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ricardo.barros

Relato útil de primeira viagem à Itália (custos incluso)

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1 - Preparativos gerais / Roteiro

O interesse pela viagem começou no final de 2017, comecei a pesquisar os preços de passagens aéreas para a Europa no mês de Novembro, ainda sem saber quando exatamente estaria de férias (pior coisa possível para quem pretende viajar). Conhecia somente os EUA e havia decidido que estava na hora de atravessar o Oceano rumo ao velho mundo. Também tinha uma missão: realizar um sonho da minha mãe (48 anos) de visitar a Itália.

Com essas premissas, acionei as buscas por passagens aéreas nos sites que creio a maioria já conheçam, mas que não custa nada mencionar, segue abaixo:

https://www.kayak.com.br/

https://www.skyscanner.com.br/

http://www.melhoresdestinos.com.br/

Eu sempre miro antes de mais nada em garantir as passagens pelo fato destas representarem até 50% do custo de uma viagem. Somente depois que já comprei é que me preocupo com o restante do planejamento.

Pesquisa vai, pesquisa vem, nesse meio tempo finalmente tenho confirmação de que teria 20 dias de férias em Março/2018, então acelerei o motor para comprar a melhor passagem. Eis que me encontro diante de 3 boas ofertas na última semana de Novembro:

1 - Viajar de Alitalia em um vôo direto GRU - FCO por aproximadamente R$ 2.500,00

2 - Viajar de KLM em dois vôos GRU - AMS / AMS - FCO por aproximadamente R$ 2.500,00 (com tempo de conexão apertado)

3 - Viajar de Swiss em dois vôos GRU - ZRH / ZRH - FCO por aproximadamente R$ 2.150,00 (com tempo de conexão folgado)

Legenda: GRU - Aeroporto de Guarulhos / AMS - Aeroporto de Amsterdã (Schiphol) / ZRH - Aeroporto de Zurique / FCO - Aeroporto de Roma (Fiumicino)

De cara já descartei a Alitalia, devido à péssima situação institucional e financeira em que a empresa se encontra, pois corre sério risco de falir dentro de dois meses (entenda o caso aqui) quando acaba o dinheiro que o governo italiano despejou na empresa para garantir as suas operações (a cia aéra está praticamente insolvente desde 2017), além do que há péssimos relatos espalhados pelo Facebook da empresa e no Reclame Aqui no que concerne ao tratamento com a bagagem (muitos extravios e danos, incluindo um estrago violento em um violino do século 17).

Logo sobraram duas boas opções, KLM e Swiss, duas cias nas quais sempre quis voar...porém por questões financeiras e de logística (evitar contratempos na conexão) optei por comprar a passagem com a Swiss, criando assim mais uma atração, que seria uma bate e volta bem rápido a Zurique, para matar um pouco das mais de 6 horas de tempo de conexão no vôo de volta. Segue abaixo a tela de confirmação do preço para duas passagens ida e volta, que ficou no total em R$ 4.296,98.

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Estavam definidas então as partes iniciais e finais da viagem que seriam da seguinte forma: Saída em GRU dia 07/03 às 19:20, chegada em ZRH às 10:35 da manhã do dia seguinte (horário local), partida de ZRH às 12:30 e chegada em FCO às 14:05. Na volta saída de FCO as 14:50 do dia 21, chegada em ZRH às 16:25 e então 6 horas depois, partida de ZRH às 22:40 para chegada em GRU às 06:40 do dia 22.

O restante do roteiro ficou definido da seguinte forma:

08 a 13/03 - Roma (com bate e volta à Tivoli)

13 e 14/03 - Florença (onde montaríamos base para explorar a Toscana)

15/03 - Siena

16/03 - Montepulciano

17/03 - San Gimignano

18/03 - Pisa (onde montaríamos base para explorar as Cinque-Terre)

19/03 - Cinque Terre

20 e 21/03 - Roma (chegando na cidade um dia antes do retorno, para evitar problemas com eventuais atrasos de trem).

Importante saber que como estava indo com a minha mãe, tive que ter alguns diferenciais na viagem, embora ela tenha entendido que o espírito da viagem seria a de um mochilão e realmente se esforçou bastante para agir como uma mochileira rsrs. Ao final dessa série de posts, prometo que anexarei uma planilha com os gastos da viagem, os detalhes dos trens, cia aérea, hospedagens e alimentação em si apresento na sequência dos posts...

SEGURO-VIAGEM: Fechei com a Mondial Travel Assistance, aproveitando uma promoção que vi no Melhores Destinos, por R$ 300,40 para duas pessoas, contra R$ 458,69 da Porto Seguro. Como felizmente não tivemos nenhum problema de ordem médica durante a viagem não sei dizer se na prática o seguro é bom ou não. O que sei é que tive uma dor de cabeça com essa empresa as vésperas da partida, que explico nesse post aqui ->https://www.mochileiros.com/topic/72946-apólice-de-seguro-viagem-emitida-em-português/

Para quem leu e ficou curioso com o desfecho, saibam que na imigração não me foi pedido nenhum documento sequer.

COMPRA DE EUROS (Edit): Já estava esquecendo de falar sobre a compra dos euros para a viagem. Estimei o gasto total por volta de 1.400 euros + 100 francos suíços, então deixei para comprar tudo de uma só vez (você consegue preços melhores quanto maior for o valor a comprar).

VALOR MÍNIMO EM EUROS (Edit): Eu tinha dúvidas sobre o quanto em dinheiro teria que ser levado (cada país decide qual é o valor mínimo). Nesse ponto o site "brasil na itália" foi extremamente prestativo (https://www.brasilnaitalia.net/2014/10/quanto-dinheiro-levar-para-entrar-na-italia-e-outras-duvidas-comuns.html) pois foi lá que descobri que o governo italiano tem uma "diretiva" que impõe para viagens entre 11 a 20 dias o valor mínimo de 22,21 euros por pessoa, em uma viagem com 2 ou mais pessoas. Nessa página a qual deixei o link existe outro link para baixar essa normativa e levar na viagem como eu fiz, para apresentar ao oficial de imigração caso dê algum problema.

Retornando ao assunto da compra de euros, foi a última coisa que fiz antes da viagem, e para isso sempre uso o site abaixo:

https://www.melhorcambio.com/

Basicamente o que esse site faz é pegar uma oferta que você faz para comprar uma certa quantia de uma moeda pagando um certo valor (isso mesmo, você quem fala o quanto quer pagar, embora o site informa quais serão suas chances de ter a oferta aceita mediante o valor colocado), e repassa às casas de câmbio e correspondentes para checar se um deles aceita a tua proposta. E posso dizer por experiência própria que a cotação que se consegue via internet é em média de 5% a 10% mais barato do que em lojas físicas...dando o meu exemplo, consegui cotação por esse site para compra de 1.400 euros (papel-moeda) a uma taxa final de R$ 4,17 (IOF incluso). Na casa de câmbio Cotação, me ofertaram R$ 4,24 e na Get Money R$ 4,30. Isso tudo no mesmo dia. Nunca mais compro em lojas físicas, pois é muita diferença...Ah, e se por acaso alguém tiver dúvida da integridade das empresas envolvidas no site que mencionei, pode consultar no site do Banco Central se a mesma é cadastrada e habilitada a operar câmbio (http://www.bcb.gov.br/rex/IAMC/Port/correspondentes/correspondentes.asp).

E se mesmo assim estiver inseguro com relação à esse site, aqui vai uma dica: vá numa loja física e diga que fez a cotação a X reais pelo site e que vai comprar de lá, é quase certo que eles vão igualar para você, com o objetivo de não perder a compra.

Bom gente, vou finalizando por aqui, à noite continuo escrevendo as próximas seções...nesse meio tempo se tiverem dúvidas/sugestões podem comentar.

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2 - Companhia aérea / Vôo

Bom, dando sequência, é hora de falar de uma das minhas partes prediletas da viagem, que é o vôo em si e sobre a companhia aérea.

2.1. Passagem aérea

Compra da passagem pelo site: Processo super tranquilo e rápido de se fazer, o menu é muito intuitivo e todo em Português. Aqui já deixo claro que não confio em comprar passagens por intermediários (Decolar, etc...) ou agências (CVC, etc...) para evitar problemas que as vezes ocorrem e que se transformam num jogo de empurra entre cia aérea e revendedores. Sempre uso esses sites de busca para dar uma ideia do preço, mas finalizo a compra no site da empresa aérea.

Pagamento: Aceitam as principais bandeiras de cartão de crédito, mas a notícia ruim é que não parcelam passagens (a Alitália lembro que fazia em até 10x sem juros). Eu tive que ficar um mês sem usar o cartão para ter saldo suficiente para comprar as passagens, aí vai da capacidade financeira de cada um e do quanto de sacrifício está disposto a fazer para viajar.

Reserva de assento: Outra notícia ruim, a reserva de assento pela Swiss só é gratuita a partir de 24 horas do embarque, quando se faz o check-in online...antes disso tem que pagar, e os valores não são baratos (mínimo de 30 euros/assento/pessoa). Porém eu não me desesperei, lembro de ter lido em experiências de outros viajantes que se você fizer o check-in online logo que abrir costuma-se encontrar bastante oferta de assentos. Dito e feito, as 19h20 do dia anterior estou eu no computador para o check-in (somente dos voos de ida, claro) e quase toda a classe econômica ao meu dispor. Então recomendo a todos que contenham o impulso de querer comprar assento antes do check-in, vai gastar dinheiro à toa. Mesmo assim se por acaso esquecer de fazer o check-in online, o software da Swiss já faz uma reserva do melhor assento disponível para você. Digo isso pois quando fui alterar o meu assento no check-in online percebi que eles tinham nos colocado em janelas ou corredores sempre que possível.

Escolha de menu: Uma boa notícia é que lembro que na Swiss você pode escolher qual será a sua refeição no vôo, tem opções até para dietas com restrições alimentares. No ato que eu comprei a passagem era de graça pra escolher, mais depois de um tempo passou a ser cobrado. Eu não escolhi nenhuma preferência.

Check-in online: Complementando, é bem fácil de se fazer, pode imprimir o cartão de embarque e as Tags da mala. Mas eu recomendo economizar tinta da impressora e pedir para imprimirem na hora, além do que é muito mais bonitinho no papel da empresa, dá pra guardar de recordação, como eu faço.

2.2. Embarque

2.2.1. Voo Cancelado

Antes de falar do embarque em si, vou falar do problema que tive graças à uma greve geral na Itália. Era 7 de Março, dia do embarque e eu na maior correria para fechar a mala de uma vez por todas (viajantes entenderão), saí que nem louco pro mercado pra comprar coisas de última hora e eis que recebo um e-mail da Swiss informando que meu voo havia sido cancelado!!! O motivo era que havia sido programada uma greve geral na Itália para o dia da chegada à Roma, que iria afetar todos os transportes públicos e alguns voos, sendo que o LX1736 (ZRH-FCO) estava entre os afetados...No mesmo e-mail, a Swiss automaticamente remarcou o meu voo da seguinte forma: GRU - LIS pela TAP/ LIS - BRU e BRU - FCO pela Brussels Airlines...iria passar um dia inteiro voando para chegar à Roma!!!

Na hora liguei para o escritório da Swiss em SP, onde fui muito bem atendido por sinal, e expliquei que não queria tantos deslocamentos assim (a meu ver além de cansar mais, aumenta as chances de extravio de bagagem e outros pepinos). O atendente disse que infelizmente não tinha melhores opções, então eu decidi postergar o embarque em um dia para ver se se resolvia a situação em Roma, ao que ele prontamente atendeu, sem nenhum custo extra. Como o primeiro dia é simplesmente para assentar a poeira na acomodação, o único dinheiro que perdi nessa foi o valor de uma diária do Hostel, que não estava caro. E pelo motivo ter sido alheio à Swiss entendo que trataram muito bem do problema para me atender. Ponto para eles.

