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Bom dia,

Neste tópico vou falar especificamente de valores, depois faço outro relato contando minha experiência sensorial, mas já aviso, o Chile é maravilhoso, podem ir sem medo de ser feliz, mal cheguei e já quero voltar lá pelo menos umas 10 vezes mais hahahaha.

Passagem ida e vol Latam – 1170,00

Hostel Che Lagarto Santiago 10 Noites 340,00

Alimentação 600,00

Cajon del Maipu/Embalse El Yeso 160,00

Farellones (sem ski) 170,00 entrada + 130,00 transfer + 60 reais de alimentação

Aluguel de roupas 120,00 (completo)

Viña del Mar 60,00 City Tour

Passagem ida e volta Tourbus – 100,00

Cambio $162,00

*Ida pra Santiago, comprei a passagem pelo 123Milhas, muito mais barato e bastante seguro comprar, não tive problemas, emitiu minha passagem 3 horas depois que confirmei o pagamento, por cartão de débito. Recomendo olhar bem os horários de conexão, porque eu não reparei e tive que ficar 10 horas numa conexão noturna em Rosário-AR e mais 10 horas na volta em Córdova-AR, na ida é até aceitável, porém na volta, muito cansativo e estressante.

*Hostel eu reservei 6 dias pelo HostelWord, e depois comprei mais quatro dias lá mesmo. Quem paga em espécie a diária tem um acréscimo de 19%, então optei em pagar no cartão mesmo, mas é um risco, porque quando fui o dólar e estava a 3,89 e hoje a 4,31, então cada um vê o que melhor lhe convém. Hostel limpo e organizado, cozinha fica disponível das 7:00 da manhã até as 22:00 horas, tem a opção de café da manhã, staff muito bacana e gente boa, a limpeza do quarto acontece dia sim dia não. Mas o diferencial principal é a localização, fica bem no centro, tudo perto, passeio, mercado, pontos turísticos, metro, o ponto de ônibus é na frente.

*Alimentação, caríssima e eu particularmente, não gostei da comida, mas o que é de gosto é regalo da vida não é, então depende do paladar, mas em média um prato de Pollo com papa Frita sai em torno de 30 reais, e isso em lugares populares onde os locais vão comer, o montante que eu gastei da pra ser menor sim, mas mesmo comprando em mercado ainda assim, não vai sair barato, até porque a nosso real está super desvalorizado lá.

*Farellones, não tive sorte, o dia que eu fui não estava tudo branquinho, porém tinha uma quantidade razoável de neve, mas durante a madrugada caiu uma nevasca enorme, um grupo que estava no meu hostel foi no outro dia disse que estava tudo coberto de neve, então depende se São Pedro vai com sua cara ou não hehe. Não deixem de levar comida, lá tem pouquíssimas opções e tudo não sai a menos de 60 reais, levem sanduíches e água que da pra passar o dia e ser muito feliz, o valor da entrada inclui a tirolesa, a descida de boia, o ski bunda, o carrinho de gelo. Mas não inclui a aula de ski e o aluguel das roupas, não posso falar quanto a isso porque optei em não fazer.

*Cajon del Maipo/Embalse el Yeso, fui no dia após a nevasca, vocês não podem imaginar o quanto é lindo, o valor citado, inclui o transfer e um comes e bebes no final do passeio, então levem comida também e muita água, lá não tem opção nenhuma para comprar. Paramos num local onde era uma passagem de trem e dizem que um rapaz se matou la por amor e tem muitas homenagens a ele, achei bacana.  O meu transfer também fez uma parada em San Jose de Maipo, uma cidadezinha pequenininha, acolhedora, mas não vi nada excepcional, a não ser a cordilheira ao redor, mas isso tem em Santigo também, conto melhor depois, mas Cajon e Embalse El Yeso é daqueles lugares que todo mundo devia conhecer uma vez na vida. Cajon del Maipo é a rota que fazemos para Embalse el Yeso, eu fui achando que era um lugar específico, tipo um único ponto, mas não é não.

*Aluguem roupas em Santiago, sai muito mais em conta, quase metade do preço, no bairro Bella Vista tem lugares mto mais baratos que a parada das vans no dia do passeio.

*Viña del Mar e Valparaiso, primeiro um conselho, vão bem cedinho, pra conseguir aproveitar e conhecer tudo, eu não fiz isso, talvez por isso eu não curti muito o passeio, mas valeu a experiência, outra coisa, o clima de lá é muito diferente de Santigo, sai de Santiago na hora do almoço estava maior calor, cheguei em Viña estava bem frio, outra coisa, optem por chegar por Valparaiso, que os passeios pelas casinhas coloridas tem que ser de dia, porque a noite (hora que eu consegui chegar lá não da pra ver nada :/), em resumo, contratei um passeio na rodoviária mesmo, pessoal bem gente boa, pechinchei e o passeio saiu por 60,00 reais. Em suma, vou voltar um dia para Viña e Valparaiso, pra tentar tirar a impressão ruim que tive, porque não curti muito, mas acho que isso foi por culpa minha, mas Valparaiso parece uma grande favela, não estou dizendo isso no sentido pejorativo, mas porque parece mesmo, casinhas no morro uma em cima da outra. O transfer me levou a alguns lugares turísticos, ficamos por alguns minutos. Mas como eu disse, um dia vou dar uma nova chance àquele lugar. E não se iludam quando falam que da pra fazer a pé e tal, é tudo muito grande lá e muito longe uma coisa da outra, não da pra fazer a pé e eu acho que um dia é muito pouco, pelo menos durmam uma noite por la.

Então é isso, vou escrever um novo post contando sobre a experiência em si, e as impressões que eu tive sem me apegar muito a parte monetária.

