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Japão: Hiroshima - um dia visitando a cidade

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Olá amigos Mochileiros, 

Replico aqui minha visita a cidade de Hiroshima, na minha segunda viagem ao Japão.
O post completo fiz em: https://www.novocalculodarota.com.br/hiroshima-conhecendo-a-cidade/

 

Hiroshima (広 島) é mundialmente conhecida por um triste fato: em 6 de agosto de 1945 foi alvo da primeira bomba atômica.

Lançada estrategicamente sobre a cidade – a princípio – como um teste.
Afinal, nem os americanos criadores tinham noção exata do seu poder.

Muitas pessoas relatam uma certa tristeza ao visitar a cidade.

Porém, confesso que minha impressão foi totalmente diferente.

Eu enxerguei: superação, reconstrução, dedicação e amor!

Afinal, quem seria capaz de transformar Hiroshima no que é hoje, depois da bomba devastar quase dois quilômetros ao redor do seu epicentro?

Os dedicados japoneses, é claro!

Muitos relatos dizem que mesmo com as escolas destruídas, as aulas continuaram em Hiroshima ao ar livre um dia após o ataque!

Educação sempre foi a base japonesa.

Agora em 2017, vi estas pequenas indo pra escola numa das grandes avenidas de Hiroshima.
Outro fato chocante para nós brasileiros: a segurança.

As crianças pequenas vão em duplas para a escola (pelo menos).
Sem a supervisão de um adulto. Uma cuida da outra.

Pequenas estudantes indo para a escola em Hiroshima no Japão Pequenas estudantes indo para a escola em Hiroshima no Japão

Os uniformes e chapéus ajudam a identificar mais facilmente os estudantes.
Os menores carregam no pescoço um apito, e o tocam caso algum estranho faça uma aproximação má intencionada.

Bomba atômica e a guerra: superação

Esta não é uma história para ser esquecida.
É para ser superada e aprendermos com ela para nunca MAIS repetirmos estes atos covardes.

Durante a II Guerra Mundial os Estados Unidos desenvolveram o Projeto Manhattan:
pesquisas para criação de um armamento poderoso sob a fissão do átomo.

Muitos europeus de países que já tinham perdido a guerra, estavam também neste projeto que inicialmente tinha a Alemanha como alvo.

Um primeiro teste desta bomba já havia sido realizado no deserto de Alamogordo no Novo México (EUA).

Os Estados Unidos propuseram ao Japão uma rendição.
O Japão não aceitou. E o resultado disto todos sabem.

Nos jardins do Castelo de Hiroshima Nos jardins do Castelo de Hiroshima

Em 6 de agosto de 1945 foi lançada a bomba atômica de urânio sob Hiroshima, que explodiu a 570 metros do chão.

Uma imensa bola de fogo se formou no céu com uma temperatura maior do que 300.000 graus celsius que gerou a imensa nuvem no formato de cogumelo, esta nuvem alcançou mais de 18 km de altura.

O resultado da bomba chamada de “little boy” lançada pelo bombardeiro B-29 apelidado de Enola Gay (que ninguém sabia o poderio até então) foi a devastação de mais de 2 km de área terrestre, causando a morte de 70.000 pessoas instantaneamente.

O número total de vítimas com a radiação fez este número aumentar para mais de 200.000.

Posteriormente também houve uma bomba lançada sobre Nagasaki, mais poderosa ainda.

Porém, erros de cálculo para determinar o alvo a fizeram atingir uma área montanhosa (causando mesmo assim milhares de mortes).

O Japão – através do seu Imperador – assinou a rendição em 2 de setembro de 1945.

Irasshaimase!
O que aprendemos com a Segunda Guerra Mundial?

É difícil falar que houve algum aprendizado com um fato que dizimou milhares de pessoas em todo o mundo.

Mas, podemos dizer que foi o último ato de destruição em massa.

Com minha visita ao Japão, entendi que também se aprende com a dor.

É incrível a devoção, dedicação e superação dos japoneses.

Um povo que tinha de tudo para aderir ao coitadismo, e pelo contrário, tornaram-se uma potência mundial!

É um povo que tem orgulho do que faz.
Seja qual for a área, o japonês entra pra fazer o melhor!

Desde o atendente de uma lojinha até o presidente de uma empresa.

Você como cliente ou como turista percebe o prazer em ser bem recebido.

Ao adentrar um comércio no Japão, você é recebido pela frase:
Irasshaimase” (いらっしゃいませ).

Por TODOS os funcionários. TODOS!
Em tradução livre, Irasshaimase significa “Bem vindo” ou “Prazer em recebê-lo.

Era nítida a satisfação em lhe atender bem no Japão.

Apesar de óbvio, afinal, cliente feliz se torna fiel.
Volta sempre, gasta mais e fica bom pra todo mundo.

Num mercado cheguei até a ficar sem graça, porque todo funcionário que cruzava comigo cumprimentava-me com um Irasshaimase.

E isso foi um choque, porque tinha acabado de vir do Brasil, onde a área de serviços em geral sofre.
Alguns atendentes são trabalhadores temporários que estão esperando uma oportunidade para migrar para outra função.

É lógico que existem exceções e já fui muito bem tratado aqui.
Mas, confesso que é rara exceção.

Já perdi a conta da quantidade de vezes no Brasil chego a uma caixa de supermercado, dou um boa noite e como resposta recebo uma bela cara emburrada ou ouço a pessoa se lamentando de quanto tempo falta pra encerrar seu expediente!

No Japão há um orgulho.
Estou aqui para fazer o meu melhor!

Recebo o meu salário e vou fazer de tudo para tornar sua experiência na minha loja o melhor possível!

E isso funciona!
Eu AMO ouvir Irasshaimase toda vez que entro num comércio ou casa de lamen.

Sua experiência começa boa desde a porta de entrada!

 

Cidade de Hiroshima

Bom, voltando ao assunto do tópico, vamos falar de Hiroshima!

Uma cidade que tinha recebido o título de inabitável devido à radiação, hoje abriga mais de um milhão de habitantes.

Desde a nossa chegada, achei a cidade organizada e encantadora!
A reconstrução da cidade foi muito bem executada.
É um lugar com muitos canais e várias pontes.

Uma das principais pontes da cidade inclusive foi o alvo da bomba atômica, para cercar a população e seu exército.

Alguns monumentos que haviam sido destruídos foram reconstruídos.
Como é o caso do Castelo de Hiroshima que também visitamos.

 

O bonde de Hiroshima

Um meio de transporte muito comum para circular pela cidade é o bondinho, também chamado de tram.

Símbolo da resignação, voltou à circulação 3 dias após o ataque da bomba atômica!

Até hoje a linha e os bondes cinza, verde, azul e marrom estão em circulação em Hiroshima, já são mais de 70 anos de história.

Tram - Bondinho de Hiroshima em circulação a mais de 70 anos!

Tram – Bondinho de Hiroshima em circulação a mais de 70 anos!

E não é um transporte apenas turístico.

Encontramos vários executivos indo ao trabalho nestes bondes!

O baixo custo também ajuda a explicar esta adoração.

Você sobe no bonde e desce em qualquer estação atendida por ele, por apenas ¥ 160 (o pagamento é na saída e existe uma máquina dentro que troca suas notas por moedas dentro do bonde).

Outra opção é comprar o one-day pass que custa ¥ 600 e você pode usar livremente o dia inteiro.

Na saída do nosso hotel inclusive, vimos um bonde todo estilizado e comemorativo:

Bonde de Hiroshima Bonde de Hiroshima

Uma das nossas primeiras paradas com o bonde, foi o parque do Memorial da Paz.

 

Parque Memorial da Paz de Hiroshima

O Hiroshima Peace Memorial (広島平和記念碑 Hiroshima Heiwa Kinenhi) é um parque construído no local onde foi lançada a criminosa bomba atômica.

Hoje em dia, dezenas de esculturas, edificações e obras que remetem à paz neste parque.

É um passeio que pode levar horas e horas para refletir sobre o ocorrido.

Uma das pontes que foi o alvo da bomba atômica Uma das pontes que foi o alvo da bomba atômica

O principal destaque é o A-Bomb Dome (原爆ドーム Genbaku Dōmu), a cúpula da bomba atômica.

Em 1996 foi reconhecida como Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO (vejas outros que já visitamos).

É a única construção que resistiu ao ataque no seu epicentro e até hoje está preservada.

Muitos imaginam que ela era uma construção militar, mas na verdade era um edifício da Prefeitura de Hiroshima relacionado ao conglomerado das indústrias e construído em 1915.

A-Bomb Dome em Hiroshima A-Bomb Dome em Hiroshima

Todos os anos, em 6 de agosto, precisamente as 08:15 hs (momento exato da detonação) é realizada uma cerimônia com um minuto de silêncio em homenagem as vítimas da bomba atômica.

Ao todo, mais de 200.000 vidas foram ceifadas – incluindo as vítimas da radiação.

Detalhes da cúpula do Atomic Bomb Dome em Hiroshima Detalhes da cúpula do Atomic Bomb Dome em Hiroshima

O Japão faz um trabalho recorrente de manutenção para manter este edifício em pé, corrigindo infiltrações e fazendo tratamento com resina.

É um importante símbolo da resistência.

Na mesma praça, visitantes também são convidados para tocar o Sino da Paz.

Chegamos no mesmo momento de uma excursão, e os estudantes balançaram juntos o grande pendulo que batia no sino, resultando num relaxante som:

Sino da Paz em Hiroshima Sino da Paz em Hiroshima

Ao circular pelo parque, encontramos vários senhores e voluntários que contavam a história da guerra em vários idiomas.

O acesso ao parque é totalmente gratuito, apenas é cobrada entrada para visitar o museu da paz.

Como chegar ao Parque do Memorial da Paz

Utilize o bondinho e desça na estação Genbaku-Domu Mae.
É uma viagem de 15 minutos a partir da Hiroshima Station.

Dias e horário de funcionamento:
Parque: todos os dias, 24 horas por dia
Hiroshima Peace Memorial Museum: todos os dias, 08:30 hs a 18:00 hs

Taxa de visitação:  
Parque: totalmente gratuito
Hiroshima Peace Memorial Museum: ¥ 200

 

Hiroshima-jo: o Castelo de Hiroshima

Caminhamos para as proximidades do Castelo de Hiroshima (広島城, Hiroshimajō) num lindíssimo dia de sol.

O céu de Hiroshima é surreal e fantástico.
Em todos os dias da minha visita fiquei impressionado.
As nuvens são diferentes. É difícil achar uma palavra para descrever.

Também conhecido como o Carp Castle: Castelo da Carpa, foi construído em 1589!

Porém, foi destruído pela bomba atômica e posteriormente reconstruído.

Logo na chegada conhecemos o Ninomaru, esta belíssima casa de guarda e segundo círculo de defesa.

Todo o terreno é protegido por um fosso que rendeu este belo reflexo:

Ninomaru - A casa de guarda do Castelo de Hiroshima Ninomaru – A casa de guarda do Castelo de Hiroshima

Assim como foi comum em alguns lugares que visitamos no Japão, o lugar estava passando por pequenas reformas.

Por este motivo, decidimos não entrar e seguir nossa viagem!
O exterior do Castelo de Hiroshima já pagou a visita, é impressionante!

O Castelo de Hiroshima O Castelo de Hiroshima

Muito próximo ao castelo (10 minutos de caminhada) vale a pena conhecer o Shukkeien Garden, também conhecido por “shrunken-scenery garden”. Um jardim com montanhas e florestas em miniatura.

Outro marco da cidade é o Mazda Museum, localizado até hoje no mesmo lugar da criação da empresa em 1920.

Lá existe um museu com vários carros antigos, que infelizmente não visitamos porque já estávamos de partida para a incrível ilha de Miyajima.

Saindo do Castelo de Hiroshima Saindo do Castelo de Hiroshima

Como chegar ao Castelo de Hiroshima

Caso esteja com o bondinho, desça na estação Kamiyacho-nishi ou Kamiyacho-higashi.
O castelo também está a uma caminhada de dez minutos do Shukkeien ou do Parque da Paz.

Dias e horário de funcionamento:
Todos os dias
09:00 hs a 17:30 hs (de abril a setembro)
09:00 hs a 16:30 hs (outubro a março)

Taxa de visitação:  
¥ 370 (para entrar no castelo)
O jardim e os arredores são totalmente gratuitos.

Veja também o site oficial do Castelo de Hiroshima.

 

A lenda dos 1000 tsurus

Para entender a lenda dos tsurus (origamis), faço um resumo da história de Sadako Sassaki (que possui uma estátua em sua homenagem no Parque da Paz).

Sadako era uma criança sobrevivente da bomba atômica que nunca perdeu sua ternura e não faltou nenhum dia na sua escola primária.

Chegou a tornar-se atleta no ensino médio, mas viu sua saúde diminuir com uma leucemia aos 12 anos de idade. Seus amigos então, fizeram 1000 origamis/tsuru no formato de grou (uma grande ave).

Os 1000 grous em papel colorido (um pássaro que se assemelha a uma cegonha ou uma garça) enfeitaram o quarto de Sadako e então lhe foi dita a lenda:
“Se fizer 1000 grous de papel, seu desejo se tornará realidade”

Cheia de esperança, ela começou a dobrar os origamis.
Passava noites com dor e febre, dobrando seus tsuru na esperança de sobreviver.

Muito fraca, infelizmente não teve forças para dobrar seus mil pássaros.
Faleceu aos 12 anos, dez anos depois da explosão da bomba atômica.

Seus amigos da escola dobraram os tsuru que faltavam para que fossem enterrados com ela.

Desde então, é muito comum ver tsurus por todo o Japão e especialmente em Hiroshima.

Aqui vimos esta homenagem na calçada de um famoso hotel nos arredores do parque:

A lenda dos 1000 Tsurus de Hiroshima A lenda dos 1000 Tsurus de Hiroshima

Ao invés de guerra, vimos momentos de muita paz e aprendizado na visita.

É sabido que a guerra tira o discernimento da pessoas.

O lado japonês também estava fora de controle, você conhece a
história do americano que foi enjaulado no Zoo de Ueno?

 

Como chegar na cidade de Hiroshima no Japão?

Viemos diretamente de Tokyo com o Shinkansen Nozomi / Kodama (trem bala).

A distância entre Tokyo e Hiroshima é de 810 km.
Mas a viagem leva em torno de 5 horas por incríveis paisagens.

Você pode utilizar o JR Pass para economizar nesta viagem, que vou explicarei num tópico a parte.

