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Juliana Champi

RELATO: 3 SEMANAS FODÁSTICAS PELOS EMIRADOS (Dubai e Abu Dhabi) E JAPÃO (Osaka, Kyoto, Nara e Tokyo)

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Em 07/01/2018 em 16:24, novoCalculoDaRota disse:

Juliana, que viagem memorável! Lugares lindos!!!

Rachei de rir com a epopeia pra tirar o visto e todos os perrengues! ahhahahaha

São partes da história que depois que termina a viagem a gente cai na gargalhada pq vê que tudo deu certo ne? risos

Delicia de viagem! Parabéns!!

Obrigada!!! O visto de fato foi uma epopéia, kkkkkkk!

:D

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Em 13/01/2018 em 10:45, rsmartins disse:

@Juliana Champi Ola Juliana! Estou indo para Dubai em fevereiro e também aluguei carro! Como funciona para estacionar nestes lugars que relatas aqui? Muito bom o teu relato! Parabéns!

 

Oiê! Olha só, a maioria dos lugares tem estacionamento gratuito, acho que só no Madinat Jumeirah nós pagamos. Na rua tb é gratuito e seguro. Em um lugar só, em Bur Dubai, penamos pra achar vaga, rs.

Ótima viagem pra vc!

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30 de novembro (quinta): mercado das especiarias, mercado do ouro e rally no deserto com jantar

Acordamos cedo pra variar, tomamos café em casa mesmo e partimos para Bur Dubai, um bairro mais lado B de Dubai. Bairro tipo comum, sem nada extraordinário, kk.

Neste dia tínhamos programado visitar o Museu de Dubai, mas rodamos mais de meia hora por perto e não conseguimos lugar pra estacionar, desistimos.  Mas dizem que é muito legal, um pena não termos ido! Estacionamos o carro perto do Souk Gold, na rua mesmo, e partimos conhecer os mercados, do ouro e das especiarias.

Olha, o assédio é muito irritante. Próximo às portas e laterais dos mercados era impossível andar, muito muito muito chato o assédio, acabamos passando correndo, sem mal ver o que tinha pra ver. Me lembrou um pouco as imediações do Grand Bazar em Istambul que tb era um porre. FOTO 40 e 41

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                                                                                   FOTO 40 e 41: Mercado do Ouro e das especiarias!

Como não tinha intenção nem dinheiro pra comprar ouro, kkkkk, compramos só umas bobeiras de lembrança... João provou vestes árabes e acabamos comprando tb, pra que né! Mas ele ficou lindo de árabe, kkkkkk. FOTO 42

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                                                                                                                    FOTO 42: João árabe!

Nossa passagem pelos mercados foi rápida pelos motivos acima explicados, e logo partimos pro Deira City Center, um shopping, onde íamos deixar o carro estacionado pra ir pro rally do deserto. Acabamos almoçando por lá num restaurante japonês bem ruinzinho.

Tem trocentas mil agências que oferecem este tour pro deserto, e é tudo igual... eu pesquisei algumas antes e tava achando o preço meio salgado, tipo 260 dirhans (cerca de 250 reais), e eu nem esperava muito deste passeio, achei que seria tudo meio pega turista. Aí vi uma dica em algum blog de comprar este passeio pelo groupon, e gente, que lindo, paguei 60 dirhans por pessoa no groupon emiradense, kk.

Depois de comprado, mandei email pra empresa e agendei o dia e o local onde passariam pra nos pegar. Como neste dia sabia que estaríamos pros lados de Bur Dubai e Deira, combinamos um lugar próximo, em frente a um mercado.

Na véspera do passeio eles mandaram zap informando que o dia 30 era feriado nacional, como se fosse o nosso 7 de setembro. Pra eles é um data mega especial e por isso eles cancelam outras festividades e etc. Coisas do islamismo! Ou seja, o passeio podia ocorrer, mas sem as apresentações de dança que ocorrem normalmente durante o jantar. Me perguntaram se eu queria reagendar por causa disso, mas eu não tinha mais tempo e nem achei que a ausência dessas apresentações ia melar o pagode, kk.

Conforme combinado, passaram com algum atraso buscar a gente e mais um casal que tava esperando no lugar indicado. Pegaram a gente com um micro ônibus. Depois rodamos mais um monte de lugares pegar mais gente, o ônibus encheu. Ficamos umas duas horas nessa catação de gente. Depois de pegar todo mundo partimos em direção ao deserto, que na verdade tá em toda parte. Uns 50 minutos depois paramos na beira da estrada e os 4x4 começaram a pegar a galera. Além do motorista, no nosso carro fomos nós 4 e mais 3 americanas. FOTO 43 e 44

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                                                                        FOTO 43: João no que ele chamou de primeira classe do busão.

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                                                                                           FOTO 44: carros 4x4 para o Rally

O rally é bem divertido, gritamos um monte, kkkkkkkk, mas dura pouco, cerca de 30 minutos ou menos. Não sei se mais é aconselhável pro estômago tb, rsrsss...

O motorista do rally deixa a gente no tal do acampamento, que nada mais é que uma enorme tenda montada no meio do nada com algumas atrações próximas, como passeio de camelo, aluguel de quadriciclo, além das tattoo de hena, narguilé e barraquinhas de souvenirs, mas bem fraquinhas. FOTO 45

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                                                                                       FOTO 45: Entrada do acampamento

A gente ficou andando pelas dunas, o por do sol é lindo! Andamos de camelo (3 minutos, uma micro voltinha) e claro que o João quis andar de quadriciclo, acho que foi 50 dirhans meia hora. FOTO 46 e 47

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                                                                                                          FOTO 46: rolê de quadriciclo

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                                                                                                    FOTO 47: Pôr do sol lindo!

Uma coisa engraçada é que a fila pra andar de camelo tava maior grande... e tinha um cara lá organizando, auxiliando as pessoas a subirem e tals. Aí do nada, sem falar nada, o cara sai, pega um tapetinho, ajoelha no chão e começa a rezar... ele ficou uns 20 minutos rezando e todo mundo esperando ele acabar, rs. FOTO 48 e 49

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                                                                                                    FOTO 48: rolê de camelo!

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                                                                                                     FOTO 49: o sol indo embora!

Depois destas atrações rola o jantar, que é uma comida bem normal, tipo churrasco, com maionese, saladas, farofa e estas coisas. Refri e água tb estão disponíveis. As mesas são aquelas típicas árabes, vc senta em almofadas no chão. Se vc pagar 100 reais por pessoa vc pode sentar em mesas comuns e um garçom te serve, mas gente, pra que! Sentamos no chão mesmo e pegamos nossa própria comida.

Lá pelas nove da noite começam a organizar a volta da galera. Fomos de 4x4 até a beira da estrada e esperamos o ônibus encher de novo, o que ocorreu rápido, glória!

Eles nos deixaram de volta onde tinham nos pegado, e acabamos deixando o carro na rua pq não sabíamos se o shopping ia estar aberto quando voltássemos, vai que atrasa! Pegamos o carro e fomos pra casa, de pança cheiassa, não foi nem um pouco difícil dormir, kk.

Achei que paguei um preço justo pro passeio. Não é uma porcaria mas tá longe de ser sensacional. Se tivesse pago o valor normal, 250 pila, ia ficar brava... não vale!

1 de dezembro (sexta): At The Top, praia, mais um pouquinho de Madinat e partida pro Japão

Acordamos 4:30! Sim! Explico! O Burj Khalifa, o prédio mais alto do mundo, tem opção de subir até o 124º andar e 148º andar. Claro que mais alto é mais caro. Eu já tinha lido que é sensacional ver o pôr do sol lá de cima, mas a entrada na hora do pôr do sol chega a 300 dirhans ou mais, carésimo. Aí vi que tinha uma promoção de nascer do sol, que na boa, é a mesma coisa do pôr do sol, kkkkk... por 125 dirhans com café da manhã! Compramos!

No próprio site: http://www.burjkhalifa.ae/en

Nosso horário de entrada era 5:30 da manhã, e lá fomos nós rumo ao Dubai Mall, o shopping que dá acesso ao Burj Khalifa. No próprio voucher tem instruções de onde estacionar dentro do shopping, mas nos perdemos um pouco e os próprios funcionários do shopping não sabiam dar explicações. Depois de ficarmos perdidos naquela imensidão, achamos mais gente e por fim achamos o acesso ao Burj Khalifa. 

A vista é SENSACIONAL. Apesar de caro, achei que valeu a pena. Vimos tudo no escuro, vimos clarear e vimos com luz, no escuro foi bem mais legal! Lá em cima tem lojas de lembrancinhas, compramos umas bobeiras. Ficamos umas duas horas ou mais. FOTO 50, 51 e 52

                                              50.JPG.82bdd994b449ffeadddcbff28b6b4796.JPG

                                                                                   51.jpg.df79449103f015ee24e59ef0b8fdd582.jpg

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                                                                                          FOTO 50, 51 e 52: vistas do alto do Burj al Khalifa

O dia de hoje era pra curtir a praia e reencontrar a amiga, mas ainda tava cedo pra praia e a gente tava com sono. Voltamos pra casa, dormimos mais um pouco, e lá pelas 10h fomos pra praia! Que que é esse mar azul... coisa mais linda! FOTO 53

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                                                                                FOTO 53: que mar é esse??

Eu tinha combinado com minha amiga Gi de encontrá-la numa praia chamada Kite Beach... mas eu estava no lugar errado. Depois do banho de mar fomos encontrar ela... não dá pra ver o Burj al Arab desta praia, mas recomendo. Muito legal, cheia de gente, estandes esportivos, feirinha, barracas, bem movimentada, passamos a tarde lá! FOTO 54 e 55

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                                                                                  FOTO 54 e 55: João se aventurando em Kite Beach

Últimas compras na feirinha... hora de despedir da amiga e ir pra casa arrumar malas... partiríamos pro Japão às 3 da manhã!

Malas prontas, seguimos pro Madinah Jumeirah de novo... eu adorei este lugar! Passeamos mais um pouco, comemos e lá pelas 22h fomos pro aeroporto. Devolvemos o carro às 23h, devolvemos o pocket wifi no local indicado e fomos conhecer o imenso aeroporto de Dubai pq na chegada nem tivemos tempo. Pontualmente às 3:05 da manhã partimos para Osaka! Adeus Emirados! FOTO 56 e 57

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                                                                                         FOTO 56: Entrada do Madinah Jumeirah a noite!

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                                                                                FOTO 57: Despedida do Burj al Arab visto do Madinat!

RESUMO DUBAI

Não é o destino mais barato do mundo mas pode ser bem acessível com algum esforço. Eu adorei tudo que vi. É lindo, superlativo, sensacional. Achei que o tempo que fiquei foi ideal. Se tivesse ficado mais ia curtir mais as praias e parques aquáticos que tem por lá. Mas mesmo que vc tenha menos tempo disponível vale a pena!

Eu tinha trocado todos os 1500 dólares que tinha levado por dirhans, mas acabou sobrando cerca de 700 dirhans, que eu troquei por ienes pra reforçar o orçamento do Japão. Portanto, a média de gastos foi uns 200 dólares por dia para 3 pessoas pagando tudo, exceto hospedagem. Mas comprei bastante tranqueira, comemos tudo que tivemos vontade e até patinei no gelo... kkkk... dá pra se virar com bem menos.

Todo mundo fala inglês, e um inglês bem compreensível, exceto os trabalhadores da construção civil, indianos, estes não falam nada. Sei disso pq fomos parar acidentalmente dentro de uma obra numa errada de rota, kkkk, e ninguém explicava pra gente como sair.

Não interagi com muitos locais, até pq não tem muitos locais, em Dubai a maioria da população é estrangeira. Paquistaneses, indianos e filipinos são a maioria. E tem muita gente lá vivendo em condição miserável, trabalhando em situação análoga à escravidão. Esta é uma Dubai que a gente só vê se prestar atenção... eu assisti um documentário terrível que mostra esta triste realidade:

Apesar de ter adorado muito minha passagem pelo país, é bom saber que nem tudo são flores!

O custo de vida no país é alto, aluguéis são caríssimos, mas muitas outras coisas são baratas e os salários são bons na maioria das vezes. Minha amiga comprou um carrão lá que aqui custa mais de 100 mil reais... ela pagou o equivalente a 60 mil!

