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Danielle Paes

Diário de Bordo na Europa 2010 - 1 mês e três países na mochila: Portugal, Espanha e França

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Caros viajantes,

 

Finalmente estou conseguindo cumprir o que prometi a mim mesma antes de viajar: após o meu retorno ao Brasil, eu me dedicaria a escrever minhas memórias de viagem aqui no Mochileiros. Afinal, foi a partir daqui que montei meu roteiro e que, além de me proporcionar ótimos momentos, me ajudou a evitar muitas roubadas...

 

Minha viagem foi de 3 a 31 de maio de 2010, mas eu comecei a me movimentar em outubro do ano anterior, quando iniciei minhas pesquisas neste site e comprei os guias de viagem (Guia do Viajante Independente na Europa e Lonely Planet). As minhas decisões foram baseadas no tempo e dinheiro disponíveis e na real disposição para entrar e sair de países dentro do período de minha viagem. Na verdade, percebi que é muito vantajoso se viajar pela comunidade européia em dupla e ou/com no máximo 26 anos, pois fica bem mais em conta (Europass muito mais barato, desconto em museus e outras facilidades...). Mas, o meu caso é outro, passei dos 30 e encararia essa aventura sozinha, ou pelo menos parte dela.

 

Bem, de cara escolhi o mês de maio, período de baixa temporada (ou quase...) e com o clima mais ameno, isto é, um friozinho mais suportável. Elegi Portugal, Espanha e França como roteiro. A razão para a escolha de Portugal e Espanha tem a ver com meus avós, e a França, por Paris... Confesso que poderia ter passado um mês em qualquer um dos locais escolhidos, meu estilo de viajar é aproveitando ao máximo a vibe local. Eu fujo de esquemas tipo "conheça 7 países em 15 dias", pois imagino que seria um abrir e fechar de malas frenético e horas horas perdidas em estações de trem e em aeroportos... A possibilidade da diversão ser interrompida por inúmeros momentos de stress é muito maior, pelo menos, na minha forma de ver.

 

Bom, a partir da minha decisão de viajar, o que aconteceu foi:

 

2009

Em outubro, aposentei a minha mochila que já estava mais do que surrada e comprei uma nova, uma Deuter Traveller 55 + 10 desenhada para mulheres. Aquisição cara, mas que no batidão da viagem mostrou a que veio. Recomendo muito.

 

Em dezembro, depois de pesquisar muito pela internet, fui a uma agência de viagens (Maratauan Turismo, Brasília/DF) comprar a passagem para Portugal. Depois de negociar muito, consegui comprar bilhetes com o seguinte trajeto: Brasília/Lisboa, Lisboa/Madri e Paris/Lisboa/Brasília (conexão). Saiu mais barato do que se eu fosse comprar Brasilia/Lisboa/Brasilia, pois peguei uma promoção da TAP chamada Além Portugal, daí o trecho Lisboa/Madri saiu praticamente de graça. Paguei cerca de 2.000 reais no total e ainda foi possível parcelar. Se eu comprasse essas passagens com pouca antecedência, pagaria pelo menos 800 reais a mais.

 

2010

Em janeiro, aproveitei para esquematizar quantos dias poderia ficar em cada país por (cerca de 8 a 10 dias), então, comprei a passagem de avião entre Barcelona e Paris pela EasyJet.

 

Nesse mês, também iniciei a pereginação virtual atrás dos albergues, já que lotam rapidamente mesmo em baixa estação. A seguir, os links:

http://www.hostels.com

http://www.hostelworld.com

http://www.tripadvisor.com

http://www.booking.com

http://www.hotels.com

 

No mês de fevereiro, reservei pela internet as passagens de trem que ligavam Lisboa a Porto e Madri a Barcelona (tive um descontão de 40% por comprar antecipado). Neste caso, por serem trajetos relativamente curtos, o custo saiu muito mais em conta do que se eu comprasse o Europass.

 

No caso da grana, eu comecei a reduzir gastos e juntar um pouquinho a cada mês quando decidi que iria viajar.

 

Eu levei cartões de crédito internacionais com um bom limite (só os usaria em parte da hospedagem e em emergências) e mais uns 1.600 euros. Portugal e Madri são acessíveis, mas os preços de tudo em Barcelona e em Paris vão às alturas... Aliás, achei Barcelona mais cara que Paris.

