Ir para conteúdo
  • Cadastre-se
FlavioToc

Jalapão de carro, uma aventura

Posts Recomendados

Faz um bom tempo que desejava ir ao Jalapão, mas me faltavam informações e também  certo preconceito que tenho sobre destinos ecológicos ou de aventura,     que é sobre explorarem o turista e não ter certeza de que iria realmente gostar. O fato de que é um destino fantástico e que deixou aquela sensação de quero mais. Só não é para quem tem frescura. E o que vi em todas as atrações eram adultos eufóricos, como crianças e adolescentes.

Esta viagem aconteceu no início de agosto de 2018. Foram quatro dias no destino. Não contei o tempo em Palmas, mas creio que cinco seria melhor. Observei que poucas pessoas fazem por conta própria. Descrevo como nós fizemos e outras opões para quem não se atrever dirigir.

Fizemos com uma pick-up 4x4, Nissan Frontier, alugada em Palmas e fomos entre quatro pessoas. Vejam que o motorista nunca tinha dirigido uma camionete, muito menos 4x4, que é necessário, pois as estradas são muito ruins mesmo e provavelmente as piores em que já andei e tenho longa experiência em estradas de terra. Não experimentem fazer com um veículo menor como Jeep Renegade ou Fiat Toro mesmo 4x4 porque vai danificar alguma coisa muito menos com 4x2 que até vi, porém não tem como acessar todas as atrações. Tem que ser um veículo mais robusto. Outro ponto positivo do veículo foi o controle de tração e de estabilidade. As estradas são brutas. Lá vendem camisetas com uma frase bastante original: “Jalapão terra bruta”.

Como o aluguel de uma camionete é bastante caro fica mais em conta se dividir em mais pessoas. Devido à disponibilidade da pick-up só a pegamos no final da tarde e tivemos que fazer o primeiro percurso até Ponte Alta do Tocantins à noite. Evitem isso, pode ter animais na pista.

O percurso do Jalapão é feito em semicírculo o que torna bastante prático. Fizemos em sentido anti-horário.

 

Hospedagens

 

Ponte Alta do Tocantins – Águas do Jalapão (R$ 170 casal por noite) – duas noites. Esta tem restaurante (R$ 35, mas tem que reservar a refeição).

Mateiros – Pousada Monte Videl (R$ 150) – uma noite. Jantamos no restaurante do Bob ou Tempero Nosso (R$ 30), é só perguntar que é bem conhecido e o melhor, dizem. O Bob é o mesmo da operadora Jalabob (abaixo).

São Félix do Tocantins – Pousada Cachoeiras do Jalapão (R$ 170) – uma noite. Também tem restaurante (R$ 35). Pode encomendar quando chegar ao final da tarde.

A comida é simples mas farta e gostosa tipo self-service. Estas pousadas tinham um excelente café da manhã.

Os valores das hospedagens foram negociados. Eles pediam um pouco mais.

Primeiro dia

 

Saindo de Ponte Alta do Tocantins em torno de 8 da manhã.

- Lagoa do Japonês. As águas são cristalinas com pedras no fundo, refletem cores lindíssimas. Ótima para mergulho. Para segurança use sapatilhas de mergulho (tem para alugar no

local).

Almoço as 13:30h no restaurante da dona Minervina (falaram que era melhor), que é um pouco antes à direita é em sua própria casa muito simples. Tem que deixar reservado inclusive o horário e ela é precisa. A comida é bem gostosa e tudo bem limpinho. Lá na lagoa também tem refeições.

-Pedra furada. A maioria fica para o por do sol. Vi até araras azuis (azul escuro, mais raras) lá.

 

 

Retorno para Ponte Alta.

Segundo dia

 

Saindo de Ponte Alta em torno de 8 da manhã, levamos toda a bagagem (embalada) a hospedagem foi em Mateiros. Coma bastante no café da manhã, porque este dia vai ser bem pesado. Também leve o que comer porque provavelmente não irá almoçar. Também foram muitas horas andando de carro.

-Canion Sussuapara

-Cachoeira da Velha. Não deixe de ir. Alguns guias dizem que não vale a pena que é só para tirar foto. O fato é que eles evitam a estrada que é bem ruim e longa (29 km para ir 29 para voltar) mas é realmente impressionante. Depois vá para a praia que se forma rio abaixo e se refresque um pouco. Também tem um rafting bem emocionante.

-Dunas. Todos vão para assistir o por do sol. Lembre-se que tem que chegar lá até as 17:00 horas, depois não entra. Cuidado com as abelhas. Para prevenir evite usar perfumes, roupas amarela, laranja e branca estas cores são atrativo.

 

 

Terceiro dia

 

Saímos de Mateiros às 8 da manhã.

-Fervedouro do Ceiça

-Fervedouro do Rio Sono

-Fervedouro Buritis

-Comunidade Mumbuca. Não achamos interessante. É mais fácil encontrar souvenires em  Ponte Alta.

-Cachoeira da Formiga. É muito bela.

            Pernoite em São Félix do Tocantins.

Quarto dia

 

Saímos em torno das 8 horas para os fervedouros. Se não forem os primeiros no Bela Vista corra para o Alecrim para não esperar.

-Fervedouro Bela Vista

-Fervedouro Alecrim

Veja o vídeo no YouTube: 

 

Os fervedouros são tão impressionantes que parecem falsos, como em filme de fantasia da sessão da tarde. As cores são fantásticas. Nós fomos em cinco fervedouros, mas tem muito mais. E as águas em todas as atrações são de uma transparência incrível.

-Cachoeira das Araras onde tem restaurante. A cachoeira achamos que não vale a pena. Encomendar o almoço ainda na pousada.

-Serra da Catedral só uma parada para fotos.

Saímos rumo a Palmas onde será o pernoite. Lembre-se que o tempo de viagem até Palmas (da cachoeira) são em torno de 5 horas. Cuidado o Google Maps errou na distância e tempo para menos.

 

 

Dicas

 

-Se alugar uma pick-up, embale toda bagagem em sacos de lixo daqueles bem fortes. Pois tem uma poeira e ficam rolando na caçamba.

-Baixar mapas no Google Mapas para uso off-line. Já que tem internet somente dentro das cidades. Usei também o Here.

-Levar máscara de mergulho ou óculos de natação.

-Levar lanches, frutas, barra de cereais,etc e água. Em Ponte Alta dá para comprar alguma coisa para comer.

-Levar uma boa quantidade de dinheiro em espécie pois são poucos lugares que aceitam cartão.

-Para calcular as diárias de locação lembre-se do tempo de viagem até Ponte Alta do Tocantins que é em torno de duas horas e o retorno a partir da cachoeira das Araras em São Félix é em torno de 5 a 5 horas e meia.

-Deixe pelo menos um dia inteiro para conhecer Palmas. E quando usar o navegador digite uma referência como o seu hotel ou Palácio Araguaia é bem mais fácil do que os endereço que são semelhantes aos de Brasília. Ou seja, digite onde quer ir e não o endereço.

Para quem não quer dirigir

Canela de ema Ecoturismo - (63) 99976-1968; email: [email protected]

40º no Cerrado - https://www.40grausnocerrado.com.br

Deserto do Jalapão - http://www.desertodojalapao.com.br/home

Jalabob Turismo - https://www.jalabobturismo.com/

Recomendo estes acima porque conheci as pessoas que foram com eles, todos muito contentes, e os guias que inclusive nos ajudaram com sugestões no roteiro e até permitiram que os seguíssemos. A Jalabob também tem a opção de camping e na ocasião ele levava um grupo assim. Todos eram bem flexíveis nos horários e nas atrações.

 

 

A seguir as fotos:

-Mapa

-Lagoa do Japonês

-Dunas

-Pedra furada

 

mapa.thumb.jpg.e0d4a4c72c2e198476086ef987541717.jpgLagoa.thumb.jpg.76d39461a9611fcd407252dfcc9589dc.jpgDunas.thumb.jpg.b557c7d17a5457fa6d8f9a712d4bba5e.jpg1572627882_Pedrafurada.thumb.jpg.a1a4bd3b0b00ce510d1e2b3e33751731.jpg

  • Gostei! 4

Compartilhar este post


Link para o post

Oi Flávio, muito legal o seu relato. Estou pensando em alugar uma S10 4x4 na Localiza de Palmas e ir sem guia também, provavelmente em junho. Sobre o deslocamento da Cachoeira das Araras em São Félix até o aeroporto de Palmas, o Google Maps dá 233 km, 3h34min, é este o erro do Google que vc se refere? "Saímos rumo a Palmas onde será o pernoite. Lembre-se que o tempo de viagem até Palmas (da cachoeira) são em torno de 5 horas. Cuidado o Google Maps errou na distância e tempo para menos."

