Ir para conteúdo
  • Faça parte da nossa comunidade! 

    Encontre companhia para viajar, compartilhe dicas e relatos, faça perguntas e ajude outros viajantes! 

Entre para seguir isso  
daniela_menti

Roteiro 16 dias na Namíbia, África do Sul e Zanzibar

Posts Recomendados

Vou compartilhar este relato, pois quando resolvi fazer este roteiro não encontrei muitas informações sobre a parte de Zanzibar. Então, Senta aqui, que agora vou contar o causo de quando meus amigos decidiram ir pra África e me convenceram que seria uma boa ideia.

Vamos lá. Eu havia voltado de um intercâmbio/ano sabático na Itália em setembro, sofrendo por não ter conseguido bolsa de estudos pra cursar o mestrado que eu queria, sem rumo na vida. Eis que aparece aquela promoção louca na Black Friday: São Paulo — Johanesburgo por 700,00 (mais taxas, claro). Qual o melhor jeito de esquecer uma viagem? é fazendo outra viagem. Entrei nessa com meus dois amigos de escola, o menino Rafael e o menino Matheus.

Decidindo o Roteiro

Compramos a promoção que era para 15 dias, saindo de São Paulo com uma conexão em Angola. Moramos próximo a Porto Alegre, e queríamos que o primeiro destino fosse Windhoeck, Namíbia. Só nessa brincadeira seriam 4 vôos e um dia perdido em conexões. Tudo bem até ai, não fosse o pequeno deslize de termos errado na planilha o horário saída do último voo (Johanes- Windhoeck) que nos deixou com uma conexão de 45 minutos em vez de 3 horas. Nunca na história desta indústria vital corremos tanto para pegar um avião! Cruzamos o aeroporto de Johanesburgo em 10 minutos, passamos pela imigração, que estava totalmente vazia, e chegamos 3 minutos antes de encerrar o embarque.

figura2.thumb.jpg.171ccd5efd1685603f115821b60f813d.jpg

Namíbia — Sossusvlei, Deadvlei, Sesriem

Optamos por alugar um carro na capital, e sair cedinho até o deserto para pegar o nascer do sol e ver a coloração das dunas nesse horário. Conseguimos? Não.

O que você precisa saber sobre Windhoeck, é que mesmo sendo uma cidade grande e bem desenvolvida, suas lojas, restaurantes, shoppings fecham as 17:00. Nós nos atrasamos porque ficamos brincando na wifi do hostel e não conseguimos trocar dinheiro e nem comprar comida para passar o dia no deserto. Por sorte encontramos uma loja de conveniência aberta, onde compramos água, pão e manteiga de amendoim, que foi nossa comida por muitos dias. 

Saímos as 3:00 da manhã de Windhoeck em direção a Sossusvlei, as estradas são bem asfaltadas e sinalizadas até a metade do caminho, depois começam os trechos de estrada de terra, mas nada muito complicado. Nosso plano era chegar até o parque, e lá você pode pagar por um transfer, uma 4x4 estilo safári com um motora mais louco que o Marco Véio que te leva pro Deadvlei. Até lá, não é preciso alugar um carro 4x4.

Pelo caminho encontramos, corujas desconfiadas, um moço pedindo carona no meio do nada, zebras, muitas zebras, gnus, oryx (esse bicho é um amor), babuínos, veados e mais zebras.

figura5.thumb.jpg.ab8de39dd4f61ed1851a8bc3a47ab566.jpg

Primeira parada: Solitaire

Uma cidade fantasma que deve ser onde o Eustácio a Muriel e o Coragem devem morar. É o único ponto no caminho até o deserto com posto de gasolina, então é parada obrigatória. Aqui começaram os perrengues, nosso carro deu problema, o porta-malas resolveu que não ia mais fechar. Um senhor muito simpático que trabalhava na oficina ali perto do posto consertou para nós, sem cobrar nada.

 

 

 

G0420098.thumb.jpg.a1dadb555f318751a4e13419663cda06.jpg

figura6.thumb.jpg.b85dfbf5a5904effbe0965914318a236.jpg

G0480104.thumb.jpg.8f42447f3a36091d6cf695de84fb3446.jpg

Segunda parada: Deadvlei

Tão incrível ao vivo quanto as fotos que tínhamos visto na internet. Mas haja caminhada até as bonitas das arvores. O guia nos deixou na estrada e era uma caminhada de 20 minutos em linha reta até o vale, só que no sol do meio dia do mês de fevereiro parecia nunca terminar. 

DSCN1311.thumb.jpg.0477d21f04a1fc341352c18c7c43d2d6.jpg

DSCN1301.thumb.jpg.9d59eb95c90f20f6815db979c2ec8a81.jpg

 

DSCN1338.thumb.jpg.4b85bc49077c73e90e505a1b8b910326.jpg

Ultima Parada; Canyon Sesriem 

Me senti dentro das filmagens de Mad Max (inclusive acho que algumas cenas foram realmente gravadas aqui). Dormimos em Rietoog, num camping onde não tem nada para visitar por perto, mas tinha o céu mais estrelado que eu já vi na vida! 

DSCN1350.thumb.jpg.26d7733025b6aa97757a401fa9a399bf.jpg

 

Devolvemos o carro no dia seguinte de volta a capital e pegamos um voo para Cape Town. O trajeto até lá já foi maravilhoso pois vimos o contraste das cores do fim do dia e a Table Mountain pela janela do avião. Nosso plano aqui era conhecer Cape Town e novamente de carro, fazermos a Gardens Route, uma das rotas mais bonitas da África do Sul.