2.2.2. Agora vai

No dia seguinte, check-in online refeito, tudo pronto e bora pro aeroporto. Gastei R$ 71 de Uber para chegar lá, bem menor que o assalto de ir de táxi, mas ainda assim caro, se pensar que dá para pegar metrô de qualquer lugar, descer no Tatuapé, e de lá embarcar no ônibus da EMTU Linha 257, que para em todos os terminais de GRU a um custo total de R$ 10,15 (r$ 4,00 metrô + 6,15 Ônibus). Porém como estava com a minha mãe e uma mala gigantesca, e além disso meu irmão que pagou de cortesia, então fomos de carro. Saímos 14:30 para chegar ao T3 por volta de 16:00 (muito trânsito na marginal tietê). A Swiss atende no Check-in H desse terminal, nesse horário não tinha filas, então em pouquíssimos minutos vencemos todo o processo chato de imigração e controle de passaportes. Passei as horas seguintes fazendo uma das coisas que mais gosto, spotting de aeronaves (T3 é onde opera a grande maioria dos vôos internacionais, principalmente os destinados à Europa).

2.2.3. A aeronave e o vôo (Brasil - Suíça)

Uma das consequências do cancelamento do meu voo original é que eu não iria mais voar para Zurique no novíssimo B777-300 ER, e sim no já surrado A-343...Porém um dos meus sonhos era de um dia voar nesse Airbus de quatro turbinas, então pouco me importava com isso.  Abaixo ela na remota, aguardando para nos levar:

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O embarque foi pacífico, o pessoal bem simpático, mas demorado por causa das pessoas que sempre deixam para retirar as coisas que vão utilizar em vôo em cima da hora, lá dentro do avião, antes de colocar a bagagem de mão no bin. Não entendo porque não já separar tudo antes de entrar (>:(), como tem gente que complica tudo!!

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Outra coisa chata é a quantidade de crianças que foi, as vezes parecia creche de tanta gritaria, isso me irrita profundamente, mas como é férias vale tudo né.

Realmente o avião dava sinais da idade, mas a configuração na econômica era boa, o bom 2-4-2, bom para quem viaja à dois. A tela de entretenimento individual era pequena, e ruim de se utilizar, sendo necessário usar o joystick que fica no apoio de braço. O meu era praticamente inutilizável, fiquei triste por não poder ver o Airshow, que tem informações do vôo, que na verdade é a única coisa que me interessava ver. O da minha mãe também custou a funcionar, tiver que pedir para resetarem.

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A tripulação era muito gentil e se esforçava para atender a todos da melhor forma, os anúncios eram feitos em Alemão, Francês e Inglês na maior parte do tempo. Anúncios em português somente no voo de volta ao BR, que dessa vez foi no Boeing 777.

O serviço de bordo é bom para uma classe econômica, iniciam distribuindo uma bebida, depois o prato principal (opções eram macarrão e frango) em talheres de metal, porém senti falta de tapa-olhos. Por sorte levei os meus cedidos gentilmente pela Aeromexico.

Quanto ao vôo em si para quem quer ver a janela não tem muita coisa não. Ele decola já de noite, pra meu desgosto levantou vôo direto na proa do Rio de Janeiro (o que é esperado em condições normais), ou seja não fez a curva sobre Guarulhos que me fascina tanto...na altura de Vitória ele já adentra o oceano, e só volta a ver solo na África, já em avançado horário da madrugada. A duração é de excruciantes 10h30 minutos, e teve turbulência, já esperada, na altura da costa do Nordeste, devido à áreas de instabilidade atmosférica típicas da região do Equador. Resumo disso é que consegui dormir quase que zero horas.

Quem dorme bem, acorda para o café da manhã já sobre a França, e logo inicia-se o procedimento de descida à Zurique...um pouco antes porém passam distribuindo o famoso tablete de chocolate Suíço, para pegar quantos quiser, eu catei logo 3 rsrs...

O pouso foi muito suave, e em pouco tempo o comandante levou o pássaro ao seu ninho no terminal E de Zurich Flughafen (do qual falo melhor na próxima seção).

2.2.4 A aeronave e o voo (Suíça - Itália)

O trecho entre Zurique e Roma por sua vez é feito em uma aeronave bem menor, o Airbus A320, semelhante aos da ponte aérea Rio-SP. A duração do vôo é de singelos 1h05 e o serviço de bordo resume-se a um lanche frio (pode escoher entre frango e queijo gruyére, escolham o último por favor) e não tem tela individual, apenas aquele monitor a cada 4 assentos mostrando as informações do vôo...a grande atração mesmo nesse vôo são os lindíssimos Alpes suíços:

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Quando menos se vê já estão iniciando a descida para Fiumicino-Roma, e na saída do avião, mais chocolates da Swiss.

Resumindo, a empresa é muito competente no que faz, e se esforça para que a experiência de voo seja a melhor possível. Com certeza voaria de novo e recomendo a quem quiser também.

Na próxima seção falo da imigração, que foi feita na Suíça, e dos aeroportos em si.

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3 - Aeroportos e imigração

3.1. Aeroportos de Guarulhos / Zurique / Roma

GRU: Não conhecia ainda o Terminal 3, que é bem amplo e atende bem a demanda. O controle de acesso é feito automaticamente, basta encostar o código de barras do cartão de embarque e passar, logo na sequência tem o raio-x e controle de passaportes...depois vem um sem mundo de lojas, começando claro pela Dufry. O salão de embarque é gigantesco, e tem uma excelente vista para quem quer fazer spotting (observação das aeronaves), pois dá de cara para as pistas. A conexão de internet estava ok até pelo que testei, mas fiquei usando os dados da minha operadora.

ZRH: O aeroporto de Zurique frequentemente é tido como o melhor da Europa, e consegue-se perceber que o título é justo. Muito bem sinalizado em Alemão e Inglês, com muitos sanitários, pontos de informação, e lojas/restaurantes, tudo com preços um pouco intimidadores (por exemplo um lanche no Burguer King a 17 Francos Suíços, convertendo vai para uns 50 reais..admito que nesse instante esqueci da regra "quem converte não se diverte" hahaha). Só tirei essa foto abaixo de lá:

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Detalhe: Quem vem de países de fora do tratado Schengen desembarca no Terminal E, que é fisicamente separado dos outros dois terminais A e B, que é onde fica o controle de imigração. Então existe um trenzinho muito charmoso, o Skytrain (embora tenha esse nome corre todo o tempo no subterrâneo), que te leva do E para o prédio principal do aeroporto.

Os vôos regionais europeus (para países de dentro do Espaço Schengen) saem dos terminais A e B.

Porém como nem tudo são flores, tenho duas críticas à esse belo aeroporto: A internet é praticamente impossível de se acessar (pede pra ativar por meio de um código SMS que nunca é enviado) e não tem água potável gratuita em nenhum lugar. Ou toma bastante água no avião, ou compra nos cafés pagando 7 Francos Suíços.

FCO: Aeroporto ok, não vi nada diferente que me chamasse a atenção. Abaixo falo mais do que dá pra resolver de útil nesse aeroporto:

Chip de celular: Tinha lido previamente que a melhor operadora na Itália era a Vodafone, com a TIM logo em seguida. Assim sendo procurei por um guichê ou loja dessa empresa, mas não achei, pelo menos não vi no Terminal 3, que foi onde desembarquei. Mas achei a loja da TIM, e eles tinham o chip que me interessava mais, que é o Tim for visitors (saiba mais aqui) que é mais prático e feito para viajantes, e com várias opções de combinações entre dados e minutos para ligação. A moça que me atendeu disse que poderia escolher se quisesse a opção somente com dados, com incríveis 30 GB, ao custo de 30 euros. Como já sabia do preço comprei sem problemas (saiu muito mais barato do que comprar chip em Guarulhos). Pedi a ela que ativasse o chip para mim, ela me explicou o processo que é bem simples e consiste nos seguintes passos:

1 - Trocar o chip do celular para o da TIM

2 - Ligar o celular e aguardar um SMS da TIM no celular (demora até 30 minutos para vir a mensagem, no meu caso foi exatamente esse o tempo)

3 - Reiniciar o celular logo após receber a mensagem

4 - Pronto. Já tem internet.

Funcionou direitinho para mim. Quanto ao sinal, não tive nenhum problema de conexão em todos os lugares onde passei, inclusive na cidade de Montepulciano, a mais distante de tudo em que estive. A única coisa que percebia era que durante viagens de trem, em alguns momentos no meio do nada o sinal dava uma caída drástica, mas naquele momento não precisava usar. Quanto ao tamanho do pacote de dados, foi mais que suficiente para Whatsapp, Facebook, enviar várias imagens e vídeos de vários MB, abrir Youtube...terminei a viagem crendo que sem usar ainda boa parte do que comprei. Recomendo.

OBS: Nas ruas do centro de Roma encontra-se várias lojas da Vodafone, para quem ainda assim desconfiar da TIM, então se não quiser pegar chip com eles, só andar pela cidade que achará.

Roma Pass: Outra coisa útil que dá pra fazer lá é comprar o Roma Pass. Eu sei que ele vende pela internet também, mas achei o método de pagamento confuso e o site não aceitou o meu cartão de crédito não sei o motivo até hoje (bandeira MasterCard). Então tive que comprar na hora...é uma loja que fica bem próximo à saída, em frente a da Trenitália.

O atendente descobriu minha nacionalidade e explicou em Português de Portugal como se utilizava o cartão. Quando você compra, vem junto numa espécie de Voucher, onde tem também um mapa da cidade de roma e do sistema de metrô/trens, um guia com as atrações cobertas pelo cartão, e um cartãozinho de desconto. Dois cartões de 72 horas saíram 77 euros no total.

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O cartão em si parece com aqueles de banco, e tem no verso um campo para que você escreva o seu nome e o dia de ativação, mais para te recordar do que qualquer outra coisa. O modo de usar é simples...a sua missão é validar (assim como tudo que envolve transporte na Itália, sobre o qual falarei nas próximas seções). Como você faz isso depende de onde você vai utilizar o cartão primeiro. Se for no transporte público, é nos validadores dos ônibus ou Tram (ou também conhecido como VLT) ou nas catracas das estações de metrô. Nos validadores dos ônibus existe um local onde você insere cartões, é ali que deve ser colocado para ser lido, já no metrô você simplesmente o encosta no leitor da catraca, igual se faz com o bilhete único no metrô aqui de SP, irá aparecer "Titulo Convalidado" e pronto, já está contando o prazo de uso do cartão. Caso vá utilizar primeiramente em alguma atração, o próprio atendente irá validá-lo.

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OBS: O Roma pass não serve nos trens que ligam o aeroporto até o centro de Roma. Essas passagens devem ser compradas à parte! (te falo onde jajá)

3.2. Imigração

Bom, a imigração não foi feita na Itália, e sim na Suíça, no prédio principal, pois é um país que embora não faça parte da União Europeia está incluso no Tratado de Schengen, e como a regra diz que se faz a imigração no primeiro país desse tratado a mesma ocorreu lá em Zurique.

Sempre trato a imigração como assunto seríssimo (fruto de muito tempo assistindo "Barrados na Fronteira" do canal AXN) e embora tenha lido e ouvido falar que é bem tranquilo a imigração na Europa de um modo geral ainda assim deu um certo "frio na barriga". Mas a verdade é que na Suíça pelo menos a coisa é muito tranquila. Vi muito Chinês cometendo a falta grave de usar o celular na fila da imigração, tinha gente até filmando os postos de entrevista...meu espanto vem pela experiência americana, lá nos EUA o celular e qualquer outra coisa eletrônica deve obrigatoriamente estar desligada na hora de passar pelo CBP (Controle de fronteiras). Vi gente levando dura de oficiais por desobedecer tal regra...mas lá na Suíça nem ligaram para isso.

