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Jalapão 3 dias - Semana Santa 2018 (inclui custos)

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Saímos de Brasília numa quinta-feira da Semana Santa em direção a Palmas. Contratamos um passei de 3 dias pela Jalapão Turismo (http://www.jalapaoturismo7.com.br/), com os guias Alcides e Luciano. Recomendo fortemente essa agência, pelo cuidado e profissionalismo. Além dos passeios prometidos no roteiro, eles foram além e acabamos visitando outros atrativos turísticos.

Vamos aos custos:

Passagem áerea Brasília-Palmas Palmas-Brasília: R$319 (total)

Hotel Jardim do Porto em Palmas 2 diárias (no dia da chegada e no último dia): R$230

Pacote Jalapão Turismo 3 dias: R$1.500 (inclui 2 diárias em Mateiros e São Felix, água nos passeios, almoço e jantar, exceto bebidas no almoço e jantar)

O Jalapão é incrível! Além das belezas naturais, o lugar em si tem uma atmosfera inacreditável. Como tudo na vida tem os seus prós e contras, encontramos estradas em péssimas condições (já no primeiro dia o pneu do carro furou e do carro que nos seguia quebrou o retrovisor). Haja estômago para aguentar tantas curvas, buracos e emoções. Principalmente pela segurança vale a pena contratar uma agência séria.

No primeiro dia visitamos  o Cânion do Sussuapara (maravilhoso), a Cachoeira da Velha em que não é possível se banhar, a Praia do Rio Novo (comum, mas vale a pena), vimos o por do Sol das Dunas (que incrível!) e dormimos no município de Mateiros. Uma pousada indicada pela agência, simples, mas eficiente (com o cansaço que estávamos servia quase qualquer coisa).

Na madrugada do segundo dia fizemos uma trilha pela Serra do Espírito Santo para ver o nascer do sol. Você sai as 4h da manhã do hotel, sobe uma trilha de 40 minutos e têm uma vista belíssima. Recomendo imensamente esse passeio.

Retornamos ao hotel, tomamos um café da manhã maravilhoso e seguimos para o segundo dia de passeios, o dia mais belo da viagem, em que desfrutaríamos dos famosos fervedouros, que você não afunda em função da pressão das nascentes. Cada fervedouro tem sua beleza, então não se engane achando que será tudo igual.

Nosso roteiro foi:

  • Fervedouro buritis (lindíssimo)
  • Comunidade Mumbuca onde são feitos os artesanatos de capim dourado
  • Fervedouro Buritizinho
  • Cachoeira da Formiga (linda, mas estava muitooo lotada)
  • Fervedouro do Seiça (o fervedouro com a maior pressão da viagem) e
  • um incrível pôr do sol na estrada (e uma lua cheia de presente)

Seguimos para o município de São Félix, jantamos e fomos para um hotel simples, mas bem aceitável para os padrões da cidade.

No terceiro e último dia tomamos o café da manhã e seguimos para as últimas atrações da viagem:

  • Fervedouro Alecrim
  • Fervedouro Bela Vista
  • Almoço maravilhoso na Praia de Tamboriu
  • Serra da catedral (nem paramos, é basicamente um monumento na estrada que parece uma catedral)
  • Morro do vermelho (nada demais) e pra finalizar
  • Um incrível pôr do sol no Cristo de Palmas (na verdade não tem um Cristo… ainda)Resumindo: o Jalapão é o local mais inóspito que já visitei na vida, com estradas de difícil acesso e lugares inacreditáveis, que nos convidam a um profundo mergulho interior. Não tenho palavras pra descrever esse lugar e as pessoas que conheci aqui. Visitem!

PRIMEIRO DIA

Cânion do Sussuapara

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Cachoeira da Velha

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Uma paradinha na estrada…

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Rio Novo / Praia do Rio Novo

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Dunas / Pôr do Sol nas Dunas

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SEGUNDO DIA

Nascer do sol na Serra do Espírito Santo

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Fervedouro Buritis

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Comunidade Mumbuca

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Fervedouro Buritizinho

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Cachoeira da Formiga

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Fervedouro do Seiça

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Pôr do sol na estrada

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TERCEIRO DIA

Fervedouro Alecrim

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Fervedouro Bela Vista

Almoço na praia de Tamboriu

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Pôr do sol no Cristo de Palmas

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    • Por Jackie Erat
      Jalapão foi muito além das nossas expectativas. Entrou na nossa lista dos 5 melhores locais para se visitar no Brasil.
      Vamos descomplicar o Jalapão e condensar o maior número de informações de forma resumida.
      Quando ir?
      Você pode ir ao Jalapão em qualquer época do ano. Não é o tipo de lugar que se você ir no período errado não vai conseguir aproveitar. Se você for no período de chuva ou logo após, vai pegar um cenário verde com flores. Já entre julho e novembro vai estar tudo seco, um visual mais desértico.
      Meses que tem muito turista: dezembro, janeiro, julho e agosto
      Meses com mais chuva: janeiro e fevereiro
      Melhores meses: abril - junho
      Ir sozinho ou com agência?

      Serão mais de 300 km de estrada de chão para entrar de um lado do  parque e sair pelo outro, passando pelas 3 cidades principais: São Felix, Mateiros e Ponte Alta. Não é uma estrada de chão qualquer, requer veículo 4x4 com fundo alto, apenas ser 4x4 não resolve pois você vai arrastar o fundo no chão em certas partes do caminho se não for alto.
      Se você for com seu próprio carro vai ter que levar algumas peças de reposição contigo para trocar caso estraguem no meio do caminho. Também, depois da viagem, terá que fazer uma boa revisão no carro - alinhamento, balanceamento, etc. Outro ponto a se considerar é que o combustível é o praticamente o dobro do preço em São Felix e Mateiros do que outras cidades do Tocantins. Então ao calcular quanto seria ir sozinho inclua tudo isso + o gasto de tempo extra que você terá que planejar para conseguir chegar aos locais que deseja. É necessário pesquisar tudo em coordenadas de GPS antes de ir pois não há sinal de celular ou internet na grande maioria dos locais.
      Se você for alugar um carro 4x4, o mais barato é pegar um do aeroporto de Palmas. Mesmo assim está cerca de 500 reais por dia (2018). Isso vai salvar você de ter que fazer uma revisão no seu carro, mas não vai impedir que o carro tenha problemas durante a viagem - que você terá que consertar para conseguir continuar viagem. Também, você perderá bastante tempo para planejamento de cada local que você quer ir.
      Há certas "manhas" que os nativos têm e que são muito valiosas. A gente aprendeu algumas, mas com certeza há inúmeras que não sabemos.
      Tirar o ar dos pneus: para um pneu que usa 30 colocar 20. Isso ajuda com o terreno arenoso e também com as costelas de vaca, tanto para aliviar os socos como para conseguir manobrar melhor o veículo; De vez enquanto baixar os vidros e ouvir o carro para detectar irregularidades. Vão ser 4h de saculejo. No outro dia você vai ter dores nas costas e costelas por causa dos socos constantes. Tudo remexe, parece que vai ser impossível ouvir o que é o barulho regular do dirigir e algum outro barulho que aponta um problema, mas você vai precisar ficar atento e tentar; Buzinar e reduzir a velocidade ao fazer curvas fechadas. Não é claro quando uma rua é mão dupla ou única. Mesmo quando a via é mão única há motoristas que vem na contramão. Por isso, se você não conseguir ver o que está atrás de uma curva comece a buzinar para alertar - assim como fique atento para ouvir se outro motorista se aproxima. No fim das contas, minha opinião é que as empresas não tiram muito lucro em cima do passeio e que vale a pena ir com uma agência (custo x benefício). Meu marido e eu raramente pegamos passeios com agência, sempre fazemos por conta. Mas Jalapão é um local que recomendo. Eu não gostei do serviço da agência que eu fui então não vou passar o contato deles. Mas no grupo dos mochileiros no Facebook foi passado o contato da pessoa abaixo e teve boas avaliações.
      Bicudo Adventure (063) 8423-3778 - Indicação da Isa Paulista. 1700 reais por 5 dias de passeio (2018).
      Passeios Imperdíveis
      Ficar em cima do olho d'água de um fervedouro é incrível, indescritível. Só sentindo para saber. Há vários fervedouros na região, cada um com sua personalidade. Assim como cada cachoeira é única, os fervedouros também. Nossos favoritos foram: Encontro das Águas (o mais forte) e Buritis (o mais azul).
      Para saber o que é um fervedouro clique aqui.

      Essa foto acima representa as regras de visitação dos fervedouros - apenas 20 min de permanência.
      Cachoeiras:
      Cachoeira da Formiga - águas cristalinas

      Sussuapara - fica bem pertinho da estrada, é gratuita (2018) e é linda.

      Vale muito a pena assistir o nascer do sol do topo da Serra do Espiríto Santo. Foi o nascer do sol mais bonito que eu já ví na vida. E claro, não dá para esquecer do tradicional pôr do sol das dunas do parque.