Cape Town me surpreendeu demais! A cidade é bem organizada e as estradas são de dar inveja a qualquer outro país, muito bem cuidadas e sinalizadas. Reservamos dois dias para conhecer o básico da cidade, o que foi pouco tempo em minha opinião, mas quem tem que voltar pro Brasil pra trabalhar as vezes tem que cortar um pouco do roteiro. 

IMG_20170209_201618070.thumb.jpg.836437409e91104327db2b0c5c2aaa21.jpg

Visitamos apenas o básico, começando pela Boulders Beach, a famosa prainha dos pinguins simpáticos. Passamos pelo Cabo da Boa esperança  que tem uma vista linda da baía, e aproveitamos uma praia de Água cristalina e geladíssima, a Scaraborough Beach. 

Scaraborough BeachBoulders Beach

 

O dia seguinte foi reservado para subir a Table Mountain e conhecer um pouco do centro da cidade. Na manhã seguinte, acordamos cedinho e fomos para a Gardens Route. Neste post do meu blog, tem todas as informações de como fazer este percurso e quais são as principais paradas, mas vou listar aqui algumas delas:

a.thumb.jpg.e00a15c2086ed24b002faec8576c61a6.jpgIMG_6777.thumb.jpg.d3db2eae2fc6b1e0d8557b20bf866e06.jpg

DSCN1620.thumb.jpg.d2b245eafb5810c6e7739d8997147d2d.jpg

 

G0790429.thumb.jpg.c8753c65d50d9863232e3ebebd58b787.jpgIMG_6780.thumb.JPG.9500957e29de9a4455724aeab3c71b2f.JPG

 

Agora é hora da pérola da viagem, pegar um voo em Port Elizabeth até Dar el Salaam, na Tanzânia para seguir até Zanzibar. Infelizmente não deu para conhecer todas as belezas da Tanzânia e nos limitamos apenas a cidade que seria nossa conexão com aquele paraíso de praias quase desconhecidas. O voo é num "teco teco" minusculo e leva apenas 30 minutos até a ilha, só havia eu e meus dois amigos de turistas naquele voo, acredito que a maioria opta por ir de Ferry, para aproveitar a vista. 

Zanzibar:

Stone Town - Nungwi - Kendwa e Uroa

Stone Town é a cidade principal, onde tem o pequeno aeroporto, e muitos mas muitos mercados de temperos! A vibração do local com as cores é demais! As mulheres usam roupas extremamente coloridas, influência do hinduísmo pelo que li. Causamos total espanto ao pegarmos um "dala-dala" o transporte público da ilha, que consiste numa jardineira ATOCHADA de gente, carregando desde baldes leite, cachos de banana a até pilhas de casca de arvore secas. Pouquíssimas pessoas falam inglês, mas um rapaz que consegui conversar me explicou que nenhum turista vai para as praias no transporte público, eles optam por pagar até 50 dolars por um motorista particular. Mal sabem eles que perdem uma experiência por puro preconceito. Gostaram tanto de nós naquele dala-dala que uma senhora simplesmente jogou a filha dela em nossos braços para fazer uma foto. 

WP_20170215_08_40_09_Pro.thumb.jpg.10d402e5cf7256f2d8b080e70c2db995.jpg

Primeira parada: Nungwi Beach

Pelas ruas você desfruta da companhia das crianças curiosas e de muitas cabras e galinhas soltas. O motorista do dala-dala ainda chocado com nossa presença, foi chamar o sobrinho que arranhava o inglês para nos guiar até o hostel. O dono do hostel é uma celebridade local, e aquele garoto estava tão contente de praticar o inglês dele que dava gosto até de falar sobre futebol. Nungwi não é uma praia turística, então os resorts ainda não se apoderaram da praia. Fizemos um passeio de barco e snorkel em alto mar por preços muito baixos, algo em torno de 15 dolars, graças aos contatinhos do dono do hostel. 

IMG_20170215_163837740.thumb.jpg.e2409c409284a43d467b280379d7fe24.jpgAdobePhotoshopExpress_5e578177d52644c49c1123868e3d0b05.thumb.jpg.d8f9604140134cb4ac046fc6e71dfddd.jpg

Kendwa é linda, mas já é bem turística. 

IMG_20170215_173825011.thumb.jpg.85b5bc4886acc5325c3a843a68ef52dd.jpg

IMG_20170215_184327310-Recovered.thumb.jpg.ab125023f9091d83142361bac90e3325.jpg

Depois de 3 dias neste pequeno paraíso partimos para Uroa Beach. Uroa tem hospedagens muito baratas por não ser uma área propícia para mergulho, devido a quantidade de algas na praia. E quando a maré baixa, você pode caminhar quilômetros a dentro do mar, e ver os locais colhendo as algas para vender. Cuidado com a maré! Ela sobe em questão de minutos, é muito normal ouvir historias de pessoas que ficaram ilhadas. 

 

DSCN1746.thumb.jpg.2cf9c2e32196b68909dc8fe27f5437dd.jpgIMG_20170217_091711527.thumb.jpg.621ea782c1fdbbb0c75815b19389f94c.jpgDSCN1772.thumb.jpg.91c69f77fb542d4c70e62bc97217463d.jpgDSCN1710.thumb.jpg.013de0481a87aded8fe3bc1287f9e2b8.jpg

 

Fiquei 5 dias na ilha, mas meu conselho é: reserve uns 10 dias, para conhecer a parte sul da ilha, onde ela muito boa para esportes aquáticos. Converse com os locais, eles amam o Brasil e são muito simpáticos. Ah, e não esqueça, você vai ouvir muito a famosa fala do Rei Leão "Hakuna Matata", saudação local que significa "sem problemas". Realmente, quem vai encontrar problemas aqui? 