Antes, fica aqui a dica útil: em Zurique há dois locais onde se faz a imigração, um para quem tem como destino final a Suíça e vai sair do aeroporto para a rua/estação de trem e outro para quem vai pegar conexão para outros lugares. Como eu não sabia disso, fui seguindo as placas de Passport control logo assim que saí do SkyTrain e peguei a fila junto com quem tinha como destino final aquele país, somente quando chegou a minha vez de ser atendido o oficial me explicou que se passasse ali teria que dar toda a volta e refazer o check-in para entrar no próximo voo...Então o segredo é, se vai fazer conexão para outro lugar, siga direto as placas que informam onde está o Portão de Embarque do seu próximo voo...com certeza antes de ter acesso à sala de embarque você vai ter que passar pelo controle de imigração. E esse caminho é por um corredor à direita do controle de imigração principal (rumo aos terminais A e B). Sobe um escada rolante e ali estão os guichês de imigração para quem está em trânsito pelo aeroporto.

Quanto a imigração em si, super tranquila, só me perguntou o que iria fazer na Itália e por quantos dias, sem sequer scanear os dedos ou tirar fotos (chatices da imigração americana) nem pedir nenhum documento, carimbou os nossos passaportes e liberou-se o acesso aos portões de embarque.

OBS: Como viajei com meu passaporte no limite do tempo, com somente 7 meses de validade após o retorno, o oficial me concedeu de visto apenas a quantidade exata de dias que disse que iria ficar, o que não me causou transtorno algum, porém reduz margem para imprevistos.

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@ricardo.barros 

Relato top.

Estou indo em outubro farei quase o mesmo roteiro mas...vou estender ate veneza. Ficarei 20 dias.

Duvida. O valor de 1400$ Foi por pessoa ou para tu e sua mae?

Aguardando ansioso a continuidade do relato.

 

Abraços 

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@Aryel Arita Obrigado Aryel.

O valor de 1.400 era para nós dois, a ideia era ter uma verba de aproximadamente 50 euros/dia para cada um de nós. Mas conseguimos economizar bastante com alimentação, então ainda consegui voltar com 250 euros sobrando. Mais pra frente eu detalho isso, mas só para antecipar, tinha previsto um gasto diário com comida (eu e ela) de 40 euros...tinha dia que conseguíamos comer bem com apenas 10.

 

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4 - Hospedagem

Ficamos durante toda a nossa estadia na Itália em Hostels do tipo B&B (Bed & Breakfast), aqueles que te oferecem um café da manhã para ajudar a despertar. Mas houve diferença considerável entre eles.

Todas as reservas foram feitas através do www.booking.com

Bem, o que vou escrever a seguir são coisas que percebi e meio que valem como regra geral para todas as acomodações que fiquei.

Edifício: Aprende-se logo que chega que tudo na Itália é muito antigo, e isso aplica-se a maioria dos edifícios. Então não espere um hostel moderno e super bem equipado, pois pode ser que se decepcione. Ele vai ser um prédio antigo de aparência até duvidosa, com decoração rotulada como "cafona", mas ainda poderá ser funcional em seu interior.

Recepção: A grande maioria (alguns hostess me falaram inclusive que é a totalidade) dos B&B são compostos de um apartamento de um edifício residencial. Pense naqueles prédios antigos do centro das nossas grandes cidades, onde você toca um interfone e a pessoa do outro lado da linha abre a porta. Pois bem, é assim que funciona lá também. Não tem porteiro, e muitos dos prédios ficam com a porta principal aberta durante o dia. Então basicamente quando você chegar no endereço, certifique-se que encontre no interfone o número do Hostel...para ajudar entre em contato com o mesmo antes de sair do Brasil e já peça essa informação (muitos colocam uma plaquinha bem discreta ao lado do número, não é nada que chame a atenção de longe já aviso).

Uma vez no andar do Hostel, muito provavelmente a pessoa que te receberá não estará lá 24h por dia. A não ser que ela more lá (aconteceu comigo em Roma e Pisa). Como dica digo para perguntar logo assim que chegar todas as dúvidas que tiver sobre a acomodação/arredores/horários, para evitar ter que esperar o outro dia. A minha maior dúvida sempre era com relação ao Check-out, pois teve dias em que tinha que pegar trem bem cedo (7:00 da matina) e não teria ninguém disponível para fazer o chek-out. Em todos os casos a resposta que tive foi para simplesmente deixar as chaves no quarto e partir. Prático e sem precisar falar com ninguém.

Elevador: Será um elevador bem velho e extremamente apertado, onde não raro irá caber no máximo duas pessoas. Quem tem claustrofobia certamente via ficar muito desconfortável. Ainda, não será difícil topar com um lugar que não tenha elevador, aí o jeito será encarar as escadas. O Booking avisa quando a acomodação é provida ou não de elevador, mas caso tenha dúvidas entre em contato direto com o Hostel.

Chaves: Provavelmente irão te dar 3 chaves, uma para a entrada principal do edifício, outra para a entrada no Hostel (pense nele como um apartamento) e a última para o seu quarto. Provavelmente também as portas do Hostel e do Prédio abrirão por dentro sem necessidade das chaves, apenas apertando algum botão (por isso você irá conseguir sair do Hostel ao fazer o check-out mesmo sem chaves).

Café da manhã: Provavelmente vai ser um café com um "cornetti" (croissant com recheio) industrializado, ou seja, comprado em mercado, pode vir também leite para fazer um cappucino, umas torradas e geléia. Pra quem não sabe o café da manhã italiano não conta com nada salgado (manteiga, presunto), então não se espante de ver apenas geléia. Dá pra aguentar.

Com relação ao review dos hostels, vou deixar o link para vocês conseguirem ler diretamente da página do Booking, aí conseguirão ver fotos também do local (infelizmente esqueci de tirar). Porém vou dar uma geral em cada um dos principais aspectos para lhes ajudar

 

4.1. ROMA: B&B BEL AMI - Via Corfinio 23, San Giovanni, 00183 Roma, Itália (https://www.booking.com/hotel/it/bel-ami.pt-br.html?aid=304142;label=gen173nr-1DCA4oggJCAlhYSC1YBGggiAEBmAEtuAEIyAEP2AED6AEB-AEDkgIBeagCAw;sid=821482f5e906303924b247f15f30b8ab)

O que reservei: Quarto para somente duas pessoas (banheiro coletivo)

Localização: Excelente, muito perto da estação de metrô de San Giovanni, e também de pontos de ônibus e Tram.

Limpeza: Boa. Feita todos os dias

Conforto: OK. Não dispõem de microondas/cozinha para quem quer fazer algo. Ou você janta fora, ou compra comida e come no quarto (o que fizemos na maior parte das vezes). Eles tem uma mini geladeira.

Custo: 180 euros por 5 diárias para 2 pessoas + 35 euros de imposto de turismo

 

4.2. FLORENÇA: MELODY HOUSE - Viale Fratelli Rosselli 47, 50144 (https://www.booking.com/hotel/it/melody-house.en-gb.html?aid=304142;label=review_am;appvl_email=1;rurl=2582116c498f5be9;tab=4;type=total&#tab-main)

O que reservei: Quarto para somente duas pessoas (não sabia, mas tinha um banheiro privativo nesse quarto, o que foi uma ótima surpresa)

Localização: Excelente, 600 metros da Estação Santa Maria Novella, porém cabe ressaltar que ainda precisa andar mais uns 5-10 minutos a partir dessa estação para chegar ao centro nervoso/histórico da cidade, onde ficam a maioria dos serviços como restaurantes.

Limpeza: Muito boa. Feita todos os dias

Conforto: Muito bom, aparência de hotel. Porém não dispõem de microondas/geladeira/cozinha para quem quer fazer algo. Ou você janta fora, ou compra comida e come no quarto (o que fizemos na maior parte das vezes).

Custo: 205 euros por 5 diárias para 2 pessoas + 30 euros de imposto de turismo

 

4.3. PISA: PISA LODGE B&B HOSTEL- Via Contessa Matilde 32A, 56123 Pisa, Itália (https://www.booking.com/hotel/it/pisa-lodge-b-amp-b-hostel.en-gb.html?aid=304142;label=review_am;appvl_email=1;rurl=54c8ce4d91bc4447;tab=4;type=total&

O que reservei: Duas camas em quarto para 3 pessoas (banheiro compartilhado/na primeira noite dormimos sozinhos, na segunda tinha uma moça na outra cama)

Localização: Excelente, dá pra ir andando a pé para a Torre de Pisa em 5 minutos. Porém cabe ressaltar que ainda precisa andar mais uns 5-10 minutos a partir dessa estação para chegar ao centro nervoso/histórico da cidade, onde ficam a maioria dos serviços como restaurantes, e é consideravelmente longe da estação de Trem Pisa Centrale (2 km).

Limpeza: Média.

Conforto: Médio. Ponto positivo é que tem microondas e geladeira para fazer/guardar algo.

Custo: 76 euros por 2 diárias para 2 pessoas + 6 euros de imposto de turismo

 

4.4. ROMA: NIKA HOSTEL- Piazza di San Giovanni in Laterano 36, San Giovanni, 00185 Rome, Italy (https://www.booking.com/hotel/it/nika-hostel.en-gb.html?aid=304142;label=review_am;appvl_email=1;rurl=5a64e5abbbcb7f0f;tab=4;type=total&#tab-main

O que reservei: Duas camas em quarto para 2 pessoas (banheiro compartilhado)

Localização: Excelente, muito perto da estação de metrô de San Giovanni, e também de pontos de ônibus e Tram. Bem ao lado da Igreja de San Giovanni in Laterano.

Limpeza: Média.Tinha um pouco de sujeira no banheiro.

Conforto: Médio. Um dos banheiros (tem 2) está colado na cozinha, o que faz perder toda a privacidade. Ponto positivo é que tem cozinha completa (embora apertada) para cozinhar o que quiser, inclusive panela e pratos/talheres.

Custo: 32 euros por 1 diárias para 2 pessoas + 7 euros de imposto de turismo

 

 

 

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7 horas atrás, ricardo.barros disse:

@Aryel Arita Obrigado Aryel.

O valor de 1.400 era para nós dois, a ideia era ter uma verba de aproximadamente 50 euros/dia para cada um de nós. Mas conseguimos economizar bastante com alimentação, então ainda consegui voltar com 250 euros sobrando. Mais pra frente eu detalho isso, mas só para antecipar, tinha previsto um gasto diário com comida (eu e ela) de 40 euros...tinha dia que conseguíamos comer bem com apenas 10.

 

Muito bom.

Estou imaginando levar uns 80$ dia. Hospedagens ja fiz pre reserva no booking em.campings e b&b pois hostels realmente não valem nada a pena na itália. 

 

Como ficaremos 20 dias farei praticamente mesmo roteiro mas esticarei ate Veneza desço por bolonha , san marino ,perugia.

Faremos de carro pois trem para tais trechos tbm nao compensa.

 

Legal @ricardo.barros. Curtindo muito as postagens . Podendo compartilhar a planilha...sera bem vinda. 

Abraços 

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Vou passar 25 dias na Itália entre maio/junho, passando por várias cidades. Tô adorando o seu relato, está ajudando muito.
Muito obrigada por compartilhar com a gente!! Valeu!! Um abraço!