      Povo Mumbuca - há uma loja de artesanato que o turísta pode visitar. O Povo Mumbuca inventou o artesanato feito com o capim dourado. Suas peças são bem sofisticadas. Não deixe de visitar, vale a pena. Nessa loja você tem a oportunidade de conhecer mais sobre a cultura deles - mas pergunte! Eles não ficam seguindo a pessoa na loja como vendedores fazem na cidade. Eles criaram instrumentos próprios, pergunte sobre a mateira prima das peças, é fascinante. Dali você também consegue ver como estão organizados hoje, aprender sobre seus métodos de plantação, etc.

      Ir a Lagoa do Japonês adiciona 1 dia na sua viagem pois é fora do caminho e então você vai querer aproveitar e passar o dia lá.
      Essas são os passeios imperdíveis - todo o resto é "adicional". Então quando estiverem negociando o roteiro com as agências ou montando o seu próprio, bate o pé para esses pois são especiais.
      Hospedagem
      A maioria dos locais não fazem divulgação na internet, mas você encontrará algo por lá quando chegar. Se você for por agência eles já cuidam disso. Procurem no Facebook, pois é onde a maioria dos locais divulga.
      Minha dica é acampar pelo menos uma noite em um fervedouro, pois você terá o privilégio de usar o fervedouro a noite sem restrição de tempo (site).
      Quantos dias?
      Como tudo é longe e a viagem pela estrada de terra é bastante cansativa, vale a pena você ir quando tiver pelo menos 5 dias para aproveitar. Nós fizemos o passeio em 3 dias, não tínhamos mais tempo que isso e foi muito cansativo.
      Se você ficou com alguma dúvida pergunte abaixo nos comentários, assim nossas respostas já ficam visíveis para outras pessoas com dúvidas similares às suas.
      Confira os melhores momentos desse passeio incrível! Vídeo Jalapão
      Gostou das nossa dicas e fotos? Nos procure nas redes sociais > @vidaitinerantebr
      Boa viagem!
    • Por FlavioToc
      Faz um bom tempo que desejava ir ao Jalapão, mas me faltavam informações e também  certo preconceito que tenho sobre destinos ecológicos ou de aventura,     que é sobre explorarem o turista e não ter certeza de que iria realmente gostar. O fato de que é um destino fantástico e que deixou aquela sensação de quero mais. Só não é para quem tem frescura. E o que vi em todas as atrações eram adultos eufóricos, como crianças e adolescentes.
      Esta viagem aconteceu no início de agosto de 2018. Foram quatro dias no destino. Não contei o tempo em Palmas, mas creio que cinco seria melhor. Observei que poucas pessoas fazem por conta própria. Descrevo como nós fizemos e outras opões para quem não se atrever dirigir.
      Fizemos com uma pick-up 4x4, Nissan Frontier, alugada em Palmas e fomos entre quatro pessoas. Vejam que o motorista nunca tinha dirigido uma camionete, muito menos 4x4, que é necessário, pois as estradas são muito ruins mesmo e provavelmente as piores em que já andei e tenho longa experiência em estradas de terra. Não experimentem fazer com um veículo menor como Jeep Renegade ou Fiat Toro mesmo 4x4 porque vai danificar alguma coisa muito menos com 4x2 que até vi, porém não tem como acessar todas as atrações. Tem que ser um veículo mais robusto. Outro ponto positivo do veículo foi o controle de tração e de estabilidade. As estradas são brutas. Lá vendem camisetas com uma frase bastante original: “Jalapão terra bruta”.
      Como o aluguel de uma camionete é bastante caro fica mais em conta se dividir em mais pessoas. Devido à disponibilidade da pick-up só a pegamos no final da tarde e tivemos que fazer o primeiro percurso até Ponte Alta do Tocantins à noite. Evitem isso, pode ter animais na pista.
      O percurso do Jalapão é feito em semicírculo o que torna bastante prático. Fizemos em sentido anti-horário.
       
      Hospedagens
       
      Ponte Alta do Tocantins – Águas do Jalapão (R$ 170 casal por noite) – duas noites. Esta tem restaurante (R$ 35, mas tem que reservar a refeição).
      Mateiros – Pousada Monte Videl (R$ 150) – uma noite. Jantamos no restaurante do Bob ou Tempero Nosso (R$ 30), é só perguntar que é bem conhecido e o melhor, dizem. O Bob é o mesmo da operadora Jalabob (abaixo).
      São Félix do Tocantins – Pousada Cachoeiras do Jalapão (R$ 170) – uma noite. Também tem restaurante (R$ 35). Pode encomendar quando chegar ao final da tarde.
      A comida é simples mas farta e gostosa tipo self-service. Estas pousadas tinham um excelente café da manhã.
      Os valores das hospedagens foram negociados. Eles pediam um pouco mais.
      Primeiro dia
       
      Saindo de Ponte Alta do Tocantins em torno de 8 da manhã.
      - Lagoa do Japonês. As águas são cristalinas com pedras no fundo, refletem cores lindíssimas. Ótima para mergulho. Para segurança use sapatilhas de mergulho (tem para alugar no
      local).
      Almoço as 13:30h no restaurante da dona Minervina (falaram que era melhor), que é um pouco antes à direita é em sua própria casa muito simples. Tem que deixar reservado inclusive o horário e ela é precisa. A comida é bem gostosa e tudo bem limpinho. Lá na lagoa também tem refeições.
      -Pedra furada. A maioria fica para o por do sol. Vi até araras azuis (azul escuro, mais raras) lá.
       
       
      Retorno para Ponte Alta.
      Segundo dia
       
      Saindo de Ponte Alta em torno de 8 da manhã, levamos toda a bagagem (embalada) a hospedagem foi em Mateiros. Coma bastante no café da manhã, porque este dia vai ser bem pesado. Também leve o que comer porque provavelmente não irá almoçar. Também foram muitas horas andando de carro.
      -Canion Sussuapara
      -Cachoeira da Velha. Não deixe de ir. Alguns guias dizem que não vale a pena que é só para tirar foto. O fato é que eles evitam a estrada que é bem ruim e longa (29 km para ir 29 para voltar) mas é realmente impressionante. Depois vá para a praia que se forma rio abaixo e se refresque um pouco. Também tem um rafting bem emocionante.
      -Dunas. Todos vão para assistir o por do sol. Lembre-se que tem que chegar lá até as 17:00 horas, depois não entra. Cuidado com as abelhas. Para prevenir evite usar perfumes, roupas amarela, laranja e branca estas cores são atrativo.
       
       
      Terceiro dia
       
      Saímos de Mateiros às 8 da manhã.
      -Fervedouro do Ceiça
      -Fervedouro do Rio Sono
      -Fervedouro Buritis
      -Comunidade Mumbuca. Não achamos interessante. É mais fácil encontrar souvenires em  Ponte Alta.
      -Cachoeira da Formiga. É muito bela.
                  Pernoite em São Félix do Tocantins.
      Quarto dia
       
      Saímos em torno das 8 horas para os fervedouros. Se não forem os primeiros no Bela Vista corra para o Alecrim para não esperar.
      -Fervedouro Bela Vista
      -Fervedouro Alecrim
      Veja o vídeo no YouTube: 
       
      Os fervedouros são tão impressionantes que parecem falsos, como em filme de fantasia da sessão da tarde. As cores são fantásticas. Nós fomos em cinco fervedouros, mas tem muito mais. E as águas em todas as atrações são de uma transparência incrível.
      -Cachoeira das Araras onde tem restaurante. A cachoeira achamos que não vale a pena. Encomendar o almoço ainda na pousada.
      -Serra da Catedral só uma parada para fotos.
      Saímos rumo a Palmas onde será o pernoite. Lembre-se que o tempo de viagem até Palmas (da cachoeira) são em torno de 5 horas. Cuidado o Google Maps errou na distância e tempo para menos.
       
       
      Dicas
       
      -Se alugar uma pick-up, embale toda bagagem em sacos de lixo daqueles bem fortes. Pois tem uma poeira e ficam rolando na caçamba.
      -Baixar mapas no Google Mapas para uso off-line. Já que tem internet somente dentro das cidades. Usei também o Here.
      -Levar máscara de mergulho ou óculos de natação.
      -Levar lanches, frutas, barra de cereais,etc e água. Em Ponte Alta dá para comprar alguma coisa para comer.
      -Levar uma boa quantidade de dinheiro em espécie pois são poucos lugares que aceitam cartão.
      -Para calcular as diárias de locação lembre-se do tempo de viagem até Ponte Alta do Tocantins que é em torno de duas horas e o retorno a partir da cachoeira das Araras em São Félix é em torno de 5 a 5 horas e meia.
      -Deixe pelo menos um dia inteiro para conhecer Palmas. E quando usar o navegador digite uma referência como o seu hotel ou Palácio Araguaia é bem mais fácil do que os endereço que são semelhantes aos de Brasília. Ou seja, digite onde quer ir e não o endereço.
      Para quem não quer dirigir
      Canela de ema Ecoturismo - (63) 99976-1968; email: [email protected]
      40º no Cerrado - https://www.40grausnocerrado.com.br
      Deserto do Jalapão - http://www.desertodojalapao.com.br/home
      Jalabob Turismo - https://www.jalabobturismo.com/
      Recomendo estes acima porque conheci as pessoas que foram com eles, todos muito contentes, e os guias que inclusive nos ajudaram com sugestões no roteiro e até permitiram que os seguíssemos. A Jalabob também tem a opção de camping e na ocasião ele levava um grupo assim. Todos eram bem flexíveis nos horários e nas atrações.
       
