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Santiago | San Pedro de Atacama | Salar de Uyuni (com fotos) | Julho 2010

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Relato (10 dias) – Santiago / San Pedro de Atacama / Salar de Uyuni

 

28/06/2010: Goiânia > SP > Santiago

29/06/2010: Santiago > Calama > San Pedro de Atacama

30/06 a 06/07: San Pedro de Atacama e Salar de Uyuni

07/07: San Pedro de Atacama > Santiago

09/07: Santiago > Goiânia

 

Câmbio no dia que cheguei no Chile: US$ 1,00 = PC$ 535,00

 

28/06/2010 (segunda) - GOIÂNIA / SÃO PAULO / SANTIAGO:

 

- Chegada em Santiago às 19:55hs. Fazia muito frio. Na verdade, talvez o maior frio que eu já havia passado na vida, algo em torno de 05 C à noite (obs, moro em Goiás, frio aqui é quando faz 14 graus).

- Imigração: o agente da imigração carimbou meu passaporte, mas não me entregou a 2a. via do cartão de imigração (o que me renderia problemas mais tarde, conforme verão adiante).

- Fui pro hostel de transfer TRANSVIP, custou PC$ 5.000,00 (recomendo esse transfer http://www.transvip.cl" onclick="window.open(this.href);return false; ). O serviço é ágil, te deixam na porta de onde precisa, (pela metade do preço de taxi). O guichê fica de frente para o desembarque, onde você já paga e passa o endereço onde vai ficar. recomendo. Dica importante: se quiser que o transfer te busque no dia da volta, é necessário fazer reserva com antecedência pois se deixar pro dia, eles não aceitam a reserva. (por essa falha minha liguei para que me buscassem mas me avisaram que no dia não dá certo, eu teria que ter avisado 1 dia antes, resultado: saiu caro pagar taxi).

- Fiquei no HOSTEL DOMINICA ( http://www.dominicahostel.com" onclick="window.open(this.href);return false; ). É um lugar muito legal, fica no bairro Recoleta, uma localização legal, com bares nas proximidades e não muito distante da estação do metrô BAQUEDANO. O hostel tem quartos compartilhados (sem calefação) e quarto privado (com calefação / sugiro), computadores com acesso à internet grátis (diferente d outros hostels lá é permitido usar as entradas USB do computador, pode baixar arquivos etc), tem a cozinha, um barzinho, com café da manhã; tem banho quente (creio que durante 24 hs, pq lembro que tomei banho quente bem tarde e no outro dia bem cedo, antes das 07hs), e um atendimento muito bom, porque os caras que atendem lá são bem atenciosos. Resumindo: RECOMENDO MUITO!

 

29/06/2010 (terça) - SANTIAGO / CALAMA / SAN PEDRO DE ATACAMA:

 

- Acordei as 7hs pra tomar um banho, ajeitar mochila e aguardar um amigo que mora em Santiago e que se dispôs a me acompanhar até o centro para que eu pudesse fazer cambio. As casas de câmbio abrem 09 ou 09:30 em Santiago.

- Chegamos à estação Universidad de Chile às 09 da manhã e praticamente tudo no centro estava fechado, mas preparando para abrir. tomámos um café até que abrissem outras casas de câmbio além da única que já estava aberta. café da manhã no Dominó, bem tradicionalzinho em Santiago. Rango bem honesto e farto, mas não é muito barato. (Opção econômica de café da manhã: na própria estação U. de Chile, tem uma padaria misturada com banca de revista – fica ao lado da farmácia - com pães, roscas, biscoitos baratinhos, e dá pra tomar um cafezão lá, recomendo). Quando terminei já haviam casas de câmbio abertas, e a maioria fica na Rua Agustinas, e a casa que escolhi no dia que tava com preço legal era LLano y LLano, (rua Agustinas 1066) no Centro de Santiago. Despedi do meu amigo que encontrariamos poucos dias dps na volta, que me deixou em uma localização boa pra pegar um táxi direto pro aero, sem dar muitas voltas, não lembro mais quanto paguei, mas algo em torno de 10 mil pesos (equivalmente a mais ou menos 40 reais), num taxi bem fuleiro. (fiquem esperto com troco do dinheiro, notas falsas, truque pra passar troco menor).

- Embarque pra Calama às 11:00hs. Chegada em Calama por volta de 13,30hs. Ótima sensação de estar chegando no deserto. Vento seco “e gelado” pra minha surpresa. Eu imaginava que o frio era só à noite e durante o dia era um calor escaldante!

- Peguei o TRANSFER LICANCABUR que já havia agendado previamente pelo site e cheguei lá, meu nome já constava na planilha do dia. Efetuei o pagamento (PC$ 18.000,00 ida e volta), ajeitei minhas coisas no transfer e fomos nós rumo a San Pedro de Atacama. Chegando lá fui o primeiro a ser entregue no hostel que informei pro motorista. Serviço muito bom o transfer Licancabur, RECOMENDO!

- Fiquei no HOSTEL CORVATSCH. Inicialmente, pelas minhas pesquisas eu tinha resolvido ficar no Hostal El Monte que muita gente aqui no fórum recomendou. Mas mudei de idéia pois os amigos que conheci aqui no site (Luciana Reis (RJ), AnaPaulapam (MG), Luizdavim (RJ) ) ficaram lá. Cheguei lá por volta de 15,30hs, deixei minhas coisas no quarto, paguei minha primeira diária (no Corvatsch paga-se antecipado dia por dia, não há como fechar tantos dias e pedir desconto, bem como não aceitam reservas). Pontos positivos do Corvatsch: é muito bem localizado, a 2 quadras da igreja, no mesmo quarteirão tem um mercadinho bem pertinho mesmo, fica próximo a Caracoles, tem sala de tv, cozinha, internet (de 10h as 20h), fornecem muitos cobertores, é limpo, tem banheiro no andar de cima e no térreo. Pontos negativos: (1) a cozinha só fica disponivel a partir das 08 da manhã (os passeios sempre saem antes disso, portanto se vc precisa de esquentar algo, torrar um pão, antes de sair pra um tour, não tem jeito, pois a maioria dos tours saem muito cedo); (2) não é permitido usar a entrada USB dos computadores; (3) as paredes dos quartos do andar de cima, são de uma madeira beeem fininha, e durante a madrugada isso significa que faz muito frio, é melhor ficar em hostels que são construídos de adobe; (4) a água nem sempre é quente, eles têm problema com o encanamento que ainda é de metal, não chegou o PVC ainda, e a água congela no encanamento com facilidade nas madrugadas, e a caldeira nem sempre está ligada a esquentar a água; (6) os quartos não possuem tomada; (7) a janela do banheiro do térreo (onde ficam os chuveiros) não fecham, então enquanto você toma banho tem o prazer de sentir a brisa zero grau do deserto. Resumindo: no inverno, não recomendo o Corvatsch a menos que você esteja levando seu saco de dormir (pra colocar em cima da cama), aí sim recomendo pela relaçãoo custo beneficio pois lá é legal, mas o pior problema é esse das paredes de madeira fina que não cortam o frio negativo das madrugadas no Atacama.

