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Juliana Champi

RELATO: 3 SEMANAS FODÁSTICAS PELOS EMIRADOS (Dubai e Abu Dhabi) E JAPÃO (Osaka, Kyoto, Nara e Tokyo)

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Em 07/01/2018 em 16:24, novoCalculoDaRota disse:

Juliana, que viagem memorável! Lugares lindos!!!

Rachei de rir com a epopeia pra tirar o visto e todos os perrengues! ahhahahaha

São partes da história que depois que termina a viagem a gente cai na gargalhada pq vê que tudo deu certo ne? risos

Delicia de viagem! Parabéns!!

Obrigada!!! O visto de fato foi uma epopéia, kkkkkkk!

:D

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Em 13/01/2018 em 10:45, rsmartins disse:

@Juliana Champi Ola Juliana! Estou indo para Dubai em fevereiro e também aluguei carro! Como funciona para estacionar nestes lugars que relatas aqui? Muito bom o teu relato! Parabéns!

 

Oiê! Olha só, a maioria dos lugares tem estacionamento gratuito, acho que só no Madinat Jumeirah nós pagamos. Na rua tb é gratuito e seguro. Em um lugar só, em Bur Dubai, penamos pra achar vaga, rs.

Ótima viagem pra vc!

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30 de novembro (quinta): mercado das especiarias, mercado do ouro e rally no deserto com jantar

Acordamos cedo pra variar, tomamos café em casa mesmo e partimos para Bur Dubai, um bairro mais lado B de Dubai. Bairro tipo comum, sem nada extraordinário, kk.

Neste dia tínhamos programado visitar o Museu de Dubai, mas rodamos mais de meia hora por perto e não conseguimos lugar pra estacionar, desistimos.  Mas dizem que é muito legal, um pena não termos ido! Estacionamos o carro perto do Souk Gold, na rua mesmo, e partimos conhecer os mercados, do ouro e das especiarias.

Olha, o assédio é muito irritante. Próximo às portas e laterais dos mercados era impossível andar, muito muito muito chato o assédio, acabamos passando correndo, sem mal ver o que tinha pra ver. Me lembrou um pouco as imediações do Grand Bazar em Istambul que tb era um porre. FOTO 40 e 41

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                                                                                   FOTO 40 e 41: Mercado do Ouro e das especiarias!

Como não tinha intenção nem dinheiro pra comprar ouro, kkkkk, compramos só umas bobeiras de lembrança... João provou vestes árabes e acabamos comprando tb, pra que né! Mas ele ficou lindo de árabe, kkkkkk. FOTO 42

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                                                                                                                    FOTO 42: João árabe!

Nossa passagem pelos mercados foi rápida pelos motivos acima explicados, e logo partimos pro Deira City Center, um shopping, onde íamos deixar o carro estacionado pra ir pro rally do deserto. Acabamos almoçando por lá num restaurante japonês bem ruinzinho.

Tem trocentas mil agências que oferecem este tour pro deserto, e é tudo igual... eu pesquisei algumas antes e tava achando o preço meio salgado, tipo 260 dirhans (cerca de 250 reais), e eu nem esperava muito deste passeio, achei que seria tudo meio pega turista. Aí vi uma dica em algum blog de comprar este passeio pelo groupon, e gente, que lindo, paguei 60 dirhans por pessoa no groupon emiradense, kk.

Depois de comprado, mandei email pra empresa e agendei o dia e o local onde passariam pra nos pegar. Como neste dia sabia que estaríamos pros lados de Bur Dubai e Deira, combinamos um lugar próximo, em frente a um mercado.

Na véspera do passeio eles mandaram zap informando que o dia 30 era feriado nacional, como se fosse o nosso 7 de setembro. Pra eles é um data mega especial e por isso eles cancelam outras festividades e etc. Coisas do islamismo! Ou seja, o passeio podia ocorrer, mas sem as apresentações de dança que ocorrem normalmente durante o jantar. Me perguntaram se eu queria reagendar por causa disso, mas eu não tinha mais tempo e nem achei que a ausência dessas apresentações ia melar o pagode, kk.

Conforme combinado, passaram com algum atraso buscar a gente e mais um casal que tava esperando no lugar indicado. Pegaram a gente com um micro ônibus. Depois rodamos mais um monte de lugares pegar mais gente, o ônibus encheu. Ficamos umas duas horas nessa catação de gente. Depois de pegar todo mundo partimos em direção ao deserto, que na verdade tá em toda parte. Uns 50 minutos depois paramos na beira da estrada e os 4x4 começaram a pegar a galera. Além do motorista, no nosso carro fomos nós 4 e mais 3 americanas. FOTO 43 e 44

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                                                                        FOTO 43: João no que ele chamou de primeira classe do busão.

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                                                                                           FOTO 44: carros 4x4 para o Rally

O rally é bem divertido, gritamos um monte, kkkkkkkk, mas dura pouco, cerca de 30 minutos ou menos. Não sei se mais é aconselhável pro estômago tb, rsrsss...

O motorista do rally deixa a gente no tal do acampamento, que nada mais é que uma enorme tenda montada no meio do nada com algumas atrações próximas, como passeio de camelo, aluguel de quadriciclo, além das tattoo de hena, narguilé e barraquinhas de souvenirs, mas bem fraquinhas. FOTO 45

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                                                                                       FOTO 45: Entrada do acampamento

A gente ficou andando pelas dunas, o por do sol é lindo! Andamos de camelo (3 minutos, uma micro voltinha) e claro que o João quis andar de quadriciclo, acho que foi 50 dirhans meia hora. FOTO 46 e 47

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                                                                                                          FOTO 46: rolê de quadriciclo

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                                                                                                    FOTO 47: Pôr do sol lindo!

Uma coisa engraçada é que a fila pra andar de camelo tava maior grande... e tinha um cara lá organizando, auxiliando as pessoas a subirem e tals. Aí do nada, sem falar nada, o cara sai, pega um tapetinho, ajoelha no chão e começa a rezar... ele ficou uns 20 minutos rezando e todo mundo esperando ele acabar, rs. FOTO 48 e 49

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                                                                                                    FOTO 48: rolê de camelo!

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                                                                                                     FOTO 49: o sol indo embora!

Depois destas atrações rola o jantar, que é uma comida bem normal, tipo churrasco, com maionese, saladas, farofa e estas coisas. Refri e água tb estão disponíveis. As mesas são aquelas típicas árabes, vc senta em almofadas no chão. Se vc pagar 100 reais por pessoa vc pode sentar em mesas comuns e um garçom te serve, mas gente, pra que! Sentamos no chão mesmo e pegamos nossa própria comida.

Lá pelas nove da noite começam a organizar a volta da galera. Fomos de 4x4 até a beira da estrada e esperamos o ônibus encher de novo, o que ocorreu rápido, glória!

Eles nos deixaram de volta onde tinham nos pegado, e acabamos deixando o carro na rua pq não sabíamos se o shopping ia estar aberto quando voltássemos, vai que atrasa! Pegamos o carro e fomos pra casa, de pança cheiassa, não foi nem um pouco difícil dormir, kk.

Achei que paguei um preço justo pro passeio. Não é uma porcaria mas tá longe de ser sensacional. Se tivesse pago o valor normal, 250 pila, ia ficar brava... não vale!

1 de dezembro (sexta): At The Top, praia, mais um pouquinho de Madinat e partida pro Japão

Acordamos 4:30! Sim! Explico! O Burj Khalifa, o prédio mais alto do mundo, tem opção de subir até o 124º andar e 148º andar. Claro que mais alto é mais caro. Eu já tinha lido que é sensacional ver o pôr do sol lá de cima, mas a entrada na hora do pôr do sol chega a 300 dirhans ou mais, carésimo. Aí vi que tinha uma promoção de nascer do sol, que na boa, é a mesma coisa do pôr do sol, kkkkk... por 125 dirhans com café da manhã! Compramos!

No próprio site: http://www.burjkhalifa.ae/en

Nosso horário de entrada era 5:30 da manhã, e lá fomos nós rumo ao Dubai Mall, o shopping que dá acesso ao Burj Khalifa. No próprio voucher tem instruções de onde estacionar dentro do shopping, mas nos perdemos um pouco e os próprios funcionários do shopping não sabiam dar explicações. Depois de ficarmos perdidos naquela imensidão, achamos mais gente e por fim achamos o acesso ao Burj Khalifa. 

A vista é SENSACIONAL. Apesar de caro, achei que valeu a pena. Vimos tudo no escuro, vimos clarear e vimos com luz, no escuro foi bem mais legal! Lá em cima tem lojas de lembrancinhas, compramos umas bobeiras. Ficamos umas duas horas ou mais. FOTO 50, 51 e 52

                                              50.JPG.82bdd994b449ffeadddcbff28b6b4796.JPG

                                                                                   51.jpg.df79449103f015ee24e59ef0b8fdd582.jpg

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                                                                                          FOTO 50, 51 e 52: vistas do alto do Burj al Khalifa

O dia de hoje era pra curtir a praia e reencontrar a amiga, mas ainda tava cedo pra praia e a gente tava com sono. Voltamos pra casa, dormimos mais um pouco, e lá pelas 10h fomos pra praia! Que que é esse mar azul... coisa mais linda! FOTO 53

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                                                                                FOTO 53: que mar é esse??

Eu tinha combinado com minha amiga Gi de encontrá-la numa praia chamada Kite Beach... mas eu estava no lugar errado. Depois do banho de mar fomos encontrar ela... não dá pra ver o Burj al Arab desta praia, mas recomendo. Muito legal, cheia de gente, estandes esportivos, feirinha, barracas, bem movimentada, passamos a tarde lá! FOTO 54 e 55

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                                                                                  FOTO 54 e 55: João se aventurando em Kite Beach

Últimas compras na feirinha... hora de despedir da amiga e ir pra casa arrumar malas... partiríamos pro Japão às 3 da manhã!

Malas prontas, seguimos pro Madinah Jumeirah de novo... eu adorei este lugar! Passeamos mais um pouco, comemos e lá pelas 22h fomos pro aeroporto. Devolvemos o carro às 23h, devolvemos o pocket wifi no local indicado e fomos conhecer o imenso aeroporto de Dubai pq na chegada nem tivemos tempo. Pontualmente às 3:05 da manhã partimos para Osaka! Adeus Emirados! FOTO 56 e 57

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                                                                                         FOTO 56: Entrada do Madinah Jumeirah a noite!

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                                                                                FOTO 57: Despedida do Burj al Arab visto do Madinat!

RESUMO DUBAI

Não é o destino mais barato do mundo mas pode ser bem acessível com algum esforço. Eu adorei tudo que vi. É lindo, superlativo, sensacional. Achei que o tempo que fiquei foi ideal pro que tínhamos em mente, mas pro essencial 1 dia dá: recomendo o madinat jumeirah, dubai mall e burj khalifa. Se tiver 2, recomendo um bate-e-volta em Abu Dhabi e Global Village... Pois o resto achei dispensável. Se tivesse ficado mais ia curtir mais as praias e parques aquáticos que tem por lá. Mas mesmo que vc tenha menos tempo disponível vale a pena!

Eu tinha trocado todos os 1500 dólares que tinha levado por dirhans, cagada... devia ir trocando aos poucos! Acabou sobrando cerca de 700 dirhans, que eu troquei por ienes pra reforçar o orçamento do Japão. Portanto, a média de gastos foi uns 200 dólares por dia para 3 pessoas pagando tudo, exceto hospedagem. Mas comprei bastante tranqueira, comemos tudo que tivemos vontade e até patinei no gelo... kkkk... dá pra se virar com bem menos. MUITO menos... nesta viagem eu me propus gastar o dinheiro que tinha, hj não faço mais isso!

Todo mundo fala inglês, e um inglês bem compreensível, exceto os trabalhadores da construção civil, indianos, estes não falam nada. Sei disso pq fomos parar acidentalmente dentro de uma obra numa errada de rota, kkkk, e ninguém explicava pra gente como sair.