       
      A seguir as fotos:
      -Mapa
      -Lagoa do Japonês
      -Dunas
      -Pedra furada
       

    • Por guilhermenavarro
      Duração: 7 dias, passando a primeira e a última noite em Palmas.
      Veículos: Duster 1.6 (Movida), Renegade 1.8 (Unidas). 09 pessoas.
      Acesso aos atrativos sem carro 4x4: Ao fim do texto há uma lista dos atrativos visitados e especificações sobre o acesso.
      Época do Ano: Fim da estação chuvosa, início da estação seca. Caíram apenas algumas gotas de chuva durante a semana.
      Roteiro básico: Palmas – Ponte Alta – Mateiros – cidade de Rio da Conceição – Pindorama do Tocantins – Palmas. Foram percorridos cerca de 1200 km.
      Custo por pessoa: cerca de 800 reais + passagem aérea. O valor total da viagem foi contabilizado e dividido entre as 09 pessoas do grupo pelo aplicativo Tricount. Nesses 800 reais considera-se quase tudo o que foi gasto, inclusive passeios, camping, hostel, almoços, aluguel de carro e combustível.
       
      Domingo, 29/04. Palmas, Praça dos Girassóis, Praia da Graciosa, Hostel Aconchego.
      Aluguel de Veículos
      Alugamos a Duster pela Movida. Foi pago 926 reais pelos 7 dias; a Movida não oferece franquia reduzida, sendo que o valor é de 1800 reais e caso o dado ao veículo seja menor do que esse, paga-se o valor do concerto. Me ofereceram seguro contra terceiros, seguro contra pneu furado e vidros, porém não achei nenhum deles vantajoso.
      O outro veículo foi alugado na Unidas, lá eles oferecem o Renegade. Há uma vantagem: a franquia reduzida, que aumenta o valor do aluguel, porém a franquia fica por 500 reais. O valor total pago pelos 7 dias foi de 1400 reais.
      Mas porquê a busca pela franquia reduzida? Já prevíamos que as estradas de terra, pedra e areia fossem danificar esses veículos, especialmente o Renegade, que é mais baixo e que não possui um local feito pra que se amarre a corda ou cinta pra viabilizar o reboque. A Duster possui um ferro com um furo no meio, tanto na dianteira como na traseira que facilita muito o reboque.
      Porquê não alugar uma 4x4? É simples, em Palmas o valor da 4x4 era quase 5 vezes maior que o da Duster e do Renegade, por volta de 4.500 reais durante o mesmo período de uma semana.
      Conhecendo Palmas
      Cheguei em Palmas cerca de 06 horas antes do resto do grupo, aproveitei pra conhecer a cidade, apesar de não achar muita coisa pra se fazer por lá.
      Conheci o Palácio do Araguaia, de fato bem bonito. Próximo a ele ficam dois monumentos em homenagem a Luis Carlos Prestes e à Coluna Prestes.
      Após o passeio cultural, achei legal ir conhecer as praias que margeiam o Rio Tocantins. Elas em geral são cercadas por uma rede que impede a entrada das Piranhas (ainda bem hahaha). Conheci a Praia da Graciosa, é simpática, mas não é grande coisa; pude me refrescar enquanto esperava o resto do pessoal.
      A cidade de Palmas parece uma USP gigante, pra quem conhece a Cidade Universitária... São inúmeras rotatórias e avenidas. As avenidas se estendem por muitos quilômetros, não há trânsito, é uma cidade planejada.
      Hospedagem
      Ao fim da tarde, fui atrás de um lugar pra ficarmos a primeira noite em Palmas. O primeiro lugar que fui, adorei! É o Hostel Aconchego (foto 1).
      Fiz o percurso entre o Aeroporto e o Hostel em cerca de 25 a 30 minutos. O lugar é bem bonito e aconchegante (hahaha é verdade), há uma rede do lado de fora, cadeiras e mesinhas. Do lado de dentro é muito limpo e organizado. Pagamos por volta de 40 reais por pessoas, com direito a um ótimo café da manhã – com uma série de ingredientes locais, um suco de Cajá maravilhoso, goiabada... meu deus hahahaha – e as ótimas dicas e conversas com a Ariela, moça que nos recepcionou no Hostel. Gostamos tanto do local que passamos nossa última noite lá, novamente

      Foto 1: Em frente ao Hostel Aconchego, com a Ariela (a esquerda).
      Feira Local
      A nossa janta foi numa feira local, pra mim o melhor lugar de Palmas. Pudemos encontrar muita comida boa e barata, além de artesanato feito com o capim dourado – num preço muito mais em conta do que se encontra no Jalapão.
      Na feira há muitos tipos de caldos, um que é muito bom e local é o Caldo de Chambari (R$ 7,50) (foto 2). Nós gostamos também de um prato que chama Jantinha, onde vem MUITA carne picada, arroz e feijão tropeiro (R$ 10,00).

      Foto 2
      Vale lembrar que passamos em um supermercado e garantimos mantimentos pra quase toda a viagem... muita água, miojo e pão! Hahahahah
       
      30/04 Ponte Alta – Dunas do Jalapão (Antes de Mateiros), via TO-255.
      Passeios do Dia: Cachoeira do Lajeado.
      O café da manhã no Hostel começava as 07. Saímos um pouco tarde, por volta das 09 horas de Palmas, uma vez que paramos numa loja de pesca pra comprar fogareiro.
      Fomos em direção a Ponte Alta, lá abastecemos o carro e seguimos sentido Mateiros pela TO-255. Quando falo o nome das estradas, não é porque está indicado, mas só pra vocês acharem elas no Google haahha
      A ideia inicial era ir para a Cachoeira da Velha, a 30 km da estrada principal, e terminar o dia nas Dunas, a 6 km da estrada principal. Não sabemos se carro sem ser 4x4 chega a Cachoeira da Velha, por ser muito longe deixamos de ir. Em relação as dunas, os 6 km seriam feitos a pé, não fosse a pick up que nos ofereceu carona na caçamba.
      Há um camping em frente à entrada das Dunas, cuja diária é 25 reais por pessoa. Passamos a noite por lá. Eles servem almoço, deve ser em torno de 30 a 35 reais, porém ficamos com o nosso miojo... o moço disse que seria complicado fazer a janta, pois não havíamos avisado que iríamos jantar lá, e então ele teria que matar a galinha ainda... ok né
      De fato, o que fizemos foi ir a Cachoeira do Lajeado (Foto 3), chegamos lá com certa tranquilidade sem carro traçado, além do fato do caminho até ela ser curto. A cachoeira é mais legal do que as fotos que vimos pela internet, talvez as pessoas tenham ficado apenas nas primeiras quedas.... Há uma pequena trilha, que qualquer pessoa com básico preparo físico consegue fazer e chegar no poço da cachoeira, onde há a maior queda.

      Foto 3
      Terminamos o dia na frente das dunas, porém chegamos após o anoitecer. Atolamos algumas vezes, a maioria delas bastava alguém empurrar pra desatolar. Em um dos casos, um guia que passou com turistas numa caminhonete 4x4 nos salvou! 😃
      O camping em questão era o da Dona Benita (Foto 4). Senhora muito simpática, com uma ótima cachaça 51 com Jalapa, uma batata da região.

      Foto 4: A cachaça fez efeito
      Tempo de Viagem Palmas-Ponte Alta-Dunas
      Não consigo lembrar exatamente quanto tempo demoramos no percurso Palmas-Ponte Alta-Dunas, o que é certo é que curtimos uma cachoeira ótima (por cerca de 2 horas) no meio do caminho, e que saímos de Palmas as 09 horas da manhã e chegamos nas dunas por volta das 19 horas da noite.
      Condição das estradas
      A estrada de asfalto que liga Palmas a Ponte Alta é ruim. Por vezes é um tapete, do nada há tantos buracos que você tem que escolher o menor e passar por cima. Tem que ir de vagar.
      A estrada que liga Ponte Alta a Mateiros passa pelo acesso a Cachoeira da Velha, pela Cachoeira do Lajeado, e pelas dunas é a pior do Jalapão, complicadíssimo para carros não traçados.
      Apenas pra explicar o que torna essa estrada (TO-255) complicadíssima: Os carros atolam quando passam pela Areia (foto X), pelo menos na época seca o problema não é lama. Além disso há inúmeras pedras e verdadeiros blocos na pista. Em um dos trechos, há um morro, onde passar por ele é tão complicado que colocaram um pouco de asfalto nesse trecho; o problema é que há tantos blocos antes do asfalto, e um degrau tão grande entre o asfalto e a pista de “terra” que tivemos que fazer uma força tarefa pra melhorar a pista e os carros passarem (fotos 5 e 6).

