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BOCAS DEL TORO (PANAMÁ)

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A 40km da Costa Rica encontram Bocas del Toro, um arquipélago que combina natureza com cultura, história e tradição. Cristóvão Colombo chegou à baía Almirante (na época Carabaro) em 1502, na sua quarta viagem. Passeou-se pelas ilhas Bastimentos e Carenero e é o visitante mais famoso que já pisou estas ilhas. No início do século XIX os irmãos Knapp chegaram com os escravos, vindos da Jamaica, e, mais tarde, famílias inglesas e escocesas fizeram o mesmo, vindos de San Andres e Providencia (outras ilhas paradisíacas que ficaram fora do nosso roteiro).

Aqui encontramos água cristalina, preguiças, tucanos, corais, estrelas do mar, mangais e muito mais. Turistas, habitantes locais e estrangeiros, que decidiram mudar-se para o arquipélago, convivem pelas ilhas, trocando experiências e aproveitando a boa vibe que só as cidades à beira-mar plantadas costumam ter. O arquipélago tem 5 ilhas principais: Colon, Carenero, San Cristobal, Bastimentos e Solarte. E algumas menos faladas, como Isla Pastores, Isla Loma Partida, Isla Popa e Isla Cayo Agua. É conhecido pela sua floresta tropical, com as suas aves, mamíferos e vida marinha, que tornam este um ótimo destino para mergulho, snorkeling, observação de aves, mamíferos, répteis, ou apenas para fazer praia.

Palm_trees_bocas_toro

Colon é a ilha onde encontram o aeroporto e Bocas Town, a cidade principal.

Carenero é a ilha mais próxima da cidade de Bocas, a um minuto e 1USD de shuttle. É pequena e pode ser percorrida num dia de praia.

San Cristobal tem dois dos melhores recifes de corais. Possui três importantes vilas indígenas (San Cristobal, Bocatorito e Valle Escondido). É muitas vezes ignorada como destino turístico.

Bastimentos tem o parque nacional com o mesmo nome. Parte da sua fama vem da praia Red Frog, onde se encontram as pequeninas rãs vermelhas venenosas. Fala-se muito dos Cayos Zapatillas que ficam junto a ela.

Solarte é uma ilha de 8km2. Também conhecida como Nancy's Cay, tem o seu ponto mais famoso para snorkeling junto às antigas instalações do hospital.

Como chegar:

A província possui dois aeroportos: um na ilha Colón e outro em Changuinola. A Air Panama é a companhia aérea que realiza estes voos domésticos. Já da Costa Rica, San Jose, viaja-se na Nature Air.

Em carro próprio deve-se seguir a estrada Panamericana até à entrada de Gualaca e virar à direita para Chiriqui Grande. Em Rambala vira-se à esquerda e segue-se na estrada para Almirante. O carro pode ficar em Almirante ou ir de ferry até Bocas Town, o que não recomendamos, porque os preços começam nos 25USD. Da Costa Rica aconselha-se cruzar a fronteira em Sixaola/Guabito e depois é só seguir o mesmo destino explicado em cima.

De transportes da Costa Rica até à fronteira, o percurso é feito normalmente num autocarro, seguindo-se o restante trajeto de táxi até Almirante ou Changuinola. O nosso percurso foi uma combinação por terra e mar, de autocarro, táxi e barco-táxi, que passamos a explicar.

Saímos da cidade do Panamá já perto das 19h. O autocarro seria às 18:30h e já tínhamos comprado o bilhete no dia anterior, em Albrook, para evitar que esgotasse. Não vendem os bilhetes de outra forma ou noutro local, por isso é sempre necessário uma viagem até ao terminal na véspera para comprar o bilhete (não vendem com mais de um dia de antecedência). Custou 33USD/pessoa.

Chegámos ao destino antes das cinco da manhã, a viagem foi horrível e o autocarro demasiado barulhento e frio. Fez duas paragens mais longas, uma para jantar em Santiago e outra em Chiriquí Grande para idas ao WC. Recomenda-se levar casaco e/ou manta, porque o autocarro viaja com o ar condicionado no máximo. Também recomendamos levar farnel, as opções em Santiago podem não ser do vosso agrado. Oficialmente não se pára em Almirante, somos deixados em “el cruce”, o cruzamento da estrada de Almirante com Changuinola. Lá encontram vários táxis à espera do autocarro e seus passageiros. A distribuição é feita no tanto faz, tanto faz separar viajantes ou a sua bagagem. Tentámos evitar que isso nos acontecesse e fizemos questão de viajar juntos e junto das nossas mochilas. Por 1USD o táxi deixa-nos no escritório do Water Taxi, que custa mais 6USD para chegar à Ilha Cólon. Podem tentar negociar ida e volta por 10USD, há blogs que dizem ser possível. Ficamos à espera da hora de partida do táxi aquático no escritório, cheios de sono, a ouvir a chuva a cair enquanto amanhecia. Finalmente, somos chamados para partir, carregamos as nossas malas que são depois colocadas no barco onde houver espaço. Sentamos-nos, apertados e encolhidos, tentando evitar que nos chova em cima. A viagem é interessante, mas chove a potes, obrigando a baixar a capa do barco, não dando para apreciar devidamente a paisagem. É uma viagem curta e os "portos" são sempre espaços simples. A Raquel não consegue evitar ficar ensopada... O que vale, como bom destino tropical que é, tudo seca rápido, bastando o sol substituir a chuva.

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Quando ir:

Chove muito no arquipélago, ou não estaríamos a falar de floresta tropical. Vocês vão perceber no próximo post que chuva não falta por ali e os planos podem ir literalmente por água abaixo se a estadia for curta. Dizem que o melhor mês é setembro, se alguém souber quando é a melhor época para visitar digam.

Dicas:

Seguindo esta dica da chuva, o que não pode faltar? Guarda-chuva, capa de chuva e repelente. Não se esqueçam pelo menos de um dos dois primeiros itens e do repelente. Tem mosquitos e são feras noturnas, principalmente se apanharem parceiros de camarata que acham altamente deixar a janela toda a noite aberta.

Levem dólares na mão, apesar da moeda oficial ser o Balboa, desses só vão ver moedas. Nestas ilhas, nem sempre os cartões são aceites.

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O que fazer:

Isla Colón

Chegámos à cidade de Bocas e fomos diretos para o hostel, tomar o pequeno-almoço, e daí regressámos à cidade para marcar tours e apanhar o autocarro para a Playa de las Estrellas. Há vários tours para ver golfinhos, preguiças, corais, etc., mas achámos tudo muito caro. Decidimos fazer por nossa conta com a ajuda de uma moça de uma agência que nos deu alguns conselhos. A cidade tem um ar turístico, antigo, mas cuidada. A Calle 3 tem vários hostels em edifícios antigos, com floreiras e bem pintados, e também encontram nesta rua as agências de turismo. A paragem de autocarro (ônibus) e as saídas dos barco-táxi também são no centro.

Junto à cidade de Bocas encontra-se a Playa del Istmito/de la Feria, a uma caminhada de 15 minutos do centro. É a praia mais concorrida pela sua proximidade da cidade.

Para ir a Bocas del Drago pode-se ir em tour, mas não há necessidade. Há um coletivo (autocarro/ônibus) a 2,5 USD por pessoa que nos deixa na praia, junto ao restaurante Yarisnori. Depois, há três hipóteses: ficar nessa praia, ir até à Playa de las Estrellas (5min de barco, por 2USD, ou caminhando), ou dar um passeio de barco até à Isla de los Pajaros (Swans Cay), onde podem ver os ninhos de pássaros, mas não se pode atracar na ilha.

Aqui temos de deixar uma nota: o turista tem de se saber comportar. Não se pode tocar nas estrelas, e muito menos se podem tirar de dentro de água para tirar fotografias, nem que seja só por um micro-segundo. Simplesmente não temos o direito de interferir com a vida animal. Passámos o nosso tempo de almoço a dizer aos restantes turistas que não se pode tocar nas estrelas, porque elas são sensíveis aos químicos que transportamos e acabam por morrer, mas não tivemos grande sucesso. Qualquer uma das praias é um ótimo destino para estar. Quanto às estrelas, cada vez se vêem menos.

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A caminho da praia das estrelas existe a Gruta de la Virgen, onde se entra por 1 USD, com direito a lanterna de cabeça. Tem este nome porque tem esculturas à entrada. Também lhe chamam a gruta dos morcegos (facilmente se percebe porquê).