No demais roteiros o Google Maps é confiável?

Vc se lembra quanto pagou no almoço na D. Minervina? E nos fervedouros? Crianças pagam meia nos fervedouros?

Sabe me indicar algum restaurante próximo a cachoeira da Velha ou no caminho das Dunas do Jalapão (saindo da cachoeira da Velha)?

Obrigado por compartilhar suas experiências.

Compartilhar este post


Link para o post

Vejo que já tens um bom planejamento. Um casal que foi conosco que alugou o 4x4 também na Localiza, mas creio que se olhar na Rentcars talvez encontre mais barato. Foi exatamente este o erro porém naquele momento o Google Maps indicou 170 km. Eu havia visto a distância em São Félix que era mais então ocorreu uma discussão e por isso não paramos no Jalapão Ecolodge que fica próximo ao Morro da Catedral. Lá tem várias atividades para mais um dia pelo menos. A distância  real eu não lembro, só o tempo de viagem mesmo. No restante o Google Maps foi bastante confiável.

O almoço na D. Minervina saiu por R$ 30, por pessoa. Excluindo as bebidas. Os fervedouros custaram de R$ 15 ou R$ 20. Como em nenhumas das vezes vimos crianças eu realmente não soube o valor. Ah, você vai ver que tem inúmeros fervedouros abertos a visitação,  e você não vai cansar deles. E leve uma toalha para secar após cada visitação. No fervedouro Bela Vista tem umas cabanas e fica bem próximo a cidade de São Félix o que facilita para opções de refeições.

A comida que vai encontrar por todo o Jalapão é bem simples mas bem gostosa. Quanto a Cachoeira da Velha que é linda e bem maior do que parece nas fotos, é melhor levar lanches pois o tempo de ir e voltar é longo e lá não tem nada para vender. Alguns guias  convencem que não valem a pena, que é melhor ficar em uma das prainhas de rio e pedir a comida por ali, mas soube que levam uma eternidade e as prainhas tem um belo visual mas não dá para entrar na água pela velocidade da correnteza. Dá para tirar umas boas fotos da estrada mesmo. A cachoeira é muito bonita mesmo. Compre coisas para comer em Ponte Alta que tem "mais estrutura" e água. Nós compramos em Palmas mesmo. Supermercado Quarteto é bem fácil de encontrar.

Ah, tenho certeza que as crianças vão adorar. Foi uma viagem que me surpreendeu pois tinha baixas expectativas.

Todos se apaixonam pela Lagoa do Japonês. E Palmas é uma cidade muito bonita tem um planejamento arquitetônico  parecido com o de Brasília. Então nos navegadores digite por exemplo: Localiza, Hotel blabla...., Supermercado Quarteto, Shopping Capim Dourado. Não tente colocar o endereço tipo ARNO 51, Lt 27 que é difícil de acertar.

É um prazer responder quando precisar. E muitas realizações para os teus planos em 2019.

Compartilhar este post


Link para o post

Esqueci de falar no tempo janeiro e fevereiro chovem muito, a partir de março vão diminuindo as chuvas. Inclusive muita gente acha bom este mês pois a areia das estradas está mais compactada. Pessoalmente acho melhor de abril a setembro. que é quase sem risco de chuva e se houver é por minutos.

No caminho para a Cachoeira da Velha uma curiosidade é um antigo hotel que pertenceu ao Pablo Escobar. Parece que não chegou a funcionar. É coisa bem grande, vários prédios. Tinha até pista de pouso. Vai passar por ele.

Compartilhar este post


Link para o post

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisar ser um membro para fazer um comentário

Criar uma conta

Crie uma nova conta em nossa comunidade. É fácil!

Crie uma nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Entrar Agora
  • Conteúdo Similar

    • Por fore
      Introdução
      Planejei uma viagem de carro saindo de São Paulo, capital, com destino ao Ushuaia, saindo do Brasil por Foz do Iguaçu, porém, para evitar a Ruta 14 com medo dos policiais corruptos, entraria no Brasil novamente em São Borja/RS para chegar em Uruguaiana/RS e assim descer até Gualeguaychu pelo Uruguai. Em seguida seguir para o lado oeste e descer a Ruta 40, entrar em Torres del Paine no Chile e continuar descendo até o Ushuaia.

      Na bagagem: barraca Quechua Arpenaz 4.1 Fresh & Black, duas cadeiras de praia, um fogareiro Nautika ceramik, uma mesa portátil, colchão inflável de casal, um saco de dormir, um cobertor, tapete em EVA (aqueles de montar) e manta térmica para forrar o chão da barraca. Além de utensílios de cozinha, um cooler, grelha para churrasco e uma caixa de mantimentos básicos como macarrão, miojo e alguns temperos.
      A barraca é grande, espaçosa e bem simples de montar (são apenas 3 varetas assim como qualquer outra). No quarto cabe o colchão de casal e sobra espaço para mais um de solteiro, como não era o caso, era usado para guardar as mochilas.
      O fogareiro acho que foi a melhor aquisição que fiz. Achei muito bom e a lata de gás durou por uns 3 dias com a gente. Fomos com 12 latas pra lá, porque eu não sabia o quanto rendia. Sobrou bastante e de qualquer forma, a gente encontrava facilmente em supermercados por lá.
      Fomos em 2 pessoas, com um Peugeot 208 1.5, suspensão esportiva (mais baixa que a original), rodas aro 17 com pneus 215/45 e insulfilm g20 em todo o carro, inclusive parabrisa. (Só mencionei isso pelo fato de ainda haver dúvidas quanto ao tipo de carro que consegue fazer esse tipo de viagem).
      Comprei o chip da EasySIM4U para conseguir sinal de internet no celular (somente dentro das cidades tinha sinal).
      O caminho todo me guiei pelo Google Maps, meu carro tem a central multimídia com Android, então bastava eu compartilhar a internet do celular e tudo certo (pelo menos quando tinha sinal).
      Para procurar hotéis usei o Booking.com (consegui pegar bons descontos com o Genius) e para campings usei o iOverlander. Apesar de ajudar muito, o iOverlander é um pouco desatualizado, infelizmente a colaboração não é tanta no aplicativo. Existem muitas outras opções de campings no caminho que a gente acaba encontrando só depois de ter dado entrada em algum.
      No total foram 14.730km em 28 dias de estrada, sem nenhum perrengue ou problemas maiores.
      Obs:
      - O tempo de viagem relatado é o total do tempo do momento em que saímos de um hotel/camping até chegarmos no próximo destino. Contando as paradas na estrada.
      - Os gastos coloquei na moeda local, pois fica mais fácil caso alguém precise consultar em outro momento para ter uma noção melhor de custos.
      - A viagem inteira abasteci com gasolina/nafta super.
      Se quiserem me acompanhar no instagram: @fore.jpg
    • Por Anderson Paz
      * Jalapão: municípios de Ponta Alta do Tocantins, Mateiros e São Félix do Tocantins - Cachoeira da Fumaça, Cachoeira do Soninho, Pedra Furada, Cânion Sussuapara, Cachoeira do Lajeado, Cachoeira da Velha, Prainha, Dunas, Fervedouro do Ceiça, povoado quilombola Mumbuca, Fervedouro Buritizinho, Cachoeira do Formiga, Fervedouro Alecrim, Cachoeira das Araras, Morro da Catedral e Morro do Gorgulho
       
      ** Serras Gerais:
      - Natividade: centro histórico, biscoitos Amor Perfeito Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos
      - Almas: Cahoeirinha, Cânion Encantado, Cachoeira do Urubu-Rei, Cachoeira da Cortina (ou Véu de Noiva) e Arco do Sol (ou Pedra Furada)
      - Dianópolis: Lagoa Encantada
      - Taguatinga: Cachoeira do Registro
      - Aurora do Tocantins: Rio Azuis
       
      *** Chapada dos Veadeiros: Alto Paraíso e Macaquinhos
       
      - Este é um breve relato de uma viagem de carro de 11 dias pelo Jalapão, Serras Gerais e Chapada dos Veadeiros, incluindo os dias de ida e de retorno.
      - A viagem foi feita no período de 3 a 13 de junho de 2015 com saída de Brasília - DF.
      - Para conhecer o Jalapão, contratamos o guia Neném com veículo 4x4 ((63) 8472-0830 - operadora: OI). Para conhecer os atrativos do município de Almas contratamos o guia Alminha ((63)92080515)
       
