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Ana Roberta

relato 25 dias mochilando pela Tailândia

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Programar uma viagem pra Ásia é se propor a ficar muitas horas dentro do avião. Quando planejamos a nossa, sabíamos que amargaríamos muitas horas dentro do avião, mas depois que montamos nosso roteiro é que tivemos a exata noção de quanto tempo duraria nosso martírio aéreo. Nossas férias estavam maracadas pra maio e a medida que fomos pesquisando sobre o país e os melhores locais pra conhecermos, vimos que no meio do mês é o período em que as monções (temporadas de chuvas) estão chegando na Tailândia, e que elas entram bem pela região que queríamos conhecer - o Mar de Andman, famoso pelas ilhas e praias paradisíacas. Por isso tivemos que começar a viagme pela costa do extremo sul do país, para depois subirmos de ilha em ilha, terminando em Bangkok. O melhor foi que conseguimos manter o que sempre fazemos em nossas viagens - ir na baixa temporada pra fugir da multidão!

Esse planejamento significou incluir mais um vôo em nossa já longa jornada.

RIO DE JANEIRO - TAILANDIA - Maratona Aeréa:

Rio de Janeiro - São Paulo 15:30 TAM (chegada 16:10) sábado 01.05.2010

São Paulo - Amsterdam 19:05 KLM (chegada 11:35) domingo 02.05

Amsterdam - Bangkok 20:45 KLM (chegada 12:30) segunda 03.05 MEU ANIVERSÁRIO!!!

Bangkok - Hat Yai 19:00 Tai Air (chegando 20:00) segunda 03.05

Hat Yai - Pak Bara de Microônibus 2 horas de viagem (terça 04.05.2010)

Pak Bara - Ko Lipe (ilha) de SpeedBoat 2 horas e meia (terça 04.05) - ENFIM CHEGAR AO NOSSO PRIMEIRO DESTINO AS 14HS

 

Isso significa que teríamos que entrar no avião no sábado para chegarmos ao nosso destino na terça feira!!! ::putz:: E ainda passar o meu aniversário em trânsito!!

E como se isso não bastasse, na semana anterior a nossa viagem o tal vulcão da Islândia resolveu entrar em erupção interrompendo todo o tráfego aéreo de parte da Europa, icluindo a Holanda por onde passaríamos. Passamos momentos de apreensão com medo de não coneguirmos viajar. Mas tudo deu certo e os vôos foram liberados uma semana antes da nossa partida.

 

 

01.05.10 RIO - SÃO PAULO - AMSTERDAM

 

02.05.10 AMSTERDAM

Nosso vôo pra Amsterdam estava lotado por causa do fechamento do espaço aéreo nas duas semanas anteriores. O que tornou as coisas um pouco melhor foi o ótimo serviço de bordo da KLM e a minha baixa estatura. Já meu marido sofreu bem mais pelo espaço mínimo das poltronas da classe econômica. rsrsrs

Chegamos em Amsterdam com chuva o que atrapalhou nossos planos de conhecer o Keukenhof, o parque das Tulipas. Já no gate ao sair do avião sentimos o frio que estava fazendo. E eu só pensava nos meus biquinis no mochilão...

O aeroporto é enorme, mas muito bem organizado e com uma ótima infra-estrutura para o turista. No desembarque tem um balcão de informações que ajuda muito. A vantagem de fazer os vôos na mesma companhia é que nossos mochilões foram despachados direto pra nossa conexão o que facilitou muito. Fomos direto pra plataforma do trem que leva à cidade e em 20 minutos já estávamos na Amsterdam Centraal. Estava chuviscando e fazendo bastante frio, uns 10 graus, de cara para o cenário típico da cidade: canais e bicicletas. Gastamos nossas horas até o próximo vôo andando pelas ruas da cidade, almoçamos num restaurante italiano com preço razoável e no final da tarde votamos pro aeroporto. Não saimos da cidade sem comer os famosos CROQUETES DA PHEBO, que tem lojas por toda a cidade, inclusive no aeroporto. [/color][/color]

 

03.05.2010 AMSTERDAM - BANGKOK BANGKOK - HAT YAI MEU ANIVERSÁRIO!!!

O aeroporto de Bangkok é enorme, bonito e muito organizado, todo interligado por esteiras rolantes, e cheio de flores, muito bem cuidado. Seguindo a dica dos blogues que pesquisamos, fomos direto pro balcão da Vigilância Sanitária mostrar o certificado de Vacinação pra Febre Amarela. Depois enfretamos a longa fila pra Imigração. Nesses dois contatos com os tailandeses não confirmamos a fama deles de simpáticos, todos os funcionários estavam com a cara amarrada.

Tivemos que passar a tarde no aeroporto, e por incrível que pareça quase perdemos o vôo para Hat Yai, pois o aeroporto é enorme! Os vôos internos são uma boa opção pra quem quer rodar por lá, economizam tempo e não custam muito. A AIR ASIA é uma empresa “low cost” e comprando com antecedência os preços são ainda melhores. Compramos as nossas passagens daqui do Brasil pela internet.

Escolhemos descer direto para o extremo sul da Tailândia porque queríamos muito ir a Ko Lipe e as ilhas ao redor, na região do Ko Turatao National Marine Park. Toda essa área fica quase na fronteira com a Malásia. É justamente por essa região que entram as monções. A partir de 15 de maio quase tudo nessa ilha fica fechado pelo mau tempo, chuvas, ventos e o mar "virado". Por isso esse foi o nosso primeiro destino da viagem. A partir dái sabíamos quais ilhas queríamos visitar, mas fomos escolhendo quantos dias em cada lugar confome a vontade. Por isso o melhor é viajar na baixa e sem reservas!

Pra ir pra Ko Lipe ou qualquer das ilhas ao redor, o melhor trajeto é pegar um avião ate HaT Yai e de lá uma Van até Pak Bara, cidade litorânea de onde saem os barcos para as ilhas. Dependendo da hora que se chega em Hat Yai, a melhor pedida é dormir por lá, pois Pak Bara é ainda muito pequena e pouco desenvolvida. Só tem umas duas hospedarias bem simples, e chegar lá tarde da noite pode não ser bom porque tudo parece fechar cedo. Foi o que nós fizemos. Afinal já era segunda feira e estávamos voando desde sábado. Chegamos em Hat Yai as 20hs e pegamos um taxi no aeroporto direto pro hotel. Aqui a dica é contratar o taxi nos balcões do aeroporto, pode parecer mais caro, mas é a melhor opção pra não ser enganado. Muitos dos taxistas querem fazer a corrida sem o taxímetro, negociando com o turista o preço da corrida. O problema é que nós não sabemos o preço justo a ser cobrado. Pagamos 300B até o hotel, e no meio do caminho vivemos uma das situações típicas que já havíamos lido nas nossas pesquisas – a tentativa de arrumar dinheiro com o turista oferecendo os pacotes. O Taxista ao saber que queríamos ir pra Pak Bara parou o taxi na porta de uma loja de turismo pra tentar nos vender o transfer pra lá. Se não tivéssemos lido sobre essas coisas poderíamos ter ficado mais assustados, pois era de noite, a cidade é meio pobre e antiga e o motorista foi entrando por umas ruas pequenas até chegar numa região muito feia, escura que depois percebemos ser a rodoviária do lugar, com o cenário bem típico. Parou o carro e uma mulher veio até ele, conversaram em Tai e depois ele tentou, com um inglês muito ruim, nos empurrar o pacote. Educadamente recusamos e pedimos que ele nos levasse ao nosso hotel.

Ficamos no New Season, pagamos 1000B por uma suíte ótima, com uma cama gigante, a maior que eu já vi na minha vida. Se for necessário comprar alguma coisa de última hora, perto dos hotéis tem dois shoppings (simples) que podem ser uma salvação, mas não crie muitas expectativas porque as lojas são bem simples.

Deixamos nossas coisas no hotel e fomos andar a procura de um local para comer. Comida na Tailândia é sempre um capítulo a parte. Ou você gosta de pimenta e comida condimentada, ou vai encontrar dificuldade pra comer. Lemos em alguns blogs e relatos que a comida vendida na nas barraquinhas de rua é boa e limpa, mas confesso que nesse nosso primeiro contato não tivemos coragem de enfrentá-las. Não sei se pelo calor forte que estava fazendo, misturado a um certo enjoo pelos dias dentro do avião, somado à aparência das comidas expostas, o fato é que acabamos indo comer o que eu logo comecei a chamar de “comida segura” Mac Donald´s!! As barracas de rua colocam as comidas penduradas, isso significa que você vai andando na rua vendo patos inteiros, peixes e lulas desitrarados e as pessoas em volta sentadas em mesinhas comendo essas iguarias...

Esse foi o dia de aniversário que eu tive mais atípico em toda a minha vida. Passei o meu aniverário em trânsito!!

 

04.05.10 KO LIPE - FINALMENTE CHEGAMOS!!!! As "maldivas" tailandesas!

Um dos caminhos mais rápidos pra se cehgar em Ko Lipe vindo de Bangkok é por Hat Yai (avião), de lá pegar uma van ou microônibus pra Pak Bara onde fica o pier de onde saem os barcos para as ilhas da região. Também dá pra chegar pela Malásia, mas os barcos que levam a Ko Lipe de lá só funcionam na alta temporada. Em Hat Yai tem algumas agências de turismo que vendem o pacate de van + barco até Lipe ou Ko Turatao, e na maioria dos hotéis é possível comprar esses pacotes. Compramos os tickets no nosso hotel - Van pra Pak Bara (2 horas) e o Speedboat pra Ko Lipe (2h 15 min), 800B cada um.

 

Assim que a Van chega em Pak Bara, uma cidade bem pequena, saltamos no porto e o motorista com um inglês bem rudimentar nos encaminha pra uma pequena loja que é a agência de turismo. Nessas alturas ninguém fala inglês, eles apenas aparentam que entendem alguma coisa com a cabeça e fazem uns sinais nos encaminhando pro barco que devemos tomar. Nós e nossas malas fomos os últimos a sermos embarcados. É um porto, na verdade um cais, bem simples, com barcos de pesca e vários barcos que na alta temporada devem ficar indo e voltando pras ilhas cheios de turistas. Agora na baixa há apenas um barco certo por dia, as 11:30, e outro provável as 13:30. Logo que o o barco sai a paisagem não difere muito da do Brasil na área de mata atlântica típica da região do litoral sul do Rio e norte de Sâo Paulo, uma barra de rio larga que sai numa bonita baía com mangues pelas margens. Mas a medida que saímos das águas da baía avistamos as ilhas ao fundo e os característicos limestones perdidos no horizonte. Depois de mais ou menos uns quarenta minutos chegamos em Ko Turatao , a lha sede do Paque Nacional Marítimo. É nela que paga-se a taxa de permanência no parque, 200B, tem uma sede de visitantes e já de cara varias plácas avisando que é uma área perigosa pra Tsunami. Toda essa região foi devastada no tsunami de 2004. O barco fica parado 10 minutos nessa ilha, parece que realmente é só pra arrecadar o dinheiro dos turistas. Nâo tem problema, a gente aproveita assim mesmo: corremos pra dar nosso primeiro mergulho em mares tailandeses. Surpresa: água quente como na Bahia!

 

Depois de mais 40 minutos o barco para em uma pequena ilha, Ko Kai, que é simplesmente deslumbrante! A visão que se tem a medida que o barco se aproxima é de deixar de boca aberta. Corremos pra mergulhar e aproveitar aquele mar. Nessa hora já podemos perceber a forte diferença de cultura. A maioria no barco era de tailandeses, e alguns muçulmanos. Nós logo tiramos as blusas e corremos pra água. Eles ficavam sentados no barco só olhando, no máximo desceram molharam os pés e tiraram algumas fotos. Quando voltamos pro barco, molhados e de biquini e sunga, muitos se afastaram.

Depois de uns 20 minutos nessa ilha o barco vai direto pra Ko Lipe, enfim nosso primeiro destino.

Nessa ilha os barcos não chegam na praia, param numa plataforma flutuante em frente a Pattaya beach e os longtails vem pegar os turistas pra levar pros resorts. A boa é chegar já sabendo pelo menos em que praia quer ficar hospedado. Decidimos ficar em Sunrise Beach, uma das praias menos turísticas por lá e que tem uma boa variedade de hospedagem. Pegamos um taxi boat com outro casal Por fim decidimos ficar no resort que tínhamos olhado na internet e que pretendíamos ficar – Fora Dive Resort, por 500B a diária do casal no bangalô em frente a praia, sem café da manhã e sem ar-condicionado. Bangalô todo de bambu e com os banheiros bem característicos de vários resorts por aqui: também de bambu, inclusive as paredes, e a parte do chuveiro é a céu aberto.

 

Sunrise beach é uma praia linda, com a água maravilhosa, muito clara, verde translúcida. A ariea é branca como talco e tem várias árvores ao fundo. E fica sempre calma pois fica do lado oposto da parte mais badalada da ilha. Andando por essa praia em direção a Sunset Beach, passamos pelo Andman Resort que é bem falado nos blogs e relatos que pesquisamos, com bangalôs para todos os bolsos. Andando mais chega-se onde a ilha faz uma curva de frente pra Ao Nang. Lá fica o Mountain Resort, com uma vista espetacular, uma ponta de areia em curva linda e o mar azul, onde dizem que é as Maldivas tailandesa. A boa aqui é tomar umas cervejas no restaurante do resort que tem uma vista maravilhsa pra essa ponta de areia e a ilha de Ao Nang ao fundo. Não espere cervejas geladas. Elas chegam a mesa frescas, e ficam ainda mais quentes numa rapidez impressionante. Na Tailandia temos que beber a cerveja igual cachaça, virando, pra não dar tempo pra que ela esquente ainda mais.

 

O calor que faz é desesperador. Caminhar na praia a noite, a caminho do restaurante nos deixa ensopados de suor!! Muuuuito pior do que o Rio de Janeiro no verão.