Não tivemos nenhum problema com relação a religião, mas bizarrices podem acontecer. Se uma muçulmana invocar com seu shorts curto ela pode pedir que um policial te obrigue a se cobrir... e se vc recusar vc é presa! A ausência de álcool tb é foda, eu adoro vinho!

Quase não existe moto por lá e não vi bicicletas! Chamou a atenção!

E por fim o clima... é desértico e não se recomenda ir no verão. As temperaturas beiram os 50 graus e não dá pra ficar na rua. Adorei o tempo que pegamos. A noite era sempre fresco, uma delícia!

Recomendo os EAU? Com certeza! É muito diferente da nossa cultura, da nossa realidade, curti demais!

Logo continuo com o tão sonhado Japão!

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JAPÃO - OSAKA

2 de dezembro (sexta-feira): chegada, Dotonbori!

Olha... eu já tinha viajado para países com diferenças consideráveis de fuso horário, mas esta foi a primeira vez que sofri litros por conta do tal do jetlag. Nos EAU eu já morria de sono pela manhã e tinha dificuldade de pegar no sono cedo a noite... e em Osaka a coisa só piorou.

O voo de Dubai pra Osaka foi pouco mais de 8h... sussa até. Eu tomei kilos de vinho... primeiro pq tava na abstinência, segundo pq queria dormir. Mas não adiantou! Fiquei o tempo todo acordada em um terrível voo diurno onde todo mundo dormiu e ainda cheguei em Osaka de ressaca!

Chegamos a noite, pegamos um trem desde o aeroporto, um friiiiiioooo de rachar! Eu passei mal de sono, as pessoas do trem me olhavam estranho! Já instalados em casa (airbnb com selfie check in), resolvi encarar a realidade: foda-se o cansaço extremo, eu to do outro lado do mundo!

Largamos as malas em casa e sim, saímos reconhecer a vizinhança, que era nada mais nada menos que... DOTONBORI! Aí me apaixonei por Osaka! FOTOS 58, 59,60, 61.

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FOTO 58: Dotonbori, seuLindo!

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FOTO 59: Luzes de Dotonbori e seu canal.

 

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FOTO 60: Luzes de Natal, lindo!

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FOTO 61: O famoso homem correndo Glico!

Luzes de natal, luzes da cidade, gente pra toda parte, frio, cheiro de comida, enfim. Paramos pra jantar num restaurante qualquer, quentinho, comemos bem e tomamos bebidas esquisitas. A gente achou que era cerveja na hora de pedir mas quando chegou era doce e tinha cor de groselha, kkkkk... primeira de 1000 surpresas com comidas e bebidas, rs

Exaustos mas radiantes fomos pra casa dormir! Nosso apto em Osaka, citado no começo do relato, foi bem legal, mas o anfitrião demorava pra responder e tivemos problemas em descobrir como funcionava o aquecedor, rs, mas deu tudo certo, super recomendo o local.

3 de dezembro (sábado): Aquário, Roda Gigante, Osaka Castle, Umeda Sky e muito mais!

Acordamos cedinho e não me lembro mais se tomamos café em casa ou na rua, mas já tínhamos descoberto a maravilha que é a Seven Eleven, Family Mart, Lawson e cia! Explico: estes são mercadinhos que tem tudo que que um viajante precisa, produtos de higiene, tudo quanto é tipo de snack e o melhor: comida pronta. Vc compra e leva pra casa sua marmitinha prontinha ou pede pra eles esquentarem e come ali mesmo. Algumas lojas tem um espaço pra comer, em outras vc come em pé na rua mesmo. Usamos muuuuuuito estas lojas, a variedade pra café da manhã era muito grande e muito delícia, especialmente na Seven Eleven (como vou viver sem minha rosca de creme e sem meu lanchinho de milho?)... tb tinha muitas bebidas (a gente sempre passava a noite pra levar um vinho pra casa) e muitos doces daqueles esquisitos que só se encontra no Japão.

Enfim, seguimos de metro para a região chamada Osakako, que tinha duas atrações que queríamos, o Osaka Aquarium e uma imensa roda gigante!

Eu estava meio preguiçosa de ficar anotando valores, na cidade de Osaka não anotei nada, depois voltei a registrar, rs, então não lembro dos valores... mas não foi baratinho não. Mas tanto a Roda Gigante, com a vista inteira da cidade, quanto o Aquário, foram muito legais. Eu achei o aquário de Osaka mais legal que o de Lisboa por exemplo, que já é bem massa.

Nós começamos o dia pela Roda Gigante, andamos pela região onde tinha uma “Legoland” mas não nos pareceu muito legal. Detalhe que na fila da roda gigante um rapaz nos alertou sobre a mochila do Gui que estava aberta... foi um dos poucos brazukas que encontramos... ele disse “estamos no Japão, mas nunca se sabe né” kkkkkkk... Depois da roda gigante já era hora do almoço e comemos num Family Mart ali perto, na frente da roda gigante na verdade. E seguimos pro aquário, que é muito perto. FOTOS 62, 63, 64

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FOTOS 62 e 63: A Roda Gigante!

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FOTO 64: Lá de cima, meus meninos!

Curtimos muito o aquário. FOTOS 65, 66, 67. Andamos lentamente por ele, estava bem cheio... e João, quase na saída do Aquário, dá um berro de “PERDI MEU CELULAR” e começa a chorar histericamente. Ele estava com uma calça de moletom de bolso largo, já o tinha alertado que o celular poderia cair do bolso... e dito e feito! Acalmei ele, João e Lio ficaram onde estávamos e eu e Gui voltamos um bom pedaço do aquário tentando achar o bendito telefone, mas sem sucesso. Tínhamos nos separado. Achei uma funcionária do Aquário que me ouviu, fez umas ligações, e me informou de que eu teria que verificar no achados e perdidos quando saísse do aquário. Voltei pro lugar onde estavam Lio e João, logo Gui chegou e fomos terminar a visita, mas um pouco chateados com a provável perda do cel do filho.

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FOTO 65: Entrada do Osaka Aquarium.

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FOTO 66: O tunel de água!

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FOTO 67: Natal até embaixo d'água!

Na saída do aquário tinha uma lojinha de souvenirs cheia de coisas fofas... queria tudo, rs. Nos dirigimos ao “Lost and Found”, informei que meu filho tinha perdido o celular dele e o rapaz me perguntou como era. Disse que estava sem capa de proteção, era preto, masca LG. Ele enfiou a mão embaixo do balcão e me entregou o telefone, rs. Ai Japão seu Lindo! Preenchi um formulário com algumas informações e pronto, sorriso de volta na cara do filho.

Perto do Aquário tinha um outro negócio pra visitar que eu não entendi bem o que era até passar por perto. Era um lugarzinho fechado cheio de bichos selvagens interagindo com humanos... tipo lhama, capivara, cangurú, tartaruga... gente, que dó. FOTOS 68 e 69

                                          68.JPG.e61332fdf4a27352ce966ccce54d54fc.JPG

FOTO 68: Lugar bizarro pra interagir com bichos. Pet ainda vai, mas Lhama?? Cangurú?? Que isso!

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FOTO 69: Morrendo de dó dos bichinhos!

Já estávamos no meio da tarde e a noite já estava vindo, começava a escurecer por volta das 16h30 e 17h já estava anoitecendo, 17h30 tudo escuro. Era engraçado pq aí a gente ficava um monte na rua a noite e pensava, nossa, já deve ser meia noite... e ainda era 21h, kkkkkk!!!

Seguimos para o Osaka Castle... gente, que coisa linda! Não visitamos por dentro pq as visitas internas já tinham fechado, mas a vizinhança já fazia valer a pena, outono coisa linda! FOTOS 70, 71, 72

                                        70.JPG.8edc968e64f913f1c6688e978dad235b.JPG

FOTO 70: O colorido do outono em Osaka Castle.

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FOTO 71: O imponente Osaka Castle.

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FOTO 72: Nas imediações do Osaka Castle essa bike repousa tranquilamente sem trava nenhuma, hahahahaha, ai Japão!

E de lá seguimos para o Umeda Sky Building, a última atração do dia. Este prédio fica numa região super movimentada, cheia de opções pra comer, próximo ao Yodo River, muito legal. Foi meio confuso achar como dava pra subir no topo mas nos viramos. A vista é de tirar o fôlego e o chão lá em cima é todo brilhante, o prédio em si é muito doido, vale a pena. FOTOS 73, 74, 75. Muito lindo!!!! Comemos bobeiras na rua e fomos pra casa, a expectativa pro dia seguinte era grande!

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FOTO 73: Vista do Umeda Sky Building

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FOTO 74: Vista do Umeda Sky Building

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FOTO 75: Vista do Umeda Sky Building, olha a roda gigante lá no fundo!

4 de dezembro (domingo): Universal Studios Japan

A criança que habita meu ser estava em êxtase, tinha chegado o dia do USJ. Gente, me julguem, mas eu curto muito parque de diversões e sou MUITO fã de Harry Potter. Não conheço e nem tenho planos breves pros EUA, então conhecer o mundo mágico aqui era minha grande chance.

O esquema pra ir de trem/metro pro USJ é um pouco diferente, mas nada que não se consiga pesquisar e ir. Só é um pouco mais demorado que um metro comum, no fim do post falo mais sobre transporte!

A entrada do Parque foi bem cara, algo em torno de 250 reais cada adulto, e tudo lá dentro foi MUITO caro, mas já li que nos EUA é assim tb. Pra vcs terem ideia, um chaveiro do Harry Potter custava cerca de 50 reais. O cachecol que eu tanto queria, 150 reais (não comprei) e as vestes... 600 reais. FOTO 76

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FOTO 76: Entrada do USJ.

Passamos a manhã toda na parte do Harry Potter, no beco diagonal pros que gostam, rs, e em Hogsmeade, pegamos uma longa fila pra entrar no castelo, pq de longe esta era a atração mais concorrida. Mas fizemos errado, a tarde a fila do castelo tava de 10 minutos, pegamos 1h30 de manhã.

Gentes, não vou aqui ficar pirando pq sei que nem todo mundo se interessa por HP, mas eu ameeeeiiiiii infinito, me senti em Hogwarts. A montanha russa do HP é bem legal e a atração dentro do castelo, com realidade virtual, é insana! FOTOS 77, 78, 79, 80, 81

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FOTO 77: Hogsmeade! <3

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FOTO 78: O carro do sr. Weasley!

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FOTOS 79: Cerveja quente amanteigada (não tem álcool)

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FOTO 80: Suco de abóbora!

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FOTO 81: Hogwarts!

Depois do HP almoçamos hambúrguer no restaurante “SHARK”, que foi a opção mais barata. Visitamos o Parque Peanuts, fofíssimo, bem de criança pequena, Wonderland, bem de piticos tb, Jurassic Park, com as melhores atrações!!!!! A maior montanha russa e uma outra atração de barco muito massa, me senti no filme, mas molha um pouco, rs. FOTO 82

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FOTO 82: Jurassic Park!

E finalizamos com Hollywood Dreams, que tem duas atrações, duas montanhas russas na verdade, e uma é de costas, Back Drop... fomos duas vezes, delícia! Não fui no mundo minion pq não sou fã. O parque nem tava fechando mas decidimos ir embora pq a garoa do fim da tarde tava virando chuva, eu tinha esquecido as capas de chuva e não ia pagar 80 reais numa do snoopy, rs. Comprei um guarda-chuva dos minions por uns 60 reais que dei de presente depois! Mas minha única blusa de frio estava ficando molhada, rs. FOTO 83

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FOTO 83: muitas luzes na despedida do USJ

Caro pra caramba este dia, mas inesquecível pra mim. Passamos no mercadinho e corremos pra casa! Dia seguinte era dia de trocar de cidade!

RESUMOS OSAKA

Que cidade FODA! Adorei muito! Não sei se é pq foi a primeira do Japão, mas que coisa linda! As japas todas elegantes, sempre maquiadas (elas são muito vaidosas), de salto e saia andando de bicicleta! O que os EAU não tem de bicicleta sobra no Japão, tem bike pra todo lado! Os banheiros são um show a parte... privadas de todos os tipos pra todos os gostos, esquenta o assento, faz barulho de água, jatinhos de água de várias formas, enfim, kkkkkkkk!!!!! Tb tinha make room em quase todos, pras japas retocarem a maquiagem, elas levam isso muito a sério.