 

Devia ter levado o visa travel money (http://www.visa.com.br/conteudo.asp?pg=1340) em vez de tanto dinheiro em cash (pensem numa pessoa cabeça-dura!). Minha amiga o usou em quase tudo sem problemas...

 

Também comprei o seguro de saúde e fiquei coberta durante todo o período que estive fora. Sei que tanto Espanha quanto Portugal têm parceria com o Brasil em seus sistemas públicos de saúde (http://www.libertyexpress.com.br/lermais_materias.php?cd_materias=53), mas não quis arriscar, ainda mais que eu iria para a França em seguida. Na imigração de lá, eles costumam exigir a apresentação do seguro com cobertura de no mínimo 30.000 euros.

 

Bom, roteiro fechado, documentação em dia, reservas na mão e mochila pronta!

 

3/5 - Brasília/Lisboa

7/5 - Lisboa/Porto (trem, http://www.cp.pt) - 18 euros (2ª classe)

11/5 - Porto/Lisboa (trem) - 18 euros (2ª classe)

12/5 - Lisboa/Madri (avião - TAP)

17/5 - Madri/Barcelona (trem - Renfe, http://www.renfe.com) 46 euros (isso com 40% de desconto por comprar bem antecipado)

23/5 - Barcelona/Paris (avião - Easyjet, http://www.easyjet.com) - 70 euros

30/5 - Paris/Lisboa/Brasil

 

Brasil - Portugal

 

Lisboa

Albergue: Travellers House (http://web.mac.com/travellershouse/iWeb/Site/main.html)

3 noites: 60 euros (quarto com 4 camas)

 

1º dia

 

Passeios:

Mosteiro dos Jerônimos (11 euros combinado com a torre de belém)

Momumento Padrão dos Descobrimentos

Torre de Belém

Pastelaria de Belém

Jardim botânico de Lisboa

Exceto o jardim botânico, todos imperdíveis.

 

Putz, toda vez que chego num país estranho, me dá aquele frio na barriga... A começar pelas intermináveis voltas que a esteira de malas dá e nada de aparecerem minhas coisas... Eu suo frio! Antes disso tem a imigração, e é difícil prever o humor de quem está do lado de dentro da cabine. Um senhor na faixa dos 50 anos me atendeu, e as perguntas que escutei foram: "O que veio fazer aqui?", "Quanto tempo passará viajando?", "Como assim uma mulher viajando sozinha? É perigoso sabia!?" e "Como assim só encontrará sua amiga daqui a 15 dias?"(machista!). O interrogatório foi interrompido quando eu disse que só poderia passar um mês viajando porque era o que o meu emprego permitia. Ele perguntou o que eu fazia, daí eu enchi o boca para dizer que trabalhava no Ministério da Saúde do Brasil. Pronto! Passaporte carimbado. Aqui no Brasil sabemos que trabalhar no executivo não é grande coisa, mas parece que os portugueses têm outra impressão a respeito do tema.

 

Retirei minha mochila da esteira e fui parada por 2 funcionários do aeroporto que me pediram para ir a uma salinha. Abri a mochila, nao encontraram nada, pediram milhões de desculpas pelo transtorno, blablablá e me liberaram.

 

Quando olhei no relógio eram 7h da manhã e eu estava um caco. Pensei em pegar um ônibus, mas desisti da idéia. Preferi pagar mais caro (pelo menos dessa vez!) para chegar logo ao hostel. Peguei o taxi de uma agência do aeroporto e essa idiotice me custou 25 euros. Eu poderia ter pago 12 euros por um taxi na rua, preço que já estaria superfaturado. Ok, eu sabia que não poderia fazer o check-in antes das 12h, mas pelo menos poderia largar minhas coisas no albergue e descansar nem que fosse num sofá estropiado.

 

O motorista do táxi, ora vejam, só era o presidente do Núcleo de fado tradicional de Lisboa. Ele me contou histórias, indicou onde ouvir bom fado, onde comer, enfim, me indicou lugares nos quais os portugueses iam e com preços fora da tabela "turística". Foi muito "giro"!

 

Enfim, desci do taxi em uma rua paralela à rua Augusta (bem larga, mas só para pedestres). Confesso que dei umas 3 voltas pelo quarteirão até encontrar o hostel. Na quarta volta reparei numa plaquinha dourada ao lado de uma porta muito antiga e bingo! Era ali mesmo! Eu estava com as pernas em frangalhos por conta do peso da mochila e depois que passei da porta, tive a visão do inferno: escadas! Entretanto, depois que subi, fiquei encantada! O Travellers House é sem dúvida o melhor hostel em que já fiquei! É bem localizado, com decoração bacanérrima, super acolhedor, eventos muito legais para integrar a galera, excelente café da manhã, pessoas de todas as idades passam por ali e olha só, fui recebida por um brasileiro! Aliás, o Travellers é considerado um dos melhores albergues da Europa e eu assino embaixo.