Outras cidades próximas:
– distância entre Hiroshima e Osaka: 330 km
– distância entre Hiroshima e Kyoto: 360 km

Confira também o mapa da região central da cidade.

 

Obrigado Hiroshima, por tudo que nos ensinou!

Vocês serão um exemplo que carregaremos para toda vida!

Arigatou gozaimasu! Hiroshima! Arigatou gozaimasu! Hiroshima!

Arigatou gozaimasu! (obrigado)

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    • Por Paula Yassuda
      Olá, Mochileiros!!!
      Depois de Peru, Tailândia, Camboja+Vietnã+Laos e Filipinas, divido com vocês nossa viagem para o Japão. Confesso que não foi nada fácil entender esse país que parece pequeno, mas é uma imensidão de cultura e regiões muito distintas e diversas.
      O outro Felipe e a Pati são um casal de amigos que já estavam planejando a tempos ir para o Japão, e no início de 2017 convidaram a gente – sabe aquelas conversas de bar, que você topa mas sabe que será difícil de sair do papel? Então...no mês de Julho-17, eles nos enviaram um Whatsapp avisando que tinham acabado de comprar as passagens para o Japão, por um preço super bacana (por volta dor R$ 2,8k/pessoa). O Felipe (neste caso, meu marido) ficou muito animado, e depois de dar algumas espiadas, encontrou passagens por R$ 2,5k/pessoa em Agosto-17 – resultado: passagens compradas!
      Confesso que rolou um receio...primeiro, porque pela primeira vez na vida compramos as passagens quase 1 ano antes da viagem; segundo, porque seria a nossa primeira viagem com outras pessoas, além de nós dois. Seguimos de Setembro-17 a Abril-18 pesquisando e planejando nosso roteiro, e todo mundo deu pitaco; chegamos em um roteiro final bem bacana, mas que na prática, mostrou que o Japão é muito maior do que a gente imaginava!
      Confira aqui um resumo da nossa viagem - o relato completo já está disponível no nosso blog! Basta clicar aqui.
      Bora???
       
      20 a 22/05/2018 – Guarulhos > Cidade do México > Narita
       Nosso vôo saiu de Guarulhos pontualmente às 9:35am, operado pela Aeroméxico. O serviço de bordo foi bem fraco...não nos deixaram escolher a refeição (como se houvesse somente uma opção), e a comida era bem mais ou menos. O pior de tudo foi que ligamos na Aeroméxico para pedir refeição especial, já que o Felipe (meu marido) é alérgico a molho de tomate; além de não conseguirmos fazer isso antes do embarque, todas as opções de comida tinham molho de tomate...ou seja, ele mal comeu a bordo.
      O vôo durou 9 horas, e fazia um calor absurdo quando desembarcamos na Cidade do México. Nossa escala, que já era de 9 horas, aumentou para 14 horas com o atraso do vôo que nos levaria até o Japão. Fomos consultar o valor da sala VIP, e uma feliz descoberta: a gente tinha direito a pernoitar em um hotel, por conta da Aeroméxico! Tomamos uma cerveja no aeroporto, e pegamos o transfer para o Holiday Inn Dali, que fica a alguns minutos do aeroporto. O quarto era sensacional, e pudemos tomar banho – só a janta que não estava incluída no pacote. Durante o jantar, soou o alarme de terremoto, e tivemos inclusive que abandonar o prédio; foi bem estranho ouvir aquela sirene e ver aquele monte de carros parados com pisca alerta ligado. Voltamos para o quarto e dormimos em uma cama muito confortável.

       
      Acordamos às 4:30am para fazer o check-out e pegar a van das 5:00am. Tínhamos o voucher para o café-da-manhã no Wings do aeroporto, então saímos cedinho para dar tempo de comer.
      Este vôo, assim como o anterior, estava lotado mas um pouco pior pois tinha uma turma grande fazendo bastante barulho...pelo menos o Felipe conseguiu comer alguma coisa, pois neste trecho tinha algumas opções sem molho. Este vôo saiu às 07:00am, e pousou em Narita às 11:30am.
       
      22/05/2018 – Narita > Tóquio > Osaka
       
      Chegamos em Narita às 11:30am. Foi bem tranquilo passar pela imigração, a única coisa chata é que eles selecionam algumas malas para inspecionar antes de você poder sair. Abrimos uma das nossas 4 malas, e logo fomos liberados.
      A primeira missão era encontrar o lugar onde a gente trocaria nosso voucher pelos nossos JR Pass (passaporte para o trem-bala). Vale muito a pena ter internet no Japão, principalmente se você vai usar o metrô: no mesmo trilho passam vários tipos de trens: Local – pára em todas as estações da linha, Rapid – pula algumas estações e que são menos utilizadas, Super Rapid – pára somente nas estações maiores e mais utilizadas. Além disso, no mesmo trilho é possível pegar trens para destinos diferentes...se você entrar em um trem que passa 3 minutos antes do trem correto, por exemplo, é possível que você vá parar do outro lado da cidade. O que fizemos para não nos perdermos para sempre? Google! O Google salvou nossas vidas. Basta digitar origem e destino, que ele mostra exatamente qual trem você precisa pegar, e em qual plataforma você deve esperar.
      Assim como no Brasil, o metrô é gerenciado pelo Governo. Algumas linhas de metrô e o trem-bala são privatizados, e funcionam sob gestão da JR – somente estes estão incluídos no JR Pass. É fácil identificar estas linhas, basta procurar pelos nomes que vêm acompanhados das letras JR. No nosso blog explicamos um pouco mais sobre o JR Pass, clique aqui se quiser conferir.
      Conectamos no wi-fi do aeroporto e descobrimos que o escritório da JR ficava no piso inferior do aeroporto. Caminhamos um pouquinho, e logo avistamos – enorme, no canto direito do andar.

      Além do voucher, você precisa preencher um formulário logo na entrada, para poder entrar na fila. A moça que nos atendeu nos ajudou a reservar os assentos no JR com destino a Osaka, que saía em 40 minutos. Compramos um pacote no site da JR que incluía o pocket wi-fi (internet móvel), porém o local de retirada era próximo ao desembarque, onde ficamos perdidos procurando o escritório da JR
      O trem partiu às 1:14pm e chegou em Shinagawa, em Tóquio, às 2:20pm. Em Shinagawa, o trem saiu às 2:40pm e chegou na estação de Osaka às 5:30pm, de onde pegamos um metrô local que percorreu 6 estações, e descemos na Namba, que era a mais próxima do apartamento que alugamos no Airbnb. Tivemos que pagar a parte, pois não fazia parte das linhas JR.

      Como viajamos em 4 pessoas, a opção mais barata era o Airbnb; hotéis eram bem mais caros e os hostels não compensavam a falta de comodidade. O apartamento de Osaka era um loft bem espaçoso, com paredes que isolavam somente os banheiros e lavanderia. Tínhamos disponível: 3 camas de casal (somente uma delas era um pouco maior), ar condicionado, frigobar, máquina de lavar, guarda-chuvas, toalhas pequenas e um wi-fi pocket limitado a 500MB por dia.
      23/05/2018 – Hiroshima
      A gente optou por cidades-base para nossa hospedagem, exatamente para ter mais flexibilidade de mudar nosso roteiro, pois o trem-bala ajuda bastante a economizar tempo nas viagens de um dia. No dia anterior nós já tínhamos visto que o dia seria chuvoso; apesar disso, optamos por seguir o planejado já que a gente não tinha nenhuma folga no roteiro. Também chegamos à conclusão de que Hiroshima talvez fosse o lugar menos pior de se fazer com chuva.
      Na Osaka Station, nós pegamos o trem das 8:14am e por volta das 9am chegamos em Hiroshima – compramos nosso café-da-manhã no 7 Eleven e comemos na própria estação. Da Hiroshima Station andamos 2 km até o primeiro parque, onde está localizado o Castelo de Hiroshima. Ele estava em manutenção por fora, e acabamos não entrando nele por ter que pagar. Debaixo de uma chuva ingrata, seguimos para o Parque da Paz, para visitar:
      o Dome: estrutura mais próxima ao epicentro da bomba (150 metros), a resistir ao impacto; o Memorial da Paz; o Children´s Peace Memorial; e terminamos no Museu do Memorial da Paz. É tudo muito chocante, e dentro do museu você tem acesso a um simulador que mostra exatamente como tudo aconteceu, no dia em que a bomba levou Hiroshima abaixo.

      Já era hora de almoçar, e apesar da chuva, a cidade estava lotada de gente: excursões, escolas e turistas. Bem próximo do museu, encontramos o Okonomiyaki Nagata-ya, mas a fila estava imensa...a idéia era comer Okonomiyaki, pois é uma comida típica de Hiroshima, então caminhamos alguns poucos passos a frente, e encontramos na entrada de uma galeria um lugar bem típico escondido no piso superior de um prédio. O Okonomiyaki é uma panqueca japonesa combinada com vários ingredientes, como por exemplo: frutos do mar, frango, repolho, macarrão, ovos, entre outros. Para o meu paladar, salvo o molho adocicado que vai em cima, a panqueca foi aprovada!
      Caminhamos os 2 km de volta para a Hiroshima Station, e a idéia era ir até o Castelo de Himeji. Já era mais de 3:00pm, e descobrimos que o castelo fechava às 4:00pm. Para não arriscar andar quilômetros a toa, resolvemos deixar para o dia seguinte. Chegamos no apartamento super destruídos de tanto andar, com tênis e roupas molhados, então descansamos um pouco e saímos novamente só para jantar nas proximidades da Dotonburi – experimentamos nosso primeiro restaurante de sushi na esteira.

      24/05/2018 – Miyajima
      A expectativa para este dia estava bem alta! A ilha de Miyajima não estava nos planos iniciais, mas depois de pesquisarmos mais sobre ela, não tinha como passar batido. Algumas pessoas fazem a ilha combinada com Hiroshima, mas nós reservamos um dia inteiro – e fomos retribuídos com um tempo lindo e com muito sol!
      Saímos às 6:00am, com o objetivo de pegar o trem-bala das 7:15am. Mas, como a gente gosta de errar bastante para ensinar vocês a errar menos, nós chegamos um pouco cedo e nos deparamos com o trem-bala das 6:59am que também passaria por Hiroshima. Após segundos de dilema, resolvemos entrar...infelizmente! Depois de entrarmos, notamos que era o trem-bala Kodama: linha local, que pára em todas as estações ao longo do caminho. Tomamos um pênalti de 30 minutos a mais de viagem, porque não seguimos a instrução do Google
      Sendo assim, quando pegar o trem-bala, dê preferência para o Hikari ou o Sakura, já que os trens Nozomi e Mizuho não podem ser utilizados pelos portadores do JR Pass – utilize o Kodama somente em último caso.
      Chegamos na Hiroshima Station e foi bem fácil encontrar a linha para Miyajima-guchi. O trecho demorou 30 minutos, e ao sair da estação, basta seguir em linha reta até o local de onde saem os ferrys. O percurso de ferry até a ilha demora 10 minutos e a ilha realmente é super fofa; caminhamos até o Torii, subimos até a 5-Storied Pagoda, e decidimos subir no Mount Misen, já que tínhamos bastante tempo na ilha.

      Tem um ônibus que te deixa na bilheteria, e de lá você vai pegar 2 bondinhos, que tem como destino o Shishiiwa Observatory – a partir deste ponto, você vai subir mais 100 metros (o topo fica a 535m do nível do mar) e aproximadamente 1km de subida até o observatório principal. Confesso que se eu soubesse a realidade, jamais teria subido! A subida é bem íngreme, parte em rampa e parte em degraus, e foi bastante cansativa. Só que a experiência foi bem bacana, passamos por templos bonitos, pequenos budas espalhados pelas pedras, e a vista do topo é sensacional! No Japão, você sempre vai encontrar carimbos no final dos pontos turísticos, portanto leve seu caderninho para colecioná-los; são todos muito lindos!
      De volta na cidadezinha, nós caminhamos pela feirinha, compramos alguns souvenirs e experimentamos o bolinho de Hiroshima (com recheio de chocolate, não rolou comer o de moti). O almoço ficou no esquecimento...pegamos o ferry de volta às 4:00pm e logo estávamos embarcando no trem-bala. Passou um rapaz inspecionando os bilhetes, e quando ele viu os nossos, explicou que não poderíamos estar ali. Adivinha? Só nessa hora que percebemos que tínhamos entrado no Nozomi (um dos trens que não está incluso no JR Pass)!!! Ele foi super bonzinho, e pediu só que nos atentássemos na próxima vez – ufa, sem multas!
      25/05/2018 – Himeji e Kobe
      Este foi um dos dias que mudamos o que tínhamos planejado. A idéia inicial era seguir para Akame e conhecer o parque das 48 cascatas, mas como não conseguimos ir até Himeji no dia anterior, priorizamos Himeji e encaixamos Kobe no roteiro, por causa da estátua de Buda.
      Aqui vai mais um aprendizado...nos mercadinhos locais, que não são franquias como o 7 Eleven e o Family Mart, é um pouco difícil de identificar alguns produtos. Eu peguei meu oniguiri de sempre, que identifiquei pela cor que já tinha comprado no 7 Eleven, e para beber um suco de pêssego de lata. Depois dos 2 primeiros goles, eu senti que aquilo estava meio estranho...era uma lata, com um pêssego grande no centro; só podia ser um suco de pêssego...e por que eu estava me sentindo estranha? Pela primeira vez me senti uma analfabeta; aquela parada era uma lata de Champagne!!! E aquela sensação estranha era reflexo do álcool...eu estava bêbada, às 8:30am!!! Então, atentem-se ao símbolo da foto – toda bebida alcoólica tem um símbolo desse.
      Em meia hora chegamos na estação de Himeji, e de lá até o castelo é uma reta; mais ou menos 1,5km de caminhada. O castelo é enorme e muito bonito, só a vista de fora já vale a pena, mas compensa demais entrar pois é tudo muito estruturado e bem organizado.