      Itinerário resumido
      Dia 1) Brasília - Natividade - Ponte Alta
      Dia 2) Jalapão: Cachoeira da Fumaça, Cachoeira do Soninho e Pedra Furada
      Dia 3) Jalapão: Sussuapara, Lajeado, Cachoeira da Velha, Prainha e Dunas
      Dia 4) Jalapão: Fervedouro do Ceiça, Mumbuca, Fervedouro Buritizinho e Cachoeira do Formiga
      Dia 5) Jalapão: Fervedouro Alecrim, Cachoeira das Araras, Morro da Catedral e Morro do Gorgulho
      Dia 6) Ponte Alta - Almas: Cachoeirinha
      Dia 7) Almas: Cânion Encantado, Cachoeira Urubu-Rei, Cachoeira Cortina e Arco do Sol
      Dia 8 ) Almas - Dianópolis - Aurora do Tocantins: Lagoa Bonita
      Dia 9) Aurora/Taguatinga - Alto Paraíso: Rio Azuis e Cachoeira do Registro
      Dia 10) Alto Paraíso: Macaquinhos
      Dia 11) Retorno a Brasília
       
      DIA 1 | Brasília - Natividade - Ponte Alta
       
      Estrada (até Ponte Alta)
      A viagem foi feita em um Peugeout 207. Fizemos o trajeto de Brasília a Ponte Alta do Tocantins passando pela Chapada dos Veadeiros, Arraias, Campos Belos, Natividade e Pindorama do Tocantins https://goo.gl/maps/727Ml. Pegamos um único trecho de estrada de terra (67 km) entre a Chapada da Natividade e Pindorama, que estava muito bem batida e não tivemos problemas para atravessar.
       
      As estradas estão em bom estado em praticamente todo o trajeto. O trecho de 40 km após Arraias, que estaria mais crítico de acordo com relatos que vimos, foi recém reformado em uma operação tapa buracos e deve aguentar bem até as primeiras chuvas de 2015.
       
      Atenção:
      a) Dentro da região da Chapada dos Veadeiros, de São João da Aliança até Cavalcante, a estrada foi reformada há algum tempo, mas ainda está sem sinalização horizontal.
      b) Depois de uns 18 km da saída de Natividade no sentido Chapada da Natividade, haverá um trevo sem qualquer placa em que vc deverá entrar à direita para seguir rumo a Pindorama.
       
      Dica: Não se acanhe em pedir informações. No Tocantins há poucas placas informativas e em algumas situações é fácil se perder.
       
      Natividade
      No caminho à Ponte Alta do Tocantins, paramos em Natividade para uma visita ao centrinho histórico. Deixamos o carro próximo à igreja São Benedito e caminhamos pelas ruas e pracinhas da simpática cidade.
       
      O que não deixar de ver em Natividade:
      - Ruínas da Igreja da Nossa Senhora do Rosário dos Pretos
      - Biscoitos da Dona Neninha - Amor Perfeito: provamos todas as opções de biscoitos e os nossos campeões foram o Amor Perfeito, o de canela e a peta, também chamada de pipoca na região. Todos são assados em forno de barro ao fundo da pequena fabrica de biscoitos. São deliciosos e dão um ótimo presente de lembrança da viagem! 😃
       


       
      Ponte Alta do Tocantins
      Nossa hospedagem em Ponte Alta foi na pousada Águas do Jalapão. A pousada fica um pouco fora da cidade, cerca de 1,5km. Mas já o suficiente pra se ter uma vista livre para as estrelas!
      Café da manhã simples, mas com opções de frutas e suco da fruta.
      Diária: R$150 (casal) ou R$30 por pessoa em barraca.
       
      DIA 2 | Cachoeira da Fumaça | Soninho | Pedra Furada
       
      Cachoeira da Fumaça
      Com um grande volume de água em uma queda larga, é possível ver o vapor da água subindo e rodopiando acima do poço formando um efeito de fumaça muito bonito.
       
      A cachoeira em si não é própria para banho, mas para quem quiser se aventurar, dá para caminhar por trás dela e tomar um banho com o vento no vapor das águas. A caminhada é fácil e é recomendado usar tênis por conta das pedras. Vale a pena!
       

       
      Por outra trilha acima da cachoeira é possível ter uma vista muito linda do poço. Dependendo do horário forma-se um arco íris na fumaça! Demos sorte!
       

       
      No rio acima da cachoeira há uma área para banho pequena que deve-se tomar muito cuidado por conta das corredeiras que se formam abaixo do nível do rio. Soubemos que recentemente havia ocorrido um afogamento por imprudência na área das corredeiras. Tomando cuidado, pode ser um ótimo banho pra refrescar ate a próxima parada do dia!
       
      Cachoeira do Soninho
      Próximo à ponte sobre o Rio Soninho paramos para o nosso almoço. Há uma sombra gostosa na beira do rio perfeita para um piquenique.
       
      Em seguida fomos à Cachoeira do Soninho, por onde se chega atravessando uma pequena trilha na mata e tem-se uma vista das bifurcações de pedras por onde a água contorna e segue o seu fluxo. A cachoeira é bem bonita e estreita. Não é apropriada para banho e sim para contemplar a vista e a água contornando as pedras profundas.
       

       
      Pôr do Sol na Pedra Furada
      Terminamos o dia na Pedra Furada, uma rocha de arenito muito bonita, esculpida pelo vento.
       


       
      O Jalapão exibe extensões de cerrado a perder de vista no horizonte. Infelizmente nos últimos 3 anos o proprietário de uma fazenda próxima ao morro da Pedra Furada iniciou uma produção de eucaliptos, prejudicando a paisagem que se tinha antigamente. Com isso, achamos a vista da Pedra Furada um pouco decepcionante.
       
      Jantar em Ponte Alta: recomendamos o Restaurante Beira Rio, que fica em frente à antiga ponte alta, que dá nome à cidade. Comemos um peixe fresco com porções de mandioca, feijão tropeiro, arroz e salada de tomates. Cervejinha gelada e bom atendimento!
       
      DIA 3 | Susssuapara - Cachoeira Lajeado - Cachoeira da Velha - Prainha - Dunas
       
      Gruta Sussuapara
      Começamos o dia na Sussuapara que fica bem próxima de Ponte Alta. Ouvimos de nosso guia que antigamente os moradores da cidade costumavam ir para a gruta para tomar banho no grande poço que se formava. Para chegar atravessamos uma pequena trilha e nos deparamos com os paredões úmidos da gruta. Atualmente não há mais área para banho devido ao assoreamento do poço causado pela construção de estradas próximo ao local. Ainda assim, a visita à gruta vale pela contemplação da formação rochosa e do pequeno veio d'água que atravessa as pedras e circunda todo o caminho formando uma paisagem bonita!
       

       
      Cachoeira do Lajeado
      Seguindo na mesma estrada rumo à Cachoeira da Velha, chega-se à Cachoeira do Lajeado. A cachoeira ganhou esse nome em função da curiosa formação de pedras pela qual o rio passa esculpindo. De cor avermelhada e superfície muito lisa, a cachoeira é toda feita de pequenos degraus imitando lajes até chegar em sua queda principal onde um bom poço para banho. Para chegar até a queda principal é preciso descer a cachoeira margeando-a e depois encarar a subida de volta!
       

       
      Cachoeira da Velha
      Um das atrações mais incríveis do Jalapão, a Cachoeira da Velha é surpreendente não apenas pelas caudalosas quedas d'água como também pela vista maravilhosa no horizonte, com as serras do Jalapão e o rio atravessando o Cerrado até chegar na área de queda da cachoeira. Os contrastes de cores da paisagem para nós foi um show a parte.
       

       
      A cachoeira ganhou este nome pelos antigos moradores do Jalapão que diziam da existência de uma mulher que morava nas imediações da cachoeira e sempre era vista lá. Há uma opção de atravessar a Cachoeira da Velha por trás das quedas d'água e chegar em uma outra vista que dizem ser muito bonita também! Quando fomos não tínhamos tempo para a travessia, mas prometemos um dia voltar lá pra isso.
       

       
      Prainha
      Escolhida como locação de cenas do filme Deus é Brasileiro, a Prainha é uma mesmo um lugar delicioso para relaxar e apreciar a natureza! Escolhemos uma boa sombra para fazer nosso almoço e em seguida tomamos banho no rio de águas transparentes e agradáveis como são as águas do Tocantins!
       

       
      Dunas
      Fechamos nosso dia no por do sol nas Dunas, que, sem dúvida, é uma das atrações mais incríveis do Jalapão! A chegada até as Dunas é um show a parte. Ao se aproximar do local, tem-se no horizonte a imponente Serra do Espírito Santo. Após passar pelo cadastro de visitantes no posto da Naturantins, percorremos uma estrada em direção às Dunas na qual se abre uma paisagem belíssima com um lago azul claro cercado de buritis com uma vegetação linda, numa alusão a um oásis. Para acessar as Dunas deixamos o carro e já descemos descalços, que é o melhor jeito de fazer a trilha na areia.
       