Na outra costa da ilha temos a Playa Bluff, junto à selva tropical. Há tartarugas marinhas que vêm pôr ovos. Os tours para assistir são organizados pela Anaboca.

Depois da praia do istmo fica o Laboratorio Marino del Instituto Smithsonian. Às sextas e sábados há visitas guiadas grátis, imperdível para quem gosta de aprender sobre os ecossistemas locais.

Há também um jardim botânico numa propriedade privada (Finca Los Monos). David e Lin são os proprietários deste terreno que criaram a partir do sonho de um jardim tropical, hoje um orgulho para ambos. Recomendam-se duas horas para o passeio e tem uma entrada de 10 USD.

Há aulas de yoga e línguas na cidade.

 

Isla Carenero

No segundo dia apanhámos um barco táxi para ilha Carenero. A Ilha é pequena e fica tão perto da ilha de Cólon que a viagem é daquelas que deixa os barqueiros zangados e a resmungar numa língua que ninguém entende. O percurso custa 2 USD, mas até conseguimos o regresso a 1,5USD.

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O sítio onde o táxi nos deixa é amoroso, um hotel com casinhas em cima da água. Decidimos que íamos dar uma volta completa à ilha, que não foi a melhor ideia. Não porque nos cansámos, mas porque desfizemos toda a magia do local. Onde há hotéis, hospedagem e alguns restaurantes está tudo bem, com as praias limpas e água transparente, mas quando entramos na zona mais selvagem parece que os frequentadores também ficam mais selvagens e é lixo por todo o lado e de todo o tipo. Encontrámos chinelos, garrafas, latas, tampas, roupa, papéis de rebuçados, embalagens de take away, talheres, e até aplicadores de tampões, e o lixo entra nas aldeias também, tudo espalhado, muitas vezes por baixo das casas. Confessamos que até dói. Chegámos a estar a fazer snorkeling entre duas casas e a dizer um ao outro para não por os pés no fundo do mar porque não sabíamos o que podíamos encontrar. Estamos no mar do Caribe, o paraíso das agências de viagens, com água transparente, golfinhos, tartarugas, estrelas do mar, corais... E o ser humano estraga tudo.

Fomos almoçar a um vegetariano. A proprietária é americana, mas vive ali há 14 anos. O restaurante é adorável, com bons ingredientes, sobre a água, e com estrelas do mar junto ao deck. A Raquel meteu conversa precisamente sobre as estrelas e ela disse-nos que sente que as estrelas se estão a refugiar ali, para fugir de zonas onde são incomodadas, mas naquelas águas mais fundas as estrelas têm garrafas e latas como companheiras de condomínio. Ela diz que se está a tentar resolver o problema do lixo, que existe um grupo de moradores que está a trabalhar nesse sentido e está a resultar nas escolas, junto das crianças, mas vai demorar a chegar até aos pais. De qualquer forma, há que dar o mérito por estarem a tentar.

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Isla de Bastimentos

Não queremos ser injustos, mas confessamos que não ficamos apaixonados pela ilha, talvez também porque tivemos um dia de azares. Sair do hostel em Bocas foi fácil, só nos cobraram 3 USD de barco táxi. Chegámos a Bastimentos e fomos ao hostel deixar as malas. O hostel parecia quase abandonado, mas deve ser de estarmos em época baixa, já que também muito restaurantes fecham nesta época. O quarto é decente, com quarto de banho privado e mosquiteiro, mas sem água quente e com uma ventoinha minúscula. Fomos dar uma volta para chegar até a Wizard Beach/Playa Lagarto e depois à Red Frog Beach/Playa Rana Roja. Fizemos o caminho mais barato, mas mais duro. Podíamos ter feito de barco-táxi, mas optamos por subir a montanha.

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Foi complicado subir de chinelos, tinha chovido, havia lama e escorregámos várias vezes, tendo o Tiago caído de rabo. A Raquel quase desistiu de ir calçada e caminhou uns bons metros descalça na lama. No topo da montanha há várias fazendas com cabanas, sendo a mais conhecida a Up in the Hill, que tem tours de chocolate às 11h por 20 USD (2h de duração). Chegámos à praia Lagarto e começou a chover, mas a chover torrencialmente. O que fizemos foi embrulhar as mochilas na capa da chuva e refugiámos-nos no mar quentinho. Lá acabamos por desistir porque percebemos que não ia parar de chover tão cedo e continuamos a caminhada .

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Decidimos seguir até à Red Frog. Pelo caminho encontrámos mais lama, demos mais quedas, mas vimos muitos sapos encarnados que geralmente se tem de pagar para ver. Chegados à praia era hora de almoço e fomos almoçar. Mais uma vez, estávamos em época baixa, mas esta praia tem todo o ar de ser o ponto mais turístico do arquipélago. Depois do almoço tentámos voltar para a cidade de barco, mas fomos surpreendidos com a maior roubalheira que já encontrámos: 15 minutos de caminhada por um caminho de areia que se cruza com um lago que tem caimões (crocodilos pequenos) e chegados ao lago alguém estabeleceu que a viagem até à cidade de barco custa 5 USD, até Bocas 7 USD e para usar o porto e a estrada do atalho mais 5 USD. Ficámos parvos a olhar para os moços e, apesar de frustrados, decidimos que regressaríamos novamente a pé.

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Custou muito, caímos mais umas vezes, escorregando outras, sempre com chuva. Chegando ao Up in the Hill decidimos parar para beber um café moka (3,5 USD em água de coco). Demorámos cerca duma hora a chegar à praia Lagarto (seria meia hora se o piso estivesse seco) e mais meia a chegar até a Red Frog.

É nesta ilha que fica o Parque Nacional Marino, que ocupa mais de 13.000 hectares, fazendo parte da zona protegida os Cayos Zapatillas, duas pequenas ilhotas de água turquesa, areia branca e caminhos pelo bosque.

Existe canopy ou rappel na ilha pela Red Frog Beach . É só procurar a agência Red Frog em Bocas e custa 55 USD. Há quem diga que a Bastimentos Sky Zipline Canopy Tour é a melhor da América Central.

A cidade de Bastimentos pareceu-nos ser boa onda na época alta. Há vários restaurantes junto à água que prometem reggae, roots e calypso. O restaurante onde jantámos só tinha duas mesas ocupadas, nós e outro casal, e era dos poucos restaurantes abertos.

Entre Bastimentos e Solarte encontra-se o Sendero del Perezoso, tour organizado pela comunidade local e que tem duas partes. A primeira é feita de bote, no meio dos mangais, para ver as preguiças. A segunda parte já é em terra, visitam-se as plantações abandonadas de cacau e banana, a floresta e uma cova de morcegos.

Isla Solarte

Em 1900, a United Fruit Company decidiu construir um Centro Médico nesta ilha, para garantir os cuidados médicos dos trabalhadores das plantações de banana. Essa zona da ilha passou a ser conhecida como Punta Hospital. É uma ótima zona para mergulho e snorkeling, e era o nosso plano no dia seguinte a Bastimentos.

Cayo Coral

Entre Bastimentos e Popa encontram Cayo Coral, famoso pelas praias, e onde o turismo se desenvolveu. Há restaurantes, hotéis e pequenas cabanas, proporcionando um dia bem passado a bronzear e a comer marisco.

Onde comer:

La Italiana (Bocas Town). Jantámos aqui pizza. O serviço foi rápido e fomos bem servidos.

Restaurante El Buen Sabor (Colon - Playa de las Estrellas). Restaurante na praia, onde se pode pedir o almoço e continuar a dar uns mergulhos enquanto se espera pelo peixe. A casa de banho é rudimentar, o que se entende se pensarmos que não há água canalizada no local.

Golden Grill (Bocas Town). É um espaço bastante barato e razoável. Baseia-se no fast food.

Falafel (Bocas Town), é o hot spot dos israelitas. A comida é boa e barata. Tem o ar de uma caravana num jardim e é uma boa opção para vegetarianos. Os funcionários são simpáticos.

Leaf Eaters (Isla Carenero). Completamente fechado e rodeado de chapas que não mostram o que se passa lá dentro. O restaurante/loja fica por cima da praia permitindo almoçar com vista privilegiada para o mar, onde se conseguem ver várias estrelas do mar (mais que na praia com o mesmo nome).