      Voltamos para a estação, e seguimos para Kobe, que fica pertinho de Himeji, não mais que 15 minutos de Shinkansen. Quando chegamos lá, descobrimos que se tivéssemos pegado a JR Kobe line, teríamos demorado um pouquinho mais, mas conseguiríamos descer em uma estação até mais próxima ao Buda. Já era hora do almoço, então bem próximo da estação nós encontramos um restaurante local bem gostoso, e comemos lamen. A 600 metros dali, chegamos no Buda que era enorme, mas bem simples e estava vazio – é bem bonito, mas não achamos que vale a pena ir até Kobe só para isso. Eu estava a vários dias andando com um tênis zero confortável, então sentia muita dor nos pés e nas pernas. Então neste dia, retornamos para Osaka, e descansamos um pouco até a hora do jantar. Saímos para procurar um lugar para comer, e encontramos o que parecia ser a Korea town – cheia de restaurantes Koreanos. Demoramos bastante para decidir onde iríamos comer e os lugares já estavam fechando (eles fecham relativamente cedo), então entramos em um restaurante onde a comida era ok, mas saiu super caro.
      26/05/2018 – Nara
      Neste dia saímos um pouco mais tarde, por volta das 8:00am. Por ser final de semana, nem todas as linhas estavam funcionando, então tivemos que fazer duas baldeações (Kashiwara e Oji), e depois de uma caminhada de 30 minutos, chegamos no Nara Park. Ele é enorme, e você fica basicamente dentro dele alimentando os veados, conhecendo os templos e os jardins.

      Em pouco tempo encontramos o Todai-ji, que estava lotado de gente. Nesta bilheteria eu tomei meu primeiro golpe depois de 5 anos viajando para a Ásia (preju de USD 50) que eu conto com maiores detalhes no blog – fiquem atentos! Depois de ver muita coisa no parque, saímos às 2:00pm e almoçamos em um restaurante local na rua principal, e estava bem gostoso. Eu e a Pati tomamos um sorvete delicioso nesta mesma rua, e voltamos para Osaka. Na volta, conseguimos pegar somente uma linha, sem nenhuma baldeação.
      Quando chegamos na nossa estação de Osaka, do outro lado da rua vimos um prédio bem grande chamada Mega. Logo que entramos, escutamos uma música super alta vinda do térreo, e seguimos um pouco a frente para ver. Era um cassino gigante, um Pachinko, que pode ser encontrado em todo lugar, lotado de gente de todos os sexos e idades, jogando insanamente aquelas maquininhas de sorte. O outro Felipe até tentou tirar uma foto, mas levou uma bronca da mocinha que trabalhava lá. Antes de sair, a gente viu uma escada rolante, e decidiu subir – pronto! Descobrimos uma das maiores lojas de tranqueiras do Japão: Don Quijote; tinha desde roupas, até brinquedos, comidas e cosméticos. Compramos algumas coisas e voltamos para o apartamento.
      A Pati e o outro Felipe queriam ir até o Umeda Sky. Eu também queria muito, mas minhas pernas estavam um caco e sem condição alguma de caminhar – então, eu e o Felipe ficamos e jantamos uns combinadinhos que vendem no mercado. No final, foi bom não termos ido, porque a Pati e o outro Felipe não acharam que valeu a pena.
       
      27/05/2018 – Kyoto
      Kyoto foi o lugar mais difícil de planejar. Tem bilhões de templos e lugares legais para ir, mas na prática, você não consegue combinar tanta coisa para fazer no mesmo dia; não que as coisas sejam longe, mas tem todo o tempo de acessar o metrô, se encontrar nas ruas, entrar nos templos, entre outras coisas.
      Tomamos café-da-manhã no Family Mart do lado da estação, e seguimos para o metrô no percurso Shin-Imamiya > Osaka > Kyoto (não pegamos Shinkansen). Começamos pelo Fushimi Inari-taisha, os túneis maravilhosos de toriis; aqui você tropeça para fora do metrô, e já cai dentro do terreno da atração...na frente da estação. Tem uma opção onde você sobe 4 km até o topo do monte, que obviamente não dava para fazer, graças ao meu calçado super inadequado, então ficamos nos 2 primeiros túneis, que já foram muito interessantes.
      Seguimos para a Floresta de bambu – que no início parecia bem nada a ver, mas no final ficou bastante bonita. Saindo dali, procuramos por um restaurante...mas foi um pouco desesperador, porque todos os restaurantes tinham fila e eram demais de caros. Os meninos resolveram entrar em uma rua paralela, e encontraram um restaurante com mesa livre e muito barato – essa tática sempre funciona! Comemos em uma mesa que tinha uma chapa no meio, e pedimos o yakissoba de frutos do mar. Estava uma delícia.

      Já estávamos voltando para a estação, caminhando pela rua, quando sentimos que algo estranho estava acontecendo ao nosso redor. Algumas pessoas estavam segurando objetos grandes na calçada, e estavam vestidas de um jeito diferente...fomos até a calçada, e um homem (que também estava vestido diferente) nos abordou, sem falar inglês, e entregou um panfleto que explicava que aquele, era o Festival Anual de Arashiyama! Ele acontece uma vez por ano, e tivemos a sorte de acompanhar o evento e até interagir com alguns dos participantes. Os participantes, todos usando uma roupa especial para o festival, carregam um santuário bem pesado pulando com ele nos ombros, com o objetivo de fazer o sino tocar, e assim se purificar. Este homem identificou que falávamos português, e chamou o filho dele, que veio conversar conosco!!! Ele pediu para praticar um pouco, e explicou que fazia aula de português na faculdade...sensacional!

      De lá, seguimos para o Kinkaku-ji (Templo Dourado) – ele fica muito longe do metrô, mas saindo pela catraca, tem várias instruções de como pegar o ônibus local que leva até o ponto que fica na frente do templo. Estava bem cheio de gente, mas ele é bem bonito.
      Em Osaka, fomos até a Dotonburi, mas é impossível de jantar ali...muito caro e muitos lugares com muita fila. Resolvemos voltar no restaurante que comemos no dia que chegamos em Osaka.
       
      28/05/2018 – Kyoto
      A Pati e o outro Felipe estavam meio mal neste dia; o clima no Japão é muito muito muito seco, e deu crise de rinite neles. O clima é tão seco, que a gente lavava roupa a noite, e no dia seguinte de manhã já estava tudo seco.
      Saímos bem mais tarde dessa vez, já era 9:00am. Seguimos para nosso segundo dia em Kyoto, que tem uma infinidade de lugares para visitar. Paramos na estação Tofukuji para visitar o templo que estava a 900 metros de lá; no caminho de ida experimentei um sorvete de tofu – era bem gostoso. Seguimos a pé por mais 2km até o Sanjusangen-do (o templo das 1.000 estátuas de Buda) – foi um dos mais impressionantes que visitamos, não pelo templo, mas pelas estátuas que eram infinitas e muito diferentes; infelizmente é proibido tirar fotos ali. Ficamos um pouco no jardim do templo, e umas crianças super fofas vieram nos entrevistar...aparentemente as escolas propõe que as crianças façam entrevistas com estrangeiros, o que é bem bacana. Nós até ganhamos uns cartões que eles mesmos desenharam.
      A idéia era seguir até o Kiyomizu, o templo que fica no topo de uma montanha, mas ele ficava a mais 2km dali e quando pesquisamos na internet, apareceu que ele estava parcialmente em reforma até as Olimpíadas em 2020. Como era longe e a subida até o templo era bem puxada, nós acabamos desistindo e fomos para Potoncho. No caminho, paramos no Mercado de Nishiki que é enorme e você pode experimenta de tudo nas lojinhas. Encontramos m restaurante em uma rua próxima ao mercado, onde almoçamos pratos gigantes – tão grandes que até levei marmita.

      Passamos por Potoncho ainda era de dia, mas não comemos nada por lá. Em seguida conhecemos Gion, e por mais que a gente tenha esperado, não vimos nenhuma gueixa. Até vimos, só que elas eram claramente gringas fanstasiadas...e o mais engraçado era ver aquele monte de outros gringos tirando foto das gueixas de mentira!
      29/05/2018 – Osaka > Hakone
      A viagem demorou mais ou menos 2 horas e 30 minutos para chegar em Odawara, e lá passamos um tempo tentando se entender com o mapa para comprar os tickets do metrô local. Se não fôssemos perguntar na cabine de ajuda, a gente ia demorar muito para chegar em Hakone, inclusive descobrimos que existe um free-pass que te dá acesso ilimitado a vários meios de transporte por 1 ou mais dias.
      Embarcamos em um metrô mais antigo, que nos levou até um trem que vai até Hakone. De lá, subimos 3 estações em um cable car, e em uma caminhada de 2 minutos, chegamos!
      Nosso destino era um ryokan: aquele hotel estilo casa japonesa, onde você usa quimono, dorme no tatame e faz as refeições como uma família japonesa.

      Logo de cara fomos recebidos com uma fonte de chocolate, e pegamos nossos quimonos assim que terminamos o check-in. O quarto era muito bacana, o jantar era diferente e gostoso, e ficamos na cadeira de massagem até o horário de usarmos o onsen particular. Dividimos o tempo por casal, porque o onsen é uma banheira de água super quente, onde você entra pelado! Tinha também um onsen público no hotel, onde você divide a piscina com os demais hóspedes, mas nesse, só os Felipes entraram.
      30/05/2018 – Hakone > Tóquio
      O tempo estava bem nublado, no entanto ainda não estava chovendo; então seguimos para o ropeway (bondinho) e o lago. Todo o trecho estava incluso no free-pass, exceto o barco. A última estação do cable car te leva até o ropeway (bondinho), então é bem simples de achar. Passamos por uma parte da montanha de onde era extraído enxofre, e saía bastante fumaça. Logo chegamos no ponto de apoio, onde tinha uma loja, banheiro, e uma vista bem legal do Monte Fuji. Dali saímos em outro ônibus, que nos levou até o porto, para fazermos o tour de barco no lago Ashi; a vista do Monte Fuji dali é muito legal, porém é muito difícil de dar sorte e pegar um dia limpo...nós fizemos o passeio em um dia nublado com pouca visibilidade. O tempo estava meio chuvoso, então não descemos em nenhuma das duas paradas no lago. Foi uma ótima decisão, pois retornamos ao ryokan para pegar as malas, e assim que chegamos no ponto para pegar o cable car, começou a chover.

      Almoçamos no shinkansen que nos levou até Tóquio. Chegamos na estação Shikagawa, fomos para Shinjuku e de lá pegamos o metrô até a estação Okubo. O apartamento ficava a 10 minutos de caminhada dali.
      Jantamos em um restaurante de esteira, e descansamos para o próximo dia.
      31/05/2018 – Tóquio
      Nossa primeira parada foi no mercado Tsukiji. Para acompanhar o leilão de peixes, onde é possível ver os atuns gigantes, precisa chegar muito cedo; no horário que chegamos, o leilão já tinha acontecido a muito tempo. Resolvemos caminhar pelo mercado, pois ele funciona o dia todo, com as barraquinhas de frutos do mar fresquinhos. Mas diferente dos relatos que li, essa foi uma das piores experiências que eu tive na minha vida. O mercado em si fica dentro de um prédio, mas nós fomos até o final em um galpão meio aberto, local onde acontece o leilão. Ainda tinha vários isopores com frutos do mar...conforme a gente ia andando, começaram a aparecer isopores com animais ainda vivos...caranguejos amarrados, peixes enormes em espaços minúsculos, lagosta...foi horrível ver aqueles animais vivos dentro de caixas tão pequenas, alguns deles amarrados mexendo só os olhinhos...só de lembrar me dá enjôo! Eu tive que sair dali correndo, e quando cheguei do lado de fora não conseguia parar de chorar. É algo que fica cada vez mais incontrolável e difícil de lidar.
      Fiquei muito mal em ver aquilo, então eu e o Felipe não entramos mais em lugar nenhum. Do lado de fora me distraí em barraquinhas de porcelana e outras coisas, enquanto a Pati e o outro Felipe terminaram de olhar o mercado.

      De lá seguimos para o Parque de Ueno, onde vimos os templos Kiyomizu e Shinobazunoike. Almoçamos em uma pracinha de alimentação próxima ao parque. Seguimos para Asakuza para ver: Kaminarimon Gate, Nakamise street e o famoso Senso-ji. Por último, fomos até Shibuya para ver a Estátua de Hachiko – é muito bizarro, fica uma fila enorme e eterna para tirar foto com ela, e o cruzamento mais famoso do mundo: cruzamento de Shibuya. Atravessamos ali e as pessoas ficam loucamente atravessando milhares de vezes tirando foto e filmando; a vista da Starbucks é muito bacana, vale a pena tentar subir lá.

      Decidimos fazer um jantar low cost, e descobrimos um mercado igualzinho ao de Osaka a 250 metros do apartamento!
      01/06/2018 – Yokohama e Kamakura
      Nosso primeiro destino era Yokohama, uma dica que um amigo do outro Felipe. Conhecemos Rinko Park; parque que fica logo na saída do metrô. Avistamos uma roda gigante imensa e uma escultura na Queen´s Square Yokohama, na entrada de um shopping. Saindo dali, pegamos o metrô e descemos em Chinatown, e caminhamos um pouco pelas ruas do bairro; e nossa última parada foi no Museu do Ramen, que definitivamente não vale a pena. A decoração da época é bem interessante, mas não tem muita coisa para ver por lá.

      Seguimos viagem para Kamakura, e infelizmente chegamos lá já era 4:00pm. Almoçamos rapidinho na estação, e chegamos no Kotoku-in, para ver o Grande Buda, às 4:40pm – quase hora de fechar. Depois de lá, nós caminhamos pela Komachi Dori até chegar no templo Tsurugaoka Hachiman-gu. Tem uma escadaria bem alta, e lá em cima é bem bacana – o templo é tão grande que mal cabe na foto.
      Vale a pena dedicar mais tempo a Kamakura – fomos embora um pouco tristes por ter chegado tão tarde.
      02/06/2018 – Nikko
      Descobrimos neste dia que a viagem até Nikko é bem longa, mas fomos mesmo assim. Foi um percurso de pouco mais de 2 horas, e chegamos lá por volta do meio-dia. Na própria estação é vendido um free-pass para os ônibus que te levam para os principais pontos turísticos de Nikko. É legal se planejar bem pois são 3 opções de ticket (distância x valor), dependendo de onde você quer ir. Eu e o Felipe compramos o ticket de 1 a 2 dias, pois ele incluía a cachoeira Kegon – considerada a terceira mais bonita do Japão, e o outro Felipe e a Pati optaram por ir somente até o primeiro parque com templos, e voltar mais cedo para descansar para a Disney Sea no dia seguinte.
      Antes da entrada passamos pela ponte sagrada. Já dentro do parque visitamos juntos o Toshugo, que é onde fica o templo dos macacos (o que não vê, o que não fala e o que não escuta). Nós subimos até o topo, onde tem um santuário; é uma subida puxada mas vale a pena conhecer.
      Voltamos para o centrinho para almoçarmos juntos. De lá, a Pati e o outro Felipe voltaram para Tóquio, e eu e o Felipe seguimos para a cachoeira. O ônibus levou 40 minutos para chegar até a entrada, e estava fazendo um pouco de frio até pela altura em que estávamos. Descemos 100 metros de elevador, e lá embaixo tem uma estrutura de frente para a cachoeira e na altura da base dela. Não dá para mergulhar, mas vale super a pena visitar o local. Ela tem 100 metros e é muito bonita.