O transporte é mega eficiente e organizado, andamos só de metrô/trem. Como não tínhamos o Japan Rail Pass tínhamos que comprar os tickets nas maquininhas. Li em algum blog que seria impossível entender... balela. É bem intuitivo e com pouco tempo a gente pega as manhas. E pode perguntar pros japas que eles sempre irão te ajudar se precisar! Mas assim, eles não falam inglês mesmo... é aquele bom e velho japanenglish e mímica, rs!

A comida estava me surpreendendo, eu tinha medo de passar fome pq não gosto de sushi, sashimi, comida doce, doce de feijão, doce de arroz e estas coisas, rs, mas a base da alimentação japonesa é o Ramen, que aqui chamamos de Lamen, rs. De tudo quanto é jeito, com muitos sabores, uma delícia. Os doces não tradicionais, ou sejam, doces comuns, tb são muito bons pq tem o paladar suave, não é aquele exagero de açúcar!

Osaka é aquela cidade dos sonhos. Tudo impecável, organizado, muita segurança, ninguém faz nada errado, tudo funciona! Se eu tivesse que morar no Japão, seria em Osaka. Achei que fiquei pouco, teria que ter um dia a mais pelo menos pra curtir com mais calma!

Gastamos em média 15.000 ienes por dia, o que dá mais ou menos 500 reais, pros três.

No próximo post: Kyoto! :)

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KYOTO

5 de dezembro (segunda-feira): Ida Para Kyoto, templo Kinkaku-ji, Kyoto Station

Acordamos cedinho em Osaka e nos preparamos pra sair. Eu tinha decidido que precisava muito passar numa Uniqlo para comprar uma blusa decente. O Lio também precisava. Pausa para a Uniqlo: loja mais massa ever! Geralmente de vários andares, tinha roupa de tudo que é jeito e preço, mas os preços geralmente são bons. Eles vendem roupa com tecnologia pra frio, pq essas nossas aqui do Brasil não servem pra nada. Gui e João estavam de boas quentinhos com as blusas que eles tinham comprado na zoropa.

Logo quando cheguei já reparei que as japas usavam bem menos roupa e estavam de boa, enquanto eu parecia um boneco Michelin e morria de frio... tem o fato deles estarem mais acostumados, claro, mas as roupas térmicas da Uniqlo era o segredo... são MUITO boas e metade do preço das da Decatlon. Paguei em média 30 reais em peças térmicas underwear e cerca de 300 pila num casaco ultra quente. Fora um monte de outras coisas que acabamos comprando em Tokyo, mas isso vem depois.

Nosso trem era logo depois do almoço e estava com receio pq as lojas em Osaka, a maioria, só abria às 11h da manhã (mas elas fecham bem tarde, as 22, 23h). Mas deu tudo certo, compramos blusas e seguimos pegar nosso trem pra Kyoto. Eu comprei a passagem antecipada em alguma estação, não me lembro de mais detalhes mas lembro que não era caro, coisa de 700 ienes acho... e a viagem foi rapidinha, cerca de 1h.

Chegamos em Kyoto no começo da tarde, na gigantesca e moderna Kyoto City Station, vulgo Kyoto Sta. Iríamos explorá-la em outra oportunidade, agora o foco era chegar em casa! Ao contrário de outras cidades do Japão, o principal meio de transporte em Kyoto são ônibus, e não metrô. O preço da passagem era 230 ienes e tem que pagar com a quantia exata, jogando as moedas numa maquininha. Dentro de cada ônibus tb tem uma outra máquina que troca moedas de valor maior e até nota de 1000 ienes em moedas que servem pra pagar o busão, mas se tiver somente notas maiores tem que trocar antes de entrar. Outra mão na roda pra batedores de perna é que tem um cartão que vale pro dia todo que custa 500 ienes, ou seja, se vc vai pegar 3 busões no dia ele já vale a pena... compramos quase todos os dias, era muito prático. Podia comprar nos próprios ônibus ou na estação central (Kyoto Sta). Depois de compramos o nosso cartão, achamos nosso busão e em cerca de 20 min estávamos em casa. Foi tranquilo achar, estava com mapa off-line e já tinha marcado o endereço.

A hospedagem de Kyoto foi a mais diferentinha... Era uma casa de três andares estranha... no piso térreo tinha uns quartos, mas não vi direito pq era num corredor que não cheguei a ir. No primeiro andar tinha a casa da anfitriã e no segundo o nosso quarto, bem espaçoso. Banheiro e cozinha eram no corredor, mas só a gente usava pq só tinha a gente mesmo neste andar. A cozinha era coletiva mas não vi ninguém usando e tb não usei. A casa era aconchegante de maneira geral, só não tinha lugar pra pendurar roupa que eu já tava precisando lavar... conto mais disso depois. A anfitriã de Kyoto foi a que mais interagiu com a gente, deu saquinhos de carvão ativado pra experimentarmos (carrega-se nos bolsos, aquecem com atrito e evitam o congelamento dos dedos), dicas, mas não fez café da manhã que estava anunciado no airbnb, segundo ela estava muito frio pra acordar cedo, kkkk. E tava mesmo, rs.

Como escurecia muito cedo ela nos sugeriu ir no templo Kinkaku-Ji, que era perto de onde estávamos e pra lá fomos. Templo SENSACIONAL, com as cores do outono e do fim da tarde ficou surreal de bonito. (FOTO 84)

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FOTO 84: Contemplação do Templo do Ouro, Kinkaku-Ji

De lá seguimos de volta, de busão, pra Kyoto Sta pra passear e jantar. A estação é de fato gigante, muito bonita, bem movimentada, e estava com as luzes do Natal, fantástico! As fotos não traduzem. FOTOS 85-87.

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FOTO 85: Decoração de Natal em Kyoto Sta.

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FOTO 86 e 87: Luzes coloridas nas escadarias de Kyoto Sta, é lindo, as fotos não traduzem!

Do ladinho da estação tb tem a Kyoto Tower, bem bonita. Embaixo tem lojas e restaurantes e lá em cima tb tem um restaurante, deve ser lindo, mas o preço não era pra nós, kkk. FOTO 88.

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FOTO 88: Kyoto Tower.

Ficamos bastante tempo na Kyoto Sta. Tem loja de tudo que é jeito, visitamos uma Isetan por exemplo que tem 11 andares, kkkk, mas tudo de marcas caras que não é a minha. Acabamos jantando em lugar chamado Suvaco, kkkkk, comemos massas deliciosas a preços justos. De pança cheia, voltamos pra casa pra dormir e planejar o dia seguinte!

 

6 de dezembro (terça-feira): Arashyama, Monkey Park, Bamboo Forest, templos, Fire Ramen

Amanheceu zero grau, oooo delícia... e acordamos meio atrasados! Seguimos pra Kyoto Sta pra, de lá, pegar um trem da JR com destino ao distrito de Arashyama, onde fica a floresta de bambú e o Monkey Park, além de vários templos (Tenryu-Ji por exemplo). Não lembro do preço do JR, mas não era caro.

Começamos o passeio pelo Monkey Park, e conforme subíamos a montanha íamos tirando as blusas, kkkkkk... a paisagem é linda e as pausas pra foto eram estratégicas pra recuperar o fôlego. FOTOS 89-90

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FOTOS 89 e 90: a árdua subida do morro e as paisagens que fazem tudo valer a pena!

Vimos macacos em todo o percurso, mas em cima do morro onde tem um local apropriado e seguro pra alimentá-los é onde eles se aglomeram. FOTOS 91-92

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FOTO 91: Macacos fofos do Monkey Park!

 

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FOTO 92: alimentação adequada e segura, interação que vale a pena!

Amamos o Monkey Park! Depois de descer já paramos pra comer em algum lugar que não me lembro mais e seguimos para aguardada floresta de bambú! Longe de ser chato ou feio, mas eu super estimei. Os bambús não são tão adensados como eu imaginada e o mar de gente atrapalha bastante a contemplação, rs. Mas não deixe de ir! FOTOS 93-95.

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FOTO 93: Bamboo Forest!

 

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FOTO 94: A muvuca da Bamboo Forest!

 

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FOTO 95: Cores lindas da natureza!

Depois de bastante tempo caminhando pela floresta e visitando templos, comendo esquisitices e rindo muito disso, resolvemos voltar. Chegando na Kyoto Sta compramos os bilhetes do Expresso Nozomi (shinkansen) para Tokyo (uma fortuna!!! 400 reais cada passagem) e fomos visitar mais uma Uniqlo gigante e uma Yodoiabashi próximo da estação.

A Yodoiabashi tinha trocentos andares, cada um com um tema... vende de absolutamente TUDO. Uma perdição, kk. Devemos ter comprado coisas mas não lembro mais.

Fomos pra casa tomar banho e seguir pra atração da noite: o FIRE RAMEN! Tínhamos visto este restaurante no Mundo Segundo os Brasileiros que passa ou passava na Band e ficamos afim de ir. MUITOOO BOOM, recomendo muito.

Tinha fila quando chegamos mas a rotatividade é alta. É um restaurante que vc vai, come e sai, não tem como ficar conversando e bebendo. Então esperamos uns 15 minutos no máximo. Entrando lá tira-se os kilos de blusa e veste-se aventais de papel. Fica todo mundo sentado num balcão, cabem umas 15 pessoas só. É tudo muito engordurado mas faz parte! Pedimos as bebidas e eles explicam as regras em cartazes (tem em português, eles perguntam o país, tem em tudo quanto é língua, kk) e começam o preparo. Penduram os celulares em locais apropriados para a filmagem e tudo, kkkk... colocam os balls de macarrão na sua frente e tocam FOGO hahahauaha, muito divertido! Sem contar que é delicioso! E muito quente, rs. Adoramos. FOTOS 96-98.

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FOTO 96: Aguardando lá fora!

 

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FOTO 97: esperando o rango!

 

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FOTO 98: hora de comer!

Voltamos pra casa nos arrastamos pq o prato é enorme e dormimos bem rápido, rs.

Próximo post: continua Kyoto! :)

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7 de dezembro (quarta-feira): Nara e Gion

Acordou um frio do cão! FOTO 99.

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Dia de Nara, que alegria. Deu um certo trabalho chegar até lá. Fizemos duas baldeações (Mototanaka > Tambabashi > Nara Park) mas deu tudo certo. FOTO 100. No caminho, avistamos um senhorzinho com um andador mega motorizado, hahahahauaa, que comédia FOTO 101, e em uma das estações decidimos dar um de rycos e tomar café numa padaria que pareceu ser bem chique. FOTO 102. Era. Gastamos cerca de 50 pila cada no café da manhã, mas para comer os melhores doces ocidentais produzidos no oriente. Leves, sem ser enjoativos, meo, que foda de bom. Depois seguimos caminho com sono e jetlag. FOTO 103

100.jpg.fcc8233b95f139eabe058b2e5d75398b.jpg101.jpg.3bf5919975fcbf083035f8cae5818181.jpg102.jpg.06be88dbbe96a93be5f6d90ab3a47024.jpg103.jpg.1a8ee4d82dedc75d66ae348fab3a191e.jpg

Nara é uma fofura de cidade e os veados estão mesmo em toda parte e até as tampas de pv são lindas, aliás, por todo Japão. Você mal desce do trem e bichinos já estão lá. Dóceis, queridos, parecem cachorros. Por toda parte vendem biscoitos para alimentá-los, e com eles na mão, se prepare para a perseguição. Kkkk, vários correram atrás da gente e muitos nos deram dordidinhas na bunda, se marcar com as mãos pode doer, mantenha as mãos altas. FOTOS 104, 105 e 106.

As fotos falam por si.

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105.jpg.c55c9d0ca3dd2a237b171d7aaa5f42fc.jpg

 

106.jpg.d1e51f81dd7843adeb63c2cbed2535b2.jpg

O templo de Nara, Todai-Ji (museu e hall) foi dos mais fodas que visitamos no Japão. MUITO legal. É lá que tem o famoso nariz do Daibutso (Buda). Se vc passa pela narina dele (um buraco bem pequeno numa tora de madeira) vc vai atingir a iluminação... e se não passa, NÃO. Kkkkk, só o João chassi de grilo passou... aquilo foi feito pra japonês desnutrido. Eu, Gui e Lio entalamos. Sem chance de iluminação. FOTOS 107-111.