      O cenário é deslumbrante: dunas de areia esculpidas pelo vento, margeadas por um rio no meio do Cerrado com a impressionate Serra do Espírito Santo ao fundo. O pôr do sol tinge a areia e roseia o céu. Ao subir as dunas tem-se vista livre do poente e do nascente e não dá para saber qual dos lados é o mais bonito.
       


       
      Terminamos o dia rumo a Mateiros. Chegamos ao pequeno município à noite, por volta das 20h, o céu estava impressionantemente cheio de estrelas. Jantamos no restaurante Galpão 21, que fica mais afastado do centro com comida típica e muito bem preparada.
       
      Nossa hospedagem em Mateiros foi a Pousada da Bibi, uma senhora muito acolhedora. Café da manhã simples, quarto e banheiro limpos. Valor: R$ 150 p/ casal.
       
      DIA 4 | Fervedouro do Ceiça - Comunidade Mumbuca - Fervedouro do Buritizinho - Cachoeira do Formiga
       
      Fervedouro do Ceiça
      Ao chegar no fervedouro pegamos uma trilha curta até o local. Como tinha sido nosso primeiro fervedouro ainda não sabíamos o que nos esperava exatamente. Cercado de bananeiras, o fervedouro formava uma pequena banheira natural com fundo de areia e cheia de nascentes que com a pressão da água não nos deixava afundar! A experiência é deliciosa e cada um descrevia a sensação de um jeito.
      Para visitar pagamos R$10,00 por pessoa. A entrada é restrita a 6 pessoas por vez e a permanência é de 20 minutos.
       

       
      Comunidade Mumbuca
      A pequena comunidade kalunga Mumbuca é cercada de casas construídas tradicionalmente com barro e coberturas de palha. Ao longo dos últimos anos estão modificando seus padrões construtivos e já se vê algumas casas de alvenaria. No coração da vila há uma casa de exposição do artesanato do capim dourado na qual homens e mulheres da comunidade apresentam suas mais variadas obras: vasos, cestas, chapéus, bijouterias, madalas, etc. A casa é sempre cheia de turistas que adoram poder comprar direto da fonte. Atualmente no Tocantins há varios lugares que revendem o artesanato produzido em Mumbuca.
       
      Fomos recepcionados com sorrisos e cantoria por uma das mulheres mais antigas da comunidade, que nos ensinou a versão do Capim Dourado para a cantiga do Alecrim Dourado.
       


       
      Fervedouro Buritizinho
      O Fervedouro Buritizinho é bem menor e com menor pressão que o fervedouro do Ceiça mas não deixa de ser bonito e delicioso para tomar banho. O local é preparado para receber os turistas para o almoço, que é feito pela família proprietária da área. Tomamos um banho delicioso e em seguida almoçamos uma comida caseira feita na hora!
       

       
      Cachoeira do Formiga
      Passamos uma tarde muito agradável nos banhos da Cachoeira do Formiga. De águas azuis esverdeadas, a cachoeira tem uma pequena queda com um poço delicioso para banho. Levamos snorkel para apreciar os vários tipos de peixinhos nas águas transparentes!
      Para visitar, pagamos R$20,00 por pessoa.
       

       
      No final do dia, jantamos novamente no Galpão 21. Era meu aniversário e a Renata fez uma surpresa com um bolo de chocolate delicioso que ela combinou no dia anterior com o pessoal do restaurante de fazerem! 😃
       
      Dia 5 | Fervedouro do Alecrim - Cachoeira das Araras - Morro da Catedral - Morro do Gorgulho
       
      Fervedouro do Alecrim
      O fervedouro do Alecrim é muito bonito e maior que a área de banho do Fervedouro do Ceiça. Vale muito a pena conhecê-lo. Cercado de Buritis enormes e com um lindo aro formado pelas areias no fundo, a área de banho é deliciosa e também proporciona a experiência de não afundar que os fervedouros com maior pressão oferecem! Valor: R$ 5,00 por pessoa.
       

       
      Cachoeira das Araras
      Chegamos à propriedade da Cachoeira das Araras e já fomos recebidos de forma muita acolhedora pela família de gaúchos que mora no local há 4 anos. Eles adquiriram a propriedade e estão cuidando da área para preservação e turismo. Nós almoçamos um delicioso banquete com opções vegetarianas e tudo preparado na hora no forno a lenha. Vimos botes de rafting e uma turma que estava explorando o local descendo os rios da região. Para fazer o rafting é preciso se informar com os guias da região. Nós não fizemos mas ficamos curiosos para explorar essa outra atração em uma outra visita ao Jalapão.
       

       
      Após o almoço nós seguimos para o banho na cachoeira das araras, que tem um poço muito gostoso para banho com uma bela queda formando um véu de noiva. Taxa de visita da cacheoeira: R$ 5,00 por pessoa.
       

       
      Morro da Catedral e Morro do Gorgulho
      No caminho de volta para Palmas percorremos a estrada que passa em frente ao Morro da Catedral. Trata-se de uma formação rochosa muito interessante que se apresenta no alto do morro, formando um imenso paredão lembrando uma catedral. Paramos para fazer algumas fotos.
       

       
      Na sequência chegamos ao Morro do Gorgulho. O acesso é uma vendinha na beira da estrada, na qual pagamos 5,00 por pessoa e fizemos uma pequena trilha para ter acesso a vista de cima do morro e apreciar o céu que já estava próximo do por do sol. O Morro do Gorgulho chama muita atenção tanto pelas rochas exóticas que se formam no alto quanto pela vista do cerrado imenso a perde de vista, com círculos de buritis que se formam margeando o rio abaixo. Para nós valeu muito a pena ver o Morro do Gorgulho na despedida do Jalapão!
       

       
      Deixamos o casal de amigos em Palmas e voltamos para dormir em Ponte Alta.
       
      Dia 6 | Ponte Alta - Almas
       
      Nesse dia, a ideia era achar o Cânion Encantado que fica no caminho a Almas. Tínhamos como referência apenas algumas distâncias que encontramos em alguns sites.
       
      De Ponte Alta a Almas, a melhor opção é pegar uma entrada à esquerda a uns 20 km de Ponta Alta no sentido de Pindorama e depois seguir pela estrada de chão. Como não conseguimos essa informação em Ponte Alta, fomos até Pindorama e de lá seguimos rumo a Almas por um estrada de chão.
       
      Fomos informados que teríamos que atravessar um córrego com o carro porque a ponte que havia no local tinha caído há quase dois anos e ainda não tinha sido consertada. Nos falaram que o nível da água não estava alto e que daria para atravessar mesmo com o carro pequeno e baixo. Se não fizéssemos isso, teríamos que dar uma boa volta para pegar a estrada citada acima. Decidimos então arriscar.
       
      Depois de uns 34 km de estrada de chão boa, chegamos ao córrego e não sentimos segurança em atravessar com o carro. Decidimos então deixar o carro em um terreno ao lado e seguir a pé em busca de informações de como chegar no Cânion Encantado, que era o nosso objetivo no caminho.
       
      Depois de uns 20 min de caminhada, chegamos a uma fazenda e lá conseguimos informações sobre três cachoeiras próximas, mas ninguém sabia dizer nada do cânion.
       
      O pessoal foi super atencioso e nos deu uma carona até a entrada de uma cachoeira a uns 3 km de distância. Logo que descemos e chegamos à cachoeira, reconhecemos que era a Cachoeirinha por fotos que tínhamos visto.
       

       
      Depois de tirar umas fotos da Cachoeirinha, decidimos procurar uma outra cachoeira mais adiante seguindo as dicas do pessoal da fazenda. Depois de uns bons minutos de caminhada, não achamos a cachoeira e resolvemos voltar à Cachoeirinha para dar um mergulho e almoçar. Depois disso, retornamos à fazenda para conversar com a galera e agradecer pelo apoio. Para a nossa alegria, chegando lá eles se oferecerão para rebocar o carro desligado através do córrego.
       
      Com o apoio deles, atravessamos o córrego sem riscos de problemas mecânicos e podemos seguir até Almas pelo caminho mais curto.
       

       
      Seguimos por mais 60 km de estrada de chão até Almas. Em vários trechos a estrada está bem ruim e é necessário escolher o menor buraco para se passar, mas nada que não dê para enfrentar com um carro pequeno, se tiver calma.
       