      Saindo de lá, iniciamos a volta para Tóquio. Mas para nossa surpresa, quando chegamos na estação de Nikko, ela estava interditada. Não entendemos muito bem o motivo, mas no fim das contas, tivemos que voltar uma estação a pé (e era bem pertinho) só que não estava incluída no JR Pass. Descemos na primeira ou na segunda parada, e andamos 15 minutos para chegar na linha da JR. O trem chegou e seguimos viagem. Durante o caminho, o trem fez uma parada e ficamos 30 minutos esperando (também não sabemos o motivo), e isso fez com que a gente demorasse bem mais para chegar em Tóquio. Nessa demora toda, a bateria do nosso wi-fi pocket acabou...então quando chegamos em Tóquio, jantamos antes de ir para o apartamento, novamente no restaurante de esteirinha. Encontramos com a Pati no caminho (ela tinha saído para comprar Mc Donald´s de janta para eles dois), então acompanhamos ela e depois voltamos juntos para o apartamento.
      03/06/2018 – Tóquio
      Eu e o Felipe reservamos mais um dia para explorar Tóquio, enquanto o outro Felipe e a Pati foram para a Disney Sea.
      Nós seguimos para o Meiji Shrine, que fica um pouquinho longe do metrô, mas fica em um parque bem legal. Saindo de lá fomos para Harajuku, mas ficamos um pouco decepcionados pois não vimos nenhuma cosplay. Caminhamos pelos jardins do Palácio Imperial, e por volta da 1:00pm seguimos até Shimokitazawa, o bairro vintage. Encontramos um restaurante em uma rua paralela, e almoçamos por ali – era daquele tipo de restaurante onde você escolhe a comida na máquina, e entrega o ticket para eles fazerem.

      Já de noite, a Pati e o outro Felipe ainda não tinham chegado (a Disney Sea fica a mais ou menos 2 horas de Tóquio) então resolvemos sair e conhecer a noite em Shinjuku. Lá nós passamos pela Piss Alley, onde são vendidos vários espetinhos de tudo que você pode imaginar! São estabelecimentos minúsculos, onde as pessoas sentam no bar e ficam bebendo e comendo no happy hour.
      Seguimos até Kabukicho, o bairro do entretenimento noturno em Shinjuku. Lá nós vimos de tudo; desde jovens (ouso dizer crianças) bêbadas, até bares, restaurantes, karaokês e clubes noturnos bem coloridos e cheios de gente. Os estabelecimentos são gerenciados pela Yakuza (organização criminosa ou máfia japonesa), e existem várias recomendações para ter cautela na hora de escolher um lugar para entrar. Nós não presenciamos nada suspeito, mas tomamos o cuidado de escolher um restaurante mais afastado daquela bagunça toda...e adivinha? Era de esteirinha também.

      Caminhamos bastante pelas ruas, passamos pelo Hotel Gracery e avistamos a cabeça gigante bem de longe do Godzilla. Passamos também pelo Robot Restaurant, mas a entrada custa nada mais nada menos que 8.000 ienes (~USD 80), então nem consideramos entrar. Fomos abordados várias vezes por pessoas tentando nos convencer a entrar em restaurantes e bares, mas não demos muita bola e seguimos adiante.
      04/06/2018 – Tóquio
      COMPRAS!!!
      Reservamos o último dia em Tóquio para fazer compras. Não queríamos nada de marca, mas sim souvenirs e a algumas comidinhas.
      Começamos pela nossa querida Don Quijote! Encontramos uma loja enorme de 7 andares em Shibuya, e ficamos a manhã toda ali. Compramos chocolate, um milhão de tipos de Kit Kat, alguns souvenirs e também algumas coisas para a casa. Encontramos uma caixinha da JBL super barata, que aqui no Brasil pagaríamos 200 reais a mais. A gente tinha milhares de sacolas nas mãos, então decidimos voltar para o apartamento antes de continuar.
      Almoçamos perto do apartamento, e a gente já estava azedo porque tomamos umas cervejas antes de sair. O almoço não estava muito bom não, mas continuamos a saga das compras.
      Descemos em Shinjuku e entramos na Bic Camera. O outro Felipe e a Pati ficaram um tempo por lá, mas a gente seguiu viagem e foi na Tokyo Hands, que é parecida com a Tok Stok do Brasil, só que quase desmaiamos quando vimos os preços das coisas – tudo muito caro. No mesmo shopping tinha uma loja de Kit Kat onde você pode pedir o seu chocolate personalizado; no final descobrimos que era um quiosque, e não tinha nada demais ali.
      Saindo de lá paramos na Daiso, em Harajuku, e compramos alguns souvenirs e coisas úteis para a casa. Eu e o Felipe jantamos em um sushi de esteira de novo, e compramos o café-da-manhã para comer no apartamento antes de ir para o aeroporto.
      05/06/2018 – Tóquio > Narita > Guarulhos
      O nosso JR Pass era válido somente até dia 04/06, ou seja: a gente tinha que pagar o percurso Tóquio > Aeroporto de Narita à parte do passaporte. O ticket do shinkansen avulso é bem caro, assim como taxi e Uber também, então a alternativa foi ir até Narita de metrô local. Nosso vôo saía às 2:25pm de Narita, e considerando que o metrô local era mais lento que o shinkansen, a gente se planejou para sair bem cedo e evitar confusão no vôo da volta.
      Saímos do apartamento por volta das 09:00am – foi uma viagem de aproximadamente 2 horas, então tivemos tempo suficiente de despachar as malas, almoçar, gastar o resto do dinheiro com compras no aeroporto e embarcar tranquilamente.
      Nós quatro voamos juntos do Japão até o México, porém nosso vôo México > Brasil tinha 1 hora a menos de escala que o do outro Felipe e da Pati. Eles voltaram de Aeroméxico, e a gente de LATAM, e vou dizer que levamos todas as vantagens do mundo! O avião estava com a ocupação baixíssima, então conseguimos até deitar nos bancos que estava sobrando. A comida era muito melhor e sem molho de tomate, além de praticamente ter brasileiros no vôo.
    • Por novoCalculoDaRota
      Antes de ir ao Japão, eu já conhecia a história de Hachiko porque o mais famoso cachorro do Japão já teve sua história contada em 3 filmes.
      Mas, uma das coisas que eu mais queria visitar em Tokyo, era a estátua em sua homenagem localizada no bairro de Shibuya!
      Aqui vai o tópico completo sobre o Hachiko no blog de viagens que mantenho, depois de quase 6 meses turistando no Japão!
      Dizem que traz sorte tocar as patas da estátua de bronze de Hachiko, e elas já até mudaram de cor devido a isso!
       
      Quem foi Hachiko?
      Hachiko nasceu numa fazenda próxima à província de Akita, no Japão em 10 de novembro de 1923.
      Em 1924, foi enviado a casa de seu futuro proprietário, o Dr. Eisaburo Ueno, um professor do Departamento Agrícola da Universidade de Tóquio.
      Foi uma espécie de “amor à primeira vista”, pois, se tornariam amigos inseparáveis!
      O professor Ueno morava em Shibuya, subúrbio de Tóquio, perto da estação de trem. Como fazia do trem seu meio de transporte diário até o trabalho, Hachiko acompanhava seu dono todas as manhãs. Caminhavam juntos da casa até à estação de Shibuya.
      Hachiko parecia ter um relógio interno, e sempre por volta das 15 horas retornava à estação para encontrar o professor.
      Dr Ueno desembarcava as 16 horas e juntos voltavam para casa.

      Hachiko e o Dr. Hidesaburo Ueno
      Em 21 de Maio de 1925, o professor Ueno sofreu uma espécie de um AVC durante seu trabalho na faculdade e faleceu.
      Hachiko, que na época tinha pouco menos de 2 anos de idade no horário previsto, esperou seu dono pacientemente na estação.
      Naquele dia a espera durou até a madrugada…
      Na noite do velório, Hachiko (que estava no jardim) quebrou as portas de vidro da casa e foi para a sala onde o corpo foi colocado.
      Passou a noite deitado ao lado de seu mestre, recusando a despedida.
       
      Hachiko e sua lealdade
      Após sua morte, a esposa do professor deu Hachiko para alguns parentes do que moravam em Asakusa, no leste de Tóquio.
      Mas ele fugiu várias vezes e voltou para sua casa em Shibuya.
      Um ano se passou e ele ainda não tinha se acostumado à nova casa.
      Foi então, dado ao ex-jardineiro da família que conhecia Hachi desde que ele era um filhote.
      Mas Hachiko continuava a fugir, aparecendo frequentemente em sua antiga casa.
      Depois de certo tempo, aparentemente Hachiko se deu conta de que o professor Ueno não morava mais ali.
      Todos os dias ia até a estação de Shibuya para esperar seu dono voltar do trabalho, como sempre fazia.
      Fez isso dia após dia, ano após ano, em meio aos apressados passageiros.
      Estes começaram então a trazer petiscos e comida para aliviar sua vigília.
      Em 1929, Hachiko contraiu um caso grave de sarna, que quase o matou.
      Devido aos anos passados nas ruas, ele estava magro e com feridas das brigas com outros cães.
      Sua aparência miserável, não parecia mais com a criatura orgulhosa e forte que havia sido uma vez.
       
      Um novo suspiro para Hachiko
      Um dos alunos do professor Ueno viu o cachorro na estação e o seguiu até a residência dos Kobayashi, onde aprendeu a história da vida de Hachiko.
      Coincidentemente o aluno era um pesquisador da raça Akita, e logo após seu encontro com o cão, publicou um censo de Akitas no Japão.
      Na época haviam apenas 30 Akitas puro-sangue restantes no país, incluindo Hachiko da estação de Shibuya.
      Ele retornava sempre para visitar o cachorro e por anos publicou artigos sobre a lealdade de Hachiko.
      Sua história foi enviada para o Asahi Shinbun, um dos principais jornais do país, onde foi publicada em setembro de 1932.
      Quando um grande jornal contou a história de Hachiko, todo o povo japonês soube sobre o cão e ele se tornou uma espécie de celebridade, uma sensação nacional.
      Sua devoção à memória de seu mestre impressionou o povo japonês e se tornou modelo de dedicação à memória da família.
      Pais e professores usavam Hachiko como exemplo para educar crianças.
      Em 21 de Abril de 1934, uma estátua de bronze de Hachiko (ainda em vida), esculpida pelo renomado escultor Teru Ando, foi erguida em frente ao portão de bilheteria da estação de Shibuya, com um poema gravado em um cartaz intitulado “Linhas para um cão leal”.
      A cerimônia de inauguração contou com a participação do neto do professor Ueno e uma multidão de pessoas.
       
      Hachiko esperou seu dono por 9 anos
       
      Hachiko envelheceu, tornou-se muito fraco e sofria de problemas no coração.
      Na madrugada de 8 de março de 1935, com idade de 11 anos e 4 meses, ele deu seu último suspiro no mesmo lugar onde por anos a fio esperou pacientemente por seu dono.
      A duração total de seu tempo de espera foi de nove anos e dez meses.
      A morte de Hachiko estampou as primeiras páginas dos principais jornais japoneses e muitas pessoas ficaram inconsoláveis com a notícia. Um dia de luto foi declarado.
      Seus ossos foram enterrados na sepultura do professor Ueno, no Cemitério Aoyama, Tóquio.
      Durante a 2ª Guerra Mundial, para aplicar no desenvolvimento de material bélico, todas as estátuas foram confiscadas e derretidas, e, infelizmente, entre elas estava a de Hachiko.
       
      Hachiko e sua nova e definitiva estátua
      Em 1948, formou-se a “The Society For Recreating The Hachiko Statue” entidade organizada em prol da recriação da estátua de Hachiko. Tekeshi Ando, o filho de Teru Ando foi contratado para esculpir uma nova estátua.
      A réplica foi reintegrada no mesmo lugar da estátua original, em uma cerimônia realizada no dia 15 de agosto.

      A atual estátua de Hachiko em Shibuya
      A história de Hachiko atravessa anos, passa de pai para filho, sendo até mesmo ensinada nas escolas japonesas – no início do século para estimular lealdade ao governo, e atualmente, para exemplificar e instilar o respeito e a lealdade aos anciãos.
      Todos os anos, no dia 8 de março, ocorre uma cerimônia solene na estação de trem de Shibuya, em Tóquio.
      São centenas de amantes de cães que se reúnem em homenagem à lealdade e devoção de Hachiko.
      Ao nascimento de uma criança, a família recebe uma estatueta de Akita como desejo de saúde, felicidade e vida longa. O objeto também é considerado um amuleto de boa sorte. Quando há alguém doente, amigos dão ao enfermo esta estatueta, desejando pronta recuperação.
      Por causa desse zelo, a raça Akita se tornou Patrimônio Nacional do povo japonês, tendo sido proibida sua exportação.
      Se algum proprietário não tiver condições financeiras de manter seu cão, o governo japonês assume sua guarda.
       
      Como chegar à estátua de Hachiko em Shibuya?
      O que muitos não sabem é que a estátua de Hachiko está imersa dentro de outro cartão postal de Tokyo.
      Shibuya é conhecida por possuir a maior e mais concorrida travessia de pedestres do mundo, e a pequena praça com a estátua fica bem ao lado desta travessia, veja abaixo:

      Como chegar à estátua de Hachiko em Shibuya?
      Se estiver de trem, basta descer na Estação Shibuya.
      Além disso, você verá um lindo mosaico em homenagem à Hachiko logo na saída da estação:

      Painel do Hachiko na saída da estação Shibuya
      Não se assuste com a quantidade de pessoas que você verá na frente do painel.
      Hoje em dia ele virou um famoso ponto de encontro das pessoas!
       
      É isso aí pessoal, deixo aqui a dica pra quem quiser ver mais passeios da região de Tokyo, Kyoto e Osaka!
       
      Um grande abraço!
       
    • Por Schumacher
      Dias 1 e 2
       
      Em 9 de março de 2017, comecei a viagem por Floripa. Como usaria muitas companhias de baixo custo, precisei fazer milagre para que tudo, incluindo meu equipamento de mergulho, coubesse numa mochila média. No final da tarde, saí de Guarulhos num voo da AirChina, comprado numa promoção com vários meses de antecedência. A empresa presta um serviço razoavelmente bom em relação à alimentação e entretenimento.
       

