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brwillian@gmail.com

relato Rio Branco-AC a Cusco e Machu Picchu de ônibus (julho 2010)

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[t1]Relato rápido Rio Branco/Cusco[/t1]

 

Este é apenas um breve relato. Deixei de mencionar todas impressões que tive do lugar, mas em resumo: o lugar é lindo, barato e o povo é muito simpático e prestativo, não é tão frio e altitude não castiga muito, a comida é exótica para nós, mas é gostosa, bem temperada, mas de paladares suaves, a cidade é segura e limpa. Antes de ir para o Peru, recomendo umas caminhadas ou corridas para preparar o organismo, mas não se preocupe há crianças e idosos subindo as montanhas.

20100811214401.JPG

FOTOS: estão no Picasa http://picasaweb.google.com/118230434728977849595/Cusco2010?feat=directlink.

 

Voltarei lá! Aproveite.

 

O que Levar:

 

  • 1. Carteira internacional de vacinação
    • a. Não é pedida, mas o certo é levar;
      b. Expedida pela Anvisa em 5 minutos;
      c. Precisa levar a carteira nacional de vacinação com carimbo da vacina de febre amarela tomada a pelo menos 10 dias até o máximo de 10 anos;
      d. Quem tomou a vacina a menos de 10 anos e não possui a carteira nacional pode tomar novamente e retirar ambas as carteiras.

2. Repelente

3. Protetor solar

  • a. Dependendo do passeio que você fizer, estará super exposto aos raios solares.

4. Remédio para enjôo


  • a. As estradas são extremamente sinuosas e cheias de pedras;
    b. Dá para ir de carro de passeio baixo, mas vai castigá-lo.

5. Álcool-gel

6. Carteira de identidade ou passaporte

  • a. CNH, CTPS, ou qualquer outra identidade não servem;
    b. Todos os viajantes devem ter, inclusive bebês.

7. Carteira internacional de estudante

  • a. Às vezes a nacional é aceita.

8. Roupa de frio

  • a. Fui em julho e uma jaqueta só bastou (bagagem demais acaba atrapalhando a mochilada);
    b. Os hotéis, quando não possuem calefação, oferecem uma cama cheia de cobertores, edredons etc. Não dá para passar frio.

9. Dinheiro

  • a. Para quem utiliza cartão de crédito internacional, desbloqueie para uso no exterior, mas faça-o diretamente com seu gerente;
    b. Eu desbloqueei meu cartão e estive na Bolívia duas vezes utilizando-o para compras, mas quando cheguei ao Peru descobri que não podia sacar nem comprar “por questões de segurança”. ::grr::::grr::::grr::
    c. Não consegui desbloquear o cartão por telefone;
    d. Tive que vender minha câmera com todas as fotos para sobreviver até encontrar brasileiros que financiassem a minha volta ao Brasil;
    e. Tive que abreviar a visita ao Peru;
    f. Gastei o resto do dinheiro tentando desbloquear o cartão. No site de meu banco não havia nenhuma informação sobre o bloqueio por questão de segurança, pelo contrário, havia a informação de que, desbloqueando, você pode viajar com tranqüilidade e segurança;
    g. Só não procurei o consulado pois estava muito cansado e logo encontrei brasileiros que me levassem de volta;
    h. a+b+c+d+e+f+g = processo contra o banco; ::vapapu::::vapapu::::vapapu::
    i. A bandeira Master Card é mais aceita que a Visa;
    j. Em vários (vários mesmo) lugares é possível sacar com seu cartão do Brasil;
    k. Leve dinheiro para pelo menos uma semana de hospedagem e alimentação (R$ 50,00 /dia = R$ 350,00, é o suficiente para um solteiro, sem passeio);
    l. Se você quiser levar todo o seu dinheiro em espécie: em nenhum momento vi nem sequer ouvi falar em assalto no Peru, mas eu não levaria muito dinheiro, prudência demais não faz mal a ninguém;
    m. Em Cusco se compra com Dólar ou com Soles, Real só excepcionalmente.

10. Inglês e espanhol básico, pelo menos

11. Câmera com carregador e muita memória

12. Celular

  • a. Verifique com a sua operadora a possibilidade de uso no Peru;
    b. Meu Claro não funcionou lá, mas eu vi brasileiros utilizando os seus celulares.

 

Itinerário

 

  • 1. Comprar passagem
    • a. A empresa responsável pelo trajeto é a Movil Tours;
      b. A empresa que vende as passagens é a Rotas, localizada na rodoviária de Rio Branco;
      c. As passagens podem ser adquiridas na hora da saída (melhor chegar com pelo menos uma hora de antecedência);
      d. O preço: R$ 114,00.

2. [10h] Saída de Rio Branco

  • a. Aproveite para conhecer pessoas no ônibus;
    b. Pegue dicas com os peruanos que estão no ônibus (os peruanos são muito prestativos).

3. [13h] Parada em Brasiléia para o almoço

  • a. Preço do kilo R$ 30,00;
    b. Ande mais 300 metros até a ponte da cidade (perto de um ponto de taxis) lá o prato é R$ 8,00 (à vontade).

4. [14h30min] Parada em Assis Brasil para declarar saída

  • a. Apresentar o RG à Polícia Federal.

5. [15h] Parada em Iñapari (Peru) para declarar entrada

  • a. Apresentar o RG à atendente;
    b. Diga quantos dias pretende ficar;
    c. A prorrogação é possível;
    d. Nunca perca a tarjeta de migración;
    e. Se for voltar por outra fronteira ou por avião, peça para ficar com um comprovante de saída do Peru;
    f. Faça câmbio no local, é o melhor câmbio do país (R$ 1,00 = S/. 1,45, no resto do país o real chega a valer S/. 1,30).

6. [19h] Chegada em Puerto Maldonado

  • a. Todos devem descer do ônibus 5 estrelas e tomar um barco para atravessar o rio;
    b. A travessia custa s/. 1,00 (um sol = R$0,69) ;
    c. Quando atravessar pegue um moto-taxi do lado de fora da grade (mais barato) e vá para a rodoviária pegar o outro ônibus (fora a corrida custa s/. 5,00 = R$ 3,45). Não dá pra ir a pé;
    d. Na rodoviária, comprar o bilhete de embarque (s/. 1,00 = R$ 0,69).

7. [19h30min] Saída de Puerto Maldonado

  • a. O segundo ônibus é horrível, não há banheiro, nem leito, nem água;
    b. A Rota e a Movil te oferecem um ônibus (mostram até a foto) e você viaja em outro;
    c. Na volta para o Brasil a mesma enganação é feita, te mostram a foto do ônibus e você viaja em outro;
    d. A travessia de ônibus custa apenas S/. 3,00 (R$ 2,07) por carro, poderíamos ir até cusco com o bus 5 estrelas.

8. [7h] Chegada em Cusco

  • a. Se quiser pegue uma agente de turismo lá mesmo na rodoviária (isso me garantiu o taxi e um desconto no hostal);
    b. Se você pegar uma agente que te leve ao hotel, vai te criar um compromisso moral de contratar um pacote com ela (no meu caso foi extremamente vantajoso).

