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Juliana Champi

RELATO: 3 SEMANAS FODÁSTICAS PELOS EMIRADOS (Dubai e Abu Dhabi) E JAPÃO (Osaka, Kyoto, Nara e Tokyo)

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DUBAI

26 de novembro (domingo): chegada!

O primeiro A380 a gente nunca esquece! (FOTO 1) Imeeenso, emocionante... queria ter subido depois do voo pra ver a primeira classe mas fiquei com preguiça, deixei pra quando voltasse. Nós tínhamos feito check in pela internet na esperança de conseguirmos marcar lugar antes juntos, pois não tínhamos reservado, era caro. Estávamos em 4 pessoas com 3 reservas... mas a seleção de assentos é aleatória, meu marido e filho que estavam na mesma reserva tinham sido colocados juntos, eu e o Lio em reservas separadas tínhamos ficado separados. No despacho de malas em GRU conseguimos remarcar juntos... ficamos em uma fileira de 4 assentos no meio da econômica! (FOTO 2)

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FOTO 1 - o primeiro A380 a gente nunca esquece!

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FOTO 2 - sentadinhos juntinhos, rs!

Comida boa, vinho bom, amenities bonitinhos, foto instantânea das crianças a bordo, super legal! Depois de sair de GRU 01h25, em um voo de pouco mais de 14 horas, chegamos em Dubai às 21h45 (hora local, 6h do horário de verão do Brasil).

Tinha reservado o carro pra pegar às 22h. Passamos pela imigração, que conferiu o visto e carimbou sem perguntar nada, pelos controles de bagagem, que nos chamou de canto e conferiu mais alguma coisa... e finalmente... entramos! Estávamos em Dubai!

Obs. Ouvi dizer que o controle de mala e detecção de metal em Dubai é super chato, então desconectei minha bomba de infusão de insulina para passar pelo controle. Sou diabética e uso este aparelho 24h conectado ao corpo por um cateter. Sempre que passei em outros aeroportos com meu pâncreas eletrônico, kkk, tomei geral e fui escaneada. Decidi que vou desconectar sempre, passar a bomba de infusão pelo raio-x mesmo na mala de mão e boa. Zero problema. Mas nem foram chatos tb.

Pegamos as malas que chegaram sãs e salvas, paramos pra alugar o pocket wifi conforme mencionado no início do relato e fomos buscar o carro. Alugamos pela Thrifty. Achamos a loja sem muito problema e depois de ter pago taxas extras e etc, saímos do aeroporto a caminho de casa!

Obs. Nunca tínhamos alugado carro antes, então na hora de alugar pelo www.rentalcars.com adicionamos GPS e seguro total. Acontece que este GPS tem que ser pago no local e o seguro total é do site... da rentalcars. Lá na Thrifty eles meio que forçam vc a contratar o seguro deles, que é realmente melhor. Então se vc for marinheiro de primeira viagem feito eu no aluguel do carro, não contrate o seguro da rentalcars... contrate só o da operadora. GPS tb não pegamos pq a própria moça da loja nos disse que tinha um aplicativo que operava muito bem em Dubai (esqueci o nome, sorry), mas nos viramos relativamente bem com o MAPS ME (mapas off-line) e Google Maps (com internet, quando o MAPS ME dava pau). Portanto não acho necessário GPS.

Nossa casa era distante uns 30km do aeroporto, se não me engano. Nos perdemos um pouco pq Dubai é uma loucura. Tem 7 pistas de cada lado e umas rotatórias gigantescas com vários andares, contornos, desvios e bifurcações (FOTO 3)!!

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FOTO 3 - Fala se essa rotatória não é locaaaa

Tanto o MAPS ME quanto o Google Maps as vezes mandavam a gente pegar a pista errada e o retorno era sempre há 5km, kkkkkk... mas nos últimos dias de viagem já estávamos craque e quase não nos perdíamos mais, hahahauaha!

Chegamos em casa cerca de 23h30, fora do horário de check in tolerado pela anfitriã (até às 21h). Ela tinha nos oferecido check in presencial mediante pagamento de 100 Dirhans (cerca de 90 reais), ou self check in: entraríamos a pé no prédio, pegaríamos a chave embaixo do tapete da porta dela e dentro do ap pegaríamos o cartão pra entrar no estacionamento. Optamos pela segunda opção e deu tudo certo. Ela nos orientou a falar pro porteiro que éramos amigos dela e ele nem embaçou!

A casa era tal como descrita nas fotos, a anfitriã bacana, sempre respondendo dúvidas e dando dicas e embora não a tenhamos conhecido, recomendo o local, no entanto, SOMENTE se estiver com carro, pq é longe pacarai. Eu avaliei o apto dela mas ela não me avaliou, então não fui publicada. Tem anfitrião que faz destas, rs.

Naninha pra desbravar Dubai no dia seguinte! Estávamos exaustos.

27 de novembro (segunda): Madinat Jumeirah, Atlantis The Palm, Dubai Mall e Gi!

Antes de começar, apenas para facilitar a leitura, a moeda dos EAU é o Dirhan, e 1 dirhan vale mais ou menos 90 centavos de real. Então a conversão 1x1 facilita a interpretação dos preços, descritos sempre em dirhans!

Acordamos cerca de 8h, comemos alguma bobeira em casa trazida do avião e que a anfitriã deixou e saímos rumo ao Madinat Jumeirah. Nos perdemos um pouco, sempre, kkkk, mas chegamos. As placas indicativas podem parecer um pouco confusas no começo, mas com o tempo passam a ajudar muito (FOTO 4).

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FOTO 4 - as palcas indicativas que ajudaram muito!

O Madinat é um complexo de hotéis e um souk, mercado ao estilo árabe (FOTO 5), e os hotéis e mercado se conectam por canais, vc pode passear de barquinho por eles.

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FOTO 5 - entrada do mercado.

Eu achei este lugar LINDO! Se um dia fosse ryyyca e voltasse a Dubai me hospedaria neste complexo. Apesar de não termos entrado em nenhum hotel, acessível somente para hóspedes, o lugar é lindo demais. O mercado, apesar de chique para os meus padrões, é bem árabe e eu gostei bastante. Tem coisas de outros países além dos próprios EAU, especialmente Turquia (FOTO 6) e comida acessível. Comemos Shawarmas deliciosos e sobremesas fantáticas pelos preços da FOTO 7!

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FOTO 6 - lojinha turca, adoro estas luminárias.

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FOTO 7 - o preço acessível do rango no madinat souk

Se vc quiser gastar um rim num restaurante chiquérrimo pode tb! Tem opção pra todos os bolsos. E gente, não vende bebida alcóolica em praticamente nenhum lugar nos EAU, somente em parcos e refinados restaurantes. Se vc quiser pagar 50 pila numa long neck vc consegue beber. O legal é que estes restaurantes reconhecem ocidentais pinguços e chamam... hey... aqui tem álcool... hahahahauaha... sofremos! Se vc é alcóolatra, verifique se é possível levar na mala despachada, acho que pode.

Nós acabamos fazendo o passeio de barquinho pelos canais do Madinat apesar de caro (80 dirhans por pessoa se não me engano, João metade), mas sabe como é primeiro dia, muito deslumbramento, hahahauaha, mas não me arrependo não. Visual lindo! O Burj Al Arab, um dos hotelzões milhões de estrelas dos EAU é visto de vários pontos, tanto do chão quanto do passeio de barco (FOTOS 8, 9 e 10).

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FOTO 8 - pelos canais do madinat!

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FOTO 9 - vista do burj al arab dos canais do madinat

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FOTO 10 - o lenço é pra não cozinhar a moleira, mas sempre tenha um com vc! :)

Depois de passearmos e comermos no Madinat, não estava nos planos, mas resolvemos dar um rolê de carro até Atlantis, The Palm. Este é aquele outro hotel fodástico que fica na ponta da Ilha Artificial em forma de Palmeira. Nós iríamos visita-lo no dia seguinte de monotrilho, já que disseram que de carro não dá pra ver a forma da Palmeira, mas mesmo assim fomos de carro e foi legal. Passamos por um túnel embaixo d’água e chegamos ao Hotel... véi, que MARA (FOTO 11)!!! Dá pra caminhar pela “beira mar” em frente a ele, na verdade em um trecho imenso, mas o sol de 300 mil graus não ajuda muito!

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FOTO 11 - portal do Atlantis!

Do Atlantis seguimos para o Dubai Mall – o maior shopping do mundo. Gente, mesmo quem não liga pra shopping pode curtir este, foi meu caso. É gigantesco e tem muita coisa pra ver além de TODAS as lojas de grife do mundo. Tem até esqueleto completo de dinossauro de verdade servindo de decoração. Andamos muito, comemos no Tim Hortons, lanche bom, preço bom, apreciamos as vitrines ridiculamente ostentação das lojas e até patinei no gelo. Me julguem, adoro.