       
      Antes de chegar em Seul, os intermináveis voos tiveram conexões em Madri e também em Pequim, onde a imigração levou um tempão. Vi 2 noites passarem dentro do avião, devido ao sol ir na direção contrária.
       
      Dia 3
       
      Nesse dia, conheci a cidade de Incheon. Como não fica no Sudeste Asiático, contarei sobre essa parte na parte 2 do relato. À noite, passei com minha mochila na pesagem da AirAsia, pra voar a Cebu, nas Filipinas. O voo custou 132 mil wons, com taxas e refeição.
       
      Dia 4
       
      Cheguei morrendo de sono às 2h da madruga, peguei um táxi branco de 250 pesos (15,65 reais), mais barato que o amarelo, até o terminal norte de ônibus de Cebu, e logo depois, por 160 pesos fui num ônibus da Ceres por 4 horas até o norte da ilha, em Maya. Cerca de 1h depois da partida ele para pra usarmos o banheiro e comprar comida. Consegui uns pãezinhos doces por 5 pesos cada!
       
      Já em Maya, embarquei pouco depois num barco até Malapascua. Como não tinha passageiros suficientes, pois eles partem a cada meia hora estando cheios ou não, o total por pessoa ficou em 220 pesos.
       
      A orla onde os barcos atracam não é muito bonita, e o tempo também estava meio feio.
       
      Almocei um pouco adentro da ilha, pagando 210 pesos num arroz frito com vegetais e camarão e mais um suco de limão. Por sorte, uma funcionária da minha hospedagem estava no mesmo local, e me ofereceu uma carona de moto até o Thresher Cove Dive Resort, um tanto distante do embarcadouro.
       
      Ali fiquei em uma cabana individual na areia de uma praia particular por menos de 1400 pesos para 3 noites. A pousada e centro de mergulho é bem bacana, o maior problema é da água ser salobra, então meu filtro foi inútil.
       

       
      Caí na água para um pouco de snorkeling no jardim de corais na praia da hospedagem. No começo há apenas pastagem aquática, mas de uns 50m em diante vários corais dispersos se apresentam, embora parte deles branqueados.
       
      Ainda assim, vi muitos seres vivos de pequeno porte diferentes, coloridos e bem interessantes. Foi a estreia da minha GoPro 5 Black - por sinal, muito melhor que minha antiga 3 Silver.
       
      Já estava satisfeito quando do nada surgiu um monstro a minha frente. Uma serpente marinha (Laticauda colubrina) de uns 1,5m! Fiquei com medo no início, mas como percebi que ela não estava nem aí com minha presença, fiquei a acompanhando enquanto ela procurava comida e voltava à superfície para respirar. Antes de regressar à terra, vi mais 2, mas menores.
       

       
      Depois disso, fiquei relaxando na pousada no resto do tempo.
       
      Dia 5
       
      Teria tido uma ótima noite se o despertador da cabana vizinha não tivesse tocado às 4 e meia da madruga, hora que sai o primeiro mergulho do dia.
       
      Acordei de verdade às 7h, para me preparar pra pegar um barco (150 pesos) e mergulhar com meu snorkel no Evo Reef. Parte recife, onde vi um peixe-leão, parte areia, onde vi muitos seres pequenos e transparentes, entre águas-vivas, ctenóforos e tunicados, como um bizarro pirossomo (isso é um animal, e não lixo).
       

       
      Almocei adobo, um prato típico filipino com carne temperada.
       
      Digestão feita, resolvi fazer um mergulho com cilindro, o primeiro desde que tirei minha certificação há meio ano. O local foi a Chocolate Island, a sudoeste de Malapascua.
       
      Fomos em um grupo grande, incluindo meu dupla, o holandês Jasper. Cerca de meia hora depois chegamos. A profundidade máxima atingida foi de 18 m, mas havia um pouco de correnteza e a visibilidade estava ruim, além de meu ar só durar 33 min. Vimos corais moles, cavalos marinhos e alguns coloridos nudibrânquios pequeninos.
       
      Ao retornar, fui novamente no jardim de corais. Vi algumas coisas novas, mas pequenas. Seria bom se eu tivesse uma lente de macro. Como dessa vez estava com um traje de neoprene, alugado baratinho na hospedagem, fiquei até o sol se pôr na água.
       
      Jantamos pizza e tomamos a cerva filipina San Miguel Pale Pilsen. Não sou muito fã de pilsen, mas estava OK.
       
      Dia 6
       
      Um grupo de brasileiros que eu conheceria no destino seguinte resolveu vir conhecer Malapascua (Ingrid, Agatha, Thalita, Camila e Rafael). Depois do meu café da manhã eles já estavam entrando no meu hotel.
       
      Com a Agatha e a Ingrid caí na água de snorkel para mostrar a praia a elas. Vi outro pirossomo e uma moreia.
       
      Em sequência, todos almoçamos no restaurante do hotel, onde pedi o kinilaw, que é o ceviche filipino. Até que não é ruim, mas ainda prefiro o peruano.
       

       
      À tarde eles voltaram à ilha de Bantayan, enquanto eu fui de moto-táxi até a praia do Farol, onde mergulhei com snorkel em um naufrágio. No caminho, ocorria uma briga de galo.
       
      O naufrágio está dividido em vários pedaços, a partir de uns 3 m de profundidade. É comum o mergulho noturno ali. Além do que estava aderido à carcaça, vi um monte de ctenóforos.
       

       
      Vi o sol se pôr e voltei pagando 50 pesos pro cara dá motoca, a tarifa máxima da ilha, por ser noite e um pouco distante.
       
      Dia 7
       
      Tive minha última refeição no variado restaurante do hotel e deixei a ilha, dessa vez por 120 pesos. No caminho, bastante lixo flutuando. De fato, os filipinos não parecem se importar muito com a limpeza, pois os próprios barqueiros jogam suas bitucas de cigarro no mar.
       
      Como o ônibus levaria mais uma hora para sair, embarquei numa van com ar por 200 pesos. Mesmo na principal rodovia que corta o país, há apenas uma faixa de rodagem. Espere trânsito, especialmente de motos e de lentos tuk-tuks.
       
      Já vinha percebendo que o idioma oficial das Filipinas foi bastante influenciado pela ocupação espanhola. Tive certeza que os números são falados da mesma forma quando o cobrador do ônibus para Oslob me informou que a tarifa seria de “ciento y cuarenta y cinco”.
       
      Ao chegar, encontrei a mesma turma de brasileiros no Hotel Sebastian, e mais Caio. Ao redor da piscina, tomamos umas biras Red Horse por 60 pesos a garrafa de 500 ml.
       
      Pousei no Ocean View Lodging House, à beira-mar, por 1600 pesos a noite, um pouco caro pela localização, mas com um quarto de casal só pra mim.
       
      Dia 8
       
      Fechamos um passeio no hotel para sairmos em 6 brasileiros mais eu às 5 e meia para nadarmos com os tubarões-baleia e vermos as cachoeiras Tumalog em seguida. Isso por 1800 pesos, que poderia ter sido feito pagando menos, por conta própria.
       
      Chegando no estabelecimento dos tubarões, levamos um susto com a quantidade de turistas que já havia naquele momento. As canoas entram poucos metros na água até chegarem onde ficam os bichões, que permanecem ali enquanto são alimentados. Achei meio artificial por isso, mas mesmo assim não deixa de ser incrível observar de snorkel os maiores peixes do mundo. Ficamos por quase 30 min nadando ao redor dos bichos de cerca de 6 m (juvenis).
       

       
      Tumalog Falls é uma cachoeira que fica lá perto, onde de uma altura bem considerável escorre um bocado de água sobre um paredão verde, culminando num lago raso verde-azulado, coloração devida ao calcário.
       

       
      Kawasan Falls, por sua vez, é bem maior e bem mais distante, a mais de 1 hora e meia de Oslob, em Badian. Nos custou mais 1100 pesos para ir até lá e entrar no parque, que possui infraestrutura completa e uma série de cachoeiras, com trilhas para acessá-las. Um atrativo é uma balsa de bambu que te leva embaixo das quedas principais, dando aquele cachote na cabeça. Outra é o salto de uma das quedas superiores, com uns 10 m de altura, coisa que eu fiz (me borrando de medo, mas fiz).
       
      Na volta, ficamos bebendo no hotel dos brasileiros. Apesar de eu já ter gastado bastante por lá, ainda quiseram me cobrar pra entrar na piscina por eu não ser hóspede, uma atitude ridícula.
       
      Azar o deles, porque saímos para procurar uma festa no pequeno centrinho. Como não achamos, jantamos numa pizzaria, compramos cervejas no 7Eleven por 85 pesos o litro, e tomamos no quarto do hotel dos brasileiros.
       

       
      Dia 9
       
      Deveríamos ir à ilha Sumilon, mas como a maré estava muita alta não haveria faixa de areia, e com isso teríamos que ficar no resort da ilha. Isso faria o passeio passar de 2500 pesos por todo o barco para 1500 pesos por pessoa.
       
      Como alternativa, a moça da agência de turismo nos indicou a praia da cidade de Alcoy, e para lá fomos, pegando um ônibus qualquer em sentido norte. Pagamos 25 pesos e chegamos uns 45 min depois.
       
      A praia bonita tem uma faixa de areia modesta, mas maior que as demais da região. Ficamos relaxando nas águas cristalinas até a hora do almoço, quando subimos no restaurante caro de um resort com uma baita vista da barreira de corais que fica a 200m em frente à praia. Fui lá logo depois, nadando por conta própria. Se quisesse pegar um barco, custaria 100 pesos.
       

       
      A maioria da zona é de pasto aquático, com recifes dispersos. Há certa variedade de vida, mas não tão grande quanto Malapascua. Vi uma serpente marinha novamente. Uma coisa que me incomodou foi as várias pontadas que levei na pele no caminho, apesar de só ter visto uma água-viva.
       
      Ao retornar, me despedi da galera e segui com um casal de brasileiros num ônibus e depois táxi pra ilha do aeroporto de Cebu, onde passaria a noite antes dos voos seguintes.
       
      Dormi num simples dormitório coletivo no Mactan District Budgetel, por 450 pesos, pois ele ficava a apenas 2 km do aeroporto.
       
      Dia 10
       
      Na madruga, voei de AirAsia por 3 mil pesos pra Kuala Lumpur, onde esperaria várias horas no aeroporto até o voo seguinte para Yangon, em Mianmar. O que eu não contava era com uma tarifa de 750 pesos que deve ser paga no embarque diretamente no terminal do aeroporto de Cebu, em dólares ou pesos.
       
      Tive o azar de molhar minha papelada quando vazou água que esqueci na garrafa do filtro durante o voo. Por sorte, o moderníssimo terminal KLIA2 da AirAsia, que inclui Wi-Fi grátis, dispunha de um serviço pago de impressão, no Sama Sama Lounge.
       
      O próximo voo, no fim da tarde, saiu por 197 ringgits. Ao desembarcar, bastou entregar à imigração a carta de recomendação do pedido de eVisa, feito antecipadamente pela internet por 50 dólares, para ingressar num dos países mais exóticos que já conheci.
       
      Até a Chinatown, onde iria me hospedar, o taxista queria me cobrar 10 mil kyats (23 reais), e não havia serviço de ônibus por lá. Encontrei um casal de brasileiros (Gleice e Renan) quando fui fazer o câmbio (necessário, já que cartão de crédito é inútil por lá, pois não é aceito em quase nenhum lugar), e por sorte eles ficariam próximos a mim; dessa forma, consegui dividir o carro.
       
      Mal cheguei e já saí pra caminhar pelas ruas movimentadas e um pouco escuras da maior cidade do país. Apesar de parecer um pouco amedrontador, a criminalidade contra turistas é baixíssima. Tentei ir a tempo ao templo que supostamente guarda um pedaço do cabelo de Buda (Botahtaung Pagoda), mas ele havia acabado de fechar.
       
      Na volta, passei pela praça da independência, onde fica a Sule Pagoda, além da prefeitura e vários prédios do período colonial britânico nas quadras ao redor. Já era 9 e meia; apenas barracas de comida de rua e alguns restaurantes chiques estavam abertos.
       
      Por apenas 8 dólares, incluindo café da manhã, hospedei-me no ótimo albergue Shwe Yo Vintage Hostel. Dormir no dormitório de 8 camas com ar condicionado foi um alívio pro calor que estaria fazendo durante os dias.
       
      Dia 11
       
      O café da manhã foi um estranho prato de sopa de macarrão de arroz com peixe e temperos, chamado mohinga. Apesar de ser extremamente inusual ingerir isso de manhã cedo, até que não tava ruim.
       

       
      Junto com um sueco do albergue, peguei o trem circular por 200 kyats na estação Lanmadaw. Foi um pouco difícil saber qual o trem certo, mas algumas dezenas de minutos depois embarcamos em um dos velhos vagões britânicos ao redor da cidade.
       
      No caminho se vê bastante sujeira e pobreza; essa é a Mianmar real.
       
      A certo ponto é preciso trocar de trem, prestem atenção. Quando chega na metade, você vê agricultores e suas plantações. Num dado momento, o corredor do vagão ficou completamente cheio de vegetais a serem vendidos no centro da cidade.
       

       
      Saltamos próximo ao Lago Inya, o maior reservatório da cidade. Compramos 2 cachos de bananas por apenas 400 kyats e caminhamos ao redor. Tentamos ver a residência da filha do líder revolucionário, mas o acesso era proibido.
       
      Como o lago não era muito interessante e já fazia um calor de mais de 35 graus, tomamos um táxi por 3500 kyats até 2 templos budistas com estátuas gigantes, ambos gratuitos. No primeiro, Chaukhtatgyi, a estátua é reclinada, enquanto que no Ngahtatgyi ela está sentada. Como todo templo budista, é preciso entrar sem calçados e com ombros e joelhos cobertos.
       

       
      Pela pressa e comodidade, por 300 kyats comi uns bolinhos fritos de feijão e outros vegetais na rua.
       
      O museu Bogyoke Aung San, também próximo, conta um pouco da história do general que levou o país à independência logo após o fim da 2ª Guerra Mundial. Fica em sua última casa antes de ser assassinado, mas há tão pouco para ver que não sei se os 5 mil kyats de entrada são justos.
       