Up in the Hill (Bastimentos), fazenda orgânica. Bebemos aqui um moka com água de coco, mas tem uma carta variada. Boa opção para vegetarianos.

Palmar Beach Lodge (Bastimentos - Red Frog Beach), um hotel de glamping. Tem a particularidade de nos obrigar a descalçar no espaço do restaurante. Comemos tacos de peixe frito e spring roll de frango. Era bom, mas carote.

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Restaurante Alvin y Kecha (Bastimentos). Era dos poucos restaurantes da cidade abertos. Pedimos arroz com frango e era muito bem servido. A dose era tão grande que no dia seguinte almoçámos as sobras.

Onde dormir:

Bocas del Toro parece-nos um destino em que (pelo menos na época baixa) se pode chegar sem reserva e procurar no momento. Há várias opções nas ruas principais de todas as ilhas, alguns até à venda, mais na ilha de Colon. Onde ficámos em Bocas fica um bocadinho depois da rua principal e chama-se Twin Fin. O espaço é agradável, tem bom ambiente e, apesar de ter música à noite, não o poderemos chamar de party hostel. Inclui pequeno-almoço com panquecas, fruta e café. É um espaço clean, muito na onda do surf, despreocupado. Mas só tem WC partilhados e dormitórios de 4.

O Dreamcatcher Hotel & Restaurant em Bastimentos tem quartos particulares, mas tem um ar mais abandalhado e de gestão familiar. Damos o benefício da dúvida por estarmos em época baixa.

O Aqua Lounge Bar & Hostel, em Careneno, pareceu-nos bem. Espreitámos na visita à ilha e tinha bom ar.

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Vale a pena?

Se já nos lêem há algum tempo sabem que nós tentamos ser o mais verdadeiros possível, contamos o que vivemos de bom e contamos o que corre menos bem. O que quer dizer que a viagem vale a pena, é um destino super boa onda, bonito, com praias paradisíacas, vêem-se muitos animais, há praias quase vazias, podem fazer snorkeling, mergulho, podem ir a festas, mas... A população precisa de aprender a lidar com o lixo. O problema nas ilhas é sempre o mesmo, os produtos entram, mas o lixo das embalagens, as coisas que se estragam, não têm como sair, se não existirem políticas focadas neste problema. Podemos dizer que vimos muito lixo, mas também vimos como a comunidade se está a organizar, principalmente nas escolas. Estão a ensinar as crianças para que estas sensibilizem os pais em casa.

 

www.365diasnomundo.com

 

 

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    • Por FlavioToc
      Antes de mais nada, sobre mim e minha esposa, tenho 59 e minha esposa 55 anos, frequentamos academia e caminhamos diariamente. Buscamos destinos que tenham contato com a natureza envolvido, colecionar experiências e conhecer pessoas com sua cultura. Um ponto fundamental que buscamos é segurança, logo, destinos que sejam bastante seguros. No Panamá, com exceção de San Blas que não é necessário, em todas as ilhas tinham policiais bem alertas. Em Cartagena também pode ficar bem tranquilo e andar à noite.

                  Fiz esta viagem com minha esposa entre os dias 22/02 a 16/03/2018, ou seja, 23 dias. O caribe é um destino muito atraente com uma variedade de ilhas e de culturas, porém a dificuldade é de caber no bolso. Já tinha conhecido San Andrés e Providência, então procurava outro destino que não fosse à falência. Então encontrei no Panamá, Bocas del Toro e San Blás. Também desejava conhecer Cartagena. Então, fiz uma pesquisa de voos multidestinos que valeu muito a pena. Acrescentar Cartagena custou, pelo que lembro, apenas uns 100 a 150 reais a mais.

      O Panamá não é um destino de massa e também tem muito mais do que o Canal. É também o que chamam “hub de las Américas”, ou seja, é um lugar que permite a ligação ou conexão fácil com todas as três Américas e Caribe, e inclusive é saída de vários cruzeiros pelo Caribe. Mas além do óbvio Canal, também tem muito turismo de contato com a natureza. Nós passeamos bastante na capital Panamá City e também fomos à Bocas del Toro e San Blás. O Panamá é um destino um pouco caro para nós brasileiros mas economizando dá para encarar. O dólar oficial na época estava em torno de R$ 3,30.

                  Bocas del Toro também é pouco conhecida pelos brasileiros, é um arquipélago com várias praias e também muito procurada para mergulho e surf. A natureza é preservadíssima.  Sugiro pesquise em imagens no Google para San Blás e Bocas del Toro e tenho certeza que ficará de boca aberta e vão entrar na sua lista de desejos. Tanto San Blás como Bocas del Toro são muito frequentadas por europeus e americanos.

      Para quem nunca ouviu falar em San Blás, também um arquipélago com mais de 360 ilhas paradisíacas que parecem aquelas de desenhos animados com náufragos, tudo aquilo que imaginamos só haver na Polinésia Francesa. É uma região autônoma (como um país) administrada pelos índios Kuna Ayala. Muitas listas de viagem colocam como um dos destinos mais fantásticos do mundo, e eu também. Tinha visto um ótimo relato no Mochileiros anos atrás, mas tinha um pouco de receio de ser um pouco programa de índio, no caso, literalmente. Porém, não se preocupe com isso. Apesar de ter certa dificuldade de acesso, porque tem que ir de veículos 4x4 a viagem é dura e demorada, além de pegar uma lancha até a ilha desejada. Os índios só permitem 4x4. É um pouco cansativo, depois só alegria e paisagens que são tão lindas que até parecem falsas. Nós desfrutamos até do caminho até lá, foi a mais pura aventura.

      San Blás, como chegar:

                  Para mais informações veja o que diz no blog da Lala Rebelo, que é uma especialista em Panamá, escreve para a revista Viagem & Turismo e residia na época no Panamá. https://lalarebelo.com/country-cat/caribe/panama-caribe/. O site Melhores Destinos também tem ótimos guias para San Blás e Bocas del Toro. Também neste blog encontrará ótimas informações http://www.daninoce.com.br/viagem/san-blas-kuna-yala/o-que-voce-precisa-saber-antes-de-ir-a-san-blas/. Alguns hostéis também organizam os pacotes para San Blás. Você vai ter que usar uma agência. Pode se hospedar com sua barraca ou em cabanas muito básicas mesmo. É para quem não tem frescura.

      Tínhamos visto no blog da Lala Rebelo a opção de se hospedar em um veleiro e conhecer várias ilhas. Então, foi o que fizemos. Acreditamos que viajar é também colecionar experiências e que essa nós tínhamos que ter. Foi caro e valeu cada dólar. Fizemos a reserva pelo site http://www.sailinglifeexperience.com/home/ que é tipo um “Booking” de veleiros e é bem seguro. Reservamos pagando 5% do valor fazendo uma remessa pelo Pay Pal. A proprietária do site, Marina, nos colocou em contato com o proprietário do veleiro pelo WhatsApp  e combinamos tudo. O transporte terrestre de SUV 4x4 e de lancha até o veleiro foi organizado pelo capitão. Chegando ao porto, não se preocupe com a confusão, é bem caótico mesmo. Mas dá tudo certo. O motorista te coloca em contato com o índio responsável para te levar até o veleiro. Ou se for o caso, para as cabanas da ilha escolhida por você. Todos se comunicam via WhatsApp o tempo todo. Ah, escolhemos o veleiro Lycka, recomendado pela Lala, que agora foi vendido para outro casal. Ah, com a Marina pode escrever em português que ela gosta de praticar. No veleiro a comida e bebida estão incluídos no preço.

      Para chegar até a sua ilha ou barco você pagará:

      -Transporte em SUV 4x4 - US$50 por pessoa

      -Taxa de entrada no território Kuna Ayala US$20 por pessoa

      -Taxa do porto US$2 por pessoa

      -Lancha até a ilha desejada ou veleiro US$35, por pessoa por trecho (depende da distância do porto até a ilha)

                  Combine com seu hotel de deixar parte da bagagem e leve apenas o mínimo como o que couber em uma mochila de ataque ou bagagem de mão e se não for impermeável (a prova de respingos) ponha na hora da lancha em um saco de lixo.