Não interagi com muitos locais, até pq não tem muitos locais, em Dubai a maioria da população é estrangeira. Paquistaneses, indianos e filipinos são a maioria. E tem muita gente lá vivendo em condição miserável, trabalhando em situação análoga à escravidão. Esta é uma Dubai que a gente só vê se prestar atenção... eu assisti um documentário terrível que mostra esta triste realidade:

Apesar de ter adorado muito minha passagem pelo país, é bom saber que nem tudo são flores!

O custo de vida no país é alto, aluguéis são caríssimos, mas muitas outras coisas são baratas e os salários são bons na maioria das vezes. Minha amiga comprou um carrão lá que aqui custa mais de 100 mil reais... ela pagou o equivalente a 60 mil!

Não tivemos nenhum problema com relação a religião, mas bizarrices podem acontecer. Se uma muçulmana invocar com seu shorts curto ela pode pedir que um policial te obrigue a se cobrir... e se vc recusar vc é presa! A ausência de álcool tb é foda, eu adoro vinho!

Quase não existe moto por lá e não vi bicicletas! Chamou a atenção!

E por fim o clima... é desértico e não se recomenda ir no verão. As temperaturas beiram os 50 graus e não dá pra ficar na rua. Adorei o tempo que pegamos. A noite era sempre fresco, uma delícia!

Recomendo os EAU? Com certeza! É muito diferente da nossa cultura, da nossa realidade, curti demais!

Logo continuo com o tão sonhado Japão!

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JAPÃO - OSAKA

2 de dezembro (sexta-feira): chegada, Dotonbori!

Olha... eu já tinha viajado para países com diferenças consideráveis de fuso horário, mas esta foi a primeira vez que sofri litros por conta do tal do jetlag. Nos EAU eu já morria de sono pela manhã e tinha dificuldade de pegar no sono cedo a noite... e em Osaka a coisa só piorou.

O voo de Dubai pra Osaka foi pouco mais de 8h... sussa até. Eu tomei kilos de vinho... primeiro pq tava na abstinência, segundo pq queria dormir. Mas não adiantou! Fiquei o tempo todo acordada em um terrível voo diurno onde todo mundo dormiu e ainda cheguei em Osaka de ressaca!

Chegamos a noite, pegamos um trem desde o aeroporto, um friiiiiioooo de rachar! Eu passei mal de sono, as pessoas do trem me olhavam estranho! Já instalados em casa (airbnb com selfie check in), resolvi encarar a realidade: foda-se o cansaço extremo, eu to do outro lado do mundo!

Largamos as malas em casa e sim, saímos reconhecer a vizinhança, que era nada mais nada menos que... DOTONBORI! Aí me apaixonei por Osaka! FOTOS 58, 59,60, 61.

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FOTO 58: Dotonbori, seuLindo!

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FOTO 59: Luzes de Dotonbori e seu canal.

 

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FOTO 60: Luzes de Natal, lindo!

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FOTO 61: O famoso homem correndo Glico!

Luzes de natal, luzes da cidade, gente pra toda parte, frio, cheiro de comida, enfim. Paramos pra jantar num restaurante qualquer, quentinho, comemos bem e tomamos bebidas esquisitas. A gente achou que era cerveja na hora de pedir mas quando chegou era doce e tinha cor de groselha, kkkkk... primeira de 1000 surpresas com comidas e bebidas, rs

Exaustos mas radiantes fomos pra casa dormir! Nosso apto em Osaka, citado no começo do relato, foi bem legal, mas o anfitrião demorava pra responder e tivemos problemas em descobrir como funcionava o aquecedor, rs, mas deu tudo certo, super recomendo o local.

3 de dezembro (sábado): Aquário, Roda Gigante, Osaka Castle, Umeda Sky e muito mais!

Acordamos cedinho e não me lembro mais se tomamos café em casa ou na rua, mas já tínhamos descoberto a maravilha que é a Seven Eleven, Family Mart, Lawson e cia! Explico: estes são mercadinhos que tem tudo que que um viajante precisa, produtos de higiene, tudo quanto é tipo de snack e o melhor: comida pronta. Vc compra e leva pra casa sua marmitinha prontinha ou pede pra eles esquentarem e come ali mesmo. Algumas lojas tem um espaço pra comer, em outras vc come em pé na rua mesmo. Usamos muuuuuuito estas lojas, a variedade pra café da manhã era muito grande e muito delícia, especialmente na Seven Eleven (como vou viver sem minha rosca de creme e sem meu lanchinho de milho?)... tb tinha muitas bebidas (a gente sempre passava a noite pra levar um vinho pra casa) e muitos doces daqueles esquisitos que só se encontra no Japão.

Enfim, seguimos de metro para a região chamada Osakako, que tinha duas atrações que queríamos, o Osaka Aquarium e uma imensa roda gigante!

Eu estava meio preguiçosa de ficar anotando valores, na cidade de Osaka não anotei nada, depois voltei a registrar, rs, então não lembro dos valores... mas não foi baratinho não. Mas tanto a Roda Gigante, com a vista inteira da cidade, quanto o Aquário, foram muito legais. Eu achei o aquário de Osaka mais legal que o de Lisboa por exemplo, que já é bem massa.

Nós começamos o dia pela Roda Gigante, andamos pela região onde tinha uma “Legoland” mas não nos pareceu muito legal. Detalhe que na fila da roda gigante um rapaz nos alertou sobre a mochila do Gui que estava aberta... foi um dos poucos brazukas que encontramos... ele disse “estamos no Japão, mas nunca se sabe né” kkkkkkk... Depois da roda gigante já era hora do almoço e comemos num Family Mart ali perto, na frente da roda gigante na verdade. E seguimos pro aquário, que é muito perto. FOTOS 62, 63, 64

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FOTOS 62 e 63: A Roda Gigante!

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FOTO 64: Lá de cima, meus meninos!

Curtimos muito o aquário. FOTOS 65, 66, 67. Andamos lentamente por ele, estava bem cheio... e João, quase na saída do Aquário, dá um berro de “PERDI MEU CELULAR” e começa a chorar histericamente. Ele estava com uma calça de moletom de bolso largo, já o tinha alertado que o celular poderia cair do bolso... e dito e feito! Acalmei ele, João e Lio ficaram onde estávamos e eu e Gui voltamos um bom pedaço do aquário tentando achar o bendito telefone, mas sem sucesso. Tínhamos nos separado. Achei uma funcionária do Aquário que me ouviu, fez umas ligações, e me informou de que eu teria que verificar no achados e perdidos quando saísse do aquário. Voltei pro lugar onde estavam Lio e João, logo Gui chegou e fomos terminar a visita, mas um pouco chateados com a provável perda do cel do filho.

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FOTO 65: Entrada do Osaka Aquarium.

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FOTO 66: O tunel de água!

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FOTO 67: Natal até embaixo d'água!

Na saída do aquário tinha uma lojinha de souvenirs cheia de coisas fofas... queria tudo, rs. Nos dirigimos ao “Lost and Found”, informei que meu filho tinha perdido o celular dele e o rapaz me perguntou como era. Disse que estava sem capa de proteção, era preto, masca LG. Ele enfiou a mão embaixo do balcão e me entregou o telefone, rs. Ai Japão seu Lindo! Preenchi um formulário com algumas informações e pronto, sorriso de volta na cara do filho.

Perto do Aquário tinha um outro negócio pra visitar que eu não entendi bem o que era até passar por perto. Era um lugarzinho fechado cheio de bichos selvagens interagindo com humanos... tipo lhama, capivara, cangurú, tartaruga... gente, que dó. FOTOS 68 e 69

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FOTO 68: Lugar bizarro pra interagir com bichos. Pet ainda vai, mas Lhama?? Cangurú?? Que isso!

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FOTO 69: Morrendo de dó dos bichinhos!

Já estávamos no meio da tarde e a noite já estava vindo, começava a escurecer por volta das 16h30 e 17h já estava anoitecendo, 17h30 tudo escuro. Era engraçado pq aí a gente ficava um monte na rua a noite e pensava, nossa, já deve ser meia noite... e ainda era 21h, kkkkkk!!!

Seguimos para o Osaka Castle... gente, que coisa linda! Não visitamos por dentro pq as visitas internas já tinham fechado, mas a vizinhança já fazia valer a pena, outono coisa linda! FOTOS 70, 71, 72

                                        70.JPG.8edc968e64f913f1c6688e978dad235b.JPG

FOTO 70: O colorido do outono em Osaka Castle.

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FOTO 71: O imponente Osaka Castle.

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FOTO 72: Nas imediações do Osaka Castle essa bike repousa tranquilamente sem trava nenhuma, hahahahaha, ai Japão!

E de lá seguimos para o Umeda Sky Building, a última atração do dia. Este prédio fica numa região super movimentada, cheia de opções pra comer, próximo ao Yodo River, muito legal. Foi meio confuso achar como dava pra subir no topo mas nos viramos. A vista é de tirar o fôlego e o chão lá em cima é todo brilhante, o prédio em si é muito doido, vale a pena. FOTOS 73, 74, 75. Muito lindo!!!! Comemos bobeiras na rua e fomos pra casa, a expectativa pro dia seguinte era grande!

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FOTO 73: Vista do Umeda Sky Building

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FOTO 74: Vista do Umeda Sky Building

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FOTO 75: Vista do Umeda Sky Building, olha a roda gigante lá no fundo!

4 de dezembro (domingo): Universal Studios Japan

A criança que habita meu ser estava em êxtase, tinha chegado o dia do USJ. Gente, me julguem, mas eu curto muito parque de diversões e sou MUITO fã de Harry Potter. Não conheço e nem tenho planos breves pros EUA, então conhecer o mundo mágico aqui era minha grande chance.

O esquema pra ir de trem/metro pro USJ é um pouco diferente, mas nada que não se consiga pesquisar e ir. Só é um pouco mais demorado que um metro comum, no fim do post falo mais sobre transporte!

A entrada do Parque foi bem cara, algo em torno de 250 reais cada adulto, e tudo lá dentro foi MUITO caro, mas já li que nos EUA é assim tb. Pra vcs terem ideia, um chaveiro do Harry Potter custava cerca de 50 reais. O cachecol que eu tanto queria, 150 reais (não comprei) e as vestes... 600 reais. FOTO 76

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FOTO 76: Entrada do USJ.

Passamos a manhã toda na parte do Harry Potter, no beco diagonal pros que gostam, rs, e em Hogsmeade, pegamos uma longa fila pra entrar no castelo, pq de longe esta era a atração mais concorrida. Mas fizemos errado, a tarde a fila do castelo tava de 10 minutos, pegamos 1h30 de manhã.

Gentes, não vou aqui ficar pirando pq sei que nem todo mundo se interessa por HP, mas eu ameeeeiiiiii infinito, me senti em Hogwarts. A montanha russa do HP é bem legal e a atração dentro do castelo, com realidade virtual, é insana! FOTOS 77, 78, 79, 80, 81

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FOTO 77: Hogsmeade! <3

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FOTO 78: O carro do sr. Weasley!

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FOTOS 79: Cerveja quente amanteigada (não tem álcool)

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FOTO 80: Suco de abóbora!

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FOTO 81: Hogwarts!

Depois do HP almoçamos hambúrguer no restaurante “SHARK”, que foi a opção mais barata. Visitamos o Parque Peanuts, fofíssimo, bem de criança pequena, Wonderland, bem de piticos tb, Jurassic Park, com as melhores atrações!!!!! A maior montanha russa e uma outra atração de barco muito massa, me senti no filme, mas molha um pouco, rs. FOTO 82

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FOTO 82: Jurassic Park!

E finalizamos com Hollywood Dreams, que tem duas atrações, duas montanhas russas na verdade, e uma é de costas, Back Drop... fomos duas vezes, delícia! Não fui no mundo minion pq não sou fã. O parque nem tava fechando mas decidimos ir embora pq a garoa do fim da tarde tava virando chuva, eu tinha esquecido as capas de chuva e não ia pagar 80 reais numa do snoopy, rs. Comprei um guarda-chuva dos minions por uns 60 reais que dei de presente depois! Mas minha única blusa de frio estava ficando molhada, rs. FOTO 83

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FOTO 83: muitas luzes na despedida do USJ

Caro pra caramba este dia, mas inesquecível pra mim. Passamos no mercadinho e corremos pra casa! Dia seguinte era dia de trocar de cidade!