Comer continua sendo um capítulo a parte! Léo fez uma reserva no restaurante do Mountain Resort pra comemorarmos atrasados o meu aniversário. O jantar foi frustrante! Tentando fugir das comidas super apimentadas, pedimos um camarão empanado como aperitivo que veio grande, mas totalmente sem gosto e bem gorduroso, comemos desanimados e decidimos não jantar lá. Fomos pra vila a procura de algo melhor pra comer, mas estávamos meio enjoados e sem disposição de enfrentar a comida tailandesa. Andando pela ruazinha principal o cheiro de fritura deixava a gente ainda mais enjoado. Tentamos comer uma panqueca, acreditando que seria algo conhecido de nosso paladar. Sabiamos que precisavamos comer mas não estávamos com apetite. Pedimos uma de nuttela pra dividir, mas quando chegou surpresa: era frita!! Empurramos pra dentro e fomos pro hotel dormir, um pouco frustrados porque não foi dessa vez que conseguimos comemorar meu aniversário.

 

05.05.10 KO LIPE - Passeio de longtail e snorkelling pelas ilhas ao redor

Agora sim de férias, decidimos pegar um longtail pra dar um passeio na ilha e nas outras que ficam por perto. Encontramos com um casal de brasileiros que estava no mesmo resort que a gente que deram a dica de alugar na operadora ao lado (Castaway Resort e operadora de mergulho). É um passeio para o dia inteiro, eles fornecem o equipamento para snorkelling e pés de pato e mandam no barco algumas frutas, água e numa caixa térmica o almoço e todos os apetrechos para um piquenique na praia de alguma das ilhas. Mais tarde descobrimos que o preço que pagamos foi bem salgado, mas por outro lado não precisamos ficar tentando nos comunicar com os nativos já no primeiro dia. Esta ilha não é tão turística, por isso a maioria não fala um inglês razoável, ainda mais na baixa temporada, quando tem menos gente do turismo por lá. Pagamos 1600B.

Fomos a 4 lugares pra mergulho diferentes, o primeiro meio sem graça numa área no mar protegida por bóias.Depois ao redor de uma ilha, com a cor da água e a transparência deslumbrantes. Peixes multicoloridos aos montes, muitos "Nemos", ouriços aos montes, também bonitos (!) e corais de todas as cores, e uns que eram azuis! Nesse lugar ficamos mergulhando sozinhos, sem turistas asiáticos (barulhentos) com os inseparáveis coletes salva-vidas! Fomos pra outra ilha fazer outro snorkelling, também sozinhos. O próximo destino seria uma praia na em Ao Nang, mas estava chovendo nessa parte da ilha e tb onde estava nosso barco. Decidimos então seguir pra outra ilha onde avistamos que estava sol. Essa ilhote fica na frente de Ko Lipe e estávamos completamente sozinhos. Os peixes ficam super curiosos ao nosso redor, e se ficarmos parados eles não resistem e vem nos “beliscar” achando que é comida. De lá voltamos pra nossa praia e comemos nosso almoço. Quer dizer, tentamos comer nosso almoço, em um pique-nique na praia. A comida era um frango ao molho, legumes ao estilo thai, arroz e melancia de sobremesa. Léo não conseguiu comer nada por causa da pimenta, que realmente estava forte. Eu comi um pouco, tentando evitar o molho onde a pimenta ficava concentrada, mas tem um momento em que a língua começa a ficar dormente de tão ardida, e aí você desiste. A fome bate e você parte pra mais uma garfada, acreditando, ou melhor, desejando, que irá se adaptar a pimenta. Mas não é isso que acontece, acabei comendo pouco de uma comida que até estaria gostosa se não estivesse tão ardida, sempre aos intervalos com enormes goles de Coca Cola. Léo almoçou melancia.

No final da tarde a boa é curtir o por do sol na varanda do restaurante do Mountain Resort onde tomamos algumas cervejas degustando da paisagem. Tem um ótimo tempura de camarão lá.

A night, bem calma agora no final da baixa temporada, rola em Pattaya beach, com os bares e restaurantes com mesinhas e almofadões na areia da praia, sempre iluminadas por tochas e com os fire-shows que rolam todos os dias (que depois descobriríamos que toda a night nas ilhas de toda a Thailandia tem fire-show!!). Por lá os preços são mais caros, mas ainda assim barato quando convertido em reais.

 

06.05.10 KO LIPE

Pra nós foi difícil nos acostumar com a comida por aqui. Os quase três dias de avião, mais o calor forte que faz por aqui (mais de 40graus) e a pouca comida que conseguimos comer, me fez acordar passando mal. Percebi que estava desidratada, fiz uma espécie de soro caseiro e melhorei. Só então consegui tomar café da manhã. Acordei passando bem mal!

Dia de ficar andando pela ilha de praia em praia, parando onde encontravámos cerveja razoavelmente gelada. Na Thailandia eles têm o péssimo hábito de botar gelo na cerveja!!! Por isso não se preocupam em vendê-la bem gelada.

A sunset beach é uma praia bem pequena que não é muito bonita. Na verdade acho que não vale a caminhada pra lá, ainda mais porque estava com muito lixo que o mar traz, tipo garrafas plásticas, tampinhas e etc... Infelizmente é verdade. Lixo nesse paraíso!! Aliás a ilha toda estava bem sujinha. Nas praias (paradisíacas) encontramos muitas garrafas pet jogadas na areia, por turistas e nativos. Conversando com uma menina que conhecemos ela disse que no final da temporada, quando tudo fecha (15 de maio) os moradores e funcionários de restaurantes e hotéis fazem um mutirão de limpeza, e que agora na baixa temporada a coleta desse lixo ficava precária. Além disso tinha muitos cacos de vidro na areia.

O jantar dessa noite nos salvo da inanição!! :) Fomos em um restaurante que estava sempre com um movimento. Eles colocam uma banca com gelo, peixe, camarão, ciri, lagosta e você pode escolher o que quer comer e eles colocam na brasa pra assar. Imploramos para não colocarem pimenta no peixe que escolhemos e pedimos camarão empanado pra acompanhar. A comida estava ótima! Graças a Deus, enfim uma comida que conseguimos comer!! Sempre acompanhados dos cachorros e gatos thai que ficavam com as sobras. Fechamos nossa ida pra Krabi numa agência da vila, via Satun o speedboat e o ônibus por 850B por pessoa. Não sei se a informação está correta, mas a atendente nos garantiu que por Satun, apesar de mais longe, acaba sendo mais rápido do que por Pak Bara pois fazems menos baldeações e trocas de veículos. É viver pra crer...

Durante a noite teve uma tempestade forte, com ventos, raios e trovôes, e nós naquele bangalô de bambu que ficava todo iluminado a cada raio... Confesso que rolou uma certa paranóia de Tsunami... ::hahaha::::hahaha:::

 

07.05.10 Ko Lipe - Krabi

Depois de conhecer Ko Lipe e as ilhas ao redor, decidimos partir pra Krabi, queríamos ter certeza que conheceríamos aqueles locais com o tempo bom, antes das monções.

Um taxi boat veio nos pegar no Resort pra levar até a plataforma de embarque em Pattaya (50B por pessoa). Lá pegamos o speedboat até o porto de Thammalang em Satun (2:30min). A funcionária da agência de turismo nos pegou no barco e nos colocou no tuc tuc pra chegar na Rodoviária. Esperamos uns 20 minutos e embarcamos a caminho de Krabi. Na alta temporada é possível fazer esse trajeto pelo mar, há várias linhas de barco que conectam as principais ilhas. Mas na baixa o geito é ir por terra mesmo.

Os ônibus daqui são de dois modelos, aqueles antigos típicos asiáticos ou ultra-moderno e sempre em cores muito chamativas. O nosso era todo rosa chock, com cortinas de cetim rosa, cheio de grandes bichos de pelúcia no painel, várias caixas de som e uma televisão de LCD enorme (mau presságio!). São aqueles ônius enormes, com dois andares. No primeiro andar há um bar, e também é onde eles guardam todo tipo de coisa. Vimos um cara embarcando uma scooter!! Saímos meio dia de Satun, e logo depois entra em atuivdade o sistema de som, tocando música thai em um volume considerável. O ônibus faz várias paradas pelo caminho pra pegar passageiros e em um determinado momento a tv é ligada, passa um filme bom, porém com legendas em thai e som ambiente alto como em um cinema. A viagem se tornou mais lenta do que a nossa ansiedade poderia aguentar. Começamos a ficar ansiosos com a demora. Por volta das 18h chegamos na rodoviária de Krabi, que fica relativamente distante do porto de onde deveríamos pegar o barco pra Rayley beach. Pegamos um taxi por 500B até o porto (40min) onde encontramos o casal que estava no mesmo resort que a gente em Lipe, eles estavam esperando por mais gente no barco deles pra sair pra Krabi, Milo(italiano) e Dulce(mexicana). Em 20 minutos estávamos em Railey East (60B), o lado que tem mais resorts e com melhores opções de preço, além dos bares onde rola a vida noturna. É uma praia com fundo de pedra a vegetação típica de mangue, que não é boa pra mergulho.

Ficamos no Diamond Cave Resort (RAILAY EAST), um bangalô com ar condicionado por 800B o casal sem café da manhã. Se pagássemos mais de 3 noites seriam 700B. Quarto bem confortável, com cama grande. Fomos jantar na vila, quer dizer a pequena rua em frente a praia onde ficam os bares e resorts. Comemos no restaurante de nosso resort, o que não se mostrou a melhor das escolhas, a pizza do Léo estava totalmente sem graça e o meu peixe frito (200B com batatas) muito gorduroso. Demos uma volta pelos bares e por essa rua , tem vários que ficam num deque sob o mar com almofadões e mesinhas, bem legal para aproveitar a noite e esperar por uma brisa nesse calor de matar. A vida noturna rola deste lado, pois do outro só tem dois resorts de alto nível e um clube-condomínio. O clima daqui é muito legal, tem vários mochileiros, muitos jovens europeus, todo mundo convivendo em paz, apesar dos drunk teenagers. O programa de hoje foi o Bamboo Bar bebendo cerveja. Rolou fire show, como de costume nos bares por aqui e depois uma luta/ apresentação Muai Thai.

 

08.05.10 KRABI - RAILAY BEACH

A praia de Railay West é muito bonita, cercada por enormes Cliffs dos dois lados e a floresta ao fundo. Depois de relaxar e aproveitar a praia um bom programa é alugar um caiaque e remar pelos arredores. A boa é alugar um caiaque pra cada casal (depois de muito choro conseguimos por 100B a hora) e remar até a praia Ao Phra Nang, passando entre os enormes limestones que ficam em frente a praia e as ilhas de Ko Nok. Nessa praia está a Caverna da Princesa, aquela famosa que tem um monte de pirus de madeira de todos os tamanhos e cores. Os tailandeses os levam pra lá como uma oferenda a fertilidade, mas isso não tem nada a ver com o budismo. Ao lado da caverna, na encosta de rocha calcária que vai até o mar tem umas enormes estalactites que ficam penduradas sob o mar que aqui também tem uma cor maravilhosa.

Depois de voltar remando para o West Side onde devolvemos os caiaques a pedida almoçar no East Side. Comemos uma massa ótima no restaurante do Garden View Resort (150B). O programa do final da tarde é ir ao mirante pra ver o por do sol. A subida começa bem íngreme, com uma corda pra servir de apoio. São uns 20 ou 25 minutos de subida, depois uma pequena caminhada plana e chegamos no mirante com uma vista para os dois lados de Railay, com os coqueiros aos montes e a vila ao fundo. Ficamos até começar a escurecer. Na volta é só ir pra psicina tomar mais umas cervejas e descansar... A night hoje foi no Last Beach Bar onde estava rolando a festa desta noite. Por aqui há sempre uma festa, cada dia em um bar difetente. Hoje era a festa do biquini, com os típicos jovens europeus bêbados. Cada homem que fosse acompanhado de 4 mulheres de biquinia formava uma equipe que disputava com as outras o direito aos free buckets all night long!!! Isso significa que eles podem beber quantos baldinhos quizerem. Por aqui a moda entre os jovens europeus é ficar bêbado bebendo naqueles baldinhos que as crianças levam pra praia pra brincar. Os drinks desse bar são ótimos, mas não precisa ser no balde!! [/color][/color]

 

09.05.10 KO HANG - ILHA PARADISÍACA E PESSEIO POR PANGA BAY (muuuuitos limestones!!)

Se você quizer conhecer as ilhas do Mar de Andman sem se perturbado por outros turistas (nosso tipo de turismo) não pense que vai dormir todos os dias até as 10 da manhã em suas férias. A regra costuma ser: acordar cedo e alugar longtails privativos pra chegar nos lugares antes dos barcos (longtails e speedboats) cheios de tusistas que nem sempre tem educação que deveriam pra adentrar em certos paraísos. Foi isso que fizemos todos os dias, por isso acabávamos indo dormir não tão tarde.

Ko Hang é uma ilha paradisíaca que fica uma hora de Railay (1500B por casal). Alugamos um longtail pra nós com o Milo e a Dulce. Essa ilha é um parque nacional e teríamos que pagar uma taxa de 200B por pessoa, mas chegamos lá muito cedo, e nem o guarda estava lá pra cobrar.

A medida que vamos nos aproximando da ilha, a água vai ficando cada vez mais clara, numa transparência incrível, com aqueles rochedos terminando quase dentro d’água, separados apenas por uma fina faixa de areia muito branca. Ficamos numa pequena enseada linda no canto esquerdo dessa praia, onde fizemos um snorkelling razoável. Essa ilha é bem organizada, limpa, com uma área separada para os barcos e outra para banhistas. Há também um bar que vende bebidas e snacks.

O primeiro lugar que visitamos nessa ilha foi uma pequena baía que se forma no interior da ilha, conectada com o mar por uma pequena passagem no meio da rocha por onde passa apenas um barco pequeno. Estava cedo, fomos o primeiro barco a chegar lá, ficamos sozinhos nesse paraíso.

Saindo de barco dessa praia fizemos um passeio bela Panga Bay, uma baia repleta de limestones e ilhas, dos mais variados tamanhos e formatos. Muito bonito.