                  Você vai sair do hotel em torno das 5 da manhã. Então, leve um lanche e evite tomar leite, pois pode dar enjoo. A estrada é muito sinuosa e li sobre tomar Dramin antes e pensei que era bobagem, mas não. Nós não precisamos, mas tínhamos. Alguém em seu transporte provavelmente vai vomitar. As curvas e o sobe/desce são terríveis. O trecho de lancha, dependendo das condições do mar também pode ser com bastante emoção. No nosso caso foi. Sabe aqueles saltos que os caras fazem com jet-skis, é coisa fraquinha perto do nosso traslado de lancha. Mas foi bem legal, nem minha esposa sentiu medo.

      Nosso itinerário foi o seguinte:

      -São Paulo –22/02 Viajar as 12:00 (meio-dia) para Panamá City

      -Panamá City – dia 23 a 24/02 (Viajar à noite para Bocas)

      -Bocas del Toro – dia 25/02 a 04/03 (Viajar às 6 da manhão para Panamá City)

      -Panamá City – dia 05/03 a 06/03 Viajar pela madrugada para San Blás

      -San Blas – dia 06/03 a 09/03

      -Panamá City – dia 09/03 a 11/03 (Viajar as 7:25 para Cartagena)

      -Cartagena – dia 11/03 a 16/03

      -São Paulo – dia 16/03 a 17/03


       
      Panama City, o que fazer:
      -Albrook Mall – Shopping gigantesco. Você vai ter que passar por lá mesmo. Então aproveite.

      -Calçada Amador – andar de bicicleta. A vista parece com Miami ou Dubai.

      -Calle Uruguay – Bares, restaurantes e vida noturna

      -Canal do Panamá – É uma obra fantástica que mudou os rumos do mundo. Há uma segunda passagem mais moderna para navios maiores ao lado da turística que todos veem. Não deixe de ver o filme explicativo que é bem legal.

      -Casco Viejo –Catedral, o Palácio Presidencial (só é possível ver de fora e um pouco distante), Plaza de la Independencia, Teatro Nacional, Paseo de las Bovedas, Plaza Francia, Iglesia de San José, Plaza Bolívar, Ruínas da Companhia de Jesus, Teatro Nacional e o Convento Santo Domingo.

      -Cerro Ancon – morro com 200m de altura com vista da cidade e do canal

      -Cinta Costera – Calçadão a beira- mar

      -Ponte Las Americas – Mirante

      -Bio Museu – Não deixe de ir

      Dicas do Panamá

      -Se você tem alguma frescura San Blás e Bocas del Toro, então não vai ser a sua praia.

      -Procurei descrever como fomos e a logística. Mais informações sobre o Panamá veja no blog da Lala Rebelo.

      -Uso o site: https://www.numbeo.com/cost-of-living/ para ter uma estimativa de gastos. E é bem preciso.

      -Não se esqueça do Certificado Internacional de Vacinação para a febre amarela.

      -A moeda oficial do Panamá é o Balboa, mas o que é usado mesmo é o dólar. Então, não se preocupe em trocar.

      -Táxi Aeroporto Panamá. O valor é de US$30 até o hotel ou outros da zona costeira

      -Uber Aeroporto Panamá: Uber X: US$ 10-18; Uber XL US$ 14-22 (fiz um orçamento on-line) e dizem funcionar muito bem.

      -Os táxis não tem taxímetro, então pergunte no hotel para ter uma referência, quanto custa do ponto A ao B. Mas são bem baratos e vale pechinchar.

      -Compre um cartão (tarjeta) para o ônibus e outra para o metrô. As do metrô você compra em uma máquina. É bem simples, mas tem que pedir ajuda. E coloque uma pequena recarga. As do ônibus vendem na estação rodoviária que é junto ao shopping Albrook Mall. Você vai ter que ir lá mesmo, para comprar a passagem para viajar à noite para Bocas del Toro. Os ônibus saem entre 19:30 e 20:00h. Mas tem que comprar a passagem antecipada. Vá depois das 14:00 horas, dizem que antes não vendem. Não se preocupe, não é longe da zona hoteleira. Aproveite para dar uma volta no Albrook Mall que é enorme. Na rodoviária você vai comprar além da passagem, o táxi até o cais e o barco para Bocas Town, é tudo junto mesmo. Isso dá em torno de US$ 30.

      -O Albrook Mall é um shopping para todas as classes sociais e tem de tudo. Desde dentista até armas, de lojas populares até as de grifes caríssimas como Prada, etc. Tem duas enormes praças de alimentação e com preços que dão para pagar. São quase da metade de um campo de futebol cada. Localize-se pelos bichos em cada corredor, como o do pinguim, da girafa, do urso, etc. São estátuas enormes dos bichos, é bem prático para se guiar.

      -Você vai precisar da tarjeta do ônibus para acessar a plataforma dos ônibus na rodoviária para Bocas del Toro. E só vai saber disso na hora do embarque, então compre para evitar stress e aproveite para andar de ônibus que são muito envidraçados (vidros enormes).

      -Supermercado Riba Smith, bem próximo do hotel Ojos del Río (550m). Para comprar frutas e lanches.

      -Canal do Panamá- ingresso US$15. Táxi US$$10. Ônibus US$0,50. Os ônibus custam $0,25, mas tem que passar o cartão na entrada e na saída. O mesmo no metrô.

      -Compras no Panamá. Verificar se o preço inclui o imposto de 6%

      -Táxi do Hotel Ojos del Río Casco Viejo US$ 2 (ida) $5 na volta sim todos os taxistas pedem mais na volta, pechinche.

      -Escolhemos o Hotel Ojos del Río no Booking por estar localizado perto de uma estação do metrô e valeu a pena.

      -Jantar no Hotel Ojos del Río US$ $ 8. Massa caseira à bolonhesa, uma delícia.

      -Para ir ao canal do Panamá, compre um cartão para usar nos ônibus e metrô. Entre na estação de metrô mais próxima e compre o cartão nas máquinas automáticas,   carregue-o com alguns dólares. Apanhe o metro para a estação Albrook (US$ 0,35). Tanto nos ônibus quanto o metrô tem-se que passar o cartão na entrada e na saída. É estranho.

      Do outro lado da avenida fica o terminal de autocarros de Albrook. Atravesse a passagem superior e chegará facilmente ao terminal. Atravesse o hall do terminal e, do outro lado, caminhe para a direita. É provável que veja uma fila com muita gente à espera dos ônibus que param lá ao fundo. O ônibus que precisa pegar diz Miraflores. O destino final é o em frente ao Centro de Visitas do Canal do Panamá (US$ 0,25) é bem fácil. Gostamos dos ônibus porque eles têm uma ótima vista panorâmica.

      -Para voltar de Bocas del Toro compre a passagem no mesmo lugar onde desembarcou. Outros lugares também vendem, porém na hora de embarcar está sujeito à confusão, nós vimos acontecer. Umas meninas tiveram que comprar outra passagem entre choro e falta de lugar.

      -Em Bocas del Toro procure se hospedar em Bocas Town, pois é onde tudo acontece e cada travessia para outras ilhas custa US$ 2. Então, faça as contas.


       
      O que fazer em Bocas Del Toro:
      -Bahia de los Delfines

      -Cayo Coral

      -Cayo Zapatilla. Estes costumam ser um pacote.

      -Bocas Del Drago

      -Playa Estrella (evitar sábado e domingo porque fica muito cheia) Na Isla Colón. Ir de ônibus (16 km) descer em Bocas del Drago e caminhar no sentido de volta pela praia. Comida cara.

      -Isla Carenero. Tem aluguel de caiaques.

      -Isla de los Pájaros. Linda, mas de difícil acesso, depende das condições do mar.

      -Paki Point (ou Playa Paunch) praia de surf.

      -Playa Bluff. Na Isla Colón. Ir de ônibus, a playa Paunch é na metade do caminho. Lindas playas para surf.

      -Isla Bastimentos. Red Frog Beach (surf) Ir de barco. E Praias: Playa Larga, Playa Polo, Playa Wizzard, Turtle Beach, e Cayman Beach.