 

Bom, dei de cara com três brasileiros que estavam saindo para um passeio pela cidade. Como eu não podia dormir mesmo, eu me juntei ao grupo. O dia estava lindo (calor no sol e friozinho na sombra), então Maíra, eu, Irene e Rafael tomamos um bonde, lotado de estrangeiros como nós e fomos até o mosteiro dos Jerônimos (compramos bilhete combinado com a Torre de Belém, 11 euros), com sua instigante arquitetura barroco manuelina e em seguida atravessamos uma praça gigantesca que dava para o momumento Padrão dos Descobrimentos, no qual não entramos, pois a fila estava enorme. Depois rumamos à Torre de Belém e fomos comer o famoso pastelzinho de belém. Andamos mais um pouco e descobrimos o jardim botânico de Lisboa com seu macio tapete de flores e à noite, passamos no hostel, pagamos 6 euros e desfrutamos de uma saborosa prova de vinhos (12 tipos, fechando com vinho do porto, Delícia!).

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100904220835.JPG 375 500 Legenda da Foto]Meus primeiros amigos de viagem: Irene, Rafael e Maíra.[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100905172253.JPG 500 375 Legenda da Foto]Mosteiro dos Jerônimos, a fachada branca e rebuscada fazia um belo contraste com o azul do céu.[/picturethis]

 

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100905175044.JPG 375 500 Legenda da Foto]Entrada principal.[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100907203259.JPG 500 375 Legenda da Foto]Pátio interno e eu.[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100907203603.JPG 500 375 Legenda da Foto]Nave da igreja dentro do mosteiro.[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100907204008.JPG 375 500 Legenda da Foto]Fernando Pessoa repousa ali, assim como Camões e Vasco da Gama... Emocionante![/picturethis]

 

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100907204348.JPG 375 500 Legenda da Foto]A bela praça que separa o Mosteiro do monumento Padrão dos Descobrimentos.[/picturethis]

 

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100907204620.JPG 375 500 Legenda da Foto]Padrão dos Descobrimentos.[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100907204925.JPG 500 375 Legenda da Foto]Essa é a Torre de Belém, pois, pois. Não se enganem, ela é bem maior do que parece.[/picturethis]

 

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100907205153.JPG 375 500 Legenda da Foto]Dentro da Torre há vários desses.[/picturethis]

 

Esperem que ainda vem mais!

::otemo::

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Olá Danielle você disse tudo-às vezes é melhor viajar só que com companhias desagradáveis. Também vou viajar só, porém passarei em mais alguns lugares. Com certeza aproveitarei as dicas. Espero o restante do roteiro, sucesso!!

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Olá Fernanda, fiquei super feliz com seu feedback!

 

Até gosto de viajar com amigos, e muito. Mas, uma das coisas que me dá angústia é a dificuldade pra conciliar datas. Quando um pode, o outro não. Também tem a sintonia em jogo. Uma vez fui para Buenos Aires e Patagônia Argentina (Calafate, Chatén) com um grande amigo, foi perfeito. Contudo, ja tive experiencias em que faltou muito pouco para ter um treco e matar meu companheiro de viagem... rs

 

"Senta que lá vem história", rsrsrsrs

 

Abraços!

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oi! Estou adorando o seu relato! vou continuar lendo, ah! coloque fotos tb(adoro!!)

Vc. ja sabe qual foi o custo da sua viagem, incluindo passagem, alimentação e passeios?

Grata e aguardo o relato. abraço!

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Oi Karla,

 

Putzgrila, eu estava aqui escrevendo o 2º dia, salvei em rascunhos e quando reabri para editar, a surpresa, não tinha nada ali.

 

Olha só, a passagem da TAP Brasília-Lisboa-Brasília, que incluiu o trecho Lisboa-Madri e a conexão Paris-Lisboa, saiu por cerca de 2000 reais (pude dividir em 5 x).