O engraçado é que aqui no Brasil tem trocentas mil regras de segurança pra isso... lembro no Snowland de Gramado que eles davam luvas, joelheira, cotoveleira, capacete, todas as proteções, dicas de segurança e até uma mini aula. Aqui eles perguntaram pra nós (eu e filho): sabem patinar? Sim. Nos deram os patins e foda-se. Se cair e alguém cortar seus dedos, quebrar a testa... problema é seu, kkkkk. Não lembro quanto foi mas não foi nada abusivo (FOTO 12).

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FOTO 12 - sem joelheira, sem capacete, sem cotoveleira, sem talento... kkkkkk

Neste shopping tb tem um aquário gigante com um túnel onde se passa “embaixo d’água”, mas conseguimos ver o aquário e o túnel do lado de fora e não achamos que valia a pena gastar 100 PILA cada um... não fomos não (FOTO 13).

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FOTO 13 - tunelzinho muito pequeno né não?

O que mais ele tem? Cachoeira? Sim! (FOTO 14 e 15). Um corredor inteiro com teto de guarda-chuva de efeito hiper legal? Sim! (FOTO 16), escadas rolantes infinitas? Sim! (FOTO 17), enfim... tem TUDO.

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FOTO 14 - cachoeira do dubai mall

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FOTO 15 - selfieeeee na cachu! kk

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FOTO 16 - rua linda de guarda-chuvas

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FOTO 17 - escadas infinitas, gente, cadê o TINDER??

Do portão 6 se não me engano o shopping dá acesso ao Burj Khalifa – o maior prédio do mundo, ao show das águas, que ocorre das 18:30 às 22:30 (confirmem, pode mudar) a cada meia hora e a um outro “souk”, mercado árabe. É tudo lindo, superlativo e fantástico. O Burj Khalifa mal cabe na foto! Ficamos nesta área por umas duas horas, pois marquei de encontrar com uma amigona que mora em Dubai (Gisele) na porta giratória deste portão 6 pra irmos jantar! Visitamos o souk, vimos o show das águas várias vezes (FOTO 18 e 19) e aproveitamos a vista do Burj Khalifa de dia e de noite (FOTO 20 e 21). Iríamos subir nele no último dia da viagem!

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FOTO 18 - esperando o show das águas

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FOTO 19 - show das águas

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FOTOS 20 e 21 - Burj Khalifa de dia e de noite!

A música a cada apresentação do show das águas muda, e não sei se foram os diferentes ângulos de visão dos quais assistimos, tive a impressão que existem shows diferentes.

Encontrei a parça e fomos jantar num restaurante indicado por ela, onde a comida foi lindamente deliciosa e com preço bom. Assim que achar meu caderninho de anotações que está perdido na minha casa atualmente em reforma, eu conto o nome dele e o preço! Pedimos uns pratos de carne, frango, falafel, e tava tudo gostoso. (FOTOS 22, 23 e 24).

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FOTO 22 - eu e a parça

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FOTO 23 - falafel delícia!

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FOTO 24 - carninhas apimentadas!

De pança cheia, me despedi da amiga que veria de novo e fomos pra casa... infelizmente sem o tradicional goró pra relaxar!

Próximo Post: passeio de monotrilho, mais shoppings, Abu Dhabi e Global Village

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Que maravilha de relato!

 

Adoro relatos bem detalhados como o teu! Estou iniciando o planejamento para ir ao Japão em janeiro de 2019 e vou seguir acompanhando tudinho por aqui.

 

Obrigada por compartilhar tua viagem! Abraço.

 

 

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Opa, cheguei por aqui para ler o seu relato, com um certo atraso, mas cheguei! Adoro suas viagens e seus relatos! Aguardando a continuação! Esse com certeza vai ajudar para minha futura viagem para Japão e também para EAU que também estão na minha interminável lista de lugares para conhecer! Hehehe. Beijos!

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Que maravilha de relato!
 
Adoro relatos bem detalhados como o teu! Estou iniciando o planejamento para ir ao Japão em janeiro de 2019 e vou seguir acompanhando tudinho por aqui.
 
Obrigada por compartilhar tua viagem! Abraço.
 
 

Oi Helen, que legal que está gostando, eu já continuo! Minha casa tá em reforma, kkkkk...

Japão tudo de bom!
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Opa, cheguei por aqui para ler o seu relato, com um certo atraso, mas cheguei! Adoro suas viagens e seus relatos! Aguardando a continuação! Esse com certeza vai ajudar para minha futura viagem para Japão e também para EAU que também estão na minha interminável lista de lugares para conhecer! Hehehe. Beijos!

Vc vai amar miga! :*
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Ah, achei meu caderninho de anotações, kk! Só pra não perder de vista, lá naquele Madinat Jumeirah eu comprei um sorvete pro meu filho que custou 28 dirhans!!!::dãã2:: Só vi o preço depois que já tinha pedido e fiquei com vergonha de devolver! A patinação no gelo foi 60 dirhans por pessoa, caro, mas podia ficar lá duas horas... ficamos uma! E a janta que fui com minha amiga foi no restaurante Shawarma Grill House. O prato custava em média de 30-40 por pessoa e as bebidas (água e refri, mas água Voss, kkk) de 12-15 dirhans. Bebida sempre quebra o rolê! Logo continuo!

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28 de novembro (terça): Dubai Marina, Monotrilho, Battuta Shopping, Oasis Shopping e mercado (de comida mesmo)

Neste dia tínhamos programado visitar a “Palm” de monotrilho, por isso fomos até o Marina Mall (mais um shopping) e estacionamos o carro lá (gratuito, como a maioria), de onde parte o tram laranja (10 dirhans ida e volta) que dá acesso ao monotrilho (30 dirhans. Demos uma voltinha no shopping e apesar de bem bonito ele é só um shopping de Dubai, enorme e com todas as lojas que eu nunca entrei na vida (FOTO 25).

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                                                                                                   FOTO 25: Entrada do Dubai Marina Mall

O passeio pelo monotrilho foi legal, mas não considero imperdível. Até dá pra ver uns pedaços da folha da palmeira (FOTO 26), hahauaha, mas não é tão sensacional e achei as passagens caras. Até pq me aconselharam a tentar sentar no primeiro vagão... eu até consegui... mas aí uma horda de gente se empilha em pé na sua frente pra tirar foto! Kkkkk (FOTO 27).

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                                                                                   FOTO 26: Pedaços da Palmeira vista do monotrilho.

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                                                                                 FOTO 27: pessoas que se aglomeraram no primeiro vagão.

Descemos no Atlantis novamente, vimos uns carros de milhões de dólares, demos uma andada e voltamos, pois afinal já tínhamos passeado por lá no dia anterior. Acho que se não tivéssemos ido no dia anterior de carro íamos ter curtido mais o monotrilho.

De volta ao Marina Mall pegamos o carro e fomos para o Batutta Mall... sim, outro shopping. Tínhamos programado ir no Mall of Emirates esta tarde, o segundo maior do mundo, mas a Gi, minha amiga, disse que seria um shopping igual o Marina Mall... ostentação e só. Ela nos aconselhou a ir no Batutta pq lá cada “ala” do shopping tem uma decoração temática: Grécia, Egito, Deserto, Índia e por aí vai. O Shopping é de fato bem bonito e diferente, mas se vc estiver com roteiro apertado, não se mate pra ir lá.

Almoçamos no Extreme Shawarma e gostamos bastante, preço médio 30 dirhans por pessoa. Mas lá tem KFC, MacDonald, Pizza Hut, Subway... várias opções de lanches conhecidos.

Depois de andar um tanto (minhas fotos deste shopping não ficaram boas), pegamos o carro e fomos... pra outro shopping! Kkkkkkkk, mas calma, tem motivo!

Minha amiga trabalha no Oasis Center Mall, numa rede de academia chamada fitness first! Ela nos presenteou com uma massagem no Balance SPA, que fica no mesmo andar que ela trabalha! Fomos lá só pra isso! O shopping é menor e menos ostentação, mas bem bonito!

A massagem foi tipo shiatsu, bem boa. Fizemos massagem, sauna, banho, tomamos chá... meu marido se atrapalhou um pouco com o inglês do indiano que estava com ele e foi bem engraçado, ele não entendia que tinha que tirar toda a roupa e colocar tipo uma cueca descartável, rimos muito disso!

Depois do relax fomos a uns 3 mercados, incluindo um Carrefour, e nos divertimos vendo tanta coisa estranha aos olhos e prateleiras que pareciam repletas de cerveja só que não, kkkkkk, tudo sem álcool (FOTO 28). Compramos comida e café da manhã e fomos jantar em casa!

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                                                                                                 FOTO 28: kilos de cerveja, só que não.

29 de novembro (quarta): Abu Dhabi e Global Village

Acordamos bem cedinho, tomamos café em casa e seguimos para Abu Dhabi, cidade distante cerca de 140km de Dubai e capital dos EAU. Não tivemos problemas com a estrada, boa e sinalizada, mas não espere uma paisagem bonita... é bem monótona!

Abu Dhabi tem muita coisa pra fazer e dá pra ficar fácil mais de um dia, mas optamos por priorizar Dubai e fizemos só este bate-e-volta. Nossa principal atração era a Mesquita Sheik Zayed e fomos direto pra ela! MEO DEOS, que coisa linda!