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    • Por Patricia Senatore Grillo
      Olá mochileiros e mochileiras!  
      Voltamos e dessa vez com uma viagem bem caprichada! Se você têm acompanhado nossos relatos por aqui, sabe que já tivemos alguns finais de semana e alguns bate-e-volta a partir de Invercargill (Catlins e Peninsula Otago; Te Anau e Milford Sound; Queenstown). Pois bem… dessa vez partimos para uma semana inteira de descobertas em terras maoris.
      O fato é que Diego soube que teria duas semanas de férias da pós (break de meio de semestre) e decidimos antecipar alguns de nossos planos para o último mês de Nova Zelândia. Como voltaremos para o Brasil em agosto, a idéia inicial era aproveitar julho – após as aulas – para conhecer os lugares mais distantes de IVC. Porém, julho significa inverno que por sua vez significa restrição em alguns dos nossos pontos de interesse devido neve, condições climáticas e riscos de avalanche. Assim sendo, lá fomos nós planejar uma semana viajando pela Ilha Sul. O roteiro original tinha 8 dias/7 noites, mas em nome da economia consegui apertar e fazer nosso roteiro caber em 7 dias/6 noites. Partimos para a viagem com o seguinte cronograma:
      1º dia: Twizel e Pukaki (noite em Twizel) 2º dia: Mount Cook: Hooker Valley e Kea Point Track (noite em Mount Cook Village) 3º dia: Mount Cook: Blue Lakes; Tasman Glacier e Red Tarns Track (noite em Twizel) 4º dia: Tekapo (noite em Twizel) 5º dia: Mount Aspiring National Park: Rob Roy Track (noite em Wanaka) 6º dia: Roys Peak Track (noite em Wanaka) 7º dia: Blue Pools; Arrowtown e volta para casa. No meio da viagem mudamos os planos (conto por quê ao longo do relato!) e o roteiro feito foi:
      1º dia: Twizel, Pukaki e Tekapo (noite em Twizel) 2º dia: Mount Cook: Hooker Valley; Kea Point e Red Tarns Track (noite em Mount Cook Village) 3º dia: Mount Cook: Blue Lakes; Tasman Glacier View e Twizel: Twizel Walkway (noite em Twizel) 4º dia: Mount Aspiring National Park: Matukituki Valley; Diamond Lake e Lake Wanaka (noite em Wanaka) 5º dia: Roys Peak Track (noite em Wanaka) 6º dia: Blue Pools; Arrowtown e Lake Hayes (noite em Shotover River) 7º dia: Glenorchy e volta para casa.  
      1º dia: TWIZEL, PUKAKI e TEKAPO
      Saímos pouco depois das 7h embaixo de uma friaca e tendo que tirar o gelo do parabrisa do carro.  O fato é que nos dias que antecederam a viagem tivemos uma frente fria que derrubou a temperatura em diversos pontos do país e, inclusive, causou estragos com os temporais em Auckland. Mas como não tem tempo ruim que tire a vontade de viajar, lá fomos nós! 
      O destino era Twizel e isso nos daria cerca de 4 horas e meia de estrada pela frente. O frio havia coberto de gelo os gramados e pastos pelos caminho, mas a estrada felizmente estava de boa. Bem, já devo ter falado isso nos outros relatos: se tem uma verdade sobre viajar na Nova Zelândia é que as estradas são lindas – sempre.  Por esse motivo acredito que a melhor opção de transporte seja alugar um carro para poder parar em todos os lookouts pelo caminho e que as viagens devam ser feitas sempre durante o dia (além de ser uma precaução para evitar possível gelo no asfalto e de ser mais seguro, visto que todas as estradas que pegamos até agora são mão dupla e com alguns pontos mais estreitos).
      No caminho, destaque para o Lake Dustan, The Bruce Jackson Lookout (em Cromwell) e Lindis Pass Viewpoint (o lookout mais anunciado de todos: 15km de distância já tinha placa! Mas o lookout em si não é tããão lookout assim... ). Lindis Pass liga as regiões de Mackenzie Basin com Central Otago, em uma altitude de 971m acima do nível do mar.


      Chegando em Twizel fomos recepcionados pelo Lake Ruataniwha e provalvemente não encontrarei palavras para descrever o quão azul é esse lago. Eu havia visto algumas fotos na internet, mas tinha certeza que o Photoshop rolava solto… até vê-lo pessoalmente. 

      Algumas fotos depois seguimos viagem em direção à Pukaki. Havia lido sobre uma trilhazinha de 10 minutos chamada Pukaki Boulders e fomos direto para lá. Essa trilha começa na estrada que vai para o Mount Cook e achá-la não foi tãããão simples: o Google Maps não a localiza e a placa não está na beira da rodovia, portanto passa facilmente despercebida. Pukaki Boulders foi o primeiro “ponto de interesse” da NZ que não tinha estacionamento – e como as estradas daqui não têm acostamento, precisamos parar o carro meio de banda no gramado. 5 minutinhos de caminhada e chegamos em umas pedras – fim de linha. As pedras eram as “boulders”, que foram parar ali na era glacial. Nada de mais. Nadica mesmo. Economizem esses 10 minutos e façam qualquer outra coisa mais legal! 

      De lá voltamos para a SH8 (a rodovia de Twizel) e seguimos em frente rumo ao Lake Pukaki, também de um incrível azul. O I-Site (centro de informações ao turista) fica na beira do lago e obviamente estava cheeeeeio de turistas. Uma dica é seguir para qualquer outro estacionamento (existem vários ao longo do lago!) e fugir da galera.

      Ainda eram umas 14h e como o dia estava ensolarado (contrariando as previsões), decidimos esticar até Tekapo, 30 minutos de distância. Bem no começo da cidade você já encontra o lugar mais famoso por ali, a Church of the Good Shepherd. A igrejinha de pedra fica na beira do lago, com as montanhas nevadas ao fundo e é a coisa mais linda e pitoresca  – e cheia de turista. Muuuuuitos. Saímos para desbravar a orla do lago e na volta consegui uns 5 segundos sem ninguém na frente da igreja. Hahahaha! 


      Seguindo com o carro, contornando o lago, paramos na Old Homestead Picnic Area e o lugar era tão gostoso (e ver o lago era tão lindo) que ficamos algum tempo por ali. Estávamos esperando o sol baixar um pouco para seguir para o topo do Mt. John Observatory. Wanaka faz parte da Aoraki Mackenzie International Dark Sky Reserve e seu céu é considerado um dos melhores do mundo para ver as estrelas. O observatório oferece tours (o mais barato sai $140), mas nossa viagem era low budget e o tour não cabia no nosso bolso, hehehe.  A idéia era apenas subir até o observatório para ver Tekapo lá de cima, mas chegando lá a estrada estava fechada (tem uma cancela no início da subida) e não entendemos se isso é recorrente ou se demos azar. Enfim, não subimos.
      Voltamos para Pukaki e paramos novamente no lago para ver o pôr-do-sol. As nuvens que estavam no topo das montanhas durante à tarde haviam diminuído e conseguíamos ver o Mount Cook. O sol foi embora, o frio tomou conta e fomos pro hostel.


      O High Country Lodge, em Twizel, é um hostel bem simples e o maior ponto a seu favor é a localização (tudo bem que Twizel deva ter umas 6 ruas… ). Ao lado dele tem uma Liquor Store (loja que vende bebidas – aqui na NZ não são todos os mercados que podem vender bebida alcoólica), um mercado e um mall que na verdade é todo o centrinho da cidade. Tem uns barzinhos boitinhos também, mas como nossa viagem foi na base do economizar o que for possível, comemos no hostel mesmo! A cozinha do hostel tinha tudo que precisávamos, mas dava uma deslizada na limpeza (aliás, esse é um ponto interessante: grande parte das pessoas por aqui não têm toda aquela dedicação para lavar louça e muitas vezes nem bucha você encontra – saudades, detergente Ypê e Scotch-Brite! ). Ficamos em um quarto compartilhado com 2 beliches bem barulhentas, mas na primeira noite não tinha mais ninguém no quarto conosco. $35/noite por cabeça.
       
      2º dia: MOUNT COOK NATIONAL PARK
      Partimos cedo sentido Mount Cook National Park, cerca de 40min de distância – e sim, a estrada mais uma vez é linda e sim, você consegue ver o Mount Cook lindão à sua frente. Contrariando a previsão do tempo, não choveu o dia toooooodo e conseguimos fazer a primeira trilha no seco. A primeira escolha foi a mais famosa por ali, a Hooker Valley Track. É uma trilha de 10km bastante tranquila, com 3 pontes suspensas pelo caminho. Você começa apreciando o Mueller Lake e termina com a visão incrível do Hooker Lake/Glacier e Mount Cook – que nesse momento estava praticamente todo descoberto . As placas sinalizam 3h return para essa trilha, mas levamos 1h10 cada trecho, apenas. O caminho todo é bem bonito e com certeza é um must-do. No início do caminho você encontra uma indicação para a Freda’s Rock: Freda du Faur, australiana, foi a primeira mulher a escalar o Mount Cook/Aoraki e essa pedra é onde ela tirou a foto para registrar o feito – isso foi em 1910 e a foto está reproduzida no local. Palmas para Freda!  Também tem um memorial construído em 1922 em homenagem a alpinistas que foram atingidos por uma avalanche em 1914 e somadas à homenagem inicial você encontra diversas outras plaquinhas de outros montanhistas vítimas de quedas ou avalanches por ali .



      Ao voltarmos para o estacionamento o tempo já estava nublado e havia começado uma chuva fina (se você está na NZ, principalmente em áreas montanhosas – ou em Invercargill, hahaha  – nuuuuunca esqueça sua jaqueta e calça impermeáveis). Seguimos para Kea Point Track, apenas 2.8 km. Essa trilha, também tranquila, termina em um mirante para o Mueller Lake e, se o tempo colaborar, parece que você vê o Mt. Cook dali também – não sabemos.

      A chuva apertou e fomos para o hostel fazer o check-in. Como ainda eram umas 15h30, decidimos encarar o clima inóspito e fazer a Red Tarns Track, uma trilha que começa no meio da vilazinha, com previsão de 2h return. Prestem atenção na descrição: você caminha uns 100m, atravessa uma pontezinha e encontra uma escada – e a escada nunca mais vai acabar.  É 1h subindo degrau, 300m de ganho de altitude. Lembra que tava chovendo? Pois é. No meio do caminho era só neblina e não vimos nadica de nada ao redor. No final da trilha tem um laguinho com umas plantinhas que deixam ele meio avermelhado e, por conta do tempo, tinha um pouco de neve também. Voltamos encharcados e sem joelhos.  Talvez em climas mais amigáveis a vista lá de cima impressione!

      O hostel em Mount Cook Village foi o primeiro a ser reservado da viagem. A vila é minúscula e só encontrei 2 opções de hostel fora as opções de chalés e hotéis mais caros, o que faz a disponibilidade ficar bastante restrita. Ficamos no YHA, uma rede presente em toda a NZ e filiada ao Hostelling International. Nosso dormitório tinha 4 beliches, mas era todo bem estruturadinho e bastante confortável e o hostel tinha diversas facilidades e uma cozinha bem bacana. $39/noite por cabeça. Ah, importante: não tem mercado por lá, organize-se!
      Foi à noite, olhando o mapa na parede do hostel, que veio a idéia de mudar os planos da viagem. Como já havíamos antecipado à ida a Tekapo (que no roteiro original seria no 4º dia, mas que fizemos no 1º), por quê não tentar antecipar nossas diárias em Wanaka e seguir para Glenorchy no último dia? A idéia original foi do Diego e eu achei uma boa. Perderíamos umas das diárias de Twizel, mas por outro lado conheceríamos um lugar a mais, já que não sabemos quando teremos oportunidade de alugar o carro de novo. Fizemos contato com nossos anfitriões do AirBnb em Wanaka, que foram super disponíveis e disseram que não haveria problema algum e procuramos um lugar para passar a última noite perto de Queenstown. Como já falei no outro relato, Queenstown é extremamente turística e as coisas por lá podem ter um preço maior do que em outras cidades da NZ. A melhor opção custo-benefício que encontramos foi um quarto, também pelo AirBnb, em Shotover River – 10 minutinhos de Queenstown.
      (P.S.: fui descobrir só depois que o Diego trapaceou e olhou a previsão do tempo em Wanaka e por isso veio com a idéia de adaptar o roteiro! Que espertinho!!! ).
       