Paramos em outra praia desta ilha pra um pequeno lanche e mais mergulhos e voltamos pro barco em direção a Ko Bang, uma pequena ilha no caminho de volta pra Railay fazer mais um snorkelling. No caminho fomos ficando meio tensos a medida que avistamos cada vez mais caravelas no mar, enormes, com tentáculos assustadores. Mergulhar nesse mar? Ao chegar na ilha bem que colocamos as máscaras e mergulhamos, Dulce ficou no barco tomando conta da gente, gritando avisando sobre a proximidade de alguma delas. Mas tinha várias dentro d’água e acabamos desistindo do mergulho, que era bem bonito, com muitos corais e peixes lindos.

O restaurante do Garden View Resort serve uma barracuda na brasal que é uma delícia. Night de hoje foi no Bamboo bar, ouvindo muito reagge e alguns drinks!

 

10.05.10 PHI PHI DON

Se você não quizer gastar muito dinheiro evite comer ou beber no lado west de Railay, tudo por lá em bem mais caro! Tivemos que tomar café da manhã lá e a diferença pro outro lado é gritante. É desse lado que saem os barcos pra Phi Phi Island. Aqui também o barco grande que leva até a ilha não para na praia, pegamos um longtail no canto esquerdo da praia que nos levou até o ferry, lá nossas mochilas são jogadas no convez e seguimos viagem. Demora umas duas horas até lá, mas o caminho já é um passeio, passamos pela chiken island e outras ilhas bem bonitas. No barco tivemos mais uma das provas de que alguns europeus quando saem de seus países deixam por lá a educação que deveriam carregar na viagem. Um casal fumou seus cigarrinhos e jogou as pontas no mar, é claro que diante de nossas reclamações! Uma outra senhora ensaiou o mesmo ato, e olhei tão feio pra ela que ela ficou com a guimba na mão e depois jogou no lixo. Isso porque lata de lixo estava a dois metros deles.

Chegando na ilha já podemos avistar a beleza que nos espera, a cor da água é maravilhosa! Mas do mar também ficamos receosos com o que nos esperava nessa ilha: tudo muito turístico e desenvolvido, ou seja, tudo que tentamos ao máximo evitar em nossas viagens. Mas não tem jeito, se você quer ir a Thailândia e conhecer aquelas ilhas e praias maravilhosas que sempre viu nas fotos, você tem que ir nessas ilhas mais turísticas, claro que com os macetes apropriados pra fugir da multidão.

Desembarcamos num pier bem novo e grande, e de imediato fomos abordados por um monte de gente querendo te empurrar hospedagem, carregadores pras malas, passeios, etc etc. Agora tem outra novidade na ilha pra tirar dinheiro dos turistas: assim que você desembarca passa num balcão em que tem que pagar uma taxa de 200B a título de limpeza da ilha.

O argumento que utilizam pra isso até poderia ser convincente, mas depois de alguns dias rodando pelas ilhas por aqui, o que podemos perceber é que tanto o governo, a população local, quanto uma parte dos turistas e quase todos os envolvidos com o turismo, todos estes dão muito pouca importância à limpeza das ilhas e das praias. É comum encontrarmos por aqui muitas garrafas plásticas pelo chão e outros tipos de lixo poluíndo esses paraísos. Os cacos de vidro na areia da praia são um perigo permanente, tanto que em algumas praias caminhamos de chinelo pela beira d’água.

A chegada a Phi Phi Lhe tem dois momentos – ainda um pouco distante da ilha ficamos admirando a beleza da ilha e da cor da água em suas enseadas, já quando descemos no pier a experiência é meio assustadora, primeiro pela quantidade de gente no pier ao mesmo tempo, (olha que era baixa temporada), segundo você é abordado por várias pessoas querendo vender alguma coisa, e depois porque a medida que você vai entrando na ilha, vai ficando com a sensação de que está entrando num grande mercado, o equivalente aqui no Rio ao Saara. Se você não fica nos grandes resorts dessa praia que nem é a mais bonita, e não vai de barco para outros que buscam de taxi boat, tem que ir caminhando por ruazinhas estreitas com várias lojas de cada lado, agências de turismo, casas de massagens, num movimento frenético de gente. Ficamos imaginando como não deve ser na alta temporada. Caminhado por estas ruazinhas logo chegamos numa espécie de mercado, com barracas de lona cobrindo o que parece ser um restaurante popular, com uma cozinha improvisada e uma grande grelha; ao lado algumas bancas vendendo frutas típicas e mais a frente algo que nos parecia bizarro cada vez que passávamos por lá: uma loja meio barraca nesse mercado vendendo frango, peixe e pato expostos do lado de fora num balcão o dia inteiro, sem refrigeração, expostos ao calor infernal que faz por aqui além das moscas. Esse mercado exala um odor característico dessa mistura de comidas e frutas e das frituras feitas a céu aberto. Confesso que esse cheiro nem de longe abria o nosso apetite.

Bem, passando essa parte do mercado seguimos caminhando e as pequenas ruas se alargam um pouco, favorecendo todo o grande tráfego de gente, bicicletas, carrinhos de bagagens e mercadorias. Fomos a procura de um resort pra nós e pro Milo e Dulce. Eles queriam uma opção mais econômica, já que estão viajando a muito tempo. Nós preferimos pagar um pouco mais caro de desfrutar do conforto que por aqui nos é permitido, ficamos no Phi Phi Casita, por 1500B a diária do casal com café da manhã, bangalô com ar-condicionado e piscina. Esse resort é bem bonitinho, todos os bangalôs ficam numa espécie de deque suspenso, com muitas plantas e lagos entre eles, e uma piscina com um bar molhado que se mostrou um ótimo lugar pro nosso ócio tão merecido.

Passamos o resto da manhã em Ao (praia) Loh Dalum.Essa praia fica do lado oposto a praia do pier e é a mais frequentada na ilha. Tem uma faixa de areia não tão branca como em outras ilhas e que na maré cheia fica bem grande. Para mergulhar precisamos caminhar bastante dentro d’água. Na parte central da praia não tem nenhuma sombra, e se você não quizer desembolsar 100B por pessoa, é melhor ficar em um dos cantos, pois no meio tem várias espreguiçadeiras com ombrelones convidativos, mas quando você se senta, crente que são de um barzinho que é só pedir algo pra beber pra poder desfrutar, vem um tailandês pouco simpático te cobrar a taxa, e você logo percebe que o único serviço oferecido é esse, poder sentar-se um pouco a sombra. Não tem nada pra consumir. E não adianta duas pessoas tentarem sentar ao mesmo tempo porque o cara vem com uma cara mais antipática ainda e reclama que a segunda pessoa tem que sair ou pagar mais 100B.

Depois da praia fomos procurar um lugar pra almoçar. Milo e Dulce tinham indicado a comida do mercado pelo qual passamos mais cedo. Até tentamos olhar aquele lugar com outra disposição depois da indicação, mas realmente não tivemos coragem de encarar a comida daquele lugar, apesar deles terem gostado bastante. Não sei não, acho que eles já estão bem mais acostumados com essa comida. Resolvemos experimentar um que estava bem cheio, provavelmente seria uma boa opção - Cosmic. Realmente foi. Comemos um frango grelhado com batatas fritas ótimo.

Tarde na piscina do hotel bebendo no bar molhado pra fugir do calor escaldante!!! 45 graus!!!

Final de tarde: curtir o por do sol no viewpoint que tem uma vista para as duas principais praias da ilha. A subida é bem puxada com o calor que faz por aqui. Chegamos no mirante que tem na metade do caminho encharcados de suor. Aqui a vista é bonita, mas quando subimos ao segundo é que realmente ficamos de boca aberta com o visual e com a quantidade de turistas lá em cima. Muitos jovens empoleirados nas pedras aguardando o por do sol, cada um com sua garrafa d’água pra combater a desidratação que nos ameaça a todo momento. Por do sol bem bonito, pena que a quantidade de gente atrapalha as fotos.

A noite o programa foi comer a famosa pizza que o Milo nos indicou (ele está morando por lá ha 2 anos). Descobrimos que ele estava falando do Cosmic, restaurante que descobrimos na hora do almoço. Isso seria uma ótima dica partindo de um italiano, pensamos nós. 150B qualquer pizza, com massa fininha e crocante.

 

11.05.10 PHI PHI LEH - Maya Bay - fugindo da multidão de turistas!!!

Até agora esse foi o primeiro resort que ficamos que tem café incluído na diária. Percebemos que na baixa temporada isso é comum por aqui. Em Ko Lipe e em Krabi não tinha nem a opção de pagar o café por fora, simplesmente os restaurentes dos resorts não fazem o buffet de café da manhã, a quantidade de hóspedes não compensa. Mas como estamos em Phi Phi, por aqui não faltam turistas o ano todo. Em se tratando de Thailandia, buffet de café da manhã no resort deixa de ser algo básico. Depois de mais de uma semana por aqui, você não aguenta mais sair pelos restaurantes em busca de um café da manhã gostoso. Eles só têm pão de forma sem graça por aqui, não têm frios e nem manteiga (servem margarina), requeijão então, foi algo com o que sonhei todos os dias, mas se me servissem um pãozinho com manteiga eu já estaria realizada! E o café preto? Péssimo! Portanto, resort com café da manhã na Thailandia é tudo de bom. Temos mais opções de comidas que conhecemos e que não fogem tanto aos nossos hábitos, pois todos servem o chamado café da manhã ocidental além do thai, com fried nuddles e fried rice logo pela manhã (argh!!). Pude comer torradas com geléia, ovos mechidos, bacon, sucrilhos, enfim... um café da manhã que faz a gente começar o dia bem. Outra opção nossa, quando não tinha café no hotel era comer a tradicional panqueca (ocidental) com mel, mais um item que entrou na nossa lista de “comidas seguras”. Com isso meu peso foi aumentando...

Saimos as 8:00 da manhã com o longtail que alugamos pra nos levar a Phi Phi Leh tentando evitar a multidão de turistas que todos os dias invade a ilha (1500B para dois casais, 5 horas de passeio). As 8:30 já estávamos chegando lá. A primeira visão é de um enorme rochedo, o qual vamos contornando pelo lado direito da ilha. Nessa parte não há praias, a rocha acaba direto na água. Logo estamos adentrando Maya Bay, a famosa baia onde foi filmado The Beach. O cenário na vida real é realmente tão paradisíaco como no filme (só se você chegar bem cedo ou bem tarde), a pequena praia ao fundo cercada por enormes paredes de pedra esculpidas pelo mar e pelo vento, além da deslumbrante vegetação que cobre parte dessas rochas. Chegamos bem cedo, a praia estava vazia, só tinha mais uns dois barcos, mas o lado não tão bom foi que parte da praia e da baia estavam na sombra. Ao desembarcar somos recebidos pelo funcionário que nos cobra a tacha de visitação de 200B. Aproveitamos um pouco da praia vazia e fomos caminhando por uma pequena trilha que leva a uma mini praia no meio de uma vegetação, essa prainha tem ao fundo umas pedras que são a ligação com o mar. Dependendo da maré essa praia fica com mais água. Tem uma escada e uma plataforma em cima dessas pedras que dá numa linda vista para o mar azul com corais no fundo e uma ilha bem redonda logo a frente. Esse foi o segundo ponto de parada no nosso passeio de hoje, fizemos ali um snorkelling perfeito, temperatura agradável, muitos peixes multicoloridos, corais de vários tipos e por fim pude acompanhar o trajedo de uma cobra d’água. Ao voltarmos pra praia confirmamos que a decisão de sair bem cedo foi mais do que acertada, ela estava lotada, vários speedboats lotados de turistas, europeus e princpalmente, os asiáticos. Eles parecem ocupar ainda mais espaço pois vão a praia vestidos e gritam muito. Pegamos logo nosso barco e partimos de Maya Bay, um paraíso cinematográfico e, por isso mesmo, muito turístico.

Fomos contornando a ilha e logo chegamos no ponto que avistamos das pedras quando fizemos a caminhada partindo da praia. Fizemos um snorkelling em torno das rochas que formam a iha e da pequena ilha bem em frente. Snorkelling só não foi perfeito porque depois de algum tempo que já estávamos na água chegaram alguns speedboats lotados.Chegamos a situação absurda de ficarmos gritando de nosso barco com um deles que tinha aprisionado um dos lindos peixes que tem por aqui num saco plástico e estava levando para o barco. Nós ficamos gritando, em inlgês, para que ele libertasse o peixe e ele com aquela cara de babaca nos olhando. Só depois de um tempo e de alguma insistência que o guia do barco deles se tocou e falou com ele que soltasse o peixe, e assim foi feito. Eles pareciam não compreender o motivo de nossa indignação. Também, seria esperar demais deles, que, pelo que vimos por aqui, não têm a menor cerimônia em espalhar lixo por todos os locais que visitam (nas praias, no mar, etc...). ::vapapu::

Outro problema que esse tipo de turismo sem consciência ambiental gerando é quanto aos peixes. Muitos desses barcos levam pão para dar aos peixes e atraí-los para próximo dos turistas, que sem nenhuma noção do problema que isso representa, ou ainda ignorando tal fato, adoram ter os peixes ao redor para fotografar. O peixes, além de estarem saindo de seus hábitos alimentares e todos os outros prejuízos decorrentes, acabam perdendo o medo do ser humano e se aproxima demais, o que pode representar um risco pra eles. Foi justamente por isso que o tal peixe foi capturado pelo chines sem noção. Ficamos nos perguntando quantas vezes isso não deve ocorrer sem que ninguém tome uma atitude pra evitar.

O turismo pela Thailandia ainda tem que evoluir muito quanto aos cuidados ambientais e preservacionistas. Sustentabilidade é um termo que passa bem longe do que rola por aqui. Ficamos chocados com a quantidade de garrafas plásticas de água que se tornam lixo. Muitas delas ficam espalhadas pelas praias, trilhas e ilhas. Aqui faz muito calor em boa parte do ano, bebemos muita água para suportar tais temperaturas e umidade. Nós dois consumimos pelo menos 8 garrafas por dia. Se fizermos os cálculos pela quantidade de turistas, ficaremos chocados com a produção diária de lixo, só em garrafas d’água. No entanto, não vimos nenhum programa de reciclagem de tal lixo, infelizmente. Vimos muitas fogueiras queimando lixo!!!