Espero que tenha ajudado. Desculpem qualquer erro de português, digitei meio que correndo hahaha.

Beijos e até a próxima.


 


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  • Colaboradores

Você não foi na época de turismo de praia,que é até Março.

Passou,a camachaca toma conta dali devido às águas frias do Pacífico e o tempo sô abre por volta de meio dia,quando não mais tarde,e a água que já é fria,esfria mais ainda.

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  • 2 semanas depois...
  • Membros

@Daniela Bernardes O nome da agencia é CordilleraTours vou deixar o link do facebook deles, eu recomendo pq tanto o passeio para farellones quanto para Cajon, ocorreu sem nenhum problema. Como não gostei mto da comida acabei comendo mais fast food mesmo, la tem mta franquia de McDonalds, starbucks, BK, KFC, e no Shopping Costanera, mas tem bastante opções no centro, se vc seguir pelo Paseo Estado, Paseo Ahumada, sentido mercado Central, tem bastante opções, eu comi algumas vezes num local que tem bastante opçoes típicas Chilena, é um corredor cheio de restaurantes e vc pode escolher entra lanches e refeições completas (mas atenção, tudo que estiver descrito como "italiano" tem um creme de avocado (abacate), tudo mesmo, então se não gosta evite, mas pra elas é bem comum, como maionese para nós) Fica bem na esquina da Calle Merced com Passeo Estado.

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    • Por ms.priscila
      ROTEIRO CHILE (11 DIAS)
      INFORMAÇÕES GERAIS

      Visto: dispensa de visto por até 90 dias
      Passaporte:  deve ser válido no momento de entrada; permitida entrada com RG
      Vacinas: não há exigências
      Quando ir: funciona bem para visitar todo o ano, se a sua preferência for neve (jun-set), calor (dez-mar) ou temperaturas mais amenas (mar-jun e set-dez)
      Capital: Santiago
      Moeda: PESO CHILENO ou CLP ($)
      Idioma oficial: castelhano
      Cod. telefone: +56
      Padrão bivolt: 220V
      Tomadas: C, L


      Chile é um país que encanta e o que mais me chamou a atenção foi a poesia de Pablo Neruda, inscrita na história do país. Por isso, não deixe de conhecer todas as casas localizadas em Santiago, Valparaíso e Isla Negra.
       
      ROTEIRO DIA A DIA

      DIA 01
      Chegada e descanso

      Dia 02
      Passeio pago – Cajon del Maipo

      Dia 03
      Palacio de La Moneda, Plaza das Armas, Catedral Metropolitana de Santiago, o Museu Histórico Nacional, Museu de Arte Precolombino, o Edifício dos Correios, Paseo Ahumada

      Dia 04
      Cerro San Cristóbal (ou Parque Metropolitano de Santiago), Casa Museo La Chascona (a primeira casa de Pablo Neruda), mercado central (Don Augusto), Museo de Bellas Artes, Sky Costanera (por do sol)

      Dia 05
      Cerro Santa Lucia, Centro Cultural Gabriela Mistral, Templo Bahai de Sudamerica

      Dia 06
      Vinicola De Concha y Toro

      Dia 07
      Aluguel de carro e Isla Negra; a noite chegada em Val Paraiso

      Dia 08
      Tour gratuito por Val Paraiso, Casa La Sebastiana, Museu Naval e Maritimo e fim de tarde no Muelle Baron

      Dia 09
      Tour por Viña del Mar

      Dia 10
      Dia livre

      Dia 11
      Retorno ao Brasil
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       

      SANTIAGO
      Cerro San Cristóbal (ou Parque Metropolitano de Santiago)
      Endereço: Calle Pio Nono, 450, Bellavista
      Horário: seg, das 13-20h; ter a dom (e feriados), das 10-20h
      Preço: consulte o valor no site

      Casa Museo La Chascona (a primeira casa de Pablo Neruda)
      Endereço: Fernando Márquez de la Plata 192, Bellavista
      Horário: ter-dom, das 10-19h
      Entrada: $7000/R$50 para visitas guiadas em espanhol 
      Como chegar: metrô Baquedano, Parada Turistik
       
      Casa Museo La Chascona

      Mercado Central
      Endereço: San Pablo, 967, Centro
      Horário: Diariamente, das 8 às 19h
      Metrô: Puente Cal y Canto, linha 2-amarela. Parada Turistik
       
      Restaurante Donde Augusto (um dos mais recomendados)

      Plaza de Armas
      Endereço: entre as Ruas Catedral e Compañia de Jesus

      Catedral Metropolitana
      Endereço: Plaza de Armas de 9-19hs
      Entrada gratuita

      Museu Histórico Nacional
      Endereço: Plaza de Armas, 951, Região Metropolitana
      Horário: ter-dom das 10-17h30h
      Entrada gratuita

      Museu de Arte Precolombino
      Endereço: Bandera 361, Região Metropolitana
      Horário: ter-dom, das 10-18h
      Preço: consulte o valor no site

      Palacio de La Moneda
      Endereço: Moneda S/N, Región Metropolitana
      Horário: visitas guiadas de seg-sex às 9:30h, 11h, 15h e 16:30h (necessário agendamento)
      Obs.: às 10h há troca de guardas.
      Entrada gratuita

      Museo de Bellas Artes
      Endereço: Paque Forestal S/N, Santiago, Región Metropolitana
      Horário: ter-dom de 10-18:45h
      Entrada gratuita

      Cerro Santa Lucia
      Endereço: Avenida Bernardo O’Higgins 499, Barrio Lastarria
      Horário: Diariamente, das 9-19h
      Entrada gratuita

      Centro Cultural Gabriela Mistral
      Endereço: Av Libertador Bernardo O’Higgins 227, Barrio Lastarria
      Salas de exposição abertas de ter-sab das 10-20h; dom das 11-20h; visitas guiadas com agendamento prévio
      Entrada gratuita