      Em Almas, ficamos no Hotel Cardoso, uns 500 m depois da entrada da cidade. O hotel tem bons quartos e um café da manhã simples, mas satisfatório. Valor: R$100 (casal).
       
      Jantamos na pizzaria Ardosia, que tem uma pizza boa e barata.
       
      Dia 7 | Cânion Encantado - Cachoeira do Urubu Rei - Cachoeira Cortina - Arco do Sol
       
      Saímos 7h40 com o guia Alminha rumo ao Cânion Encantado e Arco do Sol no final do dia e algumas opções em aberto de cachoeiras, que dependeriam de sorte em encontrar as porteiras abertas.
      O guia Alminha mora na ponta da rua acima do hotel e nos foi apresentado por intermédio da galera do hotel. É um dos poucos guias na cidade e é o que mais conhece a região.
       
      Cânion Encantado
      O Cânion Encantado é uma formação que se estende por cerca de 4 km com mais de 70 m de altura e com 5 cachoeiras que se formam em seu desfiladeiro. Tiramos algumas fotos das quedas d'água em diferentes ângulos e apreciamos a vista linda que se forma.
       



       
      Cachoeira do Urubu-rei
      A cachoeira do Urubu-rei fica em um paredão em um grande vale com Cerrado a perder de vista. A cachoeira pode ser apreciada contornando o paredão à esquerda. O local é deslumbrante e contemplativo. A cachoeira é para apreciação e não para banho.
       


       
      Cachoeira da Cortina
      A cachoeira da Cortina fica na propriedade do Pastor Davi e da Dona Antonia. Vale muito a pena conhecer este casal simpático e hospitaleiro que mora no canto do vale de forma simples e muito amorosa! Fizemos a trilha para a cachoeira e depois fomos recebidos com um belo almoço caipira feito por dona Antônia! A prosa e as histórias daquele casal eram tão agradáveis que não queríamos mais ir embora!!
       


       
      Para chegar na Cortina fizemos uma caminhada de 40 minutos. É bom usar calça e camisa comprida na trilha!
       

       
      Arco do Sol
      O Arco do Sol também é conhecido como Pedra Furada. Particularmente achamos o Arco do Sol muito mais bonito que a Pedra Furada em Ponte Alta. São relativamente próximos um do outro.
       
      São três rochas de arenito muito bonitas. Uma delas possui dois furos, sendo o maior deles o próprio Arco do Sol. O pôr dol sol na pedra forma tons dourados avermelhados lindíssimos. O cerrado a perder de vista se mistura no horizonte. No caminho de volta tivemos uma vista maravilhosa já com o céu colorido pelo pôr do sol.
       


       
      Como Chegar no Arco do Sol: saindo de Almas percorrer 59,5km e virar a direita na bifurcação (sentido de Ponte Alta, uns 2 km depois da placa Prata e Flores) / 62km: vire a esquerda na bifurcação
      74km: vire a esquerda na placa 2 irmãos / 77km: vire a esquerda (areal) / 78km: vire a esquerda na entrada do mato (trilha marcada) / 78,5km: parar o carro e contornar a pé
       
      DIA 8 | Almas - Dianópolis (Lagoa Bonita) - Aurora
       
      Seguimos viagem partindo de Almas rumo à Aurora. No caminho, paramos em Dianópolis para visitar a Lago Bonita. A estrada, especialmente depois de Dianópolis estava em péssimo estado de conservação. Tenham muita atenção e paciência!
       
      Lagoa Bonita
      A lagoa é formada por água que brota de varias nascentes como se fossem pequenos fervedouros. No horário próximo ao meio dia é possível ver tons azuis esverdeados lindos.
       

       
      Como chegar: saindo de Dianópolis, passar pelo povoado Amarelina (17km) /Entrada à esquerda na Fazenda Imperial / Seguir na estrada de terra / 6.7km: Virar à esquerda na 1a bifurcação / 9,0km: Virar à direita na 2a bifurcação / 12km: Chegada na porteira da propriedade / 16km: Chegada na Lagoa Bonita
       
      Aurora
      A cidade é pequena com uma opção de hotel (Hotel Itália, onde ficamos) e mais algumas opções na estrada próximo ao Rio Azuis e em um rancho mais próximo de Aurora. Nas proximidades da cidade há algumas opções de cachoeiras e um balneário, além do Rio Azuis.
       
      DIA 9 | Aurora - Rio Azuis - Cachoeira do Registro - Chapada dos Veadeiros (Alto Paraíso)
       
      Rio Azuis
      Saindo de Aurora em sentido a Taguatinga percorrer 20 km de asfalto e virar à direita na placa Rio Azuis; 1,5km depois chega em um estacionamento coberto de árvores.
       
      O Rio Azuis é conhecido na região como o menor rio do mundo! Ele nasce e em alguns metros desagua no rio sobrado. Há duas áreas para banho, uma no poço mais próximo à nascente e outra com acesso lateral mais a frente.
       
      Há opções de restaurantes próximos à margem do rio e por isso, em finais de semana o local deve ficar bem movimentado.
       

       
      Cachoeira do Registro
      A Cachoeira do Registro é uma cachoeira que fica em uma Pequena Central Hidrelétrica chamada PCH Sobrado administrada pela empresa Energiza. A cachoeira fica em uma região cercada de morros muito bonitos da Serra Geral. Para acessá-la é preciso percorrer uma estrada de terra com bela vegetação. Há um mirante na propriedade instalado para ter uma vista de frente da cachoeira. Por causa da casa de máquinas da PCH, não é possível descer para ter acesso ao poço da cachoeira. A cachoeira tem uma queda linda com um poço de águas verdes e azuis. Para nós valeu muito a pena ter ido conhecê-la!
       
      Como chegar: saindo de Aurora em sentido à Taguatinga no asfalto passar a entrada para o Rio Azuis e seguir em frente em direção à PCH Sobrado / 41km: Virar a direita na entrada da PCH Sobrado
      43km: Na 1a bifurcação virar a direita / 50 km: Na 2a bifurcação virar a esquerda / 52km: Na 3ª bifurcação virar a esquerda / 62km: Chegada na sede da PCH Sobrado
       

       
      Chapada dos Veadeiros - Alto Paraíso
      Chegamos em Alto Paraíso no cair da noite. Para quem não conhece a Chapada, Alto Paraíso é uma das 3 principais cidades da Chapada: as outras duas são Vila de São Jorge e Cavalcante.
       
      Alto Paraíso é a que tem mais estrutura para o turismo (São Jorge também tem uma boa estrutura e Cavalcante tem uma estrutura razoável). Próximo a Alto Paraíso há várias cachoeiras bem bonitas e a cidade tem várias lojinhas, bons restaurantes, muitas opções de pousadas, hotéis, 2 ou 3 campings e ainda 2 ou 3 opções de hostel. Ficamos no hostel Eco Nóis, que estava vazio e assim tivemos o quarto todo só para nós.
       
      Jantamos uma deliciosa pizza na Pizzaria Vila Chamego. A pizzaria tem várias opções de sabores com carne ou sem carne. Super recomendamos!
       
      DIA 10 | Alto Paraíso - Macaquinhos
       
      As famosas cachoeiras do Macaquinhos são encantadoras e apesar da estrada até lá não ser muito boa (estavam cascalhando alguns trechos quando fomos), não é necessário 4x4 para acessá-las. O caminho para o Macaquinhos é belíssimo, cercado por vários morros e com direito a horizontes de cerrado a perder de vista.
       
      Saindo de Alto Paraíso em direção à Brasília, percorrer 19 km e virar à esquerda na sinalização Macaquinhos. A estrada de terra é boa em grande parte do trajeto. Apenas nos 2km finais há muita pedra solta. A descida de carro até a sede da Macaquinhos não é difícil, mas é preciso tranquilidade máxima pra fazer a subida de volta. O segredo é procurar o acesso com pedras menos solta e barro menos marcado na época de chuva, subindo sempre de primeira e jamais frear.
       
      A taxa de visitação é R$20 por pessoa. Se for ficar no camping, o valor é de R$50 incluindo a taxa de visitação.
       

       
      Trilha para as cachoeiras: 2km, muito bem sinalizada. É possível visitar 11 cachoeiras que se formam ao longo do rio. Cada uma mais bonita que a outra! Recomendamos começar a trilha cedo e aproveitar a área de sol na última cachoeira do roteiro, que fica no nível mais baixo que as demais. A partir das 14h pela inclinação do sol costuma-se formar um arco-íris nessa queda. Após as 15h por conta dos morros ao redor, grande parte da área começa a sombrear. Nas demais cachoeiras curtimos área com sol até às 16h20.
       