Seguimos contornando a ilha e chegamos em Pileh Bay, uma linda baia que se forma na costa esquerda. Aqui o mar é verde esmeralda, muito transparente. Paramos para um mergulho, algumas fotos e fomos embora. Nosso barqueiro disse que nos levaria a Monkey Beach, já de volta a ilha de Phi Phi Don. Antes não tivesse levado. Assistimos a um espetáculo deprimente que está relacionado ao que falamos acima – consciência ambiental. Essa praia é famosa porque os macacos vêm até a areia onde os turistas dão todo tipo de comida a eles (!). Incrivelmente triste, vimos macacos obesos, bebendo cerveja e refrigerante, entornando as latas!!! Comendo vários biscoitos e guloseimas!! E os turistas se divertindo com isso!! É incrível que as pessoas peguem um barco e paguem pra fazer isso! Essa praia não tem acesso a pé, e mesmo assim, todos os dias é este festival. Não sei por quanto tempo esses macacos sobrivivem desenvolvendo diabetes, alcoolismo e tudo mais que vem junto com essa alimentação inadequada e quebra da cadeia alimentar. Foi impossível fotografar com alegria essa experiência, as duas fotos que fiz foram por indinação. A praia é muito bonita, uma pequena enseada com águas cristalinas e areia muito branca, apesar de suja pelas embalagens das comidas e bebidas que dão para os macacos. É isso mesmo, além de tudo ainda deixam muito lixo na praia.

 

12.05.10 Passando o dia pelas praias de Phi Phi Don

pegamos a trilha em direção ao mirante e de lá pra Ao Rantee, no total 1h e 10 minutos de caminhada. Os primeiros 30 minutos são subindo degraus de uma escadaria bem empinada e depois rampa acima, boa parte do percurso na sombra, Graças a Deus, mas sem ter como fugir do calor. A vista das duas baias, Tom Sai de um lado e Ao Loh Dalum do outro com a maré cheia é linda demais! Conhecemos umas brasileiras lá em cima. Seguimos um pouco descendo, logo a trilha fica plana, passando entre umas casas bem simples de madeira, com umas cabanas que improvisam um bangalô com placa pra alugar. Nem nós que gostamos de acampar ficaríamos naquele lugar suspeitíssimo. Logo depois a trilha tem uma bifurcação, a da direita vai pra praia Ao Rantee e a da esquerda para o Phi Phi Relax Resort. Optamos pela da direita, e logo depois o caminho vira uma descida que é chata pra se fazer de chinelos. Depois de uns 20 minutos de descida chegamos na praia, que não é nada demais comparada as outras que temos visto por aqui. Mas ela estava vazia, só tinha nós e mais um casal, o que é raro em se tratando de Phi Phi Ilsand. Tem dois bares nessa praia, um no meio e outro no canto esquerdo. O do meio só tinha cerveja quente e o cara nos ofereceu gelo pra colocar no copo!Aqui eles bebem cerveja assim, igual wisky. Passamos o dia nesse bar do canto esquerdo, mais arrumado e bonitinho do que o outro, com mesas na areia. Bebemos várias cervejas e comemos bastante lula e camarão.No meio da tarde ficou claro que não voltaríamos pela trilha de forma alguma, alugamos um barco, paramos num ponto de snorkellin em frente a Long Beach por mais ou menos uns 40 minutos e depois seguimos pra Ao Ton Sai, onde o barco nos deixou.

Jantamos do restaurante do Phi Phi Hotel, comi lulas (escolhidas na hora) e batatas assadas na brasa com arroz (200B), uma delícia, e Léo comeu frango grelhado com fritas e arroz. Longtail de Ao Rantee pra Ao Ton Sai + snorkelling em Long Beach, 600B para duas pessoas.

 

13.05.10 Phi Phi Don (Ao Loh Dalum) e Railay beach

Pela manhã praia em Loh Dalum e a tarde o ferry de volta pra Railay Beach. Tem um barzinho ao lado do Ibiza Bar que serve um Strowberry Daikiri maravilhoso por 150B.

Night em Railay East. Tentamos aproveitar uma das promoções de drinks que eles oferecem nessa época do ano mas era furada, o drink só tem suco e (e mais) gelo, e quase nada de bebida alcóolica. O melhor mesmo é beber os drinks fora da promoção. No Last Bar tem uns ótimos

 

14.05.10 Railay - Ko Muuk

Pegamos o barco as 10 em Railay West e em 15 minutos estávamos no pier de um dos hotéis da rede Daimanod Cave em Krabi. Uma Van veio nos pegar, paramos mais uma vez no pier principal de Krabi para pegar outros turistas. Essa van nos deixou num restaurante na beira da estrada que serve como lugar para conexão entre as diversas linhas que cruzam por aqui levando os turistas. Esperamos mais uns 15 minutos e pegamos outra Van, que dessa vez nos levaria até Trang. Todas Vans e ônibus são “encrementados” por seus donos, aerofólios, parachoques esportivos com as saias, sistema de som e tv de LCD, fárois de milha e etc. Nesses transfers nós turistas vivemos uma situação paricida com os gados que são levados de um lado pro outro. Quando compramos os tickets, nos dão um adesivo pra colar na camisa. Somos colocados no primeiro transporte, e daí por diante os thailandeses olham pro nosso adesivo e vão nos empurrando (delicadamente) para os próximos transportes sem nos falar nada (poucos arranham um inglês), eles fingem entender o que vc está perguntando e simplesmente acenam postitivamente com a cabeça. Quando chegamos no destino somos deixados assim como os gados no pasto. Quando entramos na Van nos entreolhamos preocupados quando vimos a tv e o sistema de som do veículo, com alguns dias rodando pela Thailândia já é possível saber o que estar por vir numa situação dessas. Teríamos música thai e videoclipes ao longo do viagem! Ai Jesus!! Não deu outra, logo que o motorista (com cara de louco) nos colocou em movimento, acionou o DVD e lá estávamos nós, presos dentro daquele veículo tendo que conviver com uma série de videoclipes de um cantor que parece ser o Jorge Vercilo daqui em alto e bom som. Socorrro!!!!

Nossa viagem durou cerca de duas horas, chegamos +- as 13h em Trang, onde a Van nos deixou numa estação de ônibus perto da estação de trem onde deveríamos procurar o transporte para Ko Mook. O motorista não falava nada de inglês e apenas apontou a direção pra onde deveríamos ir. Nesse momento começou a choviscar. Estações de trem em países pobres costumam ser uma região degradada, empobrecida e tumultuada. Foi extamente isso que encontramos quando começamos a andar buscando a tal agência. Vimos a linha do trem com um mercado improvisado nos dois lados do trilho, vendendo todo o tipo de coisas populares. Ninguém falava inglês nesse lugar pra nos dar uma informação. Andamos procurando por um tempo até que bateu um certo nervoso: como vamos fazer pra sair daqui? Andamos mais e avistamos um prédio que parecia ser um daqueles hotéis bem baratos e fomos lá na recepção tentar uma informação. A atendente falava um pouquinho de inglês e apontou onde era a tal agência que deveríamos procurar: a KK travel agency. Compramos por 800B o ticket pra nós dois – a van até o pier Ban Pak Meng e o barco até a ilha. A van era bem velha, faz o tranporte do povo como aqui, que pagam com moedinhas, enquanto os turistas pagam bem mais; demoramos mais uma hora até o porto. De lá mais 30 minutos de longtail. O tempo estava nublado e o mar com algumas ondas e bastante vento: será que as temidas monções já chegaram? Tomara que não! O pier daqui é super comprido, afastado da praia. A ilha nos pareceu bem vazia. Tinha umas mulheres sentadas no pier batendo papo, e pelo celular chamaram um moto taxi pra gente, pois nosso resort fica no outro lado da ilha. Na verdade era uma scooter com uma espécie de side-car para nos levar com a bagagem. Nos pergutamos se ela aguentaria, e uma tailandesa nos perguntou se poderia pegar uma carana com a gente com o filho de uns 8 anos. O motorista disse que a moto aguentava, então concordamos. Saímos eu, Léo, Mochilões, mochilas de ataque, a mulher, o piloto e o menino na moto. A mulher e o menino descerem logo a frente e nós segumos nosso caminho percorrendo uma estradinha ilha adentro. A vila pareceu bem pobre e feia, com muitas casas suspensas em algo que parece um mangue, tudo muito sujo. Depois de uns 20 minutos por essa estradinha precária chegamos ao resort onde ficaríamos – Ko Mook Charlie Beach Resort. Ele fica em uma praia privativa bem bonita, mas que não estava tão bonita assim pelo templo nublado. Tem piscina com bar molhado, área pra massagem na praia, caiaques, e duas áreas distintas – uma com bangalôs mais simples de bambu e outra com os bangalôs mais luxosos, com ar condicionado ou ventilador. É um resort bem grande que parece ficar lotado na alta temporada, mas que agora só estava com nós e mais dois casais. Conseguimos um bom desconto e ficamos num bangalô bem grande de frente pra praia por 1.500B com café da manhã. Largamos nossas coisas no quarto e nos mandamos pra praia curtir o final de tarde. Isso só é possível pelo calor que faz em qualquer tempo e pela temperatura da água, sempre quente. Jantamos no restaurante do resort e cama! Combinamos com o outro casal um passeio de barco a Ko Rok, um arquipélago bom pra mergulho e distante. Teríamos que acordar bem cedo, combinamos de sair as 7h.

 

15.05.10 Ko Muuk e as ilhas ao redor

Acordei bem cedo e vi que o tempo pro lado onde fica essa ilha estava sombrio, com o céu muito carregado, nuvens pretas no horiznote. Não quiz acreditar, mas na hora me lembrei da data de hoje, que marca o início da temporada de chuvas por aqui. Será que essa previsão é tão exata, me perguntei. Até agora pegamos uns dias de sol maravilhosos, sem uma nuvem pra atrapalhar.

Fomos no restaurante ao encontro do casal pra ver como faríamos e decidimos aguardar mais um pouco pra ver se melhorava. As oito o tempo não estava bom, mas também não estava tão ruim como antes. Decidimos então fazer um passeio pelas 4 ilhas ao redor – Ko Kradan, Emerald Cave e outras duas ilhas menores.

A travessia até Ko Kradan não foi um passeio agradável, o mar estava batendo muito e o vento estava forte, ficamos encharcados e o longtail ia quicando nas ondas. Essa ilha deve ser maravilhosa com o tempo bom, pois mesmo com o ceu carregado a água estava com uma cor deslumbrante. Definitivamente acreditamos que estávamos entrando no período das chuvas, a ilha parecia uma ilha fantasma apesar dos resorts e das casas dos moradores. Não havia turistas nem nativos, e poucas pessoas pareciam permanecer na ilha. Fizemos um snorkelling e depois fomos a outra ilha perto fazer outro mergulho. Aqui não foi tão bom pois havia uma correnteza muito forte. Fomos em seguida a mais uma ilha e outro snorkelling, agora com sol. Nessas ilhas estávamos tentando fazer um circuito pra evitar os barcos carregados dos turistas locais (sábado), mas estava difícil. Partimos então para a Emerald Cave, lugar famoso por aqui, o que foi possível constatar logo que chegamos lá. Tinham 3 barcos grandes de turismo carrgados de thailandeses. Em um deles as pessoas estavam na água formando uma longa fila pra entrar na caverna, o que tem que ser feito a nado e com lanterna. Eram muitas pessoas, adultos, crianças e chamando ainda mais atenção, as muçulmanas de burca dentro d’água. Pegamos nossos equipamentos e rapidamente pulamos na água na tentativa de entrar antes daquela verdadeira multidão! Conseguimos entrar antes deles, mas o lugar já estava cheio. O caminho consiste numa pequena abertura no rochedo por onde vamos nadando, entrando numa espécie de caverna marinha, totalmente escura, e com barulhos fortes das ondas estorando nas pedras denrto da caverna. Uma lanterna aqui é item obrigatório para se achar o caminho correto nos túneis dessa caverna. Fomos nadando seguindo o guia que ia com a lanterna, e íamos ouvindo os gritos dos turistas. Essa caverna acaba dentro de uma pequena praia que fica no meio da rocha que forma a ilha; praia esta que foi formada pelo trabalho do mar no calcário. O lugar é lindo, água verde esmeralda, mas estava muito cheio. Logo que chegamos vieram atrás aqueles turistas que estavam na fila. Ficamos olhando assustados com a quantidade de gente, imaginando que aquela fila não teria fim, e como este lugar seria um paraíso se não tivesse toda essa gente! Ficamos uns 5 minutos por lá e não aguentamos mais tanta gente gritando, perturbando a paz daquele lugar. Pegamos o caminho de volta pela mesma caverna e fomos pro nosso barco. Depois de mais alguns mergulhos voltamos pro nosso resort. Final de tarde aproveitando a piscina e a praia só pra nós.

Jantamos com a Ploy (thai) e o Jamie (inglês) conversando sobre nossa viagem. Ela nos deu várias dicas e nos ajudou a entender melhor a situação em Bangkok com o conflito entre os Camisas Vermelhas e o Governo. Disse que a região de Kao San Road estava fora da área de conflito, mas que todos os shopings e lojas de departamento na cidade estavam fechados. Se ficássemos por essa região turística não teríamos grandes problemas. Ela se mostrou preocupada com o tempo nesse lado da costa por causa das monções, e disse que no lado do Golfo da Thailandia o tempo costuma ser melhor nessa época do ano, e que lá também é bem bonito.

Decidimos aceitar a dica dela e seguir rumo a Ko Phangnan em busca do tempo bom.