      Calle Lastarria – de qui-sab há uma feirinha de antiguidades das 10-20h; escolha um restaurante para jantar em alguma noite da sua estada

      Templo Bahai de Sudamerica
      Endereço: Diagonal Las Torres, 2000, Peñalolen
      Horário: ter-sex de 17-21h; sab-dom de 9-19h; não abre às segundas
      Entrada gratuita

      Vinícola Concha Y toro
      Endereço: Avenida Virginia Subercaseaux, 210, Pirque
      Entrada: $18000/R$128 a $22000/R$156; é necessário fazer a reserva da visita no site
      Horário: Diariamente (exceto feriados), das 10-17h
      Transporte: por conta própria, vá de metrô (linha 4-azul) até a estação Las Mercedes; lá tome o ônibus MB 72 ou um táxi (10 minutos). De transporte público, 1h30min desde o centro
       
      Vinícola Concha y Toro

      ISLA NEGRA
      Depois de alugarmos o carro para seguir para Valparaíso e Viña del Mar, optamos por parar em Isla negra, onde está localizada a casa de praia de Pablo Neruda, assim chamada por conta de suas rochas escuras. Sem dúvida alguma, foi um dos pontos altos da viagem. A poesia está impressa em cada manifestação da vida dessa poeta e as casas exalam esse atmosfera. Isla Negra, sem sombra de dúvida, é a mais bonita de todas.
      As estradas são boas, mas a sinalização não o é. Isla Negra está localizada na comuna de El Quisco, a cerca de 114km de Santiago pela rota 68 (1h33 de carro).

      Casa Museo Isla Negra
      Horário: ter-dom de 10-18h
      Preço: $7000/R$50
       

      VALPARAÍSO
      A distância entre Valparaíso e Viña Del Mar é cerca de 20 minutos de carro. Por isso, se você não deseja se deslocar entre as duas cidades, no que diz respeito à hospedagem, escolha Valparaíso (que é a primeira delas) como sua base.

      Free Tour Valparaiso
      Endereço: ponto de encontro Plaza Anibal Pinto
      Horário: seg-dom de 10-15h (inglês, espanhol e português)
      Obs.: Somente buscar aos guias com camisas vermelhas com as palavras FREE TOUR

      Ascensor Artilleria
      Endereço: Artillería 199

      Paseo 21 de Mayo

      Museo Naval y Maritimo
      Endereço: Paseo 21 de Mayo Nº 45 – Cerro Artillería – Playa Ancha
      Horário: ter-dom das 10-17:30h
      Preço: $3000/R$22
      Obs.: aqui se encontra a cápsula usada para resgatar os mineiros soterrados em 2010.
       
      Museo Naval y Maritimo

      Plaza Sotomayor
      Endereço: Prat, Valparaíso

      Museu La Sebastiana (casa de Pablo Neruda)
      Endereço: Ferrari, 692, Cerro Florida
      Horário: ter-dom das 10-18h 3 mil pesos (R$ 10,40)
      Preço: $7000/R$50

      Muelle Baron
      Endereço: Av. España

      VIÑA DEL MAR
      Relógio de Flores
      próximo à Playa Caleta Abarca, bem no final da Av. España
      Entrada gratuita
       
      Relógio de Flores

      Castelo Wullf
      Endereço: Av. Marina, 37, Vina Del Mar, aos pés do Cerro Castillo
      Horário: ter-dom das 10-13h30h e das 15-17h30h

      Playa Miramar
      Obs.: almoçar no Divino Pecado – San Martín 180, Viña del Mar

      Museo Fonck
      Endereço: 4 Norte, 784, Viña del Mar
      Horário: seg de 10-14h e 15-18h; ter-sab de 10-18h e nos dom de 10h-14h
      Preço: $3000/R$22

      Playa Renãca
      7 km ao norte de Viña

      Parque Quinta Vergara
      Endereço: Av. Errázuriz 596

      Casino Viña Del Mar (entrada R$ 15,20; 24hs)
      Av. San Martín, 199, Valparaíso

      Jardin Botanico
      Endereço: Caminho El Olivar s/n El salto
      Horário: seg-dom de 9-18:30h; visitas guiadas gratuitas sab-dom as 11:30 e 15h
      Preço: $2000/R$15
    • Por jairosouza02
      Galera, gostaria de compartilhar com vcs algumas informações sobre minha trip roots. Pode ajudar vcs minha ideia era sair em grupo fiz uma grupo no whats com umas 10 pessoas. muito confirmaram no final só 3 foram.

      Meu nome é Francisco, eu larguei trabalho, casa a porra toda e saí pelo mundo em 01 de Janeiro de 2019. Destino até onde a natureza quiser. Objetivo: aprender a prosperar do zero. Aprender novas habilidades e Conhecer novos lugares, culturas e pessoas. Meu estilo de viagem no começo era rápido, mas sem distino fixo vi que gastava muito dinheiro, então desacelerei ao ponto de passar mais de um ano em uma cidade, resultado ao invés de gastar dinheiro comecei a ganhar dinheiro, uma grande mudança.
       
      Conheci: Brasil: lugares de Recife té o matogrosso do sul, não tanto porque no início tinha que me reunir com os parceiro de trip. Bolívia, Parte da Argentina, Parte da Bolívia e Paraguay.  Minha atual localização: Foz do Iguaçu
       
      Próximos passos: outro mochilão roots pela América do Sul ou Europa agora em grande estilo porque ganhei muita experiência. 
      Quem se interessar manter contato comigo: me segue nos instagram: @chicoalhandra ou manda um email pra [email protected] - Quem sabe não rola uma nova parceria aí.
       