      Continuei, agora sozinho, em direção ao sul, entrando nos jardins do belo Lago Kandawgyi. Contornei ele, subindo na Utopia Tower, onde tive uma bela vista por 200 kyats. Outro ponto de interesse é o Karaweik, restaurante em formato de um barco de dragões.
       
      Corri para chegar ao pôr do sol na maior atração de Yangon, a Shwedagon Pagoda. Por 8 mil kyats se tem acesso a um complexo budista lotado de turistas, cujo maior atrativo é uma stupa de 99 metros de puro ouro. A iluminação noturna dessa stupa, bem como das outras, é incrível, então vale a pena passear de dia e à noite.
       

       
      Tirei uma foto na Maha Vizaya Pagoda já caminhando de volta, me sentindo seguro. No meio do trajeto jantei um curry de bode por apenas 1500 kyats, num local frequentado apenas por locais.
       
      Dia 12
       
      Como o mercado de souvenires (Bokyoke Aung San Market) e o National Museum fecham nas segundas, tive que me contentar com o zoológico. Por 3 mil kyats peguei um táxi até lá.
       
      Paguei 3 mil também pela entrada. Para os padrões de Mianmar, até que é um zoológico decente. Há centenas de espécies de vários grupos animais, a maioria do próprio país. No entanto, à exceção da área dos veados, as outras jaulas são pequenas demais para os pobres bichos.
       

       
      Há também um museu de história natural, incluso no ingresso, que conta com vários animais empalhados, fósseis e rochas. Duas horas e meia foram suficientes para ver tudo.
       
      Voltei pelo trânsito caótico de Yangon, que possivelmente seria menor se motos não fossem proibidas nessa cidade.
       
      Dividi um táxi e fomos pro aeroporto, onde tomei um lanche e embarquei na Golden Myanmar Airlines. O voo foi bem salgado, 110 dólares. Fiquei apreensivo quando vi que o avião era um turbo-hélice, mas apesar das chacoalhadas cheguei a salvo. O serviço de bordo incluiu uma revista e um lanche.
       
      Ainda no aeroporto, paguei os 25 mil kyats pelo passe arqueológico dos templos da Bagan antiga. Há centenas deles, construídos ao redor do século 12, num complexo quase tão grandioso quanto o de Angkor, no Camboja.
       

       
      Por mais 5 mil kyats, peguei um táxi até o centro de Nyang U, no Royal Bagan Hotel. 14 dólares com café incluído, para o quarto compartilhado. É um hotel bastante bom e bonito.
       
      Caminhei aleatoriamente até a Shwezigon Pagoda, quando começou a chover. Com isso, depois de visitar brevemente o templo, parei para jantar no restaurante San Kabar. No menu havia enguias por 4500 kyats; não pude deixar de prová-las fritas em pedaços. E não é que estavam boas?
       

       
      Por fim, tomei um chope Myanmar com os brasileiros que havia conhecido no aeroporto de Yangon.
       
      Dia 13
       
      Acordei ainda noite para ver o nascer do sol com os brasileiros. Aluguei uma moto elétrica, principal e mais recomendado meio de transporte para essa cidade. Paguei 7 mil pelo dia e segui a no máximo 40 km/h, a velocidade que o veículo consegue chegar.
       
      Sozinhos, vimos o esplendoroso nascer logo após às 6 horas do topo do complexo Sule, vendo os balões acompanharem o movimento do sol logo depois de sua ascensão.
       

       
      Voltei ao hotel pra tomar um baita café da manhã em bufê livre, antes de retomar a jornada aos muitos templos. Danificados por invasões e terremotos, mas ainda assim impressionantes. Quando fui, os maiores estavam sendo restaurados. O comércio de souvenires e comida nos arredores é tão grande que descaracteriza um pouco a importância das ruínas.
       
      Depois de ver por fora e por dentro uma dezena de lugares, parei no museu arqueológico. Custa 5 mil de entrada para estrangeiros. A construção em si é incrível, um palácio antigo. Dentro, achados das ruínas, como pedras esculpidas, pinturas, joias e estátuas.
       

       
      Bati um rango esperto ali perto. Depois, me mostraram a preparação e me passaram thanaka, pasta de coloração amarelo clara que as nativas usam no rosto para proteção do sol e como cosmético, que é extraída de uma árvore e elaborada esfregando um toco numa pedra com água.
       
      Paguei mais 5 mil kyats pra entrar na Golden Pagoda, uma réplica sem graça do Mandalay Golden Palace, que eu acabei conhecendo na cidade seguinte.
       
      Rodei aleatoriamente mais um pouco, e para o pôr do sol achei o complexo Sin-byu-shin, afastado e alto, com uma baita vista de 360 graus. Escalei ele e apenas alguns jovens vieram juntos.
       
      Dia 14
       
      Peguei um dos vários micro-ônibus disponíveis diariamente para Mandalay, no meu caso o das 9h. Com ar condicionado, saiu por 9 mil kyats. No caminho, vimos basicamente a área rural. Houve uma parada para usar o banheiro e outra para almoço rápido. Quase 5 horas depois chegamos.
       
      A hospedagem compartilhada do [email protected] saiu por 21 dólares para 2 noites, incluso café. Deixei minha mochila lá e peguei um táxi com o alemão Henning que havia recém chegado também, para o Mandalay Golden Palace. Numa área de 2km por 2km, cercada por um muro e um fosso, ficam os resquícios reconstituídos do palácio bombardeado na 2ª Guerra Mundial. A maior parte da área interna pertence ao exército. Os prédios do palácio estão praticamente vazios por dentro e com falta de informação em inglês, mas a arquitetura é interessante e a vista do alto da torre só é superada pelo Mandalay Hill, logo atrás do palácio.
       

       
      Pra entrar nessa atração e em muitas outras na região de Mandalay, é preciso pagar 10 mil kyats por um passe turístico válido por 5 dias.
       
      Com o sol se pondo, adentramos os templos próximos: Kyauktawgyi, San Dar Muni e Kuthodaw. Neste último, fica o maior livro do mundo de 729 páginas, mas diferentemente do que se pensa, ele fica dividido em lápides, cada página em uma pedra.
       
      Às 20:30h, diariamente há um show de marionetes, arte típica de Mianmar, no Myanmar Marionettes, bem na esquina sudeste do palácio. Pagamos 10 mil kyats pra assistir o espetáculo de 1 hora, onde histórias são contadas com os bonecos, incluindo a complementação sonora de uma banda com instrumentos. Foi legalzinho.
       

       
      Dia 15
       
      Comecei bem o dia com o café do albergue que incluía até Nutella! De fato, as hospedagens desse país me surpreenderam de uma forma positiva.
       
      Eu e o alemão fizemos um tour organizado pro dia todo por 18 dólares, incluso guia, transporte e refeição.
       
      A primeira parada foi a oficina e loja de carpintaria e tapeçaria. A arte da carpintaria é bem desenvolvida no país.
       
      Em seguida, Mahagandhayon Kloster, onde os monges e aprendizes moram e se alimentam. Pegamos o exato momento em que eles fazem fila com suas louças, dirigindo-se ao refeitório, para a última de suas únicas 2 refeições diárias!
       

       
      Depois, a fábrica de tecelagem de seda, onde se elaboram roupas com o auxílio de máquinas manuais.
       
      Sagaing, o destino seguinte, é uma cidade destinada à meditação no budismo. Há apenas templos de todos os tipos, além do comércio básico. A vista do Sagaing Hill, onde subimos, é bem bonita, podendo se ver os santuários e o rio e pontes que cortam com Mandalay. Almoçamos por ali.
       

       
      Continuando, visitamos diversas pagodas e mosteiros importantes, como Kyaung Lain Monastery, Bagaya Monastery, Mae Nu Oak Kyaung, Lar Hat Gyi, Pahtodawgyi e Yadana Hsemee. Os últimos são construções mais antigas em ruínas.
       

       
      Por fim, o pôr do sol foi na ponte de madeira U Bein Bridge. Totalmente lotada de turistas e locais, mas ainda assim com uma vista bastante interessante, tanto por cima da ponte quanto dos barquinhos que ficam à espera.
       
      Jantamos no Shan Ma Ma, um restaurante bem barato onde você pode escolher 3 entre vários pratos típicos diferentes, pagando 1500 kyats por tudo.
       
      Aproveitei o tempo livre pra lavar minhas roupas na pia. Com o ar ligado no quarto, já estavam secas antes de eu partir.
       
      Dia 16
       
      Depois do café, dividi um táxi para o voo de Mandalay a Bangkok pela AirAsia. Como o aeroporto fica um pouco longe da cidade, custou 7500 kyats pra cada.
       
      Em seguida, encontrei o outro grupo de brasileiros com o qual havia planejado a viagem junto. Tomamos o voo a Hanói, a capital do Vietnã. Diego, Renato, Fernando, Camila, Carol, Andreia e Thais foram meus companheiros nos 12 dias seguintes.
       
      Passando a imigração com nossas cartas de aprovação processadas antes da viagem, pagamos 500 mil dongs (68,4 reais) dividido por 8 numa van do aeroporto até o See You Lily’s Hostel. Em comparação aos albergues anteriores, esse deixou a desejar, principalmente no quesito limpeza.
       
      No próprio beco do albergue há alguns estabelecimentos para se comer e beber. Foi o que fizemos em seguida.
       
      Dia 17
       
      Saímos para conhecer a pé o centro da cidade. A quantidade de motos é absurda, sendo uma tarefa árdua atravessar as ruas. Ao menos os vendedores não são insistentes, então andar pelas calçadas é tranquilo.
       
      Passamos por construções do período colonial francês e pelo lago bem ao centro, onde os nativos relaxavam no fim de semana.
       
      Do outro lado fica o Presidential Mausoleum Park, um complexo de atrações voltadas à memória de Ho Chi Minh, o líder da independência vietnamita. Lá ficam o mausoléu, a casa, o museu, o palácio e os jardins.
       

       
      Depois de almoçarmos num caro restaurante na região, pagamos 40 mil dongs pelo próximo museu da história militar. A parte mais interessante são os artefatos históricos como armas, além dos veículos grandes capturados. No mais, as informações em inglês são escassas.
       

       
      Passamos numa loja da North Face. Os preços são ótimos, já que as roupas e mochilas são fabricadas lá mesmo. Por 89 dólares comprei um agasalho, uma calça e luvas, todos de goretex, o caro tecido que ao mesmo tempo é à prova d'água e respirável. O quão originais eles são eu nunca saberei, mas pelo menos parecem funcionar.
       
      Uma coisa interessante que notei é que, diferentemente dos países ao redor, o comércio de bens é feito em pequenas lojas, e não nas calçadas, deixando-as livres para pedestres e motos.
       
      Escolhemos assistir o espetáculo teatral tradicional Four Palaces Show no Viet Theatre. Com 2 sessões diárias (18h e 19:30h), os ingressos custam a partir de 125 mil dongs, mas como estava relativamente vazio e éramos 8, ganhamos um upgrade de assentos. A banda que toca é legal e as vestimentas bem elaboradas, mas é um pouco repetitivo e monótono.
       
      Em seguida ocorreria na frente do Opera House a Hora do Planeta, evento que ocorre anualmente em todo o mundo com o apagar de luzes por 1 hora, para alertar para a proteção de nosso planeta. Em Hanói ocorreram shows musicais e danças animadas.
       
      Quando saímos de lá, encontramos diversas rodas de música e dança espalhadas pelo centro. O que achamos estranho é que ninguém bebia nas ruas.
       
      Para terminar a noite entramos na balada animada Ball Bar. Éramos os mais velhos e os únicos gringos lá dentro, mas curtimos o som globalizado, nada vietnamita, mesmo assim.
       
      Dia 18
       
      Conseguimos um baita desconto em grupo para fazermos na Ha Long Cast Away Tour por 90 dólares o cruzeiro de 2 dias e 1 noite em Ha Long Bay. Um ônibus nos levou por umas 3 horas e meia até o terminal onde pegamos o barco. Este tinha 2 andares e a cobertura, mas a aparência e limpeza não eram das melhores.
       
      O cruzeiro adentrou a baía, passando pelos montes rochosos verticais e pelas águas esverdeadas, enquanto almoçávamos um rango bom.
       

       
      Certa hora o cruzeiro parou num local onde andamos de caiaque por entre cavernas e matas com macacos.
       

       
      Infelizmente o tempo esteve nublado e ventoso por todo o período em que estivemos no cruzeiro, chegando a fazer um friozinho à noite.
       
      Assim que terminarmos de jantar começou a melhor parte, as 3 horas de chope liberado. Na festa regada a bebida e música, rolou altas interações com o grupo de filipinos e o de suecos.
       
      Dia 19
       
      Com certa ressaca fizemos as refeições e voltamos, parando brevemente em Hanói antes de voar pela Vietjet Air até Da Nang por 409 mil dongs. Hachi Hostel foi a hospedagem da vez (127 mil dongs).
       
      O safado do taxista me roubou dinheiro, dizendo que não paguei quando ele tinha sacado a grana da minha mão; fiquei sabendo depois que não fui caso único, então fiquem atentos a isso.
       
      Fomos até a orla do rio para ver a Dragon Bridge. No caminho havia um monte de despachos no chão e ratos pelas ruas.
       
      Meia noite em ponto, no exato momento em que chegamos, as luzes das pontes iluminadas se apagaram. Achar comida decente aquela hora também foi bem difícil, então acabamos num mercadinho coreano.
       

       
      Dia 20
       
      Pegamos um transfer até Hoi An com uma parada em uma das Marble Mountains, ao custo de 100 mil dongs por pessoa (800 mil no total).
       
      Uma hora foi pouco para subi-la a pé e visitar suas cavernas e templos. É necessário pagar uma taxa de entrada e ela é bastante visitada.
       

       
      Chegando em Hoi An, considerada a cidade mais bonita do Sudeste Asiático (não por mim), ficamos no Horizon Homestay, onde tivemos com 2 quartos só para nós, pagando 132,5 mil dongs cada.
       
      O melhor é que havia bicicletas para todos e de graça! Aproveitamos para pedalar aos verdejantes arrozais e à praia, essa meio sem graça.
       

       
      Almoçamos e fizemos câmbio no pequeno restaurante Mót, no centro da cidade. Ali provamos o prato mais típico da cidade, chamado cao lầu. A deliciosa e barata (30 mil) refeição é servida em uma tigela com macarrão, porco, vegetais verdes e tempero.
       

       
      Depois, assistimos um espetáculo teatral de fantoches dançando na água, o tradicional Water Puppet Show, por 80 mil dongs. Durou uns 45 min, tendo a apresentação de várias histórias de lendas e cotidiano vietnamita.
       