9. [7h30] Desayuno e contratação do pacote no Hostal

  • a. Comprei um pacote de 2 dias para Machu Picchu incluindo:
    • i. Van e trem;
      ii. 1 almoço (entrada + prato principal = chique);
      iii. 1 jantar (mesmo esquema do almoço);
      iv. Café-da-manhã (um saco cheio de coisas que te dão no jantar);
      v. Uma noite no hostal;
      vi. Guia em espanhol ou inglês (à escolha);
      vii. Entrada para o santuário.

b. Valor da brincadeira = US$ 120,00 com carteira de estudante e US$ 140,00 sem;

c. Se eu fosse novamente eu gastaria muito menos, mas eu vi gente gastando o triplo por apenas um dia em Machu Picchu, não dá para aproveitar nada.

d. Tomei café-da-manhã (desayuno) por S/. 5,00 (R$ 3,45);

e. O fiquei no Hostal Tu Hogar, próximo da Plaza de Armas (ponto de referência para tudo em Cusco);

f. Diária para single S/. 60,00 (levado pela agente, paguei S/. 40,00 = R$ 27,58);

g. Banheiro interno (a água quente não estava funcionando), café-da-manhã, alojamento para guardar as mochilas caso deixe o hostal, TV a cabo c/ controle.

10. [13h] Almoço em um dos mercados

  • a. O almoço varia de S/. 2,00 (R$ )a S/. 5,00 (R$ 3,45), basta pesquisar;
    b. A água varia de S/. 1,00 (R$ 0,69) a S/. 2,00 (R$ 1,38) (em Machu Picchu chega a S/. 12,00 = 8,28);
    c. O refrigerante é, geralmente, o mesmo preço da água;
    d. Comidas típicas:
    • i. Lomo saltado( Carne de vaca, sal, pimenta, cominho, pimentão, orégano, cebolla, alho, ají verde (tipo de pimenta), vinagre tinto ou branco, tomate, salsa, batatas e azeite);
      ii. Lomo montado (anterior c/ ovo);
      iii. Arroz Chaufa (arroz de origem chinesa, com verduras e sabor característico de pimenta (creio que seja a tal da ají verde,não é muito picante, mas o gosto fica por muito tempo);
      iv. Papa frita (batata);
      v. Milhos de diversos tipos;
      vi. Sopa (é um caldo muito ralo e sem cor);
      vii. Crema (é mais consistente, geralmente à base de milho);
      viii. Pollo (frango);
      ix. Cuy (Preá peruano);
      x. Ceviche (preparado com pescado cru marinado, muito bom)

e. Saco de coca custa S/. 1,00 (R$ 0,69) no mercado;

f. No passeio pela cidade dá pra ir a pé;

g. Taxi é bem barato (qualquer viagem custa no máximo S/. 5,00 = R$ 3,45);

h. Memorize o nome da rua do seu hotel.

11. [17h] Visita a uma das igrejas da Cia de Jesus

12. [7h] Desayuno no Hostal (dia seguinte)

  • a. Pão tipo sírio, manteiga, geléia, café c/ leite e chá à vontade;

13. [7h30min] Saída para Machu Picchu

  • a. A agente vai pegar no hotel e te leva de taxi até a van.

14. [13h] Almoço no caminho

  • a. A cidade é Santa Tereza;
    b. Esperamos cerca de 4h para partir até a hidrelétrica;

15. [17h] Chegada à hidrelétrica e partida para Machu Picchu

  • a. É onde pegamos o trem;
    b. O trem é tradicionalmente o recanto dos mosquitos, o povo sofre com as picadas.

16. [18h] Chegada em Machu Pichu

  • a. Não há transportes em Machu Picchu (somente o trem e os ônibus que levam ao Santuário);
    b. Os agentes distribuem os turistas nos quartos;

17. [20h] Jantar

  • a. O agente explica como funciona o passeio, o pode levar, os horários etc;
    b. O grupo é identificado por uma bandeira, não tem como se perder do guia.

18. [4h] Saída para Machu Picchu

  • a. Quem vai subir o Waynapicchu (o nariz do índio) deve sair às 3h para garantir a vaga.
    b. Somente os 400 primeiros podem subir (200 às 6h e 200 às 10h) à Waynapicchu.

19. [5h40min] Chegada na fila de entrada do santuário

20. [6h30min] Começa o passeio guiado

21. [9h30min] O guia se manda e é cada um por si

22. [12h] Encontrar com o agente no lugar combinado para pegar o passe do trem

  • a. Nunca atrase;
    b. Eu perdi o trem quando comprava uma água;
    c. Passei a tarde tentando sacar dinheiro e entrar em contato com o Banco do Brasil, mas sem sucesso;
    d. Sem dinheiro, fui até a Hidrelétrica (3h de caminhada) onde vendi a câmera com as fotos para um brasileiro;
    e. Com o dinheiro consegui voltar para Cusco;
    f. O lado bom é que eu aproveitei a vista da linha férrea e descobri um jeito mais barato de fazer a viagem até cusco.

23. [1h30min] Chegada a Hostal Tu Hogar

  • a. Não havia quarto vago;
    b. Não pude retirar minhas mochilas;
    c. O atendente da noite não é muito bom

24. [1h35min] Chegada ao Alojamento Siesta

  • a. Valor da diária: S/. 20,00 (R$ 13,80);
    b. Banheiro coletivo, água quente, o atendente te acorda se você quiser, o chão faz barulho, TV a cabo s/controle.

25. [6h30min] Pegar mochila no Tu Hogar

  • a. Encontrei os brasileiros que me levaram ao Brasil;

26. [7h] Desayuno no Mercadinho próximo ao Tu Hogar

  • a. Pão c/ ovo S/. 1,00 (R$ 0,69).

27. [7h30min] Voltar para o Alojamento Siesta

28. [12h] encontrar brasileiros

  • a. Almoço c/ comidas típicas no mercado principal (gostei mais do Ceviche);
    b. Compra de suvenir com dinheiro emprestado.

29. [17h] voltar para o Hostal para pegar a bagagem

  • a. O taxista cobrou S/. 3,00 (R$ 2,07) para nos levar do mercado até o hostal, nos esperar com as bagagens e nos levar até o terminal rodoviário, demos S/. 5,00 (R$ 3,45), mais que justo.

30. [18h]Saída para o Brasil

  • a. Compramos apenas o trecho até Puerto Maldonado por S/. 70,00 (R$ 48,28);
    b. A passagem até Rio Branco custaria mais S/. 110,00 (R$ 75,86);
    c. O ônibus era a mesma porcaria, mas tinha jantar (todos os ônibus têm DVD, esqueci de mencionar);
    d. Os ônibus partem de Cusco às 14h30min, 18h e 19h.

31. [6h] Chegada em Puerto Maldonado

  • a. Chegando lá descobrimos que as empresas de ônibus só funcionam a partir das 10h e que o ônibus para Rio Branco parte ao meio dia e chegando às 21h.

32. [6h15min] Moto-taxi até o porto

  • a. Pegamos o transporte por S/. até o porto onde pagamos mais S/. 1,00 (R$ 0,69) para atravessar o rio Madre de Dios de barco.

33. [7h] Saída de taxi para Iñampari

  • a. Depois de tentar localizar um carro até Rio Branco contratamos um taxista a nos levar até Iñampari;
    b. Ele cobrou S/. 200,00 (preço total da viagem, foi rateado = R$ 137,93), mas no levou até o Brasil;
    c. Ele parou para os procedimentos de saída na Alfândega peruana.