Ela é toda branca, lindíssima e bem grande, ficamos umas duas horas lá. Vc já pode ir pra lá toda vestida sem mostrar nada, só o rosto, ou eles te emprestam as vestes! Isso vale principalmente para as mulheres mas homens de regata, bermuda curta ou muita tattoo tb tem que se cobrir.

As mulheres tb tem que cobrir bem os cabelos, se cai um pedacinho do lenço logo vem um guarda pedir pra arrumar, e são muitos guardas. Pode tirar foto a vontade mas não pode fazer pose, agachar, abrir os braços e estas coisas. Eles pegam a máquina e mandam apagar.

A mesquita é tão linda e tão grande que eu poderia ficar aqui o resto da vida postando foto, kkkk, mas nenhuma vai traduzir a beleza do lugar! VÁ! (FOTOS 29, 30, 31, 32)

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                                                                                     FOTO 29: eu tendo que pagar de muçulmana! :)

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                                                                                                        FOTO 30: Mesquita linda!

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                                                                                  FOTO 31: as colunas brancas cheias de flores!

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                                                                                         FOTO 32: teto sensacional de um dos salões!

Depois da Mesquita fomos almoçar. Paramos no caminho da nossa próxima atração, a Corniche Beach, e almoçamos num restaurante chamado Tripolis, muito bom, com pratos imensos, sobrou muita comida! E bom preço, cerca de 25 dirhans por pessoa.

Com a pança cheia fomos fazer digestão caminhando e olhando o fabuloso mar de Abu Dhabi, azul demais, lindo demais. João acabou entrando na água, nós ficamos só com os pezinhos mesmo (FOTO 33).

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                                                                             FOTO 33: O mar azul da Corniche Beach e meu baby!

A praia em que “paramos” era delimitada por uma cordinha e era exclusivamente ocidental, árabes não podiam “entrar” nem passar por aquela faixa de areia. O salva-vidas mandava os que se aproximavam sair... mas vi mulheres de biquíni fora desta área cercada tb!

Pertinho de onde estávamos fica o Emirates Palace Hotel (FOTO 34), o mais luxuoso dos EAU e acho que do mundo... dizem ser sete estrelas, embora não haja esta classificação oficial. Vc pode entrar nele se for a algum dos restaurantes... vc pode tomar café com ouro até, kkkk! Mas a gente só queria dar um rolê e tomar o que fosse mais barato. Mas olha, tava tão calor, a gente tava tão de boa de bermuda que ficamos com preguiça de por calça e tênis (sim, homens não podem entrar de bermuda e garanto que o shorts que eu tava tb era considerado indecente embora fosse quase nos joelhos)... passamos por perto e não entramos.

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                                                                                                  FOTO 34: Emirates Palace Hotel lá no fundo!

Era quase 4 da tarde e resolvemos voltar pra Dubai e ir a um local pouco frequente em roteiros tradicionais ocidentais, talvez por ser longe a beça! Global Village! Lugar IMENSO, sério, muito grande, com muitos pavilhões... alguns representando regiões, outros países, continentes, aglomerado de países, enfim! O foco é arte, artesanato, produtos e comidas típicas de cada região/país/etc. (FOTOS 35, 36, 37, 38)

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                                                                                                        FOTO 35: Entrada do Global Village

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                                                                                                    FOTO 36: Entrada do Global Village

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                                                                                                               FOTO 37: Pavilhão Egípcio

                                                               38.JPG.f8fa2c8b15a36c8426d8a9e7e41e5443.JPG

                                                                                      FOTO 38: Pavilhão Europeu, legal só por fora.

Quase que só tinha árabe nesta feira gigante, não sei como eles não se confundem com as roupas todas iguais, rs! Comemos várias porcarias (pizza, churros, panqueca, pipoca, etc) e compramos várias bugigangas! Acho que conseguimos entrar em todos os pavilhões, mas ficamos mais de cinco horas lá dentro, alguns olhamos bem rapidinho e no final estávamos mortos!

Os pavilhões da África e Irã foram os melhores... o da África foi o mais interessante pra compra de coisinhas, o do Irã pelo show de bonecos gigantes... muito BOM! (FOTO 39). Todos os pavilhões tem apresentações artísticas!

                                                          39.jpg.1744638cd321de5c4d47da46a2e83492.jpg

                                                                               FOTO 39: Apresentação do pavilhão do Irã, muito legal!

O TOP bosta do Global Village vai pra China, cheia de tranqueira de quinta categoria, Europa... sofrível com nada típico ou cultural, e Américas... ai que desgosto. Nem uma barraquinha de espetinho brasileiro, kkkkk, só baboseira do Tio Sam e umas tranqueiras forçadas do México. #vergonha

Gente que canseira. Partiu Carrefour express perto de casa e cama!

Próximo post: mercado de especiarias, mercado do ouro, rally no deserto e muito mais!

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Juliana, que viagem memorável! Lugares lindos!!!

Rachei de rir com a epopeia pra tirar o visto e todos os perrengues! ahhahahaha

São partes da história que depois que termina a viagem a gente cai na gargalhada pq vê que tudo deu certo ne? risos

Delicia de viagem! Parabéns!!

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    • Por Angela moniz
      Chego a Paris 30/12 a 18/01, considerado que é inverno, seria melhor seguir para Suíça/Itália, ou Bélgica-Holanda? Qual teria mais bonitas paisagens de trem?
    • Por Feerssilva
      Boa noite, bom dia, boa tarde, tudo bem com você? no fim de outubro ou começo de novembro estou indo ao japão,gostaria de saber se mais alguém estaria indo para lá ou passando por lá, um abraço a todos espero que possamos conversar sobre a viagem um abraço
    • Por StanlleySantos
      Primeiro de tudo, MAS MANO QUE FRIO DA PESTE É ESSE QUE FAZ NO SUL! 
      Ok, provavelmente não é nada perto do uruguai, patagônias, ou a serra catarinense (que registrou temperaturas negativas nessas semanas fácil, fácil). Mas pra um nortista....
       
      Bom, o objetivo deste relato é passar infos atualizadas sobre muitos lugares, sejam eles conhecidos e relatados, ou não. Muitas atrações do estado passam batido, então creio que seja justo falar sobre o máximo de lugares, sem passar spoilers. A época escolhida para esta visita foi a primeira quinzena de agosto, junto com a namorada, até pq gostaria de conhecer um pouco do inverno gaúcho e ter uma programação a dois de respeito. Moro em Manaus, ou seja, com 25 graus os caboclos já estão passeando no centro com moletom achando que estão no filme do frozen   imagina pegando 1 grau em gramado!!!
      Costumo tentar economizar nas viagens, e como falam que Gramado, em particular, é um destino que arranca o couro da pessoa, em termos de gastos, quis ver se era tudo isso mesmo. Cada um Levou R$ 1.700,00 para duas semanas no estado, levei um cartão de crédito que não foi usado, e uma poupança de emergência de 500 mangos, que acabou sendo usada mais para comprar mimos para mim 

      Quando você mora numa cidade que não tem trem e viaja para uma que tem corre o risco de cometer esses retardos mentais aí
       
      Chegamos no dia 07/08 em POA, basicamente o dia foi reservado para conhecer as rotas de ônibus e planejar os próximos dias num apartamento reservado pelo Booking no partenon (bairro próximo do centro, bem guarnecido de ônibus, aliás, gostei do abastecimento da frota de ônibus da cidade, mesmo em horários de pico, dificilmente peguei buzu lotado). A passagem estava custando R$ 4,70, e POA conta com um trem a R$ 4,20 que parte do mercadão e faz a conexão com alguns distritos do interior, até Novo Hamburgo. Sim, Novo Hamburgo, a cidade dos calçados (atenção mochileiras!) Então segue a primeira dica do tio, quer conhecer Novo Hamburgo, economizar no transporte, e não quer ficar dependendo de Uber/ônibus? Um trem partindo do centro é uma opção a considerar. De trem vc faz a conexão aeroporto-centro tbm.
      O itinerário era conhecer algumas cidades do Estado e Fazer a famosa travessia da Ferrovia do Trigo, que liga Guaporé a Muçum. Antes eu soubesse que iria dar ruim.... depois eu explico essa marmota. Destinos definidos, andaríamos pela capital, curtindo alguns pontos. 
      No dia 08 resolvemos sair cedinho para conhecer o famoso parque farroupilha. O parque mais famoso (e bonito a meu ver), colado ao centro da cidade, também. Quem for se hospedar no centro, pode até ir andando. Falam da violência em Porto Alegre, e realmente, vejo que há um problema de marginalização e pobreza na metrópole (como toda grande cidade), mas, apesar dos inúmeros mendigos nas proximidades da rodoviária, não me senti inseguro andando pelo centro. A polícia se fazia presente, e muitas pessoas passeavam com seus cães de boinha (o povo se compromete bastante com a causa animal lá, vários cachorródromos, pouquíssimos cães de rua, pelo menos no centro e adjacências, e muitos cães agasalhados, a coisa mais engraçada do mundo )

      Le parque farroupilha no seu esplendor verde

      Aquela foto bem maneira e clássica no centrão

      Para quem é de uma fé do oriente, o parque conta com um mini-templo, com uma arte elaborada. 
      De lá seguimos para o Parque moinhos de vento (conhecido como Parcão), como o clima estava agradável, arriscamos ir também a pé. Existem patinetes e bicicletas para locação pelos aplicativos locais, então se você quer poupar um tempo indo de um lugar para outro, é uma boa.