      Foto 5

      Foto 6: Haviam blocos de pedra muitos grandes logo antes de um pequeno trecho asfaltado, exatamente pelo relevo ser íngreme nessa porção da rodovia que liga Ponte Alta a Mateiros.
       
      01/05 Ponte Alta – Mateiros, via TO-255.
      Passeios do dia: Mirante do Espírito Santo, Cachoeira do Formiga.
      Para ver o nascer do sol no Mirante do Espírito Santo, saindo das dunas, acordamos 03:30, desmontamos as barracas, e saímos do Camping as 04:00.. 04:20. Atolamos algumas vezes logo após a saída do camping hahahaha, chegamos rapidamente ao acesso da trilha.
      Sem carro 4x4 não vale a pena pegar essa acesso, mas sim estacionar na própria estrada principal e percorrê-lo a pé, é muito curto.
      Não sabíamos disso, fomos de carro e a Duster atolou (foto 7); o Renegade conseguiu voltar e ficou pela rodovia.

      Foto 7: Duster atolada no acesso à partir da estrada principal para a Trilha do Mirante do Espírito Santo.
      Abandonamos o carro (Foto 8 ) no acesso. A trilha é bem pesada, porém curta. É pesada pois é muito íngreme.

      Foto 8: O carro acima, na rodovia principal é o Renegade. No meio do caminho é a Duster, atolada. Na parte inferior da imagem, estão os carros das agências de turismo. Um moço nos salvou ao nos desatolar! 😃 
      Suponho que a tenha subido em cerca de 30 minutos, parei pra descansar algumas vezes. É importante levar lanterna. É possível demorar muito mais do que 30 minutos pra fazer essa subida, é necessário estar em boa forma.

      Foto 9: O nascer do sol é mais bonito pra quem tá atolado ahahahha não nos rendemos à mafia da 4x4

      Foto 10: descida do Mirante do Espírito Santo

      Foto 11: Outra vista da mesma trilha... parece que a descida da Serra do Espírito Santo é mais bonita do que a vista do mirante em si...
      Lá em cima há a possibilidade de fazer uma outra trilha, de mais 3 km, onde se tem acesso a outra vista – das dunas e a erosão que dá origem às dunas. Não sabemos se é legal ou não, descemos rapidinho pra pedir ajuda a alguma caminhonete 4x4!
      Após desatolar, fomos rapidinho pra Mateiros, reabastecemos o tanque (gasolina por R$ 5,60, em Palmas é R$ 4,60). Fizemos breves reparos no parachoque, com enforca gato... pois descobrimos que alguns parafusos caíram, e um pedaço quebrou – isso nos custou ao fim da viagem R$ 500,00.
      Em Mateiros achamos uma Padaria, lá comemos demais, e gastamos de menos! O pão na chapa era 1 real, café 1 real... coisa assim... tinha suco de laranja, bolo, tudo muito ótimo!
      Partimos pra Cachoeira do Formiga, sentido São Felix, que fica mais a norte. A estrada (TO-247) que liga Mateiros a São Felix é, como quase todas, de terra. Seu estado é incomparavelmente melhor do que a que liga Mateiros a Ponte Alta.
      Na Cachoeira do Formiga o esquema é R$ 30,00 camping + cachoeira. Só a cachoeira fica por R$20,00. Acampamos por lá mesmo. Curtimos a Cachoeira o resto do dia... almoçamos por lá, mas isso não vale a pena: R$ 35 reais por pessoa, não veio tanta comida assim.
      O legal dessa cachoeira é que não há limite de tempo, nem de pessoas. Boa parte do tempo ficamos lá sem ninguém mais. Pudemos inclusive aproveita-la de noite, pois há uma luz no local!
      O camping é meio precário, mas foi tranquilo. Não tivemos coragem de usar o chuveiro com shampoo e sabonete, pois isso iria diretamente para um córrego. O som da cachoeira durante a noite é ótimo.

      Foto 12: Cachoeira do Formiga

      Foto 13: Cachoeira do Formiga

      Foto 14: Cachoeira do Formiga
      02/05 Nascente(“fervedouro”) Buritizinho, Ceiça e Dunas.
      Acordamos ainda na Cachoeira do Formiga, desmontamos nossas barracas e partimos pro Buritizinho, posteriormente para o Ceiça e terminaríamos o dia nas dunas. O acesso aos dois fervedouros é tranquilo sem carro 4x4.
      O fervedouro do buritizinho é pequeno, a água é muito transparente. Vê-se ao fundo a água “ferver”. Paga-se R$ 15 ou 20,00... pudemos ficar lá um bom tempo, só tinha um casal fora o nosso grupo. Tem um rio bem legal lá também, a água é bem límpida.
      Minha opinião pessoal em relação aos “fervedouros” é que eles na verdade são nascentes, muitas vezes devem cavar pra que se faça essas piscinas – apenar de chamarem por fervedouros, na verdade a água não é quente, é apenas uma nascente. O do buritizinho é pequeno, mas dá pra nadar um pouco e rende boas fotos.
      Partimos pra nascente do Ceiça, é mais legal que o Buritizinho, porém bem mais cheia. R$ 20 reais, 15 minutos... Parte do grupo nadou lá, parte do grupo nadou no riozinho do lado de grátis ahahhaha
      Acho que vale muito a pena quando vazio!
      Almoçamos em Mateiros, num restaurante logo ao lado de um mercadinho! Foi bem barato... algo em torno de 15 reais, foi ótimo.
      Partimos pras dunas umas 15:00, chegamos ao final da tarde, nenhum atolamento no caminho ahahha.
      Fomos começar nossa jornada de 6 km pra ir a pé, 6 km pra voltar. Parte do nosso grupo conseguiu uma carona numa caminhonete de um guia muito simpático, o passeio na caçamba foi muito melhor do que dentro de qualquer carro... que visual (foto 15).

      Foto 15: Eunuco e Juru divando da caçamba... nem precisou descer pra tirar foto
       
      Pra voltar das dunas, os guardas do parque deram carona pra todo mundo!
      As dunas (foto 16) devem ser visitadas mais cedo, desde o começo da tarde até o final da tarde. Há uma série de lagoas ao fundo que podem ser visitadas, não tivemos tempo. Além do que, as próprias dunas já são muito impressionantes!

      Foto 16: Pinga divando nas dunas. Serra do Espírito Santo ao fundo.
      Descemos das dunas e pensamos se íamos dormir novamente no camping em frente. Decidimos ir pra Mateiros e acampar na pousada e camping Toinha. O preço foi R$ 20,00 por pessoa.
      03/05 Serras Gerais: Viagem para Dianópolis e Rio da Conceição. Passeios: Lagoa da Serra
      Partindo de Mateiros, saímos pela TO-247 sentido Pedra da Baliza, já na fronteira com a Bahia. Ao chegar lá viramos a direita na BA-458 sentido Panambi. Passamos por um infinito latifúndio, monocultura: soja.
      Uma estrada não assinalada no mapa do Google, perfeitamente asfaltada, nos levou diretamente para Dianópolis. Em Dianópolis deve-se abastecer o carro, pois não há posto de gasolina em Rio da Conceição. Entre Dianópolis e Rio da Conceição é cerca de 30 minutos. De Rio da Conceição a Lagoa da Serra, mais 1 hora. Apesar de termos saído cerca de 08:00 da manhã de Mateiros, só chegamos na Lagoa da Serra 15:00.
      Uma grande confusão foi criada na internet, em vários lugares a Lagoa da Serra foi citada como sendo a mesma que a Lagoa Bonita. Deixo claro que são lugares diferentes. Vale-se ressaltar que a Lagoa Bonita está fechada.
       A Lagoa da Serra (Foto 17) fica na cidade de Rio da Conceição, seu acesso é possível sem carro 4x4, e em seu estacionamento vimos vários carros de passeio comuns.
      O lugar é muito bonito. A água é bem transparente, e a visão da serra é impressionante.

      Foto 17: Galerinha na Lagoa da Serra. O Stand-Up foi emprestado por uma moça muito legal, dona do Restaurante Quintal da Serra e de uma agência de turismo em Rio da Conceição. Ela aluga Stand Up, e acho que vale muito a pena!

      Foto 18: Capa de disco
      Por fim, apesar de não haver nenhuma placa em nenhum lugar, tivemos que pagar 20 reais por pessoa por ficar na Lagoa da Serra.
      Achamos um PF de 12 reais em Rio da Conceição, ótimo. Ao lado dele ficamos na Pousada Brandão, o dono chama Márcio e me deu várias dicas. Negociamos o valor por estarmos em 9... queríamos acampar exatamente pra abaixar o valor, ele nos fez um desconto e pagamos 35 reais ao invés de 40!
      04/05 Viagem pra Pindorama do Tocantins, Passeios: Cachoeira da Fumaça e Lagoa do Japonês
      Partimos de Rio da Conceição por volta das 09 da manhã. Tomamos café da manhã numa padaria onde tudo era muito barato... café 1 real, pão na chapa 1,50...
      Após uma hora de viagem em estrada de chão, chegamos à Cachoeira da Fumaça (foto 19); pra achar o local exato perguntamos numa casa, antes de uma ponte. Não há placas.
       