34. [12h] Chegada na Alfândega brasileira de Assis Brasil

  • a. Após os procedimentos de entrada no Brasil, pegamos um taxi que cobrou R$ 20,00, por pessoal, até a cidade de Brasiléia.

35. [13h] Chegada em Brasiléia e almoço em Epitaciolândia

  • a. Em Brasiléia, pegamos outro taxista que nos levou até o Banco do Brasil em Epitaciolândia (cidade colada em Brasiléia);
    b. Almoçamos em um restaurante em frente ao banco (R$ 8,00 o prato, à vontade) enquanto o taxista pegava uma passageira que fazia compras em Cobija, na Bolívia;

36. [14h] Saída para Rio Branco

  • a. O taxista nos levou de Brasiléia a Epitaciolândia, nos deixou almoçando, depois veio para nos pegar e levar a Rio Branco por apenas R$ 40,00 por pessoa.

37. [17h] Chegada em Rio Branco

  • a. Se viesse de ônibus chegaria apenas às 21h, mais cansado, e ainda teria que pegar um carro para chegar em casa, perto das 21h40min.

38. [FINAL] Observações finais

  • a. A comunicação é tudo, se não arranhasse o espanhol ainda estaria por lá;
    b. O lugar é muito barato (roupas, hospedagem, comida, transporte, tudo);
    c. A beleza do local é impressionante;
    d. Tenho a impressão de que os guias têm uma “obsessão” de ficar vendo bichos (condor, puma, cobras, lhamas e cia) em tudo que os incas construíram;
    e. De fato, em algumas construções você pode perceber algum bicho representado, mas nada de excepcional;
    f. Eu disse obsessão, pois o próprio guia disse que para se conectar com o mundo espiritual, você precisa de uma ajudinha da natureza (ayahuasca, marihuana e outras ervas e flores que ele citou);
    g. Na verdade há uma “forçação de barra” desnecessária. O lugar é impressionante, não precisa disso, é meio decepcionante (é como ver uma nuvem e dizer que ela tem a forma de um coelho ou de uma ovelha).
    h. Tanto a cidade de Cusco, quanto o distrito de Machu Picchu são tombados pela UNESCO;
    i. Talvez... se eu estivesse “conectado”... a sensação seria outra;
    j. Recomendo pelo menos um dia inteiro em Machu Picchu (pacote de pelo menos três dias, pois um dia é de viagem).

39. [COCA] Manual do uso da coca

  • a. A coca não “dá barato”, apenas se sente uma leve dormência na boca e na língua;
    b. Parece uma folha de louro, tem um sabor amargo no final;
    c. Auxilia contra todos os sintomas do Soroche;
    d. Tira a fome, o cansaço e a dor das pernas;
    e. As folhas devem ser limpas uma a uma;
    f. Deve-se dobrar umas 40 folhas e colocar no canto da boca mastigando de vez em quando;
    g. Quando o sumo acabar, cuspa;
    h. A coca é vendida em balas, chá e pasta (alguém me falou que há chicletes), mas o efeito não é o mesmo da folha seca;
    i. Não use drogas e não tente trazer folhas para o Brasil (talvez uma folha na carteira para mostrar para os amigos), pois os cães da Federal poderão estar te esperando.

 

Boa viagem! ::otemo::::otemo::::otemo::::otemo::

 

 

20100811214940.JPG

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[t1]Relato rápido Rio Branco/Cusco[/t1]

 

 

Voltarei lá! Aproveite.

 

O que Levar:

 

a. Para quem utiliza cartão de crédito internacional, desbloqueie para uso no exterior, mas faça-o diretamente com seu gerente;

b. Eu desbloqueei meu cartão e estive na Bolívia duas vezes utilizando-o para compras, mas quando cheguei ao Peru descobri que não podia sacar nem comprar “por questões de segurança”. ::grr::::grr::::grr::

c. Não consegui desbloquear o cartão por telefone;

d. Tive que vender minha câmera com todas as fotos para sobreviver até encontrar brasileiros que financiassem a minha volta ao Brasil;

e. Tive que abreviar a visita ao Peru;

f. Gastei o resto do dinheiro tentando desbloquear o cartão. No site de meu banco não havia nenhuma informação sobre o bloqueio por questão de segurança, pelo contrário, havia a informação de que, desbloqueando, você pode viajar com tranqüilidade e segurança;

g. Só não procurei o consulado pois estava muito cansado e logo encontrei brasileiros que me levassem de volta;

h. a+b+c+d+e+f+g = processo contra o banco; ::vapapu::::vapapu::::vapapu::

i. A bandeira Master Card é mais aceita que a Visa;

j. Em vários (vários mesmo) lugares é possível sacar com seu cartão do Brasil

 

Amigo,

 

Passei esse mesmo perengue que você em julho/agosto de 2008 em minha mochilada pelo Peru, o cartão não "funcionava", liguei no Banco do Brasil e estava tudo certo, tinha "saldo" na conta, só não conseguia sacar, então eu e meu namorado tivemos que voltar de Puno(Peru) para La Paz(Bolívia) (também descobrimos um jeito mais barato de viajar, os perengues, também servem para isso, esse é o lado bom, aprender a viajar, ainda + barato) e chegando em La Paz, próximo da meia-noite, "bam-bam" conseguimos sacar mil dolares, e isso na madrugada, mais depois, resolvemos ir da hard rock e curtir uma balada para dessestressar.

 

Agora em junho/2010 também não conseguia sacar em Asuncion-PY, então como era horário bancário e tinha nas redondezas uma agência do BB, fui até ela e qual não foi minha surpresa, a atendente me informou que em alguns países da América do Sul (Peru, Paraguay e Colômbia) o Banco do Brasil não opera nos caixas eletrônicos por questões de segurança (fiquei sem entender)somente consegue sacar diretamente nas agências do BB até R$ 9.999,00 pagando uma taxa de 20 dolares.

 

Depois do primeiro perengue, sempre viajo com os cartões do BB, mais também com um VTM (que me salvou em Asuncion) que é aceito em toda parte, sem excessão.

 

No mais parabéns pela trip e pelo relato.

 

Me responde uma pergunta, você consegui "recuperar" sua câmera vendida na volta para o Brasil ? ? ?

 

Mari

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Oi Mari, a câmera não consegui resgatar, somente as fotos. A pessoa que comprou não quis vender de volta, mas naquele momento ele pode ter salvo a minha vida, pois o único dinheiro que tinha era 20 soles doados por um peruano (é pouco dinheiro em Machu Picchu). O esgotamento físico era muito grande quando cheguei à estação, afinal caminhei das 4h às 18h e quase não tomei água, mal podia andar e me tremia muito apesar de não estar sentindo frio, até os taxistas perceberam que eu não estava bem e tomaram cuidado para que eu fizesse nenhum esforço físico. Meus objetos pessoais estavam todos em Cusco.

Mas, como você bem falou, valeu a experiência! ::otemo::

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WBrasil!

Parabéns pelo Relato!

Claro e Objetivo!

Vejo q és ou estás na terrinha! Moro em RBO e estou tentando ir a Cusco agora em outubro, podiamos marcar um encontro de mochileiros aqui do Acre, o q achas?

Abraços!

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WBrasil!