      Para quem quer fazer a famosa foto declarando o amor à capital, um letreiro bem bonito fica no parcão.
      Deixamos de conhecer na ocasião os parques Germânia e o Província de Shiga, que dizem que possui uma influência oriental bem forte na ornamentação. Mas fica para a próxima viagem. Hora do almoço, fomos para o centro procurar um pouco de culinária porto alegrense. No caminho passamos pela Rua Gonçalo de Carvalho, que diz a lenda que é a rua mais bonita do Brasil (e algumas fontes dizem que foi eleita a mais bonita do mundo). Pessoalmente achei ela bem bonita e limpa, mas creio que é exagero.

      A tão comentada Gonçalo de Carvalho
      O gaúcho adora comer: isso é fato. E é um carnívoro por natureza. Além do tradicional churrasco, o povo é viciado em fast food (no dia que os gaúchos forem extintos da terra Mcdonalds entra em crise), com ênfase no famoso Xis, que nada mais é que uma versão "anabolizada" dos sanduíches tradicionais, sendo de duas a três vezes maior, e recheado de maionese  claro, é duas vezes mais caro que os sanduíches dos outros estados, mas vai por mim, enche que uma beleza. Xis coração (de frango) deles é uma coisa divina 😍  Agora para almoço, existem as famosas alaminutas, que basicamente é arroz, feijão preto, ovo mal passado, saladinha, batata frita e a proteína, que varia. No norte chamamos de PF (Prato Feito).
      GAÚCHO NÃO COME FARINHA!!! 🤬😱🤯 e pro amazonense, isso é quase um pecado  além do fato de quase não ter visto peixe nos restaurantes, outro vício do povo do norte. 

      A cara de felicidade da caboquinha que não tem farinha na comida

      Vai por mim, é assim mesmo, a cara de tristeza acima não é à toa
      Seguimos pelo centro, conhecemos o Mercadão municipal (o grande centro de comércio alimentício da cidade, parada mais que obrigatória para o visitante), e aqui já começa uma história engraçada: existe um costume de cunho religioso de deixar moedas no centro do mercadão, uma espécie de tributo ao Bará, que seria uma entidade da prosperidade da cultura afro-brasileira. Minha namorada, simplesmente olhou uma moedinha no chão e pegou na naturalidade. Eu, olhando as pessoas jogarem as moedas no meio, tive um pressentimento de que elas deveriam ficar lá (turista que acabou de chegar ne, besta, sem saber dos causos), mas a dita cuja guardou no bolso e fomos embora. Ao longo da viagem ela perdeu uma jaqueta jeans e seu saco de dormir , e na volta para POA, resolveu devolver o dobro do valor para se livrar de qualquer "azaração" 

      Le mercadão. Passe por aqui para comprar lembrancinhas ou ingredientes para um chimarrão ou churrasco

      O interior com o espaço de agradecimento à entidade guardiã no centro.
      O centro de POA não só tem uma variedade de lojas e lanches, como também reúne vários museus e espaços de cunho cultural e histórico. Para terminar o dia, visitamos: o museu de arte do Rio Grande do Sul, que na ocasião estava recebendo uma exposição em homenagem ao modernista Xico Stockinger, o museu do Comando Militar do Sul, com uma exposição histórica do arsenal utilizado pelas forças armadas ao longo da história mais recente, e a casa de cultura Mário Quintana, que não estava tendo nenhuma programação em particular, mas conhecer o espaço e algumas exposições valeu a visita.

      Casa de cultura Mário Quintana


      War.......War never changes
      O Museu do Gasômetro se encontrava fechado na ocasião (diz que desativado por tempo indeterminado), então o dia terminou com um pôr do sol gelado na Orla do Guaíba. Com a ventania que empurrava o frio até os ossos, deve ser o lugar mais frio da capital no inverno  uma tristeza saber que o lago do guaíba está poluído, é uma paisagem muito bonita para atividades ao ar livre, que me fez lembrar da boa e velha ponta negra, em Manaus.


      A orla é ponto obrigatório no final da tarde, para ver a vida gaúcha acontecendo, ou fazer um passeio, ou exercício.
      Dia 09-10: De POA para Torres.
      Decidimos que iríamos sair cedo no dia seguinte para a cidade de Torres, afinal, a praia mais bonita do estado está lá. Claro, parece loucura ir numa praia no inverno, mas Torres possui belas paisagens, e pontos interessantes a serem conhecidos, e acredito que valeu a visita de um dia e meio a essa pequena cidade. Recapitulando: Torres fica boa a partir do reveillón, pois o verão inicia geralmente no fim do ano, aí a cidade lota de gente. Mas em compensação no inverno você tem os parques e o litoral só para você e mais meia dúzia de visitantes  o que é mais a minha cara.
      Pegamos um blablacar baratinho (30 reais, quando você paga bem mais indo de ônibus), e chegamos ainda de manhã no litoral. Dica: o blablacar funciona muito bem no estado, dá para conseguir muita carona barata para cidades visitadas como pelotas, gramado, cambará, entre outros. 

      E cá estamos em Torres, que beleza!
      Chegamos na cidade e a primeira surpresa: nenhum camping aberto  E não, eu não tenho frescura em acampar no frio, eu tinha ciência de que pegaria um frio na ferrovia, então não me importaria de ficar em camping paracendo um mendigo que não tem money pro hotel. Papo vai, papo vem, nos recomendam a pousada martins, que é administrada pelo Sr. Paulo e Dona Eva, um casal simpático na melhor idade que nos acolheu como se fôssemos da família 😭 além dos quartinhos serem TDB, sério, recomendo a pousada, o tratamento cortês é um diferencial de lá. E ela fica próxima ao parque da guarita, então tem uma ótima localização também.
      Outro momento retardo mental: eu, pobre iludido, vendo a previsão do tempo esperava ver um solzinho em Torres e quem sabe poderia arriscar tomar um banho de mar gelado. O resultado foi esse:

      Alguma coisa ta me dizendo que não vou andar de sunga e calção nessa praia hoje....
      A neblina cobrindo o oceano e boa parte da cidade dava um ar desértico e de certa forma triste ao lugar, mas também dava um clima para sentar numa pedra, ouvir o mar e meditar, ou pensar na vida. Adorei passear com a namorada da praia da Cal até os pequenos molhes de pesca, no fim do estado. Mais uma vez, se você curte uma vibe mais calma, sem todo aquele barulho e multidão, a cidade acaba não sendo descartável, mesmo fora da temporada.

      Como nossos egos e arrogâncias são pequenininhas e frágeis perante a grande criação

      A cerração tomando a cidade, chega a ser linda. No fundo o letreiro de Torres
      Existe um lugar curioso nessa cidade, que é a ponte Pênsil. Veja só, uma ponte de madeira de algumas dezenas de metros, onde você pode ter o prazer de mudar de estado, de RS para SC  Curiosamente era sexta da carne num açougue em Passo de Torres (SC), então muita gente de Torres (RS) atravessava o estado para fazer fila no vizinho. É meio besta, mas engraçado de certa forma

      A fotografia foi tirada em RS, só para constar. Do lado de lá fica Passo de Torres.
      O dia seguinte seria para o retorno à capital, mas também seria para curtir o parque da guarita, e o sol favoreceu a visita. O frio estava bem ameno nesse dia, então deu pra sair de short e camiseta, engraçado como as pessoas agasalhadas às vezes olhavam para mim, como se eu fosse algum alienígena 👽

      Não duvido que esse cenário seja bastante usado para ensaios fotográficos ou pedidos de casamento 

      Uma das minhas fotos favoritas dessa viagem. Na encosta, vários pescadores
       
       

      Um pouco da vida local
      Ficamos até meio-dia, e fechei mais um blablacar de volta para POA pela parte da tarde. A ideia inicial era ficar mais um dia, mas acredito que vimos o que queríamos em Torres, fora que eu queria conhecer o famoso Brique da Redenção da capital, então a estadia em Torres foi bem curtinha, mas valeu cada segundo aproveitado. Conhecemos o litoral na cerração e no céu aberto, enchendo os olhos com belíssimas paisagens. 
       
      Dias 11-14: Lá vem a bendita frente fria.....e agora?
      De volta à capital, no domingo (11) começamos o dia indo para o parque farroupilha novamente, para vermos o famoso brique. E digo, se estiver na cidade, passe um domingo no parque, o brique é TRILEGAL!!!! Pois você encontra de tudo um pouco em termos de brechó, pessoalmente fiquei cativado pelas antiguidades que algumas banquinhas vendiam. Discos de vinil, louça antiga, brinquedos dos anos 90, colecionáveis, entre outros......nossa, tenho fé de que isso virará febre no país.
       