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- Saí pra rua pra, enquanto eu não encontrava os companheiros de hostel – os quais estavam fazendo o passeio do vale da lua e da morte. Dei uma volta numa feirinha que havia por conta da festa do padroeiro da cidade, almocei em uma barraquinha perto do cemitério. Comi um prato feito bem gostoso por um preço baratinho nessa feirinha.

- Voltei pro hostel e esperei os amigos daqui do site. eles chegaram, por volta de 18hs, do passeio do Vale da Luna e da Morte. Meus amigos já haviam fechado o passeio pras Lagunas Altiplanicas com a agencia Lickan Antay pro dia seguinte e eu deixei pra fechar no outro dia já que certificaram que haveria vaga para mim na mesma condução.

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- Demos voltinhas no centro da cidade e paramos no Restaurante Adobe para jantar. Um clima muito bom, restaurante com bom atendimento, comida ótima, fogueiras estrategicamente posicionadas pra distribuir calor pelo restaurante e até música típica ao vivo. RECOMENDO! Porém, certifique o tamanho do prato que está pedindo pois quase tudo lá é gigante e acaba servindo 2 pessoas.

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- Voltamos pro hostel pra enfrentar a primeira noite abaixo de zero. Sem comentários, muito gelo, acordei por toda a madrugada por causa do frio.

 

30/06/2010 (quarta) – LAGUNAS ALTIPLÂNICAS

 

- Acordamos cedo pro passeio das Lagunas Altiplânicas, tomamos o café (usamos a cozinha antes da hora permitida, fervi leite na chaleira do vigia, o qual me deu um rala num dialeto atacamenho: GRWWwwww), e recebemos a Guia que nos levaria às lagunas altiplânicas, Odília, uma francesa bem interessada e simpática. Ela fez uma chamada e meu nome não estava na lista, por falha de quem atendeu meus amigos na agência Lickan Antay e prometeu que colocaria meu nome no tour sem necessidade de pagamento prévio. Ela surtou um pouquinho mas logo em seguida, ligou pro dono da agência que vendeu o pacote aos meus amigos e disse que não teria como me levar pois como eu não havia feito reserva prévia, tinha minha vaga no tour, mas não teria refeição pra mim. Daí, conversamos com ela e eu disse que eu não me importava de levar minha própria comida ou então comprar algo no caminho, ela fez uma ligação pra dona da agência e permitiram meu embarque no tour.

- Primeiramente fomos conhecer um pedaço do Salar do Atacama, visitar a Lagoa Chaxa onde ficam os flamingos (que estava com placas de gelo boiando, vento muuuito gelado e disseram que fazia 3 negativos às 10 da manhã).

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- Seguimos pela rodovia para o restante do passeio, paramos em um local para usar o banheiro (onde almoçaríamos mais tarde) e lá tem em uma mercearia, daí fomos subindo até as Lagunas Miscanti e Miñiques, que tem um visual muito bonito, pra não falar perfeito (esse é um dos highlights do Atacama, não tenha dúvida). tem animais nativos zorro (que é uma espécie de lobo, muito bonito), vicuñas e as lhaminhas.

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- Retornamos à rodovia que havíamos passado mais cedo, paramos para o almoço. Chegando lá, não entendi porque a guia fez todo aquele barulho mais cedo pois tinha uma panela enorme de sopa que dava pra alimentar muito mais do que nosso grupo (e pelo horário e pelo jeito do restaurante, com cadeiras pra cima da mesa, tudo indicava que éramos o último grupo a almoçar naquele dia). O almoço foi uma salada , uma sopa, e fruta no final. Na minha salada tinha cabelo comprido, por baixo dos acabates e pepinos (ok, no problem, é só não comer, ou melhor, como diz minha amiga Ana, é o “sazon” do Atacama, kkkk).

- Na volta para San Pedro, paramos em uma cidadezinha visitamos uma igrejinha feita com madeira de cacto, e também paramos em um local que possui uma enorme falha geológica e que a água que se encontrava no subsolo subiu e formou uma espécie de corredeira, mas não é água corrente, é água parada mesmo. Muito interessante, ocorreu num cataclismo

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- Chegamos em San Pedro, mortos de cansaço. Fui pagar o meu passeio na Atacama Connection*.

*Aqui vai uma observação: conforme muitos colegas aqui do fórum já disseram, os passeios são de guias terceirizados, que prestam serviços às agências que existem em San Pedro. Portanto, percebi que muito embora meus colegas tivessem fechado com a Lickan Antay no dia anterior o passeio pras Altiplanicas, a real era que aquele passeio foi feito no carro fretado pela Atacama Connection. E assim sucessivamente, os passeios mudam, por exemplo, o Salar de Tara (que falarei em seguida), é fretado por um guia que trabalha pra Lickan Antay, mas existem outras pessoas que fecham esse mesmo passeio em outra agência. A agência “às vezes” não influencia muito na qualidade do passeio porque as vezes pessoas que compraram o passeio em 3 agencias diferentes, acabam fazendo o mesmo tour, com o mesmo guia e carro.