      Foto 19: A cachoeira da Fumaça tem uma queda bem alta, muito forte. Não é possível nadar nela, apenas em partes do rio um pouco mais acima. É bem bonita, tem um arco-íris permanente. É uma parada rápida durante a viagem.
      Voltamos à estrada em direção a Pindorama, numa única bifurcação pegamos a esquerda, não há placa. Chegamos lá por volta das 14:30. Comemos um PF barato de 12 reais, partimos pra Lagoa do Japonês.
      O caminho entre Pindorama do Tocantins e a Lagoa do Japonês é relativamente bem sinalizado e simples. Todo mundo conhece, basta perguntar caso seja necessário.
      É um caminho de 30 km entre a cidade e a lagoa. A partir de certo momento a estrada passa por uma pequena serra, muito íngreme.
      Alguns córregos são cortados no meio do caminho, tanto a Duster quanto o Renegade desceram sem maiores dificuldades.
      Durante a descida me questionei se os carros subiriam, mas subiram tranquilamente. Inclusive no estacionamento da Lagoa do Japonês havia: HB-20, Civic, uma Mercedez esportiva. Não me perguntem como esses carros chegaram lá, eu não sei... ahahhaha

      Foto 20: Lagoa do Japonês

      Foto 21: Lagoa do Japonês

      Foto 22: Lagoa do Japonês

      Foto 23: Há uma caverna na Lagoa do Japonês

      Foto 24: Júlio dentro da Caverna; é possível entrar em partes que não estão submersas.
      Atrativos e Acessos sem 4x4 (não traçados):
      A ordem é de acordo com o nosso roteiro;
      Estrada Ponte Alta-Mateiros: Cachoeira do Lajeado
      Chegamos sem maiores problemas até a cachoeira, é um acesso a partir da rodovia principal. É sinalizado.
      Há um córrego que passa em terreno bem arenoso, fui andando antes do veículo para saber se afundava; não afundava.
      Na época das chuvas as condições de acesso podem mudar.
      Estrada Ponte Alta-Mateiros: Serra do Espírito Santo
      Não entre na estradinha de acesso à trilha sem veículo 4x4. Estacione na estrada principal que liga Ponte Alta a Mateiros e ande até o início da trilha, deve ser cerca de 300 metros.
      Estrada Mateiros São Felix: Cachoeira do Formiga
      Chega sem veículo 4x4 pois há uma parte da estrada mais recente, onde os veículos passam com tranquilidade.
      Não vá pelas partes onde há areia, é possível evita-las com tranquilidade.
       
      Estrada Mateiros São Felix: “Fervedouro” Buritizinho
      Veículos não traçados chegam tranquilamente.
      Estrada Mateiros São Felix: “Fervedouro” Ceiça
      Veículos não traçados chegam tranquilamente.
      Estrada Ponte Alta-Mateiros: Dunas
      Estacione na entrada da rodovia de acesso. Só chegam até as dunas veículos 4x4. Você pode dar a sorte de pegar carona em algum  veículo 4x4 que passe pelo caminho.
      São cerca de 4 km para ir, 4 km para voltar.
      Na volta é quase certeza que os guardas do parque forneçam carona.
      Cidade Rio da Conceição: Lagoa da Serra
      Veículos não traçados chegam com tranquilidade, ao menos na época seca.
      Cidade Pindorama do Tocantins: Lagoa do Japonês
      Veículos não traçados chegam com tranquilidade. Porém é ideal que o veículo seja alto, é necessário cruzar alguns córregos no caminho.
      Vi um HB 20, um civic, e uma Mercedez esportiva no estacionamento do local, eu não sei como eles chegaram, mas sei que é possível.
      Estrada entre Pindorama do Tocantins e Ponte Alta: Pedra Furada
      Há uma estrada de acesso, sinalizada, para a pedra furada. Tem bastante areia e é preciso tomar cuidado para não atolar.
       
    • Por Rogpan
      Salve galera, hoje vamos relatar nossa viagem de carro para o Jalapão - TO que fizemos no Carnaval de 2017 (24/02/2017 sexta-feira ) até 28/02/2017 - terça-feira):
       

       
       
       
      AJUSTES E PLANEJAMENTO: ( DEZEMBRO )  
      Começamos a obter as informações em dezembro/2016 (um pouco em cima para quem quer pagar pouco e conseguir estadia), eu e minha esposa avaliamos algumas possibilidade de ir, desde avião, carro, passeio fechado ( pacote ), porém tudo percebemos que os valores estavam super altos, e que tínhamos uma janela muito pequena de tempo para fechar os detalhes. Começamos recebendo várias informações de pousadas lotadas e guias todos agendados.
      Pesquisamos sobre aluguel de caminhonete, o qual logo descartamos pois seria muito cansativo pelo curto período de tempo. As agências que pesquisamos ( via facebook, instagram, emails e telefonemas ) apresentaram suas propostas e outras ( a maioria ) nos dispensaram..
      Então viemos pesquisar no Mochileiros e par nossa sorte achamos um incrível relato que nos deu muitas dicas importantes, inclusive o da Pousada que nos atendeu super bem e nos tirou todas dúvidas então acabamos fechando com a Dona Lázara da  POUSADA PLANALTO. Fechamos um pacote pernoitando em Ponte Alta e saindo no sábado de manhã (25FEV SÁBADO de Ponte Alta para Mateiros) - Pernoite de sábado para domingo em Mateiros na POUSADA SANTA HELENA ( a única que tinha vaga pelo período ).
      Pesquisamos muito sobre a estrada e sobre o melhor caminho a seguir, pois até então só tínhamos ido até Alto Paraíso ( Chapada dos Veadeiros ). Traçamos a Rota e fomos para a última parte.
      Convidamos um casal de amigos que vindos diretamente da nossa cidade, Belém ( avião ) para fazer essa trip juntos. Como já estávamos com o roteiro praticamente pronto ( apresentado pelo pacote feito com a Dona Lázara), fechamos uma compra de poucos itens e preparamos o carro ( Siena 1.0 fire ).
       
      ROTEIRO  - CARNAVAL 2017 (24/02/2017 sexta-feira ) até 28/02/2017 - terça-feira): (FEVEREIRO )  
      1º Dia 24/02/2017 sexta-feira - ESTRADA ATÉ PONTE ALTA Dia programado para chegar na Pousada em Ponte Alta - TO. Programamos paradas a cada 4 horas, fomos em 4 pessoas porem 2 dirigindo.
      06:00h → hora programada para Saída de Brasília-DF ( um leve contratempo nos pegou pois o vôo de nossa amiga Bea ( velha ) atrasou e perdemos umas 2 horas nesse meio, acabamos saindo  por volta das 8/9 horas.
      Completamos o tanque no posto flamingo em Sobradinho, onde também reforçamos o café da manhã seguimos tranquilo passando por Planaltina.
      Seguimos mais na frete pela estrada que dá acesso à Chapada dos Veadeiros que por sinal é muito bem sinalizada: passamos por São João da Aliança – Alto Paraiso – Teresina de Goiás (Completamos o tanque) – Campos Belos – Arraias - Conceição dos Tocantins ( Completamos o tanque -esse merece MÁXIMA ATENÇÃO pois como a entrada é deserta em sua maior parte do tempo, NÃO POSSUI POSTO AO LONGO DO TRECHO SENDO O PRÓXIMO SOMENTE EM – Chapada da Natividade (MESMA SITUAÇÃO OCORRE NA VOLTA PARA BRASÍLIA - DEVE-SE COMPLETAR O TANQUE NESTA CIDADE) - Pindorama (no posto BR na entrada de Natividade pegamos uma dica com o frentista, como já era cerca de 18h ele nos deu a dica de ir pelo atalho até a cidade de Pindorama então nsse trecho tinha 65 km de estrada de chão razoável, caso fosse pelo caminho de asfalto seria por Porto Nacional dando cerca de 230 km até Ponte Alta ( não recomendo esse trecho por porto naciona a noite a estrada possue trechos com buracos e há informes de assalto). Resolvemos encarar IMPORTANTE ( PERGUNTE PARA OS LOCAIS SOBRE OCORRÊNCIA DE CHUVAS NOS DIAS ANTERIORES, POIS CASO O TEMPO TENHA SIDO RUIM NÃO É RECOMENDADO PEGAR ESSE ATALHO DE CARRO BAIXO. Seguimos e chegamos ao nosso objetivo por volta das 20 para 21 horas - Ponte Alta do Tocantins.
       