107.JPG.d76293d1b7c9177814e31d14712d807c.JPG

 

108.JPG.2d8b5fc724c3dd88e83c09332f118e61.JPG

 

109.jpg.62a115f946eabc54cdc672b3c6c65991.jpg110.jpg.eec7809bd4b8b7fd140d4edd2a484fdc.jpg111.jpg.f68c14087ca004d97134fb84814f61c6.jpg

Em Nara comemos uma comida relativamente boa, porém cara, cerca de 5000 ienes, 150 pila. Mas tomamos, pelas ruas do Parque, o melhor sorvete de melão, isso mesmo, prove, do MUNDO, kk

Voltamos com planos de visitar Gion, o bairro das gueixas. Estava meio chuviscando e a noite as fotos não colaboram, mas o bairro nos pareceu lindíssimo e planejamos voltar de dia, o que não rolou. Por favor, vão a Gion durante o dia.

Passamos num Fresco (mercadinho a la Family Mart) e compramos nossa janta e nosso vinho pra descansar em casa, dia MASSA! FOTOS 112-113

 112.jpg.cf9eb4c8470f903fcbc011d46c71447b.jpg

 

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8 de dezembro (quinta-feira): Fushimi-Inari e Kyiomizu-dera

Nosso dia foi dedicado a estes dois templos. O primeiro é aquele dos intermináveis toris. Super cênico, lindo, mas super função chegar. Porém se chega. O segundo, um dos mais populares de Kyoto, no alto de uma ladeira de comércio insano pelas ruas da cidade onde se vende de comida esquisita a o resto todo. Encerramos antes do previsto pq uma chuvinha chata nos pegou no Kiyomizu-dera, e perto de casa que estávamos, fomos descansar.

O Fushimi-Inari é tudo o que falam! Lindo. No começo da caminhada montanha acima turistas se apinham por uma foto, mas a medida que se sobe tudo fica mais calmo e mais solitário. A subida completa leva em torno de 2h. Eu quase cheguei lá mas parei por conta de uma hipoglicemia (diabética mode on), esperei Lio e Gui completarem o caminho num dos pit stops, o que ocorreu poucos minutos depois.

Voltamos para “Kyoto em si”, pq este templo é bem mais longe e fomos de novo tentar Gion e Kiyomizu-dera que estavam perto. Gion não rolou de novo e Kiyomizu, apesar de lindo demais, estava em reforma e isso atrapalhou um pouco a contemplação.

Mesmo assim curtimos muito as ruas de comércio e fomos comendo de tudo, Lio até comeu um polvinho recém falecido, morri de dó. Só passando por lá pra ter ideia do tanto de coisa esquisita que se come. No caminho, umas turistas japonesas vestidas de gueixas pediram pra tirar foto com João e não foi a primeira vez que isso aconteceu. Segundo a nossa anfitriã de Kyoto, João parecia muito fofo e eles não estavam acostumados com crianças do ocidente. Ai que orgulho do meu mini mochileiro.

Curiosidade sobre o Kiyomizu-dera: a pedra do amor. Não se assuste ao ver gente, num certo local do pátio do templo, andando de olhos fechados. Elas estão sendo guiadas por alguém para alcançar a pedra do amor, que garante o relacionamento perfeito. Eu li aqui no mochileiros alguém tentando ajudar a pessoa achando que era deficiente visual que ia trombar com uma pedra... kkkk, arruinou a vida amorosa da moça.

Eu achei a pedra de olhos fechados tranquilamente já que já tenho o melhor companheiro da vida e guiei meu filho a ser bem sucedido no futuro. Ele achou a pedra de olhos fechados, kk.

No fim a chuva pegou de jeito e capas de chuva e guarda-chuvas não estavam animando, voltamos pra casa pra mais um pique-nique na sala!

FOTOS 114-120

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9 de dezembro (sexta-feira): Studios Toei

Nosso último dia em Kyoto. Acordamos mais tarde, estávamos de boa em não visitar os trocentos templos que não tinha dado tempo. Programamos apenas os Studios Toei pro dia.

Se vc sabe o que é Studios Toei vc vai. Se vc não sabe, não vá. Eu sabia, queria, e mesmo assim me decepcionei. Achei caro demais pelo pouco que ofereceu. A parte de museu dos vermelhos até foi legal, mas a vila medieval em si deixou a desejar e este dia foi totalmente dispensável.

Jantamos na amada Kyoto Station e nos preparamos para nossa última cidade: Tokyo!

FOTOS 121-124.

121.jpg.2a3eca9a872c4216cf54cc21bf0e974f.jpg122.jpg.e4ba4e43f6344872ccf8bc92839e4f65.jpg123.jpg.3ee5d116b5ef9ebd066736c33fe033a6.jpg124.jpg.585739e245bb7c8469363c396c9bb5b8.jpg

RESUMO KYOTO

Adorável, embora os ciclistas fiquem mais retardados do que nunca aqui, fique esperto pra não ser atropelado. O transporte de ônibus dá um que de antigo que combina totalmente com a cidade. Exceto a Kyoto Sta, não espere se deparar com a modernidade do Japão aqui. Kyoto é a capital imperial, é antiga, histórica, calma. Ficamos, na minha opinião, um dia a mais do que deveria. Tiraria este dia de Kyoto e colocaria, FÁCIL, em Osaka.

Os japoneses seguiram sendo um povo querido, nos levando onde não conseguiam explicar. As ruas seguiram sendo mais limpas que qualquer rua que conheçamos por aqui, a nossa anfitriã foi super boazinha, mas eu estava louca por chegar logo em Tokyo.

CONTINUA.

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Amei o relato! ::love::

Fiquei curiosa sobre o "cara sinistro" no avião! Como ele era?

Esse programa "Aeroporto Dubai" passa no NatGeo!

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5 minutos atrás, LF Brasilia disse:

Amei o relato! ::love::

Fiquei curiosa sobre o "cara sinistro" no avião! Como ele era?

Esse programa "Aeroporto Dubai" passa no NatGeo!

LF, obrigada por me acompanhar até aqui! :)

O cara tinha muita pinta do que a gente lê da Yakusa... ele era tatuado demais pra um japonês da idade dele, kkkkk, e tentava esconder estas tattoos. Era tímido, seco, não olhava dos lados. Eu vou muito ao banheiro e me mexo muito, ele tava no corredor. Disse isso a ele e perguntei se ele preferia trocar (ir na janela e eu no corredor), ele me olhou fixamente e disse: NÃO. Ok, kkk... nas 3 primeiras horas eu pulei ele que já dormia pra poder sair do lugar... umas duas vezes. Depois eu abandonei meu assento e fui me juntar a um japonês bebum do gomo de trás do avião, sentado na primeira fileira sozinho. Ele numa ponta, eu na outra, ele bebia muito, kkkkkkk. Vez enquando eu levantava e ia olhar se o japa sinistro não tinha sumido com meu marido, ia olhar meu filho e o Lio, e tudo certo, todo mundo dormindo o tempo todo, kk!

  • kkkkkkk 1

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    • Por StanlleySantos
      Primeiro de tudo, MAS MANO QUE FRIO DA PESTE É ESSE QUE FAZ NO SUL! 
      Ok, provavelmente não é nada perto do uruguai, patagônias, ou a serra catarinense (que registrou temperaturas negativas nessas semanas fácil, fácil). Mas pra um nortista....
       
      Bom, o objetivo deste relato é passar infos atualizadas sobre muitos lugares, sejam eles conhecidos e relatados, ou não. Muitas atrações do estado passam batido, então creio que seja justo falar sobre o máximo de lugares, sem passar spoilers. A época escolhida para esta visita foi a primeira quinzena de agosto, junto com a namorada, até pq gostaria de conhecer um pouco do inverno gaúcho e ter uma programação a dois de respeito. Moro em Manaus, ou seja, com 25 graus os caboclos já estão passeando no centro com moletom achando que estão no filme do frozen   imagina pegando 1 grau em gramado!!!
      Costumo tentar economizar nas viagens, e como falam que Gramado, em particular, é um destino que arranca o couro da pessoa, em termos de gastos, quis ver se era tudo isso mesmo. Cada um Levou R$ 1.700,00 para duas semanas no estado, levei um cartão de crédito que não foi usado, e uma poupança de emergência de 500 mangos, que acabou sendo usada mais para comprar mimos para mim 

      Quando você mora numa cidade que não tem trem e viaja para uma que tem corre o risco de cometer esses retardos mentais aí
       
      Chegamos no dia 07/08 em POA, basicamente o dia foi reservado para conhecer as rotas de ônibus e planejar os próximos dias num apartamento reservado pelo Booking no partenon (bairro próximo do centro, bem guarnecido de ônibus, aliás, gostei do abastecimento da frota de ônibus da cidade, mesmo em horários de pico, dificilmente peguei buzu lotado). A passagem estava custando R$ 4,70, e POA conta com um trem a R$ 4,20 que parte do mercadão e faz a conexão com alguns distritos do interior, até Novo Hamburgo. Sim, Novo Hamburgo, a cidade dos calçados (atenção mochileiras!) Então segue a primeira dica do tio, quer conhecer Novo Hamburgo, economizar no transporte, e não quer ficar dependendo de Uber/ônibus? Um trem partindo do centro é uma opção a considerar. De trem vc faz a conexão aeroporto-centro tbm.
      O itinerário era conhecer algumas cidades do Estado e Fazer a famosa travessia da Ferrovia do Trigo, que liga Guaporé a Muçum. Antes eu soubesse que iria dar ruim.... depois eu explico essa marmota. Destinos definidos, andaríamos pela capital, curtindo alguns pontos. 
      No dia 08 resolvemos sair cedinho para conhecer o famoso parque farroupilha. O parque mais famoso (e bonito a meu ver), colado ao centro da cidade, também. Quem for se hospedar no centro, pode até ir andando. Falam da violência em Porto Alegre, e realmente, vejo que há um problema de marginalização e pobreza na metrópole (como toda grande cidade), mas, apesar dos inúmeros mendigos nas proximidades da rodoviária, não me senti inseguro andando pelo centro. A polícia se fazia presente, e muitas pessoas passeavam com seus cães de boinha (o povo se compromete bastante com a causa animal lá, vários cachorródromos, pouquíssimos cães de rua, pelo menos no centro e adjacências, e muitos cães agasalhados, a coisa mais engraçada do mundo )

      Le parque farroupilha no seu esplendor verde

      Aquela foto bem maneira e clássica no centrão

      Para quem é de uma fé do oriente, o parque conta com um mini-templo, com uma arte elaborada. 
      De lá seguimos para o Parque moinhos de vento (conhecido como Parcão), como o clima estava agradável, arriscamos ir também a pé. Existem patinetes e bicicletas para locação pelos aplicativos locais, então se você quer poupar um tempo indo de um lugar para outro, é uma boa.



      Para quem quer fazer a famosa foto declarando o amor à capital, um letreiro bem bonito fica no parcão.
      Deixamos de conhecer na ocasião os parques Germânia e o Província de Shiga, que dizem que possui uma influência oriental bem forte na ornamentação. Mas fica para a próxima viagem. Hora do almoço, fomos para o centro procurar um pouco de culinária porto alegrense. No caminho passamos pela Rua Gonçalo de Carvalho, que diz a lenda que é a rua mais bonita do Brasil (e algumas fontes dizem que foi eleita a mais bonita do mundo). Pessoalmente achei ela bem bonita e limpa, mas creio que é exagero.

      A tão comentada Gonçalo de Carvalho
      O gaúcho adora comer: isso é fato. E é um carnívoro por natureza. Além do tradicional churrasco, o povo é viciado em fast food (no dia que os gaúchos forem extintos da terra Mcdonalds entra em crise), com ênfase no famoso Xis, que nada mais é que uma versão "anabolizada" dos sanduíches tradicionais, sendo de duas a três vezes maior, e recheado de maionese  claro, é duas vezes mais caro que os sanduíches dos outros estados, mas vai por mim, enche que uma beleza. Xis coração (de frango) deles é uma coisa divina 😍  Agora para almoço, existem as famosas alaminutas, que basicamente é arroz, feijão preto, ovo mal passado, saladinha, batata frita e a proteína, que varia. No norte chamamos de PF (Prato Feito).
      GAÚCHO NÃO COME FARINHA!!! 🤬😱🤯 e pro amazonense, isso é quase um pecado  além do fato de quase não ter visto peixe nos restaurantes, outro vício do povo do norte. 