RESUMOS OSAKA

Que cidade FODA! Adorei muito! Não sei se é pq foi a primeira do Japão, mas que coisa linda! As japas todas elegantes, sempre maquiadas (elas são muito vaidosas), de salto e saia andando de bicicleta! O que os EAU não tem de bicicleta sobra no Japão, tem bike pra todo lado! Os banheiros são um show a parte... privadas de todos os tipos pra todos os gostos, esquenta o assento, faz barulho de água, jatinhos de água de várias formas, enfim, kkkkkkkk!!!!! Tb tinha make room em quase todos, pras japas retocarem a maquiagem, elas levam isso muito a sério.

O transporte é mega eficiente e organizado, andamos só de metrô/trem. Como não tínhamos o Japan Rail Pass tínhamos que comprar os tickets nas maquininhas. Li em algum blog que seria impossível entender... balela. É bem intuitivo e com pouco tempo a gente pega as manhas. E pode perguntar pros japas que eles sempre irão te ajudar se precisar! Mas assim, eles não falam inglês mesmo... é aquele bom e velho japanenglish e mímica, rs!

A comida estava me surpreendendo, eu tinha medo de passar fome pq não gosto de sushi, sashimi, comida doce, doce de feijão, doce de arroz e estas coisas, rs, mas a base da alimentação japonesa é o Ramen, que aqui chamamos de Lamen, rs. De tudo quanto é jeito, com muitos sabores, uma delícia. Os doces não tradicionais, ou sejam, doces comuns, tb são muito bons pq tem o paladar suave, não é aquele exagero de açúcar!

Osaka é aquela cidade dos sonhos. Tudo impecável, organizado, muita segurança, ninguém faz nada errado, tudo funciona! Se eu tivesse que morar no Japão, seria em Osaka. Achei que fiquei pouco, teria que ter um dia a mais pelo menos pra curtir com mais calma!

Gastamos em média 15.000 ienes por dia, o que dá mais ou menos 500 reais, pros três.

No próximo post: Kyoto! :)

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KYOTO

5 de dezembro (segunda-feira): Ida Para Kyoto, templo Kinkaku-ji, Kyoto Station

Acordamos cedinho em Osaka e nos preparamos pra sair. Eu tinha decidido que precisava muito passar numa Uniqlo para comprar uma blusa decente. O Lio também precisava. Pausa para a Uniqlo: loja mais massa ever! Geralmente de vários andares, tinha roupa de tudo que é jeito e preço, mas os preços geralmente são bons. Eles vendem roupa com tecnologia pra frio, pq essas nossas aqui do Brasil não servem pra nada. Gui e João estavam de boas quentinhos com as blusas que eles tinham comprado na zoropa.

Logo quando cheguei já reparei que as japas usavam bem menos roupa e estavam de boa, enquanto eu parecia um boneco Michelin e morria de frio... tem o fato deles estarem mais acostumados, claro, mas as roupas térmicas da Uniqlo era o segredo... são MUITO boas e metade do preço das da Decatlon. Paguei em média 30 reais em peças térmicas underwear e cerca de 300 pila num casaco ultra quente. Fora um monte de outras coisas que acabamos comprando em Tokyo, mas isso vem depois.

Nosso trem era logo depois do almoço e estava com receio pq as lojas em Osaka, a maioria, só abria às 11h da manhã (mas elas fecham bem tarde, as 22, 23h). Mas deu tudo certo, compramos blusas e seguimos pegar nosso trem pra Kyoto. Eu comprei a passagem antecipada em alguma estação, não me lembro de mais detalhes mas lembro que não era caro, coisa de 700 ienes acho... e a viagem foi rapidinha, cerca de 1h.

Chegamos em Kyoto no começo da tarde, na gigantesca e moderna Kyoto City Station, vulgo Kyoto Sta. Iríamos explorá-la em outra oportunidade, agora o foco era chegar em casa! Ao contrário de outras cidades do Japão, o principal meio de transporte em Kyoto são ônibus, e não metrô. O preço da passagem era 230 ienes e tem que pagar com a quantia exata, jogando as moedas numa maquininha. Dentro de cada ônibus tb tem uma outra máquina que troca moedas de valor maior e até nota de 1000 ienes em moedas que servem pra pagar o busão, mas se tiver somente notas maiores tem que trocar antes de entrar. Outra mão na roda pra batedores de perna é que tem um cartão que vale pro dia todo que custa 500 ienes, ou seja, se vc vai pegar 3 busões no dia ele já vale a pena... compramos quase todos os dias, era muito prático. Podia comprar nos próprios ônibus ou na estação central (Kyoto Sta). Depois de compramos o nosso cartão, achamos nosso busão e em cerca de 20 min estávamos em casa. Foi tranquilo achar, estava com mapa off-line e já tinha marcado o endereço.

A hospedagem de Kyoto foi a mais diferentinha... Era uma casa de três andares estranha... no piso térreo tinha uns quartos, mas não vi direito pq era num corredor que não cheguei a ir. No primeiro andar tinha a casa da anfitriã e no segundo o nosso quarto, bem espaçoso. Banheiro e cozinha eram no corredor, mas só a gente usava pq só tinha a gente mesmo neste andar. A cozinha era coletiva mas não vi ninguém usando e tb não usei. A casa era aconchegante de maneira geral, só não tinha lugar pra pendurar roupa que eu já tava precisando lavar... conto mais disso depois. A anfitriã de Kyoto foi a que mais interagiu com a gente, deu saquinhos de carvão ativado pra experimentarmos (carrega-se nos bolsos, aquecem com atrito e evitam o congelamento dos dedos), dicas, mas não fez café da manhã que estava anunciado no airbnb, segundo ela estava muito frio pra acordar cedo, kkkk. E tava mesmo, rs.

Como escurecia muito cedo ela nos sugeriu ir no templo Kinkaku-Ji, que era perto de onde estávamos e pra lá fomos. Templo SENSACIONAL, com as cores do outono e do fim da tarde ficou surreal de bonito. (FOTO 84)

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FOTO 84: Contemplação do Templo do Ouro, Kinkaku-Ji

De lá seguimos de volta, de busão, pra Kyoto Sta pra passear e jantar. A estação é de fato gigante, muito bonita, bem movimentada, e estava com as luzes do Natal, fantástico! As fotos não traduzem. FOTOS 85-87.

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FOTO 85: Decoração de Natal em Kyoto Sta.

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FOTO 86 e 87: Luzes coloridas nas escadarias de Kyoto Sta, é lindo, as fotos não traduzem!

Do ladinho da estação tb tem a Kyoto Tower, bem bonita. Embaixo tem lojas e restaurantes e lá em cima tb tem um restaurante, deve ser lindo, mas o preço não era pra nós, kkk. FOTO 88.

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FOTO 88: Kyoto Tower.

Ficamos bastante tempo na Kyoto Sta. Tem loja de tudo que é jeito, visitamos uma Isetan por exemplo que tem 11 andares, kkkk, mas tudo de marcas caras que não é a minha. Acabamos jantando em lugar chamado Suvaco, kkkkk, comemos massas deliciosas a preços justos. De pança cheia, voltamos pra casa pra dormir e planejar o dia seguinte!

 

6 de dezembro (terça-feira): Arashyama, Monkey Park, Bamboo Forest, templos, Fire Ramen

Amanheceu zero grau, oooo delícia... e acordamos meio atrasados! Seguimos pra Kyoto Sta pra, de lá, pegar um trem da JR com destino ao distrito de Arashyama, onde fica a floresta de bambú e o Monkey Park, além de vários templos (Tenryu-Ji por exemplo). Não lembro do preço do JR, mas não era caro.

Começamos o passeio pelo Monkey Park, e conforme subíamos a montanha íamos tirando as blusas, kkkkkk... a paisagem é linda e as pausas pra foto eram estratégicas pra recuperar o fôlego. FOTOS 89-90

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FOTOS 89 e 90: a árdua subida do morro e as paisagens que fazem tudo valer a pena!

Vimos macacos em todo o percurso, mas em cima do morro onde tem um local apropriado e seguro pra alimentá-los é onde eles se aglomeram. FOTOS 91-92

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FOTO 91: Macacos fofos do Monkey Park!

 

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FOTO 92: alimentação adequada e segura, interação que vale a pena!

Amamos o Monkey Park! Depois de descer já paramos pra comer em algum lugar que não me lembro mais e seguimos para aguardada floresta de bambú! Longe de ser chato ou feio, mas eu super estimei. Os bambús não são tão adensados como eu imaginada e o mar de gente atrapalha bastante a contemplação, rs. Mas não deixe de ir! FOTOS 93-95.

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FOTO 93: Bamboo Forest!

 

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FOTO 94: A muvuca da Bamboo Forest!

 

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FOTO 95: Cores lindas da natureza!

Depois de bastante tempo caminhando pela floresta e visitando templos, comendo esquisitices e rindo muito disso, resolvemos voltar. Chegando na Kyoto Sta compramos os bilhetes do Expresso Nozomi (shinkansen) para Tokyo (uma fortuna!!! 400 reais cada passagem) e fomos visitar mais uma Uniqlo gigante e uma Yodoiabashi próximo da estação.

A Yodoiabashi tinha trocentos andares, cada um com um tema... vende de absolutamente TUDO. Uma perdição, kk. Devemos ter comprado coisas mas não lembro mais.

Fomos pra casa tomar banho e seguir pra atração da noite: o FIRE RAMEN! Tínhamos visto este restaurante no Mundo Segundo os Brasileiros que passa ou passava na Band e ficamos afim de ir. MUITOOO BOOM, recomendo muito.

Tinha fila quando chegamos mas a rotatividade é alta. É um restaurante que vc vai, come e sai, não tem como ficar conversando e bebendo. Então esperamos uns 15 minutos no máximo. Entrando lá tira-se os kilos de blusa e veste-se aventais de papel. Fica todo mundo sentado num balcão, cabem umas 15 pessoas só. É tudo muito engordurado mas faz parte! Pedimos as bebidas e eles explicam as regras em cartazes (tem em português, eles perguntam o país, tem em tudo quanto é língua, kk) e começam o preparo. Penduram os celulares em locais apropriados para a filmagem e tudo, kkkk... colocam os balls de macarrão na sua frente e tocam FOGO hahahauaha, muito divertido! Sem contar que é delicioso! E muito quente, rs. Adoramos. FOTOS 96-98.

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FOTO 96: Aguardando lá fora!

 

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FOTO 97: esperando o rango!

 

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FOTO 98: hora de comer!

Voltamos pra casa nos arrastamos pq o prato é enorme e dormimos bem rápido, rs.

Próximo post: continua Kyoto! :)

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7 de dezembro (quarta-feira): Nara e Gion

Acordou um frio do cão! FOTO 99.

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Dia de Nara, que alegria. Deu um certo trabalho chegar até lá. Fizemos duas baldeações (Mototanaka > Tambabashi > Nara Park) mas deu tudo certo. FOTO 100. No caminho, avistamos um senhorzinho com um andador mega motorizado, hahahahauaa, que comédia FOTO 101, e em uma das estações decidimos dar um de rycos e tomar café numa padaria que pareceu ser bem chique. FOTO 102. Era. Gastamos cerca de 50 pila cada no café da manhã, mas para comer os melhores doces ocidentais produzidos no oriente. Leves, sem ser enjoativos, meo, que foda de bom. Depois seguimos caminho com sono e jetlag. FOTO 103

100.jpg.fcc8233b95f139eabe058b2e5d75398b.jpg101.jpg.3bf5919975fcbf083035f8cae5818181.jpg102.jpg.06be88dbbe96a93be5f6d90ab3a47024.jpg103.jpg.1a8ee4d82dedc75d66ae348fab3a191e.jpg

Nara é uma fofura de cidade e os veados estão mesmo em toda parte e até as tampas de pv são lindas, aliás, por todo Japão. Você mal desce do trem e bichinos já estão lá. Dóceis, queridos, parecem cachorros. Por toda parte vendem biscoitos para alimentá-los, e com eles na mão, se prepare para a perseguição. Kkkk, vários correram atrás da gente e muitos nos deram dordidinhas na bunda, se marcar com as mãos pode doer, mantenha as mãos altas. FOTOS 104, 105 e 106.