      3º dia: MOUNT COOK NATIONAL PARK e TWIZEL
      O terceiro dia amanheceu chovendo e enevoado. Mesmo assim saímos em direção a Blue Lakes e Tasman Glacier, ainda em Mount Cook National Park. Fizemos uma horinha dentro do carro esperando a chuva dar uma maneirada e lá fomos nós.
      Do estacionamento e ponto de início das trilhas você encontra duas opções: uma das trilhas leva ao Blue Lakes e Tasman Glacier View e a outra ao Tasman Lake, beirando as Blue Lakes (spoiler: na verdade elas são verdes ). Como a chuva parou por uns instantes, fizemos o viewpoint primeiro. É uma trilha curta (de uns 15-20 minutos), mas com uma subidinha.
      O Tasman Glacier é o maior da NZ, com 27km de extensão. Nossa visão não foi a melhor possível devido ao tempo, mas algo que percebi é que ele é coberto por uma espécie de resíduo, que não vou saber dizer o que é (rocha?). Ou seja, não espere aquele glaciar branquinho, por vezes até azulado, como é o Perito Moreno na Patagônia argentina, por exemplo. É diferente – e ainda assim bonito. Enquanto estávamos lá um arco-íris bonitão estava dando o toque especial no vale (outra característica da NZ: devido às mudanças rotineiras no clima, os arco-íris são bem normais por aqui… Em 3 meses de NZ com certeza vi mais deles do que havia visto nos meus 31 anos de Brasil!).

      Do viewpoint partimos para a outra trilha, que chegaria pertinho do Tasman Lake. Chegaria – o tempo verbal é esse mesmo . Essa trilha é estimada em 1h e o terreno é mais acidentado e com mais pedras. Neste ponto a chuva já havia recomeçado. Demos a volta nos Blue (”Green”) Lakes (bonitões, mesmo com o céu cinza!) até chegar em um ponto onde a trilha “acabava”: na realidade, a trilha neste pedaço era bem estreita e pedregosa entre a vegetação e estava completamente alagada. É bastante comum nas regiões montanhosas da NZ uma planta espinhuda e tentar abrir um caminho alternativo, além de não ser ambientalmente correto, ainda nos deixaria algumas marquinhas pelo corpo. A única opção seria tirar a bota e meter o pézão ali, com a água entre canela e joelho. Não estávamos nesse pique todo e o frio também não estava convidativo para isso – demos meia volta e paciência . Ainda deu tempo da chuva apertar mais no caminho de volta pro carro!


      Tínhamos cogitado fazer a Sealy Tarns antes de sair de Mount Cook, uma trilha de aproximadamente 4h return e, dizem, um pouco mais íngreme. Com o andar da carruagem e o tanto de chuva na cabeça desde o final da tarde do dia anterior, abortamos a missão e pegamos estrada sentido Twizel.
      Se nas montanhas o tempo estava horrível, na planície do lago estava a coisa mais linda! Tínhamos o resto do dia tranquilo, pois seguiríamos para Wanaka somente na manhã seguinte. Tocamos direto para o Lake Ohau, um lago distante uns 20 minutos de Twizel. De lá, voltamos para o Lake Ruataniwha (aquele primeiro, da chegada!) e fizemos parte da Twizel Walkway ao redor do lago. Ficamos por ali o resto do dia, bem delicinha.


      A noite foi no High Country Lodge outra vez.
       
      4º dia: MOUNT ASPIRING NATIONAL PARK e WANAKA
      Logo cedo deixamos Twizel e no caminho fizemos um desvio de 30 minutos para ver as Clay Cliffs, uma formação rochosa na região de Omarama. Seguimos então sentido Wanaka, mais precisamente sentido Rob Roy Glacier, a quase 3h de distância.

      Basicamente, as informações que eu tinha sobre o Rob Roy Track é que era uma trilha de 10km no Mount Aspiring National Park, estimada em 4h return, com acesso restrito de Maio a Novembro devido risco de avalanche e que era uma trilha fácil, inclusive possível para crianças um pouco mais velhas. Ok. 
      Cruzamos a cidade de Wanaka e seguimos na estrada em direção ao parque. O dia estava ensolarado desde nossa partida de Twizel, mas claro que quanto mais perto das montanhas do Mt. Aspiring National Park maiores eram as nuvens e a chuvinha começava. Bem, a primeira descoberta foi que para chegar até o estacionamento e ponto de partida da trilha seriam 30km de estrada de terra – beleza, a gente encara. A segunda descoberta foi um pouco mais, digamos, desafiadora: chega um momento em que a estrada começa a ser cortada por “fords”: riachos.  Ficamos receosos com o primeiro, mas cruzamos e a partir dali a estrada tinha uns trechos bem estreitos. O grande problema é que eles eram muitos e, além de serem muitos, a profundidade aumentava: chegamos em um bem grandinho e ficamos com cagaço de continuar – além do nosso carro ser alugado, ele era um modelo de Hyundai bem pequenininho e baixinho e a chance de “dar ruim” era alta. O da foto foi um dos primeiros, quando ainda eram rasinhos.  

      Decidimos voltar um pedaço e parar em uma outra trilha que vimos pelo caminho, a East Matukituki Valley. O problema era que ela é apenas um trecho de uma travessia maior e demoraria cerca de 3h para te levar para um abrigo, mas ainda assim decidimos fazer parte dela só para não perder o dia e o investimento psíquico de chegar até ali, hahaha.  Andamos por cerca de 2h no vale e embora o lugar fosse bonito também, a verdade é que estávamos bem frustrados.

      Voltamos pro carro e Diego decidiu que iria tentar continuar para Rob Roy mais uma vez. Cruzamos mais uma vez alguns fords até chegar no mesmo lugar que havíamos retornado. Desci para tentar analisar o melhor caminho, mas não dava pra ter idéia de quão profundo era. Alguns minutos de análise e indecisão e Diego mais uma vez chegou à conclusão de que seria muito arriscado. Enquanto manobrávamos para retornar, chegaram outros dois carros e os motoristas também desceram para avaliar. Decidimos esperar e ver como eles fariam – depois de um tempo de indecisão eles cruzaram, mas de fato era bem fundo e a água atingia a parte de cima do parachoque. Em menos de 50 metros eles pararam e desceram novamente, provalvemente porque deveria ter outro ford maior. Realmente arregamos e lamentamos não ter um Jeep. Foi o fim da linha. 
      No caminho de volta para Wanaka, sem nada planejado, paramos no Diamond Lake Conservation Area. Dali você pode seguir 10 minutinhos até o lago, 40 minutos até o Lake Wanaka viewpoint ou 1h30 até o topo da Rocky Mountain. Fomos até o viewpoint.

      A parada seguinte foi em Glendhu Bay Lookout, de onde teoricamente você enxerga o Mt. Aspiring e de lá, fomos para o centro de Wanaka ver a famosa Wanaka Tree, a árvore que nasceu no meio do lago. A paisagem é curiosa e bonita, mas o mais bizarro é quando você chega: você dá de cara com um amontoado de pessoas, eu diria que 99% asiáticos, com tripés e câmeras fotográficas gigantes pra fotografar a árvore.  Engraçado e estranho.


      A cidade de Wanaka é bem gostosa e para nós lembrou muuuuito Queenstown. Tem uns bares e restaurantes que parecem ser legais e todo um movimento turístico.

      Ficamos em um AirBnb, hospedados pela Erica e pelo Pete. A casa deles fica a 20 minutos de Wanaka, no caminho para o Lake Hawea. O preço era similar aos quartos compartilhados de hostel na cidade, mas como não tínhamos planos de gastar com restaurante ou bares à noite, optamos pelo conforto de um quarto e banheiro só pra gente. A casa é linda, espaçosa e aconchegante!
       
      5º dia: WANAKA: O ROYS PEAK
      Esse foi um dos dias mais esperados da viagem e, sem dúvidas, um dos meus favoritos! O projeto era ousado: fazer o Roys Peak Track. O tempo estava lindo (ou seja, foi ótimo mudarmos os dias da viagem!) e antes de seguir para a trilha, ainda aproveitamos o céu azul para passar rapidamente (de novo) na Wanaka Tree.

      Sobre o Roys Peak: a trilha de 16km de extensão te leva primeiro até o viewpoint (a foto que provavelmente vai aparecer se você fizer uma busca por Roys Peak) e de lá até o topo, a 1578m de altura. A previsão é de 6h return e para o nosso ritmo deu exatamente isso. A trilha é inteeeeeira de subida, na qual você ganha uma elevação de 1.228m e, embora não exija nenhuma habilidade técnica, exige muito pulmão. 
      Quando começar a trilha procure por uma antena beeeeeem no alto: é lá que você vai chegar.  Levamos 2h20 até o viewpoint e até chegar nesse ponto você não vê grandes mudanças de paisagem, exceto que as ovelhas e os arbustos ficam pelo caminho conforme você sobe – é apenas um grande zigue-zague montanha acima. A característica do Roys Peak viewpoint é que você está na crista da montanha e tem uma visão incrível da crista das montanhas menores, à frente. São montanhas nevadas, lagos menores e o grande Lake Wanaka, lindão. Mesmo com céu aberto, como toda montanha, o vento é congelante. Do viewpoint até o topo foi umas das coisas mais incríveis que já vi na vida e, para aumentar a beleza, próximo do topo a trilha estava com neve.  Claro que isso aumentava a beleza, mas aumentava o desafio também, hahaha.  A neve deixava o caminho extremamente escorregadio e principalmente no finalzinho, o negócio ficava tenso. Para subir, ok. Para descer, era uma pista de patinação! Vimos um capote e vários escorregões e boa parte descia meio que sentado, hehehehehe. 
      A trilha pro Roys Peak fecha somente de outubro a novembro por conta da época de reprodução das ovelhas (lambing season), mas no inverno você precisa portar (e estar hábil a usar) equipamento de gelo (crampons e aqueles machadinhos de gelo), além de atentar para o risco de avalanche. Ah, nós levamos nossos bastões de trekking e, embora eles não sejam indispensáveis, acho que eles foram bastante úteis (principalmente na parte final).
      Se na subida você precisa de fôlego, na descida você precisa de joelho. Parece que quanto mais você desce, mais longe está o estacionamento. O que eu gosto de descidas é que geralmente é o momento que você mais se dá conta do quanto subiu.





      Terminamos a trilha destruídos e fomos recuperar a vida fazendo hora embaixo de uma árvore no Lake Wanaka e depois fomos para Bremner Bay ver o sol se por atrás das montanhas.
      (Ah, lembra dos fords do dia anterior? Conversando com a Erica, nossa anfitriã, ela contou que eles estão lá independente da época do ano e que é muito comum os carros de passeio terem problemas ao atravessá-los. Inclusive, disse que não é raro que os fords carreguem troncos pelo caminho e, por não vê-los, os carros se arrebentarem.  Isso diminuiu um pouco a nossa frustração do Rob Roy!)
       
      6º dia: LAKE HAWEA; BLUE POOLS; ARROWTOWN e LAKE HAYES
      Ainda sob o efeito do Roys Peak e relembrando cada músculo que existe em nossas pernas , deixamos Wanaka sentido Makarora com destino definido: as Blue Pools. Pelo caminho, destaque para o Lake Hawea lookout.

      As Blue Pools fazem parte do Mount Aspiring National Park, mas o acesso (dessa vez asfaltado!) é de um lado diferente do Rob Roy, fica mais ao leste, mais ou menos 1 hora de distância de Wanaka. Do estacionamento até as pontes suspensas são 10-15 minutos. Como o dia estava nublado, estavámos na expectativa se elas seriam tão azuis assim. Bem, vejam vocês mesmos na foto. 

      De lá pegamos estrada sentido Arrowtown, mais quase 2h de viagem. A estrada de Wanaka para Arrowtown passa por Cardrona, uma cidade que foi fundada na época da corrida ao ouro, e pouco depois atinge o Crown Range Summit, no topo da serra – com um visual beeeeeeem bonito. Outro destaque no caminho, mas aí já descendo, é o Arrow Junction Lookout Point. Dependendo do clima redobre o cuidado nessas estradas: a serra tem umas curvas bem caprichadas e, na época do inverno, pode ser necessário botar corrente no pneu.