      A cara de felicidade da caboquinha que não tem farinha na comida
       
      Seguimos pelo centro, conhecemos o Mercadão municipal (o grande centro de comércio alimentício da cidade, parada mais que obrigatória para o visitante), e aqui já começa uma história engraçada: existe um costume de cunho religioso de deixar moedas no centro do mercadão, uma espécie de tributo ao Bará, que seria uma entidade da prosperidade da cultura afro-brasileira. Minha namorada, simplesmente olhou uma moedinha no chão e pegou na naturalidade. Eu, olhando as pessoas jogarem as moedas no meio, tive um pressentimento de que elas deveriam ficar lá (turista que acabou de chegar ne, besta, sem saber dos causos), mas a dita cuja guardou no bolso e fomos embora. Ao longo da viagem ela perdeu uma jaqueta jeans e seu saco de dormir , e na volta para POA, resolveu devolver o dobro do valor para se livrar de qualquer "azaração" 

      Le mercadão. Passe por aqui para comprar lembrancinhas ou ingredientes para um chimarrão ou churrasco

      O interior com o espaço de agradecimento à entidade guardiã no centro.
      O centro de POA não só tem uma variedade de lojas e lanches, como também reúne vários museus e espaços de cunho cultural e histórico. Para terminar o dia, visitamos: o museu de arte do Rio Grande do Sul, que na ocasião estava recebendo uma exposição em homenagem ao modernista Xico Stockinger, o museu do Comando Militar do Sul, com uma exposição histórica do arsenal utilizado pelas forças armadas ao longo da história mais recente, e a casa de cultura Mário Quintana, que não estava tendo nenhuma programação em particular, mas conhecer o espaço e algumas exposições valeu a visita.

      Casa de cultura Mário Quintana


      War.......War never changes
      O Museu do Gasômetro se encontrava fechado na ocasião (diz que desativado por tempo indeterminado), então o dia terminou com um pôr do sol gelado na Orla do Guaíba. Com a ventania que empurrava o frio até os ossos, deve ser o lugar mais frio da capital no inverno  uma tristeza saber que o lago do guaíba está poluído, é uma paisagem muito bonita para atividades ao ar livre, que me fez lembrar da boa e velha ponta negra, em Manaus.


      A orla é ponto obrigatório no final da tarde, para ver a vida gaúcha acontecendo, ou fazer um passeio, ou exercício.
      Dia 09-10: De POA para Torres.
      Decidimos que iríamos sair cedo no dia seguinte para a cidade de Torres, afinal, a praia mais bonita do estado está lá. Claro, parece loucura ir numa praia no inverno, mas Torres possui belas paisagens, e pontos interessantes a serem conhecidos, e acredito que valeu a visita de um dia e meio a essa pequena cidade. Recapitulando: Torres fica boa a partir do reveillón, pois o verão inicia geralmente no fim do ano, aí a cidade lota de gente. Mas em compensação no inverno você tem os parques e o litoral só para você e mais meia dúzia de visitantes  o que é mais a minha cara.
      Pegamos um blablacar baratinho (30 reais, quando você paga bem mais indo de ônibus), e chegamos ainda de manhã no litoral. Dica: o blablacar funciona muito bem no estado, dá para conseguir muita carona barata para cidades visitadas como pelotas, gramado, cambará, entre outros. 

      E cá estamos em Torres, que beleza!
      Chegamos na cidade e a primeira surpresa: nenhum camping aberto  E não, eu não tenho frescura em acampar no frio, eu tinha ciência de que pegaria um frio na ferrovia, então não me importaria de ficar em camping paracendo um mendigo que não tem money pro hotel. Papo vai, papo vem, nos recomendam a pousada martins, que é administrada pelo Sr. Paulo e Dona Eva, um casal simpático na melhor idade que nos acolheu como se fôssemos da família 😭 além dos quartinhos serem TDB, sério, recomendo a pousada, o tratamento cortês é um diferencial de lá. E ela fica próxima ao parque da guarita, então tem uma ótima localização também.
      Outro momento retardo mental: eu, pobre iludido, vendo a previsão do tempo esperava ver um solzinho em Torres e quem sabe poderia arriscar tomar um banho de mar gelado. O resultado foi esse:

      Alguma coisa ta me dizendo que não vou andar de sunga e calção nessa praia hoje....
      A neblina cobrindo o oceano e boa parte da cidade dava um ar desértico e de certa forma triste ao lugar, mas também dava um clima para sentar numa pedra, ouvir o mar e meditar, ou pensar na vida. Adorei passear com a namorada da praia da Cal até os pequenos molhes de pesca, no fim do estado. Mais uma vez, se você curte uma vibe mais calma, sem todo aquele barulho e multidão, a cidade acaba não sendo descartável, mesmo fora da temporada.

      Como nossos egos e arrogâncias são pequenininhas e frágeis perante a grande criação

      A cerração tomando a cidade, chega a ser linda. No fundo o letreiro de Torres
      Existe um lugar curioso nessa cidade, que é a ponte Pênsil. Veja só, uma ponte de madeira de algumas dezenas de metros, onde você pode ter o prazer de mudar de estado, de RS para SC  Curiosamente era sexta da carne num açougue em Passo de Torres (SC), então muita gente de Torres (RS) atravessava o estado para fazer fila no vizinho. É meio besta, mas engraçado de certa forma

      A fotografia foi tirada em RS, só para constar. Do lado de lá fica Passo de Torres.
      O dia seguinte seria para o retorno à capital, mas também seria para curtir o parque da guarita, e o sol favoreceu a visita. O frio estava bem ameno nesse dia, então deu pra sair de short e camiseta, engraçado como as pessoas agasalhadas às vezes olhavam para mim, como se eu fosse algum alienígena 👽

      Não duvido que esse cenário seja bastante usado para ensaios fotográficos ou pedidos de casamento 

      Uma das minhas fotos favoritas dessa viagem. Na encosta, vários pescadores
       
       

      Um pouco da vida local
      Ficamos até meio-dia, e fechei mais um blablacar de volta para POA pela parte da tarde. A ideia inicial era ficar mais um dia, mas acredito que vimos o que queríamos em Torres, fora que eu queria conhecer o famoso Brique da Redenção da capital, então a estadia em Torres foi bem curtinha, mas valeu cada segundo aproveitado. Conhecemos o litoral na cerração e no céu aberto, enchendo os olhos com belíssimas paisagens. 
       
      Dias 11-14: Lá vem a bendita frente fria.....e agora?
      De volta à capital, no domingo (11) começamos o dia indo para o parque farroupilha novamente, para vermos o famoso brique. E digo, se estiver na cidade, passe um domingo no parque, o brique é TRILEGAL!!!! Pois você encontra de tudo um pouco em termos de brechó, pessoalmente fiquei cativado pelas antiguidades que algumas banquinhas vendiam. Discos de vinil, louça antiga, brinquedos dos anos 90, colecionáveis, entre outros......nossa, tenho fé de que isso virará febre no país.
       
      Acredite, isso vai bem longe...


      Esse simpático artista é figura conhecida no Brique, a namorada curtiu a beça o espetáculo. 
      Uma dica que muito gaúcho passa para quem está no parque, e adianto logo, é passar na famosa lancheria do parque. O buffet livre tem uma ótima variedade de opções para encher o bucho, e os sucos deles são de polpa pura, a um preço mega justo, além das várias opções de carnes. Sério, não deixe de visitar.
      O centro fecha aos domingos, mas, muitas atrações ficam abertas, então decidimos visitar o Jardim Botânico. Localizado no bairro de mesmo nome, próximo à PUCRS, é fácil de chegar a partir do centro, mas é necessário ônibus/uber/bici. A entrada é bem em conta, e o jardim te dá a liberdade para andar por quase todas as instalações, divididas em seções, mostrando elementos da flora da região sul (e um pouco das demais regiões). O parque Conta com um museu natural com serpentário, que é bem bacana de visitar também. 

      Lindo o espaço. Como amazonense, é interessantíssimo conhecer algumas características de um bioma diferente da floresta amazônica.

       
      Dormimos cedo de noite, pois a segunda-feira seria o dia de pegar o ônibus bem cedinho para Guaporé. Passagem comprada e tudo mais.....
      ...Mas a vida é uma caixinha de surpresas ⛈️⛈️⛈️🌧️🌧️
      Segunda, 12 de agosto, 05 da manhã. Chuva forte, e mais chuva prevista para o início da semana devido a uma frente fria que estaria visitando o estado. Bem na data em que iríamos para Guaporé! 
      Segundo a previsão, só iria limpar lá para quarta. Uma coisa é subir o estado e pegar um frio e uma cerração num trecho de 50km. Não iríamos morrer de frio pq tínhamos os equips e roupa. Outra coisa é pegar chuva o dia inteiro no meio do nada e comprometer o avanço da travessia, que na melhor das hipóteses leva de dois a três dias  e para completar as reservas de hospedagem em Gramado já estavam pagas e não poderiam ser alteradas! Como era um risco ao qual não queria submeter a namorada, que é menos acostumada com perrengues do que eu, conversamos, tivemos um pouco de DR , e decidimos que o melhor seria não arriscar. Perderíamos as passagens (que custaram um braço) porque 1. o atendimento ao cliente da BENTO foi uma MERDA deixa a desejar, não recomendo, e 2. poderíamos ter solicitado o retorno dos valores se tivéssemos cancelado a viagem com 3 horas de antecedência do embarque (tecnicamente teríamos que bater na rodoviária às 3 da madrugada e torcer para ter alguém na hora que fizesse isso para a gente). Confesso que fiquei um pouco decepcionado com o serviço de coletivo intermunicipal do estado.
      Com isso a ferrovia miou, e precisaríamos mudar o roteiro para a semana. Significaria mais gastos (pois a travessia é 0800, salvo os alimentos e água comprados para o percurso em si), fora que tínhamos nas mochilas sacos de dormir + barraca que agora ocupavam um volume desnecessário  A segunda-feira foi praticamente perdida. Com isso, só restava encontrar um lugar para ficar, e ir atrás de lembrancinhas no centro de POA.....bom, será que nossa viagem estragou?

      Era o sentimento naquela segunda
      A terça-feira veio, então decidimos que iríamos conhecer alguma cidade das várias que existem para o turismo histórico. O estado possui uma herança das grandes colonizações, que já datam de dois séculos atrás (como referência, a colonização italiana em 1875), e cidades como Farroupilha, Garibaldi, Bento Gonçalves, ou Caxias do Sul se tornam opções interessantes. Escolhemos Caxias do Sul na quarta para sexta (14 a 16). Então, o que fazer em POA até lá?

       
      Como estava com uma vontade enorme de conhecer, fomos atrás, desta vez, do Museu de Ciência e Tecnologia da PUCRS. Localizado, obviamente, nas dependências da PUC, não tão longe do jardim botânico, a entrada custa R$ 40,00 (em AGO/19), mas com direito a meia entrada para estudante, e não posso deixar de elogiar o espaço! 3 andares de puro conhecimento, atividades lúdicas, e curiosidades! É o tipo de lugar onde excursões escolares são bem-sucedidas, pois é possível dar aulas de matemática, física, biologia, geografia e história nos vários setores do espaço, sem tornar a aula chata. Como licenciado em biologia, meio que me senti em casa 😍

      A primeira coisa que você bate o olho e pensa "quero brincar", quando entra no museu

      Lembra do desafio dos cubos da série 3%? Pois é, eu reprovei 

      Visitem o museu da PUCRS, e como diria o e.t. bilu, busquem conhecimento!!
      Passamos uma manhã e uma tarde no museu, é muita coisa para conhecer e interagir, você tira um dia inteiro somente para isso. Ah, existe também um planetário na cidade, que vale a visita para os que têm um interesse mínimo por astronomia, ou querem reviver aquela aulinha de ciências sobre o universo. Acabamos não visitando também.
      Dia 15: La Cittá pela terra da Uva
      No dia 14, conseguimos arrumar mais um blablacar para Caxias do Sul, esta localizada no coração da Serra gaúcha. Infelizmente o transporte saiu tarde, e não daria tempo de conhecer a cidade ainda na quarta. Algumas pessoas disseram que não valia a pena conhecer Caxias, por "ela ser industrial demais e quase não ter nada para se ver". Pessoalmente, não posso concordar com tais afirmações, pois Caxias possui roteiros histórico-culturais tanto no centro urbano quanto na zona rural (Rota dos Imigrantes, distrito de Criuva, Ana Rech), embora seja necessário um carro próprio para esses destinos. Então, o que fazer?
      Como dito, existe o roteiro "La Cittá", onde você tem acesso a vários pontos turísticos no centro urbano, e tem uma noção da história da colonização italiana nos vales da Serra Gaúcha. Seria isso que faríamos. 
      Antes de tudo, tomei conhecimento sobre um autêntico château brasileiro, o Castelo Lacave, uma fortaleza erguida em 1968 como um sonho de um uruguaio, teve sua propriedade passada entre famílias, e na atualidade funciona como vinícola, restaurante gourmet, ponto turístico e local para a realização de eventos. O tour guiado custa R$ 16,00 (AGO/19), e é falado sobre a história do lugar (nada que você não ache na internet, rs), incluindo uma degustação dos vinhos locais. Além do mais, ele foi todo decorado com uma temática medieval, o que torna a visita ainda mais imersiva.