      DICA SOBRE PONTE ALTA  A NOITE: Fomos para a Pousada e logo saímos a pé para comer algo e tentar descansar, o que observamos foi que o Turismo ainda está sendo organizado em Ponte Alta e ainda possui suas carências em negócios locais não encontra-se uma diversidade de opções, principalmente de comidas noturnas, e os que funcionam acabam cedo. Por sorte achamos um espetinho próximo a ponte, onde pudemos comer um belo espetinho ( muito bem servido ).
       
      2º Dia 25/02/2017 sábado - Atrativos em Ponte Alta (1º de passeio) Acordamos por volta das 06:00h tomamos um generoso café fornecido pela pousada e seguimos para conhecer alguns atrativos.
       
      Cânion Susuapara

       
      Cachoeira do Rio Soninho
      Como nosso roteiro era saindo de Ponte Alta indo para Mateiros fomos orientados pelo Guia João da Tour Jalapão a levamos alguns lanches, água, frutas etc, isso foi fundamental, pois não tem onde comer no percurso e ganhamos tempo para outros atrativos.
       

       
      Mirante da Cachoeira do Rio Soninho

       
      Pedra Furada
      Aqui ficamos para apreciar um dos mais perfeitos pôr do sol. Aproveitamos para fazer um rápido registro com nosso drone, alguns guias recomendaram o vôo de longe pois parece que nas proximidades existem abelhas africanas então para não causar barulhos para as abelhas e trazer problemas para os outros visitantes fizemos um vôo bem rápido e fomos curtir o pôr do sol do outro lado da Pedra, segue-se por uma trilha até uma parte (um platô) onde pode-se sentar e apreciar.

       
      3º Dia 25/02/2017 domingo - Ponte Alta Para Mateiros - Dunas (2º de passeio)
      Continua...

       
       
    • Por Santiago Asox
      Olá, companheiros de viagem. Espero poder ajudar vocês com o relato do meu roteiro ao Jalapão e à Chapada das Mesas. Fui eu e minha namorada. A nossa viagem ocorreu entre os dias 22/07 e 02/08 do ano de 2017. Ficamos quatro dias no Jalapão e mais quatro na Chapada das Mesas. Saímos de carro de Brasília no dia 22/07 em direção a Ponte Alta do Tocantins-TO, cidade considerada o portal de entrada do Jalapão. São por volta de 770 km de distância. Fui por dentro da Chapada dos Veadeiros, onde você tem o privilégio de desfrutar lindas paisagens. As cidades referências pelo caminho são Alto Paraíso-GO, Campos Belos-GO, Arraias-TO, Natividade-TO, Chapada da Natividade-TO e Pindorama-TO. Há um trecho de estrada de chão de 65 km para se chegar a Pindorama. As rodovias estavam em boas condições. A viagem durou 10 horas, saímos às 6h de Brasília e chegamos às 16h em Ponte Alta. O trecho de terra aumentou um pouco o tempo de duração da viagem. Essa parte do relato é mais para auxiliar pessoas que partirão de carro de Brasília. Pra quem for de avião, tem a opção de alugar um veículo 4x4 em Palmas ou contratar uma agência que busca os turistas em Palmas. Há a possibilidade de incluir a Chapada dos Veadeiros no roteiro, a depender do seu tempo e disposição, ou trocar a Chapada das Mesas pela dos Veadeiros. Eu optei pela das Mesas por ser de Brasília e já ter ido algumas vezes à dos Veadeiros.
      JALAPÃO
      Vou iniciar com algumas considerações que acredito ser importantes para quem vai ao Jalapão.
      - CARRO. É necessário um veículo 4x4 para trafegar pelo Jalapão, ao menos no período de seca, de junho a setembro. Vi um carro sem tração, no caso um doblô, atolar várias vezes e sempre precisar de resgate;
      - GUIA. Eu optei por ir com um guia e recomendo. Acredito que ganhei tempo e segurança estando com o guia. Além disso, tivemos a felicidade de ir com um guia que nos falava sobre a fauna e a flora do Jalapão, que nos chamava a atenção para os animais, identificando-os, que nos contou as histórias dos morros e das serras. Enfim, o guia não era uma seta humana. Fizemos nosso roteiro e apresentamos ao guia, que foi bem solícito para que pudéssemos aproveitar ao máximo o Jalapão. Mas ressalvo que há pessoas que vão sem guia e conseguem ir a grande parte dos lugares. O guia que foi conosco é conhecido como China, telefone (63) 98432-6518. Recomendo-o. Tenho contato de outro guia, que foi quem nos ajudou muito durante o planejamento da viagem, mas não foi conosco por já ter outro passeio no mesmo período. Um cara muito tranquilo e gente boa. Oziel o nome dele, telefone (63) 98424-5822. A diária do guia custa R$ 150,00. O guia Oziel também faz o passeio no carro dele. Acredito que dessa forma seja R$ 600,00 a diária. Vão até 4 pessoas no carro, mais o guia;
      - DINHEIRO. Há poucas opções de caixa eletrônico. Em Ponte Alta, onde há melhor estrutura, só tem Bradesco e Correios, pra quem tem conta no Banco do Brasil. Não sei se tem lotérica, mas deve ter. Alguns restaurantes e pousadas aceitam cartão. Os postos de combustível passam cartão;
      - HOSPEDAGEM. Há poucas opções de hospedagem e os valores nas pousadas, no mês de julho, variaram entre R$ 140,00 e R$ 270,00, o quarto de casal com café da manhã;
      - ALIMENTAÇÃO. Há lugares para jantar em Ponte Alta, Mateiros e São Félix. Contudo, quanto ao almoço, haverá dias em que não será possível almoçar. A refeição custa em média R$ 35,00 por pessoa. Leve lanches a seu critério para comer durante o dia, pois também não há paradas para lanches. Eu e minha namorada somos vegetarianos, mas mesmo assim conseguimos nos alimentar numa boa;
      - GASTOS. A entrada nos fervedouros custa entre R$ 15,00 e R$ 20,00. Nas Dunas é sugerido uma contribuição para manutenção do local e normalmente as pessoas contribuem com R$ 5,00. Fora isso, só é cobrada entrada nas cachoeiras do Formiga, do Prata e das Araras, cujas entradas variam entre R$ 10,00 e R$ 20,00;
      - LEVE REPELENTE E PROTETOR SOLAR. Porém, é proibido utilizá-los nos fervedouros, por questão ambiental.
      1º DIA (23/07) - (Cachoeira da Fumaça / Rio Soninho / Cachoeira do Rio Soninho / Pedra Furada)
      Nesse primeiro dia fomos à cachoeira da fumaça, que tem esse nome por conta da nuvem de fumaça formada por sua volumosa queda d’água. Logo no início do caminho vale a pena sair alguns metros da estrada para ir ao pé do Morro da Cruz. De Ponte Alta até a cachoeira da fumaça são 90 km, sendo 70 km em estrada de chão. Após, voltando pelo mesmo caminho, tomamos banho no Rio Soninho, apreciamos a bela cachoeira do Rio Soninho, e assistimos ao pôr do sol da Pedra Furada. Nesse dia não há parada para almoço. Dormimos novamente em Ponte Alta. Fotos da Cachoeira da Fumaça e da Pedra Furada. Ao fundo da Pedra Furada está o Morro da Cruz.


      2º DIA (24/07) - (Cânion da Sussuapara / Cachoeira do Lajeado / Cachoeira da Velha / Rio Novo / Dunas do Jalapão)
      Daqui pra frente é tudo estrada de chão. Encha o tanque em Ponte Alta, pois em Mateiros e São Félix o litro da gasolina custou R$ 5,25. Saímos às 8h30 de Ponte Alta com destino final Mateiros. Esse é o dia mais longo da viagem. Percorremos 225 km. Mas curtimos cada momento. Cada lugar visitado oferece uma beleza única e peculiar. Essa é uma característica do Jalapão. O Cânion com suas paredes cobertas por vegetação e água brotando de vários pontos das rochas, a beleza e o banho da Cachoeira do Lajeado, a força e o volume d’água da Cachoeira da Velha, o refrescante banho no Rio Novo e, por fim, as Dunas do Jalapão no meio da imensidão do cerrado. Da estrada nesse dia avistamos os Morros da Bigorna, Saca-Trapo e Dedo de Deus. Nesse dia também não há parada para almoço. Fotos do Cânion da Sussuapara, da Cachoeira da Velha e das Dunas do Jalapão com a Serra do Espírito Santo ao fundo.