      Cartagena

       
      -Castillo de San Felipe

      -Plaza San Domingo (Point à noite)

      -Palacio de la Inquisición

      -Museu del Oro Zenú

      -Museu das Esmeraldas

      -Museu Naval

      -Torre del Reloj

      -Los Zapatos Viejos

      -Convento de Santa Cruz de La Popa

      -Iglezia de San Pedro Claver

      -Iglezia de San Domingo

      -Plaza de San Pedro Claver (Point à noite)

      -Avenida San Martin o Carretera 2 (Bocagrande)

      -Café Havana (bar, música e agito)

      -La Vitrola (Restaurante, bar e agito)

      -Café del Mar

      -La Cocina de Pepina (comida típica e barata) fica no Getsemani

      -Playa Blanca (nós não fomos decidimos curtir mais da cidade)

      -Islas del Rosário – Também não fomos


       
      Dicas de Cartagena
      -Táxi Aeroporto Cartagena – COP 10.000–15.000

      -Trocar alguns dólares por COP ao chegar ao Aeroporto de Cartagena e depois dentro da Cidade Amuralhada pode pesquisar em várias casas de câmbio. Passando pela Torre do Relógio é a segunda rua à direita.

      -Aproveite para comprar livros usados em espanhol e inglês nos inúmeros “sebos” junto da praça antes da Torre do Relógio.

      -Ficamos no bairro Getsemani no Hotel Boutique Casa Isabel. Recomendo, pois fomos super mimados. Tudo é bem perto, tem vários lugares mais econômicos e é cheio de mochileiros. Dentro da Cidade Amuralhada os hotéis em geral são mais caros.


       
               ORÇAMENTO (dólares) US$
      PANAMÁ

      -San Blás:                            1.142 (total)

                  Taxa dique:              4

                  Taxa Kuna:               40

                  Lycka:                                    918 (+170 já pagos como sinal) Total 1088

                  Jipe:                           100

                  Lancha:                     80

      -Hotéis Panamá:                 600

      -Compras Panamá:            250

      -Ônibus p/ Bocas                120

      -Ingressos e Passeios

      Panamá:                               100

      -Táxi Panamá:                     120

      -Alimentação Panamá:      780

                  Panamá total:           3.112


       
      CARTAGENA

      -Hotel Cartagena:               325 (pago)

      -Alimentação Cartagena:  170

      -Táxi Cartagena:                 20

      -Passeios Cartagena:        50

                  Cartagena total:       565


       
      Total geral:                          3.677


       
      Os preços em Cartagena foram convertidos para dólares, mas tem que trocar por pesos colombianos (COP) e como era pouco (o hotel já estava pago), eu troquei tudo no aeroporto mesmo.


       
      Abaixo as fotos em sequência:
      -Canal do Panamá

      -Bio Museu

      -Calzada Amador

      -Bocas del Toro – Playa Estrella

      -San Blás – vista do veleiro

      -Vista do veleiro, também

      -Cartagena. Torre del Reloj à noite

      -Cartagena. Ruas










    • Por Carola_RJ
      12 noites de viagem.
      Voo da Copa Airlines direto do Rio para o Panamá. Pagamos um pouco mais caro para ser voo direto.
      A viagem foi ótima. O Panamá é um país muito interessante da América Central por sua diversidade de paisagens.
      Se alguém tiver alguma dúvida, pode falar!
       
      BOCAS DEL TORO
       
      Cidade do Panamá X Bocas del Toro
      Passagem de ônibus: $28
      A compra dos bilhetes do ônibus: Saímos do aeroporto e fomos direto para a rodoviária comprar a passagem rezando para não ter se esgotado. Não dá para comprar online antecipado.
      A fila no guichê estava imensa e não tinha ninguém para atender. A atendente chegou 10 minutos antes do horário que o ônibus partia. Ela atendia em uma lentidão absurda, depois entendi que ela ainda fazia dupla função: vendia bilhetes e depois corria para a plataforma, e ficava na frente do ônibus recolhendo os bilhetes de quem subia. Tudo muito confuso. Quando chegou na nossa vez e disse que viajaríamos no mesmo dia, ela pediu para segui-la até o ônibus porque não daria tempo de emitir a passagem e que pagaríamos diretamente ao motorista. Mas, para entrar na plataforma precisa de uma tarjeta de transporte, que cobra $0,10 de cada um. Óbvio que não tínhamos isso e ninguém avisou. A sorte foi que uma cidadã caridosa passou o cartão dela para nós.
      Estávamos morrendo de fome de tanto tempo na fila. A viagem duraria 10 horas, fui tentar perguntar se não dava para pegar um ônibus mais tarde, ela toda grossa disse que não. Enfim, subimos no ônibus sem bilhete, sem pagar, com fome e muito irritados com a desorganização. No meio da viagem demos o dinheiro da passagem ao motorista.
      Sobre a viagem em si: o ônibus era novinho, confortável, o ar condicionado era MUITO gelado, fez 3 paradas ao longo da viagem. Tinha uma televisão maldita com som super alto que ficou ligada até às 2h da manhã!!! Reclamamos, é claro. Saímos 19h30 de Panamá City e chegamos às 6h em Almirante. O ônibus não vai direto para Bocas del Toro, o destino final é Almirante.
       
      Almirante X Bocas Town
      Taxi (!?) até o porto: 1 dólar por pessoa
      Barco até Bocas: $6
      Quando você chega na rodoviária de Almirante tem que pegar um transporte até o porto. A viagem dura minutos e custa 1 dólar por pessoa. O motorista entulha o maior número de passageiros possível. O carro foi abarrotado de gente, e não havia porta para fechar a mala, mas as bagagens não caíram pelo caminho não. O carro era muito velho, não tinha nenhuma luz que funcionasse, bizarro!
      O barco para Bocas deve demorar uns 40 minutos, e a viagem é bem tranquila.
       
      Opinião geral sobre Bocas:
      - vale a pena ficar uns 4 ou 5 dias inteiros lá. Não vá com o tempo muito apertado pois chove muito, parece que o tempo é inconstante.
      - é um lado muuuito turístico! Então, você vai esbarrar com poucos panamenhos lá! Mas o clima é legal.
      - tem muito pernilongo: leve repelente!
      Comida: Tem muito restaurante legal, com culinária internacional, comida tailandesa, italiana, argentina. A maioria dos restaurantes tem happy hour na parte da tarde, então, se chover, vá pro bar encher a cara!
       
      Hospedagem em Bocas
      A ilha central é Bocas Town. Ficamos hospedados na ilha em frente, chamada Isla Carenero. O taxi custa só 1 dólar para fazer a travessia, e demora cerca de 2 minutos.
      Ficamos no Hotel Oasis Over the Sea. O hotel é bonito, limpo, organizado. Os quartos são grandes e confortáveis. O staff é ótimo, super atencioso, nos deu todas as dicas sobre o local. O valor foi o melhor custo X benefício da região. Essa ilha é bem calma, tem uma vista ótima. A única coisa que não gostei muito foi do café da manhã. O café da manhã é bem restrito: café, ovos, pão, fruta do dia e cereais.
       
      Passeios de Bocas
       
      Playa Estrella - Essa praia fica na própria Isla Colón. Pode chegar de barco ou de ônibus. Preferimos o ônibus que era mais barato. O ônibus sai da praça central a toda hora com destino a Bocas Del Drago. Desse local você anda 20 minutos até chegar a praia ou pega um barco por 1 dolar. Essa praia é maravilhosa. Parece uma piscininha, sem onda, água quente e cheia de estrelas do mar. Se você toca em alguma estrela, logo vem alguém te dar um mega esporro. Achei legal essa preocupação em resguardá-las. Nós passamos uma manhã nessa praia, mas dá para passar o dia inteiro.
      Passagem de ônibus: $2,50
      Duração da viagem: 30 minutos
       
      Isla Zapatilla + Cayo Coral + Baía dos Golfinhos - Esse é o tour padrão e o preço também é padrão. Pode reservar na véspera, no próprio hotel ou vai a qualquer agência no centro.
      Preço: $35
      Horário: 10h às 17h
      Primeiro passamos na Baía dos Golfinhos onde ficamos uns 15 minutos. Confesso que achava que não teria a menor graça. Mas foi legal ver os golfinhos sim. Depois paramos num restaurante sobre o mar para fazer o pedido do almoço de mais tarde. Depois fomos para Zapatilla onde ficamos 2 horas. A praia é bem bonita, com uma cor linda, MASSS minha experiência não foi da melhores. O tempo estava péssimo nos dias que estivemos em Bocas, mas sempre saia um solzinho em alguma hora do dia. No dia desse passeio também amanheceu chuvoso. Arriscamos, e simplesmente o tempo só piorou ao longo do dia. Na ida para Zapatilla caiu um temporal, ventava muito, ficamos ensopados dentro do barco, morrendo de frio. Quando chegamos em Zapatilla não tinha absolutamente nenhum abrigo, estávamos com frio, na chuva e tinha que esperar 2 horas. Tinha uma família com crianças e elas choravam muito querendo ir embora, que agonia. Demos uma caminhada na ilha, a água estava bem quente, mas não entramos na água pelo frio que sentiríamos ao sair. Passadas as 2 horas, o barco buscou e levou para Cayo Coral. Esse lugar é bem interessante: uma área bem rasa, cheia de corais, com água cristalina, bem legal para fazer snorkel. Mas a gente estava com tanto frio que perdemos a vontade de tudo.
       