      Deste último lookout até Arrowtown é um pulinho. A cidade é bem pequenininha, mas a fama de seu outono é grande e chegando lá não foi difícil saber o porquê. Acho que o melhor jeito de descrever Arrowtown é dizer que ela é uma cidade dourada, do tanto que o amarelo das árvores prevalescem na paisagem. A colina na entrada cidade é uma escala de cores entre amarelo e vermelho e a cidade tem um quê altamente aconchegante.  Fora os restaurantes e as lojas que vendem jóias feitas de jade, não tem tanta coisa assim pra se fazer por lá, mas vale a pena a visita. Fizemos duas trilhas de 1h cada, mais ou menos, a Arrow River Trail e a Arrowtown Millennium Walk. A primeira é mais legal porque você vê a paisagem mais aberta, mas o que eu não gostei foi o fato de que ela acompanha um grande cano de água da cidade. Desnecessário.


      Saindo de Arrowtown fizemos uma parada rápida no Lake Hayes e demos uma esticada até a Old Lower Shotover River. Uma curiosidade é que o Shotover River foi um dos rios mais ricos em ouro do mundo.


      A nossa hospedagem foi na casa da AJ. Dependendo do que você procura, a localização pode não ser tão boa por ser um bairro que não tem nenhum comércio perto, mas a casa era confortável e para nós foi uma ótima opção.
       
      7º dia: GLENORCHY
      Saímos de Shotover River direto para Glenorchy e decidimos que faríamos as paradas na estrada durante a volta. Glenorchy fica no final do Lake Wakatipu e a estrada de Queenstown até lá margeia o lago o tempo todo e é considerada também uma das estradas mais bonitas da NZ.
      Glenorchy é um pequeno vilarejo próximo a dois grandes parques, o Mt. Aspiring National Park (que se estende de Wanaka até lá) e o Fiordland National Park (o de Milford Sound) e é ponto de partida de uma das grande travessias da NZ, a Routeburn Track – chegamos a cogitar fazer o bate e volta da primeira perninha da Routeburn, mas seria uma caminhada longa para quem iria precisar pegar a estrada de volta para Invercargill.  Glenorchy também é conhecida por ter sido cenário de filmes como Senhor dos Anéis, Nárnia e X-Men e várias empresas vendem passeios guiados para esses lugares, além da famosa estrada para Paradise. Na realidade nossa ida para lá foi mais despretensiosa e demos uma circulada pelo píer, vimos as famosas Willow Trees e seguimos somente até o Isengard Lookout. O tempo não estava lá aquela coisa e logo pegamos o caminho de casa.



      Nossa primeira parada na volta para Queenstown foi em Bennetts Bluff Lookout, um mirante na parte alta da estrada. Não tem placa indicando o local, embora tenha um painel informativo depois que você desce do carro – você pode achar a localização certinha no Google Maps. Paramos ali e ao descer quase perdemos a porta do carro, literalmente. O vento estava muito muito muito muito forte e segurar a porta, na hora de entrar de volta no carro, foi uma missão e tanto. 

      Seguimos mais uns 5 minutos de estrada até Bob’s Cove Track, uma trilhazinha de meia hora que passa por um píer e sobe para o um lookout do Wakatipu. De lá você também tem a opção de seguir para a Twelve Mile Delta ou para a Bridle Track, ambas com estimativa de 2h. A última parada foi em Wilson Bay, já bem perto de Queenstown. Depois, 2h30 de estrada até chegar em casa.


      A viagem foi linda e mesmo com o tempo oscilando, tivemos dias muito bem aproveitados! Não consigo escolher uma parte favorita, mas os lagos todos (Pukaki, Tekapo e Ruataniwha), Mt. Cook, Roys Peak e Blue Pools são imperdíveis, em minha opinião. 
      Para esse trajeto todo gastamos cerca de $275 de gasolina, mas rodamos mais de 1500km.
      Ah, e pra quem queira acompanhar as fotos no Instagram: @paty.grillo 
       
       
       
       
       
    • Por julio.cesar00
      Olá mochileiros!
      Meu nome é Júlio César, tenho 23 anos e sou deficiente visual.
      Sempre gostei muito de viajar, mas isto era meio limitado, pois dependia de familiares ou amigos que iam me ajudando nas mais diversas situações durante a viagem, sendo que eram raras as oportunidades em que nossas férias coincidiam, além de gostos bem diferentes no tocante a passeios.
      Depois de ler muitos relatos na internet de pessoas que viajaram sozinhas, resolvi tomar coragem e fazer um “mochilão adaptado” em que eu faria tudo sem a ajuda de conhecidos, tendo enfim aquela sensação indescritível de liberdade.
      O destino escolhido foi o estado do Maranhão, mais precisamente as cidades de São Luiz e Barreirinhas, que é a porta de entrada do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses.
      Foram sete dias absolutamente incríveis, conforme relatarei para vocês. A história certamente será um pouco maior do que as demais contidas no fórum, tendo em vista que quero colocar com alguns detalhes para que outros deficientes visuais tomem coragem de viajar sozinhos também e descobrir o mundo de uma forma diferente.
      Se você conhece alguma pessoa com deficiência visual, compartilhe com ela este relato!
      Vamos lá!
       
      Dos gastos
      Passagem aérea: R$ 60,00 (custo apenas das taxas de embarque, vez que emiti as passagens com pontos)
      Hospedagem: quatro diárias em São Luiz (R$ 40 cada) e três diárias em Barreirinhas (R$ 60 cada) = R$ 320,00no total
      Transfer entre São Luiz e Barreirinhas (ida e volta): R$ 120,00
      Uber / táxi: R$ 120,00
      Passeios: R$ 550,00
      Alimentação: R$ 250,00
      Total: R$ 1.420,00
       
      Como já mencionado, esta foi uma viagem cheia de adaptações por conta de minha deficiência visual. Passei os três primeiros dias de minha viagem em São Luiz, no Hostel Solar das Pedras. É um lugar bem simples, porém muito bem localizado no centro histórico de SLZ. Fiz amizade com todo mundo que ia passando pelo hostel e que também estavam viajando sozinhos. Fizemos um tour no centro histórico da cidade, visitamos Alcântara (passeio de dia inteiro), fiz aula de kitesurf na praia do Olho D’água e dei uma relaxada na praia do Calhau, que é uma das mais famosas da cidade.
      Destes três dias iniciais em São Luiz, destaco a receptividade do pessoal do hostel, a galera que conheci durante os passeios e que iam me ajudando com o deslocamento e principalmente me descrevendo tudo o que viam.
      No quarto dia pela manhã, peguei uma van até Barreirinhas, que fica a aproximadamente quatro horas de distância. Fiquei hospedado no Cama, Café & Aventura. Este hostel na verdade é a casa de uma família, que por sinal gostei bastante.
      Na parte da tarde, fiz o circuito da Lagoa Azul no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, que exige menos esforço na caminhada, pois as dunas são um pouco menores. Na volta, o veículo 4 x 4 que nos trazia atolou e ficamos esperando quase duas horas para sair do atoleiro! Resultado: fiz amizade com um grupo de amigos de Brasília e com dois sul coreanos muito espirituosos!
      No quinto dia fiz o passeio de lancha no rio Preguiças. Destaque para o guia, que me descreveu desde a vegetação ciliar, passando pelos Pequenos Lençóis Maranhenses, até as vilas de Vassouras, Caburé e Mandacarú. Depois de tirar várias fotos no topo do Farol do rio Preguiças, nosso grupo foi assistir ao pôr do sol dentro da lancha, bem no meio do encontro do rio com o mar. Este momento foi muito emocionante e quase todo mundo do barco chorou enquanto eu contava um pouco de minha história.
      No sexto dia, fui até Cardosa, fazer flutuação no rio Formiga e de tarde tive uma aula de aquaplane no rio Preguiças. Infelizmente não consegui me equilibrar em pé na prancha que estava sendo puxada pela lancha, mas consegui ficar sentado e de joelhos! Na próxima vez eu acho que consigo ficar de pé e fazer bonito! Ah, também fiz bastante stand up no rio, que é bem mais tranquilo do que no mar, já que não existem ondas. Aliás, só quando passa uma embarcação do seu lado.
      A noite em Barreirinhas é bem animada, pelo menos neste período de julho, que é alta temporada. Jantei em pizzarias com preço razoável e tomei o famoso Guaraná Jesus.
      No sétimo dia, voltei para São Luiz morto de cansado, mas bem feliz com tudo que vivenciei. Voltei para o hostel em que tinha me hospedado no início, dormi bastante e viajei no dia seguinte de volta para Recife.
      Por onde eu passava com meus óculos escuros e minha bengala, as pessoas já se colocavam prontamente a minha disposição, perguntando se eu estava precisando de ajuda, as vezes eu aceitava e em outras fazia tudo sozinho, afinal ter independência é algo muito importante na vida de qualquer pessoa com deficiência.
      Se você é ou não deficiente visual, gostou de minha história e quer saber detalhadamente como fiz para montar esta viagem e como me virei nos diversos momentos dela, pode me mandar uma mensagem pelo Facebook ou Instagran, lá tem algumas fotos dos passeios e o vídeo em que estou fazendo aquaplane.
       
      Meu Facebook: https://www.facebook.com/julio.aguiarbarreto
      Meu Instagran: Julio.cesar00
    • Por rena_info
      Olá pessoal, meu nome é Renato!
       
      Gostaria de iniciar dizendo que sim, sou meio retardado. Na ansiedade de conhecer o Brasil afora - sendo desta vez os lençois maranhenses - fiz uma viagem corrida, mas no final, extremamente satisfatória.
       
      Este relato será dividido por locais visitados. A primeira das partes será sobre a viagem em si e os meios de transportes utilizados, bem como suas tarifas:
       
      1 - Viagem de ida - saí do Rio de Janeiro na quarta-feira, dia 17/10 às 20:33 num vôo da Gol (boeing 737-800, sim, aquele maior com os winglets) com escala em Brasília às 22:00h. Às 23:36h decolei de novo em direção à São Luiz, colocando os pezinhos no aeroporto (minúsculo e desprovido) de São Luiz. O total deste vôo, com taxas, foi de R$302,00.
       
      Única coisa legal no aeroporto de São Luiz:
       

       
      Ao pedir um taxi (R$20,00, sem taxímetro - imoral este preço dada a distância) em direção à rodoviária de São Luiz (distante do aeroporto uns 2,5km, ou 6 minutos de carro) fui informado, quase chegando na rodoviária que a mesma estaria deserta neste horário e que só haveria movimento à partir dás 4h (obs: a rodoviária fica de frente a uma favelinha). Após devido esporro (ou melhor, idéia no taxista - já que o aviso poderia ter sido antes), peguei meus paninhos de b..nda e procurei um lugar pra ficar de "atividade na laje", já que carioca bom, não sai do Rio pra dar mole em outra "boca". Assim, fiquei em estado vegetativo de aproximadamente 2:40h até 6h, aguardando o ônibus da Cisne Branco Turismo ( http://www.cisnebrancoturismo.com.br/ - R$28,00 na ida + R$22,00 na volta) para Barreirinhas. Uma observação sobre a passagem do ônibus: mesmo que compre pela internet (só aceitam visa), você terá de ir no guichê da empresa na rodoviária pra pegar o "cartão" de embarque.
       
      Começou então uma nova viagem que duraria 4:48h, pois o motorista parava mais que coletivo na Presidente Vargas. Dormi, acordei, dormi, acordei, vi gente feia, gente bonita, gente normal e gente esquisita. Só pude esticar as pernas em Rosário, onde fica uma modesta parada, com uma lanchonete/restaurante, que vende: café c/ leite (R$2,00), salgados (coxinha e similares), bolo de macaxera (acho que se escreve assim), bolo de chocolate (R$2,00), bolo de abacaxi( a averiguar), tapioca, salgadinhos tipo fandangos e etc.... E claro, Jesus, o refrigerante que parece pirulito derretido com gás e gelado (se for lá, você vai entender).
       