Parabéns pelo Relato!

Claro e Objetivo!

Vejo q és ou estás na terrinha! Moro em RBO e estou tentando ir a Cusco agora em outubro, podiamos marcar um encontro de mochileiros aqui do Acre, o q achas?

Abraços!

 

Obrigado Thalita, pode marcar que estarei lá...

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Que aventura hein! Gostaria de saber mais informações sobre os ônibus, é possível pegar um onibus em Rio Branco e saltar em Cuzco?? ou os onibus de Rio Branco só vão até Porto Maldonado e daí você pega o onibus peruano em pessimas condições até Cuzco??

E quanto ao trechio de Porto Maldonado até Cuzco, quais as condições da estrada? a ultima vez que ouvi me disseram que era uma jornada quase suicida ir pela estrada entre Porto maldonado e Cuzco, você parece ter informações bem recentes sobre essa rota.

 

Estou planejando a Trip para o ano que vem, vou partir de Manaus e penso em fazer o caminho por Rio Branco.

 

um grande abraço...t+

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é possível pegar um onibus em Rio Branco e saltar em Cuzco?? ou os onibus de Rio Branco só vão até Porto Maldonado e daí você pega o onibus peruano em pessimas condições até Cuzco??

 

Seria possível ir até Cusco com o mesmo ônibus, pois há uma balsa que cobra 3 soles para atravessar um ônibus sobre o Rio Madre de Dios (Rio Madeira, no Brasil), cerca de 2 reais... No entanto a empresa Movil não atravessa e não sabemos qual o motivo... temos que saltar antes do rio, atravessar, tomar o mototaxi do outro lado e tomar o segundo ônibus na rodoviária. Você já sai de Rio Branco com os dois bilhetes, mas você terá que desembolsar o dinheiro da travessia do rio, o do mototaxi ou tuk tuk, e do embarque na rodoviária = 1 + 5 + 1 (em soles).

 

E quanto ao trechio de Porto Maldonado até Cuzco, quais as condições da estrada? a ultima vez que ouvi me disseram que era uma jornada quase suicida ir pela estrada entre Porto maldonado e Cuzco, você parece ter informações bem recentes sobre essa rota.

 

O ônibus não vai muito cheio, aproveite para dormir bastante, pois à noite você não vai conseguir. :lol: . A estrada é muito sinuosa e você vai beirando os abismos, o ônibus vai balançando, parece que vc vai cair, mas a velocidade máxima da pista é 35 km/h no asfalto (chega a fazer uns 20 km/h nos piores trechos!) não é perigoso. Vi uns três locais onde havia perigo de pedras caírem, mas só.

Há muitos peruanos que vão até a madrugada trabalhando nesse trecho de Puerto Maldonado/Cusco.

O ônibus que vai de Puerto Maldonado até Cusco para três vezes durante a noite para lanche e para "aliviar o peso".

 

Boa viagem!!!!!! (Se você quiser, me mande o seu roteiro, para que eu possa opinar ::otemo:: )

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Então WBrasil tudo bem?

 

Provavelmente a galera que falou contigo até agora é daí das redondezas Acre, Amazonas certo?

 

Vou sair de São Paulo mais, Corumbá, entrar na Bolivia e chegar no Peru.

 

Acho o que me servirá bastante foi as dicas que disse quando chegou em Cuzco: Hotel, locais para visitar, pacote para MachuPicchu. Agente encontrar os agentes facilmente pra conseguir o pacote para MachuPicchu e ter o descontos nos hostal?

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Oi Seba, tudo beleza?

 

Encontrei muitos brasileiros que fizeram o percurso por Corumbá, todo dia chegavam uma turma. Dizem que é muito cansativo, mas dava pra ver no rosto deles o resultado da aventura, estavam em extase, tenho que fazer o percurso via trem da morte!

Quanto a sua pergunta, assism que vc chega na rodoviária os agentes de turismo já te idetificam e te abordam, não vai ter erro. Qqualquer duvida eh so falar e... Boa Mochilada!

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Amigo, parabéns pelo relato.

Estamos indo em dezembro, via guajara mirim (RO), vamos fazer Bolivia, Chile e Peru, com retorno via P. Maldonado e Rio Bco.

Pergunto: como está a interoceanica? e o trecho prox. a P. Maldonado, na subida dos andes, é mto perigoso? já tem asfalto?

Vamos de carro. Somos de Porto Velho. Suas dicas estão sendo mto boas, obrigada.

Abs.

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Obrigado Thalita, pode marcar que estarei lá...

 

Olá!! Só agora vi sua resposta...

 

Mas então pode ser um happy hour numa sexta na Novo Mercado Velho? É próximo ao meu trabalho... me passa um e-mail para nos falarmos melhor... [email protected]

 

Estarei indo ao BO e PERU em meados de outubro agora com outros mochileiros e gostaria mto de papear com vc sobre a sua trip!!

Se quiser conferir nosso tópico segue o link cia-machu-picchu-t40057-420.html

 

Abs,

 

Thalita

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Fala ro.see, tudo certo?

 

Estamos indo em dezembro, via guajara mirim (RO), vamos fazer Bolivia, Chile e Peru, com retorno via P. Maldonado e Rio Bco.

 

Eu não conheço a rota pela Bolívia, mas conheci muita gente que fez esse caminho por Corumbá, via trem da morte. Pretendo fazer um dia...

 

Pergunto: como está a interoceanica?

A estrada parte do Brasil e, em certo ponto do Peru, se divide. Uma estrada segue para Cusco e outra vai para o Pacífico passando em Puno (onde fica o lago Titicaca).

Eu fui direto para Cusco, não sei com está a outra estrada.

O trecho da interoceânica que eu passei tinha peruanos trabalhando até as 3 da madrugada. Há asfalto em alguns lugares, mas há muito chão de terra ainda. Terra não, pedras, pedregulhos, nada que bloqueie a passagem. Não tem buraco, mas passa por incontáveis riachos que cortam a estrada...por cima mesmo. O problema mesmo vai ser o desgaste dos pneus.

 

e o trecho prox. a P. Maldonado, na subida dos andes, é mto perigoso? já tem asfalto?

As estradas peruanas, são muito bem sinalizadas, mais do que as brasileiras, principalmente nos trechos de obras. Tem asfalto em muitos lugares. Às vezes o carro beira o abismo mas a velocidade máxima é de 20 km/h. Definitivamente não tem perigo. Buzine nas curvas muito fechadas sem visão do lado oposto. Me lembro de ter passado por três áreas de deslizamento, onde havia algumas pedras no meio do caminho, mas nada sério.

 

 

Vamos de carro. Somos de Porto Velho.

 

Posso garantir que as estradas peruanas estão melhores que o trecho entre PVH e RBR.

 

Mais um observação. o trecho de P Maldonado até o Acre está um tapete! Separem 3 soles para a travessia do Rio Madeira (Madre de Dios, lá)! A ponte desse rio está quase pronta!

 

Boa viagem!!!

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Bom dia

 

Tbm moro em Rio Bco.

 

Adoraria tirar mais algumas dúvidas, estou indo pra lá no próximo final de semana.

 

Vc poderia me encontrar ou trocarmos e-mail?