Ao todo foram 16 dias

2 só de ida e volta

3 dias na Namíbia

2 dia em Cape Town 

2 dias na Gardens Route

1 dia em Dar el Salaam

4 dias em Zanzibar

IMG_20170217_063302298.thumb.jpg.c0befeb68842abcbee8c004f636ed5c1.jpg

Mais informações sobre as hospedagens que eu fiquei neste roteiro, e mais curiosidades sobre a ilha, você pode ver aqui:  Momentos de Mochila

Meu Instagram: @momentosdemochila

 

  • Gostei! 3

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Participe da conversa!

Você pode ajudar esse viajante agora e se cadastrar depois. Se você tem uma conta,clique aqui para fazer o login.

Visitante
Responder

×   Você colou conteúdo com formatação.   Remover formatação

  Apenas 75 emoticons no total são permitidos.

×   Seu link foi automaticamente incorporado.   Mostrar como link

×   Seu conteúdo anterior foi restaurado.   Limpar o editor

×   Não é possível colar imagens diretamente. Carregar ou inserir imagens do URL.

Entre para seguir isso  

  • Conteúdo Similar

    • Por José Luiz Gonzalez
      Introdução
      Fala galera!
      No fim de 2018 fiz uma viagem incrível pela África do Sul que contou inclusive com a companhia do grande parceiro Fabiano que conheci aqui no Mochileiros!
      Se alguém tiver alguma dúvida, sinta-se a vontade pra perguntar abaixo e evitem mensagens privadas ou e-mail já que a sua dúvida pode ser a mesma de outras pessoas aqui no fórum!
      Roteiro Resumido
      1 dia na Rota Panorâmica
      3 dias de Safári no Kruger
      9 dias na Garden Route
      5 dias na Cidade do Cabo
      Roteiro Detalhado
      15/11/2018 - Voo São Paulo > Joanesburgo
      16/11/2018 - Joanesburgo > Sabie
      17/11/2018 - Sabie > Graskop
      18/11/2018 - Graskop > Lower Sabie Rest Camp 
      19/11/2018 - Lower Sabie Rest Camp > Crocodile Bridge Rest Camp
      20/11/2018 - Crocodile Bridge Rest Camp > Marloth Park
      21/11/2018 - Marloth Park > Joanesburgo > Port Elizabeth > Jeffrey's Bay
      22/11/2018 - Jeffrey's Bay
      23/11/2018 - Jeffrey's Bay > Stormsrivier
      24/11/2018 - Stormsrivier > Plettenberg
      25/11/2018 - Plettenberg
      26/11/2018 - Plettenberg > Mossel Bay
      27/11/2018 - Mossel Bay
      28/11/2018 - Mossel Bay > Hermanus
      29/11/2018 - Hermanus
      30/11/2018 - Hermanus > Cidade do Cabo
      01/12/2018 - Cidade do Cabo
      02/12/2018 - Cidade do Cabo
      03/12/2018 - Cidade do Cabo
      04/12/2018 - Cidade do Cabo
      05/12/2018 - Cidade do Cabo > Joanesburgo
      06/12/2018 - Joanesburgo > São Paulo
    • Por Mari D'Angelo
      📷 Texto original com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/deserto-do-saara-roteiro/
      É difícil não colocar uma noite sob o estrelado céu do Deserto do Saara como a melhor parte de uma viagem cheia de pontos altos pelo Marrocos!
      Várias empresas, hotéis e hostels oferecem roteiros até o Deserto saindo de Marraquexe e outras cidades do Marrocos, mas como estávamos em quatro e a ideia de passar a maior parte do tempo em um ônibus turístico não agradava a nenhum de nós, decidimos alugar um carro e fazer o trajeto por conta.
      Depois de passar pelas cidades de Marraquexe e Ouarzazate, pelas sinuosas montanhas do Alto Atlas e as cenográficas Gargantas de Dadès e Todra, chegamos finalmente à Merzouga, a porta de entrada para o Deserto do Saara!
      Estávamos confusos sobre como reservar a hospedagem no Deserto. Nossa ideia inicial era chegar até Merzouga e lá encontrar uma empresa ou hotel que oferecesse esse serviço. Nas pesquisas que fizemos parecia ser uma prática comum e em Marraquexe nos disseram que não haveria problemas. Mas na noite anterior, já no meio do caminho, descobrimos que a possibilidade de conseguir algo em cima da hora para o mesmo dia seria baixa.
      A solução foi inusitada, mas não poderia ter sido mais perfeita! Com a ajuda do Said, simpático funcionário do Riad Dar Outeba, onde estávamos hospedados, fechamos um acampamento de luxo no Deserto! Em todas as vezes que me imaginei dormindo no Deserto do Saara, nunca pensei que seria possível ter uma cama enorme e um chuveiro quentinho. Como a palavra “luxo” não combina muito comigo, fiquei com medo de que esse conforto a mais tirasse um pouco a autenticidade da experiência, mas logo ao chegar vi que estava completamente enganada.
      O valor oficial do acampamento onde ficamos é de 600DH (Dirhams) por pessoa, o que convertendo dá por volta de 60€ e inclui: Transporte ida e volta de 4×4, tenda privativa para 2 pessoas com banheiro e chuveiro, jantar completo, café da manhã, garrafinhas de água gelada, chá de boas vindas e estacionamento em Merzouga.
      Fomos no mês de Junho, já quase verão, e estava muito quente, então roupas leves e confortáveis bastam. Você muito provavelmente vai parar em algum lugar no caminho e comprar um lenço (é irresistível) e sairá já com ele na cabeça para encarar o calor do deserto. Todos os vendedores ensinam como usar, e se não fizerem, os guias o fazem. Se for muito friorento(a) vale levar um casaquinho fino para a noite.
      Chegando em Merzouga, fomos encaminhados para uma pousada onde deixamos o carro estacionado e esperamos (tomando chá de menta num calor de 40º) até que fosse a hora de partir pra dentro das dunas de Erg Chebbi!