      2 - Hospedagem e primeira alimentação de verdade - finalmente cheguei à Barreirinhas, às 10:48h, exatamente em frente à pousada que iria ficar (Pousada da Areia - http://www.pousadadareia.vfx.net.br/ - R$60,00 a diária no quarto single). Foi só atravessar a rua e fazer o checkin (antes do horário, que deveria ser às 12:30h, mas dei uma idéia no recepcionista, que com muita cortezia me indicou o quarto). Tomei um banho e caí matando pra rua pra encontrar comida de verdade, pois vivi de "porcarias" desde o dia anterior. Fui parar no restaurante Marina Tropical, que fica no píer da avenida Beira Rio. A comida é meia bomba (pouca variedade nas saladas e carnes) , no esquema self-service, no valor de R$34,50, o kg. O que o restaurante tem de ótimo é sua parte dos fundos, onde um deck de cara pro Rio Preguiças te dá o descanso necessário, pro corpo pra mente. E principalmente por estar sozinho, deu quase pra atingir o estado zen.
       
      Parte da frente da Pousada da Areia:

       
      Parte dos fundos do Restaurante Marina Tropical:

       
      3 - Primeiro passeio (pela São Paulo Turismo) - às 14:00h precisamente, o pessoal da São Paulo Ecoturismo ( http://saopauloecoturismo.com.br/ ) bateu nas portas da minha pousada pra me chamar para passeio (previamente agendado via Skype) no circuito Lagoa Azul – Lagoa do Peixe (neste mês de Outubro, principalmente por causa da pouquíssima chuva que caiu na região este ano a 99,9% das lagoas deste circuito estão secas – sendo a do Peixe, única com água no nível acima dos joelhos).
       
      Este passeio segue as seguintes etapas:
       
      • Após pegar todos os passageiros em suas pousadas e lotar a Toyota, somos levados até um mercadinho para a compra (R$2,00) de água (alguns compram biscoitos também. Outros, como eu, que estavam sem chapéu, são orientados a comprá-lo). Isso é obrigatório, a meu ver, já que você está se dirigindo a um deserto. Faça um favor a você mesmo e compre mais de uma garrafa por pessoa, pois após uma caminhada sob sol vento e areia, ela será sua fiel companheira. Ah, e não esqueça: coloque as garrafas no cooler que fica na parte de trás da Toyota para mantê-las geladinhas.
       
      • Feito isso, agora a Toyota dirige-se para a travessia de balsa de uma margem até a outra no Rio Preguiças. Neste ponto, a galera desce da Toyota e o motorista coloca a mesma na balsa. Depois todos sobem na balsa e de pé realizam a travessia.
       
      • Agora sim começa a aventura pra valer. Já no trecho inicial em meio a uma comunidade ribeirinha você já é jogado de lá para cá dentro da Toyota, pois a mesma tem de seguir a trilha na areia deixada pela última que passou, senão torna-se impossível trafegar à uma velocidade aceitável na areia fofa e seca. Por isso, em diversos momentos você entrega pra Deus e f.da-se. Literalmente você vai pensar: se essa p.rra não virar olê olê olá, eu chego lá.
       
      • Depois de muito balançar-se e quase virar, chega-se finalmente na “primeira” das dunas, onde com 5 minutinhos de caminhada você aporta na Lagoa Azul (lembre-se estava seca). O que senti foi um deslumbramento total, pois olhando dali ao horizonte, você vê “nada”; mas um “nada” maravilhoso! Aquelas dunas com areia alva. Aquele vento constante fazendo com que a areia flutue como se fosse fumaça de gelo seco ao chão. É um momento sublime , quase espiritual, principalmente pra quem sai de uma cidade completamente caótica e barulhenta como o Rio.
       
      Primeira duna, onde abaixo (onde estou) deveria ficar a Lagoa Azul:

       
      • Segue-se o caminho e o guia mostra que aquele leito seco é a lagoa tal, aquele outro é a lagoa tal e assim vamos caminhando, até que uns 5kms depois, avistamos ela, a Lagoa dos Peixes. Tendo em vista o tempo de caminhada, o sol e o sobe e desce nas dunas (é bom seu coração, pulmão e pernas estarem em dia, pois em alguns momentos você se deparará com seu limite físico) ver uma lagoa no meio do “nada” é de fazer lembrar filmes em desertos e suas miragens. Neste momento corra, tire a roupa e mergulhe, pois será a melhor recompensa pela caminhada até ali. Ah, sim, esta parada é de 30 minutos. Aproveite-a ao máximo, pois, você chegou, mas tem que voltar né?
       
      Lagoa dos Peixes, vista do alto de uma das dunas:

       
      Mais próxima (observe o nível baixo das águas):

       
      • Depois que a “sacanagem” está ficando boa e você já está num relax total dentro d’água, ouve-se o apito do guia chamando a “manada” de volta. Mas a esta altura, com o sol baixando, o ventinho ficando frio, a volta é muito gostosa, principalmente porque você terá a visão mais encantadora daquele dia: O PÔR-DO-SOL. Ahhhh, só de lembrar! Neste momento, quem está acompanhado se beija, quem está sozinho (como eu estava) pensa em quem poderia estar beijando e quem está brigado se reconcilia. É literalmente a hora mágica!
       
      O maravilhoso pôr-do-sol e suas várias fases:

       

       

       

       

       

       
       
      • Bom, após esse beija, beija, seguimos todos até o monte de Toyotas perfiladas para a viagem de volta. Não preciso dizer que o balanço volta com tudo, mas como “virgens defloradas” ainda sentimos a “dor”, só que agora, com um pouco de prazer.
      Valor deste Passeio pela São Paulo Ecoturismo: R$50,00 (baixa temorada)
       

       
      4 – Janta em Barreirinhas – como a minha experiência no Marina Tropical não foi boa, troquei de restaurante e resolvi parar no Bar Lavento, que também fica no píer da Av. Beira Rio. Ali, pedi uma Pescada Amarela ao leite de côco, acompanhada de arroz branco com um feijão mulatinho bem temperado. Como é praticamente impossível achar outras coisas light e diet para beber, pedi uma Coca Zero. Desceu tudo muito bem e constatei que desta vez acertei na escolha. Apenas observando que, apesar de tanto côco na localidade, o peixe é preparado com leite de côco de garrafinha, o que perde de longe para o método mais tradicional. Mas valeu e muito pelo ambiente, atendimento e preço, já que a conta foi de R$30,00 (R$26,50 da refeição e mais R$3,50 da coca).
       
      Depois da janta, fiquei escutando “dor de cotovelo” do cantor e seu violão, que entre outras coisas, cantava Fagner e Cia. Cansei daquilo e fui na sorveteria tomar um sorvete de tapioca. Sugestão: quando for lá, peça outro sabor, pois do jeito que eles fazem, os caroços da tapioca têm como missão quebrar os seus dentes. Portanto, cuidado!
       
      5 – Segundo passeio, na manhã do dia seguinte (sexta, 19/10) para o Canto do Atins – após o café da manhã da pousada, bem agradável por sinal (compõe-se de mamão, melão, suco de goiaba, suco de caju,ovo mexido, pão doce, pão de sal, bolo de fubá, bolo de macaxera, presunto, queijo mussarela). Sugestão: coma bem, pois, você só irá ver uma refeição de novo somente às 14h, no famoso Restaurante da Luzia.
       
      Neste passeio para o Canto do Atins você sacode ainda mais. Mas só que você passará por lugares muito mais interessantes. Vê-se ao longo da estrada muitos pés de buriti (árvore que praticamente domina as produções na economia local. Dela, fazem-se doces e afins. Inclusive sua madeira é aproveitada para fazer até mesmo persianas, como as vistas mais tarde no Restaurante da Luzia dada a sua leveza. Da sua palha se fazem os telhados de várias casas e restaurantes da região). Além disso, é interessante a paisagem de savana, parecendo em muito com as savanas africanas, dando a impressão de que em algum momento você verá um leão, ou elefante. Nas primeiras dunas visitadas (parada de 10 minutos), você verá quão impressionante é ficar no meio delas com o vento forte. É areia pra tudo quanto pé lado!
      Passando pelas comunidades do Atins, o guia Didi informa que devido à invasão da areia trazida pelo vento, muitas casas e cabanas estão sendo abandonadas ou vendidas a estrangeiros (otários de outra língua, pois, vê-se que mesmo nos cantos mais remotos do nosso país, vagabundo passa a perna sem dó). Por isso, ao chegar na Praia do Canto, não se vê ninguém, além do grupo. É um misto de beleza e desolação ao ver um povoado sumindo literalmente no vento e na areia. Pra se ter idéia há casas quase que totalmente cobertas pela areia.
       
      Vento nas dunas no caminho para o Canto do Atins:

       
      Praia do Canto:

       
      Depois de mais uma sacudida na Toyota, paramos finalmente no Restaurante da Luzia para fazer o pedido das refeições. O forte da Luzia é o seu camarão, nacional e talvez “mundialmente” famoso. Dali fomos para um banho gostoso nos pequenos lagos formados pela maré cheia do dia anterior. Isso só aumentou a fome e quando retornamos para a Luzia a comida já estava no esquema. Observação: pra quem quiser tirar o sal tem um chuveiro na entrada para um banho moderado, visto a escassez de água. E foi de dar dó ver a Luzia toda feliz porque depois de 17 anos os órgãos de proteção a liberaram pra fazer um banheiro no restaurante, pois não havia. Incrível! Bye bye Luzia e agora na viagem de retorno com a b.nda cheia de seus quitutes (a minha refeição custou R$26,00 com o Guaraná Antártica Zero – A Luzia foi humilde até na hora de meter a mão). Aliás, o grupo que foi comigo neste passeio era 10! Voltamos contando piadas, histórias de outras aventuras, causos e mais causos. O grupo era formado por um brasilliense, seis cariocas e quatro paulistas. Como diria Capitão Nascimento: "só podia dar merda".
       
      Toyota na frente do Restaurante da Luzia:

       
      Área no entorno do Restaurante da Luzia. Parece um cenário de marte:

       

       

       
      Olha nosso grupo de Toyota com a famosa Luzia (toda tímida rs)

       
      Um pouco da fauna, também no entorno do restaurante:

       
       
      À noite, fui com parte deste grupo a um restaurante fantástico que fica exatamente sobre as águas do Rio Preguiças, bem na Rua Joaquim Diniz, 10 em frente à duna. O nome do restaurante é (não estranhem) Teatro Maré Mansa (sim, no restaurante também funciona um teatro). Devo dizer que ninguém que se considera normal pode ficar em barreirinhas sem ir neste restaurante à noite. Todo o clima lounge, toda brisa vinda do rio, todo o ambiente aconchegante, enfim, todo o clima espetacular que envolve o restaurante, o faz merecer ser visitado e especialmente com boa companhia Além disso, boa comida e bons vinhos (para os apreciadores) o aguardam. Lá, as refeições em média (sem contar os vinhos) R$36,00. Estou levando em conta os pratos com peixes que são os mais caros. Eu por exemplo comi uma Pescada Negra (pescada ao molho de soja com gergelim torrado e temperos frescos) que estava perfeita.
       
      Sequência de imagens noturnas do restaurante (detalhe: o ambiente tem duas camas para apreciação do rio após a barriga cheinha):

       

       

       

       

       
      Imagem diurna do restaurante:

       
      6 – Manhã seguinte (sábado 20/10), terceiro e último passeio – quando achei que já tinha experimentado tudo o que há de melhor na região dos Lençois, eis que o dia de sábado veio me reservar mais um agradável dia com os amigos recém adquiridos à bordo das chamadas Avoadeiras (lanchas com em média 12 lugares). Nestas, pude fazer um lindo passeio pelo Rio preguiças, que me deu a sensação de estar à caminho do paraíso. Principalmente no momento em que o guia nos leva até uma parte estreita do rio e desacelera a lancha para nos mostrar a plantação de buriti e açaí. É um espetáculo de visão! Novamente, você se encontra num momento quase espiritual, já que está coberto pelo azul e branco (flocos de nuvens) do céu, pelas paisagens verdejantes à sua esquerda e à sua direta e pelo reflexo da luz do sol ao longo das águas. Por favor e amor a si mesmos, façam este passeio!
       