       
      AGORAS AS DICAS:
      PARCEIROS - Arrume pessoas comprometidas com a causa ou vc termina ficando sozinho. Combinei sair em grupo com umas 10 pessoas, muitos confirmaram, no final só 3 foram comigo. Uma coisa que aprendi é que a estrada interage com você, novos parceiros surgem e alguns seguem outro caminho ou vc segue outro caminho. Mesmo se vocÊ sair sozinho encontra um parceiro pelo caminho. Saímos em 3, um segui conosco até meitade do caminho, depois ficamos só eu e uma menina brasileira que mora na espanha, depois encontramos um alemão em um trem e ele seguiu conosco, depois eu não pude continuar e a menina seguiu com ele, depois ela encontrou outros e seguiu com eles. conexões se formam e se desfazem o tempo todo. Isso é interessante e bom.
       
      CARONA - Melhor lugar pra carona é posto de gasolina e restaurante de beira de estrada, Só caminhoneiros dão carona, em último caso tento carros pequenos. Dedo é furada, melhor forma é falar direto com o motorista e explicar a situação, minha primeira carona na vida consegui assim e foi na primeira tentativa. Em último caso se não for rota de caminhão uso dedo. Brasil é ótimo pra carona, dizem que argentina também, bolívia não rola eles cobram pela carona (mas bus é super barato lá).
       
      LOCOMOÇÃO - Carona é o melhor, mas vá preparado que algumas vezes é preciso seguir a pé. Bike fiz 1000 km, mas é cansativo, melhor se preparar antes, e vc gasta muito dinheiro porquê para manter a energia é preciso comer bastante principalmente doces nutritivos tipo paçoca. Blablacar pode ser útil em emergência é mais barato que bus.
       
      DORMIR - Melhor forma barraca que venha com capa de chuva é importante, usei uma básica, mas uma ou outra vez molhou tudo. Isolante é importante, não usei, mas dormi no chão duro cheio de pedras, é foda. Melhor lugar pra camping posto de casolina, praia, parques ou natureza no geral. No posto é só chegar de boa já no final da tarde, antes de tudo parar e analisar o ambiente, localizar o melhor lugar escondido e que não incomode o pessoal do posto. feito isso analisar os funcionários e localizar o frentista que parece ser mais de gente boa ou doideira é perguntar se naquele local ele acha que vc pode armar a barraca para descansar e sair logo cedo. Geralmente, conversando depois rola um banho free (eles custam entre 2 e 4 reais). Às vezes quando muit ocansado ou em lugar turístico me permiti uma ou duas diárias em hostel ou camping. Pra que quem trabalhar na cidade dá pra ficar de mensalista nesses lugares ou voluntariado.
       
      COMIDA - É só pedir nos restaurantes perto do final do horário de almoço. Se vc não quiser esperar vai na cara de pau e pede às 12h que eles dão. É só dizer que não tem dinheiro. Ou pedir por uma sobra que não será vendida se for o caso de estar pedindo perto do final do almoço. Ambos funcionam, falar que viaja sem dinheiro não é bom. Se vc não conseguir no primeiro, no segundo vai. No começo eu esperava o final do almoço, mas aí minha amiga cansou um dia de esperar e começamos a pedir há qualquer hora daquele dia pra frente. Na época que eu viajei de carona eu comi melhor do qeu em casa, era churrasco todo dia.
       
      BANHO - Aproveite cada oportunidade pq às vezes pode rolar um ou outro dia sem banho. Vale tudo: postos, rio, ducha nas praias, pedir pra nas pra os trabalhadores nas obras, carrafa pet de 2 ou 3L salva sua vida se achar uma toneira enche 2 delas e já rola um banho. Sempre carregue uma por carantia.
       
      ÁGUA PRA BEBER - Só pedir nas casas ou pegar nas toneiras. Não levar cantil, o melhor é garrafa pet.
       
      TRABALHO EM TROCA DE ACOMODAÇÃO - Muito bom, é só falar com o pessoal dos hosteis com antecedência, diz quando vc vai chegar na cidade. É uma ótima opção vc tem uma casa, comida e roupa lavada em troca de algumas horas de trabalho limpando piso, banheiro, atendendo hóspedes, arrumando cama. No Brasil também rola muito isso. também te dá uma oportunidade para aprender coisas novas, aprender novas linguas falando com a galera do hostel. Conhecer a cidade mais a fundo. Procurar trabalho, ganhar dinheiro fazendo sabe-se lá o q vcs inventarem.
       
      DINHEIRO e GASTO - Querendo ou não vc precisa de dinheiro é bom levar o máximo que conseguir e não gastar com besteira, só com coisas essenciais. Não existe isso de viagem sem grana, se vc não levar vai ter arrumar um jeito de ganhar pelo caminho vale vender brigadeiro, bolo, sanduiche, água no sinal ou nas praças. Água mineral é bem rentável. Já subi em abacateiro catei um monte e levei pra vender na feira eu e um amigo fizemos 80 reais chegando tarde na feira. QUANTO MAIS LENTO VC VIAJAR MENOS DINHEIRO VC GASTA. Eu passei um ano em uma cidade e recuperei o dinheiro que gastei na viagem inteira.  Se algum de vc é designer gráfico dá pra ganhar uma grana viajando, também dá pra vender suas fotos da viagem, eu sei que dá porque recentemente estou desenvolvendo um projeto pra tentar ganhar algum dinheiro com isso e sei que funciona porque já começou a render alguma coisa. É pouco mas já garante uns almoços, ou uma diária de hospedagem.
       