      Há algumas formas de chegar até os acampamentos; de 4×4, de quadriciclos e o mais comum, montado em dromedários. Eu estava decidida a não ir com a última opção, pois acho que é uma forma de exploração animal e apesar de saber que o corpo deles é preparado para esse tipo de clima e de “função”, não acho certo e não quis apoiar a prática. Como o quadriciclo era a opção mais cara, decidimos ir de 4×4.
      Ficamos sabendo que atualmente, para a segurança dos turistas, não é mais permitido que os acampamentos sejam montados em partes mais afastadas do Deserto do Saara, então todos eles agora ficam a uma curta distância da cidade. De 4×4 o trajeto dura por volta de 10min e tem a emoção de um rali pelas dunas! De dromedário o tempo é em média 1h30.
      O acampamento fica em um vale em meio às dunas e é encantador! No nosso caso tivemos uma enorme tenda privativa com banheiro, chuveiro e até tomadas e entradas USB! São 8 tendas e mais um espaço comum para as refeições. Do lado de fora, tapetes e lanternas davam o charme àquele lugar que parecia cenário de filme!
      Ao chegar fomos recebidos pelo Mohamed, que além de extra simpático, adora falar português! Conversamos um pouco com ele enquanto tomávamos mais chá de menta (sim, chá quente, no deserto!) e depois partimos para vivenciar um pouco do Deserto do Saara!
      Caminhamos até o topo de uma duna, de onde a vista é de tirar o fôlego, e arriscamos algumas descidas de sandboard. Lá de cima vimos um pôr do sol tão lindo que entrou para o top 5 da minha lista imaginária!
      Mesmo não sendo tão afastado da civilização, a sensação é de estar no meio do nada. É uma emoção incrível caminhar por aquelas enormes dunas e se sentir como um grãozinho de areia! Naquele momento estávamos animados demais para apreciar o silêncio do Deserto, mas não imagino lugar melhor no mundo pra passar horas sozinha pensando na vida.
      Na volta para o acampamento passamos pelo “estacionamento de dromedários” e obviamente não resisti àquelas carinhas sorridentes! Eles são dóceis e fofos, nos deixam chegar perto e interagir um pouco. Nessa hora fiquei muito feliz com a minha escolha de não ter ido até lá sobre suas corcovas. Não é que eles não sejam bem tratados, mas vê-los presos por cordas, um colado ao outro como escravos acorrentados não me pareceu certo.
      Cheguei em um estado tão deplorável na tenda que só consegui pensar que ter aquele chuveiro só pra mim foi mesmo um bom investimento! Depois de um tempinho de relax, chegou a hora da janta!
      Era tudo tão delicioso que me senti em um restaurante cinco estrelas, mas ainda melhor, porque lá eu podia estar de chinelo e sentia a brisa do Deserto batendo no meu rosto. Foi um jantar completo, com entrada, salada, prato principal e sobremesa! Regado a muita água porque aquele calor todo desidrata e porque praticamente não há bebida alcóolica no Marrocos. Embora as especialidades marroquinas sejam o cuscuz e o tajine, eles não estavam no menu dessa vez, o que achei ótimo pois era só o que estávamos comendo durante a viagem.
      Quando já estávamos todos rolando de tanto comer, sentamos em volta da fogueira para ver uma animada apresentação de música berbere, um som alegre e hipnotizante, marcado pela batida dos tambores e outros instrumentos típicos.
      De forma bastante simplificada, os berberes são o povo do deserto. Há diferentes ramificações e diferentes línguas (que são no geral mais orais do que escritas), mas a bandeira deles é de ser um povo livre. Talvez por seu passado nômade, tenham se tornado mais abertos em relação à várias ideias, e essa foi uma das mais agradáveis surpresas da viagem.
      Os berberes são pessoas simples e extremamente gratas pela vida, são todos muito simpáticos e acolhedores, e ficam super felizes em mostrar sua cultura aos viajantes. E é exatamente por isso que digo que o fato de ser um acampamento de luxo não tirou a autenticidade da experiência, porque eles foram eles mesmos, e não funcionários de um alojamento de luxo. Nós rimos juntos, conversamos, aprendemos palavras, dançamos, contamos piadas e tivemos uma troca incrível, de gente pra gente.
      E para terminar esse dia perfeito, subimos novamente as dunas só pra ficar olhando um pouco aquele céu estrelado. Tinha esperanças de ver estrelas cadentes, mas o Mohamed disse que elas só apareceriam mais no meio da madrugada. Juro que queria ter levantado pra tentar a sorte, mas acho que o cansaço era tanto que perdi a oportunidade.
      Eu sei que a essa altura você deve estar se perguntando, e os escorpiões? Nós não vimos nenhum, mas tenho que confessar que estava bem apreensiva. Não fiquei descalça e andava com a lanterna do celular iluminando meus passos. Segundo os locais não é muito comum vê-los durante o dia, eles preferem sair à noite quando o clima está mais ameno. Durante a viagem ouvimos relatos de gente que viu escorpiões enormes e até cobras. Lá eles estão preparados caso avistem um, mas é sempre bom ficar atento.
      No dia seguinte acordamos às 05:50 pra ver o nascer do sol, outro espetáculo inesquecível! E depois de um café da manhã dos deuses nos despedimos do Saara, voltando pra casa com o tênis cheio de areia e o coração cheio de amor.
      📷 Texto original com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/deserto-do-saara-roteiro/
    • Por Mari D'Angelo
      📷 Clique aqui para ler o texto original com fotos.
       