      SAN BLAS
       
      O QUE É SAN BLAS? - um arquipélago formado por 365 ilhas localizado num território autônomo comandado pelos índios Kuna. Nem todas as ilhas são habitadas. Logo no começo, mais próximo do continente, tem umas 3 ilhas bem grandes onde residem a maior parte dos índios. Nestas ilhas não ha turismo e elas não são bonitas, pelo contrário são lotadas de lixo! Fiquei assustada quando o barqueiro fez uma parada nelas. As ilhas mais turísticas ficam mais distantes. O nome da hospedagem nas ilhas é “cabana”. Tem ilha que possui mais de uma cabaña, inclusive. Cada cabaña é controlada por uma família diferente.
       
      ONDE E COMO SE HOSPEDAR - Existem várias ilhas e tipos de hospedagem distintos. O valor é bem proporcional a qualidade do lugar. Pode acampar também. Tem cabana simples, com chão de areia (não recomendo, particularmente, explico minha experiência abaixo), tem com piso de madeira e banheiro privado, tem umas casinhas lindas sobre a água (não sei o nome da ilha, mas fica bem no começo, com um mar bem cristalino, eu tirei fotos quando passei em frente de barco) eu nem sabia dessa opção. Outra opção é ficar num veleiro, parece bem top, e não faço ideia do quanto custe.
       
      Ficamos hospedados na Ilha Chichime. A ilha é linda demais! Achei mais bonita que a Isla Perro. O mar de Chichime é impressionante, com diversas tonalidades e é muito deserta. Não é a toa que próximo da ilha ficam vários barcos atracados. A Isla Perro também é muito boa, mas fica muito cheia. Eu descobri que agora tem tipo um hotel lá. Tem uma construção de dois andares com quartos, tudo muito bonitinho. Se soubesse antes, teria me hospedado lá talvez. A Isla Diablo fica em frente a Perro, e é bem bonita também.
       
      Valores para 2 noites, quarto privado, por pessoa, incluindo:
      - Transporte Terrestre ida y vuelta (PTY-Port Barsukun-PTY)
      - Transporte de bote ida y vuelta (Puerto-Cabañas Ina-Puerto).
      - 2 Noches en Cabaña Privada
      - 3 Comidas diarias.
      - Un Tour a Isla Pelicano.
      Cabañas Ina: $150.00 - noche adicional $25.00
      Cabañas Franklin o Senidup: $170.00 - noche adicional $35.00
      Cabañas Eneida: $200.00 - noche adicional $50.00
      Cabañas Chichime: $218.00 - noche adicional $50.00.
      Cabañas Diablo: $218.00 - noche adicional $50.00
      Cabañas Iguana: $200.00 - noche adicional $50.00
      Quarto com piso de madeira e banheiro privado:
      Nombre de Isla o Cabaña: Iguana -$285 - noche adicional $75.00
      Nombre de Isla: Coco Blanco - $310.00 noche adicional $100.00
       
      Agencia de turismo LAM TOUR
      Agendei tudo por e-mail bem antes de viajar. Eles pedem para esperar na recepção do hotel entre 5h e 5h45 da manhã. Fomos os primeiros a ser buscados. O motorista chegou antes das 5h. Só e permitido passar pela estrada carros grandes. Viajamos num 4X4 com 7 lugares mais o motorista. Não aconselho sentar no ultimo banco pois é muito apertado. Se você sente enjoo, tome remédio antes pois a estrada é terrível, muito sinuosa. Depois de buscar todos os passageiros, passamos no escritório da agencia de turismo para fazer o pagamento. Quem tem mala grande, é aconselhado a deixar no escritório. Mas eu vi muita gente levando bagagem grande. No prédio do escritório tem um mercado. É importante levar coisas para comer e beber porque tudo é muito escasso nas ilhas. Daí são cerca de 2 horas de viagem de carro. Quando chega na fronteira do território Kuna, temos que apresentar passaportes e pagar uma taxa de 20 dólares por pessoa. No porto tem que pagar mais 2 dólares por pessoa. Deste porto saem diversos barcos para diversas ilhas. Demora cerca de 1 hora o trajeto de barco. Saímos encharcados do barco tanto na ida quanto na volta. Tem muita onda, a coisa não é muito calma. As bagagens não molham, pois são colocadas num compartimento abaixo.
       
      - Há energia elétrica de 6PM ate 10PM. A energia é fornecida por painéis de energia solar.
      - Celular pega. Acho que só da empresa Movil. Eu não fiquei preocupada com isso, mas se informem se quiserem ter celular durante a estadia.
       
      PASSEIOS EM SAN BLAS: acho que todos os pacotes incluem um tour pelas ilhas. Fomas na Isla Perro, que tem um barco afundado e é legal para fazer snorkel, e na piscina de estrelas, que é uma piscina natural no meio do oceano cheia de estrelas do mar. Se quiser fazer mais passeios, é só negociar com o barqueiro e dar umas voltas.
       
      MINHA EXPERIENCIA - O barqueiro que nos buscou, proprietário das cabanas da nossa ilha, era um senhor muito gentil. Já me chamou atenção o fato dele andar com o celular pendurado, e já sair falando “já sei que vocês são vegetarianos” , explico: quando passamos no escritório avisamos que meu marido não comia peixe, ela passou uma mensagem para o índio pela internet. A informação chegou super rápido e funcionou. Eles fizeram refeição especial para ele. A comida de Chichime é ótima. Parece que é uma marca registrada no local.
      Continuando, pegamos o barco e passamos primeiro nas ilhas que servem de moradia para os índios para buscar umas pessoas da tribo. Quando chegamos a Chichime ficamos encantados. O lugar é lindo mesmo. Tomamos banho de mar, tomamos cerveja (quase quente, por 2 dólares). De dia foi tudo ótimo! Usar o banheiro coletivo também foi tranquilo. O banheiro nunca estava ocupado, a água do banho é salobra. MASSSSS, depois que a luz acabou e fomos dormir, nossa, tinha muitos bichos entre nós: largatixas (umas 20, sério), aranhas super enormes, caranguejos, bichos rastejantes, e muitos outros que nem sei como se chamam! Particularmente, não curti NADA dormir assim, porque os bichos subiam na cama, eu tomei vários sustos durante a noite com bicho sobre mim. Conversando com algumas pessoas, ouvimos gente que foi picada, e ficou com inchaço e tal. Com certeza dormir em barracas é melhor! Por isso, decidimos voltar uma noite antes. Já havíamos pago por 2 noites mas não dava! Falamos com o índio que eu tava me sentindo mal, e ele disse que não tinha problemas. Por sorte fizemos o passeio (que está incluso no pacote) logo de manhã, e de tarde, às 14h30 pegamos o barco de volta para o Panamá. Assim, a gente não perdeu quase nada! Porque voltaríamos no dia seguinte às 8h da manhã! Quando chegamos na Cidade do Panamá (umas 20h) passamos no escritório da Lam Tour para pegar as malas. A funcionária Jude foi muito atenciosa, perguntou sobre o meu “estado de saúde”, e, incrivelmente, devolveu uma parte do dinheiro por não termos dormido mais uma noite. Achei isso muito bacana.
      Aconselho muito conhecer San Blas, mas quem não curte dormir com toda a “fauna” local, melhor ficar numa hospedagem melhor ou fazer um bate e volta , um day trip.
       
      CIDADE DO PANAMÁ
       
      Taxi Aeroporto X Rodoviária: $35
      Achamos bem esquisito o taxi não ter nenhuma identificação. Era um carro normal. Rezamos para não ser um golpe e correu tudo bem. O trânsito de fim de tarde é péssimo, mas o motorista andou super rápido e chegamos em meia hora. Acho que é normal andar acima dos limites de velocidade, e usar o celular dirigindo. Mas os motorista foi super prestativo e gentil conosco.
       