As fotos falam por si.

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O templo de Nara, Todai-Ji (museu e hall) foi dos mais fodas que visitamos no Japão. MUITO legal. É lá que tem o famoso nariz do Daibutso (Buda). Se vc passa pela narina dele (um buraco bem pequeno numa tora de madeira) vc vai atingir a iluminação... e se não passa, NÃO. Kkkkk, só o João chassi de grilo passou... aquilo foi feito pra japonês desnutrido. Eu, Gui e Lio entalamos. Sem chance de iluminação. FOTOS 107-111.

107.JPG.d76293d1b7c9177814e31d14712d807c.JPG

 

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Em Nara comemos uma comida relativamente boa, porém cara, cerca de 5000 ienes, 150 pila. Mas tomamos, pelas ruas do Parque, o melhor sorvete de melão, isso mesmo, prove, do MUNDO, kk

Voltamos com planos de visitar Gion, o bairro das gueixas. Estava meio chuviscando e a noite as fotos não colaboram, mas o bairro nos pareceu lindíssimo e planejamos voltar de dia, o que não rolou. Por favor, vão a Gion durante o dia.

Passamos num Fresco (mercadinho a la Family Mart) e compramos nossa janta e nosso vinho pra descansar em casa, dia MASSA! FOTOS 112-113

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8 de dezembro (quinta-feira): Fushimi-Inari e Kyiomizu-dera

Nosso dia foi dedicado a estes dois templos. O primeiro é aquele dos intermináveis toris. Super cênico, lindo, mas super função chegar. Porém se chega. O segundo, um dos mais populares de Kyoto, no alto de uma ladeira de comércio insano pelas ruas da cidade onde se vende de comida esquisita a o resto todo. Encerramos antes do previsto pq uma chuvinha chata nos pegou no Kiyomizu-dera, e perto de casa que estávamos, fomos descansar.

O Fushimi-Inari é tudo o que falam! Lindo. No começo da caminhada montanha acima turistas se apinham por uma foto, mas a medida que se sobe tudo fica mais calmo e mais solitário. A subida completa leva em torno de 2h. Eu quase cheguei lá mas parei por conta de uma hipoglicemia (diabética mode on), esperei Lio e Gui completarem o caminho num dos pit stops, o que ocorreu poucos minutos depois.

Voltamos para “Kyoto em si”, pq este templo é bem mais longe e fomos de novo tentar Gion e Kiyomizu-dera que estavam perto. Gion não rolou de novo e Kiyomizu, apesar de lindo demais, estava em reforma e isso atrapalhou um pouco a contemplação.

Mesmo assim curtimos muito as ruas de comércio e fomos comendo de tudo, Lio até comeu um polvinho recém falecido, morri de dó. Só passando por lá pra ter ideia do tanto de coisa esquisita que se come. No caminho, umas turistas japonesas vestidas de gueixas pediram pra tirar foto com João e não foi a primeira vez que isso aconteceu. Segundo a nossa anfitriã de Kyoto, João parecia muito fofo e eles não estavam acostumados com crianças do ocidente. Ai que orgulho do meu mini mochileiro.

Curiosidade sobre o Kiyomizu-dera: a pedra do amor. Não se assuste ao ver gente, num certo local do pátio do templo, andando de olhos fechados. Elas estão sendo guiadas por alguém para alcançar a pedra do amor, que garante o relacionamento perfeito. Eu li aqui no mochileiros alguém tentando ajudar a pessoa achando que era deficiente visual que ia trombar com uma pedra... kkkk, arruinou a vida amorosa da moça.

Eu achei a pedra de olhos fechados tranquilamente já que já tenho o melhor companheiro da vida e guiei meu filho a ser bem sucedido no futuro. Ele achou a pedra de olhos fechados, kk.

No fim a chuva pegou de jeito e capas de chuva e guarda-chuvas não estavam animando, voltamos pra casa pra mais um pique-nique na sala!

FOTOS 114-120

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9 de dezembro (sexta-feira): Studios Toei

Nosso último dia em Kyoto. Acordamos mais tarde, estávamos de boa em não visitar os trocentos templos que não tinha dado tempo. Programamos apenas os Studios Toei pro dia.

Se vc sabe o que é Studios Toei vc vai. Se vc não sabe, não vá. Eu sabia, queria, e mesmo assim me decepcionei. Achei caro demais pelo pouco que ofereceu. A parte de museu dos vermelhos até foi legal, mas a vila medieval em si deixou a desejar e este dia foi totalmente dispensável.

Jantamos na amada Kyoto Station e nos preparamos para nossa última cidade: Tokyo!

FOTOS 121-124.

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RESUMO KYOTO

Adorável, embora os ciclistas fiquem mais retardados do que nunca aqui, fique esperto pra não ser atropelado. O transporte de ônibus dá um que de antigo que combina totalmente com a cidade. Exceto a Kyoto Sta, não espere se deparar com a modernidade do Japão aqui. Kyoto é a capital imperial, é antiga, histórica, calma. Ficamos, na minha opinião, um dia a mais do que deveria. Tiraria este dia de Kyoto e colocaria, FÁCIL, em Osaka.

Os japoneses seguiram sendo um povo querido, nos levando onde não conseguiam explicar. As ruas seguiram sendo mais limpas que qualquer rua que conheçamos por aqui, a nossa anfitriã foi super boazinha, mas eu estava louca por chegar logo em Tokyo.

CONTINUA.

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Amei o relato! ::love::

Fiquei curiosa sobre o "cara sinistro" no avião! Como ele era?

Esse programa "Aeroporto Dubai" passa no NatGeo!

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5 minutos atrás, LF Brasilia disse:

Amei o relato! ::love::

Fiquei curiosa sobre o "cara sinistro" no avião! Como ele era?

Esse programa "Aeroporto Dubai" passa no NatGeo!

LF, obrigada por me acompanhar até aqui! :)

O cara tinha muita pinta do que a gente lê da Yakusa... ele era tatuado demais pra um japonês da idade dele, kkkkk, e tentava esconder estas tattoos. Era tímido, seco, não olhava dos lados. Eu vou muito ao banheiro e me mexo muito, ele tava no corredor. Disse isso a ele e perguntei se ele preferia trocar (ir na janela e eu no corredor), ele me olhou fixamente e disse: NÃO. Ok, kkk... nas 3 primeiras horas eu pulei ele que já dormia pra poder sair do lugar... umas duas vezes. Depois eu abandonei meu assento e fui me juntar a um japonês bebum do gomo de trás do avião, sentado na primeira fileira sozinho. Ele numa ponta, eu na outra, ele bebia muito, kkkkkkk. Vez enquando eu levantava e ia olhar se o japa sinistro não tinha sumido com meu marido, ia olhar meu filho e o Lio, e tudo certo, todo mundo dormindo o tempo todo, kk!

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    • Por pedro.phma
      Comecei a escrever esse relato faz uns 6 meses, mas por falta de tempo acabei deixando de lado. Aos poucos vou publicando o relato e tentarei terminar ele o mais breve possível.
       
      Em 2018 fiz junto com minha esposa nosso primeiro passeio pela Europa. O primeiro destino escolhido foi Portugal e Espanha, e da viagem fiz um relato que se encontra nesta seção do fórum.
      Em 2019 foi a vez de conhecer a Itália. Durante 2018 vínhamos planejando nova viagem para a Europa caso aparecesse passagem aérea com bom preço para janeiro/2019. Até que em setembro apareceu passagem para Roma com voo direto saindo de Guarulhos pela LATAM. A passagem saiu por R$ 2734,56 por pessoa, com direito a bagagem despachada e marcação de assento, algo que está cada vez mais raro de se conseguir gratuitamente. Embarcaríamos no dia 14/01 com retorno ao Brasil no dia 26/01, um total de 11 noites na Itália. Já havia mais ou menos definido quais cidades gostaria de conhecer. Só foi necessário encaixá-las de acordo com o tempo disponível.
      Uma mudança importante em relação à viagem com Portugal e Espanha é que dessa vez o deslocamento entre as cidades seria feito de trem.
       
      Roteiro
      Em suma, pernoitamos em Roma, Florença, Bologna e Verona. Não incluí Milão no roteiro, primeiro porque teria que tirar dia de alguma outra cidade para encaixá-la e segundo porque achei que não haveria tantas atrações interessantes para valer o deslocamento. Alguns bate-voltas foram feitos, como Nápoles, Pisa, Modena e Veneza.
      Nota: Em 2020 fui novamente para a Europa e acabei passando por Milão. Apesar de não ter tantos monumentos históricos como outras cidades da Itália, é uma cidade muito interessante. Mas isso fica para outro relato...

      14/01 Guarulhos/Roma
      15/01 Roma
      16/01 Roma
      17/01 Roma/Pompéia/Roma
      18/01 Roma
      19/01 Roma/Florença
      20/01 Florença/Pisa/Florença
      21/01 Florença/Bologna/Modena/Bologna
      22/01 Bologna/Verona
      23/01 Verona/Veneza/Verona
      24/01 Verona/Roma
      25/01 Roma/Fiumicino
      26/01 Fiumicino/Guarulhos
       
      Preparativos no Brasil
      Procuramos reservar hotéis que fossem próximo de estações de trem, já que esse seria nosso principal meio de transporte. E na maioria dos casos também conseguimos ficar a uma curta distância de caminhada das atrações. Quase todas as reservas foram feita pelo Hoteis.com, principalmente pela possibilidade de poder pagar no Brasil em reais, não ficando refém da variação cambial. Outras poucas foram feitas pelo Booking. A maioria dos hotéis da Itália tem cafe da manhã incluído na diária, bem diferente da Espanha, onde geralmente era necessário pagar um valor a mais.
      Passeios mais concorridos, como o Coliseu e Museu do Vaticano foram comprados no Brasil com antecedência. Dependendo da demanda há o risco de não conseguir ingresso na hora ou de pegar filas gigantes, apesar de estarmos viajando em baixa temporada.
      Os trens de longa distância também foram pagos com antecedência no Brasil. Aqui vale a lógica das passagens área: comprar com antecedência para economizar. Para os trens regionais não há essa preocupação, pois o preço das passagens não varia.
      Nota: Algo que notei para alguns trechos é que quando eu pesquisava o preço para mais pessoas (estávamos em quatro pessoas) ficava mais em conta que pesquisando para apenas uma pessoa, uma espécie de "passagem família".
      Novamente aproveitei a Black Friday e comprei os seguros de viagem. O plano EUROPA STANDARD pela Mondial Travel saiu 122,54 reais para cada pessoa.
      Preferi levar dinheiro para a viagem. Deixei o cartão de crédito para alguma emergência. Levei cerca de 10 mil reais, ou 2.190 euros.
      Decidimos também fazer o trecho até Guarulhos de carro. Seria uma viagem de quase 1mil Km a partir do oeste catarinense, mas o valor total gasto entre estacionamento, gasolina e pedágio foi estimado entre 25% e 30% do que gastaríamos para quatro pessoas com passagens áreas a partir de Chapecó (a passagem estava bem mais cara que janeiro/2018).
       
      Total de gastos com passagem aérea, carro e seguro viagem para duas pessoas:
      R$ 5.469,13 pela LATAM, ida e volta de Guarulhos a Roma.
      R$ 245,08 do seguro de viagem para duas pessoas pela Mondial Travel.
      R$ 731,27 em combustível, R$ 147,00 em pedágios e R$ 160,00 no estacionamento do aeroporto de Guarulhos, total de R$ 1038,27 reais.
       
