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lojudice

A farsa de Fernando de Noronha

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6 minutos atrás, casal100 disse:

@valderes  aí você vai para Torres del Paine e paga uma fortuna para dormir num refúgio sem grande conforto e a comida, outra facada.

Vai para Machu Picchu e constata que o preços são exorbitantes também. 

A diferença que essas são atrações com grande fluxo de turistas abonados.

É de fato um turismo para mais abonados. Chile é um destino realmente caro, mas sempre está na moda...

Mas qd comparo o Peru e Bolívia em questão de custo benefício, se desconsideraemls o valor da passagem aérea é muito mais barato viajar em lugares turísticos lá do q no Brasil pelo menos p o meu perfil, já que não tenho carro e grande parte dos locais mais famosos do Brasil se vc não estiver com carro próprio fica preso numa infraestrutura e logística ruim e de alto custo. Em águas calientes me hospedei em um hotel por 50 reais a diária do Qt casal, no Brasil de modo geral o msm é de 2 a 3 vezes mais...

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Dicas de Noronha:

Antes de ir: pagar a taxa pela internet, pois a fila é menor e você perde menos tempo no aeroporto.

Importante: eles vão te dar um papel que deverá ser entregue no aeroporto quando for sair de Noronha (leia-se: existe alta probabilidade de você perder ou esquecer onde colocou esse papel - nosso caso-). Guardar esse comprovante em local seguro!

Ao sair do aeroporto, não pegar a van/transfer pois eles te levarão para umas palestras. Nós preferimos curtir o fim de tarde na praia. Preferimos 1) pegar o taxi e ir direto para pousada, 2) correr para agendar atalaia e 3) ver o pôr do sol.

Dica: Deixar as coisas na pousada e ir direto ao ICMBio, na vila do Boldró, agendar atalaia e outros passeios. Isso é muito importante, nós, por exemplo, fomos em baixa temporada e só tinha vaga para o último dia. Atalaia é uma das praias mais lindas, tem gente que não consegue vaga e acaba não visitando. Você paga uma taxa de 97,00, recebe um cartão que dá direito a entrar em algumas praias (Sancho, por exemplo) e trilhas por dez dias, pode agendar outros passeios também com esse mesmo cartão. Saindo de lá, escolha um pôr do sol para apreciar.

Pôr do sol: Cada canto da ilha é um pôr do sol diferente, cada um mais lindo que o outro: no primeiro dia, fomos ao forte do boldró, pois o ICMBio já é no Boldró (Se o taxista for legal, ele te pega na pousada e leva para o forte, fazendo uma parada no ICMbio para agendar atalaia). Outro pôr do sol que amamos foi no bar do meio (pedir 2 drinks por pôr do sol, tudo muito caro). O lugar tem uma vibe incrível, fomos uns 2 dias lá, adoramos! Dizem que do mergulhão e do forte nossa senhora dos remédios também é bonito, mas não fomos. Tem o bar duda rei também na praia do meio, mas é estilo barraca de praia. Bar do cachorro, dizem que é legal ver de lá também.

Pousada: ficamos na tubarão, ótima localização. Adorei a pousada, eles pensam em tudo o que você pode precisar. São muito atenciosos. Tem bike de graça e um café da tarde (16:00), estilo café da manhã. Como a comida em Noronha é muito cara, eliminamos o almoço (kkkk). Enfim, comíamos bastante no café da manhã, depois, alguns lanches rápidos, comíamos bastante no café da tarde da pousada e saíamos para algum pôr do sol. Então, comíamos num restaurante legal no jantar (gostamos do Xica da Silva e Triboiu, atum selado é delicioso. A pizzaria na moita também é legal, consegue ir a pé para todos esses). Ah, a sobremesa era sempre um sorvete delicioso do empório são Miguel, caminho de casa! kkk

Dica: tem praia que é legal com a maré baixa, a maioria, e praia que dá para ir com a maré mais alta. Sendo assim, levem uma tabela das marés para programar os horários das praias que irão. Podem combinar uma praia de maré baixa e quando a maré subir, sigam para conhecer uma de maré alta. Então, podem combinar as praias de acordo com as marés e proximidade, como (Porcos + Cacimba, Sueste + Leão). Atalaia e Sancho fizemos cedo e combinávamos com praias perto da pousada como praia do cachorro e praia do meio no bar duda rei. Pode ser porto também, o snorkel lá é na maré alta.