      O Marrocos foi o destino mais diferente que já visitei até hoje! Apesar de ter sido pouco tempo, conseguimos conhecer bastante coisa em 7 dias. Estar de carro nos deu mais liberdade para explorar do nosso jeito esse maravilhoso país de paisagens, costumes e sabores tão diferentes!
      É importante entender que a cultura marroquina é muito diferente da ocidental e, assim como em qualquer outro país, é preciso respeitar suas regras e tradições, concordando ou não com elas.
       
      Como passar uma noite no Deserto do Saara?
       
      Informações básicas
      Capital: Rabat
      Moeda: Dirham Marroquino (1€ = 10DH aproximadamente)
      Língua: A língua oficial é o árabe, mas o francês também é muito falado. Há também o berbere, que é a língua do povo do deserto. Dá pra se virar bem com inglês e em alguns casos espanhol.
      Religião: O islamismo é a religião predominante. Cerca de 99% da população é muçulmana.
      Fuso horário: O Marrocos está 4 horas adiantado em relação ao Brasil (horário de Brasília) e é o mesmo horário de Portugal continental.
       
      Glossário
      Medina: Parte mais antiga da cidade, geralmente composta por uma praça central e um labirinto de ruas e becos cercados por uma muralha.
      Souks: Mercados de rua onde se vende de tudo: Temperos, roupas, artesanato, itens de decoração etc. Eles ficam sempre dentro da medina.
      Riad: Casa típica marroquina transformada em alojamento para hóspedes. Geralmente há um pátio central e os quartos são dispostos ao redor dele, espalhados pelos andares do pequeno prédio. Há desde opções mais simples, como hostels, até os riads de luxo.
      Mesquita: Local de culto religioso dos muçulmanos.
      Sukran: Obrigado
      Salaam Aleikum: Expressão usada para cumprimentar ao chegar em um lugar. Literalmente traduzido como “que a paz esteja convosco”.
       
      Como se vestir no Marrocos?
      Tanto mulheres quanto homens marroquinos usam muito o djellaba, uma espécie de túnica longa de manga comprida, com ou sem capuz, geralmente usada com calças por baixo. As mulheres geralmente usam o véu na cabeça e os homens costumam usar o babouche, uma sandália de bico pontudo aberta no calcanhar. As cores e estampas são as mais diversas possíveis.
      As mulheres de uma das vertentes do islã usam a burca, peça única que cobre todo o corpo, deixando só os olhos descobertos (as vezes cobertos com uma rede). As mãos ficam cobertas por luvas. Essa vestimenta é mais comum nas pequenas vilas do interior do país do que nas cidades maiores como Casablanca e Marraquexe.
      Para os turistas não há muitas regras. É recomendável usar roupas mais discretas como calças, saias ou vestidos longos, preferir blusas sem decotes ou alças e evitar peças muito justas. O lenço não é obrigatório para as mulheres, mas é um bom item para cobrir ombros ou pernas caso esteja se sentindo desconfortável com os olhares. É só usar o bom senso e respeitar a cultura deles que estará tudo certo!
       
      Quando viajar para o Marrocos?
      O clima no Marrocos é bem variado, até porque é um país que tem uma geografia que vai da praia ao deserto, da cidade à montanha. A minha experiência foi no começo de Junho, quase Verão. Já estava bem quente, pelos 30º, mas nada impossível de lidar. Tanto nas cidades quanto no deserto fazia muito calor durante o dia e uma brisa bem leve à noite. Nos meses de inverno a temperatura cai um pouco, há mais umidade e até neve nas montanhas do Médio e Alto Atlas.
      De modo geral as épocas mais recomendadas para visitar o Marrocos são a Primavera e o Outono, quando o clima está mais equilibrado. Se o destino for de praia, o Verão pode ser uma boa opção, assim como o Inverno, caso queira esquiar na neve.
       
      Como dirigir no Marrocos?
      Para dirigir no Marrocos não é preciso carteira de habilitação internacional. Tanto a brasileira quanto a europeia são válidas. É muito recomendado reservar o carro com antecedência.
      Há muitas blitz nas estradas, especialmente nas entradas e saídas das cidades, por isso esteja sempre atento à velocidade, cinto de segurança na frente e atrás e documentos em dia, claro! Caso leve multa, o pagamento é feito na hora. A maioria dos policiais foram simpáticos, mas eles claramente buscam algo de errado para poderem aplicar uma multa.
      As estradas são boas e tem sinalização em árabe e (geralmente) francês, mas nas cidades o trânsito é completamente caótico! Em muitos lugares há “flanelinhas” para estacionar na rua, se for o caso, negocie o preço.
      Os trajetos costumam ser longos e as vezes muito sinuosos, então o ideal é ter mais de uma pessoa para revezar na direção. Se for no verão ou mesmo um pouco antes, certifique-se de que o carro tem ar condicionado!
       