 

Se sim, me envia uma confirmação

[email protected] ::cool:::'>

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Obrigado WBrasil pelo relato, é muito ultil para quem está pensando em fazer essa viagem. Gostaria que você me falasse das condições da estrada, pois estou programando ir de moto em julho/2011. Moro em Rio Branco-AC e pretendo fazer a viagem com minha esposa na garupa. Um abraço a todos.

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Cara, as estradas estão em boas condições de trafegabilidade. Conheço gente que foi de moto mesmo antes das obras. só não recomendo ir em época chuvosa, alguns riachos passa sobre a estrada.

Flw

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Olá, sou do rio e irei fazer esse ano indo também por Corumbá e estava na maior dúvida sobre como voltar pq não queria fazer a mesma rota da ida. Seu roteiro facilitou muito, pois não vou ter que voltar pela Bolívia. Vlw mesmo.

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    • Por GUILHERME TOSETTO
      Olá, meus amigos!!!!
      Segue agora mais um relato de viagem, desta vez à cidade de Ubatuba nos últimos dias 27 e 28 de Abril, em companhia dos amigos André Petroni, Eduardo (nickname Umpdy), Francisco Lopes, Débora e Osmar Franco.
      Estávamos combinando essa viagem havia algum tempo, mas nunca conseguíamos encaixar as datas convenientes a todos, mas eis que calhou de um fim de semana "vazio" pra galera e marcamos a viagem.
      Eu, Eduardo, Chicão e Débora saímos de São Paulo na sexta-feira à noite, por volta das 19:45 e chegamos em Ubatuba às 23 horas. O André e o Franco tiveram que trabalhar e só foram pra lá no sábado bem cedinho, de ônibus. Seguimos pela Dutra até São José dos Campos e de lá pegamos a rodovia dos Tamoios, que está em obras em diversos trechos. Quem for pegar essa estrada, deverá ficar bastante atento, não paenas às obras, mas principalmente às curvas, muito fechadas e perigosas.
      Lá chegando, fomos para o Tribo Hostel, onde já havíamos feito reservas para o final de semana. Como nesse final de semana estava acontecendo um campeonato mundial de surf em prancha curta (não lembro o nome exatamente), o hostel estava cheio e acabamos ficando num de seus anexos...



       
      Feito o check in, fomos para os quartos, ficando eu e o eduardo em um e o Chicão e a Débora em outro.
      Algumas observações sobre o quarto onde ficamos eu, o Eduardo e o Franco: o teto é baixo e tem ventilador instalado junto à luminária. Como o Du ficou na cama superior, qualquer movimento da perna pra fora da cama já chutaria a porra do ventilador, além de bater a cabela no teto num levantar mais brusco!!!! rsrsrsrs...isso sem falar que o Du trancou a porta do quarto... e ainda havia mais um hóspede no nosso quarto, que chegou de madrugada e ficou esbravejando e xingando do lado de fora, enquanto a atendente do hostel vinha com a outra chave pra abrir...como eu tava morto de cansaço da viagem, não ouvi nada disso!!!!rsrsrsrrs.
      No dia seguinte, sabadão, ficamos esperando o André e o Franco chegarem pra podermos ir à Ilha de Anchieta. Chegaram por volta das 11 horas, também fizeram o check in e fomos arrumar as tralhas pra ir à ilha. Combinamos com o Renato, dono de um barco para nos levar até lá e ir nos buscar no final da tarde. Algumas fotos da ida, da Ilha e do retorno...









       
      Na Ilha de Anchieta há algumas trilhas, como a do Saco Grande e a Praia do Sul. Ambas constam do passaporte Trilhas de SP. Lá também há um antigo presídio, que foi desativado em 1955, três anos após a rebelião de 1952. No local, ainda trabalha um antigo vigia da época em que o presídio ainda era ativo!!! O local lembra um campo de concentração, várias ruínas...
      A ilha em si tem praias muito bonitas e praticamente desertas, talvez pela época do ano não ser a chamada "alta temporada", mas, mesmo assim, são excelentes... água muito limpa, peixes nadando ao nosso redor, quando ficamos numa das piscinas naturais formadas pelas rochas na parte norte da ilha.









       
      Ficamos na ilha até cerca de 16:15, fizemos a trilha da Praia do Sul, que é muito light e voltamos pra Ubatuba.
      À noite, fomos jantar numa pizzaria próxima ao hostel, a Pizza da Nonna...local bem aprazível, simples e comida de bom sabor...voltamos ao hostel, onde fizeram um churrasquinho pra galera...nessa hora, o sr. André cometeu a gafe-mancada da noite: sentou-se em cima de uma caixa de isopor, que servia de "geladeira" pra cerva do povo...o resultado não poderia ser outro, em poucos segundos a caixa estourou completamente de fora a fora... pior foi o que o André falou:
      - "Pô, eu pensei que fosse um puff!!!!"
      O que teve foi um "crash" and "pof" do André caindo!!!!
      Nem os gringos que estavam jogando uma sinuquinha aguentaram e racharam o bico também...
      Mas, gafes e foras à parte, o fim de semana foi excelente!!! No domingo, fomos para a praia da Lagoinha, onde começamos a fazer a trilha das 7 praias, chegando, ao final à praia da Fortaleza. São mais de 10 km de caminhada, passando pelas praias que dão o nome à trilha, com vários níveis de dificuldade, mas com paisagens muito compensadoras em sua beleza...seguem mais algumas fotos...








       
      Levamos cerca de 3 horas e meia pra finalizarmos a trilha, considerando-se que paramos algumas vezes pra descanso, pra um lanche e pra banho numa das praias.
      A fim de ganharmos algum tempo pra voltar onde deixamos o carro, na praia da Lagoinha, resolvemos subir os 7 quilômetros da estrada entre a Fortaleza e a BR101 a pé...chegando lá, pegamos um ônibus de volta à praia da Lagoinha e voltamos ao hostel pra arrumar nossas coisas, tomar um banho e retornar a Sampa...antes disso, ainda deixei o Franco na rodoviária, pois, como estávamos em seis pessoas, não havia espaço suficiente pra todos dentro do carro...saímos de Ubatuba por volta das 18:45 e chegamos à capital às 22:45, um pouco mais demorado do que na ida, mas ainda paramos pra comer um lanche e as curvas em subida requerem menor velocidade e mais atenção.
       
      Realmente foi um fim-de-semana ótimo, em companhia de amigos muito bacanas, sempre dispostos a tudo, sem reclamações, todos de muito bom-humor, enfim ,foi bastante divertido...deixo vocês agora com mais algumas paisagens, agradecendo a atenção de você, que está lendo, e aos amigos que lá estiveram, proporcionando mais uma excelente viagem!!!! Abração, galera!!!!
      Ah, pessoal ,se esqueci de alguma coisa, por favor, complementem o relato...











    • Por Schumacher
      Preparativos
       
      Em julho de 2014 decidi que, apesar de adorar o carnaval de Santa Catarina, faria uma coisa totalmente diferente nessa data no ano seguinte. Consegui 2 amigos para ir junto comigo e emiti as passagens nas Aerolíneas Argentinas (10k milhas Smiles POA-FTE, 270 reais FTE-USH, 10k milhas Smiles USH-POA).
       
      Como a viagem seria de apenas 9 dias, não cheguei a elaborar um roteiro, apenas um esboço do que fazer, além de reservar as hospedagens e o aluguel de carro. Este último saiu caro, mas dividindo em 3 compensou a comodidade e o melhor aproveitamento do tempo.
       