      EQUIPAMENTO: Não comprar nada além do essencial, vai só fazer peso e vc acaba largando pelo caminho porque não te serve de nada. Necessário barraca, mochila eu uso uma baratinha não é cargueira, ela é 40L acredito e expande pra 55 se eu não me engano, posso informar depois se alguém se interessar em saber, cabe minhas coisas quando expandida e normal posso usar como bagagem de mão pra avião (minha ideia era europa, por isso peguei ela, mas optei por america do sul). Bota é inútil e pesada, fui de chinelo de Recife em pernambuco até o Salar do Uyuni na bolívia, bike, carona, a pé. depois voltei pro brasil. O chinelo me serviu muito bem. É confortável. E como disse um mochileiro no youtube: É melhor entrar num restaurante com o pé levemente sujo de poeira do que fedendo a um chulé. Roupas nada de roupas especiais, só o básico e nessa vida andarilha MENOS É MAIS, se vc precisar de algo compra em bechó paga 5 reais por peça a medida que forem gastando. Um chapelão daquele de tecido tipo do exercito é útil o sol é foda. Talvez umas luvas pra braço daquelas de motoboy, são leves e não ocupam espaço. Nada de roupa de frio, isso se compra em brechó quando vc chega em um lugar frio. Panela leivei mas nunca usei, não precisa. Eu levaria um canivete daqueles com talheres e pronto lanterna USB me foi útil vc recarrega em qualquer lugar e ajuda nas caminhadas noturnas, tambem adptei ela pra usar na bike. Levei uma pequena caneca daquela de aluminio do exercito, usei muitas vezes mas não é tão necessario. Pretendo largar a panela e continuar só com a caneca. NADA DE LIVRO, COISA PEQUENA QUE ACUMULA PESO. Pra ler PDF no celular tá de bom tamanho.
       
      NAVEGAÇÃO: baixem o app MAPS.ME e baixem os mapas offline, é melhor que google map e tem GPS se precisar. Ele nunca me deixou na mão.
       
      O QUE APRENDI VIAJANDO: Comunicação, fazer dinheiro do zero, gerenciamento financeiro, profissão de recepcionista de hotel, inglês e espanhol (aprendi o básico em casa, e o resto no hotel falando com o povo).  E um par de habilidades de sobrevivência urbana.
       
      Insta: @chicoalhandra
      email: [email protected]
    • Por Daniela Alvares
      Em setembro de 2018, fizemos uma viagem ao Chile e Peru.
      Roteiro - 24 dias
      São Paulo > Santiago > Valparaíso > San Pedro do Atacama > Tacna > Arequipa > Cusco > Ollantaytambo > Aguas Calientes > Machu Picchu > Cusco > Lima.
       
      Começamos nossa jornada no Chile, em Santiago, Valparaíso e San Pedro do Atacama, cujos relatos seguem abaixo:
       
       
      No ônibus das 20:30, deixamos San Pedro do Atacama em direção a Arica, cidade chilena fronteira com o Peru. Seriam 8 horas de viagem, que à noite tínhamos esperança de sequer vermos passar. Com o coração apertado de deixar aquele lugar que tinha acordado tanto dentro de nós, nos despedimos do céu mais estrelado do mundo prometendo, para o Universo e uma para a outra, que voltaríamos logo, em breve, a tempo de não esquecermos toda a emoção que sentimos, nem de deixarmos a brutal rotina do acordar-trabalhar-dormir nos transformar em marionetes que fazem o uso da palavra "sabático" para justificar o tempo em que resolveram ser felizes. Logo nós, que tínhamos acabado de enxergar o não tamanho do mundo.
      Chegamos em Arica ainda escuro. Claudio (amigo que fizemos no Atacama, junto com seu fiel cão Lucky, artista plástico de Valparaíso que, cansado do mesmo todo-dia da vida e do consumo sentimental das relações obrigatórias, encontrou em San Pedro um porto. Breve e temporário.) tinha nos dito que, ao chegarmos, deveríamos atravessar a rua para a outra rodoviária, a internacional, onde poderíamos pegar um ônibus para o Peru. Foi uma ótima dica, ou teríamos ficado perdidas na escuridão da falta de informação e sinalização.
      Ao chegarmos na rodoviária internacional, que mais parecia o ponto final de uma linha de ônibus bem acabada em uma cidade quase fora do mapa, uma mulher sentada numa mesa nos informou que o ônibus para Tacna só sairia a partir das 8:30 da manhã. Eram 4:30 da madrugada. A outra opção, como ela sugeriu, era atravessar a fronteira com um dos muitos motoristas de carro que faziam ofertas de assentos pelo mesmo valor dos ônibus. Não, só se fôssemos loucas de aceitar. Assistimos demais "Presos no Estrangeiro" para arriscarmos uma prisão por tráfico de drogas com um estranho que diria que era tudo nosso, das gringas. Nunca. Resolvemos dar uma volta na rodoviária para despistar a mulher que nos alucinava com essa ideia, quando ouvimos sem muita certeza, o motorista de um ônibus gritar "Tacnabus, Tacnabus" e corremos para confirmar a informação. O ônibus ia para a Bolívia, mas primeiro pararia no Peru, em Tacna, para onde estávamos indo. Com o dinheiro guardado na calcinha, entramos no ônibus e seguimos para o nosso próximo destino.
      Na fronteira: sai do ônibus, carimba passaporte de entrada no Peru, passa as mochilas no raio X, tira o vinho da mochila, mostra que é vinho, guarda a garrafa, volta as mochilas para o bagageiro, sobe no ônibus. E em 40 minutos, chegávamos em Tacna.
      *ATENÇÃO! Ao desembarcar no aeroporto em Santiago do Chile, na entrada no país, além do passaporte carimbado, também entregam um papelzinho, aparentemente sem nenhum valor e sem nenhuma explicação. GUARDE-O DENTRO DO PASSAPORTE! Na travessia da fronteira, esse papel é exigido.
       