      Acredite, isso vai bem longe...


      Esse simpático artista é figura conhecida no Brique, a namorada curtiu a beça o espetáculo. 
      Uma dica que muito gaúcho passa para quem está no parque, e adianto logo, é passar na famosa lancheria do parque. O buffet livre tem uma ótima variedade de opções para encher o bucho, e os sucos deles são de polpa pura, a um preço mega justo, além das várias opções de carnes. Sério, não deixe de visitar.
      O centro fecha aos domingos, mas, muitas atrações ficam abertas, então decidimos visitar o Jardim Botânico. Localizado no bairro de mesmo nome, próximo à PUCRS, é fácil de chegar a partir do centro, mas é necessário ônibus/uber/bici. A entrada é bem em conta, e o jardim te dá a liberdade para andar por quase todas as instalações, divididas em seções, mostrando elementos da flora da região sul (e um pouco das demais regiões). O parque Conta com um museu natural com serpentário, que é bem bacana de visitar também. 

      Lindo o espaço. Como amazonense, é interessantíssimo conhecer algumas características de um bioma diferente da floresta amazônica.

       
      Dormimos cedo de noite, pois a segunda-feira seria o dia de pegar o ônibus bem cedinho para Guaporé. Passagem comprada e tudo mais.....
      ...Mas a vida é uma caixinha de surpresas ⛈️⛈️⛈️🌧️🌧️
      Segunda, 12 de agosto, 05 da manhã. Chuva forte, e mais chuva prevista para o início da semana devido a uma frente fria que estaria visitando o estado. Bem na data em que iríamos para Guaporé! 
      Segundo a previsão, só iria limpar lá para quarta. Uma coisa é subir o estado e pegar um frio e uma cerração num trecho de 50km. Não iríamos morrer de frio pq tínhamos os equips e roupa. Outra coisa é pegar chuva o dia inteiro no meio do nada e comprometer o avanço da travessia, que na melhor das hipóteses leva de dois a três dias  e para completar as reservas de hospedagem em Gramado já estavam pagas e não poderiam ser alteradas! Como era um risco ao qual não queria submeter a namorada, que é menos acostumada com perrengues do que eu, conversamos, tivemos um pouco de DR , e decidimos que o melhor seria não arriscar. Perderíamos as passagens (que custaram um braço) porque 1. o atendimento ao cliente da BENTO foi uma MERDA deixa a desejar, não recomendo, e 2. poderíamos ter solicitado o retorno dos valores se tivéssemos cancelado a viagem com 3 horas de antecedência do embarque (tecnicamente teríamos que bater na rodoviária às 3 da madrugada e torcer para ter alguém na hora que fizesse isso para a gente). Confesso que fiquei um pouco decepcionado com o serviço de coletivo intermunicipal do estado.
      Com isso a ferrovia miou, e precisaríamos mudar o roteiro para a semana. Significaria mais gastos (pois a travessia é 0800, salvo os alimentos e água comprados para o percurso em si), fora que tínhamos nas mochilas sacos de dormir + barraca que agora ocupavam um volume desnecessário  A segunda-feira foi praticamente perdida. Com isso, só restava encontrar um lugar para ficar, e ir atrás de lembrancinhas no centro de POA.....bom, será que nossa viagem estragou?

      Era o sentimento naquela segunda
      A terça-feira veio, então decidimos que iríamos conhecer alguma cidade das várias que existem para o turismo histórico. O estado possui uma herança das grandes colonizações, que já datam de dois séculos atrás (como referência, a colonização italiana em 1875), e cidades como Farroupilha, Garibaldi, Bento Gonçalves, ou Caxias do Sul se tornam opções interessantes. Escolhemos Caxias do Sul na quarta para sexta (14 a 16). Então, o que fazer em POA até lá?

       
      Como estava com uma vontade enorme de conhecer, fomos atrás, desta vez, do Museu de Ciência e Tecnologia da PUCRS. Localizado, obviamente, nas dependências da PUC, não tão longe do jardim botânico, a entrada custa R$ 40,00 (em AGO/19), mas com direito a meia entrada para estudante, e não posso deixar de elogiar o espaço! 3 andares de puro conhecimento, atividades lúdicas, e curiosidades! É o tipo de lugar onde excursões escolares são bem-sucedidas, pois é possível dar aulas de matemática, física, biologia, geografia e história nos vários setores do espaço, sem tornar a aula chata. Como licenciado em biologia, meio que me senti em casa 😍

      A primeira coisa que você bate o olho e pensa "quero brincar", quando entra no museu

      Lembra do desafio dos cubos da série 3%? Pois é, eu reprovei 

      Visitem o museu da PUCRS, e como diria o e.t. bilu, busquem conhecimento!!
      Passamos uma manhã e uma tarde no museu, é muita coisa para conhecer e interagir, você tira um dia inteiro somente para isso. Ah, existe também um planetário na cidade, que vale a visita para os que têm um interesse mínimo por astronomia, ou querem reviver aquela aulinha de ciências sobre o universo. Acabamos não visitando também.
      Dia 15: La Cittá pela terra da Uva
      No dia 14, conseguimos arrumar mais um blablacar para Caxias do Sul, esta localizada no coração da Serra gaúcha. Infelizmente o transporte saiu tarde, e não daria tempo de conhecer a cidade ainda na quarta. Algumas pessoas disseram que não valia a pena conhecer Caxias, por "ela ser industrial demais e quase não ter nada para se ver". Pessoalmente, não posso concordar com tais afirmações, pois Caxias possui roteiros histórico-culturais tanto no centro urbano quanto na zona rural (Rota dos Imigrantes, distrito de Criuva, Ana Rech), embora seja necessário um carro próprio para esses destinos. Então, o que fazer?
      Como dito, existe o roteiro "La Cittá", onde você tem acesso a vários pontos turísticos no centro urbano, e tem uma noção da história da colonização italiana nos vales da Serra Gaúcha. Seria isso que faríamos. 
      Antes de tudo, tomei conhecimento sobre um autêntico château brasileiro, o Castelo Lacave, uma fortaleza erguida em 1968 como um sonho de um uruguaio, teve sua propriedade passada entre famílias, e na atualidade funciona como vinícola, restaurante gourmet, ponto turístico e local para a realização de eventos. O tour guiado custa R$ 16,00 (AGO/19), e é falado sobre a história do lugar (nada que você não ache na internet, rs), incluindo uma degustação dos vinhos locais. Além do mais, ele foi todo decorado com uma temática medieval, o que torna a visita ainda mais imersiva.

      O modo de construção dos castelos com a união de blocos gigantes é uma coisa charmosa que inspira poder

      O legal da visita são algumas réplicas de esculturas conhecidas, como a "bocca della verittà", que arranca a mão de quem mente, entre algumas outras. Sem dúvidas o custo-benefício da visita é bem justo a meu ver.

      "Eu sou um tremendo partidão e isso é verdade!"
      Após essa visita, partimos para o centrão. No roteiro "La Città" conhecemos: o Monumento ao Imigrante, algumas catedrais, como a de São Pelegrino (a mais bonita da cidade, com uma arte sacra interna de emocionar), e a Paróquia Santa Teresa D'ávila, na praça Dante Alighieri, o Museu Municipal, onde você aprende sobre a colonização italiana, embora no monumento você também tem uma aula de história, o Museu Memorial dos ex-combatentes da FEB (Força Expedicionária Brasileira), onde você aprende um pouco sobre a participação do Brasil na segunda guerra (é, a cobra fumou), o Museu casa de pedra, que reproduz uma típica residência italiana do século passado, e o Pavilhão da festa da uva, onde estava rolando um rodeio de acesso 0800 no final do dia. Roteiro que pode ser feito em um dia inteiro. 

      Praça Dante Alighieri com a paróquia Santa Teresa

      Exposição da imigração italiana no museu municipal

      Catedral de São Pelegrino
      Sobre Caxias: cidade tranquila, mesmo sendo grande (a segunda mais populosa do estado e a maior da serra gaúcha), com muitas alternativas turísticas, e quase todas gratuitas! Para quem procura algo mais culto e histórico, e não quer gastar muito além do transporte e alimentação, acredito que a cidade seja um prato cheio. Mas para curtir tudo o que ela tem a oferecer, super recomendo um carro, próprio ou alugado. 
      Dias 16-20: A jóia da Serra Gaúcha, Gramado
      Os dias finais do mochilinho pelo estado seriam na grande atração capitalista do estado, Gramado  Tivemos a bendita sorte de arrumar um blablacar de Caxias para Gramado na manhã de sexta. Para isso é necessário descer a serra e subir novamente, com direito a enjôo para quem não for acostumado(a). Chegamos numa tarde ensolarada, e com aquela expectativa de dar de cara com uma geada matinal morrendo. Muita gente vai pra serra pra ver aquele clima europeu de frio, neblina e geada, e acontece uma coisa dessas . Mas a previsão do tempo mais uma vez estava alertando sobre outra frente fria, então seria bem possível que minhas preces fossem atendidas.