      Já à noite, conhecemos a pé o centro antigo de Hoi An, patrimônio histórico da UNESCO. As construções antigas ao redor do Rio Song Thu Bon ficam com lanternas iluminadas, num cenário muito bonito. Se o rio não fosse sujo de esgoto e lixo seria ainda melhor. Nas construções ao redor há uma infinidade de souvenires e comidas.
       

       
      O melhor de tudo é a cerveja mais barata que já vi na vida. Por 4 mil dongs (algo como 57 centavos de real!!) tomamos várias no bar e restaurante Chips & Fish, à beira do rio.
       
      Dia 21
       
      Voltamos ao centrinho de Hoi An, zanzando aleatoriamente por suas ruas, alguns fazendo mais compras, outros comendo.
       
      O transfer na van ao aeroporto nos custou 550 mil dongs, onde voaríamos a Ho Chi Minh City (anteriormente conhecida como Saigon) pela Vietjet Air novamente.
       
      Pegamos Uber do aeroporto até Saigon Charming Hostel, a hospedagem da vez. Custou 160 mil dongs pelo dormitório. Mas com o atraso do voo, só deu tempo de dormirmos.
       
      Dia 22
       
      Às 8 da manhã pegamos um confortável ônibus de 15 dólares a Phnom Penh no Camboja. Havia opções de até mesmo por 9 dólares em outros horários.
       
      Duas horas depois chegamos na fronteira. Ao contrário de relatos da internet, meus amigos que ainda não tinham o visto do Camboja tiveram que pagar apenas 35 dólares e não precisaram esperar tempo algum. Em uns 20 min todos cruzaram ambas fronteiras.
       
      Logo depois paramos para almoçar num restaurante estilo de caminhoneiro. Um prato com arroz, alguma carne e alguma salada saiu por 2 dólares. O gosto não tava ruim.
       
      4 horas depois já estávamos na capital do país. Nos hospedamos num hotel de verdade, o Orussey One Hotel & Apartment (14 dólares por cada noite).
       
      Caminhamos no final da tarde pela alameda que contém os prédios do governo e monumentos, como o da independência da França. É uma zona bonita e conservada, onde os locais praticam atividades como caminhadas, futebol e peteca.
       

       
      Na frente do colorido templo Wat Botum, o qual adentramos, achamos umas barracas de rua com comidas diferentes, como sapos e patas de galinha. Eu e Andreia comemos lulas, cogumelos e camarões.
       
      Nos reencontramos com o português Gonçalo, que estava com minha turma antes de eu conhecê-los. Para terminar o dia fomos à cobertura do hotel, onde fica uma piscina show de bola. Lá tomamos uma e jantamos, já que o tempo estava chuvoso para sair.
       
      Enquanto a maioria da turma pediu lok lak, um dos pratos carnívoros mais típicos do país, fiquei com grilos fritos. A hora que os bichinhos chegaram eu quase joguei a toalha, mas resolvi experimentar. E não é que temperados eles eram deliciosos? Tanto que os pedi novamente na noite seguinte.
       

       
      Dia 23
       
      O dia foi de tristeza. Primeiro, por 4 dólares por pessoa saímos os 9 de tuk-tuks até os campos de extermínio (Choeung Ek), resquício dos tempos do comunismo sanguinário do ditador Pol Pot.
       
      Pagamos 6 dólares para entrar nos Killing Fields. Esse local, um antigo cemitério chinês, serviu para a tortura, assassinato e desova de centenas de milhares de cidadãos cambojanos durante o regime comunista utópico de 1975 a 1979. Somando os outros campos de extermínio, foram quase 3 milhões de pessoas massacradas. Portar óculos era o suficiente para ter a pena de morte decretada, pois o regime visava abolir qualquer intelecto. Bebês e mulheres não sofreram qualquer distinção na hora de enfrentar suas penas.
       
      O passeio consiste em um caminho audio-guiado pelo antigo campo, onde se aprende sobre a triste história e se vê restos do que já esteve ali. Há também um memorial com os ossos das vítimas. Por fim, um pequeno museu com exibição de vídeo.
       

       
      Antes de continuarmos o passeio a pé, ficamos num mercado de souvenires e comidas, um tanto caro, assim como o restaurante que escolhemos em volta.
       
      Dali fomos ao passo anterior, a ex-escola que virou uma prisão, onde ocorria a triagem dos suspeitos. Mais 6 dólares para o caminho guiado por áudio no S21 Tuol Sleng Museum. Nesse local os edifícios continuam de pé, e há uma série de retratos e textos.
       
      O que me deixou mais indignado foi que Pol Pot, o fdp que fez tudo isso, viveu uma vida tranquila até os 82 anos, nunca tendo sido julgado, ao contrário de seu braço direito Duch, o responsável por essa cadeia, que está em prisão perpétua.
       
      Como estava tarde demais para ir ao Royal Palace e Silver Pagoda (10 dólares), pegamos um transporte até o templo erguido no monte artificial ao norte da cidade. Pagamos 1 dólar para entrar no Wat Phnom, achando que teríamos uma boa vista do pôr do sol. Ledo engano; olhamos a construção brevemente e descemos até a orla em direção sul, parando na sorveteria Gelatofix, que estava com uma promoção de compre um leve outro. Ali passamos o pôr olhando o Rio Tonle Sap, que se une ao famoso Mekong.
       
      Na volta, quebramos nosso recorde de pessoas num tuk-tuk, 7+motorista!
      À noite a galera foi pros bares, enquanto eu fiquei pela academia do hotel, já que meu voo seguinte seria bem antes do deles.
       
      Dia 24
       
      Não se deixem enganar pelos 10 a 11 km do centro da cidade até o aeroporto. Graças à chuva e ao trânsito intenso, levei uma hora, chegando no momento em que o check-in deveria encerrar. O tuk-tuk ate lá custou 8 dólares só para mim.
       
      O voo até Siem Reap pela Bassaka Air levou apenas 45 min e 24 dólares.
       
      Ao desembarcar o transfer gratuito do hotel me aguardava. Como aqui seria a metade da viagem de 7 semanas e a hospedagem era barata, resolvi esbanjar um pouco, escolhendo o hotel 5 estrelas Damrei, cuja diária custou 150 reais o quarto.
       
      O ambiente espaçoso e luxuoso incluía banheira, cama gigante e TV a cabo. Como chovia, tive que almoçar ali mesmo.
       

       
      Com o tempo melhorando, encontrei-me com a galera no hostel deles, que seria o meu também no próximo dia (Siem Reap Pub Hostel). Saímos à noite para o Night Market, um agrupado de pequenos camelôs que vendem todo tipo de souvenir a preços justos, ainda que mais caros que no Vietnã (mas mais baratos que em Phnom Penh). Trate de negociar bem para chegar num preço bom.
      Na janta experimentei o amok, outro dos pratos típicos que custa cerca de 3 dólares e inclui uma preparação de frango ou peixe com curry. Eu e metade do pessoal curtimos.
       
      Por fim, eu e minha companheira dividimos um vinho no nosso quarto de luxo.
       
      Dia 25
       
      Café da manhã incrível no hotel, com direito a pitaia, Nutella, granola e vários pratos quentes.
       
      Por 9 dólares por pessoa, negociamos um tour em Angkor com guia e van para 10 pessoas. No caminho, passamos na bilheteria para comprar o ingresso que recém havia inflacionado: 64 dólares para a entrada de 3 dias, que ao menos foi totalmente aproveitada. Há também opções de 1 ou 7 dias.
       
      O primeiro templo foi Angkor Thom, a capital murada do império Khmer, cercada também por um fosso de 3 por 3 km. No portão ficam as representativas cabeças de quatro faces.
       

       
      Dentro, prédios religiosos hindu-budistas construídos ao redor do século 12, como Bayon e Baphuon. Nas matas, macacos ficam à vontade.
       
      O almoço foi no caro restaurante Palmboo. Melhor levar uma marmita na próxima vez. Menções especiais: o inglês do Camboja é uma bosta e cartões de crédito raramente são aceitos, mesmo em restaurantes caros.
       
      Seguindo, paramos no mais famoso de todos, Angkor Wat. O maior monumento religioso do mundo é parecido em seu formato com Angkor Thom, mas apresenta 5 torres centrais que representam os picos do Monte Meru, montanha indiana sagrada no hinduísmo. Assim como nos demais templos, os artefatos religiosos foram retirados e parte das estruturas estão em reparação, mas isso não tira a beleza imponente da edificação sempre lotada de chineses, principalmente em frente ao espelho d'água ao nascer do sol.
       

       
      Já quanto ao pôr do sol, esse é mais interessante visto no morro próximo onde ficam as ruínas do século 10 de Phnom Bakheng, um dos primeiros da era Angkor. Ficamos uma hora e meia na fila até conseguirmos chegar ao topo e ver o final do pôr numa tonalidade incrível.
       
      Jantar no Khmer Taste, entre o Night Market e a Pub Street, com uma infinidade de refeições a 3 dólares, chope a 50 cents e coquetéis a 1 dólar. Voltamos lá algumas vezes, de tanto que gostamos.
       
      Por fim, conhecemos a tal Pub Street. É bastante agitada à noite com luzes, bebidas e música nas ruas. Assemelha-se à turística Khao San Road de Bangkok, mas ao contrário dela, há muitas crianças moradoras de rua pedindo dinheiro.
       

       
      Comidas exóticas também fazem parte da rua. Além do carrinho da fruta fedida durian, havia um com grilos, baratas d'água, aranhas, escorpiões e cobras. Fiquei com um espetinho da última, que tem o gosto de frango, mas é muito mais dura.
       
      Dia 26
       
      Eu e as garotas tomamos um brunch e dividimos tuk-tuks para os templos Banteay Kdei, Ta Prohm, Pre Rup e Angkor Wat durante a tarde.
       
      O segundo desses é o utilizado no filme Tomb Raider. O mais legal é a vegetação e as árvores invadindo as construções de pedra, o que ocorre nos dois primeiros desses templos. Ainda assim, achei os templos um tanto mal conservados, se considerada toda a grana arrecadada.
       

       
      Pre Rup tem uma forma diferente que o torna atraente para o pôr do sol de seu topo. Já Angkor Wat fecha antes do pôr do sol, além do astro estar no lado oposto.
       
      No Siem Reap Pub Hostel provamos fatias da “Happy” Pizza, feita com orégano de maconha. Aguardamos o tempo necessário, mas não teve efeito em ninguém.
       
      Dia 27
       
      Eu e Carol alugamos bicicletas por 2 dólares o dia cada. Durante a tarde atravessamos os cerca de 40 km do circuito grand tour. Apesar do calor de mais de 30 graus, a abundância de árvores altas ameniza o sofrimento.
       
      Paramos em Preah Khan, depois passamos por Krol Ko e Neak Pean, entramos também em Ta Som e por fim em East Mebon. Depois de tantos templos, as diferenças entre eles se tornam muito sutis para justificar a visita a outros.
       
      Para relaxar, aproveitamos outro dos atrativos bem baratos de Siem Reap, as massagens. Escolhemos a de corpo inteiro durante 30 min por 2,5 dólares. Minha massagista foi ótima, mas Carol não teve tanta sorte.
       
      Dia 28
       
      Tive que me despedir da galera bacana. Sozinho novamente, fui ao Angkor National Museum de tuk-tuk (1 dólar). A entrada no grande prédio custou 12 dólares, um pouco caro. Lá dentro há uma série de galerias de exposição, focadas nos temas civilização Khmer, religiões, grandes reis Khmer, Angkor Wat, Angkor Thom, vestimentas, etc. Descrições, maquetes, estátuas, quadros e vídeos compõem o arsenal. É interessante como um complemento do que é visto nos templos, mas desconsidere a visita se lhe faltar tempo e dinheiro.
       
      À tarde peguei um tuk-tuk ao aeroporto (5 dólares), onde embarquei em seguida ao Laos, com a Vietnam Airlines. O custo do voo foi 135 dólares até Luang Prabang num turbo-hélice.
       
      Ao chegar fiz o visto. O preço varia entre 20 e 42 dólares dependendo do país, e fica pronto rapidinho. No caso do Brasil são 30 dólares + 1 de taxa e, caso não tenha foto, acrescente outro dólar.
       
      Como o táxi até a cidade custava 50 mil kip (19 reais), decidi ir caminhando os 4,5 km até o Downtown Backpackers Hostel. Só não contava com a falta de iluminação na rua, já que o sol havia ido embora.
       
      O albergue fica bem no meio do mercado de comidas de rua, que à noite continua aberto. Sem saber qual o preço normal, paguei 15 mil kip pra encher uma tigela grande de comida variada + 10 mil pra uma carne e 10 mil pra uma cerveja.
       
      A cidade é mais tranquila e limpa do que suas correspondentes da Indochina, e suas atrações estão concentradas numa área suficientemente pequena para ser percorrida a pé.
       
      Fiquei conversando um pouco com Liam, um japa de Singapura da hospedagem, e depois fui dormir no quarto refrigerado.
       
      Dia 29
       
      Tomei um café da manhã reforçado e fui ao jardim botânico Pha Tad Ke, o primeiro do Laos. Como fica do outro lado do Rio Mekong, é necessário pegar um barco (incluso no ingresso). Esse, por sinal, é caro para os padrões do Sudeste Asiático, além do jardim ter apenas alguns meses de funcionamento e não estar completo. Ainda assim, achei bastante interessante. O paisagismo, a quantidade de informações e de espécies é suficientemente boa, e ainda inclui atividades como aula de artesanato com palmeiras, degustação de chás e caminhada até uma caverna de calcário.
       

       
      Apesar de ser recomendado com guia, escolhi fazer a caminhada sozinho, já que o trajeto é sinalizado e acessível. Só é um pouco cansativo pela subidas e descidas constantes. A caverna simples possui uns cristais de calcita e contém uma estátua de Buda dentro. No caminho vi apenas aves, lagartos e borboletas.
       
      Na volta do jardim passei num restaurante aleatório e provei da culinária do Laos: 15 mil kip no khao soy, uma sopa de miojo com pedaços de carne de porco e uma tigela de vegetais verde-folhosos.
       
      À tarde tomei um susto grande quando percebi que meu cartão de crédito não estava na carteira; provavelmente havia esquecido na máquina de sacar dinheiro do aeroporto! Fui correndo pra lá e tive a felicidade de eles o terem guardado!
       