      Hospedagem: Passamos pela Cidade do Panamá duas vezes, uma antes e outra depois de San Blas. Nos hospedamos no Novotel, que é garantia de qualidade padrão Accor. Pegamos uma ótima promoção, e pagamos 44 dólares na diárias de final de semana, e 77 durante a semana. Sim, na maioria da rede Accor, que é mais voltada pro business, as diárias de fim de semana são mais baratas.
      Só que voltamos antes de San Blas. A mulher da Lam Tour nos recomendou uma hospedagem na cidade, já que não tínhamos reserva. Ficamos essa noite no Hotel Latino por 40 dólares o casal. O hotel era horrível!!! Evitem isso!
       
      Passeios:
      - Casco viejo – é onde fica a sede do governo. É um local de arquitetura mais antiga, contrastando com os arranha-céus da orla. Tem muitos restaurantes. Comemos duas vezes no Tantalo, que é bem famosinho, e gostamos muito. Lá também rola uma night.
      - Avenida Balboa – parece muito com o Aterro do Flamengo no Rio, parece que essa área é de fato um aterro também. O mar fede tanto quanto o da Baía de Guanabara, talvez um pouco mais. Ainda assim, é bem bonito tanto para andar nele, quanto para admirá-lo do alto dos prédios, sobretudo na parte da noite, quando brilham as luzes dos edifícios. Num domingo de manhã, alugamos aquela “quadricicleta” e ficamos dando uma volta.
      - Canal do Panamá – Tem que conhecer, né? Custa 15 dólares a entrada. Desde o terminal Albrook, taxi custa 10 dólares, mas também tem ônibus por 0,50! É super perto!
      - Hard Rock Café – Só o prédio já é maneiríssimo. Se não estiver muito caro, eu recomendo se hospedar aí. Lá tem vários bares e restaurantes em diversos andares. Fomos numa quinta-feira no topo do prédio, 62º andar. Pagamos 20 dólares por pessoa, só para entrar. Isso porque chegamos cedo! Eu achei bem caro, mas queríamos conhecer. Tem uma ótima vista da cidade, muito legal. Nas cercanias do prédio tem muitos bares também. Paramos em um bar na frente com música. Achamos curioso as garçonetes, além de serem bem bonitas, siliconadas e com uma roupa bem apertada, ficarem de papinho com os clientes, tomando uma dose aqui outra ali, abraçando os clientes. Depois puxamos papo com um taxista (taxista sempre conta as fofocas!!! Rs) e ele disse que os donos permitem que elas tenham um “trabalho paralelo” após o expediente. A maioria vem da Colômbia e elas cobram 200 dólares por uma hora de serviço. Com o dólar a R$4,10, isso significa que elas ganham em uma hora o salário mínimo do Brasil. Choquei!
      - Cassinos – Tem cassino em toda esquina! Acho que vale a pena conhecer
       
      VISÃO GERAL
      - Quase ou praticamente não tem bares pelas ruas. As pessoas não tem muito essa cultura de sentar no bar da esquina para beber. E, como muitos outros países, não é permitido beber na rua.
      - O engarrafamento é infernal!
      - Os carros são muito novos, e quase não se vê carro hatch, é tudo caminhonete, e os sedãs mais ralés são do tipo Toyota Corolla, e etc.
      - o salário mínimo é de 650 doláres, mas acho que a maior parte das pessoas ganha bem mais que isso.
       
      Tem algumas fotos no meu instagram: carolcasj
      Sites que usei muito:
      http://abraceomundo.com/ilhas-de-san-blas-como-escolher-a-hospedagem/#comment-2352489392
      http://lalarebelo.com/
    • Por Fabricio Souza
      Fala galera..
      Estou aqui para relatar a minha viagem a 3 cidades do Panama (Cidade do Panama, San Blas e Bocas Del Toro).
      Fui somente eu e minha namorada, embarcamos dia 29/01/2015 e retornamos dia 11/02/2015.
      Em anexo coloquei uma planilha de custos e planejamento.
      Embarcamos dia 29/01 de Guarulhos com destino a Cidade do Panama pela companhia aérea Copa Airlines. Cheguei a pesquisar por outras empresas, mas essa era a que tinha voos mais baratos e também sem escalas. A duração do voo é cerca de 7 horas. Ótima agencia e os voos ocorreram sem problemas (lanches muito bons, sem comparação com a Gol por exemplo). O valor da passagem foi de R$1800,00 por pessoa.
       
      OBSERVAÇÕES
      [*] É necessário o comprovante da anvisa de vacina de febre amarela (verificaram isso na entrada do Panama);
      [*] É necessário um passaporte com no mínimo mais 6 meses de validade na data de embarque (também verificaram isso no embarque);
      [*] Fuso horário de 2 horas normalmente. 3 horas no caso de horário de verão brasileiro;
      [*] Moeda local se chama Balboa, porém raramente é usada. A moeda corrente é o dolar americano. Recebemos apenas algumas moedas de troco em Balboa. A cotação é um dolar= um balboa;
      [*] Todos os dados de hostel esta na planilha em anexo.
       
      CIDADE DO PANAMA
      Chegamos a Cidade do Panama por volta de 10:00 da manhã e nos dirigimos a nosso hostel Villa Vento (taxi, no máx U$30,00) que eu havia reservado por email (dados na planilha em anexo). Hostel muito bom, com ótima localização e funcionários muito prestativos (principalmente Carmelo, Leo e Ezequiel) que nos ajudaram em tudo durante nossa estadia na Cidade do Panama.

      Primeiro dia(29/01) alugamos duas bikes no próprio hostel e fomos passear sem destino. Pegamos a ciclovia da praia e fomos no sentido do Mercado de Mariscos, passando por toda a costa. Almoçamos no mercado, onde temos diversas opções de peixes a preços bons (ceviche a U$4,00 e corvina a U$10,00). A costa é muito bonita e vale a pena para ter uma bela ideia do que é a Cidade do Panama. Fomos também a Casco Viejo, que é um centro histórico, com muitas igrejas e praças para conhecer.
      Segundo dia (30/01) fomos conhecer o canal do Panamá logo pela manhã. Impressionante toda a engenharia envolvida e sua complexidade. A duração é de umas 3 horas. Na saída, pegamos um taxi e pagamos cerca de U$40,00 para que ele fizesse um “City Tour” conosco. Ficamos com ele por mais umas 4 horas, conhecendo vários pontos da cidade, incluindo feirinhas de artesanatos e centros históricos.
      Terceiro dia (31/01) fomos a Cerro Ancon, que é cerro mais alto da Capital e de lá é possível ver toda a cidade! Ótimo para tirar umas fotos, e pra quem gosta de caminhadas e bike também é excelente! Muito verde e pássaros. Ficamos umas 2 horas e após isso fomos as compras no shopping Albrook Mall. Esse é um super shopping, imenso onde temos todos os tipos de lojas. Encontramos muitas coisas baratas, mas também muitas coisas que não estavam valendo a pena comprar (principalmente pelo valor do dólar na época que fomos R$2,80). Eu acabei comprando algumas camisetas, bermudas. Para se ter uma idéia, uma camiseta Gap estava por cerca de U$20,00. Eletronicos não estava muito atrativo (uma go pro 4 por cerca de U$400,00 o modelo mais simples).

      Neste dia fechamos no próprio hostel a nossa estadia em San Blas (3 dias e duas noites). Agendamos a saída para o dia 02/02 as 06:00.
      Quarto dia (01/02) fomos ao Calzada Amador que é um calçadão bem bacana para caminhar ou pedalar, e tem uma vista bem bonita da cidade do Panamá. Tem várias empresas que alugam bikes no local. Almoçamos novamente no Mercado de Mariscos.

      As noites na Cidade do Panama fomos quase todas para a Calle Uruguai, que é bem próxima do nosso hostel e tem diversos restaurantes e baladinhas.
       
      TRANSPORTE
      Do aeroporto para o centro: taxi U$30,00. Se for taxi compartilhado, U$10,00
      OBSERVAÇÕES
      [*] Pegar Taxi fora do aeroporto;
      [*] Fechar o passeio para San Blas com antecedência no Hostel;
      [*] Imprimir localização do hostel no Google Maps. Taxistas não conhecem muito;
      [*] A estação rodoviária da Cidade do Panamá fica anexa ao centro comercial Albrook Mall.
       