- Jantamos num restaurante chamado Grado 6. O meu favorito em todo o tempo que ficamos lá. Salvo engano ele fica na Calle Gustavo Le Paige (era bem pertinho do nosso hostal Corvatsch), tem várias opções no cardápio, pra jantar, petiscar, mtas bebidas, drinks, um ambiente aconchegante, toca sempre um som legal, é quentinho RECOMENDO: sorvete de Miel de ALCARROBO e Chañas, que é um negócio que nunca vi na vida.. quero voltar em San Pedro pra ir nesse Grado 6 tomar o sorvete.

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01/07/2010 (quinta) – SALAR DE TARA

 

- Acordamos logo cedo, descemos pra cozinha e novamente usamos fora do horário permitido para hóspedes (pré-café-da-manhã, já que nosso passeio tinha café incluso) e, depois do pré desayuno, ficamos preparados à espera do guia Maurizio, para o Salar de Tara.

- O guia nos buscou primeiro, e depois os outros integrantes do tour que estavam em um hostel próximo à saída de San Pedro. Seguimos em direção ao Salar de Tara, e começamos a subida. A saída pra esse passeio passa pela mesma saída pra Bolívia e o Salar de Uyuni, mas antes da aduana, num trecho após passarmos ao lado do Licancabur e dos campos minados (* campos minados que existem desde quando o Chile tomou a região onde fica San Pedro da Bolívia, a fim de evitar invasões dos Bolivianos), o guia Maurizio virou pra um lado e adentramos o deserto, em um local totalmente sem rumo pra curtir as paisagens e diversas formações rochosas.

- Primeira parada foi num mirante pra curtir uma região com animais nativos e um laguinho semi congelado. Neste ponto fizemos o café da manhã, bem honesto, pão, queijo presunto, leite quente, café, bolachas, fruta, etc., barriga cheia seguimos em frente.

- Rodamos muitos kilometros deserto adentro. Paramos para observar formações rochosas interessantes e uma laguna meio marrom e branco (cujo nome não me lembro). Paramos também para caminhos sobre uma Laguna congelada, cujo nome não me recordo. É muito bom essa parte da laguna congelada muito mesmo ahahah, cuidado com os tombos

- Depois seguimos deserto adentro numa região com muitas cinzas vulcânicas, e o guia explicou que a diferença de cor entre as cinzas reflete o tempo que elas foram lançadas do vulcão. E finalmente chegamos no local do Salar de Tara. O guia parou, falou para descermos e seguirmos o caminho até o final que ele estaria lá preparando o almoço num abrigo no final do caminho. Este local que ficamos é um local cheio de paredões formados em erupções vulcânicas a muitos muitos anos. Tudo muito bonito, e tivemos a oportunidade pra ficar livre e tirar as fotos que queríamos, até cansar. Depois de uns 3 a 6 km de caminhada, passando pelo deserto e depois pelas margens da laguna do salar de Tara, chegamos (eu, Ana, Luciana e Luiz) por último no local. O restante do grupo já havia almoçado, e lá estavam nossos pratos no final. O restante da turma detonou a garrafa de suco e os pães mas tudo bem, sem problemas, deu pra almoçar, um pedação enorme de frango assado (que tava gelaaado) e uma salada, almoço gostoso (e sem cabelo, dessa vez).

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- Depois disso, seguimos para o final do passeio, o retorno a San Pedro. No Salar de Tara venta bastante, muito mesmo e isso detonou minha garganta nesse dia. Na descida pra San Pedro, me deu um mal estar tremendo, certamente é o mal da altitude, subimos a 4 mil metros. (tenha em mãos analgésicos pra aliviar prováveis dores de cabeça)

- Fomos até a Cordillera traveler (que é uma agência de tour da Bolívia com um escritório em San Pedro) e fechamos o tour pro Salar de Uyuni, com hospedagem no Hotel de Sal e regresso à San Pedro incluído. Me informei que deveríamos levar uma determinada quantia em bolivianos (que seria útil para algumas despesas como entrada no parque, utilizar banheiros em alguns lugares, comprar alguma água ou cerveja, e lembrancinhas). Fui avisado também que deveria estar com o cartão de imigração no Chile devidamente carimbado para no dia da saída fazer o processo de saída rumo à Bolívia. Ocorre que, como eu disse lá no começo do meu relato, quando entrei em Santiago o agente da imigração não havia me dado a 2ª. via deste cartão e para sair do Chile precisa ter esse cartão comprovando que você entrou. Assim, fui até a aduana Chilena (a pé, na saída de San Pedro, pra Bolívia) pra emitir uma segunda via, sabendo que esse papel seria necessário no dia da viagem pro Uyuni.

- À noite jantamos no La Staka, comida boa, preço bom também.

- Nesse dia eu fiquei muito pensativo sobre o mal estar que senti qdo estávamos voltando do Salar de Tara. Por um lado pensei que era pura moleza e frescura minha não querer encarar o Lascar no outro dia, já que à noite, depois dos remédios e do jantar, eu estava bem melhor.

 

02/07/2010 – Sexta – PUKARA DE QUITOR

 

- Sexta feira foi uma dia de acordar com mais calma. Eu e a Ana Paula havíamos combinado de fazer o Lascar nesse dia. E o Luiz e a Luciana ficariam em SPedro pra assistir Brasil x Holanda e depois do jogo iriam pedalar nos arredores de San Pedro.

- Como eu cancelei a ida, a Ana consequentemente também, já que o passeio é condicionado ao mínimo de 2 pessoas e eu havia cancelado na noite anterior. Levantamos, tomamos um café da manhã e assistimos no hostal Corvatsch ao primeiro tempo. Depois seguimos pra um bar na Calle Caracoles, assistimos a derrota do Brasil na copa.

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- Depois disso, demos uma volta na cidade, fomos acertar o pacote pro Salar de Uyuni na Cordillera Traveler, fomos na lan house, fui fazer ligação na cabine telefönica, passeio na feirinha de San Pedro pra comprar lembranças, almoçamos e depois do almoço, fomos alugar as bicicletas.

- Alugamos as bikes em um local que é meio lan house, meio locadora de bikes e sandboard Não me recordo o preço do aluguel, mas sei que incluía o kit básico com bomba pra encher pneu, goma, adesivo pro pneu e capacetes de segurança (obrigatório pras meninas), lanterninhas de cabeça pra quem não tinha uma e um mapinha dos arredores de San Pedro saimos por volta de 15,30hs, então seguimos rumo à Pukará de Quitor.