      TACNA
      Não esperávamos encontrar em Tacna a cidade charmosa e acolhedora que descobrimos. De habitantes tacanhamente tímidos, que nos olhavam surpresos e alegres ao perguntarmos seus nomes, essa cidadela conquistou nossos corações, receosos de não conseguirem mais se apaixonar depois de conhecer o Atacama. Mas Tacna é leve, florida, descompromissada, como que se viesse só para provar que é possível amar depois de amar. 
      O sotaque, de tanta timidez, torna o espanhol mais difícil aos ouvidos. Os bancos das praças possuem tetos de flores para fazer sombra. Na Plaza de Armas - nome de todas as praças principais de todas as cidades do Peru - há fotógrafos velhinhos andando sob o sol, sorrindo e sugerindo um retrato para a posteridade, como um pedaço de tempo congelado entre as flores coloridas, as palmeiras altíssimas, a fonte imponente, o arco marcante da cidade e, sempre, a igreja. 
      As lojas são todas setorizadas, de forma que os supostos concorrentes são colegas vizinhos, e você jamais vai conseguir tirar uma xerox se estiver próximo dos açougues ou dos consultórios ortodônticos, uma pequena obsessão tacniana. Por toda a rua principal, há galerias como camelódromos, com cabines de câmbio, tabacaria, lojas de joça e manicures enfileiradas em carteiras escolares oferecendo seus serviços. 
      Em Tacna você vira a esquina e se depara com uma padaria a céu aberto no meio da rua! Carrinhos de pães perfumam o entardecer e nos transportam para uma imaginada infância peruana. Foi ali que também comemos o melhor hambúrguer de cordeiro da nossa vida. No "Cara Negra", uma sanduicheria especializada em cordeiro, que eles criam lá mesmo no sítio atrás do bar. É descolado e tem drinks deliciosos. Faz valer a visita na cidade.
      Por todos os lugares que passamos, sempre procuramos pelo Mercado Central, que é onde encontra-se a essência do local. O Mercado Central de Tacna é imperdível. Tem de tudo. Especiarias, ervas, carnes, queijos, farinhas, biscoitos, frutas, verduras, doces, produtos de limpeza e muitas, muitas casas de sucos. Na "Juguería Sra Rosita", uma simpática senhora de sorriso frouxo e vontade de conversar, tomamos maravilhosos sucos de melão e de morango, muitíssimo bem servidos, de ficar na memória. Conhecemos também Miguel, dono de uma barraca de remédios de plantas medicinais, que sabia a erva ideal para absolutamente todo tipo de enfermidade.
      Ao caminharmos de volta para o hotel, bem encantadas com a surpresa de Tacna, uma vendedora nos parou para oferecer azeite. Ao agradecermos e sorrirmos, ela trocou a oferta para um branqueador dental. Talvez por marketing, ou pela já citada fixação por dentes perfeitos dos habitantes da li. Tomara. 
      Por fim, antes de partirmos, passamos por uma casa roxa, um centro de, como dizia a placa, "Magia y Diversión". Sem isso, qual seria mesmo o sentido de tudo? Com a delicadeza dessa mensagem tão sutil e necessária, seguimos nossa viagem em direção a Arequipa.
       







       
       
      - Onde ficamos:
      Ficamos no Nice Inn Tacna, no centro da cidade, com atendimento muito cordial. As pessoas são super simpáticas, o quarto era confortável, chuveiro quente e café da manhã bem simples. 
      Nice Inn Tacna - Av Hipólito Unanue 147, Tacna 23001, Peru / Telefone: +51 52 280152 / booking.com/hotel/pe/nice-inn-tacna.es.html - Onde comemos:
      Cara Negra - Cnel. Bustios 298 / Telefone: +51 952 657 540 / @caranegraoficialtacna / facebook.com/caranegraranchosanantonio/ - Onde fomos:
      Mercado Central de Tacna - Calle Francisco Cornejo Cuadra 809, Tacna 23003, Peru Plaza de Armas - Paseo Cívico de Tacna, Tacna 23001, Peru  
       Seguimos para Arequipa, Cuzco, Ollantaytambo, Aguas Calientes, Machu Picchu e Lima, que detalharemos em post separados. 
      https://www.instagram.com/trip_se_/
    • Por Adriana Araújo1502435418
      Salve galerinha do bem ! 
      Satisfação em compartilhar com vcs minha viagem de final de ano no Chile. Eu como uma boa geógrafa e louca por viagens tinha obrigação de ir conhecer o deserto, que afinal tá do lado da nossa casa por assim dizer 🤓.
      Eu passei Natal e Réveillon por lá, vou fazer um resumo dos assuntos relevantes mas se alguém quiser alguma informação só me contatar.
      Bom, eu planejei tudo em 4 meses, comecei com as passagens, hospedagens e pacotes dos passeios. Fechei tudo no Brasil. Embarquei 23/12/19 e fui direto pro Atacama ''c/ escala em Santiago pq n tem vôo direto p lá." Vc tem que chegar a Calama e de lá pegar um transporte para San Pedro " cidade base para quem vai ao deserto". 
      Eu fechei o transfer pelo decolar e deu tudo certo, a propósito fechei os passeios de Atacama com eles tbm. 
      A cidade de San Pedro é bem movimentada e fornece o básico para os viajantes, eu notei muita coisa de indústria brasileira lá nos mercadinhos, os preços em Atacama é BEM salgadinho, principalmente alimentação, as coisas ficam um pouco mais amenas fora de alta temporada, mas segundo o pessoal de lá não é muito diferente. Mas vale estar por lá...
      Existem restaurantes para todos os gostos!! Confesso que não sou apaixonada pela culinária chilena, mas uma coisa que eu ameiss foi o pão de lá... E o chopp, p/ os apreciadores não deixem de experimentar 😋

      Agora falemos então do magnífico deserto 😍
      São diversos passeios que vc pode fazer por lá, o bom do deserto é que a beleza de lá se encontra com todas as estações e tem atrações diversificadas. Eu vou citar os passeios mais marcantes p mim, mas se pretende ir, pesquise os que vc deseja conhecer de acordo com tempo e dinheiro que vc terá. 
      Sem dúvida o que eu mais gostei foi... 
      Ternas de Puritama 
      Olha a vista desse lugar e lá embaixo tem as piscinas termais. É muito interessante porque o sol tá rachando, aí vc pensa que vai tá muito quente p entrar em água com temperatura de 28-30 ° e aí que se encanta... Porque lá embaixo a temperatura cai e fica perfeito.