      Legendas são dispensáveis
      Ficamos em parte no Eleganz hostel & suites, como uma reserva de última hora (pois era para chegarmos em gramado somente no sábado), e super indico esse hostel. Atendimento de excelência, um ambiente SUPER chique, padrão hotel mesmo, com café da manhã TOP dos TOP, e camas confortáveis. A diária foi de na faixa de 80 reais para um casal, que está até bom para os padrões gramadenses. Faço questão de fazer essa recomendação.
      A tarde foi dedicada para conhecer um pouco da elegante cidade, com a educação dos motoristas, a ausência de semáforos, e a sensação de segurança nas ruas. Chega a ser difícil de acreditar ver tanta gente andando com os celulares na mão, bem arrumada, indo para cá e lá, sem preocupações. Visitamos o Museu de Chocolate da Lugano, que custou R$ 35,00 (AGO/19), com direito a desconto para estudante, deixo destacado isso porque 90% das atrações de gramado possuem desconto para estudantes, crianças pequenas, idosos, e não lembro mais quem, então você economiza HORRORES se você tiver aquela sua carteirinha estudantil de meia entrada, ou similar, atualizada, claro. Já anota a dica. Depois ficamos rodando pelo centro, que é super de boa para passear.

      Le rua torta, que passa 24 horas do dia com gente tirando foto, mas o que tem de mais, é só uma rua torta 

      Le paróquia São Pedro. Cartão-postal da cidade. 
      Terminamos o dia no lago Joaquina Rita Bier, com aquele pôr do sol digno de filme romântico. Agradecemos pelas coisas boas da viagem.

      Gramado e seu clima para romances
      O segundo dia foi dedicado ao Mini-Mundo, que a meu ver é uma atração obrigatória da cidade. Parece frescura, mas o lugar é mágico! Uma cidade-miniatura, que inclusive possui réplicas de prédios históricos do Brasil e do mundo. Não só o mundo minimizado é bonito e bem feito, como o tratamento recebido é digno de aplausos! Uma dica: pegue uma visita guiada com o Sr. Nelson, um verdadeiro P R O F I S S I O N A L que ama o que faz, nos ensinando alguns truques para tirar boas fotos, e divertindo o tour com suas piadas de gaúcho  O valor em AGO/19 era de R$ 42,00, também com direito a desconto.

      os gigantes na estrada em obras

      A riqueza dos detalhes gera fotos maravilindas
      O passeio no mini-mundo é uma atividade que toma uma manhã e um pedaço da tarde se a pessoa quer conhecer cada centímetro do parque, e melhor: o espaço está em constante expansão, ganhando novos personagens e estruturas. Será que um dia teremos um mini teatro amazonas?
      O final da tarde foi basicamente dedicado à compra de lembrancinhas, e a noite foi dedicada a um delicioso Fondue. O fondue, assim como o café colonial, a cuca, e o trudel, são especialidades de gramado que merecem ser experimentadas. Você gasta muito com isso? A resposta é: depende de onde você procura. Para você ter uma noção, a sequência do fondue varia entre os restaurantes, de 35,00 a 150,00. O café colonial, idem. Então uma pesquisa antecipada se faz necessária. Nosso café da manhã estava incluso nas nossas hospedagens, e como ficamos em locais com cozinha compartilhada, boa parte das refeições foram compradas no supermercado e feitas na panela, poupando também um senhor dinheiro. E sem arrependimento.
      Para minha alegria, na madrugada de domingo caiu uma senhora chuva, e com isso veio a cerração, que envolveu a cidade numa neblina maravilhosa para passear nas ruas da cidade e tirar boas fotos. Enfim, era pra isso que fui à Serra.
       


      Aquele clima padrão europeu, adoro!
      A namorada queria passar o dia dormindo nesse frio, enquanto isso eu tratei de conhecer Canela pela parte da manhã, embora a neblina tenha me impedido de ver muita coisa. A Icônica Catedral de Pedra infelizmente (ou felizmente, pois é uma visão igualmente espetacular) estava coberta pela neblina, então ficou difícil de observar seus detalhes.

      Que visão é essa cara!
      Pela parte da tarde, convenci a namorada a sair, e, entre tantas opções de museus, com suas modernidades e atrações, resolvemos conhecer um espaço mais alternativo. Então, conhecemos o segundo castelo da viagem, o Museu Medieval Castelo Saint George. Conhecer a história dessa edificação, e como o Senhor Gilberto Guzenski está dando o sangue para levantar bloco por bloco, e elaborando um trabalho SENSACIONAL na área da Heráldica, além da coleção de armas, entre elas algumas famosas, de fato inspira os corações dos fortes. Além da coleção de armas (algumas forjadas pelo próprio dono), e os souvenirs com temática medieval, você pode consultar as raízes de sua família com base no seu sobrenome. Quer descobrir se tem sangue azul ou de plebeu? Visite o Saint George. A entrada custa R$ 25,00 (AGO/19), com desconto apenas para anciões.

      Uma estrutura linda e imponente, e ainda em construção

       

      Stanlley dos Marinheiros dos Santos, primeiro de seu nome, O Viajante.
      Os último dois dias em Gramado foram dedicados para as atrações mais naturais, como o Lago Negro e o Parque do Caracol. O Lago negro fica perto do centro, embora necessite de um uber básico para chegar lá. Reza a lenda que ele tem esse nome porque em seu entorno foram plantadas árvores nativas da floresta negra. Possui um pedalinho, que achei caro, então não brinquei.

      O Lago negro nos dias ensolarados

      E o Lago Negro em dias de Neblina. Uma visão igualmente bela para quem está de passagem
       
      O parque do Caracol Se encontra afastado da cidade de Canela, Subindo a Serra mais um pouquinho. Existe uma linha de ônibus que vai para lá, mas é bem difícil de passar, tornando necessário o uso de carro próprio ou uber. Existe sinal de internet, então é possível voltar de aplicativo. O ingresso custou R$ 20,00 (com direito a meia entrada), e possui várias trilhas, com alguns espaços para o social. O ponto alto do passeio é a cascata do caracol. 



       
      E com isso concluía minha estadia no grandioso estado gaúcho, tchê!
       
      Agora as infos básicas:
      Gastos: Levei 1.700,00 + um cash guardado, como falei, e acabei usando o valor inteiro, mais um pouquinho da reserva. No final das contas, uns 2.000 reais muito bem gastos. Perdi um pouco por causa de ônibus, utensílios inúteis para camping, e compras pessoais, então diria que é um valor médio bom para duas semanas no estado. Me hospedei em hostels em todos os dias, pude comer durante o dia inteiro, e fiz minha própria refeição em alguns dias. É possível gastar menos? É possível, mas vai do perfil de cada um.
      Transporte: o estado é bem abastecido de estradas, e possui um sistema de ônibus que serve até bem (apesar de ter odiado o atendimento da rodoviária de POA). Alguns destinos são mais acessíveis que outros, mas como falei ao longo do relato, o Blablacar é uma opção muito barata e usada no estado, super recomendo. O uber nas cidades (mesmo em Gramado) é barato, se você estiver com pelo menos uma pessoa para rachar as despesas, se torna uma opção bem em conta. Em POA, tem ônibus, aluguel de patinete e bicicletas como meios de deslocamento.
      Hospedagem: 90% das minhas hospedagens foram reservadas pelo Booking.com, e os preços estavam agradáveis. No centro de POA era possível encontrar diárias de 30 reais ou 50 (por dupla). Mesmo em gramado pude encontrar ótimas opções, mas claro, é necessário reservar com antecedência em caso de viagem em alta temporada, por motivos óbvios.
      Custo das atrações: muitas atrações da capital são ao ar livre, e mesmo nos museus, não havia cobrança de ingresso, com exceção da PUC, e mesmo assim, tem o desconto para estudante. Em Caxias todas as atrações do roteiro "La Città" foram 0800, e a visita ao Castelo Lacave tem um valor justo. Os locais mais caros ficam em Gramado mesmo, e vai muito do que a pessoa procura. 
      Afinal, Gramado é uma cidade cara? - Sim, e não. antes que queira botar na cabeça que quer ostentar na cidade bonita, tenha em mente que é necessário pesquisa e autocontrole. Fazer a própria comida, de vez em quando, ou poupar o Uber quando pode se deslocar a pé pelo centro da cidade, são medidas que ajudam bastante no bolso. E como já disse, tenha sua carteirinha estudantil ou comprovante em mãos, ajuda bastante.
      Lugares para conhecer: cara, eu poderia fazer um relato inteiro só falando dos lugares que não visitei  Cambará, Novo Hamburgo, Farroupilha, Bento Gonçalves, Três Coroas (que descobri só no final da viagem que possui uma estrutura bacana para o rafting), Guaporé-Muçum, Pelotas, Rio Grande, todas estas cidades, e fora outras, possuem sua importância no estado, possuindo atrações, naturais, históricas, etc. Eu não canso de dizer que é um Estado Rico em termos de coisas para fazer.
      Melhor Época: depende do lugar que você quer conhecer. Por exemplo, Torres (praias) é melhor na época mais quente, que compreende o início do ano, enquanto que a Serra Gaúcha é bem visitada no inverno (meio do ano), e Gramado possui alguns períodos especiais (Natal, Páscoa, Festival de Cinema e Inverno). Pesquisar é bom, e se atentar ao clima, no caso de atrações e atividades ao ar livre (como foi no meu caso), faz uma diferença entre fazer uma atividade ou ficar no hotel chateado.
      Moro num estado quente e quero pegar frio, devo levar roupa pro frio no inverno? Cara, Porto Alegre tem tanto comércio de roupas para o frio, luvas, cachecol, gorros e jaquetas a preços populares, penso que nem vale a pena comprar uma roupa cara na sua cidade. Em POA também existe uma loja da Decathlon, onde vc pode comprar uma vestimenta de qualidade.
       