      Clima e o que levar nas malas
      Eu e minha esposa levamos uma mala média cada. A minha foi pesando 8 quilos e a dela foi pesando 10 quilos. Levei as roupas que uso no inverno brasileiro. Para mim foi suficiente. Só reforçando que moro numa cidade com o inverno frio onde a temperatura frequentemente cai para menos de 10ºC, registrando algumas vezes temperaturas negativas. Se não tiver muita roupa de frio, deixe para comprar lá. Era época de liquidação de inverno e pelo menos o preço das roupas para o frio eram mais em conta que no Brasil. Roupas da United Colors of Benetton e GAP, marcas com qualidade descente e com bastante lojas na Itália, saiam por preços bem melhores que os brasileiros para os mesmos tipos de vestimentas.
      Também levei numa mochila uma câmera fotográfica, carregador portátil e uma extensão de tomada. Não tive problema com nossos plugs de tomada em nenhuma cidade da viagem, pelo menos não com os de dois pinos.
       
      12/01 e 13/01 – Saindo do oeste catarinense
      Longo caminho até São Paulo. Seguimos primeiro até Curitiba, onde dormimos no Curitiba Palace Hotel Inn, ao custo de 162 reais o quarto de casal. No dia seguinte fomos até São Paulo. Viagem tranquila. Chegamos lá por volta de 15hs. Hospedamo-nos no Hotel Heritage Comfort Inn, na região da Paulista e Consolação, com reserva feita pelo Booking. A diária saiu por 280 reais o quarto de casal, paga na acomodação. 
      No domingo a Avenida Paulista fecha para os carros. Estava ocorrendo um desfile celebrando o cultura boliviana no local. Bem interessante.
        
       
      14/01 – Saindo do Brasil
      Nosso voo tinha previsão de partida às 16hs em Guarulhos. Saímos de São Paulo por volta de 12hs e quando chegamos ao aeroporto deixamos o carro num estacionamento ao lado do terminal 3. Havia uma promoção de 12 diárias por R$ 140,00 especificamente para esse estacionamento, bem o prazo que precisávamos. Os R$ 20,00 a mais foi pelo dia excedente.
      O avião saiu no horário previsto. A aeronave era um Boeing 767-300. As poltronas na classe econômica eram dispostas no padrão 2-3-2, excelente para quem viaja em par. O conforto e atendimento a bordo foram bons. O único porém é que já não tinha opção de escolha para o café da manhã ao chegar na nossa vez (estávamos na antepenúltima fileira da aeronave).
       
      15/01 – Chegada em Roma
      O avião chegou em Fiumicino pouco antes do horário previsto, que era 07:05h. Seguimos direto para a migração, que foi bem tranquila. O policial não fez nenhuma pergunta. Simplesmente carimbou o passaporte e nos entregou. Mas caso fosse solicitado, eu estava com uma pasta contendo as reservas de hotéis, trens e passeios, além do seguro de viagem obrigatório para o espaço Schengen. 
      Após pegar as malas, a ideia era comprar um chip de celular. Ainda dentro do terminal comprei um chip da TIM com foco em internet por 25 euros. Como o que aprendi de italiano era insuficiente para qualquer comunicação mais complexa, a comunicação com o atendente se deu em inglês. 
      Do aeroporto fomos para Roma de táxi, saindo por 50 euros para todos os passageiros e as malas. O valor do táxi era tabelado. Cerca de 40 minutos depois estávamos na porta do hotel.
      A hospedagem reservada foi o Hotel Lirico, cerca de 5 minutos de caminhada da Estação Roma Termini e não muito longe de algumas atrações turísticas, como a Fontana de Trevi e a Basílica de Santa Maria Maggiore. A reserva de 4 diárias foi feita pelo Hoteis.com e paga ainda no Brasil, saindo por R$ 907,74 o quarto de casal. Havia ainda uma taxa turística total de 32 euros (16 euros por pessoa) paga no check-in.
      Chegamos ao hotel bem cedo, muito antes do horário do check in. Mas mesmo assim fomos prontamente atendidos. Como havíamos reservado dois quartos (viajamos em quatro pessoas) e apenas um deles estava pronto, deixamos todas as malas em um dos quartos e saímos para tomar café da manhã. Fomos no Morganti Cafè, pertinho do hotel. Refeição para duas pessoas saiu por 6 euros.
      Após, resolvemos dar uma volta pela cidade até que os dois quartos estivessem prontos. Fomos até a Fontana de Trevi, que estava lotada de turistas. Depois, vencidos pelo cansaço da viagem, retornamos ao hotel para descansar.
      Acordamos próximo da hora do jantar. Resolvi procurar uma loja próxima para comprar algumas roupas de frio. Fomos na Coin da Roma Termini, uma loja de departamento comum na Itália. Os preços de um modo geral eram mais caros que a El Corte Ingles da Espanha e tinha bem menos variedade de roupas, mas consegui uma boa jaqueta por 30 euros.
      Jantamos no Restaurante Doveralù, próximo do hotel. A refeição para o casal mais bebida saiu por 27 euros. Em seguida fomos ao The Gelatist experimentar um sorvete italiano. Voltei nessa sorveteria outras vezes. Tinha várias delas por Roma. Foi um dos melhores gelatos que tomei e o preço era excelente. Depois fomos a um Carrefour do lado do hotel em que estávamos para comprar água e outros mantimentos. Por fim, voltamos ao hotel para descansar.

      Total de gastos no dia:
      R$ 907,74 por quatro diárias do Hotel Lirico (pago no Brasil pelo Hoteis.com)
      32 euros de taxa turística para quatro dias paga no hotel
      50 euros de táxi do aeroporto até o hotel em Roma
      25 euros por chip da Tim
      6 euros em café da manhã no Morganti Cafè
      27 euros em jantar no Restaurante Doveralù
      5 euros em dois gelatos no The Gelatist
      1,70 euros no Carrefour para água e outros mantimentos
      Nota: não vou incluir gastos com compras supérfluas tais como roupas, calçados ou lembrancinhas. Todos os preços das refeições que eu colocar já inclui a gorjeta, quando era o caso, e que normalmente eu dava 10% do valor total.
       
      16/01 – Passeio no Vaticano
      Hoje seria dia de visitar o Museu do Vaticano, um dos passeios mais aguardados por mim. Mas primeiro tomamos café da manhã no hotel, com o valor já incluído na diária. Café justo pelo valor da diária, com uma variedade razoável de comida.
      Saímos do hotel em direção à estação Roma Termini para pegar o metrô até a estação Ottaviano, onde descemos e fomos caminhando até o Vaticano. O custo do metrô é de 1,5 euros por pessoa e, em minha opinião, a qualidade do serviço prestado é pior que o de São Paulo, mas pelo menos te leva para quase qualquer canto da cidade.
      Compramos o ingresso para o Museu antecipado, pagando 21 euros por pessoa. O horário marcado para entrar era 09:30h. Minha sogra e sua irmã não quiseram ir ao Museu. Elas foram assistir a Missa do Papa, que ocorre todas as quarta feiras. Para assistir a Missa é necessário solicitar o ingresso gratuito antecipadamente, mas por ser baixa temporada é possível conseguir um lugar se chegar com antecedência.
      Sobre o Museu, a visita foi um misto de fascínio e decepção. As coleções egípcias, romanas, etruscas e de civilizações da Mesopotâmia são incríveis. Mas senti certa decepção com a Capela Sistina. Ela é bonita, os afrescos são incríveis, mas não tem a mesma imponência de outros templos religiosos. Praticamente toda ornamentação da Capela é feita com as pinturas, não contando com tantos detalhes esculpidos em pedra ou talhados em madeira. 



       
      Saindo do Museu fomos visitar a Basílica de São Pedro. É incrível a grandiosidade do local. A entrada é gratuita e mesma na baixa temporada tinha uma fila considerável para passar pelo esquema de segurança. Dentro da Basílica se encontra a Pietà de Michelangelo. Que obra de arte!


      Pagando 10 euros por pessoa é possível fazer uma visita na cúpula e ter uma visão panorâmica do Vaticano e de Roma. Recomendo fortemente.



      Fomos almoçar no restaurante Tre Pupazzi, que fica próximo do Vaticano. A refeição para o casal saiu por 40 euros. Nesse dia percebemos que o gasto com alimentação dificilmente ficaria na meta dos 50 euros diários para o casal (acabou ficando em 70 euros diários em média).
      Nota: Óbvio que há locais e formas mais baratas de alimentação na Itália, mas para mim a culinária é provavelmente a atração mais importante em uma viagem e não abro mão de comer minimamente bem. Também não tenho dinheiro para comer só em restaurante galático, então sempre procuro o custo benefício, pesquisando avaliações no Google Maps e no Tripadvisor.
      Depois do almoço fomos caminhando até o Castelo Sant'Angelo, onde admiramos apenas por fora. Após algumas fotos cruzamos o Rio Tibre pela ponte em frente ao Castelo. Como minhas companheiras estavam cansadas de caminhar, propus voltarmos para o hotel de ônibus. Queria evitar a todo custo usar táxi em Roma por conta de alguns relatos de malandragem. Compramos as passagens por 1,5 euros por pessoa em uma loja com um símbolo “T” bem grande na fachada. Esses são os pontos de venda de passagens, conhecidos como "tabacchi". Importante lembrar que toda passagem, seja de metrô, trem ou ônibus, tem que ser validada no local específico. O ônibus estava lotado. Depois de uns 20 minutos chegamos a um ponto perto o hotel.




      Após descansar um pouco saímos para jantar. O restaurante escolhido foi o Alessio, perto do hotel. A refeição do casal saiu por 30 euros. Antes de encerrar o dia aproveitamos para mais uma passada no Carrefour ao lado do hotel para comprar água e outras coisas.
      Total de gastos no dia:
      3 euros para duas passagens no metrô
      3 euros para duas passagens de ônibus
      42 euros para dois ingressos no Museu do Vaticano (pago no Brasil)
      20 euros para dois ingressos na Cúpula do Vaticano
      40 euros em almoço no Tre Pupazzi
      30 euros em jantar no Ristorante Alessio
      2,70 euros no Carrefour para água e outros mantimentos
       
      17/01 – Bate-volta para Pompeia
      Após tomar café da manhã no hotel, seguimos para a estação Roma Termini. Iríamos pegar o trem até Nápoles. Compramos a passagem antecipadamente no Brasil, pagando 14,90 euros pela Italo Treno. Saímos de Roma 09h11 e chegamos pontualmente em Nápoles às 10h20, desembarcando na estação Napoli Centrale. Seguimos então as placas que indicavam o trem Circunvesuviano. Compramos a passagem no guichê, ao custo de 2,80 euros por pessoa. Ao comprar a passagem, informei que iria até a estação Pompéia Scavi Villa Misteri, que é a mais próxima da entrada do sítio arqueológico. Atenção aqui, pois também há uma outra estação chamada apenas de Pompei.
      A estação Pompéia Scavi Villa Misteri fica a uma curta caminhada de uma das entradas do sítio arqueológico de Pompéia. O ingresso, comprado na hora, saiu por 15 euros por pessoa.
      Pompéia é grande, mas com cerca de 3~4 horas no local dá para conhecer as principais atrações. Começamos o passeio pela Porta Marina, passando pelo Fórum, Terme Stabiane, Casa della Venere in Conchiglia e Praedia Di Giulia Felice, até chegar ao Anfiteatro de Pompeia, que se encontra num belo estado de conservação. Seguimos para o Orto dei Fuggiaschi, onde é possível ver os corpos carbonizados dos antigos habitantes da cidade. Fomos até o Teatro Grande e Teatro Piccolo e depois voltamos ao Fórum.

       





      Perto do Fórum há um restaurante. Não é grande coisa, mas dá pra matar a fome. O almoço para duas pessoas saiu por 17,40 euros.
      Com a barriga cheia, seguimos caminhando ao ponto mais isolado do sítio, a Villa dos Mistérios. Por fim, visitamos a Casa del Fauno e o Lupanar.