      Segurança no Marrocos
      No geral, eu me senti bastante segura no Marrocos, mas estávamos em um grupo de dois homens e duas mulheres. Talvez para uma mulher sozinha seja preciso um pouco mais de cuidado.
      Por ter lido muitos relatos preocupantes em relação à isso, estávamos atentos à possibilidade de golpes, mas com o tempo relaxamos e percebemos que apesar de existir esse tipo de perigo, a maioria dos marroquinos está realmente só querendo ajudar e ser atencioso.
      O tempo todo há pessoas oferecendo insistentemente de tudo: produtos das suas lojas nos souks, passeios, restaurantes e até drogas! Mas se não der atenção por algum tempo eles param, não há violência.
      O que existe de fato, assim como no Brasil e na Europa, são batedores de carteira. Mas é só ter atenção com seus pertences, especialmente nas Medinas, que estará tudo bem.
      Casablanca foi o lugar onde me senti mais intimidada, tanto com os olhares quanto com a dinâmica da cidade, caótica e muito suja. Mas ainda assim não houve nenhum perigo real.
      Uma coisa a ter atenção para não criar problemas é com o registro em fotos e vídeos. Se você pedir autorização prévia, eles geralmente aceitam aparecer ou deixam que fotografe seus produtos, caso contrário eles podem pedir que apague e muito provavelmente vão te dar uma bronca!
       
       
      Alimentação no Marrocos
      A gastronomia marroquina é muito rica em sabores! Ao andar pelas medinas a fome é constante, já que é impossível não se embriagar com o aroma dos temperos das mais variadas cores e paladares, sempre empilhados em formato de pirâmide.
      Os pratos mais famosos são o tajine e o cuzcuz. O primeiro é como um cozido, preparado em um recipiente que também se chama tajine e é geralmente feito de barro. A receita pode variar muito, geralmente as opções são carne, frango ou vegetariano. O cuzcuz marroquino também tem opções carnívoras e vegetarianas, sendo que a “mistura” fica por cima de uma base de cuzcuz.
      Outros itens na lista de iguarias maroquinas são o shoarma, espécie de sanduíche de carnes variadas enroladas no pão pita, entradinhas como o baba ganoush e o hummus, e ingredientes como azeitonas, tâmaras e frutos secos. Pela manhã é comum ter uma espécie de panqueca, sempre acompanhada de geléias e mel.
      No Marrocos praticamente não há bebida alcoolica. Em geral só é possível encontrar vinho, cerveja ou qualquer outra bebida em mercados grandes e afastados do centro ou em hóteis e restaurantes internacionais. O que se bebe frequentemente no país é chá de menta, faça frio ou calor!
      Não tivemos nenhum problema em relação à alimentação, mas é importante ficar atento pois nas barracas de rua não há muita higiene. Também não é recomendado consumir água da torneira.
       
      Roteiro 7 dias no Marrocos
      Nosso roteiro foi de 7 dias, ida e volta de Lisboa para Casablanca em Junho de 2019. Todo o trajeto foi feito de carro.
      Dia 1 – Lisboa -> Casablanca -> Marraquexe
      Chegada em Marraquexe no fim da tarde. Janta e passeio pela Medina.
      Hospedagem: Oasis Hostel
      Tempo aproximado dirigindo: 03:00
       
      Dia 2 – Marraquexe
      Dia inteiro em Marraquexe. Passeio pela Medina, compras no souk, visita ao Palais Bahia.
      Hospedagem: Oasis Hostel
      Tempo aproximado dirigindo: 00:00
       
      Dia 3 – Marraquexe -> Ouarzazate -> Garganta de Dades
      Saída de Marraquexe de manhã, parada para almoço em Ouarzazate, passeio pela Garganta de Dadès e pernoite em Boumalne.
      Hospedagem: Dar Outeba
      Tempo aproximado dirigindo: 06:00
       
      Dia 4 – Garganta de Dades -> Garganta de Todra -> Merzouga (noite no deserto)
      Saída de Boumalne de manhã, passagem pela Garganta de Todra, chegada em Merzouga no meio da tarde e saída para a noite no deserto pelas 17:00.
      Leia aqui como é passar uma noite no Deserto do Saara!
      Hospedagem: Tenda no Deserto
      Tempo aproximado dirigindo: 04:00
       
      Dia 5 – Merzouga -> Casablanca
      Saída de Merzouga de manhã e chegada à Casablanca no final da tarde.
      Hospedagem: Airbnb
      Tempo aproximado dirigindo: 09:00
       
      Dia 6 – Casablanca
      Visita à Mesquita Hassam II, passeio pela Medina e o Souk, caminhada na beira do mar.
      Hospedagem: Airbnb
      Tempo aproximado dirigindo: 00:00
       
      Dia 7 – Casablanca -> Lisboa
      Entrega do apartamento e saída para o aeroporto.
      Hospedagem: –
      Tempo aproximado dirigindo: 00:30
       
      A única coisa que eu mudaria desse roteiro seria o trecho de Casablanca. Só há uma atração que realmente vale a pena na cidade, a Mesquita Hassan II, então meio dia é suficiente. Acho que teria sido mais interessante conhecer Fez ou Chefchaouen.
       