      O segundo eu destaco...
      Laguna Cejar
      Esse passeio é ideal para ser feito no verão porque a água é bem gelada. Com 40% a mais de sal do que a água do mar, seu corpo não afunda, porém não se recomenda molhar o rosto e tão pouco mergulhar e vc sai coberta de sal.

      E por fim vou destacar...
      Lagunas Altiplânicas e Piedras Rojas
      O lugar e lindo, lindo, o vento, o ar pela altitude, tive que mascar folha de coca p não sentir o ar  rarefeito. Vimos muitas Lhamas por lá foi bem legal, e apropósito a noite acabei indo comer carne de Lhama super tradicional por lá.
      Enfim o deserto é um lugar surpreendente de muitas aventuras e diferentes paisagens, se viagens pra curtir a natureza é teu forte então vc tem que fazer Atacama um dia!
      Agora vamos para  o posto de tudo isso hahaha... Santiago 
      Minha viagem aconteceu quando os protestos no Chile em 2019 já estavam controlados então foi sussa viajar por lá.
      É sabido que estamos falando sobre a capital neoliberal da América do Sul então... Empreendedorismo e modernismo e o foco de lá.
      Cidade agitada com muita comida e balada pra quem gosta. No verão Santiago perde sua maior atração que é o Valle Nevado, porém ele ainda oferece passeios. 
      Tire um dia pra dar um rolê no centro "tipo 25 de Março aqui em Sampa". Vale a pena pra fazer comprar e trazer presentes inclusive o Pisco "bebida típica" de lá rsrs. Vá ao Cerro de Santa Lucía e Mercado Municipal, eu fiz isso tudo no msm dia e o bom que dá pra ir a pé, e confesso que foi o dia mais agradável que eu tive, no final da tarde tomamos chopp e comemos no Mercado ao som de música típica e do zunzunzun de muitas conversas! 

      Depois de ficar ligeramente alegre e rindo a toa 🙈 pegamos Uber que por sinal até o momento não é legalizado mas funciona muito bem por lá, e fomos pro hotel. Falando nisso, o setor hoteleiro de Santiago é muito bom e o melhor é que, se vc procurar bem pode achar preços incríveis. Eu fiquei nesse hotel Maravilhento rs, por um preço ótimo.
      Para finalizar vou resumir os passeios clássico de
      Valparaíso e Viña del Mar
      Cidades costaneiras, na minha modesta opinião... Pura propaganda, não há nada a se perder em visitar, Valparaíso é uma favela antiga, que as imagens falem por si.
      Em Viña del Mar, tem o famoso relógio de flores, restaurantes de frutos do mar em abundância, mas para mim o que valeu foi passear pela orla e por o pé nas águas do pacífico Sul que é gelada demais, isso me fez valorizar nosso litoral top ❤️ e tivemos a sorte de ver leões marinhos  a 1mt. de distância.
      Bom enfim termino por aqui, esse foi meu primeiro relato, e peguei a  minha viagem mais recente, da um trabalho danado escrever sobre isso, então aproveitei o tempo de quarentena pra fazer isso. Esperamos o fim da pandemia para voltarmos a fazer nossas viagens com segurança pelo mundo! 
      Abraços e boa sorte 🙏 
       
    • Por Daniela Alvares
      Estivemos em Valparaíso em setembro de 2018, em uma viagem pelo Chile, que também contemplava as cidades de Santiago e San Pedro do Atacama, com seu espetacular deserto. Tudo isso relatado em posts descritivos de cada cidade.
      Nos hospedamos na parte baixa da cidade. Ficamos 2 noites no hostel Casa Plan, um charmosíssimo prédio que funciona como hostel, café, galeria de arte e espaço cultural. Excelentes quartos, banheiros e áreas comuns. Tudo bonito, espaçoso e muito confortável. E ainda tem a simpatia e atenção do Gabriel, idealizador desse lugar múltiplo. Teríamos ficado uma noite a mais. Saímos com a sensação de não termos conhecido tudo.
      Valparaíso é uma cidade que requer tempo. É pequenina, mas tão adorável e que desperta tantos sorrisos, que te deixa pensando por que os amigos recomendam ir, mas ninguém fala que você vai embora com muita vontade de ficar.
      Nas ruas da parte baixa vende-se de tudo: fruta, comida pronta, papel higiênico, cigarro, remédio fora da caixa, desinfetante, roupa, tudo. Pessoas dançando no meio da calçada, de alegria ou embriaguez, também chamaram nossos olhares, em meio àquela oferta de tudo e qualquer coisa, que não tem como não nos vidrar.
      E antes de conhecermos a cidade, conhecemos os cachorros. Já tínhamos reparado que os cães de rua em Santiago eram bem cuidados, mas em Valpo, como eles a chamam, os cachorros são parte não só da cidade, como da vida das pessoas, que espalham potes de água e até casinhas por todos os cantos. Eles caminham pela cidade como pessoas e dormem no sol da praça como idosos aposentados.
      A cidade baixa é conectada à cidade alta por funiculares, que levam a diferentes paisagens dos inúmeros miradouros que nos permitem não só admirar a vista, mas também entender a construção da primeira cidade portuária do Chile e fuga de muitos presos políticos durante a ditadura de Pinochet.
      A parte alta é dividida em cerros, que são como bairros. Cerro Alegre e Cerro Concepcion são os mais charmosos. São repletos de casas coloridas de zinco e de casarões transformados em hotéis, lojinhas e restaurantes, grafite e arte por todo lado. Lemos em algum lugar que Valparaíso é uma mistura de Santa Teresa, Bairro Alto, Olinda e Caminito. É mesmo. Mas é muito além.
       