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- Durante o caminho o visual era muito bonito. quando chegamos à Pukara, o sol já estava quase se pondo). Chegamos lá, pagamos a entrada na fortaleza, e começamos a subir até o cume da Pukará de Quitor. Tiramos muitas fotos lá de cima, é indescritivel o horizonte do deserto do atacama do cume da Pukará de Quitor.. a Pukará tinha hora pra fechar (18hs, salvo engano) e estavamos com o tempo esgotando prontos pra descida. Descemos rapidamente, e o guardião da pukará estava tocando instrumentos de sopro típicos

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- Ficamos ouvindo o guardião da Pukara explicando histórias dos povos atacamenhos e ouvimos ele tocando aqueles instrumentos enquanto umas crianças batiam uma bolinha logo ali também. O sol sumiu, o vento ficou gelado, e anoiteceu muito rápido. Voltamos pra San Pedro, já estava escuro. Não sei o que houve, mas erramos o caminho de volta e percebemos que estávamos perdidos naquela escuridão do deserto. Paramos um sítio fora não muito distante de San Pedro, às margens de um pequeno córrego, na porta desse sítio tinha um nome (talvez em Alemão) talhado em uma placa bonita de madeira. Batemos e um homem meio branquelão, perguntou se estávamos perdidos. Dissemos que sim, e ele nos ensinou a voltar pra San Pedro, pelo jeito que ele falou conosco parecia ser um hábito pessoas pararem naquele local pra perguntar como retornar a San Pedro.

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Chegamos em San Pedro, e fomos ao “rent a bike” pra devolver as bicicletas. Chegando lá entregamos as bicicletas e os acessórios que nos foram emprestados. O dono veio em nossa direção e falou que tavam faltando lanterninhas, que apenas uma lanterninha havia sido devolvida. O dono da loja foi muito arrogante, agressivo e duro na hora de falar que havia emprestado mais lanterninhas também e que teríamos que devolvê-las. Falou em tom alto e de ameaça, o cara alterou fácil conosco. Daí mostrei pra ele inclusive que não havia nada escrito no papel que assinamos sobre lanternas e que tudo que havia sido devolvido. NÃO RECOMENDO O rent a bike misturado com lan house que fica na praça da igreja bem na esquina, o cara queria levar vantagem em cima de nós.

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03/07/2010 – CHILE / BOLIVIA – A caminho do Salar de Uyuni. (1º. Dia)

 

optamos pela Cordillera Traveler para ir ao Salar de Uyuni. Logo de cara adianto que foi uma das mais acertadas decisões da viagem. O tour foi justo, bem legal, especialmente com relação aos abrigos, alimentação e qualidade do carro que nos levou. “tudo que foi prometido foi cumprido”. Confesso que saí pro Uyuni com muito otimismo mas com muito pé no chão e certo de que eu iria passar perrengue. E rezando pra não ficar em abrigos com as telhas soltas, guiado por motoristas bêbados, passando fome e achando que o pneu furaria inúmeras vezes atrasando e muito a viagem (conforme li em relatos de pessoas que foram pela Colque). Nada disso aconteceu e de quebra, todos os 12 integrantes do passeio eram legais.

- Em San Pedro de Atacama, conforme combinado com o agente da Cordillera, deveríamos estar pontualmente às 07 da manhã na porta da agência (diferente dos outros tours que te buscam na porta do hostel). Saímos do Corvatsch com todas as bagagens, rumo à Cordillera. Chegamos na porta, uma van com capacidade pra levar pelo menos 12 pessoas já estava nos esperando. Chegamos, colocamos as bagagens na van, e saímos rumo ao passeio. Pegamos uma filinha para carimbar o cartão de saída do Chile e em poucos minutos estávamos novamente na estrada rumo à Imigração Boliviana.

- Neste caminho rumo à Imigração preenchemos uma ficha de controle da agência e daí estava formado o grupo que seguiria Deserto e Salar adentro por tres dias. . Todo mundo se relacionou bem.

- Fizemos o processo de entrada na Bolívia e lá mesmo, ao lado da imigração nossos guias montaram um café da manhã. uns brasilerios q tavam voltando do passeio nos deram umas dicas: chegar nos abrigos e alugar saco de dormir sem perder tempo pra não correr o risco de ficar sem, alugar tomadas para carregar baterias primeiro pra não ficar sem.

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Terminamos o café e fomos. Paramos inicialmente na Laguna Blanca, e depois na Laguna Verde (uma laguna venenosa, composta com arsênio, com o vulcão Licancabur ao fundo), para tirar fotos, mto legal. Em seguida passamos pelo Salar de Chalviri, onde vimos muitas formações rochosas distintas. Paramos em seguida nos banhos termais (não me lembro o nome das termas), um vento muito frio mas o sol do dia estava ajudando bastante. Encaramos as termas, entramos na água quentinha e deu pra curtir bem. Lá encontramos brasileiros dentro da água, gente fina, uma garota de Brasília e um de Curitiba.

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- Depois disso seguimos viagem e chegamos no abrigo onde iríamos pernoitar nesta primeira noite (por volta de umas 15,30hs). Almoçamos uma salada e salsicha de frango com purê de batata, todas as refeições desse passeio de Uyuni são inclusas. Depois disso, ficamos no final da tarde arrumando as mochilas, batendo papo, colocamos roupas pra secar na parte externa do abrigo (a roupa que a Ana usou nas termas congelou no varal, enquanto os motoristas davam uma caprichada nas nossas Toyotas.. lavaram, checaram os carros pra seguir viagem no próximo dia. Enquanto isso, ficamos caminhando em frente ao abrigo com vista pra Laguna Colorada, Jonas e Omar (os motoristas) pediram que não fossemos muito longe, pois depois do por do sol, ficaria escuro rápido e muito frio, e pra voltar pro abrigo seriam mais ou menos 5 km. Então não fomos muito longe, ficamos vendo um córrego, vendo o sol se por, observando os pássaros do local, tudo muito lindo. Voltamos pro abrigo, já estava terminando o por do sol, lá fora fazia muito frio (e dentro do abrigo também). Fomos pro restaurante, o jantar estava prestes a sair. Tomamos sopa de entrada, e na sequência pasta ao sugo. Depois disso, eu e alguns do grupo compramos umas cervejinhas e ficamos conversando até a luz apagar, momento em que fomos todos dormir.