      Às vésperas da viagem consegui uns guias do meu colega de trabalho Fernando, e no 13 de fevereiro de 2015 finalmente peguei meu mochilão (dessa vez não esqueci da câmera) e segui para o aeroporto, com uma carona do meu vizinho Marco e outra carona no vagão refrigerado da Trensurb.
       
      Ao chegar a Buenos Aires tive que trocar de aeroporto, do Ezeiza para o Aeroparque. Quem tem conexão pela Aerolíneas pode usar o translado da empresa Manuel Tienda León de graça, mas tem que pegar um comprovante em uma sala da companhia no próprio aeroporto. Importante salientar que os horários que estão no site não são confiáveis.
       

       
      1° dia
       
      No meio de uma madrugada mal dormida no aeroporto, partiu meu voo para El Calafate. Do alto era possível ver o lindo azul contrastando com as estepes patagônicas. Cheguei no começo da manhã, dividi um táxi com uns brasileiros, já que saiu o mesmo preço do único outro transporte disponível, uma van que custava 100 pesos, e um tempo depois cheguei na locadora da Hertz, para retirar o veículo. Subi o morro para uma panorâmica da cidade.
       

       
      De lá fui para a Reserva Laguna Nimez, paraíso das aves na beira do Lago Argentino, que envolve a pequena cidade. Paguei a razoável taxa de entrada e depois do trajeto inicial meio sem graça e uma chuva fraca que insistiu em incomodar, comecei a ver espécie após espécie em uma diversidade de ambientes.
       

       
      Entre as mais de 20 fotografadas em algumas horas, constavam gaviões bastante dóceis, tanto que cheguei a ficar a menos de 3 metros de um deles.
       

       
      Também tive o primeiro contato com a fruta típica da região, o calafate, embora meio murcha e pouco saborosa por já estar no fim da época de frutificação.
       

       
      Era para eu ter encontrado ali a minha amiga Raquele, que já tinha viajado para lá antes, mas por uma falta de sincronismo nos encontramos apenas no meio da tarde no hostel em que ficaríamos, o I Keu Ken. O único ponto negativo desse lugar é para quem está a pé, pois ele fica no alto de um morro.
       
      Pegamos a estrada sentido norte até chegar ao hotel La Leona mais de uma hora depois. No caminho havia diversos cicloturistas e os primeiros bandos de guanacos e emas.
       

       
      Depois de um lanche e do atendente dizer que não poderíamos ir sozinhos no lugar em que queríamos, fomos para lá do mesmo jeito. Seguindo orientações vagas encontradas pela internet, chegamos ao vale em meio aos morros Los Hornos, onde segundo o site havia uma “depressão profunda”. Literalmente, entramos em depressão.
       

       
      Caminhando, passamos por diversas ossadas e encontramos o que eu queria, fósseis! A floresta petrificada conta com troncos fósseis de 150 milhões de anos. Só vimos poucos troncos e nenhum dinossauro, mas já foi o suficiente para ter valido a excursão.
       

       
      No caminho de volta o sol apenas começava a baixar, apesar de já ser quase 21 h.
       
      À noite, durante toda a semana, estava tendo uma festa com shows e inclusive a presença da presidenta, talvez por isso os preços estivessem tão inflacionados. Tanto que tivemos que jantar sanduíches comprados no supermercado, enquanto ouvíamos o show que nem era tão bom assim.
       
      2° dia
       
      Pela manhã chegou meu outro amigo, o Vinícius. Partimos para o Parque Nacional das Torres del Paine, no Chile. Primeiro, uma pausa para foto da paisagem insólita no mirante.
       

       
      Fizemos uma escala na metade do caminho em Esperanza, ainda na Argentina. Depois de mais uma refeição à base de sanduíche, tentamos abastecer o carro no único posto em um raio de 50 km, ou possivelmente o dobro, como nos informou o frentista que, assim como uma fila de carros, aguardava o combustível chegar sabe-se lá dentro de quantas horas. Como não tínhamos todo esse tempo, arriscamos seguir em direção ao parque.
       
      Os passageiros babavam no carro enquanto eu dirigia pela monótona estrada, quando passamos pelo vilarejo de Tapi Aike. Milagrosamente havia uma bomba de combustível ali, onde já tinha visto num relato que estava desativada. Como a esperança é a última que morre, decidimos bater na casa para ver se alguma alma nos atendia, apesar de todos os outros carros passarem direto. E não é que deu certo? Embora consideravelmente mais cara, foi nossa salvação.
       

       
      No meio da tarde chegamos às aduanas de fronteira. Como havia poucos carros e nenhum ônibus naquela hora, até que foi rápida a travessia. Não levei alimento algum pensando que teria problema, mas a única coisa confiscada foi os sachês de mel do Vini. Outro detalhe importante é que precisa de uma autorização providenciada pela locadora para cruzar a fronteira, a um custo adicional.
       

       
      O primeiro vilarejo no Chile é Cerro Castillo. Possui uns 4 comércios de mantimentos apenas. O primeiro e mais turístico é caríssimo, só o utilize para fazer o câmbio. Indico esse amarelo da foto, ali o preço cai pela metade e aceita cartão de crédito. Não leve água, pois há disponível e puríssima durante todo o circuito, e cada kg a menos é muito precioso.
       

       
      Depois do estoque feito e mais uns quilômetros à frente, entramos na área do parque, cercada por lagoas de diversas cores, como a Laguna Amarga, com alta salinidade e lar dos belos flamingos.
       

       
      Na portaria de mesmo nome, tivemos a péssima notícia de que havíamos chegado tarde demais para escalar as Torres del Paine. Dessa forma tivemos que acampar no camping da hostería Las Torres e replanejar o roteiro para compensar as cerca de 5 h perdidas que faríamos naquele dia. Os campings do parque custam todos em torno de 8000 pesos chilenos, nada se comparado ao preço dos alimentos, então leve o seu junto, nem que seja daquela lojinha na fronteira.
       
      Havia uma quantidade impressionante de gringos espalhados entre o camping, o refúgio e o hotel. Assim como nos demais campings pagos, havia água quente e eletricidade, mas não tive tempo para carregar minha câmera. Inauguramos a barraca de luxo da Raquele, enquanto o Vini ficou com minha toca do Gugu emprestada. E ali começou a aventura de se dormir em um chão pedregoso sem um isolante, ao menos em meu caso.
       
      3° dia
       
      Iniciada a caminhada com a subida dos belos morros. Logo percebi que o vento forte traria algum estrago. Dito e feito, ele arrebentou a solda do painel solar que tinha levado para carregar a câmera e o celular. Ali começou o primeiro racionamento, o de energia elétrica (o de energia humana viria posteriormente).
       

       
      Conheci as duas frutinhas vermelhas que cresciam junto ao solo e que fariam parte da minha alimentação durante essa jornada, a chaura e a murtilla, levemente doces e ácidas.
       

       
      Logo percebi que o ritmo de um dos integrantes não seria o mesmo do meu, ainda mais com o peso extra na respectiva mochila. Começou a preocupação com o tempo, já que percorreríamos uma distância bem maior do que a praticada por outros visitantes em um dia.
       