      📷 Clique aqui para ler o texto original com fotos.
    • Por zervelis
      Uma Imagem vale mais que mil palavras né?!
      Deixa eu começar então com a Imagem
       

      E agora com as milhares de palavras
       
      Nosso roteiro: África do Sul (Cape Town Cabo, Cabo da Boa Esperança, Ganasbaai (mergulho com tubarão branco) e Johanesburg), Namíbia (Windhoek, Walvis Bay, Sossusvlei, Deadvlei), Zimbabwe (Victoria Falls), Botswana (Kasane - Chobe - Safari) e Zambia (Livingstone)
       
      Primeiro deixa eu me apresentar... Me chamo Felipe Zervelis, prazer... Já sou usuário cativo aqui no mochileiros com relatos do Sudeste Asiático, Escandinávia e Costa Oeste dos EUA. Agora venho aqui mostrar pra vocês nossa viagem pra África, feita em Novembro de 2013, com mais 2 colegas que se encontram nessa foto. O primeiro da foto é o David, mais conhecido como Caju (por se de Aracaju, dããã), o segundo, o mais mala de todos, Felipe Watson (também bem conhecido aqui no mochileiros por suas farras na Europa) e o terceiro (o mais galã, claro), eu . Ah,.. os Felipes são cariocas,craroooo...
       
      [creditos]Aproveito também para dedicar esse relato a duas pessoas: Paulera aqui do mochileiros e também a Dri (http://www.drieverywhere.net). Obrigado amigos por toda a ajuda (direta e indireta) para que acontecesse essa viagem. [/creditos]
       
      Foi uma viagem de 17 dias. Saimos dia 31 de outubro a noite do Rio de Janeiro e voltamos, por Johanesburgo, saindo de lá dia 17 de novembro de tardinha.
      Dessa vez vou fazer diferente no relato. Todos os preços, locais, passagem e programas principais, irei colocar no final do relato.
       
      Apenas irei antecipar o custo TOTAL da viagem por pessoa, em reais, a uma taxa de dólar média variando entre R$ 2,25 a R$ 2,30 - R$ 7 mil !!!!!!!
       
      Vale a pena citar que os 2 trechos principais (ida e volta) utilizamos milhas (50 mil pontos no total) pelo Fidelidade (da Tam) e voamos South African Airlines (excelente cia). Mas assumo que tem que tentar pelo telefone, diversas vezes e pedindo pro atendente ter paciência e ver todas as possibilidades possíveis. Pra se ter ideia, voltamos por Guarulhos, chegando lá 1 da manha e tendo que fazer o translado por nossa conta para Congonhas onde iríamos pegar um outro voo (já incluso no principal) as 6 da manha para o Rio. Mas valeu !!!
       
      Observações Gerais:
       
      - O CERTIFICADO DE VACINAÇÃO internacional de Febre Amarela é VERIFICADO PELA EMPRESA AEREA, não podemos embarcar sem apresentá-lo. De cara, o atendente da TAM já disse que aproximadamente 50% das pessoas não viajam porque não tem o certificado (e caso parecido acontece com o visto para os EUA), alguém acredita ?
       