- Detalhes deste primeiro Abrigo da Laguna Colorada (1ª. noite): sem chuveiro quente, banheiro compartilhado 4 quartos com 6 camas, sem calefação (diferente do que está no panfleto da Cordillera, mas na verdade o cara que nos vendeu jamais falou em calefação por isso não me senti enganado), há tomadas disponíveis basta negociar com a cozinheira, as lâmpadas desligam às 10 da noite (tenha lanterna em mãos), no refeitório é possível comprar chocolates, batatas, cervejas, vinho.

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04/07/2010 –BOLIVIA – A caminho do Salar de Uyuni. (2º. Dia)

 

- Acordamos, tomamos café da manhã, colocamos as mochilas no jipe e seguimos viagem. A primeira parada foi a 5km do abrigo. Caminhamos pelas margens da Laguna Colorada (como sugere o nome, estava com a cor diferente da tarde do dia anterior). Vimos um ovo de flamingo e seguimos pelo Deserto Siloli (que é uma sequência do Atacama em direção ao Salar de Uyuni).

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- Vimos vulcões, logo em seguida passamos pelo Geyser El Sol de Mañana, que é um lugar com atividade vulcânica, muito bonito e interessante com crateras e um negócio pastoso borbulhando, de onde sai um fedor terrível de podridão. Mas é muito interessante, o chato do local é o vento muito forte, arriscaria dizer que de todos passeios que fui era o local que mais ventava..

- Ainda no Deserto Siloli, vimos formações rochosas interessantes esculpidas pelo intemperismo, e a famosa Árbol de Piedra. Em seguida passamos pela Laguna Hedionda, onde caminhamos um pouco e tiramos foto, e os guias serviram nosso almoço, que estava muito bom e farto. Todos comeram bem. dica importante: o banheiro na Laguna Hedionda (é cobrado em bolivianos, leve $$$) é bem melhor e mais limpinho que o banheiro que existe no abrigo da Laguna Colorada (pelo menos estava bem limpo no dia que eu fui). Faça bom uso pois não é toda hora que se encontra um banheiro limpo na Bolívia.

- Após, seguimos na viagem passamos pelo Deserto Salvador Dali, que é um lugar cheio de mistura de cores, que parece realmente uma pintura. Não sei se era por causa do terreno extremamente arenoso ou se foi por atraso nas paradas anteriores (Laguna Colorada e Arbol de Piedra) mas os guias não pararam para que tirássemos fotos. Vale a pena pedir pra que parem, me arrependi de não ter pedido.

- Depois deste Deserto Dali passamos pelo Salar Chalviri que é um salar bem menor que o Uyuni e o chão não é tão branquinho, é meio misturado com areia e terra. Depois de muito chão rodado, estávamos próximos ao Hotel de Sal em que pernoitaríamos. Por volta de 15:30h paramos em um vilarejo, quando estávamos próximos à cidade onde fica o Hotel de Sal em que iríamos pernoitar, para que pudéssemos comprar artesanatos bolivianos a preços bons. Vale a pena comprar nesse vilarejo e aproveito para reiterar a dica que deixei no início do relato. Tenha sempre alguns bolivianos no bolso melhor do que chegar com pesos chilenos ou dolares, senão tudo vai ser superfaturado. com boliviano em mãos dá pra pechinchar, com dólar não dá.

- Se você tem medo de trocar muita grana ou não tem noção de quanto vai gastar em poucos dias no país,sugiro q vc imagine que você está em alguma região turística brasileira. pense quanto você gastaria no Brasil por 20 reais numa camiseta, 30 reais em algum artesanato,,, 5 reais em chaveirinhos? Pois é, pense pra quantas pessoas vai levar, faça uma conversão rapidinha e faça o câmbio desse valor. sempre dá na mesma.

- Chegamos no Hotel de Sal, tiramos as coisas, e nos alojamos. O Hotel de Sal é muito bonito e arrumadinho (e tudo é feito de sal, mesas, cadeiras, camas, criados). Tem a área de refeição com mesinhas e 2 corredores que dão pros quartos. No final de um corredor fica um boxe com privada e pia, e no final do outro corredor fica a ducha caliente (YES). O banho quente não funciona de manhã cedo, portanto, use assim que chegar. Só tem 1 banho quente para todos hóspedes. Existe tomadas para carregar baterias e o número é limitado, então providencie logo a sua. Não lembro quanto custa pra carregar cada bateria mas é baratinho. Também tem como comprar cervejas, chocolates, vinhos, batata

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05/07/2010 –BOLIVIA – Salar de Uyuni. (3º. Dia)

 

- Levantamos bem cedo, antes de amanhecer (creio que as 05:30h) da manhã, colocamos as coisas no jipe e seguimos rumo ao Salar de Uyuni para ver o sol nascer. Foi muito bonito ver o sol nascer no Salar de Uyuni e recomendo deixar café da manhã de lado e pedir pro guia ir pro meio do salar, antes do nascer do sol. vale muito a pena.

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.. Seguimos para Isla de Pescado, uma ilha de pedras e cactos no meio do Salar, e é outro lugar muito bonito, com banheiros (pagos), mas vale a pena pois é muito limpo. Daí tivemos um bom café da manhã (o café mais completo de todos), organizado pelos guias enquanto subíamos ao cume da Isla Pescado.

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.. Seguimos pro Museu de Sal (o antigo Hotel de Sal que fica realmente dentro do Salar de Uyuni) naquele lugar onde existem as bandeiras de alguns países e dá pra tirar fotos em perspectiva, ficamos lá por um tempo.

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.. Seguimos pra Uyuni e chegando lá fomos para um local chamado cemitério de trens, uma linha e uma estação de trens desativada e com vários vagões oxidados.. é um lugar legal pra tirar fotos, mas não tem nada de mais e o visual – pelo menos pra mim – não impressiona nem um pouco... achei absolutamente dispensável, boring, preferia ter gastado aquele tempo melhor em Uyuni, caminhando.