 

16.05.10 Ko Muuk - KO PHANGNAN

Acordamos bem cedo e logo após o café o nosso moto-taxi side-car veio nos buscar pra nos levar até o pier. Através do telefone combinei com a agência KK um longtail pra nos levar até o continente e do porto até Trang, na agência. Depois de 15 minutos de moto-taxi estávamos no pier. Esperamos uns 15 minutos e pegamos nosso barco, mais 30 minutos até o continente. Foram mais 45 minutos de van até Trang e da agência um Tuc Tuc pra nos levar até o terminal de ônibus. Pegamos outra van até Surathani que demorou 3 horas (chegamos as 14:15). As 14:30 embarcamos num ônibus rumo ao porto de Don Sak, de onde saem os ferrys pra ilha, mais uma hora de viagem. As 16:00 o ferry saiu em direção a ilha. Porém, foram necessárias mais três horas até chegar lá.

Ao descermos do barco já percebemos como essa ilha é diferente das outras, ela é enorme e há carros e estradas. Aqui também somos bastante abordados por pessoas querendo vender a hospedagem e o taxi até os hoteis. Os taxis por aqui não são convencionais, afinal, estamos na Thailândia. São caminhotes em que as caçambas recebem bancos onde os turistas vão sentados. Pegamos um taxi para a praia que Ploy nos indicou (Ao Mae Haad, no norte da ilha) e pedimos que ele parasse nos resorts para escolhermos. Visitamos três e decidimos ficar no último que vimos, o Utopia Resort, com um bangalô enorme debruçado no mar. Esse resort fica numa enconsta acima do mar, com uma visão linda para uma enseada de águas cristalinas e fundo de pedra. Fizeram um desconto especial pra nós, a diária que sairia 2500B conseguimos por 1500B com café da manhã. Nosso bangalô tem vista total pro mar, uma sala de estar, varanda grande e uma cama enorme tb com vista pro mar. A banheira fica de frente pra uma enorme janela com a mesma vista do bangalô. Muito bom!! Funcionários super simpáticos e acolhedores. Largamos nossas mochilas no quarto e nos mandamos pra aproveitar a noite quente na piscina do hotel, que também é maravilhosa, pois ela termina no horizonte, com o mar ao fundo. Jantamos no restaurente do hotel, uma varanda enorme uma noite linda. Comi lulas e o Léo spagueti a bolonhesa. Ao final do jantar o gerente, Wolf, um inglês gente boa, sentou em nossa mesa pra bater papo e não parou mais de falar. Acabou ficando cansativo... assim que conseguimos escapar nos mandamos pro bangalô e ficamos curtindo a noite e a vista maravilhosa com o nosso merecido sossego.

Quer dizer, isso depois de nos espantarmos com uns barulhos altos que pareciam bois mugindo, mas que na verdade eram uns sapos que ficam no laguinho da recepção do hotel coachando, anunciando que viria chuva. Não resisti e gravei o barulho tão inusitado. Quanto aos bichos thailandeses esse jantar foi farto em descobertas, pois também pude descobrir o tal de geko, lagarto primo da lagartixa bem comum por aqui. Se ele é primo dela, é um primo muuuito maior, e um tanto quanto mais assustador, já que considero a lagartixa um bicho muito simpático. Ele tem o corpo com umas manchas coloridas que mudam de acordo com a camuflagem necessária, e também faz uns barulhos bem alto.

 

17.05.10 KO PHANGNAN

Choveu forte durante a noite e o tempo abriu logo cedo. A boa aqui é alugar uma scooter pra ter mobilidade, já que a ilha é muito grande e todas as praias são interligadas por uma estrada que contorna toda a ilha. A nossa foi entregue no hotel, uma 110 cc automática, por 200B a diária. Rodamos por todas as praias do lado norte da ilha, Ao Mae Hat, Hat Salad, Hat Yao e Ao Chaloaklam. Essas praias são lindas, a primeira é a mais bonita de todas, mas estava na hora da maré baixa e o mergulho não fica tão bom. Depois descobrimos que nessa época do ano, todo esse lado norte da ilha fica com as praias mais difíceis de mergulho por causa da mar, o que se torna ainda pior no horário da maré vazante.

Nessa ilha há algumas estradas que são sinuosas e cheias de ladeira, que em alguns lugares lembram uma montanha russa, além do fato de se dirigir em mão inglesa. Muitos guias recomendam não alugar moto por aqui se você não tem experiência em guiá-las justamente por isso. Mas parece que todos ignoram essas dicas, o aluguel é muito barato e as distâncias a percorrer são grandes, o que torna as motocas bem atraentes. O perigo se agrava na alta temporada e nos dias próximos a Full Moon Party, rave mundialmente conhecida que rola por aqui na noite de lua cheia de cada mês, que bomba, mas que no verão faz a ilha ficar abarrotada de turistas de toda parte do mundo procurando as doideras que rolam nessa festa. Muitos saem bêbados dirigindo pelas estradas o que aumenta o número de acidentes, sem falar na mão inglesa que faz muita gente pegar a contra-mão, coisa que ocorreu com a gente sóbrio algumas vezes.

 

18.05.10 KO PHANGNAN

Chuva de manhã cedo e mormaço ao longo do dia. Passamos a manhã bebendo cerveja na praia, fiz massagem thai.

Tarde na piscina do hotel bebendo e beliscando.

Noite jantar em Ao Hat Salada em um restaurante "italiano" meio fajuto. Comemos no JJ, uma pizza que estava mais bonita do que boa, apenas razoável, por 250B, a mais cara que comemos na viagem. Essa é a praia onde rola a night da parte norte da ilha, tem vários bares e restaurantes ao ar livre na beira da praia. Mas agora nabaixa temporada estava as moscas. As 22 hs estava tudo fechando. Nem conseguimos tomar o drink saidera da noite.

Visista do geko em nosso bangalô.

 

19.05.10 KO PHANGNAN

Pegamos a moto e fomos conhecer as outras praias da ilha. A estrada depois do pier de Tong Sala tem uma vista muito bonita, pois é cheia de subidas e decidas com uma vista pro mar deslumbrante. Tem umas ladeiras enormes que quase que a nossa motoca não subia, só pegando embalo. Fomos até Had Rin, a praia da full moon party, que é grande e com pequenas ondas, lembrando as praias de Búzios, mais especificamente Geribá.

Depois voltamos pro lado norte da ilha, mas como a maré estava baixa não estava muito bom pra mergulhos. Fomos então pra piscina do hotel com os comes e bebes tradicionais.

Entregamos a moto no final da tarde e por isso jantamos novamente no hotel. Dessa vez pude conferir o momento de caça do Geko, ele sai da toca e vai atrás da presa, que no caso era um enorme besouro que ele abocanhou inteiro. Confesso que apesar de não ter muitas frescuras, fiquei meio tensa depois que descobri com o gerente, já na primeira noite, que em todos os bangalôs habita um Geko no forro. A noite, quando estamos no quarto ou na varanda, sempre ouvimos o “grito” que ele faz, e ficamos meio ressabiados...

Dormimos cedo por causa da viagem de amanhã. Mais uma vez arrumando as mochilas pra botar o pé na estrada, quer dizer, no barco, depois avião... Vamos partir pra Bangkok, rezando pra que tudo de certo em meio ao conflito que está rolando forte por lá.

 

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100809222708.JPG 500 375 Legenda da Foto]Ko Kai.[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100809231906.JPG 500 375 Legenda da Foto]Ko Kai.[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100809232730.JPG 500 375 Legenda da Foto]Ko Lipe - praia em frente ao Mountain Resort[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100809233920.JPG 500 375 Legenda da Foto]Ko Lipe - sunrise beach, em frente ao nosso bangalô!.[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100810133834.JPG 375 500 Legenda da Foto]Por do sol em Ko Lipe.[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100810135400.JPG 500 375 Legenda da Foto]Nosso bangalô em Lipe[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100810141448.JPG 500 375 Legenda da Foto]Pattaya beach em Lipe.[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100810141739.JPG 500 375 Legenda da Foto]interior de ônibus thai.[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100810145506.JPG 500 375 Legenda da Foto]Ao Phra Nang.[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100810145840.JPG 500 375 Legenda da Foto]Ao Phra Nang[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100810150623.JPG 375 500 Legenda da Foto]Ao Phra Nang[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100810151631.JPG 500 375 Legenda da Foto]The Princess Cave.[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100810153003.JPG 500 375 Legenda da Foto]Final de tarde do viewpoint em Railay.[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100810153435.JPG 500 375 Legenda da Foto]Ko Rang[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100810153924.JPG 500 375 Legenda da Foto]Ko Rang[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100810155210.JPG 500 375 Legenda da Foto]Tsunami Hard Zone.[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100810205404.JPG 500 375 Legenda da Foto]Railay East [/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100810205718.JPG 500 375 Legenda da Foto]Ilha ao redor de Ko Lipe onde fizemos snorkelling.[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100810210036.JPG 500 375 Legenda da Foto]Mapa que indica a área de risco pra tsunami e as rotas de fuga. Tem isso e todas as ilhas perigosas.[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100810210600.JPG 375 500 Legenda da Foto]Ao Phra Nang e a pirncess cave ao fundo[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100810211215.JPG 375 500 Legenda da Foto]Phi Phi Leh[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100810214022.JPG 500 375 Legenda da Foto]Maya Bay[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100810220713.JPG 500 375 Legenda da Foto]Phi Phi Leh, local onde fizemos o snorkelling[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100810221013.JPG 500 375 Legenda da Foto]Maya Bay em Phi Phi Leh[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100810221450.JPG 500 375 Legenda da Foto]Maya Bay depois das 10:00 Lotada![/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100810221828.JPG 500 375 Legenda da Foto]Snorkelling em Phi Phi Leh[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100810222142.JPG 500 375 Legenda da Foto]Phi Phi Leh[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100810222538.JPG 500 375 Legenda da Foto]Macaco obeso em Monkey Beach[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100810222859.JPG 500 375 Legenda da Foto]View point em Phi Phi Don[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100810223805.JPG 500 375 Legenda da Foto]Geko devorando um besouro[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100810224023.JPG 500 375 Legenda da Foto]Ko Phangnan[/picturethis]

 

20.05.10 ko Samui - BANGKOK

 

Como a nossa proposta era passar menos tempo na estrada e decidimos ir de Ko Phangnan pra Bangkok via KO Samui, tivemos que madrugar. Ainda bem que por aqui os serviços ao turistas funcionam bem e a Caminhonete que iria nos levar ao porto chegou na hora certa - 6:10 da manhã.

Pegamos o SpeedBoat da Lomprayah (que nos foi recomendado pela idade e manutenção da frota) as 7:00 e em 25 minutos estávamos em Ko Samui onde pegamos o vôo de 50 minutos pra Bagnkok.

Se tivéssemos optado por voltar ao continente e pegar a o vôo que é mais barato e vai por Suratthani, passaríamos o dia entre barco, van/ taxi até o aeroporto (3h de barco até o continente, 1 h de van até a cidade e mais um taxi até o aeroporto, mais as horas até embarque). Por Ko Samui levamos umas duas horas o percurso total entre transporte de uma ilha a outra e trâmites de embarque desembarque em Bangkok.

O aeroporto de Ko Samui é lindo, parece um resort de beira de praia, cheio de palmeiras, jardins flores e lojas e restaurantes a céu aberto, num espaço que parece a Rua das Pedras de Búzios (RJ).

O aeroporto de Bangkok é enorme, mas muito bonito e muito organizado. Não tivemos dificuldade de pegar um taxi pro centro da cidade, na parte antiga, onde ficava nosso hotel. Não poderíamos ficar no centro urbano e moderno pois o conflito com os Camisas Vermelhas está localizado nessa parte que está toda fechada, com o exército na rua. Durante o percurso não vimos sinais do conflito a não ser pela redução do número de carros – nem pegamos os famosos engarrafamentos! – e soldados do exército nos prédios oficiais do governo.

Ficamos no Hotel Rambuttri In, bem ao lado da Kao San Road, a rua mais famosa e fervilhante de Bangkok. Pagamos 365B incluindo os dois pedágios. O hotel não é tão bonito quanto na internet mas é bom, relativamente simples perto dos resorts que ficamos, mas limpo e com ar condicionado funcionando perfeitamente: item de primeira necessidade, já que em alguns momentos faz 45 graus!! Ainda tem uma piscina no último andar pra descansar das andanças do dia inteiro pela cidade.

A tarde visitamos 3 templos bem bonitos e fomos logo apresentados à malandragem dos motoristas de tuc tuc sobre as quais lemos bastante em tudo que pesquisamos sobre o país. Saindo do 1º templo o motorista que pegamos nos ofereceu levar a mais 3 templos pelo preço de uma corrida só, desde que passaríamos numa loja de produtos “locais” para compras, não precisaríamos comprar, só olhar e ficar pelo menos 10 minutos. A parte dos templos foi ótima, são lindíssimos e estavam bem vazios de turistas por causa do conflito. Mas a parte da loja é literalmente uma roubada: uma loja de tecidos pra roupas super metida a chique onde não havia nada de nosso interesse, o vendedor nos assediando e nós sem a menor vontade de ver nada e ainda tendo que enrolar por 10 minutos. Só assim o motorista ganha um vale que paga o combustível dele pro dia todo! Essas propostas ocorrem sempre por lá, e o incrível é que nós, mesmo alertados por tudo que lemos, caímos nela... pelo menos nosso passeio saiu bem mais barato.

Templos que visitamos:

- Wat Bowoniwes

- Wat Benchamabophit e o

- Templo do Buda em Pé.

 

21.05.10 visita aos TEMPLOS - THE GRAND PALACE E WAT PHO

 

O café da manhã no restaurante Fish and Fries, bem abaixo do hotel é horroroso, não recomendo de jeito nenhum. Decidimos que nos próximos iríamos ao 7 Eleven: comer cachorro quente é bem melhor nesses casos, ainda “dá sustância” por um bom tempo pra enfrentar os passeios...

Pela manhã conhecemos o Grand Palace e o Wat (templo) Phra Kaeo, onde há o famoso Buda de Esmeralda. Percorrendo essas construções lindíssimas, seus jardins e templos gastamos pelo menos 3 horas, sob um calor de 45 graus.