 

A hospedagem ficou assim:

Lisboa – Travellers Hostel

Total: 80 euros (4 diárias em quarto quadruplo e com café da manhã)

Porto – Rivoli Cinema Hostel

Total: 172 euros ( 4 diárias em quarto duplo, sozinha, com café da manhã - não aceita cartão de crédito)

Madri – HostelOne Centro

Total: 174 euros( 6 diárias em quarto duplo misto sem café da manhã)

Barcelona: Lloret Hotel

Total: 220 euros - 5 dias (total por pessoa, quarto duplo compartilhado com minha parceira de viagem, com café da manhã)

Paris: Hotel de l Avenue

Total: 262 euros - 7 dias (total por pessoa, quarto duplo compartilhado com minha parceira de viagem, com café da manhã, horroroso, diga-se de passagem)

 

Enfim, a hospedagem ficou em torno de 1000 euros.

 

Os maiores translados internos ficaram por cerca de 152 euros

- Vôo de Barcelona a Paris – 70 euros

- trens Portugal : 36 euros

- Trem Madri-Barcelona: 46 euros

 

Em Portugal e em Madri, eu gastei em média 50 euros por dia com passeios e alimentação, sem contar a hospedagem, e comprando um badulaque aqui, outro ali. Mas em Barcelona e Paris, o preço de tudo aumentou estupidamente. Creio que já chegava a 80 euros fácil (fora acomodação). Levei cartões de crédito e 1600 euros em cash e ainda sobraram cerca de 100 euros (que dei fim no free shop, rs), pois paguei apenas o hostel de Porto em efetivo.

 

Fiz muito mercado e fui a restaurantes onde os locais comiam, mas pratiquei algumas esbórnias gastrônomicas, afinal, estava na Europa! Não sou a pessoa mais ecônomica do mundo e nem gosto de viajar de modo severamente espartano, por isso imagino que devo ter gasto bem mais do que muito mochileiro....

 

Abraços!

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2º dia

Lisboa- Sintra

http://www.cm-sintra.pt

 

Passeios

Sintra:

- Parque e Palácio da Pena; (11 euros)

- Quinta da Regaleira; (5 euros)

- Cabo da Roca.

Cascais

Todos os passeios imperdíveis!

 

Na noite anterior, havia uma listinha na mesinha de entrada do hostel com os nomes dos interessados em tomar uma van (com guia turístico) para conhecer Sintra. O transporte sairía 25 euros, incluindo Cabo das Rocas e Cascais. O resto: alimentação e ingressos, seria por nossa conta. Se quiséssemos, poderíamos pagar menos e ir de trem à Sintra, mas como havia outros lugares que gostaríamos de ver nesse mesmo dia, preferimos pagar mais e também ver mais, perdendo menos tempo com translados.

 

Bom, tomamos o café da manhã e partimos. O grupo era eu e um casal muito gente boa de argentinos (Sol e Pablo) e o nosso guia se chamava Nuno. No decorrer da viagem soubemos que ele era cineasta, então, além de ele nos mostrar aquele pedacinho de Lisboa, tivemos a oportunidade de ouvir algo sobre o cinema independente português (sim, há cinema independente em Portugal! Vivendo e aprendendo...).

 

Durante o trajeto, passamos pela periferia de Lisboa e vimos algumas habitações populares portuguesas, são como nossos edifícios da Cohab, mas muito melhorados.

 

Depois de cerca de 40 minutos de viagem chegamos a Sintra. Nuno nos deixou em frente ao portão que dá acesso ao parque do Palácio da Pena, paguei cerca de 11 euros pelo ticket (com direito a audio-guia) e entrei. Subimos uma ladeira ingrata (muito íngreme e longa) e daí pudemos ver o castelo multicolorido. Era algo como uma mistura de contos de mil e uma noites com os castelos dos antigos desenhos de Walt Disney... Os portais, algumas cúpulas exóticas e padrões dos azulejos não nos deixavam dúvida sobre a influência moura em sua arquitetura, mas a plasticidade dos entalhes nas colunas e arcos eu só vi em Portugal (chamam de Barroco Manuelino). A disposição dos cômodos, a luxúria na decoração, os utensílios domésticos entre outros objetos nos transportavam para o cotidiano das famílias reais que viveram ali (D. Manuel II foi o último rei que viveu ali, até 1910). Quando saímos do castelo, nos deparamos com um pátio que dava para uma vista magnífica do parque, e decidimos ir até uma cruz que havia no alto do morro em frente.