      Caminhei em seguida pelas margens do Rio Mekong e o Old French Quarter, que fica entre. Essa porção apresenta arquitetura colonial francesa, além de vários templos budistas, restaurantes, hotéis, lojas e agências de turismo. A maioria dos templos da cidade são pagos, ainda que em valores simbólicos.
       

       
      No meio da rua abundam barraquinhas de suco natural e algumas de crepe a 10 mil kip - o de Nutella com banana é uma delícia!
       
      Com o pôr do sol chegando, subi a Phousi Mountain, morro cravado bem no centro de Luang Prabang, que inclui um santuário religioso e a melhor vista da cidade em todas as direções e principalmente para o pôr, hora em que os turistas se aglomeram em busca do melhor posto. Custa 20 mil kip o ingresso.
       

       
      Para o jantar, descobri um local ainda mais barato, mas ainda assim saboroso. Por apenas 10 mil kip (4 reais!) você pode encher um prato escolhendo vários tipos diferentes de comidas vegetarianas, incluso cogumelos. Fica num beco bem no meio do Night Market, mercado montado a partir do fim do dia na Sisavangvong Road.
       

      Dia 30
       
      Ao sair do albergue, dei de cara com o mercado matutino e suas carnes expostas às moscas. Fui ao museu nacional, localizado dentro do Royal Palace. A entrada vale 30 mil kip. O museu nada mais é do que os aposentos da família real, incluindo as mobílias e artefatos. Uma hora é mais que suficiente pra ver tudo.
       
      No terreno do palácio também ficam outros prédios, inclusive o templo que guarda a estátua de Buda mais sagrada do Laos, que deu nome ao município.
       
      De lá, fui a outro museu, o Traditional Arts and Ethnology Centre. Custa 25 mil kip, e é uma pequena antiga construção francesa, que atualmente comporta informações, vestimentas e objetos das diversas etnias do Laos. Aqui também não é necessário mais que uma hora para a visita.
       
      Almocei em algum lugar no meio do caminho e em seguida fui ao último museu, o UXO Visitor’s Center, situado ao lado da praça do monumento do ex-presidente Souphanouvong. Aqui fiquei outra hora.
       
      O centro de visitantes é gratuito, mostrando de forma didática através de filmes, pôsteres e artefatos reais a tragédia causada pelas milhões de bombas lançadas principalmente pelos EUA durante a Guerra do Vietnã, apesar do Laos ser um país neutro. Isso fez com que seja a nação mais bombeada do mundo e ainda hoje tenha quase uma fatalidade por dia devido ao armamento não desarmado que continua no solo, impedindo um dos países mais pobres da Ásia de se desenvolver. A UXO LAO, detentora desse museu, é a organização que atua na educação, identificação, remoção e detonação dos explosivos, principalmente bombas de fragmentos.
       

       
      Continuei a caminhada pela cidade sob “agradáveis” 35 graus, fechando numa agência um passeio com elefantes e cachoeiras para o dia seguinte por 30 dólares. Foi a única vez que consegui usar cartão de crédito para pagar algo no país.
       
      Depois disso jantei e fui com o singapurense Liam ao bar Utopia, o preferido dos mochileiros. Havia bastante gente lá interagindo em um ambiente agradável, com música boa e cerveja, à beira do rio.
       

      Por lei o local tem que ser fechado quando está em seu melhor momento, às 23:30h. De lá, a galera vai em peso pro boliche (Bowling Alley), aparentemente o único lugar que fica aberto depois dessa hora. Nessa fuga em massa foi a primeira vez que vi os exageradamente grandes tuk-tuks de Luang Prabang ficarem cheios. Como tinha que acordar cedo, acabei indo embora.
       
      Dia 31
       
      Às 8 e meia parti com a Treasure Travel para o Luang Prabang Elephant Camp, um dos sítios com elefantes, onde alimentei, passeei e banhei os bichões de pele dura. O triste é que eles ficam acorrentados boa parte do tempo. Uma vez conhecida como a terra dos milhões de elefantes, Laos perdeu quase todos durante os bombardeios das guerras recentes, quando estes fugiram para a Tailândia, ou morreram. A maior parte dos restantes está em campos como esse.
       

       
      Continuando, fomos até a Kuang Si Falls, um dos principais atrativos de Luang Prabang.
       
      Há alguns restaurantes no lado da portaria do parque, onde almoçamos. Um prato padrão custa 30 mil kip.
       
      Kuang Si é uma série de quedas d'água e piscinas turquesas naturais de calcário. A água geladíssima ao menos refresca o calor infernal fora das sombras. Dentro do parque fica também um centro de resgate de ursos-lua, o relativamente pequeno urso negro asiático, ameaçado devido a extração de sua bile para fins medicinais.
       

       
      Pelas 15h já estávamos de volta, mas não fiz nada de diferente no resto do dia quente.
       
      Dia 32
       
      Peguei um tuk-tuk até o aeroporto por 35 mil kip. Meu voo seguinte pela AirAsia saiu às 10 e meia da noite rumo a Osaka, no Japão. No entanto, precisei fazer uma conexão interminável em Kuala Lumpur até a noite. Aproveitei para botar a leitura em dia, lendo o livro Vagabonding.
       
      Continua em filipinas-mianmar-vietna-camboja-laos-japao-e-coreia-do-sul-50-dias-em-marco-abril-de-2017-parte-2-2-t143952.html
       
      Curtiram? Então não deixem de conferir outros relatos mais detalhados no meu blog: http://rediscoveringtheworld.com
       
       
       
    • Por Vinicius Bandeira
      Adiei um tempo minha contribuição aqui no forum mas é aquela coisa: antes tarde do que nunca.
      Ao todo foram 28 dias de viagem. 24 no Japão, 2 dias em Dubai e 2 dias em trânsito.
       
      Roteiro
       
      São Paulo ⇒ Dubai (Conexão)
      Dubai ⇒ Tóquio
      Tóquio ⇒ Yokohama
      Yokohama ⇒ Fuji
      Fuji ⇒ Takayama
      Takayama ⇒ Kyoto
      Kyoto ⇒ Osaka
      Osaka ⇒ HIroshima
      Hiroshima ⇒ Tóquio
      Toquio ⇒ Dubai (stop over)
      Dubai ⇒ São Paulo
       
      Viajamos pela Emirates. Uma baita de uma Cia Aérea. Compramos as passagens numa promoção que eles lançaram em abril. Saiu uns 2.5k pra cada. Com taxas e tudo. Ou seja, um negoção..
       
       
      Japão
       
       
      Internet
       
      Não dá pra cair na bobagem de ficar sem internet num país onde você não entende um “i” da lingua. Então um pocket wifi é um investimento obrigatório pra vc viver o Japão na sua plenitude. A internet é uma bala, ele é bem pequeninho e conecta até 10 aparelhos. Contratei a Japan-Wireless. Pedi para que eles enviassem o wifi para o meu hotel em Tóquio e devolvi enviando pelos correios no aeroporto de Narita no último dia de Japão. Dá pra resolver tudo em inglês. O site e o email vão aí embaixo.
       
      https://medium.com/japan-wireless
      [email protected]
       
      Grana
       
      “Show me the money.” É amigo mochileiro, amiga mochileira. No Japão, fazendo muito esforço, vc até usa cartão. Mas o negócio lá é dinheiro. grana. bufunfa. Então é trocar os realitos aqui no Brasil por yen e seguir viagem. Fui com toda grana numa doleira. Me cagando de medo, não tanto de ser roubado, mas de perder. Ia ser difícil pedir esmola em japonês.
       
      Comida
       
      Se você não se faz de rogado diante de um prato de comida, você é como eu. E você vai amar MUITO o Japão. No geral, muitos restaurantes tem cardápio em inglês. Mas na boa, é muito mais divertido pedir um troço que você não faz ideia do que seja. Na maioria das vezes eu olho o que a mesa do lado está comendo, se for com a cara do prato, peço a mesma coisa. Mas relaxa. Se vc é desses que não gosta de se aventurar pela mundo da gastronomia. O Japão também tem todas as grandes redes de fast food e restaurantes do mundo. Então vai tranquilo que vc não vai passar fome.
       
      Preços
       
      Em geral as coisas são bem mais caras. Comida, transporte e hospedagem vão sangrar bastante o seu orçamento. Mas nada como jantar um Cup Noodles um dia ou outro pra ajudar a equilibrar as finanças.
      Alguns preços:
       
      Garrafinha de Água - até ¥150 / R$4
      Lata de cerveja - até ¥300 / R$7
      Big Mac - até ¥400 / R$11
      Bom Almoço - ¥1000 / R$30
      Atrações - até ¥500/ R$15
       
      Obviamente essa cotação varia. E os preços tão chutados para cima. Claro que da para encontrar esses itens por um preço mais barato. A dica é fazer sempre pequenas compras em supermercados. São sempre muito mais baratos que as konbinis e os restaurantes.
       
      Temperatura
       
      Fomos em outubro. Outono. Folhas vermelhas. Clima ótimo. Como rodamos muito pelo país, pegamos temperaturas variadas. Máxima de 30 e mínima de 9 graus. Lendo em alguns foruns, foi totalmente desaconselhado ir no verão. O calor é simplesmente insuportável. Pegamos alguns dias de muita chuva, mas nada demais.
       
      Japoneses
       
      Já falei que eles são educados? Já. Mas não custa repetir. Se vc perguntar qlq coisa a um japonês, ele vai fazer de tudo pra te atender. Mesmo não entendendo nada do que você diz.
      Em geral, eles trabalham MUITO. E não é difícil ver gente dormindo no metrô, em banco de praça e até caidão na calçada. Falando em metrô, tinha lido antes de viajar que os vagões costumam ser bem silenciosos. Mas eu nunca imaginaria que seria tanto. Ninguém fala nada. Todos os celulares estão em modo silenciosos. E todos fazem de tudo para não incomodar o a pessoa que está ao lado.
      Os próprios japoneses consideram as pessoas da região de Osaka os mais extrovertidos. E de fato são. Adoram bater papo e quando sabem que é brasileiro já mandam um Ronaldo, Pele, Neymar e cia.
       
       
      JR Pass
       
      Na internet tem um caminhão de informações sobre o JR Pass. Então vale dar uma lida e entender se ele é válido para vc. Como andamos milhares de quilômetros pelo pais. Saiu muito em conta. Compramos os bilhetes que eram válidos por 14 dias. Então enquanto estávamos em Tóquio e Yokohama, não validamos o nosso . Mas assim que fomos para Fuji, validamos num posto que fica dentro da Estação de Yokohama. Várias Cias. operam no metrô do Japão e o JR não vale para todas. Então eventualmente você vai ter que gastar com bilhetes e tickets de metrô. Principalmente dentro das cidade. Ah, e tb não dá para usar em todos os trem bala que operam.
       
      Comprei um na Tunibra, agência de turismo que fica na Liberdade http://www.tunibra.com.br/
      e o outro nesse site: https://goo.gl/n25nxK
       
       
      [/b]Tóquio
       
      No começo assusta um pouco. Olhar praquele tanto de outdoor e letreiro luminoso e não entender puerra nenhuma dá uma aflição. Mas graças ao São Google. Tudo se arruma.
      Chegamos no aeroporto de Haneda às 3h da manhã. Uma horário de merda. Nas pesquisas, já vimos que taxi seria uma coisa inviável. Sério, é caro pra cacete. Só pra vc sentar o bumbuzinho na poltrona e dizer: konichiwa, você paga ¥700, uns 21 reais. E do aeroporto para o hotel, segundo o google, daria uns 400 reais. Então a única opção viável seria dormir no aeroporto e esperar amanhecer o metrô abrir. Mas então descobrimos o Bus Limousine. Um serviço de ônibus que passa por vários pontos importantes da cidade e que por pura sorte, passaria perto do hostel.
       
      https://www.limousinebus.co.jp/en/bus_services/haneda/index
       
      Em que região ficar?
      Ficamos em Asakusa. Por que? Como o transporte público abrange a cidade inteira. Decidimos ficar numa região não muito cara, mas que fosse relativamente próxima de alguns pontos turísticos interessantes. Asakusa é tudo isso. Bairro cheio de comércio. restaurantes, bares. Muita gente na rua o tempo inteiro. Recomendo muito.
      Ah, ficamos no Bunka Hostel. Um Hostel que também é um bar e restaurante. Novinho, com café da manhã e atendentes que falam inglês. Aqui aproveito pra fazer um comentário sobre isso. No Japão, muita gente fala inglês. Eles estudam na escola e etc. Mas acontece que eles “ajaponezam” o inglês e aí é quase impossível entender o que os caras estão tentando falar. Por sorte, eles são MEGA educados e pacientes. Então repetem mil vezes se preciso. Até você entender ou desistir.
       
       
      A cidade é foda. Tudo funciona. Apesar do corre-corre. Os japoneses são extremamente educados e atenciosos. Sempre que nos perdemos nas estações de metrô, sem que precisássemos pedir, alguém aparecia para ajudar.
       
      Ficamos 8 dias. Deu pra conhecer MUITA coisa. Cada bairro em Tóquio tem uma vida própria. E como a cidade é extremamente segura, dá para andar muito por lá. Tem assalto? Óbvio. Mas a gente que é formado na Escola Brasil, sente logo a diferença.
      Ah, e no Japão vale ir nos pontos turísticos. Eles vão estar sempre repletos de japoneses. Excursões das escolas e etc. Não tem "pega turistas". O japonês vive seu país plenamente. Museus, templos, torres, bares, restaurantes e etc. Sempre vão ter muuuuuitos japas.
       
      Ah, uma dica legal para fazer em Tóquio é alugar uma bike o dia inteiro e sair pedalando.
       
      Bunka Hostel
      https://goo.gl/vGr8Mv
       
      Algumas atrações que fomos:
       
      Akihabara
      Parque Ueno
      Senso-ji Temple
      Hoppy Street
      Tsukiji Fish Market 3h
      Palácio Imperial
      Shimbashi Area
      Ginza Area
      Disney World
      Shinjuku Station (Kabukicho)
      Shin-Okubo Koreatown
      Shinjuku Gyoen
      Meiji Shrine
      Zauo Restaurant
      Shinjuku Golden Gai Bar / Omoide Yokocho
      Harajuko
      Omotesando Avenue
      Shibuya Station
      Shibuya Crossing
      Hachiko Statue
      Center Gai / Grandfather's
      Odaiba (Miraikan Museum, DivertCity Tokyo Plaza)
      Tokyo Skytree
      Kabuki Theater
       
       
      Com o tempo vou postando fotos e dicas das outras cidades. Qualquer dúvida é só perguntar
       
      Abraço





















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