       

      Andar por Pompéia é um espetáculo. Provavelmente será a melhor amostra de como era uma cidade na época do antigo Império Romano. Posso afirmar sem sombra de dúvida que, sob a temática histórica, é o melhor passeio que fiz na Itália.
      Saímos do sítio arqueológico por onde entramos e seguimos até a estação para comprar a passagem de volta para Nápoles pelo Circunvesuviana.
      Inicialmente tínhamos planejado fazer um passeio por Nápoles e comer uma pizza enquanto aguardávamos o trem de volta para Roma. Mas estávamos tão cansados e de barriga cheia pelo almoço tardio que acabamos desistindo e aguardamos na estação Napoli Centrale. O trem de retorno saiu 17h36, com horário previsto de chegada às 19h30 em Roma Termini. Compramos a passagem antecipada no Brasil, pagando 9,90 euros por pessoa pela Trenitalia. Foi um trem mais lento que o de ida. Em relação ao conforto, não vi muita diferença entre as duas empresas que operam na Itália.
      Já em Roma, fomos jantar no Ristorante del Giglio, ao custo de 35 euros o casal. Após, retornamos ao hotel para descansar.
      Total de gastos no dia:
      29,80 euros duas passagens no trem de Roma a Nápoles pela ITALO (pago no Brasil)
      19,80 euros duas passagens no trem de Nápoles a Roma pela TRENITALIA (pago no Brasil)
      11,20 euros para quatro passagens no Circunvesuviano (ida e volta)
      30 euros para dois ingressos no sítio arqueológico de Pompéia.
      17,40 euros em almoço no restaurante do sítio arqueológico de Pompéia
      35 euros em jantar no Ristorante del Giglio
       
      18/01 – Dia do Coliseu
      Novamente tomamos café no hotel e rumamos para mais uma atração imperdível de Roma: o Coliseu. O ingresso foi comprado com antecedência no Brasil, ao custo de 14 euros por pessoa, com entrada marcada para 08h35. Mesmo comprando com cerca de um mês de antecedência e em época de baixa temporada, já não consegui mais ingresso para visita ao subterrâneo, apenas o ingresso padrão. Então fica a dica: reserve com bastante antecedência.
      Pegamos o metrô até a estação Colosseo. Saindo da estação nos deparamos com aquele monumento imenso. E é realmente muito grande. Enquanto esperávamos na fila, começou a cair uma chuvinha chata que nos acompanhou durante quase todo o dia. O passeio no Coliseu não é muito demorado, podendo ser feito em pouco mais de uma hora.



      Do Coliseu partimos para o Foro Romano, ou o que sobrou dele. Confesso que depois de ter visto Pompéia, o Foro Romano não me chamou tanta atenção, mas há algumas construções legais. E dele também se tem uma vista privilegiada do Coliseu. Depois de cerca de 2 horas no local, partimos novamente para a estação Colesseo e pegamos o metrô até a estação Spagna.



      Na região compramos algumas coisas e depois seguimos para o Ristorante Pizzeria La Francescana, onde o almoço saiu por 35 euros para o casal. Deixo aqui um comentário em relação às refeições na Itália. Elas consistem em um primeiro prato, essencialmente carboidrato, e um segundo prato, essencialmente proteína. Quando dizem que a Itália é a terra da massa, não é exagero. 90% dos primeiros pratos são algum tipo de massa. Chega um ponto que enjoa. Palavra de quem gosta bastante de comida italiana. Então o que eu e a esposa fizemos em vários restaurantes era pedir uma massa e uma carne para racharmos entre nós. Assim conseguíamos variar o cardápio na maioria das vezes. A conta saía mais cara, pois o prato com proteína sempre era mais caro, mas se comia melhor. Outra opção é procurar restaurantes com o menu do dia, que possibilita comer pratos diversos a um preço mais camarada que pegando cada prato separadamente, mas não vi tantos desse tipo como tinha na Espanha.
      Depois de comer, caminhamos novamente em direção ao Vaticano. Iríamos fazer o passeio na Necrópole do Vaticano. Não confundir com sala onde estão as tumbas de diversos papas, acessível por dentro da Basílica de São Pedro através de uma escada para o subsolo. A Necrópole fica ainda mais embaixo. Reservamos o passeio ao custo de 13 euros por pessoa com antecedência de dois meses, tudo através de troca de e-mails seguindo passo-a-passo disponíveis na internet. Nos foi agendado a visita guiada em português as 14h30. Por conta desse passeio tive que ajustar os demais passeios em Roma nos dias que sobraram.
      Não sigo nenhuma religião e também não tenho uma crença em qualquer divindade, mas sou apaixonado por história. E esse passeio foi uma aula nesse ponto. Você terá a oportunidade de visitar a cripta mais antiga do Vaticano, anterior à construção da primeira basílica, onde eram enterrados os primeiros cristãos. No local há tumbas de quase 2 mil anos de idade e claro, a cereja do bolo, que é a tumba de São Pedro. Passeio imperdível. A visita termina em uma capela bem pequena, mas muito bonita, e depois saímos no interior da Basílica de São Pedro. Infelizmente não era possível tirar fotos na necrópole.


      Fomos fazer um lanche no 200 Gradi, local que serve diversos tipos de sanduíches dos mais variados recheios. Minha parte e da esposa saiu por 15 euros, com três sanduíches e bebidas.
      Pegamos novamente o metrô e descemos na estação Barberini. Enquanto minhas companheiras faziam compras fui bater pé por algumas atrações da cidade. Visitei a Fontana de Trevi, Panteão, Templo de Adriano e Piazza Navona. Antes de voltar para o hotel, nós paramos para um jantar em uma cafeteria que não recordo o nome.

       
       

      Total de gastos no dia:
      9 euros de metrô para a aquisição de seis bilhetes.
      28 euros para dois ingressos para o Coliseu (pago no Brasil).
      35 euros em almoço no restaurante Ristorante Pizzeria La Francescana.
      26 euros para dois ingressos para a Necrópole do Vaticano (pago no Brasil).
      15 euros em lanche no 200 Grandi.
      8,90 euros em jantar numa cafeteria/lanchonete.
       
    • Por silviaanami
      Ola
      Moro na China e quero visitar meu namorado no Japão,como conseguir o visto de turismo emitindo na China se sou brasileira?
      Obrigada
    • Por Mariane Brumatti
      Galera,
      Estou procurando um carregador infantil do tipo que a criança fica em pé, como no link abaixo.
      https://piggybackrider.com/
      Alguém sabe onde encontrar no Brasil? Pode ser usado também.
      Obrigada!
      Mariane
    • Por chicorski
      Comprei uma blusa de frio da quechua pra viajar mais quente do que eu precisava, então estou vendendo ela. Esta novinha, sem uso, ainda com etiqueta. Estou fazendo pelo preço que comprei, R$250,00, mas podemos negociar. 
      Se alguém se interessar pode me chamar no wpp: 34991585018 







    • Por Philippe Matheus
      Todos os anos eu me organizo para realizar um mochilão por países que ainda não conheço, às vezes dou uma passada rápida em países já visitados e, em outros casos, sigo por países não visitados ainda. Assim que cheguei do meu último mochilão pela Europa eu decidi que em 2019 faria uma viagem para o Oriente Médio, apesar de ser uma região um pouco conturbada politicamente falando ela guarda muitos destinos incríveis e com paisagens deslumbrantes. Definido o roteiro, era hora de viajar!
      O primeiro país seria Israel. Embarquei em um voo direto do Brasil para Tel Aviv com a LATAM, este voo dura quase 14h por causa dos desvios que a aeronave tem que fazer devido as restrições em sobrevoar alguns países da África. Este era só o começo da viagem. As perguntas que sempre escuto sobre Israel é sobre segurança e os preços por lá. Israel é um país seguro? Sim! Muito seguro. Israel é um país caro? Infelizmente sim. Muito caro! Chegando em Tel Aviv fomos para a fila de imigração, ali começou o nosso tormento (estava viajando com um amigo). A fila não existe. As pessoas se aglomeram em frente as cabines e tentam se organizar da melhor maneira, uma péssima primeira impressão. Ao chegarmos para a oficial de imigração ela nos recebeu de forma simpática e nos fez algumas perguntas como: é a primeira vez de vocês em Israel? Onde vão visitar? Quanto tempo pretendem ficar? Qual a relação de vocês? Após respondermos estas perguntas básicas ela olhou, nos deu um sorriso, pegou os nossos passaportes e disse: vocês podem aguardar ali! direcionando-nos para um canto onde haviam algumas pessoas. Pensei comigo: deu ruim! não é possível que vou ser barrado sem motivo algum. Percebi que vários brasileiros estavam sendo retidos e direcionados para o mesmo lugar, o que me tranquilizou um pouco por acreditar que não havia um problema especificamente comigo e com meu amigo. Após quase 1h de espera uma oficial nos chamou e nos fez várias perguntas novamente, repetiu algumas das que haviam sido feitas anteriormente e algumas novas como: com o que você trabalha? Quanto de dinheiro você tem?, etc. Enfim, passado o processo mais chato de imigração era hora de seguir para Jerusalém, cidade onde ficaria hospedado durante meu período em Israel. Chegar em Jerusalém é fácil: saindo no aeroporto você verá as indicações da estação de trem, estando lá é só comprar o bilhete que custa 17 Shekels. A viagem dura cerca de 25min e o trem é super confortável. Vale lembrar que a malha ferroviária de Israel é bem nova e está em constante expansão, para maiores dúvidas consultem o site da operadora de trens de Israel: https://www.rail.co.il/en
      Chegando em Jerusalém fui direto para o hostel tomar um banho e comer alguma coisa. Na hora de comer é que você percebe o quão caro Israel pode ser! Comi apenas um macarrão com uma coca cola e paguei algo em torno de 40 Shekels. Algo em torno de R$50,00. Enfim, bolso e psicológico preparado era hora de descansar para aproveitar os próximos dias no país. No primeiro dia levantei bem cedo e fomos para a cidade velha de Jerusalém, ali estão os principais pontos da cidade e visita obrigatória para todos os que são cristãos. A cidade velha é cercada por muros, desta forma você deverá entrar por um de seus portões e desbravar suas ruas internamente. Acessei a cidade pelo portão de Jaffa, entrando neste portão você sai diretamente na torre de Davi. Ao entrar pela cidade velha você verá várias casas de câmbio, consegui lá a melhor cotação para trocar dólar por shekel. Me cobraram apenas 0,03 centavos acima da cotação oficial. Pelo menos alguma coisa ´´barata´´, né? 

      Entrada da cidade velha no portão de Jaffa.
      Ao entrar pela cidade fomos direto para o muro das lamentações. O muro das lamentações na verdade é o que sobrou do muro que cercava o segundo templo, os judeus vão até ele para orar e lamentar sua destruição. Tradicionalmente as pessoas colocam papéis com pedidos de oração em suas frestas e eu não poderia deixar de fazer isso, né? Para se aproximar do muro homens e mulheres ficam em áreas separadas e os homens devem obrigatoriamente usar o ´´quipá´´, para aqueles que não são judeus e não andam com o seu quipá na mochila eles disponibilizam para que você possa se aproximar do muro. Assim o fiz!

      A cidade velha é dividida em quatro partes: judaica, cristã, muçulmana e armênia. É impressionante como ali as religiões se misturam e convivem em paz, muito diferente da ideia que temos das guerras que acontecem naquela região. O muro fica no lado judaico da cidade porém, logo acima dele, temos a mesquita do domo da rocha, que já está na parte muçulmana. A mesquita foi construída em um local onde os muçulmanos acreditam que o profeta Maomé subiu aos céus, os cristãos acreditam que ali Abraão levou seu filho Isaque para ser sacrificado. Percebam o quanto cada ponto é sagrado para todas as religiões neste lugar, por isso elas se misturam tanto.