Maré Baixa: Atalaia (fazer trilha curta), buraco do galego na praia do cachorro, Sancho (passar pelo mirante dos golfinhos), porcos (só consegue chegar pelo acesso da praia da cacimba na maré baixa. Podem curtir porcos quando estiver baixa e ficar na cacimba quando começar a encher).

Maré alta: Sueste (maré alta) e leão são vizinhas (não conseguimos, mas dizem que são lindas). Porto para snorkel.

Dica: Fazer mergulho com cilindro com o bodão (whataspp 81 95958140 empresa mar de noronha). Foi inesquecível ver o naufrágio na praia do porto. Todos falam que a praia do porto é perfeita para snorkel (compramos um snorkel e levamos o nosso, valeu a pena demais. Levem pelo menos um para dividir).

Água: perto da pousada tem um mercadinho (Breakfast). Lá compramos embalagens de 5 litros e ficamos enchendo as de 1,5litros (levar água para os passeios). Algumas praias não têm água para tomar banho, se for daquelas pessoas que se incomodam com o sal, levar uma garrafa com água da torneira.

Transporte: usamos taxi e caronas. Não conseguimos usar o ônibus por que demorava muito. As caronas que pegamos foram ótimas, é super comum na ilha, adoramos! Os trechos de taxi são tabelados, entre 25 e 35 reais. A diária do bugre é 250,00, gasolina 6,00 o litro. Não alugamos, mas pensamos que talvez fosse interessante alugar um dia e usar para ir para várias praias, algumas mais distantes. Talvez, fazendo um roteiro legal para uma diária, seja interessante. Bike: se for usar, lembrem-se das pedras da vila dos remédios e de aprender a passar a marcha antes, caso contrário, pode ser obrigado a carregar a bike nas subidas das ladeiras (muitas) que encontrar no caminho. Ufa!

Passeios: não fizemos o ilha tour, por que falaram que não dá para curtir as praias, é só bater foto e ir embora. Preferimos conhecer cada praia no nosso tempo, mas há quem dia que é legal fazer no primeiro dia para se ter uma noção melhor da ilha. Enfim, acho que vai de cada um e da quantidade de dias em Noronha. Fizemos um passeio de barco no final da tarde, com churrasco de peixe, pranchinha (plana sub) e pôr do sol. Foi legal. Só aconselho se tiver tempo livre... não consegui ver vida marinha nesse passeio.

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Em ‎07‎/‎10‎/‎2006 em 17:47, lojudice disse:

Galera,

 

Antes de mais nada quero deixar claro que essa foi minha impressão da Ilha e eu sei que muitos vão discordar. Mas como já conversei com outras pessoas que tiveram a mesma impressão que eu, gostaria de colocar uma outra visão sobre a famosa ilha de Fernando de Noronha. Que o lugar é lindo (deslumbrante mesmo) e está na lista dos principais roteiros de viagens do país todo mundo sabe. Justamente por isso, resolvi provocar a discussão um pouco sobre os pontos negativos, que só fui descobrir quando cheguei lá.

 

Toda essa introdução para dizer uma coisa simples: Fernando de Noronha deixou de ser um lugar voltado para o Ecoturismo para se tornar um point de Turismo de Luxo. Não é novidade para ninguém que a Ilha é o ponto turístico mais caro do Brasil e sempre teve preços exorbitantes. Mas o caso é que isso está afastando os ecoturistas e mochileiros para atrair um tipo de turista que eu particularmente não gosto de encontrar em minhas viagens, o turista predatório.

 

Eu estive lá na primeira semana de setembro e fiquei 9 dias. O que pude perceber é que Fernando de Noronha está completamente dominada por turistas que compram seus pacotes em agências de farofeiros e que estão muito focadas com sua diversão e pouco se lixando para a conservação e preservação da Ilha.

 

O fato é que Noronha virou o lugar da moda. E as pessoas não estão indo para lá porque adoram o contato com a natureza, porque gostam de mergulhar (a maioria que vai pra mergulhar nunca fez isso antes!), porque o lugar é incrível, etc. Estão indo para lá porque dá STATUS dizer que conhece Fernando de Noronha. Estão indo porque conseguem impressionar mais facilmente a namorada/noiva/esposa levando-a para Fernando de Noronha do que para a Costa do Sauípe.

 

Isso, como vcs bem podem imaginar, muda completamente o perfil do turista e os serviços necessários para atendê-lo. A preservação do meio ambiente é levado a sério por Ibama, Tamar e outras Ongs de lá. Os turistas fazem de conta que contribuem, mas só fazem de conta.