      Sequência de imagens com as lanchas atracadas e do início do passeio:

       

       

       

       

       

       

       
      Só que não ficamos somente na água. E logo ali mais adiante fazemos nossa primeira parada. O local se chama Vassouras e é ali que você recebe de brinde um momento lúdico e de total encontro com a natureza, pois os macaquinhos estão à espera de bananas jogadas pelos visitantes. Não preciso dizer que a diversão é total. E se usar um pouco de macete, conseguirá fazê-los subir em seus ombros, o que rende excelentes fotos. Uma observação: aproveite para beber água de côco, água e o que mais puder, pois, principalmente os ocupantes da parte descoberta da lancha, a esta altura estarão torrados.
       
      Visita aos amiguinhos macacos:

       

       

       

       

       

       

       
      Depois de meia hora de diversão com os “coleguinhas”, é hora de continuar viagem pelo rio e ver as paisagens ornamentadas pelas dunas que curiosamente possuem tons mais escuros do que as do Parque dos Lençois. É comum ver pequenas cabanas com telhados feitos da palha do buriti. E é na companhia deste visual que parece extraído de um filme é que chegamos à segunda parada: Mandacaru. Nesta cidade, temos mais uma linda e emocionante surpresa, pois quando a lancha encosta na margem vem até um grupo de crianças querendo nos falar poesias e cantar músicas da região. Ali, conhecemos Raíssa, uma menina encantadora, de 9 anos que nos brindou com trechos de uma poesia/música de Gonsalves Dias e depois uma música chamada Xote das Meninas, de Luiz Gonzaga. E após esta companhia graciosa, fomos ao Farol de Mandacaru, com sua subida de 160 degraus. É bom que você esteja em forma, pois, com a galera que vem atrás de você, o ideal é subir sem parar, senão todo mundo empaca. Mas todo os esforço vale pela vista maravilhosa que se tem de toda a região ao redor, inclusive a praia ao longe.
       
      Nossa amiguinha Raíssa e o Farol de Mandacaru:

       

       

       

       

       

       

       

       

       

       
       
      Ao sair de Mandacaru, “voamos” por mais um trecho do rio e fizemos a última das paradas. Embora esta não possua o encanto que envolve as duas primeiras, traz como bonificação o aguardado local para almoçar e depois do descanso (num redário, diga-se de passagem), um gostoso banho de rio. Neste momento, o guia sugere que o almoço seja no Restaurante do Paulo. Ali pedi Robalo à milanesa com salada, arroz, feijão mulatinho e farofa. Mas novamente uma observação: embora a maioria dos pratos no cardápio sejam R$60,00 e R$70,00, são para duas pessoas, portanto, não vacile! Além disso, leve seu cartão de crédito ou débito, mas leve uma grana que dê pra pagar o almoço em dinheiro, pois, por causa do péssimo sinal na região, nos deparamos com um momento cômico, no qual o atendente do restaurante ficou vinte minutos sob forte sol em cima uma pedra com o braço pra cima com a maquininha e ainda assim, não funcionou.
       
      Depois do gostoso almoço, vêm aquele soninho no redário. Ahhh que coisa boa! Debaixo de uma cobertura de palha, com vento vindo do mar e do rio, é inevitável que os olhos se fechem brevemente e você tenha lindos “sonhos”. Ao acordar, sugiro um banho no rio, mas tenha o cuidado de ficar sempre antes de onde ficam as lanchas (olhando da esquerda para direita), pois o óleo que sai das mesmas formam pequenas manchas na água e ninguém tá afim de misturar com isso né? O rio é largo e grande o suficiente, você pode ficar longe delas. Além disso, a água é gostosa em sua temperatura.
       
      Vai um soninho aí?

       

       
       
       
      Quando dá umas 15:45h, o guia recolhe a “manada” e volta-se a Barreirinhas para que os viajantes que irão embora na mesma noite no (últimoônibus de 18:30h ) em direção à São Luiz (o que foi o caso deste que voz fala). Sendo assim, cheguei de volta à pousada com aquele coração apertadinho de quem se apaixonou pelos lugares, vai embora e não sabe quando vai voltar (muito embora eu esteja com uma vontade enorme de voltar no ano que vem, sei lá, com as lagoas cheias, deve ser um espetáculo a mais! Até porque, finalizando este relado me vem uma emoção forte, uma saudade, uma lágrima, um até breve, um volto já, pode esperar).
       
       
      Um abraço a todos e ó: levantem a b.nda poltrona e vai lá gente!!!!!!!

    • Por sergiogil
      Estive lá neste feriado de 07 de setembro e gostaria de compartilhar algumas coisas com os mochileiros pois usei algumas dicas e agora gostaria de" pagar"
      Hospedagem: fiquei no centro de Barreirinhas ,fiquei na Pousada Iguarapé (R$125,00)o casal a pousada é simpres mas o tratamento dos funcionários é VIP,o café da manhã muito bom ,bastante variedades.Os passeios que fizemos foram agendados por eles.A pousada fica a 150 metros do Beira Mar,onde há os melhores restaurantes.
       
      Alimentação: o almoço geralmente durante os passeios ,mas se o passeio for só a tarde ou só pela manhã almoço em média R$12,00 pertinho do hotel Central Lanches (rua Inácio Lins 214 há 130 metros do hotel as meninas de lá são muito agradáveis .
      Em Caburé fomos muito mal atendidos na Cabana do Peixe ,que fica próximo ao terminal do Rio Preguiças,eramos umas 10 pessoas ,a minha comida demorou muito a chegar mesmo os pedidos terem sido feito ao mesmo tempo ,mesmo reclamando não nos deram nenhuma atenção ,quando resolvemos ir embora o o meu pedido foi entregue(como estava com muita fome tive que aceitar) ,porem um casal que chegou muito depois de nós foi servido primeiro, uma mesa que estava com o nosso grupo fez 2 pedidos e só foi feito um ,o pior de tudo foi o descaso que fomos tratados ,mas bem feito para mim pois não segui o conselho da Patricia (no tópico )escrito por ela para ir a ao Bar do Celso ele fica na praia do lado direito vindo do Rio preguiças para a praia .veja o relato da Patrícia .
      Há o Teatro Mare Mansa ,que fica próximo as dunas o lugar é muito legal mas o cardápio horrivel ,(que tal comer filé de azeitona ,filé de camarão ,ou um combo de amendoim ,castanha e pistache e por aí vai,assim não dá.
       
      Passeios.
      Infelizmente este ano não choveu o suficiente para encher as lagoas por este motivo o circuito das lagoas (R$50.00)p/p ficou prejudicado,só há 2 lagoas com agua mas mesmo assim pouca,mas vale o passeio para quem nunca foi,o passeio de quadriciclo é maravilhoso o preço é caro ,mas na volta vc tem a sensação que valeu cada centavo .vai de Barreirinhas até Caburè pelas dunas mesmo sem agua nas lagoas vale á pena (R$300,00)podem ir 2 pessoas no quadriciclo.O Boia cross é um passeio relaxante (R$40,00)p/p mas o pessoal lá da próximo ao Rio Formigas são muito maneiras ,as crianças estão sempre vendendo alguma coisa de artesanato,sacolé de Bacuri é muito gostosa sem contar o de cajú,lá vc pode adquirir Tiquiri a cachaça da região.
      Na voadeira não consegui ir te conto abaixo.
       
      Transporte
      De São luis até Barreirinhas mas barato é de ônibus por volta de R$30,00 a van é um pouquinho mas caro ,ou um carro exclusivo preço a combinar o sr Juscelino da pousada faz .DEixei para comprar minha passagem de volta no domingo e já não havia mas passagem para a tarde só pela manhã ,por este motivo perdi um passeio ,por isto compre logo sua passagem de volta principalmente se for em algum feriado.
       
      Comprar
      Não deixe de comprar o artesanato de Buriti,na travessia que vai para os Lençois há um biscoito feito da agua de coco gostoso,o doce de Buriti .
       
      Espero ajudar alguém com minhas informações ,como tambem fui.
    • Por cleitonlc
      Com uma promoção da Gol linhas Aéreas em janeiro, comprei passagem de ida e volta para São luis do Maranhão
      Saída - GRU x São Luis 15/03 as 23:45hs
      Volta São luis x Guarulhos 18/03 as 02:50hs
      Valor Toital das passagens ida e Volta R$300,00
      Vamos, peguei um vôo tranquilo até São Luis, desembarquei em São Luis as 3hs daq manhã do dia 16/03, peguei um taxi até a rodoviaria por R$20,00, o ônibus para Barrerinhas pela viação Cisne Branco sairia as 6:30hs e assim com muita pontualidade o onibus saiu. Cheguei na Rodoviaria as 6hs, fiquei esperando no aeroporto das 3hs até as 5:50hs, pois não é muito aconselhavel ficvar de madrugada na rodoviaria de São Luis, pois a mesma fica deserta.
      Fui dormindo a viagem toda até Barreirinhas, as 10:30hs, chegamos a Barreirinhas, me hospedei na Pousada da Areia, que é uma ótima pousada, a diaria começaria as 12:30hs, mas deixaram eu entrar antes no quarto.
      Neste dia as 14hs, eu já tinha um passeio agendado para os lençois Maranhenses, e pontualmente as 14hs, o 4 x 4 chegou na pousada, e assim fomos para o passeio.



       
       
      O passeio durou até as 19:30hs, horario que cheguei na Pousada, então tomei um banho e fui procurar um lugar para jantar, fui no restaurante CANOA que fica na Beira Rio, pedi um dos pratos que tinha no Menu, um peixe muito bom!!!
       
       
       
      Após o jantar, voltei para a Pousada e capotei, só acordei no domingo as 7hs, pois as 08:15hs a Van passaria no Hotel para o segundo passeio, que seria até Caboré.
      Após tomar o café da manhã na Pousada, as 08:00hs, uma pessoa da Agência São Paulo Ecoturismo passou na Pousada e fui até a beira Rio para pegar o barco.
      O passeio até Caboré é fantástico, passa por uma comunidade chamada vassouras, que é repleta de Dunas, segue para o povoado de Mandacaru que é muito lindo, e depois vai para a praia de Caboré que é muito linda,aluguei o bugue por 30 minutos e andei a preia toda, fiz este passeio, o mesmo durou até as 15hs, horário que o barco volta para Barreirinhas.
       





       
      Após quase 1 hora no barco chegamos a Barreirinhas, onde fui para a Pousada, tomei um banho que era a cortesia da Pousada Cortesia(pois já tinha feito o check out de manhã), peguei o ônibis de volta para São Luis as 18:30hs, o õnibus é um pinga pinga, vai parando em váruos lugares.
       

      Cheguei na Rodoviaria de São Luis as 23:00hs Peguei um taxi para o aeroporto, por R$15,00 e lá esperei o vôo de volta para São Paulo.
       
      Gastos da Viagem:
       
      Passagem Aéra: R$300,00 ida e volta Guarulhos x São Luis e Vice versa
      ônibus ida e volta de São Luis a barreirinhas: R$56,00
      Taxi aeroporto x Rodoviaria e vice versa: R$35,00
      Hospedagem na Pousada da Areia: R$80,00 por uma diaria, fiz o check out no dia seguinte e depois que voltei do passeio pude tomar banho na pousada
      Passeios parque dos Lençóis Maranhenses e Circuito Praia de Caboré: R$110,00(Agência São paulo Ecoturismo)
      Refeições: + ou - R$80,00
       
       
      Resumindo, em um fim de semana consegui conhecer os Lençois Maranhenses, foi corrido mas valeu a pena, para fechar faltou apenas eu fazer um passeio Circuito da Cardoza, que é um passeio onde desce o Rio em uma Bóia, mas me disseram que os principais eu fiz.

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