.. na cidade de Uyuni deixamos as mochilas no escritório da Cordillera e o retorno para San Pedro ficou marcado pras 16hs. Fomos com o grupo dar uma volta na cidade, uns foram cambiar moedas estrangeiras por boliviano (cuidado nas casas de câmbio pois tem muitos trapaceiros por lá), em seguida fomos almoçar. Coma alguma coisa industrializada em Uyuni ou então coma apenas as coisas fritas servidas em restaurantes, porque no geral tudo costuma ser anti-higienico por la.

.. Existem umas centrais telefônicas em Uyuni para fazer ligações internacionais. Recomendo aquela que está no cruzamento da avenida principal com o calçadão principal de Uyuni, é com muro azul, tem uma antena enorme na esquina e com fachada de vidro. Atendimento bom e preço razoável. Não recomendo aquelas que funcionam junto com lan house, pois o preço é mais baixo que o preço da boazona, porém, quem conta os minutos da ligação é o funcionário (que é trapaceiro, ou seja o cara vai contar os minutos conforme o que interessar pra ele). Desista de lan house em Uyuni, tudo funciona mal.

.. Depois do almoço, demos uma passeada, comprei algumas lembranças e apenas eu, Ana e Luciana voltaríamos para San Pedro. Uyuni tem uns banheiros pagos – baratinhos - (que fica na mesma rua do escritório da Cordillera, quase de frente pra outro banheiro público que fica no canteiro central que divide a avenida), e recomendo muito esse banheiro pois é bem limpinho e tem até mesmo como pagar pra tomar banho. OBS: Tô recomendando o banheiro que fica no quarteirão e não o que fica no canteiro central.

- Às 16:00 chegou a hora da saída, fomos pra estrada, eu e o pessoal levamos uns coices do motorista, tava muito mal humorado, kkk, por volta de 17hs ele nos perguntou se gostaríamos de parar para pernoitar em um abrigo em algum vilarejo à uma hora dali (sem janta) e continuaríamos a viagem no outro dia às 05 da manhã (pra chegar rápido em San Pedro), ou se gostaríamos de viajar até as 21hs (bem cansativo) (com janta) e pernoitaríamos no abrigo da Laguna Colorada e continuaríamos as 06:30hs. Pra não trocar o certo pelo duvidoso, optamos pelo abrigo da Laguna colorada que já conhecíamos e ainda teríamos janta. No trajeto até esse abrigo, o nosso motorista deu mais alguns exemplos de educação e bons modos... ele parou em um certo trecho do caminho e foi direto no pneu da frente e ficou olhando , olhando, perguntei o que havia acontecido, me dispondo de repente a ajudar, e o Miguel respondeu: Porque quer saber? És mecânico? Rsssssss. Depois dessa desisti de ser sociável e me calei.

- Chegamos no abrigo da Laguna Colorada, alugamos sacos de dormir, e fomos jantar. Sopa, purê de batata e algumas salsichas de frango. Clima de fim de viagem, tristezinha. Dormimos.

 

06/07/2010 – BOLIVIA > CHILE (Retorno a San Pedro) (4º. Dia) - TOUR ASTRONÔMICO

 

- Acordamos, colocamos nossas coisas na parte externa do abrigo, achamos que estávamos atrasados e ficamos uns minutos aguardando Miguel, o qual estava dormindo ainda. A cozinheira não quis liberar um pão ou uma panqueca para nós, mas para minha sorte, um grupo de brasileiros que havia saído mais cedo, já havia tomado café e deixaram umas panquecas em cima da mesa, e uma lata de doce de leite aberta com um pouquinho no final. Fui lá mandei pra dentro, porque estava faminto. O Miguel demorou muito pra aparecer e pedimos pra alguém do abrigo procurá-lo. Ele acordou meio assustado pois sabia que estava atrasado. Seguimos viagem, paramos novamente nas Termas, para usar o banheiro e seguimos rumo a fronteira Bolivia - Chile.

- Chegamos na fronteira, fizemos o processo de saída da Bolívia, e aguardamos pela condução que trazia um grupo de San Pedro para o Uyuni e que faria nosso regresso à SP. Quando chegaram, montaram uma mesa pro café da manhã.

- Uma hora após sairmos da imigração boliviana, chegamos em San Pedro, passamos pela fiscalização das bagagens, tudo ok. Antes do meio dia estávamos em San Pedro, sem delongas.

- As minhas companheiras de comuna Ana e Luciana seguiriam pra Santiago na noite deste mesmo dia. Eu seguiria para Santiago apenas no dia seguinte, então procurei algum tour pra fazer: fiquei entre fazer o (1) Lagunas Cejas e o (2) Tour astronômico. Não dá pra fazer os dois no mesmo dia, pois a chegada das Lagunas Cejas seria por volta de 19 ou 20hs, e o tour astronômico sairia pontualmente às 19hs. Optei pelo tour, assim eu poderia passar a tarde com Ana e Luciana.

- Fiquei em Hotel (KATARPE), paguei um pouquinho caro (salvo engano 20.000 pesos) por um quarto com calefação e ducha quente não compartilhada (água caliente 24horas, UFA). Na verdade o valor era maior mas chorei muito desconto e o tiozinho aceitou (é um velhinho que atende por lá, creio que ele seja o dono). À noite me estressei um pouco pois liguei a calefação e meia hora depois a temperatura do quarto continuava a mesma. Fui reclamar e o velhinho certificou que a caldeira que faz funcionar estava apagada, então ele ligou. A calefação não era tão forte quanto do hostel de Santiago, por isso fica a dica: verifique se tudo no seu quarto funciona enquanto é dia, porque se houver algum problema peça a substituição do quarto ou alguém pra fazer reparos onde houver defeito.

- Fomos (eu, Ana e Lu) andar pela cidade, comprar souvenirs, tirar últimas fotos, lan house pra descarregar máquinas e gravar DVDs de fotos, e em seguida fomos jantar naquele restaurante branco que fica no lugar mais privilegiado da praça da igreja.