É FUNDAMENTAL USAR ROPUAS ADEQUADAS AOS COSTUMES DELE NAS VISITAS AOS TEMPLOS: mulheres com os ombros cobertos e saias abaixo do joelho ou calças. Homem não pode de bermuda. Graças a Deus, ou à Buda, nesses casos, podemos usar chinelos!! SEMPRE TIRAR OS SAPATOS ANTES DE ENTRAR EM QUALQUER TEMPLO, e por uma questão de respeito aos tailandeses, sempre que entrar na casa deles, em algumas lojas (mais tradicionais, nas ilhas, em Bangkok não)

Na hora do almoço queríamos ir ao Wat Pho, mas estava fechado. Pegamos um tuc tuc e o motorista nos deu várias dicas. Fomo ao templo do White Buda: bem bonito! Depois ele tentou nos levar para a mesma loja de tecidos que o motorista de ontem, mas não aceitamos!

Visitamos o Wat Pho, o templo do famoso Buda Deitado, lindo demais, assim como todo o complexo do templo. Gastamos entre 2 e 3 horas percorrendo e fotografando tudo.

Ao final do dia: piscina no hotel tomando algumas cervejas locais pra descansar. Depois: beber mais algumas num barzinho perto da Kao San Road, que é muito cheia, movimentada e mais cara do que as outras ao redor. A rua Rambuttri é uma boa opção.

Jantar no restaurante do Sawasdee Hotel, comida boa e por um preço justo (bem mais caro do que as baratíssimas ilhas, mas ainda sim barato pra nós)

 

22.05.10 VISITA À AYUTHAIA – no Reino de Sião

 

Pontualmente as 7 horas veio a van que contratamos pra nos levar a Ayuthaia, antiga capital do reino mais própero da Thailandia e PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE PELA UNESCO.

São 50 quilômetros ao norte de Bangkok de estrada por planícies verdes, enormes plantações de arroz e lagos cobertos de flores de lótus.

Foram 36 reis que passaram ao longo de 416 anos de história dessa cidade que fizeram da cidade, capital do antigo Sião, um dos principais centro de comércio de toda a Asia. A cidade foi destruída pela invasão birmanesa (atual Mianmar). Até hoje os thai olham desconfiados para o povo de Mianmar. A cidade foi toda saqueada e queimada, cortaram as cabeças de todas as imagens de Buda e fundaram uma nova cidade: Thonburi. Suas ruínas só perdem para Angkor.

Nossos planos eram chegar na cidade e alugar uma moto pra ficarmos com liberdade de rodar tudo por lá sem aquele típico roteiro dos tours. Mas chegando na cidade vimos que não seria tão simples assim: a cidade é bem menor, ninguém fala inglês pra dar explicação e as placas todas são em thai. Ficaríamos perdidos entre as ruínas e pontos a conhecer. Ficamos então com nosso tour que ao final mostrou-se bem tranquilo.

Almoçamos na cidade em um pequeno restaurante bem simples, que está incluído no pacote. Comida ruinzinha e beeem apimentada.

Depois do almço visitamos um dos inúmeros Palácios Reais: muito bonito e muito rico tb! Dessa vez tive que pegar um saronge e uma blusa emprestada, não vim preparada pra entrar em templos e prédios reais.

Voltamos pra Bangkok no final do dia, mortos de calor, pois em Aythaia faz ainda mais calor.

Só mesmo um relaxa na piscina do hotel antes do jantar.

 

23.05.11 visita ao TIGER TEMPLE

:D:)

A van passou bem cedo no hotel pra nos levar à cidade que fica o Tiger Temple – KATCHANAMBURI - a duas horas de Bangkok. Antes passamos na cidade onde fica o famosa Ponte do Rio Kwai. Ponte que os prisioneiros ingleses, norte-americanos e australianos da 2ª Guerra Mundial penaram pra construir. Calcula-se que pra cada dormente instalado houve uma morte, pelo calor e doenças tropicias.

Bem ao lado da ponte foi onde eu tive o privilégio de pegar no colo um filhotinho de Leoapardo com dois meses de idade e brincar com um de 5 meses! Eu que pareço a Felícia do desenho animado, quase enlouqueci. Esqueci tudo que eu prego em termos ecologicamente correto e da não exploração animal e paguei 100B pra pegar ele no colo e tirar fotos.

Almoçamos no restaurante de um hotel bem bonitinho na beira do rio Kwai que estava incluído no pacote e seguimos pro tão desejado (por mim e meu marido) TIGER TEMPLE. Um templo onde os monges começaram a acolher e cuidar dos tigres em risco cujas mães foram mortas por caçadores. A entrada custa 500B e por mais 1000B por pessoa podemos ficar com todos os tigres no colo e tirar muitas fotos. Pelo preço do ingresso vc visita todo o complexo com vários outros animais e pode tocar e tirar fotos ao lado dos tigres, mas não com ele no colo. Uma experiência inesquecível!! Fiquei tão feliz que não senti medo nem por um segundo, e aproveitei ao máximo, acariciando todos e me esbaldando de brincar com os filhotes.

Ao final do dia voltamos realizados pro hotel, e depois de cansados as duas horas de volta demoraram bem mais pra passar...

A noite foi só um jantar no restaurante do hotel ao lado e voltar pro ar-condicionado do quarto, pois a cidade ainda estava em toque de recolher a partir das 21h.

 

24.05.10 PRIMEIRO DIA DE VIDA NORMAL EM BANGKOK depois do conflito

 

Dia inteiro de compras pelos shoppings aproveitando que hoje foi o primeiro dia que eles reabriram depois de 20 dias fechados devido ao conflito entre o governo e os camisas vermelhas.

Preços ótimos, ainda mais baratos depois de pechinchar em tudo – estavam doidos pra vender!!

Informática, eletrônicos, mochilões, tecidos e uma jóia – tudo de bom que encontramos por preços ótimos.

Noite – banho e aeroporto rumo a 5 DIAS EM AMSTERDAM!!!

 

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110207162538.JPG 500 375 Legenda da Foto]Monges Budistas e templo ao fundo.[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110207162831.JPG 500 375 Legenda da Foto]Grand Palace.[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110207163300.JPG 500 375 Legenda da Foto]Grand Palace.[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110207163646.JPG 500 375 Legenda da Foto]Botão da FLOR DE LÓTUS - a Flor do BUDA [/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110207163923.JPG 500 375 Legenda da Foto].Detalhe das Shadis [/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110207164153.JPG 375 500 Legenda da Foto]Shadi de ouro- onde ficam as cinzas dos reis.[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110207164346.JPG 500 375 Legenda da Foto]Buda de esmeralda.[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110207164556.JPG 500 375 Legenda da Foto]Detalhe do Templo .[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110207164736.JPG 500 375 Legenda da Foto]Grand Palace.[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110207164913.JPG 500 375 Legenda da Foto]Buda deitado [/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110207165159.JPG 375 500 Legenda da Foto]Ayuthaia.[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110207165431.JPG 375 500 Legenda da Foto]A única cabea do Buda que resistiu depois da invasão.[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110207165704.JPG 375 500 Legenda da Foto]meninas thai vestidas tipicamente .[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110207170340.JPG 500 375 Legenda da Foto]O prazer de ter um desesse no meu colo - TIGER TEMPLE.[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110207170555.JPG 375 500 Legenda da Foto]TIGER TEMPLE .[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110207170745.JPG 500 375 Legenda da Foto]tiber temple - tigre bebê, apertei muito esse bichinho!![/picturethis]

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Muito legal seu relato, fantástico!! ::otemo::

 

Eu não passaria mal lá... fiquei aqui babando com a culinária Tailandesa que adorooo!!!! A cerveja quente num calor de quase 40 graus é que não deve agradar a ninguém!! mas num paraíso desses dá até pra esquecer...rsrsrs Em viagens, a alimentação é uma odisséia à parte!

 

E quanto a Bangkok?? como foi a viagem???

 

Poderia nos informar qual o custo total da viagem? valeu!!

 

Abraços!!!

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Relato tá ótimo e as fotos também mas cadê o resto ?

 

Tô no aguardo e certamente não sou só eu ! rs

 

Abraços,

 

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Muito legal seu relato, fantástico!! ::otemo::

 

Eu não passaria mal lá... fiquei aqui babando com a culinária Tailandesa que adorooo!!!! A cerveja quente num calor de quase 40 graus é que não deve agradar a ninguém!! mas num paraíso desses dá até pra esquecer...rsrsrs Em viagens, a alimentação é uma odisséia à parte!

 

E quanto a Bangkok?? como foi a viagem???

 

Poderia nos informar qual o custo total da viagem? valeu!!

 

Abraços!!!

 

 

Oi Frida tudo bem?? Olha, Bangkok é uma cidade muito movimentada e uma mistura de culturas do mundo inteiro. Em bangkok ficamos 5 dias e na minha opinião é o suficiente para conhecer bem a cidade. Os templos são lindos mas não são todos, no final dos 5 dias não aguentava mais ver templos ::dãã2::ãã2::'> , acho que fomos em quase todos. Caso vá não deixe de ir ao TIGER TEMPLE que é um lugar onde os monges criam tigres filhotes e adultos, os filhotes geralmente são orfãos ou seja seus pais foram caçados e mortos, este lugar é um passeio muito legal onde você tem contato com os grandes e os pequenos. A entrada custa 1000 bth mais ou menos 32 usd por pessoa, mas é uma coisa que jamais pensei em fazer na minha vida é de ter um tigre adulto de 300 kg com a cabeça no meu colo ::mmm: e poder fazer carinho como se fosse um gato de estimação.... a sensação é demais e claro que da um medo. Também tem uma área para os filhotes que você pode fazer carinho, abraçar e brincar com eles....vou colocar uma foto aí para você ver depois....pode apostar que vale cada centavo este passeio. Também a 2 horas de bangkok fica a antiga capital da thailandia ayuthaya que vale muito ser conhecida. Em relação as despesas foram na casa de 10.000 usd para 2 pessoas.

 

abraço

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Relato tá ótimo e as fotos também mas cadê o resto ?

 

Tô no aguardo e certamente não sou só eu ! rs

 

Abraços,

 

 

 

Fala Virunga tudo certo???? Cara, se o resto que você esta se referindo é Bangkok, este virá em breve, pois este final de ano esta muito corrido.

 

abraço

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Cara Ana, adorei o seu relato e foi o mais detalhado que encontrei.

No entanto, como sao tantos nomes de lugares diferentes acho que poderia ajudar se tivesse um mapa indicando o meio de tranporte utilizado.

Não me refiro aos passeios de barco nas ilhas, mas os deslocamentos entre cidades.

Tentei acompanhar com o google maps, mas em determinado momento fiquei em dúvida se o deslocamento foi por terra ou barco.

 

Obrigada

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oiii quanto fico sua viagem sem a passagem ....pois todo mundo fala q passamso 30 dias na tailandia com 2,000 mil reais tranquilho e hospedagem ainda ... to errada ???? bjus

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Olá Ana;

 

Adorei as dicas, mas preciso de ajuda.

Estou indo em novembro para a Tailandia e chegarei em Phuket.

Li muito sobre Phuket e vi que não é a melhor opção de praia. Só tenho 4 dias para aproveitar as praias e gostaria de umas dicas.

Chego dia 11 de Novembro a noite em phuket e vou dormir por la, pensei em viajar dia 12/11 pela manha para Phi Phi e ficar por lá dois dias.

Ainda tenho mais dois dias livres (14 e 15/11) antes de ir para Chiang Mai.

Queria muito conhecer Ko Lipe, mas pelo pouco tempo e pela distancia entre Phi Phi e ko lipe, acho que será um pouco dificil.

Queria visitar e me hospedar esses dois dias em alguma ilha menor, mais calma e com uma praia bonita.

Qual você sugere? Alguém tem alguma sugestão?

Lembrando que dia 16 de novembro tenho que pegar um voo para Chiang Mai, preciso de algum aeroporto por perto.

 

Abraços

 

Marina

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MARINACOMIN

 

Tudo bem? Eu comprei minha passagem hoje para ir a Tailânida tb... Chego dia 16 e fico até o dia 26 por lá...

 

Vc já tem boas dicas do que fazer, onde ficar, gastos, etc.. eu tô indo sozinho...

 

Depois entra em contato. podemos ver se nossos roteiros se esbarram

 

Saudações!!

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PPPPPaaarrraabbens pelo relato... um dos mais completos que ja vi da Thai... me deixa mais ansioso pra chegar março de 2013...

 

valeu mesmo!!!!!!!!

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Pessoal meu nome é Leonardo e sou o marido da Ana e peço desculpa por nós não termos respondidos a algumas perguntas. Como temos agora uma pequena mochileira de 9 meses o tempo esta super curto. Farei o possível para visitar o forum e tentar ajudar no que for possível.

 

Abraço

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Nossa, fantástico o relato!! Adorei, muito obrigada!! Será muito útil para a viagem que farei com meu marido, iremos na mesma época e muito provavelmente iremos usar o roteiro de vocês! Espero que nossa viagem seja tão boa quanto a de vocês!! ::otemo::

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Olá, gostei muito do relato.

 

Queria saber onde vc viu essa previsão sobre as moncões: por onde entra, as datas, etc... Vou viajar para Tailandia exatamente no msm período, mas quero fazer tb Camboja e/ou Vietnã. Queria planejar certinho por onde começar. Muito legal o relato!

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Ana, tudo bem?

 

Se puder me ajudar, estou indo para tailandia em maio agora.

Tirando a passagem que vou pagar 3,500 quanto você acha que gasto com alimentação outros passeios e hospedagem mínima?

 

Topo tudo por um bom preço!

 

Obrigada!

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Pessoal, estou na Tailândia, indo para o norte amanhã e depois vou ao Sul. Vou seguir para a Malásia via terra onde de lá pego um vôo para Camboja.

 

Estou montando um roteiro para as praias e queria saber se alguém pode dar uma opinião se é viável ou não, considerando que tenho 10 dias no sul da Tailândia.

 

Pensei em Bangkok ->trem-> Chumphon ->barco-> Koh Tao -> barco -> Koh Pahngan -> barco -> Chumphon -> bus -> Krabi -> barco -> Koh Phi Phi (Maya beach) -> barco -> Koh Lanta (?) -> volta para uma cidade para ir à Malásia (qual o melhor roteiro???).