      O modo de construção dos castelos com a união de blocos gigantes é uma coisa charmosa que inspira poder

      O legal da visita são algumas réplicas de esculturas conhecidas, como a "bocca della verittà", que arranca a mão de quem mente, entre algumas outras. Sem dúvidas o custo-benefício da visita é bem justo a meu ver.

      "Eu sou um tremendo partidão e isso é verdade!"
      Após essa visita, partimos para o centrão. No roteiro "La Città" conhecemos: o Monumento ao Imigrante, algumas catedrais, como a de São Pelegrino (a mais bonita da cidade, com uma arte sacra interna de emocionar), e a Paróquia Santa Teresa D'ávila, na praça Dante Alighieri, o Museu Municipal, onde você aprende sobre a colonização italiana, embora no monumento você também tem uma aula de história, o Museu Memorial dos ex-combatentes da FEB (Força Expedicionária Brasileira), onde você aprende um pouco sobre a participação do Brasil na segunda guerra (é, a cobra fumou), o Museu casa de pedra, que reproduz uma típica residência italiana do século passado, e o Pavilhão da festa da uva, onde estava rolando um rodeio de acesso 0800 no final do dia. Roteiro que pode ser feito em um dia inteiro. 

      Praça Dante Alighieri com a paróquia Santa Teresa

      Exposição da imigração italiana no museu municipal

      Catedral de São Pelegrino
      Sobre Caxias: cidade tranquila, mesmo sendo grande (a segunda mais populosa do estado e a maior da serra gaúcha), com muitas alternativas turísticas, e quase todas gratuitas! Para quem procura algo mais culto e histórico, e não quer gastar muito além do transporte e alimentação, acredito que a cidade seja um prato cheio. Mas para curtir tudo o que ela tem a oferecer, super recomendo um carro, próprio ou alugado. 
      Dias 16-20: A jóia da Serra Gaúcha, Gramado
      Os dias finais do mochilinho pelo estado seriam na grande atração capitalista do estado, Gramado  Tivemos a bendita sorte de arrumar um blablacar de Caxias para Gramado na manhã de sexta. Para isso é necessário descer a serra e subir novamente, com direito a enjôo para quem não for acostumado(a). Chegamos numa tarde ensolarada, e com aquela expectativa de dar de cara com uma geada matinal morrendo. Muita gente vai pra serra pra ver aquele clima europeu de frio, neblina e geada, e acontece uma coisa dessas . Mas a previsão do tempo mais uma vez estava alertando sobre outra frente fria, então seria bem possível que minhas preces fossem atendidas.

      Legendas são dispensáveis
      Ficamos em parte no Eleganz hostel & suites, como uma reserva de última hora (pois era para chegarmos em gramado somente no sábado), e super indico esse hostel. Atendimento de excelência, um ambiente SUPER chique, padrão hotel mesmo, com café da manhã TOP dos TOP, e camas confortáveis. A diária foi de na faixa de 80 reais para um casal, que está até bom para os padrões gramadenses. Faço questão de fazer essa recomendação.
      A tarde foi dedicada para conhecer um pouco da elegante cidade, com a educação dos motoristas, a ausência de semáforos, e a sensação de segurança nas ruas. Chega a ser difícil de acreditar ver tanta gente andando com os celulares na mão, bem arrumada, indo para cá e lá, sem preocupações. Visitamos o Museu de Chocolate da Lugano, que custou R$ 35,00 (AGO/19), com direito a desconto para estudante, deixo destacado isso porque 90% das atrações de gramado possuem desconto para estudantes, crianças pequenas, idosos, e não lembro mais quem, então você economiza HORRORES se você tiver aquela sua carteirinha estudantil de meia entrada, ou similar, atualizada, claro. Já anota a dica. Depois ficamos rodando pelo centro, que é super de boa para passear.

      Le rua torta, que passa 24 horas do dia com gente tirando foto, mas o que tem de mais, é só uma rua torta 

      Le paróquia São Pedro. Cartão-postal da cidade. 
      Terminamos o dia no lago Joaquina Rita Bier, com aquele pôr do sol digno de filme romântico. Agradecemos pelas coisas boas da viagem.

      Gramado e seu clima para romances
      O segundo dia foi dedicado ao Mini-Mundo, que a meu ver é uma atração obrigatória da cidade. Parece frescura, mas o lugar é mágico! Uma cidade-miniatura, que inclusive possui réplicas de prédios históricos do Brasil e do mundo. Não só o mundo minimizado é bonito e bem feito, como o tratamento recebido é digno de aplausos! Uma dica: pegue uma visita guiada com o Sr. Nelson, um verdadeiro P R O F I S S I O N A L que ama o que faz, nos ensinando alguns truques para tirar boas fotos, e divertindo o tour com suas piadas de gaúcho  O valor em AGO/19 era de R$ 42,00, também com direito a desconto.

      os gigantes na estrada em obras

      A riqueza dos detalhes gera fotos maravilindas
      O passeio no mini-mundo é uma atividade que toma uma manhã e um pedaço da tarde se a pessoa quer conhecer cada centímetro do parque, e melhor: o espaço está em constante expansão, ganhando novos personagens e estruturas. Será que um dia teremos um mini teatro amazonas?
      O final da tarde foi basicamente dedicado à compra de lembrancinhas, e a noite foi dedicada a um delicioso Fondue. O fondue, assim como o café colonial, a cuca, e o trudel, são especialidades de gramado que merecem ser experimentadas. Você gasta muito com isso? A resposta é: depende de onde você procura. Para você ter uma noção, a sequência do fondue varia entre os restaurantes, de 35,00 a 150,00. O café colonial, idem. Então uma pesquisa antecipada se faz necessária. Nosso café da manhã estava incluso nas nossas hospedagens, e como ficamos em locais com cozinha compartilhada, boa parte das refeições foram compradas no supermercado e feitas na panela, poupando também um senhor dinheiro. E sem arrependimento.
      Para minha alegria, na madrugada de domingo caiu uma senhora chuva, e com isso veio a cerração, que envolveu a cidade numa neblina maravilhosa para passear nas ruas da cidade e tirar boas fotos. Enfim, era pra isso que fui à Serra.
       


      Aquele clima padrão europeu, adoro!
      A namorada queria passar o dia dormindo nesse frio, enquanto isso eu tratei de conhecer Canela pela parte da manhã, embora a neblina tenha me impedido de ver muita coisa. A Icônica Catedral de Pedra infelizmente (ou felizmente, pois é uma visão igualmente espetacular) estava coberta pela neblina, então ficou difícil de observar seus detalhes.

      Que visão é essa cara!
      Pela parte da tarde, convenci a namorada a sair, e, entre tantas opções de museus, com suas modernidades e atrações, resolvemos conhecer um espaço mais alternativo. Então, conhecemos o segundo castelo da viagem, o Museu Medieval Castelo Saint George. Conhecer a história dessa edificação, e como o Senhor Gilberto Guzenski está dando o sangue para levantar bloco por bloco, e elaborando um trabalho SENSACIONAL na área da Heráldica, além da coleção de armas, entre elas algumas famosas, de fato inspira os corações dos fortes. Além da coleção de armas (algumas forjadas pelo próprio dono), e os souvenirs com temática medieval, você pode consultar as raízes de sua família com base no seu sobrenome. Quer descobrir se tem sangue azul ou de plebeu? Visite o Saint George. A entrada custa R$ 25,00 (AGO/19), com desconto apenas para anciões.

      Uma estrutura linda e imponente, e ainda em construção

       

      Stanlley dos Marinheiros dos Santos, primeiro de seu nome, O Viajante.
      Os último dois dias em Gramado foram dedicados para as atrações mais naturais, como o Lago Negro e o Parque do Caracol. O Lago negro fica perto do centro, embora necessite de um uber básico para chegar lá. Reza a lenda que ele tem esse nome porque em seu entorno foram plantadas árvores nativas da floresta negra. Possui um pedalinho, que achei caro, então não brinquei.

      O Lago negro nos dias ensolarados

      E o Lago Negro em dias de Neblina. Uma visão igualmente bela para quem está de passagem
       
      O parque do Caracol Se encontra afastado da cidade de Canela, Subindo a Serra mais um pouquinho. Existe uma linha de ônibus que vai para lá, mas é bem difícil de passar, tornando necessário o uso de carro próprio ou uber. Existe sinal de internet, então é possível voltar de aplicativo. O ingresso custou R$ 20,00 (com direito a meia entrada), e possui várias trilhas, com alguns espaços para o social. O ponto alto do passeio é a cascata do caracol. 



       
      E com isso concluía minha estadia no grandioso estado gaúcho, tchê!
       
      Agora as infos básicas:
      Gastos: Levei 1.700,00 + um cash guardado, como falei, e acabei usando o valor inteiro, mais um pouquinho da reserva. No final das contas, uns 2.000 reais muito bem gastos. Perdi um pouco por causa de ônibus, utensílios inúteis para camping, e compras pessoais, então diria que é um valor médio bom para duas semanas no estado. Me hospedei em hostels em todos os dias, pude comer durante o dia inteiro, e fiz minha própria refeição em alguns dias. É possível gastar menos? É possível, mas vai do perfil de cada um.
      Transporte: o estado é bem abastecido de estradas, e possui um sistema de ônibus que serve até bem (apesar de ter odiado o atendimento da rodoviária de POA). Alguns destinos são mais acessíveis que outros, mas como falei ao longo do relato, o Blablacar é uma opção muito barata e usada no estado, super recomendo. O uber nas cidades (mesmo em Gramado) é barato, se você estiver com pelo menos uma pessoa para rachar as despesas, se torna uma opção bem em conta. Em POA, tem ônibus, aluguel de patinete e bicicletas como meios de deslocamento.
      Hospedagem: 90% das minhas hospedagens foram reservadas pelo Booking.com, e os preços estavam agradáveis. No centro de POA era possível encontrar diárias de 30 reais ou 50 (por dupla). Mesmo em gramado pude encontrar ótimas opções, mas claro, é necessário reservar com antecedência em caso de viagem em alta temporada, por motivos óbvios.
      Custo das atrações: muitas atrações da capital são ao ar livre, e mesmo nos museus, não havia cobrança de ingresso, com exceção da PUC, e mesmo assim, tem o desconto para estudante. Em Caxias todas as atrações do roteiro "La Città" foram 0800, e a visita ao Castelo Lacave tem um valor justo. Os locais mais caros ficam em Gramado mesmo, e vai muito do que a pessoa procura. 
      Afinal, Gramado é uma cidade cara? - Sim, e não. antes que queira botar na cabeça que quer ostentar na cidade bonita, tenha em mente que é necessário pesquisa e autocontrole. Fazer a própria comida, de vez em quando, ou poupar o Uber quando pode se deslocar a pé pelo centro da cidade, são medidas que ajudam bastante no bolso. E como já disse, tenha sua carteirinha estudantil ou comprovante em mãos, ajuda bastante.
      Lugares para conhecer: cara, eu poderia fazer um relato inteiro só falando dos lugares que não visitei  Cambará, Novo Hamburgo, Farroupilha, Bento Gonçalves, Três Coroas (que descobri só no final da viagem que possui uma estrutura bacana para o rafting), Guaporé-Muçum, Pelotas, Rio Grande, todas estas cidades, e fora outras, possuem sua importância no estado, possuindo atrações, naturais, históricas, etc. Eu não canso de dizer que é um Estado Rico em termos de coisas para fazer.
      Melhor Época: depende do lugar que você quer conhecer. Por exemplo, Torres (praias) é melhor na época mais quente, que compreende o início do ano, enquanto que a Serra Gaúcha é bem visitada no inverno (meio do ano), e Gramado possui alguns períodos especiais (Natal, Páscoa, Festival de Cinema e Inverno). Pesquisar é bom, e se atentar ao clima, no caso de atrações e atividades ao ar livre (como foi no meu caso), faz uma diferença entre fazer uma atividade ou ficar no hotel chateado.
      Moro num estado quente e quero pegar frio, devo levar roupa pro frio no inverno? Cara, Porto Alegre tem tanto comércio de roupas para o frio, luvas, cachecol, gorros e jaquetas a preços populares, penso que nem vale a pena comprar uma roupa cara na sua cidade. Em POA também existe uma loja da Decathlon, onde vc pode comprar uma vestimenta de qualidade.
       