      Continuamos subindo, passando pelo acampamento Chileno, onde trombamos com um casal carioca e com a placa oficial de entrada.
       

       
      Comi um cogumelo bege que achei no chão e após passar a entrada do acampamento Torres, segui com os cariocas até a parte mais exposta ao vento, onde fiquei descansando por uns minutos até meus amigos chegarem. Ao completar o trecho mais íngreme, avistamos a incrível paisagem do lago glacial e dos pilares graníticos com neve em suas bases. Não há como expressar em fotos a grandiosidade daquela cena.
       

       
      Ainda tivemos sorte de presenciar outro fenômeno, uma tromba d’água, que pegou todos desprevenidos.
       
      Almoçamos por ali enquanto contemplávamos a paisagem e depois descemos pelo mesmo caminho por algumas horas até a bifurcação para ir ao acampamento Los Cuernos. A trilha de todo o circuito é razoavelmente bem sinalizada, embora as placas estejam voltadas para quem faz o trajeto em sentido contrário (a grande maioria). Assim, quando havia uma bifurcação, só sabíamos o caminho certo ao chegar ao seu final. Ainda bem que tínhamos GPS no celular, e que a bateria dele durou todo o tempo necessário.
       

       
      Caminhamos por longas horas durante esse trecho quase plano de 11 km. Quando o dia ameaçava terminar, cruzamos o último morro e vimos o acampamento de um lado e outra tromba d’água no lado oposto. Com o atraso em nosso itinerário, tivemos que acampar novamente em um lugar pago. Assim que terminamos de armar as barracas, a noite chegou. Meus amigos jantaram seus miojos de copo enquanto eu fiquei com as sobras e um sanduíche de queijo e presunto.
       
      Depois de um banho quente e uma contemplada num dos céus mais bonitos que já vi na vida, parti para a cama, ou melhor, saco de dormir. Vini não teve tanta sorte, preocupado acompanhando um rato que apareceu atrás de sua barraca.
       
      Distância percorrida no dia: 26 km.
       
      4° dia
       
      Amanheceu um dia chuvoso e mais frio que o anterior. Nesse momento meus lábios já haviam ressecado o suficiente para rachar, e a situação só foi piorando, já que não tinha nada para botar neles. Em virtude de nosso atraso, decidimos que somente eu percorreria a segunda perna do circuito W, os demais seguiriam ao acampamento Paine Grande a 13 km e nos encontraríamos lá no fim do dia.
       

       
      Com isso, enquanto eles descansavam, tomei um litro de leite e coloquei a roupa impermeável para a caminhada. Pouco depois surgiu o sol, que me obrigou a trocar as vestimentas novamente.
       
      Continuei ao longo do belo Lago Nordenskjöld, já mirando o Cerro Paine Grande.
       

       
      Passei o acampamento Italiano, onde começava a subida do Vale do Francês. A difícil ascensão margeava um rio, geleiras e o cume da montanha, de impressionantes 3050 metros, ligeiramente superior à mais alta montanha brasileira.
       

       
      Nessa hora tive que pôr novamente uma roupa mais propícia ao frio e vento que fazia. Parei para comer uma maçã no mirante intermediário, de onde a maioria dos caminhantes e seus bastões não passam, e continuei subindo. Já estava bastante cansado e até um pouco atrasado no horário, quando fui agraciado por uma precipitação diferente. Pela primeira vez na vida presenciei a neve caindo sobre mim!
       

       
      O êxtase me deu forças para o trecho final mais duro, até o Mirador Británico. Infelizmente o clima frio e nublado não ajudou nas fotos e esgotou a bateria da minha câmera novamente, restando o guerreiro celular. Paciência, mas fiquei bem de boa lá no topo enquanto almoçava e admirava a paisagem sem uma viva alma em volta.
       

       
      A possível continuação da trilha estava fechada, então tive que descer. Atravessei a extensa floresta carbonizada, resultado de um incêndio de grande proporção causado por um israelense em 2012, fato que motivou a proibição de fogueiras no parque.
       

       
      Novamente no final da tarde, cheguei ao acampamento. Depois do jantar provamos o excelente licor de calafate que tínhamos comprado na fronteira, recomendo!
       
      Como não havia árvores no camping, o vento soprava mais forte, tanto que praticamente destruiu nossa outra barraca.
       
      Distância percorrida no dia: 23 km.
       
      5° dia
       
      Esgotado das noites mal dormidas e caminhadas sem fim, partimos para o terceiro e esperado último dia de trilhas.
       
      Um aviso de amigo, não experimentem brincar com a flor da foto abaixo. Isso me custou um bocado de tempo para conseguir remover os espinhos que grudam individualmente na roupa.
       

       
      Continuando, avistamos belos icebergs na borda do Lago Grey, sinal de que a geleira estava se aproximando.
       

       
      E foi bem isso. Um pouco depois chegamos ao mirador do Glaciar Grey, onde a longuíssima geleira avança sobre o lago de mesmo nome e sobre uma ilha que a contém.
       

       
      Naquele momento, decidimos que não iríamos até o refúgio Grey, pois o horário do barco não era compatível com o nosso. Assim, voltamos até o Paine Grande e descemos até o acampamento Las Carretas, um dos trechos menos frequentados do parque e já fora do circuito W.
       

       
      Apesar das belas paisagens iniciais, a maior parte dos 17 km seguintes seria bastante monótona, uma pradaria sem fim, com poucas aves passando. Ao menos o trajeto era plano.
       

       
      Ao chegar ao camping desprovido de qualquer infraestrutura, a decisão mais difícil: ter outra péssima noite ali ou arriscar seguir caminho e conseguir carona para voltar à outra portaria onde estava o carro, há quase 50 km dali? Escolhemos a segunda opção. Chegamos à sede do parque onde passava a estrada, mas os poucos veículos que passavam em sentido norte naquele fim de dia eram transportes dos hotéis. Com isso, tivemos que pedir clemência ao responsável pela sede, um senhor que nos deixou acampar ao lado do prédio que fica na margem do Lago Toro. O senhor foi tão gentil que até me passou a senha do wifi, e eu pude avisar para minha mãe que ainda estava vivo.
       
      Improvisamos um conserto para que a segunda barraca pudesse passar sua última noite conosco antes de ir dessa para melhor. Os únicos ruídos dessa noite foram dos ventos uivantes e dos roncos do Vini.
       
      Distância percorrida: 29 km. Total: Cerca de 78 km, com um baita peso nas costas e elevações constantes de 50 a 850 metros!
       
      6° dia
       
      Começamos bem o dia. O segundo carro que passou, com um simpático casal de italianos, deu carona para nós e para nossas mochilas até a portaria do parque.
       
      Uma hora depois lá estávamos de volta. Juntamos os últimos 8 dólares que tínhamos para pagar o translado até o hotel para eu retirar o carro.
       
      No caminho até a fronteira, flagramos um bando de condores andinos.
       

       
      Depois do almoço e e da aduana, voltamos por um atalho de estrada de chão, frequentado mais por animais do que humanos.
       

       
      De volta à cidade no meio da tarde, fomos direto para o Parque Nacional Los Glaciares. O parque, pago, consiste em uma estrada que costeia um rio até a principal atração de El Calafate, o Glaciar Perito Moreno.
       
      Plataformas te deixam bem próximo da geleira, a ponto de ver e ouvir com clareza os pedaços de gelo se partindo e desabando na água.
       