       
      No Macaquinhos há uma boa área de camping com banheiro e cozinha equipada com fogareiro, fogão a lenha, freezer e utensílios. Todo o camping foi criado com construções de pedras. Próximo à área de camping é possível acessar um poço muito bom para banho a cerca de 100 metros da área da cozinha. O guardião do Macaquinhos, é bem atencioso e preparou para nós uma fogueira linda para a nossa noite de Dia dos Namorados!
       

       
      DIA 11 | Retorno a Brasília
       
      Desmontamos nosso acampamento pela manhã logo após o café da manhã.
      Saindo de Alto Paraíso a Brasília percorremos 240 Km, com direito a uma pequena parada na Pamonharia Vereda com uma pamonha deliciosa.
       
      ____________
       
      GASTOS
       
      - Combustível (gasolina): R$ 630,00 no total; gasolina mais barata em Dianópolis (R$3,34), no restante da viagem de R$ 3,45 (estrada a Alto Paraíso) a R$ 3,63 (Ponte Alta) - Quilometragem total de aprox. 2150 km.
       
      - Hospedagem: R$ 150,00 diária casal nas pousadas de Ponte Alta e Mateiros; R$ 100 diária casal no hotel de Almas; R$ 70 diária casal no hotel de Aurora; R$20 por pessoa no hostel de Alto Paraíso; R$ 30 por pessoa no camping da Macaquinhos (além da taxa de visitação) .
       
      - Passeios (por pessoa): R$ 600,00 (p/ pessoa) com guia no Jalapão + R$55 (p/ pessoa) com entradas nas atrações: Fervedouro do Ceiça (R$ 10), Fervedouro Buritizinho (R$ 10), Cachoeira do Formiga (R$ 20), Fervedouro Alecrim (R$ 5), Cachoeiras das Araras (R$ 5), Gorgulho (R$ 5); R$ 150,00 (grupo) com guia em Almas; R$ 5,00 (p/ pessoa) - Lagoa Bonita; R$20,00 (p/ pessoa) na Macaquinhos
    • Por Juliana Champi
      Olás amigos mochileiros! Esse meu texto tá diferente! Tá dividido em 2 mesmo! Pela Bahia, uma história, pelas Minas Gerais, um relato. E digo isso pq não fomos pra Bahia conhecer seu belo litoral, não visitamos nenhum “lugar turístico”... fomos pro sertão! E se vc quiser saber logo abaixo vou contar pq! Já em MG percorremos um pedaço do circuito histórico, cachoeiras lindas e terminamos com uma relaxadinha em Poços de Caldas. MARA!!
      No total foram 4520km rodados por 4 estados: Paraná (de onde saímos), São Paulo (que só atravessamos), Minas Gerais e Bahia! Fomos de Nissan Versa relativamente novo (5.000km rodados) e só abastecemos com álcool, que manteve média de consumo a 10km/L.
      A equipe foi meu marido Gui, o motorista principal, eu, a navegadora e co-pilota, tb responsável pela comida e bebida a bordo, e nosso filho João (10 anos), que dormiu praticamente o tempo todo!
      Foi nossa primeira viagem em carro grande e a maior em extensão que já fizemos. Antes desta a maior tinha sido para as serras gaúcha e catarinense de UNO. Foi quando pegamos gosto pela estrada em si e não paramos mais. Eu era bem feliz com o UNO, mas viajar com carro mais espaçoso é imensamente mais confortável, sem contar que o porta-malas tb não fica cheio nunca, rs!
      A vantagem de viajar de carro neste tipo de viagem é ir conhecendo tudo pelo caminho, e tb pq passagens áreas estão meio salgadas ultimamente não??
      Para hospedagens, ao contrário da regra geral, peguei só um airbnb desta vez, em São João Del Rei, e nos demais locais hotéis pelo Booking, com cancelamento gratuito até perto da viagem, com exceção de Poços de Calda que pegamos um melhorzinho sem direito a cancelamento, mas pago na hora. Vou descrever cada hospedagem no relato por cidades, mas já adianto que todas as opções foram ótimas e eu sigo apaixonada pelo airbnb! Se vc quiser experimentar faça o cadastro com o link abaixo que eu e vc ganhamos desconto na próxima viagem!
      https://www.airbnb.com.br/c/jcarneiro3?currency=BRL
      Mas vamos começar! Segue o relato dia a dia dividido entre os dois estados!
       
      BAHIA – UMA HISTÓRIA
      (pq nem só de conhecer lugares vive o viajante)
       
      29 de dezembro de 2018 (sáb) – trecho 1: Londrina/PR > Pirapora/MG (1100km)
      Saímos de Londrina com 1h de atraso em relação ao horário planejado, mas tudo bem. As 7h da manhã estávamos rumo ao nosso primeiro destino (apenas pra dormir): Pirapora em MG.
      As estradas do Paraná têm os pedágios mais caros do Brasil, e penso que do mundo. E as estradas não correspondem ao que custam, uma vergonha! Não que sejam ruins, mas estão muito aquém do que se paga. Como estamos próximos a fronteira do PR com SP, depois de pagar um pedágio de 13,80 para andar em pista simples, cruzamos o Paranapanema (rio que marca a divisa dos estados) com apenas 1h20 de viagem!
      Em São Paulo seguimos por boas estradas, mas tb com MUITOS pedágios! Até chegarmos em MG foram 8 pedágios somando aproximadamente 66 reais!
      No carro, muito ecletismo musical, acabava Pixies e tocava Leonardo, acabava David Bowie e tocava pagode, e assim íamos!
      Não paramos pra almoçar pq estávamos cheios de lanches e porcarias no carro, mas íamos parando a cada 2-3 horas pra esticar as pernas! João tinha virado a noite jogando vídeo game então dormiu a viagem toda, rs!
      Passamos sobre o Rio Tietê numa ponte que achei legalzinha, e às 14hs cruzamos a divisa de SP com MG (divisa feita pelo Rio Grande), aí que beleza: acabaram os pedágios, mas tb acabou a estrada, kk! Pegamos trechos até que bons (sempre pista simples) na BR-146 e na BR-365, mas os últimos 100km chegando em Pirapora foram MUITOOO ruins, buraqueira, pista simples, caminhões, nenhuma sinalização... péssimo. Fotos 1 a 3
       
      1: Ponte sobre o Rio Tietê!

      2: Divisa de Estados!
       

      3.mp4 3: Chegamos em Minas, adeus estradas!
       
      No total foram 1100km, 194 músicas, álcool variando de 2,59 (SP) a 3,31 (MG), e consumo de 10km/L, chegamos em Pirapora umas 20h! Foram 13h de estrada! Foto 4
       
      4: o caminho do primeiro dia!
       
      O hotel que pegamos em Pirapora (Cariris) era bem simples e bem próximo à “orla” do Rio São Francisco. Fizemos check-in, tomamos banho e saímos pra dar uma volta e comer! Ia ter uma mega balada na cidade, tava tudo bem lotado e policiado! Demos só uma voltinha, comemos bem num restaurante bonitinho (Casa Benjamin) e fomos dormir! A música da balada tinha começado e não agradava em nada, rs!
       
      30 de dezembro de 2018 (dom) – trecho 2: Pirapora/MG > Caetité/BA (570km)
      Acordamos cedinho, tomamos café no hotel e saímos dar uma voltinha pra ver o Rio São Francisco com luz, rs! A “orla” estava imunda graças aos bons costumes dos seres humanos na balada da noite anterior, mas já tinha bastante gente limpando! O Velho Chico tava bem sequinho... mas por ali tinha uma ponte férrea de 1922 desativada que era bem legal. Fotos 5 e 6
       
      5: Velho Chico!
       

      6: Ponte férrea de 1922!
       
      Saímos de Pirapora às 8h45 e a estrada seguiu razoável, com o cerrado e plantações de eucalipto nos acompanhando, além de gente vendendo pequi, umbu e seriguela! Compramos tudo, inclusive pequi! As frutas comemos no caminho!
      A medida que nos aproximamos de Montes Claros em MG o tráfego de caminhões aumentou bastante, e depois desta a estrada vai ficando ruim (trepida muito) e não tem mais nada...
      É engraçado pq aqui no Paraná as cidades são perto umas das outras, mas MG é um estado imenso e dirigíamos por 100km sem ver nada! Nem posto, rs! Chegando na fronteira com a Bahia a estrada fica horrorosa, cheia de quebra-mola... padrão minas!
      Às 15h15 cruzamos a fronteira com a Bahia e a estrada ficou linda, simples, mas bonita e boa. Fotos 7 e 8
       
      7 e 8: divisa de estados e estradas bonitas!
       