 

Será que, devido ao tempo, cancelo Koh Pahngan ou Koh Lanta???

 

Obrigado desde já e abraços!

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    • Por GUILHERME TOSETTO
      Olá, meus amigos!!!!
      Segue agora mais um relato de viagem, desta vez à cidade de Ubatuba nos últimos dias 27 e 28 de Abril, em companhia dos amigos André Petroni, Eduardo (nickname Umpdy), Francisco Lopes, Débora e Osmar Franco.
      Estávamos combinando essa viagem havia algum tempo, mas nunca conseguíamos encaixar as datas convenientes a todos, mas eis que calhou de um fim de semana "vazio" pra galera e marcamos a viagem.
      Eu, Eduardo, Chicão e Débora saímos de São Paulo na sexta-feira à noite, por volta das 19:45 e chegamos em Ubatuba às 23 horas. O André e o Franco tiveram que trabalhar e só foram pra lá no sábado bem cedinho, de ônibus. Seguimos pela Dutra até São José dos Campos e de lá pegamos a rodovia dos Tamoios, que está em obras em diversos trechos. Quem for pegar essa estrada, deverá ficar bastante atento, não paenas às obras, mas principalmente às curvas, muito fechadas e perigosas.
      Lá chegando, fomos para o Tribo Hostel, onde já havíamos feito reservas para o final de semana. Como nesse final de semana estava acontecendo um campeonato mundial de surf em prancha curta (não lembro o nome exatamente), o hostel estava cheio e acabamos ficando num de seus anexos...



       
      Feito o check in, fomos para os quartos, ficando eu e o eduardo em um e o Chicão e a Débora em outro.
      Algumas observações sobre o quarto onde ficamos eu, o Eduardo e o Franco: o teto é baixo e tem ventilador instalado junto à luminária. Como o Du ficou na cama superior, qualquer movimento da perna pra fora da cama já chutaria a porra do ventilador, além de bater a cabela no teto num levantar mais brusco!!!! rsrsrsrs...isso sem falar que o Du trancou a porta do quarto... e ainda havia mais um hóspede no nosso quarto, que chegou de madrugada e ficou esbravejando e xingando do lado de fora, enquanto a atendente do hostel vinha com a outra chave pra abrir...como eu tava morto de cansaço da viagem, não ouvi nada disso!!!!rsrsrsrrs.
      No dia seguinte, sabadão, ficamos esperando o André e o Franco chegarem pra podermos ir à Ilha de Anchieta. Chegaram por volta das 11 horas, também fizeram o check in e fomos arrumar as tralhas pra ir à ilha. Combinamos com o Renato, dono de um barco para nos levar até lá e ir nos buscar no final da tarde. Algumas fotos da ida, da Ilha e do retorno...









       
      Na Ilha de Anchieta há algumas trilhas, como a do Saco Grande e a Praia do Sul. Ambas constam do passaporte Trilhas de SP. Lá também há um antigo presídio, que foi desativado em 1955, três anos após a rebelião de 1952. No local, ainda trabalha um antigo vigia da época em que o presídio ainda era ativo!!! O local lembra um campo de concentração, várias ruínas...
      A ilha em si tem praias muito bonitas e praticamente desertas, talvez pela época do ano não ser a chamada "alta temporada", mas, mesmo assim, são excelentes... água muito limpa, peixes nadando ao nosso redor, quando ficamos numa das piscinas naturais formadas pelas rochas na parte norte da ilha.









       
      Ficamos na ilha até cerca de 16:15, fizemos a trilha da Praia do Sul, que é muito light e voltamos pra Ubatuba.
      À noite, fomos jantar numa pizzaria próxima ao hostel, a Pizza da Nonna...local bem aprazível, simples e comida de bom sabor...voltamos ao hostel, onde fizeram um churrasquinho pra galera...nessa hora, o sr. André cometeu a gafe-mancada da noite: sentou-se em cima de uma caixa de isopor, que servia de "geladeira" pra cerva do povo...o resultado não poderia ser outro, em poucos segundos a caixa estourou completamente de fora a fora... pior foi o que o André falou:
      - "Pô, eu pensei que fosse um puff!!!!"
      O que teve foi um "crash" and "pof" do André caindo!!!!
      Nem os gringos que estavam jogando uma sinuquinha aguentaram e racharam o bico também...
      Mas, gafes e foras à parte, o fim de semana foi excelente!!! No domingo, fomos para a praia da Lagoinha, onde começamos a fazer a trilha das 7 praias, chegando, ao final à praia da Fortaleza. São mais de 10 km de caminhada, passando pelas praias que dão o nome à trilha, com vários níveis de dificuldade, mas com paisagens muito compensadoras em sua beleza...seguem mais algumas fotos...








       
      Levamos cerca de 3 horas e meia pra finalizarmos a trilha, considerando-se que paramos algumas vezes pra descanso, pra um lanche e pra banho numa das praias.
      A fim de ganharmos algum tempo pra voltar onde deixamos o carro, na praia da Lagoinha, resolvemos subir os 7 quilômetros da estrada entre a Fortaleza e a BR101 a pé...chegando lá, pegamos um ônibus de volta à praia da Lagoinha e voltamos ao hostel pra arrumar nossas coisas, tomar um banho e retornar a Sampa...antes disso, ainda deixei o Franco na rodoviária, pois, como estávamos em seis pessoas, não havia espaço suficiente pra todos dentro do carro...saímos de Ubatuba por volta das 18:45 e chegamos à capital às 22:45, um pouco mais demorado do que na ida, mas ainda paramos pra comer um lanche e as curvas em subida requerem menor velocidade e mais atenção.
       
      Realmente foi um fim-de-semana ótimo, em companhia de amigos muito bacanas, sempre dispostos a tudo, sem reclamações, todos de muito bom-humor, enfim ,foi bastante divertido...deixo vocês agora com mais algumas paisagens, agradecendo a atenção de você, que está lendo, e aos amigos que lá estiveram, proporcionando mais uma excelente viagem!!!! Abração, galera!!!!
      Ah, pessoal ,se esqueci de alguma coisa, por favor, complementem o relato...











    • Por Schumacher
      Preparativos
       
      Em julho de 2014 decidi que, apesar de adorar o carnaval de Santa Catarina, faria uma coisa totalmente diferente nessa data no ano seguinte. Consegui 2 amigos para ir junto comigo e emiti as passagens nas Aerolíneas Argentinas (10k milhas Smiles POA-FTE, 270 reais FTE-USH, 10k milhas Smiles USH-POA).
       
      Como a viagem seria de apenas 9 dias, não cheguei a elaborar um roteiro, apenas um esboço do que fazer, além de reservar as hospedagens e o aluguel de carro. Este último saiu caro, mas dividindo em 3 compensou a comodidade e o melhor aproveitamento do tempo.
       
      Às vésperas da viagem consegui uns guias do meu colega de trabalho Fernando, e no 13 de fevereiro de 2015 finalmente peguei meu mochilão (dessa vez não esqueci da câmera) e segui para o aeroporto, com uma carona do meu vizinho Marco e outra carona no vagão refrigerado da Trensurb.
       
      Ao chegar a Buenos Aires tive que trocar de aeroporto, do Ezeiza para o Aeroparque. Quem tem conexão pela Aerolíneas pode usar o translado da empresa Manuel Tienda León de graça, mas tem que pegar um comprovante em uma sala da companhia no próprio aeroporto. Importante salientar que os horários que estão no site não são confiáveis.
       

       
      1° dia
       
      No meio de uma madrugada mal dormida no aeroporto, partiu meu voo para El Calafate. Do alto era possível ver o lindo azul contrastando com as estepes patagônicas. Cheguei no começo da manhã, dividi um táxi com uns brasileiros, já que saiu o mesmo preço do único outro transporte disponível, uma van que custava 100 pesos, e um tempo depois cheguei na locadora da Hertz, para retirar o veículo. Subi o morro para uma panorâmica da cidade.
       

       
      De lá fui para a Reserva Laguna Nimez, paraíso das aves na beira do Lago Argentino, que envolve a pequena cidade. Paguei a razoável taxa de entrada e depois do trajeto inicial meio sem graça e uma chuva fraca que insistiu em incomodar, comecei a ver espécie após espécie em uma diversidade de ambientes.
       

       
      Entre as mais de 20 fotografadas em algumas horas, constavam gaviões bastante dóceis, tanto que cheguei a ficar a menos de 3 metros de um deles.
       

       
      Também tive o primeiro contato com a fruta típica da região, o calafate, embora meio murcha e pouco saborosa por já estar no fim da época de frutificação.
       

       
      Era para eu ter encontrado ali a minha amiga Raquele, que já tinha viajado para lá antes, mas por uma falta de sincronismo nos encontramos apenas no meio da tarde no hostel em que ficaríamos, o I Keu Ken. O único ponto negativo desse lugar é para quem está a pé, pois ele fica no alto de um morro.
       
      Pegamos a estrada sentido norte até chegar ao hotel La Leona mais de uma hora depois. No caminho havia diversos cicloturistas e os primeiros bandos de guanacos e emas.
       

       
      Depois de um lanche e do atendente dizer que não poderíamos ir sozinhos no lugar em que queríamos, fomos para lá do mesmo jeito. Seguindo orientações vagas encontradas pela internet, chegamos ao vale em meio aos morros Los Hornos, onde segundo o site havia uma “depressão profunda”. Literalmente, entramos em depressão.
       

       
      Caminhando, passamos por diversas ossadas e encontramos o que eu queria, fósseis! A floresta petrificada conta com troncos fósseis de 150 milhões de anos. Só vimos poucos troncos e nenhum dinossauro, mas já foi o suficiente para ter valido a excursão.
       

       
      No caminho de volta o sol apenas começava a baixar, apesar de já ser quase 21 h.
       
      À noite, durante toda a semana, estava tendo uma festa com shows e inclusive a presença da presidenta, talvez por isso os preços estivessem tão inflacionados. Tanto que tivemos que jantar sanduíches comprados no supermercado, enquanto ouvíamos o show que nem era tão bom assim.
       
      2° dia
       
      Pela manhã chegou meu outro amigo, o Vinícius. Partimos para o Parque Nacional das Torres del Paine, no Chile. Primeiro, uma pausa para foto da paisagem insólita no mirante.
       

       
      Fizemos uma escala na metade do caminho em Esperanza, ainda na Argentina. Depois de mais uma refeição à base de sanduíche, tentamos abastecer o carro no único posto em um raio de 50 km, ou possivelmente o dobro, como nos informou o frentista que, assim como uma fila de carros, aguardava o combustível chegar sabe-se lá dentro de quantas horas. Como não tínhamos todo esse tempo, arriscamos seguir em direção ao parque.
       
      Os passageiros babavam no carro enquanto eu dirigia pela monótona estrada, quando passamos pelo vilarejo de Tapi Aike. Milagrosamente havia uma bomba de combustível ali, onde já tinha visto num relato que estava desativada. Como a esperança é a última que morre, decidimos bater na casa para ver se alguma alma nos atendia, apesar de todos os outros carros passarem direto. E não é que deu certo? Embora consideravelmente mais cara, foi nossa salvação.
       

       
      No meio da tarde chegamos às aduanas de fronteira. Como havia poucos carros e nenhum ônibus naquela hora, até que foi rápida a travessia. Não levei alimento algum pensando que teria problema, mas a única coisa confiscada foi os sachês de mel do Vini. Outro detalhe importante é que precisa de uma autorização providenciada pela locadora para cruzar a fronteira, a um custo adicional.
       

       
      O primeiro vilarejo no Chile é Cerro Castillo. Possui uns 4 comércios de mantimentos apenas. O primeiro e mais turístico é caríssimo, só o utilize para fazer o câmbio. Indico esse amarelo da foto, ali o preço cai pela metade e aceita cartão de crédito. Não leve água, pois há disponível e puríssima durante todo o circuito, e cada kg a menos é muito precioso.
       

       
      Depois do estoque feito e mais uns quilômetros à frente, entramos na área do parque, cercada por lagoas de diversas cores, como a Laguna Amarga, com alta salinidade e lar dos belos flamingos.
       

       
      Na portaria de mesmo nome, tivemos a péssima notícia de que havíamos chegado tarde demais para escalar as Torres del Paine. Dessa forma tivemos que acampar no camping da hostería Las Torres e replanejar o roteiro para compensar as cerca de 5 h perdidas que faríamos naquele dia. Os campings do parque custam todos em torno de 8000 pesos chilenos, nada se comparado ao preço dos alimentos, então leve o seu junto, nem que seja daquela lojinha na fronteira.
       
      Havia uma quantidade impressionante de gringos espalhados entre o camping, o refúgio e o hotel. Assim como nos demais campings pagos, havia água quente e eletricidade, mas não tive tempo para carregar minha câmera. Inauguramos a barraca de luxo da Raquele, enquanto o Vini ficou com minha toca do Gugu emprestada. E ali começou a aventura de se dormir em um chão pedregoso sem um isolante, ao menos em meu caso.
       
      3° dia
       
      Iniciada a caminhada com a subida dos belos morros. Logo percebi que o vento forte traria algum estrago. Dito e feito, ele arrebentou a solda do painel solar que tinha levado para carregar a câmera e o celular. Ali começou o primeiro racionamento, o de energia elétrica (o de energia humana viria posteriormente).
       

       
      Conheci as duas frutinhas vermelhas que cresciam junto ao solo e que fariam parte da minha alimentação durante essa jornada, a chaura e a murtilla, levemente doces e ácidas.
       

       
      Logo percebi que o ritmo de um dos integrantes não seria o mesmo do meu, ainda mais com o peso extra na respectiva mochila. Começou a preocupação com o tempo, já que percorreríamos uma distância bem maior do que a praticada por outros visitantes em um dia.
       
      Continuamos subindo, passando pelo acampamento Chileno, onde trombamos com um casal carioca e com a placa oficial de entrada.
       

       
      Comi um cogumelo bege que achei no chão e após passar a entrada do acampamento Torres, segui com os cariocas até a parte mais exposta ao vento, onde fiquei descansando por uns minutos até meus amigos chegarem. Ao completar o trecho mais íngreme, avistamos a incrível paisagem do lago glacial e dos pilares graníticos com neve em suas bases. Não há como expressar em fotos a grandiosidade daquela cena.
       