      Então é isso, gurizada! Conheçam essa baita região! 
       
    • Por Juliana Champi
      Sempre começo dizendo pq desta viagem, deste destino, já que o mundo inteiro me interessa! Então vai lá: pq meus planos eram “Islândia” mas não deu ($$ - segundo ano consecutivo mudando o destino por falta de grana, rs). Pq eu li sem querer querendo um relato e depois mais um e depois mais dois, e depois todos, sobre “este destino” (compilei os relatos mais recentes neste tópico).
      Pq eu já queria ir. E agora estava apaixonada. Pq eu andei negligenciando a América do Sul. Pq AMAMOS natureza e paisagens. E estamos cada vez mais curtindo viagens de carro! Então por tudo isso, e pq passagens de avião estão caras demais e pq sim, decidimos partir de Londrina-PR com destino ao Atacama, no Chile, com lenta passagem pela Argentina! E rolou até Bolívia!
      “Noooooossa, mas que loucura, vcs vão de carro??? E ainda vão levar o filho???? Vão fazer o que num deserto??” 🤨
      [email protected], loucura pra mim é pagar 3 mil reais num celular!”🤦‍♀️
      Apesar de ter bons relatos de carro pelo roteiro que me propus fazer, sempre muda alguma coisa, e tb é interessante atualizar valores e trazer informações mais recentes... e escrevo tb como forma de memória minha... o meu “livro de viagens” é aqui, rs! E em tempo, obrigada a todos que compartilharam aqui suas histórias e me fizeram sonhar além e rir muito!
       
      Roteiro
      Londrina > Foz do Iguaçu > Corrientes > San Salvador de Jujuy (e arredores) > San Pedro de Atacama (e arredores incluindo Bolívia, rs) > SSJ > Corrientes > Iguazu > Londrina. Em 17 dias, 6300km! Com esse tempo tem gente que vai mais longe, que vai pra Santiago, Mendoza e afins, mas gosto assim, com calma! E o mundo estará sempre lá pra gente voltar.
       
      Quem foi
      Até convidei um casal de amigos, mas as datas não bateram. Então fomos naquela formação original básica: Guilherme: marido e piloto; Juliana (eu): esposa, navegadora e co-pilota; e João Gui: filho (11 anos), comissário de bordo!
       
      Como
      De Nissan Versa 1.6 manual ano/modelo 2018/2018! Mandei pra revisão na concessionária antes de viajarmos apesar dele estar recém revisado. Como a gente sempre faz o que não deve com ele um monte de parafuso e proteção na parte debaixo do carro tinha quebrado/soltado. Tb me disseram que eu não precisava colocar nenhum fluido em nenhum lugar pra evitar congelamento, que o que estava lá era o correto, e assim fiz, mas verifique esta questão pq com o seu carro pode ser diferente.
      Equipamentos obrigatórios: 2 triângulos e extintor de incêndio. SÓ! (Além de cinto de segurança e estas coisas normais). Não tem cambão, mortalha e o carai... Por favor, leiam este tópico! Daqueles que dão orgulho do mochileiros.com!!
      Seguros obrigatórios: Carta Verde (Argentina) e Soapex (Chile). Mais detalhes abaixo.
       
      Documentos
      Passaportes: é bem mais prático do que levar o RG e a gente já tinha;
      PID: a gente já tinha, mas ninguém pediu;
      Carta verde: seguro argentino no nome do dono do veículo, que tem que estar dentro do carro, foi emitido gratuitamente pelo meu corretor de seguro do carro pq já estava incluído no seguro do meu carro (tem que ser impresso em papel verde, rs). Se vc não é o dono do carro tem que ter uma autorização do dono (seja da locadora ou do parente) pra dirigir o carro fora do Brasil. CARRO FINANCIADO está no seu nome e não precisa de autorização nenhuma;
      Soapex: seguro chileno para estrangeiros, comprado dias antes pelo site da HDI por 10,77 dólares. Na hora de comprar vc vai ter que informar o número do motor do carro, rs. Nem sabia que isso existia. Não é o chassi, é o motor. Procurei na internet onde tava o número do motor do Versa e fica no motor mesmo, kkkk. Foi só bater uma lanterninha lá e anotar!
      Extensão do seguro pela América do Sul (fale com seu corretor): incluso no seguro do meu carro;
      Seguro viagem: tive dificuldade em contratar, até pedi ajuda aqui. Eu nunca compro seguro pq uso o do cartão, mas desta vez como não compramos passagens, o cartão não oferecia. Quando comecei a cotar percebi que seguros “terrestres” quase não existiam, ou quando achava, eram super caros e se aplicavam apenas para viagens de ônibus. Depois de dar uma estudada e até falar com corretores, acabei contratando um aéreo mesmo, afinal, minha preocupação era ter algum problema de saúde em alguma cidade, tipo uma dor de dente ou cólica de rim, sei lá. Nestes casos não faria diferença eu estar de carro ou de avião. Compramos pela Mondial/Alianz por 235,00 para nós 3, para Argentina e Chile, por 17 dias. Estava com um cupom de 50% de desconto;
      Receitas dos meus medicamentos (#diabetica): como assisto muito “Fronteiras Perigosas da América Latina” kkkkk fiquei encanada de alguém cismar com meus medicamentos!
       
      Money
      Trocamos reais por pesos argentinos na fronteira (Foz do Iguaçu) e em Salta, e dólares por pesos chilenos em SPA. No relato aprofundo mais sobre as tarifas. Mas assim, câmbio é uma coisa que flutua tanto que vc tem que pesquisar exatamente na data da sua viagem. Via de regra compensa levar dólar pro Atacama pq lá não tem demanda por real, ao contrário de Santiago, em que a troca direta real x peso pode compensar ou empatar. Na Argentina costuma ser viável trocar direto... mas reparou no “costuma”? Pesquise na data da sua viagem!
       
      Internet
      Baixamos todos os mapas do google off-line e não compramos chip nem no Chile nem na Argentina! Usamos somente a internet dos bares/restaurantes e hospedagens e deu tudo certo! 
       
      Na mala
      Calçado quente, confortável e impermeável, eu de botas vento titã (muito amor), os meninos de Quechua. Roupas em camada, pegamos de -10oC a 30oC. Soro de nariz, protetor labial (bepantol), protetor solar e óculos de sol são itens de SOBREVIVÊNCIA, a umidade relativa é zero e a neve cega.
      Medicamentos: eu já tinha abandonado a ideia de ficar levando remédio a toa, mas preferi levar alguns desta vez. Pra dor, anti-alérgico e Diamox. Falo mais sobre o mal de altitude no durante o relato.
       
      Hospedagens
      Airbnb do começo ao fim! Sou muito fã de Airbnb e mais uma vez tivemos muita sorte! Me sinto em casa, me sinto parte do lugar quando posso cozinhar, ir no mercado e interagir eventualmente! Sei que na maioria dos hostels tb é assim, mas no Airbnb sempre acho mais conforto, privacidade e preços melhores! Tivemos excelentes experiências e preços muito, mas MUITO, acessíveis, vou abordar melhor abaixo.
      As hospedagens escolhidas, bem como preços e qualidade foram as seguintes:
      Foz do Iguaçu (1 noite): Eu já tinha me hospedado duas vezes em Foz do Iguaçu pelo Airbnb, na casa da Adriana. A casa dela se aluga inteira e é enorme, super confortável, linda, show! Legal pra ir com mais gente! (Se alguém quiser indicação me manda MP). Mas desta vez era só uma noite, resolvi pegar uma casa menor, onde mora uma senhora, pertinho da Argentina! Sabe quanto? 68 reais pra nós 3, e com café da manhã! 21 reais por pessoa!  Amo Airbnb! A Léo, nossa anfitriã, foi muito fofa, amamos! Casa simples e confortável, perfeita para uma noite!
      https://www.airbnb.com.br/rooms/29173885?guests=1&adults=1
       
      Corrientes (1 noite): Mais uma experiência de ficar em um quarto na casa de alguém. Na verdade é uma dependência no fundo da casa do Cesar. Desta vez pagamos 93 reais pra nós 3, 31 reais para cada! O César foi super querido com a gente, tivemos uma ótima estadia!
      https://www.airbnb.com.br/rooms/14149168?guests=1&adults=1
       