      3º DIA (25/07) - (Serra do Espírito Santo / Fervedouro Buriti / Fervedouro do Ceiça / Cachoeira do Formiga / Fervedouro Encontro das Águas / Rio Encontro das Águas / Comunidade Mumbuca)
      Neste dia levantamos às 3h45 para assistir ao nascer do sol da Serra do Espírito Santo. Saímos da pousada em Mateiros às 4h10 e chegamos ao sopé da Serra às 4h45. São 24 km no sentido de Ponte Alta. Levamos lanche pra comer durante o trajeto. Gastamos 30 minutos pra subir a Serra, fazendo algumas paradas no caminho para recuperar o fôlego. Sugiro levar uma blusa de frio, porque até o pleno amanhecer faz frio no topo. Foi uma das melhores aventuras no Jalapão. Foi muito bom curtir a paz lá de cima, o vento forte, o horizonte e os primeiros raios solares. Após o nascer do sol, caminhamos três quilômetros pelo topo da Serra até o mirante voltado para as Dunas do Jalapão. Contando subida e descida da Serra, mais a trilha no topo, são 8 km de caminhada. Aproveitamos bastante a Serra e chegamos de volta à pousada às 9h. Tomamos café da manhã e partimos em direção ao fervedouro do Buriti e depois ao do Ceiça. Cada fervedouro tem seu encanto e em alguns a pressão da água é maior. Acredito que o fervedouro Encontro das Águas seja imperdível, por ser o mais forte e dar a melhor sensação de não afundar. Depois do fervedouro do Ceiça, fomos almoçar na cachoeira do Formiga. Cachoeira bonita, água com tom esverdeado e boa pra banho. Em seguida, fomos ao fervedouro Encontro das Águas e nos lavamos, literalmente, no encontro das águas do Rio Formiga com o Rio Soninho. Disse que nos lavamos porque o fervedouro Encontro das Águas é tão forte que você sai cheio de areia. Para finalizar o dia, fomos à Comunidade Quilombola Mumbuca, onde compramos artesanatos de Capim Dourado e conversamos com alguns membros da comunidade, que nos contaram um pouco de sua história. Foi bacana. Depois de tudo isso, às 18h, partimos para São Félix do Tocantins, onde chegamos às 19h30. Gostaríamos de ter ido na Cachoeira do Prata, mas o tempo não foi suficiente. Sugeriria um dia a mais no Jalapão, a quem interessar visitar essa cachoeira.  Fotos do nascer do Sol do alto da Serra do alto Espírito Santo e da Cachoeira do Formiga.


      4º DIA (25/07) - (Fervedouro Bela Vista / Cachoeira das Araras / Serra da Catedral / Morro do Gorgulho)
      Tínhamos programado de fazer o Rafting no Rio do Sono neste dia, mas desistimos porque não formou grupo e pra ir só nós dois ficaria mais caro. A quem interessar, o Rafting geralmente sai da Cachoeira das Araras e tem duração de uma hora e meia. O preço normal é R$ 150,00 por pessoa. Também fazem Rafting no Rio Novo e acredito que os passeios sejam fechados em Mateiros. Há descidas de algumas horas e de até três dias. Dando continuidade à viagem, fomos ao Fervedouro Bela Vista, que é o maior e também é considerado o mais bonito, depois à Cachoeira das Araras, com água límpida e boa para banho, e um ponto para almoço, mas solicitam agendar. Optamos por não ir ao Fervedouro Alecrim, pois já tínhamos sentido a emoção de outros fervedouros e abrimos mão deste. Voltando à estrada, percorremos 140 km da Cachoeira das Araras até Novo Acordo. No caminho pode se avistar ao longe o Morro do Cachimbo ou Fumo e passa-se ao lado da Serra da Catedral e do Morro do Gorgulho. Morro do Gorgulho, ou Vermelho, ou dos Macacos, tratam-se do mesmo lugar e com certeza merece uma parada. Há uma pequena trilha, bem leve, que leva ao topo, de onde se tem um lindo visual. Natureza pura ao redor, vento forte e sensação de muita paz. O Morro do Gorgulho encerra com chave de ouro nossa viagem ao Jalapão. De Novo Acordo até Palmas são 110 km de estrada asfaltada. Fotos do Fervedouro Bela Vista e do Morro do Gorgulho.          


      Por fim, como considerações finais sobre o Jalapão, tenho a dizer que há a possibilidade de fazer o trajeto inverso do que nós fizemos, ou seja, de Novo Acordo a Ponte Alta. Nós optamos por dar a volta completa no parque, já que a distância de Mateiros até Palmas por Novo Acordo é só um pouco maior do que a distância de Mateiros até Palmas por Ponte Alta e também levando em consideração a qualidade das estradas. Se decidir ir somente até Mateiros, o roteiro geralmente vai até a Cachoeira do Formiga.
      DIA 27/07 (VIAGEM DE PALMAS-TO A CAROLINA-MA)
      A continuidade da viagem para a Chapada das Mesas é mais tranquila. Após passarmos a noite em Palmas e conhecermos um pouco da cidade pela manhã, partirmos após o almoço rumo a Carolina-MA, cidade sede para conhecer a Chapada das Mesas. Foram cinco horas e meia de viagem. São 460 km de Palmas até lá. As cidades pelo caminho são Lajeado, Miracema do Tocantins, Miranorte, Colinas do Tocantins e Filadélfia. A estrada entre Miranorte e Colinas do Tocantins, que faz parte da BR Belém/Brasília, é bem movimentada. Entre Colinas do Tocantins e Carolina há um trecho um pouco ruim, com alguns buracos. É necessário pegar uma balsa para atravessar o Rio Tocantins, de Filadélfia-TO para Carolina-MA. Custa R$ 21,50 a travessia. Durante a madrugada custa R$ 28,00. Em Carolina já há mais opções de hospedagem.
      CHAPADA DAS MESAS
      1º DIA (28/07) - COMPLEXO DA PEDRA CAÍDA e PORTAL DA CHAPADA
      O Complexo dista 35 km de Carolina, na direção de Imperatriz. Esse lugar foi o mais decepcionante de toda viagem. Não o indico a ninguém que goste de um contato livre com a natureza. Trata-se de um complexo turístico em que se paga R$ 60,00 para entrar (há meia-entrada). Dentro do complexo há sete cachoeiras acessíveis, piscinas, toboáguas, tirolesas e teleférico. O acesso às piscinas e aos toboáguas é "gratuito". Todos os demais atrativos são pagos à parte, ou seja, fora o valor da entrada. Até pra subir e descer a pé o morro que dá acesso às tirolesas tem de se pagar (R$ 25,00). As piscinas têm boa estrutura, mas os toboáguas não são nada de mais. Há duas tirolesas, sendo uma delas com 392 metros de altura e 1400 metros de comprimento. É possível verificar os valores de todos os passeios no site do complexo. Acho que querem passar a imagem de um ultra/mega empreendimento de lazer, com passeios espetaculares, mas infelizmente no meu ponto de vista não é nada disso. Quero dizer que li alguns relatos negativos sobre o lugar antes de ir, mas mesmo assim achei que poderia valer a pena, que o lugar deveria ser mesmo muito bonito e valer a visita e o dinheiro gasto. Ledo engano. Quando você chega ao local, te direcionam a uma sala, onde há um breve relato sobre todas as atrações do complexo. De lá você se dirige aos guichês para comprar os passeios em horários pré-fixados. Optamos por visitar as cachoeiras Caverna e Capelão, e a cachoeira do Santuário. Acredito que são as mais procuradas. Pagamos mais R$ 50,00 pela Caverna e Capelão, e mais R$ 30,00 pela Santuário, por pessoa. Não há meia-entrada. Fomos num pequeno caminhão para as cachoeiras da caverna e capelão. Não deu 15 minutos o caminho de ida e volta no caminhão. A cachoeira da caverna é bonita. A do Capelão é comum. Foi nessa cachoeira do capelão que nos demos conta que aquele lugar não era pra gente. Digo isso porque, muito embora os passeios sejam guiados, as cachoeiras foram depredadas por pessoas que acham marcante escrever seu nome nas pedras. Mas não sei se isso é o pior. Como a chapada das mesas tem forte presença de arenito em suas formações, na cachoeira do Capelão algum inconsequente do complexo teve a infeliz ideia de abrir buracos nas rochas para que as pessoas pudessem fazer uma pequena escalada e ficar embaixo da queda d’água. Ao ver aquilo, somado aos valores que nos foram cobrados por passeios tão simples, a vontade que nos deu foi de ir embora naquele momento. Não fomos porque queríamos conhecer a cachoeira do Santuário. Entretanto, acabou sendo desapontador também. Caminhamos por uma pequena trilha toda sobre passarela, no horário pré-determinado, com mais umas 50 pessoas e o guia. A cachoeira tem uma queda de 46 metros, cercada por cânions. Algo surreal. O pesar é o fato de suas paredes também terem sido riscadas e a falta de tranquilidade para curtir o lugar numa boa. Falo isso por conta do excesso de pessoas que vão juntas à cachoeira. Ao retornarmos, só aguardamos um tempo para irmos direto ao Portal da Chapada assistir ao pôr do sol de lá. Como consideração final sobre este local, eu pessoalmente não sei se vale a pena visitar, talvez valha pela cachoeira do Santuário, mas mesmo assim, há muito que ponderar, especialmente quanto ao custo-benefício. Claro que minha opinião se baseia nos meus gostos. Outros podem ter uma visão totalmente diferente. Foto da Cachoeira do Capelão com as marcas da falta de respeito e consciência.