      Então é isso, gurizada! Conheçam essa baita região! 
       
    • Por Juliana Champi
      Sempre começo dizendo pq desta viagem, deste destino, já que o mundo inteiro me interessa! Então vai lá: pq meus planos eram “Islândia” mas não deu ($$ - segundo ano consecutivo mudando o destino por falta de grana, rs). Pq eu li sem querer querendo um relato e depois mais um e depois mais dois, e depois todos, sobre “este destino” (compilei os relatos mais recentes neste tópico).
      Pq eu já queria ir. E agora estava apaixonada. Pq eu andei negligenciando a América do Sul. Pq AMAMOS natureza e paisagens. E estamos cada vez mais curtindo viagens de carro! Então por tudo isso, e pq passagens de avião estão caras demais e pq sim, decidimos partir de Londrina-PR com destino ao Atacama, no Chile, com lenta passagem pela Argentina! E rolou até Bolívia!
      “Noooooossa, mas que loucura, vcs vão de carro??? E ainda vão levar o filho???? Vão fazer o que num deserto??” 🤨
      [email protected], loucura pra mim é pagar 3 mil reais num celular!”🤦‍♀️
      Apesar de ter bons relatos de carro pelo roteiro que me propus fazer, sempre muda alguma coisa, e tb é interessante atualizar valores e trazer informações mais recentes... e escrevo tb como forma de memória minha... o meu “livro de viagens” é aqui, rs! E em tempo, obrigada a todos que compartilharam aqui suas histórias e me fizeram sonhar além e rir muito!
       
      Roteiro
      Londrina > Foz do Iguaçu > Corrientes > San Salvador de Jujuy (e arredores) > San Pedro de Atacama (e arredores incluindo Bolívia, rs) > SSJ > Corrientes > Iguazu > Londrina. Em 17 dias, 6300km! Com esse tempo tem gente que vai mais longe, que vai pra Santiago, Mendoza e afins, mas gosto assim, com calma! E o mundo estará sempre lá pra gente voltar.
       
      Quem foi
      Até convidei um casal de amigos, mas as datas não bateram. Então fomos naquela formação original básica: Guilherme: marido e piloto; Juliana (eu): esposa, navegadora e co-pilota; e João Gui: filho (11 anos), comissário de bordo!
       
      Como
      De Nissan Versa 1.6 manual ano/modelo 2018/2018! Mandei pra revisão na concessionária antes de viajarmos apesar dele estar recém revisado. Como a gente sempre faz o que não deve com ele um monte de parafuso e proteção na parte debaixo do carro tinha quebrado/soltado. Tb me disseram que eu não precisava colocar nenhum fluido em nenhum lugar pra evitar congelamento, que o que estava lá era o correto, e assim fiz, mas verifique esta questão pq com o seu carro pode ser diferente.
      Equipamentos obrigatórios: 2 triângulos e extintor de incêndio. SÓ! (Além de cinto de segurança e estas coisas normais). Não tem cambão, mortalha e o carai... Por favor, leiam este tópico! Daqueles que dão orgulho do mochileiros.com!!
      Seguros obrigatórios: Carta Verde (Argentina) e Soapex (Chile). Mais detalhes abaixo.
       
      Documentos
      Passaportes: é bem mais prático do que levar o RG e a gente já tinha;
      PID: a gente já tinha, mas ninguém pediu;
      Carta verde: seguro argentino no nome do dono do veículo, que tem que estar dentro do carro, foi emitido gratuitamente pelo meu corretor de seguro do carro pq já estava incluído no seguro do meu carro (tem que ser impresso em papel verde, rs). Se vc não é o dono do carro tem que ter uma autorização do dono (seja da locadora ou do parente) pra dirigir o carro fora do Brasil. CARRO FINANCIADO está no seu nome e não precisa de autorização nenhuma;
      Soapex: seguro chileno para estrangeiros, comprado dias antes pelo site da HDI por 10,77 dólares. Na hora de comprar vc vai ter que informar o número do motor do carro, rs. Nem sabia que isso existia. Não é o chassi, é o motor. Procurei na internet onde tava o número do motor do Versa e fica no motor mesmo, kkkk. Foi só bater uma lanterninha lá e anotar!
      Extensão do seguro pela América do Sul (fale com seu corretor): incluso no seguro do meu carro;
      Seguro viagem: tive dificuldade em contratar, até pedi ajuda aqui. Eu nunca compro seguro pq uso o do cartão, mas desta vez como não compramos passagens, o cartão não oferecia. Quando comecei a cotar percebi que seguros “terrestres” quase não existiam, ou quando achava, eram super caros e se aplicavam apenas para viagens de ônibus. Depois de dar uma estudada e até falar com corretores, acabei contratando um aéreo mesmo, afinal, minha preocupação era ter algum problema de saúde em alguma cidade, tipo uma dor de dente ou cólica de rim, sei lá. Nestes casos não faria diferença eu estar de carro ou de avião. Compramos pela Mondial/Alianz por 235,00 para nós 3, para Argentina e Chile, por 17 dias. Estava com um cupom de 50% de desconto;
      Receitas dos meus medicamentos (#diabetica): como assisto muito “Fronteiras Perigosas da América Latina” kkkkk fiquei encanada de alguém cismar com meus medicamentos!
       
      Money
      Trocamos reais por pesos argentinos na fronteira (Foz do Iguaçu) e em Salta, e dólares por pesos chilenos em SPA. No relato aprofundo mais sobre as tarifas. Mas assim, câmbio é uma coisa que flutua tanto que vc tem que pesquisar exatamente na data da sua viagem. Via de regra compensa levar dólar pro Atacama pq lá não tem demanda por real, ao contrário de Santiago, em que a troca direta real x peso pode compensar ou empatar. Na Argentina costuma ser viável trocar direto... mas reparou no “costuma”? Pesquise na data da sua viagem!
       
      Internet
      Baixamos todos os mapas do google off-line e não compramos chip nem no Chile nem na Argentina! Usamos somente a internet dos bares/restaurantes e hospedagens e deu tudo certo! 
       
      Na mala
      Calçado quente, confortável e impermeável, eu de botas vento titã (muito amor), os meninos de Quechua. Roupas em camada, pegamos de -10oC a 30oC. Soro de nariz, protetor labial (bepantol), protetor solar e óculos de sol são itens de SOBREVIVÊNCIA, a umidade relativa é zero e a neve cega.
      Medicamentos: eu já tinha abandonado a ideia de ficar levando remédio a toa, mas preferi levar alguns desta vez. Pra dor, anti-alérgico e Diamox. Falo mais sobre o mal de altitude no durante o relato.
       
      Hospedagens
      Airbnb do começo ao fim! Sou muito fã de Airbnb e mais uma vez tivemos muita sorte! Me sinto em casa, me sinto parte do lugar quando posso cozinhar, ir no mercado e interagir eventualmente! Sei que na maioria dos hostels tb é assim, mas no Airbnb sempre acho mais conforto, privacidade e preços melhores! Tivemos excelentes experiências e preços muito, mas MUITO, acessíveis, vou abordar melhor abaixo.
      As hospedagens escolhidas, bem como preços e qualidade foram as seguintes:
      Foz do Iguaçu (1 noite): Eu já tinha me hospedado duas vezes em Foz do Iguaçu pelo Airbnb, na casa da Adriana. A casa dela se aluga inteira e é enorme, super confortável, linda, show! Legal pra ir com mais gente! (Se alguém quiser indicação me manda MP). Mas desta vez era só uma noite, resolvi pegar uma casa menor, onde mora uma senhora, pertinho da Argentina! Sabe quanto? 68 reais pra nós 3, e com café da manhã! 21 reais por pessoa!  Amo Airbnb! A Léo, nossa anfitriã, foi muito fofa, amamos! Casa simples e confortável, perfeita para uma noite!
      https://www.airbnb.com.br/rooms/29173885?guests=1&adults=1
       
      Corrientes (1 noite): Mais uma experiência de ficar em um quarto na casa de alguém. Na verdade é uma dependência no fundo da casa do Cesar. Desta vez pagamos 93 reais pra nós 3, 31 reais para cada! O César foi super querido com a gente, tivemos uma ótima estadia!
      https://www.airbnb.com.br/rooms/14149168?guests=1&adults=1
       
      San Salvador de Jujuy (5 noites): Eu tinha 200 reais de desconto quando paguei, então no total ficou 321 reais para 5 noites para nós 3, incríveis 20 reais por dia por pessoa, não é bom demais? Lugar super legal, a anfitriã mora nos fundos e dá muitas dicas, não poderia ter escolhido lugar melhor! Quem vai passar um tempo na região costuma hospedar em Salta, mas fiquem de olho, lá é bem mais caro! SSJ, Tilcara e Purmamarca além de serem puro charme tem opções bem mais em conta! AMEI.
      https://www.airbnb.com.br/rooms/26893928?guests=1&adults=1
       
      San Pedro de Atacama (6 noites): Eu tinha 169 reais de desconto quando paguei, então no total ficou 970 reais para 6 noites para nós 3! Cerca de 55 reais por noite por pessoa! Apesar de ter ficado mais caro que a média, todo mundo sabe que em SPA as hospedagens são mais carinhas mesmo, ainda mais na alta temporada! Esta hospedagem consiste num quarto triplo com banheiro privativo e acesso a cozinha coletiva! Tinha mais um quarto semelhante nos fundos. Os anfitriões foram bem prestativos! Eles moram lá em SPA e alugam estes dois quartos nos fundos de uma casa, que me pareceu ser de parentes deles. Esta foi meio parecido com um hostel.
      https://www.airbnb.com.br/rooms/24290251?guests=1&adults=1
       
      SSJ (1 noite): a ideia era hospedar em General Guemes e ficar mais na mão de voltar, ou em Salta... eu tinha uma reserva com cancelamento grátis pelo Booking em Salta, mas resolvemos retornar pra mesma casa onde ficamos na ida pq tinha umas plantas lá que eu queria muda, hahahahauaha! Desta vez pagamos 105 reais pra nós 3, 35 reais por pessoa!
       
      Corrientes (1 noite): eu queria ter pernoitado em Resistencia só pra ser uma cidade diferente, rs, mas faltando 2 meses para a viagem eu solicitei reserva no mesmo lugar que iria me hospedar na ida, só que estava indisponível. Achei um outro lugar do mesmo dono, mas no mesmo endereço... Achei estranho mas solicitei reserva. Me custaria míseros 73 reais para nós 3 por uma noite. Mas sabe quanto eu paguei? ZERO reais, pois tinha crédito de viagem! Esta segunda reserva aparentemente é de um outro cômodo dentro da casa dele, mais barato, mas acabamos ficando na mesma dependência do fundo e deu tudo certo, o cara é um gentleman! Vou deixar o link desta hospedagem abaixo apenas pq parece diferente da que ficamos na ida, mas foi o mesmo lugar, rs.
      https://www.airbnb.com.br/rooms/18043226?guests=1&adults=1
       
      Puerto Iguazu (1 noite): última hospedagem da viagem! Quis ficar em Iguazu pra ser diferente da ida, rs, e pq antes de ir embora queria comprar cereja em conserva (pq todo o resto é caro e pega turista em Iguazu). Pra não ter que atravessar a fronteira de novo, resolvemos ficar do lado argentino mesmo. Quarto em casa compartilhada, MUITO simples e com problemas de higiene. Me custaria 52 reais a pernoite pra nós três, mas não paguei NADA pq tinha crédito de viagem! A anfitriã era gente boa mas não recomendo esta casa... poderia ter comprado a minha cereja e atravessado na mesma noite pro Brasil e dormido de novo na Léo que tava mais esquema!
      https://www.airbnb.com.br/rooms/26877281?guests=1&adults=1
       
      TOTAL: 1557,00 reais, mais ou menos 33 reais por dia por pessoa, já que foram 16 noites! Achei MUITO bom!  Se depois de tudo que vc leu, resolver experimentar o Airbnb, faça cadastro com o meu link que eu e vc ganhamos descontos!
      https://www.airbnb.com.br/c/jcarneiro3?currency=BRL
       
      IMPORTANTE: neste tópico, para quem interessar, há uma discussão bem legal que rolou aqui sobre os malefícios do Airbnb, principalmente para as pessoas que moram em cidades muito turísticas. Muito do que foi colocado neste tópico é BEM importante quando vc tem alguma preocupação com o impacto que causa em qualquer ocasião da sua vida, incluindo viajar. Tente escolher bem seus anfitriões de forma a minimizar os impactos negativos do Airbnb! Casas compartilhadas com o morador, anfitriões que só tem uma casa e idosos são uma boa.
       
