O Louco, por Gibran Khalil Gibran.
         
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