      PORTAL DA CHAPADA
      O Portal da Chapada fica a 15 km do Complexo da Pedra Caída, no caminho de volta para Carolina, do lado direito. É cobrado R$ 10,00 pra subir (tem meia-entrada). No alto do morro, esculpido na rocha, há uma fenda que lembra o formato do estado vizinho, o Tocantins. Lá de cima se tem uma linda vista da Chapada, com seus morros, inclusive o do Chapéu, e de grande extensão de cerrado. O início da subida é um pouco cansativo, por ser em areia, mas o restante é em pedra. É uma subida rápida e relativamente tranquila. Além do belo pôr do sol, o que nos marcou intensamente no portal foi a oportunidade de ver casais de araras vermelhas, gaviões, papagaios, periquitos, além de outros pássaros, que têm ninho no topo do morro e que ao final do dia saíram em revoada, passando bem próximos de onde estávamos. Mas para ver isso, caminhe pelo topo, pelo lado direito da pedra. Foi emocionante. A foto mostra o Morro do Chapéu do alto do Portal da Chapada das Mesas.

      2º DIA (29/07) - CACHOEIRAS DO ITAPECURU e SUBIDA DO MORRO DO CHAPÉU
      As cachoeiras do Itapecuru ficam a 30 km de Carolina, sentido Riachão. São duas cachoeiras, também conhecidas como cachoeiras gêmeas, com ótimo espaço pra banho. São muito bonitas. O único porém fica por conta do grande número de pessoas que as visitam no mês de julho. Já tínhamos ciência disso e fomos por escolha própria. Mas foi legal. Em um período menos concorrido, deve ser bem melhor. Há dois pontos de acesso a essas cachoeiras. Cada um fica de um lado do rio. Nós optamos pela entrada pelo Balneário Novo Banho, que fica antes da ponte, à direita. O acesso é por um povoado na beira da estrada. E não foi por acaso. O proprietário do acesso mais famoso, chamado de Itapecuru, invadiu a área do curso da água e fez um deck de cimento pra colocar mesas e cadeiras, destruindo a mata ciliar e desviando o curso do rio. Algo inacreditável. Evite o acesso por este local. Não contribua com quem faz algo assim. Além de que, o valor da entrada pelo Balneário Novo Banho custa R$ 10,00, enquanto o outro, R$ 30,00. Ambos têm meia-entrada. Visitamos essas cachoeiras pela manhã. Fotos de uma das cachoeiras gêmeas e do deck que foi construído no curso do rio.


      MORRO DO CHAPÉU
      Depois de almoçarmos nas cachoeiras do Itapecuru e descansarmos um pouco por lá mesmo, partimos às 15h para subir o morro do chapéu. O morro tem cerca de 400 metros de altura e a trilha até o topo por volta de 500 metros. Contratamos um guia. Não sei se é possível ir sem guia. O guia que contratamos se chama Cleiton. O telefone dele é (99) 99148-8050. Também fomos com ele para as Cachoeiras da Prata e São Romão, cujo relato vou expor na sequência. Um guia muito bom, tirou fotos e nos deixou bem à vontade durante os passeios. Cobrou-nos R$ 150,00 por cada dia. São por volta de 24 km de Carolina até o morro, sendo 16 km em estrada de chão. Se não estiver em carro tracionado, tem de deixar o carro 1 km antes do sopé do morro e ir a pé. A subida é mais intensa do que a da Serra do Espírito Santo, no Jalapão. O nível de dificuldade é maior por conta da subida ser mais íngreme e a trilha ter pedras soltas. Necessário ter mais cuidado. Em julho, no período da tarde, sobe-se pela sombra, o que facilita demais. Gastamos por volta de 35/40 minutos pra subir. Do topo avistamos a cidade de Carolina, o Rio Tocantins, o Portal da Chapada e outros morros ao redor. Assistimos o sol se pôr ao fundo do Rio Tocantins. Logo que a estrela maior sumiu no horizonte, já pegamos o caminho de volta para iniciar a descida ainda com um pouco de luz natural. Foi essencial, porque o primeiro trecho da descida é o mais trabalhoso e perigoso. Após, mesmo com o anoitecer, o restante da descida foi tranquilo. Foto do pôr do Sol do topo do Morro do Chapéu.

      3º DIA (30/07) - CACHOEIRAS PRATA E SÃO ROMÃO
      Ficam a 85 km de Carolina, direção de Imperatriz, sendo 50 km em estrada de chão. É necessário veículo 4×4 e a companhia de um guia. Ficam dentro do Parque Nacional da Chapada das Mesas. É recomendável sair de Carolina 8h30 para aproveitar melhor o dia. Peço desculpas por não recordar o valor exato de entrada de cada uma, mas me lembro que não pagamos mais de R$ 20,00 por pessoa em nenhuma das duas. E há meia-entrada em ambas. São grandes cachoeiras, com bastante volume d’água, principalmente a São Romão. Em ambas há espaço para banho, ao menos na época de seca. Primeiro fomos na Prata, onde almoçamos. É possível almoçar na São Romão também, onde até há uma melhor infraestrutura. Mas não nos arrependemos de termos almoçado na Prata. Fomos muito bem recebidos por um senhor bem simples, que nos preparou uma deliciosa comida caseira pelo valor módico de R$ 20,00 por pessoa. Na nossa opinião, é um dos passeios mais bonitos da Chapada das Mesas, juntamente com a poço azul e o encanto azul. Não pode ficar fora do roteiro. Foto da Cachoeira São Romão.

      4º DIA (31/07) -  ENCANTO AZUL e POÇO AZUL
      São 135 km de Carolina, na direção de Riachão. Fica 25 km depois de Riachão e há um trecho em estrada de chão. Para este trecho não é necessário carro tracionado e há placas indicando o caminho. É recomendado sair por volta de 8h de Carolina, para aproveitar a incidência do sol tanto no encanto azul quanto no poço azul, que ocorre entre 10h e 14h. Melhor ir durante a semana. Disseram ter muita gente aos finais de semana. É um dos melhores passeios da Chapada das Mesas.
      ENCANTO AZUL
      Fomos primeiro no Encanto Azul, que é um poço, cuja água tem um tom azulado. Não faz parte do Poço Azul. Após chegar ao poço azul, tem que percorrer mais 6 km em estrada de areia. Não há como ir sem carro tracionado. Há camionetes no local que cobram R$ 20,00 por pessoa pra levar até lá. O cenário é deslumbrante. Para se chegar até o poço, desce-se uma longa escada, que dizem ter 140 degraus e está em boas condições. Dá pra descer e subir numa boa. Não há restaurante no local. Banheiros só lá em cima, na entrada. Não deixe de levar máscara e snorkel para apreciar o fundo do poço e os peixes. Melhor horário para ir é entre 10h e 13h, quando o sol incide no poço. A entrada custa R$ 20,00 e aceitam meia-entrada. Pagamento só em dinheiro. Optamos por ir ao Encanto Azul primeiro por conta do horário do sol e também para almoçarmos e aproveitarmos o restante do dia no Poço Azul, onde há mais atrativos e um restaurante Self-service. Foto do Encanto Azul.

      POÇO AZUL
      É um complexo turístico que abriga, além do poço azul, seis cachoeiras. No trajeto até o poço, feito por passarelas, passa-se por todas as cachoeiras. Mas ao chegarmos, fomos direto ao poço azul, para apreciá-lo ainda com o sol resplandecendo no poço. Além da beleza, é um delicioso lugar para banho. Depois fomos almoçar. As principais cachoeiras são a Santa Bárbara, que é a mais alta da Chapada das Mesas, com 70 metros, a Santa Paula e a dos Namorados. Há uma tirolesa de 300 metros no local. A entrada custa R$ 50,00, também há meia-entrada e dá direito a todos os atrativos, exceto à tirolesa. Aceita cartão. Neste lugar encerramos toda a nossa viagem. Foto do Poço Azul.

      Há mais ainda o que fazer na Chapada das Mesas e na cidade de Carolina. Na cidade de Carolina vale assistir ao Pôr do sol do Rio Tocantins e caminhar pela cidade à noite para conhecer sua história e um pouco da sua vida. Há opções interessantes para jantar e lanchar à noite. Já na Chapada das Mesas, há ainda outras opções de cachoeiras, como as cachoeiras Adeia do Leão, da Mansinha e do Dodô, que ficam a 18, 27 e 30 km, respectivamente, de Carolina, todas na direção de Imperatriz. São cachoeiras pequenas, mas boas para banho. Tem de passar por estrada de chão, mas não tenho conhecimento das condições. Importante perguntar aos locais antes de ir. Obtive essas informações num mapa que consegui no hotel e em conversa com pessoas da região.
      No regresso a Brasília, decidimos voltar pela Chapada dos Veadeiros, mesmo sendo 150 km mais distante, pois a rodovia Belém-Brasília tem grande fluxo de veículos e nos pareceu bem perigosa, exatamente o contrário da estrada que passa por dentro da Chapada dos Veadeiros.
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