      Clima
      Esta é uma viagem que pode ser feita a qualquer tempo, mas o cenário muda muito e há períodos em que certos passeios ficam fechados!
      As duas principais temporadas para nós, brasileiros, são inverno e verão, por conta de férias escolares e tals. E fomos no inverno, a mais ALTA temporada do Atacama! Pq... tem o João, rs! Ele está no sexto ano e ano passado não quis ir conosco pra África do Sul pra não perder aula e provas! Apoiei a responsa dele mas não queria deixa-lo de fora de novo... e já convenci ele que ano que vem a viagem vai ter que ser durante as aulas mesmo, rs.
      Mas qual é a do inverno e a do verão?
      Falando especificamente do Atacama... no verão é MUITO calor durante o dia e pode chover. Em janeiro, e principalmente fevereiro, o inverno altiplânico (chuvas intensas) podem estragar seus planos. Este ano várias rotas foram interrompidas por chuvas intensas e muitos passeios foram cancelados, dava pra ver marcas de alagamento em algumas partes de SPA ainda. Mas sabe quem ama o verão? Os flamingos! É nesta estação que vc corre o risco de vê-los fazendo aquela dancinha de corte sensacional! Só tenham atenção com FEVEREIRO.
      E o inverno?? O céu é maravilhosamente azul, é alta temporada (férias na Europa e América do Norte), não chove nem a pau, mas pra quem não curte, cuidado: a temperatura fica abaixo de zero a noite! Tudo bem pq a noite vc tá debaixo das cobertas quentinho certo? Errado! Tem tour que sai as 5h da manhã, nos Geyseres del Tatio o frio é extremo. Extremo mesmo, -15oC pra menos. O vento faz a sensação térmica te colocar no topo do Everest, rs! E hospedagem de mochileiro em SPA não tem calefação neah... FRIACA! Outros pontos negativos são: os flamingos se mandam pra bandas mais quentinhas e as nevascas podem interromper temporariamente os passeios de altitude e a ascensão aos vulcões (Lascar, Cerro Toco, Licancabur e etc). Mas pra quem, como eu, é apaixonada pelos topo de morro branquinhos e se amarra numa bochecha rosa queimada de vento, o inverno é a sua estação!
      ATENÇÃO para AGOSTO. Eles dizem que fim de julho, agosto e comecinho de setembro é o período da “última invernada”... neva muito e é a mais baixa temporada do Atacama, frio extremo e muitos passeios fechados! Se quiser curtir a primavera, melhor deixar pra segunda quinzena de setembro pra frente!
      Obs. Estas informações me foram contadas por moradores locais. Com certeza há quem tenha ido em fevereiro e agosto e tenha dado sorte, mas se vc puder evitar, fica a dica!
       
      E na véspera...
      Machuquei o pé. Sim, forte! No dia antes de viajar a marmota aqui cutucou uma unha! Fui parar na podóloga e não desejo pra ninguém a dor de cortar nacos de carne e unha sem anestesia, fiz força pra não fazer xixi! Por este motivo acabei levando antibióticos caso infeccionasse, antisséptico para curativo e antibiótico pomada para os primeiros dias! No fim... #spoiler super sarei e não tive maiores problemas, rs!
       
      Finalmente...
      Vou relatar tudinho, com muitas fotos e todos os custos. Por dia, eles serão divididos nas seguintes categorias: combustível, pedágio, alimentação (que inclui mercado, refeições diversas, bebidas), compras (que inclui coisas úteis e inúteis, vulgo "souvenires e regalos", assim como eventuais estacionamentos e uso de sanitários), diversão/entrada (inclui entradas em atrações e eventuais taxas de turismo) e câmbio.
      No fim farei um resumão de custos, e gente... esta viagem divide com a África do Sul a primeira posição de “minha viagem favorita no mundo”... mesmo que nem tudo tenha sido... FLORES.
      Prometo começar o relato em si, no próximo post! 😃
    • Por nicolesuet
      Olá, pessoal! Estou planejando fazer um mochilão pela Europa durante 30 dias em fevereiro de 2020. Devido a faculdade janeiro a fevereiro são os únicos meses disponíveis para fazer a viagem. Além disso, de acordo com as minhas pesquisas o verão europeu é a época mais cara para viajar.
      Estou preocupada com o tempo, pois sei que é muito frio e que costuma chover bastante nessa época, logo não quero colocar lugares no roteiro que não conseguirei aproveitar devido ao tempo. Gostaria de saber de vocês quais destinos vocês acham imperdíveis na época do ano e quais vocês acham furada. Existem alguma atração ou destino em particular que vocês recomendariam?
    • Por Juliana Champi
      Olás!
      Segue um relato brevíssimo e fotos do “Morro do Gavião”, localizado na cidade de Ribeirão Claro, Paraná, divisa do Estado com São Paulo (Chavantes).
      O “tb cabe no seu fds” do título do tópico faz alusão ao primeiro post que fiz com este tema:
       
      Viagens curtinhas (bate-e-volta ou 2 dias) e acessíveis pra quem curte muito natureza mas as vezes não tem disponibilidade, seja de grana ou de tempo, para grandes aventuras.
      Bora lá. Saímos de Londrina, norte do Paraná, as 7h da manhã de uma sexta-feira, feriado municipal. Londrina dista 200km da Fazenda São João, onde fica o Morro do Gavião. Fomos em 4 famílias, sendo 3 casais com 1 filho cada (3, 5 e 11 anos) e um casal sem filhos, em 3 carros pra otimizar custos. Tem 2 pedágios na nossa rota, de 22 REAIS CADA, um abuso. Então gastamos 88 reais de pedágio por carro. Só pra ilustrar, o meu carro gastou 95 reais de combustível... quase igual ao valor do pedágio.
      Assim que a gente paga o segundo pedágio a gente sai da rodovia e pega uma estrada bem bosta, pista simples com vários trechos esburacados. Por isso os 200km são percorridos em 3 horas. O acesso a Fazenda é por um curto trecho em estrada de chão.

      A pedra bonitona que aparecia na estrada. Poucos kms em estrada de chão.
      Chegamos lá as 10h e fizemos um lanche antes de subir. Paga-se 3 reais para entrar. A Fazenda São João tem estrutura super turística e várias atividades além da contemplação, como tirolesa, parapente, parque infantil, restaurante e etc., mas eles só abrem estas atividades aos fds e feriados nacionais. Até avisei que iríamos em grupo e tals mas estava mesmo tudo fechado. E detalhe, era feriado lá tb! 🤦‍♀️
      A “trilha” pra subir nem pode ser chamado de trilha. É um caminho em campo aberto (acho que podiam plantar umas árvores) com calçamento de pedra, dá pra subir com bb de colo, com muleta, enfim, dificuldade zero. Tb é bem curto, parando bastante demora uns 30 minutos.

      Subindo!

      "Caminho" de pedra.
      A vista do alto é a represa de Chavantes, e é de fato bem bonita. Tanto que rolam uns ensaios fotográficos pré-wedding e estas coisas. Lá em cima tb tem umas rochas bem cênicas onde o povo finge estar caindo ou flutuando, mas é perigo quase zero.

      Gui pendurado.

      Meu pequeno mochileiro.

      Meu quase "Asana de Vrakasana" pq tava ventando. kkk
      Ficamos cerca de uma hora andando em cima do morro, fizemos um lanche, mas o calor tava MUITO forte e tinha apenas uma árvore. Tentamos ficar na sombra desta árvore, mas tinha um amontoado de vespas numa rocha próxima que começou a se incomodar com nossa presença, resolvemos descer. Então ponto negativo: preocupação com a natureza não tem não. Super podiam plantar umas árvores nativas alí em cima, pelo menos no interior do platô (que é pequeno) se a preocupação é não prejudicar a vista. Seguem fotos do visual!

      Natureza e mochila!

      Um dos lados da vista!

       

       

       

       

       

      A trupe reunida!

       

       
      No caminho que dá acesso a Fazenda tem placa indicativa de outras atrações. Perguntamos, antes de partir, se as atrações estariam abertas... e moça da Fazenda disse que não pq era feriado! Poxa, mas aí que tinham que abrir né? Haha. Uma das indicações da estrada era uma tal de “Pedra do Índio”, e a gente avistava uma rocha alta com formato bem legal, achamos que era essa. Resolvemos ignorar a indicação da moça da Fazenda São João de que tudo estaria fechado e fomos ver essa tal “Pedra do Índio”.
      Era uma restaurante, rs. BEM BONITO, ABERTO, com uma vista linda da represa de Chavantes tb. Preços super tranquilos. Pelo jeito eles fazem eventos no local (casamento, festas) e está em construção um belo camping, fica a dica pro futuro próximo. Mas a Pedra do Índio era nada a ver, e a bonitona que a gente via da estrada tinha outro nome, rs, que não lembro.
      Lá vimos um garçom indicar uma cachoeira por perto, mas já estava tarde pra nós e ainda tínhamos planos, mas pelo jeito tem mais coisas na região que não conhecemos.
      Partimos em direção a ponte pênsil (Ponte Alves Lima) que liga as cidades de Ribeirão Claro a Chavantes por cima do Rio Paranapanema, divisa dos estados (PRxSP). Esta ponte é tomaba pelo Patrimônio Histórico Estadual e é bem importante do ponto de vista arquitetônico. É uma raridade.
      No caminho se observa a cachoeira “Véu da Noiva” (afffe essa criatividade pra nome de cachoeira) da estrada, mas estava bem mirradinha por conta da nossa estação seca.
      Adoramos o cenário da ponte. Hoje é acessível somente a pedestres, a ponte para automóveis funciona ao lado. As águas do Rio Paranapanema estavam tão clarinhas e transparentes, estava tão calor, que só não pulamos pq não tínhamos absolutamente nada pra nos secar antes de irmos embora, kkkkk!

      Ponte lindona! A foto não mostra o tanto que ela é bonita!

      A ponte nova!

       

      Time completo!
      Saímos de lá cerca de 16h e chegamos em Londrina as 19h.
      Estas foram as atividades em um dia. Se houver possibilidade de pernoite, tem outras coisas pra explorar.  
       
    • Por gapparicio
      Queridos!
      Montar um roteiro pra Europa é muito simples. MAS TER CERTEZA DE ESCOLHAS NO SUDESTE ASIÁTICO É UMA AVENTURA!!!
      Segue a ideia do meu roteiro, e gostaria MUITO de compartilhamento de experiências e dicas/apontamentos de onde acertei ou errei. QUE MEDO DE ERRAR NO ROTEIRO!!!!!
      21 dias, partindo em 22/11/2019, fazer uma segunda lua de mel eu e minha esposa:
         - Saída de Guarulhos direto para DUBAI;
         - Estadia de 2 dias em DUBAI
         - Ida para Bangkok
         - Estadia de 3 dias em BANGKOK
         - Ida de trem para Ayutthaia
         - Estadia de 2 dias em AYUTTHAIA
         - Ida de trem para Chiang Mai 
         - Estadia de 2 dias em CHIANG MAI
         - Ida de avião para Krabi
         - Estadia de 4 dias em Ilhas de KRABI e arredores
         - Ida de trem ou barco para Phuket
         - Estadia de 2 dias em Ilhas de PHUKET e arredores
         - Estadia de 1 dia em SIMILIAN ISLANDS
         - Ida de avião para Siem Reap
         - Estadia de 3 dias em SIEM RIAP com visitas em ANGKOR
         - Ida de avião para Laem Prabang
         - Estadia de 2 dias em LAEM PRABANG
         - Ida de avião de volta para Bangkok, no dia de vôo de volta para o Brasil


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