      Não me lembro exatamente que horas chegamos em Caetité! Mas era de tarde, tava bastante sol! Foram cerca de 600km, 120 músicas e nenhum pedágio. Fizemos check-in no fofíssimo hotel Vila Nova do Príncipe, que era um casario do século XIX restaurado por um arquiteto suíço. O hotel ficava na praça da catedral, ou seja, no umbigo do centro de Caetité. Fotos 9 a 12
       
      9: entrada de Caetité!
       

      10, 11 e 12: Hotel em Caetité!
      Deixamos as malas e saímos pra ver a cidadinha com cerca de 50 mil habitantes e mais de 200 anos! Era bem bonitinha ali no centro e muito bem preservada historicamente. Uns 10 minutos depois de termos saído deu uma pancada de chuva e nos molhamos muito, rs! Voltamos pro hotel, tomamos banho e saímos de carro! Vimos mais casarões históricos, e com o fim da chuva voltamos pro hotel e saímos novamente a pé! Já era noite e preferimos comer ali por perto, no ótimo “Frank’s Burger”, com a melhor batata frita do mundo e chopp geladíssimo! Fotos 13 a 15
       
      13: amo mesmo!

      14: Caetité tem casa rosada tb!

      15: Igreja matriz da cidade!
      Com a pansa muito cheia demos mais uma voltinha voltamos pro hotel, onde a preço de ouro tomamos um vinho sensacional! Estava animada e feliz por finalmente ter chegado no sertão! Fotos 16 e 17
       
      16 e 17: Igrejinha a noite e vinho foda no hotel!
       
      31 de dezembro de 2018 (seg) – o grande dia: Igaporã e Riacho de Santana
      Eu sinceramente queria conhecer este “fim de mundo” chamado sertão baiano, mas não trazendo as cinzas do meu pai. Queria tê-lo trazido vivo. Ele manifestou vontade voltar já no fim, e eu disse pra ele sarar que eu o traria! Acabei trazendo as cinzas pq ele não sarou! Meu pai estava num pote azul! Ele lutou contra duas doenças crônicas no final da vida e faleceu em 16 de março de 2018, aos 67 anos, após um transplante de fígado mal sucedido realizado em Curitiba em 3 de março do mesmo ano. Apesar do estado adoentado dele há pelo menos 3 anos, o transplante significava uma nova vida, e não perdê-lo. A morte dele não passou pela minha cabeça em nenhum instante até poucos dias (poucos mesmo, menos de uma semana) antes de acontecer. Eu sinceramente ainda não entendo pq e como tudo isso aconteceu tão rápido. Eu não estava preparada, se é que alguém está!
      Mas segue a história deste dia fantástico!
      Meu pai nasceu em Igaporã (1950) e viveu parte da vida na zona rural de Riacho de Santana e outra parte em Caetité. É por isso que viemos! 💗
      Eu não tinha muitas informações, apesar de seus 3 irmãos já terem voltado desde quando foram... pq era tudo meio perdido... memórias de muitos anos atrás... e eu estava um tanto receosa! Quando botamos meu pai e seu pote azul no carro só sabia que ia levá-lo de volta pro seu sertão, mas não fazia ideia do que ia fazer, onde ia deixa-lo, como... mas isto o meu marido definiu bem: não foi o acaso, foram intercessões.
      Acordamos cedo em Caetité, tomamos nosso café no hotel e eu estava decidida: antes de visitar Igaporã em si (a ideia era deixar meu pai em sua cidade natal), ia a Riacho de Santana pra ver se achava uma prima-irmã do meu pai que ainda morava por lá... meus tios disseram que a tal da Lourdes era gente muito fina! Eu tinha mandado whatsapp pra ela na noite anterior mas não obtive resposta... arrisquei ir mesmo assim.
      Entre Caetité e Riacho de Santana são cerca de 70km percorridos em 1h, pois a estrada obviamente é simples, não tem acostamento e em muitos trechos beira precipícios ou corta formações rochosas estreitas! A mesma estrada que leva à Riacho corta Igaporã ao meio, que eu achei bem esquisita ali na rodovia! Feia é a palavra! Mas seguimos viagem e chegamos em Riacho perto das 10h da manhã!
      Cidadezinha ajeitada, muita gente na rua... pracinhas fofas, igrejinha, e aquelas coisas de cidadinhas pequenas! Onde eu começaria a procurar pela “Lourdes dos correios”? Bah, nos correios...
      Depois de um mini rolê na cidade a escaldantes 30 e muitos quase 40 graus, chegamos nos correios, que estava fechado, óbvio! Um sujeito ligeiramente alcoolizado por perto, vendo nossa cara de “oncotô” olhando frustrados pros correios fechados nos perguntou se precisávamos mandar alguma carta, rs! Dissemos que não, que na verdade estávamos procurando uma pessoa que morava na cidade e que tinha, no passado, trabalhado ali, e que era conhecida como a “Lourdes dos correios”! Ele e mais uns dois por perto se apressaram em nos explicar onde ela morava, que era ali perto, e mais um BILHÃO de informações que não faziam sentido nem eram necessárias... ele estava meio gorozado lembram? Hahahauaha... educadamente fomos nos afastando e despedindo do senhorzinho que tinha nos ajudado e uns 10 minutos depois estávamos a caminho da casa da Lourdes! Mais umas 2 perguntadas e chegamos na porta da casa dela! Que coisa estranha... ia bater lá e dizer “oi, vc não me conhece mas sou sua prima”. Estava com frio na barriga!
      Tinha um senhor de cabeça branca perto da porta que em teoria era a casa da Lourdes, mas ao perguntar ele disse que não era não. Uns 3 segundos de “comassim” depois ele entra na casa e diz “filha, os meninos chegaram”. Surge de lá de dentro uma senhorinha que era a cara da minha avó paterna e eu sem sombra de dúvidas estava na casa certa!
      Não há palavras pra descrever a simpatia, fofura, amor, sensibilidade e todos os demais adjetivos queridos do mundo pra esta família! Lourdes e seu marido “Fone” (ele tem um nome diferentão, se tratam por filha e filho, uns cute cute) que ali moravam, e suas duas filhas, Dione e Cynthya (nos explicaram pq de tanto y e h, haha) e suas 3 netas, Gabi (20) e as gêmeas Allice e Alline (16)!
      E como eles sabiam que a gente tava indo se a Lourdes nem tinha visualizado minha mensagem? Pq uma tia minha, de Curitiba, tinha conseguido falar com ela e portanto a família toda estava nos esperando!
      Contamos para eles pq tínhamos vindo: deixar as cinzas do meu pai num pequizeiro que ele tanto amava! Este “insight” tinha me ocorrido quando passamos por Montes Claros, norte de MG, e na estrada tinha um montão de pequizeiros... e gente vendendo pequi. A família do meu pai (além dele, pai, mãe e 3 irmãos) veio inteira pro Paraná na década de 70 e todos se estabeleceram em Curitiba, com exceção do meu pai, que ficou no interior do estado. Esses baianos quase se matavam por causa de pequi (os que sobraram ainda se matam), que não tem aqui no Paraná... só chega quando alguém vem lá de cima trazendo! Então um pequizeiro com certeza seria a sua melhor morada final, e pra mim, botânica, ele ficar numa árvore tb tem mil significados! A família da Lourdes nos deu dicas de onde tinha na estrada alguns pés!
      Conversa vai conversa vem... Teve lágrimas nos olhos... a Lourdes tb contou que sua mãe havia falecido há seis meses, e esta, Dona Rosinha, era irmã da minha avó! Tb teve muita história! Ela me contou que era bem amiga do meu pai, brincavam juntos... e tb contou da doidera que eu já sabia: minha avó e duas irmãs (entre elas a mãe da Lourdes) se casaram com meu avô e dois irmãos... eram 3 irmãs casadas com 3 irmãos! Casamento arranjado... os Batista e os Carneiro! Tb me contou do gênio e peculiaridades de cada um dos sobrenomes! Foi muita conversa e muita comida! MUITA mesmo! Quanta saudade eu tinha da comida da minha avó! Xiringa, Chimango, bolo frito, bolo de colher, beiju com manteiga de garrafa... meodeos! Fotos 18 a 20
       
      18 e 19: beiju com manteiga de garrafa, bolo de colher!