- Me despedi de minhas companheiras e saí correndo do restaurante em cima da hora, fui pro tour astronômico.

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- Pra ser direto eu não gostei do tour astronômico, achei super chato (e eu entendo bem inglês). Primeiro chega no tour, ficamos em uma salinha ouvindo explicações por uns 20 minutos, sobre conceitos elementares, o que é planeta, o que é astro, etc. Na parte externa, ficamos ouvindo 30 minutos de piadinhas infames de filme besteirol americano, muitos adolescentes rindo à beça das piadinhas. Posteriormente, tivemos 20 minutos para ver os telescópios enquanto o guia foi pra porta da casinha apresentar o tour pra um novo grupo que havia acabado de chegar e a mulher dele regulou os telescópios para todos pudessem ver. Daí enquanto o Frances levou o grupo pra um outro lugar, a mulher dele veio servir chá e chocolate quente. Tomamos e fomos embora. - Cheguei no hotel e tomei outro banho beeeem quentinho (ufa, abusei de banho quente nesse dia, rsss tava pagando caro rss) depois fui pro restaurantinho que comentei alguns posts atrás, o Grado 6 comer beliscar uns petiscos, tomar uma cerveja, e um sorvetinho de algarrobo. Muito bom.

 

07/07/2010 – San Pedro de Atacama > Santiago

 

- Acordei e as 07hs da manhã estava programado do Transfer Licancabur me buscar. Levantei tomei outro banho ultra quente e fui pra porta do hostel. O Transfer demorou um pouco a chegar e eu fiquei muito preocupado achando que o cara poderia ter se equivocado (explico: no dia anterior, fui ao escritório do transfer em San Pedro – que fica praticamente do lado da agência Lickan Antay e da cabine para ligações internacionais – pra informar que eu havia saído do Hostal e me hospedado no hotel, fiquei pensando que haviam me esquecido..). Mas finalmente chegaram e na verdade fui o primeiro a entrar no microônibus. Seguimos buscando outras pessoas até lotar o microônibus.

- Embarque normal em San Pedro. Chegando em Santiago, muitos cães farejadores no local de desembarque de bagagens, passei maior medo pois eu estava levando um miel de algarrobo, e eu não sabia se esse negócio pode viajar dentro do Chile. Mas ninguém implicou com meu mel não, e foi tudo ok.

- No aeroporto peguei o transfer pra casa do meu amigo Rafael (aquele lá do primeiro capítulo), que estava me esperando com o pessoal que mora com ele pra um almoço. Comemos e fomos pro centro conhecer os pontos turísticos. Andamos bastante, Cerros, Plaza de Armas, Mercado Central, etc.

- À noite fomos no bar La Piojera pra tomar o famoso drink TERREMOTO e comer empanadas. É um local bem tradicional em Santiago e bem legal, barzinho comum mesmo, mas bem interessante, o antro da diversidade, muita gente diferente misturada. Na verdade eu tomei uma RÉPLICA (terremoto pequeno) pra experimentar pois não saberia se ia gostar. Valeu a experiência. Curti muito mais o Terremoto do que a empanada do local (ela é bem fria.

- depois fomos em um outro barzinho perto do hostel, na Recoleta, onde tomamos umas brejas e comemos uns petiscos.

 

09/07/2010 – CHILE – BRASIL

 

Fim da viagem!

 

Dicas Gerais:

 

1) Mesmo não podendo contar com os tel. públicos do Chile, tenha sempre pelo menos 800 pesos (repartidos em moedas de 100 pesos) pra alguma eventualidade, isso pode te quebrar o maior galho. Cuidado, os orelhões roubam MUITAS moedas, portanto não insista num telefone que já te roubou algumas, passe ao próximo – perdi muita grana nessa brincadeira (especialmente em Santiago). Editado em Junho 2015 - hoje em dia as coisas mudaram.. passados 5 anos, já temos smartphones, wi-fi em muitos lugares por aí, pode comprar um SIM chip pra usar seu celular no exterior, enfim... acho que essa dica dos orelhoes já está ultrapassada.... como as coisas mudam em 5 anos, não?

 

2) Tenha sempre de preferência junto com seu passaporte e sua grana, um papelzinho com aqueles números mais importantes que você tiver (telefone do hostel, do transfer, cel do seu amigo q vc provavelmente encontrará, etc). Essa dica é óbvia, mas vale reforçar, isso me quebrou um super galho em Santiago.

 

3) É proibido caminhar nas ruas de Santiago consumindo bebida alcoólica. Cuidado pra não levar multa nem ser encaminhado para a polícia por esse motivo

 

4) Assim que chegar em San Pedro (se estiver no inverno) compre um par de meias de alpaca (que vem até o joelho) e as use com outra meia menor por cima, pra evitar que seu pé congele na madruga. As meias custam 1.500 a 2.000 pesos e todo lugar pra vender. E são ótimas lembranças pra trazer de presente, muito típico! E tenha sempre cachecol, gorro, luvas, corta vento, sempre na mochila. O vento lá é gelado especialmente depois do pôr do sol.

 

5) Assim que chegar, faça uma cotação dos tours que pretende ir e faça logo o câmbio para moeda local de pelo menos o mínimo que irá gastar. Isso vai te poupar passar por insatisfação pois tem lugar que se você mostrar que tem dólares para pagar, pagará superfaturado ou talvez nem aceitem sua moeda, especialmente se tentar usar nota de 1, 5, 10 e 20. No aeroporto de Santiago, fui comprar um café com leite e recusaram receber uma nota de 50 dólares para voltar troco. Na Bolívia não aceitam 10 dolares. Portanto, se vai pro Chile, compre logo os pesos chilenos de que vai precisar, na primeira oportunidade que aparecer. Se vai pra Bolívia, idem. Ou então, pagará mais caro depois. Não tenha medo de trocar. O que você não gastar, você troca na volta. Perde-se um pouco? Sim, mas ganha-se em tempo e tranqüilidade.