      A mesquita é linda é sua cúpula é de ouro puro. O acesso dentro dela é proibido para não muçulmanos e para estar nesta área próximo a ela devemos estar com o corpo todo coberto. Homens, por exemplo, não podem acessar a área de bermuda. Vale lembrar que todo país com esta carga religiosa muito forte é importante estar sempre vestido de forma adequada para visitar os lugares pois vários pontos são considerados sagrados e determinados tipos de roupa podem ser ofensivos para eles, portanto, vale um ponto de atenção neste aspecto. Mulheres ´´sofrem´´ um pouco mais com isso, em alguns pontos além de estar com o corpo todo coberto devem obrigatoriamente usar o hijab (véu). Eu costumo dizer que para fazer um mochilão temos que nos despir dos nossos preconceitos e procurar compreender, entender e, principalmente, respeitar a cultura do lugar que estamos visitando. O mais legal é poder mergulhar na cultura local, isso não tem preço que pague. 
      Seguindo por dentro da cidade velha encontramos a via dolorosa, este é o caminho por onde Jesus passou carregando a sua cruz. Andar por ela é bem complicado pois muitas pessoas fazem o caminho o tempo todo, caravanas inteiras pelas ruelas apertadas da cidade velha e o local fica bem tumultuado. Portanto, tenha bastante paciência se você quiser fazer o caminho inteiro, ou então faça caminhos alternativos para chegar até a igreja do Santo Sepulcro. Esta igreja foi construída no local onde algumas pessoas acreditam que Jesus foi sepultado, entretanto existem dois ´´túmulos´´. O da igreja do Santo Sepulcro e o do Jardim do Túmulo. Segundo o que está escrito no livro de João o túmulo de Jesus estaria próximo a um horto, ou seja, um jardim. Independente de onde é ou não o túmulo de Jesus o que interessa é que Ele ressuscitou e está vivo!
      Igreja do santo sepulcro:

       
      Jardim do túmulo:

      O Jardim do túmulo fica fora das muralhas da cidade, mas pegando os mapas turísticos da cidade fica fácil chegar até ele. Você terá que caminhar um pouco, mas chegará facilmente até o local. Após a visita aos dois túmulos segui para o Jardim do Getsemani, neste jardim Jesus fez a sua última oração antes de ser capturado pelos soldados Romanos. Existem estudos que comprovam que as oliveiras deste jardim são milenares. 

      O jardim fica bem abaixo do monte das oliveiras, local onde Jesus transmitiu vários dos seus ensinamentos. Subi o monte das oliveiras a pé, foi uma caminhada e tanto mas valeu a pena! De lá de cima temos uma vista magnífica da cidade de Jerusalém e do cemitério judaico que fica bem abaixo do monte.

      Todos estes pontos eu visitei em apenas um dia e a pé. Foi bem cansativo, mas valeu a pena pois os lugares são magníficos e com uma carga histórica, cultural e religiosa muito grande. Andar pelas ruas de Jerusalém faz com que vivamos os passos de Jesus, e isso não tem preço que pague! Estava realmente exausto para o primeiro dia, mas como havia conhecido os principais pontos decidi seguir para Tel Aviv no dia seguinte. Tel Aviv é bem diferente de Jerusalém. Em Jerusalém a religião é muito forte, vemos o tempo todo pessoas com seus ´´trajes religiosos´´, já em Tel Aviv a religião parece ser um pouco menos importante e o ritmo da cidade se aproxima muito mais de qualquer metrópole do que de uma cidade religiosa. Para chegar em Tel Aviv é só pegar o mesmo trem que vai do aeroporto para Jerusalém, a diferença é que você deve trocar de trem no aeroporto para seguir até Tel Aviv. Meu interesse em Tel Aviv era conhecer as praias e a cidade de Old Jaffa, que fica em uma das praias da cidade. Esta cidade foi construída há mais de 3000 anos pelo filho de Noé, é super bem conservada e tem alguns restaurantes bem típicos na região. Andar por Tel Aviv é bem interessante pois parece que estamos em outro país pois o astral da cidade é bem diferente de Jerusalém. 


      Após conhecer a cidade, andar pela orla de bicicleta voltamos para Jerusalém. No dia seguinte iríamos visitar o Mar da Galileia, está região fica bem mais ao norte do país e é possível chegar de ônibus partindo de Jerusalém em uma viagem que dura cerca de 3h. Os ônibus de Israel não são dos mais confortáveis, mas como o país é bem pequeno a viagem é curta. Para consultar as rotas e preços disponíveis nos diversos destinos do país você pode acessar o site: http://www.egged.co.il/homepage.aspx
      Pegamos o ônibus para Tiberíades e chegamos até o mar da Galileia. Jesus cresceu nesta região e lá ele fez importantes milagres como a multiplicação dos pães e peixes e andar sobre aquelas águas. O lugar é lindo e bem agradável.

      Ao fundo é possível ver as colinas de Golã, estas colinas pertenciam à Síria antigamente e foram tomadas por Israel na guerra dos seis dias e anexada ao território Israelense em 1981. Dizem que frequentemente escutam barulhos de bombas e tiros nesta região por causa da guerra na Síria. Particularmente eu não presenciei nada disso! Passei o dia na região da Galileia e retornei para Jerusalém no final da tarde. Na manhã do dia seguinte visitamos o museu do holocausto. A visita a este museu é gratuita e uma verdadeira aula de história. Lá dentro é possível ver fotos, objetos, vídeos do período do holocausto. É impactante! Pela tarde retornei à cidade velha de Jerusalém para andar com calma por outras áreas ainda não exploradas. Jerusalém tem que ser explorada com calma, tem muita coisa pra ser visto na cidade, muitos comércios, comidas típicas, etc. Tire um dia inteiro para andar pelas ruelas da cidade e você não vai se arrepender!
      No dia seguinte decidi ir para a Palestina. Quando comentei com amigos e parentes sobre a ida àquela região muitos me chamaram de louco, etc. Confesso que tinha sim medo de ir lá, mas me surpreendi positivamente com o lugar e, principalmente, com as pessoas. Para chegar na Palestina é só seguir para o portão de Damasco na cidade velha de Jerusalém, lá existe uma rodoviária com ônibus para Belém. Achamos o ônibus e fomos para lá! Dentro do ônibus você já nota a diferença de Jerusalém, tínhamos apenas muçulmanos, vários estudantes e pessoas indo trabalhar. No sentido Israel - Palestina cruzamos a fronteira sem problemas, ao chegar em Belém haviam vários taxistas oferecendo vários tours, etc. Estávamos decididos a não contratar este tipo de serviço, mas o rapaz que nos recepcionou foi tão insistente e conseguimos barganhar o preço pela metade do inicial e teríamos algumas vantagens pois não conheceríamos apenas a Igreja da Natividade, local onde Jesus nasceu, mas vários pontos da Palestina, inclusive o muro que separa Israel da Palestina. Seguimos primeiro para alguns pontos onde era possível ver todo o território palestino, depois para a igreja da Natividade. Após visitarmos a igreja da natividade fomos até um ponto onde era possível ver o muro. A primeira reação foi de espanto! O muro é realmente enorme e é chocante ver um muro separando dois povos daquela forma.

      Após a visita ao muro retornamos para o ponto onde os ônibus para Jerusalém param. No retorno à Israel os ônibus passam por um controle na fronteira entre os dois Estados, sendo que todos os homens tiveram que descer do ônibus e os soldados Israelenses entraram no ônibus e conferiram os documentos das mulheres e crianças que ficaram a bordo. Do lado de fora formamos uma fila e os soldados conferiam o documento de cada um dos palestinos. Quando chegou a minha vez apresentei meu passaporte e o ´´visto´´ que me foi dado para entrar no país, o soldado olhou com cara de poucos amigos e permitiu meu retorno ao ônibus. Israel é um país incrível, mas me decepcionei muito com as pessoas do lugar. Em nenhum lugar, absolutamente nenhum, fomos bem atendidos ou nos sentimos bem vindos ali. Não expressam alegria, sorrisos e não fazem questão de atender os turistas bem em nenhum lugar, bem diferente do lado palestino onde fui super bem recebido. Confesso que já estava incomodado por estar ali e ser mal recebido em todos os lugares, o Brasil pode ter muitos problemas mas se tem algo que nosso povo pode se orgulhar é de sua hospitalidade, não vi isso em Israel. 
      No último dia seria Sábado, ou o Shabbat. Neste dia, que começa no pôr do sol de sexta e vai até o por do sol de sábado, o povo judeu para todas as suas atividades e o país também para. Em Tel Aviv não se vê muito isso, mas em Jerusalém todos os comércios fecham, o transporte para, por isso é importante se programar para quando visitar o país estar preparado para o Shabbat. Como o dia seguinte seria o nosso último na cidade nos programamos para dormir até mais tarde, mas antes compramos algumas coisas para comer no hostel pois sabíamos que nada iria funcionar no dia seguinte. No sábado acordamos mais tarde e fui para o portão de Damasco, lado muçulmano da cidade velha de Jerusalém onde tudo estava funcionando normalmente. Passei o dia na região e fui para o aeroporto a noite pois o meu voo para a Grécia seria de madrugada. Por causa do Shabbat o primeiro trem para o aeroporto seria apenas 19:30, desta forma tive que aguardar até este horário para ir para o aeroporto. 
      Outro ponto de atenção em Israel é a antecedência de chegada ao aeroporto para sair do país. Se eu achei a entrada complicada a saída foi muito pior, vários check points, revistas e perguntas de segurança até conseguir embarcar. Chegue com pelo menos 3h de antecedência de qualquer voo partindo de Tel Aviv, caso contrário você não irá embarcar. Estava super feliz por tudo o que tinha visto em Israel e por deixar o país ao mesmo tempo, realmente a hospitalidade do povo de lá deixou muito a desejar. Meu voo era para a ilha grega de Kos, mas antes faria uma conexão de 13h em Atenas. Atenas é uma cidade magnífica, já havia visitado a cidade antes (você pode ver no meu último post), e aproveitei o tempo de conexão para visitar a Acrópole novamente. Como estava acordado há mais de 36h eu estava realmente exausto, precisava de um banho e uma cama para dar uma cochilada. Junto com meu amigo consegui achar um hostel por 8 Euros onde deitamos por 3h e tomamos um banho, estava novo para encarar o próximo voo. Retornamos ao aeroporto e pegamos o voo para Kos, 40 minutinhos estávamos lá. 
      Kos não é uma ilha badalada como Santorini, mas tem um astral gostoso e um clima muito agradável. Teria dois dias na Ilha para conhecer alguns pontos históricos e visitar a árvore de Hipócrates. Hipócrates é considerado o pai da medicina e ele nasceu nesta ilha, debaixo desta árvore ele desenvolvia seus estudos e ensinava aos outros também. 

      Conheci vários outros pontos da Ilha, ruínas, etc. A Grécia é um lugar incrível, e o povo de lá torna tudo ainda mais incrível pois nos recebem de uma forma tão carinhosa e acolhedora que não da vontade de ir embora. Realmente é um dos povos mais amigáveis deste planeta. Kos fica muito perto da Turquia, 40 minutos de ferry boat e já estamos na Turquia. Fui até o porto da cidade e peguei o ferry para a Turquia, 40 minutos depois já estava na Turquia fazendo os trâmites de imigração que são necessários pelo fato da Turquia não fazer parte do acordo Shengen. O ferry chega em uma cidade chamada Bodrum que também tem um clima agradável e uma orla com muitos bares e restaurantes, apesar de não ter ficado na cidade voltaria pra conhecer melhor o lugar. De Bodrum peguei um ônibus para a cidade de Denizle, que fica a cerca de 4h de viagem. Denizle é uma cidade relativamente grande e eu ficaria lá por dois dias para conhecer Pamukkale e o seu castelo de algodão. Após 4h de ônibus estava em Denizle, no dia seguinte peguei um ônibus para Pamukkale e por ser um lugar muito pequeno foi super fácil chegar no castelo de algodão. O local tem este nome pois tem algumas formações calcárias branquinhas e com a água bem quentinha. O passeio é muito agradável e vale muito a pena a visita. No topo das montanhas existem as ruínas de Hierapólis, outro ponto incrível para ser visitado.

      Após conhecer o local retornei para Denizle para pegar o ônibus com destino Selçuk, cidade mais próxima de Éfeso, outro local histórico incrível para se visitar. Selçuk é uma pequena cidade no interior da Turquia, com um povo extremamente amigável e com um clima muito agradável, o objetivo era visitar as ruínas da cidade Éfeso, que fica a cerca de 4km da cidade. A distância pode parecer longa, mas a caminhada até Éfeso é super rápida ao lado de uma rodovia mas por um caminho muito agradável, não há necessidade de contratar transfer ou pagar transporte para chegar até o local. Éfeso é uma cidade grega antiga da região, por lá passaram alguns importantes personagens bíblicos, inclusiva Maria, mãe de Jesus. As ruínas são enormes e incríveis, uma visita surreal e uma oportunidade de voltar no tempo.