      20: comendo pequi num restaurante de Caetité!
      E quando Lourdes e família ficaram sabendo que a gente estava sem malas no carro e que estávamos hospedados em Caetité foi como se tivessem tomado um remédio amargo! Torceram a cara e exigiram, hahahahauahaauha, que a gente fosse lá buscar as coisas e voltasse pra Riacho passar o resto dos dias com eles! Mas já era dia 31 de dezembro e dia 2 de janeiro seguiríamos para MG, então ponderamos que iríamos sim a Caetité buscar roupas pra passar dia 31 e 1 com eles, mas que no fim do dia 1 voltaríamos pro hotel arrumar malas e seguir viagem dia seguinte! A gente mal sabia que tinha essa família quando começamos a viagem e agora íamos passar o ano novo com eles!
      Voltamos pra Caetité! Passamos lentamente por Igaporã, que de fato era bem feinha! Foto 21 Fomos reparando na estrada e avistamos alguns pés de pequi! Em Caetité fui atrás de comprar requeijão de comer com café (pra quem não sabe não tem nada a ver com o do mercado, é duro, corta e põe no café quente) e fomos pro hotel tomar banho, descansar um pouco (João queria nadar) e nos arrumar para voltar. Eu queria passar pela estrada ainda claro.
       
      21: Igaporã, pórtico de entrada!
      E assim fomos: entre Caetité e Riacho, exatamente em Igaporã, tinha um mini cemitério na beira da estrada. Ajeitadinho, mas com cara de ninguém é enterrado ali há tempos. Perto do cemitério, em uma área particular (pulamos cerca de arames farpados) tinha um pé de pequi... lá dentro da mata! Arranhei as pernas pra chegar lá pq estava de saia (ano novo né!)... e neste pé de pequi, cheio de pequi, ficaram as cinzas do meu pai! Ela estava de volta no seu sertão!
      Eu tb havia escrito uma carta bem resumida sobre sua história... escrevi no hotel minutos antes de sair pq o que devia ser feito ia clareando só na hora. Enquanto escrevia meu filho chorou bastante... esta carta foi posta dentro do pote azul (se chama urna na verdade) e deixada no cruzeiro do cemitério! Ele era católico e temos um ponto de referência para voltar, se um dia calhar!
      Foi sensacional, emocionante, um momento só nosso! Foi LINDO! Fotos 22 a 28
       
      22 e 23: O pequizeiro onde agora jaz meu papis!
       

      24: a carta!

      25: a carta no pote!

      26: o cemitério na beira da estrada!
       

      27 e 28: emoção!
      Chegamos em Riacho de alma lavada, espírito elevado... como a gente deve chegar pra um ano novo afinal!
       
      01 de janeiro de 2019 (ter) – feliz ano novo: Riacho de Santana e Caetité
      Passamos a noite do ano novo na casa de mais parentes que conheci por lá, outras primas e primos, e durante o dia ficamos só nós na Lourdes conversando muito e comendo muito muito! Que pouco tempo tivemos com eles... Me contaram da seca, do sofrimento da falta de água... que distante está minha realidade! Na despedida mais choro! Vim me despedir do meu pai e ganhei tanta gente nova e maravilhosa! Promessas de reencontros e lágrimas depois, voltamos pra Caetité!
      Arrumar as malas foi fácil, difícil foi ficar transportando o pequi que estava levando, pq segundo os baianos de Curitiba, se eu não levasse nem precisava voltar pro Paraná, hahahaha! No dia seguinte nos despedimos daquela terra onde falta água mas sobra amor com nossa primeira promessa de ano novo: até logo, sertão! Foto 29
       
      29: eu volto!
      “O sertão é do tamanho do mundo”
      “O sertão é dentro da gente”
      Guimarães Rosa sabe o que diz! 💙
      CONTINUA com Minas Gerais, num relato normal, prometo!
    • Por Jackie Erat
      Salve galera!
      Entre Março e Dezembro de 2018 meu marido e eu fizemos uma viagem de carro pelo Brasil, o trajeto está demarcado no mapa abaixo. Para ver mais detalhes clique aqui (locais que paramos).
      Somos nômades digitais, então ficamos morando cerca de 3 semanas em cada local. Trabalhamos pelo computador durante a semana e no final de semana aproveitamos para fazer passeios e explorar a região. Deu para curtir bastante! Fizemos uma travessia a pé pelos Lençóis Maranhenses (+30k) e também uma pela Chapada Diamantina (50k). Mas hoje queria compartilhar com vocês como planejamos nosso roteiro, a condição das estradas e os trechos que consideramos mais bonitos para se passar de carro.

       
      Vou começar dizendo que não temos carro 4x4, então percorremos tudo com carro regular. 
      O Brasil tem várias estradas off road, mas de todos os lugares que conhecemos apenas 2 foi necessário alugar 4x4 para acessar: Jalapão e Jericoacoara (a vila, pois até Jijoca chega-se de carro normal). Caso você estiver passando por uma rua de areia e atolar, retire 1/3 do ar dos pneus que você consegue desatolar e dirigir tranquilo (Por exemplo, nosso pneu vai 30 e tiramos cerca de o ar até chegar 20, cerca de 15 segundo de retirada de ar por pneu).
      Se você quer planejar o quanto vai gastar de combustível e pedágio na sua viagem de carro, o site http://rotasbrasil.com.br/ é bem útil. O valor médio da gasolina durante nossa viagem foi de 4,41 reais - só abastecemos em postos com bandeira conhecida, como ipiranga, shell, e BR.
      A BR 101 é confiável - tem bastantes postos de gasolina, tem bom movimento, poucos buracos. Tivemos muitos problemas com buracos e má sinalização em Tocantins - mas nada que dirigir com atenção e paciência (durante o dia!) não resolva. Mas assim - buracos gigantes, não dá para dirigir mais do que 40-50km/h. Fora esse TO, também pegamos bastante buracos entre Jericoacoara e a divisa com o Piauí, foram 150 km bem tensos. De maneira geral, até as rodovias mais desertas vão ter postos de gasolina a pelo menos cada 50 km e vai ter algum veículo passando a cada 5 min. Então não ficamos com medo em nenhuma delas (nem medo de assalto, nem de faltar combustível ou de não ter ajuda se houvesse algum problema mecânico). Maranhão foi o estado mais pobre que passamos, necessita um pouco mais de planejamento para não pegar estrada de chão e para achar um hotel para dormir. Passamos por uma comunidade que queria cobrar "pedágio" para passarmos. Mas queriam apenas 1 real e não foram de forma alguma agressivos.
      Quem quiser saber um pouco mais das nossas estratégias de como saber se a estrada é asfaltada ou não, clique aqui. 
      Aqui está nossa opinião sobre os melhores trechos para passar em uma viagem de carro pelo Brasil (não apenas o litoral, mas estradas no geral):
      1) Rota das Emoções - Trecho dos Pequenos Lençóis Maranhenses (cidade de Paulinho Neves)
      2) Rota do Lagarto - Serras do Espírito Santos
      3) BR 101 que passa pela Região de Angra dos Reis (Trecho RJ-Santos, o GPS tenta te mandar pela 116, mas fique na 101!)
      4) Serra Catarinense - Rancho Queimado, Corvo Branco e descer a Serra do Rio do Rastro
      5) Rota Romântica - Serra Gaúcha
      Em termos de cidades históricas: Ouro Preto e Brasília

      Rota das Emoções - Paulinho Neves, MA

      Rota do Lagarto ES

      Angra dos Reis


      Serra Catarinense (Pedra Furada)

      Rota Romântica - Serra Gaúcha
       
       
      Se quiserem acompanhar nossa viagem agora na próxima fase (outros países da América do Sul) que se inicia em março, estamos no instagram @vidaitinerantebr
      Qualquer dúvida poste nos comentários!
      Espero que essas informações possam lhe ajudar na sua próxima aventura, grande abraço!
       
      ___________________________________________________________________________________
      Quem prefere vídeo, aqui fizemos um resumão das partes mais bonitas e dicas usando a BR 101 como base: 
       
    • Por Kim Brites
      Eae pessoal, nunca postei nada no grupo. Então se por acaso eu estiver no lugar errado me digam! 
      Mas estou programando uma viagem para o ano que vem. 

      Quero sair daqui do litoral sul de SP e ir até a Bahia, vou no festival universo paralello em 2019 e quero ir de carro e ir parando em lugares legais. 

      Quero fazer um total de 30 dias de viagem, sendo que desses 30, 7 eu vou estar no festival. 

      Estou querendo decidir paro em cidades estratégicas no caminho, ou se vou direto e faço a viagem pela própria bahia. 
      Qualquer que seja a escolha, quais seriam as cidades dentro do itinerário que vale a pena conhecer?

      E pra quem já fez viagens de carro por esse Brasil, quais dicas me da? Será a minha primeira viagem desse porte de carro. 
      Quais estradas evitar, quais locais evitar e quais as principais dicas pra não ficar na mão nem ter a viagem estragada por algum despreparo! 

      E ME INDIQUEM CIDADEEEEES PLS! <3 


×