      SAN BLAS
       
      Saimos do hostel dia 02/02 ás 05:30 da manhã (a pick up foi nos buscar). Deixamos nossa maior parte da bagagem no hostel, e levamos apenas duas mochilas pequenas com suprimentos para os 3 dias.




      Nosso primeiro destino foi a Isla Perro, onde chegamos por volta das 09:00. Esta ilha é a mais linda de todas, com um mar impressionante e ainda tem um barco naufragado bem próximo a ilha ótimo para se fazer snorkel. Almoçamos nessa ilha e saímos rumo a Ilha Franklin por volta das 14:00. Ficamos hospedados nela três dias, duas noites. Valor de U$26,00 por pessoa uma cabana privada (uma cama de casal). Esta ilha tem 3 refeições inclusas, banheiro com agua doce (quase doce, na verdade é uma agua salubre). A luz é ligada por volta das 18:00 e fica ligada até as 22:00, onde somente a luz do luar fica disponível. O lugar é perfeito, a praia é linda..paradisiaca. Vale muito a pena ir.




      Segundo dia (03/02) fomos visitar outras ilhas com os índios Kunas, todas lindas e vale muito a pena. Alias, todas as ilhas são comandadas por índios Kunas. A ilha tem alguns produtos para venda, como alguns salgadinhos, cerveja gelada e agua. Mas aconselho a levarem agua e alguns mantimentos para se manter durante sua estadia. Nós levamos salgadinhos para beliscar durante o dia e agua. Compramos dos índios apenas cerveja (U$2,00 cada).
      Terceiro dia (04/02) acordamos e arrumamos nossas coisas, pois partimos de volta a Cidade do Panama após o café da manhã, por volta das 08:00.
      Chegamos no hostel Villa Vento por volta de meio dia. Primeira coisa que fizemos foi ir ao terminal rodoviário comprar a passagem para Bocas Del Toro. Valor da passagem foi de U$28,00 por pessoa (mais U$5,00 de barco para chegar a Isla Colon) e a partida do ônibus é as 19:30. Nos aconselharam a comprar com antecedência para não correr o risco de esgotar. Retornamos ao hostel após comprar a passagem, pegamos nossa bagagem, tomamos um banho e ficamos curtindo o dia por la mesmo, aguardando o horário de partir para Bocas Del Toro.
       
      Valores do transporte para Cidade do Panama - San Blas por pessoa:
      [*] U$55,00 transporte ida e volta de 4x4;
      [*] U$12,00 taxa de visitação;
      [*] U$20,00 barco incluso ida e volta.
       
      OBSERVAÇÕES
      [*] Levar água e comida;
      [*]Levar dinheiro trocado;
      [*]Tomar dramin durante a viagem, estrada bem agitada;
      [*]Levar cordinha para varal, papel higiênico, pregadores;
      [*] Procurar ficar nas barracas de frente para o mar. Melhor sensação;
       
      BOCAS DEL TORO
       
      Partimos da cidade do Panama as 19:30. Onibus tem um ar condicionado muitoooo gelado, é sério, levem agasalhos e calça (único momento em toda viagem que coloquei calça e agasalho). Chegamos ao local chamado Almirante as 06:00 do dia 05/02 e é onde vc pega o barco para a ilha de Boca Des Toro. Bocas é um conjunto de ilhas, onde a ilha principal se chama Isla Colon, onde nos hospedamos no hostel Mar e Iguana. Esta ilha é bem estruturada, tem muitos restaurantes, mercados, baladinhas e é ponto de partida principal para os passeios por outras praias e ilhas. O hostel é bem legal, tem um pessoal bacana que ajudou bastante nós. Pagamos U$30,00 a diária para um quarto privado com banheiro, sem nenhuma refeição inclusa. Ele fica cerca de 10 minutos a pé do centro ou um taxi por cerca de U$1,00 por pessoa.
      No mesmo dia (05/02) fomos fazer um passeio que incluía as Islas de Los Delfines, Cayo Coralles, Zapatilla pelo valor de U$25,00 por pessoa. São praias bonitas, mas o tempo não nos ajudou muito. Choveu em diversos momentos e isso prejudicou até mesmo nosso snorkel. Além disso, aconselho a não fecharem passeios no próprio hostel e sim ir até o centro, onde existem diversas agencias com diversas opções de passeio com valores muitas vezes negociáveis.

      No dia 06/02. Fomos passar o dia na praia Red Frog. No centro, pagamos U$5,00 por pessoa para um barqueiro nos levar e trazer de volta no horário combinado. A praia é linda e para chegar nela vc caminha uns 5 minutos por dentro da mata. Tem restaurantes e tb um bar a beira mar. O sapinho vermelho (red frog) é bem difícil de ser encontrado, mas o barqueiro caminhou conosco por uns 5 minutos e finalmente encontramos um. Vale a pena conhecer esta praia.


      No dia seguinte (07/02) fechamos um passeio para a isla Estrella com Deep Surfing incluso. Galera, essa ilha vale a pena.. tínhamos que tomar cuidado ao caminhar pela beira do mar para não pisar nas estrelas. Fora isso, almoçamos os dois uma Lagosta enorme pelo valor de U$25,00. E para completar, o Deep Surfing, que é um passeio onde vc é puxado por um barco através de uma corda e vc se segura em uma prancha parecida com uma prancha de natação. Vc pode mergulhar com ela ou ir por cima da agua para respirar. Nada complicado e muito gostoso. Uma pena que o mar estava turvo e não deu para nós vermos muita coisa, mas mesmo assim valeu muito a pena.




      No dia 08/02, fechamos um passeio com uma agencia de mergulho. Como não tínhamos tempo e nem dinheiro para fazer o curso iniciante, fechamos apenas para acompanhar eles para realizarmos snorkel. Valeu muito a pena. Fomos a dois pontos de mergulho fantásticos e ficamos cerca de uma hora em cada ponto. Vimos diversos peixes, corais e para completar nossa felicidade, vimos uma arraia que parecia posar para nossas fotos..rs.. Pagamos U$15,00 por pessoa e valeu muito a pena.

      No ultimo dia (09/02), alugamos duas bikes no próprio hostel e nos dirigimos a Playa Bloffe. Uma estrada a beira mar, com alguns bares pelo caminho. A pedalada durou uma hora e meia até a playa Bloffe. Praia com ondas fortes e por isso muitos surfistas, onde só entramos no mar na parte mais rasa. Ficamos em um restaurante em frente a praia e aproveitamos o dia até cerca das 15:00. Retornamos de taxi (pick up com as bikes em cima) porque havíamos bebido um pouco e acabado de almoçar (não aguentaríamos pedalar mais uma hora e meia de retorno.rs).


      Voltamos ao hostel, tomamos um banho e partimos para o Almirante pegar nosso barco e posteriormente nosso ônibus de volta a Cidade do Panama.
       
      Observações:
      [*] Restaurante Coco Bambu é muito bom. Jantamos duas vezes nele, com valores acessíveis, comida e atendimento muito bons;
      [*] Bar Iguana muito bom e animado. Fica a beira mar e possui um píer no fundo do bar onde os mais animados podem pular no mar que mais parece uma piscina natural. Musica animada e bebida barata;
      [*] Existem vários bares e agitação noturna. Cada noite o agito é em um lugar diferente. Basta se informar.
       
      Chegamos a Cidade do Panama por volta de 04:00 e fomos para o Hostel Villa Vento, onde o pessoal gentilmente nos deixou passar o dia lá, até nosso horário do voo (inclusive nos deixaram tomar banho e utilizar a piscina). Ficamos até as 11:00, horário que partimos rumo ao aeroporto, afim de aproveitar e ver se tinha ainda algo interessante para comprar no free shop antes do nosso embarque (consegui um nike shox por U$120,00).
      Embarcamos de volta a SP as 15:45 e chegamos as 01:45 horario do Brasil (07:00 de viagem, 3 horas de fuso devido ao horário de verão).
       
      E assim foi nossa viagem. Espero que possam aproveitar este relato. Nossa viagem foi perfeita.. do jeito que queríamos e graças a outros relatos aqui do mochileiros.
      Um abraço a todos e caso precisem, podem me mandar email que respondo assim que puder.
      Viagem.xls



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