       

       

       

       

       
       
      Cerro Cárcel
      Um pouco fora do circuito turístico de Valparaíso fica o Cerro Cárcel, local onde funcionava uma prisão de tortura para presos políticos e que, mantendo-se toda a estrutura para que detalhes da história do país jamais fossem esquecidos, ignorados e tampouco modificados, foi transformado em parque e centro cultural. As salas são exatamente do tamanho das celas, com suas micro janelas no alto com barras de ferro, lembrando a todo tempo onde estamos. Fotografias de mulheres presas se espalham pelas paredes, com seus nomes e um sensível relato das roupas que vestiam e do local em que estavam no exato instante em que foram capturadas.
      Uma homenagem forte a um jovem militante assassinado ali, com um testemunho duro e detalhado de um amigo que assistiu à crueldade sem nada poder fazer. Gonzalo Muñoz Aravena.
      O coração doeu ao lermos e, de certa forma, revivermos toda aquela história entre aquelas mesmas paredes, onde quanto à energia que ali paira não há arte que acalente.

       

       

       

       
      O edifício faz parte do Parque Cultural de Val Paraíso, que é ao mesmo tempo centro cultural e parque aberto para a  comunidade.
      O parque abre de quarta a domingo, das 10h às 18h no inverno e das 10h às 21h, no verão.
      Endereço: Calle Cárcel, 471
       

       
       

       

       

       
      Saímos do Parque Cultural de Valparaíso e, enquanto olhávamos o mapa e pensávamos no que faríamos no pouco tempo que ainda nos restava ali, um senhor se aproximou perguntando se estávamos perdidas e queríamos ajuda. Iniciamos uma conversa longa com aquela figura que tanto tinha para contar.
      Aquele senhor, hoje reciclador de lixo, era apaixonado pela sua cidade. Tinha sido preso naquela prisão, junto com militantes de esquerda. Não que fosse um, ele disse, pois não tinha estudos e nem coligações com partidos, mas gostava de fumar maconha, e um dia foi pego e jogado naquele pequeno inferno, em celas de 8 m2 com 12 pessoas, que não tinham sequer como ir ao banheiro. Faziam cocô num saco e quando juntavam uma quantidade cujo cheiro não dava mais para suportar, subiam na janela da cela e lançavam-no do lado de fora, ato que gerava consequências desumanas de tortura.
      Ele fugiu. Numa fuga em que escaparam muitas pessoas, já exaustas e inconformadas com tanta maldade naquele lugar onde a extrema tortura era revoltantemente comum, ele foi junto, por um pequeno túnel que levava à uma possível liberdade. Não para todos, pois muitos foram capturados na tentativa de deixar o Chile, denunciados por argentinos nas fronteiras ou pelos próprios traços cansados, machucados e desnutridos. Mas para ele, sim. Finalmente. E ali na sua cidade ele permaneceu, e fez questão de ficar para ver os anos passarem, o governo mudar, e a vida poder ser de outra forma.
      Casou-se com uma mulher que tinha 4 filhos de outro homem, e ele quis criar todos, ser pai. Não está mais casado com ela. Tem netos já grandes. Ouviu uma filha dizer que tem 2 pais e ficou muito magoado, afinal o pai foi ele a vida inteira. Mas hoje entende, acha que no fundo ela tem razão. E os dois são amigos, o que fez e o que criou.
      Fala dos filhos, dos netos e da vida com brilho nos olhos e sorriso no rosto. Além de reciclar lixo numa tentativa de ajudar a manter a cidade, é também guia no centro cultural, contando aos jovens a história da cidade, da prisão e a sua própria, para que saibam onde estão.
       
      Frequenta o centro sempre que pode, gosta muito das peças de teatro e lamenta não ter assistido à sessão de cinema em que passou Carandiru, pois todos os seus amigos disseram que ele tinha que ver esse filme, que ia adorar.
      Apertou as nossas mãos, despediu-se de nós, nos desejou um bom passeio e desapareceu antes que pudéssemos saber seu nome ou eternizar seu rosto em algum lugar além da memória, que tem por costume se esvair com o tempo.
      E assim, como que com o coração em suspensão, à espera de um final, do laço de fita no presente, deixamos aquela cidade portuária, colorida, prisioneira, alta e baixa, simples e nobre, cultural e carente, olhando para trás e querendo voltar.
       
      O que faltou fazer?
      - Não visitamos a La Sebastiana, casa museu do Neruda em Valpo. Ela fica mais distante, em um cerro mais alto. Nos arrependemos imenso, mas não tivemos tempo.
      - Walking Tour para saber mais da história da cidade. 
       
      Dicas
      - Tours 4 Tips - caminhadas guiadas de cerca de 3 horas em que você paga o quanto quiser para o guia. 
      - Pan de Magia - uma pequena casinha roxa e amarela na cidade alta que serve empanadas deliciosas e baratas. Fica na Calle Almirante Montt, 738. 
       
      https://www.instagram.com/trip_se_/
       
       
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