      San Salvador de Jujuy (5 noites): Eu tinha 200 reais de desconto quando paguei, então no total ficou 321 reais para 5 noites para nós 3, incríveis 20 reais por dia por pessoa, não é bom demais? Lugar super legal, a anfitriã mora nos fundos e dá muitas dicas, não poderia ter escolhido lugar melhor! Quem vai passar um tempo na região costuma hospedar em Salta, mas fiquem de olho, lá é bem mais caro! SSJ, Tilcara e Purmamarca além de serem puro charme tem opções bem mais em conta! AMEI.
      https://www.airbnb.com.br/rooms/26893928?guests=1&adults=1
       
      San Pedro de Atacama (6 noites): Eu tinha 169 reais de desconto quando paguei, então no total ficou 970 reais para 6 noites para nós 3! Cerca de 55 reais por noite por pessoa! Apesar de ter ficado mais caro que a média, todo mundo sabe que em SPA as hospedagens são mais carinhas mesmo, ainda mais na alta temporada! Esta hospedagem consiste num quarto triplo com banheiro privativo e acesso a cozinha coletiva! Tinha mais um quarto semelhante nos fundos. Os anfitriões foram bem prestativos! Eles moram lá em SPA e alugam estes dois quartos nos fundos de uma casa, que me pareceu ser de parentes deles. Esta foi meio parecido com um hostel.
      https://www.airbnb.com.br/rooms/24290251?guests=1&adults=1
       
      SSJ (1 noite): a ideia era hospedar em General Guemes e ficar mais na mão de voltar, ou em Salta... eu tinha uma reserva com cancelamento grátis pelo Booking em Salta, mas resolvemos retornar pra mesma casa onde ficamos na ida pq tinha umas plantas lá que eu queria muda, hahahahauaha! Desta vez pagamos 105 reais pra nós 3, 35 reais por pessoa!
       
      Corrientes (1 noite): eu queria ter pernoitado em Resistencia só pra ser uma cidade diferente, rs, mas faltando 2 meses para a viagem eu solicitei reserva no mesmo lugar que iria me hospedar na ida, só que estava indisponível. Achei um outro lugar do mesmo dono, mas no mesmo endereço... Achei estranho mas solicitei reserva. Me custaria míseros 73 reais para nós 3 por uma noite. Mas sabe quanto eu paguei? ZERO reais, pois tinha crédito de viagem! Esta segunda reserva aparentemente é de um outro cômodo dentro da casa dele, mais barato, mas acabamos ficando na mesma dependência do fundo e deu tudo certo, o cara é um gentleman! Vou deixar o link desta hospedagem abaixo apenas pq parece diferente da que ficamos na ida, mas foi o mesmo lugar, rs.
      https://www.airbnb.com.br/rooms/18043226?guests=1&adults=1
       
      Puerto Iguazu (1 noite): última hospedagem da viagem! Quis ficar em Iguazu pra ser diferente da ida, rs, e pq antes de ir embora queria comprar cereja em conserva (pq todo o resto é caro e pega turista em Iguazu). Pra não ter que atravessar a fronteira de novo, resolvemos ficar do lado argentino mesmo. Quarto em casa compartilhada, MUITO simples e com problemas de higiene. Me custaria 52 reais a pernoite pra nós três, mas não paguei NADA pq tinha crédito de viagem! A anfitriã era gente boa mas não recomendo esta casa... poderia ter comprado a minha cereja e atravessado na mesma noite pro Brasil e dormido de novo na Léo que tava mais esquema!
      https://www.airbnb.com.br/rooms/26877281?guests=1&adults=1
       
      TOTAL: 1557,00 reais, mais ou menos 33 reais por dia por pessoa, já que foram 16 noites! Achei MUITO bom!  Se depois de tudo que vc leu, resolver experimentar o Airbnb, faça cadastro com o meu link que eu e vc ganhamos descontos!
      https://www.airbnb.com.br/c/jcarneiro3?currency=BRL
       
      IMPORTANTE: neste tópico, para quem interessar, há uma discussão bem legal que rolou aqui sobre os malefícios do Airbnb, principalmente para as pessoas que moram em cidades muito turísticas. Muito do que foi colocado neste tópico é BEM importante quando vc tem alguma preocupação com o impacto que causa em qualquer ocasião da sua vida, incluindo viajar. Tente escolher bem seus anfitriões de forma a minimizar os impactos negativos do Airbnb! Casas compartilhadas com o morador, anfitriões que só tem uma casa e idosos são uma boa.
       
      Clima
      Esta é uma viagem que pode ser feita a qualquer tempo, mas o cenário muda muito e há períodos em que certos passeios ficam fechados!
      As duas principais temporadas para nós, brasileiros, são inverno e verão, por conta de férias escolares e tals. E fomos no inverno, a mais ALTA temporada do Atacama! Pq... tem o João, rs! Ele está no sexto ano e ano passado não quis ir conosco pra África do Sul pra não perder aula e provas! Apoiei a responsa dele mas não queria deixa-lo de fora de novo... e já convenci ele que ano que vem a viagem vai ter que ser durante as aulas mesmo, rs.
      Mas qual é a do inverno e a do verão?
      Falando especificamente do Atacama... no verão é MUITO calor durante o dia e pode chover. Em janeiro, e principalmente fevereiro, o inverno altiplânico (chuvas intensas) podem estragar seus planos. Este ano várias rotas foram interrompidas por chuvas intensas e muitos passeios foram cancelados, dava pra ver marcas de alagamento em algumas partes de SPA ainda. Mas sabe quem ama o verão? Os flamingos! É nesta estação que vc corre o risco de vê-los fazendo aquela dancinha de corte sensacional! Só tenham atenção com FEVEREIRO.
      E o inverno?? O céu é maravilhosamente azul, é alta temporada (férias na Europa e América do Norte), não chove nem a pau, mas pra quem não curte, cuidado: a temperatura fica abaixo de zero a noite! Tudo bem pq a noite vc tá debaixo das cobertas quentinho certo? Errado! Tem tour que sai as 5h da manhã, nos Geyseres del Tatio o frio é extremo. Extremo mesmo, -15oC pra menos. O vento faz a sensação térmica te colocar no topo do Everest, rs! E hospedagem de mochileiro em SPA não tem calefação neah... FRIACA! Outros pontos negativos são: os flamingos se mandam pra bandas mais quentinhas e as nevascas podem interromper temporariamente os passeios de altitude e a ascensão aos vulcões (Lascar, Cerro Toco, Licancabur e etc). Mas pra quem, como eu, é apaixonada pelos topo de morro branquinhos e se amarra numa bochecha rosa queimada de vento, o inverno é a sua estação!
      ATENÇÃO para AGOSTO. Eles dizem que fim de julho, agosto e comecinho de setembro é o período da “última invernada”... neva muito e é a mais baixa temporada do Atacama, frio extremo e muitos passeios fechados! Se quiser curtir a primavera, melhor deixar pra segunda quinzena de setembro pra frente!
      Obs. Estas informações me foram contadas por moradores locais. Com certeza há quem tenha ido em fevereiro e agosto e tenha dado sorte, mas se vc puder evitar, fica a dica!
       
      E na véspera...
      Machuquei o pé. Sim, forte! No dia antes de viajar a marmota aqui cutucou uma unha! Fui parar na podóloga e não desejo pra ninguém a dor de cortar nacos de carne e unha sem anestesia, fiz força pra não fazer xixi! Por este motivo acabei levando antibióticos caso infeccionasse, antisséptico para curativo e antibiótico pomada para os primeiros dias! No fim... #spoiler super sarei e não tive maiores problemas, rs!
       
      Finalmente...
      Vou relatar tudinho, com muitas fotos e todos os custos. Por dia, eles serão divididos nas seguintes categorias: combustível, pedágio, alimentação (que inclui mercado, refeições diversas, bebidas), compras (que inclui coisas úteis e inúteis, vulgo "souvenires e regalos", assim como eventuais estacionamentos e uso de sanitários), diversão/entrada (inclui entradas em atrações e eventuais taxas de turismo) e câmbio.
      No fim farei um resumão de custos, e gente... esta viagem divide com a África do Sul a primeira posição de “minha viagem favorita no mundo”... mesmo que nem tudo tenha sido... FLORES.
      Prometo começar o relato em si, no próximo post! 😃
    • Por nicolesuet
      Olá, pessoal! Estou planejando fazer um mochilão pela Europa durante 30 dias em fevereiro de 2020. Devido a faculdade janeiro a fevereiro são os únicos meses disponíveis para fazer a viagem. Além disso, de acordo com as minhas pesquisas o verão europeu é a época mais cara para viajar.
      Estou preocupada com o tempo, pois sei que é muito frio e que costuma chover bastante nessa época, logo não quero colocar lugares no roteiro que não conseguirei aproveitar devido ao tempo. Gostaria de saber de vocês quais destinos vocês acham imperdíveis na época do ano e quais vocês acham furada. Existem alguma atração ou destino em particular que vocês recomendariam?


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