      - Não encontrei UM africano que não falasse inglês. ãã2::'>
       
       
      Vamos começar com o que interessa, não é mesmo ?!
    • Por deiselourenco
      Apresentando...
      Quando a gente começa a viajar, seu corpo e sua mente vão querendo cada vez mais, é como uma droga viciante mesmo. No começo, a maioria das pessoas, eu acho, vai realizando aquele sonho que geralmente tem a ver com lugares do nosso cotidiano, que a gente vê muito na TV, nos filmes, nas músicas etc. tipo Estados Unidos e Europa. Comigo não foi diferente. Conheci esses lugares, mas aí eu fiquei com vontade de mais e mais, eaí a África começou a invadir meus pensamentos e eu só conseguia pensar em ir pra lá.
      Entretanto, por vários motivos, entre eles (principalmente) o acovardamento em ir sozinha, eu fui adiando. Já viajei sozinha várias vezes, mas na África eu não queria ir somente no roteiro tradicional: Cape Town, Joanesburgo, Safari… queria mais, e quantos países vizinhos por ali eu conseguisse ir. Por isso, viajar sozinha estava sendo um grande entrave, pois teria que alugar carro e fazer muitos trajetos sozinha, fiquei com medo do perrengue.
      Então… como a vida dá voltas, apareceu uma amiga que também queria pra ir África. Mas pro roteiro tradicional. Aos poucos fui introduzindo a beleza da Namíbia e logo ela já estava convencida a conhecer o deserto. E pra fechar o grupo (ou não), meu primo também resolveu ir. Todo mundo conseguiu conciliar as férias, a vontade de ir pra África por um ou outro motivo e resolvemos. Compramos as passagens pela Latam, ida e volta por Joanesburgo por R$ 2.027,47 com taxas, saindo de Brasília. Pausa para dizer o básico, assim que você comprar a sua passagem desligue todos os alertas de decolar.com, googleflights, viajanet ou outro que você tiver feito. Eu esqueci, e uma semana depois a mesma passagem, na mesma data, no mesmo trajeto estava R$ 300 mais barata. Enfim, bateu aquele remorso básico que poderia ter sido evitado pela simples ignorância de não ter nem ficado sabendo que a passagem estava R$ 1.700. Como dizia o sábio: santa ignorância!
      Mas beleza, passagem comprada, todo mundo me olhando um pouco torto, porque eu queria coisa demais na viagem, começaram os planejamentos e as conversas. Geralmente a gente deixa pra falar como as pessoas eram maravilhosas ou não no final, mas já vou falar logo aqui que o grupo foi sensacional, muita cumplicidade, foi muito fácil resolver tudo já que todo mundo abria mão de alguma coisa pela vontade do outro, abrir mão de algo que eu queria ver não foi tão difícil, na verdade nem me lembro mais do que abri mão, pq a viagem e a cias foram maravilhosas. Então resumindo, quem somos nós: Deise (essa que humildemente vos relata essa viagem), Gabi (minha amiga), FH (meu primo), LC (namorado da Gabi, mas só resolveu ir depois).
      Fiquei meio que encarregada de fazer o roteiro, acho que me beneficiei nessa parte, pois ia colocando o que eu queria, mas ao mesmo tempo, ia tentando encaixar o que os outros queria também, sendo bem democrática. Tipo, não faço questão de vinícola, mas um deles queria abrir mão do tubarão pela vinícola, como não colocar. Então ficamos sem tubarão, mas com vinícola e foi ótimo, todo mundo satisfeito (eu acho rsrs).
      Quanto mais eu pesquisava e procurava roteiros, via que a maioria (90%) só fazia o chamado roteiro tradicional, que é aquele do começo do texto: Cape Town, Joanesburgo, Safari. Estava difícil achar informações sobre a Namíbia, Zimbábue, Zâmbia, Botsuana, não que a gente fosse nesses países, mas eu queria ver os relatos pra ver as possibilidades. Principalmente o deslocamento entre esses países, parecia ser bem complicado fazer por terra se você não fosse fazer algum safari de no mínimo 7 dias. E não tínhamos tempo pra fazer safári de 7 dias. Daí também que surgiu a ideia de fazer esse relato, a princípio eu não faria o relato, mas acho que pode ser útil pra quem busca informações e principalmente opiniões sobre lugares fora do roteiro tradicional.
      Então continuei a busca por relatos e catando algumas informações picadas aqui e ali, montei um roteiro, que pelo visto não foi o melhor, pois toda vez que conversávamos com alguém na viagem sobre o nosso trajeto a pessoa ria. Várias vezes eles comentavam tipo: - nossa, não faz muito sentido, ou: - uau vocês fizeram um belo zigue-zague aí ein. Bom, eu prefiro culpar a falta de informações do que a minha falta de habilidade em fazer planejamento, mesmo que muito provavelmente tenha sido o segundo motivo.
      Antes de finalizar o roteiro, ainda incluímos Victoria Falls pelo lado do Zimbábue.
      Pra vocês terem uma idéia, o roteiro final foi esse, quase não tem vai e volta, SQN.
       
      roteiro.mp4
      Como chegamos nesse primor de deslocamento: simplesmente não tem como ou eu não achei outra maneira de chegar no deserto da Namíbia saindo da África do Sul que não seja de Safári, é claro que você pode alugar carro e rodar até lá, mas pensa na perda de tempo. E os tours são todos bem caros e de 6 dias no mínimo. Então, achamos (eu) melhor ir de avião até a capital da Namíbia: Windhoek, já que de lá saem vários tours para o deserto. E o deserto era a nossa principal razão de ter escolhido a Namíbia. Existem outros passeios bem famosos por lá, como o Parque Etosha, Walvis Bay etc. Mas o nosso foco era o deserto. Então fomos pra Windhoek e já saímos do Brasil com o passeio comprado pela agência Detour Africa, mas quem realmente fez o passeio foi a Wild Dogs (ótima por sinal), a Detour parece ser apenas uma intermediadora, tipo uma agência de turismo. Ops, peraí, já estou entrando realmente no relato, deixa essa parte pra depois.
      Então beleza, chegaríamos pela África do Sul, porque não teve jeito, a passagem do Brasil chegava e saía por ela, mas já teríamos o primeiro trecho de avião por fora, para a Namíbia. Aí depois, numa reunião com o grupo da viagem, já que o Zimbábue foi escolhido de última hora, deixamos ele para os últimos dias, então a África do Sul ficou no meio da viagem. Ou seja:
      07/03 Brasília -- São Paulo -- Joanesburgo
      08/03 São Paulo -- Joanesburgo
      09/03 Joanesburgo
      10/03 Joanesburgo
      11/03 Joanesburgo -- Windhoek
      12/03 Windhoek - Sossusvlei
      13/03 Sossusvlei
      14/03 Sossusvlei -- Windhoek
      15/03 Windhoek -- Cape Town
      16/03 Cape Town
      17/03 Cape Town
      18/03 Cape Town
      19/03 Cape Town
      20/03 Cape Town
      21/03 Cape Town -- Joanesburgo -- Victoria Falls
      22/03 Victoria Falls
      23/03 Victoria Falls -- Joanesburgo
      24/03 Joanesburgo -- São Paulo -- Brasília
      Aí sim, roteiro fechado, vamos para o relato. Durante o relato não vou me ater aos valores mas vou colocar um orçamento detalhado ao final, com valor das passagens, hospedagem, passeios etc. Foram 17 dias no total. Nota dramática: 17 dias inesquecíveis.
      Relato dia-a-dia
      Já faz alguns dias que voltei, e quase um mês do começo da viagem. Foram dias bem intensos e corridos então não vou lembrar com muitos detalhes de tudo que fizemos, mas vou fazer o melhor possível aqui.
      A seguir...
       


×
×
  • Criar Novo...