 

Abraços, agradeço todo mundo desse site que me ajudou espero estar retribuindo, especialmente algumas pessoas.. meus amigos de viagem, Luciana, Ana Paula, Luiz Davim, e também aqui da comunidade a Gabriella Talamo e teve outras pessoas que na medida que eu for recordando, vou postando o nome aqui!!! Vocês foram determinantes pro sucesso da viagem, espero ajudar outros amigos aqui na mesma medida.

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amigo estou de passagens marcadas para o dia 06 a 21 de setembro, vou reservar os voos para calama antes de sair, minha maior duvida quero conhecer o salar de yuni como vc fez tenho que reservar daqui? posso reservar lá? tem algum risco de não consequir chegando lá? quanto vc pagou? e hotel e passeios classicos e melhor reservar?

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Oi Adair, bom o negócio é o seguinte:

- Não precisa reservar Uyuni, basta comprar com 1 ou 2 dias de antecedência, que dá tudo certo.

- Tenho certeza que não tem chance de esgotar, basta comprar uns dias antes, lá mesmo.

- Fui pela Cordillera e paguei 85.000 pesos chi, com retorno a San Pedro incluso. Pra quem não vai retornar a San PEdro, e vai continuar viagem pela Bolivia, o tour do uyuni sai a 65.000

- Hotel e demais passeios eu não reservei.. resolvi tudo la mesmo e eu acho bobagem reservar antes. RESERVE APENAS O TRANSFER LICANCABUR do aeroporto pra san pedro, e preencha todos os dados, como data de voo, numero do voo e datas de saida e chegada pra guardar sua vaga, pois no transfer pode acabar a vaga, no dia da minha volta o microonibus voltou de SPedo pra Calama lotado...

Boa trip, aproveite muito.

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Gus, parabéns pelo relato! Ficou excelente!!! (como assim vc lembra de todos os lugares onde comemos?)

 

Vim deixar minha contribuição: anexei uma planilha com tudo que pesquisei pra nossa trip. (fonte, claro, mochileiros.com e os sites de albergues e agências)

 

Completando as dicas do Gus:

 

- pra quem vai pro Atacama no inverno:

* soro fisiológico é um amigão, viu? Não sei se pela altitude ou pelo frio, mas talvez seu nariz sangre um pouco e seus olhos reclamem do vento.

* faz TODA diferença do mundo dormir bem. Gaste uns pesitos a mais e escolha um quarto com calefação.

* o que mais me atrapalhou a dormir foram os pés congelando. Se a meia de lã de alpaca não for suficiente, enrole os cachecóis nos pés.

* Protetor labial não basta. Leve manteiga de cacau. Protetor pro sol e manteiga para o vento.

 

- Pra evitar cambiar dólares, uma boa é sacar em pesos chilenos (fiz isso ainda no aeroporto! Saquei o suficiente para pagar as diárias do albergue e os tour de San Pedro) e ir trocando o resto de dólares conforme a necessidade. Detalhe: parece que os caixas eletrônicos de San Pedro nunca tem $ suficiente. Não deixe pra sacar lá.

 

- Escolha um albergue com cozinha e faça compritchas básicas. Seu desayuno pode ficar bem mais sortido e o que economizar com isso, gaste tudo na feirinha kkkkk

 

em Santiago recomendo o Hostal Forestal (http://www.hostalforestal.cl/) Os quartos são dobles ou compartilhados com até 8 pessoas, banheiros limpos e cozinha compartilhada . Dona Blanca arruma um aquecedor pra quem pede, pode lavar sua roupa se precisar e a internet é wi fi. Na hora achei o locker meio pequeno, mas agora tô achando que minha mala é que era grande demais.

 

Nossa reserva inicialmente era no Hotel Plaza Londres (http://www.hotelplazalondres.cl), mas ao chegarmos no aeroporto não havia o transfer que tb reservamos. Ana ligou pra lá e eles disseram sem o menor pudor que não havia reserva alguma, (e nós fizemos!!! Inclusive pagando aqueles 10% antecipados) Tivemos que descolar outra totalmente no escuro - literalmente, pq desembarcamos depois das 00:00! Pagamos 26.000 pesos de hospedagem + 5.000 de taxi pela incompetência deles!!! CUIDADO!!!

CHILE BOLIVIA 2010.xls

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Parabens pelo relato Gustavo,

 

Luciana vocês estão me ajudando muito, estou indo em setembro:

 

BH | Santiago | San Pedro de Atacama | Salar de Uyuni | La Paz | Copacabana | Cuzco / Machu picchu | Arequipa | Arica | Calama | Santiago | BH

 

Suas dicas vão me ajudar demais, me fala qual bairro devo ficar em santiago, estou querendo ficar perto da vida noturna de Santiago, pois lá vou poder curtir a balada, (espero né).

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Parabens pelo relato Gustavo,

 

Luciana vocês estão me ajudando muito, estou indo em setembro:

 

BH | Santiago | San Pedro de Atacama | Salar de Uyuni | La Paz | Copacabana | Cuzco / Machu picchu | Arequipa | Arica | Calama | Santiago | BH

 

Suas dicas vão me ajudar demais, me fala qual bairro devo ficar em santiago, estou querendo ficar perto da vida noturna de Santiago, pois lá vou poder curtir a balada, (espero né).

 

Beto,

Fiquei pouquíssimo em Santiago (alias, voltei com a impressão que perdi o melhor da coisa!) Se vc puder, reserve uns 3 dias. Tenho um guia de lá, se quiser te mando.

 

bjs

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Beto Gomes, muito legal o seu roteiro, queria ter tantos dias disponíveis.

Já que você falou que quer balada, vida noturna em Santiago, qualquer hostel nos bairros Providencia, no Recoleta e Centro tem isso. Fiquei no Recoleta, em um hostel muito bom Dominica, que fica bem pertinho da Rua Pio Nono (que tem vários barzinhos e pubs) e das Avenidas Bellavista e Providência que tem muitas outras opções pra sair também.

 

Maria Emília, obrigado por ler o relato. Que bom que gostou.

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Luciana,

Que massa essa planilha sua!Boa, boa! ::cool:::'> ::cool:::'>

 

Gustavo,

Queria mto ir na Laguna Verde, porém pelo que vi tenho que ir por Uyuni. Teria como ir por conta própria só na Laguna?

 

Bjo!

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