 

Bom, tomamos os mapas e começamos a trilha para a Cruz Alta. Quando demos 2 voltas pelo palácio e constatamos que não conseguiamos encontrar o caminho correto, nos demos conta que mesmo tendo um mapa a mão, a sinalização "indecente" dali atrapalhava bastante... Nos perdemos algumas vezes e de repente, nos deparamos com uma porteira e atravessamos. Do outro lado, havia alguns operários trabalhando e mais a frente, outros turistas caminhando. Eles também estavam indo para o nosso destino, então, resolvemos segui-los. Passamos por ruínas de capelas, coretos, grutas, lagos, pelo set de filmagem de um seriado, e daí mais uma subida íngreme e longa para alegrar o nosso dia. Finalmente chegamos à Cruz Alta (com o pulmão na boca, rs) e foi lindo, vimos o palácio da Pena à frente, belíssimo e a cidadezinha de Sintra mais abaixo.

 

Voltamos para a entrada do parque, onde Nuno estava nos esperando e fomos almoçar num restaurante minúsculo e escondidinho chamado Apêndoa. Comi um Bacalhau a Brás bem servido e tomei uma taça de vinho da casa, tudo muito saboroso e por 8 euros. Fizemos uma parada obrigatória na confeitaria mais famosa de Sintra e comemos o tão comentado "travesseiro". Não sou muito chegada a doces, mas resistir aos quitutes portugueses seria um acinte, pois são deliciosos.

 

Bem, fechamos o passeio em Sintra indo à Quinta da Regaleira. É um palácio com uma fachada estranhíssima que mescla diferentes estilos arquitetônicos (românico, gótico, renascentista e o barroco manuelino, claro), mas ainda assim é atraente. É rodeado por jardins super floridos com túneis estreitos que desembocam em vários pontos. Ali há pequenos lagos, grutas, poços e algumas construções esquisitíssimas. Tudo que víamos tinha algo de enigmático. Finalmente entramos no palácio, mas gostamos mais do lado de fora.

 

Bom, saímos do centro de Sintra e com 20 minutos de carro já estavamos no Cabo da Roca, ponto mais ocidental da Europa. Luís Vaz de Camões o cita nos Lusíadas como o local “Onde a terra se acaba e o mar começa”. É um cenário belo e bucólico, onde há um farol e mais adiante, um paredão rochoso de mais de 100m de altura que dá para o Oceano Atlântico. Não conseguimos ficar ali por muito tempo, pois estava ventando demais, quase congelamos. Caminhamos pelas redondezas por 10 minutos e demos por visto, loucos para voltar para dentro da Van "quentinha".

 

Por último, fomos a Cascais. Paramos na praia principal, a qual estava razoavelmente cheia apesar do friozinho do fim do dia. Em sua orla havia lojinhas bem transadas, sorveterias, restaurantes e belas casas. Mas, caramba! Daí a dizer que aquela praia era bonita quando nós, brasileiros, somos abençoado por "paraísos na terra" como Fernando de Noronha, Jericoacoara, Genipabu, Ipanema, Copacabana, Morro de São Paulo e muitos outros... Chega a ser constrangedor diante do orgulho dos portugueses... rs

 

Bom, voltamos para Lisboa. Fui a um mercadinho jóia que tinha a dois blocos do hostel (Pingo Doce) para comprar meu jantar. Depois, um longo banho e cama.

 

Um dia é pouco para conhecer Sintra. Eu ficaria mais um dia tranquilamente...

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100907230207.JPG 500 375 Legenda da Foto]Praça principal de Sintra.[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100907224955.JPG 500 375 Legenda da Foto]Palácio da Pena.[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100907225246.JPG 375 500 Legenda da Foto]Sem comentários... [/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100907225737.JPG 500 375 Legenda da Foto]Parque e Palácio da Pena[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100907230423.JPG 500 375 Legenda da Foto]Quinta da Regaleira.[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100907231820.JPG 375 500 Legenda da Foto]A Sol subindo as escadarias do Poço Iniciático, nos jardins da Quinta da Regaleira.[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100907230928.JPG 500 375 Legenda da Foto]Cabo da Roca.[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20100907231132.JPG 500 375 Legenda da Foto]Cascais.[/picturethis]

 

Esperem que ainda tem mais!

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Olá Alessandro,

 

Super bacana ler sua mensagem... Escrever sobre a viagem me transporta para aqueles dias.

Eu fecho os olhos, me vejo com a mochila nas costas e constato que esse é um dos raros momentos em que me sinto plena.

 

Acho que fui beduíno ou outro tipo de nômade em alguma encarnação, rs.

 

Abraços,

 

Dani.

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