      No dia seguinte iria para a Capadócia. A visita a Capadócia é obrigatória para quem vai à Turquia, conhecer a região com formações milenares e fazer os famosos e incríveis passeios de balão é realmente maravilhoso. No dia seguinte levantei cedo, peguei um trem de Selçuk para Esmirna, cidade mais próxima com aeroporto. De lá peguei um voo para Kayseri. Kayseri é uma cidade grande e muito bem estruturada, apesar de não ser a cidade mais próxima de Goreme é a que tem a maior oferta de voos. Chegando em Kayseri peguei um ônibus para a rodoviária e de lá um ônibus para Goreme, a viagem dura cerca de 1h. Goreme é a principal cidade da região da Capadócia, lá ficam a maior parte dos hotéis e de onde decolam os famosos passeios de balão. Vale destacar que a Turquia é um país extremamente barato, mesmo Goreme que é uma cidade muito turística as coisas não tem um preço surreal como em outras cidades famosas de vários países. Cheguei em Goreme no início da noite, não havia mais o que fazer pela cidade, apenas descansar. No segundo dia levantei cedo e caminhei pela cidade e locais por onde conseguia ver as formações, além disso, fui procurar por agências onde pudesse contratar os passeios de balão. Depois de muita pesquisa encontrei o mais barato por 140 Euros. É caro? Sim! Mas valeu a pena cada centavo, a experiência é única. Voltei cedo para o hotel para descansar e no dia seguinte acordei bem cedo, pois as vans das agências nos pegam nos hotéis bem cedo pois os balões decolam antes mesmo do sol nascer. Estava muito frio, mas um céu lindo, sem nuvens, vento calmo, o passeio seria lindo. Fomos até um local onde vários balões estavam sendo preparados, após inflarem os balões decolamos. O voo dura cerca de 45min a 1h e é realmente incrível!


      Este dia seria o último na região da Capadócia, durante a tarde fiz um passeio para visitar outros locais, formações da região, etc. Valeu muito a pena, mas com certeza o ponto alto da viagem para esta região foi o passeio de balão. No dia seguinte precisava acordar cedo para seguir pra Istambul. Como Goreme não tem aeroporto contratei uma empresa de transportes que me levaria para Kayseri e de lá para Istambul, o voo dura cerca de 1h. Ao chegar no aeroporto de Ataturk a gente se impressiona pelo tamanho do aeroporto, ele foi inaugurado recentemente e é gigantesco com uma estrutura sensacional. Infelizmente não há metrô até o aeroporto, mas existe uma empresa chamada Havaist https://hava.ist/ que tem ônibus saindo do aeroporto para diversas regiões do país. Vale destacar que Istambul é uma cidade gigantesca, por este motivo é importante que você se hospede em pontos próximos aos principais pontos turísticos da cidade, desta forma você garante que o deslocamento seja mais fácil e barato. Peguei o ônibus no aeroporto em direção a praça Sultanahmet, que fica na parte antiga da cidade e próximo a mesquita Azul. Deixei as coisas no hotel e fui para a rua caminhar e conhecer a região. A mesquita Azul é gigantesca e impressiona, é possível visitá-la nos horários em que os muçulmanos não estão orando e ela fica exatamente na praça Sultanahmet. 

      Como Istambul é uma cidade muito grande é necessário muito tempo para explorar ela toda, mas além do dia da chegada eu teria mais dois dias na cidade onde eu visitei os mercados da cidade, a torre Gálata e fiz algumas caminhada pela Orla da cidade que tem um por do sol maravilhoso. Em Istambul, como toda cidade grande, é necessário ficar atento a algumas coisas. O oriente médio é uma área muito complicada e tensa, alguns ataques já aconteceram na cidade e por este motivo eu sempre evito aglomerações. Outra característica que havia lido sobre a cidade são as tentativas de golpe por engraxates. Você está simplesmente caminhando pela rua e eles percebem que você é turista, passam na sua frente e deixam a escova cair de propósito, você ao tentar ajudar pega para entregar a ele e ele como forma de gratidão se oferece para engraxar os seus sapatos, mesmo que você esteja de tênis. A oferta que antes era gratuita depois é cobrada pelo cidadão, que com certeza não cobrará um valor pequeno. Em Istambul jogaram esta escova na minha frente por duas vezes, como já sabia do golpe passei como se não tivesse visto, eles pegaram e tentaram aplicar o golpe em outras pessoas. Portanto, fiquem atentos a isso. Não deixem de visitar o grande bazar, ainda que você não compre nada é muito legal se perder naquele lugar e ver um pouco da cultura dos Turcos e da forma como eles negociam. 
      Depois de três dias em Istambul eu segui para Dubai, peguei o ônibus da empresa Hava Ist e cheguei bem cedo no aeroporto de Ataturk. Assim como a maioria aeroportos do oriente médio você passa pela inspeção de segurança antes de chegar no check-in, isto acontece devido aos problemas da região, o aeroporto de Ataturk inclusive já foi palco de atentados em 2016 e por este motivo a segurança é redobrada. Chegando em Dubai pela manhã peguei o metrô em direção ao hostel onde ficaria. Para sair do aeroporto de Dubai a forma mais fácil e barata é o metrô, mas fique atento pois o bilhete tem valores diferentes de acordo com a estação onde você vai desembarcar. Como o metrô alcança vários pontos turísticos eu recomendo que você compre os passes diários do metrô por 22 Dirhans, com ele você pode andar por todas as zonas quantas vezes quiser durante um dia inteiro, para se ter uma ideia um passe apenas de ida para percorrer três zonas custa 10 dirhans, portanto, o passe diário vale muito a pena. Fiquem atentos somente a divisão de vagões no metrô de Dubai, os vagões das pontas são especiais, sendo uma ponta exclusivo para mulheres e a outra ponta os vagões Gold Class, que tem bancos mais confortáveis e estão um pouco mais vazios. Outro ponto importante é a proibição de beber ou comer nos recintos do metrô, portanto, fiquem atentos. Como tinha andado o dia inteiro em Istambul, ido cedo para o aeroporto e voado a madrugada toda até Dubai, estava muito cansado. Decidi que iria até o Dubai Mall conhecer o maior shopping do mundo e ver o maior prédio do mundo, almoçar e retornar para o hostel para descansar. O Dubai Mall é gigantesco, fui nele por várias vezes e não conheci tudo. Na parte de fora é possível ver o Burj Khalifa, maior prédio do mundo. É possível subir nele, mas os ingressos tem horários reservados e mais baratos se comprados com antecedência pela internet. Não tinha interesse em subir no prédio, por isso não comprei o ingresso.
      No segundo dia na cidade acordei cedo e fui visitar os principais pontos da cidade. O primeiro lugar foi o Burk Al Arab, famoso hotel 7 estrelas em formato de barco a vela. Para chegar no hotel é só descer na estação Mall Of The Emirates e ir caminhando por cerca de 3km, o local é reto assim como toda a cidade de Dubai, mas o sol é muito quente, fui no outono peguei agradáveis 33 graus. Imagina no verão? As temperaturas passam dos 40 graus facilmente, portanto programem-se para visitar a cidade em épocas menos quentes. Caminhei até a região do hotel e a praia publica que fica ao lado dele para tirar algumas fotos, realmente impressiona. 

      Dubai é um grande canteiro de obras, a cidade está em constante modificação, por isso não será difícil ver andaimes e guindastes por toda a cidade. Voltei a pé para o Mall of the Emirates onde almocei e durante a tarde fui conhecer a região da Marina de Dubai. Esta região é muito linda com vários bares, restaurantes e praias para aproveitar. O que mais me impressionava na cidade eram as construções.

      Após visitar a região da Marina de Dubai peguei o metrô novamente e fui para o Dubai Mall, lá eu ia aguardar até as 18h para assistir ao show das águas que acontece em frente ao Dubai Mall todos os dias à partir das 18h. Recomendo que cheguem cedo para pegar um lugar legal para assistir pois a praça fica lotada. O show dura pouco mais de três minutos mas é impressionante.

      Após o show jantei no próprio shopping e retornei para o hostel. No dia seguinte levantei bem cedo para visitar outros pontos da cidade e conhecer o mercado do ouro, que fica em uma área menos turística da cidade com construções mais modestas e trânsito caótico, mas impressiona pela ostentação do lugar. Nem ousei perguntar os preços das coisas, mas olhando a foto abaixo da pra imaginar, né?

      É muito ouro! Saindo de lá fui até o Dubai Frame, uma moldura gigantesca toda revestida em ouro. É possível subir nela para tirar algumas fotos, mas não achei que valia a pena o valor a ser pago. Entretanto, apreciar ela de fora já é algo que fale a pena pois é gigantesca e imponente. 

      No dia seguinte seria meu último dia na cidade. Como havia conhecido todos os pontos resolvi ir cedo até a Marina de Dubai e curtir uma praia, que estava vazia e com a água bem quentinha. Passei a manhã ali e depois de tomar um banho no hostel fui até o Dubai Mall novamente para almoçar e dar uma ultima visitada naquela região e ver o Burj Khaliffa pela ultima vez, ele realmente impressiona. 

      Voltei para o hostel para descansar pois, mais uma vez, ia precisar passar a noite no aeroporto pois o meu voo para o Brasil era muito cedo. Sobre Dubai muitos acreditam ser uma cidade extremamente cara e muito luxuosa, entretanto Dubai é uma cidade para todos os públicos. Para nós mochileiros é possível gastar menos de 100 dirhans por dia incluindo alimentação e transporte, mas aqueles que gostam de ostentar o céu é o limite, pois a cidade realmente tem opções extremamente caras e luxuosas. Afirmo com total certeza que Dubai é uma cidade acessível a todos, muito mais do que Israel, por exemplo, que foi o país mais caro que visitei nesta viagem. Enfim, este é mais um relato que divido com vocês. Espero que possa servir de referência e inspiração para a viagem de muitos aqui do blog, este mundo é maravilhoso e tem muita coisa a ser explorada. Sou uma pessoa que gosta muito de escrever e enquanto estava na Turquia escrevi um texto sobre tudo o que estava vivendo nesta viagem e gostaria de compartilhar com vocês:
      Ser mochileiro é sair da zona de conforto;
      É abrir mão do supérfulo e desfrutar ao máximo das coisas simples que cada lugar oferece;
      É deixar de lado a praticidade de um carro e se aventurar nas ruas de cada cidade, conhecendo assim os hábitos e a cultura de cada lugar.
      Ser mochileiro é se virar apenas com o básico e passar alguns perrengues, pois eles fazem parte de cada viagem e com eles tudo fica mais legal.
      Ser mochileiro é saber dividir o espaço, é abrir mão da sua privacidade e interagir com pessoas do mundo inteiro, conhecendo e respeitando os costumes e a cultura de cada um.
      Ser mochileiro é ter o mundo como a sua casa, é dormir em um país cristão e acordar em um muçulmano e se encantar com as diferenças, mesmo que elas pareçam absurdas para os seus costumes.
      Ser mochileiro é dormir hoje pensando no amanhã, planejando como você chegará naquele lugar que você quer visitar, mesmo que você tenha que ir caminhando por alguns quilômetros.
      Ser mochileiro é ter coragem, ser aventureiro, é saber que cada viagem terá seus desafios, mas que no final aquele país, aquela cidade e cada ponto valerá a pena.
      Ser mochileiro é sorrir (ou chorar) de alegria por estar no lugar que tanto sonhou, mesmo que seus pés estejam cansados de tanto andar e os ombros doloridos de carregar tantas coisas por tantos lugares.
      Ser mochileiro é agradecer a Deus todos os dias pelas oportunidades e lugares visitados, pois muitos gostariam de estar no seu lugar.
      Ser mochileiro é sentir saudades de casa, do seu país, da comida e dos costumes, mas acima de tudo entender que ter o mundo como a sua casa é uma escolha, e eu? Eu escolhi viajar!
      Um grande abraço a todos e muitas viagens!
       
       
       




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