       
      Ainda tivemos sorte de presenciar outro fenômeno, uma tromba d’água, que pegou todos desprevenidos.
       
      Almoçamos por ali enquanto contemplávamos a paisagem e depois descemos pelo mesmo caminho por algumas horas até a bifurcação para ir ao acampamento Los Cuernos. A trilha de todo o circuito é razoavelmente bem sinalizada, embora as placas estejam voltadas para quem faz o trajeto em sentido contrário (a grande maioria). Assim, quando havia uma bifurcação, só sabíamos o caminho certo ao chegar ao seu final. Ainda bem que tínhamos GPS no celular, e que a bateria dele durou todo o tempo necessário.
       

       
      Caminhamos por longas horas durante esse trecho quase plano de 11 km. Quando o dia ameaçava terminar, cruzamos o último morro e vimos o acampamento de um lado e outra tromba d’água no lado oposto. Com o atraso em nosso itinerário, tivemos que acampar novamente em um lugar pago. Assim que terminamos de armar as barracas, a noite chegou. Meus amigos jantaram seus miojos de copo enquanto eu fiquei com as sobras e um sanduíche de queijo e presunto.
       
      Depois de um banho quente e uma contemplada num dos céus mais bonitos que já vi na vida, parti para a cama, ou melhor, saco de dormir. Vini não teve tanta sorte, preocupado acompanhando um rato que apareceu atrás de sua barraca.
       
      Distância percorrida no dia: 26 km.
       
      4° dia
       
      Amanheceu um dia chuvoso e mais frio que o anterior. Nesse momento meus lábios já haviam ressecado o suficiente para rachar, e a situação só foi piorando, já que não tinha nada para botar neles. Em virtude de nosso atraso, decidimos que somente eu percorreria a segunda perna do circuito W, os demais seguiriam ao acampamento Paine Grande a 13 km e nos encontraríamos lá no fim do dia.
       

       
      Com isso, enquanto eles descansavam, tomei um litro de leite e coloquei a roupa impermeável para a caminhada. Pouco depois surgiu o sol, que me obrigou a trocar as vestimentas novamente.
       
      Continuei ao longo do belo Lago Nordenskjöld, já mirando o Cerro Paine Grande.
       

       
      Passei o acampamento Italiano, onde começava a subida do Vale do Francês. A difícil ascensão margeava um rio, geleiras e o cume da montanha, de impressionantes 3050 metros, ligeiramente superior à mais alta montanha brasileira.
       

       
      Nessa hora tive que pôr novamente uma roupa mais propícia ao frio e vento que fazia. Parei para comer uma maçã no mirante intermediário, de onde a maioria dos caminhantes e seus bastões não passam, e continuei subindo. Já estava bastante cansado e até um pouco atrasado no horário, quando fui agraciado por uma precipitação diferente. Pela primeira vez na vida presenciei a neve caindo sobre mim!
       

       
      O êxtase me deu forças para o trecho final mais duro, até o Mirador Británico. Infelizmente o clima frio e nublado não ajudou nas fotos e esgotou a bateria da minha câmera novamente, restando o guerreiro celular. Paciência, mas fiquei bem de boa lá no topo enquanto almoçava e admirava a paisagem sem uma viva alma em volta.
       

       
      A possível continuação da trilha estava fechada, então tive que descer. Atravessei a extensa floresta carbonizada, resultado de um incêndio de grande proporção causado por um israelense em 2012, fato que motivou a proibição de fogueiras no parque.
       

       
      Novamente no final da tarde, cheguei ao acampamento. Depois do jantar provamos o excelente licor de calafate que tínhamos comprado na fronteira, recomendo!
       
      Como não havia árvores no camping, o vento soprava mais forte, tanto que praticamente destruiu nossa outra barraca.
       
      Distância percorrida no dia: 23 km.
       
      5° dia
       
      Esgotado das noites mal dormidas e caminhadas sem fim, partimos para o terceiro e esperado último dia de trilhas.
       
      Um aviso de amigo, não experimentem brincar com a flor da foto abaixo. Isso me custou um bocado de tempo para conseguir remover os espinhos que grudam individualmente na roupa.
       

       
      Continuando, avistamos belos icebergs na borda do Lago Grey, sinal de que a geleira estava se aproximando.
       

       
      E foi bem isso. Um pouco depois chegamos ao mirador do Glaciar Grey, onde a longuíssima geleira avança sobre o lago de mesmo nome e sobre uma ilha que a contém.
       

       
      Naquele momento, decidimos que não iríamos até o refúgio Grey, pois o horário do barco não era compatível com o nosso. Assim, voltamos até o Paine Grande e descemos até o acampamento Las Carretas, um dos trechos menos frequentados do parque e já fora do circuito W.
       

       
      Apesar das belas paisagens iniciais, a maior parte dos 17 km seguintes seria bastante monótona, uma pradaria sem fim, com poucas aves passando. Ao menos o trajeto era plano.
       

       
      Ao chegar ao camping desprovido de qualquer infraestrutura, a decisão mais difícil: ter outra péssima noite ali ou arriscar seguir caminho e conseguir carona para voltar à outra portaria onde estava o carro, há quase 50 km dali? Escolhemos a segunda opção. Chegamos à sede do parque onde passava a estrada, mas os poucos veículos que passavam em sentido norte naquele fim de dia eram transportes dos hotéis. Com isso, tivemos que pedir clemência ao responsável pela sede, um senhor que nos deixou acampar ao lado do prédio que fica na margem do Lago Toro. O senhor foi tão gentil que até me passou a senha do wifi, e eu pude avisar para minha mãe que ainda estava vivo.
       
      Improvisamos um conserto para que a segunda barraca pudesse passar sua última noite conosco antes de ir dessa para melhor. Os únicos ruídos dessa noite foram dos ventos uivantes e dos roncos do Vini.
       
      Distância percorrida: 29 km. Total: Cerca de 78 km, com um baita peso nas costas e elevações constantes de 50 a 850 metros!
       
      6° dia
       
      Começamos bem o dia. O segundo carro que passou, com um simpático casal de italianos, deu carona para nós e para nossas mochilas até a portaria do parque.
       
      Uma hora depois lá estávamos de volta. Juntamos os últimos 8 dólares que tínhamos para pagar o translado até o hotel para eu retirar o carro.
       
      No caminho até a fronteira, flagramos um bando de condores andinos.
       

       
      Depois do almoço e e da aduana, voltamos por um atalho de estrada de chão, frequentado mais por animais do que humanos.
       

       
      De volta à cidade no meio da tarde, fomos direto para o Parque Nacional Los Glaciares. O parque, pago, consiste em uma estrada que costeia um rio até a principal atração de El Calafate, o Glaciar Perito Moreno.
       
      Plataformas te deixam bem próximo da geleira, a ponto de ver e ouvir com clareza os pedaços de gelo se partindo e desabando na água.
       

       
      As colunas de gelo de 60 m de altura que se estendem por até 5 km e que crescem e se despedaçam constantemente, são mais uma paisagem indescritível, especialmente durante o pôr-do-sol.
       

       
      Quando saímos do parque já anoitecia. A quantidade de lebres que passa pela estrada é surpreendente. Especialmente pela rota 60, que é de chão em meio a fazendas. Cruzamos por dezenas delas, felizmente nenhuma atropelada.
       

       
      Eu e Vini dormimos no mesmo hostel de antes, enquanto que Raquele, que ficaria mais um dia na cidade, foi para outro.
       
      7° dia
       
      Cedinho pegamos o voo para Ushuaia, ou “Uçuaia”, como dizem os argentinos. Peguei umas dicas valiosas no centro de informações do aeroporto e, claro, carimbei meu passaporte com o selo do fim do mundo.
       
      Como Ushuaia é uma zona franca, as coisas custam consideravelmente mais barato que em El Calafate. Sendo assim, consegui finalmente almoçar de verdade, no restaurante El Turco, que fica na principal avenida do centro, a San Martín. Ushuaia não tem o mesmo charme de El Calafate, mas ainda assim é agradável. Dentro das construções climatizadas, claro, pois os ventos e baixas temperaturas limitavam as caminhadas, sobretudo em dias nublados e à noite.
       

       
      Reservamos o passeio pelo Canal de Beagle, escolhendo o de 750 pesos, que passava pelas ilhas dos passeios padrão e mais a dos pinguins. Estava um pouco receoso pelo alto custo, mas posso dizer que valeu muito a pena. O passeio de quase 7 h começa passando por ilhotas cobertas de colônias de aves, principalmente o cormorão, que à distância parece um pinguim. Além destes, há gaivotas, trinta-réis, albatrozes, entre outras espécies menos frequentes.
       

       
      Pouco à frente fica a Ilha dos Lobos Marinhos, que abriga algumas dezenas desses animais tranquilos.
       

       
      Continuando, se passa pelo Farol Les Eclaireurs e mais outro bando de aves iguais continuando por um bom trecho sem ilhas, com raros povoados no lado argentino do canal e o vilarejo de Puerto Williams, que disputa com Ushuaia o título de cidade mais austral do mundo, e talvez não o seja pelo fato da população ter menos de 3000 habitantes, sendo a maioria militares e pescadores.
       

       
      Em seguida a embarcação passa por uma estrutura geológica formada na glaciação, e após contorná-la, chega ao destino final, a Ilha Martillo, mais conhecida como Pinguinera.
       

       
      Incontáveis pinguins-de-magalhães se reúnem nesse pedaço de terra como parte do seu ciclo de vida, e nos brindam com essa exibição incrível. Junto a eles aparecem algumas aves oportunistas, como escuas e urubus, além de 2 outras espécies de pinguim: o Papua, que é a ave mais veloz na água, e o Rei, que é mais raro e maior que os outros que passam por lá.
       

       
      Quem tem muita sorte, como a Raquele que foi no dia seguinte, consegue ver alguma baleia pelo meio do canal. Para os demais, resta o longo retorno assistindo documentários sobre a Terra do Fogo e os pinguins na cabine climatizada, ou então babando no sofá como meu amigo.
       
      À noite, eu e Vini jantamos em um lugar animado da Av. San Martín chamado Chester. Comi eu queria muito comer queijo Roquefort, uma iguaria barata na Argentina, pedi uma pizza de 4 queijos só para mim, já que ele não queria. Enquanto comíamos e tomávamos a ótima cerveja vermelha da marca local Beagle, passava um pot-pourri de clipes de rock das décadas passadas. É um bom lugar para um esquenta.
       

       
      Retornamos em seguida ao bom hostel Yakush para dormir em seus colchões moles.
       
      8° dia
       
      Às 10 h pegamos o transporte que sai de hora em hora da estação rodoviária para o Parque Nacional da Terra do Fogo. Duzentos pesos para ida e volta e mais 100 para entrada no parque.
       
      Começamos pela trilha que segue pela costa da Baía Lapataia, em meio às 3 espécies de árvore do gênero Nothofagus, as mesmas que havia em Torres del Paine. Não possuía grandes novidades, além de alguns passarinhos, chumaços de algas-pardas, mexilhões e grãos de areia acinzentados.
       

       
      Em meio à trilha estávamos morrendo de calor pela quase ausência de vento, mas quando fomos para as demais o tempo virou. Veio uma brisa do capeta e uma chuva bem chata.
       
      Uma das trilhas levava até um observatório de aves, embora nenhuma nova naquele dia. A outra até uma turfeira gigante, causada pela matéria orgânica lentamente sendo decomposta no frio e umidade do lugar.
       

       
      A última trilha nos mostrava o estrago causado pelos castores, resultado de mais uma introdução de espécie exótica desastrosa. A castoreira represa a água em um ponto e alaga uma baita área, onde morrem essas árvores de lento crescimento.
       

       
      Retornando, ainda tivemos sorte de observar uma raposa se alimentando.
       

       
      Nosso transporte de volta sairia às 19 h, como ainda tinha um bom tempo fomos até a cafeteria que ficava um pouco distante. Chegamos às 18:05 h, e para nossa surpresa, já estava fechada! Assim, tivemos que aguardar na sarjeta junto com um chinês maluco que ficava fotografando cavalos em atividade de cópula a nossa frente.
       
      No retorno ao hostel conhecemos uma dupla de brasilienses, Edgar e Conceição. Tentamos ir a um pub, mas o lugar não aceitava cartão de crédito, estava cheio e era quente demais. Com isso, eu e Vini jantamos no mesmo lugar da outra noite e depois degustamos um bom vinho que a dupla nos ofereceu no albergue, enquanto o staff reclamava o tempo todo da nossa conversa que beirava uns 50 decibéis. Apesar desse cara chato, a ruiva da manhã é bastante simpática.
       
      9° dia
       
      Vini partiu de manhã cedo de volta ao Rio.
       
      Depois de um café-da-manhã reforçado, lamentavelmente sem frutas como no albergue anterior, saí para uma caminhada. Infelizmente escolhi o dia errado para as compras, pois no domingo a maioria das lojas, inclusive as de equipamentos de aventura, estava fechada. Consegui apenas comprar souvenires e ir ao supermercado pegar um bocado de alfajores de 4 pesos cada.
       
      Na ida para o almoço, encontrei Raquele voltando de um passeio e ela encontrou outra brasileira que tinha conhecido na viagem. Fomos os 3 almoçar no Banana Bar. O lugar também sai bem em conta, mas precisa urgentemente de mais de uma garçonete para atender todo mundo. Provei a outra marca de cerva, a Cape Horn. Boa, mas ainda fico com a Beagle.
       

       
      No retorno, pausa para um chocolate quente. Depois disso fiquei matando o tempo no albergue, pois estava cansado para ainda visitar o Cerro Martial, a outra atração da cidade, e sem dinheiro vivo para os museus. Peguei o táxi e quando fui embarcar descobri que tinha uma maldita taxa de 28 pesos separada da passagem para pagar em dinheiro.
       
      USH-AEP, EZE-POA e finalmente de volta direto ao trabalho!
       

       
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