 

Todo mundo é a favor da preservação dos Golfinhos. Mas se o barco não fica fazendo meia volta para acompanhar o bando de golfinhos, os turistas reclamam. E não é novidade pra ninguém que os golfinhos só acompanham o barco pq estão se sentindo incomodados. Todo mundo é a favor da limitação de 100 pessoas por dia na praia do Atalaia, desde que esteja entre essas 100 pessoas. Se for barrado pelo Ibama, reclama e ameaça fazer escândalo.

 

O ônibus coletivo de lá tb só é usado por nativos. Todo mundo prefere alugar uma land roover com o ar condicionado ligado no máximo e o diesel comendo solto. Acho que os buggys estão com os dias contados por lá. Inclusive qdo fui alugar um, o dono ficou falando uns 5 minutos sobre o “desconforto” do buggy, o que me fez imaginar o tanto de reclamação que ele não recebe sobre o vento batendo na cara, o sol, a areia, etc.

 

No item desconforto, chega a ser hilário as tais “trilhas” de Noronha. Tirando a do Atalaia e do Capim Açú, o que eles chamam de trilha por lá é uma caminhada na praia. Pra atravessar 50m de uma praia pra outra no meio do mato lá é “trilha”, Pior que acaba sendo mesmo. Já que grande parte dos turistas lá já passou dos 60 anos e nunca fez uma trilha de verdade na vida. Fui a uma palestra do Ibama na qual eles fizeram uma apresentação da ilha. Todos os locais sobre qual eles falavam alguém levantava a mão e perguntava: “dá pra ir de carro”?

 

Economia de energia e água? Esqueçam! Todo mundo é favor da preservação desde que não atrapalhe seu conforto pessoal. Apesar dos vários apelos do Ibama e nativos em geral.

 

Aliás, é até engraçado falar em Nativos pq isso é um conceito ultrapassado por lá. Como o turista que está indo a Noronha é o popular “chato” (pra não dizer fresco), as operadoras, pousadas e restaurantes estão contratando gente de fora da ilha pra poder atender esse mala do jeito que ele acha que deve ser tratado. Com isso, em 9 dias de Noronha, não consegui conhecer uma única pessoa que estivesse mais de 4 anos na Ilha. Só trabalha com turismo lá quem é de fora.

 

As tão famosas pousadas “domiciliares”? Pois bem, fiquei em uma delas. E descobri o que viraram: há alguns anos o governo de Pernambuco construiu e distribuiu algumas casas para os nativos que serviriam também como pousadas. Eles receberam as casas com o compromisso de não poderem vendê-las. O objetivo era desenvolver uma fonte de renda para essas famílias. Há um bairro novo lá, a Floresta Nova, que parece uma Cohab ou CDHU de pousadas: casinhas de madeira (bonitinhas) com quatro quartos para hóspedes.

 

Fiquei numa dessas. Mas o caso, é que a família que é dona da pousada não mora na Ilha há tempos. Assim que receberam a casa arrendaram para uma empresa que detêm outras 10 pousadas (!!!!) do mesmo tipo. Essa empresa arrendou essas casas e centralizou a administração. Colocou um funcionário vindo do Continente em cada uma pra tomar conta, mas tudo tem uma gerência central, que inclusive tem um preço único e mesmo padrão de serviços para todas. Essa não é a única empresa que faz isso. Os moradores antigos? Todos vivendo em Natal ou Recife com o dinheiro do arrendamento.

 

Isso parece besteira, mas na verdade é um dos motivos do preço alto. Já que o lugar virou um grande cartel. Outro problema: a ilha perdeu a identidade. Não há mais moradores que nasceram lá. Isso faz com que também não tenham nenhum compromisso com o local, pois sabem que amanhã poderão ir embora trabalhar em outro lugar.

 

Enfim, como acho que já escrevi demais, só pra finalizar gostaria de dizer que todos esses problemas estão transformando Noronha em um lugar amorfo, totalmente sem identidade, sem uma cara. O lugar está ficando chato! Qdo voltei de Noronha todo mundo me perguntava como era lá e a resposta padrão que eu criei era: é lindo, mas é chato.

 

Abs

Marcelo

Obrigado pelas informações, pois é de grande valia esse conteúdo! Estarei indo em Outubro, e passarei a observar com outros olhos!

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