       
      As colunas de gelo de 60 m de altura que se estendem por até 5 km e que crescem e se despedaçam constantemente, são mais uma paisagem indescritível, especialmente durante o pôr-do-sol.
       

       
      Quando saímos do parque já anoitecia. A quantidade de lebres que passa pela estrada é surpreendente. Especialmente pela rota 60, que é de chão em meio a fazendas. Cruzamos por dezenas delas, felizmente nenhuma atropelada.
       

       
      Eu e Vini dormimos no mesmo hostel de antes, enquanto que Raquele, que ficaria mais um dia na cidade, foi para outro.
       
      7° dia
       
      Cedinho pegamos o voo para Ushuaia, ou “Uçuaia”, como dizem os argentinos. Peguei umas dicas valiosas no centro de informações do aeroporto e, claro, carimbei meu passaporte com o selo do fim do mundo.
       
      Como Ushuaia é uma zona franca, as coisas custam consideravelmente mais barato que em El Calafate. Sendo assim, consegui finalmente almoçar de verdade, no restaurante El Turco, que fica na principal avenida do centro, a San Martín. Ushuaia não tem o mesmo charme de El Calafate, mas ainda assim é agradável. Dentro das construções climatizadas, claro, pois os ventos e baixas temperaturas limitavam as caminhadas, sobretudo em dias nublados e à noite.
       

       
      Reservamos o passeio pelo Canal de Beagle, escolhendo o de 750 pesos, que passava pelas ilhas dos passeios padrão e mais a dos pinguins. Estava um pouco receoso pelo alto custo, mas posso dizer que valeu muito a pena. O passeio de quase 7 h começa passando por ilhotas cobertas de colônias de aves, principalmente o cormorão, que à distância parece um pinguim. Além destes, há gaivotas, trinta-réis, albatrozes, entre outras espécies menos frequentes.
       

       
      Pouco à frente fica a Ilha dos Lobos Marinhos, que abriga algumas dezenas desses animais tranquilos.
       

       
      Continuando, se passa pelo Farol Les Eclaireurs e mais outro bando de aves iguais continuando por um bom trecho sem ilhas, com raros povoados no lado argentino do canal e o vilarejo de Puerto Williams, que disputa com Ushuaia o título de cidade mais austral do mundo, e talvez não o seja pelo fato da população ter menos de 3000 habitantes, sendo a maioria militares e pescadores.
       

       
      Em seguida a embarcação passa por uma estrutura geológica formada na glaciação, e após contorná-la, chega ao destino final, a Ilha Martillo, mais conhecida como Pinguinera.
       

       
      Incontáveis pinguins-de-magalhães se reúnem nesse pedaço de terra como parte do seu ciclo de vida, e nos brindam com essa exibição incrível. Junto a eles aparecem algumas aves oportunistas, como escuas e urubus, além de 2 outras espécies de pinguim: o Papua, que é a ave mais veloz na água, e o Rei, que é mais raro e maior que os outros que passam por lá.
       

       
      Quem tem muita sorte, como a Raquele que foi no dia seguinte, consegue ver alguma baleia pelo meio do canal. Para os demais, resta o longo retorno assistindo documentários sobre a Terra do Fogo e os pinguins na cabine climatizada, ou então babando no sofá como meu amigo.
       
      À noite, eu e Vini jantamos em um lugar animado da Av. San Martín chamado Chester. Comi eu queria muito comer queijo Roquefort, uma iguaria barata na Argentina, pedi uma pizza de 4 queijos só para mim, já que ele não queria. Enquanto comíamos e tomávamos a ótima cerveja vermelha da marca local Beagle, passava um pot-pourri de clipes de rock das décadas passadas. É um bom lugar para um esquenta.
       

       
      Retornamos em seguida ao bom hostel Yakush para dormir em seus colchões moles.
       
      8° dia
       
      Às 10 h pegamos o transporte que sai de hora em hora da estação rodoviária para o Parque Nacional da Terra do Fogo. Duzentos pesos para ida e volta e mais 100 para entrada no parque.
       
      Começamos pela trilha que segue pela costa da Baía Lapataia, em meio às 3 espécies de árvore do gênero Nothofagus, as mesmas que havia em Torres del Paine. Não possuía grandes novidades, além de alguns passarinhos, chumaços de algas-pardas, mexilhões e grãos de areia acinzentados.
       

       
      Em meio à trilha estávamos morrendo de calor pela quase ausência de vento, mas quando fomos para as demais o tempo virou. Veio uma brisa do capeta e uma chuva bem chata.
       
      Uma das trilhas levava até um observatório de aves, embora nenhuma nova naquele dia. A outra até uma turfeira gigante, causada pela matéria orgânica lentamente sendo decomposta no frio e umidade do lugar.
       

       
      A última trilha nos mostrava o estrago causado pelos castores, resultado de mais uma introdução de espécie exótica desastrosa. A castoreira represa a água em um ponto e alaga uma baita área, onde morrem essas árvores de lento crescimento.
       

       
      Retornando, ainda tivemos sorte de observar uma raposa se alimentando.
       

       
      Nosso transporte de volta sairia às 19 h, como ainda tinha um bom tempo fomos até a cafeteria que ficava um pouco distante. Chegamos às 18:05 h, e para nossa surpresa, já estava fechada! Assim, tivemos que aguardar na sarjeta junto com um chinês maluco que ficava fotografando cavalos em atividade de cópula a nossa frente.
       
      No retorno ao hostel conhecemos uma dupla de brasilienses, Edgar e Conceição. Tentamos ir a um pub, mas o lugar não aceitava cartão de crédito, estava cheio e era quente demais. Com isso, eu e Vini jantamos no mesmo lugar da outra noite e depois degustamos um bom vinho que a dupla nos ofereceu no albergue, enquanto o staff reclamava o tempo todo da nossa conversa que beirava uns 50 decibéis. Apesar desse cara chato, a ruiva da manhã é bastante simpática.
       
      9° dia
       
      Vini partiu de manhã cedo de volta ao Rio.
       
      Depois de um café-da-manhã reforçado, lamentavelmente sem frutas como no albergue anterior, saí para uma caminhada. Infelizmente escolhi o dia errado para as compras, pois no domingo a maioria das lojas, inclusive as de equipamentos de aventura, estava fechada. Consegui apenas comprar souvenires e ir ao supermercado pegar um bocado de alfajores de 4 pesos cada.
       
      Na ida para o almoço, encontrei Raquele voltando de um passeio e ela encontrou outra brasileira que tinha conhecido na viagem. Fomos os 3 almoçar no Banana Bar. O lugar também sai bem em conta, mas precisa urgentemente de mais de uma garçonete para atender todo mundo. Provei a outra marca de cerva, a Cape Horn. Boa, mas ainda fico com a Beagle.
       

       
      No retorno, pausa para um chocolate quente. Depois disso fiquei matando o tempo no albergue, pois estava cansado para ainda visitar o Cerro Martial, a outra atração da cidade, e sem dinheiro vivo para os museus. Peguei o táxi e quando fui embarcar descobri que tinha uma maldita taxa de 28 pesos separada da passagem para pagar em dinheiro.
       
      USH-AEP, EZE-POA e finalmente de volta direto ao trabalho!
       

       
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